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DIRETRIZES

OPERACIONAIS
Das Escolas Cidadãs Integrais,
Escolas Cidadãs Integrais Técnicas
& Escolas Cidadãs Integrais
Socioeducativas da Paraíba
NO BRASIL, A PARAÍBA ESTÁ EM
1 º LUGAR
NA OFERTA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

A PARAÍBA É O 1º
LUGAR NO BRASIL
COM 65%, A PARAÍBA É O ESTADO QUE MAIS
OFERECE ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO EM TEMPO
INTEGRAL
Equipe Institucional
Governador do Estado da Paraíba
JOÃO AZEVEDO LINS FILHO

Vice Governadora do Estado da Paraíba


ANA LÍGIA COSTA FELICIANO

Secretário de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia


CLAUDIO BENEDITO SILVA FURTADO

Secretário Executivo de Gestão Pedagógica


GABRIEL DOS SANTOS SOUZA GOMES

Secretária Executiva de Adm. de Suprimentos e Logística


ELIS REGINA NEVES BARREIRO

Secretário Executivo da Ciência e Tecnologia


RUBENS FREIRE RIBEIRO

Gerente Executiva do Ensino Médio -GEEM


AUDILÉIA GONÇALO DA SILVA

Especialista Pedagógica
VIVIANNE DE SOUSA

Especialista em Gestão
JONATTA SOUSA PAULINO

Especialista em Infraestrutura
MICHELLE DANTAS MUNIZ

Especialista em Educação Profissional e Inovação


GIOVANIA DE ANDRADE LACERDA LIRA

Coordenadora de Gestão Pedagógica das Escolas Cidadãs Integrais Técnicas


THAÍNA ROCHA BALBINO

Analista Pedagógica
LUIZA IOLANDA PEGADO CORTEZ DE OLIVEIRA

Coordenadora Pedagógica de Propulsão


CLARA SUELEN CARVALHO PEREIRA
Equipe Institucional
Coordenadora Pedagógica de Propulsão e de Colabore e Inove
JARLEYDE ANDRESSA SANTOS SALES DE OLIVEIRA

Assessor Técnico
FRANCISCO DIASSIS DE ARAÚJO SOARES

Assessor Técnico
JEAN CARLOS BRONZEADO LIMA

Assessora de Comunicação
ARIANE XAVIER

Especialista em Protagonismo Juvenil


ROMÁRIO FARIAS PEDROSA DOS SANTOS

Coordenador das Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas


GILSON FRANÇA

Analista de Dados e Egresso da Escola Cidadã Integral


GABRIEL GOMES DA SILVA

Coordenadora de Logística e Egressa da Escola Cidadã Integral


ILAURA EDUARDA DE SOUZA GOMES

Coordenador de Logística e Egresso da Escola Cidadã Integral


JÚLIO CÉSAR ALVES

Assessora técnica
CELLY ALANA CARVALHO MODESTO

Assessora Técnica de Recursos Humanos e Egressa da Escola Cidadã Integral


VIVIANE PINHEIRO RIBEIRO

Secretário da Comissão Executiva de Educação Integral


THALLES TEIXEIRA QUIRINO

Designer
HÊVILLA RAYANE VALÉRIO COSTA

Assessor de TGE
ANTÔNIO PÁDUA RIQUE DE PLÁCIDO
Apresentação
Este documento destina-se ao funcionamento das Escolas
Cidadãs Integrais (ECI), Escolas Cidadãs Integrais Técnicas (ECIT) e
Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas (ECIS)¹ da Paraíba, e tem
por objetivo o alinhamento e a organização de todo o trabalho das
escolas, desde as ações pedagógicas e administrativas até as
curriculares.
Nessa perspectiva, prezamos por uma ação intencional, com
sentido explícito, além do compromisso firmado de forma
corresponsável. Apesar das especificidades e das particularidades de
cada escola, a orientação é que todas as instituições trabalhem de
maneira uniforme e alinhada.
Para tanto, a Comissão Executiva de Educação Integral do
Estado da Paraíba (CEEI) elaborou este manual de normas e diretrizes
a serem seguidas por todas as Escolas Cidadãs Integrais
Propedêuticas, Técnicas e Socioeducativas.
Ademais, este manual não substitui os materiais formativos do
Modelo Pedagógico e de Gestão das Escolas Cidadãs Integrais.
Contudo, estabelece regulamentos inerentes ao funcionamento de
todos esses materiais na Paraíba.
Em decorrência da pandemia do Covid-19, vivenciamos a
experiência da educação remota. Nesse sentido, este documento possui
orientações específicas para a educação remota, para o ensino híbrido
e para o ensino presencial.
Dessa forma, a CEEI coloca-se à disposição de todas as equipes
gestoras e docentes para orientação, auxílio e colaboração no
cumprimento das diretrizes apresentadas.

Atenciosamente,

Comissão Executiva de Educação Integral

¹ Neste documento, ao citarmos “Escolas Cidadãs Integrais”, estaremos englobando todas as


ECI, ECIT e ECIS.
Sumário

CALENDÁRIO ESCOLAR 2021.......................................................07


1. CONCEITOS..............................................................................16
1.1. Escolas Cidadãs Integrais, Escolas Cidadãs Integrais Técnicas e
Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas. ...................................17
1.2. Protagonismo juvenil...............................................................17
1.2.1. Protagonismo profissional. ..................................................18
1.3. Projeto de vida........................................................................18
1.4. Pós-médio...............................................................................19
1.5. Pré-médio...............................................................................19
1.6. Colabore e Inove.....................................................................20
1.7. Disciplinas Eletivas.................................................................21
1.8. Estudo Orientado....................................................................21
1.9. Acolhimento............................................................................21
1.10. Tutoria..................................................................................22
1.11. Salas temáticas.....................................................................22
1.11.1. Laboratórios Técnicos........................................................23
1.12. Clubes de Protagonismo........................................................23
1.13. Espaços de convivência.........................................................24
1.14. Líderes de turma...................................................................24
1.15. Avaliação..............................................................................25
1.16. Arquitetura Avaliativa...........................................................26
1.17. Conselho de Classe...............................................................27
1.18. Práticas experimentais..........................................................27
1.19. Propulsão.............................................................................28
1.20. Metodologias Empreendedoras (Inovação Social Científica - ISC,
Intervenção Comunitária - IC e Empresa Pedagógica - EP)..............28
1.21. Práticas Profissionais e Estágios (Primeira Chance)................28
Sumário
2. AS ESPECIFICIDADES DO MODELO NO ESTADO DA PARAÍBA.......31
2.1. Projeto de Vida.............................................................................32
2.1.1. Projeto de Vida no Ensino Fundamental.....................................35
2.1.2. Projeto de Vida nas Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas...35
2.2. Pós-médio.....................................................................................36
2.3. Pré-médio.....................................................................................38
2.4. Simulado......................................................................................38
2.5. Disciplina Colabore e Inove..........................................................39
2.6. Clubes de Protagonismo...............................................................43
2.7. Tutoria.........................................................................................46
2.8. Conselho de líderes.47
2.9. Avaliação Semanal.48
2.10. Estudo Orientado. 50
2.11. Eletivas. 51
2.12. O Conselho de Classe 53
2.13. Fardamento. 55
2.14. Reposição das aulas. 56
2.15. Propulsão...................................................................................57
2.16. Uso dos laboratórios 59
2.17. Estudantes monitores 59
2.18. Guias de aprendizagem 60
2.19. Horários e Dias de planejamento................................................61
2.20. Distribuição dos horários das aulas:...........................................64
2.21. Distribuição dos horários das aulas no Contexto Remoto(ECI).....65
2.22. Distribuição dos horários das aulas no Contexto Remoto (ECIT)..66
2.23. Aulas de Campo.........................................................................70
2.24. Metodologias Empreendedoras - Inovação Social Científica (ISC),
Intervenção Comunitária (IC) e Empresa Pedagógica (EP).....................72
2.25. Práticas Experimentais 73
3. OPERACIONALIZAÇÃO E PARTE ADMINISTRATIVA.........................75
3.1 Atribuições dos Coordenador de Área Técnica................................76
3.2. Reuniões de Fluxo........................................................................79
Sumário

4. INSTRUMENTOS DE TECNOLOGIA DE GESTÃO EDUCACIONAL –


TGE...................................................................................................82
4.1. Instrumentos Gestão à Vista.......................................................83
4.1.1. Plano de Ação Escolar..............................................................83
4.1.2. Agenda bimestral:....................................................................85
4.1.3. Quadro de Monitoramento de Frequência 86
4.1.4. Cardápio 88
4.1.5. Macroestrutura – Sistema de Comunicação 89
4.1.6. Quadro de Monitoramento do Plano de Ação 90
4.2. Programa de Ação 91
5. Ciclo de Acompanhamento Formativo.............................................92
6. Escolas Cidadãs Integrais Técnicas................................................94
6.1. Matrizes e Quadro de Professores(as) Técnicos(as).......................95
6.1.1. Contratação de Professores Técnicos........................................95
6.1.2. Matrizes dos Cursos Técnicos...................................................95
6.1.3. Trabalho de Conclusão de Curso..............................................98
7. Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas...................................100
ANEXOS..........................................................................................123
22 OUT – 11 JAN 2022
1. CONCEITOS
1.CONCEITOS²

1.1. Escolas Cidadãs Integrais, Escolas Cidadãs Integrais Técnicas e


Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas.

O modelo de educação desenvolvido nas Escolas Cidadãs Integrais


traz inovações e propostas que buscam representar um divisor de águas
na história da educação do Estado da Paraíba, e tem como objetivo
formar indivíduos protagonistas, agentes de mudança social e produtivos
que possam contribuir com o mundo atual e suas necessidades.
As escolas possuem um conteúdo pedagógico voltado para a
formação educacional de excelência, conforme a regulamentação da
Base Nacional Comum Curricular, e a profissionalização do(a) estudante
conforme método didático e administrativo próprios. O objetivo é oferecer
os fundamentos de uma escola inclusiva e que visa formar o(a)
cidadão(ã) para os desafios do século XXI, mas também para as
exigências profissionais que o mundo contemporâneo exige, tendo como
ponto de partida o(a) estudante e buscando desenvolver os pilares
essenciais para a formação de indivíduos que possam contribuir com a
sociedade a partir de sua autonomia, das diferentes competências e das
ações solidárias. Tudo isso baseado no incentivo e no desenvolvimento
do Protagonismo Juvenil.

1.2 Protagonismo Juvenil

O Protagonismo Juvenil é uma das bases de sustentação do


modelo da Escola Cidadã Integral e, enquanto modalidade de ação
educativa, visa desenvolver jovens autônomos(as), solidários(as) e
competentes, atores(atrizes) e sujeitos da própria ação, preparados(as)
para buscar a solução de problemas reais na escola, na comunidade, na
vida pessoal e social.
O Protagonismo Juvenil pode ser compreendido como princípio,
premissa e prática. Enquanto princípio, o Protagonismo Juvenil lembra
que todos(a) da escola estão submetidos(as) ao Protagonismo, são
agentes transformadores(as) de suas histórias e de seu entorno.
Enquanto Premissa, observamos que o Protagonismo Juvenil é um ponto

17
² Todo o material norteador, instrumentos de TGE, PPT de formação estão disponíveis
através do link http://bit.ly/MateriaisECI2021 ara acesso por parte da equipe escolar.
de partida para o desenvolvimento de metas e objetivos. Enquanto
prática, o Protagonismo leva a comunidade escolar ao ato da ação
educativa, de possibilitar espaços e condições para o pleno
desenvolvimento das capacidades dos(as) jovens.
Assim, o Protagonismo Juvenil refere-se à formação de um
sujeito ativo, com espírito de liderança, capaz de tomar decisões e
fazer escolhas embasadas no conhecimento, na reflexão, na
consideração de si próprio e do coletivo. Nesse sentido, o jovem deve
ser visto como fonte de liberdade, iniciativa e compromisso, sendo
impulsionado e acompanhado pela equipe escolar a fim de que
assuma o papel principal das ações que execute.

1.2.1 Protagonismo Profissional

Além dos atributos trabalhados nas escolas para o


desenvolvimento do protagonismo dos(as) estudantes, as Escolas
Cidadãs Integrais Técnicas desenvolvem a preparação desse(a) jovem
para o mercado de trabalho, por meio de projetos empreendedores e
aplicação dos conteúdos a partir de competências e habilidades,
cujo(a) estudante é inserido(a) em contextos reais para analisar e para
solucionar possíveis problemas.
Aqui, o Protagonismo Juvenil enquanto modalidade de ação
educativa também necessita do acompanhamento dos profissionais de
educação da escola, com metas e objetivos previamente estabelecidos.

1.3 Projeto de Vida

Projeto de Vida é a centralidade da Escola Cidadã Integral, e


busca refletir as múltiplas dimensões da identidade dos(as) jovens
ainda em formação. As aulas de Projeto de Vida não se referem apenas
a um projeto de carreira voltado exclusivamente para o lado
profissional, todavia é um processo de reflexão sobre o “ser e o querer
ser”, tendo por objetivo ajudar o(a) jovem a planejar e traçar o
caminho que precisa construir e seguir para realizar esse encontro,
nas dimensões pessoal, social e produtiva da vida, num período de
curto, médio e longo prazo.
O Projeto de Vida acontece na junção de duas variáveis: A
primeira diz respeito à identidade, ou seja, quanto mais o(a) jovem se
conhece, experimenta as potencialidades individuais, descobre o
gosto, aquilo que sente prazer em fazer, maior será sua capacidade de
elaborar seu projeto. Já a segunda, interfere na elaboração do Projeto
de Vida por meio do conhecimento da realidade. Logo, quanto mais
eles(elas) conhecem a realidade na qual estão inseridos(as), mais
compreendem o funcionamento da estrutura social com seus
mecanismos de inclusão e de exclusão, além de terem consciência dos
limites e das possibilidades abertas pelo sistema na área em que
queiram atuar, pois maiores serão as possibilidades de elaborarem e
de implementarem os seus projetos.

18
³ É importante que a equipe escolar articule estratégias para garantir que todos os
estudantes da 3ª série se inscrevam no ENEM.
Sendo assim, as duas variáveis demandam espaços e tempos de
experimentação, bem como uma ação educativa. Além do mais, o(a)
professor(a) de Projeto de Vida desempenha esse papel de orientador(a) e
de interlocutor(a) desse processo na vida do(a) jovem.

1.4 Pós-Médio

É destinado aos(as) estudantes da terceira série do Ensino Médio,


e possibilita orientar e aprofundar a sua preparação, a partir da área
escolhida por ele, tanto na perspectiva do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem)³ como em outros itinerários.
Nas Escolas Cidadãs Integrais há, de forma particular, uma
preocupação em preparar o(a) estudante não apenas para ingressar em
um curso universitário, mas para a vida, apoiando-o em qualquer
caminho que ele(a) decida seguir.
Assim, o Pós-médio também precisa contemplar e ter o olhar
voltado para aqueles(as) que desejam seguir direto para o mercado de
trabalho, para os cursos técnicos profissionalizantes, carreiras militares,
empreendedorismo, etc.

1.5. Pré-Médio

Essa disciplina é ofertada apenas para o nono ano, e tem por


objetivo preparar os(as) estudantes para o ensino médio, apresentando-
lhes um pouco do que eles irão vivenciar nesta etapa, levando em
consideração também a preparação para o Novo Ensino Médio.
Desse modo, o Pré-Médio destina-se a construir um espaço de
transição entre a vivência no Ensino Fundamental para o Médio. Este é o
momento de avaliar o percurso de desenvolvimento desde os anos
iniciais, e se preparar para as experiências em uma nova fase. A
disciplina deve garantir aos estudantes a possibilidade de fortalecer o
foco no Projeto de Vida, correlacionando-o com a rotina escolar e os
repertórios apresentados nas aulas.
Neste ínterim, vale ressaltar que o Estado da Paraíba por meio da
Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia tem como
objetivo até o ano de 2025 cumprir com o disposto na Lei 13.415/2017
de modo a fomentar a qualidade da educação básica e em especial
assegurar a oferta do novo Ensino Médio para os estudantes da rede
pública do estado numa concepção de educação cidadã que potencialize
o protagonismo e o projeto de vida dos estudantes, além da construção
de uma sociedade mais justa, igualitária e com oportunidades, conforme
disposto no Plano Estadual de Educação e em consonância com o Plano
Nacional de Educação.

19
³ É importante que a equipe escolar articule estratégias para garantir que todos os
estudantes da 3ª série se inscrevam no ENEM.
No geral, as três principais mudanças trazidas pelo Novo Ensino
Médio são: a carga horária, a implementação da BNCC e dos Itinerários
Formativos.
Os Itinerários Formativos, tanto das áreas do conhecimento
quanto de EPT, são compostos por trilhas de aprofundamento
(centradas nas áreas dos itinerários), também estão previstos dentro da
carga horária dos Itinerários Formativos (IFs) o componente de Projeto
de Vida e as disciplinas Eletivas que dialogam com as trilhas ofertadas
em cada escola.
O componente de Projeto de vida e a participação nas Eletivas a
cada ano serão comuns a todos(as) os(as) estudantes independente da
escolha do Itinerário.
Sendo assim, é de suma importância que o Pré-Médio ocupe-se de
fundamentar bem o lugar do Novo Ensino Médio na Educação Básica
para os(as) estudantes, para que o que for trabalhado adiante seja feito
plenamente e precisamente construído.
Desse modo, o Pré-Médio oportuniza uma preparação e estímulo
ao crescimento do(a) estudante que refletirá diretamente na sua
postura, que chegará ao Ensino Médio com a dimensão do que os
próximos anos significarão em diversos sentidos: acadêmico,
profissional e pessoal.

1.6. Colabore e Inove - CI9


A disciplina Colabore e Inove nasceu por meio de uma parceria
única realizada entre o Governo da Paraíba (SEE), a Comissão
Executiva das Escolas Cidadãs Integrais e o Proakatemia, uma escola
de empreendedorismo vinculada à Universidade de Ciências Aplicadas
de Tampere (TAMK- Tampere University of Applied Sciences), na
Finlândia.
A construção desse novo componente curricular foi guiada pela
coach Hanna Saraketo, tendo como objetivo principal o ensino de
empreendedorismo e habilidades fundamentais para o profissional do
século XXI. Desse modo, essa disciplina, já em movimentação na Rede,
é anual e destinada apenas aos(às) estudantes da 1ª série do ensino
médio das Escolas Cidadãs Integrais Propedêuticas.
Dentre as habilidades fundamentais mencionadas acima,
destacam-se competências socioemocionais, tais como a criatividade, o
trabalho colaborativo, a autonomia, a confiança, a capacidade de
contextualização e a de exercitar o diálogo. Os(As) professores(as)
trabalham eixos temáticos com os(as) estudantes, utilizando
metodologias ativas, tais como aprendizagem baseada em equipes (TBL:
team-based learning), aprendizagem baseada em problemas
(PBL: problem-based learning) e aprendizagem baseada em projetos
(PrBL: project-based learning).
Essa iniciativa busca alinhar a educação paraibana aos sistemas
educacionais públicos de referência, adaptando-os para a nossa
realidade. Dessa maneira, os(as) estudantes poderão se envolver mais
ativamente no processo de ensino e aprendizagem, tornando-o mais
significativo, ao traçar paralelos entre educação escolar, educação para
a vida e o mundo do trabalho.
20
1.7. Disciplinas Eletivas
São disciplinas temáticas, oferecidas semestralmente, propostas
pelos(as) professores(as) e/ou pelos(as) estudantes e objetivam
diversificar, aprofundar e enriquecer os conteúdos trabalhados pelas
disciplinas da Base Nacional Comum e da Base Técnica.
As eletivas são escolhidas pelos(as) estudantes, a partir do interesse
demonstrado na apresentação dos temas pelos(as) professores e são uma
oportunidade para a ampliação do seu conhecimento de uma forma mais lúdica e
interessante, para que o(a) estudante possa interagir de forma direta nesse
processo de aprendizagem.
A eletiva deve ter como característica a interdisciplinaridade, não
devendo um(a) único(a) professor(a) assumir uma eletiva que contemple
apenas uma disciplina, seja ela da Base Comum ou da Base Técnica (no
caso das ECITs). É importante considerar, ainda, que as eletivas devem
estar relacionadas aos Projetos de Vida dos(as) estudantes.

1.8 Estudo Orientado


Estudo Orientado integra a Parte Diversificada do Currículo
dentro das inovações em conteúdo, método e gestão. O objetivo desse
componente é “ensinar” o estudante a estudar, apoiá-lo e orientá-lo em
seu estudo diário, por meio da utilização de técnicas de estudo que o
auxiliarão em seu processo de aprendizagem. Além de assegurar o
espaço adequado para o estudar, o Estudo Orientado visa à excelência
acadêmica e à consecução do Projeto de Vida do estudante.
Especificamente para o Ensino Fundamental, são duas aulas
semanais de Estudo Orientado, mas uma delas deve ser dedicada à
Avaliação Semanal, que deve ser aplicada às terças-feiras, na 5ª aula,
após a aula de Estudo Orientado, propriamente dita (ver orientações
especificadas no item 2.2.).

1.9. Acolhimento Diário


É o momento em que a equipe escolar acolhe os(as) estudantes
em sua chegada. O foco é esse “bem-vindo(a)”, comunicado por
palavras, gestos e olhares. Também é o momento de recados da gestão
escolar ou dos(as) educadores(as) em geral. É o compartilhamento do
olhar sobre o(a) estudante, de modo que ele(a) possa realmente ser
visto(a) em sua interdimensionalidade, o que mantém íntima relação
com dois princípios educativos do Modelo: Pedagogia da Presença e
Educação Interdimensional.
No acolhimento diário, podem ocorrer as celebrações das
conquistas dos(as) estudantes e/ou da equipe de educadores(as) por
algum resultado alcançado. Podem ser feitas dinâmicas, leituras de
textos, apresentações artísticas, músicas, rádio escolar, etc.
Faz-se importante a participação de turmas, Clubes de
Protagonismo ou grupos de estudantes nessa ação. É essencial que a
escola entenda a importância do acolhimento diário. Ele precisa ser a
prioridade da escola a cada início de dia. Portanto, esse momento não
deve deixar de acontecer diariamente, porque é considerado uma
manifestação genuína da Pedagogia da Presença.

21
1.10. Tutoria

A Tutoria visa promover a interação, por meio da qual uma


pessoa dá apoio a outra para tornar possível que ela desenvolva e
ponha em ação algum direito, dever, conhecimento, competência ou
habilidade. Trata-se de uma das práticas que fortalecem a Pedagogia
da Presença nas escolas e dela devem participar os(as) professores(as)
e a gestão escolar, sem exceções.
Nas Escolas Cidadãs Integrais, a tutoria é um caminho para
realizar uma interação pedagógica, alicerçada no acompanhamento
acadêmico, em que o(a) educador(a) (tutor(a)) acompanha e se
comunica com os(as) estudantes de forma sistemática, planejando seu
desenvolvimento e avaliando a eficiência de suas orientações, de modo
a resolver problemas que possam ocorrer durante o processo educativo
com vistas ao desenvolvimento do seu Projeto de Vida.
Nas ECI Socioeducativas, a Tutoria pode ser, também, realizada
de modo anônimo. Isto é, embora o(a) estudante não saiba quem é seu
tutor, ele será acompanhado de perto e encorajado por meio de ações
conjuntas entre o(a) tutor(a) e os(as) demais professores(as).
Esses momentos devem ser registrados em instrumento a ser
criado pela própria escola, potencializando o entendimento do(a)
estudante sobre o conceito de Tutoria. A gestão, junto aos(às)
docentes, precisam garantir que 100% dos(as) estudantes sejam
tutorados(as).
1.11. Salas Temáticas

As salas temáticas precisam ser ambientadas de acordo com


cada componente curricular. Todavia, essa ambientação deve se
adequar aos recursos existentes na escola, e tem o intuito de
proporcionar aos estudantes um ambiente mais atrativo,
representativo e ajustado ao desenvolvimento das aulas. Logo, essa
mudança tornará a sala mais funcional.
Também, recomenda-se que as salas possam ser ambientadas
pelos próprios estudantes e/ou pela comunidade escolar, que podem
contribuir com objetos, desenhos e/ou pinturas que remetem à
disciplina.
O ideal é que cada disciplina da Base Nacional Comum
Curricular tenha uma sala temática própria. Contudo, nas escolas que
não têm salas de aula suficientes, uma estratégia é juntar as
disciplinas da mesma área em apenas uma sala, por exemplo: Sala de
Língua Espanhola e Língua Inglesa, e/ou dividi-las por área de
conhecimento (Humanas/Linguagens, etc).
Como há salas temáticas na escola, é preciso que o horário das
aulas seja articulado de maneira a não colocar aulas da mesma
disciplina em turmas diferentes, no mesmo horário. Caso isso ocorra,
deve ser especificado, no horário, o ambiente que será realizada.
Para as escolas híbridas, é preciso que a temática das salas
contemple os dois públicos (Fundamental e Médio). Se houver
disponibilidade de espaço, as salas de Ensino Fundamental podem ser
tematizadas separadamente do Ensino Médio.
22
1.11.1 Laboratórios Técnicos

As Escolas Técnicas devem conter pelo menos um espaço


destinado à cada curso ofertado pela instituição, sendo cabíveis as
mesmas orientações estabelecidas para as salas temáticas, dentro das
normativas e padrões de segurança e de higiene referentes aos cursos
ofertados .

1.12 Clubes de Protagonismo

O Clube de Protagonismo é um espaço destinado ao estudante,


oferecido para colaborar com o seu sucesso e o da comunidade de forma
coletiva e solidária. Nele, o estudante desenvolve e exercita muitas
habilidades essenciais para a sua formação e para a sua atuação na vida
pessoal, social e produtiva. O que há de mais atraente no Clube de
Protagonismo, é que ele possibilita a integração das pessoas e o
desenvolvimento delas. No Clube de Protagonismo, o estudante tem a
oportunidade de assimilar posturas e atitudes que são indispensáveis
para o desenvolvimento do protagonismo.
Os Clubes são um dos principais instrumentos para o
desenvolvimento do protagonismo, que é um dos princípios norteadores
do Modelo da Escola Cidadã Integral. Eles surgem a partir da vivência e
do interesse coletivo dos estudantes, ou seja, ocorrem em períodos de
intervalo, na hora do almoço, até mesmo em horários depois das aulas
ou nos fins de semana (exceto nas ECI Socioeducativas, pois são
integrados ao horário das aulas). Porém, é preciso sempre a comunicação
e o agendamento dessas atividades junto à gestão escolar, mas também
a presença de um adulto (no caso dos fins de semana e horários pós-
aula).
Os Clubes de Protagonismo têm como objetivo a convivência e o
desenvolvimento da solidariedade e do respeito às diferenças. Além disso,
nos clubes, os estudantes desenvolvem habilidades da BNCC de formas
variadas intencionais. Além de tudo, os professores atuam como
padrinhos de clubes, orientando os participantes, quando necessário.
Sobretudo, os clubes são compostos por estudantes e requerem
uma organização para o seu funcionamento, prezando pelo alinhamento
e pela comunicação entre os envolvidos. Dessa forma, os estudantes
escolhem e elegem os seus membros representantes como presidente,
vice-presidente, secretário, etc. Tudo para colaborar de forma efetiva com
o bom funcionamento desse espaço de protagonismo. Para a efetivação
dos Clubes, a CEEI medeia a realização de uma Semana de
Protagonismo, que é realizada entre os meses de março e abril (e, nas
ECI Socioeducativas, bimestralmente).
Em suma, o objetivo é que 100% dos estudantes estejam engajados
em Clubes de Protagonismo. Nesse sentido, o Gestor e toda a
comunidade escolar, precisam incentivar a participação e acompanhar o
funcionamento dos clubes. Para isso, é necessário fazer reuniões
semanais com os presidentes dos clubes. Nessas reuniões, os planos de
ação dos clubes (PLANNER) são revistos, são realizadas formações e
23
orientações para o desenvolvimento e para a manutenção dos clubes.
Ademais, a escola precisa compreender que os Clubes de Protagonismo
são espaços de aprendizado contínuo e interdimensional.

1.13 Espaços de Convivência

São os espaços da escola em geral: salas de aula, corredores,


banheiros, refeitório, biblioteca, entre outros. Esses espaços são
destinados não só à momentos de estudo, mas também de descanso,
interação, acompanhamentos e recreação, inclusive durante os
intervalos, pois, muitas vezes, além dos estudantes, também estão
presentes os professores exercendo a tutoria, por exemplo.
Os espaços de convivência devem ser mantidos de forma
organizada e limpa, sendo responsabilidade de todos a manutenção e a
conservação adequada de tais ambientes, de modo a reforçar o respeito
ao patrimônio público. Em vista disso, é importante destacar que os
espaços devem dialogar diretamente com as vivências dos estudantes,
pois quando há identificação, estimula-se a preservação.

1.14 Líderes de Turma

Eleitos por suas respectivas turmas, os líderes possuem a missão


de se comunicar adequadamente entre os seus colegas de turma e a
gestão escolar, além de se tornarem parte da equipe gestora, buscando a
solução de possíveis problemas.
Os líderes precisam exercer o papel de protagonistas sempre
buscando o melhor para a convivência solidária na escola. É de suma
importância que a escola invista diretamente na formação e no
fortalecimento dos líderes, à luz da Liderança Servidora.
Ademais, os líderes se reúnem com a direção sempre que
necessário, porém fica alinhada uma reunião periódica semanal, com
data, horário e local, informações que devem estar expostas e acessíveis
a todos. As reuniões devem ser espaços dialógicos de formação, de
aprendizado e de reflexão. Para tanto, é essencial que o Conselho de
Líderes seja efetivado com a realização semanal dos seguintes
momentos:

1º momento: Líderes devem se reunir com as suas turmas para


desenvolver a escuta atenta, definir as demandas que serão discutidas
com o Gestor, além de redigir a pauta, com a assinatura de todos os
presentes.

2º momento: Líderes se reúnem entre si, no conselho de líderes, a fim


de discutir as pautas elaboradas em todas as turmas e unificá-las em
apenas uma, além de apresentá-las na reunião com o Gestor. Trata-se
de uma ocasião em que é estimulada a capacidade de síntese, de
mediação e de interlocução entre os estudantes envolvidos.

24
3º momento: Líderes se reúnem com o Gestor para apresentação da
pauta definida anteriormente, para fazer acordos, para definir prazos e
para formular encaminhamentos. Tudo isso deve ser registrado em ata, a
ser assinada por todos os participantes no final do encontro. Logo,
eventuais demandas da Gestão, na perspectiva pedagógica,
administrativa e financeira podem ser levadas para essa reunião. O laço
de confiança entre os(as) estudantes e a Equipe Gestora é reforçado a
cada encontro realizado.

4º momento: Líderes formulam devolutiva e apresentam feedback às


suas turmas, a partir dos acordos feitos na reunião com o Gestor.

1.15 Avaliação

O que é a avaliação?

A avaliação é concebida como um instrumento de gestão do ensino e da


aprendizagem, mas também deve demonstrar até que ponto as intenções
educativas e os objetivos dos educadores, em todos os níveis, foram
alcançados. Ela possibilita o ajuste do apoio pedagógico adequado às
características e às necessidades de cada um dos(as) estudantes, além
de se comprometer com a melhoria contínua dos processos de
aprendizagem e dos resultados.

O que avaliação considera?

• O progresso individual que tem como referência a posição na qual o


estudante se encontra em seu processo de aprendizagem em termos de
conteúdo, competências e habilidades;
• O esforço do estudante na condução de seu desenvolvimento e outros
aspectos não especificados no currículo;
• Os vários momentos e situações em que certas capacidades e ideias
são usadas e que poderiam ser classificadas como “erros”, mas que
fornecem informações diagnósticas;
• Todas as dimensões da aprendizagem: cognitiva, afetiva, psicomotora,
social.

O que a avaliação requer?

• Que todas as dimensões do trabalho escolar sejam avaliadas –


estudante e professor – com o objetivo de identificar as lacunas e
dificuldades a serem superadas;
• Uma ação mediadora, emancipatória, dialógica, integradora e
participativa;
• A comunicação enquanto eixo norteador para a reorientação dos
trabalhos do professor e do estudante;
• O exercício da corresponsabilidade, na medida em que estudante e
professor se comprometem com o que fazem, ou seja, com o
desenvolvimento da aprendizagem.

25
1.16 Arquitetura Avaliativa

Em 2020, a SEECT lançou uma orientação denominada


Arquitetura Avaliativa, como parte integrante do PEC (Plano
Estratégico Curricular), construída para trazer orientações e ofertar
possibilidades avaliativas no contexto do ensino remoto, para a rede
estadual de ensino.

Diante do cenário trazido pela pandemia, e das necessidades


produzidas, a tecnologia foi incorporada com maior amplitude ao
processo de ensino e aprendizagem, a fim de que o processo educativo
não ficasse estagnado. As dificuldades existentes em relação ao acesso
à rede de internet, aos dispositivos tecnológicos e a uma conexão de
qualidade foram problemas enfrentados por estudantes e
professores/as.

As questões relativas à acessibilidade, assim como ao saber


utilizar de maneira adequada os recursos tecnológicos, nos trouxeram
um ponto de extrema importância: a tecnologia estará cada vez mais
presente nos processos educacionais, independentemente de nível ou
etapa. O grande desafio, não apenas para as escolas, como também
para as redes e, principalmente, para o Poder Público, é pensar sobre
e implementar soluções para tornar a educação mais acessível,
inclusiva e equitativa.

No contexto do ensino remoto, descobrimos e reinventamos


novas formas de nos conectarmos aos/às estudantes, buscando
ampliar o nível de participação e engajamento. Em razão disso,
procuramos extrair, ao máximo possível, as possibilidades trazidas
pelo ambiente virtual para a educação. Do mesmo modo, orientamos
que, para aqueles/as estudantes que não possuíam nenhum tipo de
acesso online, houvesse um cuidado especial para trazê-los/as para
mais perto da escola, por meio de um movimento de busca ativa,
coordenado por gestores/as, professores/as e com a participação
fundamental das famílias. Nesse sentido, instrumentos como o
portfólio foram essenciais para que as atividades, leituras e orientação
docente chegassem, de maneira presencial, para os/as estudantes.

26
Do mesmo modo, tivemos a necessidade de reavaliar as formas de
avaliação, estimulando uma maior participação dos/as estudantes no
processo avaliativo. Por meio de sessões de feedback e maiores
possibilidades de avaliação qualitativa, o/a estudante também se tornou
parte ativa ao longo da avaliação. Desta forma, podemos conduzir a um
maior protagonismo juvenil, ampliando sua responsabilidade e
compromisso com seu próprio processo de aprendizagem e
entendimento da dimensão do seu projeto de vida. Portanto, a avaliação
passa a ter uma nova face, não se limitando a um conjunto de
ferramentas para atribuição de notas. Ela ganha contornos de um
conjunto poderoso de indicadores, que poderá auxiliar o/a estudante a
alcançar seu máximo potencial, por meio da avaliação comprometida de
seus/suas professores/as e da valorização do autoconhecimento. Assim,
temos avaliações para - e não somente de - aprendizagem.

Ainda no contexto duradouro da pandemia causada pela COVID-


19, orientamos que a Arquitetura Avaliativa seja estudada e continue
sendo aplicada nas escolas. As orientações contidas no documento, que
serão destacadas ao longo das formações pedagógicas, podem ser
aplicadas tanto na educação presencial quanto no ensino remoto. A
proposta trazida no documento abre espaço para aperfeiçoamento,
diálogo e construção coletiva da comunidade escolar. Portanto, cada
escola poderá imprimir suas identidades e ampliar possibilidades e
resultados.

1.17 Conselho de Classe

O Conselho de Classe é um órgão colegiado, institucionalizado e


representativo, responsável pelo estudo e planejamento, debate e
deliberação, acompanhamento, controle e avaliação periódica do
desempenho dos estudantes.

1.18 Práticas Experimentais

A aula de Prática Experimental visa o contato físico, a aplicação


prática dos conceitos que são abordados em sala. As aulas devem ser
ministradas por professores das disciplinas de Ciências da Natureza e
de Matemática. A ideia da prática experimental é fundamentar a
construção de uma visão científica por parte do estudante, reforçando o
aprendizado teórico visto na aula. O principal objetivo é esperar que o
jovem melhore a sua habilidade em expor de forma clara, objetiva e
precisa o trabalho realizado nas experiências, reforçando, assim, o
aprendizado teórico.

27
1.19. Propulsão

Este ano o Nivelamento começou com uma grande mudança que


contou com a participação e o engajamento dos(as) estudantes para a
escolha de um novo nome para a disciplina, de modo que passasse um
sentimento de pertencimento e melhor entendimento, por parte dos (as)
discentes da rede estadual de Ensino. Desse modo, através da ideia dada
pela estudante Amanda Feliciano, da 2ª série da ECI Deputado Álvaro
Gaudêncio de Queiroz – 3ª GRE e por meio de votação no Instagram
@ECIPB, o novo nome para o Nivelamento a ser utilizado em todas as
escolas da rede estadual no corrente ano letivo é Propulsão.
PROPULSÃO é um substantivo feminino que significa “ação ou efeito
de propulsar, ou seja, de impelir para a frente”, rumo a concretização dos
projetos de vida dos(as) estudantes da rede.
Sendo assim, Propulsão é uma ação emergencial que visa promover
as habilidades básicas não desenvolvidas no ano escolar anterior ao do
ano/série em curso, em consonância com as diretrizes do processo de
recuperação da aprendizagem.
Entre as demais metodologias de recuperação desenvolvidas pelas
escolas, a metodologia de propulsão destaca-se como uma ação coletiva
que envolve a identificação das defasagens nas habilidades curriculares e
oferece a todos os(as) professores(as) as condições necessárias para
auxiliar os(as) estudantes a superarem suas dificuldades, com
estabelecimento de metas, prazos e responsáveis por sua execução.
Deve-se estimular os(as) estudantes para o reconhecimento desse
momento como significativo no processo de ensino-aprendizagem,
articulado não apenas às disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática,
mas potencializado por todas as demais áreas, e como isso contribui
diretamente para a concretização do seu Projeto de Vida.

1.20 Disciplinas Empreendedoras (Inovação Social Científica - ISC,


Intervenção Comunitária - IC e Empresa Pedagógica - EP)

As disciplinas empreendedoras são pontos chaves para o


desenvolvimento do protagonismo social e profissional do(a) estudante.
Durante o desenvolvimento dessas disciplinas, os(as) estudantes são
inseridos(as) em contextos reais, em que precisam analisar de maneira
crítica as situações, a partir da realização de pesquisas, buscando
soluções para problemáticas encontradas e compreendendo o contexto em
que o(a) estudante está inserido(a).

1.21 Práticas Profissionais e Estágios (Primeira Chance)

O Programa foi regulamentado pela Lei n° 11.344 de 05 de junho de


2019 e tem como objetivo geral potencializar o desenvolvimento da
educação profissional em articulação com o setor produtivo, por meio da
concessão, sistematização e ampliação das possibilidades de estágios
e/ou primeira experiência profissional para os(as) estudantes que se
encontram regularmente matriculados(as) na 3ª série das Escolas Cidadãs

28
Integrais Técnicas, escolas profissionalizantes técnicas e egressos(as) da
rede. Os objetivos específicos são:

● Estimular a integração do(a) estudante ao mercado de trabalho,


considerando a indissociabilidade entre teoria e prática no processo
formativo educacional e profissional;
● Ofertar ao(à) estudante da rede o acesso ao estágio obrigatório,
como também ao não-obrigatório;
● Promover oportunidades de aprendizagem profissional;
● Incentivar a articulação entre formação acadêmica e formação
profissional;
● Desenvolver ações de acompanhamento e mentoria, integrando o
seu projeto de vida ao mundo do trabalho e as competências do século
XXI (criatividade, colaboração, comunicação e pensamento crítico);
● Possibilitar a inserção dos(das) jovens no mundo do trabalho por
meio de bolsas, contratos de estágio, aprendizagem ou ocupação formal;
● Contribuir para a atualização curricular dos cursos da educação
técnica a partir da interação com o setor produtivo;

As práticas profissionais e os estágios são realizados por meio do


programa Primeira Chance, com o objetivo de potencializar o
desenvolvimento da educação profissional em articulação com o setor
produtivo, para os(as) estudantes que se encontram regularmente
matriculados na 3ª série das Escolas Cidadãs Integrais Técnicas e das
EPTs, bem como estudantes matriculados(as) nos programas MédioTec,
Pronatec e EJA Profissional.
Essa iniciativa qualifica a educação profissional pública ao nível
de referência nacional, adaptando-a para a realidade de cada Setor
Produtivo. Dessa maneira, os(as) discentes poderão se envolver
ativamente no processo de ensino e aprendizagem, fortalecendo-o de
forma mais significativa, ao traçar paralelos entre formação escolar para
a vida e o mundo do trabalho.
Os(As) estudantes terão duas vias de ingresso para o
desenvolvimento dos Estágios/Práticas Profissionais:

I- Via solicitação das empresas ao banco de talentos do programa;


II- Editais de seleção específicos lançados pelo Programa.

Para o processo de seleção via Editais Específicos (item II), os(as)


estudantes podem ingressar por meio do desenvolvimento das Práticas
Profissionais (Projetos desenvolvidos dentro da escola e orientados por
um(a) professor(a)). Os editais serão lançados visando contemplar os(as)
estudantes que tenham projetos em desenvolvimento na escola, voltados
para o curso técnico.

Outro público contemplado pelo programa são estudantes


egressos da Rede Pública Estadual de ensino por meio de editais de
seleção para Primeira Experiência Profissional em parceria com
entidades públicas e privadas.
29
Importante:

Todos os estudantes regularmente matriculados na terceira série


das Escolas Cidadãs Integrais Técnicas e Escolas Profissionalizantes
Técnicas da rede devem estar inscritos no Banco de Talentos para
participarem do Programa Primeira Chance.
Todo estágio a ser realizado por parte de um estudante, deve ser
vinculado ao Programa Primeira Chance. Caso a Escola possua
Empresas Parceiras, que desejem estabelecer estágios com os
estudantes, essas devem ser encaminhadas para o cadastramento do
Programa Primeira Chance, cujos estágios serão realizados em
segunda via.

30
2. AS ESPECIFICIDADES
DO MODELO NO ESTADO
DA PARAÍBA
2. AS ESPECIFICIDADES DO MODELO
NO ESTADO DA PARAÍBA
2.1.Projeto de Vida

A construção de um Projeto de Vida é uma tarefa para a vida inteira


porque ela parte de um ponto, que é o autoconhecimento, e focaliza outro
ponto, onde deseja chegar. Mas, se Projeto de Vida é a experiência da
autorrealização e esta não é um fim, mas um processo.
Então “chegar lá” na realização dos sonhos não pode ser um fim,
mas algo que, inclusive, deverá ser objeto de revisões periódicas onde nos
submetemos a um processo reflexivo de análise consciente e individual
sobre se as decisões que tomamos foram satisfatórias e se é chegada a
hora de tomar outras decisões ou não. No fundo, para essa tarefa
permanente de elaboração, revisão e reelaboração ser plena de realização,
ela precisa ser encarada como uma espiral cujo movimento contínuo é
uma experiência única para cada um.
A disciplina Projeto de Vida, uma das Metodologias de Êxito da
Escola Cidadã Integral, é base para a formação integral. Ela deve levar
o(a) estudante não apenas a despertar sobre os seus sonhos, suas
ambições e aquilo que deseja para a sua vida, onde almeja chegar e que
pessoa pretende se tornar, mas a agir sobre tudo isso, ou seja, identificar
as etapas a atravessar e mobilizá-lo(a) a pensar nos mecanismos
necessários.
Para o desenvolvimento dessa Metodologia de Êxito, a escola e todos
os seus(suas) educadores(as) têm papel relevante porque são parte do
ambiente e do apoio necessário para que o(a) estudante desenvolva a
crença no aproveitamento do seu potencial bem como a motivá-lo(a) a
atribuir sentido à criação do projeto que dá perspectiva ao seu futuro. Na
escola, todos devem apoiá-lo(a) no reconhecimento e na construção de
valores que promovam atitudes de não indiferença em relação a si
próprio, ao outro e ao seu entorno social.
As aulas foram concebidas para oferecer a situação didática
idealizada para apoiar o(a) discente no desenvolvimento da capacidade de
planejamento e de execução, fundamentais para transformar suas
ambições em projetos executáveis. Para isso, trata de temas que
estimulam um conjunto amplo de habilidades como o autoconhecimento e
aquelas relativas às competências sociais e produtivas para apoiar o(a)
estudante na capacidade de continuar a aprender ao longo de sua vida.

As aulas para o 1ª série estão agrupadas de acordo com 4 grandes


temáticas:

Temática 1 - Identidade
Temática 2 - Valores
Temática 3 - Responsabilidade social
Temática 4 - Competências para o século XXI
32
As aulas para a 2ª série estão agrupadas de acordo com 4
grandes temáticas:

Temática 1 - Sonhar com o futuro


Temática 2 - Planejar o futuro
Temática 3 - Definir as ações
Temática 4 - Rever o Projeto de Vida

Para a escolha do(a) professor(a) de Projeto de Vida, deve-se levar


em consideração o perfil do(a) profissional, que deve atender a diversas
habilidades, como a de escuta, flexibilidade, dinamismo, criatividade,
ou seja, um perfil diferenciado. Cada escola deve ter, no mínimo, 02
professores(as) de PV, e estes(as) não devem assumir Coordenação de
área e nem a disciplina Colabore e Inove.
Projeto de Vida é ministrada nas turmas de 1ª e 2ª séries do
Ensino Médio (na 3ª série, os estudantes têm aulas de Pós-médio) e no
6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental (no 9º ano os estudantes têm
aulas de Projeto de Vida é ministrada nas turmas de 1ª e 2ª séries do
Ensino Médio (na 3ª série, os estudantes têm aulas de Pós-médio) e no
6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental (no 9º ano os estudantes têm
aulas de Pré-médio), com aulas específicas. Para o caso das ECI, que
têm turmas especiais em Projeto de Vida⁴, deve-se seguir calendário de
aulas abaixo especificadas:
AULAS – 2º ANO - EDIÇÃO ESPECIAL
1. Quem sou Eu?
2 e 3. Espelho, espelho meu...como eu me vejo?
4 e 5. Que lugares eu ocupo?
6 e 7. De onde eu venho?
8. Minhas fontes de significado e sentido da vida.
9. Minhas virtudes e quilo que não é legal, mas que eu posso melhorar.
10. Sinceridade: Um bem querer!
11. Quando as nossas regras resolvem se encontrar. Os valores na convivência.
12. A vida é um projeto.
13 e 14. Decisão: o que precisa ser feito!
15. Ação! Sou o Sujeito da minha própria vida.
16. Mantenha a esperança sempre viva.
17 e 18. Uma viagem rumo à Ítaca.
19 e 20. De um sonho para a realidade: a arte do planejamento.
21 e 22. minhas premissas, meus pontos de partida.

⁴ Entende-se por “turma especial em projeto de vida”, as turmas de 2ª e 3ª séries que


não tiveram oportunidade de cumprir a disciplina durante a 1ª série do ensino médio.
Ou seja, as escolas que receberam o Modelo das ECIs, no primeiro e segundo anos de
implantação e contemplaram turmas de 1ª, 2ª e 3ªséries, terão estudantes de 2ª e
3ªséries que não participaram das aulas desde a 1ª série (que tem temas específicos). 33
Nesse caso, para suprir essa necessidade, é preciso que, no 2º e 3º anos, sejam
aplicadas as aulas da EDIÇÃO ESPECIAL.
Continuação...
23 e 24. Meus objetivos estão definidos. E agora?
25 e 26. Tenho um sonho e um plano. Mas onde quero chegar?
27 e 28. Tudo depende do que faço: Minhas ações.
29 e 30. Acertar no alvo: A importância das estratégias.
31 e 32. Onde estou neste momento: indicadores de processo.
33 e 34. Para onde eu vou? Indicadores de resultados.
35 e 36. O Projeto de Vida não tem fim. A importância do monitoramento.
37 e 38. Crescimento e melhoria do desempenho sempre
39 e 40. Começar de novo, sempre e sempre em frente: a ilusão do definitivo.

AULAS – 3º ANO - EDIÇÃO ESPECIAL


1. Quem sou Eu?
2 e 3. Espelho, espelho meu...como eu me vejo?
4 e 5. Que lugares eu ocupo?
6 . De onde eu venho?
7. Minhas fontes de significado e sentido da vida.
8. Mantenha a esperança sempre viva
9 e 10. Uma viagem rumo à Ítaca.
11 e 12. De um sonho para a realidade: a arte do planejamento.
13 e 14. Minhas premissas, meus pontos de partida.
15 e 16. Meus objetivos estão definidos. E agora?
17 e 18. Tenho um sonho e um plano. Mas onde quero chegar?
19 e 20. Tudo depende do que faço: Minhas ações.
21 e 22. Acertar no alvo: A importância das estratégias.
23 e 24. Onde estou neste momento: indicadores de processo.
25 e 26. Para onde eu vou? Indicadores de resultados.
27 e 28. O Projeto de Vida não tem fim. A importância do monitoramento.
29 e 30. Crescimento e melhoria do desempenho sempre
31 e 32. Começar de novo, sempre e sempre em frente: a ilusão do definitivo.

34
O material produzido pelos(as) estudantes durante o acolhimento
inicial deve ser o instrumento norteador para as primeiras aulas de
Projeto de Vida. Cabe ao(a) professor(a) organizar os portfólios dos(as)
alunos(as) com as atividades feitas no acolhimento inicial e todas as
atividades realizadas durante o ano.
A primeira ação realizada pelos(as) professores(as) de PV deve ser a
tabulação dos sonhos dos(as) estudantes, que deve ser repassado aos(às)
tutores(as) e também deve ser exposto em lugar visível e estratégico na
escola, de preferência na árvore dos sonhos.
As aulas de PV devem ocorrer em aulas geminadas e não devem
estar nas extremidades, nem nas primeiras, nem nas últimas aulas do
dia. Além disso, considerando o volume de feriados às sextas, orientamos
que as aulas de PV não sejam colocadas nesse dia.
É de responsabilidade do(a) Coordenador(a) Pedagógico(a)
acompanhar, observar e monitorar as aulas de Projeto de Vida
semanalmente. O alinhamento entre CP e Professor(a) de PV deve ser
critério básico para boa movimentação da metodologia na escola.
Cabe ao(a) coordenador(a) pedagógico(a) junto com o(a) professor (a)
de Projeto de Vida identificar os (as) estudantes que ingressarem na
escola após o início do ano letivo, pois estes(as) estudantes precisam
fazer as atividades próprias do acolhimento inicial tais como Escada dos
Sonhos, Livro da Vida e Cápsula do Tempo.

2.1.1 Projeto de Vida no Ensino Fundamental

Para as aulas de Projeto de Vida nas turmas do Ensino


Fundamental - Anos Finais, o material utilizado se encontra no Link de
materiais. O material estabelece um percurso similar ao do Ensino
Médio, mas com cronograma específico.

2.1.2 Projeto de Vida nas ECI Socioeducativas

Nos Ciclos I a III (correspondentes dos anos iniciais do Ensino


Fundamental, ao 6º e ao 7º anos) as aulas de Projeto de Vida
contemplam os temas do material para o Ensino Fundamental. Já nos
ciclos IV e V, o material norteador é o mesmo correspondente à 1ª e 2ª
séries do Ensino Médio. Por fim, no Ciclo VI, os estudantes das ECI
Socioeducativas têm aulas de Pós-Médio.

Projeto de Vida No Contexto Remoto:

Nesse caso, as aulas devem ser desenvolvidas via Google


Meet, seguindo a sequência didática de Projeto de Vida. No caso dos
estudantes que não possuem acesso à internet, todas as aulas devem
manter a sistemática de serem impressas e entregues a cada estudante,
tendo em vista que este é um momento de suma importância para que os
estudantes se mantenham motivados e com foco nas demais ações da
escola. Portanto, a equipe escolar deverá manter sempre a
intencionalidade das ações no Projeto de Vida dos estudantes.

35
Projeto de Vida No Contexto Híbrido:

Nesse caso, as aulas deverão ser priorizadas dentro da matriz das


aulas presenciais e inseridas transversalmente nas aulas remotas, de
modo que, contribuirá diretamente para que o estudante se mantenha
presente nas aulas presenciais e nas aulas remotas.
2.2 Pós-Médio

Ao concluir o Ensino Médio, os jovens vivem o momento de


consolidar algumas decisões construídas e amadurecidas ao longo de
uma importantíssima tarefa: a elaboração do seu Projeto de Vida.
Entre tantas reflexões, aquelas sobre qual o caminho tomar para a
sua formação profissional certamente os acompanharão, e suas decisões
se tornarão tão mais complexas, quanto menos eles tiverem sido
apoiados e dedicado tempo e atenção ao planejamento do seu Projeto de
Vida. Não, esse não é um momento simples, e tampouco as escolhas se
constituem de decisões a serem tomadas em função de apenas uma
variável ou referência.
De fato, elas devem ser consideradas à luz de um conjunto de
fatores muito amplo e diversificado que resgata perguntas feitas durante
os primeiros anos no Ensino Médio, tais como: O que sei fazer bem? O
que adoro fazer? O que diz o mercado? Que diferença posso fazer? Que
oportunidades se apresentam numa projeção de futuro? O que me faz
feliz? Perguntas que, agora, certamente se apresentam sob outra
perspectiva em termos de maturidade e de expectativa.
O professor tem, neste momento, a importante missão de
acompanhar os estudantes nessa reflexão e decisão, apoiando-os na
construção do seu próprio marco lógico e levando-os a pensar sobre o
fato de que talvez adorem alguma área da atividade humana (paixão) e
até sejam bons nessa área (talento), mas também precisam considerar
formas de prover seu sustento (necessidade). Por outro lado, não é
recomendável limitá-los a uma reflexão que os leve a vislumbrar uma
profissão que remunere bem (necessidade), mas que não lhes traga
felicidade (paixão) ou não explore as suas habilidades (talento).
Durante o seu processo de escolarização, o jovem deverá ter se
apropriado de uma série de conhecimentos e de informações, mas não
apenas de natureza acadêmica. Há outra dimensão igualmente
importante para sua tomada de decisão, que se refere à compreensão
das relações dinâmicas do mundo produtivo e das muitas possibilidades
que ele tem diante de si.
É disso que trata este Caderno intitulado Pós-Médio: Um Mundo
de Possibilidades. Ele faz parte das estratégias da Escola Cidadã Integral
para apoiar os estudantes da 3ª série do Ensino Médio naquilo que é o
seu foco, seja o ingresso na universidade, nas mais diversas áreas do
campo produtivo, seja a inserção no mundo do trabalho, por meio de
concursos ou ações empreendedoras, entre outras trajetórias que
reforcem a sua formação articulada nos três eixos do Modelo.

36
Metodologia:

Diferentemente do que foi trabalhado nas 1ª e 2ª séries, quando


apresentamos um material estruturado em aulas de Projeto de Vida, as
atividades do Pós-Médio: um Mundo de Possibilidades, não trazem
aulas, mas um conjunto robusto de referências, informações e
orientações que deverão auxiliar o trabalho que você, professor(a)
organizará para apoiar seus estudantes neste momento de consolidação
das escolhas do seu Projeto de Vida.
Esse conteúdo poderá ser utilizado da forma que melhor se
adequar ao trabalho idealizado pelo(a) professor(a), considerando sua
opção metodológica (debates, oficinas, painéis, seminários, palestras,
etc.). Além disso, convém ressaltar que desenvolvimento das aulas
devem prezar por um planejamento sistematizado que organize
sequências alternadas entre Aulões Preparatórios para o ENEM,
Intercâmbio dialógico com os mais diversos profissionais, de modo a
ampliar a visão dos(as) estudantes, e o Caderno Mundo das
Possibilidades.

O Conteúdo das aulas de Pós-Médio:

• As coordenadas do GPS para a universidade;


• Muitos caminhos levam até o mercado... de trabalho: a formação
técnica e tecnóloga;
• Os itinerários para uma carreira militar para além das “continências”;
• Empreendedorismo ou a arte de criar impactos;
• O Mapa-Múndi do trabalho: o que ele revela?

Além do conteúdo do manual Um mundo de possibilidades,


também disponibilizamos uma série de PPT com esclarecimentos e
orientações sobre Enem, Prouni e Cursos universitários.

Orientações importantes:

É importante garantir que 100% dos(as) estudantes da 3ª


série sejam inscritos(as) no ENEM. Para isso, é importante desenvolver e
monitorar algumas ações:

• Fazer levantamento de quantos(as) estudantes da 2ª e 3ª séries não


têm a documentação necessária para a fazer a inscrição;
• Fazer reunião de conscientização sobre a importância de participar do
exame, com os pais e/ou responsáveis desses(as) estudantes;
• Planejar ações para providenciar os documentos necessários, inclusive
em articulação com outras instituições, e assim garantir a inscrição de
todos(as) no ENEM.

37
2.3 Pré-Médio

As aulas de Pré-Médio para as turmas de 9º ano têm por objetivo


contribuir com o processo de transição entre o Ensino Fundamental e o
Ensino Médio. São duas aulas semanais no horário, destinadas a essa
disciplina.
Entre as orientações e procedimentos para o pré-médio, devem
ser realizadas aulas com orientações sobre as mudanças que os(as)
estudantes enfrentarão no Ensino Médio e as novas disciplinas. Para
isso, devem ser convidados professores(as) de física, química, biologia,
filosofia e sociologia para apresentarem essas disciplinas e tirar
dúvidas, assim como professores(as) de língua portuguesa que já
apresentem as aulas de redação, literatura e gramática. Os(As)
professores também devem preparar aulas genéricas com os temas
dessas disciplinas.
Recomenda-se também, a realização de aulas com temas de
atualidades, rodas de conversas sobre suas expectativas, dúvidas e
anseios sobre o Ensino Médio. Além do mais, convidar ex-estudantes
matriculados em Universidades para contar como a dedicação durante a
Educação Básica foi determinante para o ingresso no Ensino Superior.

2.4 Simulado

O segredo para o sucesso é a dedicação ao estudo e o foco no


objetivo no qual se pretende chegar. Os simulados são grandes aliados
que ajudam os(as) alunos(as) a perceberem quais são seus pontos fortes
e pontos de melhoria além, é claro, de prepará-los, psicologicamente,
para uma prova desafiadora, com bastante leitura e que exige
concentração ao máximo. A dinâmica dos simulados estabelece uma
rotina de constante estudos e preparações, ou seja, diariamente, o
estudante constrói o hábito de estudar para as avaliações semanais e
demais atividades, inclusive com apoio das aulas de Estudo Orientado.
É com esse olhar que os(as) estudantes devem enxergar os
simulados. O resultado deve ser uma amostra daquilo que se deve
estudar mais, a que deve ser dedicada maior atenção. Também é
necessário traçar estratégias para controlar o tempo e o nervosismo.
Descobrir as dificuldades enquanto se faz o simulado é muito
melhor do que as descobrir quando se está fazendo uma avaliação
externa, pois ainda haverá tempo de redefinir metas e estratégias.
Além disso, é importante para ajudar o(a) estudante a
familiarizar-se com o tipo de prova, o tempo que se deve dedicar a cada
questão, quais questões devem ser respondidas primeiro e quais devem
ser deixadas por último. Quanto à quantidade de questões:
A regra deve ser a mesma adotada pelas avaliações do Enem,
dividindo as avaliações em duas tardes e seguindo a mesma lógica da
divisão das áreas de conhecimento, sendo duas áreas de conhecimento
em cada dia. A quantidade de questões a serem aplicadas também
devem ser as mesmas das provas do Enem.

38
Quanto às regras:
As regras a serem seguidas também devem ser a mesmas
aplicadas nas provas do Enem.
• Apresentação de documento de identificação;
• Horário de chegada, entrada e saída;
• Proibição do uso de celular e aparelhos eletroeletrônicos;
• Fiscais para ida aos banheiros;
• Dois aplicadores por sala;
• Mapeamento da distribuição dos estudantes por sala com nome na
lista de entrada e nas carteiras;
• Orientação aos estudantes para levar canetas, água e lanches;
• Provas em envelopes lacrados, com capas de cores distintas e folha
de coleta de assinaturas;
• Folha de gabarito para respostas.

Informações importantes:

O simulado não deve gerar nota de avaliação, visto que os


nossos objetivos são outros que vão além da avaliação.
Para as escolas técnicas, ressaltamos que as disciplinas da base
técnica não devem entrar no simulado.
Para as escolas com Ensino Fundamental, devem aplicar o
simulado apenas para as turmas de 9º ano do Ensino Fundamental e
seguir as mesmas regras.

Simulado No Contexto Remoto:

Nesse caso, o simulado deverá ser aplicado via plataforma


Google Forms seguindo as orientações pré determinadas pela equipe
escolar e cumprindo o horário estabelecido previamente, os(as)
professores(as) deverão permanecer online durante o momento de
aplicação para o auxílio dos(as) estudantes e a resolução de algum
eventual problema técnico. No caso dos(as) estudantes que não
possuem acesso à internet, o simulado deverá ser impresso e entregue
a cada um (a), com o prazo de devolução estabelecido pela equipe
escolar.

Simulado No Contexto Híbrido:


Nesse caso, o simulado deverá ser priorizado para ser aplicado
de modo presencial com os(as) estudantes, organizando uma dinâmica
que contemple todos(as) os(as) estudantes da escola em vários dias.

2.5. Disciplina Colabore e Inove

A proposta da disciplina Colabore e Inove apresentada se


constitui em um processo educacional, pelo qual visamos relacionar
métodos educacionais e pessoas - estudantes e professores(as). Sua
base fundamenta-se no método desenvolvido por Carl Rogers, da
aprendizagem centrada no(a) estudante, e na pedagogia da autonomia,
de Paulo Freire.
39
O propósito é dar relevo ao potencial do corpo discente no
processo de ensino-aprendizagem. Neste ínterim, pretende-se estimular
a participação do(a) estudante, destacando qualidades e conhecimentos
prévios; mas, para isso, é necessário que haja o desenvolvimento de
certas habilidades do(a) educador(a) e também do(a) estudante. Nesse
processo, a construção de uma relação de confiança entre
professores(as) e estudantes cria um ambiente favorável a uma
aprendizagem significativa.
Desse modo, a disciplina Colabore e Inove irá viabilizar o
desenvolvimento de uma ambiência que cria possibilidades variadas de
aprendizagem; valoriza métodos autênticos de avaliação, ação e
compreensão do contexto; promove o fortalecimento da autoconfiança,
empoderamento e participação; estimula a colaboração e favorece a
autonomia.

Eixos Temáticos:

• Tecnologia
• Saúde
• Segurança Pública
• Educação Financeira
• Empreendedorismo Social
• Economia Criativa
• Sustentabilidade
• Educação
• Direitos Humanos

2.5.1. Quem pode ministrar a disciplina?

Professores(as) de qualquer área/disciplina propedêutica que


sejam dinâmicos(as), tenham identificação com metodologias ativas e
desenvolvimento de projetos. Sugerimos, no entanto, professores(as)
que já participaram de formações, a exemplo do Programa Giramundo
Finlândia, porém essa formação não é uma condição obrigatória para
lecionar a disciplina. Não recomendamos que professores(as)
coordenadores(as) de área ou que ministram a disciplina Projeto de
Vida sejam os(as) responsáveis pelo ensino da Colabore e Inove, a fim
de evitar sobrecarga de atribuições.
Em relação ao número de professores(as) desta disciplina por
escola, orientamos que sejam divididos conforme a quantidade de
turmas das 1ª séries das ECIs. Sugerimos, no máximo, 3
professores(as), para a disciplina Colabore e Inove, por escola,
dependendo do número de turmas.

2.5.2. Quais são os dias destinados à disciplina?

Para o contexto de ensino presencial, a disciplina poderá ser


ofertada no dia que melhor se encaixar na realidade de cada unidade
escolar. No entanto, as duas aulas destinadas à disciplina precisam,
necessariamente, ser geminadas/conjugadas.
40
Já para o contexto de ensino remoto, a recomendação é que a
disciplina ocorra com carga horária de 1h via Google Meet e atividades
assíncronas, utilizando os blocos emergenciais que são
disponibilizados bimestralmente e prezando pela transversalidade de
conteúdos entre a Colabore e Inove e as disciplinas propedêuticas.

2.5.3. Conteúdos - Contexto do Ensino Presencial

1° Semestre

Construção de um ambiente colaborativo & Aprendizagem


centrada no estudante

A MAIOR VIAGEM É A INTERIOR - "Conhece-te a ti mesmo"


(Atribuída a Sócrates)

•TEMA 1: Inovação e criatividade: alguns conceitos iniciais para


ancorar a disciplina
•TEMA 2: Contrato de Aprendizagem - Learning Contract

"É DOS SONHOS QUE NASCE A INTELIGÊNCIA” (Rubem Alves)



TEMA 3: Aprendizagem baseada em equipes - TBL (Team-Based
Learning)
•TEMA 4: Aprendizagem centrada em problemas- PBL (Problem Based
Learning)
•TEMA 5: Aprendizagem por projetos - PrBL (Project Based Learning)

As três metodologias descritas acima (TBL, PBL e PrBL) fazem


parte do conjunto denominado de Metodologias Ativas da Educação. O
Design Thinking será uma abordagem metodológica que se encontrará
nessas três metodologias, sendo usado durante todo o ano, sobretudo
no primeiro semestre.
Importante ressaltar que, ao longo do primeiro semestre, os(as)
estudantes vivenciarão práticas de linguagem em diferentes mídias
(impressa, digital e analógica) situadas em campos de atuação social
diversos, vinculadas a práticas cidadãs de compreensão e intervenção
nos espaços comunitários, como orienta a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC).

2° Semestre

TEMA 06: Educação Empreendedora e Arquiteturas pedagógicas

Amadurecimento da ideia desenvolvida por cada time em um


projeto. Esse amadurecimento será apoiado em questões norteadoras e
na construção de um quadro modelo de negócios (Business Model
Canvas) adaptado para a disciplina Colabore e Inove.

TEMA 07: Conceitos básicos de Educação Financeira aplicada a


projetos
41
Com este tema, pretendemos utilizar conceitos de educação financeira
para que os times possam estudar e analisar a viabilidade das suas
ideias.

TEMA 08: Construindo um ecossistema de Impacto Social

Entender conceitos como: Cultura Maker e ambientes de


inovação, na criação de um ecossistema de inovação e criatividade. A
proposta é ampliar e solidificar relacionamentos entre
escola/comunidade a partir do conceito de corresponsabilidade,
contribuindo para a formação de um sujeito autônomo, solidário e
competente a partir da entrega de um produto ou serviço de impacto
social.

2.5.4. Conteúdos - Contexto do Ensino Remoto

Os conteúdos serão abordados a partir de conteúdos


transversais entre a Colabore e Inove, Projeto de Vida e Disciplinas
Propedêuticas, utilizando os Blocos Emergenciais específicos para o
período de ensino não presencial.

1º parte: Construção de um ambiente colaborativo & Aprendizagem


centrada no estudante (1º semestre)

• Criatividade: alguns conceitos iniciais;


• Inovação e transversalidade entre Colabore e Inove e BNCC
• Contrato de Aprendizagem (Learning Contract);
• Autodidatismo e Estudo Orientado;
• Saúde Emocional;

2º parte: Imersão no mundo do trabalho, por meio de times de


aprendizagem numa proposta empreendedora (2º semestre)
• Aprendizagem Centrada em Times ( TBL); Aprendizagem centrada em
problemas (PBL) e Aprendizagem centrada em projetos (PrBL) numa
perspectiva de transversalidade;
• Educação Financeira;
• Empreendedorismo Social e Projeto de Vida;

2.5.5. Colabore e Inove no Contexto do Ensino Híbrido

O ensino híbrido usa tecnologia online não apenas para


complementar, mas para transformar e melhorar o processo de ensino
e aprendizagem de forma que a tecnologia e o ensino se
complementam. Desse modo, a metodologia empregada no ensino
híbrido utilizará a tecnologia já usada no ensino remoto para criar uma
variedade de ambientes de aprendizagem com a ajuda de metodologias
ativas.

42
No contexto da Colabore e Inove, o ensino híbrido, será
um ambiente de ensino e aprendizagem que
incorporará virtualmente, os estudantes em salas de aulas síncronas,
usando as ferramentas que darão suporte no momento remoto, como o
Google Meet, por exemplo, combinadas com atividades presenciais,
mediadas também por uso de tecnologias tendo como suporte
sequências didáticas previamente elaboradas.

2.5.6. Avaliação

• Diagnóstica e Formativa
• Sessões de feedbacks (Mentoria) e feedforward conduzidas pelo
professor mentor junto com a turma.

É importante ressaltar que a avaliação desse componente


curricular será feita com base em competências e habilidades.
Competência pode ser compreendida como a capacidade de o(a)
estudantes mobilizar recursos visando a abordar e compreender
situações complexas. Constitui-se, portanto, no processo do saber
conhecer do(a) discente. Habilidade, por sua vez, pode ser
compreendida como a aplicação prática de uma determinada
competência para a resolução de situações complexas. Incide,
preferencialmente, sobre os processos desenvolvidos pelos(as)
estudantes face à̀s tarefas propostas tanto no contexto de ensino
presencial quanto no ensino remoto.
Assim, os critérios de avaliação relacionam-se ao processo
formativo. Os erros detectados devem ser encarados como parte
integrante da aprendizagem, não sendo reduzíveis a algo culpável ou
punível. Pelo contrário, devem ser aproveitados para revelar a natureza
das representações, lógicas e estratégias elaboradas pelo(a) estudante.
É importante, portanto, identificar o erro e a causa. Apenas assim, é
possível ao(à) professor(a) encontrar a adequação do seu ensino às
necessidades de aprendizagem do(a) estudante.

2.6. Clubes de Protagonismo

Um Clube de Protagonismo é, sobretudo, uma oportunidade de


desenvolvimento do protagonismo autêntico. Quanto mais o(a)
estudante participa e quanto mais qualificadas forem as suas
experiências na resolução de situações reais, maiores as condições de
desenvolvimento de sua autonomia, atuando na escola e indo para
além dos muros, contribuindo diretamente para o desenvolvimento da
sociedade.
Por isso, o Clube de Protagonismo faz parte das estratégias do
Modelo Pedagógico e de Gestão para que os(as) estudantes sejam
considerados(as) atuantes e não apenas espectadores de sua
aprendizagem (fonte de liberdade), tenham cursos alternativos para
aprender sobre o processo de tomada de decisões e de escolhas (fonte
de responsabilidade), bem como sobre a necessidade de assumi-las de
maneira consequente (fonte de compromisso).
43
A criação de um Clube demanda dos(as) estudantes a capacidade
de pensar sobre áreas e assuntos que mobilizem os(as) colegas, que
despertem a curiosidade e interesse ou que sejam uma alternativa para
um problema real identificado pelos(as) estudantes, permitindo uma
grande variedade de aprendizados em diversos âmbitos e experiências
sociais nas quais exercitam competências e habilidades que também
são fundamentais para o processo de construção do seu Projeto de
Vida que se encontra em curso. Nessa vivência, identificamos uma
grande riqueza de habilidades muito importantes.
A formação dos Clubes de Protagonismo deverá ser iniciada
juntamente com todas as outras ações do ano letivo, ou seja, a escola
necessita priorizar esta ação de incentivo e formação dos clubes nos
primeiros meses do ano (março/abril), ou conforme orientações da
CEEI por meio de fixação de datas, formações e demais ações.
A criação dos Clubes acontece na semana de protagonismo, onde
as escolas Veteranas e Novatas desenvolvem as atividades de formação
e divulgação dos clubes para inscrição dos(as) estudantes.

No contexto de ensino remoto as atividades continuam sendo


desenvolvidas de forma virtual, como a adaptação das ações para as
redes sociais, e outros recursos tecnológicos que contribuam para a
continuidade dos clubes. Assim, as formações, inscrições em clubes,
reuniões com a gestão e o desenvolvimento das ações serão realizadas
de forma virtual.

O apoio à formação do(a) Protagonista

A formação de um(a) protagonista não está nos livros, mas no


seu exercício, e ela não acontece de maneira isolada na escola. Por
isso, é fundamental o apoio dos(as) educadores(as), pois o
Protagonismo, enquanto ação educativa, depende diretamente do apoio
aos(às) jovens no planejamento e desenvolvimento de ações de forma
gradual saindo da dependência rumo à autonomia.
Os(As) estudantes são aprendizes dessa ação e os adultos que
atuam na escola são os seus(as) educadores(as) que devem trabalhar
para assegurar que eles(as) não se desviem dos objetivos. É de suma
importância lembrar que estamos atuando com jovens em formação, de
modo que nossa postura enquanto educadores(as) influencia
diretamente na vida dos(as) estudantes.

44
A RELAÇÃO ENTRE OS EDUCADORES E EDUCANDO NA ESCOLA

As formas de apoio da Gestão Escolar

A Gestão Escolar é a liderança de todo o processo educativo


desenvolvido na escola. É a responsável pela formação de sua equipe,
pela sua coordenação e integração dos seus resultados.
É seguramente um elemento de grande inspiração para os
estudantes na sua formação como protagonistas e um forte apoiador na
estruturação dos Clubes de Protagonismo.
A escuta atenta aos estudantes é o primeiro aspecto a ser
considerado em todo processo educativo e ela é fundamental aqui.
Dedicar tempo para se reunir com os estudantes, ouvi-los, pedir a
opinião, análise e avaliação sobre temas presentes na escola que lhes
dizem respeito e que impactam em suas vidas é muito importante e
altamente formativo.
Recomendação:

• Formalizar na agenda do(a) Gestor(a) uma reunião semanal com os(as)


Presidentes de Clube.
• Criar e expor, em local visível, a agenda de encontros dos clubes com
dias, horários e locais definidos.
• Revisitar, monitorar e acompanhar os planos de ação dos clubes.
• Desenvolver ata de registro das reuniões entre Presidentes de Clubes e
Gestor(a) Escolar.
45
• No contexto da educação remota, as ações dos clubes bem como seu
monitoramento, devem ser adaptadas porém sem serem
descontinuadas tendo em vista que as atividades seguiram o fluxo
normal.

2.7.Tutoria

Tutoria e Pedagogia da Presença são indissociáveis no Modelo


Escola Cidadã Integral. O modelo da estratégia de escolha dos(as)
tutores(as) a ser adotado pela escola deverá ser objeto de discussão e
definição em virtude das condições existentes. Para qualquer que seja a
definição, é fundamental assegurar que os(as) estudantes tenham a
liberdade de fazer a escolha sobre aquele que será o seu(sua) tutor(a).
Cada professor(a) tutor(a) deve compreender a devida importância
de sua função e compreensão de o quanto a Pedagogia da Presença,
Tutoria e Projeto de Vida devem estar alinhados sem suas ações e apoio
aos(às) estudantes. Para isso, é importante o uso de instrumentos de
apoio e monitoramento dos(as) estudantes.

2.7.1.Planejamento e execução da ação de tutoria

A Tutoria não demanda tempo específico definido na matriz


curricular da escola. Pode ser realizada em diversos momentos em que
haja disponibilidade do(a) tutor(a) e necessidade do(a) tutorado(a),
podendo ser ajustada em virtude dos horários possíveis e das
demandas existentes, podendo ocorrer, por exemplo, mediante
concordância das partes, antes do início das aulas, no horário do
intervalo, após o almoço (e mesmo durante) e após o final das aulas. É
preciso o uso de várias estratégias de observação para
acompanhamento e monitoramento dos(as) estudantes; Identificação de
necessidades (Utilizar instrumento de acompanhamento de tutoria
desenvolvido pela escola); Registro de realizações e progressos.

O que não é tutoria?

• Estabelecimento de uma relação familiar entre tutor e tutorado;


• Julgamento das escolhas, dos valores e das decisões do tutorado,
nem da sua família;
• Sessão psicológica e/ou terapêutica;
• Convivência confusa e desordenada em que não há respeito à
territorialidade do tutor e do tutorado.

Referente às disciplinas técnicas semestrais, os(as) tutorandos(as)


que ficarem em final nas disciplinas do 1º semestre, cabe ao(a) tutor(a)
verificar se o(a) estudante está realizando as atividades de revisão
passadas pelo(a) professor(a) da disciplina da Área Técnica em que o(a)
estudante ficou com pendência, acompanhando suas frequências nas
aulas da base técnica e seu desempenho no 1º e 2º semestre.

46
2.7.2.Tutoria No Contexto Remoto

Nesse caso, o(a) professor poderá determinar um horário de


atendimento com os seus tutorados, para que seja desenvolvida a
tutoria, nesse contexto deverá ser desenvolvida de forma coletiva, com
mais de um tutorado e nunca com apenas um. Este momento também
poderá ser aproveitado para o preenchimento da ficha de tutoria e o
acompanhamento do desenvolvimento educacional dos(as) estudantes.

2.7.3.Tutoria No Contexto Híbrido

Nesse caso, a tutoria poderá se manter de modo remoto, de modo


coletivo e de modo presencial nos momentos em que os(as) estudantes
estiverem na escola, seguindo as orientações do ensino presencial.

2.8. Conselho de Líderes

O(A) Gestor(a) Escolar é a referência em liderança na Escola


Cidadã Integral, e tem como função desenvolver a liderança servidora
em toda a comunidade escolar, inclusive nos(as) estudantes a partir
dos(as) líderes de turma.
Para tanto, eles(as) devem desenvolver uma reunião semanal com
os(as) Líderes de Turma. Essas reuniões precisam ter como pauta a
discussão sobre os temas de interesse da comunidade escolar,
permitindo que os(as) líderes se apropriem das necessidades específicas
das turmas, sobretudo que pensem em soluções para os problemas da
escola, no que diz respeito à atuação dos(as) estudantes.
Os(As) líderes precisam discutir com os(as) colegas sobre a escola
que eles têm (os problemas e as soluções, as qualidades e as melhorias).
Dessa forma, devem elaborar um processo para as reuniões com as
turmas: construção de pauta, discussão/análise/encaminhamentos,
memória da reunião.
Além da discussão dos resultados da escola, o(a) gestor(a) escolar
deve realizar momentos formativos com os(as) líderes de turma a
respeito de protagonismo e liderança servidora, ajudando-os a
perceberem o seu papel frente à comunidade na qual estão inseridos e
suas relações com os professores e demais estudantes.
Destacamos que o processo deve ser organizado de acordo com as
seguintes etapas:
• Primeiramente, deverá ser realizada a eleição dos líderes de turma;
• Os líderes de turma deverão conversar com seus respectivos colegas
de sala a fim de construir uma pauta de discussão para a reunião
semanal com o Gestor;
• Posteriormente, todos os líderes levarão as temáticas debatidas em
sala para serem dialogadas entre eles. Este é o momento primordial
para o conselho de líderes;

47
• Após as etapas acima serem seguidas, os líderes levarão a pauta
acordada no conselho de líderes para a discussão com a gestão
escolar. Esta reunião deverá conter uma ata que registre todos os
pontos, discussões e encaminhamentos;
• Em seguida, os(as) líderes deverão dar a devolutiva a cada turma
sobre o que foi encaminhado em reunião.

No contexto de aulas remotas, o fluxo continua o mesmo, sendo um


processo muito importante para manter a comunicação com estudantes
em tempos de ensino remoto, porém com as adaptações necessárias
para as ações serem desenvolvidas por meio das plataformas de
comunicação virtual. Assim, deve acontecer:

• Eleições de líderes de forma Virtual;


• Formação de líderes de forma Virtual;
• Reuniões de líderes com a turma, entre si (no conselho de líderes), e
entre a gestão de forma virtual.

2.9. Avaliação Semanal

É realizada uma vez por semana, pelo período de duas


horas/aulas (cem minutos), e deve ocorrer às terças-feiras, no quarto e
quinto horário. A avaliação deve ser composta por um bloco de vinte
questões objetivas (de múltipla escolha), com cinco opções de resposta
(A, B, C, D, E) e acompanhada por um gabarito para as respostas. Em
caso de segunda chamada (recuperação ou reposição), ela deve ser
subjetiva, aplicada pelo professor(a) da disciplina em sua aula, com dez
questões.
Os horários que correspondem à AVS - avaliação semanal, devem
ser totalmente aproveitados pelos(as) estudantes para a realização da
avaliação. Desse modo, não é recomendado que os(as) estudantes
deixem a sala antes do cumprimento dos cem minutos. Para tanto, a
escola pode adotar a estratégia de não realizar a entrega de todas as
provas de uma vez, dividindo o tempo entre elas.

Observação: Referente às disciplinas da Área Técnica, é necessário


avaliar se elas são práticas. Se for o caso, estão isentas de participar da
avaliação semanal. Essa decisão deve ser tomada entre os(as)
professores da área Técnica e o(a) Coordenador(a) de Área, bem como
repassada antecipadamente à Coordenação Pedagógica.

A Avaliação Semanal deve obedecer ao seguinte calendário:

48
ESCOLA CIDADÃ INTEGRAL TÉCNICA – ECIT
1ª Semana Matemática e Filosofia
2ª Semana Geografia e Química
3ª Semana História e Sociologia
4ª Semana Português e Redação Dissertativa-argumentativa
5ª Semana Inglês e Física
6ª Semana Espanhol e Biologia
7ª Semana Disciplinas da Base Técnica
8ª Semana Arte e Educação Física
9ª Semana Simulado

ESCOLA CIDADÃ INTEGRAL – ECI – Ensino Médio


1ª Semana Matemática
2ª Semana Geografia e Filosofia
3ª Semana Sociologia e Redação Dissertativa-argumentativa
4ª Semana Português
5ª Semana Arte e Biologia
6ª Semana História e Educação Física
7ª Semana Inglês e Física
8ª Semana Espanhol e Química
9ª Semana Simulado

𝐄𝐒𝐂𝐎𝐋𝐀 𝐂𝐈𝐃𝐀𝐃Ã 𝐈𝐍𝐓𝐄𝐆𝐑𝐀𝐋 − 𝐄𝐂𝐈 − 𝐄𝐧𝐬𝐢𝐧𝐨 𝐅𝐮𝐧𝐝𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥𝟓


1ª Semana Redação
2ª Semana Geografia
3ª Semana História
4ª Semana Matemática
5ª Semana Ciências
6ª Semana Ensino Religioso e Inglês
7ª Semana Português
8ª Semana Arte e Educação Física
9ª Semana Simulado

𝟓 A Avaliação Semanal nas turmas de Ensino Fundamental deve ser realizada em uma aula
de Estudo Orientado (terça-feira, no 5º horário).
É extremamente importante que as avaliações sejam aplicadas
por, pelo menos, dois(duas) professores(as) em cada turma. Todos(as)
os(as) professores(as) da unidade de ensino devem se envolver na
aplicação da Avaliação Semanal, ficando a cargo da coordenação
pedagógica a orientação sobre a aplicação. Trata-se de uma prática que
visa o desenvolvimento dos 4 princípios que compõem o Modelo das ECI,
que considera o desenvolvimento das competências para o século XXI na
mesma medida da formação acadêmica de excelência e formação para a
vida, portanto, necessita de espaços de protagonismo.
As avaliações devem ser elaboradas pelo(a) professor(a) de cada
disciplina e entregues ao(a) coordenador(a) de área que deve formatá-la e
avaliar se as questões possuem necessidade de ajuste. O(A)
coordenador(a) de área deverá entregar as avaliações já formatadas e
validadas para a coordenação pedagógica que, junto à secretaria da
escola, fará a impressão.
Posteriormente, será feita a distribuição das provas aos
aplicadores e estas deverão estar acompanhadas das atas de frequência.
Após serem realizadas, por se tratar de provas objetivas acompanhadas
de um gabarito à parte, as avaliações devem ser corrigidas pelos
professores, com apoio dos coordenadores de área. Ao(A) coordenador(a)
pedagógico(a), cabe realizar o levantamento dos resultados e gerar uma
planilha de acompanhamento de resultados da Avaliação Semanal.
É papel da coordenação pedagógica encaminhar as avaliações
aos(às) professores(as) que divulgarão os resultados aos(às) estudantes.
Esse processo deve ser o mais rápido possível, não gerando acúmulo de
resultados de uma semana para outra e facilitando o acompanhamento
do desenvolvimento da aprendizagem dos(as) estudantes.
No que tange às disciplinas que ainda não foi ministrada uma
dimensão de conteúdo suficiente para o desenvolvimento da AVS, esta
deve ter um caráter diagnóstico.
Como o planejamento de área técnica é na terça-feira, os(as)
professores(as) devem estar em suas atividades de planejamento.

Avaliação Semanal No Contexto Remoto:

Durante o ensino remoto a avaliação semanal estará suspensa e


outras formas de avaliação explicitadas no Documento Arquitetura
Avaliativa que se encontram em anexo, deverão ser aplicadas.

2.10. Estudo Orientado

O Estudo Orientado deve acontecer em duas horas/aulas


semanais (100 minutos). Uma das aulas de Estudo Orientado deve
acontecer às terças-feiras, no 3º horário, pois uma hora/aula deve
anteceder o horário da Avaliação Semanal.
A outra hora/aula deve estar disposta ao longo da semana, de
maneira que não esteja em extremidades (5º ou 9º horários, por
exemplo). Essa aula deve ser definida, no mesmo horário, para todas as
turmas. Faz-se necessário um rodízio de professores(as) para a

50
realização das aulas referente ao Estudo Orientado, garantindo que todos
os(as) professores(as) que estão na escola integral participem
efetivamente da movimentação dessa Metodologia de Êxito.
Fica sob responsabilidade da coordenação pedagógica criar esse
sistema de rodízio. As cinco primeiras aulas de EO devem seguir a
estrutura contida no caderno sobre EO, encaminhado pela Comissão
Executiva de Educação Integral às escolas.
O ideal é que as aulas sejam compostas de orientações para que
os(as) estudantes possam organizar sua rotina de estudos, e até mesmo
sejam utilizadas para colocar em dia as atividades e trabalhos das
diversas disciplinas que cursam, ou ainda tirar dúvidas dos conteúdos,
podendo organizarem grupos de estudos orientados pelos(as)
professores(as) e com o auxílio de um estudante como monitor. A
monitoria aluno(a)-aluno(a) é essencial para o desenvolvimento do
Protagonismo e dialoga com as necessidades identificadas como
prioritárias no PISA 2018.

Estudo Orientado no Contexto Remoto e Híbrido:

Durante a educação remota/ híbrida a disciplina de Estudo


Orientado deverá ser ministrada de forma assíncrona, ou seja, o(a)
professor(a) responsável, deverá postar no google classroom as atividades,
assim também como vídeos e exercícios voltados para o estudo orientado.
O(A) estudante deverá ser acompanhado e auxiliado nas possíveis
dúvidas com relação às temáticas abordadas, assim também como
professor(a) deverá manter uma sistemática linear de planejamento e
execução das atividades de EO. No caso dos(as) estudantes sem acesso a
internet, todas as atividades deverão ser impressas e entregues e
posteriormente devolvidas para o feedback e acompanhamento do(a)
professor(a).

2.11.Eletivas
Acontecem no período de duas horas/aulas semanais (100
minutos). As aulas devem acontecer nas segundas-feiras, no 4º e 5º
horários.
A eletiva deve ter como característica principal a
interdisciplinaridade, devendo integrar, pelo menos, 2 professores(as) e,
no mínimo, duas disciplinas, preferencialmente, de áreas distintas (seja
ela da base comum ou área técnica). As eletivas propostas devem ter
como objetivo trabalhar temas, conteúdos e áreas que colaborem para a
efetivação de um conhecimento que não foi alcançado a partir das
disciplinas obrigatórias da base comum e técnica, ampliando,
diversificando e aprofundando conceitos, procedimentos ou temáticas,
bem como o desenvolvimento de habilidades e competências. Nas Escolas
Cidadãs Integrais Técnicas, as eletivas propostas devem contemplar a
Base Nacional Comum e a área Técnica.
Os(As) professores(as) deverão propor uma ementa⁶ que oriente a
eletiva. Essa ementa deve ser apresentada aos(às) estudantes, que farão
a escolha da eletiva que participarão. Os(As) estudantes estarão livres
para escolher a eletiva que mais lhe convenha.

51
A quantidade de eletivas deve ser em um número mínimo igual
ao número de turmas existentes nas escolas, assim como deve-se fixar
um número máximo de participantes para cada eletiva, e as inscrições
devem acontecer de maneira a possibilitar chances iguais de inscrição
e escolha.
A duração de cada eletiva proposta é semestral, contemplando,
assim, o primeiro e o segundo semestre com grupos diferentes de
eletivas.
Recomenda-se que a mesma eletiva não seja repetida em outro
semestre, exceto em caso de interesse de um novo grupo de
estudantes em cursar a mesma eletiva e não tendo havido a
possibilidade de contemplar a demanda de procura, a coordenação
pedagógica deverá validar a (re)oferta da eletiva (porém é
extremamente importante que o projeto tenha um outro foco e não seja
repetido o mesmo projeto e a mesma ementa). Ao final de cada
semestre, determina-se uma culminância para mostrar os resultados
alcançados e os trabalhos produzidos pelos estudantes durante as
eletivas. A culminância deve ser um evento aberto à toda comunidade
escolar.
É importante que as escolas que ofertam o ensino fundamental
criem Disciplinas Eletivas específicas para os estudantes do 6º, 7º e 8º
anos, estas eletivas devem ser planejadas de forma mais lúdica e
prática e em uma linguagem que possa ser atrativa e de simples
compreensão para os estudantes dessa faixa etária, porém que
mantenham o foco e objetivo na aprendizagem das disciplinas da
BNCC. Para os 9º anos, serão ofertadas as mesmas eletivas criadas
para o Ensino Médio.
As Disciplinas Eletivas são componentes previstos na matriz
curricular e se submetem, portanto, aos regimentos legais. A
frequência deve ser registrada e contabilizada para efeito da frequência
geral do estudante. A parte diversificada não implica em reprovação do
estudante, conforme prevê a legislação, mas isso não significa que não
devam existir mecanismos de avaliação. Uma ponderação: como há o
objetivo de assegurar a integralização entre a Parte Diversificada e a
Base Comum, recomenda-se que o desenvolvimento dos estudantes
nas Eletivas deva, de alguma forma, ser considerado na avaliação das
disciplinas da Base Comum e Técnica, a partir de atitudes,
habilidades, competências e ampliação dos seus conhecimentos.

Observação:
As Eletivas são essencialmente interdisciplinares, para tanto,
nas ECITs, sugere-se que ao menos 30% das eletivas, por semestre,
seja evidente a interdisciplinaridade entre disciplinas técnicas e da
base nacional comum curricular, agregando conhecimento comum
ao(à) estudante e buscando fortalecer o entendimento dos conteúdos
que convergem entre essas duas áreas. Esta disciplina pode assim ser
ministrada tanto por professor(a) técnico como por professor(a) da
BNCC, seguindo as mesmas orientações já recomendadas.

52
⁶ Segue modelo em anexo.
2.11.1. Feirão das eletivas

No que tange à realização do feirão das eletivas, ele deverá ser


remoto, no dia 19/03/2021.

2.12. O Conselho de Classe

O Conselho de Classe é liderado pela Coordenadora Pedagógica da


escola e conta com a presença dos(as) conselheiros(as) natos(as) –
gestor(a) escolar, todos(as) os(as) professores(as), líderes de turma e
respectivos vice-líderes.
Na perspectiva formativa do Modelo Escola Cidadã, o Conselho de
Classe ocorre seis vezes ao ano, tem focos distintos em cada período, e é
organizado com base nas necessidades emergentes.

Diagnóstico - 1º Conselho

• Realizado logo após a avaliação diagnóstica de entrada dos estudantes


(nas primeiras semanas de aula) a partir da qual se identifica em que
nível acadêmico está cada estudante;
• Consolida os resultados e identifica a defasagem das habilidades e
competências dos estudantes;
• Caracteriza e organiza as necessidades de aprendizagem e ensino;
• Reconhece e situa questões emergentes da relação professor-
estudante;
• Levanta e pactua procedimentos para intervenção efetiva do que foi
apresentado.

Esse primeiro conselho norteará o planejamento das atividades a


serem desenvolvidas durante o primeiro bimestre. Deverão ser
considerados os descritores do IDEB, parâmetro nacional de avaliação.
Neste conselho, ainda não há a participação dos estudantes.

Acompanhamento - 2º, 3º, 4º e 5º Conselhos

• Aprecia os resultados identificados ao longo do período bimestral;


• Avalia a efetividade dos procedimentos adotados e pactuados no
Conselho anterior;
• Identifica necessidades e possibilidades de outras intervenções;
• Assume coletivamente as responsabilidades do acompanhamento e
das ações estabelecidas.
Orientações:

Cada professor(a), ao entender que é gestor(a) dentro da sua área


de atuação, deve monitorar periodicamente os resultados das disciplinas
que ministra a fim de obter um quadro geral dos percentuais de
reprovação, médias e frequência dos(as) estudantes, além do
monitoramento do currículo planejado e currículo dado.
53
Ao final de cada bimestre, esses dados devem ser repassados ao(à)
respectivo(a) coordenador(a) de área para que este, em seguida, faça a
consolidação geral da área específica e entregue os resultados ao(à)
coordenador(a) pedagógico(a).
Os resultados devem ser analisados e consolidados pelo(a)
gestor(a) escolar e coordenador(a) pedagógico(a), considerando o
resultado geral da escola, em observância às metas pactuadas no Plano
de Ação da escola.

O Protagonismo presente no Conselho de Classe

Para o Conselho de Classe, existem três momentos distintos e


articulados: pré- conselho, conselho e pós-conselho (apenas para os 2º,
3º, 4º e 5º conselhos). Eles objetivam a avaliação e a recondução do
processo de ensino-aprendizagem.

Primeiro momento: Pré-conselho

Faz parte do planejamento do Conselho de Classe a elaboração de


uma pauta pelos(as) estudantes, na qual cada turma avalia os itens:
relação professor(a) x estudante, metodologia utilizada, procedimentos
de avaliação de cada disciplina e a autoavaliação da turma – um
procedimento que encoraja os(a) estudantes a assumirem a
responsabilidade pela sua própria aprendizagem e os corresponsabiliza
pelo ambiente e condições adequadas para que o trabalho pedagógico
ocorra.

Segundo momento: Conselho

A participação dos(as) Líderes de Turma durante os Conselhos de


Classe consiste em 2 fases:

1. Na apresentação, pelos(as) Líderes, dos resultados da avaliação


realizada junto às suas respectivas turmas, considerando os critérios
definidos (relação professor(a) x estudante, metodologia utilizada,
procedimentos de avaliação de cada disciplina e a autoavaliação da
turma). É também o momento em que são apresentados os
compromissos que os estudantes propõem para a superação das
dificuldades que eventualmente tenham sido identificadas;

2. Na apresentação, pelos(as) professores(as), do perfil e desempenho


acadêmico geral da turma, bem como a avaliação, que fazem parte do
nível de compromisso que coletivamente manifestaram ao longo do
período, observando a relação entre esse resultado e o desempenho
geral da turma.

Observação: Os Líderes de Turma não participam da discussão sobre


os estudantes em situações mais críticas, descrição de
comportamentos, posturas diante dos estudos e construção dos
seus Projetos de Vida.
54
Terceiro momento: Pós-conselho

Finalizado o Conselho de Classe, o(a) Coordenador(a) Pedagógico(a)


alinha com os(as) Tutores(as) o processo de devolutiva individualizada
dos resultados para os estudantes e seus responsáveis. É de grande
importância que os(as) estudantes tomem conhecimento de suas
fragilidades e potencialidades e que os pais e responsáveis recebam os
resultados a partir dos próprios professores para que garantam as
intervenções que forem necessárias.
Todas as etapas do Conselho mencionadas fazem parte do ciclo de
operacionalização alimentado pelo Modelo, que consiste no
planejamento, execução, acompanhamento e avaliação dos resultados da
escola.
Orientações sobre o pós-conselho:

A escola deve organizar uma reunião com os(as) responsáveis para


que a coordenador(a) pedagógico(a) apresente os resultados gerais das
turmas. Em momento adequado, cada responsável deve ter a
oportunidade de receber dos tutores os resultados individuais dos(as)
estudantes. Esse momento pode ser realizado em salas de aula distintas.

Promocional - 6º Conselho

• Decide coletivamente sobre a promoção ou retenção do(a) estudante,


analisando os resultados apresentados e sua relação com os
procedimentos de acompanhamento assumidos nos Conselhos
anteriores;

• Define previamente estratégias coletivas e individuais para o


acompanhamento e intervenção posteriores junto aos estudantes
promovidos, e em quem se reconhece a necessidade de
acompanhamento efetivo no ano seguinte.

Observação: Estudantes não participam do Conselho Promocional.

2.13. Fardamento

O uso do uniforme é obrigatório e os(as) jovens só poderão entrar


com a camisa oficial ou de cor branca (ou ainda camisas feitas para
eventos escolares como gincana, feira de ciências, clubes de
protagonismo etc.), calça jeans (ou outra estabelecida pela escola) e
calçado fechado, de acordo com a norma acordada no Regimento Interno
da escola.
Em caso do não cumprimento, independente do motivo, a Equipe
Gestora deverá ser informada pelos familiares ou responsáveis para
tomar as devidas providências e realizar a autorização da permanência
do(a) estudante nas dependências da escola.

55
Importante: Ainda que o(a) estudante se apresente sem uniforme, sua
entrada no prédio não pode ser proibida. Deixar os(as) estudantes na rua
enquanto se decide sobre sua entrada na escola é uma ação que
compromete sua segurança e pode desencadear problemas para o(a)
Gestor(a) junto ao MP (Ministério Público).

2.14. Reposição das aulas

Nas Escolas Cidadãs Integrais Propedêuticas, Escolas Cidadãs


Integrais Técnicas e Escolas Cidadãs Socioeducativas é vedada aula vaga,
colabora para isso o Regime de Dedicação Docente Integral – RDDI.
Assim, cabe ao(à) coordenador(a) de área, em casos de ausência de
professores(as), organizar um horário especial para suprir as necessidades
das aulas sempre levando em consideração o programa de ação de cada
professor(a) no qual se encontram estabelecidos os seus devidos
substitutos, não podendo o mesmo se negar a este exercício caso esteja
sem aulas no momento.
Com exceção de situações extraordinárias, é preciso garantir que
os(as) professores(as) que se encontram em planejamento não sejam
chamados à substituição. Para tanto, os(as) professores(as) devem definir
em seus programas de ação, pelo menos, três professores(as)
substitutos(as): 1 da mesma área disciplinar e 2 de áreas distintas.
Além disso, no momento de definir os(as) substitutos(as), deve-se
considerar o horário de distribuição das aulas de maneira a garantir que
os respectivos substitutos não tenham aulas no mesmo dia e horário do(a)
professor(a) a ser substituído(a).
Deve-se verificar, ainda, a possibilidade de os(as) substitutos(as)
ministrarem aulas nas mesmas turmas do(a) professor(a) a ser
substituído(a). Orientamos que a lista de substitutos(as) de cada
professor(a) esteja atualizada em seu respectivo programa de ação, de
acordo com o horário escolar.
A reposição das aulas aos(às) professores(as) substitutos(as) deve
ocorrer no prazo de até 15 dias a partir da substituição.
Em casos de substituição de professores(as) da Área Técnica, a
primeira opção será um(a) professor(a) da Área Técnica, a segunda o(a)
coordenador(a) de estágio e, por último, o(a) coordenador(a) de Área
Técnica. Não havendo disponibilidade de nenhum(a) desses(a)
professores(as) citados(as), um(a) professor(a) de disciplina da Base
Comum Curricular deve substituir o(a) professor(a) da Base Técnica,
ministrando sua própria disciplina e, quando o(a) professor(a)
substituído(a) retornar, deverá repor o conteúdo em uma aula pertencente
ao(à) professora que o(a) substituiu.

• Reposição de aulas No Contexto Remoto:


Durante o ensino remoto deverá seguir as orientações do ensino
presencial.

• Reposição de Aulas No Contexto Híbrido:


Durante o ensino híbrido deverá seguir as orientações do ensino
presencial.

56
2.15. Propulsão/Nivelamento

Propulsão (Nivelamento) é uma estratégia fundamental para o


bom desenvolvimento dos(as) estudantes durante o ano letivo e, quando
realizado de maneira efetiva e monitorado, proporciona maior
rendimento dos (as) estudantes e elevação dos índices de aprendizagem
da escola, interferindo diretamente nas avaliações externas. Desse
modo, os (as) estudantes devem estar cientes de que Propulsão está
intrinsecamente ligada à realização do seu Projeto de Vida.
Para tanto, recomenda-se às escolas a aplicação de avaliação
diagnóstica em todos os níveis de ensino básico (do 6º ao 9º ano do
Ensino Fundamental e da 1ª à 3ª séries do Ensino Médio para os (as)
estudantes ingressantes), em Português e Matemática, principalmente.
Sobremaneira, é preciso que as avaliações contemplem os critérios e
habilidades estabelecidos pelo IDEB, conforme matriz divulgada,
anualmente, pela Comissão Executiva de Educação Integral.
Após a aplicação da avaliação diagnóstica, o Conselho de Classe
(1º Conselho - diagnóstico) deve se reunir para planejar ações
alinhadas com todas as disciplinas (inclusive da área técnica) que
possam efetivar o nivelamento dos estudantes de acordo com as
necessidades detectadas.
Recomenda-se que Propulsão seja desenvolvida durante todo o
ano letivo, garantindo períodos de monitoramento (realizado pelo(a)
coordenador(a) pedagógico(a) de desenvolvimento das habilidades
consideradas na diagnose.
As aulas de propulsão devem ser realizadas em duas aulas
geminadas das disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática. Já
nas ECITs, devem ser utilizadas uma aula de língua portuguesa, uma
aula de matemática e uma aula de Estudo Orientado (revezando,
semanalmente, entre língua portuguesa e matemática).
Para as turmas do Ensino Fundamental, a matriz já contempla
duas aulas específicas para Propulsão, estas devem ser distribuídas
para os (as) professores (as) de Língua Portuguesa e de Matemática,
ficando uma aula para cada um deles.

2.15.1Propulsão - Ensino Remoto


No contexto do ensino remoto, Propulsão será desenvolvida de
modo transversal com as disciplinas propedêuticas e técnicas seguindo
as orientações do Plano Estratégico Curricular Bimestral, articulados
aos descritores e habilidades de Propulsão, conforme matriz enviada
pela Comissão Executiva de Educação Integral.
Para auxiliar no desenvolvimento de Propulsão nas escolas,
recomendamos o uso da plataforma ISMART, que possui conteúdos de
Língua Portuguesa e de Matemática do 8º e 9º anos do Ensino
Fundamental e 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio.
Desse modo, a plataforma ISMART ON-LINE visa formar
estudantes protagonistas, a fim de melhorar o desempenho acadêmico,
além de prepará-los para os desafios do ensino médio. Sendo assim,
foram liberados os cursos acadêmicos de Linguagens e Matemática, nos
quais vêm para fortalecer e apoiar os (as) alunos (as) da rede pública de
57
ensino para continuarem os estudos durante a paralisação de aulas,
visto o cenário do coronavírus (COVID-19). Ademais, a ferramenta é
essencial para o trabalho na perspectiva de Propulsão, pois está
intrinsecamente ligado ao Projeto de vida dos(as) nossos (as) estudantes.
Sendo assim, é necessário que as escolas se atentem às seguintes
recomendações que correlaciona o nivelamento da Plataforma ISMART
On-line e o Plano Estratégico:

• Os descritores e habilidades a serem trabalhados na perspectiva de


Propulsão durante a semana precisam estar elencados no Plano
Estratégico de todos(as) os(as) professores(as) da equipe, pois
propulsão não é responsabilidade exclusiva dos(as) professores(as) de
Língua Portuguesa, Matemática e da Coordenação Pedagógica, no
entanto deve ser um esforço coletivo de todos(as) para a melhoria da
qualidade de aprendizagem dos(as) nossos(as) jovens;

• É preciso que haja uma correlação intencional entre as estratégias a


serem desenvolvidas e as habilidades almejadas na construção das
Atividades, para que haja sentido no instrumento e na construção da
aprendizagem do(a) estudante;

• Um novo modelo de Programa Estratégico será lançado, cuja única


diferença é um campo a mais, referente especificamente aos
descritores e habilidades de nivelamento;

• Não é obrigatório que o professor indique a plataforma como sua única


atividade, podendo também planejar outra atividade, além do
nivelamento da Ismart.

• Todavia, com vistas a não sobrecarregar os estudantes e os


professores, o profissional, na construção do seu Programa
Estratégico, pode indicar o módulo daquela semana como sendo sua
própria e única atividade para o Eixo vigente;

• Indicamos que possa haver um planejamento conjunto, para que os


Programas de ação e as atividades possam ser planejadas, visto que
dará subsídios no desenvolvimento de habilidades, além de promover
ações e estratégias para o melhor desenvolvimento do Nivelamento nas
escolas.

Ademais, serão compartilhadas com as escolas, sequências


didáticas (orientações) com atividades e dicas específicas para o ensino
remoto. As orientações serão elaboradas de acordo com a matriz de
habilidades e descritores de Propulsão. Recomendamos que a
Coordenação Pedagógica, Coordenações de área se articulem de modo a
incentivar o desenvolvimento das propostas de Propulsão por todos(as)
os(as) professores(as), uma vez que Propulsão não é específica para os(as)
professores(as) de Língua Portuguesa e de Matemática, mas de toda a
comunidade escolar.

58
Sendo assim, para o desenvolvimento das estratégias de
Propulsão no contexto de ensino remoto, podem ser utilizadas as
ferramentas do Google Classroom, Google Meet com atividades síncronas
e assíncronas, incluindo a ISMART, conforme orientações supracitadas.

Propulsão - Ensino Híbrido:

O ensino híbrido usa tecnologia on-line não apenas para


complementar, mas para transformar e melhorar o processo de ensino e
aprendizagem de forma que a tecnologia e o ensino se complementam.

Desse modo, a metodologia empregada no ensino híbrido utilizará


as ferramentas e as tecnologias já usadas no ensino remoto para criar
uma variedade de ambientes de aprendizagem alicerçados na
transversalidade de conteúdos e disciplinas.
No contexto de propulsão, o ensino híbrido será um ambiente de
ensino e aprendizagem que incorporará virtualmente, os(as) estudantes
em salas de aulas síncronas, usando as ferramentas que já dão suporte
no momento remoto de ensino, como o Google Meet, a plataforma
ISMART, por exemplo, combinadas com atividades presenciais, mediadas
também por uso de tecnologias tendo como suporte sequências didáticas
previamente elaboradas.

2.16.Uso dos laboratórios

Os laboratórios têm normas de segurança e Manuais de


Procedimentos a serem seguidos. Os(As) estudantes não poderão fazer
uso desses instrumentos sem a presença de um(a) professor(a)
responsável. Ao(à) professor(a), cabe a responsabilidade de manter o
ambiente organizado e zelar junto aos(às) estudantes pela manutenção
dos equipamentos existentes.
Os(As) professores(as) devem organizar os seus horários de aulas
de forma que, semanalmente, os laboratórios sejam utilizados. Em casos
de turmas em grande número, recomenda-se que os estudantes
monitores auxiliem essas aulas. Além de tudo, eles devem estar cientes
do planejamento feito pelo professor para aquela determinada aula⁷.

2.17.Estudantes Monitores(as)

A prática de monitoria deve ser incentivada também nas aulas de


Estudo Orientado, onde os(as) estudantes são estimulados a desenvolver
o autodidatismo, protagonismo e a colaboração no desenvolvimento das
aprendizagens.
Recomenda-se a escolha de estudantes monitores(as) para auxiliar
os(as) professores(as) durante as aulas e/ou mesmo em quaisquer outras
atividades realizadas no âmbito escolar. Estes devem e podem auxiliar
nas aulas de Estudo Orientado, nas Eletivas, no uso dos laboratórios ou
em outras atividades determinadas pelos(as) professores(as).

⁷ Segue anexas as orientações para uso dos laboratórios. 59


Para isso, eles(as) devem ser comunicados(as) previamente,
convidados(as) e até selecionados(as) por meio de uma seleção, para
que possam participar do planejamento de algumas aulas sempre que
se fizer necessário seu trabalho de monitoria. No final do período de
monitoria os(as) estudantes devem ser certificados(as).

No contexto de aulas remotas o fluxo segue a mesma


perspectiva, sendo as ações desenvolvidas de forma virtual, porém sem
alterar os objetivos da monitoria, que a troca de informações e o
fortalecimento do protagonismo aos(às) jovens atuarem de maneira
solidária com os(as) seus(suas) colegas.

2.18. Guias de Aprendizagem

Guia de Aprendizagem é um recurso que se destina a orientar


processos de planejamento e de acompanhamento pedagógico, de
maneira objetiva, à luz dos Eixos Formativos, em três âmbitos
distintos, em um ciclo bimestral:
Junto ao(a) professor(a): para o planejamento e
desenvolvimento das atividades pedagógicas da disciplina que ele(a)
ministra.
Junto ao(à) estudante: para apoiar o desenvolvimento da
capacidade de autorregulação da sua aprendizagem, pois fornece
informações sobre os componentes curriculares (objetivos, atividades
didáticas e autodidáticas, fontes de consulta etc.), que eles(as)
necessitarão para criar os seus próprios mecanismos de planejamento
de estudos.
Junto às famílias: para complementar os mecanismos de
comunicação de que a escola já dispõe e apoiá-las no
acompanhamento de ensino/aprendizagem dos(as) estudantes.
Nesse sentido, o Guia de Aprendizagem inova ao ser,
simultaneamente, um recurso que atende a três níveis distintos desse
processo de formação (professores(as), estudantes e famílias) e articula
planejamento e comunicação, monitoramento e cumprimento do
currículo, dimensões fundamentais nos mecanismos de melhoria
contínua dos processos pedagógicos.
A implementação do documento no cotidiano da escola contribui
para o rompimento de uma estratégia há muito utilizada pelas escolas,
que é a de “somente” o professor sabe o que vai ser ensinado em um
determinado período e o estudante “somente” recebe essas
informações.
O Guia compartilha com os(as) interessados(as) (estudantes e
familiares) o que será contemplado no bimestre e como será o acesso
ao conhecimento. Esse movimento possibilita que a Pedagogia da
Presença, a Educação Interdimensional, o Protagonismo e os 4 Pilares
da Educação sejam movimentados no cotidiano da sala de aula.

60
Logo, os Guias de Aprendizagem devem estar expostos nas salas
de aula, de maneira a garantir que todos os estudantes tenham acesso.
É necessário que os professores retomem o conteúdo dos Guias em
todas as aulas ministradas, a fim de fazer com que os estudantes se
apropriem do instrumento, entendam a importância do seu
monitoramento e estudem com antecedência o conteúdo que será
trabalhado em sala de aula.
Além do mais, o Guia de Aprendizagem é um instrumento
utilizado tanto para a Base Nacional Comum Curricular, mas também
para a Base Técnica.

2.18.1Guia de Aprendizagem No Contexto Remoto:

Durante o ensino remoto, o guia de aprendizagem deverá ser


utilizado e disponibilizado de forma on-line, por meio de e-mail, no
Google classroom, e nas demais plataformas que a equipe escolar
definir, para os estudantes sem acesso à internet, todos deverão receber
os guias de aprendizagem de todas as disciplinas impressas.
2.18.2. Guia de Aprendizagem No Contexto Híbrido:

No contexto Híbrido, os guias de aprendizagem deverão ser


afixados nas salas de aula, nas paredes da escola e também
disponibilizados de forma on-line.

2.19. Horários e Dias de planejamento

Os(As) professores(as) das escolas integrais estão sob o Regime de


Dedicação Docente Integral – RDDI, ou seja, 40 (quarenta) horas
semanais, dessas até 28 (vinte e oito) horas/aula em sala de aula,
inclusive em atividades multidisciplinares.
As demais horas serão dedicadas a Estudos, Planejamento e
Atendimento – EPA, a serem realizadas no ambiente escolar ou em
atividades pedagógicas propostas pela escola em ambientes didáticos
planejados, estando disponíveis para, além do exercício de suas
atividades, substituir outros(as) professores(as) ausentes em virtude de
afastamento, quando necessário.
Assim, fica destinado um dia para Estudos, Planejamento e
Atendimento (EPA) por área, ficando organizado da seguinte forma:

61
Agenda semanal de PLANEJAMENTO dos(as) professores(as):

SEMANA PAUTA
•Reunião para monitoramento de resultados, alinhamentos e
encaminhamentos de decisões;
1ª •Estudo das Diretrizes da Escola Cidadã Integral*;
SEMANA •Estudo do Caderno de Formação da Escola Cidadã**;
•Planejamento de aulas;
•Atualização do Sistema Saber.
•Reunião para monitoramento de resultados, alinhamentos e
encaminhamentos de decisões;
2ª •Monitoramento dos Programas de ação;
SEMANA •Monitoramento dos guias de aprendizagem;
•Planejamento de aulas e Correção de atividades;
•Atualização do Sistema Saber.
•Reunião para monitoramento de resultados, alinhamentos e
encaminhamentos de decisões;
3ª •Estudo das Diretrizes da Escola Cidadã*;
SEMANA •Estudo do Caderno de Formação da Escola Cidadã*;
•Planejamento de aulas;
•Atualização do Sistema Saber.
•Reunião para monitoramento de resultados, alinhamentos e
encaminhamentos de decisões;
4ª •Monitoramento dos Programas de ação;
SEMANA •Monitoramento dos guias de aprendizagem;
•Planejamento de aulas e correção de atividades;
•Atualização do Sistema Saber.
* Dar preferência aos temas que contemplem ações da quinzena que segue.
Por exemplo, caso o bimestre termine na quinzena seguinte, estudar sobre o
Conselho de Classe.
** Selecionar tema baseando-se, preferencialmente, nas necessidades de
desenvolvimento dos conhecimentos sobre o modelo elencados nos
Programas de ação dos professores ou de acordo com a necessidade.

Divisão dos dias de Planejamento na Escola

ÁREA DIA DE PLANEJAMENTO⁸

Área Técnica Terça-Feira

Ciências da Natureza e Exatas Quarta-Feira

Ciências Humanas e Sociais Quinta-Feira

Linguagens Sexta-Feira

62
OBSERVAÇÕES GERAIS SOBRE O PLANEJAMENTO:

• O(A) Coordenador(a) de área deve acompanhar e planejar o mês de


trabalho dos(as) professores(as) com relação ao planejamento.

• Cabe ao(a) Coordenador(a) Pedagógico(a) se fazer presente em


alguns momentos de estudos e reuniões de alinhamento das áreas.

• Todos(as) os(as) Professores(as) devem estar cientes do


planejamento mensal e cumpri-lo.

• Dependendo da quantidade de turmas e/ou professores(as),


talvez em alguns casos não seja possível um dia inteiro de
planejamento por área. Nesses casos, deve- se organizar o
planejamento para um turno.

• Referente ao planejamento da Área Técnica, cabe ao(à)


coordenador(a) de área juntamente com os(as) professores(as)
escolher em que turno da terça-feira serão realizadas as
reuniões.

• Nas ECI Socioeducativas, os planejamentos acontecem em um


único dia da semana, cabendo às Coordenações Pedagógicas e de
Área organizar a programação deste dia.

⁸ Os dias selecionados para planejamento devem ser seguidos por todas as escolas. 63
2.20. Distribuição dos horários das aulas:

HORÁRIOS DAS DISCIPLINAS


Segunda Terça- Quarta- Quinta- Sexta-
Aulas Horário
- feira feira feira feira feira
07h30min
1ª às
08h20min
08h20min
2ª às
09h10min
09h10min
Interval Interva Interval Interval
Intervalo às Intervalo
o lo o o
09h30min
09h30min
3ª às EO
10h20min
10h20min
4ª às Eletiva AVS
11h10min
11h10min
5ª às Eletiva AVS
12h00min
12h00min
Almoço às Almoço Almoço Almoço Almoço Almoço
13h20min
13h20min
6ª às
14h10min
14h10min
7ª às
15h00min
15h00min
Intervalo às Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo Intervalo
15h20min
15h20min
8ª às
16h10min
16h10min
9ª às
17h00min

Recomenda-se que as aulas práticas de Educação Física fiquem antes


dos intervalos, antes do almoço ou nas aulas finais. Quanto às aulas de
Projeto de Vida, recomenda-se que sejam aulas geminadas e que não estejam
nas extremidades do dia.
2.21. Distribuição dos horários das aulas no Contexto Remoto -
Escolas
 Escolas Cidadãs Integrais:

Ensino Fundamental:
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 3
Matemática 3
Arte 1
Inglês 2
BNCC: Espanhol 2
Educação Física 1
Ciências 3
Ensino Religioso 1
História 2
Geografia 2
Eletiva 1
PD: EO 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
Total 25

Ensino Médio
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 2
Matemática 2
Arte 1
Inglês 1
Espanhol 1
Educação Física 1
BNCC:
Química 2
Física 2
Biologia 2
História 2
Geografia 2
Sociologia 1
Filosofia 1
Eletiva 1
PD: CI9 (1 ano) / EO (2 e 3 anos) 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
Total 25 65
2.22. Distribuição dos horários das aulas no Contexto Remoto

 Escolas Cidadãs Integrais Técnicas com 1 curso:

Ensino Fundamental:
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 3
Matemática 3
Arte 1
Inglês 2
BNCC: Espanhol 2
Educação Física 1
Ciências 3
Ensino Religioso 1
História 2
Geografia 2
Eletiva 1
PD: EO 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
Total 25

Ensino Médio:
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 2
Matemática 2
Arte 1
Inglês 1
Espanhol 1
Educação Física 1
BNCC:
Química 2
Física 2
Biologia 1
História 1
Geografia 1
Sociologia 1
Filosofia 1
Eletiva 1
PD: EO (1,2, 3 anos) 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
FBT Disciplina Empreendedoras 1
BT Base Técnica 2
Total 25
66
 Escolas Cidadãs Integrais Técnicas com 2 cursos:
Ensino Fundamental:
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 3
Matemática 3
Arte 1
Inglês 2
BNCC: Espanhol 2
Educação Física 1
Ciências 3
Ensino Religioso 1
História 2
Geografia 2
Eletiva 1
PD: EO 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
Total 25
Ensino Médio
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 2
Matemática 2
Arte 1
Inglês 1
Espanhol 1
Educação Física 1
BNCC:
Química 1
Física 1
Biologia 1
História 2
Geografia 1
Sociologia 1
Filosofia 1
Eletiva 1
PD: EO (1,2, 3 anos) 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
FBT Disciplina Empreendedoras 1
BT Base Técnica 3
Total 25
OBSERVAÇÃO: Cada curso ofertado pela escola fica com 1 aula fixa disponível por
semana, e 1 aula é alternada entre os dois cursos.
Exemplo: ECIT com oferta de cursos de Marketing e Análises Clínicas
Semana 1 - Análises Clínicas: 2 aulas - Marketing: 1 aula
67
Semana 2 - Análises Clínicas: 1 aula - Marketing: 2 aulas
 Escolas Cidadãs Integrais Técnicas com 3 cursos:
Ensino Fundamental:
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Nivelamento 1
Português 3
Matemática 3
Arte 1
Inglês 2
BNCC: Espanhol 2
Educação Física 1
Ciências 3
Ensino Religioso 1
História 2
Geografia 2
Eletiva 1
PD: EO 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
Total 25
Ensino Médio
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Nivelamento 1
Português 2
Matemática 2
Arte 1
Inglês 1
Espanhol 1
Educação Física 1
BNCC:
Química 1
Física 1
Biologia 1
História 1
Geografia 1
Sociologia 1
Filosofia 1
Eletiva 1
PD: EO (1,2, 3 anos) 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
FBT Disciplina Empreendedoras 1
BT Base Técnica 4
Total 25
OBSERVAÇÃO: Cada curso ofertado pela escola fica com 1 aula fixa disponível por
semana, e 1 aula é alternada entre os três cursos.
Exemplo: ECIT com oferta de cursos de Marketing, Sistemas de Energia Renovável e
Análises Clínicas
Semana 1 - Análises Clínicas: 2 aulas - Marketing: 1 aula 68
Sistemas de Energia Renovável: 1 aula
Semana 2 - Análises Clínicas: 1 aula - Marketing: 2 aulas - Sistemas de
Energia Renovável: 1 aula
Semana 3 - Análises Clínicas: 1 aula - Marketing: 1 aula - Sistemas de
Energia Renovável: 2 aulas

 Escolas Cidadãs Integrais Técnicas com 4 cursos:

Ensino Fundamental:

Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Propulsão 1
Português 3
Matemática 3
Arte 1
Inglês 2
BNCC: Espanhol 2
Educação Física 1
Ciências 3
Ensino Religioso 1
História 2
Geografia 2
Eletiva 1
PD: EO 1
PV / Pré e Pós-Médio 2
Total 25

69
Ensino Médio
Online:
Disciplina / Quantidade de aulas por semana
Nivelamento 1
Português 2
Matemática 2
Arte 1
Inglês 1
Espanhol 1
Educação Física 1
BNCC:
Química 1
Física 1
Biologia 1
História 1
Geografia 1
Sociologia 1
Filosofia 1
Eletiva 1
PD: EO (1,2, 3 anos) 1
PV / Pré e Pós-Médio 2

FBT Disciplina Empreendedoras 1


BT Base Técnica 4
Total 25

Observação: Cada curso ofertado pela escola fica com 1 aula fixa
disponível por semana.

• Planejamento No Contexto Remoto:


Durante o ensino remoto, o planejamento deverá ser mantido
sendo realizado via google meet.

• Planejamento No Contexto Híbrido:


Durante o ensino híbrido o planejamento deverá ser mantido
sendo realizado via google meet e presencial.

2.23. Aulas de Campo


Define-se aulas práticas externas, doravante designadas
genericamente de aulas de campo, como sendo todas as atividades
didáticas/pedagógicas, de natureza prática e fora do âmbito escolar.
A aula de campo é um método bastante utilizado em disciplinas
que exigem análises empíricas sobre o assunto em estudo.
Compreende-se que esse tipo de metodologia possui grande eficácia no
processo ensino-aprendizagem, permitindo aos(as) estudantes um
contato com aspectos mais amplos referentes aos temas.
70
Poderão participar da aula de campo todos os(as) estudantes
regularmente matriculados(as), o(s)/as professor(es)/as responsável(eis)
pela aula de campo, o(s)/as monitor(es)/as da disciplina e convidados(as)
especiais: professores(as), técnicos(as) e estudantes especialmente
convidados pelos(as) professores(as) responsáveis pela aula de campo,
desde que a participação desses não prejudique o funcionamento da
escola e das aulas. Compete ao(à) docente da disciplina ou à equipe de
docentes das disciplinas participantes da aula de campo:

• Garantir o recebimento dos termos de autorização dos


pais/responsáveis para participação do(a) estudante na atividade
externa, conforme modelo disponibilizado pela CEEI;

• Elaborar e apresentar à coordenação pedagógica um projeto sobre a


aula de campo contendo quantidade de estudantes, disciplinas
envolvidas (parte diversificada, base nacional comum, disciplinas
técnicas) e quantidade de professores;

• Elaborar a programação para aula de campo e encaminhá-lo à


Coordenação do curso;

• Responsabilizar-se pela organização prévia da viagem, inclusive dos


instrumentos necessários;

• Zelar pela segurança e pelo envolvimento dos(as) participantes


durante o trabalho;

• Responsabilizar-se pelo cumprimento dos objetivos e atividades


previstos no Plano de Ensino;

• Informar, aos(às) discentes, as atividades da aula de campo, com


respectivos objetivos;

• Informar aos(às) discentes os riscos inerentes às atividades de aula de


campo e os cuidados a serem tomados pelo(a) estudante;

• Informar aos(às) discentes que é expressamente proibido o porte ou a


utilização de drogas e armas;

• Apresentar ao(à) coordenador(a) pedagógico(a) um relatório final com


a avaliação sobre a aula de campo.

Importante:

Recomenda-se cautela no número de professores(as) participantes


nas aulas de campo, não devendo ficar na escola uma quantidade de
professores(as) que seja inferior ao número de turmas, para que não
prejudique o funcionamento das aulas referentes ao dia.

71
2.24. Disciplinas Empreendedoras - Inovação Social Científica
(ISC), Intervenção Comunitária (IC) e Empresa Pedagógica (EP)

As disciplinas Empreendedoras (ISC, IC e EP) são disciplinas da


Matriz Escolar das ECIT, possuem carga horária de 4 horas semanais.

• As 4 horas/aula devem ser geminadas em um único turno;

• O professor que ministrar a disciplina terá 4 horas/aula + 4h de


planejamento.

• As 4h de planejamento são inseridas dentro das 20h aula do


professor.

• O professor que ministrar a disciplina para mais de 1 turma não


terá 8h de planejamento permanecerá 4h, independente
da quantidade de turmas.
As disciplinas empreendedoras no regime remoto:

Seguindo as orientações de distanciamento social, as disciplinas


empreendedoras são ministradas virtualmente com carga horária
reduzida e seguindo cartilhas orientadoras elaboradas pela Comissão
Executiva de Educação Integral enviadas às escolas via Gerência
Regional.
Os(As) professores(as) que nunca lecionaram as disciplinas,
mesmo no momento remoto também passam por formação específica
para lecionar essas disciplinas antes do período inicial das aulas.

As disciplinas empreendedoras no regime híbrido:

Em um provável momento híbrido, as disciplinas


empreendedoras são lecionadas conciliando os momentos presenciais e
remotos, sendo os momentos remotos voltados para as discussões
coletivas a respeito das vivências e observações e os momentos
presenciais, sendo voltados para as observações e busca de
experiências sensoriais para a realização das disciplinas. Este momento
também será orientado por meio de cartilha orientadora, seguindo a
sequência didática da disciplina.

As disciplinas empreendedoras no regime presencial:

No momento presencial, as disciplinas empreendedoras seguem a


sequência didática referente a cada disciplina empreendedora:

INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA: Compreensão do Contexto


(Indicadores Socioeconômicos, Relação do Aluno com a comunidade) 
Visita de Campo a Comunidade  Definição do Problema-Objeto da
Intervenção  Criação do Projeto de intervenção comunitária 
Execução do Projeto  PROTAGONISMO SOCIAL E PROFISSIONAL
72
INOVAÇÃO SOCIAL E CIENTÍFICA: Identificação dos Equipamentos
Sociais Existentes na Comunidade  Visita de Campo aos
Equipamentos  Definição do Problema para Intervenção  Elaboração
do Projeto de Intervenção do Equipamento Escolhido 
Desenvolvimento de Tecnologias Sociais Aplicadas a Solução do
Problema  Busca de Parceiros para viabilização da intervenção no
equipamento social  implantação da tecnologia social elaborada pelos
alunos  PROTAGONISMO SOCIAL E PROFISSIONAL

EMPRESA PEDAGÓGICA: Compreensão do Contexto (Profissões,


Indicadores, Socioeconômicos e Arranjos Produtivos)  Visita à
empresa  Conhecer a performance da empresa parceira no mercado 
Definir a linha de atuação da Empresa Pedagógica  Participação da
Empresa Parceira por meio da oferta de desafios vivenciados para os
alunos proporem soluções  Desafiar os alunos na busca de soluções
ante desafios propostos  retorno da empresa parceira para debater
soluções encontradas pelos alunos  PROTAGONISMO SOCIAL E
PROFISSIONAL
Observação:

O horário de desenvolvimento da disciplina deve ocorrer em aulas


geminadas. No entanto, de acordo com a realidade local, a
operacionalização da disciplina pode ser flexibilizada no turno da
manhã ou tarde. Por exemplo: o horário da tarde fica inviável em escola
localizada em região de clima muito quente, pois pode prejudicar o
desenvolvimento cognitivo dos(as) estudantes e a prática da aula. Nesse
caso, orientamos que a aula seja desenvolvida pela manhã.

Perfil do professor para ministrar as disciplinas empreendedoras

Professores(as) vinculados à Escola, com carga horária disponível,


sejam da Base Nacional Comum Curricular ou Base Técnica, que sejam
dinâmicos(as), proativos(as), entusiasmados(as) com metodologias
ativas e com discussões em empreendedorismo, que possam contribuir
com o desenvolvimento do protagonismo social e profissional do(da)
estudante através das disciplinas empreendedoras, podem lecionar as
disciplinas empreendedoras.

2.25. Práticas Experimentais 9

As aulas experimentais podem ser empregadas com diferentes


objetivos e fornecer variadas e importantes contribuições no ensino e
aprendizagem na área de Ciências da Natureza. Nessas aulas, o(a)
professor(a) deve fazer uso dos laboratórios nas escolas que já o
possuem. Em caso contrário, as aulas podem ser realizadas nas salas
temáticas que devem ser preparadas previamente para essas atividades.
São oferecidas duas aulas semanais para os estudantes das Escolas
Cidadãs Integrais Propedêuticas e apenas para as disciplinas da área de
ciências exatas e da natureza, sendo elas: Matemática, Biologia,
Química e Física.
73
9 AsECITs (Escolas Cidadãs Integrais Técnicas) não dispõem de práticas experimentais na grade curricular,
porém, recomenda-se que, pelo menos uma das aulas semanais de cada disciplina da área de ciências
exatas e da natureza, seja realizada no laboratório.
Todas as turmas devem participar em, pelo menos uma vez por
semana, das aulas de práticas experimentais e das quatro disciplinas
durante o mês. Para tanto, é preciso que o(a) Coordenador(a)
Pedagógico(a) organize um rodízio das turmas a fim de que todas
sejam contempladas por todas as disciplinas citadas.

Quais as contribuições das atividades de Práticas


Experimentais?

• Para motivar e despertar a atenção dos(as) estudantes;


• Para desenvolver a iniciativa pessoal e a tomada de decisão;
• Para aprimorar a capacidade de observação e registro de
informações;
• Para aprender a analisar dados e propor hipóteses para os
fenômenos.

Práticas Experimentais No Contexto Remoto:

Durante o ensino remoto, as práticas experimentais deverão


seguir de modo transversal nas disciplinas da BNCC.

Práticas Experimentais No Contexto Híbrido:

Durante o ensino híbrido, as práticas experimentais deverão


seguir de modo transversal nas disciplinas da BNCC.

74
3.
OPERACIONALIZAÇÃO
E
PARTE ADMINISTRATIVA.
3. OPERACIONALIZAÇÃO E PARTE
ADMINISTRATIVA
Sobre a operacionalização e funcionamento da parte
administrativa das ECI, ECIT e ECIS, seguimos o Art. 5º da LEI Nº
10
11.100, 06 de abril de 2018 que preconiza: Os(As) Professores(as),
Coordenadores(as) Pedagógicos(as), Coordenadores(as) Administrativo-
Financeiro(a) e Diretor(a) das Escolas Cidadãs Integrais, Escolas
Cidadãs Integrais Técnicas e Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas
terão carga horária de 40 (quarenta) horas semanais, diurnas,
cumpridas obrigatoriamente na ECI, ECIT ou ECIS em que estiverem
lotados, sob o Regime de Dedicação Docente Integral - RDDI, salvo os(as)
professores(as) que porventura vierem a ser contratados em regime
especial para lecionar as disciplinas técnicas profissionalizantes nas
Escolas Cidadãs Integrais Técnicas.
Parágrafo único: Os(As) professores(as) das Escolas Cidadãs
Integrais, Escolas Cidadãs Integrais Técnicas e Escolas Cidadãs
Integrais Socioeducativas terão sua carga horária dividida da seguinte
forma:
I – 28 (vinte e oito) horas semanais em sala de aula, inclusive em
atividades multidisciplinares;
II – 12 (doze) horas semanais dedicadas a Estudos, Planejamento e
Atendimento – EPA, a serem realizadas no ambiente escolar ou em
atividades pedagógicas propostas pela escola em ambientes didáticos
planejados, estando disponíveis para, além do exercício de suas
atividades, substituir outros professores ausentes em virtude de
afastamento planejado ou não, quando necessário.

3.1 Atribuições dos Coordenador de Área Técnica

Coordenador(a) de Área Técnica:

• O(A) coordenador(a) de área técnica tem a principal função de


gerenciar o funcionamento do curso técnico apoiado pelo Trio Gestor
da Escola - sendo ele o ponto de conexão entre professores técnicos e
o trio gestor;

• Fica sob a responsabilidade a coordenação das atividades


pedagógicas inerentes à área técnica da Escola, mantendo o
alinhamento com o(a) coordenador(a) pedagógico(a);

• Contribuir com a construção e consolidação dos instrumentos de


TGE por parte de todos(as) os(as) professores(as) técnicos(as) (Guia
de Aprendizagem)

• Organizar um caderno de ata para registrar as reuniões;

10 76
Texto integral em anexo. As funções de gestor, coordenador pedagógico, CAF, coordenadores da
área comum e professores estão especificadas no documento em anexo.
• Organizar a articulação curricular junto com os(as) demais
professores(as) técnicos(as), para propor ações e atividades com
os(as) professores(as) da base nacional comum curricular;

• Atuar como ponte para intercâmbio de informações administrativas e


pedagógicas entre a Coordenação da escola e os(as) Professores(as)
técnicos(as);

• Trabalhar de forma integrada com os(as) demais Coordenadores(as)


de Área, mantendo uniformidade de ação no currículo articulado
entre BNCC e Áreas Técnicas;

• Participar das reuniões para as quais for convocado;

• Preparar e enviar, nos prazos estipulados, relatórios periódicos


avaliativos à Coordenação da escola, quando solicitados;

• Apresentar o Relatório anual de atividades da sua área de


conhecimento, incluindo as atividades de ensino e produção
científica, tecnológica e/ou artística;

• Organizar as etapas de desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de


curso: organização de orientadores(as)-orientandos(as); preparação
para banca avaliadora; organização para armazenamento de TCC;
registro no Sistema Saber;

• Avaliar a elaboração dos guias de aprendizagem e ementas das


disciplinas do curso técnico, a fim de garantir o cumprimento do
currículo, e validar juntamente com o(a) CP;

• Validação dos programas de ação dos(as) professores(as) técnicos(as);

• Em casos de substituição de professor(a) da área técnica, a primeira


opção será um(a) professor(a) da área técnica, a segunda o(a)
coordenador(a) de estágio e, por último, o(a) coordenador(a) de área
técnica.

• Estar alinhado junto ao(à) Coordenador(a)-Administrativo-


Financeiro(a) e Gestor(a) da escola a respeito das parcerias realizadas
e do andamento dos estágios para buscar melhorias contínuas nos
processos junto a escola;

• Buscar garantir o cumprimento do alinhamento entre CAF e Gestão a


respeito do andamento de Estágio e Parcerias;

77
• Zelar para que as atividades de estágio sejam articuladas com
empresas e instituições idôneas e que estas disponham de
profissionais qualificados para o acompanhamento das exigências ou
competências pertinentes à prática;

• Mapear, juntamente com o(a) CAF da Escola, os principais potenciais


do setor produtivo local relacionados ao curso de sua escola,
firmando parcerias para possíveis aulas práticas e estágios;

• Monitorar os estágios e elaborar um relatório mensal de cada


estudante, a fim de verificar e auxiliá-lo(a) em possíveis
problemáticas, bem como identificar a evolução do aprendizado
através do estágio. Garantir as informações ao(à) orientador(a) do(a)
estudante, para que ele auxilie o discente a desenvolver o relatório de
estágio;

• Orientar os(as) estudantes referente aos códigos de conduta e ética


no ambiente de trabalho;

• Coordenar e acompanhar, sempre que necessário, a dinâmica do


trabalho de estágio nos diferentes cursos, adotando medidas
necessárias para o cumprimento de suas finalidades;

• Responsável por arquivar as documentações (Termo de parceria e


documentações pessoais necessárias) dos(as) estudantes que estão
estagiando;

• Adotar estratégias de reflexão e ação, que permitam intervir na


construção qualitativa do estágio, envolvendo os segmentos
responsáveis pela sua dinâmica operacional;

• Organizar um caderno de ata para registrar visitas às empresas


parceiras e possíveis acontecimentos em que sejam necessários
registros referentes aos horários de eventuais saídas da escola. (Na
ata, deve constar a intenção da visita, duração, data e possíveis
acordos com a empresa e as assinaturas dos(as) participantes).

Carga horária:

8h(oito) de Coordenação de Área +


5h(cinco) de Coordenação de Estágio +
15h (quinze) de Aulas.
Sendo 28 (vinte e oito) horas/aula e 12h de EPA (Estudos, Planejamento
e Atendimento)

• O(A) Coordenador(a) de área técnica deve lecionar as disciplinas de


Higiene e Segurança do Trabalho; Informática Básica (disciplinas da
Formação Básica para o Trabalho) referente à todos os cursos
disponíveis na escola em que ele(a) está vinculado(a);
78
• O(A) Coordenador(a) da área técnica deve orientar os(as)
estudantes que irão realizar o Trabalho de Conclusão de Curso
em sua área de Conhecimento, em casos de Escolas com mais de
1 curso, será destinado uma carga horária específica a 1 professor
orientador de TCC.

• Caso a Escola faça a oferta de dois cursos técnicos: Administração


e Análises Clínicas, e o Coordenador de Área Técnica vinculada à
Escola seja um professor da área de Administração, será
destinado à um professor da área de Análises Clínicas, que será
orientador dos Estudantes que irão realizar o desenvolvimento de
TCC.

3.2. Reuniões de fluxo:

As reuniões de fluxo ocorrem semanalmente e visam a


garantia do monitoramento dos resultados através do
acompanhamento, avaliação e revisão das ações da equipe escolar e
seguem a seguinte agenda:
¹¹
AGENDA DE PLANEJAMENTO DAS REUNIÕES DE FLUXO SEMANAIS:

REUNIÃO RESPONSÁVEL PARTICIPANTE PAUTA

Organização Pedagógica do
Cotidiano escolar; avaliação e
Gestor + encaminhamentos da
Acompanhamento
Gestor Coordenador articulação entre BNCC, Parte
pedagógico
Pedagógico Diversificada e Parte Técnica
(Para as Ecit). Monitoramento
do programa de ação do CP.

Alinhamento e
encaminhamento dos
Currículos de cada Área.
Coordenador
Monitoramento dos programas
Acompanhamento Coordenador Pedagógico +
de ação dos coordenadores de
pedagógico Pedagógico Coordenador de
área. (No caso de Ecit
Área
alinhamento, monitoramento e
encaminhamentos das
disciplinas da Base Técnica).

Alinhamento, monitoramento e
encaminhamentos referente ao
trabalho da equipe de apoio, o
Acompanhamento zelo pela escola, a
administrativo e Gestor Gestor + CAF disponibilidade de material e
financeiro distribuição da merenda
escolar.
Monitoramento do Programa de
ação do CAF.

¹¹ Todas as reuniões de fluxo precisam acontecer semanalmente e ter registro em ATA. As reuniões 79
com os estudantes só poderão vir a acontecer quinzenalmente quando o Protagonismo estiver
fortificado na escola, em todas as suas vertentes.
Alinhamento de funções,
encaminhamentos da equipe de
Acompanhamento CAF + Equipe apoio, o zelo pela escola, o
CAF
administrativo de apoio cumprimento de horários.

Alinhamento, monitoramento e
CP + encaminhamentos referentes
Acompanhamento Coordenador ao trabalho nas aulas de PV.
professores de
Projeto de Vida Pedagógico Monitoramento do Programa de
PV
ação do professor de PV.

Alinhamento, monitoramento e
CP + encaminhamento referente ao
Acompanhamento Coordenador trabalho com EO.
professores de
Estudo Orientado Pedagógico
EO

Alinhamento, monitoramento
CP + da aplicação de Propulsão,
Acompanhamento Coordenador levantamento de resultados e
professores de
Propulsão Pedagógico monitoramento das habilidades
Propulsão
adquiridas.

Alinhamento e
encaminhamento dos
Currículos da área de
linguagens. Monitoramento dos
Coordenador CA + programas de ação dos
Planejamento da
da área de professores de professores da área de
área de linguagens
linguagens linguagens linguagens. Formação
continuada sobre as bases do
modelo, planejamento de aulas
e atividades e atualização do
sistema saber.
Alinhamento e
encaminhamento dos
Currículos da área de ciências
Coordenador CA + da natureza e exatas.
Planejamento da da área de professores de Monitoramento dos programas
área de ciências da ciências da ciências da de ação dos professores de
natureza natureza e natureza e ciências da natureza e exatas.
exatas exatas Formação continuada sobre as
bases do modelo, planejamento
de aulas e atividades e
atualização do sistema saber.
Alinhamento e
encaminhamento dos
Currículos da área de
humanas. Monitoramento dos
Coordenador CA +
Planejamento da programas de ação dos
da área de professores de
área de humanas professores de humanas.
humanas humanas
Formação continuada sobre as
bases do modelo, planejamento
de aulas e atividades e
atualização do sistema saber.


80
Alinhamento e encaminhamento
dos Currículos da área técnica.
Monitoramento dos programas de
Planejamento da ação dos professores da área
Coordenador da CA + professores
área técnica (apenas técnica.
área técnica da área técnica
para as ECIT) Formação continuada sobre as
bases do modelo planejamento de
aulas e atividades e atualização
do sistema saber.
CP + CA + Elaboração e alinhamento da
Reunião de
professores articulação curricular entre a
articulação Coordenador da
responsáveis BNCC e a Base técnica.
curricular (apenas área técnica
pela articulação
para as ECIT)
no bimestre
Discussão sobre necessidades
Gestor + Líderes dos estudantes e da escola;
Liderança de turma Gestor e vice-líderes de resultados de aprendizagem;
turma formação em liderança servidora
e protagonismo.
Acompanhamento dos planos de
Gestor +
ação dos clubes; monitoramento
Clubes de Presidentes de
Gestor do percentual de adesão dos
Protagonismo Clube de
estudantes aos clubes; agenda de
protagonismo
atividades dos clubes.

CAF + Acompanhamento parcerias,


Acompanhamento
CAF Coordenador de acompanhamento da
de Parcerias
Estágio formalização das parcerias.

CAF + Acompanhamento do
Acompanhamento
CAF Coordenado de desenvolvimento dos estágios dos
de Estágio
Estágio estudantes.

Acompanhamento Gestor + CAF + Resultados e monitoramento das


de Parcerias e Gestor Coordenador de parcerias e estágios
Estágio Estágio desenvolvidos junto a escola.

Acompanhamento, Gestor + Alinhamento e monitoramento de


pedagógico, Coordenador necessidades da comunidade
Gestor
administrativo e Pedagógico + escolar.
financeiro CAF

Alinhamento e monitoramento,
Acompanhamento Gestor + CAF +
encaminhamentos de compras e
administrativo e Gestor Presidente do
necessidades da comunidade
financeiro Conselho
escolar.

81
4. INSTRUMENTOS DE
TECNOLOGIA DE GESTÃO
EDUCACIONAL
TGE
4. INSTRUMENTOS DE TECNOLOGIA DE GESTÃO
EDUCACIONAL – TGE

A TGE é uma maneira de assegurar um cotidiano para que a


escola se organize e coloque os conhecimentos da equipe escolar a
serviço do Projeto de Vida do(a) estudante, que deve ser o foco de todas
as ações. A TGE tem como objetivo integrar tecnologias na rotina
escolar, tendo em vista que pedagógico e gestão trabalham juntos na
Escola Cidadã Integral e são indissociáveis para alcançar metas e
objetivos planejados.

4.1. Instrumentos Gestão à Vista

Partindo do pressuposto de que no Modelo da Escola Cidadã


Integral o conceito de gestão permeia toda a escola, ao garantir o
desenvolvimento da premissa da corresponsabilidade, que visa o
comprometimento de todos(as) com o cumprimento dos objetivos da
comunidade, são designados “gestão à vista” aqueles instrumentos de
TGE que devem ser expostos na escola para toda a equipe escolar, de
modo a garantir o alinhamento e monitoramento das ações pedagógicas
e administrativas.
Em período remoto, os(as) estudantes e professores(as) estão
trabalhando em home office, portanto, é importante que estes
instrumentos estejam de fácil acesso e compartilhados com a equipe
escolar.

4.1.1.Plano de Ação Escolar

Instrumento de TGE que contém o planejamento geral das ações a


serem desenvolvidas na escola (fundamentado no Plano de Ação da
SEECT) dentro de cada premissa do Modelo e articulando objetivos,
prioridades e estratégias a fim de alcançar as metas atribuídas dentro
dos mais diversos indicadores. O Plano de ação é anual, contudo, deve
ser revisado a cada bimestre, garantindo o preenchimento do quadro de
monitoramento do Plano de ação .
O Plano de ação deve ser construído com toda a equipe escolar,
incluindo os(as) professores(as) da área técnica, sob a liderança do(a)
Gestor(a) Escolar. O Plano de Ação é o Projeto de Vida da Escola. Sendo
assim, deve ser considerado onde a escola se encontra e onde ela quer
chegar.
Durante a elaboração, deve ser concebida toda a história da
escola e da comunidade, que servirão de base e elementos para a
construção e registro dos aprendizados. Após a elaboração, o Plano de
ação deve ser validado por toda a equipe escolar e disposto em lugar
estratégico da escola a fim de que a comunidade escolar tenha acesso
ao instrumento.

12 83
Ver mais detalhadamente no subitem 4.1.7.
O Plano de Ação deverá sempre estar exposto, ao fim da sua
construção e sempre que houver atualizações. A escola, por sua vez,
deverá conhecer o instrumento e sua intencionalidade.
Para contemplar a atual realidade em que vivemos, é importante
que as escolas construam estratégias que abarquem o Ensino Remoto
e as características da comunidade escolar em seus Planos de Ação,
para que possam ser desdobradas em ações contextualizadas nos
Programas de Ação e com reais impactos nos resultados escolares.
Sempre adequando tais estratégias às Prioridades em questão dentro de
suas respectivas Premissas.

O instrumento citado só terá efetividade na escola a partir do


monitoramento das ações pensadas (que fica sob a responsabilidade
do(a) Gestor(a)) e sua operacionalização deve se dar a partir dos
programas de ação.

Em tempo, ressaltamos que para o ano letivo de 2021 não serão


utilizados nem o plano estratégico nem o programa estratégico. Portanto,
utilizaremos apenas o plano de ação e o programa de ação.

84
4.1.2. Agenda Bimestral

A Agenda Bimestral é um instrumento de planejamento das


atividades na escola de modo a garantir que o currículo não sofra
prejuízo no seu cumprimento. O(A) Gestor Escolar, junto com o(a)
coordenador(a) pedagógico(a) e coordenadores(as) de área, deve definir a
agenda bimestral considerando os dias letivos, feriados, eventos
estaduais e municipais, formações ofertadas pela SEECT entre outros,
de modo a articular as aulas, garantindo que nenhuma disciplina sofra
algum comprometimento no cumprimento do currículo.
As Ações presentes nos Programas de Ação da equipe escolar
também são englobadas na agenda bimestral e, consequentemente,
monitoradas com vista a movimentar o Ciclo de Melhoria Contínua.
Durante o Período Remoto o instrumento possui grande importância,
pois auxilia a equipe na organização do planejamento escolar em um
momento em que todos estão distantes uns dos outros.
A CEEI encaminha, semestralmente, as pautas de planejamento
para todas as escolas. Nelas, estão apresentadas as atividades da
SEECT que impactam a Rede e, portanto, devem ser consideradas na
formulação das agendas bimestrais pelas Escolas Cidadãs Integrais.

A partir da agenda bimestral, a gestão expõe para a comunidade


escolar as atividades planejadas no mês. Trata-se de um instrumento
que tem como principal objetivo manter a comunicação entre toda a
comunidade escolar, disponibilizando o acesso à agenda mensal de
atividades a serem desenvolvidas na escola.
O calendário mensal, que é construído a partir da agenda
bimestral, deve estar disposto em local estratégico das dependências da
escola de modo que seja visível a todos(as) ou, em caso de home office,
acessível e compartilhado com a equipe e comunidade escolar. Deve
constar, no calendário, as datas das reuniões de fluxo, formações, ciclos
de acompanhamento formativo, simulados, etc.

85
4.1.3. Quadro de Monitoramento de Frequência

O Monitoramento de Frequência é atividade estratégica crucial


para o atingimento dos indicadores de resultado do Plano de Ação,
levando em consideração que nenhuma ação dentro da escola terá
sentido caso o estudante, nosso foco, não esteja frequentando a escola
de modo integral. Dessa forma, o instrumento “Quadro de
Monitoramento de Frequência” é um auxílio não apenas na garantia
desse monitoramento, mas é também considerado um espaço de
protagonismo, visto que os(as) líderes de turma colaboram diretamente
com a sua manutenção.
O quadro de monitoramento de frequência deve estar
disponibilizado em um lugar visível da escola e de fácil acesso e deve
seguir o modelo padrão das Escolas Cidadãs Integrais, contemplando as
turmas e espaço específico para anotação diária (manhã e tarde) do total
de estudantes faltantes em cada turma.
Esse registro servirá também para que a equipe da cozinha
organize o total de alimentos que precisa preparar e ajudará ao(à)
gestor(a) escolar na corresponsabilidade das famílias quanto ao
cumprimento da assiduidade dos(as) estudantes.

4.1.3.1. Monitoramento de Frequência durante a Educação Remota e


Híbrida:

Um importante passo que precisamos dar no decorrer da


Educação Remota em nosso estado no que se refere ao monitoramento
dos(as) estudantes participativos na Educação Remota é que, a partir
de agora, não apenas iremos visualizar o quantitativo de estudantes que
têm acesso à Plataforma Google Classroom e os que possuem acesso ao
ensino por outros meios, mas sim, temos que despertar na rede um
monitoramento sistemático e nominal, de quais são esses(as)
estudantes, (em cada uma das turmas) e qual o tipo de acesso que eles
possuem ao seu aprendizado.

86
Para tal, propomos um modelo Fluxo de Monitoramento de
Frequência adaptado à Educação Remota. As orientações abaixo são
uma opção que os(as) gestores(as) podem seguir para acompanhar a
frequência de seus(as) estudantes durante a pandemia. A escola, caso
possua instrumento próprio para tal, não precisa seguir o aqui exposto.
Todavia, é OBRIGATÓRIO que a gestão possua ao menos algum
instrumento de monitoramento, seja o modelo exposto ou um arquivo
próprio.

ORIENTAÇÕES PARA MONITORAMENTO DE FREQUÊNCIA REMOTA

É de responsabilidade do(a) Gestor(a) Escolar o controle do Fluxo


de Monitoramento de Frequência dos(as) estudantes (assim como seria
durante o período presencial), só que, dessa vez, estamos trazendo um
modelo mais adequado à educação remota, para que seja possível
monitorar a participação dos(as) estudantes a nível escolar como também
a nível de rede.
O monitoramento de frequência pode ser realizado através de uma
Planilha (cujo modelo está disponível no Drive da CEEI) e alimentado
pelo(a) Gestor(a) semanalmente (a partir do monitoramento realizado
pelos(as) Professores(as) de Matemática em todas as turmas e anos da
escola, caso haja vacância, pelos(as) professores(as) de Língua
Portuguesa), com base na frequência do Componente Curricular de
Matemática (por ser uma disciplina com carga horária mais alta em
relação às outras e cujos(as) estudantes da nossa rede apresentam
resultados mais baixos nas avaliações externas. Em caso de vacância,
utilizar-se da disciplina de Língua Portuguesa).
A gestão precisa editar nas Abas as turmas que a escola possui e,
dentro delas, os seus estudantes matriculados (matrícula, nome, tipo de
acesso, mês e semanas) para que assim, seja possível iniciar o
acompanhamento semanal sugerido.
O(A) gestor(a) escolhe dentre as opções:
P = O(A) estudante fez alguma coisa naquela semana
F = O(A) estudante não realizou nada na semana
S/A = Escolher essa opção em dois casos:
● Primeiro caso: se o(a) estudante não tem acesso a nenhum tipo de
atividade
● Segundo caso: se o(a) estudante tem acesso tranquilamente, mas
por algum motivo de força maior (problemas nas plataformas ou o(a)
estudante recebeu a impressão mas ainda não devolveu pois o prazo
foi estendido) naquela semana não pôde cumprir com as suas
atribuições mas na próxima voltará a estar ativo.

87
Ressaltamos que as planilhas supramencionadas são de
responsabilidade dos(as) gestores(as) escolares, de modo que os(as)
professores(as) farão esse monitoramento de frequência via sistema
SABER, seguindo a orientação de que se um(a) estudante realiza pelo
menos uma atividade (síncrona ou assíncrona) ou participa de aulas on-
lines, em uma semana de aula, para este(a) estudante será computada a
frequência como presente em todas as aulas da semana. Assim, só será
computada a ausência dos(as) estudantes que não tenha realizado
nenhuma atividade, nem comparecido a nenhum encontro (via Meet, por
exemplo).

Em caso de transferência: O(A) gestor(a) destaca o nome do(a)


estudante em vermelho.
Vale salientar que o(a) Gestor(a) preenche o campo de presença
apenas uma vez a cada semana (em cada turma e ano). Não importa
quantas aulas ou atividades tenham em uma determinada classe (esse
monitoramento mais detalhado deve ser feito seguindo a
macroestrutura), essa planilha colhe apenas a seguinte informação:
naquela semana, o estudante com acesso à Educação Remota
participou em alguma medida ou não fez absolutamente nada?
O(A) Gestor(a) apenas seleciona dentre as opções viáveis
disponíveis na coluna seguindo o tutorial da primeira Aba da Planilha.
É um procedimento simples, rápido e prático.

Link para download do modelo no Drive das ECI


https://docs.google.com/spreadsheets/d/1KUv9sO4cN-
K1qYhHDD4bKQdtd1jzsJ1W/edit#gid=1314247833

4.1.4. Cardápio

Na ECI, há oferta de três refeições diárias: lanche da manhã,


almoço e lanche da tarde. A responsabilidade pela garantia da qualidade
dessas refeições é do(a) Coordenador(a) administrativo financeiro(a), que
também precisa receber resultados a respeito da aceitação dessas
refeições por parte dos(as) estudantes.
Além do monitoramento a respeito da aprovação do cardápio, o(a)
CAF, junto com a equipe da cozinha, precisa manter contato direto com
os(as) estudantes, primando pelo valor da transparência. Portanto, deve
haver, impreterivelmente, nos arredores do refeitório a exposição do
cardápio semanal da escola. Este precisa estar atualizado e ser seguido
inteiramente. Caso venha a ocorrer qualquer mudança no cardápio,
todos(as) os(as) estudantes precisam ser informados(as) dessa mudança,
assim como os motivos que a provocaram.

88
4.1.5. Macroestrutura – Sistema de Comunicação

A denominada “Macroestrutura” ou “Sistema de Comunicação” é


um conceito de TGE de extrema importância para o pleno alinhamento
entre as funções da equipe escolar, garantia do efetivo monitoramento
e da efetivação do movimento do Ciclo Virtuoso.

No Modelo da Escola Cidadã Integral, todos são gestores dentro


da sua área de atuação e precisam se compreender dessa forma. O(A)
Gestor(a) Escolar tem, como função principal, o monitoramento dos
resultados da escola em todas as cinco premissas do modelo,
garantindo o cumprimento dos seus objetivos.
Ao compreender que a liderança servidora deve permear todas
as áreas dentro da escola, todos se articulam para garantir o alcance
desses resultados, compreendendo que o cumprimento das metas só
se efetiva com a contribuição de cada um. Para tanto, a comunicação
efetiva é primordial.
Dessa forma, a macroestrutura precisa estar exposta na escola
de modo convidativo, e deve ser compreendida por toda a equipe
escolar. Também é primordial que a Macroestrutura esteja preenchida
com os dados da escola e seu pessoal no Plano de Ação da escola,
para que não haja dúvidas quanto aos respectivos alinhamentos e
atribuições da equipe, facilitando, inclusive, a sua visualização
durante o home office.

89
4.1.5.1 Macroestrutura das ECI Socioeducativas

4.1.6. Quadro de Monitoramento do Plano de Ação

O Quadro de Monitoramento do Plano de Ação é um instrumento


de TGE que visa o monitoramento dos indicadores de processo
elencados no Plano de Ação da escola. Além de ser preenchido antes do
Ciclo de Acompanhamento com os dados que representem o recorte
daquele momento, também deve ser consolidado sempre que o
bimestre for concluído. É responsabilidade do(a) gestor(a) garantir a
consolidação dos dados e, em seguida, transformar esses resultados
em informações que devem nortear o planejamento das ações do
bimestre seguinte pela equipe escolar, que articulará seus Programas
de Ação de acordo com as necessidades de cumprimento das metas.

90
4.2. Programa de Ação

O Programa de Ação é um instrumento que visa articular as


estratégias do Plano de Ação escolar (sejam elas para o ensino presencial
e/ou remoto) a fim de estruturar enfoques (dentro de cada área de
atuação) que colaborem para a efetivação das metas pactuadas com o
plano de ação. Cada profissional (gestor(a), coordenador(a) pedagógico(a),
coordenador(a) administrativo-financeiro(a) e professores(as)) deve
elaborar o programa de ação de acordo com sua atuação,
bimestralmente.
A sequência para elaboração do programa de ação deve seguir a
seguinte ordem:

1.Professores(as) da Base Comum e Base Técnica;


2.Coordenadores(as) de área da Base comum e Base Técnica;
3.Coordenador(a) Pedagógico(a);
4.Gestor(a).

91
O(A) CAF precisa entregar também o seu programa de ação
ao(à) Gestor(a) que, só após receber o P.A. do(a) CAF e do(a) CP deverá
elaborar o seu. Trata-se de uma responsabilidade de cada profissional
monitorar o seu programa de ação, assim como é responsabilidade da
coordenação de área monitorar os P.A. dos(as) professores(as) da sua
área; bem como do(a) Gestor(a) monitorar os P.A. do(a) CP e do(a)
CAF.

92
5. CICLO DE
ACOMPANHAMENTO
FORMATIVO
5. CICLO DE ACOMPANHAMENTO FORMATIVO

O acompanhamento e monitoramento das Escolas Cidadãs


Integrais ocorrem por meio dos Ciclos de Acompanhamento
Formativo que acontecem, presencialmente, nas escolas. Durante o
ciclo, a dupla de consultores (Gestão e Pedagógico), acompanhados
pelo assessor regional, passam o dia na escola, seguindo uma pauta
previamente estabelecida a fim de orientar e apoiar na implantação e
sustentabilidade do Modelo.
Os Ciclos também estão ocorrendo durante a pandemia, de
maneira 100% online, onde os(as) Consultores(as) analisam os
instrumentos disponibilizados pela escola previamente, via assessoria
regional e, em seguida, conversam com a gestão, equipe escolar e
estudantes perpassando os indicadores da escola com vistas a
reconhecer boas práticas e construir recomendações de melhoria em
pontos de fragilidade.
No Ciclo, deve se fazer presente, durante todo o dia, a Gestão
Escolar (Gestor(a), CP, CAF e Secretário(a)) e os(as) Coordenadores(as)
de Área. Os(As) professores(as) que estiverem sem aula devem se
fazer presentes nos momentos livres e podendo retornar às suas
atividades, quando necessário.
O desenvolvimento do ciclo na escola se dá a partir da seguinte
pauta:

• Acompanhamento da Rotina da Escola;


• Reunião com a Equipe Gestora e Equipe Escolar;
• Encontro com os(as) estudantes, com os(as) líderes de turma e
presidente de Clubes (se já organizados);
• Sessão de fechamento com a equipe escolar e entrega/leitura do
relatório.

O relatório deixado na escola deve ser apresentado a toda


equipe escolar, os pontos de atenção devem ser discutidos e as
recomendações colocadas em práticas para os ajustes necessários a
fim de corrigir os problemas detectados em busca do ciclo de
melhoria contínua.

93
6. ESCOLAS CIDADÃS
INTEGRAIS TÉCNICAS
6. ESCOLAS CIDADÃS INTEGRAIS TÉCNICAS

6.1. Matrizes e Quadro de Professores(as) Técnicos(as)

6.1.1. Contratação de Professores Técnicos

Os(As) professores(as) técnicos(as) são vinculados às disciplinas


técnicas mediante a necessidade de cada escola. Anualmente, a gestão
escolar deve elaborar o planejamento para o cumprimento das
disciplinas, sendo enviado o quadro para as Gerências Regionais com
a real necessidade de ocupação.
Vale salientar a obrigatoriedade da compreensão das matrizes
de cada curso técnico disponível nas Escolas Cidadãs Integrais
Técnicas e seus respectivos componentes curriculares, compondo
assim, o quadro de horário do(a) professor(a).

Os assuntos referentes à contratação de professores(as) são


tratados junto às Gerências Regionais.

6.1.2. Matrizes dos Cursos Técnicos

As matrizes dos cursos técnicos estão disponíveis para acesso


conforme aparece no quadro. Vale salientar que é de responsabilidade
da escola reconhecer o período de uso (identificado em cada matriz)
para utilização na escola.
As matrizes de 2019, devem ser utilizadas pelas turmas de
2º e 3º ano dos anos de 2021 e 2022, enquanto as matrizes de
2021 serão utilizadas pelas turmas de 1º ano técnico no ano de
2021 e nos anos seguintes até novas orientações.

Para acesso das matrizes, clique nos links à direita do quadro:

95
EIXOS CURSOS ACESSO
Análises Clínicas;
Ambiente e Saúde LINK
Meio Ambiente
Eletrônica;
Controle e Processos Mecânica;
LINK
Industriais Sistemas de Energia
Renovável
Administração;
Marketing;
Logística;
Gestão e Negócios Comércio; LINK
Contabilidade;
Vendas;
Secretariado
Informática
Informática para internet
Informação e Manutenção e Suporte em
LINK
Comunicação Informática
Programação de Jogos
Digitais
Infraestrutura Edificações LINK
2019-2022 Agroindústria
Panificação e Confeitaria
Produção Alimentícia LINK
Processamento de Pescado
Apicultura
Design de Calçados
Design de interiores
Produção Cultural e
Design de Móveis LINK
Design
Instrumento Musical
Produção de Moda
Têxtil
Produção Industrial LINK
Vestuário
Agroecologia
Agronegócio
Recursos Naturais Aquicultura LINK
Apicultura
Mineração
Segurança Segurança do Trabalho LINK
Eventos
Cozinha
Turismo,
Guia de Turismo LINK
Hospedagem e Lazer
Hospedagem
Restaurante e Bar
EIXOS CURSOS LINK

Análises Clínicas;
Ambiente e Saúde LINK
Meio Ambiente
Eletrônica;
Controle e Processos Mecânica;
LINK
Industriais Sistemas de Energia
Renovável
Administração;
Marketing;
Logística;
Gestão e Negócios Comércio; LINK
Contabilidade;
Vendas;
Secretariado
Informática
Informática para internet
Informação e Manutenção e Suporte em
LINK
Comunicação Informática
Programação de Jogos
Digitais

Infraestrutura LINK
2021- Edificações
Atual Agroindústria
Panificação e Confeitaria
Produção Alimentícia LINK
Processamento de Pescado
Apicultura
Design de Calçados
Design de interiores
Produção Cultural e
Design de Móveis LINK
Design
Instrumento Musical
Produção de Moda

Produção Industrial Têxtil LINK


Vestuário
Agroecologia
Agronegócio
Recursos Naturais Aquicultura LINK
Apicultura
Mineração

Segurança LINK
Segurança do Trabalho
Eventos
Cozinha
Turismo, Hospedagem
Guia de Turismo LINK
e Lazer
Hospedagem
Restaurante e Bar
A organização das matrizes, no que se diz respeito a parte de
Formação Profissional é dividida em semestres,

6.1.3. Trabalho de Conclusão de Curso

Dos Objetivos do trabalho de conclusão de curso nas escolas


técnicas:

1. Desenvolvimento da capacidade de aplicação dos conceitos e das


teorias adquiridas durante o curso técnico de forma integrada
através da execução de um projeto de pesquisa;

2. Desenvolvimento das capacidades do(a) estudante em termos de


planejamento, no intuito de resolver problemas dentro da área de
formação específica do mesmo;

3. Despertar o interesse pela pesquisa através das práticas de


resolução de problemas;

4. Desenvolvimento de habilidades de redação de trabalhos acadêmicos


e de artigos técnicos a partir do emprego da linguagem adequada a
textos de caráter acadêmico, respeitando a gramática e ortografia da
língua portuguesa, bem como as normas de apresentação e
formatação aplicáveis;

5. Desenvolver nos(as) alunos(as) as habilidades de expressão pública,


visando apresentar e defender suas propostas e seus trabalhos
perante bancas examinadoras e plateia, utilizando de linguagem,
postura e voz adequadas;

6. Estimular a construção de conhecimento coletivo com forte base


teórica.

Dos(as) Professores(as)-Orientadores(as):

1. A carga horária de 20 horas semanal para o cumprimento do


Trabalho de Conclusão de Curso é para o(a) estudante, para a carga
horária de orientação do professor não se atribui carga horária
específica.

2. Para fins de registro de frequência, aula e nota no Sistema Saber é


atribuído a Carga Horária de 1h semanal ao Coordenador de Área.

3. As orientações para o Trabalho de Conclusão de Curso dos cursos


técnicos vinculados às Escolas Cidadãs Integrais Técnicas do Estado
da Paraíba devem ser de responsabilidade prioritariamente dos
professores técnicos vinculados à escola, podendo ser incluído, caso
haja necessidade e disponibilidade, dos professores da Base
Nacional Comum Curricular.
98
4. A vinculação ao(à) professor(a) técnico(a) é devido ao fato da vivência
mais técnica com à área de educação profissional do(a) estudante,
favorecendo na compreensão e no debate .

5. O(A) professor(a) deve organizar a sua agenda de orientação, dentro


do período de planejamento, a partir de encontros com seus estudantes
a fim de contribuir com o desenvolvimento do trabalho ao longo do
percurso de construção do TCC;

a. O(A) professor(a) deve, acompanhar o desenvolvimento do


TCC, durante o período de execução em termos de coerência
lógica, fundamentação teórica, relevância social, científica e
metodológica, junto ao(à) estudante;

b. O(A) professor(a)/orientador(a) do(a) estudante deve ser


Presidente da Banca avaliadora, junto com outros(as)
professores(as) convidados(as), que irão realizar a avaliação
final do trabalho de conclusão de curso;

c. Ser o(a) responsável pela frequência dos(as)


seus(suas) orientandos(as) com relação à participação nos
encontros de orientação, como também em todo o
desenvolvimento do trabalho.

d. O(A) professor(a)-orientador(a) deve manter contato contínuo


com o(a) Tutor(a) do(a) estudante reportando faltas, não
continuidade do trabalho, que junto com a Gestão Escolar,
buscarão estratégias de apoio a este(a) estudante nesse
momento.

Da Banca Avaliadora:

1. A banca avaliadora será composta por:

a. O(A) professor(a)-orientador(a), como presidente da banca;

b. Dois(duas) professores(as) vinculados(as) à escola e que


possam colaborar e avaliar o desempenho do estudante no
Trabalho de Conclusão de Curso;

2. Deve-se registrar a execução da Banca em uma ata, devendo ser


assinada por todos os membros da Banca e pelo(a) estudante
submetido à avaliação.

99
7. ESCOLAS CIDADÃS
INTEGRAIS
SOCIOEDUCATIVAS
APRESENTAÇÃO

O conceito de socioeducação surge no Estatuto da Criança e do


Adolescente, no qual são abordados os tipos de medidas
socioeducativas - ações do poder público destinadas a adolescentes
que cometem atos infracionais¹. As medidas² vão de advertências,
reparação dos danos causados, prestação de serviços à comunidade
até a internação em estabelecimento educacional. Nesses
estabelecimentos, os adolescentes podem cumprir medidas em regime
de semiliberdade ou privação de liberdade. No sentido de garantir o
direito à educação, os centros de atendimento socioeducativo para o
cumprimento de medidas em regime fechado possuem em sua
estrutura espaços destinados ao atendimento escolar, contando com
salas de aula, quadra esportiva, sala de professores, diretoria escolar,
entre outros.

Os adolescentes que frequentam essas escolas estão em


cumprimento da Medida Provisória (que pode durar até quarenta e
cinco dias) ou da Medida de Internação (que pode durar de seis meses
a três anos). A idade para internação segue a definição do Estatuto da
Criança e do Adolescente para adolescência: a pessoa “entre doze e
dezoito anos de idade” (Art. 2º). Além do atendimento escolar, o
sistema socioeducativo envolve profissionais do direito, saúde,
assistência social, segurança e da educação. No Estado da Paraíba, a
garantia do atendimento socioeducativo a esses adolescentes e jovens
é atribuição da Secretaria de Desenvolvimento Humano (SEDH)
através da Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente
Alice de Almeida (FUNDAC).

O Modelo da Escola da Escolha foi implementado através do


Programa de Ensino Integral da Rede Estadual da Paraíba em julho de
2017 nas seis unidades de atendimento socioeducativo da FUNDAC,
estando situados em João Pessoa o Centro Educacional do
Adolescente (CEA), Centro Socioeducativo Edson Mota (CSE), Centro
Educacional do Jovem (CEJ), Casa Educativa Rita Gadelha; Em Lagoa
Seca o Lar do Garoto e, em Sousa, o CEA Sousa. O documento
norteador utilizado na implementação intitulava-se Uma Janela para o
Futuro e contava com as primeiras diretrizes para o atendimento
escolar em período integral.

¹ O Artigo 103 do Estatuto da Criança e do Adolescente conceitua ato infracional


a conduta descrita como crime ou contravenção penal.

²Entende-se por medidas socioeducativas as previstas no Artigo 112 do Estatuto


da Criança e do Adolescente.
Devido ao alto índice de distorção idade-série³ identificado nos
estudantes que chegam ao sistema socioeducativo, foi adotada a
modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para o atendimento
escolar nas unidades de internação, visando contribuir para a
diminuição dessa distorção. Nessa modalidade, a seriação se organiza
por ciclos com duração de um ano, os quais correspondem aos anos e
séries do Ensino Regular:

CICLO I - 1º ao 2º ano do Ensino Fundamental;


CICLO II - 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental;
CICLO III - 6º ao 7º ano do Ensino Fundamental;
CICLO IV - 7º ao 8º ano do Ensino Fundamental;
CICLO V - 1ª a 2ª série do Ensino Médio;
CICLO VI - 3ª série do Ensino Médio.

As práticas educativas e Metodologias de Êxito do Modelo da


Escola da Escolha estão em consonância com as diretrizes pedagógicas
presentes na lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo
(SINASE), as quais têm como objetivo a contribuição para a formação
de “um cidadão autônomo e solidário, capaz de se relacionar melhor
consigo mesmo, com os outros e com tudo que integra sua
circunstância e sem reincidir na prática de atos infracionais” (Lei nº
12.594 de 2012, capítulo VI).

O presente guia destina-se aos profissionais da educação que


trabalham com as Escolas em funcionamento nos centros de
atendimento socioeducativo do Estado da Paraíba, sejam professores,
coordenadores pedagógicos, gestores, funcionários da Secretaria de
Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia e a comunidade em
geral. As informações e orientações aqui apresentadas são um
aprofundamento das Diretrizes Operacionais das Escolas Cidadãs
Integrais, com o objetivo de delinear a forma como o modelo se
materializa por meio do Programa de Ensino Integral da Rede Estadual
nas Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas, auxiliando na
compreensão e execução dos processos formativos que ocorrem nesses
espaços.

Objetivos específicos das ECIS

a) Contribuir para a ressocialização dos jovens e adolescentes em


cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado por meio da
oferta de ensino integral visando a formação de estudantes autônomos,
solidários e competentes;

b) Promover ações para incentivar ou resgatar o interesse desses


estudantes pelos estudos, de modo a reduzir as taxas de reprovação,
bem como acompanhar a sua evolução no âmbito das escolas em
tempo integral;

³ De acordo com a Coordenação do Eixo Educação da FUNDAC, mais


de 90% dos estudantes estão fora da série adequada para sua idade
c) Aplicar metodologias, estratégias e práticas educativas inovadoras
introduzidas e consolidadas pela equipe de implantação do Programa
de Educação Integral, em sintonia com as especificidades do sistema
socioeducativo, assegurando aos estudantes as condições para a
construção dos seus Projetos de Vida.

d) Incorporar nas práticas educativas a abordagem a temas


transversais, desconstruindo e reconstruindo valores de modo a
ressignificar a identidade dos estudantes enquanto sujeitos
apropriados de seus direitos.

e) Reconhecer a singularidade e as diferenças, bem como valorizar as


identidades desses adolescentes e jovens, enfrentando toda forma de
discriminação, com especial atenção às dimensões sociais,
geracionais, raciais, étnicas e de gênero.
ROTINAS E PRÁTICAS EDUCATIVAS

Pedagogia da Presença

A Pedagogia da Presença fundamenta a relação educador-


educando. Segundo o Nas Escolas Cidadãs Integrais Socioeducativas,
os momentos de convivência ultrapassam as paredes da sala de aula e
assim são criadas novas oportunidades de fortalecer o processo de
ensino e aprendizagem, da mesma forma que nas escolas em meio
aberto.

Nas ECI Socioeducativas, há detalhes que precisam de atenção


especial. É recomendável ao professor da ECIS que busque
compreender seu papel nesses espaços no tocante à sua importância e
limites. Por se tratar de um contexto de privação de liberdade, o
campo de atuação do professor deve estar restrito à escola, pois as
relações pessoais externas dos estudantes (com familiares e
profissionais de outras áreas) durante o cumprimento da medida
socioeducativa são conduzidas pela FUNDAC.

Há, no entanto, outras formas do(a) professor(a) da ECIS se


fazer presente na vida escolar do(a) estudante: como o engajamento
nas metodologias de êxito, como Tutoria, Clubes de Protagonismo,
Acolhimento, Plantão Pedagógico, Eletivas e eventos culturais ou
recreativos. Dessas formas, a contribuição do professor para a
formação dos estudantes se torna muito mais efetiva e intencional.

Presença Educativa no SINASE:

Fazer-se presente na ação socioeducativa


dirigida ao(à) adolescente é aspecto fundamental
para a formação de um vínculo. A presença
construtiva, solidária, favorável e criativa
representa um passo importante para a
melhoria da qualidade da relação estabelecida
entre educadores(as) e adolescentes.
Neste sentido, a exemplaridade é aspecto fundamental.
Educar - particularmente no caso de adolescentes, - consiste em
ensinar aquilo que se é. Portanto, a forma como o programa de
atendimento socioeducativo organiza suas ações, a postura dos
profissionais, construída em bases éticas, frente às situações do dia-a-
dia, contribuirá para uma boa atitude cidadã do(a) adolescente.

Entenda mais sobre Pedagogia da Presença no modelo da Escola da Escolha


no Caderno 2, Princípios Educativos.

Acolhimento

O Acolhimento é a “porta de entrada” da realização do Projeto de


Vida. Ele se destina à equipe escolar, aos Pais e Responsáveis e aos
Estudantes. Nas ECI Socioeducativas, esses momentos são conduzidos
pelas equipes de professores(as), mas sempre na perspectiva de incluir
os(as) estudantes, colocando-os(as) como centro do processo. Deve-se
ter em mente o desenvolvimento da autonomia desses(as) estudantes,
sempre oportunizando o protagonismo. Sempre que houver a
possibilidade de um ou mais estudantes estarem à frente dos
Acolhimentos, deve-se fazer o possível para que isso aconteça. Para
isso, é importante que todas as questões de segurança estejam
previamente alinhadas com as direções das unidades.

O Acolhimento Diário é direcionado aos(às) Estudantes e,


conforme a nomenclatura, deve ser realizado todos os dias para cada
turma que entra nos espaços de aprendizagem da escola - uma vez que,
nessas escolas, os(as) estudantes são conduzidos(as) de seus
alojamentos para os locais de estudo. Seja a primeira aula do dia na
sala de aula, na quadra, na biblioteca ou no auditório, o Acolhimento
Diário precisa acontecer.

É preferível que o Acolhimento Diário aconteça em um local por


onde os(as) estudantes passem antes de entrarem nos espaços de
aprendizagem. No entanto, a dinâmica para esse momento pode variar
de acordo com a disponibilidade de espaço e questões de segurança de
cada unidade. Caso necessário, pode acontecer dentro da própria sala
de aula.

Além do início das aulas, o Acolhimento também deve ser realizado


nas Culminâncias das Eletivas e nos eventos de caráter cultural ou
alusivos às datas comemorativas.

Para mais informações sobre Acolhimento Diário, consulte o Volume 3 dos


Cadernos de Formação: Rotinas e Práticas Educativas.
Protagonismo Juvenil

As práticas educacionais devem ser pautadas na participação do(a)


adolescente em seu processo formativo, pensando nesse(a) estudante
como protagonista do Projeto de Vida que está sendo construído.
Partindo da perspectiva aberta para o futuro, deve-se criar espaços para
que os(as) socioeducandos(as) primeiramente se aceitem e
compreendam como são e, só então, iniciem uma transformação
naquilo que almejam ser.

As ações devem promover a manifestação de suas potencialidades,


privilegiando o desenvolvimento de habilidades como ponderação,
análise de problemas, trabalho em grupo, planejamento, liderança,
tomada de decisões, (auto)avaliação, relação com os outros e resolução
de conflitos de forma pacífica.

O adolescente deve ser reconhecido como o


protagonista deste cenário. Enquanto ele for visto
apenas como um problema ou o problema, será
excluído da possibilidade de canalizar
construtivamente suas energias como agente de
transformação pessoal e social.

(Cadernos de Socioeducação, 2010. p. 42)

Clubes de Protagonismo

Nas ECI Socioeducativas os Clubes de Protagonismo seguem os


mesmos princípios daqueles nas escolas em meio aberto, tendo como
particularidade a necessidade de terem suas atividades sempre
mediadas por um(a) professor(a), que acompanha e orienta os
encontros. Salientamos que o direcionamento das atividades é parte das
ações dos(as) estudantes. Os clubes podem ter um(a) presidente fixo ou
o revezamento de estudantes nessa função, não só prevenindo prejuízos
às atividades ocasionados pela rotatividade de adolescentes e jovens,
mas também oportunizando o exercício da liderança por todos os
membros do clube.

Para mais informações sobre Clubes de Protagonismo, recomendamos a leitura


do Caderno de Formação: Rotinas e Práticas Educativas.
Tutoria

Tendo em vista a efetivação das interações pedagógicas, a tutoria é


um método utilizado das Escolas Cidadãs Integrais que também se
materializa nas ECI Socioeducativas. Nesses espaços, os(as)
Professores(as) Tutores(as) podem acompanhar o desenvolvimento
escolar de seus tutorados(as), dialogando diretamente com eles(as) e
com as Coordenações de Área e Pedagógica. Por meio da utilização das
Fichas de Tutoria, os Professores Tutores podem acompanhar e fornecer
informações sobre seus respectivos tutorados sempre que necessário.
Essa prática pode ser realizada de forma anônima inicialmente, mas
deve objetivar a ciência dos(as) estudantes sobre o processo à medida
em que desenvolvem a maturidade sobre sua intencionalidade.

É imprescindível que esse papel seja compreendido por todos os


membros da comunidade escolar, especialmente pelos estudantes e
familiares. O Caderno de Formação da Escola da Escolha define o papel
do tutor como pessoas que “acompanham e comunicam-se com seus
tutorados de forma sistemática, planejando, entre outras coisas, a sua
evolução e avaliando a eficiência de suas orientações com vistas ao
desenvolvimento de seu Projeto de Vida”. As ações dos professores
tutores estendem-se também aos Plantões Pedagógicos, por meio das
quais seja possível responder aos pais ou responsáveis que buscarem
as escolas com a pergunta “como está o meu filho na escola?”.

Além disso, nas ECI Socioeducativas, os Professores Tutores


possuem um papel importante no desenvolvimento das aulas de Estudo
Orientado, conforme será explanado adiante, pois eles têm as
ferramentas necessárias para identificar as necessidades de
aprendizagem prioritárias apresentadas pelos estudantes.

Plantão Pedagógico

De acordo com o SINASE, a participação da família é fundamental


para um bom desenvolvimento da ação socioeducativa. Nesse sentido, a
contribuição da escola para o fortalecimento dos vínculos familiares
pode se materializar também por meio da realização dos Plantões
Pedagógicos, proporcionando uma participação ativa e qualitativa da
família nesse processo.

Nas ECI Socioeducativas, os Plantões Pedagógicos acontecem


preferencialmente nos dias de visita, com a escala de professores
designados ao atendimento dos familiares dos estudantes. Eles devem
estar munidos das Fichas de Tutoria e demais informações acerca do
atendimento escolar oferecido aos estudantes.
Tudo que é objetivo na formação do
adolescente é extensivo à sua família. Portanto,
o protagonismo do adolescente não se dá fora
das relações mais íntimas. Sua cidadania não
acontece plenamente se ele não estiver
integrado à comunidade e compartilhando suas
conquistas com a sua família.

(Lei nº 12.594 de 2012 - SINASE)

Consulte Atividades para o Plantão Pedagógico, página 20 do caderno Rotinas e


Práticas Educativas.

Reuniões de Fluxo

As Reuniões de Fluxo são encontros semanais que visam o


acompanhamento e desenvolvimento de estratégias para melhoria das
ações realizadas no âmbito escolar. Elas compõem uma dinâmica
institucional que garante a horizontalidade das informações e dos
saberes entre os membros da equipe multiprofissional. Para as ECI
Socioeducativas, apontamos a seguinte rotina de Reuniões de Fluxo:

• Gestão Escolar e Gestão da Unidade Socioeducativa


• Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica
• Coordenação Pedagógica e Coordenação de Área
• Coordenação Pedagógica e Professores da Parte Diversificada
do Currículo
• Coordenação de Área e Professores de suas respectivas Áreas
do Conhecimento (BNCC)
• Coordenação de Área e Professores Tutores

Todas as reuniões devem ter registro em livro de ata, assinado


por todos os participantes.

Observação em Sala de Aula

O cumprimento dos Guias de Aprendizagem é uma das metas


do Plano de Ação da escola. Por isso, é importante que os Professores
Coordenadores de Área (CAs) realizem o acompanhamento das aulas
de suas respectivas áreas do conhecimento, no intuito de auxiliar os
demais professores em suas práticas educacionais por meio da
análise das interações construídas entre professores, estudantes e
conteúdos trabalhados em sala de aula.
As visitas às aulas devem ser realizadas conforme a
disponibilidade de horário dos CAs, com dia e horário definidos
previamente junto ao professor ministrante. É recomendável que os
estudantes sejam informados sobre a intencionalidade da visita, para
que eles estejam cientes dos procedimentos pedagógicos realizados na
escola. Não é necessário que o CA acompanhe a aula inteira, desde que
sejam verificados os aspectos pertinentes à visita.

O instrumento utilizado para o acompanhamento é a pauta da


observação, construída em conjunto com o professor ministrante. Após
a observação, deve-se realizar a devolutiva por meio de uma conversa e
apresentação de um relatório a ser entregue ao professor e à
Coordenação Pedagógica. Esse momento é uma contribuição da
coordenação de área para o campo Fatores Críticos de Apoio, no
Programa de Ação do professor.

ROTEIRO DA OBSERVAÇÃO:

 Elaboração do cronograma de visitas às aulas (disponível para


visualização por toda a equipe)
 Elaboração da pauta (CAs e professores)
 Realização da visita - observar:

• A interação entre estudantes e conteúdo


• A interação entre estudantes e professor
• A interação entre estudantes e colegas
• Como os Princípios Educativos são movimentados em
sala de aula
• Devolutiva da visita e entrega do relatório (ao professor e
à Coordenação Pedagógica)

A observação das aulas da Parte Diversificada (incluindo as


aulas de Música) e dos Cursos Profissionalizantes fica a cargo da
Coordenação Pedagógica e segue os mesmos critérios acima.
METODOLOGIAS DE ÊXITO

Projeto de Vida

O trabalho com a disciplina de Projeto de Vida nas ECI


Socioeducativas muitas vezes requer muito mais que levar o estudante
a descobrir a necessidade de projetar seus sonhos, mas de perceber
que, é justamente devido às suas circunstâncias que sonhar é tão
importante. E além do sonho, compreender-se enquanto indivíduo
dotado de desejos, necessidades e potencialidades para concretizar
esses anseios. A consolidação do Estatuto da Criança e do Adolescente
ampliou o compromisso do Estado e da Sociedade Civil com soluções
efetivas para assegurar aos adolescentes do sistema socioeducativo
uma autêntica mudança de trajetória e (re)construção de seus Projetos
de Vida.

No intuito de aprimorar o atendimento a esses estudantes


durante as aulas de Projeto de Vida, além do material disponibilizado às
escolas para o Ensino Fundamental e Médio, os professores das ECI
Socioeducativas contribuíram com a produção de um material
complementar voltado exclusivamente para esse público, que deve ser
considerado e incorporado às sequências didáticas do material original.
É necessário que a Coordenação Pedagógica realize o acompanhamento
das atividades de perto, pois as produções dos estudantes nas
atividades de Projeto de Vida podem e devem contribuir para os Planos
Individuais de Atendimento (PIA), um instrumento de acompanhamento
psicossocial dos adolescentes e jovens em cumprimento de medidas
socioeducativas, mas não para sua operacionalização, pois o PIA diz
respeito aos objetivos do estudante durante o cumprimento da medida
socioeducativa e o Projeto de Vida vai além o período de internação e da
vida escolar.
Projeto de Vida no SINASE:

As ações socioeducativas devem exercer uma influência


sobre a vida do adolescente, contribuindo para a
construção de sua identidade, de modo a favorecer a
elaboração de um projeto de vida, o seu pertencimento
social e o respeito às diversidades (cultural, étnico-
racial, de gênero e orientação sexual), possibilitando
que assuma um papel inclusivo na dinâmica social e
comunitária. Para tanto, é vital a criação de
acontecimentos que fomentem o desenvolvimento da
autonomia, da solidariedade e de competências
pessoais relacionais, cognitivas e produtivas.
(Lei nº 12.594 de 2012 - SINASE)
Os professores de Projeto de Vida das ECI Socioeducativas têm a
importante missão de contribuir ativamente para uma nova percepção
da identidade dos e nos estudantes, de modo que eles conheçam a
potencialidade dos sonhos e comecem a construir ou reconstruir seus
Projetos de Vida, rumo a uma mudança positiva de trajetória. Assim,
cabe aos docentes à frente dessa disciplina um cuidadoso
planejamento das atividades e observação e preparo das sequências
didáticas disponibilizadas pela SEECT para cada etapa de ensino.

Nos ciclos iniciais da EJA (I e II), os estudantes apresentam


defasagem significativa em suas habilidades de produção e
compreensão textuais, por isso é essencial que os Professores de
Projeto de Vida articulem o planejamento de suas atividades com as
professoras pedagogas, de modo a potencializar a oferta dos conteúdos
para esse público com necessidades tão específicas.

Disciplinas Eletivas

As Disciplinas Eletivas compõem a Parte Diversificada do


currículo, ampliando e diversificando os ambientes e possibilidades de
aprendizagem e contribuindo para o fortalecimento de habilidades por
meio da articulação com os componentes da Base Nacional Comum
Curricular, o Protagonismo e os Projetos de Vida dos estudantes. Por
isso, as ECI Socioeducativas também incorporam essas atividades
interdisciplinares na rotina dos estudantes, por meio do trabalho com
temas transversais de uma maneira muito próxima da forma como
acontece nas demais escolas da Rede Estadual.

Para a criação e realização das aulas das disciplinas eletivas,


segue-se a sequência do levantamento dos sonhos dos estudantes,
criação das eletivas com base nesses dados consolidados e observância
das necessidades específicas desse público, duração de duas horas-
aula sequenciadas, preferência pela metodologia de projetos (com um
produto final como resultado material), realização
semestral da Feira de Eletivas (garantindo-se o direito de escolha dos
estudantes) e Culminâncias com divulgação interna para os familiares
e exposição das produções.
As Disciplinas Eletivas das ECI Socioeducativas também podem
se tornar Clubes de Protagonismo, desde que se siga as orientações de
segurança e planejamento necessárias. Elas podem envolver
componentes curriculares de áreas diferentes (como Matemática e
Arte) e até mesmo ser articuladas com as aulas de Música e Cursos
Profissionalizantes com a participação direta desses professores
contribuindo para enriquecer os conteúdos apresentados e diversificar
as práticas educativas.

Estudo Orientado

O Componente curricular Estudo Orientado é uma Metodologia de


Êxito da Parte Diversificada do modelo da Escola da Escolha na qual o
estudante é contemplado com estratégias para o desenvolvimento de
suas habilidades e competências no sentido de garantir e ampliar sua
autonomia na hora de realizar seus estudos.

Nas ECI Socioeducativas, os momentos de Estudo Orientado


devem ser incorporados nas aulas dos componentes curriculares da
BNCC e estar presente nos programas de ação dos professores e
Coordenadores de Área. Para que isso aconteça, é necessário que as
equipes se atentem ao fluxo apresentado a seguir:

Primeiro passo: Os Professores Tutores devem acompanhar e


relatar as necessidades de aprendizagem de seus tutorados nas
Reuniões de Fluxo de Área. Essas necessidades dizem respeito às
práticas de estudos: foco, entusiasmo, esforço, responsabilidade,
autonomia, responsabilidade, entre outros. As informações
identificadas pelos Tutores devem ser sistematizadas e repassadas
para os professores dos respectivos componentes curriculares.

Segundo passo: Os professores Coordenadores de Área definem junto


à Coordenação Pedagógica em que momentos na semana acontecerão
as aulas de Estudo Orientado, pois elas serão incorporadas no horário
semanal de aulas dentro das aulas dos componentes curriculares,
ficando reservada uma hora-aula de Estudo Orientado por semana, e
um dia para cada área do conhecimento.
É recomendável que para as áreas de Linguagens e Ciências
Exatas, as aulas de Estudo Orientado aconteçam na carga horária
disponibilizada para Língua Portuguesa e Matemática, respectivamente.
Já em Ciências Humanas, deve-se identificar as possibilidades de
acordo com cada caso.
O quadro abaixo apresenta uma sugestão de como as aulas de
Estudo Orientado podem ser incorporadas no horário semanal da
escola.

Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira

E.O. - C.
Exatas
SEMANA 1
(1 aula de
Matemática)

E.O. - C.
Humanas
SEMANA 2
(1 aula de
Geografia)

E.O. -
Linguagens
SEMANA 3 (1 aula de
Língua
Portuguesa)

E.O. - C. da
Natureza
SEMANA 4
(1 aula de
Biologia)

Terceiro passo: Após as aulas de Estudo Orientado, os professores


Tutores devem realizar o acompanhamento das dificuldades
apresentadas por seus tutorados, verificando se elas permanecem.

O conteúdo do Estudo Orientado é a própria prática de se


estudar, estruturado sob “uma metodologia que deve favorecer o
desenvolvimento da autoconfiança dos adolescentes e jovens na sua
capacidade de aprender a aprender” (ICE, 2020, p. 65).

Aprofunde seus conhecimentos sobre Estudo Orientado consultando os materiais e o


caderno de formação: Metodologias de Êxito.
Práticas Experimentais

As Práticas Experimentais compõem a Parte Diversificada do


currículo com foco na área de Ciências da Natureza e Matemática,
ampliando as oportunidades de aprendizagem por meio da
experimentação. Elas devem ser articuladas ao aspecto teórico e
conceitual de Matemática, Química, Física e Biologia. Nas ECI
Socioeducativas, apesar de não possuírem carga-horária pré-fixada na
matriz curricular, as Práticas Experimentais devem ser incorporadas
nas aulas de ciências exatas e da natureza, presentes nos Guias de
Aprendizagem e acompanhadas por meio dos Programas de Ação.

Propulsão (Nivelamento)

O trabalho de Propulsão(nivelamento) nas ECI Socioeducativas vem


sendo fortalecido desde a implementação do modelo integral pois, ao
longo dos anos, verificou-se a necessidade de contribuir para minimizar
os níveis de distorção idade-série apresentada pelos estudantes que
ingressam no sistema socioeducativo. As ações voltadas para o
Nivelamento consistem em identificar, acompanhar e avaliar os níveis e
necessidades de aprendizagem dos estudantes especialmente nas
habilidades referentes às disciplinas de Língua Portuguesa e
Matemática.

ORIENTAÇÕES GERAIS
Para um melhor desenvolvimento das práticas educativas e
resultados de aprendizagem, as equipes pedagógicas devem se utilizar
das estratégias e instrumentos de Propulsão apresentadas abaixo.

1. Avaliação diagnóstica inicial – aplicada prioritariamente aos


estudantes que chegam à escola sem os documentos comprobatórios
de seu nível de escolaridade;

2. Plano de Propulsão - Desenvolvimento de estratégias com base nas


necessidades de aprendizagem identificadas a partir das Avaliações
Diagnósticas;

3. Aplicação das Sequências Didáticas - Ação realizada para o


fortalecimento das habilidades em defasagem;

4. Avaliação processual - (1º ao 3º bimestre) elaboradas com base nos


resultados das avaliações diagnósticas e com a intenção de realizar o
acompanhamento intermediário do desenvolvimento das habilidades;

5. Avaliação diagnóstica de Saída - Verificação do desenvolvimento das


habilidades.
A Comissão Executiva de Educação Integral disponibiliza às
equipes das escolas os materiais orientadores, Sequências Didáticas, os
arquivos para impressão das Avaliações Diagnósticas e demais
orientações específicas que se fizerem necessárias às ECI
Socioeducativas.

Outros Componentes e Aspectos do Modelo Integral

Desde a implementação do modelo nas escolas das unidades de


internação no Estado da Paraíba, muitos aspectos do Modelo Integral
precisaram ser adequados ou adaptados de forma que pudessem ser
replicados nesses espaços diante das peculiaridades decorrentes da
privação de liberdade. Pelo fato de a educação estar sempre em
evolução, algumas características próprias das Escolas Cidadãs
Integrais e Escolas Cidadãs Integrais Técnicas ainda estão em fase de
estudos, análise ou adaptação para uma posterior incorporação às ECI
Socioeducativas.

Colabore e Inove - CI9 - Componente destinado aos estudantes da 1ª


série do Ensino Médio sobre empreendedorismo por meio de
metodologias ativas, já implementada na Rede Estadual.

Metodologias Empreendedoras (Inovação Social Científica - ISC,


Intervenção Comunitária - IC e Empresa Pedagógica - EP) - Realizadas
para desenvolver o protagonismo social e profissional no estudante.

Práticas Profissionais e Estágios (Primeira Chance) - Tem o objetivo de


potencializar o desenvolvimento da educação profissional em
articulação com o setor produtivo para os estudantes da 3ª série do
Ensino Médio das Escolas Cidadãs Integrais Técnicas.

Conselho de Líderes - Grupo formado pelos líderes de turma que se


reúne com a gestão para tratar de temas de interesse da comunidade
escolar. Nas ECI Socioeducativas existe a prática da escuta atenta dos
estudantes e suas necessidades, realizadas pela gestão e Coordenação
Pedagógica. No entanto, ainda se configura de maneira distinta do
Conselho de Líderes.

Avaliação Semanal - Suporte às práticas de Propulsão.


OUTRAS ESPECIFICIDADES DAS ECI SOCIOEDUCATIVAS

ENEM PPL

Para os estudantes do sistema socioeducativo em privação de


liberdade que estão cursando os ciclos V e VI da EJA, o Exame Nacional
do Ensino Médio tem uma edição especial com edital, datas de inscrição
e questões próprias, e é intitulado como ENEM PPL (Pessoas Privadas
de Liberdade). É o Eixo Educação da FUNDAC que fica responsável por
providenciar as documentações e inscrições. No entanto, cabe à escola
a preparação dos adolescentes e jovens para o exame. O
desenvolvimento de atividades próprias a esse fim pode incluir aulas
temáticas (como estudar para as provas, motivação, dicas para a leitura
e resolução de questões, simulados, prática de redação, exibição de
videoaulas e aplicação do material didático do Se Liga no Enem, entre
outros), aulões, eventos e demais ações que a escola possa realizar.

Componentes Curriculares Específicos

A Parte Diversificada do currículo nas ECI Socioeducativas é


composta por componentes específicos elaborados para atender às
determinações do atendimento escolar para estudantes do sistema
socioeducativo conforme definido no ECA e na lei do SINASE, visando
potencializar habilidades socioemocionais e garantir direitos como o
acesso ao esporte, cultura e lazer.

Práticas Restaurativas - Endossada pelas práticas pertinentes à


Justiça Restaurativa, trabalha questões relacionadas à convivência, a
exemplo de: resolução pacífica de conflitos, compreensão da
necessidade de reparação dos danos causados e comunicação não-
violenta.
Práticas Esportivas - Tem o objetivo de contribuir para o
desenvolvimento de habilidades físicas e motoras, além de proporcionar
momentos de lazer por meio do esporte.

Eletiva de Direitos Humanos - Fruto da parceria entre a Secretaria de


Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia (SEECT) com o Instituto
Auschwitz de Prevenção ao Genocídio e Atrocidades em Massa (AIPG),
foi concebida como uma proposta de intervenção educativa no espaço
da escola por meio do projeto Cidadania e Democracia desde a Escola.

Oficina de Leitura e Escrita - Espaço destinado ao reforço das


habilidades em Língua Portuguesa para os estudantes de todos os
níveis de aprendizagem das ECI Socioeducativas com foco na oralidade,
compreensão e produção textuais.

Oficina de Artes - Traz a proposta de ampliar o acesso à cultura nas


ECI Socioeducativas, por meio da prática das diversas linguagens
artísticas.

Oficina de Música - Com professores músicos atuantes em bandas do


Estado da Paraíba, têm o importante papel de fortalecer a cultura local
e ampliar as possibilidades de aprendizagem dos estudantes das ECI
Socioeducativas por meio da música.

Cursos profissionalizantes - Ofertados pela SEECT e também


acompanhados pelas coordenações dos Eixos Educação e
Profissionalização da FUNDAC, trazem oportunidades de aprendizagem
voltadas para a capacitação profissional em áreas específicas por meio
4
de Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC ).

Impossibilidade de Uso da Imagem dos(as) Estudantes

Muitas são as oportunidades de desenvolvimento das práticas


educacionais que envolvem as relações estabelecidas virtualmente na
época em que vivemos. Entretanto, a divulgação das ações realizadas
nas ECI Socioeducativas possui sérias restrições, especialmente no que
diz respeito ao artigo 17 do ECA, o qual trata da divulgação de imagem
de crianças e jovens, bem como a preservação da imagem dos mesmos:

Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da


integridade física, psíquica e moral da criança e do
adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da
identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças,
dos espaços e objetos pessoais.

(Lei n.º 8069 de 1990, Estatuto da Criança e do Adolescente)


Portanto, é VETADO o uso da imagem ou nome de qualquer
estudante do sistema socioeducativo para fins de divulgação de ações
da escola de qualquer natureza.

4 Possuem duração de 160 a 400 horas e garantem certificado aos estudantes.


Segurança dos(as) Estudantes e Funcionários(as) da Escola

As ECI Socioeducativas fazem parte das dependências das


unidades de internação, as quais contam com equipe especificamente
designada para agir em situações de conflito ou potencialmente
violentas. Os socioeducadores ou agentes socioeducativos das unidades
possuem atribuições que favorecem a realização das atividades
escolares e visam garantir a segurança nesses espaços.

As atribuições dos socioeducadores deverão considerar o


profissional que desenvolva tanto tarefas relativas à
preservação da integridade física e psicológica dos
adolescentes e dos funcionários quanto às atividades
pedagógicas. Este enfoque indica a necessidade da
presença de profissionais para o desenvolvimento de
atividades pedagógicas e profissionalizantes específicas.

(Lei nº 12.594 de 2012 - SINASE, Capítulo V)

É importante ressaltar que os adicionais de insalubridade e


periculosidade não se aplicam aos profissionais da educação das ECI
Socioeducativas, segundo as Normas Regulamentadoras 15 e 16 do
Ministério do Trabalho, as quais definem:

CONDIÇÕES DE PERICULOSIDADE
CONDIÇÕES DE INSALUBRIDADE
Operações Perigosas com/em:
• Ruído contínuo ou intermitente • Explosivos
• Ruídos de impacto • Inflamáveis
• Exposição ao calor • Radiações ionizantes ou substâncias
• Radiações ionizantes radioativas
• Trabalho sob condições hiperbáricas • Exposição a roubos ou outras
• Radiações não-ionizantes espécies de violência física nas
• Vibrações atividades profissionais de
• Frio segurança pessoal ou patrimonial
• Umidade • Energia elétrica
• Agentes químicos cuja insalubridade • Motocicleta
é caracterizada por limite de
tolerância
• Limites de tolerância para poeiras
minerais
• Agentes químicos
• Benzeno
• Agentes biológicos
INSTRUMENTOS DE TECNOLOGIA EM Gestão Educacional
(TGE)

PLANO DE AÇÃO

O Plano de Ação é o instrumento de TGE que contém o


planejamento geral das ações a serem desenvolvidas na escola
(fundamentado no Plano de Ação da SEECT) dentro de cada premissa
do Modelo, articulando objetivos, prioridades, e estratégias a fim de
alcançar as metas atribuídas dentro dos mais diversos indicadores. É
anual, mas deve ser revisado bimestralmente, garantindo o
preenchimento do Quadro de Monitoramento.

Para as ECI Socioeducativas, existe um Plano de Ação específico,


com metas e indicadores próprios, mas que segue os mesmos princípios
das demais escolas da Rede Estadual. Considerando a intencionalidade
dos instrumentos de TGE, os desdobramentos do Plano de Ação nos
Programas de Ação ocorrem de acordo com a forma como estão
descritos nas Diretrizes Operacionais vigentes, assim como a Agenda
Bimestral.
Macroestrutura – Sistema de Comunicação

A denominada “Macroestrutura” ou “Sistema de Comunicação” é


um conceito da TGE de extrema importância para o pleno alinhamento
do fluxo de informações entre as funções da equipe escolar e a equipe
da unidade de internação. Ela parte do ponto de vista da escola, tendo
como foco central o estudante.

Planilha de Monitoramento de Frequência

5
O comparecimento às atividades pedagógicas é obrigatório nas ECI
Socioeducativas. Por isso, a frequência é um dos indicadores monitorados
no Plano de Ação da escola. O Sistema Saber atende aos fins de registro
sistemático dos dados estatísticos das escolas e estudantes na Rede
Estadual de Ensino. Contudo, ao considerarmos questões que vão além
da presença ou ausência, como transferência de estudantes entre as
unidades de internação, progressão ou extinção da medida
socioeducativa, suspensão da aula por motivos de força maior,
comparecimento do estudante a audiências, dias de visita ou retorno aos
alojamentos. Para um acompanhamento mais preciso da frequência e dos
motivos das ausências, a Coordenação das ECI Socioeducativas
desenvolveu as Planilhas de Monitoramento de Frequência,
disponibilizadas e atualizadas mensalmente às equipes escolares.

5 Conforme parágrafo único do Art. 123 do Estatuto da Criança e do Adolescente.


Ciclos de Acompanhamento Formativo

Os Ciclos de Acompanhamento Formativo são uma das ações da


Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia para
verificar o desempenho das equipes escolares. São momentos para
orientação e escuta dos gestores, coordenadores pedagógicos,
professores e estudantes sobre o dia-a-dia na escola.

Um Ciclo consiste em uma reunião entre consultores pedagógicos


e de gestão enviados pela Comissão Executiva de Educação Integral
(que pode ser acompanhado por um assessor regional), a equipe escolar
e os estudantes, no qual são observados aspectos essenciais da escola
considerando o tipo de escola, o ano da implementação do modelo e
pautas específicas. Ele acontece até quatro vezes ao ano em datas
previamente informadas às escolas e de acordo com as possibilidades
de execução: presencial ou virtualmente.

Nas ECI Socioeducativas, os consultores conduzem o Ciclo assim


como nas demais escolas, tendo apenas um olhar especial para a
questão da privação de liberdade dos estudantes e as circunstâncias do
cumprimento de medidas socioeducativas. Isso porque algumas
práticas educativas ocorrem de maneira diferenciada para que, mesmo
em uma unidade de internação, o estudante vivencie a experiência de
estudar em uma Escola Integral o mais próxima possível do que ele
encontrará após o cumprimento de sua medida socioeducativa.

Nesse sentido, as questões a serem respondidas durante os ciclos


são, por exemplo: “Quais estratégias a equipe adota, conforme as
orientações da Secretaria de Educação e da Ciência e Tecnologia, para
garantir uma educação de qualidade de acordo com o Modelo Integral?”,
“Como são verificados e acompanhados os resultados?”, “Qual5 o nível
de apropriação e maturidade da equipe em relação aos Modelos
Pedagógico e de Gestão”. Somado a isso, questões quanto ao tempo de
permanência dos estudantes na escola - determinado pela duração
medida provisória ou de internação, à existência de grupos rivais, ao
nível de compreensão da equipe acerca desses tópicos, entre outras,
também entram nessa equação, cujo resultado são orientações
específicas para cada caso.

Durante os Ciclos, é bom ter à mão: Plano de Ação, Guias


de Aprendizagem, Programas de Ação, Planos de Ação dos
Clubes de Protagonismo, Ementas das Eletivas, Ementas dos
Cursos Profissionalizantes e de Música, Quadro de Indicadores e
Quadro de Resultados.

Quem participa? Todos os membros da equipe escolar que


não estiverem em aula no momento e os estudantes convidados
pela Coordenação Pedagógica.

5 Conforme parágrafo único do Art. 123 do Estatuto da Criança e do Adolescente.


Preparação: Consultores e Coordenadores Pedagógicos
devem entrar em contato antes do início do ciclo para
confirmar se houve alguma ocorrência na noite anterior
que impossibilite o ciclo presencial ou a entrevista com os
estudantes por questões de segurança.
ANEXOS
DIRETRIZES PARA A ELEIÇÃO DE LÍDERES E VICE-LÍDERES
DAS ESCOLAS CIDADÃS INTEGRAIS

I. Das eleições para escolha dos(as) líderes de turma

As eleições para a escolha dos(as) líderes e vice-líderes de turma


devem ocorrer no início de março, (a partir das orientações
encaminhadas pela secretaria), tendo assim tempo suficiente para que
a turma se conheça e tenha sido possível identificar os(as) estudantes
com perfil para exercer esse papel. Assim, na última semana de
fevereiro devem ser feitas as inscrições para a eleição dos(as)
candidatos(as), nesta semana, os(as) candidatos(as) inscritos(as)
devem iniciar sua campanha na sala de aula apresentando suas
propostas e a forma que pretendem agir diante da turma e da gestão
para um melhor funcionamento da escola. O período de vigência na
função de líder é de um ano letivo, podendo o mesmo líder se
candidatar quantas vezes quiser.
A gestão escolar (gestor, caf, coordenação pedagógica e
coordenadores de área) devem ser os(as) responsáveis pelo decorrer do
processo de eleição dos(as) candidatos(as) e, posteriormente, pela
posse das respectivas funções através do termo de posse assinado
pelos(as) estudantes eleitos(as) e seus(suas) responsáveis.
Também cabe à gestão escolar o acompanhamento do
desempenho do(a) líder e vice-líder, e o auxílio diante das turmas que
estes(as) representam. Cabe ao(à) gestor(a) escolar se reunir
semanalmente com o conselho de líderes para ouvir, anunciar ações e
comunicados e alinhar ações para o melhor andamento da escola,
assim também como desenvolver momentos formativos sobre
protagonismo e liderança servidora.

II. Dos(das) Líderes de Turma

Os(As) líderes de turma, juntamente com o Grêmio Estudantil


(nem todas as escolas possuem grêmio estudantil), são os principais
elos entre as turmas e a equipe escolar. Os(As) estudantes
escolhidos(as) pelos(as) colegas para representá-los(as) perante a
direção e os demais setores da escola são responsáveis por
administrar eventuais conflitos e devem estar permanentemente em
diálogo com a turma. O(A) líder se destaca e influencia o grupo,
coordena, incentiva, cresce e coopera. Respeita os(as) colegas, confia
no seu grupo, é persistente, produtivo(a) e tem espírito de justiça.

Qualidades inerentes ao(à) líder de turma:


• Democrático;
• Compreensivo;
• Educado e cortês;
• Responsável;
• Honesto;
• Imparcial;
• Justo;
• Bom ouvinte;
• Assíduo nas atividades escolares;
• Exemplo para todos.

III. Das atribuições de um(a) líder de turma

• Ser o elo entre a classe, buscando sempre a harmonia do conjunto


(estudantes/escola) e o bem comum;

• Ter conhecimento do Regimento Interno da escola;

• Trazer à Coordenação, por escrito, as sugestões ou problemas


levantados pela turma;

• Estimular a turma para a união e colaboração, evitando questões


conflituosas entre colegas e buscando um ambiente agradável;

• Comunicar a gestão e coordenação pedagógica as dificuldades da


turma;

• Participar das reuniões de líderes junto com a gestão escolar;

• Consultar os(as) colegas antes de tomar uma decisão importante


que envolva interesse comum;

• Ter atitudes de uma liderança servidora;

• Comunicar ao(à) gestor(a) sobre estudantes faltosos ou que faltam


aulas;

• Informar à turma sobre assuntos tratados nas reuniões;

• Ser referência em disciplina e respeito pela escola e por todos os


seus componentes (estudantes, professores, equipe pedagógica,
colaboradores e funcionários);

• Ser assíduo(a) e ter um bom desempenho e participação nas


diversas disciplinas escolares, bem como zelar pelo cumprimento
das regras da escola.

Parágrafo único: No caso de falta no cumprimento de suas


atribuições, o(a) líder deverá ser destituído do cargo e os(as)
estudantes da turma deverão eleger um novo representante, seguindo
os mesmos critérios da eleição anterior, zelando pela democracia e
imparcialidade.
TERMO DE COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO INTEGRAL

Caros senhores Pais e ou responsáveis, compreendemos que a


Educação Integral é uma modalidade nova e que por isso ainda tem
gerado algumas dúvidas acerca de seu funcionamento e quais seus
objetivos para com a educação de seus(suas) filhos(as). Pensando
nisso, elaboramos esta ficha, não somente para fins informativos, mas,
sobretudo, um compromisso da família com a educação integral e com
a formação acadêmica e cidadã de seu filho nesta unidade.
Comunicamos que neste ano de 2019, os pais e ou responsáveis
que matricularem seus(suas) filhos(as) deverão assinar, além da
matrícula, esse termo de compromisso. Agradecemos a sua preferência
e nos comprometemos em fazer o melhor pela educação de seu(sua)
filho(a).

FINALIDADE DA ESCOLA:
As Escolas Cidadãs integrais e as Escolas Cidadãs Integrais
Técnicas possuem um conteúdo pedagógico voltado para a formação
educacional de qualidade, conforme a regulamentação da Base
Nacional Comum Curricular, e a profissionalização do(a) estudante
conforme método didático e administrativo próprios. O objetivo é
oferecer, além de uma educação integral e de qualidade, os
fundamentos de uma escola inclusiva e que visa formar o(a) cidadão(ã)
para os desafios do século XXI assim como as exigências profissionais
que o mundo contemporâneo exige. Temos como ponto de partida o(a)
estudante e buscamos desenvolver os pilares essenciais para a
formação de indivíduos autônomos(a), solidários(as) e competentes,
baseando-se no incentivo e desenvolvimento do protagonismo juvenil.

PATRIMÔNIO DO CENTRO DE ENSINO E DE SEUS


FREQUENTADORES:
Os(As) estudantes são corresponsáveis pela conservação e
preservação do patrimônio no que se refere à estrutura física,
equipamentos, móveis e demais materiais que compõem o patrimônio
interno e sua higienização.
Do mesmo modo, devem respeitar os pertences dos(as) colegas,
dos(as) professores(as), da equipe gestora e dos(as) funcionários(as).
Caso ocorram atitudes contrárias aos princípios éticos que
norteiam a proposta pedagógica deste Programa, o(a) autor(a) será
responsabilizado(a) e deverá ressarcir o “bem coletivo” pelas possíveis
perdas, além de poder ser penalizado(a), dependendo da situação, pelo
que diz o Código Penal Brasileiro.
CUMPRIMENTO DO HORÁRIO E FREQUÊNCIA:
O horário é integral e inegociável, devendo ser respeitado
conforme declaração da família no ato da matrícula. Deve haver clareza
quanto aos horários de entrada 7:30h e de tolerância até 7:45h. Outro
horário que deva ser bem seguido é o de retorno do intervalo matutino
para a sala de aula, ou seja, o retorno deve ser pontualmente às
09:30h, e no vespertino às 15:20.
Quanto à falta às atividades escolares só será justificada através
de comunicado da família ou atestado médico. Os(As) estudantes que
chegarem à unidade escolar depois do horário de tolerância
estabelecido (7:45), só poderão se dirigir a aula no segundo horário,
devendo o mesmo aguardar dentro da escola. É importante ficar claro
que fica proibido ausentar-se da escola sem a devida permissão
dos(das) responsáveis. O ato de pular muros e grades não será
tolerado. Caso aconteça, o(a) estudante será notificado(a) e os(as)
responsáveis comunicados(as) e chamados(as) a comparecer à unidade
escolar.
A responsabilidade em acompanhar a frequência do(a) estudante
na escola caberá aos pais ou responsáveis. Em caso de omissão, a
escola deverá comunicar aos órgãos competentes, sabendo que o
máximo tolerado é de 25% de faltas, caso contrário, o(a) estudante será
reprovado(a) ao final do ano letivo.

UNIFORME:
O uso do uniforme é obrigatório e os(as) jovens só poderão entrar
com a camisa oficial ou de cor branca (ou ainda camisas feitas para
eventos escolares como gincana, feira de ciências, clubes de
protagonismo etc.), calça jeans (ou outra estabelecida pela escola) e
tênis, de acordo com a norma acordada pela gestão escolar no
Regimento Interno. Em caso do não cumprimento, independente do
motivo, a equipe gestora deverá ser informada pelos familiares e/ou
responsáveis para tomar as devidas providências e realizar a
autorização da permanência dos(as) estudantes nas dependências da
escola.
LANCHES E REFEIÇÕES:
Serão servidas diariamente três (03) refeições. Os(As) estudantes
não poderão em hipótese alguma sair para almoçar ou lanchar fora da
escola. A única exceção será o caso de estudantes com restrições
alimentares e que apresentem laudo médico, nesse caso, os
pais/responsáveis devem enviar as refeições para a escola. Os lanches
e refeições só podem acontecer no local definido pela Equipe Gestora
(refeitório). O(A) jovem deverá fazer uso correto dos coletores de lixo,
ajudando na conservação do ambiente permanentemente limpo e em
condição de uso. O(A) estudante deverá ficar sempre atento ao
desperdício, servir-se apenas da quantidade de alimentos que for
consumir.
REUNIÕES E BOLETINS:
Os pais e/ou responsáveis devem comparecer na escola ao
menos nas reuniões bimestrais de pais/responsáveis e mestres para
receber e assinar os boletins que serão entregues ao final de cada
bimestre. Fica sob responsabilidade da gestão comunicar as datas e
horários das reuniões. Lembrando que é preciso cumprir a Lei nº
9394\96 que diz que “a educação da criança\adolescente é dever
(primeiro) da família, (segundo) do Estado”. (Grifo nosso).

USO DO CELULAR E OUTROS DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS:


A escola não se responsabilizará por danos, perdas ou qualquer
outro incidente com aparelhos celulares dos estudantes, uma vez que
a Lei Nº 5443 proíbe o uso do aparelho nas dependências escolares,
inclusive a mesma prevê sanções aos que descumprirem e, portanto, a
escola não pode ser responsabilizada pelo que vier a acontecer.
Recomendamos que este tipo de aparelho seja levado apenas quando
for solicitado para fins de pesquisa e ações pedagógicas.

CUIDADOS NO LABORATÓRIO:
Os laboratórios têm normas de segurança e Manuais de
Procedimentos a serem seguidos. Os(As) estudantes serão
responsabilizados pelos danos resultantes do uso inadequado dos
equipamentos. Portanto, fica proibida permanência do estudante nos
laboratórios sem a presença de um(a) professor(a) ou monitor(a)
responsável.

AVALIAÇÕES:
Durante a aplicação de instrumentos de avaliação (provas), o(a)
estudante não poderá fazer uso de recurso não autorizado, bem como
“trocar informações” com colegas, seja de forma verbal ou escrita, sob
pena de ter a avaliação recolhida e invalidada, sendo atribuída nota 0
(zero).

Além das avaliações realizadas normalmente pela escola, as


escolas integrais também passam por avaliações externas, todas com o
objetivo de melhorar o desempenho acadêmico dos(as) estudantes com
foco na melhoria dos índices de aprendizagem.
Caso ocorra infrequência (falta) na Avaliação da Unidade e/ou
Recuperação, o(a) estudante terá direito a uma segunda chamada
mediante apresentação de atestado médico ou justificativa do
responsável. Caso o(a) estudante e/ou responsável não concorde com
alguma pontuação atribuída a alguma avaliação, poderá recorrer à
revisão de prova.
VIAGENS E AULAS DE CAMPO
A educação integral incentiva a criatividade do(a) estudantes
através das eletivas; algumas dessas necessitam de deslocamento para
aulas de campo que podem acontecer fora do ambiente escolar,
portanto, nossos(as) estudantes viajam, contudo, os(as) responsáveis
serão previamente comunicados(as). Caso não chegue até suas mãos
um pedido de autorização para viagem, não permita a ida de seu(sua)
filho(a) e procure a gestão escolar imediatamente.

LIVROS DIDÁTICOS:
O(A) estudante que receber o livro didático ficará responsável por
ele(a) durante todo o ano letivo. Sua devolução em bom estado ao final
do ano letivo é de responsabilidade do mesmo. Em caso de extravio,
destruição e falta de manutenção do livro, os(as) responsáveis pelo(a)
estudante deverão ressarcir a escola.

RESPEITO
Levando em consideração o pilar do CONVIVER, as relações
devem ser sempre harmoniosas, o respeito com todos(as) é um
princípio fundamental para a boa convivência escolar. Devem ser
evitados apelidos constrangedores, maus tratos, bullying e demais
formas de agressão. O(A) estudante deverá tratar com respeito a todos
os(as) professores(as), funcionários(as) e colegas,
Em caso de desacato, o(a) estudante receberá advertência e
os(as) responsáveis serão comunicados(as). De acordo com a gravidade
do ato, o Conselho Tutelar e Ministério Público poderão ser acionados.

LOCAL E DATA

ASSINATURA DO(A) RESPONSÁVEL


TERMO DE POSSE DOS(AS) LÍDERES E VICE-LÍDERES

Em conformidade com o resultado das eleições ocorridas


na__________________________________________________________________,
mais especificamente nas salas de aula de cada ano/turma, realizadas
no dia______de__________________________________de 2021, tomam
posse os(as) líderes e vice-líderes para um mandato de 01(um) ano, a
partir do dia_________de__________________________de 2021 até o dia
31 de Dezembro de 20121, conforme relacionados abaixo:

Turma
Líder

Turma
Vice

Diante da clareza quanto aos fatos e de todo o processo de


escolha por votação aberta, consciente, livre e democrática,
comprometo-me a exercer o papel de liderança com respeito a todos,
dedicação, compromisso à causa e a melhoria das condições para a
minha permanência e de todos(as) os(as) meus(minhas) liderados(as)
nessa instituição.

_____________________________,________de________________de 2021.

LÍDER

VICE-LÍDER

RESPONSÁVEL PELO PROCESSO


Gestor(a) ou Coordenador(a) Pedagógico(a)