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MÓDULO 8 – A Cultura da Gare – 1815 a 1905

ARTE ROMÂNTICA, NATURALISTA, REALISTA


IMPRESSIONISTA, NEOIMPRESSIONISTA E PÓS-IMPRESSIONISTA
ARTE NOVA

1. EUROPA

Na Europa, este período foi um tempo de grande crescimento demográfico e de grandes mudanças que
acabaram com o Antigo Regime e instalaram o modo de vida contemporâneo. As principais mudanças foram:
Avanço do Liberalismo;
Evolução da Revolução Industrial que mudou os modos, as relações de produção e economia e de
toda a sociedade;
A Revolução dos Transportes → com o aparecimento e expansão de linhas férreas;
Crescimento de centros urbanos;
Grande desenvolvimento do pensamento científico (positivismo, cientismo) → numerosas
descobertas e intervenções;
Instalação da sociedade de classes e de mentalidade burguesa, laica e individualista.
Com o crescimento da indústria, houve a invenção do comboio em Inglaterra (para transporte de
materiais) mas rapidamente evoluiu para transporte de pessoas, mercadorias, correios, etc.
o Economia aumentou, assim como a demografia e a qualidade de vida, também influenciou na
cultura e nas mentalidades.

2. 1ª EXPOSIÇÃO UNIVERSAL (LONDRES, 1851)

No século XIX, homenageando as muitas descobertas e invenções técnicas do tempo, iniciou-se a tradição
das grandes exposições universais. A primeira foi a de 1851, em Londres, que decorreu num pavilhão
inovador para a época, todo em ferro e vidro – o Palácio de Cristal. Esta exposição foi uma iniciativa do
príncipe Albert, marido da rainha Vitória de Inglaterra. Chamou-a de Great Exhibition of the Works of Industry
of all Nations → pretendia-se mostrar o progresso e evolução científica.

3. GUSTAVE EIFFEL

O desenvolvimento científico e as invenções técnicas, associados à Revolução Industrial, fizeram aparecer


no século XIX, um novo grupo profissional – os engenheiros. Gustave Eiffel foi um engenheiro francês que
se especializou na construção de estruturas de ferro e vidro, materiais que estavam a ser produzidos em
massa na época pela indústria. O trabalho de Eiffel foi conceber novas estruturas de ferro, ou de ferro e
vidro para a construção de viadutos e pontes, estufas, pavilhões, gares de caminhos de ferro, torres (como
é o caso da Torre Eiffel, da exposição Universal de 1889 em Paris) e de esqueletos de estátuas (como é o
caso da Estátua da Liberdade de Nova Iorque). Eiffel contribuiu para a divulgação destes novos materiais e
métodos e promoveu a modernização da construção civil.

4. A GARE

As gares – edifícios inovadores construídos nos pontos de paragem e abastecimento dos comboios – foram
os novos “salões” da era industrial, locais de confluência das populações e do crescimento urbano.

5. NAÇÕES E UTOPIAS

Os acontecimentos e as mudanças de vida ocorridos no século XIX levaram à formulação de novos conceitos
e teorias político-sociais.
Um deles é o conceito de Nação → conjunto de indivíduos unidos pela raça e pela História
(acontecimentos de vida) e pela cultura;
O liberalismo personalizava o conceito de nação → originou o “princípio das nacionalidades” – cada
nação tem o direito à autodeterminação e à autogovernação (deu origem a vários movimentos e
conflitos);
O “princípio das nacionalidades” fez nascer a “consciência nacional” que desenvolveu o nacionalismo
→ sentimento afetivo das pessoas pelas suas raízes históricas e pelas suas tradições e produções
culturais.

6. INDIVIDUALISMO

Influenciado pela doutrina do Liberalismo, o pensamento do século XIX concedeu grande importância ao
conceito de indivíduo, valor que este presente no Romantismo e no comportamento das sociedades ao longo
do século. O pensamento do século XIX valorizou também a Natureza, aonde o próprio Liberalismo fazia
remontar a liberdade, a igualdade e outros direitos que reconhecia aos indivíduos. A Natureza desempenhou
papel importante nas ciências, na literatura e nas artes deste século.
▪ A Natureza foi também proclamada nas ciências → como o Positivismo (a Natureza é o ponto de
partida de todo o conhecimento) e o Romantismo (o pensamento valoriza o campo por oposição à
cidade, e encontra na Natureza o refúgio da alma).

7. ARTE ROMÂNTICA

O Romantismo foi um movimento cultural que se manifestou na literatura, na música, na arquitetura, nas
artes plásticas, na filosofia e na mentalidade. Caracterizou-se por:
Valorizar a espontaneidade, a emotividade, as paixões da alma, os sentimentos e o misticismo;
Exaltar a imaginação, o sonho e o idealismo, bem como o inconsciente e o irracional;
Acreditar que a arte não deve ser imitação simples do real;
Dá mais importância ao conteúdo do que à forma.
Na arquitetura, o Romantismo preferiu formas e conceções estéticas que cortassem com o racionalismo
clássico e se adaptassem ao espírito poético. As suas características são:
▪ Preferência por materiais naturais e formas irregulares;
▪ Regresso ao passado, atualizando estilos históricos → Revivalismos ou Historicismos (como o
neogótico e o neorromânico);
▪ Inspirações exóticas → Exotismos (neo-árabe, neo-hindu entre outros);
▪ Várias tendências misturadas no mesmo edifício → Ecletismos.
▪ A arquitetura romântica exerceu-se sobretudo em moradias privadas, alguns edifícios oficiais e
algumas igrejas.

Na escultura, utilizou-se técnicas clássicas, mas


procurou-se submeter as obras a outras conceções
formais e estéticas:
▪ Exaltar o jogo de texturas → misturando
o acabamento rigoroso da escultura
neoclássica com o propositadamente
inacabado;
▪ Deram expressividade aos rostos e
usaram gestos largos e vigorosos, em
composições orientadas em vários eixos;
▪ As temáticas predominantes foram as
heroicas, cenas alegóricas, fantasias e
animais.
▪ A escultura romântica acentua a
expressividade, movimento e
dramatismo.
A pintura romântica privilegiou a expressividade
individual e a espontaneidade, cultivando a liberdade de
execução o que a fez corromper com o academismo
neoclássico. Características da pintura romântica:
▪ Preferiu o pincel ao lápis e grandes massas de cor
e luz às linhas;
▪ Uso da cor de modo mais livre, emocional e
espontâneo;

▪ Luminosidade com tratamento artificial e


dramático à maneira barroca;
▪ Composições em diagonais e outras linhas
sinuosas → de modo a acentuar o
movimento, a excitação e o trágico das
cenas;
▪ Temáticas muito variadas → tradicionais
(históricas, literárias, mitológicas e
retrato) e inovadoras (baseadas na
atualidade político-social do tempo), as
retiradas do mundo onírico, as inspiradas
no mundo e costumes de povos exóticos,
animais selvagens, paisagens, etc.

8. ROMANTISMO EM PORTUGAL

Na arquitetura romântica, chegaram os primeiros sinais com os projetos do Palácio da Pena. Primeiro com
os revivalismos nos quais o neorromânico e neomanuelino foram praticados por razões nacionalistas.
Segundo por representar uma época áurea da nossa História. O Palácio da Pena é uma moradia de verão no
local do antigo convento
criado no século XVI.
Características do palácio:
▪ É composto por
várias alas e
construções que se
dispõem de forma
irregular e orgânica
a partir do antigo
convento
composto por uma
capela, claustro e
torre;
▪ Tem múltiplas janelas e terraços de vários tamanhos e formas;
▪ O revestimento externo das paredes mistura a cantaria lavrada das molduras das portas e janelas
com a alvenaria rebocada a várias cores (branco, rosa e amarelo) e azulejo → criando policromia;
▪ A torre do ex-convento parece reproduzir a Torre de Belém;
▪ A janela
manuelina copia
a janela do
Convento de
Cristo em
Tomar;
▪ Os almofadados
em ponta de
diamante
relembram os da
renascentista
Casa do Bicos,
em Lisboa;
▪ Interiormente, a
decoração segue
o espírito da
época.
▪ No seu conjunto, o Palácio da Pena mistura repertórios estilísticos
revivalistas (neorromânicos, neogóticos, neorrenascentistas e
neomanuelinos) com outros exóticos (neoárabes, neomouriscos e
neo-hindus) → é um exemplo de ecletismo arquitetónico.
Na escultura, há poucos
exemplos, como o
Monumento a Camões.
Na pintura, há temáticas
históricas, de conteúdo
nacionalista, em cenas populares
(romarias, cenas da vida
camponesa), paisagem e retrato.
9. NATURALISMO E REALISMO

Os pintores abandonam as temáticas tradicionais e começam a pintar o que veem perante si – a paisagem,
as cenas sociais – numa atitude mais atenta e interessada pela realidade que os cerca (a natural e a social).
Isto foi o resultado de:
➢ Uma nova conjuntura histórica – marcada pelas crises de superprodução do capitalismo da época e
pelo agravamento da situação social dos operários, pela instabilidade política em França, etc;
➢ Uma nova conjuntura cultural e
artística – caracterizada pelo avanço da
laicização do pensamento e das
mentalidades.
Estes sinais começaram com um grupo de
pintores de Barbizon, que iniciaram o
Naturalismo → caracterizou-se por praticar
uma pintura perante o motivo, em
temáticas como a paisagem campestre e
urbana, o retrato e as cenas sociais; usou
naturalidade nas formas, cores,
luminosidade e composição (ex: Camille
Corot).
Mais tarde, Gustave Coubert, iniciou o movimento do Realismo
(que derivou do Naturalismo). O Realismo foi um movimento
amplo que se iniciou na França e expandiu por toda a Europa.
O seu aparecimento reflete os acontecimentos da época: a
crise da 2ª república em França e a instalação do governo
autoritário do 2º Império monárquico e burguês; o crescimento
da oposição ao liberalismo e o crescimento do movimento
operário com greves e manifestações. A pintura do Realismo
tem as seguintes características:
▪ Fazer da arte um exercício de análise rigorosa e objetiva
do mundo visível, sobretudo nas realidades sociais →
espelho da sociedade;
▪ Rejeitar o sentimentalismo
exagerado, a subjetividade, a fantasia e
a fuga ao passado;
▪ Libertação da execução técnica do
rigor académico → na aplicação de cor
e do claro-escuro;
▪ Os pintores realistas foram os
primeiros a usar a fotografia como
meio auxiliar para enquadramentos e
estudos de luz-sombra.
▪ Outros pintores realistas
importantes são: Millet e Daumier.
Em Portugal, a tendência com maior aceitação foi o Naturalismo → Isto explica-se pela estrutura económica
fundamentalmente agrícola e comercial do país. Na passagem do século XIX para o século XX começaram a
aparecer influências realistas, impressionistas e simbolistas mas que não permaneceram durante muito
tempo.

10. IMPRESSIONISMO, NEOIMPRESSIONISMO E PÓS-IMPRESSIONISMO

O nascimento do Impressionismo ocorre do ambiente cultural e artístico que se vivia na capital francesa:
prosperidade económica, ambiente moderno e cosmopolita; frequência habitual de espetáculos culturais e
divertimentos (teatro, ópera, exposições, etc) e ambiente cultural e artístico efervescente → procura de
inovação. Foi no Café Guerbois, que um grupo de intelectuais preparou a eclosão do Impressionismo. O
aparecimento do Impressionismo também contribuiu a reflexão que o desenvolvimento da fotografia
levantou a estes artistas questionar e a repensar o papel da arte na sociedade. As características estilísticas
do Impressionismo são:
Temáticas → cenas sociais, paisagens, retratos individuais e de grupo;
Execução técnico-formal → pintura apenas com a cor, sem desenho prévio;
Uso de cores puras, tiradas diretamente dos tubos, aplicadas em pinceladas curtas, fragmentadas;
Expressividade → sensações e
emoções plásticas através das formas
dinâmicas e cores vibrantes;
Intencionalidade → captar o
momento lumínico e o movimento da
vida real sem qualquer intuito – arte
pela arte.
Pintores impressionistas importantes
são: Monet, Renoir, Degas, entre
outros.
A pintura Impressionista teve forte
rejeição no seu tempo → criticada
pelo aspeto inacabado.
O Neoimpressionismo surgiu para
tentar corrigir o Impressionismo com o
pintor Seurat. O neoimpressionismo
pratica o impressionismo com mais
técnica e rigor → uso da técnica do
pontilhismo. Esta técnica matemática e
rigorosa conseguiu trabalhar o claro-
escuro, conferindo nitidez às formas.
Seurat juntou esta técnica às regras
clássicas de composição e perspetiva. Ao
contrário do Impressionismo, o
Neoimpressionismo era mais lento,
racional, rigoroso e científico.
De 1886 a 1900 surgiu o movimento do Pós-Impressionismo com os seguintes pintores:
Vincent Van Gogh → executava pinceladas fragmentadas, empastadas de tinta, num desenho infantil
com colorido arbitrário, vibrante e contrastante carregado de expressão – a sua arte foi considerada
antecessora do Expressionismo.

Paul Cézanne → pincelada curta e orientada que modelava a forma, aproximando-a da estrutura
geométrica subjacente. As cores dominantes são azuis, verdes e ocres. Pintou retratos, paisagens e
naturezas-mortas – a sua arte foi antecessora do Cubismo.

Paul Gauguin → é
chamado de
simbolista por querer
atingir realidades
invisíveis (espirituais,
metafísicas). Sintetiza
a cor e a forma,
rodeada de linhas
(contorno),
acentuação da
bidimensionalidade,
cor antinaturalista e
formas sinuosas.
Toulouse-Lautrec → a sua arte caracteriza-se pelo desenho linear,
delicado e flexível, pela pincelada livre e pela temática da vida
noturna e
boémia de
Paris. A sua
expressão
formal,
movimentada,
sinuosa e
rítmica, torna a
sua arte
antecessora da
Arte Nova.

11. RODIN

As obras de Rodin foram as primeiras a fugir


ao academismo tradicional na escultura. Foi
considerado como realista, expressionista,
simbolista e até impressionista. As
características da sua arte são:
Materiais e processos de execução →
uso do mármore e do bronze nos
trabalhos finais, mas usou sempre
barro e gesso. Explorou o jogo de
texturas, conjugando zonas polidas
com outras não acabadas;
Formas e posições → modelação
anatómica que denuncia emoção e
imediatismo. Formas anotadas ao
pormenor, valorizando
expressivamente todos os detalhes –
os gestos e rostos são vivos e
expressivos. As posições
movimentadas e anticanónicas
captadas em desequilíbrio, como se
fossem apanhadas em movimento;
Composições → o escultor preferiu
formas complexas, aparentemente
desordenadas, orientadas por vários
eixos.
12. ARQUITETURA DO FERRO E DO VIDRO

Esta arquitetura expandiu-se devido aos avanços na industrialização e no crescimento económico, no


crescimento demográfico e urbano e no desenvolvimento de transportes. A arquitetura do ferro e do vidro
caracteriza-se por:
▪ Utilizar novos materiais → ferro, vidro, tijolo, aço e betão – sendo por isso mais baratos;
▪ Sistemas e processos construtivos modernos → esqueleto internos das construções em ferro –
construções modulares e estandardizadas, poupando mão-de-obra e tempo;
▪ Novas tipologias → estruturas para estufas e jardins, pavilhões fabris, armazéns, galerias comerciais,
etc.
▪ Nova estética → linear e estrutural, dinâmica, luminosa, transparente mas racional e funcional;
▪ Nesta arquitetura distinguem-se Eiffel, Paxton
e Labrouste.

13. ARTE NOVA

A Arte Nova é o primeiro estilo verdadeiramente inovador do século XIX. Recolheu influencias do movimento
inglês Artes e Ofícios, do Gótico e do Rococó. Segue os seguintes princípios:
➢ Rejeição dos estilos historicistas e revivalistas;
➢ Aceitação dos materiais e técnicas industriais;
➢ Criação de uma nova estética que se baseava na linha sinuosa, elástica e flexível.
➢ Na arquitetura → aplicou técnicas e sistemas construtivos da Arquitetura de Ferro e do Vidro,
desenho funcional e orgânico das formas em planta e volume, abundante decoração ornamental
(com motivos naturalistas), harmonia entre a decoração exterior e interior;
➢ Não esconde as estruturas construtivas, mas antes as aproveita e valoriza.
➢ Arquitetos famosos da arte nova: Victor Horta, Henry Van de Velde, Guimard, etc.

➢ As artes aplicadas foram um ramo importante da arte nova → valorizou a arte da arquitetura,
contribuiu para a elevação do trabalho artístico, e para o aparecimento da noção de design.
➢ As artes aplicadas mais usadas na arte nova → mobiliário, metaloplastia, vidro decorativo, etc.
14. ARQUITETURA DO FERRO E ARTE NOVA EM PORTUGAL

Os primeiros exemplos desta arquitetura (do ferro)


surgiram em Portugal em meados do século XIX com
a Fábrica de Fiação e Tecido e com o Palácio de
Cristal. Também são exemplos as pontes metálicas
sobre o Douro (a de D.Maria e a de D.Luís).
A Arte Nova, surgiu em Portugal entre 1905 e 1920,

em prédios privados da burguesia rica e


sobretudo na decoração: gradeamento
de portões, varandas e escadarias;
molduras esculpidas em relevo para
janelas e portas, etc.
Exercícios de aplicação

1. Enuncie as principais tendências evolutivas do século XIX, nas áreas da economia, da política, da
sociedade, da demografia e da cultura.
2. Observe as Figuras 1 e 2.

Figura 2

Figura 1

2.1. Mencione duas consequências do lançamento das vias férreas em cada um dos seguintes aspetos:
urbanismo e sociedade.
2.2. Os criadores dos edifícios das gares foram os engenheiros. Diga o nome de um engenheiro francês
que se notabilizou pela criação de estruturas metálicas para pontes e viadutos.
2.3. Tendo em conta as sugestões da Figura 1, justifique a seguinte frase: “As gares foram os salões da
nova era”.
2.4. Identifique e localize no tempo e no espaço o evento representado pela Figura 2. Mencione o seu
significado histórico.
3. Que razões explicam o aparecimento no século XIX de utopias político-sociais?

4. Diga o que entende por movimento das nacionalidades e o princípio que lhe deu origem. Cite
exemplos.
5. Analise a listagem de factos abaixo transcrita.

A. Eclosão de crises de superprodução e agravamento das condições de vida


B. Criação do Positivismo
C. Vaga de revoluções liberais
D. Avanço do pensamento laico
E. A “escola” de Barbizon e a viragem para a realidade visível
F. Instalação das monarquias constitucionais burguesas e do voto censitário
G. Desenvolvimento da fotografia
H. Nascimento do Socialismo científico
I. Desenvolvimento de novas filosofias: o Idealismo de Hegel e o Pessimismo de Schopenhauer
5.1. Indique todos os factos da listagem que se relacionam com o contexto histórico do Romantismo.
5.2. Encontre quatro adjetivos que possam caracterizar a mentalidade romântica.

6. Observe as Figuras 3 e 4.

Figura 3 Figura 4

6.1. Mencione os princípios gerais da arquitetura do período romântico no que respeita a:

• Materiais;

• Formas em planta e volume;

• Decoração;

• Expressividade.
6.2. Identifique as tendências estilísticas patentes nas obras das Figuras 3 e 4.

7. Analise as obras das Figuras 5 e 6.

Figura 5
Figura 6

7.1. Identifique as temáticas a que essas obras


obedecem.
7.2. Saliente o tratamento da paisagem nas obras de William Turner.

7.3. Enuncie quatro características presentes na obra da Figura 6 que a incluam na pintura romântica.
8. Faça a leitura formar, compositiva e expressiva da obra da Figura 7,
integrando-a no contexto geral da arte romântica.
9. Preste atenção ao quadro que se segue.

A. Catedral de Salisbury, 1823


B. Ópera de Paris, 1862-75
1) Henri Füssli C. A Dança, 1867-69
2) August Préault
D. Os Fuzilamentos de 3 de Maio, 1814
3) John Nash
E. Pavilhão Real, 1815-21
4) John Constable
F. A Jangada de Medusa, 1818-19
5) Eugène Delacroix
G. O Pesadelo, 1781-82
6) Charles Garnier
H. A Liberdade Guiando o Povo, 1830
7) Jean-Baptiste Carpeaux
8) Theodore Géricault I. Massacre, 1851
J. A Piedade, 1795
K. Casas do Parlamento de Londres, 1834

Figura 7

9.1. Na listagem de autores que aí se apresenta, há pintores, escultores e arquitetos. Identifique uns e
outros.
9.2. Relacione cada autor (coluna da esquerda) com uma das obras enunciadas na coluna da direita.

10. Justifique a preferência pelos revivalismos neorromânticos e neomanuelinos na arquitetura


portuguesa do período romântico.
11. Cite um exemplo de cada um desses revivalismos em Portugal.

12. Indique as temáticas mais praticadas pelos pintores e pelos escultores do Romantismo português.

13. Analise o conjunto documental seguinte.

A B

Figura 8
13.1. Descreva arquitetonicamente o Palácio da Pena, quanto a:
• Formas em planta e em volume;
• Aspetos decorativos, no interior e no exterior;
• Inserção no meio envolvente.
13.2. Identifique o repertório estilístico patente nos elementos que decoram a fachada da
imagem B.
13.3. Insira este palácio no contexto cultural e artístico do seu tempo.
14. Verifique a verdade (V) ou falsidade (F) das afirmações abaixo transcritas. Justifique as falsas.

A. Os pintores de Barbizon, com o seu interesse pela paisagem, foram importante ponto de
partida para a pintura romântica.
B. Os pintores de Barbizon foram os iniciadores da pintura fora dos ateliês, perante o motivo.
C. Camille Corot foi um dos maiores representantes do Naturalismo, em França.
D. Os artistas naturalistas usaram a Natureza como ponto de partida para obras marcadas,
subjetivamente, pelas emoções e sentimentos do autor.

15. Preste atenção à Figura 9 e ao Texto A.


Texto A

A pintura é uma arte


essencialmente concreta
e só pode consistir na
representação de coisas
reais e concretas.

15.1. Explicite o conceito


de arte patente no Texto A.
15.2. Mencione o
contexto histórico artístico que
Figura 9 marcou o aparecimento do
Realismo.
15.3. Caracterize a pintura realista quanto a:
• Temáticas praticadas;
• Expressão técnico-formal;
• Intencionalidade.
15.4. Explique o que vê representado na obra da Figura 9, e diga qual a intencionalidade de Coubet
ao fazê-la.
15.5. Mencione mais dois autores realistas em França.
16. Analise as Figuras 10 e 11 e o Texto B.

Texto B
Acaba de abrir na galeria de Durand Ruel uma exposição que se diz “de pintura”. Cinco ou seis alienados, atacados
pela loucura da ambição, juntaram-se aí para expor as suas obras.
Esses autointitulados “artistas” dizem-se “os impressionistas” e enchem as suas telas de cores e pinceladas
dispersas, lançadas ao acaso, e assinam por baixo!
Tentai chamar à razão o Sr. Monet. Dizei-lhe que, em arte, há certas qualidades a ter em conta como o desenho, o
claro-escuro, a execução, a intenção… Ele rir-se-á na vossa cara!
Vá alguém explicar ao Sr. Renoir que o torso de uma mulher não é um encosto de cadeira em decomposição, com
manchas verdes e violetas?!

Figura 10 Figura 11

16.1. Mencione dois aspetos significativos do contexto histórico e artístico que viu nascer o
Impressionismo.
16.2. Usando exemplos retirados da análise da obra da Figura 10, caracterize a pintura deste
movimento quanto a:
• Temas praticados;
• Execução técnica;
• Intencionalidade.
16.3. Que razões justificam a crítica mordaz que é feita ao Impressionismo no Texto B?
16.4. O Impressionismo foi “corrigido” pelo Neoimpressionismo (Figura 11). Que nome foi
atribuído ao método encontrado por Seurat para o fazer?
16.5. Com base nas sugestões das imagens, encontre duas semelhanças e duas diferenças entre
Impressionismo e Neoimpressionismo.
17. Observe as obras das Figuras 12 e 13.

17.1. Caracterize
a arte de Van Gogh
quanto:
• Temas;

• Execução técnico-
formal;

• Intencionalidade.

17.2. Enuncie as
razões que fazem de
Gauguin um
simbolista. Comprove
com exemplos
retirados da leitura da
imagem (Figura 13).
Figura 12 Figura 13

17.3. Cite o nome de outros dois autores pós-impressionistas.


17.4. Defina Pós-Impressionismo.
18. Analise a Figura 14.
1
18.1. Situe o trabalho de Auguste Rodin face ao contexto da
evolução da escultura na 2ª metade do século XIX.
18.2. Saliente três aspetos inovadores do trabalho escultórico de
2
Rodin.
18.3. Onde foi Rodin buscar a inspiração temática para esta “Porta
do Inferno”?
18.4. Algumas das peças incluídas no lavrado desta “Porta” foram
transformadas por Rodin em obras individuais. Identifique as que
estão assinaladas na imagem.

Figura 14

19. Tenha em consideração as Figuras 15 a 17.

Figura 16 Figura 17
Figura 15
19.1. Diga o nome do movimento artístico que predominou, em Portugal, na 2ª metade do século
XIX.
19.2. Das obras apresentadas nas Figuras 15 a 17, qual ou quais se integram melhor nessa
corrente? Justifique.
19.3. Que outra influência artística está presente na execução técnica da obra da Figura 16?
19.4. Apresente duas das razões que explicam o atraso e a fraca implementação das vanguardas
artísticas do Realismo, do Impressionismo e do Pós-Impressionismo, em Portugal, na 2ª metade do
século XIX.
20. Observe as Figuras 18 e 19.

Figura 18 Figura 19

20.1. A que tipo de arquitetura se referem as imagens?


20.2. Que profissional conceberam e concretizaram essa arquitetura?
20.3. Tendo em conta a arquitetura tradicional, que vantagens construtivas apresentava esta nova
arquitetura e porquê?
20.4. Explicite as necessidades de vida que impuseram esta arquitetura ao longo do século XIX.
20.5. Cite quatro tipos de construções em que esta arquitetura se tivesse aplicado.
21. Analise as Figuras 20, 21 e o Texto C.
Texto C

Quando se associaram, arquitetos e engenheiros fizeram a arquitetura do ferro. Mas o engenheiro Eiffel, aliás
como os outros, não tinha qualquer preocupação estética; as pontes e as torres encontraram a pureza da
forma na adaptação à função.
Alguns homens, contudo, tiveram a honra de ter reagido, de serem reacionários ao mesmo tempo que
revolucionários. Era preciso ter espírito de aventura.

Figura 20 Figura 21
21.1. Localize o movimento Arte Nova no tempo e no espaço, justificando o seu nome.
21.2. Com base na análise da Figura 20, explique de que maneira Victor Horta realizou aí a aliança
arte-técnica que o Texto C alude.
21.3. Enuncie duas características definidoras da tendência/escola da Arte Nova representada na
Figura 21.
21.4. Diga o que entende por “unidade das artes” e mostre como a Arte Nova concretizou esse
princípio.
22. No quadro que a seguir se apresenta, relacione cada autor com a sua escola/tendência.

23. Situe no tempo as arquiteturas do Ferro e do Vidro e da Arte Nova em Portugal.

24. Cite três exemplos de uma e de outra.

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