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DEPARTAMENTO: Processos Técnicos - Documentais

DISCPLINA: TEORIA E TÉCNICAS DISCURSIVAS

PROFESSORA: Rosa L. R. Gomes

RESUMO – AULA DIA 06/09/2019

USO DAS NORMAS DA ABNT PARA CITAÇÃO

NBR 6023 (2002)

TIPOS DE CITAÇÃO

Citação: menção de uma informação extraída de outra fonte.

Citação direta: transcrição textual dos conceitos do autor consultado.

Citação indireta: transcrição livre dos conceitos do autor consultado.

Citação de citação: transcrição direta ou indireta de um texto que não se teve acesso ao
original.

CITAÇÃO

Ao se escrever sobre determinado tema/assunto, lança-se mão da produção intelectual


de alguns autores, sejam estas informações textual ou ilustrativa. Citar a fonte
consultada é condição obrigatória no processo de produção do trabalho técnico
científico, pois, valida o texto do ponto de vista teórico e evita acusações de plágio.
Portanto, lançou-se mão da NBR 10.520/02, para apresentar os tipos de citações.

As citações são elementos retirados dos documentos pesquisados durante a leitura de


documentação e que se revelam úteis para corroborar as ideias desenvolvidas pelo autor
no decorrer do seu raciocínio. Tais citações podem ser transcrições literais ou então
apenas algumas sínteses do trecho que se quer citar. Em ambos os casos, é necessário
indicar a fonte: autor(es), ano, e o número da página quando é possível identificar.
(SEVERINO, 2007, p. 174)
CITAÇÕES EM DOCUMENTOS

Localização:

- no texto;

- em notas de rodapé

CITAÇÕES DIRETAS NO CORPO DO TRABALHO

Consistem na transcrição literal das palavras do autor, respeitando todas as suas


características. Devem ser transcritas sempre entre aspas e seguidas pelo sobrenome do
autor, data de publicação e páginas da fonte em que foram retiradas, separados por
vírgula e entre parênteses. (MARCONI; LAKATOS, 2001, p. 193)

CITAÇÃO DIRETA

Ex(1): “A elaboração de fichas de leitura relativas às obras lidas é o meio mais


tradicional de organização dos textos selecionados”1 (NUNES, 1977, p. 53)

CITAÇÃO DIRETA COM MAIS DE TRÊS LINHAS

Deve-se considerar a margem esquerda regular de 3cm, fazer um recuo de 4 cm a partir


da margem esquerda, estabelecer espaçamento linhas simples e fonte 10, conforme
exemplo a seguir.

EX: (2)

Cada ciência se torna então uma ciência particular, no sentido de ter um


campo delimitado de pesquisa e um método próprio. As ciências são
particulares na medida em que cada uma privilegia setores distintos da
realidade: a física trata do movimento dos corpos; a química da sua
transformação; a biologia do ser vivo, etc. (ARANHA; MARTINS, 2000,
p.129)

CITAÇÃO DIRETA – Citação da Citação

Citação direta ou indireta de um texto que não se teve acesso ao original. Utiliza-se o
recurso do apud = citado por.
1
Até 3 linhas: aspas e corpo do texto
EX(3): Jaspiu (1976 apud Libâneo, 2001, p.31) aponta que a característica central da
interdisciplinaridade como a possibilidade de incorporar os resultados de várias
especialidades “tomando-lhes de empréstimo esquemas conceituais de análise,
instrumentos e técnicas metodológicas” com a finalidade é integrá-los após compará-
lo e julgá-lo.

CITAÇÃO INDIRETA
As referencias a fontes e a autores não precisam aparecer sempre sob a forma de
transcrição textual de passagens documentais. Pode o pesquisador refrasear em sínteses
pessoais o conteúdo de um documento. Nesse caso, é evidente que não se usam aspas.
(RUIZ, 1977, 82)

No caso de síntese das ideias, a transcrição é livre, devendo, contudo, traduzir o sentido
do texto original. A indicação da fonte neste caso vem em seguida. (SEVERINO, 2014,
p. 176)

EX(4): Tanto Weaver (2002, p.18) como Semonche (1993, p. 21) apontam
questionamentos que devem preceder o planejamento da indexação de artigos de
jornais, como: Qual a finalidade do artigo? Quem é o público-alvo que terá acesso ao
artigo? Que tipo de informação o usuário procura?

CITAÇÃO INDIRETA

A citação a seguir foi feita como sendo um parágrafo do texto. Assim, o sobrenome do
autor deve ser digitado normalmente, com a primeira letra em maiúscula e as demais em
minúsculo, seguido do ano e página em que o texto se encontra, sendo estas
informações apesentadas entre parênteses.

Ex(5): Segundo Maximiano (2006, p. 279) grandes empresas industriais, companhias


aéreas e usinas siderúrgicas são exemplos de organizações com a configuração da
organização máquina.

CITAÇÃO DE FRASE MUITO GRANDE

Imagine um parágrafo com 10 linhas, sendo que apenas a primeira e a última linha
interessam a você. Nesse caso, você vai usar uma supressão, que é a inclusão de um
sinal de colchetes com reticências, exatamente como esse [...], indicando que um
trecho do texto não foi usado, veja um exemplo:

Ex6):“As propostas de melhorias de processo e tecnologia são coletadas e analisadas


[...] com base nos resultados de projetos-piloto” (KOSCIANSKI; SOARES, 2007, p.
153).

NOTAS

As notas de rodapé podem ser de dois tipos: notas explicativas e notas de


referências, cada uma atendendo a finalidades diferentes, conforme a delimitação
de seus nomes.

Nota de referência: notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes
da obra onde o assunto foi abordado.

Nota explicativa: usadas para comentários, esclarecimentos ou explanações, que não


possam ser incluídos no texto.

NOTAS EXPLICATIVAS

O autor do trabalho pode fazer uso do rodapé quando achar necessário fazer
comentários ou prestar qualquer esclarecimento sobre algum assunto.

Nesse caso, coloca-se um número (sequencial) no corpo do trabalho, remetendo-o para


o rodapé da página.

Ex(7): “[...] ou podemos dizer que a „sala de estar‟ capitalista é pequena, obrigando a
alguns ficar de fora”2

NOTAS DE REFERÊNCIA

2
É o exército –individual – de reserva, que não possui foça coletiva para garantir um bom salário para os
trabalhadores.
A nota de rodapé deve ser apresentada precedida do número de chamada, em algarismos
arábicos e entre parênteses. A numeração pode ser reiniciada a cada capítulo ou ser
consecutiva em todo texto.

Ex(8):3

Referências Bibliográficas

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas,
2010.

MARCONI, M. A. de; LAKATOS, E. M. Metodologia do trabalho científico. São


Paulo: Atlas, 2001.

PETRONE, A.C.C. Treinamento Biblioteca Central da UNIRIO, UNIVERSIDADE


FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, [s.d].

RUIZ, João Alvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. São
Paulo: Atlas, 1977.

SEVERINO, Antonio Jaquim. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez,


2007.

3
( ) ASTI VERA, Armando. Metodologia da pesquisa científica. Porto Alegre: Globo, 1979, p. 20
ESTRUTURA RETÓRICA DA SEÇÃO DE REVISÃO DA LITERATURA

Revisar a literatura significa fazer referência à literatura prévia e tem sido um “traço
definidor” da pesquisa e da redação acadêmica desde os primórdios da ciência.
(MOTTA-ROTH; HENDGES, 2010)

Situar o estudo reportado dentro da grande área é fundamental tanto no processo da


pesquisa quanto no de redação do artigo, porque nos ajuda a delimitar os estudos
seminais para o desenvolvimento do nosso trabalho.

A revisão da literatura pode ser vista como o momento em que situamos nosso trabalho,
pois ao citar uma série de estudos prévios que servirão como ponto de partida para
nossa pesquisa, estaremos “afunilando” a discussão, até chegar ao tópico específico que
vamos investigar. Por meio da revisão da literatura, reportamos e avaliamos o
conhecimento produzido em pesquisas previas, destacando conceitos, procedimentos,
resultados, discussões e conclusões relevantes para o trabalho.

Dentro ou depois da introdução, a revisão da literatura em geral se organiza em


subfunções, quais sejam: no primeiro momento, a revisão da literatura na área é citada
de modo amplo, em termos de interesse geral e generalizações, enquanto, no segundo
momento há questões mais específicas apontadas por estudos prévios.

Ex(1): Nos últimos anos, um número crescente de estudos têm investigado alternativas
para o desenvolvimento sustentável.

As generalizações do tópico consistem em afirmações de caráter amplo, que dispensam


maiores evidências que as suportem, pois sugerem conhecimento prévio, compartilhado,
estabelecido entre escritor e leitor. São, em geral, asserções sobre conhecimento
acordado na área, tido como consensual entre pesquisadores.

Ex(2): O desenvolvimento sustentável é reconhecido como alternativa fundamental para


solucionar os problemas relacionados à miséria mundial e à degradação ambiental.

Segundo momento
Citar pesquisas prévias tem como propósito inserir o trabalho de forma mais ou menos
objetiva na área de interesse.

Ex(3): O modelo para o desenvolvimento sustentável proposto por fulano (2000) foi
publicado a diferentes regiões do país.

Alguns textos podem ter características mais avaliativas, pois, além de citar, indicam
lacunas em pesquisas prévias. Ao indicar lacunas, o escritor avalia o conhecimento
produzido previamente, sugerindo carências de pesquisas. Pode fazer referências a
conceitos, procedimentos (incluindo o uso de modelos, tipologias etc.), resultados e/ou
conclusões das pesquisas que cita que servirão como suporte teórico para sua discussão.

Já para mostrar concordância entre o estudo em questão e pesquisas prévias, o autor


pode continuar a tradição em pesquisa na área.

Ex(4): A fim de testar a eficiência de um modelo de desenvolvimento sustentável,


fulano (2000) realizou um estudo aplicado ao Nordeste do país, obtendo resultado
bastante eficientes. Portanto, o presente trabalho dá continuidade ao trabalho de fulano
(2000), aplicando seu modelo à região Norte.

Os conectivos textuais ajudam os leitores a reconhecer como o texto está organizado e


que relações lógicas (assim, entretanto) e temporais (primeiramente, em seguida)
conectam entre si as diferentes partes do texto (idem, ibidem)

Contra argumentos pesquisa prévias

Além de ser frequentemente usado para mostrar concordância, o conectivo textual


também é usado para contra-argumentar pesquisas prévias, sinalizando, é claro, uma
oposição em relação a essas pesquisas. Nesse caso, o principal índice linguístico é
porém, seguido de todavia, já, infelizmente e mas.

Ex(5): A fim de testar a eficiência de um modelo de desenvolvimento sustentável,


fulano (2000) realizou um estudo aplicado ao nordeste do país, obtendo resultado
bastante eficiente. Beltrano (2001), porém, observou que na região Norte o mesmo
modelo, apresenta desempenho negativo. Assim, este trabalho propõe um novo modelo
para o desenvolvimento sustentável.
Ao usar o contra-argumento, o escritor mostra que discorda de algum aspecto em
estudos anteriores, apresentando uma nova alternativa em seu trabalho

LITERATURA ANTERIOR SELECIONADA

O número de estudos sobre os mercados emergentes de ações vem


crescendo rapidamente. A maior parte dos estudos limita-se aos
mercados asiáticos. A maior parte dos estudos anteriores limita-se ás
correlações entre os mercados. Esse tipo de estudo assume,
implicitamente, que as relações entre os mercados são lineares e que
há integração total, o que obviamente, não pode ser verdadeiro. Uma
lista incompleta de estudos recentes inclui: Aggarwal e Leal
(1995);Mullin (1993); Divecha, Drach e Stefek (1992); Speidell e
Sappenfield (1992); Cheung e Ho (1991) e Bailey e Stulz (1990). A
conclusão em geral é que a correlação entre os mercados emergentes
e os mercados nos EUA e Japão está crescendo com o tempo, mas que
ainda é suficientemente baixa para permitir importantes ganhos de
diversificação. É claro que uma correlação maior não implica
necessariamente em maior integração uma vez que outros fatores
comuns podem estar influenciando os mercados. Um candidato em
potencial são os fluxos de capitais entre os países. Apesar do interesse
crescente nos mercados emergentes, os fundos de pensão americanos
não investem mais do que 5% de suas carteiras em ativos
internacionais indicando um tremendo potencial de crescimento dos
fluxos de capitais para os mercados emergentes no futuro (Errunza,
1994) . As correlações não parecem ser estáveis no tempo (Aggarwl e
Leal, 1995; Cheung,(1993) mercados são influenciadores pela
volatividade dos mercados desenvolvidos (Bekaert e Harvey, 1995;
Aggarwal, Inclan e Leal, 1995). [...]

REFERÊNCIAS

MOTTA-ROTH, D.; HENDGES, G. R. Produção textual na universidade. São Paulo:


Parábola, 2010.
EXERCÍCIOS:

1) Pesquise dois artigos de sua área de estudos. Verifique como os autores


escolhidos por você fazem a revisão da literatura, como sinalizam fatos e
expressam ideias, afirmam opinião, fazem avaliação, etc.
2) Identifique como é feita a revisão de pesquisas e conceitos na área em termos de
citação, direta ou indireta.
3) Traga para a próxima aula os artigos selecionados. Traga os tópicos observados
em folha separada.

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