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ESCOLA DE QUÌMICA/UFRJ

EQE-473 - OPERAÇÕES UNITÁRIAS I


PROF. RICARDO A. MEDRONHO
1a LISTA DE EXERCÍCIOS

TAMANHO DE PARTÍCULA, ESFERICIDADE, CIRCULARIDADE E POROSIDADE

1. Calcular a relação dv/da para um cubo e para um cilindro eqüilátero.

Resp: 1,10 (cubo) e 1,01 (cilindro).

2. Calcular a relação dv/da para um paralelepípedo com dimensões proporcionais a 3x2x1. (supor
que a área projetada do paralelepípedo é o retângulo 3x2)

Resp.: 0,82.

3. Calcular a esfericidade de:

a) Um cubo.
b) Um paralelepípedo retângulo com dimensões proporcionais a 3x2x1.
c) Um cone com diâmetro da base igual à altura.
d) Uma ervilha (supor que a ervilha é um esferóide oblato com eixos iguais a 5 mm e 1 mm).
e) Um grão de arroz (supor que o arroz é um esferóide prolato com eixos iguais a 8 mm e 3 mm).

Resp.: a) 0,806, b) 0,73; c) 0,78; d) 0,62; e) 0,87.

4. Um analisador de imagens identificou as seguintes formas de partículas em uma amostra:

Sabendo que a partícula quadrada tem lado igual a 6 µm e que a partícula retangular possui lados
com tamanhos de 4 e 10 µm, pede-se:

• Determinar a circularidade de cada partícula.

Resp.: Partícula quadrada: 0,88; Partícula retangular: 0,8.

5. Calcular a porosidade de um filtro de carvão ativo com 0,5 m de diâmetro e 2 m de comprimento,


sabendo-se que a massa de carvão (ρ s = 1,3 g/cm3) contida no leito é igual a 255 kg.

Resp.: ε = 50,0%.

6. Calcular a porosidade de uma torta de filtração, sabendo-se que a razão entre a massa de torta
molhada e a massa de torta seca é igual a 1,40. Dados: ρ s = 3,0 g/cm3 eρ = 1,0 g/cm3.

Resp.: ε = 54,5%.

7. Calcular a porosidade de um leito fluidizado formado pela adição de 20 kg de catalisador (ρ s =


2,7 g/cm3) em uma coluna com 26 cm de diâmetro, sabendo-se que a altura do leito, nas condições
de fluidização, é igual a 50 cm.
Resp.: ε = 72%.

8. Calcular a porosidade de um filtro de carvão ativo com 0,4 m de diâmetro e 3 m de comprimento,


sabendo-se que a massa de carvão (ρs = 1,3 g/cm3) contida no leito é igual a 200 kg.

Resp.: ε = 59%.

PENEIRAÇÃO

9. A peneiração de uma amostra de areia gerou a seguinte distribuição de tamanhos:

d (µm) 88 125 177 250 354 500


y (%) 2 12 51 78 95 100

Pede-se:

a) Dentre os modelos GGS, sigmóide e RRB, indicar qual melhor descreve a referida análise.
b) Calcular o diâmetro médio de Sauter da amostra, com base no modelo GGS.

Resp.: a) Sigmóide, R = - 0,997, m = 4,87 e k = 188,95 µ m ; b) 200 µ m.

10. Determinar o diâmetro médio de Sauter da seguinte areia:

Mesh xi (%)
-14+20 20
-20+28 60
-28+35 20

Resp.: 0,709 mm.

11. Uma amostra, de determinado produto de moagem, apresentou a seguinte análise de peneiras:

mesh Tyler -9+12 -12+16 -16+24 -24+32 -32+42 -42+60 -60+80 -80+115 -115
massa (g) 8 25 62 116 171 90 31 14 3

Pede-se:
a) Representar, no mesmo gráfico, as curvas y vs d e z vs d.
b) Dentre os modelos GGS, sigmóide e Rosin-Rammler, indicar qual melhor descreve a referida
análise.
c) Estimar os parâmetros do modelo de Weibull.
d) Calcular o diâmetro médio de Sauter da amostra, com base em xi.
e) Calcular o diâmetro médio de Sauter da amostra, com base no modelo GGS.

Resp: b) Sigmóide (k = 465 µ m, m = 3,67, R2 =0,9987), c) aestimado = 120 µ m, k = 488 µ m, m=


1,26, R2 = 0,9562, d) 408 µ m , e) 477,82 µ m.

12. Deseja-se peneirar areia, a uma vazão de 100 t/dia, no sistema de peneiras vibratórias, segundo
esquema abaixo. Determinar a produção de A, B e C, em toneladas por dia, sabendo-se que a
análise granulométrica da areia é a mesma do problema anterior.
Supor que as peneiras são equipamentos ideais de separação.
# 24
A

# 80
B
C

Resp.: MA = 18,27 t/dia, MB = 78,46 t/dia, MC= 3,27 t/dia.

13. Deseja-se peneirar areia, 4 ton/h, no sistema de peneiras vibratórias esquematizado. Pede-se:

a) Determinar o diâmetro médio de Sauter da areia, com base em xi.


b) Determinar a produção A, B, C em ton/h e o diâmetro médio de Sauter de cada uma das frações,
com base em xi.

 Análise granulométrica da areia:

Tyler mesh Massa (g)


+8 12,6
-8 +10 38,7
-10 +14 50,0 Resp.: a) 728µ m; b) da=1720
+ 14
-14 +20 63,7 A µ m e 1,67 ton/h; db=799µ m e
-20 +28 32,5 1,87 ton/h; dc=213µ m e 0,46
-28 +35 17,4 + 35 ton/h.
-35 + 48 11,2 B
-48 +65 7,8 C
-65 +100 3,7 VELOCIDADE TERMINAL
-100 + 200 5,5
14. Problema 2, pg. 35, do livro do Massarani (2002)1 ou pg. 35
de Massarani (1997)2. Calcular a velocidade de sedimentação de uma suspensão de partículas em
querosene.

 Propriedades do fluido: densidade 0,9 g/cm3 e viscosidade 2,3 cP.


 Propriedade das partículas: densidade 2,3 g/cm3, diâmetro médio 0,8 mm, esfericidade 0,8.
 Concentração de sólidos na suspensão: 260 g/l de suspensão.

Resp.: 5,85 cm/s.

15. Problema 3, pg. 35, do livro do Massarani (2002)1 ou pg. 35 de Massarani (1997)2. Os
seguintes dados foram obtidos em ensaios de sedimentação de partículas de Al2O3 em água, a 25°C:

c (g Al2O3/cm3 de suspensão) 0,04 0,08 0,14 0,27 0,435


1 8 3 5
v (cm/min) 40,5 38,2 33,3 24,4 14,7

 A densidade das partículas é 4,0 g/cm3 e a esfericidade é estimada em 0,7.

a) Determinar, pela extrapolação de dados, a velocidade terminal das partículas à diluição infinita e,
a partir deste valor, calcular o diâmetro destas partículas;
b) Comparar os resultados experimentais com as estimativas segundo a correlação empírica de
Richardson & Zaki.

Resp.: a) 0,722 cm/s e dp = 72 µ m.

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1
Massarani, G. (2002), Fluidodinâmica em Sistemas Particulados, 2a ed., E-papers, Rio de Janeiro
2
Massarani, G. (1997), Fluidodinâmica em Sistemas Particulados, 1a ed., Editora UFRJ, Rio de
Janeiro

Diferenças entre a nomenclatura adotada no livro do Massarani e a de nosso curso:

Massarani Curso
∆X x
X y
η G
η ET
D d
D* d50