Você está na página 1de 10

Felipe Camargo RA 004201602027

Bruna Franciele Simão RA 004201804374

ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HUMANO


LABORATÓRIO DE PSICOLOGIA – SNIFFY

Campinas
2020
Felipe Camargo RA 004201602027
Bruna Franciele Simão RA 004201804374
ANÁLISE DO COMPORTAMENTO HUMANO
LABORATÓRIO DE PSICOLOGIA – SNIFFY

Relatório Sniffy da disciplina Análise


do Comportamento Humano do
Curso de Psicologia da Universidade
São Francisco, sob orientação do
Professor Walmor Largura como
exigência parcial para aprovação da
disciplina.

Campinas
2020
SUMÁRIO

Introdução……………………………………………………………………………………....

Método.………………………………………………………………………………………….

Referências.……………………………………………………………………………………..
INTRODUÇÃO

Inicialmente ao falarmos sobre Behaviorismo é necessário relembrar alguns pontos,


começando por Watson no qual comenta que a mente e os conteúdos encobertos não
deveriam fazer parte do estudo psicológico, pois não eram observáveis. O autor salienta que a
psicologia deveria ser redefinida como o estudo do comportamento ao invés do estudo da
consciência. Além disso, excluía a possibilidade de utilizar o método de introspecção,
afirmando que deveria ser analisado apenas os comportamentos observáveis (Skinner, 1974).
Sobre o behaviorismo radical, Skinner não descarta a possibilidade de utilizar a auto-
observação e o autoconhecimento, mas questiona-se o caráter daquilo que é sentido,
observado e reconhecido pelo sujeito no método de introspecção, levantando o problema de
quanto do corpo é possível realmente observar (Moreira & Medeiros, 2007).

Skinner (1979) cita que o comportamento é uma matéria difícil, não porque seja
inacessível, mas porque é extremamente complexo. Desde que é um processo, e não uma
coisa, não pode ser facilmente imobilizado para observação. É mutável, fluido e evanescente,
e, por esta razão, faz grandes exigências técnicas da engenhosidade e energia do cientista. A
observação sem intervenção é algo difícil de conseguir. Para ser bem-sucedido na observação
dos organismos na situação natural, é preciso saber os possíveis efeitos de uma presença
humana sobre seu comportamento. Mesmo levar um organismo para o cativeiro é, em si
mesmo, uma intervenção. Para estudar tais efeitos, devem-se apresentar os estímulos
apropriados. Em qualquer estudo do comportamento, então, apresentar estímulos é
praticamente inevitável (Catania A. C. 1993, p.35).

De acordo com Micheletto (2001) pode-se dizer que as bases fundamentais que
norteiam as obras de Skinner estão vinculadas a sua pretensão de fazer da psicologia uma
ciência. E para isso a compreensão do comportamento operante que descreve a relação entre
as respostas dos organismos e o ambiente, era um de seus principais objetivos. Esses
comportamentos podem ser caracterizados como respondentes ou operantes.

No comportamento respondente, resposta eliciada pelas apresentações iniciais de um


estímulo (p. ex., nas primeiras vezes que um sino é tocado ou seu som é emparelhado com
comida, um cachorro pode levantar suas orelhas e/ou virar a cabeça na direção do sino). O
comportamento respondente já foi considerado como primordialmente autonômico (p. ex.,
respostas de glândulas e musculatura lisa), mas a relação reflexa define o comportamento
respondente independente do caráter da resposta. Assim, as respostas esqueléticas podem ter
características respondentes. Produzimos comportamento respondente através da
apresentação de estímulos e modificamos o comportamento respondente através de
modificações em tais estímulos. Por exemplo, diferentes concentrações de ácido na boca (p.
ex., diluições de vinagre) eliciam diferentes quantidades de saliva. Isso significa que há
limites na extensão pela qual podemos modificar o comportamento respondente. Podemos
criar novos operantes através da modelagem, mas as propriedades dos respondentes são
determinadas por seus estímulos eliciadores, de modo que não há, para o comportamento
respondente, um procedimento análogo à modelagem. (Catania A. C., 1993, Moreira &
Medeiros, 2005).

Já os comportamentos operantes são voluntários e envolvem escolha e decisão, pois


ele é aprendido na sua relação com o meio e suas consequências. O comportamento operante
é aquele que produz consequências e/ou modificações no ambiente e são afetadas por elas, no
sentido de ser aprendido e mantido. Desta forma, tende a compreender habilidades e
conhecimentos, ou seja, falar, ler, escrever, raciocinar, abstrair, etc. Portanto, as
consequências de determinado comportamento agem sobre o indivíduo, tornando-o um ser
sensível e ativo no ambiente (citado por Moreira & Medeiros, 2007). O estudo é de grande
importância para a psicologia, uma vez que pode elucidar relações comportamentais e a
aprendizagem, e provar em experimentos que um comportamento operante pode ser
modelado ou extinto por um experimentador. Entender este funcionamento é importante para
que o ser humano consiga solucionar questões em sua prática de vida e nas suas relações.

Segundo Smith (2010), a aplicação de uma análise experimental de comportamento


foi diferente desde o início. Preocupava-se duplamente com as consequências. O
comportamento poderia ser modificado, modificando-se suas consequências – isso era o
condicionamento operante – mas poderia ser modificado porque outros tipos de
consequências então se seguiriam. Skinner (1979) descreve que no condicionamento
pavloviano ou ―respondente‖ o que se faz é aumentar a magnitude da resposta eliciada pelo
estímulo condicionado e diminuir o tempo que decorre entre o estímulo e a resposta. (Note-
se, incidentalmente, que os dois casos esgotam as possibilidades: um organismo é
condicionado quando um reforço (1) acompanha outro estímulo ou (2) segue-se ao próprio
comportamento do organismo. Qualquer evento que não se classifique nem como (1) nem
como (2) não tem nenhum efeito para mudar a probabilidade de resposta.). No experimento
do pombo, então, o alimento é o reforçador, o apresentar alimento quando uma resposta for
emitida è o reforço. O operante será definido pela propriedade à qual o reforço for
contingente – a altura até onde a cabeça for levantada. A mudança da frequência com que a
cabeça for levantada à altura determinada constitui o processo de condicionamento operante.

Enquanto estamos despertos, agimos constantemente sobre o ambiente, e muitas das


consequências de nossas ações são reforçadoras. Através do condicionamento operante, o
meio ambiente modela o repertório básico com o qual mantemos o equilíbrio, andamos,
praticamos esporte, manejamos instrumentos e ferramentas, falamos, escrevemos, velejamos
um barco, dirigimos um automóvel ou pilotamos um avião. Uma modificação no ambiente
novo automóvel, um novo amigo, um novo campo de interesse, um novo emprego, uma nova
residência - pode nos encontrar despreparados, mas o comportamento ajusta-se rapidamente
assim que adquirirmos novas respostas deixamos de lado às antigas (Skinner, 1779).

O reforço é uma consequência que aumenta a frequência de um comportamento que


pertença à mesma classe, de ocorrer no futuro. Existem dois tipos de reforço, o positivo e
negativo. Em ambos há o fortalecimento da resposta que os produziu, gerando mudança na
frequência futura. A diferença é que no reforço positivo um estímulo é acrescentado ao
ambiente e no reforço negativo um estímulo é subtraído temporariamente ou eliminado do
ambiente (Catania A. C., 1993, Moreira & Medeiros, 2005).

Skinner (1979) cita que o reforço positivo pode ser utilizado para condicionar um
comportamento incompatível. Usamos este método quando controlamos uma tendência para
uma manifestação emocional, reforçando um comportamento estóico. Isto é muito diferente
de punir um comportamento emocional, ainda que a punição, também forneça reforço
indiretamente para o comportamento estóico através da redução dos estímulos aversivos.
Prefere-se o reforço positivo direto porque parece ter poucos subprodutos indesejáveis.

Usamos reforço negativo de muitas e diferentes maneiras. Um estímulo aversivo que


tenha sido retirado para reforçar um operante desejado oferece como vimos um modo
imediato de controle. Um garoto mantém outro preso ao chão até que a vítima peça ―água‖.
Torce-se um braço até que o revólver seja largado. A fórmula da substituição de estímulos se
aplica à função do reforço negativo. Os eventos neutros que acompanham ou precedem
reforços negativos estabelecidos tornam-se negativamente reforçadores. Assim nos
movimentamos para escapar de uma pessoa irritante ou ofensiva mesmo que ela não esteja
irritando ou ofendendo no momento (Skinner, 1979).

A modelagem é uma forma de se ensinar um comportamento, conforme Skinner


(citado por Zilio, 2010), este processo consiste em manipular o ambiente através da
apresentação de estímulos contingenciais à ocorrência de respostas específicas, buscando
reforçar classes de respostas que sucessivamente se aproximam da resposta desejada. Ainda
sobre isso Catania (1999), ressalta que a modelagem é baseada no reforço diferencial, onde
algumas respostas são reforçadas e outras não, em estágios sucessivos. conforme a resposta
se altera, os critérios para o reforço diferencial também se modificam, buscando aproximar-se
de forma sucessiva da resposta desejada. A partir disso, quando uma determinada resposta é
reforçada, a probabilidade de que ela ocorra novamente aumenta. Isso não é permanente, pois
quando o reforço é retirado a resposta volta a sua ocorrência original. Esse processo de
suspender o reforço é chamado de extinção e quando a resposta retorna ao seu nível de
ocorrência anterior, diz-se que o comportamento foi extinto.

No esquema de reforçamento contínuo, toda resposta é seguida do reforçamento, já no


reforçamento intermitente algumas respostas são seguidas de reforço, outras não (Moreira &
Medeiros, 2007). Reforçando uma série de aproximações sucessivas conseguimos em pouco
tempo uma alta probabilidade para uma resposta muito rara. Este procedimento é eficaz por
reconhecer e utilizar a natureza contínua de um ato complexo. Quando esperamos por uma
instância completa singular, reforçamos uma sequência semelhante, porém com muito menor
eficácia, pois os primeiros passos não serão adequadamente reforçados. (Skinner, 1979)

Como se deveria esperar, o comportamento reforçado apenas intermitentemente


muitas vezes mostra uma frequência de ocorrência imediata, mas os estudos de vários
esquemas em laboratório revelaram complexidades surpreendentes. Em geral este
comportamento é marcadamente estável e mostra grande resistência à extinção. Já foi
mencionado um experimento no qual mais de 10.000 respostas apareceram na curva da
extinção de um pombo reforçado em um esquema especial. Nada parecido foi jamais
conseguido depois de reforço contínuo. Como esta é uma técnica para ―conseguir mais
respostas de um organismo‖, em troca de um determinado número de reforços, é
grandemente usada. Os salários são pagos de modo especial e apostas e aparelhos de jogo são
engendrados de forma que ―pague‖ em esquemas especiais, porque há retorno de reforço
relativamente grande em tais casos. Aprovação, afeto e outros favores pessoais com
frequência são intermitentes, não apenas porque a pessoa que fornece o reforço pode
comportar-se de diferentes maneiras em ocasiões diferentes, mas precisamente porque pode
ter verificado que semelhante esquema produz um retorno mais estável, persistente e
proveitoso. (Skinner, 1979).

Nenhum reforçador funciona como reforçador o tempo todo. Se você acaba de comer
três fatias de torta de maçã e seu cortês anfitrião ainda lhe oferece mais uma, você, agora,
provavelmente vai recusar. Por mais poderoso que seja o reforçador, ainda é possível a
saturação. Se você passou certo tempo sem o reforçador, é provável que ele se mostre
poderoso; isso é privação. Se recentemente você recebeu muito desse reforçador, é provável
que ele se mostre fraco; isso é saciação (Baum, p.83 – 2006).

As boas coisas da vida têm, entretanto, outros efeitos. Um deles é a satisfação das
necessidades, no sentido simples de alívio do desconforto. Algumas vezes comemos para
escapar das cãibras de fome e tomamos comprimidos para aliviar a dor, e por compaixão
alimentamos os famintos e curamos os doentes. Para tais propósitos planejamos uma cultura
que dê a cada qual ―de acordo com suas necessidades‖. Mas a satisfação é um objetivo
limitado; não ficamos necessariamente felizes por termos tudo quanto queremos. A palavra
sated (saciado) tem relação com a palavra sad (triste). A simples abundância quer numa
sociedade afluente, quer num clima benévolo, quer num Estado paternalista, não é o
suficiente. Quando as pessoas recebem de acordo com as suas necessidades
independentemente do que fizerem, permanecem inativas. A vida abundante é uma terra de
montanha-de-doce ou o País de Cocanha. É a Schlaraffenland a terra dos preguiçosos — de
Hans Sachs, e o ócio é o único objetivo dos que estiveram compulsivamente ou ansiosamente
ocupados (Skinner, p.202 – 1969).

A saciação pode liberar o homem para o comportamento produtivo, mas numa


condição relativamente improdutiva. (Skinner, p.212 - 1969) Uma vez saciado e livre de
estimulação aversiva, o homem, como muitas outras espécies, toma-se inativo e vai dormir.
Mas só por pouco tempo. O sono e a inação, com ou sem o suporte de drogas, não
absorverem toda a estagnação. (Skinner, p.223 – 1953).
MÉTODO

Para o experimento foi utilizado o software Sniffy Pro - The Virtual Rat; um rato virtual
capaz de realizar os fenômenos de condicionamento clássico e operante, sob comando da
dupla de alunos, que nomeou o sujeito (rato) do experimento de coloração branca como Stick.
O uso do programa tem como principal função auxiliar os alunos na atividade prática
planejamento e na condução de experimentos em laboratório. Para a realização do
procedimento será utilizado o manual de laboratório de atividades práticas disponibilizado
pelo professor, caderno e canetas esferográficas para anotações, computador para execução
do software Sniffy, cronômetro e pen-drive. Para a realização do procedimento foi necessário
o uso da sala de informática da universidade, onde cada dupla deve utilizar um computador
para a configuração do programa Sniffy sob orientação antecipada através do manual de
laboratório de atividades práticas; observação e descrição das ações geradas através dos
comandos no rato virtual em seis folhas de sulfite A4 contendo e fichas de registros de
resposta em cada estágio - retraimento pode chegar até a a ulia mais completa, e mesmo ao
autossequestro, mas essa conduta é mais comum no ado- lescente ou no jovem adulto. s
vezes, os transtornos são menos tempestuosos, mas revelam uma ruptura com os modos de
vida anteriores hiperinvestimento em um setor coleção o stinada, prática intensa de um
esporte , modificação de condutas alimentares, etc.

contato pode revelar de imediato uma discord ncia esquisitice do contato, riso
discordante, rigas, mas isso é tanto mais raro quanto menor é a criança.

.
REFERÊNCIAS

Catania, A. C. (1999). Aprendizagem: Comportamento, linguagem e cognição (4a


ed.; D. G. Souza, Trad.). Porto Alegre, RS: Artmed. (Trabalho original publicado em 1998).

Baum, William M. (2006). Compreender o Behaviorismo: comportamento, cultura, e


evolução – 2. Ed – Porto Alegre: Artmed, 2006.

Micheletto, N. (1997). Bases filosóficas do behaviorismo radical. Sobre


comportamento e cognição, 1, 29-44.

Moreira, M., & Medeiros, C. (2007). Aprendizagens pelas conseqüências: o reforço.


Princípios Básicos de Análise do Comportamento. Porto Alegre: Artmed. 2007.

Skinner, B. F. (2006). Sobre o behaviorismo. (Edição 10). São Paulo, SP: Cultrix.
(Trabalho original publicado em 1974).

Skinner, B. F. (2003). Ciência e comportamento humano. (Edição 11). São Paulo, SP:
Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1953).

Zilio, D. (2010). A natureza comportamental da mente: behaviorismo radical e


filosofia da mente.