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Estratégias para integrar ferramentas que fazem uso das tecnologias de

informação e comunicação nos Cursos de Teoria Musical da Universidade

Hess, G. J. (1994). Strategies for Integrating Computer-based


Training in College Music Theory Courses. Educational Multimedia
and Hypermedia, 1994. Proceedings of ED-MEDIA 94--World
Conference on Educational Multimedia and Hypermedia (pp.
275-280). Vancouver, British Columbia: University of Northern
Colorado. Obtido de
https://files.eric.ed.gov/fulltext/ED388256.pdf

Didática da Formação Musical II


Professor João Delgado
George Hess Discente:
Professor of Music, Sunway University
Isabel Moreira .
1. Problema

2. Propósito

3. Revisão bibliográfica

4. Questões / hipóteses

5. Design - métodos e procedimentos

6. Limitações e discussão de resultados

7. Conclusão
Introdução
Ao estudar música um dos pré-requisitos mais importantes é desenvolver a
capacidade de identificar sons de forma precisa;

Quase todas as escolas de música incorporam aulas de leitura à primeira vista e


ditados.(Pembrook & Riggins, 1990)
1. Problema
As aulas individuais de treino auditivo são mais eficientes que as aulas de grupo
devido:

a) Às diferentes capacidades e níveis dos alunos;


b) À pressão dos pares;
c) Ao feedback tardio e não eficaz dos professores;
d) À falta de tempo disponível.
2. Propósito do estudo

Dois propósitos:
1) Determinar se um software de treino auditivo pode ser utilizado em
substituição dos: exercícios na sala de aula, treino individual e uso opcional
de outros softwares comercializados;

2) Determinar se as atitudes em relação ao treino-auditivo e aos computadores


são afetadas pelos diferentes métodos de aprendizagem.
3. Revisão bibliográfica
20 anos de investigação (como a de Hofstetter, 1975; Humphries, 1980)
Softwares de treino Métodos tradicionais
auditivo de ensino

mencionaram os seguintes benefícios na:


- Performance nos testes auditivos;
- Capacidade a longo prazo de discriminar sons;
- Atitude em relação aos exercícios de treino auditivo e instrução
baseada em software de computador;
4. Hipótese e Questões de investigação
4. 1 Hipótese

O autor acredita que


“A instrução assistida por computador tem o potencial de
resolver as necessidades de muitos alunos” (Hess, G.,
1994, p.275).
4.2 Questões de investigação
1) Como é que cada método influencia:
a) o progresso do aluno e performance ?
b) o tempo que um aluno passa fora das aulas a praticar treino auditivo
c) o efeito na perceção do aluno ?
d) a motivação em relação ao treino auditivo e à instrução por
computador ?
2) Qual é a atitude dos alunos quando os programas de computador de treino
auditivo são obrigatórios?
3) Qual a relação entre os resultados nos exercícios práticos e os exames ?
4) Qual a opinião dos alunos sobre os benefícios e limitações dos diferentes
métodos?
5. Design: métodos e procedimentos
Programa de computador adaptado pelo autor para a disciplina
“MUS 101- Leitura à primeira vista e Teoria Musical”
da Escola de Música da Universidade do Northern Colorado

5 tópicos:
Intervalos
Séries de notas
Soprano, Tipos de acorde e baixo
Qualidades dos acordes
Progressões diatónicas
Programa

a) Lição
- Apresentação de conceitos e estratégias para resolver os exercícios.
- Os alunos são encorajados a interagir de várias maneiras com o programa;
- Estimula os alunos a aprenderem através dos três modos de
aprendizagem, audição, visão e movimento.
- Ao longo do tutorial os alunos podem praticar os exercícios antes da
avaliação

b) Exercícios
- Têm entre 3 e 5 níveis e dão a opção de serem personalizados
- Depois de cada exercício o programa calcula a percentagem de sucesso;
- O programa regista os resultados para cada aluno;
c) Navegação
- Feita através de menus e submenus;
- É sempre possível sair do programa.

d) Seleção de midi
- Os alunos podem escolher o tipo de som que se sentem mais confortáveis;

e) Acessibilidade aos vários exercícios


Hess, G. replica o modelo de Tennyson (1981)
- Alunos podem aceder a qualquer parte do programa;
- O programa sugere as unidades que o aluno deve trabalhar.
5.1 Procedimentos
Outono de 1993 (10 semanas)

Grupo experimental (19 alunos)


Durante 6 semanas tinham de passar no mínimo 2h / semana a trabalhar no
programa a não ser que tivessem três resultados > 90%.

Grupo de controlo (23 alunos)


Instrução tradicional (realização de exercícios na aula e em casa); Uso de
outros software era encorajado mas o acesso ao software em estudo estava
restringido.
5.2 Método
Seleção da amostra:

Não houve uma escolha aleatória de participantes;


Metade dos alunos do grupo experimental eram repetentes;
Foram excluídos alunos com ouvido absoluto.
5.2 Método
- Investigação utilizou um préteste e pósteste.
- Para perceber o efeito desta experiência nos alunos o investigador aplicou
um questionário (Escala de Lickert com 5 opções) aos dois grupos antes e
depois da investigação;
- Foi gravada a seguinte informação:
. Informação sobre o progresso dos alunos
. Tempo e duração por exercício
. Tipo de exercícios realizados
. Nº de questões
- Realizada uma análise estatística de covariância (ANCOVA)
Préteste (covariável)
Pósteste (variável dependente)
6. Limitações / Análise e discussão de resultados
6.1 Limitações
. Houve 3 participantes que não concluíram este estudo;
. Alguns alunos do grupo experimental reportaram problemas de
funcionamento com o programa
. A Diferença de som entre o sintetizador de piano do programa e o piano
acústico tiveram influência no resultado do exame.
6.2 Discussão de resultados
1. Classificações dos alunos no exame final foram estatisticamente
semelhantes;
2. À pergunta: Classifique o seu conhecimento sobre computadores o
grupo experimental obteve melhores resultados;
3. O grupo experimental sentiu que passou mais tempo e esforço com
atividades de treino auditivo que o grupo de controlo;
4. O investigador não encontrou uma correlação significativa entre o (1)
progresso e o modo de instrução; (2) tempo despendido por secção;
(3) tempo despendido por sessão; (4) n.º de sessões e (5) n.º de
repetições por exercício;
5. O investigador encontrou uma correlação de 5% entre o número de
níveis concluídos no programa e a nota final no exame;
6. O investigador encontrou também uma correlação de 5% entre o
pontuações nos diferentes exercícios e a nota final no exame;
Conclusão

. Qualquer generalização desta investigação só pode ser feita em relação ao


currículo da disciplina “MUS 101- Leitura à primeira vista e Teoria Musical”;
. Este software pode ser utilizados para o desenvolvimento de competências
nesta área. Os alunos tiveram melhores resultados que o grupo de controlo
mas a diferença não é significativa;
. Não há indicações do benefício que o grupo experimental teve ao ficar
excluído dos exercícios de ditado musical realizados na sala de aula
. Não foram controladas as variáveis: influência do professor e capacidade
de escrever;
. Benefícios do uso do software:
A) Eficiência e individualização da instrução;
B) Flexibilidade para despender mais tempo se necessário em
determinados temas.
. A opção de dar a possibilidade do utilizador aceder a qualquer parte do
programa dando recomendações foi eficaz;
. Não houve alteração na motivação pelo treino auditivo nem na atitude
perante a utilização do software no grupo experimental;
. Alunos do grupo experimental acreditam que a melhoria de resultados teve
a ver com o programa; estão mais otimistas em relação aos resultados no
exame final e consideram que passaram mais tempo a estudar fora da aula
que o grupo de controlo;
. Alunos do grupo de controlo não acreditam que a melhoria de resultados
tenha a ver com a utilização de qualquer software de treino auditivo
comercializado.
Apreciação crítica

1. Este artigo está bem estruturado


2. O design da investigação parece-me consistente
3. Propósito do estudo é pertinente
4. É positivo haver um grupo experimental e um grupo de
controlo
5. Negativo que a amostra seja tão pequena
6. Negativo que não se tenha acesso ao software!

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