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Materiais e Design

A ARTE DA SELEÇÃO DE MATERIAIS NO PROJETO DO PRODUTO


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Michael Ashby
Kara Johnson

Tradução da 2ª Edição

Materiais e Design
ARTE E CIÊNCIA DA SELEÇÃO DE MATERIAIS NO DESIGN DE PRODUTO

Tradução
Arlete Simille Marques

Revisão técnica, notas e apresentação


Ágata Tinoco
Mara Martha Roberto
© 2011, Elsevier Editora Ltda.
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/02/1998.
Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou transmitida
sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou quaisquer outros.
Copidesque: Alessandra Miranda de Sá e Evandro Lisboa
Revisão:Vânia Coutinho
Editoração eletrônica: Stephanie Lin
Elsevier Editora Ltda.
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ISBN 978-85-352-3842-6
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ção, impressão ou dúvida conceitual. Em qualquer das hipóteses, solicitamos a comunicação ao nosso Serviço de
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originados do uso desta publicação.

CIP-Brasil. Catalogação na fonte.


Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

A85m

Ashby, M. F.
Materiais e design: arte e ciência da seleção de materiais no design de produto / Michael
Ashby e Kara Johnson; tradução de Arlete Simille Marques; revisão técnica de Mara Martha Ro-
berto e Ágata Tinoco. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
il.

Tradução de: Materials and design: the art and science of material selection in product design,
2nd ed.
Apêndices
Inclui bibliografia
ISBN 978-85-352-3842-6

1. Materiais. 2. Desenho industrial. I. Johnson, Kara. II. Título.

10-3883. CDD: 620.11


CDU: 620.1.2
Apresentação
Resistência e teoria dos materiais eram duas disciplinas temidas e pouco
valorizadas nos cursos de Desenho Industrial (atualmente Design de Produto),
nas décadas de 1960, 1970 e 1980, aqui no Brasil. Foi um período de descober-
tas e realizações pessoais para muitos de nós que não queríamos nos dedicar às
tradicionais carreiras de Arquitetura ou Engenharia. Criar objetos e ver surgir
modelos tridimensionais em escala real era tão compensador quanto traçar
em prancheta projetos de grande porte que, porém, dificilmente poderiam ser
sentidos em seus tamanhos verdadeiros. Estudar para essa nova profissão admitia,
em curto prazo de tempo, ver a “ideia” sair do papel e se consolidar em nossas
mãos numa “criação” materializada em mock-up e, por vezes, em protótipo.
Até bem pouco tempo atrás, acreditava-se que tudo que vinha de fora era
melhor do que aquilo produzido pela indústria nacional. Pouco a pouco pas-
saram a aparecer oportunidades de atuar como designers em alguma das raras
empresas que confiavam no desenvolvimento do produto brasileiro como
diferencial da avalanche dos importados. A situação não era confortável: nas
fábricas, ficávamos alocados em departamentos junto aos engenheiros de pro-
duto e projetistas de ferramentas e, por conta dessa proximidade, nada parecia
tecnicamente possível naquela planta fabril — o material não era apropriado
aos processos instalados, o custo de manufatura era alto e os moldes compli-
cados encareciam o produto para o consumidor final.
Nessa realidade, muito pouco nos serviam aquelas matérias obrigatórias
que tivemos que “engolir”. Somente começavam a fazer sentido à medida
que a prática vinha à tona, porém pouco conhecimento havia sido registra-
do em nossa memória. Somava-se a esse fato uma enorme dificuldade de
encontrar bibliografia que apoiasse os designers de produto no que se refere
à adequação de materiais aos “delírios” formais dos projetos. Sim, “delírios”
formais, era assim que as criações eram consideradas caso trabalhássemos em
um departamento de engenharia de produto ou de produção.
Aço, fibra de carbono ou de vidro, polímeros, cerâmica, vidro, resinas natu-
rais, madeira, materiais compostos — cada um com suas especificidades quími-
cas e físicas — eram processados por empresas especializadas em cada material
isoladamente. Hoje, na era da globalização, a dinâmica é bem diferente: apesar
de cada empresa entrar com sua estrutura fabril particular, o produto final é
montado com componentes escolhidos de um grande leque de possibilidades.
Isso faz com que o designer de produto necessite de um conhecimento amplo
de materiais e seus respectivos processos de manufatura. As vocações formais
próprias do plástico, por exemplo, começaram a ser exploradas somente após o
devido reconhecimento da sua contribuição àquilo que ele tem de melhor: sua
plasticidade e possibilidade de alteração cientificamente desenvolvida. Assim, os
designers exploraram seu potencial com técnicos e engenheiros de produção,
do mesmo modo que os artesãos fazem em pequena escala: reconhecem as
características do material e cultivam toda sua capacidade.
A partir da década de 1990, com o aumento da atuação dos designers
de produto nas fábricas, as editoras detectaram um nicho de mercado pouco
explorado de publicações sobre materiais e técnicas de produção voltados a
esses profissionais. Entretanto, os primeiros textos publicados tratavam dos
materiais isolados dos seus possíveis usos. Materiais e design: arte e ciência da
seleção de materiais no design de produto contribui para uma relação mais amigá-
vel entre o designer e a manufatura ao explorar exemplos de produtos cujas
formas seguem os materiais e mostra métodos de se acercar às propriedades
dos materiais avaliando seu potencial estético.
A relação design industrial e ciência dos materiais é hoje uma realidade.
Equipes multidisciplinares trabalham, de modo geral, integradas no projeto
de produto. Há um crescimento conjunto, não compartimentado, da equipe
envolvida que discute em pé de igualdade os problemas e soluções em busca
de um projeto criativo e viável.
Esta publicação não esgota todos os materiais existentes e isso nem seria
possível já que, cada vez mais, são produzidos compósitos com características
específicas para as funções de projeto. O livro oferece fundamentos para que
o designer possa dialogar com engenheiros de produto e projetistas técnicos,
sem ficar à mercê do “isso é impossível” e consequentemente argumentar
acerca da viabilidade de suas propostas estéticas embasadas em conhecimento
de materiais e processos.
Este livro chega em um momento de maturidade do design, mundial
e brasileiro, que já é visto e praticado não como mero desenvolvimento de
objetos estéticos, supérfluos ou descartáveis, mas de objetos estrategicamente
voltados para o bem-estar da humanidade no que tange a: conforto, funciona-
lidade, uso racional dos materiais e recursos naturais.
Uma das grandes contribuições é o enfoque dado à ciência dos materiais
em função do design, invertendo o modo em que o projetista de produto tra-
balhava a “ideia” – o livro sugere que sejam os atributos dos materiais a ditar
a forma do produto.Vale dizer, a forma segue o material.
Os métodos de seleção de materiais por análise, síntese, similaridade e ins-
piração são, sem dúvida, uma contribuição de grande valia para nós, profissio-
nais da área. Como se não bastasse essa apresentação de um novo método de
projetar com materiais em design, a segunda metade do livro, o apêndice, traz
uma pesquisa vasta e bem-organizada sobre materiais tradicionais e inovado-
res seguida de processos de conformação, junção e acabamento.
Os exemplos contemporâneos que relacionam Design, Materiais e Pro-
cessos, apresentados ao longo dos capítulos, auxiliam o designer de produto a
aprender a partir da observação e análise desses casos bem-sucedidos.
Em suma, conhecer as possibilidades permite o processo de criação, e
criar sugere experimentação. Experimentar é descobrir, e descobrir permite
inovar com pés no chão.

Ágata Tinoco
Mara Martha Roberto

Novembro de 2010
Prefácio
Livros sobre seleção de materiais – e há muitos deles – preocupam-se em
encontrar uma combinação entre as propriedades dos materiais, os requisitos
técnicos de um projeto e a ciência dos materiais. Atualmente, há métodos
bem desenvolvidos para fazer isso, apoiados por sofisticadas ferramentas de
software. Juntos formam a base para o ensino da seleção de materiais em
faculdades de engenharia no mundo inteiro. Porém, frequentemente esses
programas ignoram ou, no máximo, dedicam pouca atenção àquela que po-
deríamos chamar de “arte dos materiais” e ao papel que estes desempenham
no design industrial. Isso talvez ocorra porque os aspectos mais técnicos da
Engenharia constituem uma área estruturada e analítica que pode ser regis-
trada e ensinada como um conjunto de procedimentos formais. Mas o design
não é tão facilmente formulado como um método; ele depende de raciocínio
“visual”, desenhos esquemáticos e modelagem; de uma exploração da estética
e da percepção. E também de contar histórias.
Este livro aborda o papel dos materiais e processos no design de produto.
Complementa um texto mais antigo que analisa os métodos para escolher
materiais e processos que cumpram os requisitos técnicos de um produto.
Mas aqui, ao contrário, a ênfase cai sobre uma gama mais ampla de infor-
mações sobre materiais que os designers necessitam, sobre o modo como os
usam e sobre as razões por que o fazem.
Os comentários que recebemos e as conversas que tivemos com alunos,
professores e designers profissionais sobre a primeira edição deste livro nos
incentivaram (e também aos editores) a captar novas experiências, novas ideias
e desenvolvimentos recentes em setores industriais, e incorporá-los à segunda
edição. Com a ajuda de Willy e Patrick, da Swayspace, também dedicamos
algum tempo a repensar o design, o layout, o esquema gráfico e de cores
e o conteúdo do livro de modo a realçar a mensagem e sua apresentação.
Incluímos novos estudos de caso derivados das experiências que um de nós
(Kara Johnson) teve em seu trabalho com a IDEO. E esses casos ilustram a
ideia de materiais e design de modo mais completo e mais inspirador. Tendo
como base o trabalho recente de Mike, damos mais ênfase à sustentabilidade
e às questões relacionadas com o design ecológico e “verde”. Os perfis de
materiais e processos também foram ligeiramente ampliados e as fotografias
melhoradas para ficarem mais acessíveis e inspiradores.
O livro tem dois públicos: estudantes e designers profissionais. Para os
estudantes, a finalidade é apresentar o papel desempenhado pelos materiais e
pela fabricação no design, usando linguagem e conceitos que eles já conhe-
cem bem. Para os designers profissionais, a finalidade é apresentar uma fonte
de referência concisa para materiais e manufatura, apresentando perfis de
suas características. Com esse propósito, o livro é dividido em duas partes. A
primeira apresenta ideias sobre design e métodos de seleção de materiais; a
segunda é dedicada aos perfis.
Muitos colegas foram generosos com seu tempo e suas ideias. Em particu-
lar, agradecemos pelas discussões, críticas, contribuições e sugestões construtivas
do Professor Yves Brechet, da University of Grenoble; Dr. David Cebon, Dr.
John Clarkson, Dr. Hugh Shercliff, Dr. Luc Salvo, Dr. Didier Landru, Dr. Amal
Esawi, Dr. Ulrike Wegst, Sra.Veronique Lemercier, Sr. Christophe LeBacq e Sr.
Alan Heaver, da Cambridge University; Dr. Pieter-Jan Stappers, da Technical
University of Delft; Dr. Torben Lenau, da Technical University of Denmark;
e Julie Christennsen, da Surface Design, San Francisco. Na segunda edição
pudemos incluir estudos de caso da IDEO, e agradecemos profundamente
pela oportunidade de continuar a trabalhar com a empresa na exploração do
papel dos materiais no design. Devemos um agradecimento especial a Nicolas
Zurcher, da IDEO, e a Jihoon Kim, do IDTC (International Design Trend
Center), que, cada um a seu modo, se dispuseram a compartilhar algumas de
suas imagens para ilustrar os perfis de materiais e de manufatura. Em particu-
lar, agradecemos a contribuição de Willy Schwenzfeier e Patrick Fenton, da
Swayspace, em Nova York, pelo design do livro em si. Muitas outras pessoas e
organizações, apresentadas nas páginas a seguir, contribuíram com imagens ou
nos deram permissão para reproduzir imagens e fotografias de seus produtos.

Mike Ashby e Kara Johnson


Junho de 2009

Nossa lista dos cinco Mike Ashby Kara Johnson


melhores livros da
área 1. Manzini, E. The Material of Inven- 1. Thompson, R. Manufacturing
Como parte do prefácio deste tion. Londres: The Project Coun- Processes for Design Professionals.
livro, incluímos nossa lista cil, 1989. Descrições curiosas do Londres: Thames & Hudson,
dos cinco melhores livros que
servem como boa referência, papel do material na “invenção”. 2007. A melhor referência dispo-
inspiração e aprendizado 2. McKim, R. H. Experiences in Vi- nível para conhecer os processos
para materiais e manufatura. sual Thinking. Califórnia: Brooks/ de manufatura.
Esses livros nos ajudam a
lembrar de entrar na fábrica, Cole, 1980. Uma introdução de 2. Manzini, E. The Material of
a focar a visualização, a leitura muito fácil ao raciocínio e Invention. Londres: The Project
explorar o básico do design e ao design criativos. Council, 1989. Uma história dos
a experimentar.
3. Tufte, E. R. The Visual Display of materiais icônica e inspiradora.
Quantitative Information. Graphics 3. Haptic. Takeo Paper Show, 2004.
Press: Conneticut, 1983. A bíblia Uma coleção de objetos inspira-
dos métodos gráficos para repre- dos no papel e feitos de papel.
sentar (bem ou não) informações. 4. Suke Suke, Fuwa Fuwa, Zawa
4. Jordan, P. S. Designing Pleasurable Zawa. Nuno Corporation. Uma
Products. Londres: Taylor and coleção da quintessência de
Francis, 2000. Uma discussão manipulações de lindos tecidos.
sobre os requisitos de função, Disponível em www.nuno.com.
usabilidade e prazer do design. 5. Johnson, K. e Bone, M. I Miss
5. Norman, D. A. The Design of My Pencil. Palo Alto, Califórnia:
Everyday Things. Londres: MIT IDEO, 2009. Uma série de expe-
Press, 1998. Um livro que pro- rimentos com os sentidos, artesa-
voca reflexões sobre o design de nato moderno, amor e fetiche.
produtos utilizados no dia a dia.
Agradecimentos
ALPA of Switzerland (Suíça) Han Hansen (Alemanha)

Antiques Collectors’ Club (Reino IDEO (Estados Unidos)


Unido)
IDTC – International Design Trend
Apple Press (Reino Unido) Center (Coreia do Sul)

Arnoldo Mondadori Editore S.p.A. MAS Design (Reino Unido)


(Itália)
Nokia Group (Finlândia)
Bang and Olufsen, UK (Reino
Unido) Porsche Design GmbH (Alemanha)

Cynthia Nicole Gordon (Estados Sony Corp. (Japão)


Unidos)
Vectra (Estados Unidos)
Dyson (Reino Unido)
Vitra Management ag (Suíça)
Ergonomic Systems Inc. (Estados
Unidos) Yamaha Corporation (Japão)

Gisela Stromeyer (Estados Unidos)


Introdução

Este livro inclui dez capítulos que exploram a ligação entre materiais
e design de produto. Entender de materiais e de manufatura (M&M) é
fundamental no processo do design. Nossa intenção é construir uma base
sólida de informações e conhecimento centrada em M&M e incentivar a
paixão por sua exploração e manipulação no contexto de design.
Nos apêndices, apresentamos exercícios para estudantes e designers
profissionais, criados especificamente para cada capítulo, e incluímos
mapas mais detalhados de informações técnicas para referência.
Cap
ítulo
1
Fun
ção
e pers
ona
lida
de

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd. Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs&UN ÎOE0ERSONALIDADE

Vivemos em um mundo de materiais. São os materiais que dão substância a tudo


que vemos e tocamos. Nossa espécie — Homo sapiens — é diferente das outras,
talvez mais significativamente pela habilidade de projetar — produzir “coisas” a partir
de materiais — e pela capacidade de enxergar mais em um objeto do que apenas a
sua aparência. Objetos podem ter significado, despertar associações ou ser signos de
ideias mais abstratas. Objetos projetados, tanto simbólicos quanto utilitários, prece-
dem qualquer linguagem registrada — e nos dão a mais antiga evidência de uma
sociedade cultural e do raciocínio simbólico.
Alguns desses objetos tinham funcional, mas sobrevivem e hoje são
uma finalidade predominantemente apreciados também por seu atrativo
funcional: a roda-d’água, o motor a como objetos de beleza. Pense ainda
vapor, a turbina a gás. Outros eram nos instrumentos musicais: o violino
(e são) puramente simbólicos ou ou o cravo com detalhes incrusta-
decorativos: as pinturas encontradas dos; nas armas de guerra: o escudo
nas cavernas de Lascaux, as máscaras decorado ou os detalhes esculpidos
de madeira do Peru, as esculturas de em uma arma de fogo; ou nas armas Figura 1.1 –
mármore da Ática. Porém — o que é do intelecto: a caneta folheada, o ma- Maravilhosa mescla
mais significativo —, há objetos que nuscrito decorado com iluminuras. As de estética e função
utilitária
combinam o funcional com o sim- formas de todas essas peças expressam Stata Center no MIT
bólico e o decorativo. A combinação aspectos da imaginação e do desejo (imagem por cortesia do
talvez seja mais óbvia na arquitetura dos criadores de confeccionar tanto prof. John Fernandez,
Departamento de Arquitetura,
— durante milhares de anos, grandes objetos de prazer, quanto de utilidade MIT, Cambridge,
arquitetos procuraram criar estruturas &IGURASE  Massachusetts).
que serviam a uma finalidade prática
e ao mesmo tempo expressavam a
visão e a grandeza de seus clientes
ou de sua cultura: o Coliseu de
Roma, o Empire State Building de
Nova York, o Centro Pompidou de
Paris, cada um deles um exemplo de
mescla da técnica com a estética.
Em menor escala, designers de
produto buscam mesclar a técnica
com a estética, combinando utili-
dade prática com prazer emocional.
Pense na porcelana Wedgewood, nos
artigos de vidro Tiffany, nos móveis
Chippendale — esses artigos foram
feitos e comprados, antes de mais
nada, para cumprir uma finalidade

3
Materiais e Design

otimizadas de uma ideia. Essa é a ideia


que chegará ao mercado.
As pessoas — consumidores —
compram coisas porque gostam delas,
ou as amam, até. É claro que, para
Figura 1.2 –
Maravilhosa mescla ser bem-sucedido, um produto tem
de estética e função de funcionar de maneira adequada,
utilitária mas isso não basta: tem de ser fácil e
Pistola Colt.
conveniente de usar, e deve ter uma
“personalidade” que satisfaça, inspire
EDÐPRAZER&IGURA %SSEÞLTIMO
aspecto — a personalidade — depen-
de fortemente do design industrial.
No caso de materiais e design de Quando muitos produtos equivalen-
produto, é a combinação de elemen- tes em termos técnicos competem,
tos de arte e ciência que funciona. conquista-se (ou perde-se) a participa-
Materiais não são apenas números em ção de mercado por meio de seu apelo
uma planilha de dados. E design não é visual e tátil, da exploração de outros
um exercício de estética sem sentido sentidos ou de uma conexão emo-
nem uma exploração isolada da tec- cional, das associações que desperta,
nologia. O que importa é o processo do modo como é percebido e das
de achar soluções que sejam signifi- experiências que proporciona. Hoje, os
cativas para as pessoas, que proporcio- consumidores esperam prazer, além de
nem novas experiências e inspirem e funcionalidade, de tudo que compram.
criem impacto positivo na sociedade Criá-lo é parte fundamental do design.
e em nossa vida diária. Hoje, as pesso- Os avanços na área de materiais
as buscam produtos que sejam susten- permitem avanços no design indus-
táveis e cativantes, e cabe ao designer trial, assim como o fazem com o
desenvolver tais produtos. Precisamos projeto técnico — juntos, os avanços
evoluir de uma sociedade industrial podem gerar novos comportamentos,
impulsionada pelo consumismo para novas experiências, novas arquiteturas
uma sociedade que respeita e aprecia &IGURA %AQUIPRECISAMOSDE
os aspectos de eficiência e aparência. uma palavra que requer definição:
Para explorar os aspectos físicos dos “inspiração” — a capacidade de esti-
materiais, precisamos entrar na fábrica mular o pensamento criativo. Novos
e conhecer as pessoas que lidam com desenvolvimentos em materiais e
os processos de produção. Para tomar processos são fontes de inspiração
decisões a respeito do uso eficiente para designers de produto porque
de materiais, é preciso ter uma base sugerem novas soluções visuais, táteis,
sólida de conhecimento técnico sobre esculturais e espaciais para o design
materiais e manufatura. Combinadas, de produto. Exemplos extraídos do
materialidade e eficiência permitem passado recente são a capacidade de
ao designer desenvolver produtos colorir e moldar polímeros para pro-
que sejam inovadores e, ainda assim, duzir peças brilhantes e translúcidas; a
expressões totalmente tangíveis e moldagem em conjunto de elastôme-

4
#APÓTULOs&UN ÎOE0ERSONALIDADE

ros para obter superfícies macias ao Figura 1.3 – Função,


uso e personalidade
tato; vidro temperado e texturizado Uma bicicleta tem de
para criar paredes e assoalhos trans- funcionar (rodas, corrente,
parentes; revestimentos de superfície engrenagens), ser projetada
para ter utilidade (carregar
que refletem, refratam ou difundem a coisas de um lado para outro)
luz; compósitos de fibras de carbono e possuir uma personalidade
que permitem estruturas excepcio- que combine com o
proprietário (grafismo do
nalmente delgadas e delicadas — e quadro, fita de guidão).
há muitos mais. Em cada um desses
exemplos, produtos inovadores foram
inspirados pela utilização criativa de
materiais e processos.
Portanto, os materiais desempe-
nham dois papéis que se sobrepõem:
o de proporcionar funcionalidade téc-
nica e o de criar personalidade para sentido. Por outro lado, designers in-
o produto. Qualquer desequilíbrio dustriais expressam suas ideias e des-
nesse ponto fica aparente. Projetis- crevem materiais de um modo que,
tas técnicos têm acesso imediato a para os engenheiros, às vezes parece
informações do tipo que precisam — assustadoramente vago e qualitativo.
manuais, softwares de seleção, serviços O primeiro passo para preencher
de consultoria de fornecedores de essa lacuna é explorar como cada
materiais — e a análises e códigos de grupo “usa” os materiais e a natureza
otimização para projetos seguros e das informações que cada um exige.
econômicos. Por outro lado, designers O segundo é explorar métodos e,
industriais alegam, por intermédio da por fim, ferramentas de projeto que
imprensa e em entrevistas, a frustração entrelacem as duas correntes de
de não terem suporte equivalente. pensamento em um único tecido in-
Essa discrepância aparece também na tegrado. Essas duas últimas sentenças
educação de nível superior: o ensino resumem o escopo deste livro.
da ciência e da aplicação técnica de
Figura 1.4 – Violino
materiais é altamente desenvolvido
virtual
e sistematizado, apoiado por nume- A forma do violino é parte
rosos textos, softwares, periódicos e essencial de sua personalidade.
Neste violino eletrônico,
conferências; contudo, não há abun-
o formato fantasmagórico
dância semelhante de suporte para o faz a conexão com a forma
ensino de materiais na área de design original e também sugere
a transmutação ocorrida
industrial.
(imagem por cortesia de
Preencher essa lacuna de infor- Yamaha Corp.).
mações e métodos não é simples.
Os termos técnicos usados por
engenheiros não são a linguagem
corrente dos designers industriais
— na verdade, às vezes eles podem
até achar que esses termos não têm

5
Materiais e Design

Leitura adicional
Há considerável literatura sobre design de produto — algumas abrangentes,
outras não. Ao final de cada capítulo apresentaremos uma lista de fontes úteis
acompanhadas por um breve comentário. As que apresentamos a seguir são
um bom ponto de partida.

Baxter, M. Product Design. Londres: Chapman and Hall, 1995. (Este ambicio-
so livro, cujo objetivo é o entendimento do processo de design de produto
como um todo, abrange projeto dirigido a aparência, fabricação, baixo custo,
confiabilidade e responsabilidade ambiental. É uma introdução útil, escrita em
linguagem simples.)
Clark, P. e Freeman, J. Project, a Crash Course. Nova York: The Ivy Press
Ltd./Watson-Guptil Publications/BPI Communications Inc., 2000. (Um
passeio rápido e interessante pela história do design de produto desde 5000
a.C. até os dias de hoje.)
Coates, D. Watches Tell More than the Time. Nova York: McGraw-Hill, 2003.
(Análise da estética, associações e percepções de produtos do passado e do
presente, com exemplos, muitos deles extraídos de design de automóveis.)
Dormer, P. Project since 1945. Londres: Thames and Hudson, 1993.
(Bem-ilustrado, documenta a influência do design industrial em móveis,
utensílios e na área têxtil — história do design contemporâneo que comple-
menta a história mais abrangente de Haufe [1998], citada adiante.)
Forty, A. Objetos de desejo — design e sociedade desde 1750. São Paulo:
CosacNaify, 2007. (Panorama interessante da história do design de tecidos
estampados, produtos domésticos, equipamentos de escritório e sistemas de
TRANSPORTE&ELIZMENTEAOBRAÏDESTITUÓDADEELOGIOSADESIGNERSEFOCALIZAO
que o design industrial faz, em vez de quem o fez. A maioria das ilustrações é
extraída do final do século XIX e início do século XX, com alguns exemplos
de design contemporâneo.)
Haufe, T. Project, a Concise History. Londres: Laurence King Publishing, 1998.
(Provavelmente a melhor introdução ao design industrial para estudantes —
e para qualquer um. Conciso, abrangente, claro, projeto gráfico inteligível e
boas ilustrações coloridas, embora pequenas.)
Jordan, P. S. Designing Pleasurable Products,ONDRES4AYLORAND&RANCIS
2000. (Gerente de pesquisa estética e design da Philips, Jordan argumenta
que hoje os produtos têm de funcionar adequadamente, além de atender
a aspectos de usabilidade e proporcionar prazer. Grande parte do livro é
uma descrição de métodos de pesquisa de mercado para revelar a reação de
usuários aos produtos.)

6
#APÓTULOs&UN ÎOE0ERSONALIDADE

Julier, G. Encyclopedia of 20th Century Design and Designers. Londres: Thames


and Hudson, 1993. (Breve resumo da história do design, com boas figuras e
discussões sobre a evolução do design de produto.)
Manzini, E. The Material of Invention. Londres: The Project Council, 1989.
(Descrições curiosas do papel do material na “invenção” — neste caso com o
significado de projeto criativo.)
McDermott, C. The Product Book. Londres: D & AD/Rotovison, 1999.
(Cinquenta ensaios elaborados por designers conceituados que descrevem a
própria definição de design, o papel que desempenha nas respectivas empresas e
a abordagem de cada um para o design de produto.)
Norman, D. A. The Project of Everyday Things. Londres: MIT Press, 1998.
(Livro que dá uma noção do design de produto com ênfase na ergonomia e
na facilidade de utilização.)
Vezzoli, C. e Manzini, E. Project for Environmental Sustainability. Londres:
Springer-Verlag, 2008. (Um livro em coautoria com o escritor de The Mate-
rials of Invention, que apresenta ferramentas e estratégias para integrar requisi-
tos ambientais ao desenvolvimento de produtos.)

7
Capítulo
2

3UYIM
R¾YIRG
HITVSH MESHIW
YXS# MKR

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

.ADAÏESTÉTICO/DESIGNERDEHOJEPROCURAOTIMIZAROPROJETOPARAMELHORATENDERÌS
NECESSIDADESDOMERCADOATUAL MAS ANTESMESMODECONCLUIRAOTIMIZA ÎO ALGUMASFOR-
 ASINmUENCIAMASDECISÜESDEPROJETOˆMUDAMEEXIGEMUMNOVODIRECIONAMENTO³
PROVEITOSOlCARCIENTEDESSASFOR ASELASCRIAMOCONTEXTONOQUALOPROJETOOCORRE

!&IGURASUGERECINCODESSAS DISCUSSÜESCOMDESIGNERSSUGEREM
FOR ASˆOMERCADO ATECNOLOGIA QUEATUALMENTETAISFOR ASESTÎOENTRE
OCLIMADEINVESTIMENTO OMEIO ASMAISPODEROSAS% ÏEVIDENTE NÎO
AMBIENTEEODESIGNINDUSTRIAL³ RAROELASENTRAMEMCONmITO
UMASIMPLIlCA ÎO MASUMASIM- !NTESDENOSLAN ARMOSAO
PLIlCA ÎOÞTIL/CÓRCULOCENTRAL DESENVOLVIMENTOPROPRIAMENTE
REPRESENTAOPROCESSODEDESIGN CUJO DITODESTELIVRO EXAMINAREMOSDE
FUNCIONAMENTOEDINÊMICAEXPLORA- MANEIRABREVECADAUMADESSASFOR AS
REMOSNO#APÓTULO%STÉSUJEITOA INmUENTESQUE DAQUIEMDIANTE ES-
VÉRIASINmUÐNCIASEXTERNAS INDICADAS TARÎOSEMPRESEESGUEIRANDONOSBAS-
PELOSRAMOSQUEORODEIAM5M TIDORESEREAPARECENDOEMCAPÓTULOS
BOMDESIGNERESTÉSEMPREALERTAAO POSTERIORES QUANDOSUAIMPORTÊNCIA
DESENVOLVIMENTODATECNOLOGIA DERI- SElZERSENTIR
VADODAPESQUISACIENTÓlCAADJACENTE
.OVASTECNOLOGIASSÎOEXPLORADASDE
MODOCOMPATÓVELCOMOCLIMADE 3QIVGEHS
INVESTIMENTODAEMPRESA QUEPOR
SUAVEZESTÉCONDICIONADOÌSCONDI- /CRESCIMENTOECONÙMICOEA
 ÜESECONÙMICASVIGENTESNOSPAÓSES PROSPERIDADEDOSDIASATUAIS TANTOEM
NOSQUAISOPRODUTOSERÉPRODUZIDO ÊMBITONACIONALQUANTOPESSOAL EA
EUTILIZADO!PREOCUPA ÎOCOMA NATUREZADASECONOMIASDELIVRE MER-
MINIMIZA ÎODOIMPACTOECOLØGICO CADOFAZEMDOMERCADOUMPODERO-
PROVOCADOPELAENGENHARIADEPRO- SOMOTIVADORDODESIGNDEPRODUTO
DUTOAUMENTAACONSCIENTIZA ÎOEM %MPAÓSESDESENVOLVIDOSHÉDIVERSOS
RELA ÎOAOPROJETOPARAOMEIOAM- PRODUTOSTECNICAMENTEMADUROSCUJO
BIENTEE NOLONGOPRAZO AOPROJETO MERCADOESTÉSATURADO NOSENTIDODE
VOLTADOPARAASUSTENTABILIDADE!LÏM QUEQUASETODOSQUENECESSITAMDELES
DISSO NOSMERCADOSDOSÏCULO88) JÉOSTÐM0ORTANTOÏODESEJOhQUE-
OSCONSUMIDORESEXIGEMMUITOMAIS RERv ENÎOANECESSIDADEhPRECISARv
DOQUEUMPRODUTOQUEFUNCIONE QUEGERAASFOR ASDEMERCADO(OJE
BEMAUMPRE OACESSÓVELELESTAM- GRANDEPARTEDODESIGNDEPRODUTOÏ
BÏMQUEREMSATISFA ÎOEPRAZER O IMPULSIONADAPELODESEJO EUMDOS
QUETRANSFORMAOSINSUMOSADVINDOS PRINCIPAISDESEJOSDOSCONSUMIDORES
DODESIGNINDUSTRIALEDAESTÏTICAEM ÏMAISFUNCIONALIDADE4ALDEMANDA
ALTAPRIORIDADE#LAROQUEHÉMUITO DESVIAAÐNFASEDOSMATERIAISESTRU-
MAISINmUÐNCIASALÏMDASCINCO TURAISˆQUE APØSDÏCADASEATÏ
CITADASNOINÓCIODESTECAPÓTULO MAS MESMOSÏCULOS DEDESENVOLVIMENTO

9
-ATERIAISE$ESIGN

Clima de Estética
investimento

Estratégia de
negócios Design
industrial

sso de des
oce i gn
Pr
Os produtos que
O mercado Conceito Produção
O que as pessoas compramos, usamos,
precisam (querem)... Memorial descritivo do Projeto Desenvolvimento )WTIGM½GEpnS amamos, guardamos
ou jogamos fora...
Detalhamento

*MKYVE¯-RWYQSW
TEVESTVSGIWWSHI Impacto ao
HIWMKR Fatores meio ambiente
Os insumos dominantes para tecnológicos
o design de produto derivam Sustentabilidade
de necessidade do mercado,
ciência e tecnologia, estratégia Ciência
de negócios, preocupação com
o meio ambiente e design
industrial.

EVOLUEMAGORALENTAMENTEˆPARA PARA BRISASEESPELHOSMATERIAISMAG-


MATERIAISQUESECOMPORTAMDENOVAS NÏTICOSEELÏTRICOS MICROPROCESSADO-
MANEIRAS%STASSÎOPROPORCIONADASNA RESPARACONTROLEDOMOTORESISTEMAS
MAIORPARTEPORMATERIAISNÎOESTRU- DEORIENTA ÎOMATERIAISSEMICONDUTO-
TURAISOSATRIBUTOSELÏTRICOS ØTICOS RES VIDROTEMPERADOENÎOREmEXIVO
MAGNÏTICOSEBIOLØGICOSÏQUESÎO VISORESDECRISTALLÓQUIDOEDEDIODOS
IMPORTANTESNESTECASO EMISSORESDELUZ,%$S MATERIAISØTI-
#ONTUDO NÎOSIGNIlCAOlMDA COS EASSOALHOSEPAINÏISLATERAISPARA
EXISTÐNCIADOSMATERIAISESTRUTURAIS ISOLARCALORESOMMATERIAISTÏRMICOS
LONGEDISSOMAISDEDETODOSOS EACÞSTICOS ³NESSAÉREAQUEAMAIOR
MATERIAISDEENGENHARIAPRODUZIDOS PARTEDAPESQUISAEDODESENVOLVIMEN-
SÎOUTILIZADOSPRIMARIAMENTEPARASU- TOATUAISESTÉCONCENTRADA
PORTARCARGASMECÊNICAS!PESQUISAEO ³USUALDIZERQUEOSDESIGNERS
DESENVOLVIMENTONESSAÉREAENFATIZAM ATENDEMÌSNECESSIDADESDOMERCADO
PROCESSAMENTOMAISElCIENTE MAIOR MASÌSVEZESÏELEPRØPRIOQUEMAS
CONTROLEDEQUALIDADEEMÏTODOSDE CRIA0RODUTOSREVOLUCIONÉRIOSTOMAM
FABRICA ÎOMAISmEXÓVEIS EMVEZDA OMERCADODESURPRESAˆPOUCOS
BUSCAPORMATERIAISCOMPLETAMEN- CONSUMIDORESSENTIAMFALTADEUM
TENOVOS0ORÏM EMBORAAMAIORIA walkman DEUMRELØGIODIGITAL OU
DOSCARROSˆPARADARUMEXEMPLO MESMODEUMAIMPRESSORAALASER
ˆAINDASEJAEMGRANDEPARTEFEITA ANTESDESSESPRODUTOSAPARECEREMNO
DEA O ELESTAMBÏMCONTÏMATÏ MERCADO.ESSESCASOS ODESIGNER
PEQUENOSMOTORESELÏTRICOSPARAPO- ANTECIPOU SEE AOOFERECERUMASOLU-
SICIONARJANELAS BANCOS LIMPADORESDE  ÎO CRIOUANECESSIDADE!INSPIRA ÎO


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

SUBENTENDIDANESSESCONCEITOSNÎO *MKYVE¯4ETIPHE
2SZEWXIGRSPSKMEW
GMsRGME
SURGIUDOMERCADO MASDOSAVAN OS A ciência revela novas
DACIÐNCIAEDATECNOLOGIAˆODE- 2SZSWQEXIVMEMW tecnologias; destas, surgem
SENVOLVIMENTODEMAGNETOSDEEFEITO %STRUTURAIS
&UNCIONAIS
novos materiais e processos.
Estes, por sua vez, estimulam
DECAMPO OSCILADORESDEQUARTZOE #OMPØSITOS novas oportunidades para o
-ULTICAMADAS
LASERSDEESTADOSØLIDOˆ PARAOS design de produto.
QUAISNOSVOLTAMOSAGORA
2SZSWTVSGIWWSW
-OLDAGEM
*UN ÎO
'MsRGMEIXIGRSPSKME !CABAMENTODESUPERFÓCIE

!MENOSPREVISÓVELDASFOR AS 2SZSWTVSHYXSW
,EVES
QUEIMPULSIONAMAMUDAN AÏADA -ENOSCAROS
PRØPRIACIÐNCIA&IGURA !PESARDAS 6IDAÞTILMAISLONGA
.OVAFUNCIONALIDADE
PREVISÜESPERIØDICASDEQUEACIÐNCIA "AIXOIMPACTOAMBIENTAL
ESTÉhCHEGANDOAOlMv ELACONTINUAA %LEMENTOSESTÏTICOSDEDESIGN
$ESIGNEMOCIONAL
EXPORNOVASTECNOLOGIASQUEHABILITAM
AINOVA ÎOEMMATERIAISEPROCESSOS
#OMOJÉDISSEMOS SÎOASAPLICA- CIAMENTOTÏRMICO!RECONHECIDA
 ÜESESTRUTURAISQUE EMTERMOSDECA- IMPORTÊNCIAFUTURADOSDISPOSITIVOS
PACIDADEDESUPORTARCARGA DOMINAM -%-3MICROSSISTEMASELETROME-
EMESMAGADORADIMENSÎO OCONSUMO CÊNICOS APRESENTADESAlOSAINDA
DEMATERIAISDEENGENHARIA#IMENTO MAIORESMATERIAISPARAMICROESTRUTU-
ECONCRETO A OSELIGASLEVES POLÓME- RAS ROLAMENTOS ENGRENAGENSECHASSIS
ROSECOMPØSITOSESTRUTURAISˆTODOS QUEDEVEMFUNCIONARDEMANEIRA
FOCOSDEPESQUISANOSÏCULOPASSADO APROPRIADAEMUMAESCALAPARAAQUAL
ˆATINGIRAMUMAESPÏCIEDEMATURI- ASLEISDAMECÊNICAFUNCIONAMDE
DADETÏCNICA/QUEANOVACIÐNCIAEA MODODIFERENTEASFOR ASINERCIAIS
TECNOLOGIAPODEMOFERECERNESSAÉREA DEIXAMDESERIMPORTANTES AOPASSO
-ATERIAISMAISADEQUADOSPARA QUEASFOR ASDESUPERFÓCIESTORNAM SE
ESTRUTURASLEVESEUSOESTRUTURALEM FATORDEINmUÐNCIA POREXEMPLO 
ALTASTEMPERATURASOFERECEMBENE- 3OBRETUDO HÉOIMPULSODE
FÓCIOSDETÎOCONSIDERÉVELPOTENCIAL DESCOBRIREDESENVOLVERNOVOSMA-
QUEAPESQUISAPARADESENVOLVÐ LOS TERIAISFUNCIONAIS!LGUNSEXEMPLOS
CONTINUAATODOVAPOR4AMBÏMA DEMATERIAISJÉCONSAGRADOSEDESUA
TENDÐNCIAÌMINIATURIZA ÎOCRIANO- APLICA ÎOFORAMDADOSNAÞLTIMA
VOSPROBLEMASMECÊNICOSETÏRMICOS SE ÎO(ÉVÉRIOSEMDESENVOLVIMENTO
ˆTAMANHOPEQUENOSIGNIlCACOM E COMOTEMPO INSPIRARÎOPRODUTOS
FREQUÐNCIAQUEAESTRUTURADESUPORTE INOVADORES%XEMPLOSDESSESMATERIAIS
DEVESEREXCEPCIONALMENTElNAE EMERGENTESSÎOPOLÓMEROSELETROATI-
DELGADA OQUEREQUERMATERIAISDE VOS METAISAMORFOS NOVOSMATERIAIS
EXCELENTERIGIDEZERESISTÐNCIA EQUE INTERMETÉLICOSECERÊMICOSMAGNÏ-
ENQUANTOAPOTÐNCIAPODESERBAIXA TICOSESUPERCONDUTORES ESPUMAS
ADENSIDADEDEPOTÐNCIAÏENORME METÉLICASEMATERIAISRETICULADOS 1.Veja, por exemplo, Horgan
(1996).
EXIGINDONOVOMATERIAISPARAGEREN- PRODUZIDOSPORMICROFABRICA ÎOOU


-ATERIAISE$ESIGN

TECEDURATRIDIMENSIONAL!PESQUISA CERTACAPACIDADEPARAENFRENTARTAIS
DEMATERIAISQUEIMITAMANATURE- IMPACTOS DEMANEIRAQUEDETERMI-
ZADEMODOSUTILÏESTIMULADAPELO NADONÓVELPODESERABSORVIDOSEM
CONHECIMENTOMAISPROFUNDODA DANOSDURADOUROS-ASÏEVIDENTE
BIOLOGIACELULAR QUESUGERENOVAS QUEASATIVIDADESHUMANASDEHOJE
ABORDAGENSPARAODESENVOLVIMENTO FREQUENTEMENTEULTRAPASSAMESSE
DESUPERFÓCIESBIOATIVASEBIOPASSIVAS PATAMAREDIMINUEMAQUALIDADEDO
QUEASCÏLULASPODEMRECONHECER MUNDOEMQUEVIVEMOSAGORA ALÏM
4ÏCNICASDEMONTAGEMEMESCALA DEAMEA AROBEM ESTARDEGERA ÜES
NANOPERMITEMACRIA ÎODEDISPOSI- FUTURAS!SITUA ÎOPODESERTRADUZIDA
TIVOSBIDIMENSIONAISQUERESPONDEM PELASEGUINTEDECLARA ÎODRAMÉTICA
AOMOVIMENTODEUMÞNICOELÏTRON AUMATAXAGLOBALDECRESCIMENTODE
OUAUMquantumDEmUXOMAGNÏTICO AOANO EXTRAIREMOS PROCESSARE-
3EOSÏCULO88ÏCONSIDERA- MOSEDESCARTAREMOSMAISCOISASNOS
*MKYVE¯%ZMHE DOAERADOSMATERIAISVOLUMOSOS PRØXIMOSANOSDOQUEEMTODAA
HIYQQEXIVMEP TRIDIMENSIONAIS OSÏCULO88)SERÉA HISTØRIADACIVILIZA ÎOHUMANA
Extraem-se e se processam
minério e insumos primários
ERADASSUPERFÓCIES MONOCAMADAS E 0ROJETARRESPEITANDOOMEIO
para resultar em material; ATÏDEMOLÏCULASISOLADAS EDANOVA AMBIENTE GERALMENTE ÏINTERPRETADO
desse material é fabricado um FUNCIONALIDADEQUEPERMITEM COMOOESFOR OPARAAJUSTAROPRO-
produto que será utilizado
e, ao final da vida útil,
CESSOPROJETUALEMDESIGNDEMODO
descartado ou reciclado. 7YWXIRXEFMPMHEHII ACORRIGIRAJÉCONHECIDAEMENSU-
Consomem-se energia e QIMSEQFMIRXI RÉVELDEGRADA ÎOAMBIENTAL!ESCALA
materiais a cada etapa,
gerando um excedente de calor
TEMPORALDESSEMODODEPENSARÏDE
e emissões sólidas, líquidas 4ODAATIVIDADEHUMANACAUSA DEZANOSMAISOUMENOS EXPECTATI-
ou gasosas. ALGUMIMPACTOSOBREOAMBIENTE VADEVIDAMÏDIADEUMPRODUTO!
EMQUEVIVEMOS/AMBIENTETEM PREOCUPA ÎOCOMASUSTENTABILIDADE
VAIALÏMAADAPTA ÎODEUMESTILO
DEVIDAQUEATENDAÌSNECESSIDADES
PRESENTESSEMCOMPROMETERASNE-
CESSIDADESDASGERA ÜESFUTURAS.ESSE
CASO AESCALATEMPORALÏMAISLONGA
ˆTALVEZANOSNOFUTURO
!SREAISCONSIDERA ÜESNOPROJETO
VOLTADOAOAMBIENTEEVIDENCIAM SE
QUANDOEXAMINAMOSOCICLODEVIDA
DOMATERIALDELINEADONA&IGURA
-INÏRIOSEINSUMOSPRIMÉRIOS AMAIO-
RIANÎORENOVÉVEL SÎOPROCESSADOSPARA
FORNECERMATERIAISDESTESSÎOFABRICA-
DOSPRODUTOSQUESERÎOUTILIZADOSE
AOlNALDAVIDAÞTIL DESCARTADOSUMA
PORCENTAGEMTALVEZENTREEMUMCICLO
DERECICLAGEM EORESTOÏDESTINADOA
INCINERA ÎOOUATERROS%MCADAPONTO
DESSECICLOHÉCONSUMODEENERGIA


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

ACOMPANHADOPORUMEXCEDENTE RENOVÉVEISCUJAMATÏRIA PRIMASÎO


DE#/2EOUTRASEMISSÜESˆCALOR COISASQUEPODEMSERCULTIVADAS PELA
ERESÓDUOSSØLIDOS LÓQUIDOSEGASOSOS MINIATURIZA ÎOEPELASUBSTITUI ÎODE
/PROBLEMA EMTERMOSRUDIMENTA- BENSPORSERVI OS0ODE SECONSEGUIR
RES ÏQUEASOMADESSESSUBPRODUTOS AREDU ÎODEENERGIAPORMEIODOPRO-
INDESEJÉVEISULTRAPASSAACAPACIDADEDE JETODESISTEMASDETRANSPORTELEVE PELO
ABSOR ÎOPELOAMBIENTE/DANOVISÓ- GERENCIAMENTOTÏRMICOOTIMIZADODE
VELÏNAMAIORIALOCALAORIGEMPODE EDIFÓCIOSEPELOAUMENTODAElCIÐNCIA
SERDETERMINADAEÏPOSSÓVELEXECUTAR DACONVERSÎOEUTILIZA ÎODEENERGIA
A ÜESPARAREMEDIÉ LO'RANDEPARTE NAINDÞSTRIA0ROVAVELMENTE AMEDIDA
DALEGISLA ÎOAMBIENTALVISAAREDU- MAISEFETIVADETODASÏAUMENTARAVIDA
 ÜESMODESTAS EMBORACONTÓNUAS DA ÞTILDOPRODUTODOBRÉ LAREDUZPELA
ATIVIDADEPREJUDICIALAREGULAMENTA ÎO METADEOIMPACTODETRÐSDASQUATRO
QUEEXIGEUMAREDU ÎODE POR ETAPASMOSTRADASNA&IGURA%ISSO
EXEMPLO NOCONSUMOMÏDIODEGASO- REDIRECIONAOFOCOPARAODESIGNIN-
LINAEMCARROSDEPASSEIOÏCONSIDERADA DUSTRIALˆASPESSOASNÎOSEDESFAZEM
UMGRANDEDESAlO DAQUILODEQUEGOSTAM
3USTENTABILIDADEREQUERSOLU ÜES
DEUMTIPOCOMPLETAMENTEDIFERENTE
-ESMOASESTIMATIVASCONSERVADORAS 'PMQEIGSR|QMGSI
DOAJUSTENECESSÉRIOPARARESTAURARO HIMRZIWXMQIRXS
EQUILÓBRIOCOMOAMBIENTEALONGO
PRAZOPREVEEMUMAREDU ÎODEUM -UITOSPROJETOSNUNCACHEGARAM
QUARTOEMRELA ÎOAOmUXOMOSTRADO AOMERCADO4RANSFORMARUMPROJETO
NA&IGURAHÉQUEMDIGADEUM EMUMPRODUTODESUCESSO
DÏCIMO2/CRESCIMENTODAPOPU- &IGURA REQUERINVESTIMENTO E
LA ÎOEOAUMENTODASEXPECTATIVAS INVESTIMENTORELACIONA SEACONlAN A
DESSAPOPULA ÎOELIMINAMCOMFOLGA ADETERMINA ÎODAVIABILIDADEECONÙ-
QUAISQUERECONOMIASDEQUEAS MICAˆALGOQUEDEPENDEEMPARTE
NA ÜESDESENVOLVIDASPOSSAMCONSE- DOPROJETOEMSI MASTAMBÏM EISSO
GUIR0ARECESERUMPROBLEMAÉRDUO ÏIMPORTANTE DANATUREZADOMERCADO
QUEEXIGEDIFÓCILADAPTA ÎOECUJA AOQUALÏDIRIGIDO BEMCOMODOGRAU
RESPOSTANÎOSERÉENCONTRADANESTE DEPROTE ÎOPOSSÓVELCONTRAACONCOR-
LIVRO-ASCONTINUASENDOUMDOSFA- RÐNCIA!ANÉLISEDECASODENEGØCIO
TORESMOTIVADORESEACONDI ÎO LIMITE PARAUMPRODUTOPROCURAESTABELECER
DElNITIVAPARAODESENVOLVIMENTODE SUAVIABILIDADEECONÙMICA
PRODUTOS QUEDEVEMSERMANTIDOS 5MPRODUTOÏECONOMICAMENTE
COMOPANODEFUNDOPARAQUALQUER VIÉVELSESEUVALORNOMERCADOÏMAIOR
PENSAMENTOCRIATIVOEMDESIGN DOQUESEUCUSTOPORUMAMARGEM 2. Os livros de Von
0ORTANTO COMORESPONDERAO SUlCIENTEQUEJUSTIlQUEOINVESTIMEN- Weizsäcker et al. (1997) e
PROBLEMAMAISURGENTEDEREDU ÎODO TOEXIGIDOPARAFABRICÉ LOTALÏOQUE de Schmidt-Bleek (1997)
defendem a proposta de
IMPACTODEUSO5MMODOØBVIOÏ DETERMINAARECEITAPOTENCIALQUEELE redução massiva no consumo
FAZERMAISCOMMENOS!REDU ÎODE PODEGERAR4ÏCNICASDEMODELAGEM de energia e materiais, e citam
MATERIAISÏPOSSIBILITADAPELARECI- DECUSTOSPERMITEMESTIMAROCUSTO exemplos de como é possível
consegui-la.
CLAGEM PELAUTILIZA ÎODEMATERIAIS DEPRODU ÎO%STIMAROVALORÏMAIS


-ATERIAISE$ESIGN

INTELECTUALEDOSINSUMOSFUNDAMENTAIS
PESSOAS SEGREDOSCOMERCIAIS ACORDOS
DELICENCIAMENTOOUPARCERIA /
INVESTIMENTOEXIGIDOPARACOMERCIA-
LIZARUMPRODUTOTECNICAMENTEVIÉVEL
SØSECONCRETIZARÉSEASAVALIA ÜES
DOSCASOSTÏCNICO DEMERCADOEDE
NEGØCIOFOREMTODASATRAENTES% POR
lM HÉAQUESTÎODAATITUDEEMRELA ÎO
AORISCO!LGUNSSETORESINDUSTRIAISSÎO
LENTOSNAADO ÎODENOVASTECNOLOGIAS
VIÉVEISOUNÎOAINDÞSTRIANUCLEAR O
SETORDAENGENHARIACIVILE CADAVEZ
MAIS AINDÞSTRIAAEROESPACIALESTÎO
ENTREELES/UTROSNÎOSÎOFABRICAN-
TESDEEQUIPAMENTOSESPORTIVOSEDE
MUITOSPRODUTOSDECONSUMOADOTAM
AVIDAMENTENOVOSMATERIAISEPROCES-
SOS EPROMOVEMCOMENTUSIASMOOS
*MKYVE¯(S DIFÓCILREQUERPESQUISADEMERCADO PRODUTOSFABRICADOSCOMELES ACEITAN-
GSRGIMXSESTVSHYXS PARASEDETERMINARAPERCEP ÎOQUE DOORISCODEQUE PORSEREMNOVOS
A trajetória de uma ideia
desde o conceito até o
OSCONSUMIDORESTÐMDOPRODUTO A ECARACTERIZADOSDEMODOIMPERFEITO
produto requer demonstração IMPORTÊNCIAQUEDÎOAODESEMPENHO PODEMFRACASSARPREMATURAMENTE
de viabilidade técnica e EANATUREZADACOMPETI ÎO/VALOR %STECENÉRIOCAUSAUMIMPACTO
econômica, mercado receptivo
e investimento de capital
DOPRODUTODEPENDEDOMERCADOEDO SIGNIlCATIVOSOBREODESENVOLVIMENTO
(imagem por cortesia de SETORAOQUALÏDIRIGIDOUMABICICLETA DEMATERIAIS$ESENVOLVER CERTIlCAR
Dyson, Reino Unido). DETITÊNIOPARADARUMEXEMPLO Ï ECOMERCIALIZARUMNOVOMATERIAL
ATRAENTEPARAOSENTUSIASTASDOmountain ESTRUTURALNORMALMENTEDEMORA
biking ˆPARAELES OVALORDABICICLETA ANOS ENEMSEMPREÏEVIDENTEQUE
ÏMAIORDOQUEOCUSTOMASNÎOÏ ELESERÉTÏCNICAEECONOMICAMENTE
ATRAENTEPARAAMÏDIADOSCONSUMI- VIÉVELQUANDOALCAN ADOESSEPONTO
DORESURBANOS PARAOSQUAISOCUSTOÏ .OSÏCULOPASSADO GRANDEPARTE
MAIORDOQUEOVALOR DOCUSTODODESENVOLVIMENTODE
$EMONSTRARVIABILIDADEECONÙMICA MATERIAISESTRUTURAISFOIlNANCIADAPOR
ÏAPENASUMAPARTEDEUMCASODE GOVERNOS PORMEIODEPROGRAMASNU-
NEGØCIODIGNODECRÏDITO%STABELECER CLEARES ESPACIAISEDEDEFESA QUEESTA-
APRODU ÎOREQUERINVESTIMENTO E VAMDISPOSTOSAINVESTIRALONGOPRAZO
OINVESTIMENTOSØAPARECERÉQUANDO ˆCOISAQUEOSSETORESPRIVADOSNÎO
HOUVERCONlAN ADEQUEOCORRERÉUM ESTÎOPROPENSOSAACEITAR#ONTUDO
NÓVELSIGNIlCATIVODERETORNODEVALOR QUANDOSETRATADEMATERIAISFUNCIO-
3.Veja o artigo de Clark et !CAPACIDADEDOSDESENVOLVEDORESDO NAIS AESCALADETEMPOPARAPESQUISAE
al. (1997) na seção ,EITURA
ADICIONAL, que descreve PRODUTODEAGREGAROVALORQUEOPRO- DESENVOLVIMENTOPODESERBEMMAIS
técnicas de análise de valor, DUTOOFERECEDEPENDEDACAPACIDADE CURTA EˆEMPARTEPORQUEESSES
utilidade e modelagem de DELIMITARACONCORRÐNCIAPORMEIODA MATERIAISPODEMHABILITARPRODUTOS
custo técnico.
RETEN ÎODOCONTROLEDAPROPRIEDADE REVOLUCIONÉRIOSˆSEUVALOR MAIS


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

ALTO OQUEOSTORNAUMINVESTIMENTO %SSERACIOCÓNIORESULTANAVISÎODEQUE


MAISATRAENTE!SSIM OPROCESSODE ODESIGNINDUSTRIALCOMOBUSCAATIVAÏ
DESIGNÏINmUENCIADOPELOCLIMADE DESNECESSÉRIO VISTOQUESERÉNECESSA-
INVESTIMENTO PORAVALIA ÜESDELUCRO RIAMENTEOSUBPRODUTODEUMBOM
EPREJUÓZOSESPERADOS VOLUMEDE PROJETOTÏCNICOSOBESSAPERSPECTIVA O
VENDASEFACILIDADEDEPRODU ÎOCADA DESIGNINDUSTRIALÏMERAEMBALAGEM
UMDESSESASPECTOSESTÉRELACIONADO (ÉUMAVISÎOOPOSTAADEQUEPRODU-
DIRETAMENTECOMODESENVOLVIMENTO TOSCONSTRUÓDOSAPENASSOBAPERSPEC-
EACOMERCIALIZA ÎODEMATERIAIS TIVADAFUN ÎONÎOFORAMPROJETADOS
SÎOMEROSPRODUTOSDEENGENHARIA
!REALIDADE ÏCLARO ÏQUEAMBOS O
)WXqXMGEI PROJETOTÏCNICOEODESIGNINDUSTRIAL
HIWMKRMRHYWXVMEP INmUENCIAMSEUSUCESSOEODAEMPRE-
SAQUEOFABRICA EPORRAZÜESBASTANTE
!ANESTESIA DOGREGOanaesthesia SIGNIlCATIVAS#ITAREMOSALGUMASDELAS
ENTORPECEOSSENTIDOS SUPRIMEOSEN-
TIMENTOANESTESIAÏAFALTADESENSA ÎO (MJIVIRGMEpnSHITVSHYXS
!ESTÏTICA DOGREGOaesthesis,FAZO (OJEHÉMUITOSPRODUTOSQUE
OPOSTODESPERTAOINTERESSE ESTIMULAE ESTÎOTECNICAMENTEMADUROS!SDIS-
ATRAIOSSENTIDOS EMPARTICULAROSENSO TIN ÜESDEDESEMPENHOTÏCNICOSÎO
DEBELEZA3INESTESIAÏACOMBINA ÎODE MINÞSCULAS EOSPRE OSDOSPRODUTOS
SENTIDOSPARAALGUMASPESSOASÏUMA QUETÐMAPROXIMADAMENTEDESEM-
DESORDEMFÓSICAPARAOSDESIGNERSÏ PENHOSEMELHANTETAMBÏMSÎOQUASE
INSPIRA ÎO%LEMENTOSESTÏTICOS QUANDO OSMESMOS°MEDIDAQUEOMERCADO
ISOLADOSDEMODOSURPREENDENTEOU PARAUMPRODUTOlCASATURADO AS
COMBINADOSDEMANEIRAINESPERADA VENDASPODEMSERESTIMULADASPOR
CRIAMNOVASOPORTUNIDADESDEPROJETO DIFERENCIA ÎO3IGNIlCACRIARLINHASDE
EPARAASEXPERIÐNCIASQUEESSESPRO- PRODUTOSDISTINTOSEQUETENHAMUMA
JETOSHABILITAMEstéticaASSIMCOMO PERSONALIDADEEMSINTONIACOMGOS-
hINSPIRA ÎOv ÏUMAPALAVRADIFÓCIL TOSEASPIRA ÜESDEDETERMINADOPÞ-
QUETEMDIVERSASNUAN ASDESIGNIl- BLICO ALVOCERTAELEGÊNCIAQUEATRAIA
CADOPARATRANSMITIRUMAMENSAGEM ASMULHERESUMCARÉTERRESISTENTEQUE
CONTUNDENTEAPESARDISSO PARECENÎO SOBREVIVAÌUTILIZA ÎODOPRODUTOPOR
HAVERNENHUMAOUTRAQUEABRANJATÎO UMATLETAACESSIBILIDADEDIVERTIDAE
BEMOSATRIBUTOSSENSØRIOSDEMATE- TOLERÊNCIAÌMÉUTILIZA ÎO ADEQUADAS 4. A interação de um designer
com um material – ou
RIAISEPRODUTOS$ESIGNERSMANIPULAM PARACRIAN AS%SSESDETALHESQUETÐM produto – é provavelmente
ESSESSENTIDOSˆEASREA ÜESACADA FUN ÎOESPECÓlCAECUJAINTEN ÎOÏ mais bem-descrita como
SENTIDOˆPARACRIARAPERSONALIDADE DIFERENCIARTAMBÏMSERVEMPARACRIAR experiência SINESTÏSICA.
Sinestesia é um termo da
DOPRODUTO UMALINGUAGEMDEDESIGNECOME AR psicologia que descreve a
!RGUMENTAVA SENOPASSADOˆE AAGREGARVALORÌMARCA&IGURA  experiência física de sensações
ÌSVEZESOMESMOARGUMENTOAINDA conjuntas. Muitas pessoas
dizem que, quando zangadas,
ÏUSADOHOJEˆQUEUMPRODUTO -RXIVJEGIWWMQTPIW “veem tudo vermelho”,
PROJETADOPARAFUNCIONARDEMANEIRA 5MPRODUTOÏSEGURO EFETIVOE gostam de “queijos picantes”
ADEQUADATERIAAUTOMATICAMENTEAPELO AGRADÉVELSEOMODOCOMOFUNCIONA com uma taça de Porto ou
querem ouvir “rock pesado”.
ESTÏTICOQUEhAFORMASEGUEAFUN ÎOv PODESERCOMPREENDIDOPORMEIODE


-ATERIAISE$ESIGN

SEUPROJETOAUTILIZA ÎODETAMANHO ÏFUN ÎODODESIGNINDUSTRIAL QUE


PROPOR ÎO CONlGURA ÎOECORPARA ABRANGETODOSOSASPECTOSDAEMPRESA
IDENTIlCARCONTROLESEOQUEFAZEMA SEUSPRODUTOS SUAPROPAGANDAEATÏ
UTILIZA ÎODELUZES SONS VISORESEGRÉ- MESMOAARQUITETURADESEUSEDIFÓCIOS
lCOSPARAINFORMARSEUESTADOATUAL! )MPÏRIOS EXÏRCITOS ORDENSRELIGIOSAS
FUNCIONALIDADEDOPRODUTOAUMENTOU EMPRESASAÏREAS FERROVIAS CORPORA-
E AOMESMOTEMPOQUEOSCONSU-  ÜESQUEPRODUZEMCOISASˆTODOS
MIDORESDESEJAMESSACARACTERÓSTICA UTILIZAMODESIGNPARATRANSMITIROQUE
TAMBÏMQUEREMTAMANHOPEQUENO SÎOOUCOMOGOSTARIAMDEPARECER!
EUMAINTERFACESIMPLESEFÉCILDE MARCAESTÉRELACIONADAÌCONSTRU ÎO
ENTENDER/TAMANHOFÓSICOQUEÏ DECONEXÜESEMOCIONAISENTREAIDEIA
RESERVADOPARAAhINTERFACEvDIMINUIU DEUMAEMPRESAEOSPRODUTOSQUEELA
EOESPA ONOQUALODESIGNERESTÉ REALMENTEFAZEVENDE-ATERIAISEMA-
LIVREPARAEXPRESSAROUSODOPRODUTO TERIALIDADESÎOUMMODODECONSTRUIR
ÏLIMITADO/BOMDESIGNINDUSTRIAL ESSACONEXÎOENTREPESSOASEMARCA³
AJUDAALIDARCOMESSEPROBLEMA IMPORTANTEQUEASHISTØRIASQUEASEM-
PRESASCONTAMEASMARCASQUECRIAM
-HIRXMHEHIGSVTSVEXMZEI TENHAMEXPRESSÜESDEPROJETOREAISE
HIQEVGE TANGÓVEIS ENÎOSEJAMCOMPLETAMENTE
!IMAGEMTRANSMITIDAPORUMA BASEADASEMPROPAGANDAEMARKETING
CORPORA ÎOESEUSPRODUTOSÏUMDE
SEUSATIVOSMAISVALIOSOSDEFATO O :MHEHSTVSHYXS
ATIVOPRIMÉRIODEALGUMASEMPRE- 0RODUTOSTÐMUMAhVIDAÞTILv
SASÏSUAMARCA#RIAREAPRESENTARA ˆISTOÏ APØSDETERMINADOPERÓODO
MARCADEUMAEMPRESAETRANSMITI LA ESPERA SEUMASUBSTITUI ÎO QUENÎO
DEUMAGERA ÎODEPRODUTOSAOUTRA PRECISANECESSARIAMENTEOCORRER.A

*MKYVE¯*EQuPME
HITVSHYXSW
A utilização dos mesmos
materiais e acabamentos de
superfície cria uma linguagem
de design e atributos de
marca que unem esses quatro
produtos (imagens por cortesia
de Porsche Design GmbH).


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

REALIDADE UMPRODUTOCHEGAAOlMDA *SVQEWHIGVIWGIV *MKYVE¯8MTSW


HIMRSZEpnS
VIDAQUANDOOMERCADOOUOUSUÉRIO %140-%6 '6-%6

2SZEWSJIVXEW
Matriz 2 x 2 para inovação
%XTENSÎODEMARCA #RIA ÎODEMERCADOS
NÎOOQUERMAIS#ARROSTÐMUMAVIDA (esta matriz foi extraída
#OMPARTILHAMENTODA $ESCONTINUIDADEDE
ÞTILDEAPROXIMADAMENTEANOS MAS CARTEIRA
de “Innovation, Growth
MERCADOS
and Getting to Where You
CARROSCLÉSSICOSSOBREVIVEMPORMUITO !MPLIA ÎODEUSUÉRIOS
Want to Go”, de Jacoby
MAISTEMPO5MAAERONAVE$#FOI e Rodriguez, em 0ROJECT
PROJETADAPARAUMAVIDAÞTILDE -ANAGEMENT2EVIEW,

3JIVXEWI\MWXIRXIW
%(1-2-786%6 %(%48%6 2007).
ANOS MASANOSDEPOISELAAINDAESTÉ !UMENTODEPRE O %XPANSÎODAPRESEN A
VOANDO!4ORRE%IFFELTINHAUMPRO- !UMENTODEUSO 'ANHODEPARTICIPA ÎO
JETODEVIDADEAPENASDOISANOSMAIS 'ANHODEPARTICIPA ÎO
DEUMSÏCULODEPOIS AINDAESTÉEM
PÏCOMOOSÓMBOLODE0ARIS$ECERTA 9WYjVMSWI\MWXIRXIW 2SZSWYWYjVMSW
MANEIRA PRODUTOShCLÉSSICOSvSÎOPRO-
JETOSDETALQUALIDADEQUESOBREVIVEM NÎOPROVOCAREMUMASENSA ÎODESATIS-
ÌSUAVIDAESPERADAˆÌSVEZESPOR FA ÎO AQUALIDADEDEVIDAÏAFETADA
MUITASGERA ÜES0ROJETOSQUESEDISTIN- 0RODUTOSDESUCESSODEPENDEM
GUEMPELOUSOELEGANTEOUCRIATIVODE DEUMMISTOEQUILIBRADODEPROJE-
MATERIAISSOBREVIVEMPORQUESÎOTÎO TOTÏCNICOEDESIGNINDUSTRIAL%SSE
ENCANTADORES SIMBØLICOSOUEVOCATIVOS FATOÏACEITOMAISIMEDIATAMENTE
QUESÎOCONSIDERADOSTESOUROS ECOMO NAARQUITETURADOQUENODESIGNDE
TALPRESERVADOS0ROJETOSINEXPRESSIVOS PRODUTOˆARQUITETOSFALAMDOSTRÐS
COMMATERIAISQUENÎODESPERTAMIN- hIDEAISvDEElCIÐNCIA ECONOMIAE
TERESSEOUQUESEJAMINADEQUADOSSÎO ELEGÊNCIA#ONTUDO HÉUMAPERCEP-
PORDELIBERA ÎOOUACIDENTE TRANSITØ-  ÎOCADAVEZMAIORDEQUEIDEIAS
RIOSNØSOSDESCARTAMOSSEMPESTANEJAR SEMELHANTESSEAPLICAMAODESIGNDE
PRODUTO0ORESSASEOUTRASRAZÜES O
3IUYMPuFVMSRIGIWWjVMS DESIGNINDUSTRIALÏAGORAUMASPECTO
0RODUTOSSÎOPARTEDOAMBIENTE TÎOIMPORTANTEDOPROCESSODODE-
EMQUEVIVEMOSˆNOLAR NOTRABALHO SIGNTOTALQUANTOQUALQUEROUTRO/S
NARUA(OJEEMDIA APRODU ÎOEM EXEMPLOSQUECONCLUEMESTECAPÓTU-
MASSAFORNECEPRODUTOSAUMMERCADO LOILUSTRAMMELHORESSESPONTOS
MUITOMAIOREEMNÞMEROSBEMSUPE-
RIORESAOSDOSPRISCOSDIASDEPROJETOS %REPMWERHSEMRSZEpnS
BASEADOSNAPERÓCIADEUMARTESÎO 0RODUTOSEVOLUEMPORMEIODE
QUANDOPOUCOSTINHAMRECURSOSPARA INOVA ÎO!INOVA ÎOPODEASSUMIR
POSSUÓ LOS.ESSESENTIDO APRODU ÎO MAISDEUMAFORMAEHÉVÉRIASMANEI-
EMMASSAAPRIMOROUAQUALIDADEDE RASDEDESCREVÐ LA.ESSECASO AINOVA-
VIDA MASEMOUTROSTEVEACAPACIDADE  ÎOINCREMENTALOCORREQUANDOVOCÐ
DEREDUZI LA.OSSOAMBIENTEÏAPRI- ADMINISTRAOFERTASEPOSSIBILIDADESDE
MORADOPORPRODUTOSQUESATISFAZEM USOEXISTENTES!INOVA ÎOEVOLUCIO-
0OROUTROLADO SEOSPRODUTOSCRIAREM NÉRIAACONTECEQUANDOVOCÐAMPLIAAS
5.Veja, como exemplo,
EXPECTATIVASQUENÎOSERÎOCUMPRIDAS OFERTASOUASADAPTAANOVASUTILIDADES Billington (1985).
NADAACRESCENTAREMOUATÏDEPRECIA- )NOVA ÎOREVOLUCIONÉRIAOCORREQUAN-
REM ÌAUTOESTIMAOUÌPERCEP ÎODO DOSECRIAALGONOVONOVAOFERTAPARA 6. Pye (1997), em particular,
insiste nisso.
LUGARQUEOCUPAMOSNASOCIEDADE OU NOVASUTILIDADES!&IGURAAPRE-


-ATERIAISE$ESIGN

SENTAOUTRAMATRIZPARAINOVA ÎO%LAÏ 3EPRECISARMOSDEUMADEMONSTRA-
MAISFAMILIARPARAOSDESIGNERS MASO  ÎOADICIONALDARECENTEPREDOMINÊN-
CONCEITOÏSEMELHANTE CIADODESIGNINDUSTRIALNOMARKETING
CONSIDEREA3WATCH!NTESDE A
%PKYRWI\IQTPSW 3UÓ ADETINHAOMONOPØLIOMUNDIAL
DAFABRICA ÎODERELØGIOS SUSTENTADO
(MJIVIRGMEpnSHITVSHYXS° PELAIMAGEMNACIONALDEQUALIDADEDE
VIPzKMSWHITYPWS MARCA/RELØGIOELETRÙNICO INVENTADO
/SRELØGIOSDEPULSOESTÎODIS- NOS%STADOS5NIDOSEEMSEGUIDADE-
*MKYVE¯ PONÓVEISNOCOMÏRCIODESDE SENVOLVIDONO*APÎO FOIUMACATÉSTROFE
(MJIVIRGMEpnSHI EMBORANAMAIORPARTEDESSETEMPO PARAAINDÞSTRIARELOJOEIRADA3UÓ A
TVSHYXSVIPzKMSW APENASOSRICOSTIVESSEMRECURSOSPARA %M ONÞMERODEEMPRESAS
HITYPWS
Acima, relógio de uma era COMPRÉ LOS(ÉPOUCOMAISDE FABRICANTESDERELØGIOS SUAPRODU ÎO
em que se configuravam ANOS UMRELØGIOERAUMBEMVALIOSO EAMÎODEOBRAQUEEMPREGAVAM
bens valiosos e de herança. EVALORIZADOˆUMPRESENTEPARAA TINHAMCAÓDOPARAMENOSDEUMTER O
Abaixo, a estilização radical
da Swatch (imagem por VIDATODA DADOEMUMAOCASIÎOSIG- EMRELA ÎOAOSPICOSATINGIDOSALGUNS
cortesia de Apple Publishers, NIlCATIVA&IGURA 3EVOCÐTIVESSE ANOSANTES$ESESPERADOSPORUMARE-
London). UMRELØGIO NÎOPRECISAVADEOUTRO CUPERA ÎO RELOJOEIROSSUÓ OSSEUNIRAM
#OMOCRESCIMENTODARIQUEZA PARAPROJETARUMRELØGIOQUEFOSSE
APØS OMERCADODERELØGIOS PRECISO MAISBEM ACABADOEMAISlNO
SEAMPLIOUElCOUSATURADOˆOU DOQUEOSDOSPAÓSESDO,ESTEASIÉTICO
SEJA PRATICAMENTETODOSTINHAMUM ECUJOPRE OFOSSECOMPETITIVO-AIS
RELØGIO!NECESSIDADEDEESTIMULARAS SIGNIlCATIVOELABORARAMOCONCEITODE
VENDASTORNOU SEPRIORIDADE ENADA hCOLE ÎOvˆUMASÏRIEDEPRODUTOS
MELHORDOQUETRANSFORMARRELØGIOS TECNICAMENTEIDÐNTICOS MASDECORES
DEPULSOEMITENSDEMODA NÎO TEXTURAS PADRÜESEESTILOSDIFERENTES
SOMENTEPARAOSRICOS MASPARATODOS &IGURA !RTISTASFORAMCONTRATADOS
/RELØGIOSETORNOUMERCADORIACO- PARACRIARUMRELØGIOOUUMASÏRIE
MUM COMERCIALIZADAEMMASSA COMO DELESECADANOVOPROJETORECEBIAUM
ROUPAS0OREXEMPLO UMCATÉLOGODE NOMEh#ALYPSO"EACHv h,OLITAv
COMPRASPORREEMBOLSOPOSTALEM h'RAFlTIv %M AIMAGEMJÉ
DOQUALOSRELØGIOSERAMAPENAS ESTAVAESTABELECIDAEERAUMSUCESSO
UMAPEQUENAPARTE APRESENTAUMALIS- NÎOAPENASEMRELA ÎOÌAMPLIA ÎODO
TAILUSTRADACOMRELØGIOS AMAIO- MERCADO MASTAMBÏMPORCONVENCER
RIADELESPORMENOSDE ALGUNSPOR OSINDIVÓDUOSACOMPRARNÎOSOMENTE
MENOSDE4ODOSUSAMTECNOLOGIA UMRELØGIO MASDOIS DEZOUATÏMES-
DIGITALEPORISSOAPRECISÎOÏMUITO MOCEM!TÏAGORAAMARCAJÉLAN OU
MAISALTADOQUEAMAIORIADASPESSOAS CERCADEMILPROJETOSCOMBASEEM
NECESSITAˆOMARKETINGBASEADONO UMAÞNICAINOVA ÎOTÏCNICA
DESEMPENHODEIXADESERRELEVANTE
3EUMRELØGIOTIVERDESERVENDIDO -RXIVJEGIWWMQTPIW°
PORMAISDEEÏEVIDENTEQUE XIPIJSRIWGIPYPEVIW
HÉMUITOSCASOSASSIM ENTÎOTERÉDE 4ELEFONESPORTÉTEISCELULARES SÎO
ATRAIRDEALGUMMODOOESTILO GOSTOE EXEMPLOSDEINOVA ÜESELETRÙNICAS
INDIVIDUALIDADEDOCONSUMIDOR RECENTESEBEM SUCEDIDAS&IGURA 


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

*MKYVE¯
-RXIVJEGIWWMQTPIW
XIPIJSRIWGIPYPEVIW
Alguns exemplos: de um
dos primeiros telefones da
Nokia até o mais recente
Blackberry, líder na categoria
dos smartphones.

!SSIMCOMOOTOCADORDE#$PORTÉTIL MERCADOSEUROPEUENORTE AMERICANO


o walkmanEATÏMESMOOCOMPUTADOR APROXIMAVAM SEDASATURA ÎOINICIAL
PESSOAL AGORAOSTELEFONESCELULARESSÎO (OJEEMDIA OSTELEFONESCELULARES
VENDIDOSTANTOPORSEUSMÏRITOSESTÏTI- TÐMFORMATOMAISORGÊNICO FAZEMUSO
COSQUANTOPELOSMÏRITOSTÏCNICOS EXTENSIVODECOREPADRONAGEM EVÐM
3ISTEMASDECOMUNICA ÎOCELULAR COMCAPASQUECOMBINAMCOMAS
EXIGEMACONSTRU ÎODEUMAREDEDE ROUPAS COMOHUMOROUAOCASIÎO/S
ESTA ÜESREPETIDORASOCRESCIMENTO CELULARESCONTEMPORÊNEOSEXPLORAMOS
INICIALDESSESETOR EM DEPENDIA ATRIBUTOSVISUAISETÉTEISDOSMATERIAIS
DEUMAREDEMÓNIMADESSASESTA ÜES! ˆSÎOPRODUTOSQUEPOSSUEMCOMO
TECNOLOGIAERANOVA EFOIRECEBIDAPOR PRINCIPAISCARACTERÓSTICASAGRADARAUMA
early adopters ˆGRUPORELATIVAMENTE AMPLAFAIXADECONSUMIDORESECRIAR
PEQUENODECONSUMIDORESQUEADORAM TENDÐNCIASDEDESIGNQUEFAZEMUM
NOVATECNOLOGIAEACOMPRARÎOANTES MODELODEAPENASUMANOPARECERFORA
MESMODEELAFUNCIONARBEMOUSER DEMODA#AIXASTRANSLÞCIDASQUEREVE-
FÉCILDEUSAR/STELEFONESCELULARES LAMVAGAMENTEOINTERIORDOTELEFONE
DAQUELETEMPOPARECIAMTIJOLOS ERAM ORNAMENTOSEMESTILODEpop artOUDE
PRETOSEPESADOS ETINHAMUMAAPARÐN- ARTECLÉSSICA COMOAMona Lisa EEDI-
CIAhTÏCNICAvSEMELHANTEÌDOSRADIO-  ÜESLIMITADASˆTODOSSÎOMANEIRAS
FONESMILITARES&IGURA !UMENTAR DEESTIMULARMERCADOS.OSDIASATUAIS
OMERCADOEXIGIAAVAN OSTÏCNICOS OVALORPERCEBIDOSUPLEMENTOUOVALOR
TELEFONESMAISLEVESOQUESIGNIlCAVA TÏCNICOCOMOESTRATÏGIADEDESIGN
BATERIASMAISElCIENTESEMENORDRENO /UTRASINOVA ÜESRECENTESSEGUIRAMOS
DEPOTÐNCIA E EMRAZÎODACRESCENTE MESMOSPADRÜES EMÏPOCASDIFEREN-
PREOCUPA ÎOCOMRISCOSPARAASAÞDE TES/walkmanLAN ADOEM
MICRO ONDASDEINTENSIDADEMAISBAIXA OTOCADORDE#$SPORTÉTILLAN ADO
E PORTANTO SENSIBILIDADEMAISALTA EM OmouseDECOMPUTADOR
%M ACOBERTURAPORESTA ÜES LAN ADOEM TRANSFORMARAM SE
REPETIDORASEMPAÓSESDESENVOLVIDOS DEOBJETOSFUNCIONAIS DESINTERESSANTES
ERAQUASEUNIVERSAL EAABSOR ÎODA EMONØTONOSEMOBJETOSCOMCORES
TECNOLOGIATINHACRESCIDOMAISRAPIDA- VIVASOUTRANSLÞCIDOS BEMTRABALHADOS
MENTEDOQUEOESPERADO%M OS EQUESUSCITAMEMO ÜES


-ATERIAISE$ESIGN

-HIRXMHEHIGSVTSVEXMZE° lançar nova tecnologia [...]. Nosso alvo é


*MKYVE¯ &ERK
3PYJWIR diferente: queremos que nossos produtos
-HIRXMHEHI 1UEMQUERQUETENHAUMMÓNI-
GSVTSVEXMZE
tenham sentido e o façam se sentir espe-
&ERK
3PYJWIR MODEINTERESSEPOREQUIPAMENTOSDE cial na companhia deles [...]. Acredita-
As imagens mostram uma ÉUDIOPODERECONHECERUMPRODUTO mos que tais produtos sejam construídos
identidade corporativa e de DA"ANG/LUFSEN"/ MESMO
produto consistente e poderosa
por meio da combinação de tecnologia
(imagens por cortesia de Bang QUENUNCAOTENHAVISTOANTES&IGURA incomparável e apelo emocional;
& Olufsen, Dinamarca).  .OlNALDADÏCADADE produtos com personalidade que façam
ESSAEMPRESADECIDIUESTABELECERUMA as pessoas se sentirem especiais e criem
IDENTIDADECORPORATIVARECONHECÓVEL vínculos emocionais [...]. A maioria de
PORMEIODODESIGNDESEUSPRODUTOS nossos produtos vem em uma gama de
2ÉDIOS TELEVISORESEFONESERAMˆE cores dentre as quais você pode escolher,
CONTINUAMSENDOˆRECONHECÓVEIS exatamente como se estivesse comprando
PORFORMATOShigh-tech ARESTASRETAS um novo sofá [...]. Nossas cores não
SUPERFÓCIESPLANAS ACABAMENTOSCUIDA- seguem a moda, mas combinarão com a
DOSOSEGRAlSMOCAPRICHADOEclean sua mobília [...].Texturas de superfície
!COMBINA ÎODELÊMINASDEMADEIRA são outro elemento de design considerado
ACABAMENTOSEDOSODEALUMÓNIOEA O secundário por alguns, mas que para nós
INOXIDÉVELSUGEREQUALIDADEEATEN ÎO é motivo de grande preocupação [...].Te-
AOSDETALHES"OTÜES TAMPASDESLI- mos apenas uma regra: o desempenho dos
ZANTESECONTROLESCOMPLEXOSFORAM produtos Bang & Olufsen deve ser com-
ELIMINADOSESUBSTITUÓDOSPORSENSORES preendido de imediato [...]. Nossa meta
INFRAVERMELHOSECONTROLESREMOTOS é surpreender com iniciativas incomuns,
SIMPLIlCADOS/SDESIGNERSPROCURARAM escapar do tédio do desenvolvimento de
COMBINARODISCRETOCOMONOTÉVEL produtos em massa [...].
!"ANG/LUFSENEXPRESSAESSA
lLOSOlADASEGUINTEMANEIRA %SSAÏUMAEMPRESAQUECONSI-
DERAOVALORPERCEBIDO CRIADOPELO
O design não é nada, a menos que DESIGNINDUSTRIALFOCADO COMOFUN-
seja utilizado para unir forma e função DAMENTALPARAORECONHECIMENTOEA
7. Bang & Olufsen (2002).
[...]. Nunca tentamos ser os primeiros a ATRA ÎODOPRODUTO ETAMBÏMPARAA


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

A B C D E

IDENTIDADECORPORATIVA3UALUCRATI- )ZSPYpnSHSWQEXIVMEMW *MKYVE¯


8MTSWHIMRSZEpnS
VIDADEESUCESSOCONTÓNUOSSUGEREM 4IRHVMZIW
QUEELAESTEJACERTA !SINmUÐNCIASSOBREODESIGNDE (a) Aço inoxidável da Cartier
PRODUTOQUEDISCUTIMOSANTERIORMENTE (fonte: www.gizmodo.com);
(b) fita cassete analógica
8MTSWHIMRSZEpnS° ˆMERCADO TECNOLOGIA MEIOAMBIEN- da Mixa (fonte: www.
'LEZIW97& pen-drive) TE CLIMADEINVESTIMENTOEDESIGNIN- makeamixa.com); (c) cristal
.OSPRIMEIROSDIASDAARMAZENA- DUSTRIALˆRESULTAMEMUMAEVOLU ÎO Swarovski (fonte: blog.
getitnext.com); (d) PVC
GEMDEINFORMA ÜESDIGITAIS OMEIO NOUSODEMATERIAISPARADETERMINADO moldado da Mimobot (fonte:
UTILIZADOERAAlTAPERFURADA%LAFOI PRODUTOOUCLASSEDEPRODUTO#ITARE- www.gizmodo.com); (e)
DESBANCADANADÏCADADEPELOS MOSDOISEXEMPLOSAMÉQUINAFOTOGRÉ- madeira do OOOMS (fonte:
www.oooms.nl).
CARTÜESPERFURADOSE DEPOIS RAPIDA- lCAEOSECADORDECABELOS
MENTEPELAlTAMAGNÏTICA!lTAMAG-
NÏTICADESBANCOUOVINILEOACETATO 1jUYMREWJSXSKVj½GEW
COMOMEIODEGRAVA ÎODEMÞSICASE $ESDEAPROXIMADAMENTE
lLMES QUEPORSUAVEZFOIDESBANCADA ANOS QUANDOAMÉQUINAFOTOGRÉlCA
PELO#$NADÏCADADEEPELO FOIINVENTADA ASMUDAN ASNOPROJETO
$6$NADÏCADADE!GORA TODOS OCORRERAMCOMLENTIDÎO!SPRIMEIRAS
ESSESMEIOSSÎOOFUSCADOSPORdownloa- MÉQUINASFOTOGRÉlCASERAMFEITASDE
dsDIGITAISACOPLADOSAARMAZENAMENTO MADEIRA BRONZE COUROE ÏCLARO VIDRO
DEDADOSDEESTADOSØLIDO CUJOREPRE- %TINHAMCERTOESTILO ODOMARCENEI-
SENTANTEMAISVISÓVELÏOpen-drive QUE RO QUEREmETIAAMANUFATURAARTESANAL
NOSDÉUMBELOEXEMPLODEEVOLU ÎO 0OUCOAPOUCOELASSETRANSFORMARAM
DEPRODUTOPORMEIODEINOVA ÎO EMFERRAMENTASDEARTE NEGØCIOSE
/SPRIMEIROSDISCOSREMOVÓVEIS CIÐNCIA EEVOLUÓRAMATÏlCARMAISPA-
ERAMPARECIDOSCOMCAIXASPRETASCOM RECIDASCOMINSTRUMENTOSCIENTÓlCOS
CAPACIDADEDEOU-"%RAM COMMAISÐNFASENAFUNCIONALIDADEDO
PURAMENTEFUNCIONAISENÎOVISAVAM QUENAATRA ÎOVISUAL
ANENHUMADIFERENCIA ÎODEMERCADO /SMATERIAISESCOLHIDOSPARA
.ÎOÏSURPRESAQUEAPRIMEIRAINOVA- ESSASMÉQUINASFOTOGRÉlCASERAMEM
 ÎOFOSSECARACTERIZADAPELAEXPANSÎO GRANDEPARTEMETÉLICOSˆERAMDU-
DACAPACIDADE PRIMEIROPARA'" RÉVEISEDAVAMÐNFASEÌQUALIDADEDE
DEPOISPARA'"EALÏM EPELAINCOR- hENGENHARIAv0ORÏM ÌMEDIDAQUE
PORA ÎODEENDERE AMENTO53"MAIS OMERCADOCOME OUAlCARSATURADO
RÉPIDO°MEDIDAQUEAOFERTACRESCIAE PARAOPRODUTOPADRÎO APARECERAM
OMERCADOCOME AVAAlCARSATURADO A NOVASVARIANTESAMÉQUINAFOTO-
PROGRESSÎONATURALSEGUIUNADIRE ÎODA GRÉlCADESCARTÉVELFEITADEPAPEL
CRIA ÎODENICHOS&IGURAAnE  AMÉQUINAFOTOGRÉlCAESPIÎMINIA-


-ATERIAISE$ESIGN

EXISTENTES PORQUEANOVATECNOLOGIAÏ
CONTROLADAPORUMSETORFABRILDIFEREN-
TEDOANTIGO OQUEDISPARAUMNOVO
PROCESSOEVOLUCIONÉRIO

7IGEHSVIWHIGEFIPSW
/SSECADORESDECABELOSELÏTRI-
COSAPARECERAMPELAPRIMEIRAVEZNO
MERCADODEMASSAAPROXIMADAMENTE
EM$ESDEENTÎO POUCOMUDOU
NOMODOCOMODESEMPENHAMSUA
FUN ÎOUMMOTORELÏTRICOACIONAUMA
TURIZADAPOLÓMEROSMETALIZADOS E VENTOINHAQUEIMPELEOAREOFAZPAS-
*MKYVE¯ MÉQUINASFOTOGRÉlCASÌPROVADÉGUA SARPORELEMENTOSDEAQUECIMENTO DE
)ZSPYpnSHI ELASTÙMEROSMOLDADOSSOBREVÉRIOS ONDEÏDIRIGIDO PORUMBOCAL AOCA-
QEXIVMEMWQjUYMRE
JSXSKVj½GE
TIPOSDEPOLÓMEROS ˆADIFERENCIA- BELO/SPRIMEIROSSECADORESDECABE-
Do metal ao polímero ao  ÎOPORMEIODEINOVA ÎOTÏCNICA LOS&IGURAA TINHAMUMAPOTÐN-
papel aos polímeros revestidos MUITASVEZESÏACOMPANHADADE CIAQUEMALCHEGAVAAWATTS&EITOS
com metal. A evolução
dos materiais é mostrada
MUDAN ANOSMATERIAIS/DESENVOL- DEPE ASFUNDIDASDEZINCOOUDE
nessa seleção de máquinas VIMENTOTÏCNICOCONTINUAATÏHOJE FOLHASDEA OPRENSADAS ERAMVOLUMO-
fotográficas. LENTESCOMzoomEIMAGENSDIGITAIS SOSEPESADOS!ENGENHARIAEMPREGADA
SÎOEXEMPLOS-ASTUDOISSOVEIODE ERADOMINADAPELAhMENTALIDADEDO
MÎOSDADASCOMUMTIPOSINGULAR METALvPE ASQUEPODIAMSERFUNDIDAS
DEDIFERENCIA ÎOMÉQUINASFOTO- PRENSADASEUSINADASCOMFACILIDADE
GRÉlCASPARACRIAN AS MÉQUINAS UNIDASPORVÉRIOSELEMENTOSDElXA-
FOTOGRÉlCASPARATURISMOSUBMARINO  ÎO-ETAISCONDUZEMELETRICIDADEE
MÉQUINASFOTOGRÉlCASINSTANTÊNE- TAMBÏMCALOR PORTANTOERANECESSÉRIO
AS MÉQUINASFOTOGRÉlCASPARAUSAR ISOLAMENTOINTERNOPARAEVITARQUEO
COMOACESSØRIOSDEMODA!&IGURA USUÉRIOFOSSEELETROCUTADOOUSOFRESSE
MOSTRAALGUNSEXEMPLOS QUEIMADURAS%SSAPREOCUPA ÎO ALIADA
6ALEAPENAOBSERVARCOMOOS AMOTORESEVENTOINHASINElCIENTES
PRODUTOSDÎOSALTOSEVOLUCIONÉRIOS RESULTAVAEMUMPRODUTOVOLUMOSO/
QUEREDElNEMSEUSPAPÏISEALCAN AM ÞNICODESENVOLVIMENTOTÏCNICODESDE
NOVOSMERCADOS!EVOLU ÎODAFOTO- ENTÎOFOIAVENTOINHACENTRÓFUGA QUE
GRAlABASEADAEMPELÓCULASFOTOGRÉlCAS PERMITEUMDESIGNMAISCOMPACTO NO
lLMES PARAAIMAGEMDIGITALÏUM QUALOMOTOROCUPAOPONTOCENTRALDA
EXEMPLO!DOSTELEFONESCOMATRADI- PRØPRIAVENTOINHA&IGURAB 
CIONALCONEXÎOPORCABOSTELEFÙNICOS /DESENVOLVIMENTODEPOLÓMEROS
TERRESTRESPARAATECNOLOGIAMØVELCE- RESULTOUEMSECADORESDECABELOS
LULAR ÏOUTRO/SALTODACONTAGEMDO QUEUSARAMAPRINCÓPIOBAQUELITA
TEMPODAENGRENAGEMDERELØGIOPARA UMARESINAFENØLICA&IGURAC E
OOSCILADORDEQUARTZOÏUMTERCEIRO ENTÎOOUTROSMATERIAISPOLIMÏRICOS
4RATA SEDEINOVA ÜESCONSIDERADAS PARAACAIXAEOCABO!SPRIMEIRAS
hREVOLUCIONÉRIASv NOSENTIDODEQUE VERSÜESSÎOIMITA ÜESEMPLÉSTICODAS
COMFREQUÐNCIADESTROEMOSMERCADOS CONTRAPARTESEMMETALOMODELOEM

22
#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

BAQUELITATEMAMESMAFORMAEO DEAQUECIMENTOEACAIXA!TUALMENTE
MESMONÞMERODEPE AS PORÏMUM OPROJETODACAIXAPERMITEEXPLORAR
NÞMEROAINDAMAIORDEELEMENTOS PORCOMPLETOOSATRIBUTOSDOSPOLÓME-
DElXA ÎOEMRELA ÎOAODEMETAL ROSÏMOLDADAEMDUASPE AS EMGERAL
)NICIALMENTE OSPOLÓMEROSERAM COMAPENASUMELEMENTODElXA ÎO
ATRAENTESEMRAZÎODALIBERDADEDE 5MBOCALAJUSTÉVELPODESERRETIRADO
MOLDAGEMDECORATIVAQUEPERMITIAM PORSIMPLESTOR ÎOˆÏUMBOCALDE
/SSECADORESDECABELOSCOME ARAMA ENCAIXEQUEEXPLORAAALTARAZÎORESIS-
PERDERUMPOUCODOFORMATOINDUS- TÐNCIAMØDULODEELASTICIDADEDOPOLÓ-
TRIALERAMDIRIGIDOSAUMPÞBLICOMAIS MERO(OJEEMDIA OPROJETOÏJOVIALE
ATENTOÌMODA0ORÏM ESSESPROJETOS ATRAENTE LEVEEEXTREMAMENTEElCIENTE
NÎOEXPLORAVAMTODASASVANTAGENS 1UALQUEREMPRESAQUECONTINUASSEA
OFERECIDASPELOSPOLÓMEROSCORESMAIS PRODUZIRSECADORESDECABELOSDEMETAL
VIVAS MOLDAGENSMAISCOMPLEXAS DE PRENSADOQUANDOUMAUNIDADECOMO
ENCAIXE ELEMENTOSDElXA ÎO TAMBÏM ESSATORNOU SEDISPONÓVELDESCOBRIRIA
DEENCAIXE PARAFÉCILMONTAGEME QUESEUMERCADODESAPARECEU
OUTRASSEMELHANTES-ASHOUVEUM *ÉHÉALGUNSANOSQUEOSSECA-
SALDOPOSITIVOAUNIDADEERAMAISLEVE DORESDECABELOSSEEQUIPARARAMEM
ECOMOACONDUTIVIDADETÏRMICA TERMOSTÏCNICOS!UMENTARAPARTICI-
DOSPOLÓMEROSÏBAIXA NÎOlCAVA PA ÎODEMERCADODEPENDEDECRIAR
TÎOQUENTE#ONTUDO SEAVENTOINHA DEMANDAENTRENOVOSGRUPOSSOCIAIS
EMPERRASSE OPONTODEAMOLECIMENTO CRIAN AS ATLETAS PESSOASQUEVIAJAM
DOSPOLÓMEROSERARAPIDAMENTEULTRA- MUITO EPORNOVOSMODELOSCOM *MKYVE¯
)ZSPYpnSHI
PASSADOAMAIORIADOSANTIGOSSECADO- ATRIBUTOSVISUAISETÉTEIS EOUTRAS QEXIVMEMWWIGEHSV
RESDECABELOSQUESOBREVIVEUDESSAERA DIFERENTESASSOCIA ÜESSECADORESDE HIGEFIPSW
ESTÉSERIAMENTEDEFORMADAPELOCALOR CABELOSDO3NOOPYPARACRIAN ASMI- Do ferro fundido ao aço
prensado aos polímeros
.ÎOOBSTANTE MOTORESMENORESEO moldados por injeção.
APRIMORAMENTODOPROJETOTÏCNICO A
RESULTARAMNOAUMENTODAPOTÐNCIAE C
NAREDU ÎODOPESO OQUEPERMITIU
VOLTARAOPROJETOMAISElCIENTEDE
mUXOAXIAL&IGURAD 
!SMUDAN ASNOPROJETODESCRI-
TASAQUIRESULTAMEMGRANDEPARTE
DAINTRODU ÎODENOVOSMATERIAIS/
DIMINUTOMOTORDEUMSECADORDE
CABELOSMODERNOUSAMAGNETOSDE
B
CERÊMICAEUMAESTRUTURADECERÊMICA
PARADARALTADENSIDADEDEPOTÐNCIA D
3ENSORESDETECTAMSUPERAQUECIMENTOE
DESLIGAMAUNIDADEQUANDONECESSÉRIO
!VELOCIDADEMAISALTADOmUXODEAR
PERMITEUMAQUECEDORCOMMAIOR
DENSIDADEDEPOTÐNCIAEREDUZANECES-
SIDADEDEISOLAMENTOENTREOELEMENTO


-ATERIAISE$ESIGN

*MKYVE¯3W A B
TVMQIMVSWGEVVMRLSW
HIFIFsW
(a) Silver Cross Balmoral.
(b) Carrinho dobrável. (c e d)
Carrinhos esportivos.

C D

NIATURASDESECADORESPARAESPORTISTAS ELASMESMASOFAZEREM/SMODELOS
EPESSOASQUEVIAJAMMUITO PORQUE TINHAMNOMESCOMO&LEURDE,IS
PESAMBEMMENOSDOQUESEESPERA SÓMBOLODOSREISDADINASTIAFRAN-
%MCADACASO MATERIAISEDESIGNDE CESADOS"OURBON E3ILVER#ROSS
PRODUTOHABILITAMAVAN OSTECNO- "ALMORALUMDOSCASTELOSDARAINHA
LØGICOSECONQUISTAMAATEN ÎODO DA)NGLATERRA /BSERVEOEXEMPLONA
CONSUMIDOR BEMCOMOAUMENTAMA &IGURAAGRANDESRODASSOBRE-
PARTICIPA ÎODEMERCADO POSTASCONECTADASAENORMESFEIXES
DEMOLAS LIGADOSPORTIRASDECOURO
AUMACARRUAGEMCUJAESTRUTURAÏDE
1EXIVMEMWIWSGMIHEHI MADEIRA FEITAAMÎO COMLONGARINAS
DACAPOTAEGUIDÎOCOPIADOSDIRETA-
'EVVMRLSWHIFIFsW MENTEDOSTÓLBURIS(ANSOMDAÏPOCA
!EMPRESABRITÊNICA3ILVER#ROSS DE3HERLOCK(OLMES
FABRICACARRINHOSDEBEBÐSDESDE !EMPRESAORIGINALSOBREVIVEUÌ
/ShPERAMBULADORESvERAM AUSTERIDADEQUESESEGUIUÌ3EGUNDA
PEQUENASCARRUAGENS BentleysPARA 'UERRA-UNDIAL MASREQUEREUCON-
BEBÐS DESTINADASAFAMÓLIASQUE CORDATAEM&AMÓLIASQUENÎO
PODIAMPAGARUMABABÉPARAPASSEAR TÐMBABÉSPRECISAMDETRANSPORTEDE
COMACRIAN ANOPARQUEEMVEZDE BEBÐSAOALCANCEDESEUOR AMEN-


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

TO UMTRANSPORTEQUEAINDAPOSSA DELATÎOCROMADOEAUTILIZA ÎODE
CARREGARCOMPRASESERDOBRÉVELPARA COUROELONA EVOCAMATRADI ÎOE
CABERNOPORTA MALASDOCARROOU APRODU ÎOARTESANAL!ESTRUTURA
NOVESTÓBULODEUMACASAPEQUENA TUBULARDEA O ATRAMASOLDADAEOS
/PRODUTOEVOLUÓDO&IGURAB PNEUSSØLIDOSDEBORRACHADACADEIRA
ÏMAISBASEADONOSCARRINHOSDE DOBRÉVELSÎOMATERIAISDECONSTRU ÎO
SUPERMERCADODOQUENOSTÓLBURIS SIMPLESEFORTES!SRODASDEAROS A
(ANSOMRODASMINÞSCULAS ESTRUTURA ESTRUTURADEALUMÓNIOE#&200OLÓ-
DEA OTUBULAR BANDEJAARAMADA MERODElBRADECARBONOREFOR ADO
%MMEADOSDADÏCADADE EOESTOFAMENTODENÉILONRESISTEN-
APERCEP ÎODAPATERNIDADECOM- TEDOSCARRINHOSESPORTIVOSSÎOO
PARTILHADAENTROUNOMUNDODOS MATERIALDEEQUIPAMENTOSUSADOS
FABRICANTESDECARRINHOSDEBEBÐS AOARLIVRE QUEPODEMIRAQUALQUER
&AZERCOMPRASCOMBEBÐSDEIXOU LUGARESUGEREMLIBERDADE SAÞDEE
DESERPRIVILÏGIOEXCLUSIVODABABÉ ATIVIDADEFÓSICA
OUDAMAMÎE!DICIONEAISSOA
LIBERDADEQUEOCRESCIMENTODA
RENDATINHADADOPARAPASSARFÏRIAS 'SRGPYW~IW
EMLUGARESINTERESSANTESEPARTICIPAR
DEESPORTESEXCITANTES%NTÎOSURGIU (OJE ODESIGNINDUSTRIALESTÉ
ANECESSIDADEDEUMCARRINHOQUE INTEGRADOAOPROCESSODEDESIGNDA
ATRAÓSSEAPOPULA ÎOMASCULINATANTO MAIORIADOSNOVOSPRODUTOSE EM
ˆOUMAISˆQUANTOAPOPULA ÎO UMMUNDODECOMPETI ÎOGLOBAL
FEMININA$OISMODELOSATUAISQUE ESSAINICIATIVAFAZSENTIDOPARAOS
BUSCAMSATISFAZERESSANECESSIDADESÎO NEGØCIOS%MALGUNSPRODUTOSˆ
MOSTRADOSNAPARTEINFERIORDAlGURA ØCULOSDESOL ESQUIS CAFETEIRASˆ
#ONSTRU ÎOROBUSTA PNEUSNOTÉVEIS AINmUÐNCIADODESIGNERINDUSTRIAL
CABOSDEFREIO RODASFÉCEISDESOLTAR ÏMAISOBVIAMENTECENTRALDOQUE
ORIGINAM SEDOPROJETODAmountain EMOUTROSˆLÊMPADAS FERRAMENTAS
bikeAESTRUTURALEVEEOMATERIAL DEMÉQUINAS MOTORESAJATOˆ MAS
RESISTENTESÎODERIVADOSDASMOCHI- MESMOASSIMPODESERENCONTRADA
LASUSADASPARAESCALARO(IMALAIA .APRØXIMAVEZQUEVOCÐSAIRDEUM
ASCINTASQUEPRENDEMOBEBÐSÎO AVIÎO REPARENOLOGODISCRETAMENTE
BASEADASNASUTILIZADASEMCARROSDE VISÓVELDA0RATTE7HITNEYOUDA
&ØRMULA4UDOISSOFOITESTADOhEM 2OLLS2OYCENACARLINGADOMOTOR
CAMPOPARAATENDERÌSCONDI ÜES ˆNÎOAPARECEMALIPORACASO2ESU-
MAISEXIGENTESv!SMETÉFORASSÎO MINDOOPROJETOTÏCNICOEODESIGN
ElCIENTES3ÎOMODELOSCOMOESTES INDUSTRIALSÎOPARTESESSENCIAISE
QUEAGORADOMINAMOMERCADO COMPLEMENTARESDEqualquerPROJETO.
)MPLÓCITOSAESSASQUALIDADES %STELIVROPROCURAESTUDAROPAPEL
ESTÎOOSMATERIAISQUEFORAMUSADOS QUEOSMATERIAISPODEMDESEMPE-
PARACRIARAPERSONALIDADEDECADA NHARNOEQUILÓBRIOENTREPROJETOTÏC-
PRODUTO/REVESTIMENTOINTERNODE NICOEDESIGNINDUSTRIALENASELE ÎO
SEDAEOCORPODEMADEIRALAQUEADA DEMATERIAISNODESIGNDEPRODUTO
DOCARRINHO"ALMORAL COMDETALHES EMSI


-ATERIAISE$ESIGN

0IMXYVEEHMGMSREP

Abernathy, W. J. e Clark, K. B. h)NNOVATION-APPINGTHE7INDSOF#REATIVE


$ESTRUCTIONv Research Policy N PPn /hMAPADETRANSILIÐNCIAv
DESENVOLVIDOPELOSAUTORESTORNOU SEUMMÏTODOACEITOPARAANALISARINOVA ÜES
Ashby, M. F. Materials and the Environment/XFORD"UTTERWORTH (EINE-
MANN 4EXTODIDÉTICOQUEAPRESENTARECURSOSˆHISTØRICOS MÏTODOS
DADOSˆQUEPOSSIBILITAMAINTRODU ÎODEQUESTÜESAMBIENTAISEMCURSOS
SOBREMATERIAIS
Bang & Olufsen. #ATÉLOGODEPRODUTOSESITEWWWBANG OLUFSENCOM 
)LUSTRA ÜESDEPRODUTOSDA"/EDECLARA ÎODAlLOSOlADEPROJETODAEMPRESA
Billington, D. P. The Tower and the Bridge, New Art of Structural Enginee-
ring. 0RINCETON 0RINCETON5NIVERSITY0RESS /PROFESSOR"ILLINGTON
ENGENHEIROCIVIL ARGUMENTAQUEGRANDESESTRUTURASˆAPONTEDO"ROOKLYN
OSARRANHA CÏUSDE#HICAGO OSTETOSDECONCHASDECONCRETODE0IER,UI-
GI.ERVIˆNÎOAPENASSUPERAMDESAlOSTÏCNICOS MASTAMBÏMATINGEMO
ESTADODEARTE'RANDEPARTEDAOBRAÏBIOGRÉlCAˆASREALIZA ÜESDEARQUITE-
TOSESTRUTURAISINDIVIDUAISˆ MASOSCOMENTÉRIOSQUEPERMEIAMOTEXTOSÎO
CONVINCENTESEESCLARECEDORES
Braun#ATÉLOGODEPRODUTOSESITEWWWBRAUNDE )LUSTRA ÜESDE
PRODUTOSDA"RAUNEDECLARA ÎODAlLOSOlADEDESIGNDAEMPRESA
Clark, J. P.; Roth, R. e Field, F. R. h4ECHNO ECONOMIC)SSUESIN-ATE-
RIALS3CIENCEv ASM Handbook V -ATERIALS0ARK /HIO P /S
AUTORESEXPLORAMMÏTODOSDEANÉLISEDECUSTOEVALOREQUESTÜESAMBIENTAIS
NASELE ÎODEMATERIAIS
Edwards, F. Swatch, a Guide for Connoisseurs and Collectors,ONDRES!PPLE0RESS
$OCUMENTA ÎOBEM ESCRITAEFARTAMENTEILUSTRADADAHISTØRIADOPROJETO
DA3WATCH COMMAISDEEXEMPLOS CADAUMCOMUMBREVECOMENTÉRIO
Horgan, J. The End of Science,ONDRES!BACUS"OOKS ,ITTLE "ROWN#O 
(ORGANARGUMENTAQUE EMQUASETODOSOSRAMOSDACIÐNCIA AEVOLU ÎOOCORRE
NOSDETALHES ENÎONADESCOBERTAREVOLUCIONÉRIA-UITOSDISCORDAM
Jordan, P. W. Designing Pleasurable Products,ONDRES4AYLORAND&RANCIS 
*ORDAN GERENTEDEESTÏTICADEPRODUTOSDA0HILIPS$ESIGN ARGUMENTAQUEHOJE
OSPRODUTOSDEVEMDARPRAZER'RANDEPARTEDOLIVROÏUMADESCRI ÎODEMÏTO-
DOSDEPESQUISADEMERCADO COMOENTREVISTAS QUESTIONÉRIOS ESTUDOSDECAMPO
EGRUPOSDEFOCO QUETENTAMTRAZERÌTONAAREA ÎODOSUSUÉRIOSAOSPRODUTOS
Pye, D. The Nature and Aesthetics of Design#ONNECTICUT %5!#AMBIUM
0RESS ,IVRODEDICADOÌCOMPREENSÎODODESIGN COMFOCOPARTICULAR
NOPROJETOMECÊNICO$ESCREVE SEOPAPELDAESTÏTICA MASNÎOHÉNENHUMA
REFERÐNCIAESPECÓlCAAMATERIAIS


#APÓTULOs/QUEINmUENCIAODESIGNDEPRODUTO

Schmidt-Bleek, F. How Much Environment Does the Human Being Need –


Factor 10 – The Measure for an Ecological Economy-UNIQUE$EUTSCHER4AS-
CHENBUCHVERLAG /AUTORARGUMENTAQUEAVERDADEIRASUSTENTABILIDADE
REQUERUMAREDU ÎODEUMDÏCIMODOCONSUMODEENERGIAEDERECURSOSPOR
PARTEDASNA ÜESDESENVOLVIDAS
Von Weizsäcker, E.; Lovins, A. B. e Lovins, L. H. Factor Four. ,ONDRES
%ARTHSCAN0UBLICATIONS 0RIMEIRAPUBLICA ÎOAADOTAROPONTODEVISTA
PERTURBADOR MASDEFENSÉVEL DEQUEASUSTENTABILIDADEEXIGEMUDAN ASMASSI-
VASNOCOMPORTAMENTOENOCONSUMOHUMANOS


to
en
ja m
ne
la
e p
ítu
lo
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s
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Ca

De

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd. Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

.ALÓNGUAITALIANAHÉUMAÞNICAPALAVRAPARAhDESIGNvEhENGENHARIAvla
progettazione;1UMDESIGNEROUUMENGENHEIROÏil progettista4RADUZIDOLITERALMENTE
il progettoSIGNIlCAhPROJETOv4AMBÏMNASLÓNGUASINGLESAEPORTUGUESA APALAVRA
hDESIGNvÏDElNIDACOMOhPROJETOv COMUMAGAMADESIGNIlCADOSAINDAMAIS
AMPLA COMOQUANDOREFERIDAÌMODAPOREXEMPLO DESIGNDECHAPÏUS OUÌ
AERODINÊMICAEAmUIDOSPOREXEMPLO DESIGNDEPÉSDETURBINAS OUATÏMESMO
DESIGNCOMAPELOEMOCIONAL24ALABRANGÐNCIADESIGNIlCADOSCRIAOPORTUNIDADES
para confusão*0ARAEVITÉ LA USAREMOSASEXPRESSÜESprojeto técnico, design industrial e
design de produto, COMOSENTIDOEXPLICADOASEGUIR

Projeto técnicoOUDEENGE MENTASSOlSTICADASBASEADASEMCOM


NHARIA INCLUIOSASPECTOSDEDESIGN PUTADOR NÎOÏTÎOFÉCILTRANSFORMARO
QUELEVAMEMCONTAATÏCNICAADE DESIGNINDUSTRIALEMALGOSISTEMÉTICO
QUADADEFUNCIONAMENTODOPRODUTO OUQUANTITATIVO$IFERENTEMENTEDOS
SEUDESEMPENHOMECÊNICOETÏRMICO ATRIBUTOSTÏCNICOS QUESÎOABSOLUTOS
custo e durabilidade. Tais característi EESPECIlCADOSCOMEXATIDÎO DIVERSOS
CASSERÎODENOMINADASCOLETIVAMENTE ATRIBUTOSDODESIGNINDUSTRIALDEPEN
COMOATRIBUTOSTÏCNICOSDOPRODUTO DEMDACULTURAEDAÏPOCAOIDEALDE
ˆATRIBUTOSQUEDESCREVEMCOMOELE BELEZAJAPONÐSÏDIFERENTEDOEUROPEU
FUNCIONAECOMOÏFEITO/design EOQUEÏBONITOPARAUMAGERA ÎO
PROJETO OUAINDADESENHO indus- PODEPARECERFEIOPARAASEGUINTE!
trialINCLUIOSASPECTOSDOPROJETO LINGUAGEMEOPENSAMENTOCIENTÓlCOS
QUELEVAMEMCONTAATRIBUTOSVISUAIS ETÏCNICOSFUNCIONAMBEMQUANDOAS 1. Adaptado do notável livro
ETÉTEIS ASSOCIA ÜESEPERCEP ÜES IDEIASPODEMSEREXPRESSASDEMODO de Manzini, The Material
of Invention. Cambridge,
antecedentes históricos — atributos EXPLÓCITOECOMPRECISÎO MASNADA Massachusetts: Mit Press,
QUEDESCREVEMUMAPERSONALIDADE VALEMQUANDOASIDEIASSÎOIMPRECISAS 1989.
OUCARÉTER/designOUPROJETO de OUENVOLVEMAPRECIA ÎOOUPREFERÐN
2. “Não desenho roupas;
produto NOSENTIDOQUEUTILIZAMOS CIASUBJETIVAEMTAISCASOS SÎONECES desenho sonhos” (Ralph
AQUI SIGNIlCAASÓNTESEDOPROJETOTÏC SÉRIOSOUTROSMODOSDEPENSAR Lauren, .EW9ORK4IMES,
NICOEDODESIGNINDUSTRIALPARACRIAR 19 abr. 1986).

produtos de sucesso. * A partir da década


(ÉUMRISCOEMSEFAZERESSAS Modos de pensar de 1990, no Brasil, os
DISTIN ÜESENTREPROJETOTÏCNICOE dicionários incluíram o termo
inglês “design” pelo fato de
DESIGNINDUSTRIALCOMOATIVIDADES /PROJETOTÏCNICODEPENDEDO não existir outra
SEPARADAS NÎOINTERLIGADAS5MAVISÎO RACIOCÓNIODEDUTIVOˆOMODODE palavra, em português, tão
MAISEQUILIBRADAÏQUEFORMAMUM PENSARBASEADOEMLØGICAEANÉLISE/ abrangente para as atividades
de projeto de produto,
CONTÓNUOQUESÎOAPENASPARTESDO RACIOCÓNIODEDUTIVO APLICADOÌSELE ÎO planejamento, desenho —
PROCESSODEUMPROJETOGLOBAL0ORÏM DEMATERIAIS ÏDESCRITOCOMMAIS no mais amplo sentido da
ENQUANTOOPROJETOTÏCNICOUTILIZA detalhes no Capítulo 7. Ele se presta palavra. (Nota da revisão
técnica – doravante N.R.T.)
MÏTODOSBEM ESTABELECIDOSEFERRA ÌFORMULA ÎOCOMOUMCONJUNTODE

29
-ATERIAISE$ESIGN

ETAPAS QUEMUITASVEZESENVOLVEM visor escuro, dois canos de escape; ele


ANÉLISEMATEMÉTICA!OCONTRÉRIO O NOTAQUEA(ARLEYÏPODEROSAEIMPO
DESIGNINDUSTRIALDEPENDEDERACIO SITIVA APRØPRIAEXPRESSÎODELIBERDADE
CÓNIOINDUTIVOˆSÓNTESEEXTRAÓDADE 0ERCEP ÎOÏORESULTADODAIN
EXPERIÐNCIAPRÏVIA-ÏTODOSINDUTI TERPRETA ÎODAQUILOQUEÏOBSERVADO
VOSPARASELE ÎODEMATERIAIS TAMBÏM $OISOBSERVADORESDOMESMOPRODUTO
ESTUDADOSNO#APÓTULO UTILIZAM OPERCEBERÎODEMANEIRASDIFERENTES
PERCEP ÎOEVISUALIZA ÎO0RECISAMOS QUERESULTARÎODAREA ÎODECADAUM
EXPLORÉ LOSMAISPROFUNDAMENTE JÉ AOOBJETOFÓSICOQUEVEEMEÌSIMAGENS
QUESÎOFUNDAMENTAISPARAADISCUSSÎO EEXPERIÐNCIASMENTAISACUMULADASQUE
QUEVIRÉEMSEGUIDA LEVAMCOMELES!MBAS OBSERVA ÎOE
PERCEP ÎO CONTRIBUEMPARAACRIATI
Observação e percepção VIDADEEMDESIGN EAQUIÏNECESSÉ
)MAGINEQUEVOCÐESTÉEMUMA RIOAPRIMORARADElNI ÎODEQUATRO
FEIRACOMERCIALDEMOTOCICLETASATRÉS TERMOSQUEUSAREMOSPARADESCREVER
DEDOISHOMENSQUEEXAMINAMUMA EMORDEMCRESCENTEDEABSTRA ÎO OS
(ARLEY$AVIDSON&IGURA !(AR ATRIBUTOSDEPRODUTOSˆEMPARTICULAR
LEYTEMATRIBUTOSTÏCNICOSDESCRITOS OSQUESEREFEREMAODESIGNINDUSTRIAL
EMSUAESPECIlCA ÎOPESO NÞMERO EÌPERSONALIDADEDEUMPRODUTO
DECILINDROS POTÐNCIA VELOCIDADEMÉ
XIMA MATERIALUSADONAESTRUTURAˆ s!TRIBUTOSESTÏTICOSSÎOAQUELESRELA
ESSESEMUITOSOUTROSATRIBUTOSPODEM CIONADOSDIRETAMENTEAOSSENTIDOS
SERDElNIDOSCOMPRECISÎOEMEDIDOS VISÎO TATO GOSTO OLFATOEAUDI ÎO
COMEXATIDÎO!(ARLEYTAMBÏMTEM OSENTIDODAVISÎOINCLUIAFORMA A
ATRIBUTOSESTÏTICOSˆÏPRETA METÉLICA COREATEXTURADEUMMATERIALOU
EBARULHENTA/SDOISHOMENSVEEMA produto.
MESMAMOTOCICLETA MASAPERCEBEM s!TRIBUTOSDEASSOCIA ÎOSÎOAQUELESQUE
DEMANEIRADIFERENTE!MENTEDE REMETEMAUMAÏPOCA LUGAR EVENTO
UMDELESVÐAIMAGEMIDEALDEUMA PESSOAOUCULTURA0ORTANTO OJIPEÏ
MOTONETAURBANA AMARELAEMACIA DE ASSOCIADOAMILITARESOOURO ÌRIQUE
Figura 3.1 – LINHASELEGANTESENOESTILODAMODA ZAACORPRETA ÌMORTENACULTURA
Percepções SEMPARTESMECÊNICASVISÓVEISELENOTA /CIDENTAL ACORVERMELHA ÌPAIXÎO
diferentes
QUEA(ARLEYÏPESADA EXTRAVAGANTEE s!TRIBUTOSPERCEBIDOSDESCREVEMA
)MAGEMPORCORTESIADA
(ARLEY$AVIDSON%5! E PERIGOSA!IMAGEMIDEALNAMENTEDO REA ÎOAUMMATERIALOUPRODUTO
0IAGGIO#ORPORATION OUTROÏADEUMAESTRADADESERTA VESTI ˆQUEELEÏSOlSTICADO MODERNO
MENTADECOURONEGRO CAPACETECOM OUENGRA ADO POREXEMPLOESSAS
REA ÜESSÎOASOMADOQUEVOCÐ
PERCEBEAPRINCÓPIO ESÎOMUITO
INmUENCIADASPORCONTEXTOE
EXPERIÐNCIA
s!TRIBUTOSEMOCIONAISDESCREVEMA
SENSA ÎOQUEUMMATERIALOUPRO
DUTOPROVOCAEMVOCÐFELICIDADE
TRISTEZA AMEA ATALVEZˆhERGO
NOMIAEMOCIONALv NASPALAVRASDE

30
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

2ICHARD3EYMOUR COFUNDADORDA Algo parecido com isso aqui, mas com


3EYMOUR0OWELL EM,ONDRES UMA uma característica como aquela ali, e
com um pouquinho desta, mas um
DASMAISRECONHECIDASAGÐNCIASDE pouco mais parecida com aquelas...
DESIGNNOMUNDO
Figura 3.2 – Lados
!ESSESATRIBUTOSADICIONAMOSA esquerdo e direito
IDEIADEESTILO COMBASENAHISTØRIA do cérebro
DODESIGN%STILOSTÐMNOMESart Pensar com o lado esquerdo
ou com o lado direito – o
nouveau, art déco MODERNISTA PØS MO PRIMEIROPROCURASOLU ÜESPOR
DERNOETC#ADAUMDELESÏ PORASSIM lógica e análise; o segundo
DIZER ASÓNTESEDEUMAGRUPAMENTO BUSCASOLU ÜESPORSINTETIZA ÎO
de elementos de imagens
PARTICULARˆARESPEITODOQUALEXISTE ou analogias lembradas ou
UMACONCORDÊNCIAGERALˆDEATRIBU imaginadas.
TOSEASSOCIA ÜESESTÏTICOS PERCEBIDOS
ERELACIONADOSÌEMO ÎO°SVEZES
ESTILOSDEDESIGNESTÎOLIGADOSACERTOS
MATERIAIS MASNÎOSEPODEDIZERQUE
UMMATERIALTEMESTILOAPENASQUE
ADQUIREUMESTILOQUANDOSETORNA Se isto, então aquilo. Se aquilo, então...
PARTEDECERTOPRODUTO%XEMPLOS
DESENVOLVIDOSMAISADIANTENESTE CO ÏBASEADOEMREGRASDEGRAMÉTICAE
CAPÓTULOENOSEGUINTEESCLARECERÎO LØGICAAPRENDIDAS/SEGUNDO OMODO
MELHORESSASDISTIN ÜES VISUAL FAZMAIORUSODAIMAGINA ÎO
ÏMENOSESTRUTURADO MASPERMITE
Raciocínios verbal-matemático MAIORESAVAN OSCONCEITUAISPORMEIO
e visual DALIVREASSOCIA ÎO
%SCRITORESCOMO-C+IM 3QUANDO 0ENSEUMPOUCONOSEGUINTE
DISCUTEMASDIFERENTESMANEIRASCOMO EXEMPLOSOBREOMODOCOMOVOCÐ
OCÏREBROHUMANOMANIPULAINFORMA ARMAZENAINFORMA ÜESVISUAIS0ROVA
 ÜESPARARACIOCINAR DISTINGUEMDOIS VELMENTEVOCÐCONHECEERECONHECE
PROCESSOSBASTANTEDIFERENTES&IGURA VÉRIASCENTENASDEPESSOAS TALVEZMUI
 /PRIMEIRO QUEÏODOMÓNIODO TOMAIS3EALGUÏMLHEPEDISSEQUE
HEMISFÏRIOESQUERDODOCÏREBRO UTILIZA lZESSEUMDESENHORECONHECÓVELDE
RACIOCÓNIOVERBALEPROCEDIMENTOS QUALQUERUMADELAS VOCÐCONSEGUIRIA
MATEMÉTICOS0ASSADOCONHECIDOPARA !MAIORIADASPESSOASNÎOMUITASNÎO
ODESCONHECIDOPORANÉLISEˆUM CONSEGUEMSEQUEREVOCARAIMAGEM
CAMINHOESSENCIALMENTELINEAR SE DEUMROSTOCOMOShOLHOSDAMENTEv
QUENCIAL/SEGUNDO QUEÏODOMÓNIO AIMAGINA ÎO )SSOSUGEREQUEO
DOHEMISFÏRIODIREITO UTILIZAIMAGENS MODODEARMAZENARAIMAGEMVISUAL
ˆTANTOLEMBRADASCOMOIMAGINADAS ÏBASTANTERUDIMENTAR!PESARDISSO 3. O livro de McKim,
Cria o desconhecido do conhecido SEVOCÐENCONTRASSEINESPERADAMENTE %XPERIENCESIN6ISUAL
4HINKING (1980), explica
PORSÓNTESEˆDISSECANDO RECOMBI UMAPESSOAQUECONHECE DIGAMOS melhor do que a maioria a
NANDO PERMUTANDOEDANDOFORMAA NOAEROPORTO DEIMEDIATOADISTIN maneira como as imagens
IDEIAEIMAGENS/PRIMEIROMODODE GUIRIADASMILHARESDEOUTRASPESSOAS entram no processo do
pensamento criativo.
PENSAR ORACIOCÓNIOVERBAL MATEMÉTI QUEALIESTÎO2ECONHECERUMROSTO

31
-ATERIAISE$ESIGN

 'IVlQMGEW
'YVZEW888 *IVVSÅKYE 'SFVI>MRGS  1zHYPSHI)PEWXMGMHEHI(IRWMHEHI
 
'SQTzWMXSW

1zHYPSHIIPEWXMGMHEHI) +4E
%YWXIRMXE *IVVMXE *I

0uUYMHS 1EXIVMEMW


8IQTIVEXYVE8 ž'
8IQTIVEXYVE8 ž'

   REXYVEMW

4SXIRGMEP) ZSPXW
*IVVMXE 1IXEMW
4IEVPMXE *I3
QEMW*I' B G 
 7zPMHS D
  *I ASV 'Y 4SPuQIVSW
-RuGMSHEQEVXIRWMXE 
)WTYQEW
E
 
 *I3
*MREPHEQEVXIRWMXE 7zPMHS
 HSY 
*I   >R )PEWX|QIVSW
*I 3, 
 
          
0SK XIQTS
ÅPGEPMT,ÅGMHS 'YÅXSQS >R>R (IRWMHEHI R 1KQ 

Figura 3.3 – Imagens OULUGARREQUERUMACOMPARA ÎO FAZUSODEIMAGENSPARACOMUNICA


da ciência de
materiais DETALHADADEUMAIMAGEMVISUALCOM  ÎOECOMOMODODEPENSAR&IGURA
Alguns exemplos de como UMAIMAGEMARMAZENADANAMENTE  $IAGRAMASDE6ENNEmUXO
as imagens visuais ocorrem PROCURANDOPORUMACOMBINA ÎODE GRAMASILUSTRAMRELA ÜESEPROCEDI
na ciência de materiais (da
esquerda para a direita): UMTIPOMUITOSUTILˆEOINDIVÓDUO MENTOSGRÉlCOSDEBARRAEGRAFOS
eletromicrografias; micrografias COMUMPODEARMAZENARINFORMA ÜES MOSTRAMMAGNITUDESETENDÐNCIAS
óticas; diagramas de fase; SUlCIENTESPARARECONHECEREDIS NUMÏRICAS$ESENHOSESQUEMÉTICOS
mapas de mecanismos de
DEFORMA ÎODIAGRAMASDE TINGUIRNÎOAPENASUMAPESSOA MAS ILUSTRAMESTRUTURASMOLECULARESE
propriedades de materiais. CENTENASDELAS/MODOCOMOAMEN MOSTRAMCOMOMECANISMOSEEQUI
TEARMAZENAIMAGENSNÎOESTÉMUITO PAMENTOSFUNCIONAM
CLARO MASÏEVIDENTEQUESEUBANCO )NFORMA ÜESPODEMSERMELHOR
DEDADOSDEIMAGENSÏMUITOGRANDE APRESENTADASEMDIAGRAMASEIMAGENS
E QUANDOACIONADO ÏCAPAZDEACESSAR QUEMOSTRAMRELA ÜES$IAGRAMAS
TAISIMAGENSMENTAISDEMANEIRARÉPI DEFASEDEMONSTRAMREGIMESDE
DAECOMGRANDEPRECISÎO ESTABILIDADEDELIGASCONCORRENTES
#RIATIVIDADENOPROJETOTANTODE -ICROGRAlASREVELAMSEMELHAN AS
ENGENHARIAQUANTODEDESIGN ENVOLVE ESTRUTURAISENTREMATERIAISDIFERENTES
ALIVREASSOCIA ÎOECOMBINA ÎODE SUGERINDO POREXEMPLO QUEUM
IMAGENSPARACONSEGUIRUMCONJUNTO TRATAMENTOTÏRMICOUSADOPARAUM
DEATRIBUTOSDESEJADOS!SIMAGENSPO deles poderia ser efetivo para outro.
DEMSERVISUAISˆOBJETOS FOTOGRAlAS -APASDEMECANISMOSDEDEFORMA
ESBO OSEDESENHOSOBSERVADOSˆOU  ÎORELACIONAMREGIMESDEDOMINÊN
MENTAISˆARMAZENADASNAMEMØRIAE CIADEMECANISMOSDEDEFORMA ÎO
NAIMAGINA ÎODODESIGNER CONCORRENTES$IAGRAMASDEPRO
PRIEDADESDEMATERIAIS4RELACIONAM
Pensamento visual na UMCONJUNTODEMATERIAISNOESPA O
ciência dos materiais MATERIAL PROPRIEDADE UMESPA O
!PALAVRAhCIÐNCIAvSUGERE COMMUITASDIMENSÜES#ADAUM
IMEDIATAMENTERACIOCÓNIODEDUTIVO DESTESABRANGEUMAVASTAQUANTIDA
ˆANÉLISE-ASCIENTISTASCRIATIVOS DE DEDEINFORMA ÜESEASCOMPRIME
,EONARDODA6INCIE.EWTONA%INS EMUMAÞNICAIMAGEM REVELANDO
TEINE#RICK7ATSON AlRMAMQUE PADRÜESNOSDADOSQUEPALAVRASE
SEUSMOMENTOSDEGRANDEPERCEP ÎO EQUA ÜESNÎOREVELAM³AQUIQUEOS
4. Esses diagramas, usados SURGIRAMTANTODASÓNTESEˆPENSA DIAGRAMASSETORNAMUMAFERRAMENTA
extensivamente no livro, serão
apresentados no Capítulo 4.
MENTOVISUALˆQUANTODAANÉLISE! NÎOAPENASDECOMUNICA ÎO MAS
CIÐNCIADEMATERIAIS EMPARTICULAR TAMBÏMDERACIOCÓNIO

32
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

/PODERDAIMAGEMVISUAL ESSAPERGUNTA TEMOSDEEXAMINARO


ENCONTRA SENAFACILIDADECOMQUE PROCESSODODESIGNPROPRIAMENTEDITO
ELAPODESERMANIPULADAPELAMENTE
ENACAPACIDADEQUETEMDEACIONAR
OPENSAMENTOCRIATIVO!FOTODE O processo do
UMALANTERNATRASEIRADEAUTOMØVEL design de produto
FEITADEACRÓLICO TIRADAPARAMOSTRAR
SUATRANSPARÐNCIAECAPACIDADEDE 0RIMEIRO UMAPALAVRASOBRETIPOS
SERCOLORIDA REVELAMUITOMAISQUE DEDESIGN/DESIGNINOVADOROUORI
PODESERMOLDADAEMUMAFORMA GINAL PARTEDEUMAIDEIAOUPRINCÓ
COMPLEXAQUEPODESUPORTARÉGUA PIODEFUNCIONAMENTOGENUINAMENTE
EØLEOEQUEÏROBUSTAOSUlCIEN NOVOALÊMPADA OTELEFONE ACANETA
TEPARAENFRENTARAUTILIZA ÎONAS ESFEROGRÉlCA ODISCOCOMPACTO#$
RUASSEMPROTE ÎO%MPARTICULAR OTELEFONEMØVELCELULAR #OMMAIS Figura 3.4 –
Materiais no
DIAGRAMASQUEMOSTRAMRELA ÜESTÐM FREQUÐNCIA ODESIGNÏADAPTATIVO processo de design
o poder de despertar novas ideias — APROVEITAUMCONCEITOEXISTENTEE O projeto de um produto
EXEMPLOSNO#APÓTULOMOSTRARÎO BUSCAUMAVAN OINCREMENTALNODE COME ACOMAIDENTIlCA ÎO
e o esclarecimento da tarefa
COMOOFATODEMONTARUMGRÉlCO SEMPENHOPORMEIODERElNAMENTO e prossegue com o conceito,
COMINFORMA ÜESSOBREMATERIAIS /PONTODEPARTIDADODESIGNDE desenvolvimento e projeto
PODESUGERIRCOMPØSITOSECOMBI UMPRODUTOÏUMANECESSIDADEDE DETALHADO ATÏAESPECIlCA ÎO
de um produto final. A
NA ÜESDEMATERIAISINOVADORES3EM MERCADOOUUMANOVAIDEIAOPONTO princípio, todos os materiais
AIMAGEMVISUAL ESSASIDEIASNÎO lNALÏAESPECIlCA ÎOCOMPLETADEUM (existem, talvez, 100 mil
SERIAMTÎOFACILMENTEAUTOSSUGESTIVAS PRODUTOQUEATENDAÌNECESSIDADEOU no total) são candidatos.
2ESTRI ÜESTÏCNICASNO
0ORTANTO COMUNICA ÎOVISUAL PERSONIlQUEAIDEIA&IGURA ³ES CENTRO ERESTRI ÜESDOPROJETO
ERACIOCÓNIOOCUPAMUMLUGARHÉ SENCIALDElNIRANECESSIDADECOMPRE industrial (à direita) reduzem
MUITOTEMPODElNIDONOMUNDODA CISÎO ISTOÏ FORMULARUMADECLARA ÎO a escolha e resultam em um
pequeno número que pode ser
CIÐNCIADEMATERIAIS-ASCOMOSÎO DENECESSIDADE OUDIRETRIZESBÉSICASDO explorado detalhadamente.
USADOSEMDESIGN0ARARESPONDERA PROJETO ACOMPANHADADEUMALISTADE

4VSNIXSXqGRMGS 4VSNIXSSYHIWMKRMRHYWXVMEP

QMPQEXIVMEMW QMPQEXIVMEMW

'VMEVPMQMXIWTEVEEXVMFYXSW )RXIRHMQIRXS (IPMRIEVIWXqXMGEGSQTSVXEQIRXS


QIGlRMGSWXqVQMGSWISYXVSW PMQMXEHS TIVGITpnSIEWWSGMEp~IWHIWINEHSW
EXVMFYXSWXqGRMGSW HISTp~IWHI
QEXIVMEMW QEXIVMEMW
QEXIVMEMW
)\TPSVEVGSPIp~IWHIEQSWXVEW
1SHIPEVHIWIQTIRLSXqGRMGS 1EMSV I\EQMRERHSTVSHYXSWI
IEZEPMEVVIWYPXEHSW GSRLIGMQIRXS I\TIVMsRGMEWERjPSKEW
HETSWWuZIP
QEXIVMEMW GSRGVIXM^EpnS QEXIVMEMW
HSTVSHYXS
'VMEVTVSXzXMTSWHIXVEFEPLSZMVXYEMW 'VMEVTVSXzXMTSWHIWYTIVJuGMIW
IVIEMWFEWIEHSWIQYQFERGSHI TSVZMWYEPM^EpnSIQ(IQYQ
HIHEHSWHIXEPLEHSHI'%( 7IPIpnSJMREPHS W EVUYMZSHMKMXEP
QEXIVMEP MW I
SYQEXIVMEMW TVSGIWWS W HIJEFVMGEpnS SVQEXIVMEMW

33
-ATERIAISE$ESIGN

REQUISITOSDOPRODUTO AMBIENTEESPE COMPONENTECOMPONENTESCRÓTICOS


RADODEUTILIZA ÎOEPOSSÓVEISCONSUMI SÎOSUBMETIDOSAANÉLISESMECÊNICAS
dores.**!UTORESDELIVROSSOBREDESIGN OUTÏRMICASPRECISASMÏTODOSDE
DEPRODUTOENFATIZAMQUEADECLARA ÎO OTIMIZA ÎOSÎOAPLICADOSACOMPO
DEVESERNEUTRAEMRELA ÎOÌSOLU ÎO NENTESEGRUPOSDECOMPONENTESPARA
OUSEJA NÎODEVEDARAENTENDER MAXIMIZARDESEMPENHOEOSCUSTOS
COMOATAREFASERÉEXECUTADA PARA são analisados. Modelos de superfície
EVITARQUEORACIOCÓNIOSEJACERCEADOE EMTRÐSDIMENSÜESSÎOUSADOSPARA
LIMITADOPORCONCEP ÜESPRÏVIAS DESENVOLVERAFORMA EENTÎOÏFEITAA
%NTREALISTADEDIRETRIZESBÉSICAS ESCOLHAlNALDEGEOMETRIA MATERIAL
DOPROJETObriefing)EAESPECIlCA ÎO PROCESSODEFABRICA ÎOESUPERFÓCIE/
lNALDOPRODUTOHÉMUITASETAPAS RESULTADODESSEESTÉGIOÏUMAESPECI
5MAMANEIRADEMODELARESSEPRO lCA ÎODETALHADADOPRODUTO
CESSODEDESENVOLVIMENTODOPROJETO .ESSALINHADEPENSAMENTO O
ÏMOSTRADANACOLUNADAESQUERDA DESIGNERPRECISADEINFORMA ÜESSOBRE
DA&IGURA.ESSAPERSPECTIVA O MATERIAISEMCADAESTÉGIODOPROJETO
PROCESSOTEMTRÐSETAPASGERAISDE &IGURA %MTERMOSDENÓVELDE
SIGNCONCEITUAL DESENVOLVIMENTODO PRECISÎOEAMPLITUDE ANATUREZADA
PROJETOEPROJETODETALHADO5 INFORMA ÎONECESSÉRIANOSPRIMEIROS
/CONCEITOAPRESENTAOMODO ESTÉGIOSÏMUITODIFERENTEDAQUESERÉ
COMOOPRODUTOATENDERÉANECESSI NECESSÉRIAMAISADIANTE.OPROJE
DADE OPRINCÓPIODEFUNCIONAMENTO TOCONCEITUAL ODESIGNERPRECISADE
.ESSAETAPA ODESIGNERCONSIDERAA INFORMA ÜESGENÏRICASˆRASCUNHOSDE
GAMADEIDEIASMAISAMPLAPOSSÓVEL CARÉTERABRANGENTEˆPARAAFAIXADE
TANTOTÏCNICASQUANTOESTÏTICAS! MATERIAISMAISAMPLAPOSSÓVEL4ODASAS
ESCOLHADOCONCEITOTEMIMPLICA ÜES OP ÜESESTÎOEMABERTOUMPOLÓMERO
PARAACONlGURA ÎOGLOBALDOPROJETO PODESERAMELHORESCOLHAPARAUM
MASDEIXADECISÜESSOBREMATERIALE CONCEITO UMMETALPARAOUTRO AINDA
FORMAEMGRANDEPARTESEMRESPOSTA QUEAFUN ÎOREQUERIDASEJAIDÐNTICA
/PRØXIMOESTÉGIO DESENVOL !NECESSIDADE NESSEESTÉGIO NÎOÏDE
VIMENTO CONSIDERACADACONCEITO PRECISÎOÏDEAMPLITUDEEFACILIDADEDE
PROMISSOREODESENVOLVE BEMCOMO ACESSOCOMOAVASTAGAMADEMATERIAIS
ANALISASUAOPERA ÎOEEXPLORAESCO PODESERAPRESENTADAAlMDEDARAO
LHASALTERNATIVASDEMATERIAISEPRO DESIGNERAMAIORLIBERDADEPOSSÓVEL
CESSOSQUEPERMITIRÎOUMAOPERA ÎO PARACONSIDERARALTERNATIVAS
** No Brasil adotamos o SEGURANOSQUESITOSCARGAS TEMPERATU !PRØXIMAETAPADEDESENVOLVI
termo inglês BRIElNG para RASEAMBIENTESPREVISTOS%MPARALELO MENTOREQUERINFORMA ÜESPARAUM
ESSEELENCODEESPECIlCA ÜESDE SÎOEXPLORADASFORMAS CORESETEXTURAS SUBCONJUNTODESSESMATERIAIS PORÏM
projeto. [N.R.T.]
ALTERNATIVAS PROCURANDO DAMANEIRA COMUMNÓVELMAISALTODEPRECISÎOE
5. Aqui usamos as palavras DESCRITANO#APÓTULO MATERIAISE DETALHE!TRIBUTOSTÏCNICOSSÎOENCON
de um respeitado livro PROCESSOSCAPAZESDECRIÉ LAS TRADOSEMMANUAISMAISESPECIALIZADOS
didático sobre projeto (Pahl e
Beitz, 1997); muitos outros /DESENVOLVIMENTOTERMINACOM ESOFTWARESQUETRATAMDEUMAÞNICA
seguem essa influente obra UMDESIGNVIÉVELQUEENTÎOPASSAPARA CLASSEDEMATERIAISEPROPRIEDADEˆ
sobre projeto (ou design) AFASEDEDETALHAMENTO.ESSAFASE RESISTÐNCIADEMETAISÌCORROSÎO POR
técnico.
SÎOCRIADASESPECIlCA ÜESPARACADA EXEMPLOˆ EPERMITEMAESCOLHA

34
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

EMUMNÓVELDEDETALHAMENTOQUE
NÎOÏPOSSÓVELNOCASODECOMPILA ÜES Bolha inicial
Initial Bubble
MAISABRANGENTESQUEINCLUEMTODOS
OSMATERIAIS/SATRIBUTOSDEMATE
RIAISRELEVANTESPARAODESIGNINDUS
trial são reunidos e apresentados de
MODODIFERENTEˆIDEIASEXTRAÓDASDE
OUTROSPROJETISTASEPRODUTOS ESTUDO
DECOLE ÜESDEMATERIAIS MONTAGEM
DEPAINÏISSEMÊNTICOS ***UTILIZA ÎO
de outros recursos de criatividade,
ELABORA ÎODEDESENHOSESQUEMÉTICOS Final Bubble
Bolha final
ECONSTRU ÎODEMODELOS6OLTAREMOS
ATODOSESSESTØPICOSLOGOADIANTE
/ESTÉGIOlNALDOPROJETODETALHA
DOEXIGEUMNÓVELDEPRECISÎOEDETA
LHEAINDAMAIOR MASPARAAPENASUM -UITASVEZESESSESDADOSINDICAMAMÉ Figura 3.5 – Bolhas
MATERIAL OUPARAUMNÞMEROMUITO UTILIZA ÎODEUMMATERIAL QUEPODE no processo de
design
PEQUENODEMATERIAISˆINFORMA SERELIMINADACOMUMNOVOPROJETO Analogia para o processo de
 ÜESQUESÎOMAISFÉCEISDEENCONTRAR OUUMANOVASELE ÎODEMATERIALMAIS design. Adaptada de Wallace
ENTRANDOEMCONTATOCOMOFORNE APROPRIADOPARAESSAAPLICA ÎO (1991), em Research in
Design Thinking, conferência
CEDOR$ETERMINADACATEGORIADEUM (ÉMUITOADIZEREMFAVORDESSE realizada na Technical
MATERIALPOLIPROPILENO POREXEMPLO MODELOESTRUTURADODEDESIGN3UA University of Delft em 1991.
TEMUMAFAIXADEPROPRIEDADESQUESE FORMALIDADEATRAIOSPROJETISTASTÏCNI
DEVEADIFEREN ASNOMODODEFABRI COS TREINADOSEMMÏTODOSSISTEMÉTI
CA ÎODECADAFORNECEDOR% ÌSVEZES COSPARAENFRENTARPROBLEMASDEANÉLI
NEMMESMOISSOÏSUlCIENTE3EO SEDETENSÎOOUmUXODECALOR-ASO
COMPONENTEÏCRÓTICOOQUESIGNIlCA GRAUDEINTERDEPENDÐNCIAEMDESIGN
QUE EMCASODEFALHA EMUMSENTIDO ÏMUITOMAIORDOQUEODEANÉLISEDE
OUOUTRO SERIADESASTROSO TALVEZSEJA TENSÜES DEMODOQUEODESIGNREQUER
prudente realizar testes por conta pró HABILIDADESADICIONAIS MAISPRØXIMAS
PRIAPARAMEDIRPROPRIEDADESCRÓTICAS ÌSDEUMADVOGADOOUPOLÓTICOEXPE
USANDOUMAAMOSTRADOMATERIALQUE RIENTEˆEXERCITADASNAMONTAGEME
SERÉUTILIZADOPARAFABRICAROPRØPRIO NOREARRANJODEFATOSENOJULGAMENTO
PRODUTO!ETAPAlNALÏTESTARPROTØ DESIMILARIDADES DIFEREN AS PROBABI
TIPOSEMESCALANATURALPARAGARANTIR LIDADESEIMPLICA ÜES0ARAODESIGN
QUEOPROJETOATENDAÌSEXPECTATIVAS ˆEEMPARTICULARPARAOPAPELDOS *** Painel semântico:
TÏCNICASEESTÏTICASDOCLIENTE MATERIAISNODESIGNˆESSEMODELO 2EPRESENTA ÎOGRÉlCA EM
um quadro, feita por meio
/SINSUMOSFORNECIDOSPELOS TALVEZSEJAMUITOESTRUTURADO.ÎO de colagem de imagens,
MATERIAISAODESIGNNÎOTERMINAMCOM PERMITEAVARIEDADEDECAMINHOS fotografias, cores, tecidos,
SUASESPECIlCA ÜESPARAOPRODUTOE NEMINmUÐNCIASQUESEENCONTRAM texturas, frases que relatam
um estado de espírito,
PRODU ÎOlNAL0RODUTOSFALHAMEM ENTREANECESSIDADEDOMERCADOEA sentimento ou conceito. São
SERVI O EASFALHASCONTÐMINFORMA ESPECIlCA ÎODOPRODUTO muito utilizados em design,
 ÜES³IMPRUDENTEOFABRICANTEQUE +EN7ALLACE TRADUTORDOMODELO moda e em publicidade.
[N.R.T]
não coleta e analisa dados sobre falhas. CONCEITODESENVOLVIMENTOPROJETO

35
-ATERIAISE$ESIGN

DETALHADODOORIGINALALEMÎO SUGERE BEMMASTAMBÏMÏPOSSÓVELCOMER


UMAOUTRAANALOGIAADASBOLHAS CIALIZARCOMSUCESSOUMAQUECUSTE
&IGURA  MAISDEMIL#ANETASSÎOEXEMPLOS
.ESSEMODELO CADABOLHAREPRE DEPRODUTOSQUECOMBINAMASPECTOS
SENTAUMAETAPANOPROCESSODODESIGN TÏCNICOSEESTÏTICOSDEMODOPARTICU
OUORESULTADODETALETAPA.ÎOHÉ LARMENTEEFETIVO!QUIEXAMINAREMOS
UMCAMINHOLINEARDESDEAShDIRETRIZES DEMANEIRABREVEODESIGNDECANETAS
INICIAISDEDESIGNvATÏAhESPECIlCA
 ÎOlNALDOPRODUTOvEMVEZDISSO Conceito original
(a) MUITOSCAMINHOSLIGAMASMILHARESDE $ESDEQUEOHOMEMINVENTOUA
BOLHASQUESEENCONTRAMENTREELAS LINGUAGEMESCRITA EXISTEANECESSIDADE
³IMPORTANTEENTRARNABOLHAINICIAL DEDEIXARMARCASPRECISASEDURÉVEIS
PARAENFRENTAROPROBLEMA-ASNÎOHÉ EMSUPERFÓCIESPLANAS0ODEMOSFAZER
NENHUMCAMINHOIDENTIlCADODESDE MARCASCOMARRANHÜESOUPORMEIO
(b) ESSABOLHAATÏABOLHAlNAL EÏSEMPRE DEENTALHES MASÏUMPROCESSOMUITO
POSSÓVELQUEOUTRASBOLHASVENHAMA LENTOAREALNECESSIDADEÏDEUMINS
TERINmUÐNCIASIGNIlCATIVA/MODELO TRUMENTOCOMPACTOQUEFA AMARCAS
DASBOLHASÏMAISREPRESENTATIVODEUM COMRAPIDEZ-ARCARCOMPIGMENTOS
PROCESSODEPROJETOALEATØRIOENÎO ÏARESPOSTA
(c) ESTRUTURADO/SDESIGNERSMAISElCIEN !&IGURAMOSTRAQUATROCON
TESPODEMMERGULHARNASBOLHASETER CEITOSPARAFAZERMARCASCOMPIGMEN
OSRECURSOSADEQUADOSPARAENFRENTAR TOS.OCONCEITOEXEMPLIlCADOEM
QUAISQUERDESAlOSQUEPOSSAMSURGIR A ASMARCASSÎOTRANSFERIDASPELOATRI
&ICARPRESOAUMABOLHAˆAFRAQUEZA TODEPIGMENTOSSØLIDOSCOMOCARVÎO
(d) DOESPECIALISTAˆÏFATAL/PROGRES GRAlTAOUCREIOMPIGMENTOCOLORIDO
SOREQUERAHABILIDADEDERECUAR VER ÌBASEDECERAOUGIZ .OCONCEITO
ASBOLHASCOMOPADRÎOETAMBÏM MOSTRADOEMB UMPIGMENTOOU
COMOFONTESDEINFORMA ÎODETALHADA TINTAÌBASEDEÉGUAÏFOR ADOAmUIR
EXERCERCONTROLEDOPADRÎOESØLAN AR SOBREASUPERFÓCIEDEUMBICOˆ
MÎODODETALHEQUANDONECESSÉRIO UMAPENADEGANSOCORTADA OUALGO
)SSOESTÉMAISPRØXIMODANOSSAVISÎO EQUIVALENTEEMA OOUOUROˆCOM
DESELE ÎODEMATERIALNOQUETANGE UTILIZA ÎODETENSÎOSUPERlCIALPARA
AOPROCESSODEDESIGN CONCEITOQUE MANTERATINTANOBICOEDIRECIONÉ LA
SERÉEXPANDIDONO#APÓTULO QUANDO ÌPONTA/CONCEITOEMC TAMBÏM
Figura 3.6 –
Conceitos de escrita DETALHAREMOSMÏTODOSDESELE ÎO DEPENDEDATENSÎOSUPERlCIALˆUSA
Desenhos esquemáticos UMAPONTADEFELTROOUNÉILONPARA
de quatro conceitos para SUGAROPIGMENTODEUMRESERVATØRIO
instrumentos de escrita: Design de canetas — EDEPOSITÉ LOEMQUALQUERSUPERFÓCIE
(a) transferência de pigmento
sólido por desgaste; exemplo QUETOCAR/CONCEITOlNAL MOSTRADO
B MARCA ÎOPELOmUXO EMD FAZCOMQUEUMPIGMENTOÌ
de tinta líquida através de
UMBICOC MARCA ÎOPOR Para ilustrar essas ideias, consi base de óleo deslize sobre a superfície
transferência de um feltro DEREODESIGNDECANETAS!SCANETAS MEDIANTEUMAPEQUENAESFERACUJO
ou náilon poroso; e SÎOOBJETOSUTILITÉRIOSETAMBÏMDE ÐXITODEPENDEDAVISCOSIDADEEDABOA
(d) transferência de tinta à
base de óleo através de uma DESEJO³POSSÓVELCOMPRARPOR CAPACIDADEUMECTANTEDOØLEOPARA
esfera rotativa. UMACANETAQUEESCREVEPERFEITAMENTE TRANSFERI LOÌESFERA

36
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

Figura 3.8 – Detalhe


Figura 3.7 – Desen- de uma caneta-
volvimento de uma tinteiro
caneta-tinteiro Projeto detalhado: materiais,
Desenvolvimento de uma PROCESSOSEDIMENSÜESSÎO
caneta-tinteiro que mostra os especificados para cada
princípios de funcionamento componente.
e o leiaute.

4ODOSESSESMÏTODOSPODERIAM AUTOEXPLICATIVO5MPISTÎOBOMBEIAA
ADQUIRIROPIGMENTOMERGULHANDO TINTAPARADENTRODORESERVATØRIOFUN
OBICOOUAPONTAEMUMRECIPIENTE CIONACOMOUMABOMBADEENCHER
COMATINTA0ORÏM PARASERPRÉTICA PNEUDEBICICLETA QUEESTÉLIGADO
NOSDIASDEHOJE UMACANETATEMDE ÌPARTEDETRÉSDACANETA$EPOISDE
SERCAPAZDEESCREVERCONTINUAMEN CHEIO ORESERVATØRIOÏFECHADOSOBRE
TEDURANTEHORASSEMRECARGA DEVE OCORPODACANETAPORUMATAMPA
TOLERARMUDAN ASDETEMPERATURAE ROSQUEADA!TINTACHEGAAOBICO
PEQUENAS VARIA ÜESNAPRESSÎOSEM PENA DACANETAPORCAPILARIDADE
VAZARTINTAONDEELANÎOÏDESEJADA e passa pelos canais recortados no
TAMPÎO ENCAIXADONAPARTEINFERIOR
Iteração e desenvolvimento DACANETANÎOMOSTRADO 
!&IGURAMOSTRAODESENVOLVI
MENTODOCONCEITOB ÏUMACANETA Detalhes do projeto
ALIMENTADAPORUMRESERVATØRIODE 0ARAPROJETARACANETA ÏPRECISO
TINTA/DIAGRAMAÏEMGRANDEPARTE FAZERMUITASESPECIlCA ÜES!&IGURA

37
-ATERIAISE$ESIGN

MOSTRAPARTEDASINFORMA ÜES RÐNCIADOATRITOCOMOPAPEL QUE


DESENVOLVIDASDURANTEOESTÉGIODO CONTÏMEMSUACOMPOSICÎOMATERIAIS
PROJETODETALHADOAANÉLISEDETEN CERÊMICOSABRASIVOS)SSORESULTOUNA
SÜESONDENECESSÉRIO AOTIMIZA ÎODE INCLUSÎODEGRÊNULOSDEØSMIOEIRÓDIO
PESOEEQUILÓBRIO ODIMENSIONAMEN ˆAMBOSMUITOMAISDUROSDOQUEO
TOPRECISO ADETERMINA ÎODOCUSTO OUROˆNAPONTADAPENA PRÉTICAQUE
E ÏCLARO AESCOLHADEMATERIAIS SEMANTÏMATÏHOJE%MDIASATUAIS
!INVEN ÎODAEBONITE ODESENVOLVIMENTODETINTASNEUTRAS
ˆBORRACHAVULCANIZADACOMALTO PERMITEAUTILIZA ÎODEOUTROSMATE
TEORDEENXOFREˆCOINCIDIUCOMA RIAIS EMPARTICULAROA O LIGADOOU
INVEN ÎODACANETA TINTEIROEPROVOU REVESTIDO PARAEVITARFERRUGEM
SERUMMATERIALQUASEIDEALPARAO 0ORQUEPAGARMILPORUMA
CORPO EQUEAINDAHOJEÏOCASIONAL CANETAQUANDOVOCÐPODECOMPRAR
MENTEUTILIZADO!EBONITEPODESER UMAQUEFUNCIONAMUITOBEMPOR
USINADA MOLDADAEPOLIDAˆSUABELA ˆQUESEJAPOR%STELIVRO
CORNEGRAFAZDELAUMABASESOlSTICADA FOIESCRITOCOMUMACANETADE
PARAORNAMENTA ÎOEMOUROEPRATA! A história da escrita desperta diversas
DESVANTAGEMÏQUEÏDIFÓCILCONSEGUIR CORRENTESDEASSOCIA ÜES#ITAREMOS
OUTRASCORES EXCETOANEGRA.OVAS ALGUMAS%SCREVERkLERkAMORAOS
ENTRANTESNOMERCADO QUEPASSOUA LIVROShUMLARSEMLIVROSÏCOMO
SERCOMPETITIVODEEMDIAN UMACASASEMJANELASv %SCREVERk
TE COME ARAMAADOTAROCELULOIDE APRENDERkSABEDORIA LIDERAN AhSABER
COMPOSTODENITROCELULOSEECÊNFORA ÏPODERv %SCREVERkCRIATIVIDADEkRE
QUEPODESERTINGIDOCOMFACILIDA CONHECIMENTOARTÓSTICOhUMHOMEM
DE ÏmEXÓVELERESISTENTE EPERMITE DELETRASv %SCREVERkCONVIC ÜESPO
EFEITOSESPECIAISQUEIMITAMMARlM LÓTICASkEMINÐNCIAPOLÓTICAhACANETA
MADREPÏROLAEOUTROSACABAMENTOS! ÏMAISPODEROSADOQUEAESPADAv 
BAQUELITA MOSTROUSERMUITO %SCREVERkLIVROSEBIBLIOTECASkRIQUEZA
FRÉGILPARAACONFEC ÎODECANETAS ESØ PESSOALBIBLIOTECASPÞBLICASSÎOUMA
DEPOISDEÏQUEHOUVEUMAMU INOVA ÎOCOMPARATIVAMENTERECEN
DAN ASIGNIlCATIVA0ORÏM DESDEENTÎO TE %SCREVERkCARTASkAMIZADE AMOR
TERMOPLÉSTICOSSINTÏTICOSQUEPODEM hCARTASˆOELIXIRDOAMORv 
SERTINGIDOS PADRONIZADOSEMODELADOS 4EMOSAQUIUMAMISTURAINUSITA
COMRAPIDEZˆNOTAVELMENTEOACRÓLI DAMENTERICA!SCORRENTESDEPALAVRAS
COˆDOMINAMOPROJETODECANETAS INTERLIGADASDESPERTAMASPIRA ÜESDE
0ODEMSERFEITASEDI ÜESESPECIAISCOM GRANDESEDIVERSOSGRUPOSDEPESSOAS
CORPODEMETALA OINOXIDÉVEL TITÊNIO 0ARAQUEMASASSOCIA ÜESSÎOAPARENTES
PRATA MASMESMOESTASTÐMINSER ÎO UMACANETAQUESUGEREDISCRETAMENTE
DEPOLÓMEROS AINDIVIDUALIDADEDESEUPROPRIETÉ
!PREDOMINÊNCIADOOUROPARA RIOVALEMUITOMAISDOQUE/S
PENASDECANETASSURGIUPORQUEAS FABRICANTESDECANETASUSARAMEUSAM
TINTASANTIGASERAMÉCIDASEATACAVAM ESSERACIOCÓNIOOUAPRØPRIAVERSÎO
AMAIORIADOSOUTROSMETAIS-ASO DELE COMØTIMOSRESULTADOS!CANETA
OURO AINDAQUELIGADO ÏRELATIVAMEN COMOAlRMA ÎOINTELECTUAL OUCOMO
TEMACIOESOFREDESGASTEEMDECOR INDICADORDERIQUEZA OUBOMGOSTO

38
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

Figura 3.9 –
Publicidade da
caneta Bic
A mensagem publicitária
é clara e se apoia na
materialidade da caneta em
si e no que o logo da Bic
significa para as pessoas
(fonte: www.adsoftheworld.
com).

OUINDIVIDUALIDADE OUJOVIALIDADE PROPAGANDAACANETAVISTANAMÎODO


OUDIVERSÎOSÎOTENTATIVASDELIBERADAS PAPAOUDEUMATORFAMOSOACANETA
DEATRAIRCONSUMIDORESPORMEIODA EMAMBIENTESOPULENTOS CERCADAPOR
personalidade do produto. OBJETOSORNAMENTADOSCOMOJOIASA Figura 3.10 – A
!GORAPODEMOSOBSERVARUMAES CANETAPOUSADASOBREUMAPARTITURADE caneta e sua
utilidade
PÏCIEDEMÏTODOEMFUNCIONAMENTO MÞSICACLÉSSICA!S&IGURASE Ladislas Biro, um húngaro,
QUEENVOLVEASEGUINTECADEIADERA MOSTRAMUMEXEMPLO ACANETA"IC patenteou a caneta
CIOCÓNIO/PRODUTOTEMUMAFUN ÎO COMMAISDETALHES esferográfica em 1935. Mas
ficou sem dinheiro e vendeu
!QUIESCREVER1UAISSÎOASASSOCIA ÜES /DESIGNDEPRODUTOSNOSÏCULO a ideia a Marcel Bich, que,
QUEESSAFUN ÎOTRANSMITE!QUICRIA 88)DEVEAPRESENTARUMMISTODE EM LAN OUACANETA
TIVIDADE TALENTOARTÓSTICO RElNAMENTO FUN ÎO UTILIDADEEPERSONALIDADE! Bic. Embora barata, sua
forma, cor e textura foram
PODER RIQUEZA SOlSTICA ÎO1UAIS PRIMEIRAREQUERBOMPROJETOTÏCNICO muito bem elaboradas. O
DESSASASSOCIA ÜESSÎOVISTASCOMO ˆOSPRODUTOSDEVEMFUNCIONAR tubo transparente permite que
ATRIBUTOSDESEJÉVEISDEUMINDIVÓDUO ADEQUADAMENTE!SEGUNDAÏUMA se veja quanto ainda há de
tinta; o formato hexagonal
!QUIRElNAMENTOINTELECTUAL REALIZA QUESTÎODEFATORESHUMANOSOU evita que a caneta role de
 ÎOARTÓSTICA GOSTOSOlSTICADO LIDERAN ERGONÙMICOSˆCOMBINAROPRODUTO cima da mesa; e a cor da
 A RIQUEZA1UAISASPECTOSˆVISUAIS COMASCAPACIDADESFÓSICAEMENTAL tampa é igual à cor da tinta.
Hoje a Bic Pen Company
SUGESTÜES REFERÐNCIASESTILÓSTICASˆ DOUSUÉRIO!ÞLTIMAÏUMCOMPOSTO VENDEMAISDEMILHÜESDE
PODEMSERAPLICADOSAOPRODUTOPARA DEAMBASEALGOMAISˆOPRAZER canetas por dia.
SUGERIRUMAOUOUTRADESSASASSOCIA OFERECIDOPELOBOMDESIGNINDUSTRIAL
 ÜES-ATERIAISCAROS ORNAMENTA ÎO
DISCRETAMENTENOTÉVELEMPRATA OURO
OUESMALTE FORMACLÉSSICA DESENHOSE
CORESQUESUGEREMMOVIMENTOSARTÓS
TICOSRECONHECÓVEIS FORMAESUPERFÓCIE
QUELEMBRAMJUVENTUDE VIGORFÓSICO
EVISÎO/MESMORACIOCÓNIOMOTIVAA

39
-ATERIAISE$ESIGN

³PAPELDOSDESIGNERSCUNHARESSA SUPERFÓCIE UMAIMAGEMQUEPODERIA


PERSONALIDADEDEMÞLTIPLASFACETAS SERAPROPRIADAEMPROLDEUMDESIGN
-ASDEONDEELESTIRAMSUASIDEIAS INOVADOR³UMACARACTERÓSTICAQUE
NÎOESTÉRESTRITAADESIGNERSDEPRO
DUTODESIGNERSDEMODAEARQUITETOS
Fontes de inspiração TAMBÏMUSAMOQUEOBSERVARAMEA
CAPACIDADEDEMANIPULAROQUEOBSER
$IZEMQUEJORNALISTASNUNCA VARAMCOMOFERRAMENTACRIATIVA
RELAXAM-ETADEDAMENTEDELESESTÉ $ESIGNERSINDUSTRIAISEENGENHEI
SEMPREALERTAÌPOSSIBILIDADEDESURGIR ROS ASSIMCOMODESIGNERSDEMODA
UMANOTÓCIALOGOALINAESQUINA3E EARQUITETOS DESCREVEMSEUTRABALHO
RELAXAREM PERDERÎOANOTÓCIAˆE COMOhCRIATIVOv DANDOAENTENDERQUE
OQUEÏPIOR UMOUTROJORNALISTA SUASMELHORESIDEIASFORAMGERADASPOR
6. “De onde arquitetos,
projetistas e designers tiram PODECONSEGUI LAANTES#ONVERSAS ELESMESMOS RESULTADODEUMTIPODE
suas ideias? A resposta, COMDESIGNERSREVELAMUMASÓNDRO INSPIRA ÎO0ORÏM MESMOAINSPIRA ÎO
claro, é: principalmente de MESEMELHANTEESTÎOSEMPREALERTAS TEMSUASFONTESEMÏTODOS6$ISCUSSÜES
outros arquitetos, projetistas e
designers.” ÌSPOSSIBILIDADESOFERECIDASPORUMA COMDESIGNERSTRAZEMÌTONAVÉRIOS
FORMA UMATEXTURA UMMATERIAL UMA DELESEENFATIZAMOPAPELCENTRALDOS
Quadro 3.1 – Museus
de design e artes País Museu de design
aplicadas
Museus de design são uma !USTRÉLIA 4HE0OWERHOUSE-USEUM 3IDNEI
RICAFONTEDEINSPIRA ÎOPARA
designers. 'RÎ "RETANHA 4HE$ESIGN-USEUM ,ONDRES
4HE6ICTORIAAND!LBERT-USEUM ,ONDRES
4HE3CIENCE-USEUM ,ONDRES

2EPÞBLICA4CHECA -USÏE.ATIONALDES4ECHNIQUES 0RAGA

$INAMARCA 4HE$ANISH-USEUMOF$ECORATIVE!RT #OPENHAGUE


$ANISH$ESIGN#ENTRE #OPENHAGUE

&RAN A -USÏE.ATIONALEDES4ECHNIQUES 0ARIS


-USÏEDES!RTS$ÏCORATIFS 0ARIS
-USÏE.ATIONALD!RT-ODERN 0ARIS
4HE-USÏED/RSAY 0ARIS
&ONDATION.ATIONALD!RT#ONTEMPORAIN 0ARIS

!LEMANHA $AS$EUTSCHE-USEUM -UNIQUE


6ITRA$ESIGN-USEUM 7EILAM2HEIN

(OLANDA 4HE3TEDLJK-USEEUM !MSTERDÎ


4HE"OOYMANSVAN"EUMIJEN-USEEUM 2OTERDÎ

)TÉLIA 3ANDRETTOS0LASTICS-USEUM 0ONT#ANAVESE

3UÏCIA 4HE&ORM$ESIGN#ENTER -ALMO

3UÓ A $ESIGN#OLLECTION -USEUMFàR'ESTALTUNG :URIQUE

%STADOS5NIDOS 4HE3MITHSONIAN-USEUM 7ASHINGTON $#


-USEUMOF-ODERN!RT-OMA .OVA9ORK
4HE.ATIONAL!CADEMYOF$ESIGN .OVA9ORK
#OOPER (EWITT .OVA9ORK

40
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

MATERIAISEPROCESSOSDEPRODU ÎOEM DESIGNEARTESAPLICADAS1UADRO
CADAUM!PRESENTAREMOSALGUNS REGISTRAMAHISTØRIAEAINOVA ÎODO
DESIGN COMBINANDOEXPOSI ÜESPER
Revistas de design, relatórios MANENTESCOMTEMPORÉRIASEPROGRA
anuais, exposições em museus MASEDUCACIONAIS0ORlM HÉFEIRASCO
e feiras comerciais MERCIAIS COMOA(ANOVER4RADE&AIR A
2EVISTASDEDESIGN7 e relatórios 0OLYMER4RADESHOWˆ+ˆEM$US
anuais8 ILUSTRAMPRODUTOSINOVADORES SELDORFEA&EIRADE-ØVEISDE-ILÎO
ACOMPANHADOSDEUMABREVEDESCRI ÎO CADAUMAAGECOMOUMAVITRINEPARA
QUECITAONOMEDODESIGNEREˆÌS MATERIAISEDESIGNCONTEMPORÊNEOS
VEZESˆOSMATERIAIS!NUÉRIOSDE
DESIGN9FAZEMMAISOUMENOSAMESMA Coleções de
COISA MASDEDICAMMAISESPA OAO amostras de materiais
HISTØRICOEAOSANTECEDENTESDODESIGN -UITOSDECORADORESEDESIGNERS
ÌMOTIVA ÎOEÌDESCRI ÎODECARACTE MONTAMCOLE ÜESDEMATERIAISˆNÎO
RÓSTICAS MUITASVEZESAPROFUNDADASPOR APENASMETAIS PLÉSTICOSECERÊMICAS
ENTREVISTASCOMOSPRØPRIOSPROJETISTAS MASTAMBÏMTECIDOS ACABAMENTOS 7. A )$-AGAZINE é um
OUDESIGNERS&OLHEARESSASPUBLICA ÜES REVESTIMENTOSEPE ASˆQUEFORAM bom exemplo.
PODEDESPERTARAINSPIRA ÎO MASA PRODUZIDOSDEDIFERENTESMODOS1UA
8.Veja, por exemplo, Byars
NATUREZADASINFORMA ÜESQUECONTÐM DRO !NATUREZAFÓSICADASAMOSTRAS (1995, 1997a, 1997b,
EMGRANDEPARTENÎOESTRUTURADAS DIl ÏOPONTOFUNDAMENTALNOVASIDEIASˆ 1998).
CULTASUAUTILIZA ÎODEMODOElCIENTE INSPIRA ÎOˆPODEMSURGIRCOMMAIS
9. The International
!MAIORIADOSDESIGNERSTAMBÏMBUSCA RAPIDEZPELOMANUSEIOENÎOAPENAS $ESIGN9EAR"OOK (1998,
IDEIASEMUMAFAIXAMAISAMPLADE VISUALIZA ÎO DEUMMATERIAL-ATERIAIS 1999); 4HE)$-AGAZINE
FONTESQUEABRANGEREVISTASDEMODA CONHECIDOSTRANSMITEMASSOCIA ÜES !NNUAL$ESIGN2EVIEW
(1998, 1999, 2000).
ARQUITETURAEDESIGNCOMOVogue, Do- QUEDERIVAMDESEUUSOTRADICIONAL
mus e Wallpaper%XPOSI ÜESDEDESIGN10 MADEIRAPOLIDAˆAATMOSFERADECALOR 10.Veja, por exemplo, o
APRESENTAMAOSVISITANTESRICASFONTES CIVILIZA ÎO LUXODISCRETOALUMÓNIO CATÉLOGODAEXPOSI ÎODO
Moma, Mutant Materials
DEIDEIASEXTRAÓDASDEVÉRIOSSETORESDE escovado — o senso de clara precisão (Antonelli, 1995), ou a que
PRODUTOS QUEMUITASVEZESSUGEREMA MECÊNICA EASSIMPORDIANTE foi montada pela Material
UTILIZA ÎODEMATERIAISEMUMPRODUTO -ASAUTILIZA ÎODEMATERIAIS Connexion, denominada
Materials and Ideas for the
PARAOBTERIMPRESSÎOTÉTIL TEXTURA COR CONHECIDOSDEUMMODONÎOCONHE &UTURE (Arredo, 2000).
OUASSOCIA ÎOPARTICULARES-USEUSDE CIDOTAMBÏMÏUMAETAPACRIATI
Quadro 3.2 –
Coleção de materiais Base Endereço Coleções de
materiais
-ATERIAL#ONNE8ION .OVA9ORK WWWMATERIALCONNEXIONCOM #OLE ÜESVÐMEVÎO!S
apresentadas nesta lista
-ATERIALSLIBRARY ,ONDRES 2EINO5NIDO WWWMATERIALSLIBRARYORGUK
estavam em vigor na ÏPOCA
#ENTRAL3AINT-ARTINS#OLLEGE ,ONDRES 2EINO5NIDO WWWARTSACUK DAREDA ÎODESTELIVRO

-ÊTÏRIO 0ARIS &RAN A WWWMATERIOFR

2EMATERIALISE +INGSTON 2EINO5NIDO WWWKINGSTONACUK

-ATERIA (OLANDA WWWMATERIANL

-ODULOR !LEMANHA WWWMODULORDE

41
-ATERIAISE$ESIGN

HISTØRIASNORMALMENTESÎOREPRESEN
TADASPORUMACOLE ÎOPERSONALIZA
DAEFOCADADEIMAGENS VÓDEOSOU
SÓMBOLOS REAL ADOSPORUMACOLE ÎO
DEAMOSTRASDECORES TEXTURASOU
MATERIAIS!MOSTRASDEMATERIAIS CORES
ETEXTURASSÎOESCOLHIDASPORQUETÐM
CARACTERÓSTICASˆCAPACIDADEDESEREM
FORMADAS DEACEITAREMACABAMENTO
DEEVOCAREMUMAASSOCIA ÎOOUEMO
 ÎOˆQUEPODEMCONTRIBUIRPARAO
DESIGN)MAGENSDEPRODUTOSQUETÐM
CARACTERÓSTICASCOMOASQUEODESIGNER
PROCURA EIMAGENSDOAMBIENTEE
DOCONTEXTONOQUALOPRODUTOSERÉ
USADO AGEMCOMOGATILHOSDOPENSA
Figura 3.11 – Painel
semântico
VA%MPARTICULAR NOVOSMATERIAIS MENTOCRIATIVO.ÎOÏINCOMUMQUE
Painel semântico para caneta AGEMCOMOGATILHOSDOPENSAMENTO UMDESIGNER CONFRONTADOPELODESAlO
Ì prova d’água — projetada inventivo, oferecendo potencial para DEMOLDAROCARÉTERDEUMPRODUTO
para ser usada na praia, tem
FORTEASSOCIA ÎOCOMOESTILO
ODESIGNINOVADOR³NESSECASOQUE PRIMEIROCOMPREEDISSEQUEEXEM
de vida do surfe. MANTERUMACOLE ÎODEMATERIAIS PLOSDEQUALQUERPRODUTOQUETENHA
TORNA SEUMDESAlO'RANDEPARTEDO UMACARACTERÓSTICAˆUMACABAMENTO
DESENVOLVIMENTODEMATERIAISÏIM DESUPERFÓCIE UMAASSOCIA ÎO UM
PULSIONADAPELANECESSIDADETÏCNICAE ESTILOˆPASSÓVELDESEREXPLORADADE
NÎOPORMOTIVOSDEDESIGNINDUSTRIAL UMANOVAMANEIRA6ISUALMENTE ESSES
EORESULTADOÏQUEASINFORMA ÜES EXEMPLOSSÎOMONTADOSCOMOUMA
NÎOCHEGAMCOMRAPIDEZAODESIGNER COLAGEM OUPAINELSEMÊNTICO&IGURA
%XISTEMSERVI OSDEINFORMA ÜESDE  QUEAGECOMOUMACIONADOR
MATERIAIS11QUEMANTÐMGRANDESCOLE DEIDEIASNAESCOLHADEMATERIAIS BEM
 ÜESDEAMOSTRASEOFERECEMACESSOA COMONASUAJUSTAPOSI ÎO4AMBÏM
IMAGENSEFORNECEDORESPELAWEB MAS NESSECASO OPONTODEPARTIDAÏO
NÎOMUITOMAISDOQUEISSO1UADRO MATERIALEOMODOCOMOÏUSADOA
 (ÉNECESSIDADEDEUMACOLE ÎO ETAPACRIATIVAÏADETRANSFORMÉ LONO
DEAMOSTRASACESSÓVELCOMLINKSDA CONTEXTODONOVOPRODUTO
IMAGEMEDOFORNECEDORPARAUM
ARQUIVOMAISAMPLODEDADOSESTÏTICOS Recursos para
ETÏCNICOS6OLTAREMOSAESSAQUESTÎO inspirar a criatividade
MAISADIANTENESTELIVRO %XISTEMTÏCNICASPARAINSPIRAR
CRIATIVIDADE EMBORASEJABOMDIZER
Histórias visuais QUEHÉOPINIÜESDIVERGENTESSOBRESEU
$ESIGNERSCONTAMHISTØRIASPARA VALOR/brainstormingLIVREASSOCIA ÎO
11. Um exemplo é o
SEINSPIRAR INSPIRAROUTROSDESIGNERS DEIDEIAS RECORREÌDINÊMICADEGRUPO
SERVI OOFERECIDOPELA CLIENTESEPESSOASQUEPODERIAM QUESURGEQUANDOOSPARTICIPANTES
Material Connexion, COMPRARSEJAQUALFOROPRODUTO EXPRESSAMSEUSPENSAMENTOS PORMAIS
www.materialconnexion.com
QUEESTEJAMDESENVOLVENDO%SSAS MALUCOSQUESEJAM EDEIXAMQUAL

42
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

QUERJULGAMENTODEVALORPARAOlNAL PROJETO UMAASSOCIA ÎOALEATØRIADE


DOPROCESSO!IDEIAMALUCADEUMA MATERIAISEPRODUTOSÌSVEZESPODE
PESSOAPODEESTIMULARUMASOLU ÎO DARUMRESULTADOINOVADOR
PRÉTICAEMOUTRAhTACOSDEGOLFESÎO
FEITOSDETITÊNIOTACOSDEGOLFESÎOBA Esboços e CAD****
LAN ADOSSERÉQUEBALAN OSDEPARQUES !FORMADEUMNOVOPRODUTOSE
INFANTISPODERIAMSERFEITOSDETITÊNIOv MATERIALIZAEMPRIMEIROLUGARPELO
/HUMORTAMBÏMDESEMPENHA ESBO OˆDESENHOÌMÎOLIVRE COM
UMPAPELSIGNIlCATIVO5MAPIADA ANOTA ÜESLIVRES QUEPERMITEMAO
QUESEJABOADEPENDEDEUMSALTO DESIGNEREXPLORARALTERNATIVASEREGIS
CRIATIVO UMRESULTADOINESPERADO QUE TRARIDEIASÌMEDIDAQUEOCORRAM/
SEDESVIADORACIOCÓNIONORMAL%LA ESBO OÏUMTIPODEDISCUSSÎO CON
TROCAOSPONTOS PORASSIMDIZER EDES SIGOMESMOOUCOMOUTRASPESSOAS
VIAOPENSAMENTODOSTRILHOSUSUAIS BASEADAEMIMAGENSˆUMMODODE
RUMOAUMANOVATRILHA³ACRIATIVI LAN ARIDEIAS REARRANJÉ LASERElNÉ LAS
DADEDEUMABOAPIADAQUEDÉPRAZER !PENASEMUMESTÉGIOMAISADIANTA
QUEPROVOCAORISO#ONTARUMAPIADA DOÏQUEOESBO OÏDIMENSIONADO
CRIAUMAMBIENTEAPROPRIADOPARAO DESENHADOCOMPRECISÎOECODIlCADO
PENSAMENTOCRIATIVO0ARAFUNCIONAR EMUMAEMBALAGEMDEMODELAGEM
ASSE ÜESDEbrainstormingDEVEMSER DESUPERFÓCIE3OFTWARESDEMODELA
DIVERTIDASECURTASˆAEXPERIÐNCIA GEM12PERMITEMAAPRESENTA ÎODE
SUGEREQUE SEDURAREMMAISDOQUE PROJE ÜESDOPRODUTOEEXPERIMEN
MINUTOS DEIXAMDESERPRODUTIVAS TA ÎOCOMASPECTOSDECORETEXTURA
!TÏCNICADASINÏTICATOMAUMPRO -ASOSDESIGNERSENFATIZAMQUENÎO
BLEMADEDESIGNCONHECIDOEOTRANS ÏISSO ESIMOATODEPRODUZIRUM
FORMAEMALGOESTRANHO COLOCANDO O ESBO O QUEESTIMULAACRIATIVIDADE
EMOUTROCONTEXTOENTÎOPROCURAM SE
SOLU ÜESPARAESSASITUA ÎOEALGUMAS Modelos e protótipos
DELASSÎOTRANSFERIDASPARAOPROBLEMA 5MPROJETOSEDESENVOLVEPOR
ORIGINALhPRECISAMOSDEUMASOLU ÎO MEIODEMODELOSESSESMODELOSSÎO
DEMATERIALQUESEJAFORTE mEXÓVELE UMMEIODECOMUNICA ÎOIMPORTAN
LEVEˆCOMOOBAMBUQUECRESCEE TEENTREDESIGNERSINDUSTRIAISEPRO
SETORNAFORTE mEXÓVELELEVE0ODEMOS JETISTASTÏCNICOS EENTREOSDESIGNERS
IMITARESSESATRIBUTOSv EOCLIENTEPARAOQUALOPRODUTO
/MAPAMENTALÏUMTIPODE DEVERÉSERFEITO-ODELOSPRELIMI
**** Computer Aided
brainstormingPERSONALIZADONOQUALAS NARES MUITASVEZESFEITOSDEESPU Design ou desenho assistido
IDEIASSÎOESCRITASEMUMAPÉGINAEAS MADEPOLÓMERO GESSO MADEIRAOU por computador. [N.R.T.]
SOCIADASCONFORMEFORADEQUADOESSAS ARGILA CAPTURAMAFORMADOPRODUTO
12. Pro-engineer’s
ASSOCIA ÜESSÎOUSADASPARAESTIMULAR MODELOSPOSTERIORESMOSTRAMFORMA SolidWorks 2001 é um
MAISPENSAMENTOShMADEIRACÏLULAS COR TEXTURA MECANISMOSEPESOS/S exemplo de programa de
SØLIDOSPOROSOSESPUMASESPUMAS MODELOSPERMITEMQUEOPRODUTO modelagem de sólidos
para engenheiros e
DEMETALESPUMADETITÊNIOv SEJAMANIPULADOSEPEQUENO EVISTO projetistas mecânicos que
% PORlM AIMPROVISA ÎO UMA DEVÉRIOSÊNGULOSPARTICULARMENTE tem a capacidade de fazer
TÏCNICADETEATRO PODESERUSADAPARA IMPORTANTEQUANDOSÎOGRANDES ! download de arquivos para
prototipagem rápida.
INSPIRARNOVASIDEIASNOESTÉGIODE PROTOTIPAGEMRÉPIDATRANSFORMOUOS

43
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 3.12 –
Elementos da
natureza
Ao longo da História, a
natureza proporcionou uma
RICAFONTEDEINSPIRA ÎOPARA
designers.

ESTÉGIOSPOSTERIORESDACONFEC ÎODE MEIOSDECRIARASSOCIA ÜESEOCARÉTER
MODELOS JÉQUEPERMITEOdownload PERCEBIDOEEMOCIONALDOPRODUTO
DEUMARQUIVO#!$DEUMPACOTE 0ROJETOSQUESÎODIRETAMENTEINSPIRA
DEMODELAGEMEPOSTERIORCONVERSÎO DOSNANATUREZATÐMUMPONTODEVISTA
EMMODELODECERAOUPOLÓMERO13 BASTANTEEXCLUSIVO&IGURA
EMUITASVEZESCOMPORTAMENTOSSUR
A natureza como inspiração PREENDENTESCOMOOSSUPERADESIVOS
h)NSPIRARvÏESTIMULAROPENSAMEN MASNÎOMUITOGRUDENTOS QUEIMITAM
TOCRIATIVO!INSPIRA ÎOPODEVIRDE ASPATASDEUMAESPÏCIEDELAGARTIXA 
MUITASFONTES!INSPIRA ÎOPARAODE
SIGNDEPRODUTOVEM ÏEVIDENTE DE Métodos mais formais:
OUTROSPRODUTOSEDEMATERIAISEPRO raciocínio indutivo e analogia
CESSOS EMPARTICULARDOSNOVOS$EPOIS /RACIOCÓNIOINDUTIVOTEMSEUS
DESSES ANATUREZAÏ TALVEZ AFONTEMAIS FUNDAMENTOSNAEXPERIÐNCIAANTERIOR
RICA/SMECANISMOSDEPLANTASOU .ESSECASO OSINSUMOSSÎOREQUI
ANIMAISˆASCOISASQUEELESPODEM SITOSDEPROCESSOEXPRESSOSCOMO
FAZEREOMODOCOMOASFAZEMˆ UMASÏRIEDEASPECTOSDOPROBLEMA
CONTINUAMAINTRIGAR ILUMINAREINS AFUN ÎODETRANSFERÐNCIAEXPLORAO
PIRAROPROJETOTÏCNICOVELCRO SAPATOS CONHECIMENTODEOUTROSPROBLEMAS
ANTIDERRAPANTES CANECASDESUC ÎOE RESOLVIDOSQUETÐMUMAOUMAIS
ATÏOSONARTÐMORIGEMNAOBSERVA ÎO CARACTERÓSTICASEMCOMUMCOMO
DANATUREZA&IGURA !NATUREZA NOVOPROBLEMA PERMITINDOQUEPO
COMOESTÓMULOPARAODESIGNINDUS TENCIAISNOVASSOLU ÜEShHIPØTESESv
TRIALÏIGUALMENTEPODEROSAFORMAS SEJAMSINTETIZADASETESTADASQUANTOÌ
13. Os perfis de sistemas de ORGÊNICAS ACABAMENTOSNATURAIS O CAPACIDADEDECUMPRIROSREQUISITOS
prototipagem rápida podem USODEFORMASQUESUGEREMÌSVEZES DOPROJETOOUDESIGN
ser encontrados no guia de VAGAMENTE ÌSVEZESDEFORMAMAIS 5MASPECTOCENTRALAQUIÏA
referência, no final deste livro.
EXPLÓCITA PLANTASEANIMAISTODOSSÎO BIBLIOTECADEPROBLEMASOUhCASOSvRE

44
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

Figura 3.13 –
Cadeiras inspiradas
em osso
Joris Laarman criou esta
cadeira inspirada na natureza
(foto à esquerda) usando um
software que imita o modo
como um osso se reconfigura
quando submetido a uma
carga; a Go Chair de Ross
Lovegrove, inspirada nas
curvas da caveira de um urso
(foto à direita).

SOLVIDOSANTERIORMENTEˆUMhCASOv #OMOEXEMPLO A42):ABREVIA


ÏUMPROBLEMA UMAANÉLISEDESUAS TURADETEORIADARESOLU ÎOINOVADORA
CARACTERÓSTICAS ASOLU ÎOEAAVALIA ÎO DEPROBLEMASEMRUSSO ÏPRODUTO
DOGRAUDESUCESSODESSASOLU ÎO/ DAGENIALIDADEDOESPECIALISTARUSSO
DESAlODEMONTARABIBLIOTECAESTÉ EMPATENTES 'ENRICH!LTSCHULLER%LE
EMFAZERUMAINDEXA ÎOADEQUADAˆ destilou de seu estudo de patentes 40
ASSOCIARACADACASOUMCONJUNTODE PRINCÓPIOSEOITOPADRÜESDEEVOLU ÎO
PALAVRASINDEXADORASQUEEXPRESSEM PARACRIARPRODUTOSDEENGENHARIA(É
SUASCARACTERÓSTICAS3EASPALAVRASÓN QUEMSIGASEUSMÏTODOSEHÉTAMBÏM
DICES FOREMDEMASIADAMENTEESPECÓ OSDESCRENTES3EJACOMOFOR UMADAS
lCAS OCASOSØSERÉRECUPERADOSEFOR TÏCNICAS OMÏTODODASNOVEJANELAS
ENCONTRADAUMACOMBINA ÎOEXATASE CONHECIDOCOMOPARTEDACAIXADE
FOREMDEMASIADAMENTEABSTRATAS NADA FERRAMENTASDA42): ENCONTRAAMPLA
SIGNIlCARÎOPARAQUALQUERPESSOAQUE UTILIZA ÎOCOMOESTÓMULOPARAOPEN
NÎOSEJAQUEMFEZAINDEXA ÎO SAMENTOCRIATIVO/OBSTÉCULOPARAA
#ONSIDERE COMOEXEMPLO O INOVA ÎOMUITASVEZESÏAPREOCUPA ÎO
hCASOvDONOVODESENHODEUM COMOSISTEMATALCOMOELEÏAGORA
PLUGUEDETOMADAELÏTRICAQUETORNA
MAISFÉCILPARAUMAPESSOAIDOSA CUJAS
MÎOSSÎOFRACAS PEGÉ LO INSERI LOE Estudos de caso da IDEO
RETIRÉ LO)NDEXÉ LOCOMOhPLUGUE
ELÏTRICOvÏESPECÓlCOOCASOSERÉ 0ARAAPRESENTAREXPRESSÜESREAIS
RECUPERADOSOMENTESEOhPLUGUEvFOR DACOMBINA ÎODEMATERIAISEDESIGN
ESPECIlCADO)NDEXÉ LOCOMOhDESIGN INCLUÓMOSALGUNSESTUDOSDECASODA
PARAIDOSOSvÏMAISABSTRATOEBEM )$%/WWWIDEOCOM COMOPARTE
MAISÞTIL0LUGUESNÎOSÎOOSÞNICOS deste capítulo. Esses estudos de caso
ITENSQUEIDOSOSACHAMDIFÓCILDEUSAR NÎOSEGUEMAESTRUTURAQUEAPRESENTA
&ACAS TESOURAS TORNEIRAS BENGALASE REMOSMAISADIANTENO#APÓTULO MAS
MUITOSOUTROSPRODUTOSSÎOTAMBÏM AINTEN ÎOÏQUEPROPORCIONEMINSPI
ADAPTADOSPARAIDOSOS%XAMINAR RA ÎOPARASEREmETIRSOBREMATERIAISE
FORMASEMATERIAISEPROCESSOSUSADOS DESIGNCOMOPARTEDOSPRODUTOSQUE
PARAFABRICÉ LOSPODEMSUGERIRNOVAS PRETENDEMOSDESENHAROUREDESENHAR
SOLU ÜESPARAAPE A !lLOSOlA OPROCESSOEASEQUIPES

45
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 3.14 –
Estrutura em tecido
de trama 3D
Cadeira que se move com
você e com novas maneiras
de se trabalhar (imagem por
cortesia da IDEO). DEDESIGNDA)$%/SÎOORGANIZADOS PERMITIRUMAVARIEDADEDEOP ÜES
EMUMAESPÏCIEDECAOSESTRUTURADO PARASENTAR SEMOVIMENTARETRABA
DEMODOQUESECONSIGAMEQUILIBRAR LHAREMUMACADEIRA
MUITOSELEMENTOSPARAINSPIRA ÎOE !EQUIPEDEPROJETOCONSTRUIU
SOLU ÎODEPROBLEMAS.OSESTUDOS UMAESTRUTURAABERTAmEXÓVEL EM
DECASOQUEAPRESENTAREMOSASEGUIR NÉILONMOLDADOEINJETADO EA
FOCAREMOSNOSDETALHESARESPEITODE REVESTIUCOMUMTECIDODETRAMA
MATERIAISEPROCESSOSDEFABRICA ÎO TRIDIMENSIONALDElBRASDEPOLIÏSTER
BEMCOMONAIDEIADEMATERIALIDADE &IGURA !SUPERFÓCIEDOASSENTO
QUECADADESIGNERPRETENDECRIAR ÏMAISLARGADOQUEADAMAIORIA
DASCADEIRASEOPLÉSTICOEOTECIDO
Cadeira i2i da Steelcase mEXIONAMQUANDOVOCÐSEMOVE!
Figura 3.15 –
Melamina moldada
%M A3TEELCASEEA)$%/ COMBINA ÎODESSESDOISMATERIAIS
Estrutura simples para COLABORARAMNAESTRATÏGIAENO SUBSTITUIUOTRADICIONALESTOFAMENTO
qualquer lata de lixo DESIGNDEMOBILIÉRIOPARAESCRITØRIOS DEESPUMAREVESTIDAECRIOUUMA
utilizada em cozinha ou
banheiro (imagem por cortesia
COMOAUXÓLIODAEXPERIÐNCIADE MANEIRAINTEIRAMENTEÞNICADESE
da IDEO). USUÉRIOS PARADESENVOLVERAMBIENTES CONCEBEROCONFORTODINÊMICO
DETRABALHO#OMOPARTEDESSEPRO
JETO A)$%/DESENVOLVEUELEMENTOS Lata de lixo da OXO
DEMATERIALIDADEQUECONECTAMA %M A/8/FEZUMAPARCERIA
SUPERFÓCIEEAESTRUTURADEMODOA COMA)$%/PARADESENVOLVERUMALI
NHADELATASDELIXO#OMOPARTEDESSE
PROJETO A)$%/DESENVOLVEUELEMEN
TOSDEMATERIALIDADEQUEEXPRESSASSEM
DURABILIDADEESIMPLICIDADE!EQUIPE
DEDESIGNMOLDOUASUPERFÓCIEEXTERNA
DEUMASÏRIEDEPRODUTOSEMMELA
MINA!FORMADESSASLATASDELIXOÏ
FACILMENTEMOLDADAPORINJE ÎO TEM
ÊNGULOSBEMABERTOS PAREDESGROSSASE
UMAAL ASIMPLES&IGURA !SU
PERFÓCIEDESSASLATASDELIXOÏMAISDURA

46
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

Figura 3.16 – Polpa


de papel moldada e
cortada
Embalagem como expressão
de marca e dos ingredientes
(imagem por cortesia da
DOQUEOPLÉSTICOTRADICIONAL DEMODO Botões personalizados da Levi’s IDEO).
QUERESISTEMÌEXPOSI ÎOARISCOETÐM %M A)$%/TRABALHOU
UMAEXCLUSIVAQUALIDADECERÊMICA COMA,EVISNODESENVOLVIMENTODE
ADEQUADAPARAACOZINHAEOLAR UMBOTÎODEBRAGUILHAPERSONALIZADO
COMOPARTEDEUMAINICIATIVAMAIS
Sabonete orgânico da Pangea AMPLADAEMPRESA ACAMPANHA,IVE
%M A0ANGEA/RGANICS 5NBUTTONED6IVADESABOTOADO
EMPRESACOMSEDEEM"OULDER #O PARAORELAN AMENTODAMARCA
LORADO QUEVENDESABONETES LO ÜESE QUEVISAVAAOSJOVENSEANTENADOS
PRODUTOSPARAOCUIDADODOROSTOCEM #OMOPARTEDESSEPROJETO A)$%/
PORCENTOORGÊNICOS CHEGAVAÌMARCA DESENVOLVEUELEMENTOSDEMATERIA
DOSQUATROANOSQUANDOOFUNDADOR LIDADEQUESECONECTAVAMCOMUM
EDIRETOR PRESIDENTE*OSHUA/NYSKO ELEMENTOFUNDAMENTALDAMARCA
ENTROUEMCONTATOCOMA)$%/PARA ,EVISEPODERIAMSERUSADOSCOMOS
AJUDÉ LOAREDElNIRAEXPRESSÎODE BOTÜESEXISTENTES!EQUIPEDEDESIGN
SUAMARCA#OMOPARTEDESSEPROJETO CONSIDEROUUMREVESTIMENTOPARA
A)$%/DESENVOLVEUELEMENTOSDE OBOTÎOFEITODEDUASPE ASDEA O
Figura 3.17 – Aço
MATERIALIDADEQUEEXPRESSARIAMA INOXIDÉVELQUE ENCAIXADAS COBREM inoxidável por
CONEXÎODAMARCACOMSUSTENTABILIDA OSBOTÜESEXISTENTESNABRAGUILHADO injeção de metal
MODELO%SSESBOTÜESPROPOR moldado (Metal
DEEINGREDIENTESORGÊNICOS!EQUIPE Injection Molded —
DEPROJETOESTUDOUAUTILIZA ÎODE CIONARIAMUMATELAEMBRANCOPARA MIM)
POLPADEPAPELMOLDADA VISTAMAIS TRABALHODEARTEQUEEXPRESSASSEUMA Botão que permite a
IDENTIDADEPESSOALOUAMODADODIA CUSTOMIZA ÎODECAL AS,EVIS
COMUMENTEEMEMBALAGENSDEOVOS modelo 501 (imagem por
!EMBALAGEMlNALFOIUMACAIXADE ADIA&IGURA  cortesia da IDEO).
SABONETECOMPOSTÉVEL COMSEMENTES
EMBEBIDASNOPRØPRIOMATERIAL DE
MODOQUEDARIAORIGEMAUMANOVA
PLANTASEDEIXADAPARASEDECOMPOR
NOQUINTALOUEMQUALQUEROUTRO
LUGAR&IGURA !EMBALAGEM
SERVIUCOMOCAIXADEPROTE ÎOPARA
OSSABONETES COMOAMOSTRANOPONTO
DEVENDAECOMOPLATAFORMAPARA
DETALHESDECOMUNICA ÎO

47
-ATERIAISE$ESIGN

UMADOBRADI AINTEGRADAPERMITIRIA
QUEATAMPAFECHASSE PROTEGENDOO
VISOREFACILITANDOOARMAZENAMENTO
/PRODUTOlNALERAPORTÉTIL CONFOR
TÉVEL ATRAENTE RÓGIDOEROBUSTO

Centrífuga para verduras


e legumes da Zyliss
%M A)$%/TRABALHOU
COMA:YLISS53!PARAPROJETARUMA
GRANDEFAIXADEUTENSÓLIOSDECOZINHA
#OMOPARTEDESSEPROJETO A)$%/
DESENVOLVEUELEMENTOSDEMATERIALI
DADEQUEREAL ASSEMOASPECTOVISUAL
Figura 3.18 – Agenda da Handspring DOSLEGUMESEVERDURASQUEESTIVES
Teclas de alumínio
%M ANOVAADI ÎODA SEMSENDOCENTRIFUGADASEGUARDADAS
estampado
Agenda portátil para (ANDSPRINGÌSUAPOPULARLINHA6ISOR NORECIPIENTE&IGURA !EQUIPE
ORGANIZA ÎOFÉCILE DEAGENDASELETRÙNICASPORTÉTEISFOIA DEDESIGNEXPLOROUAMOLDAGEM
visualmente agradável
6ISOR%DGE UMDISPOSITIVOELEGANTE PORINJE ÎODEUMTIPODEPOLÓMERO
(imagem por cortesia da
IDEO). COMESPESSURADEAPENAS MM TINGIDO DESIGNADO3!.ESTIRENO
&IGURA #OMOPARTEDESSE ACRILONITRILO !TAMPAEORECIPIENTE
PROJETO A)$%/EXPLOROUELEMENTOS SÎOAMBOSTRANSPARENTESEMOLDADOS
DEMATERIALIDADEQUECRIARIAMUMA SEMNENHUMELEMENTOESTRUTURALNA
NOVAFORMAEDElNIRIAMUMAIDENTI PARTEINTERNA PARAFACILITARALIMPEZA
DADEVISUALQUEEXPRESSASSEAPEQUE NASUPERFÓCIESUPERIOR UMATAMPA
Figura 3.19 – SAN
NAESPESSURADOPRODUTO!EQUIPE PERFEITAMENTEPLANA PROJETADAPARA
moldado por injeção
Centrífuga para verduras DEDESIGNEXPLOROUCOMPONENTESDE FACILITAROEMPILHAMENTOEMOLDADA
e legumes que permite ALUMÓNIOESTAMPADOPARAOCORPO EMPLÉSTICO!"3ACRILONITRILABUTA
VISUALIZA ÎOEFÉCIL
EASTECLASOALUMÓNIOPODERIASER DIENOESTIRENO BRANCO ESCONDEOS
armazenamento (imagem por
cortesia da IDEO). ANODIZADOEMTRÐSCORESDIFERENTESE COMPONENTESDOMOTORˆUMME
CANISMOASSOMBROSAMENTEElCIENTE
QUEPERMITEFÉCILCENTRIFUGA ÎOE
DESLIGAMENTOIMEDIATO

Controle remoto
WIQ½SHE0YJXLERWE
%M A)$%/COLABOROUCOM
a Lufthansa Technik AG para produzir
OPRIMEIROCONTROLEREMOTOMANUAL
SEMlODAINDÞSTRIA NOINTUITODE

48
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

Figura 3.20 – Plástico


revestido com
material cerâmico
usinado (“Corian”)
Controle remoto sem fio para
uma experiência de viagem
aérea superluxuosa (imagem
por cortesia da IDEO).

CONTROLARlLMESEXIBIDOSDURANTEO
VOOESISTEMASDEADMINISTRA ÎODA
CABINE&IGURA #OMOPARTE Figura 3.21 – Acrílico
DESSEPROJETO A)$%/DESENVOL moldado por injeção
VEUELEMENTOSDEMATERIALIDADE Manopla para servir cerveja
que se destaca a distância e
QUESUGERISSEMUMAESTÏTICAÞNICA comunica a marca (imagem
EXCLUSIVA PRODUZIDAARTESANALMENTE! por cortesia da IDEO).
EQUIPEDEDESIGNINCLUIUDETALHESQUE
REMETEMÌSUPERFÓCIESEMELHANTEADA
CERÊMICANOQUEREFEREASUAINERENTE
TRANSLUCIDEZ,%$SQUEEMITEMBRILHO
SUAVESERVEMPARALOCALIZAROEQUI
PAMENTOEMAMBIENTESESCUROSEA
CARCA ADEMETALDESTACAEDÉSUPORTE
MECÊNICOÌSUPERFÓCIEBRANCA

Manopla para servir


cerveja da Adams Beer
%M A)$%/TRABALHOUCOM
A4HE"OSTON"EER#OMPANYAlMDE
PROJETARUMANOVAMANOPLAPARASERVIR
ACERVEJA3AMUEL!DAMS&IGURA 
#OMOPARTEDESSEPROJETO A)$%/DE
SENVOLVEUELEMENTOSDEMATERIALIDADE
QUEASSOCIASSEMAFUN ÎODAMANOPLA
SERVIRCERVEJA ÌSQUALIDADESICÙNICAS
DAMARCAAUTENTICIDADE CONlABILIDA
DE !EQUIPEDEDESIGNEXPLOROUUMA
ESTÏTICACONTEMPORÊNEAQUEPUDESSE

49
-ATERIAISE$ESIGN

SERIDENTIlCADAFACILMENTEADISTÊNCIA TODEMATERIAISEPRODUTOS DESDEQUE


/ACRÓLICOMOLDADOTRANSLÞCIDONACOR ESTEJAMINDEXADOSDEMODOAPERMI
AZULPROPORCIONAGRANDESUPERFÓCIE TIRRÉPIDARECUPERA ÎO0ORTANTO
PARAACOMUNICA ÎODAMARCA ATRAVÏS INDEXARÏFUNDAMENTALPARAORDENAR
DAINSER ÎODOLOGO EUMASPECTO MATERIAISEPROCESSARINFORMA ÜESDE
LUXUOSOSUAFORMAÏAOMESMOTEMPO MANEIRAAOBTERUMAFERRAMENTADE
ERGONÙMICAEEXPRESSIVA PROJETO0ARAFAZÐ LOCOMEFETIVIDADE
AINDEXA ÎODEVESERSUlCIENTEMENTE
ABSTRATAPARAESTABELECERRELA ÜES
Conclusões: PORÏMSUlCIENTEMENTECONCRETAPARA
estrutura criativa SERENTENDIDACOMFACILIDADEPORUM
USUÉRIOINICIANTE3ECONSEGUIRMOS
!IMAGEMQUEEMERGEÏODA ISSO PODEREMOSOBTERUMAESTRUTURA
MENTEDODESIGNERCOMOUMAESPÏCIE QUEORGANIZEEMANIPULEOSATRIBUTOS
DECALDEIRÎODEIDEIAS.ÎOHÉUM DEMATERIAISEOPAPELQUEDESEMPE
CAMINHOSISTEMÉTICOPARAOBOM NHAMNOPROJETOTÏCNICOENODESIGN
DESIGNODESIGNERPROCURACAPTURAR INDUSTRIAL/SPROPØSITOSlNAISDESSA
EMANTERUMMARDEIDEIASEREA ÜES ESTRUTURACRIATIVAPODERIAMSER
AMATERIAIS FORMAS TEXTURASECORES
REARRANJANDO ASERECOMBINANDO AS s2ECOLHEREARMAZENARINFORMA
PARAENCONTRARUMASOLU ÎOQUESATIS  ÜESSOBREMATERIAISEPROCESSOS
FA AASDIRETRIZESINICIAISDOPROJETOE DOTIPOENCONTRADOEMREVISTAS
UMAVISÎOPARTICULARPARACUMPRI LAS ANUÉRIOSEPUBLICA ÜESBASEADASEM
2EVISTASEANUÉRIOS COLE ÜESDEMA EXPOSI ÜES
TERIAIS EXPOSI ÜESEMMUSEUS FEIRAS s!PRESENTARINFORMA ÜESSOBREMA
COMERCIAISEAPRØPRIAEXPERIÐNCIA TERIAISEPROCESSOSEMUMFORMATO
DODESIGNERFORNECEMOSINGREDIENTES CRIATIVORELEVANTEPARAODESIGNDO
MAISRUDIMENTARESODESIGNEROSPER produto.
MUTA MODIlCAECOMBINA ESTIMULADO s0ERMITIROEXAMEDEMATERIAISOU
por brainstormingOUDISCUSSÜESLIVRESE PROCESSOSPOTENCIAISPORMEIODE
ASTUTAOBSERVA ÎODAQUILOQUEOUTROS LINKSCOMHIPERTEXTOSOUBUSCA
DESIGNERSESTÎOFAZENDO)SSOENVOLVE LIVREEMTEXTOS
APROVEITARCOMLIBERDADEMEMØ s0ERMITIRARECUPERA ÎODEhPITADASv
RIASOUIMAGENS COMBINARASPECTOS DEINFORMA ÜESSOBREOSATRIBUTOS
DECADAUMA IMAGINAREEXAMINAR TÏCNICOSEPERCEBIDOSDEMATERIAIS
CRITICAMENTENOVASSOLU ÜESˆUM PROCESSOS EDOSPRODUTOSQUECRIAM
tipo de realidade virtual autoinduzi
DA/CÏREBROÏBOMPARAARMAZENAR Tudo isso se encontra dentro do
ENORMEQUANTIDADEDEIMAGENS MAS ESCOPODAENGENHARIADESOFTWAREDE
ÏRUIMPARARECORDÉ LASCOMDETALHES HOJE MASEXIGEQUESEPENSEMAIS
SEMSUGESTÜESOUGATILHOSESPECÓlCOS SOBREOMELHORMEIODEORGANIZAR
%SSASSUGESTÜESPODEMSERCRIADAS INFORMA ÜESPARADESIGNERS6EREMOS
COMAUTILIZA ÎODEIMAGENSEINFOR ESSEASSUNTOCOMMAISCUIDADONO
MA ÜESVISUAISARMAZENADASARESPEI Capítulo 7.

50
#APÓTULOs$ESIGNEPLANEJAMENTO

Leitura adicional
Altshuller, H. The Art of Inventing (And Suddenly the Inventor Appeared), tra
DUZIDOPOR,EV3HULYAK7ORCESTER -!4ECHNICAL)NNOVATION#ENTER 
!BORDAGEM42): PORSEUCRIADOR
Antonelli, P. Mutant Materials in Contemporary Design -USEUMOF-ODERN
!RT .OVA9ORK 0UBLICA ÎODO-OMAQUEACOMPANHAARESENHAEX
TENSIVADEMATERIAISEPRODUTOSFEITAPELOMUSEUEM
Arredo, F. Materials and Ideas for the Future -ATERIAL#ONNEXION  #OLUM
BUS#IRCLE .OVA9ORK #ATÉLOGODEUMAEXPOSI ÎONO3ALON)NTERNATA
ZIONALEDEL-OBILE -ILÎO 
Ashby, M. F. Materials Selection in Mechanical Design. 3aED/XFORD"UT
TERWORTH (EINEMANN 4EXTOQUECOMPLEMENTAESTELIVROCOMA
APRESENTA ÎODEMÏTODOSPARASELECIONARMATERIAISEPROCESSOSPARAATENDER
AOSREQUISITOSTÏCNICOSDEPROJETO!PRESENTATAMBÏMUMAGRANDEQUANTIDADE
DEDIAGRAMASDEPROPRIEDADESDEMATERIAIS
Beylerian, G. M. e Osborne, J. J. Mondo Materialis. Woodstock e Nova
9ORK/VERLOOK0RESS 5SOCRIATIVODEMATERIAISPORARQUITETOSE
DESIGNERS APRESENTADOSCOMOCOLAGENS EMFORMATOGRANDEEVÉRIASCORES!
COLE ÎOORIGINALFOICRIADAPARAUMAEXPOSI ÎOEM
Byars, M. Innovations in Design and Materials: 50 Chairs 50 Lights
A E50 TablesB 50 Products 2OTO6ISION3! 3UÓ A
)LUSTRA ÎOEMRICASCORESCOMMINÞSCULOTEXTODECATALOGA ÎODODESIGNER
MATERIAISEPROCESSOSREFERENTESAPRODUTOSCONTEMPORÊNEOS
Dragoni, G. e Fichera, G. (eds.). Fountain Pens, History and Design.
!NTIQUE#OLLECTORS#LUB  #HURCH3TREET 7OODBRIDGE 3UFFOLK 2EINO
5NIDO #OMPILA ÎORICAMENTEILUSTRADADAHISTØRIAECARACTERÓSTICAS
DASCANETASEDOSGRANDESFABRICANTESDECANETAS0ARKER 3HEAFFER -ONTBLANC
7ATERMAN 0ELIKAN
Ferguson, E. S. Engineering and the Minds Eye#AMBRIDGE-)40RESS 
0ANORAMADAHISTØRIADODESIGNDESDE$ESTACADElCIÐNCIASPASSADASE
PRESENTES ENFATIZANDOAIMAGINA ÎOVISUALACIMADAPURAANÉLISENOATODE
PROJETAR
Kolodner J. L. Case Based Reasoning#ALIFØRNIA-ORGAN+AUFMANN0UB
)NTRODU ÎODEFÉCILLEITURAÌSOLU ÎODEPROBLEMASPELOMÏTODOINDUTI
VOBASEADOEMCASOS
McKim, R. H. Experiences in Visual Thinking. 2aED"OSTON0730UBLISHING
#OMPANY )NTRODU ÎODELEITURAMUITOFÉCILAOPENSAMENTOEAODESIGN
CRIATIVOS

51
-ATERIAISE$ESIGN

Pahl, G. e Beitz, W. Engineering Design. 2a ed. Traduzido por K. Wallace e


,"LESSING,ONDRES"ERLIM4HE$ESIGN#OUNCIL3PRINGER 6ERLAG !
h"ÓBLIAvˆOU TALVEZ MAISEXATAMENTE Oh!NTIGO4ESTAMENTOvˆDAÉREA
DOPROJETOTÏCNICO COMDESENVOLVIMENTODEMÏTODOSFORMAIS CONFORMEA
RIGOROSATRADI ÎOGERMÊNICA
Pearlman, C. (ed.). ID Magazine, .OVA9ORK  !International
Design MagazineAPRESENTARESENHASDEPRODUTOSEGRÉlCOSCONTEMPORÊNEOSE
EXPERIMENTAIS
Rantanen, K. e Domb, E. Simplified STIZ: New Problem-Solving Applications
for Engineers and Manufacturing Specialists"OCA2ATON3T,UCIE0RESS #2#
0RESS /SAUTORES DEFENSORESDOMÏTODO42):PARAOPENSAMENTO
CRIATIVO APRESENTAMAUTILIZA ÎODOMÏTODONAINDÞSTRIA
Sapper, R. e Morrison, J. (eds.). The International Design Yearbook. ,ONDRES
,AURENCE+ING  2ESENHAANUALDEDESIGNDEPRODUTOSINOVADORES
Tufte, E. R. The Visual Display of Quantitative Information'RAPHICS0RESS
#ONNETICUT h"ÓBLIAvDOSMÏTODOSGRÉlCOSPARAREPRESENTARˆOU
DEIXARDEREPRESENTARˆINFORMA ÜES/LIVRODEFENDEOPONTODEVISTADE
QUE NAMELHORDASHIPØTESES OSGRÉlCOSSÎOINSTRUMENTOSPARARACIOCINARA
RESPEITODEINFORMA ÜES/LIVROEMSIÏUMAOBRA PRIMADODESIGNGRÉlCO

52
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ítulo 4
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© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

-ATERIAISSÎOAMATÏRIADEQUEÏFEITOODESIGNDEPRODUTO1UANDOFALAMOSDE
hINFORMA ÜESvSOBREMATERIAIS OQUEISSOQUERDIZER/1UADROILUSTRAASETAPAS
ENVOLVIDASNAPASSAGEMDEUMMATERIALDOLABORATØRIOPARAUMPRODUTOBEM-
SUCEDIDO4ESTESRENDEMDADOSBRUTOS%SSESDADOS DEPOISDEDESTILADOSPORANÉLISES
ESTATÓSTICASADEQUADAS RESULTAMEMDADOSDENOMINADOShPROPRIEDADESDOMATERIALv
VALORESPARAPROPRIEDADESQUEPODEMSERVIRDEBASESEGURAPARAOPROJETONORMAL-
MENTE TRÐSDESVIOSPADRÜESABAIXODAMÏDIA 5MMATERIALPODETERhPROPRIEDADES
DEMATERIALvATRAENTES MASTRANSFORMÉ LOEMUMPRODUTOREQUERQUEELESEJAMOLDA-
DO CONFORMADOEACABADO!CARACTERIZA ÎODOMATERIALÏRESUMIDAEMUMQUADRO
COMTAISINFORMA ÜES1UADRO PARTECENTRAL %SSEPROCESSOPERMITEUMPROJETO
TÏCNICOESEGURODOPRODUTO FOCADONADIMENSÎODAENGENHARIA PORASSIMDIZER

%ÏAPENASOCOME O5MAVEZ NAMOSAQUI MASSERÎOCONSIDERADAS


FABRICADO OPRODUTOSERÉUTILIZADOˆ MAISADIANTE NESTECAPÓTULO
AESCOLHADOMATERIALÏINmUENCIADA (ÉMAIS&ABRICANTESESEUS
PELANATUREZADOUSUÉRIOCRIAN AS CLIENTESESTÎOÌPROCURADESOLU ÜES
VIAJANTESOUIDOSOS/PRODUTOESTÉ SUSTENTÉVEISEQUENÎOPREJUDIQUEM
DEACORDOCOMOSREQUISITOSLEGAIS ANATUREZA.OMUNDOFABRIL TALÏ
QUEELETEMDECUMPRIRAPROVA ÎO COMPROVADOPELAQUALIlCA ÎODEUMA
DO&$! TALVEZ OUREQUISITOSQUE FÉBRICACOMO)3/OUˆ
LIMITAMAINmAMABILIDADE ORUÓDO A OQUESIGNIlCAQUEAFÉBRICAESTABELE-
VIBRA ÎOOUABIOCOMPATIBILIDADE  CEUPADRÜESDEQUALIDADEEPROCEDI-
3OBREVIVERÉAOUSOEAOMAUUSO MENTOSDEAUDITORIAERESPONSABIDADE
QUEENFRENTARÉEMSERVI O³TØXICO AMBIENTAL%SSADIMENSÎO AAMBIENTAL
)NFORMA ÜESARESPEITOˆADIMENSÎO REQUERAINDAUMAOUTRACAMADADE
DOUSOˆTAMBÏMSÎOIMPORTANTES INFORMA ÜESSOBREMATERIAISRELACIO-
PARAGUIARASELE ÎO,OGONOINÓCIO NADAAFABRICA ÎO UTILIZA ÎOEDESCARTE
DOPROCESSODEDESIGNDEPRODUTO DOPRODUTO%ISSOAINDANÎOÏOlNAL
PRECISAMOSCONSIDERARASNECESSIDADES /DESIGNINDUSTRIALDEUMPRO-
DOSUSUÉRIOSlNAIS%XISTEMNECESSI- DUTOFAZPARTEDESUACRIA ÎOTANTO
DADESHUMANASALÏMDASQUEMENCIO- QUANTOQUALQUEROUTRO!SCARACTERÓS-

55
-ATERIAISE$ESIGN

Teste TICASDEUMMATERIALQUECON- PODEMSERMANIPULADAS#OMPØSITOS


Coleta de dados

TRIBUEMPARAODESIGNINDUSTRIAL UMDOSGRANDESAVAN OSTÏCNICOS
EMBORAMAISDIFÓCEISDEDOCUMEN- DOSÞLTIMOSANOS COMBINAMAS
TAR SÎOTÎOIMPORTANTESQUANTOAS PROPRIEDADESDEDOISMATERIAISBAS-
PROPRIEDADESMAISTÏCNICAS)SSOˆ TANTEDIFERENTESPOLÓMEROSElBRASDE
CRIARCONEXÎOEMOCIONALEFAZER CARBONOEMEQUIPAMENTOSESPORTIVOS
Dados de teste UMBOMDESIGNˆREQUERUMA ELASTÙMEROSEA OEMPNEUSDEAUTO-
σ QUARTADIMENSÎODEINFORMA ÜES MØVEIS EMETAISElBRASCERÊMICASEM
Análise estatística

DEMATERIAISASRELACIONADASCOM COMPONENTESAEROESPACIAIS4AMBÏM
ESTÏTICAEPERSONALIDADE NESSECASOOCONHECIMENTOCIENTÓlCO
$ADOSESSESCINCOATRIBUTOS O ÏPROFUNDOEACAPACIDADEDEhPROJE-
DESIGNRACIONALEEMOCIONALCOM TARvMATERIAISÏCONSIDERÉVEL
MATERIAISSETORNAPOSSÓVEL0ASSAR !CIÐNCIADOSMATERIAISDESEN-
∈ DOPROJETOÌPRODU ÎODEPENDEˆ VOLVEUUMACLASSIlCA ÎOBASEADANAS
Dados para projeto
Seleção de material

COMODISSEMOSNO#APÓTULOˆ PROPRIEDADESFÓSICASDAMATÏRIA1UA-
Atributos técnicos
DENSIDADEMGM3 1,01 - 1,21 DEINVESTIMENTO ATRAÓDOPORUM DRO .ÎOÏAÞNICAˆARQUITETOS
MØDULODEELASTICIDADE'0A 1,1 - 2,9
COElCIENTEDEPERDA 0,01 - 0,04
TENACIDADEÌFRATURA-0AM  1,19 - 4,29
CASODENEGØCIOBEM SUCEDIDO POREXEMPLO PENSAMEMMATERIAISDE
TENSÎODEESCOAMENTO-0A
TEMPERATURASDEOPERA ÎO+
18,5 - 51
150 - 350
-ASTEMOSOSUlCIENTEPARADISCU- OUTROMODO!CLASSIlCA ÎOBASEADA
CONDUTIVIDADETÏRMICA7M+ 0,19 - 0,34
DILATA ÎOTÏRMICA-6+ 84,6 - 234
TIRSEMISSO!SEGUIR EXPLORAREMOS NACIÐNCIASURGEDOENTENDIMENTO
ASCINCODIMENSÜESDEINFORMA- DOSTIPOSDELIGA ÜESENTREÉTOMOSE
Potencial de aplicações
 ÜESDEMATERIAISENGENHARIA NOCASODOSCOMPØSITOS DECOMOSE
Exploração do conceito

UTILIZA ÎODOPRODUTO MEIO COMPORTAMMISTURASDEDOISMATERIAIS


AMBIENTE ESTÏTICAEEMO ÎO DIFERENTES CADAUMCOMOSPRØPRIOS
ATRIBUTOS-ASCIÐNCIAÏUMACOISA
DESIGN OUTRA!CLASSIlCA ÎOBASEADA
Dimensão NACIÐNCIAÏÞTILPARAOPROJETISTATÏC-
da engenharia: NICO0ARAEXPLORARMAISESSEASSUNTO
Produtos atributos técnicos EMPRIMEIROLUGARTEMOSDEEXAMINAR
OSATRIBUTOSTÏCNICOSDOSMATERIAIS!
Design de produto

/ESTUDOCIENTÓlCODEMA- CLASSIlCA ÎODO1UADROˆ&A-
TERIAISˆACIÐNCIADOSMATERIAIS MÓLIA #LASSE -EMBROˆÏBASEADA
ˆPROCURAENTENDERASORIGENS NOPRIMEIRONÓVEL NANATUREZADOS
FUNDAMENTAISDASPROPRIEDADESDO ÉTOMOSDOMATERIALENALIGA ÎOENTRE
MATERIALE PORlM MANIPULÉ LAS ELESPOREXEMPLO hPOLÓMEROv NO
Quadro 4.1 – Segurança /SUCESSOALCAN ADONESSESDOIS SEGUNDONÓVEL EMSUASVARIANTESPOR
em novos materiais ASPECTOSÏNOTÉVEL!ORIGEMDE EXEMPLO hTERMOPLÉSTICOv E NOSNÓ-
Etapas que levam um material de
laboratório a um produto MUITASPROPRIEDADESDOSMATERIAIS VEISSUBSEQUENTES NOSDETALHESDESUA
bem-sucedido. DERIVADIRETAMENTEDAESTRUTURA COMPOSI ÎO#ADAMEMBROTEMUM
ATÙMICAEELETRÙNICADOMATERIAL CONJUNTODEATRIBUTOSQUEQUANTIlCA
1. Cardwell et al. (1997), por ENTREELASESTÎODENSIDADE RIGIDEZ SEUCOMPORTAMENTOFÓSICO MECÊNICO
exemplo, sugerem uma classificação CONDUTIVIDADETÏRMICAEELÏTRICA TÏRMICO ELÏTRICOEØTICOˆOQUE
radicalmente diferente – baseada
na familiaridade em vez de em TRANSPARÐNCIAØTICAEMUITASOUTRAS DENOMINAREMOSPERlLTÏCNICO
atributos físicos: não familiar, .AATUALIDADE ESSASPROPRIEDADES !BRAUMMANUALOUCONSULTEA
familiar, desprezível (!), desconhecido SÎOBEM ENTENDIDASE DENTRODOS WEBEMBUSCADEUMMATERIALPOR
e impossível de conhecer.
LIMITESIMPOSTOSPELASLEISDAFÓSICA SEUNOMEEENCONTRARÉDADOSTÏCNI-

56
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Família Classe Membro 4IV½PXqGRMGS


-ETAIS %LASTÙMEROS !"3 !TRIBUTOSFÓSICOS
0OLÓMEROS 4ERMOPLÉSTICOS 0OLIAMIDA !TRIBUTOSMECÊNICOS
#ERÊMICAS 4ERMOlXOS 0OLICARBONATO !TRIBUTOSTÏRMICOS
#OMPØSITOS 0OLIETILENO !TRIBUTOSELÏTRICOS
0OLIPROPILENO !TRIBUTOSØTICOS
0OLIESTIRENO !TRIBUTOSECOLØGICOS
0OLIURETANO !TRIBUTOSDEPROCESSO
04&% !TRIBUTOSACÞSTICOS
06# !TRIBUTOSTÉTEIS

COS%SSASINFORMA ÜESSÎOEMGRANDE ÏUMEXEMPLO.ELA OSDOISPRIMEI- Quadro 4.2 –


'PEWWM½GEpnSHI
PARTENUMÏRICASVALORESPARAMØDULOS ROSATRIBUTOSDO1UADROˆMØ- materiais
DEELASTICIDADE RESISTÐNCIA TENACIDA- DULODEELASTICIDADE % QUEMEDE Classificação de materiais
DE DUREZA CONDUTIVIDADETÏRMICAE RIGIDEZ EDENSIDADE ρ QUEMEDE baseada em entendimento
científico da natureza dos
COElCIENTEDEEXPANSÎO RESISTÐNCIA PESOˆESTÎOMAPEADOSEREVELAMA átomos que eles contêm e das
ELÏTRICAEASSIMPORDIANTE4ABELA DISPOSI ÎODOCENÉRIO% ρ!SDIMEN- ligações entre esses átomos.
ACOMPANHADASPORUMPEQUENOTEXTO SÜESDASPEQUENASBOLHASMOSTRAM A última coluna mostra uma
lista de possíveis atributos
COMINFORMA ÜESSOBRERESISTÐNCIAA AFAIXADEMØDULOSDEELASTICIDADEE para um material específico.
CORROSÎOEDESGASTE%SSESSÎOOSDADOS ADENSIDADEDECLASSESDEMATERIAIS
NECESSÉRIOSPARAOPROJETOTÏCNICOˆ INDIVIDUAISASENVOLTØRIASMAIORES
PARAOCÉLCULODECARGASDESEGURAN A DELIMITAMMEMBROSDEUMAFAMÓLIA
TEMPERATURAS mUXOSDECALOREVIDA -ETAISAGLOMERAM SEEMUMAPARTE
ÞTILEMOPERA ÎO!CLASSIlCA ÎOMAIS DOMAPAPOLÓMEROSEMOUTRACERÊ-
ÞTILDEMATERIAISPARAPROJETOTÏCNICOÏ MICAS MADEIRAS ESPUMAS ELASTÙMEROS
AQUEAGRUPAMATERIAISQUETÐMPERlS EMOUTRAS!SSIMCOMOOSMAPASDE
SIMILARESDEATRIBUTOSTÏCNICOS-ASO TIPOMAISCONVENCIONAL ESSECONDENSA
QUESIGNIlCAhSIMILARv UMGRANDEVOLUMEDEINFORMA ÜES
EMUMAÞNICAIMAGEMFÉCILDELER
Mapeamento de /QUEAPRENDEMOS1UEOS
atributos técnicos MEMBROSDECADAUMADASFAMÓLIASDO
1UANDOALGUÏMPERGUNTASE 1UADROSEAGLOMERAMDEMODO
DUASCORESSÎOhSIMILARESv PODEMOS SURPREENDENTE1UANDOJULGADOSPOR 2. As identificações usadas
RESPONDERCOMPARANDOOSRESPECTIVOS ESSASDUASPROPRIEDADESDEENGENHARIA nesses mapas são abreviadas
por questão de espaço: fPU
COMPRIMENTOSDEONDA0ORÏM SE APRESENTAMSIMILARIDADESDISTINTIVAS é espuma de poliuretano
hSIMILARvQUERENGLOBARUMCONJUNTO QUEPERMITEMQUESEJAMAGRUPADOSE flexível; rPU é rígido, ocPU
MAIORDEPROPRIEDADES APERGUNTA DISTINGUIDOSDEOUTRASFAMÓLIASQUESE vem de células (espuma)
abertas, ccPU de células
ÏMAISDIFÓCILTRATA SEDORECONHE- AGRUPAMEMOUTROLOCAL4ODAVIA HÉ fechadas, tfPoliéster é poliéster
CIMENTODEUMPADRÎODECOMPOR- SOBREPOSI ÎOˆOSMETAISMAISLEVESE termofixo e tpPoliéster é
TAMENTO/CÏREBROÏMELHORNO MAISRÓGIDOSSESOBREPÜEMÌSCERÊMI- termoplástico.

RECONHECIMENTODEPADRÜESQUANDO CASTÏCNICASECOMPØSITOSELASTÙMEROS 3. Há mapas como o Quadro


OINSUMOÏVISUALEMVEZDEBASEADO SESOBREPÜEMAPOLÓMEROSˆENESSES 4.2 para muitas outras
EMTEXTO0ORTANTOCOMOTORNAROS CASOSASEPARA ÎOÏAMBÓGUA propriedades de engenharia
de materiais. Eles podem ser
ATRIBUTOSTÏCNICOSVISÓVEIS5MMODO -ASESSESSÎOAPENASDOISATRIBUTOS copiados sem restrições de
ÏAPRESENTÉ LOSAOSPARESEMUMA TÏCNICOS-ATERIAISTÐMMUITOSMAIS Ashby (1999), ou obtidos
ESPÏCIEDEMAPAGRÉlCOQUEINDICA 1UANDOOSREPRESENTAMOSEMUMGRÉ- gratuitamente em www.
grantadesign.com.
ONDEELESSEENCONTRAM!&IGURA lCO 3VERIlCAMOSOSMESMOSAGRUPA-

57
-ATERIAISE$ESIGN

8EFIPE¯4IV½W Atributos físicos


0ORTANTO AREPRESENTA ÎOVISUALDE
técnicos DADOSPODEREVELARSIMILARIDADESQUE
Atributos técnicos selecionados $ENSIDADE KGMj   SÎODIFÓCEISDEVERDEOUTRAMANEIRA
para o polipropileno.
%ISSOFAZVOCÐIMAGINARSEPODERIA
Atributos mecânicos AVAN ARE EMVEZDEMAPEARMUITOS
PARESDEATRIBUTOSSEPARADOS ENCON-
-ØDULODEELASTICIDADE '0A  n 
4ENSÎODEESCOAMENTO -0A n
TRARUMMODODECOMBINARTODOS
4ENSÎODETRA ÎO -0A n ELESEMONTARUMÞNICOSUPERMAPA
4ENSÎODECOMPRESSÎO -0A n ˆUMAVISÎOGLOBAL"OM SIMENÎO
!LONGAMENTO  n
4ENACIDADE K*M€ n
3IM HÉUMMODODEFAZERISSO-AS
,IMITEDEFADIGA -0A n OQUEELEREVELANÎOÏTÎOCLARO!INDA
$UREZA 6ICKERS  n ASSIM VALEAPENAEXAMINÉ LO%SSE
MÏTODOÏDENOMINADOESCALAMULTI-
Atributos térmicos DIMENSIONAL OU-$34
-$3ÏUMMODODEREVELARSE-
4EMPMÉXIMADEUTILIZA ÎO ª# n
#ONDUTIVIDADETÏRMICA 7Mqª# n 
MELHAN ASEDIFEREN ASENTREMEMBROS
$ILATA ÎOTÏRMICA ª#q m n DEUMGRUPOUSANDOINFORMA ÜES
4EMPERATURADEFUSÎO ª# n SOBREMUITOSATRIBUTOS ENÎOAPENAS
DOIS!PLICADOAMATERIAIS FUNCIONADA
Atributos elétricos SEGUINTEMANEIRA%MPRIMEIROLUGAR
CALCULEAhDISTÊNCIAvENTRECADAMATE-
#ONSTANTEDIELÏTRICA  n 
0ERDADIELÏTRICA   n 
RIALECADAUMDOSOUTROSMEMBROSDO
2ESISTIVIDADE OHMqCM q§§nq§¨ GRUPO TOMADOSAOSPARESh$ISTÊNCIAv
ÏUMAMEDIDADEDISSIMILITUDESETO-
MENTOS MASNÎOASMESMASSOBREPO- DOSOSATRIBUTOSDEDOISMATERIAISSÎO
SI ÜES3EACLASSIlCA ÎOQUEVOCÐQUER IDÐNTICOS ADISTÊNCIAENTREELESÏZERO
ÏABASEADAEMATRIBUTOSTÏCNICOS DE 3ETODOSMENOSUMSÎOIDÐNTICOS EA
hENGENHARIAv ENTÎOPARECEQUEACERTA DIFEREN AENTREODIFERENTEEOSOUTROS
ÏAQUEOSCIENTISTASPROPÜEM ÏDEDEZUNIDADES PODERÓAMOSDARA
/'RÉlCOPODESUGERIRCOM- ESSADISTÊNCIAOVALOR3ETODOSSÎO
PØSITOSEMISTURASDEDOISMATERIAIS/S DIFERENTES EEMVÉRIOSGRAUS ATRIBUÓ-
COMPØSITOSMAISCOMUNSSÎOPOLÓME- MOSUMVALORACADADIFEREN AETODOS
ROSREFOR ADOSCOMlBRASOUPARTÓCULAS OSVALORESSÎOAGREGADOSPARADARUM
!lBRADEVIDROÏMAISRÓGIDAEMAIS ÞNICONÞMEROAhDISTÊNCIAvGLOBAL
DENSADOQUEONÉILONACRESCENTAR ENTREOSDOISMATERIAIS/RESULTADO
lBRASDEVIDROAONÉILONRESULTAEM DESSAETAPAÏUMATABELAQUEMOSTRA
UMMATERIALCOMRIGIDEZEDENSIDADE ASDISTÊNCIASENTRECADAMATERIALECADA
QUESEENCONTRAEMALGUMLUGARENTRE UMDOSOUTROS
OSDOIS$EMODOSEMELHANTE MESCLAS 0ODEMOSAPRENDERALGOCON-
DEPOLÓMEROSTÐMPROPRIEDADESINTER- SULTANDOESSATABELAEESCOLHENDO
MEDIÉRIASENTREASDOPARDEPOLÓME- GRUPOSDEMATERIAISSEPARADOSPELAS
4. Os métodos da escala ROSQUEFORAMMESCLADOS/SMAPAS MENORESDISTÊNCIAS-AS QUANDOO
multidimensional são bem PERMITEMQUEISSOSEJAVISUALIZADOE NÞMERODEMATERIAISÏGRANDE ESSA
descritos no livro de Kruskal SUGEREMCOMBINA ÜESQUEPODERIAM TAREFADIlCILMENTESERÉINSPIRADO-
e Wish (1987).
ATENDERAUMANECESSIDADEESPECÓlCA RA0ORTANTO HÉUMASEGUNDAETAPA

58
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Carboneto de silício Carboneto de tungstênio


Carboneto de boro Alumina
Epóxi/uniCF Aço inoxidável
Alumínio/SiC Titânio Níquel
100
Epóxi/uniGF Bronze
Zinco
Nogueira Náilon/GF Poliéster/GF - tramado
Freixo
10 Salgueiro
Poliéster SMC
Balsa Teixo
Bambu tpPoliéster
Espuma de rPC
1 ABS tsPoliéster
Espuma de PVC Espuma de sPP PP
PTFE

Espuma fenólica Ionômero Polietileno


0,1
Couro
Espuma de rPS
EVA
elPVC
Cortiça
0.01 elPU

Espuma de rPE Silicone


Espuma de fPP
Borracha butílica
10-3
Policloropreno
Módulo de elasticidade (GPa)

Espuma de ccPU Metal


Espuma de fPE
Cerâmica
10-4 Natural
Polímero

Espuma de ocPU
10-5

0,01 0,1 1 10
3
Densidade (Mg/m )

ˆADEMANIPULARESSATABELAPARA MINARIAhMATERIALv EUMSEGUNDO +Vj½GS¯


Módulos de
PRODUZIRUMhMAPADEDISTÊNCIASv PONTOAUMCOMPRIMENTOIGUALÌ elasticidade e
)SSOENVOLVEUMAESPÏCIEDETÏCNICA DISTÊNCIAMATERIALˆQUEVOCÐ densidade
DEOTIMIZA ÎOMAISBEM EXPLICADA DENOMINOUhMATERIALv EUMPONTO Diagrama de módulos de
elasticidade e densidade
DASEGUINTEMANEIRA3UPONHAQUE PARAOMATERIAL FORMANDOUMTRI para materiais que mostra
VOCÐTINHASOMENTETRÐSMATERIAISE ÊNGULOPOSICIONADODEMODOTALQUE os agrupamentos de metais,
CALCULOUASTRÐSDISTÊNCIASENTREELES ESTÉÌMESMADISTÊNCIADEE polímeros, cerâmicas, espumas,
madeiras etc. (CES Edu,
PARAQUANTOSATRIBUTOSDESEJOU%NTÎO -UITOBEM-ASAGORAACRESCENTE 2009).
VOCÐPODERIAPRODUZIRUMQUADRONO UMQUARTOMATERIAL%MGERAL VOCÐ
QUALSITUARIAUMPONTOEODENO NÎOCONSEGUEENCONTRARUMLUGAR


-ATERIAISE$ESIGN

ONDEELECAIBAEXATAMENTEˆONDE SOBREPÜEM!ANÉLISERESULTOUEM
SUASDISTÊNCIASEMRELA ÎOA E AGRUPAMENTOSQUESEASSEMELHAMDE
5. Há muitas decisões SÎOTODASCORRETASÏUMACONSEQUÐN- MUITOSMODOSÌSFAMÓLIASECLASSESDA
arbitrárias envolvidas. CIADABIDIMENSIONALIDADEDOQUADRO CIÐNCIADOSMATERIAIS
“Distâncias” podem ser -ASSUPONHAQUEVOCÐPUDESSEESTICAR 0ORTANTO PARAATRIBUTOSTÏCNICOS
medidas e agregadas em mais
de um modo. Um exemplo: ALGUMASDASDISTÊNCIASECOMPRIMIR ACLASSIlCA ÎODO1UADROÏO
normalize todos os dados para OUTRAS ECONTINUARASSIMATÏENCON- QUEQUEREMOS#LASSIlCA ÎOÏABASE
uma determinada faixa – TRARUMAPOSI ÎONAQUALOQUARTO DAINDEXA ÎOˆUMAETAPAESSENCIAL
digamos, -10 a 10 –, calcule
as distâncias individuais para MATERIALCABERIAˆEMBORAAGORAO NACATALOGA ÎODEINFORMA ÜESDE
cada atributo de um material, MAPAJÉESTEJADISTORCIDO UMAAPRO- MATERIAIS6OLTAREMOSÌINDEXA ÎONO
em seguida agregue-os XIMA ÎO ENÎOMAISUMAVISUALIZA ÎO #APÓTULO!QUI OBSERVAREMOSAPE-
calculando a raiz quadrada
da média dos quadrados entre EXATADASDISTÊNCIAS%VOCÐPODERIA NASQUE PARAATRIBUTOSTÏCNICOS TEMOS
eles (agregação euclidiana). CONTINUARACRESCENTANDOMAISEMAIS UMABOABASE ENOSDEBRU AREMOS
Também a minimização do MATERIAIS TODAVEZFAZENDOUMPOUCO BREVEMENTEÌSUTILIZA ÜESDEATRIBUTOS
esticamento e compressão
permite muitas alternativas. MAISDEESTICAMENTOECOMPRESSÎO³ TÏCNICOSNODESIGNDEPRODUTO
Um exemplo: minimize a MUITONATURALPENSARQUEISSORESULTA-
raiz quadrada das médias RIAEMUMMAPACADAVEZMAISDISFOR- Utilização de atributos técnicos
dos desvios das distâncias
comprimidas ou esticadas ME MAS SEVOCÐTIVESSEUMALGORITMO *ÉDISSEMOSQUEOSUCESSODEUM
em relação aos valores que QUEMINIMIZASSE EMCADAETAPA O PRODUTONOMERCADODEPENDEMUITO
de preferência deveriam ter. TOTALDOESTICAMENTOECOMPRESSÎO DESEUDESIGNˆDESEUAPELO VISUAL
Parece sensato, mas ambos os
exemplos contêm premissas PODERIAMANTERADISTOR ÎOEMUM EEMOCIONAL AOCONSUMIDOR-ASISSO
implícitas sobre os “pesos” MÓNIMO%ÏISSO EXATAMENTE OQUEA PRESSUPÜEQUEELEFUNCIONAˆQUEDE-
relativos de pequenas e ESCALAMULTIDIMENSIONALFAZ5 SEMPENHASUASFUN ÜESTÏCNICASBEM
grandes diferenças, e sobre
a extensão da distorção /SMAPASOBTIDOSDESSAMANEIRA COMSEGURAN AEAUMCUSTOACEITÉVEL
aceitável. Se quiser usar o DEVEMSERINTERPRETADOSCOMCAUTELA !RESPONSABILIDADEDISSOCABEAOPROJE-
método, leia antes Kruskal e ˆSÎOAPROXIMA ÜES!MEDIDA TOTÏCNICO OQUALDEPENDEDEDADOSDE
Wish (1987).
hDISTÊNCIAvDAQUALELESDEPENDEM MATERIAISCONlÉVEIS
6. Fornecedores de materiais ENGLOBAMUITOSATRIBUTOSEMUM !CARACTERIZA ÎODEMATERIAIS
confeccionam planilhas de ÞNICONÞMERO EPORISSOJOGAFORA PARAOPROJETOTÏCNICOˆAMETADE
dados para seus produtos,
embora muitas vezes o UMAGRANDEQUANTIDADEDEINFORMA- SUPERIORDO1UADROˆÏBEM DE-
conteúdo seja limitado.  ÜEShUMADISTÊNCIADESIGNIlCA SENVOLVIDA0LANILHASDEDADOSCOMO
Dados mais abrangentes QUETODOSOSATRIBUTOSSÎOUMPOUCO ASDO1UADROESTÎOAMPLAMENTE
são tabulados em manuais
como o publicado pela ASM DIFERENTES OUQUEAMAIORIAERA DISPONÓVEIS6!SINFORMA ÜESQUEELAS
International, Butterworth- IDÐNTICAEUMAERAMUITODIFEREN- CONTÐMFORNECEMOSINSUMOSNECESSÉ-
Heinemann e McGraw-Hill, TEv 0ORÏM NAREALIDADE OMÏTODO RIOSPARAOPROJETOTÏCNICO USANDOOS
alguns agora disponíveis em
formato de CD pesquisável. PRODUZlGURASINTERESSANTES NASQUAIS MÏTODOSPADRÜESDEENGENHARIAANÉLI-
Sistemas de software como AAGLOMERA ÎOÏCLARAMENTEEVIDENTE SEDETENSÜES ANÉLISETÏRMICA MÏTODOS
os da Granta Design (CES !&IGURAÏUMEXEMPLO³ DEOTIMIZA ÎOESIMULA ÎO4ODOSSÎO
Edu, 2009) oferecem acesso
rápido a alguns milhares UMMAPA-$3PARAMATERIAISDE APOIADOSPORSOlSTICADASFERRAMENTAS
de planilhas de dados ENGENHARIABASEADOEMDESEUS DESOFTWARE0ARECETRANQUILIZADORˆ
técnicos em formato padrão, ATRIBUTOSMECÊNICOSETÏRMICOS EψMASAINDARESTAUMDESAlO
compiladas de diversas fontes.
Cada vez mais dados técnicos #ERÊMICAS METAISEPOLÓMEROSCAEM REAL6OCÐCONSEGUEENCONTRARDADOS
podem ser encontrados em EMGRUPOSSEPARADOSEDENTRODE TÏCNICOSPARAUMMATERIALSESOUBER
sites da web, como em www. POLÓMEROS OSTERMOPLÉSTICOSEOS QUALMATERIALQUER-ASCOMOFAZER
matweb.com.
ELASTÙMEROSFORMAMGRUPOSQUESE ESSAESCOLHA%COMOTERCERTEZADE


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

SBR
Elastômeros

Metais Silicone
Zinco Policloropreno
Borracha natural
Cobre Alumínio Magnésio

Latão Borracha butílica Polietileno


Mg/SiC Mg/BC Ionômero
Celuloses
Al/SiC Bronze EVA
Al/Alumina PTFE Isopreno
Termoplásticos Náilon ABS
Espuma de alumínio Acetal ASA
Aço-carbono Poliéster PEEK PP
Compósitos de polímeros
PPTF PC SAN Espuma de sPP
Aço de baixa liga NáilonGF PCSS PMMA Espuma de fPE
Aço inoxidável Epóxi PVC Fenólico Espuma de rPE
Cerâmicas técnicas Níquel PolyGF PPMF PU PS Cortiça
PSGF Espuma de ABS ABSAl Espuma de fPP Espuma de ocPU
Carboneto de tungstênio
Espuma de sPCF Espuma de sPS
Carboneto de silício Titânio PUGF
Alumina BMC Espuma de ccPU
Espuma de rPC
Carboneto de boro Fibra de alumina SMC
Fibra de SiC Couro
Epóxi/uniGF
Espuma de rPS
Seda Bambu Espuma de PVC
Cânhamo Algodão Espuma fenólica
Espuma de alumina Cal de soda
Vitrocerâmica Espumas de polímeros

Silicato de boros
Espuma de SiC Nogueira
Fibra de vidro Faia Freixo
Teixo
Salgueiro

Vidros
Madeiras Balsa
Fibra de carbono
Espuma de vidro

Silica

Epóxi/uniCF

QUEELAÏCOMPATÓVELCOMASOUTRAS EDESLIGARESTÉTÎOINTELIGENTEMENTE Figura 4.1 – Mapas


multidimensionais:
hDIMENSÜESvCOMASQUAISESSECAPÓTULO INTEGRADAAOESTILOQUENÎOCONSE atributos mecânicos
COME OU6OLTAREMOSAESSEASSUNTONO GUIMOSENCONTRÉ LANOESCURO AQUELA Este mapa mostra a
#APÓTULO-ASANTESVAMOSEXAMINAR TORNEIRATÎOLISINHAQUEDEDOSENSABO semelhança entre materiais
baseada em seus atributos
ASOUTRASDIMENSÜESEASINFORMA ÜES ADOSNÎOCONSEGUEMABRIR AQUELESE mecânicos (Dados de CES
DEMATERIAISNECESSÉRIASPARAABORDÉ LAS CADORDECABELOSTÎOBARULHENTOQUE Edu, 2009.)
QUANDOLIGADO NÎONOSDEIXAOUVIRO
TELEFONETOCARBEM ALISTAÏLONGA
Usabilidade: #ADAUMDESSESPRODUTOSFUNCIO
ergonomia e interfaces NA MASOPROJETODESUAINTERFACEÏ
RUIMˆELAÏDIFÓCILDEusar0RODUTOS
4ODOSCONHECEMOSAQUELEAPA BEM PROJETADOSNÎOAPENASFUNCIO
RELHODETELEVISÎOCUJATECLADELIGAR NAM MASTAMBÏMSÎOCONVENIENTES


-ATERIAISE$ESIGN

Tabela 4.2 – Medidas Característica Homem (18-40) Mulher (18-40)


do ser humano
Atributos médios de homens !LTURAQUANDOEMPÏ M  n   n 
e mulheres europeus e !LTURAACIMADOASSENTOQUANDOSENTADO M  n   n 
norte-americanos em idade ,ARGURADOASSENTO M  n   n 
produtiva. !LCANCEDOBRA OÌFRENTE M  n   n 
,ARGURADOOMBRO M  n   n 
!LTURADOSOLHOS EMPÏ M  n   n 
-ASSADOCORPO KG n n
-ASSADACABE A KG  n   n 

SEGUROS EÏFÉCILINTERAGIRCOMELESˆ /SPROJETOSCOSTUMAMUSARCOMO


SÎOAMIGÉVEISAOUSUÉRIO INSTRUMENTODEMEDIDAFAIXASQUE
/DESIGNDAINTERFACEDEUM ABRANGEMDAPOPULA ÎOMADURA
PRODUTOTEMTRÐSASPECTOSGERAISO NAIDADEPRODUTIVA EÏESSAFAIXAQUE
PRIMEIROREFERE SEÌADEQUA ÎODO APARECENESSASTABELAS4AISDADOSDEl-
PRODUTOÌSCAPACIDADESDOCORPO NEMAQUELEINDIVÓDUOQUEPODERIASER
HUMANOOSEGUNDO ÌADEQUA ÎO DENOMINADO0ESSOA0ADRÎODE0ROJE-
AOPODERDERACIOCÓNIODAMENTE TO.ODESIGNDIRIGIDOÌUSABILIDADE
HUMANAEOÞLTIMO ÌADEQUA ÎOAO ESSASCARACTERÓSTICASSÎOTRATADASCOMO
AMBIENTENOQUALOSERHUMANOVIVE RESTRI ÜESOPRODUTODEVESERVIRPARA
ETRABALHA%SSESATRIBUTOS TOMA- QUALQUERPESSOAQUETENHADIMEN-
DOSCOLETIVAMENTE SÎOCONHECIDOS SÜESECAPACIDADESFÓSICASQUEESTEJAM
COMOFATORESHUMANOSESEUESTUDO DENTRODESSASFAIXAS.OAMBIENTEDE
ÏDENOMINADOERGONOMIA PROJETO TRABALHO CADAVEZMAISESSASRESTRI ÜES
DEINTERFACEOUENGENHARIADOFATOR TÐMDEATENDERÌLEGISLA ÎOQUEPRO-
HUMANO QUEEXAMINAREMOSAGORA CURAEVITARFADIGAINDEVIDAOUESFOR O
MUSCULAREXCESSIVOEOSACIDENTESQUE
%RXVSTSQSV½EIFMSQIGlRMGE PROVOCAM
$URANTEA3EGUNDA'UERRA-UN- -ASHÉUMAHISTØRIA RELEVANTE
DIALlCOUAPARENTEQUEAEFETIVIDADE NESTEPONTO DOHOMEMQUEINVEN-
DOSHOMENSEMSERVI ODEPENDIA TOUUMAMÉQUINADEBARBEAR³SØ
FORTEMENTEDAFACILIDADEDEUTILIZA- PRENDERAMÉQUINAAOROSTO APERTAR
 ÎODOSEQUIPAMENTOSCADAVEZMAIS UMBOTÎOEˆABRACADABRAˆVOCÐ
COMPLEXOSDOSQUAISELESTINHAMDE ESTAVABARBEADO1UANDOPERGUN-
DEPENDER)SSOLEVOUAOESTUDODAan- TARAMAOINVENTORAQUALROSTOA
tropomorfia ˆAMEDI ÎODOTAMANHO MÉQUINASEADAPTAVA ELERESPONDEU
EDAFORMADOCORPOHUMANOˆE QUEELASEADAPTAVAAOROSTOPADRÎO
DAbiomecânica humana ˆAANÉLISEDO -ASOQUEACONTECERIASEALGUÏM
MOVIMENTO FOR AS POTÐNCIAEVIGOR QUEUSASSEAMÉQUINANÎOTIVESSEUM
DEQUEOCORPOÏCAPAZ ROSTOPADRÎO$EPOISDEUSAREMA
!4ABELAAPRESENTAUMALISTA MINHAMÉQUINA TERÎO DISSEELE
COMALGUMASDESSASCAPACIDADESPARA 0ORTANTO AIDEIADEUMAPESSOA
POPULA ÜESEUROPEIASENORTE AME- PADRÎOÏUMPOUCORIDÓCULA0ARA
RICANAS%MTERMOSFÓSICOS ASPES- AVERDADEIRAUSABILIDADE OEQUIPA-
SOASVARIAMNOTAMANHOENAFOR A MENTODEVESEADAPTARÌSCAPACIDADES


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

DOINDIVÓDUO&IGURA ENÎOA
ALGUMAMÏDIA%MNENHUMAÉREA
ESSAADAPTA ÎOÏMAISEVIDENTEDO
QUENADODESIGNECOMERCIALIZA ÎO
DEEQUIPAMENTOSESPORTIVOS.ESSA
ÉREAOSPRODUTOSSÎOCUIDADOSAMENTE
AJUSTADOSÌSCARACTERÓSTICASBIOMÏTRICAS
EBIOMECÊNICASDOATLETAOUESPORTISTA
INDIVIDUAL EISSOSETRANSFORMOUEM
UMNEGØCIOMUITOGRANDEELUCRATI-
VO#ONTUDO ESSESNÎOSÎOOSÞNICOS
GRUPOSQUEEXIGEMATEN ÎOESPECIAL
%NTREOSQUENÎOTÐMCORPOSQUESE
AJUSTAMAOSPADRÜESDEDESIGNOQUE
QUERDIZERQUEESTÎOFORAˆEÌSVEZES
MUITOFORAˆDASFAIXASDASTABELAS
ANTERIORES CITAMOSASCRIAN AS OS
DElCIENTESFÓSICOSEOSIDOSOS3UASNE-
CESSIDADES MUITASVEZESNEGLIGENCIADAS
NOPASSADO AGORASÎOMAISAMPLA-
MENTERECONHECIDASEODESIGNPARA
ATENDÐ LASÏVISTOCOMOPRIORIDADE
%AQUIOSMATERIAISTÐMUMPAPEL
ADESEMPENHAR/BJETOSPESADOS
FREQUENTEMENTEUMAFONTEDEESFOR O Figura 4.2 – Design
ergonômico
FÓSICOEXCESSIVOQUANDOLEVANTADOS Central de controle da
OUMOVIMENTADOS PODEMlCARMAIS empilhadeira, projetada para
LEVESCOMAUTILIZA ÎODELIGASDE tornar manobras complexas
tão intuitivas quanto possível
METAISLEVES POLÓMEROSEESTRUTU- (imagem por cortesia da
RASDESANDUÓCHESPREENCHIDOSCOM Ergonomic Systems Inc.)
ESPUMA%LASTÙMEROSPODEMFACILITAR
AEMPUNHADURAONDENECESSÉRIO GÏIS
EESPUMASDEPOLÓMEROSPERMITEM
SUPERFÓCIESMACIASAOTOQUE ETECIDOS DEOUTROSMODOSˆMODOSQUEEXI-
TRAMADOSENÎOTRAMADOSSEAJUSTAM GEMACOMUNICA ÎODEINFORMA ÜES
ÌFORMADOCORPO&ORMASMOLDADAS ESPECÓlCAS
QUESEAJUSTAMBEMÌSMÎOSETÐM
CANTOSARREDONDADOSELISOSQUENÎO Gerenciamento de informações
SEPRENDEMÌROUPAREDUZEMORISCO /SPRODUTOSCOMOSQUAISINTE-
DEACIDENTES$IFEREN ASDETAMANHO RAGIMOSHOJESÎOMAISCOMPLEXOSE
PODEMSERRESOLVIDASCOMAUTILIZA ÎO TÐMMUITOMAISFUN ÜESDOQUEEM
DEMATERIAISAJUSTÉVEISˆ6ELCRO® QUALQUERÏPOCANOPASSADO'RANDE
ADESIVOSDESMONTÉVEIS ELASTÙMEROS PARTEDAFUNCIONALIDADEATUALMENTE
4UDOISSOÏSIMPLES-ASPRODU- DERIVADAELETRÙNICAOUÏCONTROLADA
TOSINTERAGEMCOMSEUSOPERADORES PORELA%LÏTRONS DIFERENTEMENTEDE

63
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 4.3 – Ícones e a) DEUMPRODUTO EXPERIMENTOSMOS-


emoticons
Acionadores visuais de TRAMQUEAMELHORLEGIBILIDADEÏDADA
direção, presentes em nossa PORALGUMAFONTESEMSERIFACOMO
vida diária, e de emoção, POREXEMPLO (ELVETICAOU!RIAL PELA
expressados nos textos
eletrônicos. UTILIZA ÎODELETRASMINÞSCULASEXCETOA
INICIAL EPORALTOCONTRASTE8
5MAPESSOAQUEESTÉUTILIZAN-
DOUMEQUIPAMENTOÏPARTEDEUM
CIRCUITODECONTROLEFECHADO&IGURA
 4ALCIRCUITOFECHADOREQUER EM
PRIMEIROLUGAR UMOUMAISmostradores
QUEDOCUMENTAMSEUESTADONOMO-
MENTOEMQUESTÎO2ECURSOSVISUAIS
SÎOOMODOMAISElCIENTEDETRANS-
MITIRESSAINFORMA ÎOCOMPRECISÎO SE
b) BEMQUEPARAAVISOSURGENTESOSOMÏ
MELHOR%MSEGUNDOLUGAR OCIRCUITO
JIPMGMHEHI XVMWXI^E FECHADOREQUERelementos de controle ou
MÏTODOSDEENTRADA)NTERRUPTORESDE
PRESSÎO MA ANETASEALAVANCASFORAM
SUBSTITUÓDASEMGRANDEPARTEPOR
TECLADOS MOUSES PONTEIROSDELASER
GYQTPMGMHEHI WYVTVIWE TELASSENSÓVEISAOTOQUEESISTEMASDE
RECONHECIMENTODEVOZ!SENTRADAS
COISASMECÊNICAS SÎOINVISÓVEISEDÎO SÎOINTERPRETADASPELOEQUIPAMENTO
POUCASPISTASDOQUEESTÎOTRAMANDO QUEENTÎOREAGEAELAS/TERCEIRO
OUSEESTÎORESPONDENDOAOSDESEJOS REQUISITOÏUMindicador ˆVISUAL
DOUSUÉRIO!SSIM HÉDOISTIPOS TÉTIL OUACÞSTICOˆQUEINFORMAQUE
DECOMUNICA ÎOQUEDEVEMESTAR AENTRADAFOIRECEBIDAfeedback SEM
EMBUTIDASNODESIGNUNIVERSALˆA ELEOOPERADORNÎOTEMCONlRMA ÎO
PASSIVA QUEINDICAAFUN ÎO EAATIVA IMEDIATADAACEITA ÎOEPODEREPETIR
QUEINDICAARESPOSTAAUMINSUMO OUCANCELARERRONEAMENTEAOPERA ÎO
7. Aqui é preciso ter cuidado !PRIMEIRANECESSIDADEÏCUMPRIDA /ELEMENTORESTANTEDOCIRCUITOˆO
— a interpretação de um PORUMACLARAIDENTIlCA ÎOPICTOGRÉl- DAdecisão ˆÏDADOPELOOPERADOR
ícone pode depender da CAOUPORÓCONES·CONES&IGURAA ³AQUIQUEMATERIAISPARASEN-
cultura. Um ícone de garfo e
faca que indica “restaurante” SÎOFÉCEISDEENTENDEREMUMMUNDO SORES ACIONADORESEMOSTRADORES
pode não ter nenhum sentido DECOMÏRCIOEVIAGENSINTERNACIO- SÎOIMPORTANTES.ORMALMENTEOS
para quem come com hashis. NAIS TÐMACONSIDERÉVELVANTAGEMDE SENSORESSÎOBASEADOSEMMATERIAIS
8. O mesmo não vale para o INDEPENDEREMDOIDIOMA7 Emoticons PIEZELÏTRICOS MATERIAISSENSÓVEIS
texto de um livro. Uma fonte &IGURAB ˆÓCONESADAPTADOSPARA AOCALOREMATERIAISSENSÓVEISÌLUZ
como a Times, com serifas SISTEMASDEMENSAGENSELETRÙNICASˆ FOTODIODOS -ATERIAISACIONADORES
— pequenos traços terminais
horizontais das hastes — SÎOBASEADOSEMCOMBINA ÜESESPECÓl- INCLUEMMÞSCULOOVELHOMODO
conduz o olhar com mais CASDETECLASEPODEMSERINTERPRETADOS DEATIVARQUALQUERCOISA MATERIAIS
facilidade ao longo das linhas, COMOEMO ÜES1UANDOÏPRECISO BIMETÉLICOS LIGASDEMEMØRIADE
favorecendo a legibilidade.
IMPRIMIRPALAVRASINTEIRASNASUPERFÓCIE FORMA MATERIAISPIEZELÏTRICOS ELE-

64
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

elemento mostrador

canal mostrador

elemento de decisão

canal de decisão

canal de controle
elemento de controle

TRORRESTRITIVOSEMAGNETORRESTRITIVOSE #OMUNICA ÎOÏUMMODODESE-
GÏISDEPOLÓMEROS-ATERIAISTERMO- JÉVELDEINTERA ÎODEPRODUTOSCOM
CRÙMICOSMUDAMDECORQUANDO PESSOAS.EMTODASASINTERA ÜESSÎO Figura 4.4 – Controle
e feedback
AQUECIDOSMATERIAISELETROCRÙMICOS TÎODESEJÉVEIS Produtos e usuários para
FAZEMOMESMOQUANDOÏAPLICADO sistemas de circuito fechado de
UMCAMPOELÏTRICO-ATERIAISmEXÓ- Gerenciamento de ruído controle e FEEDBACK.
VEISPODEMTERUMAFORMAADEQUADA /SOMÏCAUSADOPORVIBRA ÎO
PARADARUMARESPOSTABIESTÉVEL CON- OTOMDOSOMGRAVEOUAGUDO
lRMANDOENTRADASPORTECLADORÓGIDO DEPENDEDESUAFREQUÐNCIA/
OUmEXÓVEL PORMEIODETOQUE0ERlS OUVIDOHUMANOJOVEM REAGEA
DESUPERFÓCIESDÎORETORNOTÉTILSOBRE FREQUÐNCIASDEAPROXIMADAMEN-
ALOCALIZA ÎODETECLASIMPORTANTES TE(ZACERCADE(Z
-OSTRADORESSÎOBASEADOSEMDIODOS CORRESPONDENTESAOSCOMPRIMENTOS
FOSFORESCENTES DECRISTAISLÓQUIDOS DEONDADEMAMM!NOTA
EMISSORESDELUZE MAISRECENTE- MAISGRAVEDEUMPIANOTEM(Z
MENTE POLÓMEROSEMISSORESDELUZ AMAISAGUDA (Z!FAIXAMAIS
4ÏCNICASDEIMPRESSÎOEMSUPERFÓCIES IMPORTANTE DOPONTODEVISTADO
PERMITEMAAPLICA ÎODEÓCONES PROJETOACÞSTICOÏAPROXIMADAMENTE
CØDIGOSDECORES CØDIGOSDEBARRAS n(Z!PRESSÎODOSOMÏ
ETEXTO MEDIDAEM0ASCALS0A PORÏM COMO

65
-ATERIAISE$ESIGN

Tabela 4.3 – Quanto Fonte de som dB


DEPENDEDESUAORIGEM3EÏGERADO
o alto é alto? DENTRODASALA PROCURA SEabsorver o
Níveis de som em decibéis. 0ATAMARDEAUDI ÎO  SOM3EVEMDEFORA PROCURA SEisolar
2UÓDODEFUNDODEUMESCRITØRIO 
4RÉlCOEMRODOVIA 
OESPA OPARAMANTÐ LOFORA%SEÏ
$ISCOTECA  TRANSMITIDOPELAPRØPRIAESTRUTURA
&URADEIRAPNEUMÉTICAAM  PROVENIENTEDEUMAFERRAMENTADE
$ECOLAGEMDEJATOAM 
MÉQUINAOUDOTRÉFEGO PROCURA SE
isolarAESTRUTURADAFONTEDEVIBRA ÎO
Tabela 4.4 – Como Material em 500–4.000 Hz .OPROJETODEPRODUTO NORMAL-
absorver o som MENTEÏNECESSÉRIOABSORVEROSOM
Coeficientes de absorção !ZULEJOS  n 
do som. #ONCRETOBRUTO  n 
-ATERIAISMACIOS POROSOS ABSORVEM
-ADEIRA  n  ONDASDESOMINCIDENTES TRANSMITI-
0LACASDECORTI A  n  DASPELOAR EASCONVERTEMEMCALOR
4APETEESPESSO  n 
0OLIESTIRENOEXPANDIDO  n 
APOTÐNCIADOSOM MESMOADE
'ESSOACÞSTICOPULVERIZADO n  UMRUÓDOMUITOALTO ÏPEQUENA DE
,ÎDEVIDRO  n  MODOQUEOAUMENTODETEMPERA-
TURAÏDESPREZÓVEL -ATERIAISPOROSOS
APRESSÎODOSOMAUDÓVELTEMUMA OUDEALTAmEXIBILIDADECOMOPOLÓ-
FAIXADEAPROXIMADAMENTE6 Ï MEROSDEBAIXADENSIDADEEESPUMAS
MAISCONVENIENTEUSARUMAESCALALO- CERÊMICAS GESSOElBRADEVIDRO
GARÓTMICADEDECIBÏISD" !4ABELA ABSORVEMBEMOMESMOOCORRE
MOSTRANÓVEIS MEDIDOSEMDECI- COMPOLÓMEROSTRAMADOS COMO
BÏIS3ONSACIMADONÓVELDED" CARPETESECORTINA!PROPOR ÎODE
PODEMPREJUDICARACONCENTRA ÎO SOMABSORVIDAPORUMASUPERFÓCIEÏ
3ONSININTERRUPTOSACIMADED" DENOMINADAhCOElCIENTEDEABSOR-
PODEMPREJUDICARAAUDI ÎO  ÎODESOMv5MMATERIALCOMUM
!VIBRA ÎO COMOORUÓDO COElCIENTEDE ABSORVEDO
TORNA SEPREJUDICIALACIMADEUM SOMQUECHEGAATÏELEEREmETE
PATAMARCRÓTICO/NÓVELDEVIBRA ÎO UMMATERIALCOMCOElCIENTEDE 
ÏCARACTERIZADOPELAACELERA ÎO ABSORVESOMENTEDOSOMEREmETE
UNIDADES MS ASSOCIADAAELA !4ABELAMOSTRACOElCIEN-
APRÉTICASEGURAREQUERNÓVEIS TESDEABSOR ÎODOSOMPARAVÉRIOS
ABAIXODEMS G ONDEGÏA MATERIAIS
ACELERA ÎODAGRAVIDADE 4AMBÏMA !VIBRA ÎOÏAMORTECIDA
FREQUÐNCIAÏIMPORTANTEMENOSDO ISOLANDO SEAFONTEDEVIBRA ÎODO
QUE(ZPROVOCAENJOOn(Z RESTANTEDAESTRUTURACOMSUPORTES
PROVOCADIlCULDADESRESPIRATØRIAS DEBORRACHADEALTOAMORTECIMENTO
EDORESDECABE An(Z ESPUMAS AL ASDEELASTÙMEROETC5M
CAUSAPERDADOSENTIDODOTATOOU COMPØSITODEBORRACHACOMRECHEIO
hDEDOBRANCOv!DURA ÎOTAMBÏM DEPARTÓCULASDECORTI AÏUMABOA
ÏIMPORTANTEˆQUANTOMAISLONGA OP ÎONESSECASO/BAIXOMØDULO
MAISBAIXODEVESERONÓVELDOSOM DECISALHAMENTODABORRACHAISOLA
/MECANISMOPARAREDU ÎODE ONDASDECISALHAMENTO EACOMPRES-
NÓVEISDESOMEVIBRA ÎOEMESPA OS SIBILIDADEDACORTI AACRESCENTAALTA
FECHADOSUMASALA POREXEMPLO IMPEDÊNCIAÌSONDASDECOMPRESSÎO

66
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Gerenciamento térmico CHEGAMPERTOESÎOBARATOS Tabela 4.5 – Gerenciamento


de calor
4ODOSOSPRODUTOSQUECONSO- EFÉCEISDEFORMARAMAIORIA Condutividades térmicas de materiais
MEMPOTÐNCIAGERAMCALOR CRIANDO DOSSISTEMASDEPROPAGA ÎO selecionados.
ASSIMDUASCLASSESDEPROBLEMANO DECALOROSUSAM/CASIONAL-
GERENCIAMENTOTÏRMICO.APRI- MENTE EXIGEM SEMATERIAIS Material W/mK
MEIRA ODESAlOÏISOLARPARTESQUE QUECONDUZEMBEMCALOR
SÎOSENSÓVEISAOCALOROUQUESERÎO #OBRE 
MASNÎOCONDUZEMELETRICI- !LUMÓNIO 
TOCADASPELOOPERADOR DEMODOQUE DADESÎOISOLANTESELÏTRICOS  6IDRO  
NÎOlQUEMDEMASIADAMENTEQUEN- NESSECASOAMELHORESCOLHA 0OLÓMEROSSØLIDOS  n 
TESOSECADORDECABELOSCUJOCORPO 0INHO  
ÏONITRETODEALUMÓNIO !L. "ALSA  
DEVEESTARISOLADODOELEMENTODE OUOØXIDODEBERÓLIO "E/ #ORTI A  
AQUECIMENTO.ASEGUNDA ODESAlO !4ABELAAPRESENTAUMA %SPUMADEVIDRO  
ÏOOPOSTOTRANSMITIROUPROPAGAR &IBRAMINERAL  
LISTADECONDUTIVIDADESDE ,ÎDEVIDRO  
CALOR OQUEREQUERMATERIAISCON- CONDUTORESEISOLANTESREPRE- %SPUMASDEPOLÓMEROS  n 
DUTORESCA AROLASDEQUALIDADEUSAM SENTATIVOS
MATERIAISDEALTACONDUTIVIDADEPARA
PROPAGAROCALORLATERALMENTEEOBTER Gerenciamento da luz
COZIMENTOPORIGUAL 0OUCOSPRODUTOSGERAM Tabela 4.6 – Espelhado ou
0OLÓMEROS COMCONDUTIVIDADES INTENSIDADELUMINOSAEXCES- fosco?
Refletividade de materiais e superfícies.
TÏRMICASPRØXIMASDE 7M+ SIVA MASMUITOSREmETEMA
SÎOBONSISOLANTES/ARPARADO LUZDEMODOSQUEINTERFE-
Material %
λ  ÏMUITOMELHOR#/ REMNAVISÎODOOPERADOR
λ  E#&#SCOMOOTRICLO- !REmETIVIDADEDEUMA !LUMÓNIO 
ROmUORMETANO ##L3&λ  SUPERFÓCIEMEDEAFRA ÎODA "ERÓLIO 
! O CARBONO 
SÎOAINDAMELHORES/SMELHORES INTENSIDADELUMINOSA INCI- )NVAR 
MATERIAISISOLANTESSÎOESPUMASQUE DENTEAUMÊNGULODEª -AGNÏSIO 
PRENDEMUMDESSESGASESEMPOROS EMRELA ÎOÌSUPERFÓCIE QUE ! OINOXIDÉVEL 
4ITÊNIO 
FECHADOS OUMATERIAISlBROSOSCOMO ÏREmETIDAATÏUMOBSERVA-
ALÎDEVIDROOUlBRAMINERALQUE DORQUEESTÉAªISTOÏ
SEGUREOARPARADO3EATEMPERATURA AUMÊNGULOIGUALDOOUTRO Textura da superfície %
DAFONTEDECALORÏBAIXA LADO 5MASUPERFÓCIENEGRA &OSCOMORTI O 
ª# ENÎOFORNECESSÉRIA EFOSCAREmETEMENOSDE &OSCO n
RESISTÐNCIA ESPUMASDEPOLÓMEROS UMASUPERFÓCIEDEALTO #ASCADEOVO n
3EMIBRILHO n
SÎOUMABOAESCOLHA3EATEMPE- BRILHOREmETEOUMAIS "RILHANTE 
RATURADAFONTEÏALTA LÎOUESPUMA UMESPELHOREmETETODAA %SPELHADO 
DEVIDRO lBRASMINERAISEESPUMAS LUZINCIDENTE5MALISTADE
CERÊMICASSÎOUMAOP ÎOMELHOR% REmETIVIDADESÏAPRESENTADA
SEALÏMDISSOFORNECESSÉRIAALTARESIS- NA4ABELA
TÐNCIA MICACOMPACTADAOUCERÊMICA !REmETIVIDADEDEUMA
POROSAPODEMSERMAISADEQUADAS SUPERFÓCIEDEPENDEDO
1UANDOOOBJETIVOÏACONDU ÎO MATERIALDEQUEELAÏFEITA
OSMELHORESMATERIAISSÎOPRATA OURO OUCOMOQUALÏREVESTIDA
OUDIAMANTESØLIDOS MASESTES POR EDALISURADESSASUPERFÓCIE
RAZÜESØBVIAS TALVEZNÎOSEJAMESCOLHAS AMBAS CORETEXTURASÎO
VIÉVEIS#OBRESØLIDOEALUMÓNIOSØLIDO IMPORTANTES!REmETIVIDA-

67
-ATERIAISE$ESIGN

DEÏCONTROLADACOMAUTILIZA ÎODE COMOHERØI6AMOSEXAMINARISSOCOM
REVESTIMENTOSDEBAIXAREmETIVIDADE UMPOUCOMAISDEDETALHESPORQUEÏ
ETELASQUEABSORVEMALUZ UMLABIRINTOCOMPLEXO COMPOTENCIAL
PARAMUITASIDASEVINDASERRADAS
Ambiente: design “ver-
Materiais como recursos
de” e sustentabilidade 3ERÉQUEREALMENTEVAMOSESGOTAR
MATERIAISOUPETRØLEOEGÉS(OJE O
/QUEVOCÐJOGOUFORAULTIMA- DESPERDÓCIODESSESRECURSOSSUGEREQUE
MENTEEQUEAINDAESTAVAFUNCIONAN- SIMHÉRELATØRIOSESCRITOS COME ANDO
DO OUSENÎOESTAVA PODERIATERSIDO COMOFAMOSORELATØRIODO#LUBEDE
CONSERTADO4ENDÐNCIASQUEMUDAM 2OMAEM QUESUGEREMQUE
APOIADASPORPROPAGANDASEDUTORA VAMOSlCARSEMELES5MAECONOMIA
REFOR AMODESEJOPELOQUEÏNOVOE DEMERCADOPODETERMUITASFALHAS
INCITAMASUBSTITUI ÎODEOBJETOSAIN- MASTAMBÏMCONTÏMMECANISMOS
DAÞTEIS!QUIODESIGNINDUSTRIALTEM DERETORNODENATUREZARESTRITIVA°
GRANDERESPONSABILIDADEˆHOUVEUM MEDIDAQUEOSRECURSOSNATURAISDE
PERÓODOEMQUEDESIGNERSENCAM- MATERIAISSÎOCONSUMIDOSEOSMINÏ-
PARAMATENDÐNCIADAOBSOLESCÐNCIA RIOSDEALTOTEORDIMINUEM OSPRE OS
PLANEJADAPROJETARPRODUTOSQUESÎO AUMENTAMAUTILIZA ÎODEMINÏRIOS
DESEJÉVEISSØSEFOREMNOVOS EINCITAR DETEORESMAISBAIXOSTORNA SEECONO-
OCONSUMIDORACOMPRAROSMODELOS MICAMENTEINSUSTENTÉVELEOCONSUMO
MAISRECENTES USANDOTÏCNICASDE CAI5MAVISÎOMAISEQUILIBRADAÏQUE
MARKETINGQUEDÎOAENTENDERQUE NUNCAhESGOTAREMOSvNADA MASPODE-
ADQUIRI LOSÏUMANECESSIDADESOCIAL RÉSERMUITODESCONFORTÉVELVIVERCOM
EPSICOLØGICA% COMODISSEMOSNO OSAJUSTESIMPOSTOSPELOAUMENTODO
#APÓTULO ESSECONSUMOACELERADO CUSTO OQUEDÉRAZÎOSUlCIENTEPARA
CRIAPROBLEMASQUESÎOUMAFONTE INSISTIREMUMAPOLÓTICADERESTRI ÎOE
CRESCENTEDEPREOCUPA ÎO CONSERVA ÎO
-ASISSOÏAPENASMETADEDO 5MAPREOCUPA ÎOMAISIMEDIATA
QUADRO5MPRODUTOBEM PROJETADO ÏOIMPACTODASATIVIDADESINDUSTRIAIS
PODEULTRAPASSARASUAVIDAÞTILDE SOBREOAMBIENTE#OMOJÉMENCIO-
PROJETOPORSÏCULOS EˆLONGEDESE NAMOSNO#APÓTULO HÉQUEM AO
TORNARINDESEJÉVELˆPODEADQUIRIR OBSERVAROATUALNÓVELDECONSUMOE
VALORCOMAIDADE/SLEILOEIROSE ATAXADESEUCRESCIMENTO ARGUMEN-
ANTIQUÉRIOSDE.OVA9ORK ,ONDRES TEQUESOMENTESUAREDU ÎOMACI A
E0ARISPROSPERAMCOMAVENDADE PODEDIMINUIROIMPACTOSOBREO
PRODUTOSQUEMUITASVEZESFORAMPRO- AMBIENTEAUMNÓVELACEITÉVEL%SSAS
9. /S,IMITESDO JETADOSPARAlNALIDADESPRÉTICAS MAS TRANSFORMA ÜESPODERIAMOCORRERSEM
#RESCIMENTOˆŽ AGORASÎOMUITOMAISVALORIZADOSPOR UMAMUDAN ANOESTILODEVIDAQUE
2ELATØRIODO#LUBEDE POUCOSACEITARIAM0ODERIAM EMBORA
2OMA, por Meadows et
SUAESTÏTICA ASSOCIA ÜESEQUALIDADES
al. (1972), provocou forte PERCEBIDAS(ÉPESSOASQUENÎOJOGAM ISSOESTEJALONGEDESERCERTEZA4OME
reação quando publicado, mas FORAPRODUTOSCOMOSQUAISTÐMUM OEXEMPLODOAUTOMØVEL6INTEE
provou, de certa forma, ser CINCOANOSATRÉS OCARROMÏDIOFAZIA
visionário.
APEGOEMOCIONAL%NTÎO OQUETEMOS
/DESIGNINDUSTRIALCOMOVILÎOE  KMLHOJEPODEMOSCOMPRARUM

68
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Nova tecnologia Design industrial

Maior necessidade de materiais

Maior reutilização Maior qualidade de vida


Vida útil mais longa

Consumo de material Consumo de energia Aumento da educação


Miniaturização

Aumento da riqueza

Nova funcionalidade

Maior reciclagem Crescimento da população

CARROPARAAFAMÓLIAQUEFAZKML SUBPRODUTOSQUEPRODUZEM-ASˆ Figura 4.5


– Interação
ˆISTOÏ CONSOMETRÐSVEZESMENOS SØPARADARUMEXEMPLOˆRIQUEZA complicada com o
!VIDAMÏDIADEUMPNEU ANOS TAMBÏMTRAZEDUCA ÎOE COMELA meio ambiente
ATRÉS ERADEAPROXIMADAMENTEKM MAIORCONSCIENTIZA ÎODOSPROBLEMAS Natureza interativa das
influências sobre o consumo
AGORAESTÉPRØXIMADEKMˆQUASE QUEESSESSUBPRODUTOSCRIAM OQUE de materiais e energia.
TRÐSVEZESMAIS.OENTANTO GRANDES RESTRINGEOCONSUMO
MUDAN ASSÎOPOSSÓVEIS MASNÎOSUl- !SINTERA ÜESENTREINmUÐNCIAS
CIENTES/NÞMERODEPROPRIETÉRIOSDE SÎOCOMPLEXAS.OVATECNOLOGIA
CARROSEADISTÊNCIAMÏDIAPERCORRIDA POREXEMPLO OFERECEPRODUTOSMAIS
PORANOTAMBÏMAUMENTARAM NO ElCIENTESNOCONSUMODEMATERIAIS
MESMOPERÓODO APROXIMADAMENTE EENERGIA AINDAQUE PORTAMBÏM
SEISVEZES OQUESUPERAATÏMESMO OFERECERMAISFUNCIONALIDADE CRIE
MUDAN ASMACI AS OBSOLESCÐNCIAEODESEJODESUBSTITUIR
UMPRODUTOPARAOQUALAINDARESTA
Equilíbrio entre material VIDAÞTIL0RODUTOSELETRÙNICOSSÎO
e consumo de energia EXEMPLOSPRIMORDIAISDISSOSÎO
/SMODOSMAISØBVIOSDECONSER- DESCARTADOSQUANDOAINDAFUNCIONAIS
VARMATERIALSÎOFAZERPRODUTOSME- %OBSERVE MESMONESSENÓVELSIMPLES
NORES FAZÐ LOSDURARMAISERECICLÉ LOS ASCONSEQUÐNCIASDEUMAVIDAÞTILMAIS
QUANDOENlMCHEGAMAOlNALDAVIDA LONGAPARAOPRODUTOˆUMAMEDI-
ÞTIL-ASOQUEPARECEØBVIOÌSVEZES DAAPARENTEMENTEØBVIA³CLAROQUE
PODESERENGANADOR-ATERIAISEENER- CONSERVARARTEFATOSPODEAJUDARPORÏM
GIASÎOPARTEDEUMSISTEMACOMPLEXO EMUMAERANAQUALNOVATECNOLOGIA
EALTAMENTEINTERATIVO ESBO ADONA&I- PRODUZPRODUTOSMAISLIMPOSEMAIS
GURA!QUI CATALISADORESPRIMÉRIOS ECONÙMICOSVÉLIDOPARTICULARMENTE
DECONSUMOCOMOOCRESCIMENTODA PARACARROS EQUIPAMENTOSELETRÙNICOS
POPULA ÎO OCRESCIMENTODARIQUEZA EELETRODOMÏSTICOS AMPLIARAVIDA
ENOVATECNOLOGIAPARECEMACELERARO ÞTILDEPRODUTOSANTIGOSPODETERUMA
CONSUMODEMATERIAISEENERGIAEDOS INmUÐNCIANEGATIVASOBREOAMBIENTE


-ATERIAISE$ESIGN

% COMOEXEMPLOlNAL CONSIDEREAIN- UMCARÉTERDURADOUROEINDIVIDUAL


mUÐNCIABIVALENTEDODESIGNINDUSTRIAL ALGOPARADEIXARPARASEUSlLHOS
/SDESIGNSDURADOUROSDOPASSADOSÎO "EM ISSOTALVEZSEJAUMIDEALEUM
EVIDÐNCIADESUACAPACIDADEDECRIAR IDEALQUEDEPENDETANTODEMUDAN A
PRODUTOSVALORIZADOSEBEM CONSERVA- CULTURALQUANTODODESIGN0ARAABORDAR
DOS-ASHOJE MUITASVEZESODESIGNÏ OPROBLEMAEMUMNÓVELMAISPRÉTICO
USADOCOMOUMAPODEROSAFERRAMENTA EIDENTIlCARCOMMAIORCLAREZAOPAPEL
PARAESTIMULAROCONSUMO CRIANDOA DOSMATERIAIS ÏNECESSÉRIORECONHE-
PERCEP ÎOQUEhNOVOvÏDESEJÉVELE CERDOISASPECTOSFUNDAMENTAIS/
QUEATÏOQUEÏLIGEIRAMENTEhVELHOv PRIMEIROÏOQUEAlRMAMOSNA&IGURA
NÎOTEMMAISGRA A#OMOODESIGN OCONSUMODEMATERIAISEENERGIA
PODESERUSADOPARAAPOIAREREAL ARO ÏPARTEDEUMSISTEMAINTERATIVOEDE
MEIOAMBIENTE EMVEZDEAMEA É LO ALTACOMPLEXIDADE3OLU ÜESSIMPLES
hPROÓBAMAUTILIZA ÎODOCHUMBOv
Ecodesign hNÎOUSEPLÉSTICOPORQUESUAFABRICA-
1UANDOSUACASANÎOLHESERVE  ÎOREQUERMUITAENERGIAv PODEMTER
MAIS VOCÐTEMDUASOP ÜESPODE EFEITOOPOSTOAODESEJADO/SEGUNDO
COMPRARUMANOVAOUADAPTARAQUE DECORREDOCONCEITODOCICLODEVIDA
VOCÐTEME AOADAPTÉ LA TORNÉ LAMAIS DOMATERIALMOSTRADONA&IGURA
PESSOALMENTESUA#ASASPERMITEM !QUESTÎOÏQUEHÉQUATROESTÉGIOS
ISSO!MAIORIADOSOUTROSPRODU- SIGNIlCATIVOS-INÏRIOSEINSUMOS
TOSNÎOEMUITASVEZESAPERCEP ÎO PRIMÉRIOSSÎOCONSUMIDOSPARACRIAR
QUETEMOSDOVALORDEUMPRODUTO MATERIAISOSMATERIAISSÎOUTILIZADOS
VELHODIFERENTEMENTEDEUMACASA PARAFABRICARPRODUTOSQUE QUASE
VELHA ÏTÎOBAIXAQUESIMPLESMEN- SEMPRE CONSOMEMENERGIADURANTE
TEODESCARTAMOS%ISSODESTACAUM TODAASUAVIDAÞTILE AOlNALDESUA
DESAlODODESIGNCRIARPRODUTOSQUE VIDAÞTIL SÎODESCARTADOSOURECICLA-
PODEMSERADAPTADOSEPERSONALIZADOS DOS0RODUTOSPASSIVOSSÎOOSQUENÎO
Figura 4.6 – Vaso de DEMODOQUEADQUIRAM COMOUMA REQUEREMMUITAENERGIAPARACUMPRIR
¾SVIWIGSPzKMGS CASA UMCARÉTERPRØPRIOEXCLUSIVOE SUAFUN ÎOPRIMÉRIAMØVEIS CARPETES
Esse vaso de flores ecológico,
TRANSMITAMAMENSAGEMhMEGUARDE EACESSØRIOS PONTES EDIFÓCIOSSEMCALE-
projetado para apartamentos
pequenos, é feito de EUSOUPARTEDESUAVIDAv)SSOSUGERE FA ÎO PARAESSES ASFASESDEPRODU ÎO
polipropileno reciclável e UMAUNIÎODOPROJETOTÏCNICOCOMO EMANUFATURADOMINAMOCONSUMODE
transforma em adubo a
DESIGNINDUSTRIALPARACRIARPRODUTOS ENERGIAEMATERIAIS&IGURA .ESSE
embalagem em que foi
entregue (imagem por cortesia QUEPODEMACEITARDESENVOLVIMENTO CASO AMPLIARAVIDAÞTILDOPRODUTOFAZ
de Cynthia Garden Design). TECNOLØGICO MASAOMESMOTEMPO SENTIDODOBRARAVIDAÞTILDEQUALQUER
SÎOFEITOSCOMTALQUALIDADEDEMATE- DELESREDUZQUASEÌMETADEOCONSUMO
RIAL DESIGNEADAPTABILIDADEQUECRIAM DERECURSOS*ÉVIMOSQUEUMMØVEL
BEM DESENHADO FEITOCOMMATERIAIS
DEQUALIDADE PODEADQUIRIRVALORE
DESEJABILIDADECOMOTEMPO ESUAVIDA
ÞTILILIMITADANÎOTEMCONSEQUÐNCIAS
NEGATIVASPARAOSISTEMADA&IGURA
!OCONTRÉRIO PRODUTOSCONSOMI-
DORESDEENERGIAELETRODOMÏSTICOS


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Materiais Fabricação Transporte Utilização Descarte

30% 63% 4% 3% 1%

65% 25% 3% 6% 1%

12% 4% 2% 82% 2%

8% 3% 3% 85% 1%

VEÓCULOS EDIFÓCIOSCOMSISTEMASDE SISTEMASDECALEFA ÎO% SEAVIDAÞTIL Tabela 4.7 – Energia


em produtos
CALEFA ÎOOUAR CONDICIONADO CONSO- DOPRODUTOÏCURTA REUTILIZÉ LOSOU Valores aproximados para
MEMMAISRECURSOSˆACIMADETUDO RECICLÉ LOSOFERECEGANHOSPARTICULAR- a energia consumida na
MAISENERGIAˆNAFASEDEUTILIZA ÎO MENTEGRANDES produção, fabricação, utilização
e descarte de quatro classes de
DESUAVIDAÞTILDOQUETODOSOSOUTROS produtos.
JUNTOS4ABELA %NTÎO OMAIOR Legislação internacional;
POTENCIALDEMELHORIAENCONTRA SENO padrões, diretrizes,
EXAMEDAUTILIZA ÎOEDODESCARTE E impostos, comércio
NÎODAFABRICA ÎO!UMENTARAVIDAÞTIL !LEGISLA ÎO TIPIlCADAPELOSDE-
DEPRODUTOSQUECONSOMEMENERGIA CRETOSDA53!MBIENTAL!GENCYOU
EMPARTICULARDAQUELESQUEUTILIZAM PELAS$IRETIVAS!MBIENTAIS!MBIEN-
TECNOLOGIAQUEESTÉMUDANDORAPIDA- TAL$IRECTIVES DA5NIÎO%UROPEIA
MENTE PODESERCONTRAPRODUTIVOPOR EXERCEPRESSÎOSOBREOSFABRICANTES
RAZÜESQUEJÉCITAMOS%MVEZDISSO PARAQUEAVALIEMOIMPACTOAMBIEN-
OFOCOESTÉEMMATERIAISLEVESPARA TALDOSPRODUTOSETOMEMPROVIDÐN-
REDUZIROCONSUMODECOMBUSTÓVEIS CIASPARAMINIMIZÉ LO!LEGISLA ÎO
EMSISTEMASDETRANSPORTE EQUIPAMEN- SEGUEQUATROFORMASAMPLAS
TOSELETRÙNICOSMAISElCIENTES DOTADOS
DEMODOShSTAND BYvEhDORMIRvQUE s%STABELECERPADRÜES
INTERROMPEMOCONSUMODEENERGIA s.EGOCIARACORDOSVOLUNTÉRIOSCOM
ELÏTRICAQUANDOOPRODUTOESTÉINATIVO AINDÞSTRIA
EMATERIAISCOMMELHORISOLAMENTO s$ECRETARLEGISLA ÎOVINCULADORA
TÏRMICOPARAREDUZIRODESPERDÓCIO QUEIMPÜEREQUISITOSQUEPREVEEM
DEENERGIAEMGELADEIRAS FREEZERSE MULTASSENÎOFOREMCUMPRIDOS


-ATERIAISE$ESIGN

s%STABELECERINSTRUMENTOSECONÙ- s/#ØDIGODE2EGULA ÎO&EDERAL
MICOSQUEPROCURAMUSARASFOR AS #ODEOF&EDERAL2EGULATIONˆ
DOMERCADOPARAINDUZIRMUDAN- #&2 E0ROTE ÎODO!MBIENTE
 ASESSESINSTRUMENTOSTOMAMA 0ROTECTIONOFTHE%NVIRONMENT
FORMADEIMPOSTOS SUBSÓDIOSE ˆ#&20ARTE DA!GÐNCIADE
ESQUEMASDECOMÏRCIO 0ROTE ÎO!MBIENTAL%NVIRONMEN-
TAL0ROTECTION!GENCYˆ%0! DOS
Padrões %STADOS5NIDOSTRATADAPROTE ÎO
/PADRÎO)3/DA)NTERNA- DOAMBIENTEEDASAÞDEHUMANA
TIONAL3TANDARDS/RGANIZATIONDElNE IMPONDORESTRI ÜESAPRODUTOS
AFAMÓLIADEPADRÜESPARASISTEMAS QUÓMICOSLIBERADOSNOAMBIENTE
DEGERENCIAMENTOAMBIENTAL DURANTEAFABRICA ÎO VIDAÞTILEO
#ONTÏMOCONJUNTO)3/ DESCARTE
 E PUBLICADO s!$IRETIVA%UROPEIAPARA#OMPOSTOS
ENTREE QUEDETERMINA /RGÊNICOS6OLÉTEIS%UROPEAN6OLATILE
PROCEDIMENTOSAMPLOS PORÏMVAGOS /RGANIC#OMPOUNDSˆ6/#3
PARAAAVALIA ÎODOCICLODEVIDAE  LIMITAAEMISSÎODE6/#3DE
SUAINTERPRETA ÎO/)3/Ï SOLVENTESESUPORTESORGÊNICOSCOMO
UMPADRÎOADICIONALQUEORIENTAO OSEXISTENTESEMTINTASDEBASEORGÊ-
RELATØRIODEDADOSDA!VALIA ÎODO NICAEmUIDOSDELIMPEZAINDUSTRIAL
#ICLODE6IDA,IFE#YCLE!SSESMENT /CUMPRIMENTODESSASDIRETIVAS
ˆ,#! COMOUMA$ECLARA ÎODE TORNOU SEOBRIGATØRIOEM
0RODUTO!MBIENTAL%NVIRONMENTAL s!$IRETIVA%UROPEIAPARA6EÓCULOS
0RODUCT$ECLARATIONˆ%0$ OU EM&IMDE,INHA%UROPEAN%ND
UMA$ECLARA ÎODE#LIMA#LIMATE OF ,IFE6EHICLES$IRECTIVEˆ%,6
$ECLARATIONˆ#$   ESTABELECENORMASPARAA
RECUPERA ÎODEMATERIAISDECARROS
Acordos voluntários USADOS/ALVOINICIAL UMATAXADE
e legislação vinculadora REUTILIZA ÎOERECICLAGEMDE
!LEGISLA ÎOATUALVISAÌINTERNA- PORPESODOVEÓCULOEODESCARTE
LIZA ÎODECUSTOSEÌCONSERVA ÎO SEGURODEMATERIAISPREJUDICIAIS FOI
DEMATERIAISPORMEIODOAUMENTO ESTABELECIDOEM!TÏ O
DASRESPONSABILIDADESDOSFABRICANTES ALVODARECICLAGEMSUBIRÉPARA
ATRIBUINDO LHESACARGADOCUSTODO s!$IRETIVA%UROPEIAPARA2ESÓDUOS
DANOAMBIENTALEDODESCARTE#ITA- DE-ATERIAIS%LÏTRICOSE%QUIPA-
REMOSALGUNSEXEMPLOS MENTOS%LETRÙNICOS%UROPEAN7ASTE
%LECTRICAND%LECTRONIC%QUIPMENT
10. Consulte um resumo em s/$ECRETODE#ONSERVA ÎOE2E- $IRECTIVEˆ7%%%  BUSCA
www.ISO-14001.org.uk/
ISO-14040. CUPERA ÎODE2ECURSOS2ESOURCE AUMENTARARECUPERA ÎO RECICLAGEM
#ONSERVATIONAND2ECOVERY!CTˆ EREUTILIZA ÎODEEQUIPAMENTOS
11. Consulte 2#2! DOS%STADOS5NIDOSÏUMA ELETRÙNICOSEELETRODOMÏSTICOS2E-
www.environdec.com
se quiser mais detalhes. LEIFEDERAL QUEVISAPROTEGEROPOVO QUERQUEOSPRODUTORESlNANCIEMA
DOSDANOSCAUSADOSPELODESCARTEDE COLETA RECUPERA ÎOEDESCARTESEGURO
12. O princípio “quem polui RESÓDUOSEINCENTIVARAREUTILIZA ÎO DESEUSPRODUTOSEQUECUMPRAM
paga”.
REDU ÎOERECICLAGEM CERTASMETASDERECICLAGEM


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

 +Vj½GS¯
Matérias-primas
 Produção mundial dos
materiais que utilizamos em
'SRGVIXS
 maiores quantidades.
4IXVzPISIGEVZnS
4VSHYpnSQYRHMEPERYEP XSRIPEHEWERS

1EHIMVE
 %pS %WJEPXS
 :MHVS *MFVEW
0MKEWHI%P 4) 4:' 8MNSPS REXYVEMW
0MKEWHI'Y 44
 0MKEWHI>R 4)8 *MFVEWJIMXEW
TIPSLSQIQ
0MKEWHI4F
 0MKEWHI2M
0MKEWHI1K
 0MKEWHI8M
*MFVEHI'
 4VEXE

3YVS

1*%

1IXEMW 4SPuQIVSW 'IVlQMGEW *MFVEWILuFVMHSW

s!$IRETIVA%UROPEIAPARA0RODUTOS &ABRICANTESNA%UROPAEIMPORTADO-
QUEUTILIZAM%NERGIA%UROPEAN RESPARAA%UROPATÐMDEREGISTRARAS
%NERGY USING0RODUCTS$IRECTI- SUBSTÊNCIASCONTROLADASQUEUSAMSOB
VEˆ%50  ESTABELECEUMA AFORMADEUMDOSSIÐTÏCNICO PARA
ESTRUTURADEREQUISITOSDEECODESIGN CADAUMA NOQUALSÎOAPRESENTADAS
PARAESSACATEGORIADEPRODUTOSˆ SUASPROPRIEDADES UMAAVALIA ÎODOS
ELETRODOMÏSTICOS EQUIPAMENTOS IMPACTOSSOBREOAMBIENTEEASAÞDE
ELETRÙNICOS BOMBAS MOTORESEASSE- HUMANAEASMEDIDASDEREDU ÎODE
MELHADOS2EQUERQUEOSFABRICAN- RISCOQUEADOTARAM!AUSÐNCIADESSE
TESDEQUALQUERUMDESSESPRODUTOS REGISTROTORNAILEGALACOLOCA ÎO
hDEMONSTREMQUECONSIDERARAMA DESSASSUBSTÊNCIASNOMERCADOPOR
UTILIZA ÎODEENERGIAEMSEUPRODU- FABRICANTESEIMPORTADORES
TONOQUEDIZRESPEITOAMATERIAIS
FABRICA ÎO EMBALAGEM TRANSPORTE !CARGAQUEESSALEGISLA ÎOIMPÜE
EDISTRIBUI ÎO UTILIZA ÎOElNALDA AOSMATERIAISEAOPARQUEFABRILÏ
VIDAÞTIL0ARACADAUMDESSESITENSO CONSIDERÉVEL4ODASESSASRESTRI ÜES
CONSUMODEENERGIADEVESERAVALIA- SIGNIlCAMCUSTOADICIONALPARAOS
DOEPROVIDÐNCIASPARAMINIMIZÉ LO FABRICANTES QUEPODEMSERMINIMIZA-
DEVEMSERIDENTIlCADASv DOSCOMAUTILIZA ÎODEFERRAMENTASDE
s!$IRETIVA%UROPEIAPARA2EGISTRO SOFTWAREBEM PROJETADAS5MLEVANTA-
!VALIA ÎO !UTORIZA ÎOE2ESTRI- MENTODESSASFERRAMENTASEUMADIS-
 ÎODE3UBSTÊNCIAS1UÓMICAS4HE CUSSÎOMAISAPROFUNDADADALEGISLA ÎO
%UROPEAN2EGISTRATION %VALUATION AMBIENTALPODEMSERENCONTRADOSEM
!UTHORIZATIONAND2ESTRICTIONOF VÉRIOSLIVROSLAN ADOSRECENTEMENTE
#HEMICAL3UBSTANCESˆ2%!#(
13. Consulte Guidice
 ATRIBUIAOSFABRICANTESARES- Energia incorporada et al. (2006),Vezzoli e
PONSABILIDADEDEGERENCIAROSRISCOS #ERCADEDETODAAENERGIA Manzini (2008), e Ashby
DEPRODUTOSQUÓMICOSEENCONTRAR QUECONSUMIMOSDO#/QUELIBERA- (2009). 1 MJ (megajoule) é
aproximadamente 0,3 kW.hr.
SUBSTITUTOSPARAOSMAISNOCIVOS MOSNAATMOSFERAPROVÏMDAFABRI-

73
-ATERIAISE$ESIGN

+Vj½GS¯2uZIMW 
de CO2

5YERXMHEHIERYEPHI'3PMFIVEHEREEXQSWJIVE XSRIPEHEERS
Dióxido de carbono %pS
liberado na atmosfera como 'SRGVIXS
consequência da fabricação dos *IVVSJYRHMHS
11 materiais apresentados em  4ETIPI
cada módulo. TETIPnS
0MKEWHI%P
4)
0MKEWHI'Y 4:' 44 1EHIMVE
4)8
0MKEWHI>R :MHVS

0MKEWHI1K &SVVEGLEFYXuPMGE

8MNSPS
0MKEWHI2M 47
*IRzPMGSW
 4% %&7
0MKEWHI4F
&SVVEGLEREXYVEP
0MKEWHI8M

 1*%
1IXEMW 4SPuQIVSW 'IVlQMGEW ,uFVMHSW

+Vj½GS¯)RIV- 
gias incorporadas 0MKEWHI8M
de materiais por
0MKEWHI1K )WTYQEHIQIXEP
unidade de massa 0MKEWHI; 'SQTzWMXS%P7M'
4))/ 2MXVIXSHIEPYQuRMS '*64
0MKEWHI%P
48*) 'EVFSRIXSHIFSVS
0MKEWHI2M 2jMPSRW 2MXVIXSHIWMPuGMS
4' %&7 71' +*64
)RIVKMEMRGSVTSVEHE 1.OK

47 4)8 'EVFSRIXSW
 0MKEWHI'Y )Tz\MW HIXYRKWXsRMS
>MVG|RME
%pSW 0MKEWHI>R 411% 44 'EVFSRIXSHIWMPuGMS )WTYQEHIGIVlQMGE
MRS\MHjZIMW 4SPMqWXIV %PYQMRE
0MKEWHI4F )WXERLS 40%
4ETIPI
%pSWHI :MHVSHI TETIPnS
FEM\EPMKE %pSW WMPMGEXSHIFSVS
GEVFSRS 'SQTIRWEHS
*IVVSW :MHVSHI
 JYRHMHSW GEPHIWSHE
1EHIMVEWHYVEW
+VERMXS
1EHIMVEWQEGMEW
'MQIRXS
8MNSPS &EQFY

+IWWS

 'SRGVIXS 1*%

1IXEMW 4SPuQIVSW 'IVlQMGEW *MFVEWILuFVMHSW

CA ÎODEMATERIAISPARAMANUFATURA PLOˆMEDIDAEM-*KG)NCLUIA
'RÉlCOSE 'RANDEPARTE ENERGIAGASTANAEXTRA ÎO TRANSPORTEE
DAENERGIAVEMDAFABRICA ÎODOS RElNODEMINÏRIOSEINSUMOSPRIMÉ-
MATERIAIS QUEUSAMOSNASMAIORES RIOSEXIGIDOSPARAPRODUZIROMATERIAL
14. As energias incorporadas QUANTIDADES!ENERGIAINCORPORADA EINCLUIAENERGIAGASTAPARACONVER-
normalmente são de
cerca de 100 MJ/kg – ÏAENERGIAQUEDEVESERDEDICADAÌ TEROMINÏRIORElNADOEMMETALOU
aproximadamente a energia CRIA ÎODEKGDEMATERIALUSÉVELˆ OSPRODUTOSQUÓMICOSDERIVADOSDO
contida em 3 litros de KGDEA O OUDEGRÊNULOS DE0%4 PETRØLEOEMPLÉSTICOS!EXPRESSÎO
gasolina.
OUDECIMENTOEMPØ POREXEM- hENERGIAINCORPORADAvÏENGANADORA

74
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

 +Vj½GS¯
0MKEWHI8M Energias embutidas
de materiais por
0MKEWHI1K )WTYQEHIQIXEP
0MKEWHI; 'SQTzWMXS%P7M' unidade de volume
4))/ 2MXVIXSHIEPYQuRMS '*64
0MKEWHI%P
48*) 'EVFSRIXSHIFSVS
0MKEWHI2M 2jMPSRW 2MXVIXSHIWMPuGMS
4' %&7 71' +*64
)RIVKMEMRGSVTSVEHE 1.OK

47 4)8 'EVFSRIXSW
 0MKEWHI'Y )Tz\MW HIXYRKWXsRMS
>MVG|RME
%pSW 0MKEWHI>R 411% 44 'EVFSRIXSHIWMPuGMS )WTYQEHIGIVlQMGE
MRS\MHjZIMW 4SPMqWXIV %PYQMRE
0MKEWHI4F )WXERLS 40%
4ETIPI
%pSWHI :MHVSHI TETIPnS
FEM\EPMKE %pSW WMPMGEXSHIFSVS
GEVFSRS 'SQTIRWEHS
*IVVSW :MHVSHI
 JYRHMHSW GEPHIWSHE
1EHIMVEWHYVEW
+VERMXS
1EHIMVEWQEGMEW
'MQIRXS
8MNSPS &EQFY

+IWWS

 'SRGVIXS 1*%

1IXEMW 4SPuQIVSW 'IVlQMGEW *MFVEWILuFVMHSW

JÉQUESUGEREQUEESSAENERGIAESTÉDE lBRADECARBONO ˆENCONTRAM SENA


CERTAFORMACONTIDADENTRODOMA- PARTESUPERIOR BEMACIMADAMAIORIA
TERIAL EPORTANTOPODERIASERRECUPE- DOSMETAIS.OOUTROEXTREMO PAPEL
RADA5MPOUCOESTɈEÏPORISSO COMPENSADOEMADEIRASÎOCOMPA-
QUEARECICLAGEMÏATRAENTEˆ MAS RÉVEISCOMOSDEMAISMATERIAISDA
TODA DEJEITONENHUM INDÞSTRIADACONSTRU ÎO
%NERGIASEMBUTIDASPORUNIDA- -ASAENERGIAINCORPORADAPOR
DEDEMASSAUNIDADES-*KG SÎO UNIDADEDEMASSAÏABASEDECOM-
COMPARADASNO'RÉlCO%NTREOS PARA ÎOADEQUADA%MVEZDISSO SU-
METAISCOMUNS ASLIGASLEVESBASEADAS PONHAQUEACOMPARA ÎOÏFEITAPOR
EMALUMÓNIO MAGNÏSIOETITÊNIOTÐM UNIDADEDEVOLUME'RÉlCO /
OSVALORESMAISALTOS PRØXIMOSDE QUADROMUDA!GORAOSMETAIS COMO
-*KGPARAOTITÊNIOMETAIS UMAFAMÓLIA ENCONTRAM SEACIMA
PRECIOSOSTÐMVALORESAINDAMAISALTOS  DOSOUTROS0OLÓMEROSSEAGRUPAM
4ODOSOSPOLÓMEROSSEAGRUPAMAO EMTORNODEUMVALORMAISBAIXODO
REDORDE-*KG MENOSDOQUEAS QUEODAMAIORIADOSMETAISˆPOR
LIGASLEVES PORÏMCONSIDERAVELMENTE ESSAMEDIDA ELESNÎOSÎOAQUELESMA-
MAISDOQUEA OSEFERROSFUNDIDOS TERIAISFAMINTOSDEENERGIACOMOÌS
COMENERGIASENTREE-*KG VEZESSÎOREPRESENTADOS/SMATERIAIS
#ERÊMICASTÏCNICASCOMOAALUMINA DECONSTRU ÎONÎOMETÉLICOSˆCON-
DEGRAUELETRÙNICO!L/3 TÐMALTAS CRETO TIJOLO MADEIRAˆESTÎOBEM
ENERGIASASDOVIDRO CIMENTO TIJOLO ABAIXODETODOSELES!GORAO#&20
ECONCRETOSÎOMUITOMAISBAIXAS ÏCOMPARÉVELCOMOALUMÓNIO
4AMBÏMOSCOMPØSITOSAPRESENTAM )SSOLEVANTAUMAQUESTÎOSETEMOS
AMPLADISPERSÎO#OMPØSITOSDEALTO DEESCOLHERMATERIAISPARAMINIMIZARA
DESEMPENHOˆAQUIPENSAMOSEM ENERGIAINCORPORADA QUEBASEDECOM-
#&20POLÓMEROSREFOR ADOSCOM PARA ÎODEVERÓAMOSUSAR5MAESCOLHA

75
-ATERIAISE$ESIGN

Quadro 4.3 – Ao alcance ERRÙNEAINVALIDAACOMPARA- ASMAISSIMPLESDASDISTIN ÜESESTÏTICAS


dos sentidos
Atributos táteis, visuais e acústicos  ÎO COMOACABAMOSDEVER E DEUMMODOAPROXIMADO PODEM
de materiais. !RESPOSTACERTAÏCOMPARAR SERQUANTIlCADAS!INDAQUEASLIMI-
ENERGIAPORUNIDADEDE TA ÜESSEJAMØBVIAS DENTRODELASVALE
Sentido Atributo FUN ÎO UMATENTATIVA VISTOQUEISSOPODERIA
PERMITIRUMATRIAGEMDEPRIMEIRO
Tato 1UENTE NÓVELPARAVERIlCARSEOSMATERIAIS


&RIO
-ACIO
Estética: os cinco CUMPREMREQUISITOSESTÏTICOSESPECIl-
$URO sentidos e mais CADOS%NTÎO VAMOSLÉ
&LEXÓVEL
2ÓGIDO
!TRIBUTOSESTÏTICOSSÎO Tato: os atributos táteis
Visão /TICAMENTECLARO OSQUEESTÎORELACIONADOS ! OÏhDUROvVIDROTAMBÏM
4RANSPARENTE COMOSSENTIDOSVISÎO TATO DIAMANTEÏMAISDURODOQUEQUALQUER
4RANSLÞCIDO
/PACO AUDI ÎO OLFATOEPALADAR UMDOSDOIS-ATERIAISDUROSNÎOSÎO
2EmETIVO 1UADRO &OCALIZARE- ARRANHADOSCOMFACILIDADENAVERDADE
"RILHANTE MOSOSTRÐSPRIMEIROSNESTE PODEMSERUSADOSPARAARRANHAROUTROS
&OSCO
4EXTURIZADO CAPÓTULO EMBORACOMCER- MATERIAIS%MGERALACEITAMALTOPOLI-
TEZAPODERIASERIGUALMENTE MENTO RESISTEMÌDISTOR ÎOESÎODURÉ-
Audição !BAFADO NECESSÉRIOEINSPIRADOR VEIS!IMPRESSÎODEQUEUMMATERIAL
-ORTI O
!GUDO CONSIDERAROSDOISÞLTIMOS ÏDUROESTÉDIRETAMENTERELACIONADAÌ
2ESSONANTE ˆOLFATOEPALADAR1UASE PROPRIEDADEDEhDUREZAvDOMATERIAL
#AMPAINHA TODOSCONCORDARIAMQUEO MEDIDAPORENGENHEIROSDEMATERIAISE
4OMGRAVE
4OMAGUDO TOQUEDOSMETAISÏhFRIOv TABULADAEMMANUAIS%SSEÏUMEXEM-
QUEOTOQUEDACORTI AÏ PLODEATRIBUTOSENSØRIORELACIONADO
Paladar/olfato !MARGO hQUENTEvQUEOSOMDE DIRETAMENTECOMUMATRIBUTOTÏCNICO
$OCE
UMATA ADEVINHOQUAN- h-ACIOvPARECESEROOPOSTODE
DOBATEMOSNELADELEVEÏ hDUROv MAS EMTERMOSDEENGE-
hCOMOODEUMACAMPAI- NHARIA NÎOψNÎOHÉNENHUMA
NHAv QUEOSOMDEUMA PROPRIEDADEDEENGENHARIADENOMI-
CANECADEPELTREÏhABAFA- NADAhMACIEZv5MMATERIALMACIO
DOv ATÏMESMOhMORTI Ov DEmETEQUANDOMANUSEADO CEDE
°DISTÊNCIA UMCOPODE UMPOUCO ÏMOLENGA MAS QUANDO
PLÉSTICOPODESERVISUAL- LIBERADO RETORNAÌSUAFORMAORIGI-
MENTEINDISTINGUÓVELDEUM NAL)SSOÏCOMPORTAMENTOELÉSTICO
COPODEVIDRO MASQUANDO OUVISCOELÉSTICO EAPROPRIEDADE
OPEGAMOS SENTIMOSQUE DEMATERIALQUEMAISOINmUENCIA
ELEÏMAISLEVE MAISQUENTE ÏOMØDULODEELASTICIDADE ENÎOA
MENOSRÓGIDOBATADELEVE DUREZA%LASTÙMEROSBORRACHAS TÐM
NELEEOSOMOBTIDOÏBEM TOQUEMACIOASESPUMASDEPOLÓMEROS
DIFERENTE!IMPRESSÎOQUE TAMBÏMAMBASASCLASSESDEMATERIAL
ELEDEIXAÏTÎODIFERENTEDA TÐMMØDULOSDEELASTICIDADEDEA
DEIXADAPORUMCOPODEVI- MAISBAIXOSDOQUEOSDOSSØLI-
DROQUE EMUMRESTAURANTE DOSORDINARIAMENTEhDUROSvÏISSOQUE
CAROELESERIACOMPLETA- LHESDÉOTOQUEMACIO-ATERIAISDUROS
MENTEINACEITÉVEL%SSASSÎO PODEMSETRANSFORMAREMhMACIOSv

76
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS



'SFVI

0EXnS 7M'
1IXEP
'IVlQMGE %PYQuRMS
%pSGEVFSRS

2EXYVEP
;'
4SPuQIVS
1EKRqWMS 77

&'
2uUYIP
8MXlRMS %PYQMRE
5YIRXIESXSUYI¯UYIRXIEJVMS


:MXVSGIVlQMGE

&1' 7uPMGE

 )Tz\M
44XEPGS
2jMPSR )Tz\MYRM'*
48*) )Tz\MYRM+*
-SR|QIVS
4SPMIXMPIRS %&7
2jMPSR+*

44
'SYVS )WTYQEHIW4'
XT4SPMqWXIV
7EPKYIMVS
)WTYQEHI4:' )WTYQEHIV4' )WTYQEHI%&7
 )WTYQEHIW47

)WTYQEHIJ4) )WTYQEJIRzPMGE

&EPWE
)WTYQEHIJ4)
)WTYQEHISG49 )WTYQEHIJ44
)WTYQEHIV4)


)WTYQEHIV47

          
1EGMI^ESXSUYI¯QEGMSEHYVS

SELHESFOREMDADASFORMASNASQUAIS 5MAMEDIDAADEQUADADEDUREZAE +Vj½GS¯


Atributos táteis de
PODEMSERVERGADOSOUTORCIDOSA OS MACIEZÏDISCUTIDANO!PÐNDICEDESTE materiais
DUROSSOBAFORMADEMOLASMACIAS CAPÓTULO%LAÏUSADACOMOUMDOS Alguns materiais são macios
VIDROESTIRADOEMlBRASETRAMADO EIXOSDO'RÉlCO e quentes ao toque; outros
são duros e frios. Aqui, esses
EMTECIDOS0ARACOMPARARAMACIEZ 5MMATERIALÏhFRIOvAOTATOSE atributos são apresentados em
INTRÓNSECADEMATERIAISEMOPOSI ÎO CONDUZOCALORPARALONGEDODEDO um diagrama que revela uma
ÌMACIEZADQUIRIDAPELAFORMA ELES RAPIDAMENTEÏhQUENTEvSENÎOOl notável correlação entre os
dois (CES Edu, 2009).
DEVEMSEREQUIPARADOSSOBAMESMA ZER)SSOTEMALGOAVERCOMOATRIBU
FORMA EENTÎOOMØDULODEELASTI TOTÏCNICOhCONDUTIVIDADETÏRMICAv
CIDADEÏAPROPRIEDADEFUNDAMENTAL PORÏMÏMAISDOQUEISSOˆDEPENDE

77
-ATERIAISE$ESIGN

TAMBÏMDOCALORESPECÓlCO5MA DEALGUMASCERÊMICASSÎOTRANSPAREN-
MEDIDADAFRIEZAOUCALORPERCEBIDO TES0OLÓMEROSTÐMAMAIORDIVERSI-
DEUMMATERIALNOSENTIDODOCALOR DADEDETRANSPARÐNCIA QUEVARIADA
ENÎODACOR ÏDESENVOLVIDANO TRANSPARÐNCIADEQUALIDADEØTICAA
!PÐNDICE%LAÏMOSTRADANOOUTRO COMPLETAMENTEOPACA!TRANSPARÐN-
EIXODO'RÉlCO!lGURAAPRESEN- CIAÏCOMUMENTEDESCRITAPORUMA
TAASPROPRIEDADESTÉTEISDOSMATERIAIS CLASSIlCA ÎODEQUATRONÓVEISOPACO
DEUMMODOMUITOINTERESSANTE TRANSLÞCIDO TRANSPARENTEECLARO
%SPUMASDEPOLÓMEROSEMADEIRASDE COMOÉGUAOUDEQUALIDADEØTICA³
BAIXADENSIDADESÎOQUENTESEMACIAS FÉCILENTENDERESSASPALAVRASCOMUNS
ABALSAEACORTI ATAMBÏM#ERÊMICAS NODIAADIAPORISSOSÎOUSADASNOS
PEDRASEMETAISSÎOFRIOSEDUROSO PERlSDEMATERIAISMAISADIANTENESTE
VIDROTAMBÏM0OLÓMEROSECOMPØSI- LIVRO!&IGURADÉACLASSIlCA-
TOSENCONTRAM SEENTREOSDOIS  ÎOPORTRANSPARÐNCIADEPOLÓMEROS
COMUNS0ARAMAIORUTILIDADE OS
Visão: os atributos visuais DADOSSÎOREPRESENTADOSEMMØDULOS
-ETAISSÎOOPACOS!MAIORIADAS GRÉlCOSEMRELA ÎOAOCUSTO/S
CERÊMICAS PORQUESÎOPOLICRISTALINAS POLÓMEROSMAISBARATOSQUEOFERECEM
EOSCRISTAISDISPERSAMALUZ ÏOPACA TRANSPARÐNCIAØTICASÎO0%4 03E
OUTRANSLÞCIDA6IDROSEMONOCRISTAIS 0--!%PØXISPODEMSERTRANSPA-

+Vj½GS¯4VIpSI
transmissão de luz
Atributos óticos de polímeros
PTFE
mostrados em ordem
Silicone
decrescente de custo em cada
categoria (CES Edu, 2009).

10
PC

tpPolyurethane Náilon
elPoliuretano
Preço ($/kg)

CA Náilon Policloropreno Epóxi


Policarbonato Borracha nitrílica
Epóxi
tpPoliéster
PVC
tpPoliuretano ASA PE Acetal ABS
PMMA
SAN EVA
PMMA fenólico
tsPoliéster
PET tpPVC
PP EPDM
Borracha
1 Poliestireno Isopreno natural

elPVC

Qualidade ótica Transparente Translúcido Opaco

78
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS


7MPMGE 'EVFSRIXSHIFSVS

&VSR^I
0EXnS

:MHVS
;' 7M'
1IXEP
'IVlQMGE 7MPMGEXSHIFSVS

2EXYVEP
%PYQMRE
4SPuQIVS
:MXVSGIVlQMGE

 %pS

)Tz\MYRM'*
&VMPLSEGWXMGS EFEJEHSEXMRMHS

 >MRGS
XT4SPMqWXIV

4SPMqWXIV+*XVEQEHS

%GIXEP
%P7M'
)WTYQEJIRzPMGE
2jMPSR %&7
 XW4SPMqWXIV
&EPWE
44
XW4SPMqWXIV 1EKRqWMS

)WTYQEHI4:'

)WTYQEHIJ4) 'SVXMpE

 'LYQFS
IP4:' )WTYQEHIV47
)WTYQEHISG49

'SYVS )WTYQEHIW44

4SPMIXMPIRS
7MPMGSRI
IP4:'
4SPMGPSVSTVIRS
&SVVEGLEFYXuPMGE

          
8SQEGWXMGS KVEZIEEKYHS

RENTES MASNÎOCOMQUALIDADEØTICA DECORESCOMOOSFORNECIDOSPELA +Vj½GS¯8SQI


brilho acústico
.ÉILONSSÎO NAMELHORDASHIPØTESES 0ANTONEUMAVEZQUEUMAPARIDADE Atributos acústicos de
TRANSLÞCIDOS&ENØLICOS AMAIORIADOS FOIENCONTRADA PODESERDESCRITAPELO materiais (CES Edu, 2009).
!"3 ETODOSOSPOLÓMEROSRECHEA CØDIGOQUECADACORCARREGA0OR
DOSOUREFOR ADOSCOMCARBONOSÎO lM HÉAREmETIVIDADE UMATRIBUTO
TRANSLÞCIDOSOUOPACOS QUEDEPENDEEMPARTEDOMATERIALE
#ORESPODEMSERQUANTIlCADAS EMPARTEDOSDETALHESDASUPERFÓCIE 15. A Pantone (www.
pantone.com) dá conselhos
PORANÉLISEESPECTRAL MASISSOˆDO #OMOATRANSPARÐNCIA ÏCOMUMENTE detalhados sobre seleção por
PONTODEVISTADODESIGNˆNÎOAJUDA DESCRITAPORUMACLASSIlCA ÎOFOSCO cor, incluindo perfis de cores e
MUITO5MMÏTODOMAISEFETIVOÏO MORTI O CASCADEOVO SEMIBRILHO boas descrições das associações
e percepções de cor.
DAPARIDADEDECORES QUEUTILIZAPERlS BRILHO ESPELHADO4ABELA 


-ATERIAISE$ESIGN

Termoplásticos
PU PVC

Compósitos de metal
Mg/BC
AlAlumina
Poliéster
Mg/SiC Espuma de sPP
Al/SiC Espuma de sPC
Espuma de ABS
Metais Náilon GF PUGF PTFE Ionômero
Náilon PE
Zinco Couro
PóliGF SAN PPTF Espuma de sPS
Magnésio PSGF PPMF PC ABS PP Espuma de rPC Elastômeros
Aço-carbono Celuloses Silicone
Epóxi/GF SMC PEEKAcetal Epóxi
ASA
Aço de baixa liga Epóxi/CF BMC PMMA PS
Nogueira Fenólico SBR Borracha natural
Aço inoxidável Faia Espuma de PVC Borracha butílica
PCSS EVA
Carboneto de tungstênio Freixo Teixo Policloropreno
Cal de soda
Níquel ABSAl Isopreno
Seda
Titânio Alumínio Salgueiro
Cânhamo Algodão
Silicato de boro
Espuma de alumínio Bambu
Fibra de SiC Cobre
Fibra de carbono Cortiça
Latão Espuma de alumina Espuma de ccPU
Carboneto de boro Madeiras
Alumina Balsa
Vitrocerâmica
Fibra de alumina Espuma de fPP
Bronze Espuma de rPS
Cerâmicas técnicas
Espuma de fPE
Carboneto de silício Espuma de rPE

Espuma de ocPU
Espuma fenólica
Vidros
Sílica Espumas de polímeros

Espuma de SiC

Espuma de vidro

Fibra de vidro

Figura 4.7 – Mapas Audição: os atributos acústicos UMTINIDOCOMOODEUMACAMPAINHA


multidimensionais:
atributos estéticos
!FREQUÐNCIADOSOMTOMˆAGU- /BRILHOACÞSTICOˆOINVERSODO
Mapa MDS de materiais por DOOUGRAVE EMITIDOQUANDOPERCU- AMORTECIMENTOVER!PÐNDICE ˆÏ
atributos estéticos (Dados de TIMOSUMOBJETOESTÉRELACIONADACOM USADOCOMOOOUTROEIXODO'RÉlCO
CES Edu, 2009).
DUASPROPRIEDADESDOMATERIALMØDULO !GRUPAMATERIAISQUETÐMOMES-
DEELASTICIDADEEDENSIDADE!MEDIDA MOCOMPORTAMENTOACÞSTICO
DESSETOM DETALHADANO!PÐNDICE Ï "RONZE VIDROEA OTINEMQUANDO
USADACOMOUMDOSEIXOSDA&IGURA PERCUTIDOS EOSOMQUEEMITEMTEM
!FREQUÐNCIANÎOÏOÞNICOAS- ˆEMUMAESCALARELATIVAˆUMTOM
PECTODARESPOSTAACÞSTICAˆUMOUTRO ALTOSÎOUSADOSPARAFABRICARSINOS!
TEMAVERCOMOAMORTECIMENTO/ ALUMINA NESSACLASSIlCA ÎO TEMESSA
SOMEMITIDOPORUMMATERIALMUITO MESMAQUALIDADEDESOARCOMOUM
AMORTECIDOÏSURDOEABAFADOOSOM SINO/SOMDABORRACHA ESPUMASE
DEUMMATERIALPOUCOAMORTECIDOÏ MUITOSPOLÓMEROSÏSURDOE EMRELA ÎO


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

AOSMETAIS VIBRAEMBAIXASFREQUÐNCIAS TÐM%LAÏTÉTILˆÏPERCEBIDACOMO


ESSESMATERIAISSÎOUSADOSPARAABAFARO MAISQUENTEDOQUEMUITOSOUTROS
SOM/CHUMBOTAMBÏMTEMUMSOM MATERIAIS EAPARENTEMENTEMAIS
SURDOEDETOMGRAVEÏUSADOCOMO MACIA³ASSOCIADACOMSONSECHEIROS
REVESTIMENTOPARAISOLAMENTOACÞSTICO CARACTERÓSTICOS4EMTRADI ÎODESPERTA
/QUEACONTECESETODOSESSESATRI- ASSOCIA ÜESDEARTESANATO%ENVELHECE
BUTOSFOREMCOMBINADOS!&IGURA BEM ADQUIRINDOCARÉTERADICIONAL
MOSTRAORESULTADO³UMMAPA-$3 COMOTEMPO#OISASFEITASDEMADEI-
QUECOMBINAOSATRIBUTOSQUEACABA- RASÎOMAISVALORIZADASQUANDOVELHAS
MOSDEDESCREVER#OMOOCORRECOM DOQUEQUANDONOVAS)SSOÏMAISDO
OOUTROMAPA-$3QUEAPRESENTAMOS QUEAPENASESTÏTICASÎOTRA OSQUE
HÉAGLOMERA ÎOPRONUNCIADADEUM DElNEMUMAPERSONALIDADE QUEDEVE
TIPOQUEÏAMPLAMENTECOERENTECOM SERREVELADAPELODESIGNER CERTAMENTE
AEXPERIÐNCIAˆOCOUROlCAPRØXIMO MASQUENÎOÏOMAISIMPORTANTE
DO06# CERÊMICASPERTODEMETAIS %METAIS-ETAISPARECEMFRIOS
MADEIRASPERTODEFENØLICOS/MAPA LIMPOS PRECISOS0RODUZEMUMTINIDO
NÎODEVESERSUPERINTERPRETADO PELAS QUANDOPERCUTIDOS0ODEMREmETIR
RAZÜESJÉAPRESENTADASMASREALMENTE LUZˆPARTICULARMENTEQUANDOPO-
TEMPODERDESUGESTÎO LIDOS3ÎOACEITOSECONlÉVEISMETAL
USINADOPARECEFORTE SUAPRØPRIA
NATUREZASUGEREQUEPASSOUPORUM
Personalidade: PROCESSODEENGENHARIA!RESISTÐNCIA
conexões emocionais DOSMETAISPERMITEESTRUTURASDELGADAS
ˆOESPA ODEESTA ÜESFERROVIÉRIAS
)NTERAGIMOSCOMMATERIAISPOR SEMELHANTESAODEUMACATEDRALOUO
INTERMÏDIODEPRODUTOS!INTERA- VÎODEPONTES0ODEMSERTRABALHADOS
 ÎOENVOLVESEUSATRIBUTOSTÏCNICOS EADQUIRIRFORMASmUIDASCOMORENDAS
EESTÏTICOS MASISSONÎOÏTUDO5M INTRICADASOUFUNDIDOSEMFORMAS
PRODUTOTEMATRIBUTOSEASSOCIA ÜES SØLIDASCOMDETALHEECOMPLEXIDADE
PERCEBIDOSˆESÎOESSES EMPARTE INTEGRAIS%ˆCOMOAMADEIRAˆ
QUELHEDÎOSUAPERSONALIDADE ALGO METAISPODEMENVELHECERBEM ADQUI-
QUEOSDESIGNERSSEESFOR AMMUITO RINDOUMAPÉTINAQUEOSTORNAMAIS
PARACRIAR-ASPODEMOSDIZERQUE ATRAENTESDOQUEQUANDOACABARAMDE
UMmaterial TEMATRIBUTOSPERCEBIDOS SERPOLIDOSˆPENSENOBRONZEDAS
OUASSOCIA ÜESINDISCUTÓVEIS5MA ESCULTURAS NOPELTREDASCANECAS NO
PERSONALIDADE°PRIMEIRAVISTA NÎO CHUMBOENOCOBREDOSTELHADOS
ˆELEOSADQUIRESOMENTEQUANDO %ACERÊMICAOUOVIDRO%SSES
USADOEMUMPRODUTO#OMOUM TÐMUMALONGATRADI ÎOPENSENA
ATOR PODEINCORPORARMUITASPERSONA- CERÊMICAGREGAENOVIDROROMANO
LIDADESDIFERENTES DEPENDENDODOPA- !CEITAMPRATICAMENTEQUALQUERCOR
PELQUEQUEREMOSQUEELEREPRESENTE ISSOESUARESISTÐNCIATOTALAARRA-
!PESARDISSOPENSENAMADEIRA NHÜES ABRASÎO DESCOLORA ÎOECORRO-
³UMMATERIALNATURALCUJASlBRAS SÎOLHESDÎOUMACERTAIMORTALIDADE
DÎOAUMASUPERFÓCIETEXTURA PADRÎO AMEA ADASOMENTEPORSUAFRAGILIDA-
ETOQUEQUEOUTROSMATERIAISNÎO DE3ÎOˆOUFORAMˆOSMATERIAIS


-ATERIAISE$ESIGN

Quadro 4.4 – GRACIOSAMENTE$ÉPARAPERCEBERDE


Percepções Percepção Oposto
Lista dos atributos percebidos
ONDEVEMAREPUTA ÎO-ASELAÏ
nos produtos, organizada em !GRESSIVO q 0ASSIVO JUSTIlCADA.ENHUMAOUTRACLASSEDE
"ARATO q #ARO
pares opostos.
#LÉSSICO q $AMODA
MATERIALPODEADOTARTANTASCARACTE-
#LÓNICO q !MIGÉVEL RÓSTICASQUANTOOSPOLÓMEROSCOLORI-
%SPERTO q 4OLO DOS PARECEMCERÊMICAESTAMPADOS
#OMUM q %XCLUSIVO
$ECORADO q 3EMENFEITES
PODEMPARECERMADEIRAOUTÐXTEIS
$ELICADO q 'ROSSEIRO METALIZADOS PARECEMEXATAMENTEUM
16. Há vários desse estudos.
$ESCARTÉVEL q $URADOURO METAL0ODEMSERTÎOTRANSPARENTES
3EMGRA A q 3ENSUAL
A leitura deles é fascinante.
%LEGANTE q $ESAJEITADO
QUANTOOVIDROOUTÎOOPACOSQUANTO
Manzini (1989) ilustra como a OCHUMBO TÎOmEXÓVEISQUANTOA
%XTRAVAGANTE q $ISCRETO
combinação de material e forma
é usada para obter atributos de
&EMININO q -ASCULINO BORRACHAOUTÎORÓGIDOSˆQUANDO
&ORMAL q )NFORMAL
produtos e respostas humanas
&EITOÌMÎO q 0RODUZIDOINDUSTRIALMENTE
REFOR ADOSˆQUANTOOALUMÓNIO
específicos. Harni (1996) explora 0ORÏM APESARDESSECOMPORTAMEN-
(ONESTO q %NGANADOR
as experiências e associações
sensórias de objetos usando como
%NGRA ADO q 3ÏRIO TOCAMALEÙNICO ELESTÐMUMACERTA
)RRITANTE q !DORÉVEL
protótipos 12 estilos diferentes:
-ADURO q *OVEM
PERSONALIDADESÎOQUENTESˆMUITO
folclórico, luxuoso, kitsch, pornô, MAISQUENTESDOQUEMETALOUVIDRO
.OSTÉLGICO q &UTURISTA
brinquedo, desenho animado,
esportivo, pseudoecológico, militar, SÎOADAPTÉVEISˆISSOÏPARTEDO
profissional, espacial e “branco”, SEUCARÉTERESPECIALESEPRESTAM
cada um aplicado a cinco produtos: DEGRANDESCORPORA ÜESDEOFÓCIO PARTICULARMENTE AUMDESIGNDE
uma torradeira, um ferro de passar,
um secador de cabelos, um mixer e VIDROVENEZIANO PORCELANADE CORESBRILHANTES DESPREOCUPADOEATÏ
um barbeador elétrico. O trabalho -EISSEN CERÊMICA7EDGWOOD CUJO ENGRA ADO
demonstra dramaticamente o VALORÌSVEZESÏTÎOALTOQUANTOO 0ORTANTO HÉUMCARÉTEROCULTO
modo como materiais, tratamentos
de superfícies e formas podem DAPRATA%HOJEACERÊMICATEM EMUMMATERIAL ANTESMESMODEELE
ser usados para criar atributos UMAASSOCIA ÎOADICIONALˆADA ADOTARUMAFORMARECONHECÓVELˆ
de percepção. Em um nível mais TECNOLOGIAAVAN ADAFOGÜES VÉLVU- UMTIPODEPERSONALIDADEEMBUTIDA
formal há a área da semiótica
de produtos – o estudo de sinais LASDEALTAPRESSÎOALTATEMPERATURA TÓMIDAQUESEJA NEMSEMPREVISÓVEL
e do papel que desempenham REVESTIMENTODEÙNIBUSESPACIAIS FÉCILDEOCULTAROUDISFAR AR MASQUE
no comportamento sociocultural. MATERIAISPARACONDI ÜESEXTREMAS QUANDOADEQUADAMENTEMANIPULADA
Um produto transmite sinais que
são interpretados de maneiras % ENlM OSPOLÓMEROSh5MA PODECONTRIBUIRPARAOBOMDESIGN
diferentes, dependendo do IMITA ÎOBARATADOPLÉSTICOvERA /SATRIBUTOSQUEDISCUTIMOSAQUI
observador e do contexto. Monö UMAFRASECOMUMˆEÏDIFÓCIL SÎOQUALITATIVOS ÌSVEZESSUBJETIVOS
e Søndergaard (1997) usam
os termos “ícone”, “índice” e SOBREVIVERAUMAREPUTA ÎOCOMO ˆMUITODISTANTESDAPRECISÎOAlADA
“símbolo” como um vocabulário ESSA%LASURGIUDASPRIMEIRASUTILI- DOSATRIBUTOSTÏCNICOSCOMOSQUAIS
básico para descrever a semiótica ZA ÜESDOPLÉSTICOSIMULARACORE COME AMOSESTECAPÓTULO0ORÏM
de produtos. Um ícone é um
protótipo, uma abstração idealizada OBRILHODACERÊMICAJAPONESAFEITA DADAASUAIMPORTÊNCIANODESIGN
dos atributos do produto (um ÌMÎO MUITOVALORIZADANA%UROPA DEPRODUTOS VALEAPENAEXPLORÉ-
desenho de uma moldura que #OMOMERCADORIA POLÓMEROSsão LOSAINDAMAIS%AQUITEMOSDE
representa um quadro); um índice
está ligado ao que ele significa BARATOS3ÎOFÉCEISDECOLORIRE FAZERUMALIGEIRADIGRESSÎO VOLTANDO
por uma causa (rastros na neve MOLDARÏPORISSOQUESÎODENO- DEMATERIAISPARAPRODUTOS PARA
indicam que alguém passou por MINADOShPLÉSTICOSv OQUEFACILITA EXPLORARAQUESTÎOMAISFÉCILCOMO
ali); e um símbolo representa um
reconhecimento de acordo entre AIMITA ÎO$IFERENTEMENTEDAS PODEMOSCARACTERIZAROSATRIBUTOS
pessoas (uma coroa simboliza CERÊMICAS SUASUPERFÓCIEBRILHANTE PERCEBIDOSDEPRODUTOS0RECISAMOS
realeza). Podem ser usados para ÏFÉCILDEARRANHAR ESUASCORES DEUMALINGUAGEMˆUMMEIOPARA
agregar significado a produtos.
DESBOTAMˆELESNÎOENVELHECEM EXPRESSARESSASCOISASEMPALAVRAS


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Vocabulário de percepção ENGRA ADO=HUMORÓSTICODURÉVEL DE 17. Os exemplos são da )$


%XISTEMPESQUISASQUEEXPLORAM -AGAZINE, “International
USOPROLONGADO=DURADOURO  Design Year Book” (1998,
OSATRIBUTOSESTÏTICOSEPERCEBIDOSDE !TÏQUEPONTOTALVOCABULÉRIO 1999), “ID Magazine
PRODUTOS%LASSUGEREMQUESEPODE ÏÞTIL/SCRÓTICOSOUSAMPARASE Annual Design Review”
CHEGARAUMACORDO ATÏCERTOPONTO (1998, 1999), dos livros
COMUNICARCOMSEUSLEITORESE DADA de Byars (1995, 1997a,
NADESCRI ÎODEPERCEP ÜES#LAROQUE APOPULARIDADEDASPUBLICA ÜES lCA 1997b, 1998) e dos
TENTAREXPRESSARATRIBUTOSPERCEBIDOS CLAROQUEALINGUAGEMQUEFALAM catálogos da exposição do
EMPALAVRASÏARRISCADOˆNEMTODOS MoMa denominada Mutant
TEMSIGNIlCADOPARAELES-ASÏUMA Materials (Antonelli, 1995),
OSPERCEBEMDOMESMOMODO3ÎO LINGUAGEMQUEOSNÎOESPECIALIZA- bem como da montada pela
SUBJETIVOSDEPENDEMDOPRODUTOEM DOSPODEMUSAR%XPERIMENTOSNOS ConneXion, denominada
SIE OQUEÏIMPORTANTE DOCONTEXTO Materials and Ideas for the
QUAISGRUPOSDETESTETÐMDEATRIBUIR Future (Arredo, 2000).
EDACULTURAEMQUESÎOUSADOS°S PALAVRASDALISTAAPRODUTOSQUELHES
VEZESSÎOAMBÓGUOSESEUSIGNIlCADO SÎOENTREGUESEQUEPODEMMANUSE-
MUDACOMOTEMPOUMPRODUTO AR MOSTRAMQUE NOMÓNIMODENTRO
QUEPARECEAGRESSIVOOULUXUOSOHOJE DEUMDADOGRUPOSOCIOCULTURAL A
PODEPARECERENGRA ADOERETRÙOU CONCORDÊNCIAÏ EMTERMOSESTATÓSTI-
APENASSEMGRA AAMANHÎPENSENO COS SIGNIlCATIVAˆAPROXIMADAMENTE
ESTILODOSCARROS -ASESTAMOSLIMITA- DOGRUPOATRIBUEMUMAOUMAIS
DOSPELALINGUAGEMˆOMODOMAIS PALAVRASIGUAISAOMESMOPRODUTO
IMPORTANTEPELOQUALNOSCOMUNICA- /MOTIVODETAISESTUDOSÏENTEN-
MOS0ORTANTO VALEUMATENTATIVA DERAPERCEP ÎOECOMUNICÉ LAˆA
5MMODODEREUNIRUMVOCABU- CAPACIDADEDELIGARPALAVRASDALISTA
LÉRIOPARAPERCEP ÜESÏFAZEROQUE DEPERCEP ÜESDADANA&IGURA Quadro 4.5 – Estilos de
FARIAQUALQUERLINGUISTAQUEESTIVESSE design
OUALGUMAEXPANSÎODESSA Cronologia de alguns movimentos
ESTUDANDOUMANOVALINGUAGEM PALAVRA APRODUTOS DEMODOQUE de design, às vezes associados a
ˆOUVIRASPALAVRASQUEOSFALANTES OSQUETÐMATRIBUTOSPERCEBIDOS inovações de materiais.
NATIVOSUSAMEOBSERVAROSOBJE- SEMELHANTESPOSSAMSERCOMPARA-
TOSDOSQUAISESTÎOFALANDO*ORNAIS DOS³UMAIDEIAÞTILEVOLTAREMOS 1900 e antes
REVISTAS CATÉLOGOSDEEXPOSI ÜESE AELANO#APÓTULO
Art nouveau 
LIVROSSOBREDESIGNPUBLICAMRESE- %ˆCASOESSAIDEIADEPER- !RTESEOFÓCIOS 
NHASDEPRODUTOS%SSASRESENHAS CEP ÜESAINDAPARE AINTELECTUAL- &UNCIONAL 
INCLUEMFOTOSDOPRODUTO UMPERlL MENTEDÞBIAˆPENSENOSESTILOS
DODESIGNERE NORMALMENTE OQUE DEDESIGNHISTØRICOS1UADRO 1900 a 1950
DIZUMCRÓTICOˆOhFALANTENATIVOv  $IZERQUEUMPRODUTOTEM
ˆSOBREASPERCEP ÜESQUETEMDO ELEMENTOSDEhart nouveauvOU -ODERNISTA 
&UTURISTA 
PRODUTO5MLEVANTAMENTODETUDO “streamformvOUhpopvTRANSMITE Art déco 
ISSORESULTANALISTADO1UADROˆ EMUMAÞNICAPALAVRAOUFRASE Streamform 
PALAVRASUTILIZADASREGULARMENTEPARA UMAGLOMERADODEIDEIAS ALGU- #ONTEMPORÊNEO 
DESCREVERPRODUTOSESEUSATRIBUTOS MASCONCRETAS ALGUMASABSTRATAS
CADAUMADELASAPRESENTADACOMUMA #ADAESTILOESTÉASSOCIADOACERTOS 1950 e após
OPOSTAPARAAlAROSIGNIlCADO!LISTA MATERIAISˆart nouveauÌMADEIRA
Pop 
FOISIMPLIlCADAESEUCOMPRIMENTO ESCULPIDA BRONZEFUNDIDOEFERRO 2ETRÙ 
FOIREDUZIDOPELASUBSTITUI ÎODE FORJADOstreamformAA OEALU- #LÉSSICO 
PALAVRASQUASEEQUIVALENTESPORUMA MÓNIOpopAPLÉSTICOS#ADAUM 0ØS MODERNISTA 
-ÐNlS 
ÞNICAPALAVRAPOREXEMPLO CÙMICO TRANSMITEASSOCIA ÜESDEFORMA

83
-ATERIAISE$ESIGN

DECORA ÎOECOR0ORÏM ACIMADE CANALDECOMUNICA ÎOˆUMCANAL


TUDOESTÉAASSOCIA ÎOAUMAERA QUEÏÞTILPARAODESIGN EFREQUEN
ˆart nouveauÌ%UROPA#ENTRALNO TEMENTEUSADOEMAL USADO EM
lNALDOSÏCULO8)8streamform AOS PUBLICIDADE#OMOACONTECECOM
%STADOS5NIDOSNADÏCADADE TODASASLINGUAGENS ASPALAVRASESEUS
EpopAOS%STADOS5NIDOSNADÏCADA SIGNIlCADOSEVOLUEMCOMOTEMPO
DEˆEAOCARÉTERCULTURAL !QUI ADIFEREN AÏQUEATAXADE
ECONÙMICOEINTELECTUALDAQUELAERA EVOLU ÎOÏMAISRÉPIDADOQUEADA
+Vj½GS¯ ÌSUApersonalidade LINGUAGEMCOMOUMTODO EPORISSO
Resistência a
abrasão e peso !SSIM UMVOCABULÉRIOPARA REQUERREESCREVEROLÏXICO#OMO
Materiais com alta dureza DESCREVEROSATRIBUTOSPERCEBIDOSDE TODASASPALAVRAS ESTASNÎOTÐMSIG
resistem à abrasão; os que têm PRODUTOSÏPOSSÓVEL3EASPALAVRASSÎO NIlCADOUNIVERSALˆMASÏCOMELAS
alta densidade são pesados.
Há uma forte correlação entre COLOCADASEMCONTEXTOCOMIMAGENS QUETEMOSDECONVIVER!ALTERNATIVA
os dois (CES Edu, 2009). QUEASILUSTRAM PROPORCIONAMUM ÏNENHUMACOMUNICA ÎO

'EVFSRIXSHIFSVS 'EVFSRIXSHIWMPuGMS
%PYQMRE
'EVFSRIXSHIXYRKWXsRMS
7MPMGE
8MXlRMS 2uUYIP
1IXEP
'IVlQMGE :MXVSGIVlQMGE
2EXYVEP )Tz\MYRM'* &VSR^I
4SPuQIVS 2jMPSR+*
2jMPSR %P%PYQMRE 0EXnS
7%2
2SKYIMVE 44 >MRGS
%&7 %PYQuRMS
8IM\S
%&7%P 48*)
6IWMWXsRGMEEEFVEWnS EPXEEFEM\E

)WTYQEHI4)
)WTYQEHIW47 XW4SPMqWXIV
7EPKYIMVS
'SYVS
)WTYQEHIV4'

)WTYQEHI4:' &EPWE

)WTYQEHIV47
)WTYQEJIRzPMGE

)WTYQEHIJ44

)WTYQEHIV4) )WTYQEHIGG49

)WTYQEHIJ4)
)WTYQEHISG49

4IWS PIZIETIWEHS

84
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

0ORTANTO PRODUTOSTÐMATRIBUTOS BÏM ALGUNS MAISmEXÓVEISCOMOA


DEPERCEP ÎOEPODEMSERASSOCIADOS SUACONTADEPOUPAN A ALGUNSMENOS
ACERTOESTILO EASPESSOASPODEM RESISTENTESÌABRASÎOCOMOASCRIAN
AMAROOBJETOEMSI AEXPERIÐNCIA  AS %SSESTERMOSˆRIJOS RESILIENTES
QUEELEPROPORCIONAEOUAHISTØRIA mEXÓVEIS RESISTENTESÌABRASÎOˆSÎO
QUEELECONTA-ASPODEMOSDIZERO PALAVRASDAVIDADIÉRIAUTILIZADASPARA
MESMODOSMATERIAIS DESCREVEROSASPECTOSDEUMMATERIAL
3ÎOPERCEP ÜESDECOMPORTAMENTO
Percepção de atributos técnicos TÏCNICO COMCERTEZA ENESSESENTIDO
+Vj½GS¯
6OCÐNÎOPRECISASERFORMADO DIFERENTESDASCITADASNALISTADA&IGURA Resiliência e rigidez
EMENGENHARIAPARASABERQUEALGUNS % COMOMUITASVEZESSÎOBA Materiais resilientes podem
MATERIAISSÎOMAISRIJOSDOQUEOUTROS SEADASEMATRIBUTOSTÏCNICOS PODEM ser flexionados sem quebrar.
Materiais rígidos não podem
ALGUNSALIMENTOSTAMBÏM ALGUNSSÎO ATÏCERTOPONTO SERQUANTIlCADAS ser dobrados com facilidade
MAISRESILIENTESALGUMASPESSOASTAM OUMEDIDAS OQUEPERMITEQUEOS (CES Edu, 2009).

&SVVEGLEREXYVEP
4SPMGPSVSTVIRS

-WSTVIRI
IP49 1IXEP
'IVlQMGE
&SVVEGLEFYXuPMGE 2EXYVEP
):% 4SPuQIVS

)WTYQEHIJ4)

)WTYQEHIGG49 4SPMIXMPIRS
'SYVS
)WTYQEHISG49
-SR|QIVS
6IWMPMsRGME FEM\EEEPXE

48*) 2jMPSR
)WTYQEHIJ44 44 4SPMqWXIV84
)WTYQEHIJ44
'SVXMpE )WTYQEHIW44
%&7 )Tz\MYRM+*
1K 8M 2uUYIP
)WTYQEHIV4)

%pSW

)WTYQEJIRzPMGE &EPWE
%P7M'
%PYQuRMS
)Tz\MYRM'*
%PYQMRE
&EQFY
)WTYQEHI4:'
&'

7M'
;'
:MXVSGIVlQMGE

6MKMHI^ JPI\uZIPEVuKMHS 

85
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 4.8 – (a)


Expressão por
intermédio de
materiais
A escolha do material em
cada um desses produtos
expressa, em parte, a
funcionalidade e, em parte, a
estética desejada: (a) PTFE,
(b) acrílico, (c) alumínio
(imagem da bicicleta por
cortesia de MAS Design).
(b) (c)

MATERIAISSEJAMCLASSIlCADOSPORESSES MAPEADOSNO'RÉlCO/BSERVE
TERMOSFAMILIARES QUEOA OEOUTROSMETAISSÎORÓGIDOS
0ARAUMADETERMINADAFORMA MASNÎOMUITORESILIENTES"ORRACHAE
AMASSADEUMOBJETODEPENDEDA VÉRIOSPOLÓMEROSSÎORESILIENTES MAS
DENSIDADE ρ DOMATERIALDEQUE NEMUMPOUCORÓGIDOS
ELEÏFEITO!RESISTÐNCIAÌABRASÎOÏ
MAISCOMPLEXAˆSUALIGA ÎOMAIS
PRØXIMAÏCOMADUREZA (%SSAS
Conclusões:
DUASPROPRIEDADESESTÎOMAPEADASNO expressão por
'RÉlCO(ÉUMANOTÉVELCORRE- intermédio do material
LA ÎOENTREELASCOMOREGRAGERAL OS
MATERIAISQUESÎODIFÓCEISDEARRANHAR (ÉUMAESCOLADEdesign thinking
TAMBÏMSÎORÓGIDOS CUJODOGMACENTRALÏQUEOSMATERIAIS
!RESILIÐNCIAEARIGIDEZSÎOUM DEVEMSERUSADOShHONESTAMENTEv
POUCOMAISCOMPLICADAS2ESILIÐNCIA 3IGNIlCAQUEAFRAUDEEADISSIMULA-
ÏACAPACIDADEDEABSORVERDEmEXÎO  ÎOSÎOINACEITÉVEISˆCADAMATERIAL
SEMDANOSˆUMPNEUDEAUTOMØVEL DEVESERUSADODEMANEIRAQUESUA
ÏRESILIENTEPODESUBIRUMMEIO lO FOR A SUAAPARÐNCIANATURALEASQUALI-
ESOBREVIVER2IGIDEZÏRESISTÐNCIAÌ DADESINTRÓNSECASAELESEJAMEXPOSTAS
DEmEXÎO MEDIDAˆPARAUMAFORMA !IDEIATEMSUASRAÓZESNATRADI ÎODO
DADAˆPELOMØDULODEELASTICIDADE ARTESANATOˆAUTILIZA ÎODEARGILASE
DOMATERIAL%SSESCOMPORTAMENTOS GLASURASPOROLEIROS OUSODEMADEIRA
TAMBÏMPODEMSEREXPRESSOSEMTER- PORCARPINTEIROS ASHABILIDADESDOS
MOSDEATRIBUTOSTÏCNICOS%LESESTÎO OURIVESDEPRATANACRIA ÎODELINDOS

86
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

OBJETOS CADAUMEXPLORANDOASQUA- OSATRIBUTOSDEMATERIAISˆTÏCNI-


LIDADESÞNICASDOSMATERIAISCOMOS COS ESTÏTICOS PERCEBIDOSˆPODEM
QUAISTRABALHAMˆUMAINTEGRIDADE SERUSADOSPARAEXPRESSÎO(ÉALGUNS
EMRELA ÎOAOOFÓCIOEAOMATERIAL EXEMPLOSØBVIOS/URO PRATA PLATI-
%SSAÏUMAVISÎOASERRESPEITADA NA DIAMANTEESAlRATÐMASSOCIA ÜES
-ASNÎOÏAÞNICA!INTEGRIDADE DERIQUEZA SUCESSO SOlSTICA ÎOE
DODESIGNÏUMAQUALIDADEQUEOS VALORDURADOUROUSADOSEMUM
CONSUMIDORESVALORIZAM MASELES PRODUTO PASSAMPARAELEASMESMAS
TAMBÏMVALORIZAMOUTRASHUMOR ASSOCIA ÜES-ADEIRAENTALHADAOU
SIMPATIA SURPRESA PROVOCA ÎO ATÏ POLIDASUGEREARTESANATOCERÊMI-
MESMOCHOQUE.ÎOÏPRECISO CASSUGEREMELEMENTOSDELUXOOU
PROCURARMUITOPARAENCONTRARUM REQUISITOSDEDESEMPENHOEXTREMO
PRODUTOQUETEMUMDESSESATRIBU- %MGERAL METAISSÎORECONHECIDOS
TOS EMUITASVEZESESSEATRIBUTOÏ COMOMETAISUMPRODUTOFEITO
CONSEGUIDOPORMEIODAUTILIZA ÎO DEMETALADQUIREOSATRIBUTOSDE
DEMATERIAISDEMODOSQUEENGANAM INDÞSTRIAERESISTÐNCIACOMOPARTE
OUINSPIRAM0OLÓMEROS COMOJÉ DESUAPERSONALIDADEQUASEIMEDIA-
DISSEMOS SÎOFREQUENTEMENTEUSADOS TAMENTE-ASOSPOLÓMEROSPODEM
DESSAEMANEIRAˆSUAADAPTABILIDADE ˆAOMENOSNAAPARÐNCIAˆADOTAR
CONVIDAAISSO% ÏCLARO ÏPARCIAL- OCARÉTERDEPRATICAMENTEQUALQUER
MENTEUMAQUESTÎODEDElNI ÎO MATERIALEMPARTICULAR PODEMOS
ˆSEVOCÐDISSERQUEUMATRIBUTO FAZERCOMQUElQUEMPARECIDOS
QUECARACTERIZAOSPOLÓMEROSÏASUA COMMETAL OUCOMMADEIRA OUATÏ
HABILIDADEDEIMITAROUTROSMATERIAIS MESMOCOMVIDRO!LGUNSEXEM-
ENTÎOUSÉ LOSDESSEMODOÏHONESTO PLOSDEPRODUTOSSÎOMOSTRADOSNA
(ONESTIDADEEAUTENTICIDADESÎO &IGURA'ORTEXOU04&% EM
UMAPARTEIMPORTANTEDODESIGN MAS TÐNISDECORRIDAACRÓLICOEMLAN-
AINVEN ÎOEAEXPRESSÎOTAMBÏMSÎO TERNASTRASEIRASDEVEÓCULOSNÉILON
(ÉMOMENTOSNOPROCESSODEDESIGN EALUMÓNIONABICICLETADOBRÉVEL!
EMQUEPRECISAMOSUSARMATERIAISPARA BELEZAQUEOSDESIGNERSPRECISAM
CRIARESTRUTURAESUPERFÓCIESSIMPLES ENCONTRARNOSPLÉSTICOSÏACAPACI-
EPURAS-ASTAMBÏMHÉMOMENTOS DADEDEFAZERALGOCOMELESQUEÏ
EMQUEPRECISAMOSUSARMATERIAIS IMPOSSÓVELDEQUALQUEROUTROMODO
PARACRIARCOMPORTAMENTOSICÙNICOS % COMOOCORRECOMTODOSOSMA-
ELOGOSCORPORATIVOS!MBOSSÎOUMA TERIAIS PRECISAMOSSERCUIDADOSOSE
PARTENECESSÉRIADOBOMDESIGN ESÎO PENSARNOMODOCOMOPODEMSER
ESSESELEMENTOSDEMATERIALIDADEQUE ESERÎORECICLADOS/DESIGNEAEX-
TORNAMUMPRODUTOBEM SUCEDIDO PRESSÎONÎOPRETENDEMSERFRÓVOLOS
NOMERCADOEUMCLÉSSICOAOSOLHOSE HÉUMSIGNIlCADOEMCADAETAPADO
MENTESDAHISTØRIADODESIGN PROCESSO EÏPRECISOPENSARSEMPRE
0ORTANTO TERMINAMOSESSECAPÓ- EMIDEIASQUESÎOSUSTENTÉVEISENÎO
TULOCOMAPERGUNTAATÏQUEPONTO APENASINTERESSANTESOUNOVAS

87
-ATERIAISE$ESIGN

Leitura adicional
Antonelli, P. Mutant Materials in Contemporary Design -USEUMOF-ODERN
!RT .OVA9ORK 0UBLICA ÎODO-O-A;=PARAACOMPANHARSUA
EXTENSIVARESENHADEMATERIAISEMPRODUTOS
Arredo, F. Materials and Ideas for the Future -ATERIAL#ONNEXION  #OLUM-
BUS#IRCLE .OVA9ORK #ATÉLOGODEUMAEXPOSI ÎONO3ALON)NTERNATA-
ZIONALEDEL-OBILE -ILÎO 
Ashby, M. F. Materials Selection in Mechanical DesignaED /XFORD"UTTER-
WORTH (EINEMANN 4EXTOQUECOMPLEMENTAESTELIVRO APRESENTANDO
MÏTODOSPARASELECIONARMATERIAISEPROCESSOSDEMODOACUMPRIRREQUISITOS
DEPROJETOTÏCNICOEUMAGRANDEQUANTIDADEDEDIAGRAMASDEPROPRIEDADESDE
MATERIAIS
Ashby, M. FMaterials and the Environment/XFORD"UTTERWORTH (EINEMANN
,IVRO TEXTOQUEOFERECEOSRECURSOSˆFUNDAMENTOS MÏTODOS DADOSˆ
QUEPERMITEMAINTRODU ÎODEQUESTÜESAMBIENTAISEMCURSOSDEMATERIAIS
Byars, M. Innovations in Design and Materials: 50 Chairs 50 Lights
A E50 TablesB 50 Products 2OTO6ISION3! 3WITZERLAND
"YARSREÞNEFOTOSDEPRODUTOSCONTEMPORÊNEOSELISTASDEDESIGNERSEMATE-
RIAISPRINCIPAIS
Cardwell, S.; Cather, R. e Groák, S. h.EW-ATERIALSFOR#ONSTRUCTIONv
The Arup Journal V PPn  /VE!RUP0ARTNERSHIP &ITZROY
3TREET ,ONDRESWPBQ/SAUTORESINVENTARAMUMACLASSIlCA ÎOINTRIGANTE
PARAMATERIAIS BASEADAEMNÓVEISDEFAMILIARIDADE
CES 4. The Cambridge Engineering Selector VERSÎO 'RANTA$ESIGN #AMBRIDGE
 WWWGRANTACOUK3OFTWAREPARASELE ÎODEMATERIAISEPROCESSOSQUE
CONTÏMPLANILHASDEDADOSPARAMAISDEDOISMILMATERIAISEPROCESSOS
Charles, J. A.; Crane, F. A. A. e Furness, J. A. G. Selection and Use
of Engineering MaterialsaED/XFORD"UTTERWORTH(EINEMANN 
!BORDAGEMBASEADANA#IÐNCIADE-ATERIAISPARAASELE ÎODEMATERIAISˆ
NADASOBREESTÏTICA
Dieter, G. E. Engineering Design, a Materials and Processing ApproachaED
.OVA9ORK-C'RAW (ILL 4EXTOBEM EQUILIBRADOERESPEITADOQUE
FOCALIZAOLUGARDEMATERIAISEPROCESSAMENTOSNOPROJETOTÏCNICO.ADASIGNI-
lCATIVOSOBREDESIGNINDUSTRIAL
Dul, J. e Weerdneester, B. Ergonomics for Beginners,ONDRES4AYLORE&RANCIS
"REVE PORÏMABRANGENTEINTRODU ÎOÌENGENHARIADEFATORHUMANO
Farag, M. M. Selection of Materials and Manufacturing Processes for Engineering
Design%NGLEWOOD#LIFFS0RENTICE (ALL !BORDAGEMBASEADANA#IÐN-
CIADOS-ATERIAISPARAASELE ÎODEMATERIAISˆNADASOBREESTÏTICA

88
#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Flurschein, C. H. Industrial Design in Engineering,ONDRES4HE$ESIGN


#OUNCILAND3PRINGER 6ERLAG #OLETÊNEADEENSAIOSPORVÉRIOSAUTORES
QUETRATADEASPECTOSDAENGENHARIADEFATORHUMANOEDAESTÏTICA
Guidice, F.; La Rosa, G. e Risitano, A. Product Design for the Environment
,ONDRES#2#4AYLORAND&RANCIS 2ESENHABEM EQUILIBRADASOBREO
PENSAMENTOATUALDOECODESIGN
Harper, C. A. ED Handbook of Materials for Product DesignED.OVA
9ORK-C'RAW (ILL #ONJUNTODEARTIGOSPORDIFERENTESAUTORES QUE
DETALHAMPROPRIEDADESDEA OS LIGASDEALUMÓNIOETITÊNIO POLÓMEROSCOMUNS
COMPØSITOS CERÊMICASEVIDROS(ETEROGÐNEOEMESTILOECONTEÞDO MASFONTE
DEREFERÐNCIAÞTILEMUMÞNICOVOLUME
Hawkes, B. e Abinett, R. The Engineering Design Process(ARLOW,ONGMAN
3CIENTIlCAND4ECHNICAL )NTRODU ÎOELEMENTARAOSASPECTOSTÏCNICOS
DODESIGNDEPRODUTO
ID Magazine 0ARK!VENUE3OUTH ŽANDAR .OVA9ORK  !
International Design Magazine APRESENTARESENHASEGRÉlCOSDEPRODUTOSCON-
TEMPORÊNEOSEEXPERIMENTAIS
International Design Yearbook!BBEVILLE0RESS,AURENCE+ING ,ONDRES
2ESENHAANUALDEDESIGNSDEPRODUTOSINOVADORES
Koodi Book. The Koodi Code, 12 Styles, 5 Products 4HE5NIVERSITYOF!RT
AND$ESIGN(ELSINQUE &INLÊNDIA 0EQUENOEEXTRAORDINÉRIOLIVROQUE
ILUSTRAUMEXERCÓCIODEDESIGNNOQUALCINCOPRODUTOS UMATORRADEIRA UM
FERRODEPASSAR UMSECADORDECABELOS UMMIXEREUMBARBEADORELÏTRICO ˆ
FORAMREDESENHADOSEMTRÐSDEESTILOSˆFOLCLØRICO LUXUOSO KITSCH PORNÙ
BRINQUEDO DESENHOANIMADO ESPORTIVO PSEUDOECOLØGICO MILITAR PROlSSIONAL
ESPACIALEhBRANCOvˆCOMOPARTEDO)NDUSTRIAL$ESIGN0ROGRAMEM(ELSINQUE
Kruskal, J. B. e Wish, M. h-ULTIDIMENSIONAL3CALINGv Sage Publication N.
11 3AGE0UBLICATIONS)NC 3OUTH"EVERLY$RIVE "EVERLY(ILLS CA
4RATADOBREVEECLAROSOBREOSMÏTODOSEAAPLICA ÎODAESCALAMULTI-
DIMENSIONALˆUMMÏTODOPARAVISUALIZARAESTRUTURAOCULTADEUMBANCODE
DADOS EMPARTICULAROSQUETÐMDADOSIMPRECISOS
Lewis, G. Selection of Engineering Materials%NGLEWOOD#LIFFS0RENTICE (ALL
4EXTOSOBRESELE ÎODEMATERIAISPARAPROJETOTÏCNICOBASEADO EM
GRANDEPARTE EMESTUDOSDECASOS
Manzini, E. The Material of Invention. 4HE$ESIGN#OUNCIL ,ONDRES 
$ESCRI ÜESINTRIGANTESDOPAPELDOMATERIALEMDESIGNEEMINVEN ÜES!
TRADU ÎODOITALIANOPARAOINGLÐSPROPORCIONACOMENTÉRIOSEVOCABULÉRIO
INTERESSANTESˆEMUITASVEZESINSPIRADORESˆQUERARAMENTESÎOUSADOSEM
TEXTOSTRADICIONAISSOBREMATERIAIS


-ATERIAISE$ESIGN

Meadows, D. H.; Meadows, D. L.; Randers, J. e Behrens, W. W. The


Limits to Growth — 1st Report of the Club of Rome 5NIVERSE"OOKS .OVA
9ORK 0UBLICA ÎOTRANSGRESSORA QUEALERTAOMUNDOPARAAPOSSIBILIDADE
DOESGOTAMENTODERECURSOS MINADAPELAQUALIDADEQUESTIONÉVELDOSDADOS
USADOSPARAAANÉLISE0ORÏM APESARDISSO CATALISADORAPARAESTUDOSSUBSEQUEN-
TESEVISÜESQUEAGORAGOZAMDEACEITA ÎOMAISAMPLA
Norman, D. A. The Design of Everyday Things.OVA9ORK$OUBLEDAY 
,IVROQUEDÉUMAINTRODU ÎOAODESIGNDEPRODUTOCOMÐNFASEPARTICULARNA
ERGONOMIAENAFACILIDADEDEUTILIZA ÎO
Pantone. WWWPANTONECOM !0ANTONEOFERECECONSELHOSDETALHADOS
PARASELE ÎODECORES INCLUINDOPERlSDECORESEBOASDESCRI ÜESDASASSOCIA-
 ÜESEPERCEP ÜESDECOR
Vezzoli, C. e Manzini, E. Design for Environmental Sustainability, 3PRINGER
6ERLAG ,ONDON,TD ,IVROEMCOAUTORIACOMOESCRITORDEThe
Materials of Invention QUEDESCREVEFERRAMENTASEESTRATÏGIASPARAINTEGRAR
REQUISITOSAMBIENTAISAODESENVOLVIMENTODEPRODUTOS


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Apêndice: modelagem de atributos


e características estéticas
Maciez (ao tato)
$UREZAÏARESISTÐNCIAAOENTALHEEAARRANHÜES%STÉDIRETAMENTERELACIONADA
ÌPROPRIEDADEDEDUREZADOMATERIAL (-ACIEZTEMAVERCOMRIGIDEZˆOU
MELHOR COMAFALTADERIGIDEZ!RIGIDEZDEUMMATERIALEMUMAFORMADETER-
MINADAÏPROPORCIONALASEUMØDULODEELASTICIDADE % UMAOUTRAPROPRIEDADE
DOMATERIAL³CONVENIENTETERUMAÞNICAMEDIDAQUEPERMITAACLASSIlCA ÎO
DOSMATERIAISAOLONGODEUMÞNICOEIXO5MAQUEFUNCIONAÏAMEDIDA

3%(

3E3ÏPEQUENA OTOQUEDOMATERIALÏMACIOÌMEDIDAQUE3AUMENTA O


TOQUEÏMAISDURO

Calor (ao tato)


/TOQUEDEUMMATERIALÏhFRIOvAOTATOSECONDUZIROCALORPARALONGEDO
DEDORAPIDAMENTEÏhQUENTEvSENÎOOlZER/CALORmUIDODEDOPARADENTRO
DASUPERFÓCIEDEUMMODOTALQUE APØSOTEMPO T UMAPROFUNDIDADE X DO
MATERIALFOISIGNIlCATIVAMENTEAQUECIDA ENQUANTOSUAPARTEMAISREMOTANÎO
!SSOLU ÜESDETODOSOSPROBLEMASDEmUXODECALORTRANSIENTEDESSACLASSE
TÐMUMTERMO

X= √at

ONDEaÏADIFUSIVIDADETÏRMICADOMATERIAL

a= λ
ρCp

!QUI λÏACONDUTIVIDADETÏRMICA #pÏOCALORESPECÓlCOEρÏADENSIDADE


!QUANTIDADEDECALORQUESAIUDECADAUNIDADEÉREADODEDONOTEMPO T Ï

Q8ρCp = √ρλCpq√t

3EQÏPEQUENO OTOQUEDOMATERIALÏQUENTESEGRANDE OTOQUEÏFRIO


!SSIM √ρλCpÏUMAMEDIDADAhFRIEZAvDOMATERIAL-ACIEZECALORSÎOUSA-
DOSCOMOEIXOSDO'RÉlCO


-ATERIAISE$ESIGN

Tom (do som)


!FREQUÐNCIADOSOMTOM QUANDOUMOBJETOÏPERCUTIDOESTÉRELACIONADA
COMOMØDULODEELASTICIDADE E ECOMADENSIDADE ρ DOMATERIALDEQUEÏ
FEITO5SAMOSAQUANTIDADE

0√Eρ

COMOUMAMEDIDARELATIVADAFREQUÐNCIADEVIBRA ÎONATURALE PORTANTO DO


TOM3E0ÏPEQUENO OTOMDOMATERIALÏBAIXOÌMEDIDAQUE0 AUMENTA O
TOMDOMATERIALTORNA SEMAISALTO

Brilho (do som)


!ATENUA ÎODOSOMAMORTECIMENTOOUABAFAMENTO EMUMMATERIALDE-
PENDEDESEUCOElCIENTEDEPERDA η5SAMOSAQUANTIDADE

,= l
η

COMOMEDIDAPARACLASSIlCARMATERIAISPELOBRILHOACÞSTICO3E,ÏPEQUENO
OSOMDOMATERIALÏABAFADOÌMEDIDAQUE,AUMENTA OSOMlCACADAVEZ
MAISCOMOUMTINIDO4OMEBRILHOSÎOUSADOSCOMOEIXOSDO'RÉlCO

Resistência à abrasão
!RESISTÐNCIAÌABRASÎODEPENDEDEMUITASPROPRIEDADES MASUMAˆADUREZA
(ˆÏDEPARTICULARIMPORTÊNCIA5MMATERIALÏARRANHADOPOROUTROQUEÏ
MAISDUROE PORSUAVEZ PODERISCAROSQUESÎOMENOSDUROS0ORTANTO USA-
MOSADUREZA ( COMOUMAMEDIDARELATIVADARESISTÐNCIAÌABRASÎO

Rigidez
2IGIDEZ PARAUMADETERMINADAFORMA ESTÉDIRETAMENTERELACIONADACOMA
PROPRIEDADEhMØDULODEELASTICIDADEv % DOMATERIAL


#APÓTULOs$EQUEÏFEITOODESIGNMATERIAISMULTIDIMENSIONAIS

Resiliência
2ESILIÐNCIAÏACAPACIDADEDEACEITARGRANDEDEmEXÎOSEMDANO!DEmEXÎOÏ
LIMITADAPORESCOAMENTODEFORMA ÎOPERMANENTE OUPORFRATURA ISTOÏ POR
AQUELAQUEFORMAISLIMITADORADASDUASQUANTIDADES

σYE+IC
E E

ONDEσYÏATENSÎODEESCOAMENTOE+ICÏATENACIDADEÌFRATURA5SAMOSA
QUANTIDADE

√ σY+IC
R=
E

COMOMEDIDADARESILIÐNCIA2ESILIÐNCIAERIGIDEZSÎOUSADASCOMOEIXOSDO
'RÉlCO


é fe ito
d e q ue
Capítu
lo 5
co i sa s ã o ,
as a ç
Outr . . . c o n f o r m
i g n s
o des s u pe r fíc ie
e
junção

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs/UTRASCOISASDEQUEÏFEITOODESIGNCONFORMA ÎO JUN ÎOESUPERFÓCIES

3EVOCÐQUISERFAZERALGUMACOISACOMUMMATERIALVAIPRECISARDEUMPROCESSODEPRO-
DU ÎO0ROCESSOSCRIAMFORMAS PERMITEMAJUN ÎODEPARTESECONFEREMTEXTURAS ACA-
BAMENTOSOUREVESTIMENTOSQUEPROTEGEMEDECORAM/SPROCESSOSTÐMDESERADEQUA-
DOSAOSMATERIAISˆPROCESSOSQUEPODEMCONFORMAROUUNIRPOLÓMEROSSÎODIFERENTES
DOSQUEPODEMFAZEROMESMOCOMCERÊMICAS VIDROSOUMETAISE MESMODENTRODA
FAMÓLIADOSPOLÓMEROS ELEDEVESERADEQUADOAOTIPODEPOLÓMERO.ESTECAPÓTULO FARE-
MOSUMAREVISÎODEATRIBUTOSTÏCNICOSDEPROCESSOSEESTUDAREMOSASCARACTERÓSTICASQUE
POSSUEMEQUECONTRIBUEMPARAODESIGNINDUSTRIALDEUMPRODUTO

A dimensão GEMÏACLASSIlCA ÎODEACORDOCOM
da engenharia: ASlNALIDADESPARAASQUAISOPROCESSO
SERÉUSADO APESARDASAMBIGUIDADES
atributos técnicos
INEVITÉVEIS5MPROCESSOADAPTADO
#LASSIlCARPROCESSOSNÎOÏTÎO ÌSUAUTILIZA ÎONOPROJETOTÏCNICO
FÉCILQUANTOCLASSIlCARMATERIAIS.O ÏMOSTRADONA&IGURA.ONÓVEL
CASODOSMATERIAIS FOIPOSSÓVELGERAR MAISALTO OSPROCESSOSSÎOSEGREGA-
UMACLASSIlCA ÎOSEMAMBIGUIDADE DOSNASTRÐSFAMÓLIASQUESUGERIMOS
TENDOCOMOBASEOCONHECIMENTO EQUERESUMIREMOSCOMOSTERMOS
CIENTÓlCODALIGA ÎOENTREÉTOMOSOU conformação, junção E superfície. #ADA
MOLÏCULAS-ASPROCESSOSSÎOINVEN- UMADESSASFAMÓLIASÏDESENVOLVIDA
TADOSPELOSERHUMANO ENÎODITADOS COMOMOSTRADONA&IGURAE
PELANATUREZAˆACIÐNCIANÎOAJUDA PARCIALMENTEEXPANDIDAPARAINDICAR
MUITONESSECASO!MELHORABORDA- CLASSESEMEMBROS

95
-ATERIAISE$ESIGN

Família Classe Membro 4IV½P


#ONFORMA ÎO #ONFORMA ÎODEVOLUMES &UNDI ÎODEPRECISÎO &ORMADESEJADA
*UN ÎO -ÏTODOSDEMETALURGIADOPØ -OLDE#OMPLETO &AIXADETAMANHO
3UPERFÓCIE -OLDAGEM #ASCA &ORMACOMPLEXIDADE
&UNDI ÎO 3OBPRESSÎO 3E ÎOMÓNIMA
5SINAGEM !REIA 4OLERÊNCIA
-ÏTODOSDELAMINA ÎODECOMPØSITOS Squeeze 2UGOSIDADE
#ONFORMA ÎODECHAPAS -OLDECERÊMICO #USTODEFERRAMENTAL
0ROTOTIPAGEM -OLDEPERMANENTE 4AXADEPROCESSO
,OTEECONÙMICO
-ATERIAISETC

Família Classe Membro 4IV½P


#ONFORMA ÎO !DESIVOS 3OLDAGEM 4IPODEJUN ÎO
*UN ÎO 3OLDA "RASAGEM %SPESSURADASE ÎO
3UPERFÓCIE %LEMENTOSDElXA ÎO 3OLDA-)' &AIXADETAMANHO
3OLDA4)' 4OLERÊNCIA
3OLDAPORRESISTÐNCIA ,OTEECONÙMICO
3OLDAPORCHAPAQUENTE #USTODEFERRAMENTAL
3OLDAAGÉSQUENTE 4EMPODEPREPARA ÎO
3OLDAULTRASSÙNICA 4EMPODEPROCESSO
3OLDAPORFRIC ÎO -ATERIAISETC
3OLDAPORDIFUSÎO

Família Classe Membro 4IV½P


#ONFORMA ÎO 0OLIMENTO 3ERIGRAlA &INALIDADEDOTRATAMENTO
*UN ÎO )MPRESSÎO 4AMPOGRAlA -ATERIALDOREVESTIMENTO
3UPERFÓCIE 2EVESTIMENTO )MPRESSÎODETRANSFERÐNCIAPORÉGUA %SPESSURADOREVESTIMENTO
%NDURECIMENTO Hot stamping $UREZADOREVESTIMENTO
%LETRODEPOSI ÎO 0ODERDECOBERTURA
'RAVA ÎOPORCORROSÎO ,OTEECONÙMICO
#USTODEFERRAMENTAL
4EMPODEPREPARA ÎO
4EMPODEPROCESSO
-ATERIAISETC

Figura 5.1 –
'PEWWM½GEpnSHI
processos
Baseada em agrupamentos
conhecidos pelos engenheiros.
A última coluna mostra uma
lista de possíveis atributos
para um processo específico.
Na parte superior, classificação
de processos de conformação;
na central, classificação de
processos de junção; na
parte inferior, classificação de
processos de superfície.

96
#APÓTULOs/UTRASCOISASDEQUEÏFEITOODESIGNCONFORMA ÎO JUN ÎOESUPERFÓCIES

.OCASODACONFORMA ÎO A DE3TELLITELIGABASEADAEMCOBALTO


PRIMEIRAPERGUNTAÏh#OMOPOSSO TUNGSTÐNIOECROMO SUPORTAM
CONFORMARESSEMATERIALv!SCLASSES /SMETAISCOMPETEMDIRETAMENTE
DECONFORMA ÎOSÎOORGANIZADAS COMPOLÓMEROSPARADESEMPENHARES-
ATÏONDEPOSSÓVEL PELASFAMÓLIASDE SESPAPÏIS!FUNDI ÎOSOBPRESSÎO&I-
MATERIAISASQUAISPODEMSERAPLICA- GURA DELIGASDEALUMÓNIOEMAG-
DASEPELASSEMELHAN ASSUBJACENTES NÏSIOPERMITEAPRODU ÎOECONÙMICA
ENTREOSPRØPRIOSPROCESSOS#ADA DEFORMASCOMPLEXASCOMCURVATURA
UMATEMDIVERSOSMEMBROS&IGURA DUPLA0ARALOTESMAIORES AFUNDI ÎO
 LINHASUPERIOR /SDADOSTÏCNI- PORINJE ÎOSOBPRESSÎOÏMAISRÉPIDA
COSPARACADAMEMBRODElNEMSEUS ˆEPORTANTOMAISBARATAˆDOQUEA
ATRIBUTOSˆOSDETALHESDASFORMAS FUNDI ÎOPORGRAVIDADE#OMOOCORRE
QUEELEPODEFAZEREASRESTRI ÜES COMAMOLDAGEMPORINJE ÎO ASMA-
QUEIMPÜEAOTAMANHO PRECISÎO TRIZESSÎOCARAS/ALUMÓNIOÏPOUCO
ECUSTO COMOINDICADONAÞLTIMA SOLÞVELEMFERRO OQUELIMITAAVIDA
COLUNADAlGURA ÞTILDOSMOLDESDEA OAAPROXIMADA-
!ESCOLHADOPROCESSOÏDETER- MENTEMILPE AS/MAGNÏSIONÎO
MINADAPELOSMATERIAISQUESERÎO ÏSOLÞVELEMFERRO OQUERESULTAEM
CONFORMADOS PELAFORMAEMSIEPE- VIDAÞTILQUASEILIMITADA
LOSASPECTOSECONÙMICOSDOPROCESSO /ALTOCUSTODAMÎODEOBRAE
1UANDOOMATERIALÏUMTERMOPLÉS- OBAIXOCUSTODOSMATERIAISCRIARAM
TICOEAFORMAÏCOMPLEXA COMSU- UMASOCIEDADEQUEDESCARTADIVERSOS
PERFÓCIESDECURVASDUPLAS OSASPECTOS PRODUTOSFREQUENTEMENTEAPØSUMA
ECONÙMICOSFAVORECEMAMOLDAGEM ÞNICAETRIVIALUTILIZA ÎO³ØBVIOQUE
PORINJE ÎO&IGURA -OLDESDE OCUSTODOPROCESSODEFABRICA ÎO
A OSÎOMUITOCAROSPORTANTO PARA NESSESCASOSTEMDESERMUITOBAIXO
LOTESMUITOPEQUENOSCERCADEDEZ 0OTESDEIOGURTE POTESDEMANTEIGA
USA SEMOLDEDEEPØXIPARA UM GARRAFASDEREFRIGERANTESEPRODUTOS
MOLDEDEEPØXIREVESTIDOCOMMETAL SEMELHANTESSÎOFEITOSPORMOLDAGEM
ÏSUlCIENTEPARAMIL ÏNECESSÉ- SOBPRESSÎOOUPORSOPRO/SMOLDES
RIOUMMOLDEDEA O FERRAMENTAE SÎOBARATOS OPROCESSOÏRÉPIDOENÎO
ACIMADESSENÞMERO SOMENTEMOLDES RAROETIQUETASDECORATIVASPODEMSER

Figura 5.2 –
Moldagem por
injeção e por
fundição sob pressão
Plástico moldado por injeção
(à esquerda) e metal moldado
por fundição sob pressão (à
direita).

97
-ATERIAISE$ESIGN

1. Alguns textos dão um amplo MOLDADASAOMESMOTEMPO!PREN- $ADOSTÏCNICOSPARAOSMEMBROS


levantamento de processos;
outros se especializam em
SAGEMDECHAPASDEMETAISTAMBÏM DA&IGURAPODEMSERENCONTRADOS
uma das classes elencadas na PODESERRÉPIDAEBARATA EACHAPA EMTEXTOSSOBREPROCESSAMENTO EM
Figura 5.1. Lesko (1999) PODESERDECORADAEMPROCESSOCONTÓ- SOFTWARESEEMPLANILHASDEDADOS
e Swift e Booker (1998)
dão boas introduções, mas a
NUOPENSENASLATASDEREFRIGERANTE  DEFORNECEDORES0ERlSPARAOS
bíblia a respeito é de Bralla 0ROCESSOSDEJUN ÎOSÎOCLASSIlCA- MAISIMPORTANTESSÎOMOSTRADOSNA
(1998), livro abrangente, DOSDEMODOSEMELHANTELINHACEN- SEGUNDAPARTEDESTELIVRO
mas que você poderia ler
só por prazer. Dentre os
TRALDA&IGURA !PRIMEIRADISTIN-
textos mais especializados,  ÎO DADASASCLASSES ÏOMODOCOMO
Houldcroft (1990) dá um AJUN ÎOÏREALIZADAˆPORADESIVOS Outras dimensões
bom levantamento de processos
de soldagem;Wise (1999)
SOLDAOUELEMENTOSDElXA ÎO$EPOIS
apresenta informações mais DASCLASSESVÐMOSMEMBROS!ÞLTIMA 0ROCESSOSINmUENCIAMAERGONO-
especializadas para a junção de COLUNASUGEREANATUREZADOSDADOS MIA AESTÏTICAEAPERCEP ÎODOSPRO-
polímeros; e Grainger e Blunt
(1998) detalham processos
TÏCNICOSQUEOSCARACTERIZAM DUTOSEDOSMATERIAISDEQUESÎOFEITOS
para revestimentos de superfícies !LINHAINFERIORDA&IGURA !CONFORMA ÎODÉAFORMA!SFORMAS
em aplicações técnicas. Não MOSTRAUMACLASSIlCA ÎOPORPROCES- QUEUMPROCESSOÏCAPAZDEPRODU-
conseguimos encontrar nenhum
texto que tratasse de processos
SOSDESUPERFÓCIE1UASETODASASPE AS ZIRSÎOCLARAMENTEIMPORTANTESNESSE
de superfície com uma função FABRICADASRECEBEMUMTRATAMENTO CASOAEXTRUSÎO POREXEMPLO PERMITE
predominantemente estética DESUPERFÓCIEDEALGUMTIPO!SRAZÜES SOMENTEFORMASPRISMÉTICAS AOPASSO
— embora uma parte mais ao
final deste livro dê um grande
SÎODIVERSASTORNARASUPERFÓCIEMAIS QUEAFUNDI ÎODEMETAISSOBPRESSÎOE
passo para corrigir essa falha. DURAOUMAISRESISTENTEAARRANHÜES AMOLDAGEMPORINJE ÎODEPOLÓMEROS
PROTEGÐ LACONTRACORROSÎOOUDESGAS- PERMITEMFORMASDEGRANDECOMPLEXI-
2. A ASM (Sociedade
internacional de informações
TEOUREAL ARASQUALIDADESVISUAISE DADE/SPROCESSOSDEJUN ÎOˆPASSOS
sobre materiais) oferece os TÉTEISDOPRODUTOACABADO(ÉMUITOS ESSENCIAISDAMONTAGEMDEUMPRODU-
20 volumes de seu -ETALS MODOSDIFERENTESDEFAZERCADAUMA TOˆTAMBÏMPODEMCRIARCONTRASTES
(ANDBOOK e as edições de
mesa (Desk Editions) para
DELAS MOSTRADOSNOSEGUNDONÓVEL EOUTRASCARACTERÓSTICASEXPRESSIVASAL-
o -ETALS(ANDBOOK e DA&IGURAPOLIMENTO IMPRESSÎO GUNSPROCESSOSPROPORCIONAMJUN ÜES
o %NGINEERED-ATERIALS REVESTIMENTO ENDURECIMENTOEASSIM QUASEINVISÓVEIS OUTROSPERMITEMQUE
(ANDBOOK em CD e
pela internet, o que permite
PORDIANTE ECADAUMTEMMUITOS SEJAMPROEMINENTES0ROCESSOSDESU-
pesquisa rápida de textos sobre MEMBROS!ÞLTIMACOLUNANOVAMENTE PERFÓCIE PARTICULARMENTE INmUENCIAM
todos os tipos de processos. SUGEREANATUREZADOSDADOSTÏCNICOS AESTÏTICAEASPERCEP ÜESPORMEIO
O #AMBRIDGE-ATERIALS
3ELECTOR, CES 4 (2002)
PARADETERMINADOMEMBRO DECOR REmETIVIDADE TEXTURAETOQUE
contém planilhas de dados ETAMBÏMSÎOIMPORTANTESPORRAZÜES
para aproximadamente 120 ERGONÙMICAS PORCRIAREMCOMUNICA-
processos de todos os tipos,
combinadas com um mecanismo
 ÎOTÉTILEVISUALCOMOUSUÉRIO.ØSOS
de busca avançado. EXPLORAMOSEXAMINANDOAEXPRESSÎO
PORMEIODOPROCESSAMENTO
3. Um exemplo pode ser
encontrado em Poeton (1999),
4HE0OETON'UIDETO Expressão por meio
3URFACE%NGINEERING, www. da conformação
poeton.co.uk/w1/surface.htm
#RIARFORMASÏUMDOSMODOS
MAISANTIGOSDAEXPRESSÎOHUMANA
Figura 5.3 –
Expressão por meio lGURASENTALHADASEMPEDRAEMOL-
de conformação DADASEMCERÊMICA ORNAMENTOSDE
O abajur em forma de METALBATIDOEJOIASFUNDIDASVIERAM
pássaro expressa seu humor
por meio da forma.

98
#APÓTULOs/UTRASCOISASDEQUEÏFEITOODESIGNCONFORMA ÎO JUN ÎOESUPERFÓCIES

ANTESDEQUALQUERHABILIDADEDOCU- DOCARRO!SSOLDASPROEMINENTESNO
MENTADADEESCREVEROUDESENHAR! QUADRODEUMAmountain bikeEXPRES- Figura 5.4 –
Expressão por meio
ESCULTURA OSUTENSÓLIOSDECERÊMICAEA SAMAROBUSTEZDODESIGN*UN ÜES de junção
ARQUITETURADEHOJESÎODESCENDENTES DELIBERADAMENTEREAL ADASSÎOUSADAS O cabo da escova de dentes,
EVOLUCIONÉRIOSDESSESANTECESSORES COMOMOTIVOSDECORATIVOS MUITASVE- obtido pela moldagem
combinada de dois elementos
PRÏ HISTØRICOSEAINDAUSAMMUITOSDE ZESPARAENFATIZARAFUN ÎODOPRODUTO contrastantes, enfatiza
SEUSPROCESSOSMOLDAGEMAPRINCÓPIO 5NIRDOISPOLÓMEROSCONTRASTANTESPARA suas funções estruturais e
COMARGILA ATUALMENTECOMPOLÓME- CONFORMARAESCOVADEDENTESDECORA ergonômicas.
ROS ENTALHEATUALMENTEUMSUBCON- EREAL AASDIFERENTESFUN ÜESDEAMBOS
JUNTODAUSINAGEM EFUNDI ÎOPOR UMESTRUTURAL OOUTROPARAFACILITARO
CERAPERDIDAATUALMENTEFUNDI ÎODE MANUSEIODAPE A 
PRECISÎO .ESSECASO ACONFORMA ÎO
ÏUMCANALPARAAAUTOEXPRESSÎO Expressão por meio
!&IGURAMOSTRAOMODOPELO de superfícies
QUALFORMAEMATERIAISTEMSIDOUSA- 0ODERÓAMOSDESCREVERQUADROS
DOSPARACRIARESTÏTICASEPERCEP ÜES EGRAVURASDOSMAIORESMUSEUSDO
DIFERENTES/ABAJURUSA!"3EACRÓLICO MUNDOCOMOTRATAMENTODESUPERFÓCIE
CONFORMADOSPORMODELA ÎOTÏRMICA ELEVADOAOPATAMARDEEXCELÐNCIAEM
EMOLDAGEMPORINJE ÎOEMAMBOS TERMOSDEARTE!MBASASTÏCNICASFO-
OSESTADOS DOBRADOOUNÎODOBRADO Ï RAMADAPTADASPARAATAREFAMAISSINGELA
PERCEBIDOCOMOENGRA ADO SIMPÉTI- DODESIGNDEPRODUTO%SSASEVÉRIAS
CO ATRATIVAMENTEIRREVERENTEE AINDA OUTRAS ALGUMASMUITOENGENHOSAS
ASSIM FUNCIONALPORCOMPLETO/ROLO PERMITEMVÉRIASFORMASDEEXPRESSÎO
DElTAADESIVAEXPRESSAUMSENSODE /lNALDOSÏCULO88EOINÓCIO
HUMORESURPRESATANTOEMSUAFORMA DOSÏCULO88)ESTÎOHABITUADOSCOM
BIOMØRlCAQUANTONACORBIZARRA APERFEI ÎOIMPECÉVEL(ÉMUITO
TEMPOOSFABRICANTESDEEQUIPAMEN-
Expressão por meio de junção TOSDETERRAPLENAGEMSABEMQUE
!JUN ÎOALCAN AUMPATAMAR SEQUISEREMVENDERSEUSPRODUTOS
ARTÓSTICONAENCADERNA ÎODELIVROS NO TÐMDEENTREGÉ LOSCOMOMESMO 4. Perfeição e imperfeição.
A perfeição da superfície
ENCAIXEDOTIPORABODEANDORINHADE ACABAMENTODEALTAQUALIDADEEXIGIDO é violada pelo mínimo
PE ASDEMADEIRAENACOSTURADECORA- PARAUMAUTOMØVEL%ISSOAPESARDO defeito — ela não tem
TIVADEVESTIMENTAS4AMBÏMNODESIGN FATODEQUEAPRIMEIRACOISAQUEO nenhuma esperança de
envelhecer graciosamente.
DEPRODUTO AJUN ÎOPODESERUSADA COMPRADORFAZÏENlARAESCAVADEIRA Melhor é transformar a
COMOMODODEEXPRESSÎO&IGURA  EMUMBURACOCHEIODELAMAATÏA imperfeição visual em
!TAMPADOTANQUEDECOMBUSTÓVELDO METADEECOME ARACAVAR)SSOPORQUE parte da personalidade do
produto — algo que lhe dê
!UDI44 USINADAEMA OINOXIDÉVELE APERFEI ÎODOACABAMENTOEXPRESSAA individualidade. É isso, em
PRESAPOROITOPARAFUSOS!LLEN ÏUMA PERFEI ÎODOEQUIPAMENTOCOMOUM parte, que torna os materiais
EXPRESSÎODETECNOLOGIADEPRECISÎO TODOMAUACABAMENTOIMPLICA AINDA naturais — madeira, couro e
pedra — atraentes.
QUEIMPLICAOMESMOSOBREORESTO QUEERRONEAMENTE MÉQUALIDADETOTAL

99
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 5.5 –
Expressão por meio
de superfície
Óculos revestidos de azul
metálico criam um detalhe
único de superfície.

0ORTANTO PROCESSOSDESUPERFÓCIE &REQUENTEMENTEOSDESIGNERS


PODEMSERVIRPARAATRAIR COMOOCOR- CRIAMELEMENTOSEXPRESSIVOSPOR
RECOMAESCAVADEIRA0ODEMSUGERIR MEIODOTRATAMENTODESUPERFÓCIE!
ÌSVEZESCOMAINTEN ÎODEENGANAR SERIGRAlA POREXEMPLO ÏUSADAPARA
PLÉSTICOMETALIZADO POREXEMPLO0O- DIFERENCIARPRANCHASDESURFE ESTILODA
DEMSURPREENDER ADICIONANDONOVI- PRANCHAEESTILOPESSOALDOUSUÉRIO
DADESˆUMACHALEIRAREVESTIDACOM *ATEARUMASUPERFÓCIEDEVIDROLHE
MATERIALTERMOCRÙMICOQUEMUDA CONFEREUMSENTIDOFRIODEELEGÊNCIA
DECORÌMEDIDAQUEAÉGUAAQUECE /SØCULOSDESOLCOMREVESTIMENTO
0ODEMENTRETERPELÓCULASHOLOGRÉ- DEØXIDOMETÉLICOEXPRESSAMUMESTI-
lCASSUGEREMQUEHÉALGOÌESPREITA LODEALTATECNOLOGIAPORMEIODECOR
DENTRODOARTIGOAOQUALÏAPLICADA BRILHANTEEREmETIDA&IGURA 
0ODEMADICIONARFUN ÎOREVESTIMEN-
TOSANTIDESLIZANTESADICIONAMUMA Expressão por meio
FUN ÎOERGONÙMICAETECNOLOGIAS de manufatura
PARAIMPRIMIRCIRCUITOSELETRÙNICOS (ÉTRAILERSDEVIAGEM CARAVANS E
EMPRODUTOSLHESDÎOFUN ÜESDE HÉAINDAO!IRSTREAM&IGURA !
SENSORIAMENTOEDEPROCESSAMENTO MAIORIADOSTRAILERSDEVIAGEMÏCONS-
DEINFORMA ÜES TRUÓDATENDO SEEMMENTEUMACABANA

Figura 5.6 –
Expressão por meio
da manufatura
Detalhes de manufatura e
qualidade podem expressar
muita coisa sobre uma
empresa e seus produtos
(imagem por cortesia da
Airstream Inc. Jackson
Center, OH).


#APÓTULOs/UTRASCOISASDEQUEÏFEITOODESIGNCONFORMA ÎO JUN ÎOESUPERFÓCIES

/S!IRSTREAMSSÎOCONSTRUÓDOSCOMO ELEÏFEITOEPELOSPROCESSOSUSADOS
AERONAVES.ÎOÏAPENASAESCOLHADO NASFASESDECONFORMA ÎO JUN ÎOE
MATERIALˆOPRODUTOÏ CLARO FEITODE ACABAMENTO%XPRESSAM SEIDEIASE
ALUMÓNIOEESTÉPORAÓHÉMAISDE CRIAM SEPERCEP ÜESEASSOCIA ÜES
ANOSˆ MASTAMBÏMOSMÏTODOSDE PELOSMODOSCOMOESSESMATERIAIS
MANUFATURAQUECRIAMOESTILO/COR- SÎOUSADOS/SREQUISITOSTÏCNICOSDO
POÏUMACONCHAMONOCOQUEUNIDA PRODUTOIMPÜEMCERTASRESTRI ÜESÌ
NÎOPORSOLDACOMONACONSTRU ÎODE FORMA MASDENTRODESSASRESTRI ÜES
AUTOMØVEIS MASPORREBITESDELIBERA- AINDAHÉESPA OPARAEXPRESSARQUALI-
DAMENTEVISÓVEIS/ACABAMENTOEXPÜE DADE HUMOR DELICADEZA SOlSTICA ÎO
ASUPERFÓCIECRUADOMETALPINTÉ LA !JUN ÎOTAMBÏMPODESERUSADA
SERIAANORMANOCASODEAUTOMØVEIS PARASUGERIRPROCESSOSARTESANAISOU
ENFATIZANDOSEUSPREDECESSORESAERO- ROBUSTEZ OUPARADIFERENCIARPARTES
NÉUTICOS%ISUMPRODUTOQUEDERIVA DOPRODUTOQUETÐMlNALIDADES
ASUAQUALIDADEREmETIDANOPRE O DIFERENTES3OBRETUDO TRATAMENTOSDE
DOUSODEMATERIAISEDAESCOLHADOS SUPERFÓCIEMODIlCAMCOREREmE-
PROCESSOSDECONFORMA ÎO JUN ÎOE TIVIDADE TEXTURAETOQUE EPODEM
ACABAMENTOUSADOSPARAFABRICÉ LO ACRESCENTARPADRÎO SÓMBOLOSOUTEXTO
PARAINSTRUIR DIVERTIROUSIMULAR
!ÞLTIMAPARTEDESTELIVROCON-
Conclusões TÏMPERlSDEPROCESSOS ESCO-
LHIDOSPORSUAIMPORTÊNCIAPARAO
!ESTÏTICADEUMPRODUTOÏ DESIGNDEPRODUTO QUEEXPRESSAMA
CRIADAPELOSMATERIAISDOSQUAIS RELEVÊNCIADESSASCARACTERÓSTICAS


-ATERIAISE$ESIGN

Leitura adicional
ASM. ASM Metals Handbook$ESK%DITION EEngineered Materials$ESK
%DITION EM#$EOFERECIDOSON LINE!MERICAN3OCIETYFOR-ETALS -ATERIALS
0ARK /( 53! !MBOSOSVOLUMESCONTÐMINFORMA ÜESTÏCNICAS
EXTENSIVASSOBREPROCESSOSDECONFORMA ÎO JUN ÎOETRATAMENTODESUPERFÓCIES
/SOFTWAREÏDECONSULTAEPERMITERÉPIDARECUPERA ÎODEINFORMA ÜES
Bralla, J. G. Handbook of Product Design for ManufactureaED.OVA9ORK
-C'RAW (ILL !hBÓBLIAvˆUMACOMPILA ÎOMACI ADEINFORMA ÜES
SOBREPROCESSOSDEMANUFATURA DEAUTORIADEESPECIALISTASDEDIFERENTESÉREASE
COMPILADAPOR"RALLAˆÏUMMANUAL ENÎOUMTEXTODIDÉTICO
Canning, W. The Canning Handbook on Electroplating"IRMINGHAM7#AN-
NING,IMITED 'T(AMPTON3T ³EXATAMENTEOQUEPARECETUDOQUE
VOCÐPRECISASABERSOBREGALVANOPLASTIA
CES 4. The Cambridge Engineering Selector VERSÎO 'RANTA$ESIGN #AMBRID-
GE WWWGRANTADESIGNCOM 3OFTWARECOMATRIBUTOSTÏCNICOSPARA
PROCESSOS
DeGarmo, E. P.; Black, J. T. e Kohser, R. A. Materials and Processes in
Manufacturing.OVA9ORK-ACMILLAN0UBLISHING#OMPANY 4EXTO
ABRANGENTEQUEFOCALIZAPROCESSOSDEMANUFATURA COMUMABREVEINTRODU ÎO
AOSMATERIAIS!PERSPECTIVAÏADOPROCESSAMENTODEMETAISOPROCESSAMENTO
DEPOLÓMEROS CERÊMICASEVIDROSÏBEMMAISBREVE
Grainger, S. e Blunt, J. Engineering Coatings, Design and ApplicationaED
!BINGTON#AMBRIDGE!BINGTON0UBLISHING 7OODHEAD0UBLISHING,TD
!BINGTON(ALL -ONOGRAlADIRIGIDAAENGENHEIROSTÏCNICOS QUEDETALHA
PROCESSOSPARAAPERFEI OARARESISTÐNCIADESUPERFÓCIESANTECORROSÎOEDESGASTE
Houldcroft, P. Which Process?!BINGTON#AMBRIDGE!BINGTON0UBLISHING
7OODHEAD0UBLISHING,TD !BINGTON(ALL "REVESPERlSDEPROCES-
SOSDESOLDAEOUTROS PARAUNIRMETAIS BASEADOSEMGRANDEPARTENOCONHE-
CIMENTOTÏCNICOEPRÉTICODA47))NTERNATIONALˆANTERIORMENTE7ELDING
)NSTITUTEˆNO2EINO5NIDO
Hussey, R. e Wilson, J. Structural Adhesives: Directory and Data Book,ONDRES
#HAPMAN(ALL #OMPILA ÎOEXTENSIVADEDADOSDEDIVERSOSFORNECE-
DORESPARAADESIVOSESTRUTURAIS
IDTC (International Design Trend Center). How Things Are Made!'
"OOK #OREIA WWWAGBOOKCOKR -ARAVILHOSAVISITAAFÉBRICASDO
PONTODEVISTADEUMDESIGNER
Kalpakjian, S. Manufacturing Processes for Engineering Materials. 2EADING -!
!DDISON7ESLEY 4EXTOABRANGENTEEAMPLAMENTEUSADOSOBREPROCESSOS
DEMANUFATURAPARATODASASCLASSESDEMATERIAIS


#APÓTULOs/UTRASCOISASDEQUEÏFEITOODESIGNCONFORMA ÎO JUN ÎOESUPERFÓCIES

Lesko, J. Materials and Manufacturing Guide: Industrial Design. .OVA9ORK *OHN


7ILEYAND3ONS ;%DI ÎOBRASILEIRADesign Industrial — Materiais e Pro-
cessos de Fabricação3ÎO0AULO"LUCHER ="REVESDESCRI ÜES DESENHOSE
FOTOGRAlASDEMATERIAISEPROCESSOSDEMANUFATURA COMMATRIZESDECARACTE-
RÓSTICASÞTEIS ESCRITASPORUMCONSULTORCOMMUITOSANOSDEEXPERIÐNCIAEM
DESIGNINDUSTRIAL
Mayer, R. M. Design with Reinforced Plastics,ONDRES4HE$ESIGN#OUNCIL
AND"OURNE0RESS,TD 4EXTODIRIGIDOAENGENHEIROSQUEDESEJAMFAZER
PROJETOSCOMPLÉSTICOSREFOR ADOSCOMlBRASUMAÞTILFONTEDEINFORMA ÎO
PARAPROCESSOSDECONFORMA ÎOPARAPOLÓMEROSCOMPØSITOS
Pantone WWWPANTONECOM 1UANDOSETRATADEDElNIR DESCREVERE
EXPLORARASASSOCIA ÜESDECOR COMECECOMA0ANTONE
Poeton. The Poeton Guide to Surface Engineering WWWPOETON
CO2EINO5NIDOWSURFACEHTM 3ITECOMINFORMA ÜESÞTEISSOBRETRATA-
MENTODESUPERFÓCIESPARAPROPRIEDADEShDEENGENHARIAv
Roobol, N. R. Industrial Painting, Principles and PracticeaED#INCINNATI
/((ANSER'ARDNER0UBLICATIONS 'UIAABRANGENTEPARAREVESTIMENTO
DETINTAERESINA
Swift, K. e Booker, J. D. Process Selection: from Design to Manufacture5+
*OHN7ILEY3ONS 0LANILHASDEDADOSEMFORMATOPADRÎOPARA
PROCESSOSDECONFORMA ÎOEJUN ÎODEMETAIS.ADAARESPEITODEOUTROS
MATERIAISOUDETRATAMENTOSPARAEFEITOSVISUAIS
Thompson, R. Manufacturing Processes for Design Professionals,ONDRES
4HAMES(UDSON -ELHORREFERÐNCIADISPONÓVELPARADESIGNERSQUE
QUEREMENTRAREMUMAFÉBRICAEVEROSDETALHESDAFABRICA ÎODEPRODUTOS
QUECONHECEMOSEAMAMOS
Wise, R. J. Thermal Welding of Polymers!BINGTON#AMBRIDGE!BINGTON
0UBLISHING 7OODHEAD0UBLISHING,TD !BINGTON(ALL #OMPILA ÎO
DEINFORMA ÜESSOBREPROCESSOSDESOLDADEPOLÓMEROS BASEADAEMGRANDE
PARTENAEXPERIÐNCIATÏCNICAEPRÉTICADA47))NTERNATIONALˆANTERIORMENTE
7ELDING)NSTITUTEˆNO2EINO5NIDO


Ca

A tu
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ial

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

/SMATERIAISEXERCEMPROFUNDAINmUÐNCIASOBREAFORMADOSPRODUTOS%MNENHUM
LUGARISSOÏMAISVISÓVELDOQUENAARQUITETURA/0ARTENON A4ORRE%IFFEL A0ONTE
'OLDEN'ATE TODOSGRANDESSÓMBOLOSDESUAÏPOCA SÎOEXPRESSÜESÞNICASDOQUEÏ
POSSÓVELCOMDETERMINADOMATERIAL5MA4ORRE%IFFELFEITADEPEDRAÏTÎOINCONCE-
BÓVELQUANTOUM0ARTENONFEITODEFERROFORJADOOUA0ONTE'OLDEN'ATEFEITADE
CONCRETOARMADO/MATERIALRESTRINGIUCADAPROJETO MAS DENTRODESSASRESTRI ÜES O
PROJETISTACRIOUUMAFORMAQUEASGERA ÜESSUBSEQUENTESVEEMCOMOARTEESTRUTURAL

Materiais e arquitetura COSDECOMPRESSÎO&IGURAB -A-


DEIRAÏRESISTENTEATRA ÎO COMPRESSÎO Figura 6.1 – Flexão,
!SLIGA ÜESMAISDIRETASENTRE EmEXÎO PORTANTOPERMITEESTRUTURAS tração e compressão
Três maneiras de apoiar um
MATERIALEFORMASURGEMDASFOR AS TRIANGULADASETRELI ADAS&IGURAC objeto pesado, cuja massa
QUEOSMATERIAISPODEMSUPORTAR&I- EESTRUTURASEMBALAN O&IGURAD  exerce certa carga sobre o
GURA 0ARAESCLARECERAQUESTÎO /FERROFUNDIDOANTIGO&IGURASE apoio. Se quisermos usar um
material que possa suportar
EXAMINEASIMAGENSDA&IGURA NA F COMOAPEDRA ÏFRÉGILSOBTRA ÎO somente compressão, como
QUALCADAPARILUSTRAASFORMASQUE OUmEXÎO OQUEDEMANDAPROJETOS a pedra, a forma deverá ser
POSSIBILITAMOPROJETOˆOUMESMO QUESIGAMOPRINCÓPIOCOLUNAARCO parecida com aquela ao centro.
Se um material é resistente à
LHESÎOIMPOSTASˆPELANATUREZADO PARATRANSMISSÎODECARGASPORCOM- tração, mas não pode suportar
MATERIALDASESTRUTURASPRIMÉRIAS PRESSÎO EMBORA DEVIDOÌFACILIDADE compressão ou flexão, como
0EDRAETIJOLOCIMENTADO&IGURA COMQUEPODESERFUNDIDOEMFORMA- é o caso de arames ou fibras
resistentes, exige-se uma
A B SÎORESISTENTESACOMPRESSÎOE TOSDELICADOS PERMITAÌESTRUTURACERTA forma suspensa como a da
POUCORESISTENTESAmEXÎOEATRA ÎO APARÐNCIADELEVEZA&ERROFORJADO direita. Se quisermos usar um
PORTANTOEXIGEMPROJETOSQUETRANS- &IGURAG EA O&IGURAH material que possa suportar
flexão, como madeira ou aço
MITAMCARGASPORCOMPRESSÎOCOLUNAS SUPERAMOPROBLEMADEFRAGILIDADEDA estrutural, então a forma à
POUCOESPA ADAS&IGURAA OUAR- PEDRAEDOFERROFUNDIDO PERMITIN- esquerda torna-se possível.

105
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 6.2 –
Exemplos de
construções
(a, b) A forma dessas
estruturas acompanha a
fragilidade da pedra, que é
resistente à compressão, mas
aproximadamente 20 vezes
menos resistentes a tração
e flexão. O tijolo, tal como
a pedra, só é resistente à
compressão.

(c, d) Neste caso, as formas


refletem a alta razão
resistência/peso da madeira
e sua capacidade de suportar
igualmente bem cargas de
tração e de compressão.

(e, f) As estruturas refletem


o ferro que pode ser fundido
em formas intricadas, mas
também sua relativa fraqueza
sob tração e flexão.

(g, h) Aço na forma de seção


“I” suporta compressão
e flexão eficientemente;
projetado como cabo de alta
resistência à tensão, é muito
eficiente sob tração. No projeto
explícito dessas estruturas a
orientação das escoras revela
as direções nas quais as forças
agem.

(i, j) Concreto armado e


protendido permite grande
liberdade e delicadeza de
forma. O material, um
compósito de aço e concreto,
suporta igualmente bem forças
de tração, flexão e compressão.

(k, l) À esquerda: cabos de


aço de alta resistência à tração
em conjunto com estruturas
treliçadas trabalhando a
compressão sustentam uma
edificação em membrana
reforçada com fibra de vidro
(PTFE).
À direita: membrana
emborrachada de náilon
sustentada por pressão
interna. As formas são uma
consequência direta da escolha
do material.

106
#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

DOCONlGURA ÜESMAISDELGADASQUE Materiais e cadeiras


POSSAMSUPORTARTRA ÎOOUmEXÎO O
QUEESTIMULAMAIORDESENVOLVIMENTO %XISTEMCERTASRESTRI ÜESMECÊNICAS
DOCONCEITODEESTRUTURASVAZADAS ØBVIASCOMRELA ÎOACADEIRASPORÏM
ESTRUTURASESPACIAISCOMPOUCOS ELASNÎOSÎOSEVERASEDÎOESPA OPARA
APOIOSEMAIORVÎOLIVRE 4AMBÏMO ADIVERSIDADE TANTONAESCOLHADOMA-
CONCRETOARMADOÏRESISTENTEÌTRA ÎO TERIALQUANTONAFORMA!FORMANÎOÏ
BEMCOMOÌCOMPRESSÎO EAFACILI- PARTICULARMENTELIMITADAPELAFUN ÎO
DADECOMQUEPODESERCONFORMADO ˆSEFOSSE TODASASCADEIRASSERIAM
PERMITEESTRUTURASmUIDAS PARECIDAS IGUAIS EUMRÉPIDOOLHARSOBREA&I-
COMUMACONCHA&IGURAI J  GURAMOSTRACLARAMENTEQUENÎOÏ
%STRUTURASCOMCOMPONENTESTÐXTEIS ESSEOCASO0ORÏM UMAVEZESCOLHIDO
ECABOSDEA ODEALTARESISTÐNCIA OMATERIAL RESTRINGE SEAFORMA
SUPORTAMBEMASCARGASDETRA ÎO MAS 5MACADEIRA AlNAL TEMDOIS
NÎOPODEMSUPORTARCARGASDEmEXÎO COMPONENTESBÉSICOSUMAESTRUTURA
OUCOMPRESSÎODEVIDOAmAMBAGEM PARASUPORTARASCARGASMECÊNICASE
OQUELEVAAUMNOVOCONJUNTODE UMASSENTOPARAADAPTARAESTRUTURAAO
FORMAS&IGURAK L  FORMATODAPESSOAQUESENTARÉNELA
%MTODOSESSESEXEMPLOS OS !CADEIRADA&IGURAATEMESSAS
MATERIAISFORAMCONFORMADOSEM CARACTERÓSTICASAESTRUTURAÏDEA O
ELEMENTOSCAPAZESDESUPORTARCERTAS TUBULAREOASSENTOÏDEPOLIPROPILE-
FOR ASOSELEMENTOSSÎOINTEGRADOSEM NOMOLDADOECORRUGADO.A&IGURA
FORMASPROJETADASPARACONVERTERAS B AUTILIZA ÎODEUMAMALHADE
CARGASQUEAGEMSOBREAESTRUTURAEM lOSDEA O CONFORMADA SOLDADA
FOR ASCOMPATÓVEISCOMOMATERIALDE NIQUELADAEREVESTIDACOMEPØXI
QUEELAÏFEITA!MAIORIADASCONSTRU- COMBINAAESTRUTURAEOASSENTOEM
 ÜESDA&IGURAFOIPROJETADAANTES UMASØPE A.A&IGURAC 0HILIPPE
DODESENVOLVIMENTODACIÐNCIADE 3TARCKMANIPULOUOPOLIPROPILENO
ANÉLISEDETENSÜESPORÏM MESMOSEM PARACRIARUMASSENTOMOLDADOMACIO
ELA OPROJETISTACONSEGUIUVISUALIZARAS EDESCONTRAÓDO.A&IGURAD A
FOR ASEARELA ÎOENTREFOR A MATERIAL UTILIZA ÎODEPOLIPROPILENOREFOR ADO
EFORMA%MTODOSOSCASOS AFORMA COMlBRADEVIDROPERMITEACOM-
DACONSTRU ÎOFOIPODEROSAMENTEIN- BINA ÎODAESTRUTURAEDOASSENTOEM
mUENCIADAPELANATUREZADOMATERIALDE UMAÞNICAPE A#HARLESE2AY%AMES
QUECADAESTRUTURAÏFEITA!FORMA POR USAMlBRADEVIDROPARACRIARDUAS
ASSIMDIZER SEGUEOMATERIAL CONCHAS UNIDASEINTERLIGADASAUMA

(a) (b) (c) Figura 6.3 – Cadeiras


A cadeira é uma das formas
mais comuns manipuladas
por designers industriais ou
engenheiros; mostramos aqui
algumas formas e materiais
inusitados. (Imagens por
cortesia de Vitra Museum e
Hans Hansen.)

107
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 6.3 – Cadeiras (d) (e) (f)


A cadeira é uma das
formas mais frequentemente
manipuladas por designers
industriais ou engenheiros;
mostramos aqui algumas
formas e materiais inusitados.
(Imagens por cortesia de Vitra
Museum e Hans Hansen.)

BASETUBULARDEA OCROMADO&IGURA -HIRXM½GEpnSHIYQE
E !ÞLTIMA A&IGURAF ÏFEITA lista de características
DE06#INmADOETEMALGODOESTILO
PNEUMÉTICOEEMFORMADEBULBO /ATODEPROJETAR DEFAZERDESIGN
DACONSTRU ÎOMOSTRADANA&IGURA TRANSFORMAnecessidade EMproduto
1. Funcionalidade é a medida L.ESSECASO AESTRUTURADESAPA- COME ACOMUMAABSTRA ÎOSEMFORMA
do grau de atendimento RECEUOASSENTOÏTAMBÏMOSUPORTE
das expectativas técnicas ETERMINACOMUMAREALIDADECONCRETA
por parte de um produto. #OMOOCORRECOMASEDIlCA ÜES OS 0RIMEIRO ALGUMASDElNI ÜESNeces-
A PERSONALIDADE mede MATERIAISDACADEIRAINmUENCIARAM sidade ÏUMAIDEIAABSTRATA!NECESSI-
até que ponto o produto PROFUNDAMENTESUAFORMA
provoca prazer emocional DADEDEhILUMINA ÎOvCARREGAAIDEIA
e satisfação. Assim, uma 0ORTANTO HÉMAISDEUMMODO DELUZ MASNÎODIZNADASOBRESUA
luminária de escrivaninha DEABORDAGEMPARAASELE ÎODE FORMA SEUTOQUE COMOSERÉREALIZADA
poderia — por proporcionar MATERIAIS5MDELESÏLEVANDOEM
luz de intensidade correta OUCOMOSERÉPERCEBIDAConceito ÏUM
no lugar correto — ter uma CONTAAFUN ÎOTÏCNICA/OUTROÏ MODOPELOQUALANECESSIDADEPODERIA
boa funcionalidade, embora CONSIDERANDOFORMAECARACTERÓSTICAS SERATENDIDAˆUMAVELA UMALÊMPA-
— por sua forma, cor e PROCURANDOMATERIAISQUEPOSSAM
toque entrar em conflito com DAINCANDESCENTE UMALÊMPADATUBULAR
o restante da decoração — FORNECÐ LAS!QUIEXPLORAREMOSA mUORESCENTE UMLASERˆ EPARACADA
tenha personalidade fraca. IDEIADEFORMAECARACTERÓSTICAS UMDELESHÉUMCONJUNTODESUBCON-
CEITOSPOSSÓVEISProduto ÏUMAREALI-
Quadro 6.1 – &VMI½RK básico de design ZA ÎODEUMCONCEITOÏUMOBJETO
-HIRXM½GEpnS
visualização e )$%.4)&)#!2LISTADECARACTERÓSTICAS CONCRETO COMFORMASECARACTERÓSTICAS
materialização s#ONlGURA ÎO QUEPODEMSERVISTASETOCADAS³FEITO
Etapas do desenvolvimento s%SCALA PORPROCESSOSQUEUSAMMATERIAISQUE
da forma do produto. A s&UNCIONALIDADE
lista implica um processo
PORSUAVEZ TAMBÏMTÐMCOMPORTA-
s0ERSONALIDADE
sequencial, mas está longe MENTOSVISUAISETÉTEISCaracterística Ï
disso. 6)35!,):!2SOLU ÜESCOMBINANDO ADAPTANDO UMASPECTODODESIGNQUECONTRIBUI
CRUZANDOETRANSFORMANDOCARACTERÓSTICASDE PARAASUAFUNCIONALIDADE USABILIDADE
PRODUTOSRELACIONADOS
OUPERSONALIDADE1!SCARACTERÓSTI-
%80,/2!2COMBINA ÜESEMPOTENCIALDE
CASPODEMSERDEVÉRIOSTIPOS(ÉAS
MATERIAIS PROCESSOS TOPOLØGICAS QUEDElNEMACONlGU-
RA ÎODOPRODUTO(ÉASGEOMÏTRICAS
-!4%2)!,):!2PORMEIODACONSTRU ÎODE
EDIMENSIONAIS ALGUMASDETERMINADAS
UMMODELOEDEPROTOTIPAGEMRÉPIDA
PORREQUISITOSTÏCNICOSRESISTÐNCIA ES-
02/4/4)0!2COMMATERIAISEPROCESSOSDE TABILIDADE ElCIÐNCIAETC OUTRASPELAS
PRODU ÎO NECESSIDADESDOUSUÉRIOCARACTERÓSTICAS
ERGONÙMICAS EAINDAOUTRASPARADAR
)WTIGM½GEpnSHSTVSHYXS
AOPRODUTOCERTASQUALIDADESVISUAISE

108
#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

TÉTEIS!LÏMDESSAS HÉASCARACTERÓSTICAS ENVOLVETANTOREDUZIRONÞMERODE


PERCEBIDASˆASQUECRIAMASASSOCIA- SOLU ÜES REJEITANDOASQUENÎOATEN-
 ÜESDOPRODUTOEOSIGNIlCADOQUE DEMÌSRESTRI ÜES COMOEXPANDI LO
ELETRANSMITESoluções SÎOCOMBINA ÜES AOCRIARNOVASSOLU ÜESQUE PORSUA
DECARACTERÓSTICASQUECONCRETIZAMO VEZ PODEMOUNÎOSERREJEITADAS!
CONCEITO TORNANDO OREAL EOFAZEM LISTADECARACTERÓSTICASAPRESENTARESTRI-
DEMANEIRAQUE ATÏCERTOPONTO  ÜESEAOMESMOTEMPOPROPORCIONA
SATISFA AMASINTEN ÜESDODESIGNER! OSINGREDIENTESDAINSPIRA ÎO
SOLU ÎOQUEÏESCOLHIDAPARAMANUFA- !GRUPAREMOSOSMODOSDEIDENTI-
TURATORNA SEOPRODUTO lCARCARACTERÓSTICASESINTETIZARSOLU ÜES
/PONTODEPARTIDAPARAODESEN- SOBOSTÓTULOSidentificação visualizaçãoE
VOLVIMENTODAFORMAÏAFORMULA ÎO materialização1UADRO !NATUREZA
DASCARACTERÓSTICASDESEJADASDEUM SEQUENCIALDEUMLIVROˆQUEÏLIDO
PRODUTO!SCARACTERÓSTICASDElNEM NAORDEMEMQUEFOIESCRITOˆSUGERE
ASRESTRI ÜESÌSQUAISAFORMAEOS QUEÏUMAPROGRESSÎOLINEAR MASNÎO
MATERIAISDEVEMOBEDECER&ORMULAR ÏISSOQUEPRETENDEMOSAQUI5SANDO
EAPLICARRESTRI ÜESÏFUNDAMENTALPARA UMTEXTOCOMASSOCIA ÜESANALØGICAS
QUALQUERATODESELE ÎO3OLU ÜESQUE DESIGN E EMPARTICULAR ACRIA ÎODA
NÎOCUMPREMASRESTRI ÜES APLICADAS FORMA NÎOÏUMPROCEDIMENTOLINEAR
SUCESSIVAMENTE SÎOREJEITADAS ATÏSO- COMOPREENCHERUMFORMULÉRIODE
BRARAPENASUMPEQUENOSUBCONJUNTO IMPOSTOShSEISSO ENTÎOAQUILOv 
MANIPULÉVEL0ORÏM EMBORAPROJETAR TRATA SEMAISDEUMJOGODEPALAVRAS
INCLUAOATODEREDUZIROCONJUNTODE CRUZADASMULTIDIMENSIONALhESSACOM-
SOLU ÜESPOSSÓVEIS ÏIMPORTANTETAM- BINACOMESSASOUTALVEZAINDANÎO
BÏMOATODEEXPANDI LAS/DESIGNER SEJABEMISSOESETENTÉSSEMOSISSOv 
AOEXPERIMENTARMODOSDEUTILIZA ÎO
EVOLU ÎOECOMBINA ÎODASCARACTE- -HIRXM½GEpnS
RÓSTICAS VISUALIZANOVASSOLU ÜES0OR- !IDENTIlCA ÎODOCONCEITOÏA
TANTO PASSARDOCONCEITOAOPRODUTO PRIMEIRAETAPANODESENVOLVIMEN-

Banqueta Figura 6.4 –


Conceitos para
Banco sentar
Bengala-banco A ideia de “sentar” pode
envolver muitos conceitos:
alguns com quatro pernas,
outros sem nenhuma; alguns
para uma pessoa, outros para
muitas.

Balanço
Cadeira
Sofá

109
-ATERIAISE$ESIGN

Quadro 6.2 – %SCOLHEMOSOCONCEITOhCADEIRAv


Características 'SR½KYVEpnS
de uma “cadeira” QUEJÉFOIUSADOANTESE EMBORANOSSO
conceitual !COMODARUMAPESSOA DESEJOSEJATERAMÉXIMALIBERDADE
Uma cadeira tem certas !SSENTOHORIZONTAL
%NCOSTOPARAASCOSTAS
QUANTOAODESIGN AESCOLHADACADEIRA
características genéricas que
restringem sua forma. IMPLICAQUEELATERÉCERTASCARACTERÓS-
TICASGENÏRICASˆASPECTOSQUESÎO
Escala
CARACTERÓSTICASPREESTABELECIDASPARA
 ,ARGURA M UMACADEIRA/DESENHOESQUEMÉTICO
 !LTURA M DA&IGURAILUSTRAESSASCARACTERÓSTI-
 0ROFUNDIDADE M
CAS QUESÎODEDOISTIPOS/PRIMEIRO
TEMAVERCOMCONlGURA ÎOUMA
Quadro 6.3 – CADEIRA NORMALMENTE ÏPROJETADA
Intenções no design Mercado PARASUPORTARUMAPESSOA4EMASSENTO
As intenções descrevem HORIZONTAL APOIADOACIMADOSOLOPOR
visões amplas que orientam $ESIGNDEUSOPÞBLICO
o design. Um único produto $ESIGNPARAMULHERES PERNASOUALGUMAESTRUTURAEQUIVA-
pode ter mais de uma $ESIGNPARAIDOSOS LENTE ETEMUMENCOSTOPARAASCOSTAS
intenção predominante. %SSACOMBINA ÎODECARACTERÓSTICAS
Aspectos econômicos GENÏRICASJÉADIFERENCIADETODOSOS
OUTROSCONCEITOSDA&IGURA/SE-
$ESIGNPARACUSTOMÓNIMO
$ESIGNPARAMONTAGEM GUNDOTIPODECARACTERÓSTICATEMAVER
$ESIGNPARAPRODU ÎOEMMASSA COMESCALA!CADEIRADEVEACOMODAR
UMADULTOPARAISSO APROFUNDIDADE
Sustentável EALARGURADOASSENTOESUAALTURAEM
RELA ÎOAOCHÎODEVERÎOESTARDENTRO
$ESIGNPARAOAMBIENTE DECERTASFAIXASDERESTRI ÜES0ORTANTO
$ESIGNPARARECICLAGEM
$ESIGNPARABIODEGRADABILIDADE AESCOLHADOCONCEITOIDENTIlCOUUM
CONJUNTODECARACTERÓSTICAS ALGUMAS
QUERESTRINGEMACONlGURA ÎOEOUTRAS
Desempenho
QUERESTRINGEMAESCALA1UADRO 
$ESIGNPARAISOLAMENTOMÉXIMO !CRIATIVIDADEESTÉEMESCOLHERCARAC-
$ESIGNPARAMASSAMÓNIMA TERÓSTICASECOMBINÉ LASEMSOLU ÜES
$ESIGNPARAVOLUMEMÓNIMO
QUEOBEDE AMAESSASRESTRI ÜES E AO
MESMOTEMPO CUMPRAMOTIMAMENTE
TODEUMALISTADECARACTERÓSTICAS ASintenções DODESIGNER%SSAPALAVRA
PARAUMAIDEIAAPRINCÓPIOABSTRATA intenção NECESSITADEAPROFUNDAMENTO
5SAMOSANECESSIDADEDEhSENTARv ³OQUEFAREMOSEMSEGUIDA
COMOEXEMPLO!IDEIAÏINICIALMEN- /SASPECTOSQUECARACTERIZAMUMA
TEABSTRATANÎOTEMAINDANENHUMA CADEIRADEAEROPORTO POREXEMPLO SÎO
FORMA(ÉMUITOSCONCEITOSPOSSÓVEIS DIFERENTESDOSQUECARACTERIZAMUMA
PARAASSENTOSˆMODOSBÉSICOSDEDAR CADEIRAPARAUMQUARTODECRIAN A
SUPORTEOBANCO ABANQUETA ACADEI- CADAUMAÏPROJETADALEVANDOEM
RA OSOFÉ OBALAN O ABENGALA BANCO CONSIDERA ÎOOUSOPRETENDIDO!
BENGALAARTICULÉVELQUESETRANSFORMA EXPRESSÎOh$ESIGNFOR8v$&8 QUE
EMBANQUETA EMUITOSMAIS COMO SIGNIlCADESIGNDEEXCELÐNCIA DENOTA
SUGERIDONA&IGURA MUITOBEMOMODOCOMOASCARACTE-

110
#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

RÓSTICASDACADEIRASÎOSELECIONADASTEN- Figura 6.5 –


Visualização de uma
DOEMMENTEUMAOUMAISINTEN ÜES cadeira de escritório
AMPLASSUBJACENTESˆNOSEXEMPLOSDA Uma cadeira de escritório deve
&IGURA PROJETOPARAUSOPÞBLICOOU ter certas características: na
Europa a lei exige cinco — e
PROJETOPARACRIAN AS%SSAUTILIZA ÎO não quatro — pontos de
DEintenções PARAORIENTARAESCOLHADE contato com o chão.
CARACTERÓSTICASVAIALÏMDOSOBJETIVOS
USUAISDEMERCADOOPROJETOPODE
SERADAPTADOPARACUMPRIROBJETIVOS
ECONÙMICOS OBJETIVOSAMBIENTAISE
ÏCLARO OBJETIVOSDEDESEMPENHO/
1UADROSUGEREASCATEGORIAS
#ONSIDERE POREXEMPLO ODESIGN
DEUMACADEIRADEESCRITØRIO&IGURA
 QUEDElNAUMAINTEN ÎOˆhDE-
SIGNPARAOESCRITØRIOv!LGUMASCARAC- RÓSTICASSÎORASTREADAS!INDEXA ÎOPOR
TERÓSTICASDECADEIRASDEESCRITØRIOSÎO INTEN ÎOPERMITEEXPLORARCARACTE-
EXIGIDASPORLEIEMPARTESDA%UROPA RÓSTICASDEOUTROSPRODUTOSPROJETADOS
UMACADEIRADEESCRITØRIODEVETER TENDOEMMENTEASMESMASINTEN ÜES
CINCO ENÎOQUATROPONTOSDECONTATO &IGURA 
COMOCHÎO/UTRASSÎOIDENTIlCADAS 5MPRODUTOBEM SUCEDIDOESTÉ
PELOEXAMEDESOLU ÜESEXISTENTESPARA BEM ADAPTADOÌSCIRCUNSTÊNCIASNAS
OCONCEITODEhMØVEISPARAESCRITØRIOv QUAISSERÉUSADO!CADEIRADEESCRITØ-
EMBUSCADAQUELASQUEPARE AMMAIS RIOSERÉUTILIZADADURANTEMUITASHORAS
BEM ADAPTADASAOUTRASINTEN ÜESDO PORDIA ENEMSEMPREPELAMESMA
DESIGN!SSIM APRIORIZA ÎODECARACTE- PESSOA$EVEOFERECERCONFORTOETER
RÓSTICASNOhDESIGNPARAEQUIPAMENTOS AJUSTESPARAAALTURAEOÊNGULOENTRE
LEVESDEESCRITØRIOvÏDIFERENTEDAUTI- OASSENTOEASCOSTAS0ARAPROPOR-
LIZADAEMhDESIGNPARAEQUIPAMENTOS CIONARLIBERDADEDEMOVIMENTO O
RECICLÉVEISDEESCRITØRIOv!SINTEN ÜES ASSENTODEVESERGIRATØRIOEACADEIRA
FORNECEMlLTROSPELOSQUAISASCARACTE- DEVETERRODINHAS$EVESERRESISTENTE

Figura 6.6 –
Visualização de
um ambiente de
escritório
O ambiente no qual a
cadeira será usada sugere
características visuais
relacionadas com o entorno
e a finalidade do escritório,
bem como com as aspirações
do usuário.

111
-ATERIAISE$ESIGN

Quadro 6.4 – Lista EESTÉVELˆACIDENTESDETRABALHO IMAGENSDEPRODUTOSOUAMBIENTES


de características
para funcionalidade RESULTAMEMINDENIZA ÜES$EVESER AMOSTRASDECORESETEXTURASEAMOSTRAS
Exigem-se características DURÉVEL PROTEGIDACONTRAMANCHASDE DOSPRØPRIOSMATERIAISQUEEXIBAM
técnicas e ergonômicas para CAFÏEABRASÎO1UADRO  ALGUMASPECTODAPERSONALIDADEQUESE
que os produtos funcionem
adequadamente. % ENlM HÉASUAPERSONALIDADE PROCURA%SSESELEMENTOSSÎOREUNIDOS
!PERSONALIDADEDESCREVEASASSOCIA- EMUMACOLAGEMOUPAINELSEMÊNTICO
Funcionalidade
 ÜESEOSIGNIlCADOQUEUMPRODUTO DETALFORMAQUEPOSSAMSERMOVI-
TEMPARASEUPROPRIETÉRIOOUQUEM MENTADOS REARRANJADOSESOBREPOSTOS
#ONFORTÉVEL OUSA%LADEPENDEMUITODEASPECTOS PARASUGERIRCOMBINA ÜESALTERNATIVAS
-OBILIDADE
!JUSTÉVEL
VISUAISETÉTEISUMSENTIDODEORDEM COMODESCREVEMOSNO#APÓTULO
2ESISTENTE PROPOR ÎOECOERÐNCIAINTERNA EDE -ONTARALISTADECARACTERÓSTICAS
%STÉVEL FORMA CORETEXTURA!INDAINCLUIO COMOJÉDISSEMOS TEMOEFEITODE
&ÉCILDELIMPAR
2ESISTENTEÌABRASÎO
SENTIDODECOMPATIBILIDADECOMOES- REDUZIREFOCARASRESTRI ÜESQUE
TILODEVIDAEASPIRA ÜESDOCONSUMI- RECAEMSOBREAFORMADOPRODUTO
DOR#ARACTERÓSTICASQUECRIAMETRANS- 0ORÏM AOMESMOTEMPO ALISTANOS
MITEMESSASMENSAGENSVISUAISPASSAM DÉUMAFERRAMENTAPARAINSPIRA ÎO!
AFAZERPARTEDALISTADECARACTERÓSTICAS LIBERDADEDEREARRANJARCARACTERÓSTICAS
DAQUAL PORlM SURGEASOLU ÎO PODESUGERIRNOVASSOLU ÜES ALGUMAS
Quadro 6.5 – Lista !SMAISFÉCEISDEDESCREVEREM DASQUAISPODENDOSEAPROXIMARMAIS
de características PALAVRASSÎOACOR ATEXTURA OTOQUE DAPERSONALIDADEQUEDESEJAMOS
para personalidade
Exigem-se características EAFORMAVEJAO1UADRONO#A- CAPTARDOQUEQUALQUEROUTRASOLU ÎO
estéticas e de percepção para a PÓTULO 0ERCEP ÜESSÎOMAISDIFÓCEIS EXISTENTE³UMAESPÏCIEDEhRACIOCÓ-
personalidade de cada produto. DEEXPRESSARCOMPRECISÎOEEMGERAL NIOvVISUAL MUITASVEZESAPOIADOPOR
SÎODESCRITASPORPALAVRASDESENTIDO ESBO OSDESENHADOSÌMÎOQUE NESSE
Estética VAGOOUMETÉFORASCOMOhÉSPEROv CONTEXTO PODEMSERCONSIDERADOS
0RETO hFEMININOvOUhCLÉSSICOv QUEMAIS COMOhPROCESSAMENTODEDADOSvOS
-ETÉLICO SUGEREMDOQUEDElNEMAPERCEP ÎO hDADOSvSÎOASCARACTERÓSTICASVISUAIS
-ACIO PORÏMAINDAASSIMTRANSMITINDOCERTO INDIVIDUAIS
/RGÊNICO
CONJUNTODECARACTERÓSTICASCRIADAS !TÏAQUI ALISTADECARACTERÓSTICAS
PELAESCOLHADAFORMAEDOMATERIAL DElNEUMCONJUNTODERESTRI ÜES BEM
Percepções /1UADROAPRESENTOUUMALISTA COMOUMCONJUNTODEINSUMOSPARAA
!LTATECNOLOGIA DETAISPALAVRASEXTRAÓDASDEREVISTAS SÓNTESECRIATIVADENOVASSOLU ÜES-AS
-ASCULINO DEDESIGNECATÉLOGOSDEEXPOSI ÜES OQUEDEFATOPODESERFEITO!REALIDA-
#ARO !LGUMASPODERIAMSERAPLICADASÌS DEÏLIMITADAPORMATERIAISEPROCESSOS
CADEIRASDEESCRITØRIOQUEAPARECEM USADOSPARACONFORMÉ LOS UNI LOSE
NALISTADO1UADRO TRATARSUASUPERFÓCIE%SSASSÎO PORASSIM
DIZER ASVARIÉVEISLIVRESDODESIGNA
Visualização ESCOLHADEUMADELASPOSSIBILITAUMA
%STRATÏGIASPARACRIARPERSONALIDADE GAMADESOLU ÜES
SÎOENCONTRADASPORMEIODOEXAME
DOAMBIENTENOQUALOPRODUTOSERÉ Materialização
UTILIZADOEPELOMODOCOMOOUTROS !&IGURAILUSTRAOMODOCOMO
2. Perfis para a maioria deles PRODUTOSNESSEMESMOAMBIENTE AESCOLHADEMATERIALEPROCESSO
são mostrados no final deste CONSEGUEMCRIARPERSONALIDADESEME- PODEPERMITIRDIFERENTESGRUPOSDE
livro.
LHANTE5MATÏCNICACOMUMÏREUNIR CARACTERÓSTICAS!MATRIZÏUMALISTADE


#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

1 2 3 Figura 6.7 – Matriz material/


processo para cadeiras
A forma é parcialmente determinada pela
escolha de material e processo de produção.

Métodos de laminação de compósitos


Conformação de chapas

Moldagem rotacional

Termoconformação
4 5 6

Estiramento
Usinagem
Madeira maciça 1

Compensado 5

ABS 4 6

Aço inoxidável 2 2 3

QUATROMATERIAISESEISPROCESSOS/S PRODU ÎO EMPARTEPELANECESSIDADE


QUADRADOSNUMERADOSMARCAMCOM- DEOPRODUTOSUPORTARCOMSEGURAN A
BINA ÜESQUESÎOEXPLORADASNOSRAS- ASCARGASDOPROJETOˆALGODETERMI-
CUNHOSDESENHADOSÌMÎOLIVRE#ADA NADOPORMÏTODOSPADRÜESDEPROJETO
COMBINA ÎORESULTAEMFORMASQUE TÏCNICO/IMPACTOAMBIENTALDO
TÐMASPECTOSCARACTERÓSTICOS LAMINA- PRODUTOTAMBÏMÏINmUENCIADOPELA
 ÎODEMADEIRACADEIRA ADAPTA SE ESCOLHAINICIALDEMATERIALEPROCESSO
BEMAESTRUTURASPLANASOUCURVATURAS ASSIMCOMOAENERGIAQUECONSUMIRÉ
ÞNICASMOLDAGEMROTACIONALCADEIRA DURANTESUAVIDAÞTILEADURA ÎODESSA
 FORNECEESTRUTURASFECHADASEOCAS VIDAÞTIL
COMSUPERFÓCIESDEDUPLACURVATURA! !NTESDESAIRMOSDESSETØPICO
ESCOLHATAMBÏMINmUENCIAAESTÏTICA EXAMINAREMOSBREVEMENTEMAIS
DOPRODUTOˆCOR TEXTURAETOQUE DOISEXEMPLOSDEMATERIALEFORMAA
!MADEIRACADEIRASE ÏNATURAL- BICICLETAEOABRIDORDEGARRAFAS
MENTETEXTURIZADA LEVEETEMUMTO-
QUEQUENTE PASSAUMASENSA ÎOACON- Bicicleta: materiais e forma
CHEGANTE/A OINOXIDÉVELCADEIRA "ICICLETASSÎOFEITASDEUMAGRANDE
 ÏMETÉLICOEREmETIVO PESADOEFRIO DIVERSIDADEDEMATERIAISEFORMAS
/GRAUDECONCORDÊNCIADESSASCOM- &IGURA .OCASO OSREQUISITOS
BINA ÜESCOMALISTADECARACTERÓSTICAS SÎOPRIMORDIALMENTEMECÊNICOSˆ
DESEJADASÏAMÏTRICADOSUCESSO³ RESISTÐNCIAERIGIDEZˆEDEVEMSER
NESSEPONTOQUEORACIOCÓNIODEPRO- CONSEGUIDOSCOMBAIXOPESOECUSTO
JETOTÏCNICOEORACIOCÓNIODEDESIGN ACEITÉVEL!SESTRUTURASTRIANGULADAS
INDUSTRIALSEFUNDEM!MATERIALIZA ÎO DOSQUADROSCONVERTEMASFOR ASGE-
ˆCRIARUMOBJETOQUEPODESERVISTO RADASPELOCICLISTAEMCARGASDETRA ÎO
ETOCADOˆÏEMPARTECONDICIONADA COMPRESSÎOETOR ÎOQUEAGEMEM
PELAESCOLHADEMATERIALEPROCESSODE SEUSCOMPONENTES COMONASESTRU-


-ATERIAISE$ESIGN

1 2

Métodos de laminação de compósitos


Conformação de chapas

Moldagem por injeção


Extrusão, estiramento

Fundição sob pressão


3 4

Aço 1

Alumínio 2 4

Magnésio 4

Náilon 3
5
CFRP 5

TURASARQUITETÙNICASDAS&IGURASC OQUADROQUANTOASRODASSÎOPE AS
EGOSMATERIAISSÎOESCOLHIDOSE ÞNICASMOLDADASEMNÉILON0E AS
CONFORMADOSPARASUPORTARTAISCARGAS MOLDADAS SEFABRICADASEMGRANDES
Figura 6.8 – Matriz !SPRIMEIRASBICICLETASTINHAM QUANTIDADES PODEMSERBARATASEO
material/processo QUADRODENOGUEIRA COMELEMENTOS NÉILON DIFERENTEMENTEDOA O NÎO
para bicicletas
A matriz sugere possíveis UNIDOSPORADESIVOSESPECIAISˆERAM ENFERRUJA#ONTUDO HÉUMPROBLEMA
combinações de material LEVES MASNÎOMUITODURÉVEIS/A O ONÉILON MESMOQUANDOPREENCHIDO
e processo de produção; os SØLIDOÏDEZVEZESMAISDENSODOQUE ÏMAISDEVEZESMENOSRÓGIDOE
espaços vazios representam
oportunidades ou limitações. AMADEIRAPORÏM SECONFORMADOEM DEZVEZESMENOSRESISTENTEDOQUEO
UMTUBOOCOEUNIDOPORBRASAGEM A ODEALTARESISTÐNCIA OQUEEXIGESE-
ÏTÎOLEVEQUANTOAMADEIRAPARAAS  ÜESTRANSVERSAISMAIORES/RESULTADO
MESMASRIGIDEZERESISTÐNCIAFORMA ÏUMAAPARÐNCIAATARRACADAEPESADA
DA&IGURA !MAIORIADOSMETAIS DEUMABICICLETADEPOLÓMEROELAPA-
PODESERESTIRADAEMTUBOS DEMODO RECEDESAJEITADAˆUMAPERSONALIDADE
QUEASBICICLETASDEMETALMUITASVEZES POUCOAPROPRIADAPARAUMABICICLETA
TÐMESSAFORMA $ESCARTADAAMOLDAGEMPORINJE ÎO
0ORÏM PARAALGUNSMATERIAISA PORQUENÎOFUNDI ÎOSOBPRESSÎO/
JUN ÎOÏDIFÓCIL LENTAECARA3ERÉQUE MAGNÏSIOÏLEVEEFÉCILDEFUNDIRSOB
NÎOSERIAPOSSÓVELFAZERUMQUADRO PRESSÎO-ASTUBOSNÎOPODEMSER
COMUMNÞMEROMENORDEPARTES OU FUNDIDOSSOBPRESSÎOJÉUMASE ÎOEM
ATÏMESMOCOMOUMAÞNICAESTRUTURA h)vDERIGIDEZEQUIVALENTE PODE/
INTEGRADA!FORMAAPRESENTADANO DESENHOÏORESULTADOˆUMAFOR-
DESENHOMOSTRAUMQUADROOBTIDO MADITADAPELAESCOLHADEPROCESSOE
PORPRENSAGEMEUNIÎOCOMADESIVOS MATERIAL/MATERIALMAISLEVEEMAIS
ESPECIAISDEDUASCHAPASDEALUMÓNIO RÓGIDOPARAUMABICICLETAÏO#&20
QUERESULTOUEMUMACASCALEVEE RESINAEPØXIREFOR ADACOMlBRAS
OCA/DESENHOSUGEREMOLDAGEM DECARBONO !SPRIMEIRASBICICLETAS
PORINJE ÎOPARAINTEGRARASPARTESEM DE#&20USAVAMTUBOS IMITANDO
UMAÞNICAUNIDADENESSECASO TANTO ASBICICLETASDEA O MASUNI LOSERA


#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

Estampagem, Conformação sob pressão


1 2

Moldagem por injeção

Estampagem
Extrusão
Aço 1 4 3

3 4 Termoplástico 1

Alumínio 2

Figura 6.9 – Matriz


material/processo
para abridores de
garrafas
DIFÓCIL EASJUN ÜESADICIONAVAM SÎO/APRESENTADOEM ÏFABRICADO Novamente, a matriz também
PESOAFORMAMOSTRADANODESENHO PORESTAMPAGEMEDOBRADURADEUMA pode sugerir combinações
NÎOFEZUMBOMUSODOMATERIAL CHAPADEA O COMCABODEPOLÓMERO possíveis.

!SPROPRIEDADESDO#&20SÎOMAIS MOLDADOPORINJE ÎO
BEMUTILIZADASEMUMACONSTRU ÎO -ATRIZESCOMOASAPRESENTADAS
MONOCOQUEESTRUTURAEMFORMADE NAS&IGURAS ESÎOUM
CASCA COMONODESENHO MODOÞTILDEEXPLORARAMATERIALI-
%MCADAUMDESSESEXEMPLOS A ZA ÎOETÐMACAPACIDADEDESUGERIR
FORMAMOSTRADANOSDESENHOSREmETE MODOSPELOSQUAISASCOMBINA ÜES
ASPROPRIEDADESDOMATERIALEASMA- MATERIAL PROCESSOPODERIAMRESULTAR
NEIRASCOMOPODESERPROCESSADO EMNOVASSOLU ÜES
!NTESDECONCLUIRMOSESTECAPÓ-
Abridores de garrafas: TULOÏINTERESSANTEMUDARUMPOUCO
materiais e forma DEPONTODEVISTAˆNÎOPENSARNO
5MABRIDORDEGARRAFASEXECUTA DESIGNERPROJETANDO MASEMUM
UMAFUN ÎOMECÊNICASIMPLESPRENDE OBSERVADORQUEANALISAASORIGENSDE
ABORDADATAMPACOMUMDENTEEˆ UMPROJETO/QUEPODESERINFERIDO
QUANDOAPLICADAUMAFOR ADEALAVANCA DEUMPRODUTOPORSUASCARACTERÓSTI-
AOCABOˆRETIRAATAMPA%SSEÏUM CAS6AMOSCONSIDERARACONEXÎOENTRE
DOSCONCEITOSHÉOUTROS EIMPLICA MATERIALEFORMAEMOUTRASCAMPOS
CERTASRESTRI ÜESDECONlGURA ÎOE DEPESQUISA COMOPOREXEMPLOPSI-
ESCALA/CONCEITOPODESERCORPORIl- COLOGIADOUSUÉRIO ARQUEOLOGIAETC
CADODEVÉRIASMANEIRAS MOSTRADASNOS
DESENHOSESQUEMÉTICOSDA&IGURA
/APRESENTADOEM ÏESTAMPADOEM Compressor:
UMAPLACADEA OPLANA/SAPRESEN- linguagem de projeto
TADOSEM E COME AMCOM
UMASE ÎOEXTRUDADA OQUEREQUER !&IGURAMOSTRAUMCOM- 3. A sugestão se originou com
Haudrum (1994).
MATERIAISFÉCEISDEPROCESSARPOREXTRU- PRESSORDEVOLTS PEQUENO MUITO

115
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 6.10 – s$IAGONAISQUECONVERGEMPARACIMA


Pequeno compressor
s#ORSØBRIA
s5SODETEXTURAPARACRIARCONTRASTES
s$ECORA ÎOMÓNIMA

%SSASSÎOEXATAMENTEASCARAC
TERÓSTICASDEPROJETOQUEOPROJETISTA
ADOTOUPARAOCOMPRESSOR!SASSO
CIA ÜESSÎODEFERRAMENTASMECÊNICAS
BARATO PROJETADOCOMOFERRAMEN EVEÓCULOSCOMERCIAISOUMILITARESAS
TADEEMERGÐNCIAPARAMOTORISTAS PERCEP ÜESSÎODEROBUSTEZEADEQUA
1UAISSÎOASASSOCIA ÜESEPERCEP ÜES  ÎOÌlNALIDADE!MENSAGEMÏNÎO
QUEODESIGNERESTÉTENTANDOCRIAR SETRATADEUMBRINQUEDOÏUMITEM
/QUEELEESTÉTENTANDODIZER SE IMPORTANTEDOKITDEFERRAMENTAS
TRADUZIDOEMPALAVRAS.ASlGURAS
SEGUINTES SÎOANALISADASASFONTES
/SOUTROSPRODUTOSMOSTRADOS Design extremo
NA&IGURADÎOPISTASVISUAIS
/STRÐSSÎOEXEMPLOSDESÓNTESEDO #ONCLUÓMOSESTASE ÎOCOMUM
DESIGNDEhFOR AINDUSTRIALv EXPRES EXEMPLODEREPAGINA ÎOVISUAL CRIA
SOSPORMEIODEFORMA COR TEXTURA  ÎODOSALUNOSDO$EPARTAMENTODE
EELEMENTOSGRÉlCOS%LESTÐMCERTAS $ESENHO)NDUSTRIALDA(ELSINKI5NI
CARACTERÓSTICASEMCOMUM VERSITYOF!RTAND$ESIGN5)!(
EM!TAREFAERAREDESENHARUM
s&ORMASRETAS CONJUNTODECINCOELETRODOMÏSTICOS
s(ORIZONTALREPETIDA DEPEQUENOPORTEˆUMSECADORDE

Figura 6.11 –
Elementos de força
Veículo off-road, furadeira
profissional de impacto,
empilhadeira e o pequeno
compressor mostrado
anteriormente (visto de outro
ângulo).

116
#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

CABELO UMFERRODEPASSARROUPA UM Figura 6.12 –


Elementos de estilo
BARBEADORELÏTRICO UMATORRADEIRAE Produto familiar (ferro de
UMMIXERˆEMhCØDIGOSvESTI passar roupa) caracterizado
LÓSTICOSDIFERENTES5MCØDIGOÏUMA pela forma modernista
atenuada, cor sóbria e
LINGUAGEMDEESTILOQUEEVOCACERTAS textura sutil (fonte:The
ASSOCIA ÜESEEMO ÜESPORMEIODA KOODI CODE, U. of
UTILIZA ÎODEFORMA CORETEXTURA Arts and Design, Helsinque,
Finlândia).
/SRESULTADOS APRESENTADOSEMUMA
EXPOSI ÎOEPUBLICADOSEMLIVRO SÎO
BEM HUMORADOSEPROVOCATIVOS
!QUIREPRODUZIREMOSTRÐSDELES
0ARAOPRIMEIRO&IGURA OCØ
DIGOÏCONSERVADOR DELUXODISCRETO
REPRESENTADOPELAUTILIZA ÎODECORES
ESCURASETEXTURASSEMELHANTESÌDA
MADEIRA EMCONTRASTECOMSUPER Figura 6.13 –
Gracioso e amigável
FÓCIESMETÉLICASCOMACABAMENTO Mixer Mixit (fonte:The
FOSCOEBRILHANTE/SEGUNDO&IGURA KOODI CODE, U. of
 ADOTAUMCØDIGOSEMELHAN Arts and Design, Helsinque,
Finlândia).
TEAODEUMBRINQUEDO QUEEVOCA
SIMPLICIDADE CAMARADAGEMEHUMOR
CONSEGUIDOPORMEIODEFORMAS
ARREDONDADASECORESPRIMÉRIASQUE
DISTINGUEMASPARTESFUNCIONAIS0ARA
OTERCEIRO&IGURA OCØDIGOÏ
FUNCIONALIDADEÉSPERAEINTRANSIGENTE
OBTIDOPORMEIODEFORMASDURASE
ANGULARES COMACABAMENTOMETÉLICO
ESCURECIDOENÎOREmETIVO
%SSESSÎOEXEMPLOSDEESTILOPELO
ESTILO E COMOTAL PODERIAMSERCONSI Figura 6.14 -
Funcionalidade
DERADOSSUPERlCIAISEFRÓVOLOS0ORÏM robusta, de força
VISTOSNOCONTEXTODEEXERCÓCIOSDE militar, sem adornos
DESIGN TRANSFORMAM SEEMCARICATURAS Mixer Kalashnikov (fonte:
The KOODI CODE, U. of
QUEEXPÜEM COMGRA A COMOASSO Arts and Design, Helsinque,
CIA ÎOEPERCEP ÎOPODEMSERMANI Finlândia).
PULADASPORINTERMÏDIODODESIGN
#ONSIDERAREMOSASEGUIRA
CONEXÎOENTREMATERIALEFORMANO
CAMPODAARQUEOLOGIA

117
-ATERIAISE$ESIGN

Processo inverso: TILHAMUMESTILORECONHECÓVELˆO


arqueologia do produto QUEHOJESERIADENOMINADOhIDENTI-
DADEDEMARCAvˆEQUEASMUDAN-
5MARQUEØLOGO AOENCONTRAR  ASDEESTILOSÎOGRADUAIS3ÎOUSADOS
UMOBJETOCOMDECORA ÎOESCULPIDA TRÐSGRUPOSABRANGENTESˆEREVELA-
COMOOAPRESENTADONA&IGURA DORESˆDEATRIBUTOSNA!RQUEOLOGIA
PROCURAINFERIRDESUASCARACTERÓSTICAS 4IPOLØGICA³ASSIMQUEUMTEXTO
NECESSIDADESEDESEJOSQUEINSPIRARAM MUITOCONHECIDOOSDESCREVE
ESSACRIA ÎO/DIÊMETROEAFORMALE-
VEMENTECÙNCAVADOOBJETOIMPLICAM s!TRIBUTOSFORMAISSÎOCARACTERÓSTICAS
OCONCEITOUMPRATOOUUMATRAVESSA COMOFORMA DIMENSÜESMENSURÉ-
Figura 6.15 – /FATODESERRASOENÎOTERBORDASSÎO VEISECOMPONENTES
Travessa suméria
Travessa suméria de prata CARACTERÓSTICASQUESUGEREMSUAFUNCIO- s!TRIBUTOSESTILÓSTICOSINCLUEMDECO-
forjada e decoração cinzelada. NALIDADEUSADOPARACONTERSØLIDOS E RA ÜES PADRÎOEACABAMENTODE
NÎOLÓQUIDOS!GEOMETRIADODESIGNO SUPERFÓCIE
ASSOCIAAOUTROSARTEFATOSDESCOBERTOS s!TRIBUTOSTECNOLØGICOSSÎOOSQUE
ANTERIORMENTE COMFORMASEIMAGENS DESCREVEMOMATERIALEOPROCESSO
DIFERENTES PORÏMTENDOOMESMO USADOSPARAFAZEROOBJETO
ESTILOASPROPOR ÜES AGEOMETRIADA
DECORA ÎO OMATERIALEOMODOCOMO /PARALELOCOMASLISTASDE
FOITRABALHADO)SSO PORSUAVEZ ASSOCIA CARACTERÓSTICASDESENVOLVIDASNESTE
OPRATOAUMPERÓODO UMASOCIEDADE CAPÓTULO BASEADASNOPENSAMENTODE
EUMACULTURAESPECÓlCOSˆADACIVI- DESIGNATUAL ÏSURPREENDENTE
LIZA ÎOSUMÏRIAˆ SOBREOSQUAISJÉSE 6AMOSEXPERIMENTÉ LOPARAUM
SABEMUITO/MATERIALEORESPECTIVO DESIGNDOSÏCULO88/OBJETO
Figura 6.16 – PROCESSAMENTOˆPRATAFORJADAECIN- MOSTRADONA&IGURAÏOBRADE
Travessas art déco
(Clarice Cliff) ZELADAˆEAQUALIDADEDOARTESANATO UMESCRITØRIODEDESIGNˆ#LARICE
O material e a forma, a cor COME AMADARSIGNIlCADOÌTRAVESSA #LIFFˆEEPÓTOMEDEUMESTILOˆ
e a geometria da decoração PRATAEAHABILIDADEPARATRABALHAREM art décoˆQUEDOMINOUA%UROPA
caracterizam o movimento
ARTDÏCO. PRATANUNCAFORAMRECURSOSAOSQUAISO EOS%STADOS5NIDOSNADÏCADA
HOMEMMÏDIOPODERIAASPIRAR!PER- DE/ESTILOart décoINVOCA
CEP ÎODATRAVESSANAQUELAÏPOCA ASSIM GEOMETRIASEMIABSTRATAQUEENVOLVE
COMOAGORA ÏADEUMOBJETOPRECIOSO LINHASHORIZONTAISEEMZIGUE ZAGUE
ERARO PROPRIEDADEDEUMINDIVÓDUO EARRANJODINÊMICO!ORNAMENTA ÎO
OUORGANIZA ÎORICA IMPORTANTEE GEOMÏTRICAÏBASEADAEMHEXÉGONOS
PODEROSAˆESTAÞLTIMACARACTERÓSTICA OCTØGONOS OVAIS CÓRCULOSETRIÊN-
REFOR ADAPELAIMAGEMDOLEÎO GULOS!DECORA ÎOÏINSPIRADANO
%SSETIPODEMÏTODOARQUEOLØ- CLASSICISMO EMARTEPRÏ COLOMBIANA
GICOÏCONHECIDOCOMOhTIPOLOGIAv EGÓPCIAEAFRICANA USANDOMOTIVOS
"ASEIA SEEMAGRUPAROBJETOShPOR COMOOLEQUE AmORDELØTUS OSOL
TIPOSv QUECOMPARTILHAMOSMES- NASCENTEEORAIO
MOSATRIBUTOSDEMATERIAL FORMAE !art décoFOIOPRIMEIROMOVI-
4. Fagan (1999) fornece DECORA ÎODASUPERFÓCIE0ORTRÉSDELE MENTODEESTILOAFAZERUSOEXPRESSIVO
uma resenha fácil de ler sobre ESTÉAPREMISSADEQUEOBJETOSDE DEPOLÓMEROS!BAQUELITARESINA
métodos arqueológicos.
DETERMINADAÏPOCAELUGARCOMPAR- FENØLICA OPRIMEIROPLÉSTICOCOMER-

118
#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

CIALQUEPODIAACEITARAMPLAGAMADE DEALTAPRECISÎOPARAUTILIZA ÎODOS
CORESETEXTURAS PRESTAVA SEÌSCURVAS ENTENDIDOSDORAMOUSAMSUGESTÜES
AVENTUREIRASEÌSFORMASESCALONADAS VISUAISDESSEESTILOˆFORMARETANGU-
DOMOVIMENTOart décoˆFORMASQUE LARDISCRETA ACABAMENTOPRETOFOSCO
SERIAMDIFÓCEISDEFAZEREMMADEIRA INTERRUPTORESECONTROLESQUEIMITAM
%MUMEXTREMO lGURAVAORÉDIO OSDOSEQUIPAMENTOSPROlSSIONAISˆ
PORTÉTIL CUJAUTILIZA ÎODEPLÉSTICO PARASUGERIRLIDERAN ATÏCNICAINTRAN-
CROMO A OEALUMÓNIOPERMITIAUMA SIGENTE(ÉUMESTILOQUECARACTERIZA
GAMADEPRODUTOSBARATOS PRODUZIDOS AERAAEROESPACIAL QUEVAIALÏMDA
EMMASSA.OOUTRO ASSUÓTESFAUSTOSAS SIMPLESOTIMIZA ÎOESEESTENDEÌCOR
DOSGRANDESNAVIOSTRANSOCEÊNICOSE EAOMATERIALALUMÓNIOPOLIDOOU
HOTÏISDEPRIMEIRACLASSE EMQUEA FOSCO AOFORMATODEJANELASEPORTAS
UTILIZA ÎODEEXØTICASMADEIRASRÓGIDAS ARREDONDADOS EAOMÏTODODEJUN-
COURO MARlM VIDROEBRONZECRIAVA  ÎOREBITES $ESIGNERSDEELETRODO-
UMCENÉRIOPARAOSMUITORICOS!art MÏSTICOSUSAMESSESEOUTROSATRIBUTOS
décoESTÉASSOCIADAALUXOCOSMOPOLITA QUECARACTERIZAMAERAAEROESPACIAL
PROGRESSOEPODERINDUSTRIAL FÏNA PARASUGERIRUMAASSOCIA ÎOCOMA
TECNOLOGIAEFUTURISMO NATUREZAAVAN ADADESSAINDÞSTRIA
!LGUNSESTILOSDEDESIGN COMO %SSADIGRESSÎOPARAAARQUEOLOGIA
OSQUEJÉCITAMOS1UADRO TÐM TEMUMARAZÎO³QUEOSMÏTODOS
TALSIGNIlCÊNCIAQUEFORAMESTUDADOS DETIPOLOGIAPERMITEMAOSPRODUTOS
EMPROFUNDIDADEOAGRUPAMENTODE SEREMINDEXADOSDEVÉRIASMANEIRAS
ATRIBUTOSˆFORMA PADRÎO DECORA ÎO PORCONlGURA ÎO ESCALA INTEN ÎO
MATERIALEPROCESSOˆQUECARACTE- FUNCIONALIDADE PERSONALIDADEEPELOS
RIZACADAUMÏBEM DOCUMENTADO MATERIAISEPROCESSOSUSADOSPARA
0ORÏM EXISTEMMUITOSOUTROShESTI- FAZÐ LOS5MCATÉLOGODEPRODUTOS
LOSvQUESURGIRAMNATURALMENTENA INDEXADOSDESSAMANEIRAOUPOROU-
TENTATIVADEATENDERAUMANECESSIDA- TRAEQUIVALENTE BASEADAEMSOFTWARE 5. Sullivan foi arquiteto, um
DE0ORTANTO HÉUMESTILOASSOCIADOA TORNA SEUMAFERRAMENTAPARAODE- projetista de arranha-céus.
Sua frase lançou um princípio
VEÓCULOSMILITARESQUETEMSUAORIGEM SIGNINDUSTRIAL UMTIPODECOLAGEM básico do modernismo, e
EMNECESSIDADESPURAMENTEPRÉTICAS OUPAINELSEMÊNTICOCOMPUTADORIZA- com ele um mal-entendido
COMASØBVIASASSOCIA ÜESDEDURABI- DO EAINDAUMAOUTRAMANEIRADESU- que provou ser tão difícil de
destruir quanto o concreto.
LIDADE ROBUSTEZ FOR AEAGRESSIVIDADE GERIRMATERIAISEPROCESSOS%SSAIDEIA Tornou-se um álibi para
$ESIGNERSDECARROS EMPARTICULARDE SERÉDESENVOLVIDANO#APÓTULO produtos com brutal falta
VEÓCULOSoff-road INSPIRAM SENAFORMA de imaginação. O próprio
Sullivan explicou o que a
COREMATERIALDEVEÓCULOSMILITARES frase realmente significava, a
PARACRIAR EMSEUSPRODUTOS AMESMA Conclusões: o que saber, que construir Bancos
PERSONALIDADE MR¾YIRGMEEJSVQE# que parecem templos gregos é
ridículo — afinal, as pessoas
(ÉUMESTILOASSOCIADOAEQUI- que estão atrás dos balcões
PAMENTOSELETRÙNICOSDEAVIÜESE 5MADASFRASESMAISCITADASE não usam togas. Um Banco
NAVIOS DENOVONESSECASODEORIGEM INmUENTESDAHISTØRIADODESIGNÏ que funciona como um Banco
deve parecer um Banco; um
PURAMENTEUTILITÉRIA QUETRANSMITE hAFORMASEGUEAFUN ÎOv3EU Museu deve parecer um
ASSOCIA ÜESDEDESEMPENHOTÏCNICO CRIADOR ,OUIS3ULLIVAN QUERIADAR Museu; um edifício residencial
DEÞLTIMAGERA ÎO PRECISÎOECONlA- ÐNFASEAUMAQUESTÎOSIMPLES 5MASA deve parecer um edifício
residencial.
BILIDADE$ESIGNERSDEEQUIPAMENTOS BREVIDADE AALITERA ÎO APRATICIDADE

119
-ATERIAISE$ESIGN

ˆAclareza ˆDAFRASELHEDÉUMA DESUASPROPRIEDADESEDAMANEIRA


QUALIDADEINSTIGANTE QUEPARECEDIZER COMOPODEMSERCONFORMADOS-AS
QUEAMELHORFORMAPARAUMPRO- REGRAS ÏCLARO TÐMSUASEXCE ÜESA
DUTOÏAQUEMAISSEADAPTAÌFUN ÎO UTILIZA ÎOINCONGRUENTEDEMATERIAIS
QUEELEDESEMPENHA%SSERACIOCÓNIO PODEEXPRESSARALGOSURREALUMRELØ-
TEMUMAATRATIVIDADEØBVIAPARAOS GIOPELUDO OURIDÓCULOUMALÊMINA
ENGENHEIROS CUJOTRABALHOÏFAZER DEFACAFEITADEBORRACHA OUTRANS-
ASCOISASFUNCIONAREM EHÉMUI- FERIRUMAASSOCIA ÎODEUMOBJETO
TOSEXEMPLOSNOSQUAISABUSCADA PARAOUTROCHOCOLATE4ORRE%IFFEL 
FUN ÎOCRIOUUMOBJETODEBELEZAA 4ODOSTÐMOSEULUGARNOMERCADO
0ONTE'OLDEN'ATEEM3AN&RANCIS- -ASNOCENTRODOPALCOESTÎOAS
CO O&USCAORIGINALDA6OLKSWAGEN A FORMASQUEUSAMMATERIAISDEMODO
AERONAVE#ONCORDEEMBORA ABEM ELEGANTE ElCIENTEEECONÙMICO
DAVERDADE O"OEINGESTEJAMAIS %FUN ÎOEMATERIALNÎOSÎOAS
PRØXIMODOPRINCÓPIOhAFORMASE- ÞNICASDIRETRIZESDAFORMA#ONSU-
GUEAFUN ÎOv ˆTODOSESSESFORAM MIDORESCOMPRAMASCOISASDEQUE
PROJETADOSTENDOEMMENTEDESAlOS GOSTAME COMMUITASALTERNATIVASDE
TÏCNICOS ENÎOESTÏTICOS0ERCEP ÜES MÏRITOSTÏCNICOSPRATICAMENTEIGUAIS
COMOESSASDERAMÌFRASEOstatusDE OCONSUMIDORÏINmUENCIADOPELAS
UMDOGMARELIGIOSO TENDÐNCIASDOGOSTO PELAPUBLICIDA-
-ASSERÉQUEELAÏDEFATOVERDA- DEEPORCOISASQUEOUTRASPESSOAS
DEIRA/MELHORDESIGNˆOÞNICO COMPRAM!FORMA INEVITAVELMENTE
DESIGNˆÏOQUEMELHORCUMPREA SEGUEAMODA(ÉAINDAOUTROSMO-
FUN ÎODOPRODUTO!FORMA COMO DOSDEINmUENCIARAFORMA!FORMA
ACABAMOSDEMOSTRAR TAMBÏMÏIN- SEGUEOPRAZER!SOCIEDADEQUASE
mUENCIADAPORMATERIAISNOCASODA SACIADADOSANOSÏATRAÓDAPELO
ARQUITETURA AINmUÐNCIAÏFORTENO HUMORSECADORDECABELODO3NO-
DESIGNDEPRODUTO EMBORAÌSVEZES OPYTELEFONEEMFORMADEBANANA
MENOSØBVIA CERTAMENTEELAESTÉ PELAPERFEI ÎOPINTURAIMACULADADA
PRESENTE0ODERÓAMOSDESENVOLVER CARROCERIADEUMCARRONOVO PELO
UMCASOCOMBASENAFRASEhAFORMA LUXOSOFÉSACONCHEGANTESEMACIOS
SEGUEOMATERIALvˆNÎOSOATÎO ESTOFADOSEMCOURO EPELANOVIDADE
BEM MASPODEESTARMAISPRØXIMO EXTRAVAGANTEQUALQUERDESIGNDE
DAREALIDADE0ARECESERUMAREGRA 0HILIPPE3TARCK !FORMADOPRODU-
GERALQUEOBOMDESIGNÏAQUELEQUE TOÏINmUENCIADAPORMUITASCOISAS
UTILIZAMATERIAISDEMODOAFAZERUSO MASMATERIALEPROCESSOESTÎOENTRE
MAISElCIENTE EMUITASVEZESVISÓVEL ASMAISFORTES


#APÓTULOs!FORMASEGUEOMATERIAL

Leitura adicional
Bahn, P. Archaeology — A Very Short History/XFORD/XFORD5NIVERSITY
0RESS ,EVANTAMENTOVIVAZ CRÓTICOEDIVERTIDODEMÏTODOSARQUEOLØGI-
COSEESCOLASDEPENSAMENTO
Billington, D. P. The Tower and the Bridge, New Art of Structural Engineering
0RINCETON0RINCETON5NIVERSITY0RESS /PROFESSOR"ILLINGTON ENGE-
NHEIROCIVIL ARGUMENTAQUEGRANDESESTRUTURASˆA0ONTEDO"ROOKLYN OS
ARRANHA CÏUSDE#HICAGO OSTELHADOSDECONCHASDECONCRETODE0IER,UIGI
.ERVIˆNÎOAPENASSUPERAMDESAlOSTÏCNICOS MASALCAN AMOstatusDEARTE
'RANDEPARTEÏBIOGRÉlCAˆREALIZA ÜESINDIVIDUAISDEARQUITETOSDEESTRUTU-
RASˆ MASOCOMENTÉRIOQUEASPERMEIAÏPODEROSOEESCLARECEDOR
Cowan, H. J. e Smith, P. R. The Science and Technology of Building Materials
.OVA9ORK6AN.OSTRAND 2EINHOLD 5MABOAINTRODU ÎOSOBREMATE-
RIAISNAARQUITETURA QUEREVELADISTIN ÜESENTREMATERIAISESTRUTURAIS hEXTER-
NOSvOUMATERIAISPARAAPARTEEXTERNA EhINTERNOSvOUMATERIAISPARACONTROLE
DESOM CALORELUZDENTRODOEDIFÓCIO(ÉCAPÓTULOSSOBREPEDRA A O MADEIRA
CONCRETO VIDROEPLÉSTICO COMDIRETRIZESPARASELE ÎO
Duncan, A. Art Déco,ONDRES4HAMESAND(UDSON 2ESENHAABRAN-
GENTEDAHISTØRIAECARACTERÓSTICASDOMOVIMENTOart décoDEDESIGN
Fagan, B. M. Archaeology — A Brief IntroductionaED,ONDRES0RENTICE(ALL
)NTERNATIONAL )NTRODU ÎOAOSMÏTODOSETÏCNICASDAMODERNAARQUEOLOGIA
Haudrum, J. Creating the Basis for Process Selection in the Design Stage4ESEDE
DOUTORADO 4HE)NSTITUTEOF-ANUFACTURING%NGINEERING 4ECHNICAL5NIVERSITY
OF$ENMARK %XPLORA ÎODEPROCESSOSDESELE ÎODOPONTODEVISTADE
UMATEORIADEDESIGN
Jakobsen, K. h4HE)NTERRELATIONBETWEEN0RODUCT3HAPE -ATERIALAND0RO-
DUCTION-ETHODv ICED’89 (ARROWGATE PP  AGO*AKOBSEN
IDENTIlCAAINTERDEPENDÐNCIAENTREFUN ÎO FORMA MATERIALEPROCESSO EENSINA
COMOPODEMOSSEGUIRDIFERENTESSEQUÐNCIASPARAASELE ÎODOSQUATROASPECTOS
Lenau, T. h-ATERIALAND0ROCESS3ELECTIONUSING0RODUCT%XAMPLESv APRESEN-
TADONA%UROMAT#ONFERENCE 2IMINI )TÉLIA  JUN!NÉLISEDAS
NECESSIDADESQUEOSDESIGNERSINDUSTRIAISTÐMDEINFORMA ÜESSOBREMATERIAIS
Muller, W. Order and Meaning in Design. 5TRECHT,%--!%DITORES
5TRECHT 7-ULLERÏPROFESSORDA%SCOLADE$ESIGN)NDUSTRIALDA
$ELFT4ECHNICAL5NIVERSITY/LIVRODESCREVEOPROCESSOQUEELEDESENVOLVEU
PARAENTENDEREENSINAR$ESIGN)NDUSTRIAL#ONTÏMVÉRIASPERCEP ÜESÞTEIS
ALGUMASDASQUAISUSAMOSNESTECAPÓTULO
University of Art and Design Helsinki. KOODI Code. (ELSINQUE5)!(
"OOKS $ELICIOSOCONJUNTODEEXEMPLOSDEREDESIGNDEPEQUENOSPRO-
DUTOSDOMÏSTICOSEMESTILOSDIFERENTES


Ca

Cr leçã
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© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

0ARACRIARUMAFERRAMENTADESELE ÎODEMATERIAIS PRECISAMOSESTRUTURARASINFORMA-
 ÜESQUEFORAMAPRESENTADASATÏAQUI%SSAFERRAMENTA COMODESCRITANO#APÓTULO
DEVEA COLETAREARMAZENARINFORMA ÜESDEMATERIAIS PROCESSOSEPRODUTOS ORGANI-
ZANDO ASDEMODOQUEPERMITARÉPIDARECUPERA ÎOB APRESENTARESSASINFORMA ÜES
EMFORMATOCRIATIVOEC PERMITIRPESQUISA RECUPERA ÎOECOMBINA ÎODEINFOR-
MA ÜESSOBREMATERIAIS PROCESSOSEOSPRODUTOSQUEELESCRIAM0ARAISSO APRIMEIRA
ETAPAÏACLASSIlCA ÎO

'PEWWM½GEpnSIMRHI\EpnS EACLASSIlCA ÎODASPLANTASDE,INEU
ALÏMDETRAZEREMORDEMAOASSUNTO
#LASSIlCA ÎOÏAPRIMEIRAETAPA QUEESTUDAVAM SUGERIRAMAEXISTÐNCIA
PARATRAZERORDEMAQUALQUEREMPREEN- DEMEMBROSQUEESTAVAMFALTANDONAS
DIMENTOCIENTÓlCO/SFUNDADORESDA POPULA ÜESˆELEMENTOSEESPÏCIES
BIOLOGIA ZOOLOGIAEGEOLOGIAFORAMOS QUEAINDANÎOTINHAMSIDODESCOBERTOS
CRIADORESDOSSISTEMASDECLASSIlCA ÎO .EMTODASASCLASSIlCA ÜESSOBREVI-
!CLASSIlCA ÎOSEGREGAUMAPOPULA ÎO VERAMˆAINDAHOJEOMAPEAMENTO
INICIALMENTEDESORDENADAEMGRUPOS GENÏTICOESTÉRECONSTRUINDOASCLASSI-
QUE DEALGUMMODO TÐMSEMELHAN- lCA ÜESDABIOLOGIA0ORÏM DEMODO
 ASSIGNIlCATIVAS%SSESGRUPOSPODEM ALGUMISSODIMINUIAIMPORTÊNCIADA
SERSUBDIVIDIDOSPROCURANDO SENÓVEIS CLASSIlCA ÎOORIGINALELAFOIUMAETAPA
MAISRElNADOSDESIMILARIDADESDENTRO ESSENCIALPARACHEGARÌNOVAESTRUTURA
DECADAUM/SUCESSODOSGRANDES !CLASSIlCA ÎODESEMPENHAUM
SISTEMASDECLASSIlCA ÎODEVE SEÌ PAPELIMPORTANTEEMDESIGN$ESIGN
ESCOLHADEATRIBUTOSRELEVANTESEDO ENVOLVEESCOLHA EUMAESCOLHAÏFEITA
MODODEJULGAROQUEÏhSIGNIlCATIVA- APARTIRDEUMAENORMEGAMADEIDEIAS
MENTESEMELHANTEv!CLASSIlCA ÎODE EDADOSˆENTREELES AESCOLHADE
-ENDELEIEVDOSELEMENTOSNATABELA MATERIAISEPROCESSOS!CLASSIlCA ÎO
PERIØDICA ACLASSIlCA ÎODE$ARWIN ESTÉINTIMAMENTELIGADAÌINDEXA ÎO
PARAAVIDANATURALDASILHAS'ALÉPAGOS UMAATIVIDADEFUNDAMENTALPARAA

123
-ATERIAISE$ESIGN

RECUPERA ÎO BEMCOMOPARAASELE ÎO SERÎODIFERENTES0ORÏM SEEXISTIRUM


DEINFORMA ÜES0ORÏM PARASEREM AMPLOCONSENSOCOMOCERTAMENTE
ElCIENTES ACLASSIlCA ÎOEAINDEXA ÎO OCORRECOMOSLIVROS ASELE ÎOPOR
DEVEMSERADAPTADASÌNATUREZADA CARACTERÓSTICASÏPRODUTIVAÏRÉPIDA
hPOPULA ÎOvDEOBJETOSQUEDEVEM mEXÓVELEPROCESSABEMIMPRECISÜES
SERCLASSIlCADOSEÌlNALIDADEDABUSCA NADElNI ÎODOSDADOS%MBORANÎO
#ONSIDEREOEXEMPLOASEGUIR SEJAEXATA ÏUMGRANDEPASSOÌFRENTE
AALTERNATIVAÏARESPOSTAhSEVOCÐ
Estrutura de informações NÎOSOUBERO)3". NÎOPODEREI
para uma livraria AJUDÉ LOv $AREMOSAISSOONOME
)MAGINEQUEVOCÐDIRIGEUMA DEhINDEXA ÎOPROFUNDAv
PEQUENALIVRARIAETEMACESSOAOBANCO #ONTUDO AINDAHÉMAIS!&IGURA
DEDADOSPADRÎOPARALIVROSIMPRESSOS CMOSTRAUMTIPODIFERENTEDESE-
.ESSEBANCODEDADOSlGURAMCERTOS LE ÎO!QUI ASELE ÎONÎOÏMAISUMA
ATRIBUTOSDELIVROSOAUTOR AEDITORA O SIMPLESBUSCAQUEUTILIZAOÓNDICE
TÓTULO O)3".)NTERNATIONAL3TANDARD RELEVANTEELADEPENDEDEANALOGIA
"OOK.UMBER ADATADEPUBLICA- ³UMARESPOSTAAOCLIENTEQUEGOSTA
 ÎO OPRE O EASSIMPORDIANTE5M DELIVROSDOAUTOR8 PORÏM COMO
CLIENTEQUEQUERUMLIVROECONHECE JÉLEUTODOSELES AGORAQUERLIVROS
QUALQUERUMADESSASINFORMA ÜESPODE DECARÉTERSEMELHANTE ESCRITOSPOR
SERAJUDADO!RECUPERA ÎOÏOBJETIVA OUTROSAUTORES/SLIVROSDOAUTOR8
ESISTEMÉTICAQUALQUERUMQUEFA AO TÐMUMAOUMAISCARACTERÓSTICASABS-
MESMOPEDIDORECEBERÉEXATAMENTEA TRATAS EESSASMESMASCARACTERÓSTICAS
MESMARESPOSTA&IGURAA $AREMOS ESTÎOLIGADASAOUTROSAUTORES.ESSE
AISSOONOMEDEhINDEXA ÎOSIMPLESv CASO ASPALAVRASEXATASUSADASPARA
-ASSUPONHAQUEOCLIENTENÎO DESCREVEROCARÉTERDOLIVROSÎOME-
SABENADADISSOESIMPLESMENTEQUER NOSIMPORTANTESELASSÎO PORASSIM
hUMROMANCEHISTØRICOv%LEAINDA DIZER hVARIÉVEISlCTÓCIASv QUECRIAM
PODESERAJUDADOSEVOCЈODONO ASSOCIA ÜESENTREUMAUTOREOUTRO
DALIVRARIAˆCONHECEROCARÉTERDOS $ANDOMAISUMPASSOÌFRENTE&I-
LIVROSQUEVENDEOUTIVERUMBANCO GURAD OPARACOPLADODEBANCOS
DEDADOSQUECONTENHATAISINFORMA- DEDADOSPERMITEhBUSCAALEATØRIAv
 ÜES&IGURAB !QUI OSATRIBUTOS browsing !BUSCAALEATØRIAÏBASEADA
DESCREVEMANATUREZADOSLIVROSEM EMCURIOSIDADE ÏOMODODESATISFAZER
UMNÓVELMAISABSTRATOBIOGRAlA UMANECESSIDADEQUEÏSENTIDA MAS
DOCUMENTÉRIOOUlC ÎOROMÊNTICO NÎOÏEXATAMENTEDElNIDA³COMO
TRÉGICOOUHUMORÓSTICOCONTEMPORÊ- PASSEARPORUMALIVRARIA PUXARLIVROS
NEOOUHISTØRICO EASSIMPORDIANTE DASESTANTESEVERIlCAROCARÉTERDESSES
%NTÎOUMABUSCAPORhROMÊNTICO LIVROSATÏENCONTRARUMQUECOMBINE
EHISTØRICOvRETORNARÉLIVROSQUE COMOQUEVOCÐESTÉPROCURANDO!
ATENDEMOSDESEJOSDOCLIENTE/ BUSCAALEATØRIAPERMITESUGESTÜESNÎO
MÏTODOÏSUBJETIVO NÎOSISTEMÉTI- PLANEJADAS SUGESTÜESINESPERADAS AO
COˆÏBASEADOEMPERCEP ÜES NÎO ACASOVOCÐSAIDALIVRARIACOMLIVROS
EMSIMPLESFATOSˆE ÌSVEZES AS QUE QUANDOENTROU NÎOSABIAQUE
VISÜESSOBREOCARÉTERDEUMLIVRO QUERIAÏUMAESPÏCIEDEINSPIRA ÎO

124
#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

(a) Enter (b) Enter

,)62/3)-02%33/3 #!2­4%2$/,)62/ ,)62/3)-02%33/3 #!2­4%2$/,)62/


!UTOR TÓTULO 2OMANCEHISTØRICO !UTOR TÓTULO 2OMANCEHISTØRICO
%DITORA 0OLICIALDEFÉCILLEITURA %DITORA 0OLICIALDEFÉCILLEITURA
.ÞMERODEPÉGINAS $RAMASOCIALAUDACIOSO .ÞMERODEPÉGINAS $RAMASOCIALAUDACIOSO
0RE O (UMORESDRÞXULO 0RE O (UMORESDRÞXULO
)3". 2EALISMOMÉGICO )3". 2EALISMOMÉGICO

(c) Enter (d) Enter Enter

,)62/3)-02%33/3 #!2­4%2$/,)62/ ,)62/3)-02%33/3 #!2­4%2$/,)62/


!UTOR TÓTULO 2OMANCEHISTØRICO !UTOR TÓTULO 2OMANCEHISTØRICO
%DITORA 0OLICIALDEFÉCILLEITURA %DITORA 0OLICIALDEFÉCILLEITURA
.ÞMERODEPÉGINAS $RAMASOCIALAUDACIOSO .ÞMERODEPÉGINAS $RAMASOCIALAUDACIOSO
0RE O (UMORESDRÞXULO 0RE O (UMORESDRÞXULO
)3". 2EALISMOMÉGICO )3". 2EALISMOMÉGICO

0ODEATÏPARECERQUETODAESSA s6ISUALMENTEPROCURANDOAGRUPA- Figura 7.1 –


-RHI\EpnSIWIPIpnS
EXPLICA ÎOESTÉLONGEDOASSUNTO MENTOSEMhMAPASDEDENSIDADEv A )NDEXA ÎOSIMPLESPOR
FUNDAMENTALDESTELIVRO MASCONTÏM DEATRIBUTOSˆCOMONACLASSI- atributos objetivos, usando
MENSAGENSÞTEIS!PRIMEIRAAESCOLHA lCA ÎODEDADOSESTATÓSTICOSDE hOOBJETOTEMATRIBUTOSxv
(b) Indexação profunda por
DEATRIBUTOSEACLASSIlCA ÎOEINDE- OCORRÐNCIADECRIMESNOMAPADE associações ou percepções,
XA ÎOQUEDELADECORREMDEVEMSER UMPAÓSEAGRUPANDOASÉREASQUE USANDOhOOBJETOTEM
ADAPTADASÌlNALIDADEPARAAQUALAS TENHAMUMADETERMINADADENSIDADE CARACTERÓSTICASxvC 3ELE ÎO
PORSÓNTESE USANDOANALOGIAS
INFORMA ÜESSERÎOUSADAS!SEGUNDA DETAISOCORRÐNCIAS/SMÏTODOSDE — “o objeto é parecido
AINDEXA ÎOMÞLTIPLAPERMITEUMA MAPEAMENTODEATRIBUTOSEDEES- COMxvED 3ELE ÎOPOR
DIVERSIDADEMAISRICADEMÏTODOSDE CALAMULTIDIMENSIONAL DESCRITOSNO inspiração, por busca aleatória.
SELE ÎO DOSQUAISADISTIN ÎOMAIS #APÓTULO REVELAMhSIMILARIDADESv
SURPREENDENTEÏENTREOSBASEADOS DENTRODEPOPULA ÜESDEMATERIAIS
EMANÉLISEˆhACHARUMOBJETOQUE PROCESSOSOUPRODUTOS
TEMALGOvˆEOSQUEUSAMANALOGIA s5SANDOCONHECIMENTOCIENTÓlCOSUB-
ˆhACHARUMOBJETOQUEÏPARECIDO JACENTECOMONACLASSIlCA ÎODE
COMALGUMACOISAv%NTÎO VEJACOMO MATERIAISBASEADANANATUREZADE
SÎOCONSTRUÓDASASCLASSIlCA ÜES SUASLIGA ÜESINTERATÙMICASEESTRU-
TURASCRISTALINAS OUNACLASSIlCA ÎO
s%MPIRICAMENTEUSANDOFATOSUNIVER- DEANIMAISCOMBASENO$.!
SAIS VERIlCÉVEISˆDOMESMOMODO s0ORQUALIDADESMAISABSTRATASDE
QUEOSCIENTISTASSOCIAISPODERIAM percepção ou ASSOCIA ÎODOMESMO
CLASSIlCARAPOPULA ÎOPORIDADE MODOQUEVOCÐPODERIACLASSIlCAR
SEXO ESTADOCIVIL NÞMERODElLHOS AMIGOSCOMOSENSÓVEIS EMOCIO-
PROlSSÎO RENDAEASSEMELHADOS NAIS TOLERANTES OUFACILMENTE

125
-ATERIAISE$ESIGN

IRRITÉVEISOUDOMESMOMODOQUE SELECIONARMATERIAISPORANALOGIAE
CLASSIlCAMOSLIVROSCOMOPOLICIAIS BUSCAALEATØRIA AOSQUAISVOLTAREMOS
ROMANCESOUDRAMASSOCIAIS EMBREVE-AS PRIMEIRO OBSERVEOS
PONTOSÌDIREITADA&IGURA
!CLASSIlCA ÎOBASEADANACIÐNCIA /PRIMEIROCONTÏMINFORMA ÜES
REFOR ADAPORMAPASDEPROPRIEDADES SOBREAESTÏTICADOPRODUTOOSATRI-
FUNCIONOUBEMPARAOSATRIBUTOSDE BUTOSVISUAIS TÉTEIS ACÞSTICOSEˆSE
ENGENHARIADEMATERIAIS#APÓTULO  RELEVANTESˆOLFATIVOSAPRESENTADOS
/MÏTODOEMPÓRICOFUNCIONOUADE- NO1UADRODO#APÓTULO)SSO
QUADAMENTEPARAPROCESSOS#APÓTULO PERMITEAINDEXA ÎODEPRODUTOSPOR
 0ORÏM PARAPRODUTOS PRECISAMOS ESSASCARACTERÓSTICASE INDIRETAMENTE
DEALGOMAISABSTRATO PORMEIODEPRODUTOS LIGAESSASCA-
RACTERÓSTICASAOSMATERIAISEPROCESSOS
CAPAZESDEFORNECÐ LAS!SEGUNDA
Uma estrutura de CONTÏMINFORMA ÜESSOBREPERCEP-
informações para  ÜESˆOSATRIBUTOSQUEAPARECEM
design de produto NO1UADRO#APÓTULO ³COMO
OQUADROhCARÉTERDOLIVROvDA&IGURA
!&IGURAMOSTRAODESENHO 3EUCONTEÞDOEASLIGA ÜESDESSE
ESQUEMÉTICODEUMAESTRUTURADE CONTEÞDOAPRODUTOSSÎOQUESTÜESDE
INFORMA ÜESPARADESIGNDEPRODUTO JUÓZODEPENDEMDECULTURA GOSTOE
QUEREÞNEMUITASDASIDEIASDESENVOL- MODA EEVOLUEMCOMOTEMPO-AS
VIDASEMCAPÓTULOSANTERIORES³COM- COMOARGUMENTAMOSANTES OFATODE
POSTAPORUMAREDEDESEISCÓRCULOS ELASSEREMIMPRECISASNÎOSIGNIlCA
INTERLIGADOSQUEREPRESENTAMDADOS/ QUESÎOINÞTEISPERMITEMNOVOS
PONTOCENTRALˆ0RODUTOSˆCONTÏM MODOSDEINDEXA ÎODEPRODUTOSE
DADOSFACTUAISPARAATRIBUTOSDEPRO- PROPORCIONAMNOVOSCAMINHOSPARA
DUTOSONOMEDOPRODUTO FABRICANTE ARECUPERA ÎODEINFORMA ÜESSOBRE
NÞMERODOMODELO PRE OEDETALHES MATERIAISEPROCESSOSBASEADASNOS
DEDESEMPENHO0ODEMOSENCONTRAR MODOSCOMOSÎOUTILIZADOS
PRODUTOSFAZENDOUMABUSCAPORESSES 2ESTAUMPONTOˆOCÓRCULO
ATRIBUTOS EXATAMENTECOMOPODEMOS MOSTRADONAPARTESUPERIORDA&IGURA
ENCONTRARLIVROSPELOTÓTULOOUPELO !OPROJETARUMPRODUTO ODESIG-
)3".0ERMITEINDEXA ÎOSIMPLES NERÏGUIADOPORCERTASPRIORIDADES
0ODEMOSALCAN ARUMNÓVELMAIS GERAISQUECONDICIONAM EMMAIOROU
PROFUNDODEINDEXA ÎOINTERLIGAN- MENORGRAU TODASASDECISÜESEESCO-
DOCADAPRODUTOAOSMATERIAISE LHAS.ØSASENCONTRAMOSNO#APÓTULO
PROCESSOSUSADOSEMSUAMANUFATURA  ONDEFORAMDENOMINADAS)NTEN ÜES
VEJAOSPONTOS-ATERIAISEPROCES- NODESIGN1UADRO !PALAVRA
SOSNA&IGURA !GORAÏPOSSÓVEL hINTEN ÎOvDESCREVEOQUEOPRODU-
BUSCARTODOSOSPRODUTOS COMO POR TOÏdestinado a SERˆASPRIORIDADES
EXEMPLO AQUELESFEITOSDE!"3 A O NAMENTEDODESIGNER!INDEXA ÎO
INOXIDÉVELOUAINDAOSPRODUTOS PORINTEN ÜESPERMITECERTOGRAU
DECORADOS TALVEZ PORTAMPOGRAlA DEABSTRA ÎO PORAGRUPARPRODUTOS
%ISSOTAMBÏMABRENOVOSMODOSDE CUJASFUN ÜESPODEMSERRADICALMENTE

126
#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

DIFERENTES MASQUESÎOPROJETADOS PORDIANTE-AISPROVEITOSOAINDA O


COMUMCONJUNTODEPRIORIDADES PRODUTOPODESERINDEXADODEUM
SEMELHANTES!INTEN ÎOh$ESIGNPARA MODOMAISPROFUNDOPORMATERIAL
IDOSOSvIMPLICAAVISÎODEUMPRODUTO PROCESSO INTEN ÎO ESTÏTICAEPER-
COMFUNCIONALIDADE APELOEPRE O CEP ÎO!INDEXA ÎOMAISPROFUNDA
ADAPTADOSAPESSOASMAISVELHAS OQUE PERMITETODOUMCONJUNTODEMÏ-
INmUENCIAAESCOLHADECONlGURA ÎO TODOSDESELE ÎO EXATAMENTECOMO
FORMA TAMANHO CORETEXTURA EDOS OCORREUCOMAINDEXA ÎODELIVROS
MATERIAISEPROCESSOSUSADOSPARA 5MEXEMPLOILUSTRARÉALGUNS
CONSEGUIRTAISATRIBUTOSh$ESIGNPARA DELES/CONCEITOUMASSENTODESE-
PRODU ÎOEMMASSAvIMPLICAAVISÎO GURAN APARATRANSPORTARCRIAN ASEM
DEUMPRODUTOQUEPODESERFABRI- AUTOMØVEIS/PONTODEPARTIDASÎO
CADORAPIDAMENTEECOMCUSTOBAIXO ASDIRETRIZESBÉSICASDOPROJETO Obrie-
POREQUIPAMENTOSAUTOMATIZADOS O lNG QUEESTABELECEMCERTOSREQUISITOS
QUEORIENTAAESCOLHADEMATERIAISE EIMPLICAMUMALISTADECARACTERÓSTI-
PROCESSOSDECONFORMA ÎO JUN ÎOE CAS/ASSENTODEVEACOMODAR SEGURAR 1.Talvez seja interessante
ACABAMENTOh$ESIGNPARARECICLAGEMv EPROTEGERACRIAN AQUANDOSUBMETI- PENSARNISSOCOMOOh$.!
DOPRODUTOv NOSENTIDODA
IMPLICAAESCOLHADEMATERIAISEDE DAADESACELERA ÜESDEATÏGDEVE COMBINA ÎOPARTICULARDE
MODOSDEJUN ÎOEACABAMENTOQUE SERFORTEOSUlCIENTEPARASUPORTAR CARACTERÓSTICASQUEODISTINGUE
PERMITIRÎOQUEOSPRODUTOSSEJAMDES- ASFOR ASDEINÏRCIAQUEISSODEMAN- de todos os outros produtos.

MONTADOSEVOLTEMAOCICLODEPRO- DAEAOMESMOTEMPONÎOPERMITIR Figura 7.2 – Uma


DU ÎO3EASINTEN ÜESSÎOCONHECIDAS QUEACRIAN ASOFRAQUALQUERLESÎO!S estrutura de
OUPODEMSERINFERIDAS OSPRODUTOS DIMENSÜESDOASSENTODEVEMPERMITIR informações para
design de produto
PODEMSERVINCULADOSAELAS QUEELEPASSEFACILMENTEPELAPORTADO #ADACÓRCULOESUASLIGA ÜES
³UMAlGURACOMPLEXA5MAANA- CARRO$EVESERLEVE EAOMESMOTEM- são explicados no texto. Os
LOGIAAJUDARÉ0ENSENOPRODUTOCOMO POCAPAZDESUPORTARMÉUTILIZA ÎOE NÞMEROSAOLADODECADA
CÓRCULOREFEREM SEAOSQUADROS
UMAPESSOAˆANTROPOMORlZE O IMPACTOS ETEMDESERFÉCILDELIMPAR EÌlGURAAPRESENTADOSAO
%NTÎO OSPONTOSDOLADOESQUERDODA %MSEGUNDOLUGAR VÐMASINTEN ÜES longo do livro.
&IGURAˆAPARTEQUETRATADEMA-
TERIAISEPROCESSOSˆTRANSMUTAM SE
EMCARNEEOSSO EMCOISASQUEVOCÐ Intenções
Quadro 6.3
PODEPEGARESENTIRˆAlSIOLOGIADO
PRODUTO/SPONTOSDOLADODIREITO
REFERENTESÌESTÏTICAEÌSPERCEP ÜES
Produtos
ˆTORNAM SEASIMPATIAEOCARÉTER A Estética

PSICOLOGIADOPRODUTO%NCONTRARUMA Quadro 4.3

ANALOGIAPARAINTEN ÜESÏMAISDIFÓCIL Materiais
Quadro 4.2
ˆPODERIAMSERASCARACTERÓSTICAS
COMASQUAISAPESSOAÏDOTADAPELA
GENÏTICA3OMANDOTUDO ELASCRIAMA
personalidade do produto.1 Percepções
%SSAESTRUTURADEINFORMA ÜES Quadro 4.4
PERMITEAINDEXA ÎOSIMPLESDEUM Processos
PRODUTOPORSEUSATRIBUTOSNOME Figura 5.1
FABRICANTE NÞMERODESÏRIE EASSIM

127
-ATERIAISE$ESIGN

(ÉVÉRIAShDESIGNPARACRIAN ASvÏA COMOSNECESSÉRIOSPONTOSDElXA ÎO
ØBVIA MAShDESIGNPARAPRODU ÎOEM PARATIRAS ARREIOSEACOLCHOADOS3EA
MASSAvEhDESIGNPARABAIXOCUSTOv CAPACIDADEDESERCOLORIDOEMOLDADO
PROVAVELMENTETAMBÏMENTRAM ACUSTOBAIXOSÎOPRIORIDADES O!"3
&OCALIZANDOAPRIMEIRADESIGN EO00PASSAMPARAOTOPODALISTA3E
PARACRIAN AS1UANDOPENSAMOSEM OPESOLEVEEARESISTÐNCIAFOREMMAIS
PRODUTOSPARACRIAN AS PENSAMOSEM IMPORTANTES ENTÎOPOLÓMEROSREFOR A-
ROBUSTEZETOLERÊNCIAÌMÉUTILIZA ÎO DOSCOMlBRASÏQUESOBEMNALISTA
ALTOSPADRÜESDESEGURAN A MATERIAIS MASTALVEZTENHAMDESERPINTADOSOU
NÎOTØXICOS FORMASARROJADASESIM- REVESTIDOS EMBORAASCRIAN ASSEMPRE
PLES ECORESALEGRES/QUEPODEMOS DESCUBRAMMEIOSDEREMOVERTINTASE
APRENDERCOMOUTROSPRODUTOSQUE REVESTIMENTOSMUITOMAISElCIENTES
FORAMPROJETADOSCOMESSAINTEN ÎO QUETODOSOSMEIOSCONHECIDOSDE
%XAMINARPRODUTOSPROJETADOS APLICARESSESMATERIAIS
PARACRIAN ASPODENOSDARIDEIASQUE /DESIGNDEPRODUTOBEM SUCE-
TALVEZNOSAJUDEMCOMOASSENTODE DIDOUTILIZATODASESSASINFORMA ÜES
SEGURAN APARAAUTOMØVEIS!"3 00E EDEMAISDEUMMODO%XPLORAMOS
NÉILONSÎOUSADOSEMMUITOSPRODUTOS ESSESMODOSEMSEGUIDA FOCANDOA
PARACRIAN AS3ÎOFORTES RIJOS RESISTEN- SELE ÎODEMATERIAISEPROCESSOS
TESÌCORROSÎOE ÏCLARO NÎOTØXICOS
EAPROVADOSPORØRGÎOSCOMPETENTES
4ODOSPODEMTERCORESALEGRESEˆ Seleção de materiais
PORSEREMTERMOPLÉSTICOSˆSÎOFÉCEIS para design de produto
DEMOLDAR%SSASINFORMA ÜESNÎO
CONlGURAMOASSENTODESEGURAN A !VIDAESTÉCHEIADEESCOLHAS
PARACRIAN AS MASSUGEREMOP ÜESQUE DIFÓCEIS4ODOSTEMOSNOSSOSMODOSDE
VALEAPENAEXPLORAREMODOSDECRIAR LIDARCOMELAS ALGUNSEFETIVOS OUTROS
ASCARACTERÓSTICASQUEDESEJAMOS NÎO%STUDOSDESOLU ÎODEPROBLEMAS
/ASSENTODEVEOBEDECERACERTOS DISTINGUEMDOISPROCESSOSDERACIOCÓ-
REQUISITOSTÏCNICOS4EMDESERLEVEE NIODISTINTOS JÉCITADOSNO#APÓTULO
FORTE PORTANTO REQUERMATERIAISCOM ORACIOCÓNIOdedutivo EOindutivo. %LES
CARACTERÓSTICASDEALTARESISTÐNCIAAPESO SÎOABASEDASELE ÎOPORANÉLISE POR
$EVESUPORTARCOLISÜES MASSERmEXÓVEL SÓNTESEEPORSIMILARIDADE QUEAGORA
SEACRIAN AFORIMPACTADACONTRAELE ESTUDAREMOSCOMMAISDETALHES USAN-
OQUEEXIGEMATERIAISRESISTENTESEmE- DOAESTRUTURADEDADOSDA&IGURA
5MBREVERESUMODO XÓVEIS/SPERlSDEMATERIAISAPRESEN- /ATODESELE ÎOENVOLVECONVERTER
MÏTODOANALÓTICOPARASELE ÎO TADOSMAISADIANTENESTELIVROCARAC- UMCONJUNTODEINSUMOSˆOSREQUI-
DEMATERIAISÏDADONO TERIZAMTENACIDADEERESILIÐNCIAENTRE SITOSDEPROJETOˆEMUMCONJUNTO
!PÐNDICEDESTECAPÓTULO
%XPLICA ÜESCOMPLETASSÎO POLÓMEROS !"3 00ENÉILONSPODEM DERESULTADOSˆUMALISTADEMATERIAIS
DADASEMTEXTOSSOBRESELE ÎO SERENCONTRADASAMBASASPROPRIEDADES EPROCESSOSVIÉVEIS1UADRO (É
DEMATERIAISCOMO$IETER ASSIMCOMOENTREPOLIÏSTERESEEPØXIS VÉRIOSMÏTODOSPARAFAZERISSO
(1991), Charles et al.
(1997) ou Ashby (2005) e REFOR ADOSCOMlBRAS/MATERIAL
!SHBYETAL OSDOIS DEVEPODERSERMOLDADOOUPRENSA- Seleção por análise2
ÞLTIMOSAPRESENTAMMUITOS DOATÏASSUMIRUMAFORMACOMPLEXA %NGENHEIROSTÏCNICOSSÎO
EXEMPLOSRESOLVIDOS
PARECIDACOMUMACONCHAOUCASCA TREINADOSEMANÉLISEˆÏUMADAS

128
#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

Requisitos de projeto Métodos de seleção Possíveis processos Quadro 7.1 Métodos


q4ÏCNICOS  !NÉLISE de materiais
de seleção
 PORANÉLISE PORSÓNTESE
q%CONÙMICOS  3ÓNTESE
 PORSIMILARIDADEE POR
q3USTENTABILIDADE  3IMILARIDADE
inspiração.
q%STÏTICOS  )NSPIRA ÎO
q0ERCEP ÜES
q)NTEN ÜES "ANCOSDEDADOS
DEMATERIAISE
PRODUTOS

FERRAMENTASDAPROlSSÎO.ESSECASO PESOLEVEDEVEPROSSEGUIRDAMANEIRA
OSINSUMOSSÎOOSREQUISITOSTÏCNICOS MOSTRADANO1UADRO/STRÐS
!ANÉLISEPROSSEGUEEMQUATROETAPAS PRIMEIROSREQUISITOSDEPROJETOIM-
PÜEMLIMITESAOSATRIBUTOSDEMATE-
s4RADU ÎODOSREQUISITOS MUITAS RIAISEELIMINAMCANDIDATOSINVIÉVEIS
VEZESEXPRESSOSINICIALMENTEEM /SQUEPERMANECEMSÎOCLASSIlCA-
TERMOSNÎOTÏCNICOS PARAUMA DOSPELOQUARTOREQUISITOˆODA
DECLARA ÎODEOBJETIVOSERESTRI ÜES RESISTÐNCIACOMMASSAMÓNIMAAQUI
AQUEOPROJETODEVEOBEDECER AMASSAÏAMÏTRICADEDESEMPENHO 
s!NÉLISEDOCOMPONENTEPARAO )SSODEVESERCONTRABALAN ADOCOMO
QUALOMATERIALÏPENSADO IDENTI- CUSTO PORMEIODEMÏTODOStrade-off*
lCANDOMÏTRICASDEDESEMPENHO /MÏTODODEANÉLISEESTÉRESUMIDO
EEXPRESSANDO ASCOMOEQUA ÜES NA&IGURAENO!PÐNDICEDESTE
QUEMEDEMDESEMPENHO CAPÓTULONÎOPROSSEGUIREMOSCOM
.OORIGINALEMINGLÐS O
TERMOTRADE OFF, usado pelos
s)DENTIlCA ÎO APARTIRDESSASEQUA- ELEAQUI
AUTORES RESUMEUMCONJUNTO
 ÜES DASPROPRIEDADESDOMATERIAL /MÏTODODEANÉLISETEMGRANDES DEMÏTODOSDEANÉLISEE
QUEDETERMINAMODESEMPENHO FOR AS³SISTEMÉTICO³BASEADOEM TOMADADEDECISÎOUTILIZADAS
COMERCIALMENTEPARAOTIMIZAR
s4RIAGEMDEUMBANCODEDADOSDE UMENTENDIMENTOPROFUNDOhFUNDA-
AESCOLHADEMATERIAISDE
MATERIAISESUASPROPRIEDADES ELIMI- MENTALv DOSFENÙMENOSSUBJACENTES PRODUTOSESUASCARACTERÓSTICAS
NANDOOSQUENÎOOBEDECEMÌSRES- !LÏMDISSO ÏROBUSTOˆCONTANTO EMFUN ÎODAIMPORTÊNCIAOU
INTERESSERELATIVODECADAUMA
TRI ÜESECLASSIlCANDOOSQUERESTAM QUEOSINSUMOSSEJAMDElNIDOS
DELASEMRELA ÎOÌSOUTRAS
PORSUACAPACIDADEDEMAXIMIZARAS COMPRECISÎOEASREGRASNASQUAISA 0ARAFACILITARAPESQUISA
MÏTRICASDEDESEMPENHO MODELAGEMSEBASEIASEJAMSØLIDAS BIBLIOGRÉlCADECONTEÞDOE
AMPLITUDEDESEUUSO NESTE
4ODAVIA ESSAÞLTIMAPROVISÎOÏSÏRIA
LIVRO OTERMOSERÉEMPREGADO
!SSIM PARADARUMEXEMPLOSIM- JÉQUELIMITAAABORDAGEMAUMSUB- SEMTRADU ÎO.24
PLES AESCOLHADEUMMATERIALPARA CONJUNTODEPROBLEMASBEMESPECIl-
ORAIODEUMARODADEBICICLETADE CADOSEREGRASBEM ESTABELECIDAS%M
Quadro 7.2 – Análise
XqGRMGETEVEYQVEMS
HIVSHEHIFMGMGPIXE
2ESTRI ÜES QUEAPARECEM
Insumos Caminho para a seleção de materiais NASTRÐSPRIMEIRASLINHAS
PERMITEMTRIAREELIMINAR
2ESISTENTEAIMPACTO 4ENACIDADEÌFRATURA +IC-0AM( MATERIAISINCAPAZESDE
2ESISTENTEÌCORROSÎO .ENHUMMATERIALQUESOFRACORROSÎOPELAÉGUA executar a função. O objetivo
$ISPONÓVELSOBAFORMADEHASTE .ENHUMQUENÎOPOSSASEROBTIDOPOREXTRUSÎOOUESTIRAMENTO DEMINIMIZARAMASSA
,EVEEQUESUPORTEACARGADEPROJETO #LASSIlCARPELARAZÎORESISTÐNCIADENSIDADE PERMITEACLASSIlCA ÎODOS
sobreviventes.

129
-ATERIAISE$ESIGN

ENGENHARIA COMOEMTODOSOSOUTROS PONTODEPARTIDAÏPESQUISAROUTROS


Restrições ASPECTOSDAVIDA ÌSVEZESÏNECESSÉRIO PRODUTOSQUESÎOPERCEBIDOSDESSE
X > Y e Z = 10 BASEARDECISÜESEMINSUMOSCUJAS MODO5MABUSCAPORhTENDÐNCIAvE
ESPECIlCA ÜESSÎOIMPRECISASEPARA hBEM HUMORADAvRESULTAEMVÉRIOS
"ANCODEDADOS OSQUAISNÎOHÉREGRASPERFEITAMENTE PRODUTOSCARACTERIZADOSPORCORES
DEMATERIAIS FORMULADAS%NTÎO OMÏTODOANALÓTICO ALEGRES UTILIZA ÎODEPOLICARBONATO
NÎOSERVEEPRECISAREMOSRECORRERA TRANSPARENTEEPOLIETILENOTRANSLÞCIDO
OUTROTIPODEMÏTODODIFERENTE ELASTÙMEROSMACIOSSUPERMOLDADOS
Possíveis materiais FORMASSIMPLESEARREDONDADASQUEÌS
ITVSGIWWSW
Seleção por síntese VEZESLEMBRAMFORMASHUMANASOUDE
N° 1 !SÓNTESEÏBASEADANAEXPERIÐNCIA ANIMAIS FREQUENTEMENTEFABRICADOS
PRÏVIAENAANALOGIA.ESSECASO OS PORMOLDAGEMPORINJE ÎO)SSOSUGE-
N° 2 INSUMOSSÎOOSREQUISITOSDEPROJETO REMUDAN ASNODESIGNQUEAEMPRESA
EXPRESSOSCOMOUMCONJUNTODECA- TALVEZQUEIRACONSIDERAR
N° 3
RACTERÓSTICASQUEDESCREVEMINTEN ÜES °PRIMEIRAVISTA PARECEQUEOS
ESTÏTICAEPERCEP ÜES/CAMINHO MÏTODOSDESÓNTESEBASEADOSEM
DASELE ÎODEMATERIAISEXPLORAO ANALOGIA&IGURA TÐMUMAGRANDE
Figura 7.3 – Seleção CONHECIMENTODEOUTROSPROBLEMAS DESVANTAGEMCOMODEPENDEMDE
por análise RESOLVIDOShCASOSDEPRODUTOSv QUE EXPERIÐNCIAEDESIGNSANTERIORES NÎO
2EQUERASELE ÎODEUM
MATERIALEMUMBANCODE TÐMUMAOUMAISCARACTERÓSTICASEM PODEMSUGERIRSOLU ÜESRADICALMEN-
DADOSDEMATERIAISEATRIBUTOS COMUMCOMONOVOPROBLEMA OQUE TENOVAS AOPASSOQUEOMÏTODODE
DEMATERIAIS!QUI OCÓRCULO PERMITEQUENOVASSOLU ÜESPOTENCIAIS ANÉLISE COMONÎOEXIGETAISINSUMOS
BRANCOREPRESENTAUMASOLU ÎO
QUECUMPRETODASASRESTRI ÜES SEJAMSINTETIZADASETESTADASQUANTOÌ PODE0ORÏM TALVEZESSEJUÓZOSEJA
EMAXIMIZAOOBJETIVO CAPACIDADEDECUMPRIROSREQUISITOS MUITOSEVERO/MÏTODOINCENTIVA
DEPROJETO POLINIZA ÎOCRUZADADESENVOLVIMEN-
.OVAMENTE UMEXEMPLO TOSEMUMAÉREAPODEMSERADAPTADOS
ESPECÓlCOAJUDARÉAENTENDER5M PARAUTILIZA ÎOEMOUTRAS ONDEANTES
FABRICANTEDEEQUIPAMENTOSMÏDICOS ERAMDESCONHECIDOSÏINOVA ÎODE
PERCEBEANECESSIDADEDEADAPTAR UMTIPODIFERENTEˆOQUEPODERÓA-
SUABOMBADEINSULINA PERCEBIDA MOSCHAMARDECASAMENTODETECNOLOGIAS
NOMOMENTOEMQUESTÎOCOMO
CLÓNICAEINTIMIDADORA PARATORNÉ LA Seleção por similaridade
MAISACEITÉVELˆAMIGÉVEL SEGUINDO (ÉMUITASRAZÜESPARAQUEUM
TENDÐNCIASMODERNAS EATÏMES- DESIGNERQUEIRACONSIDERARMATERIAIS
MOBEM HUMORADA)SSORESULTAEM SIMILARESANECESSIDADEDESUBSTITUI-
UMALISTADEPERCEP ÜESDESEJADAS  ÎO ROMPIMENTOCOMIDEIASPRECON-
APRESENTADANO1UADRO5M CEBIDASOUSIMPLESEXPLORA ÎO1UAL
Quadro 7.3 –
4IVGITp~IW
desejadas para uma Insumos Caminho para a seleção de materiais
bomba de insulina
0ERCEP ÜESPODEMSERCRIADAS 4ENDÐNCIASMODERNAS 0#TRANSPARENTE DECORESALEGRES
COMBINANDOCARACTERÓSTICAS 00E0%TRANSLÞCIDOS
DEOUTROSPRODUTOSQUESÎO "EM HUMORADO 3UPERFÓCIESDEELASTÙMEROSSUPERMOLDADOSEMACIOS
PERCEBIDASDEDETERMINADO &ORMASSIMPLES COLORIDAS
MODO &ORMASMOLDADASPORINJE ÎOQUELEMBRAMFORMASHUMANASOUDEANIMAIS


#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

ÏOMELHORMODODEENCONTRARESSES 5MABUSCAPORMATERIAISSIMILARES
MATERIAIS0ROCURAM SESUBSTITUTOS PODESERVIRCOMOMÏTODOPARAEXPAN- Combinação

QUANDOUMMATERIALJÉUTILIZADONÎO DIROCONJUNTODEPOSSÓVEISSOLU ÜESDE 1+1+1=1

ESTÉMAISDISPONÓVELOU PORALGUMA MATERIAIS$ESIGNERSGERALMENTETÐM


RAZÎO NÎOCUMPREUMREQUISITODE IDEIASPRECONCEBIDASPOREXEMPLO PO- "ANCODEDADOS
PROJETOMODIlCADOˆPORCAUSADE LICARBONATO !"3OUAMISTURADOSDOIS DEPRODUTOS

UMANOVALEIAMBIENTAL POREXEM- SÎOASMELHORESESCOLHASPARACORPOS


PLO!SELE ÎOPORANÉLISEˆAMODE- ECASCASDEPRODUTOSPOLIETILENO PO-
LAGEMDEFUN ÎO OBJETIVOERESTRI- LIPROPILENOOU0%4PODEMRESOLVERA Possíveis materiais
 ÜESAPARTIRDOZEROˆPODESER MAIORIADOSPROBLEMASDEEMBALAGEM ITVSGIWWSW
POSSÓVEL MASQUANDOOPTAMOSPOR ALUMÓNIOOUA OSÎOARESPOSTAPARAA
ELAESTAMOSDESCARTANDOINFORMA ÜES MAIORIADOSPRODUTOSDEhENGENHARIAv
VALIOSAS-ATERIAISCONSAGRADOSSÎO )DEIASPRECONCEBIDASPODEMSERUM
RESPEITADOSPORQUE PORRAZÜESNEM ATALHOPARAUMASOLU ÎORÉPIDA MAS
SEMPRETOTALMENTECOMPREENDIDAS RESTRINGEMAINOVA ÎO5MABUSCAPOR
POSSUEMAMISTURACOMPLEXACORRETA MATERIAISSIMILARESPODEDESBANCARESSAS
Figura 7.4 – Seleção
DEATRIBUTOSQUECUMPREMOSREQUI- IDEIASPRECONCEBIDAS EASSIMINTRODU- por síntese
SITOSDOPROJETO/PERlLDEATRIBUTOS ZIRCRIATIVIDADEOUNOVIDADEEMUMA .OVASSOLU ÜESSÎOGERADAS
DOMATERIALEXISTENTEÏ PORASSIMDI- SOLU ÎODEPROJETO EMATERIAISSELECIONADOSPARA
ELAS PORMEIODOEXAME
ZER ORETRATODEUMIDEAL5MBOM DEPRODUTOSEXISTENTESQUE
RETRATOPODECAPTARMUITODOQUEÏ Seleção por inspiração TENHAMCARACTERÓSTICASCOMO
SUTILEDIFÓCILDEANALISAR $ESIGNERSTIRAMAMAIORIADESUAS ASREQUERIDASPARAONOVO
PROJETO!QUI OCÓRCULO
)DEALMENTE OSUBSTITUTODEVESER IDEIASDEOUTROSDESIGNERSPASSADOS BRANCOREPRESENTAASÓNTESE
COMPARÉVELCOMOEXISTENTEEMTODOS BEMCOMOPRESENTES EDOSEUAM- DECARACTERÓSTICASDASTRÐS
OSASPECTOSEXCETO ÏCLARO ARAZÎOPOR BIENTE³POSSÓVELPESQUISARESSASIDEIAS SOLU ÜESAPRESENTADASCÓRCULOS
coloridos).
QUEQUEREMOSSUBSTITUÓ LO0ORTANTO DEMODOSISTEMÉTICOˆESSAÏABASE
UMMODODEABORDARTAISPROBLEMAS DASELE ÎOPORSÓNTESE%LARECORREA
ÏODEhCAPTURARˆEDITARˆBUSCARv UMÓNDICEMENTALOUALIVROSINDE-
%MPRIMEIROLUGAR CAPTURAROPERlL XADOSOUARQUIVOSDECOMPUTADOR
DEATRIBUTOSDOMATERIALEXISTENTEˆ PARAPROCURARCARACTERÓSTICASEOMODO
TAREFAFÉCIL COMASFONTESDEDADOS COMOSÎOCRIADAS0ORÏM MUITASBOAS
EXISTENTESHOJE3EUSARMOSESSEPERlL IDEIASSÎODESPERTADASPORACIDENTEˆ
COMOUMGABARITOPARAASELE ÎO PRO- PORUMENCONTRONÎOPLANEJADO/
VAVELMENTEENCONTRAREMOSSOMENTE ENCONTROÏhINSPIRADORv NOSENTIDODE
OMATERIALCOMOQUALCOME AMOS QUEPROVOCAOPENSAMENTOCRIATIVO
0ORTANTO APRØXIMAETAPAˆEDI- /MÏTODOCIENTÓlCONÎOAJUDANESSE
TARˆENVOLVEDIMINUIRASRESTRI ÜES CASOINSPIRA ÎODESSETIPOOCORREPOR
AATRIBUTOSNÎOCRÓTICOS ADMITINDO IMERSÎOPELAEXPLORA ÎODEIDEIAS
UMAFAIXAMAISAMPLADECANDIDATOSE QUASEALEATORIAMENTE COMOSEREME-
REFOR ANDOARESTRI ÎOIMPOSTAAOATRI- XÐSSEMOSEMUMAARCADOTESOURO
BUTOQUEESTAVACAUSANDOOPROBLEMA &IGURA !QUI APALAVRAhQUASEvÏ
!ÞLTIMAETAPAˆBUSCARˆDESCOBRE IMPORTANTESEQUEREMOSQUEAINSPIRA-
SUBSTITUTOSQUEOFERECEMASQUALIDA-  ÎOSEJAÞTIL AARCADOTESOURODEIDEIAS
DESESSENCIAISDOMATERIALEXISTENTE PRECISATERALGUMAESTRUTURA!INSPIRA-
SEMSUASFRAQUEZAS&IGURA   ÎOPODESERDESPERTADAPORINTERA ÎO

131
-ATERIAISE$ESIGN

Analogia
COMMATERIAIS PORMEIODEUMA NATUREZADOPROBLEMADESELE ÎO3E
³UMPOUCOPARECIDO COLE ÎODEMATERIAISOUˆMENOSRE- BEMESPECIlCADO OMÏTODODEANÉLISE
COMISSO COMENDÉVELˆPORMEIODEIMAGENS FAZUMATRIAGEMElCIENTEDAPOPU-
"ANCODEDADOS
DESSESMATERIAIS0ODESERACIONADAPOR LA ÎOCONTIDANOBANCODEDADOSDE
DEMATERIAIS INTERA ÎOCOMPRODUTOS PERCORRENDO MATERIAIS DESCARTANDOMEMBROSQUE
LOJASESPECIALIZADASEMBOMDESIGNOU NÎOPODEMCUMPRIROSREQUISITOSE
FOLHEANDOLIVROSˆNAVERDADE UM CLASSIlCANDOOSQUEPODEMPORUMA
DOSPAPÏISDESEMPENHADOSPORREVISTAS MEDIDADESEUDESEMPENHO OQUE
Possíveis materiais
ITVSGIWWSW DEDESIGNELIVROSARTÓSTICOSÏODESIM- RESULTANAShBOLHASvDESOLU ÜESPOSSÓ-
PLESMENTEAPRESENTARAOLEITORIMAGENS VEIS  x%NTÎO OBANCODEDADOS
MARAVILHOSASEMORDEMMAISOUME- DEPRODUTOSFORNECEINFORMA ÜESDE
NOSALEATØRIA/UTROMEIO POSSIBILITADO SUPORTEˆPRODUTOSNOSQUAISESSES
PORTECNOLOGIABASEADANAWEB ÏUM MATERIAISSELECIONADOSFORAMUSADOS
ARQUIVOVISUALDIGITALDEIMAGENSDE 3ENÎOFORFÉCILQUANTIlCAROS
MATERIAIS COMlinksPARAUMAQUANTI- REQUISITOS AANÉLISEÏABANDONADA/
Figura 7.5 – Seleção DADELIMITADADEINFORMA ÜESTÏCNICAS MÏTODODESÓNTESEPODESERUSADO
por similaridade ECONTATOSCOMFORNECEDORES PARAGERARPOSSÓVEISSOLU ÜESCOMO!
Encontrar substitutos por
COMPARA ÎODEPERlSDE
" #xEXPLORANDOPRODUTOSQUETÐM
ATRIBUTOS!QUIOSCÓRCULOS Combinando os métodos ASCARACTERÓSTICASDESEJADAS EXTRAINDO
COLORIDOSREPRESENTAM !&IGURAMOSTRAUMMODO INFORMA ÜESDEMATERIAISEPROCESSOS
MATERIAISCUJOSVALORESDE
ATRIBUTOSCRÓTICOSESTÎO OMAIS
DEPENSARSOBRETODOSESSESMÏTODOS SOBREELES.ESSECASO OBANCODEDA-
APROXIMADAMENTEPOSSÓVEL ³UMDESENVOLVIMENTODOMODELO DOSDEPRODUTOSÏORECURSOPRINCIPAL
DEACORDOCOMOSDOMATERIAL DASBOLHASAPRESENTADONO#APÓTULO ODEMATERIAISSIMPLESMENTEINFORMA
EXISTENTECÓRCULOBRANCO 
ESPECIALIZADONASELE ÎODEMATERIAIS OPERlLDEDADOSUMAVEZENCONTRA-
EPROCESSOS.ESSEMODODEPENSAR DAUMAPOSSÓVELSOLU ÎODEMATERIAL
OSMÏTODOSDESELE ÎOQUEACABAMOS 1UANDOAESPECIlCA ÎOÏAINDAME-
DEDESCREVERSÎOVISTOSCOMOGRANDES NOSPRECISA ASPOSSÓVEISSOLU ÜESA B
BOLHASSUATAREFAÏGERARPOSSÓVEIS CxTAMBÏMPODEMSERGERADASPELO
SOLU ÜESPARAASDIRETRIZESINICIAISDO MÏTODODASIMILARIDADEˆBUSCAR
PROJETO#ADAUMAGERAUMAPOPULA- MATERIAISCUJOSPERlSSÎOSIMILARESAO
 ÎODEPEQUENASBOLHASˆASSOLU ÜES DOMATERIALJÉUSADOˆ NAVERDADE
QUESOBREVIVERAMOUEMERGIRAMDA REAVALIARAUTILIZA ÎODEMATERIALEM
TÏCNICAˆ CADAUMACONTENDOIN- QUALQUERPRODUTOAJUDAASABERQUAIS
FORMA ÜESSOBREUMMATERIALOUUMA SÎOASALTERNATIVAS.ESSECASO OSBAN-
COMBINA ÎODEMATERIAIS/SMÏTODOS COSDEDADOSDEMATERIAIS BEMCOMO
DESELE ÎOˆASBOLHASMAIORESˆ OSDEPRODUTOS AGEMCOMORECURSOS
RECORREMADOISRECURSOSIMPORTANTES &INALMENTE UMAPOSSÓVELSOLU ÎO
UMBANCODEDADOSDEMATERIAISE PODESURGIRDEUMPROCESSODEBUSCA
PROCESSOSEUMBANCODEDADOSDE ALEATØRIAˆSIMPLESMENTEEXPLORANDO
PRODUTOS ARMAZENADOSCOMOhCASOSv AUTILIZA ÎODEMATERIAISEMPRODUTOS
EXEMPLOSINDEXADOSDAUTILIZA ÎODE ESCOLHIDOSALEATORIAMENTE EUSANDOO
MATERIAISEMPRODUTOS QUEFOIDESCOBERTOCOMOUMAFONTE
!ESCOLHADOCAMINHODESDEAS DEINSPIRA ÎOα β γ 
DIRETRIZESBÉSICASDOPROJETOATÏA 1UALQUERUMDESSESMÏTODOSPODE
ESPECIlCA ÎODOPRODUTODEPENDEDA SERUSADOISOLADAMENTE MASOCAMINHO

132
#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

MAISEFETIVOEXPLORAASCARACTERÓSTICAS s5MAESTRUTURADEINFORMA ÜESQUE
MAISÞTEISDECADAUM!SSIM AESCOLHA PERMITAINDEXA ÎOSIMPLES BEM Curiosidade

DEUMMATERIALPARAUMAESTRUTURA COMOPROFUNDANESSECASO TEMOS #OMOSERÉQUEELES

VAZADALEVEÏUMPROBLEMABEM- INDEXA ÜESCRUZADASPOR)NTEN ÜES
ESPECIlCADO QUESEPRESTAÌANÉLISE 0RODUTOS -ATERIAIS 0ROCESSOS "ANCODEDADOS
EGERAPOSSÓVEISSOLU ÜES0ORÏM SE %STÏTICAE0ERCEP ÜES3 DEMATERIAIS

UMADESSASSOLU ÜESNÎOÏMUITO s-ÏTODOSDESELE ÎOQUEPODEMLIDAR "ANCODEDADOS


CONHECIDA ODESIGNERPODERELUTAREM COMREQUISITOSDEPROJETOEREGRAS DEPROCESSOS

USÉ LA TEMENDOPROBLEMASINESPERA- FORMULADASCOMPRECISÎO ECOM


DOS%NTÎO ÏÞTILRECORRERÌSÓNTESEE CARACTERÓSTICASESPECIlCADASCOM
PROCURARPRODUTOSQUESÎOESTRUTURAS MENORPRECISÎO QUEPODEMINCLUIR Possíveis materiais
ITVSGIWWSW
VAZADASPARAVERIlCARDOQUESÎOFEITOS ASDIMENSÜESTÏCNICAS ESTÏTICASE
OUPRODUTOSFEITOSDEUMMATERIAL PERCEBIDAS
POUCOCONHECIDO/RESULTADODISSO
PODESERCONSIDERADOCOMOUMAFUSÎO 1UATROMÏTODOSCOMPLEMENTARES
DEBOLHASDESOLU ÎODAANÉLISECOM SÎODESCRITOSEILUSTRADOSAQUI
ASDASÓNTESE QUEGERASOLU ÜESNOVAS
HÓBRIDAS3OLU ÜESENCONTRADASPELOS s3ELE ÎOPORANÉLISERACIOCÓNIODEDU-
OUTROSMÏTODOSPODEMSERCOMBINA- TIVO QUEUTILIZAOSINSUMOSESPE- Figura 7.6 – Seleção
por inspiração
DASDEMODOSEMELHANTE CIlCADOSCOMPRECISÎO OSMÏTODOS
A inspiração pode ser
#OMOMODELOPARAASELE ÎODO DEPROJETOBEM ESTABELECIDOSDA DESPERTADAPORMATERIAISOU
PROCESSODEMATERIAL ESSEDIAGRA- ENGENHARIAMODERNAEBANCOSDE PROCESSOS EMPARTICULARSEO
MATERIALFORNOVOOUFORUSADO
MADEBOLHA EMBORACOMPLEXOE DADOSDEMATERIAISESEUSATRIBUTOS
DEMODOINUSITADO !QUIOS
INDISTINTO ÏUMAREPRESENTA ÎOMAIS s3ELE ÎOPORSÓNTESERACIOCÓNIOIN- CÓRCULOSREPRESENTAMSOLU ÜES
EXATADOQUEADOMODELOLINEARDA DUTIVO QUEAPROVEITAEXPERIÐNCIA INSPIRADASPORUMEXAME
ALEATØRIODEUMACOLE ÎO
&IGURA$ENTRODEUMMÏTODO ANTERIOR RECUPERADAPORMEIODA
OUCATÉLOGODEMATERIAISE
ˆANÉLISE POREXEMPLOˆ PODE SE BUSCADEUMACOMBINA ÎOENTREAS produtos.
ENCONTRARUMCAMINHOLINEAR MAS CARACTERÓSTICAS INTEN ÜES PERCEP-
ÏRAROQUEESSECAMINHORESULTEEM  ÎOOUESTÏTICADESEJADASCOM
UMAESCOLHANÎOAMBÓGUA1UASE SOLU ÜESDEPROJETOSDOCUMENTA-
SEMPREUMCAMINHOMAISTORTUOSO DAS ARMAZENADASEMUMBANCODE
COMOOQUEACABAMOSDEDESCREVER DADOSDEhCASOSvDEPRODUTOS
ÏOMELHOR/SESTUDOSDECASOSQUE s3ELE ÎOPORSIMILARIDADE QUEBUSCA
APRESENTAMOSEMSEGUIDANO#APÓTU- MATERIAISCUJOSATRIBUTOSSELECIO-
LOILUSTRAMISSO NADOSCOMBINAMCOMOSDEUM
3. Essa estrutura pode estar
MATERIALEXISTENTE SEMSABERPOR ARMAZENADANAMENTEDO
QUEELESTÐMOSVALORESQUETÐM DESIGNERˆAhEXPERIÐNCIAv
6IWYQSIGSRGPYW~IW MASSIMPLESMENTEPORQUESÎORELE- DEUMAVIDADEDICADAA
PROJETOSˆ MASISSOÏDE
VANTESPARAOSUCESSODOPROJETO POUCAAJUDAPARAQUEMÏ
3OLU ÜESCRIATIVASPARAPROBLE- s3ELE ÎOPORINSPIRA ÎO QUEPRO- novo na área. Para esses,
MASDEDESIGNPODEMSEROBTIDASDE CURAIDEIASPORMEIODOEXAME UMAESTRUTURAEQUIVALENTE
BASEADAEMCOMPUTADOR QUE
MAISDEUMMODOQUANTOMAISmE- ALEATØRIODEIMAGENSDEPRODUTOS ARMAZENAINFORMA ÜESSOBRE
XÓVELAABORDAGEM MAIORAPOSSIBI- OUMATERIAISOUVISITANDOLOJASE PRODUTOS MATERIAISEPROCESSOS
LIDADEDECRIATIVIDADE/SREQUISITOS EXAMINANDOOSPRØPRIOSPRODUTOS INDEXADOSDOMODODESCRITO
NESTECAPÓTULO PODEAJUDAR
ESSENCIAISSÎO EMATERIAIS ATÏENCONTRARUMAOU

133
-ATERIAISE$ESIGN

MAISQUESUGEREMSOLU ÜESPARAO DESUCESSIVASSOLU ÜESADIVINHADAS
DESAlOEMQUESTÎO PALPITESINFORMADOS ÏCLARO RESULTANTES
DEEXPERIÐNCIAANTERIOR EDOTESTEDE
/ENSINOTRADICIONALDAENGENHA- UMAAPØSAOUTRAATÏENCONTRARUMA
RIADÉÐNFASEAOSMÏTODOSANALÓTICOS SOLU ÎO AMARRADAPORTODOSOSCORDÜES
FREQUENTEMENTEAOPONTODEEXCLUIR DASMUITASSOLU ÜESANTERIORES QUE
IDEIASSOBREANALOGIAESÓNTESE!JUSTIl- COMBINACOMOSREQUISITOS
CATIVAÏQUEAANÉLISEÏUMAFERRAMENTA %NTÎO CADAUMDOSMÏTODOS
EXTREMAMENTEPODEROSAQUE COMO TEMSUASFOR ASEFRAQUEZAS5MMÏ-
SUPORTEDOSCOMPUTADORESMODERNOS TODOMAISADEQUADOPARAUMPRO-
PODESERAPLICADACOMVELOCIDADEE BLEMAPODENÎOSERVIRPARAOUTRO
RIGORCADAVEZMAIORESALÏMDISSO ˆTODOSSÎONECESSÉRIOS-UITASVE-
PODESERENSINADACOMOUMCONJUNTO ZES AMELHORSOLU ÎOÏENCONTRADA
DEPROCEDIMENTOSFORMAIS-ASHÉ PELACOMBINA ÎODOSTRÐSMÏTODOS
EVIDÐNCIASDEMUITASIDEIASCRIATIVASEM ESSACOMBINA ÎO COMOILUSTRAMOS
ÉREASTÏCNICASˆCIÐNCIAEENGENHA- AQUI ÏUMAFERRAMENTAMUITOMAIS
RIAENTREELASˆQUENÎOSURGEMDA PODEROSADOQUEQUALQUERUMDELES
ANÉLISE MASDOPENSAMENTOINDUTIVO USADOINDIVIDUALMENTE

Figura 7.7 – O
GEQMRLSHEWIPIpnS
de materiais Insumos
Diretrizes
!SELE ÎOÏVISTACOMOUMA básicas do
Função, projeto
jornada desde as diretrizes
Restrições,
básicas do projeto até a 1
Objetivos
ESPECIlCA ÎODOPRODUTO/ A
VIAJANTEÏAJUDADO EMVÉRIOS
GRAUS PELASFERRAMENTASDE 2 Insumos
Análise B
ANÉLISE SÓNTESE SIMILARIDADE Intenções
EINSPIRA ÎOCÓRCULOS 3 Características
GRANDES QUEGERAMSOLU ÜES C Percepções
5 4
SUCESSIVAMENTERElNADAS
ÌMEDIDAQUEAJORNADA
prossegue. 3, C, D Síntese
a D

E
Insumos b
Perfis de propriedades 3, C, b
da solução existente
c
Insumos
Similaridade
a Curiosidade
d

Inspiração
e
3, b, a

b
g
Especificação
do produto

134
#APÓTULOs#RIANDOUMAESTRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS

0IMXYVEEHMGMSREP
Ashby, M. F. -ATERIALS3ELECTIONIN-ECHANICAL$ESIGNaED/XFORD"UT-
TERWORTH (EINEMANN 5MTEXTOQUECOMPLEMENTAESTELIVROAPRESEN-
TANDOMÏTODOSPARASELE ÎODEMATERIAISEPROCESSOSPARACUMPRIRREQUISITOS
TÏCNICOSDEPROJETOEUMAGRANDEQUANTIDADEDEDIAGRAMASDEPROPRIEDADES
DEMATERIAIS
Ashby, M. F., Shercliff, H. R. e Cebon, D. Materials%NGINEERING 3CIEN-
CE 0ROCESSINGAND$ESIGN/XFORD"UTTERWORTH (EINEMANN 5M
TEXTOINTRODUTØRIOQUEUSAUMAABORDAGEMBASEADAEMDESIGNPARAASELE ÎO
DEMATERIAISEPROCESSOSDEENGENHARIA
Bailey, K. D. 4YPOLOGIESAND4AXONOMIES AN)NTRODUCTIONTO#LASSIlCATION4ECH-
NIQUES4HOUSAND/AKS #!E,ONDRES3AGE 5MAMONOGRAlASOBRE
CLASSIlCA ÎOEMCIÐNCIASSOCIAIS QUEAPRESENTAUMAPODEROSADEFESADESUA
APLICA ÎONESSASCIÐNCIASEEMOUTRAS
Bakewell, K. G. B. #LASSIlCATIONFOR)NFORMATION2ETRIEVAL,ONDRES#LIVE"IN-
GLEY 5MACOLETÊNEADESEISPALESTRASSOBREDIFERENTESTIPOSDECLASSIlCA-
 ÎO INTERESSANTEPELACONTRIBUI ÎOQUEDÉÌCLASSIlCA ÎOFACETADA PRECURSORA
DASESTRUTURASDEBANCODEDADOSRELACIONAIS
Charles, J. A., Crane, F. A. A. e Furness, J. A. G. 3ELECTIONAND5SEOF
Engineering MaterialsaED/XFORD"UTTERWORTH (EINEMANN 5MA
ABORDAGEMDECIÐNCIADOSMATERIAISPARAASELE ÎODEMATERIAISˆNADASOBRE
ESTÏTICA
Dieter, G. E. %NGINEERING$ESIGN A-ATERIALSAND0ROCESSING!PPROACHaED
.OVA9ORK-C'RAW (ILL 5MTEXTOBEM EQUILIBRADOERESPEITADOQUE
FOCAOLUGARDEMATERIAISEPROCESSAMENTONOPROJETOTÏCNICO.ADASIGNIlCA-
TIVOSOBREDESIGNINDUSTRIAL
Everitt, B. Cluster Analysis,ONDRES(EINEMANN 5MAINTRODU ÎO
ABRANGENTEÌANÉLISEDEAGRUPAMENTOS
Haberlandt, K. Cognitive PsychologyaED"OSTON!LLYNAND"ACON 
5MAINTRODU ÎOÌPSICOLOGIADAESCOLHAEDATOMADADEDECISÜESCOMPER-
CEP ÜESQUESÎOÞTEISNESTELIVRO
Kolodner, J. L. Case-Based Reasoning3AN-ATEO-ORGAN+AUFMANN 
2ACIOCÓNIOBASEADOEMCASOSÏUMATÏCNICADEARMAZENAMENTODEINFORMA-
 ÜESSOBRESITUA ÜESANTERIORESDEFORMAAPERMITIRRECUPERA ÎODEINFORMA-
 ÜESÞTEISPARARESOLVERPROBLEMASATUAISOSMÏTODOSSÎOBEM APRESENTADOS
NESTELIVRO
Zwicky. F. $ISCOVERY )NVENTION 2ESEARCH4ORONTO-ACMILLAN ,IBRARY
OF#ONGRESS.Ž 5MAINTRODU ÎOÌABORDAGEMMORFOLØGICAPARAA
SOLU ÎODEPROBLEMAS

135
-ATERIAISE$ESIGN

%TsRHMGI7IPIpnSTSVERjPMWI
!QUIPARAFRASEAMOSAABORDAGEMANALÓTICAPARASELE ÎODEMATERIAIS$A-
MOSAPENASUMBREVEESBO O4

*YRpnSSFNIXMZSWVIWXVMp~IWIZEVMjZIMWHIGSRXVSPI
1UALQUERCOMPONENTEDEENGENHARIATEMUMAOUMAISFUN ÜESSUPOR-
TARCARGA CONTERUMAPRESSÎO TRANSMITIRCALOR EASSIMPORDIANTE!OPROJETAR
OCOMPONENTE ODESIGNERTEMUMOBJETIVOTORNÉ LOOMAISBARATOPOSSÓVEL
TALVEZ OUOMAISLEVE OUOMAISSEGURO OUUMACOMBINA ÎODESSASCONDI ÜES
)SSODEVESERALCAN ADOCOMALGUMASRESTRI ÜESCERTASDIMENSÜESSÎOlXAS O
Quadro 7A.1 – COMPONENTEDEVESUPORTARUMADETERMINADACARGAOUPRESSÎOSEMFALHAR TEM
Detalhes de análise DEFUNCIONARCOMSEGURAN ADENTRODECERTAFAIXADETEMPERATURAEEMUM
DADOAMBIENTE EMUITASMAIS&UN ÎO OBJETIVOSERESTRI ÜES1UADRO!
Função
/QUEUMCOMPONENTEFAZ DElNEMASCONDI ÜESDECONTORNOPARAASELE ÎODEUMMATERIALEˆNOCASO
DECOMPONENTESQUESUPORTAMCARGASˆUMAFORMAPARASUASE ÎOTRANSVERSAL
Objetivo /DESEMPENHODOCOMPONENTE MEDIDOPORMÏTRICASDEDESEMPENHO
/QUEDEVESERMAXIMIZADO
OUMINIMIZADO 0 DEPENDEDEVARIÉVEISDECONTROLE!SVARIÉVEISDECONTROLEINCLUEMAS
DIMENSÜESDOCOMPONENTE ASCARGASMECÊNICAS TÏRMICASEELÏTRICASQUE
Restrições ELETEMDESUPORTAR EASPROPRIEDADESDOMATERIALDEQUEELEÏFEITO/DE-
Quais são as condições não
NEGOCIÉVEISQUEDEVEMSER SEMPENHOÏDESCRITOEMTERMOSDASVARIÉVEISDECONTROLEPORUMAOUMAIS
CUMPRIDAS FUN ÜES OBJETIVO5MAFUN ÎO OBJETIVOÏUMAEQUA ÎOQUEDESCREVEUMA
MÏTRICADEDESEMPENHO P EXPRESSADEMODOTALQUEODESEMPENHOESTEJA
Variáveis livres
Quais são as variáveis de INVERSAMENTERELACIONADOCOMOSEUVALOR OQUEEXIGEQUESEPROCUREUM
CONTROLEQUEPODEMOSAJUSTAR VALORMÓNIMOPARAP!SSIM

0ƒ ;#ARGAS & 'EOMETRIA ' -ATERIAL - =

ou

0ƒ ;& ' -=

ONDEhƒvSIGNIlCAhUMAFUN ÎODEv0ROJETOØTIMOÏASELE ÎODOMATERIALE
GEOMETRIAQUEMINIMIZAMUMADETERMINADAMÏTRICADEDESEMPENHO 0/TI-
MIZA ÎOMULTIOBJETIVOSÏUMPROCEDIMENTOPARAMELHORARSIMULTANEAMENTE
VÉRIASMÏTRICASDEDESEMPENHOINTERDEPENDENTES 0 1 2
.OPLANOABSTRATO ISSOPARECETERRIVELMENTEOBSCURO5MSIMPLESEXEM-
PLODESMISTIlCARÉOMÏTODO#ONSIDEREOPROBLEMADESELE ÎOMENCIONADO
NOTEXTOMATERIAISPARAORAIODEUMARODADEBICICLETADECORRIDA/SREQUI-
/MÏTODOÏDESENVOLVIDO SITOSDEPROJETOESPECIlCAMSEUCOMPRIMENTO, EACARGA & QUEDEVESUPOR-
TOTALMENTE COMMUITOS TAR!função ÏODEUMtiranteOobjetivo ÏMINIMIZARAMASSAASrestrições SÎOA
EXEMPLOS NAOBRA-ATERIALS
3ELECTIONIN-ECHANICAL CARGAESPECIlCADA & OCOMPRIMENTO ,EOREQUISITODESUPORTARACARGASEM
$ESIGN!SHBY  QUE FALHAR!Svariáveis livres ASQUE ATÏAGORA NÎOESTÎOESPECIlCADAS SÎOAÉREADA
EMBREVESERÉTRADUZIDAPELA SE ÎOTRANSVERSAL ! EAESCOLHADOMATERIAL/SINSUMOSPARAOMODELO QUE
EDITORA#AMPUS%LSEVIER
AGORADESCREVEMOS ESTÎORESUMIDOSNO1UADRO!

136
!PÐNDICEs3ELE ÎOPORANÉLISE

!MEDIDADEDESEMPENHOÏAMASSA MˆÏISSOQUEDESEJAMOSMINIMI- Quadro 7A.2 –


Detalhes de análise
ZAR!EQUA ÎODEDESEMPENHODESCREVEESSEOBJETIVO para um raio de
VSHEHIFMGMGPIXE
M!,ρ
Função
Tirante.
ONDEρÏADENSIDADEDOMATERIALDOQUALAHASTEÏFEITA/COMPRIMENTO,Ï
DADO MASASE ÎO!ÏLIVREREDUZI LAREDUZAMASSA0ORÏM SEELAFORDEMA- Objetivo
-INIMIZARMASSA
SIADAMENTEREDUZIDA NÎOSUPORTARÉMAISACARGA&EISSORESTRINGEASE ÎO
EXIGINDOQUE Restrições
#OMPRIMENTOESPECIlCADO,
#ARGAESPECIlCADA& NÎO
& σγ sujeito a falha.
>
!3 Variáveis livres
3E ÎOTRANSVERSAL!
ONDEσγÏATENSÎODEESCOAMENTODOMATERIALDAHASTE E3ÏUMFATORDE %SCOLHADEMATERIAL
SEGURAN A5SANDOISSOPARASUBSTITUIR!NAEQUA ÎOPARAM TEMOS

ρ
M3&,; =
σγ

4UDOAQUIÏESPECIlCADO EXCETOOTERMOENTRECOLCHETESˆEELEDEPEN-
DESOMENTEDAESCOLHADEMATERIAL!MASSAÏMINIMIZADAEODESEMPENHO
MAXIMIZADO SEESCOLHERMOSMATERIAISCOMOMENORVALORPOSSÓVELDEρσ
QUEÏDENOMINADOÓNDICEDEDESEMPENHODEMATERIAIS

ÈRHMGIWHIHIWIQTIRLSHIQEXIVMEMW
#ADACOMBINA ÎODEFUN ÎO OBJETIVOERESTRI ÎORESULTAEMUMAMÏTRICA
DEDESEMPENHOQUECONTÏMUMGRUPODEPROPRIEDADESDEMATERIAL OUÓN-
DICEDEDESEMPENHODEMATERIAISOÓNDICEÏCARACTERÓSTICODACOMBINA ÎO!
4ABELA!APRESENTAALGUNSDELESADEDU ÎODESSESÓNDICESÏDETALHADANO
TEXTOQUEACOMPANHAESTELIVRO/PONTODEINTERESSEAQUIÏQUEMATERIAIS
QUETENHAMVALORESEXTREMOSDECERTOSÓNDICESSÎOBEMADEQUADOSPARA
CUMPRIRCERTOSCONJUNTOSDEREQUISITOSDEPROJETO/RAIOÏUMEXEMPLO
MATERIAISCOMBAIXOSVALORESDEρσγSÎOBOASESCOLHAS·NDICESPERMITEM
COMPARA ÜES3ENOMOMENTOEMQUESTÎOORAIOÏFEITODEUMMATERIAL
DEREFERÐNCIA-/ETEMMASSAM/ UMMATERIALCONCORRENTE-1QUETENHA
MASSAM1SERÉMAISLEVEDOQUE-/PARAAMESMACAPACIDADEDESUPORTEDE
CARGA PELOFATOR

M1 ρ1σγ1

Mo ρoσγo

ONDEOÓNDICEhOvREFERE SEÌREFERÐNCIAEhvAOSNOVOSMATERIAIS OQUEDÉ


UMAMEDIDADIRETADOGANHOEMDESEMPENHOALCAN ADAPELATROCADE-/
POR-1

137
-ATERIAISE$ESIGN

8EFIPE%¯ÈRHMGIW *YRpnSSFNIXMZSIVIWXVMpnS 1MRMQM^EVuRHMGI


de desempenho
de materiais 4IRANTE PESOMÓNIMO RIGIDEZRECOMENDADA ρ%
1UANDOQUEREMOSOTIMIZAR 3UPORTEDECABODEUMAESTRUTURALEVESOBTRA ÎO
AESCOLHADEMATERIAL
1
PARAOBEDECERAREQUISITOS 6IGA PESOMÓNIMO RIGIDEZRECOMENDADA ρ% 2
PURAMENTETÏCNICOS OSÓNDICES ,ONGARINADEASADEAERONAVE HASTEDETACODEGOLFE
AGEMCOMOUMGUIA
2
6IGA PESOMÓNIMO RESISTÐNCIARECOMENDADA ρσY 3
"RA ODESUSPENSÎOAUTOMOTIVO
1
0AINEL PESOMÓNIMO RIGIDEZRECOMENDADA ρ% 3
0AINELDEPORTAAUTOMOTIVA
1
0AINEL PESOMÓNIMO RESISTÐNCIARECOMENDADA ρσY 2
4AMPODEMESA
1
#OLUNA PESOMÓNIMO CARGADEmAMBAGEMRECOMENDADA ρ% 2
(ASTEDEACIONAMENTODESISTEMAHIDRÉULICODEAERONAVE

-OLA PESOMÓNIMOPARAUMDADOARMAZENAMENTODEENERGIA %ρσY2


-OLASDERETORNOEMAPLICA ÜESESPACIAIS

$OBRADI ASIMPLES DISTOR ÎOMÉXIMA mEXÎOSEMFALHA %σY


$OBRADI ASBARATAS

(ρDENSIDADE%MØDULODE9OUNGσyLIMITEELÉSTICO

%XISTEMSOFTWARESQUEPERMITEMASELE ÎODEMATERIAISQUEATENDAM
ÌSRESTRI ÜESTÏCNICAS/RESULTADODEUMDESSESSISTEMASÏMOSTRADONO
'RÉlCO!.ESSEDIAGRAMA OSEIXOSSÎOATENSÎODEESCOAMENTOσYEA
DENSIDADEρCADABOLHAPEQUENADESCREVEUMMATERIAL!LINHADIAGONAL
ISOLAMATERIAISCOMBAIXOSVALORESDEρσY OPONTODEPARTIDAPARAESCOLHER
MATERIAISPARAORAIO!ESSESREQUISITOSPODEMSERADICIONADOSOUTROS COMO
RESISTÐNCIAÌCORROSÎO RESISTÐNCIAAIMPACTO RIGIDEZ EASSIMPORDIANTE O
QUEAFUNILAAESCOLHA!INDAHÉMAISUMAETAPANECESSÉRIAALGUNSDOSCANDI-
DATOSNO'RÉlCO!SÎOMAISCAROSDOQUEOUTROS#OMOOPESOPODESER
CONTRABALAN ADOEMCONTRAPARTIDAAOCUSTO

138
!PÐNDICEs3ELE ÎOPORANÉLISE

'SFVI
8MXlRMS %pSW
)TS\]YRM'* %PEPYQMRE
 77
1IXEP
'IVlQMGE
)Tz\MYRM+*
2EXYVEP
;'
4SPuQIVS 2jMPSR+*

 2SKYIMVE
*VIM\S
8IM\S %PYQMRE 0EXnS
%&7 >MRGS 'STTIV
44 %PYQuRMS
2jMPSR
&EPWE 7EPKYIMVS
4) 48*)

)WTYQEHI4:' &EQFY :MXVSGIVlQMGE
'SYVS
7MPMGSRI
'SVXMpE &SVVEGLEFYXuPMGE

)WTYQEHIV47

 )WTYQEHIJ44
8IRWnSHIIWGSEQIRXS 14E

)WTYQEHIV4) )WTYQEHIGG49



)WTYQEHISG49


   

(IRWMHEHI QKQ

+Vj½GS%¯
Seleção otimizada
5MDIAGRAMATENSÎODE
ESCOAMENTO DENSIDADE
-ATERIAISCOMBAIXOSVALORES
de ρσY ENCONTRAM SEACIMA
da linha diagonal, na parte
SUPERIORESQUERDA#%3%DU
2009).

139
-ATERIAISE$ESIGN

Otimização multiobjetivos
³POSSÓVELOBTERMAIORDISCRIMINA ÎOCOMDIAGRAMASDEtrade-offDOSQUAIS
O'RÉlCO!ÏUMEXEMPLOSIMPLES!QUIOGRUPODEMATERIALρσYÏ
REPRESENTADONOEIXOVERTICALEOCUSTOKGDOMATERIALNOEIXOHORIZONTAL/
DIAGRAMAPERMITEACOMPARA ÎODEMATERIAISCOMBASENODESEMPENHOENO
CUSTO/SCANDIDATOSMAISATRAENTESENCONTRAM SEPERTOOUSOBREASUPERFÓ-
CIEtrade-offLINHACHEIA ESSESMATERIAISOFERECEMBAIXAMASSAEBAIXOCUSTO
/DIAGRAMAMOSTRAQUEA OS CARBONO A OSDEBAIXALIGAEA OSINOXIDÉVEIS
SÎOTODOSBOASESCOLHAS0OLÓMEROSREFOR ADOSCOMlBRADECARBONO#&20
OFERECEMMASSAMAISBAIXADOQUEESSESA OS MASCONlGURAMUMAUMENTO
CONSIDERÉVELNOCUSTODOMATERIAL,IGASDETITÊNIOTAMBÏMSÎOMAISCARASE
TÐMMAIORMASSAˆNÎOSÎOUMABOAESCOLHA


!PÐNDICEs3ELE ÎOPORANÉLISE

)WTYQEHISG49 1IXEP
 'IVlQMGE
2EXYVEP
)WTYQEHIGG49 4SPuQIVS

)WTYQEHIV4)
)WTYQEHIJ4)


)WTYQEHI4:'
)WTYQEHIJ44
&SVVEGLEFYXuPMGE 7MPMGSRI
4SPMGPSVSTVIRS

4) :MXVSGIVlQMGE
IP4:'

&VSR^I 48*)
2SKYIMVE
)WTYQEHIW44
%pSGEVFSRS XT49
44
XT4SPMqWXIV
47 %GVuPMGS 4))/
(IRWMHEHI8IRWnSHIIWGSEQIRXS


*VIM\S ,MGOSV] 49+*

%pSHIFEM\EPMKE
%pSMRS\MHjZIP &'
8MXlRMS

%P%PYQMRE

794)6*È'-)86%()3** )Tz\MYRM+* )Tz\MYRM'*


ß

  
4VIpSHSQEXIVMEP OK

+Vj½GS%¯
Análise trade-off
!QUI PROCURA SEUM
COMPROMISSOENTREMINIMIZAR
PESOECUSTO/SMATERIAISQUE
SEENCONTRAMPRØXIMOSOU
SOBREASUPERFÓCIETRADE OFF
SÎOOSCANDIDATOSADECISÎO
lNALDEPENDEDOVALORDECADA
ATRIBUTO#%3%DU  

141
ia is
ter
ma
em
a so to
e c d u
o8 s d p ro
pít
ul
do de
Ca
t u
E esign
s
ed

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

/SCAPÓTULOSANTERIORESEXPLORARAMOSATRIBUTOSDEMATERIAISEPROCESSOSEOSMODOS
COMOESSASINFORMA ÜESPODEMSERCLASSIlCADASERECUPERADAS!QUI PASSAMOSDA
EXPLORA ÎOPARAOEXEMPLOCOMOESSASINFORMA ÜESSÎOUSADAS/SESTUDOSDECASO
DESENVOLVIDOSNESTECAPÓTULOSÎOPROPOSITALMENTEBREVES!INTEN ÎOÏILUSTRARCADA
UMDOSMÏTODOSGERAISDESELE ÎOANÉLISE SÓNTESE SIMILARIDADEEINSPIRA ÎO

A estrutura COMPONENTEFAZ$EQUESISTEMAFAZ
PARTE%MQUALAMBIENTEFUNCIONARÉ
#ADADESAlODESELE ÎODEMA- 1UAISFOR ASDEVESUPORTAR1UAISSÎO
TERIALTEMSUASPRØPRIASCARACTERÓSTICAS ASIDEIASPRECONCEBIDASEASEXPECTATI-
ESPECIAISˆÏ DECERTOMODO ÞNICO VASDOCONSUMIDOR!SRESPOSTASAESSAS
0ORTANTO NÎOEXISTENENHUMAPRESCRI- PERGUNTASESTABELECEMOCENÉRIONO
 ÎOÞNICASOBRECOMOENFRENTÉ LONÎO QUALUMASOLU ÎODEVESERPROCURADA
OBSTANTE ÏÞTILTERALGUMAESTRUTURA !PRIMEIRAPRIORIDADEÏIDENTIlCAROS
!ESTRUTURASEGUEAAPRESENTADANO REQUISITOSDEPROJETO!LGUNSPODEM
#APÓTULOOPONTODEPARTIDASÎOAS SEREXPRESSOSEXPLICITAMENTE2ESTRI-
DIRETRIZESBÉSICASDOPROJETOOPONTO  ÜES ÏBOMLEMBRAR SÎOCONDI ÜES
lNAL UMAESPECIlCA ÎODOPRODUTO QUEDEVEMSEROBEDECIDASTÏCNICAS
%NTREESSESDOISESTÎOASETAPASDE AMBIENTAIS ESTÏTICAS/BJETIVOSSÎO
identificação, seleção Eimplicações UMADECLARA ÎODOQUEDEVESERMA-
XIMIZADOOUMINIMIZADOMINIMIZAR
-HIRXM½GEpnS CUSTOÏUMOBJETIVOMINIMIZARMASSA
/PRIMEIROREQUISITONASELE ÎODE ÏOUTROMAXIMIZARSEGURAN APODERIA
MATERIAISÏUMAMPLOENTENDIMENTO SERUMTERCEIRO-UITOSREQUISITOSNÎO
DOCONTEXTO/QUEOPRODUTOOUO PODEMSEREXPRESSOSDESSEMODOEM

143
-ATERIAISE$ESIGN

VEZDISSOSÎODESCRITOSCOMOCARAC- TALVEZ OUANECESSIDADEDAINTRODU ÎO


TERÓSTICAS INTEN ÜESOUPERCEP ÜES DEUMNOVOPROCESSODEFABRICA ÎO
!NATUREZADESSESINSUMOSORIENTAA /SESTUDOSDECASOSEGUEMESSE
ESCOLHADOMÏTODODESELE ÎO PADRÎOGERAL/MITEMMUITOSDETALHES
EVISAMSIMPLESMENTEAMOSTRARCOMO
7IPIpnSHIQEXIVMEP OSMÏTODOSPODEMSERCOMBINADOS
1UANDOOSOBJETIVOSERESTRI ÜES ECOMOSEREFOR AMMUTUAMENTE
PODEMSEREXPRESSOSCOMOLIMITES COMOODIAGRAMADEBOLHASDA&IGU-
BEM DElNIDOSPARAASPROPRIEDADES RA ÌSVEZESEXTRAINDOMAISDEUM
DEUMMATERIALOUCOMOÓNDICESDE ÌSVEZESEXTRAINDOMAISDEOUTRO MAS
DESEMPENHODEMATERIAIS ÏPOSSÓVEL MESCLANDO SEDEMODOACONSEGUIR
FAZERSELE ÎOSISTEMÉTICAPORANÉLISE MAISDOQUESERIAPOSSÓVELCOMQUAL-
1UANDOASRESTRI ÜESSÎOQUALITATI- QUERUMDELESISOLADAMENTE
VAS ASSOLU ÜESSÎOSINTETIZADASPELO
ESTUDODEOUTROSPRODUTOSCOM
CARACTERÓSTICASSEMELHANTESEIDENTIl- Móveis de escritório
CA ÎODOSMATERIAISEPROCESSOSUSADOS
PARAFABRICÉ LOS1UANDOSEPROCURA 5MFABRICANTEDEMØVEISDE
ALTERNATIVASPARAUMMATERIALEXISTEN- ESCRITØRIOCOMESTRUTURADEA ODESEJA
TEEPOUCOMAISSESABE OMÏTODODA LAN ARUMANOVALINHADEMESASMAIS
SIMILARIDADEˆPESQUISARMATERIAIS LEVESEMAISFÉCEISDEMOVIMENTAR
COMATRIBUTOSQUECORRESPONDEMAOS 5MAMESADEESCRITØRIO PROJETADAPARA
DOMATERIALVISADOˆÏUMMODO PRODU ÎOEMMASSA TEMUMAESTRUTURA
DESEGUIRADIANTE!LÏMDOMAIS QUESUPORTAUMASUPERFÓCIEDETRABALHO
MUITASBOASIDEIASSURGEMEMBUSCAS $EVESERLEVEEBARATA PORÏM PRECISA
ALEATØRIAS#OMBINAROSMÏTODOSNOS SUPORTARCOMSEGURAN ACARGASDETRA-
DÉMAISINFORMA ÜES PERCEP ÜESMAIS BALHONORMAISˆEISSOINCLUIACARGA
CLARASEMAIORCONlAN ANASSOLU ÜES DEUMAPESSOAGRANDESENTADANAMESA
ˆSEMSOFRERFALHAOUmEXÎOSIGNIlCA-
-QTPMGEp~IW TIVA&IGURA /PROJETOATUALTEM
!GORATEMOSUMCONJUNTODE UMAESTRUTURADETUBOSDEA ODOCE
POSSIBILIDADESSELECIONADAS!PRØXIMA DESE ÎOTRANSVERSALQUADRADA SOLDADA
ETAPAÏINVESTIGAROSASPECTOSMAIS NASJUN ÜES/CLIENTEACREDITAQUEHÉ
ÓNTIMOSDOCARÉTERDESSESPOSSÓVEIS POTENCIALPARAUSAREXTRUSÜESDEUM
MATERIAISPROCURARDETALHESSOBREOS METALMAISLEVE)SSOLEVANTAQUESTÜES
MELHORESMÏTODOSPARACONFORMÉ LOS SOBREMATERIAL JUN ÎOEFORMASQUANTO
UNI LOSEDARACABAMENTOASUAS ÌRIGIDEZCOMBAIXOPESOEFACILIDADE
SUPERFÓCIESDETERMINARQUAISSERIAM DEMONTAGEM³UMPROBLEMAQUESE
OSCUSTOSPROVÉVEISQUANTODURARIAM PRESTATANTOÌANÉLISEQUANTOÌSÓNTESE
ECOMOREAGIRIAMADETERMINADOS COMBINARASDUASNOSDARÉPERCEP ÜES
AMBIENTES!TÏQUEPONTOALISTADE AINDAMELHORES
POSSÓVEISSOLU ÜESCUMPREASDIRE-
TRIZESBÉSICASORIGINAISDOPROJETO! 7IPIpnSHIQEXIVMEP°ERjPMWI
UTILIZA ÎODESSESMATERIAISTRAZOUTRAS 0ARAFABRICARUMAESTRUTURALEVEE
IMPLICA ÜESˆIMPACTOAMBIENTAL RÓGIDAPARASUPORTARCARGASEMmEXÎO

144
#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

COMOOCORRECOMESSAESTRUTURA O *MKYVE7IPIpnS


/"*%4)6/3 TSVERjPMWI
MELHORÏUMMATERIALQUETENHAUM Para móveis de escritório, a
sMINIMIZARPESO
BAIXOVALORDEρ/%½VEJAA4ABELA sMINIMIZARCUSTO seleção por análise requer a
!DEÓNDICESDEDESEMPENHODE otimização de um conjunto de
objetivos dado um conjunto
MATERIAIS ONDEρ ÏADENSIDADEDO 2%342)£À%3
de restrições.
MATERIALE%ÏSEUMØDULODEELASTI- sCARGA &KG
sDEmEXÎO δ MM
CIDADE%SSEGRUPODEPROPRIEDADES
CARACTERIZAOPESODAESTRUTURA/CUS-
"ANCODEDADOSDEMATERIAIS
TO OBVIAMENTE ÏUMACONSIDERA ÎO
/ÓNDICEDEDESEMPENHODOMATERIAL
ρ/%žÏREPRESENTADOEMRELA ÎOAO
PRE OKGDEMATERIALNA&IGURA Materiais
sA ODEBAIXOTEORDECARBONO
NOQUALTAMBÏMFOITRA ADAUMA
sALUMÓNIOSÏRIE
LINHAQUEDETERMINAUMASUPERFÓCIE sMAGNÏSIOSÏRIE:
trade-off-ATERIAISQUESEENCONTRAM sCOMPØSITOSEMMATRIZDEALUMÓNIO
SOBREESSASUPERFÓCIEOUPRØXIMOSA sCOMPØSITOEPØXIlBRADECARBONO
ELAOFERECEMAMELHORCOMBINA ÎODE
BAIXOPESOEBAIXOCUSTO/MATERIAL
USADOATUALMENTEˆA O CARBONOˆ
ESTÉMARCADO4EMBAIXOCUSTO MAS TOSDESOCORRO TODOSTÐMESTRUTURAS
TAMBÏMÏRELATIVAMENTEPESADO,IGAS LEVES QUENOCASOBUSCAMRESISTÐNCIA
DEALUMÓNIO DEFÉCILEXTRUSÎOSOBA EMVEZDERIGIDEZ!LÏMDOALPINISMO
FORMADETUBOSDESE ÎOTRANSVER- OPESOÏUMFATORSIGNIlCATIVOEMOU-
SALQUADRADA SÎOMAISCARAS PORÏM TROSESPORTESOPROJETODEESTRUTURASDE
CONSIDERAVELMENTEMAISLEVES,IGASDE BICICLETASECAL ADOSPARAANDARNANEVE
MAGNÏSIOPERMITEMUMAREDU ÎODE ÏGUIADOPELAMINIMIZA ÎODAMASSA
PESOAINDAMAIOR MASHÉUMCONSI- 5MLEVANTAMENTODEMATERIAISE
DERÉVELAUMENTODEPRE O!INDAMAIS PROCESSOSUSADOSNESSESPRODUTOSPODE
LEVESSÎOOS'&20E EMPARTICULAR O SUGERIROP ÜESPARAAESCRIVANINHA!
#&20ˆMASO#&20ÏCARO !UDIEA,OTUSUSAMALUMÓNIOEXTRU-
DADOSÏRIE SOLDADOOUUNIDO
7IPIpnSHIQEXIVMEP°WuRXIWI COMADESIVOSEREBITADO PARACRIAR
/QUEPODEMOSAPRENDERCOMA ESTRUTURASVAZADASLEVESPARASEUSCAR-
SÓNTESE&IGURA !QUIAINTEN ÎOÏ ROS-OCHILASECAL ADOSPARAANDARNA
UMPROJETODEBAIXOPESO/NDEMAIS NEVETAMBÏMUSAMTUBOSDEALUMÓNIO
ENCONTRARESTRUTURASVAZADASDEBAIXO SÏRIECURVADOS SOLDADOS COM
PESO(OJE OSFABRICANTESDEVEÓCU- ACABAMENTODEREVESTIMENTOCOM
LOSSEESFOR AMPARAREDUZIROPESOE PINTURAAPØ1UADROSDEBICICLETAS
ALCAN AMESSEOBJETIVOMONTANDOO JÉFORAMFEITOSDEMUITOSMATERIAIS
VEÓCULOSOBREUMAESTRUTURAVAZADA DIFERENTESVÉRIOSMODELOSLEVES
RÓGIDAELEVE/PROJETODEEQUIPA- USAMTUBOSFEITOSDEALUMÓNIOSÏRIES
MENTOSDEALPINISMOTEMCOMOUMA OUDECOMPØSITOSEM
DESUASPRIORIDADESPRIMÉRIASOBAIXO MATRIZDEALUMÓNIO-OCHILASEBICI-
PESOMOCHILAS TENDAS EQUIPAMENTOS CLETASDEALTODESEMPENHOSÎOFEITASDE
PARAESCALARMONTANHASEEQUIPAMEN- POLIÏSTEROUEPØXIREFOR ADOCOMlBRA

145
-ATERIAISE$ESIGN



4SPMGPSVSTVIRS
7MPMGSRI
&SVVEGLEREXYVEP

-WSTVIRS 7&7 1IXEP


'IVlQMGE
IP4:' 4SPMIXMPIRS
 &SVVEGLEFYXuPMGE 2EXYVEP
):% IP49 4SPuQIVS

48*)
XW4SPMqWXIV

-SR|QIVS 'SVXMpE
'SYVS

XT4:' %&7
 2jMPSR
4SPMTVSTMPIRS 2uUYIP
*IRzPMGSW 4))/
%pSGEVFSRS
%pSHIFEM\EPMKE >MRG
)Tz\MYRM+* 8MXlRMS
%PYQuRMS
(IRWMHEHI√1zHYPSHIIPEWXMGMHEHI

*VIM\S 1EKRqWMS
8IM\S

&EQFY
 7EPKYIMVS )Tz\MYRM'*

&EPWE
794)6*È'-)86%()3**

  
4VIpSHS1EXIVMEP OK

Figura 8.2 - Trade-off DECARBONO OUSOBAFORMADETUBOS APONTAMODOSDEUNIÎOSOLDAGEME


Obtendo uma solução de
COMPROMISSOENTREBAIXOPESO MASISSOÏINElCIENTE OUSOBAFORMA ADESIVOS EACABAMENTOREVESTIMEN
EBAIXOCUSTO#%3%DU DECASCAOUCONCHA NORMALMENTE TOPULVERIZADO %SSASERIAAESCOLHA
2009). PRODUZIDAPORLAMINA ÎOMANUALDE SEGURAˆALGOJÉUTILIZADOEMOUTROS
CAMADASDETECIDOSPRÏ IMPREGNADOS PROJETOSSEMELHANTES!PEQUENA
(PREPREGS .ENHUMUSAMAGNÏSIO ECONOMIAADICIONALDEPESOOFERE
/STRÐSPRIMEIROSSÎOPRODUTOS CIDAPELOSCOMPØSITOSEMMATRIZDE
FABRICADOSEMMASSAQUEDOMINAM ALUMÓNIONÎOJUSTIlCASEUCUSTO
UMAPOR ÎOSUBSTANCIALDOMERCADO -ASSERÉQUEHAVERIAUMA
PROMOVEMACONlAN ADEQUEO SOLU ÎOMAISRADICAL"ICICLETASDE
ALUMÓNIOSÏRIENÎOAPRESENTARIA #&20USAMMÏTODOSDELAMINA ÎO
NENHUMASURPRESADESAGRADÉVELE DECOMPØSITOSPARACRIARFORMAS


#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

ELEGANTES COMDUASCURVASEXIS- 7IPIpnSTSV


).4%.£À%3 síntese
TEMCADEIRASQUETÐMESSASMESMAS Aqui, buscamos produtos que
sPESOLEVE
CARACTERÓSTICAS5MAESCRIVANINHADE contêm estruturas vazadas
ELEVADONÓVELTECNOLØGICOPODERIA leves, procurando o material e
seu processo de fabricação.
SERFABRICADADEMODOSEMELHANTE "ANCODEDADOSDEMATERIAIS
&IGURA COMPONTOSDELIGA-
 ÎOPARAGAVETASEOUTROSELEMENTOS
DElXA ÎOOBTIDOSPORMOLDAGEM
COMOOCORRECOMABICICLETA%SSE Materiais
NÓVELDESOlSTICA ÎOPODENÎOSE sEXTRUSÜESDE!LUNIDASCOMADESIVOS
JUSTIlCARAQUI-ASALEVEZAEA s!L3I#SOLDADO
s#&20COMlLAMENTOSTRAN ADOSOU
RIGIDEZDECOMPØSITOSEMMATRIZDE
ASSENTADOMANUALMENTE
POLÓMEROÏUMAATRA ÎO0ULTRUSÎO
ÏUMMODODECUSTORELATIVAMENTE
BAIXOPARAFABRICARSE ÜESOCASDE
ALTARIGIDEZCOMCOMPØSITOS%SSAS PARAGRANDESECONOMIASDEPESO ALIA-
SE ÜESPODEMSERUNIDASPORADESIVOS DASÌAPARÐNCIAVISUALNOVAPULTRU-
USANDONØDULOSDEALUMÓNIOFUNDIDO SÜESDE#&20NEGROCOMCONEXÜES
NASQUINAS UMATÏCNICAUTILIZADAEM DEALUMÓNIOPOLIDO QUEPODERIAM
ALGUMASBICICLETASDE#&20 PARA SERMANIPULADASPARADARPERCEP ÜES
FORMARAESTRUTURA!QUI HÉPOTENCIAL DEENGENHARIADEPRECISÎOAVAN ADA

Figura 8.4 -
1SFMPMjVMSHI
escritório móvel
Uma mesa leve pode ser
conformada com compósitos
DEEPØXIlBRADECARBONO

147
-ATERIAISE$ESIGN

100

FEP, $24/kg

PCTA, $16/kg
PCTG, $16/kg
CA Butirato, $4/kg
10
PVC (Rígido), $1,3/kg
PPO/PS, $3.2/kg ASA, $2.5/kg
PET, $3.2/kg Acrilonitrilo, $1,9/kg
PC, $4.6/kg PMP, $4.8/kg PMMA/P, $2.9/kg
SAN, $2.4/kg
Resiliência, em relação ao PS

PMMA, $1.9/kg

PS, $1.4/kg
1

Oticamente límpido Transparente

Grau de transparência

Figura 8.5 -
Resiliência e
Caixas de CD XOCUSTOEPORSERTRANSPARENTECOMO
transparência ÉGUA/DESAlOÏFAZERUMACAIXAQUE
Aqui, a resistência de (ÉMUITOSPRODUTOSDODIAADIA NÎORACHEETENHAˆSEPOSSÓVELˆA
materiais à fratura quando QUEACEITAMOSSEMPENSAR%LESFUN- MESMATRANSPARÐNCIA
curvados é representada
EMGRÉlCOEMRELA ÎOÌDO
CIONAMRAZOAVELMENTEBEM SÎOFÉCEIS
POLIESTIRENO 034ODOSOS DEUSARENÎOCUSTAMPRATICAMENTE 7IPIpnSHIQEXIVMEP°ERjPMWI
materiais mostrados neste NADAˆLEMBRE SEDOSCOPOSDESCAR- 5MMATERIALRACHAQUANDOAFOR A
DIAGRAMAPODEMSERMOLDADOS
por injeção e são oticamente
TÉVEIS PASTASDEDOCUMENTOSECLIPES AELEAPLICADAPROVOCAAPROPAGA ÎO
límpidos ou transparentes #OMOOSACEITAMOSSEMPENSAR NÎO REPENTINADEPEQUENASIMPERFEI ÜES
#%3%DU   OSVALORIZAMOSˆE ATÏCERTOPONTO SEMPREPRESENTES -UDAN ASABRUPTAS
ESSAFALTADEVALORÏTRANSFERIDAPARA DESE ÎOEPROJE ÜESlNASCOMONAS
SUAFUN ÎOOUCONTEÞDO% SEPORAL- DOBRADI ASDEUMACAIXADE#$
GUMARAZÎOELESnão FUNCIONAMBEM CONCENTRAMTENSÎOEPIORAMASCOISAS
TORNAM SEMOTIVODEGRANDEIRRITA ÎO !RESISTÐNCIAÌFALHAPORRACHADURA
!SCAIXASDE#$SÎOUMEXEMPLO DEUMADOBRADI AÏMEDIDADEMAIS
!MAIORIADOS#$SDEMÞSICASÎO DEUMMODO!QUI AMEDIDAQUE
1. Os detalhes dessa análise COMERCIALIZADOSNOESTOJOPADRÎODO PRECISAMOSÏAresiliência ˆQUEMEDE
podem ser encontrados no TIPOCAIXADEhJOIAv#AIXASDEJOIAS OQUANTOUMMATERIALPODESERCUR-
APÐNDICEDO#APÓTULOEEM RACHAMCOMFACILIDADE EQUANDORA- VADOANTESDEQUEBRAR 1 !&IGURA
!SHBY APROPRIEDADE
usada aqui para a resiliência CHAMlCAMCOMUMAAPARÐNCIAHOR- MOSTRAESSAMEDIDANORMALIZADAPELO
é K)#% ONDE+)# é a RÓVELENÎOFECHAMADEQUADAMENTE MATERIALUSADOAGORAˆPOLIESTIRENO
tenacidade à fratura e E é o !CAIXAPADRÎOÏFEITADEPOLIESTIRENO 03ˆ OQUESIGNIlCAQUEOVALORDO
módulo de elasticidade.
APARENTEMENTEESCOLHIDOPORSEUBAI- 03NAESCALAÏENTÎO AESCALAMOSTRA

148
#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

QUANTOOSOUTROSCANDIDATOSSÎOME- *MKYVE7IPIpnS
2%342)£À%3 TSVERjPMWI
LHORESOUPIORESDOQUEELE#ADABARRA 0ARAUMACAIXADE#$ AS
sRESILIÐNCIA03
DESCREVEUMMATERIAL IDENTIlCADOPOR sOTICAMENTELÓMPIDOOUTRANSPARENTE restrições em análise são a
SEUNOMEECUSTOAPROXIMADO4ODOS resiliência e a transparência.
OBEDECEMÌSRESTRI ÜESIMPOSTASSÎO
OTICAMENTELÓMPIDOSOUTRANSPARENTES "ANCODEDADOSDEMATERIAIS
EPODEMSERMOLDADOSPORINJE ÎO/S
QUETÐMPRE OSABAIXODEKGTRÐS
VEZESODO03 SÎOAPRESENTADOSEM
Materiais
ORDEMCRESCENTEDECUSTODEMate-
sOTICAMENTELÓMPIDOS0--! 0%4 0#
riaisNA&IGURA sTRANSPARENTES0# 3!.
%SSAANÉLISEDESTACAAATRATIVIDADE
BEMCOMOAFRAQUEZADO03USADO
ATUALMENTEÏOTICAMENTELÓMPIDO
PODESERMOLDADOEÏBARATO MAS
TAMBÏMÏOMENOSRESILIENTEDETODOS POSSIBILIDADEINTERESSANTEÏBARATO
OSPOLÓMEROSLÓMPIDOS6ÉRIOSMATERIAIS TEMALTARESILIÐNCIAEPODERIAPERMI-
OFERECEMMAIORRESISTÐNCIAÌRACHADU- TIRUMPROJETOCOMUMAhDOBRADI A
RA EMBORAˆEXCETOO0%4EO0# INCORPORADAvOUJUNTAINTEGRAL QUE
ˆÌCUSTADECERTAPERDADELIMPI- SUBSTITUIRIAAINCÙMODAJUNTADEPINO
DEZØTICA%NTREESSES O0%4PARECE DACAIXADEJOIAS3UAFALTADELIMPIDEZ
SERUMABOASOLU ÎO JÉQUEOFERECE SIGNIlCAQUEORØTULODO#$TERÉDE
UMARESISTÐNCIAÌRACHADURATRÐSVEZES SERIMPRESSOOUCOLADOCOMADESIVO
MAIOR COMUMMODESTOAUMENTO DOLADODEFORADACAIXAOUENTÎOA
NOPRE O%NTREOSPOLÓMEROSTRANS- CAIXATEMDESERPROJETADADEMODOA
PARENTESMENOSLÓMPIDOS O3!. NÎOENCOBRIRORØTULODOPRØPRIO#$
TAMBÏMÏBARATOEÌSVEZESÏUSADO !SOLU ÎOPROPOSTAUMPROJETOCOM
PARACAIXASDE#$ MASELETAMBÏM DOBRADI AINTEGRADAEM06#ERECOR-
ÏRELATIVAMENTEFRÉGIL/06#ÏUMA TESPARAEXPOROLADOIMPRESSODO#$

Dobradiça tipo borboleta


Figura 8.7 - Uma
caixa de CD
PVC %STACAIXATALVEZDE06#
TEMUMDESIGNABERTO QUE
permite uma linha de visão
AORØTULODO#$/FECHO
tem uma dobradiça tipo
“borboleta”, que oferece
uma solução adequada para
aberturas e fechamentos e
PERMITEMOLDAGEMEMUMA
Fecho de encaixe única peça.

149
-ATERIAISE$ESIGN

ERØTULOSAPLICADOSCOMADESIVOS SE Arcos de violino


NECESSÉRIO&IGURA 
0ODE SEBUSCARINSPIRA ÎODE 1UANDOUMMATERIALCONSAGRADO
OUTROSMODOS OQUEPROVOCARIAOUTRAS QUEÏBEMADEQUADOPARASUAFUN ÎO
LINHASDEPENSAMENTO#RÓTICOSDE NÎOPODEMAISSERUSADOSURGEANECES-
PRODUTOSEMREVISTASDEDESIGNUSAM SIDADEDEUMSUBSTITUTO)SSOPODERIA
PALAVRASCOMOhINTERESSANTEv hAlNADO ACONTECERPORQUEOMATERIALUSADOATÏ
COMTENDÐNCIASMODERNASv hFUTU- ENTÎOlCOUMUITOCAROOUPORQUESUA
RISTAv QUANDOACHAMQUEOPRODUTO DISPONIBILIDADEESTÉ PORALGUMARAZÎO
QUEESTÎOCRITICANDOASJUSTIlCA1UE RESTRITAOUPORQUEÏPREJUDICIALPARAO
TALUMACAIXADE#$QUEEVOQUEESSAS MEIOAMBIENTEOUPORQUEESTAVASEN-
PERCEP ÜES5MAPESQUISAEMEDI ÜES DOEXPLORADOAUMATAXAINSUSTENTÉVEL
RECENTESDEREVISTASDEDESIGNCOMO 1UALQUERUMADESSASRAZÜESPODE
A)$ REVELAPRODUTOSAOSQUAISESSAS DESAUTORIZARSEUUSO ELIMINANDO ASSIM
PALAVRASFORAMAPLICADASEIDENTIlCAOS UMAAPLICA ÎODEMATERIALQUE NÎO
MATERIAISUSADOSPARAFABRICÉ LOSBOLSAS FOSSEISSO ÏQUASEPERFEITA/ESTUDODE
ˆPOLIPROPILENOTRANSLÞCIDOEMCORES CASOASEGUIRÏUMEXEMPLO
IRIDESCENTESILUMINA ÎOˆPOLICAR- !RCOSDEVIOLINO&IGURA
BONATOOPALESCENTETRANSLÞCIDOBEM SÎO PORLONGATRADI ÎO FEITOSDEUMA
CAROPARAUMACAIXADE#$ MØVEIS ÞNICAESPÏCIEDEMADEIRATROPICALDURA
ˆFOLHASDEALUMÓNIOBATIDOUNIDAS PAU BRASIL-ASOCRESCIMENTODOPAU
PORREBITESUMPOUCODEMAISPARA BRASILÏLENTOESEUHÉBITATÏLIMITADO
UM#$ MOCHILASˆTECIDODENÉILON 6IOLINOS QUEPRECISAMDEARCOS SÎO
REFOR ADOCOMTUBULA ÎODEPOLÓMERO FABRICADOSEMGRANDESQUANTIDADES/
MASMUITOMOLENGAPARAPROTEGERUM RESULTADOÏQUEOPAU BRASILÏEXPLO-
#$ °PRIMEIRAVISTA NENHUMDELES RADOEXCESSIVAMENTE OQUEOEXPÜE
ÏBASTANTEPROMISSOR-ASVAMOSCOM AOPERIGOREALDEEXTIN ÎOEMTERMOS
CALMAˆHÉIDEIASAQUI!LGUNSGRAUS COMERCIAIS3(ÉUMAALTERNATIVA
DEPOLIPROPILENOSÎOQUASETRANSPAREN-
TES CERTAMENTETRANSLÞCIDOS PODEM 7IPIpnSHIQEXIVMEP°
SERCOLORIDOSESÎOFÉCEISDEMOLDARˆ similaridade
ESSASQUALIDADESDASBOLSASPODERIAM /SPRINCÓPIOSFÓSICOSSUBJACENTES
SERCAPTURADASAQUI4AMBÏMOACRÓLICO ACERTOSUSOSDEMATERIAISPODEMSER
0--! PODESERCOLORIDO MOLDADO DIFÓCEISDEREVELAR EESSEÏUMDELES/
EMETALIZADOˆAAPARÐNCIAMETÉLICAE ARCOEXECUTAVÉRIASFUN ÜES!GECOMO
ROBUSTADOALUMÓNIOREBITADOPODERIA MOLA MANTENDOACRINASOBTENSÎO
7EGST 5'+ SERSIMULADADESSEMODOCOMOÏO PORTANTO ARIGIDEZÏIMPORTANTENA
4ESEDE$OUTORADO CASOEMMUITASMÉQUINASFOTOGRÉlCAS BUSCAPORUMSUBSTITUTOTEMOSDE
%NGINEERING$EPARTMENT
#AMBRIDGE5NIVERSITY PEQUENAS !ATRATIVIDADEDOTECIDO IGUALARESSARIGIDEZ OQUEEXIGEUM
#AMBRIDGE 2EINO5NIDO DENÉILONESTÉEMSUATEXTURAˆQUE MATERIALCUJOMØDULODEmEXÎOESTÉ
TAMBÏMPODERIASERSIMULADAPORIM- NAFAIXADE n '0A! MASSADO
3. Uma situação difícil
semelhante ameaça a PRESSÎO0ESQUISASALEATØRIASCOMOESSAS ARCOTAMBÏMÏIMPORTANTEASMENORES
UTILIZA ÎODOMOGNODE SOLTAMAIMAGINA ÎOEPERMITEMSALTOS FOR ASAPLICADASSOBREOVIOLINOSÎOOB-
(ONDURASEMGUITARRAS DECONCEITOQUENÎOSERIAMPOSSÓVEIS TIDASCOMAUTILIZA ÎODOPESOPRØPRIO
elétricas.
APENASCOMANÉLISE DOARCO!SSIM PROCURAMOSEQUIPARAR


#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

AMADEIRAPAU BRASILAUMMATERIALDE DESEMPENHODOARCOTUDOOQUE


DENSIDADESEMELHANTEAPROXIMADA- REALMENTESABEMOSÏQUEOARCODE-
MENTEKGM3(ÉOUTRASRESTRI ÜES SEMPENHAUMAFUN ÎOMECÊNICA6ALE
OBVIAMENTEARESISTÐNCIAÏUMADELAS APENATENTARUMACOMBINA ÎOMENOS
ARCOSQUEBRAM ÏCLARO MASPARECEQUE RESTRITA QUEUSETODASASPROPRIEDADES
OPAU BRASILLIDACOMISSOADEQUADA- MECÊNICASSOBAFORMADEUMMAPA
MENTE%TAMBÏMPODERÓAMOSPREVER -$3&IGURA !BUSCADEUM
QUEOAMORTECIMENTOMECÊNICO SUBSTITUTOPARAOMATERIALDOARCOPOR
MEDIDOPELOCOElCIENTEDEPERDA PROXIMIDADENESSEMAPACHEGAˆ
PODERIASERIMPORTANTEUMARCODE COMOESPERADOˆAOUTRASMADEIRAS
BAIXAPERDAPODEPERMITIRTÏCNICASDE MASTAMBÏMSUGEREQUEPOLÓMEROS
ARCOMAISNÓTIDAS MAS ÏCLARO ASFRE- REFOR ADOSCOMlBRADECARBONOOU
QUÐNCIASNATURAISSÎOPROVOCADASMAIS DEVIDROTALCOMOUMCOMPOSTOPOR
FACILMENTEEMUMAESTRUTURADEBAIXO MOLDAGEMPORINJE ÎOOUCOMPRESS-
AMORTECIMENTO!RESPOSTAÏTENTAR SÎO SÎO DEUMMODOGERAL SIMILARES
IGUALAROAMORTECIMENTODOPAU BRASIL 0ORTANTO HÉALTERNATIVAS TODAS
/QUADRODEINSUMOSNA&IGURA AMPLAMENTEDISPONÓVEISEFACILMENTE
RESUMEACOMBINA ÎOEXIGIDA SUSTENTÉVEIS/CORREQUETUDOJÉFOI
!QUI AESTRATÏGIAÏSIMPLES TENTADOUMAVEZOUOUTRA0ORÏM
PROCURARMATERIAISCUJOSVALORESPARA APESARDESSABOACOMBINA ÎO A
ESSASQUATROPROPRIEDADESCRÓTICASSE ESMAGADORAPREFERÐNCIACONTINUA
ENCONTREMDENTRODASFAIXASDADAS SENDOOPAU BRASIL0ORQUÐ
EENTÎOEXAMINÉ LOS PROCURANDOOS !LGUMASPERGUNTASØBVIASPERMA-
QUENÎOESTÎOAMEA ADOSDEEXTIN ÎO NECEMSEMRESPOSTA#OMOASMA-
 Manuais como o
/SRESULTADOS FACILMENTEENCONTRADOS DEIRASALTERNATIVASREAGIRIAMÌmEXÎO (ANDBOOKOF7OODAND
PORMEIODEUMABUSCAEMMANUAIS AQUENTE#OMOCONSERVARIAMASUA 7OODBASED-ATERIALS
DEMADEIRA4OUCOMSOFTWARESDESE- CURVATURA³FÉCILTRABALHARCOMELAS DO53&OREST0RODUCT
,ABORATORY &OREST3ERVICE
LE ÎO5EXISTENTES SÎOAPRESENTADOSNO /SEUCRESCIMENTOSERIAREGULAR1UAL 53$EPARTMENTOF
PAINELDERESULTADOSNA&IGURA/ SERIAODESEMPENHODEUMARCODE !GRICULTURETABULAM
INTERESSANTEÏQUETODOSSÎOMADEIRAS "-#0ARADESCOBRIRISSOÏPRECISO propriedades de madeiras
(EMISPHERE0UBLISHING
NENHUMAOUTRACLASSEDEMATERIALOFE- FAZERARCOSEXPERIMENTAISCOMESSES #ORP .OVA9ORK  
RECEESSACOMBINA ÎODEATRIBUTOS MATERIAISCANDIDATOSETESTÉ LOSˆO
-ASTALVEZESTEJAMOSSENDOMUITO QUE COMODISSEMOS JÉFOIFEITOCOM #%3%DU  'RANTA
$ESIGN #AMBRIDGEWWW
APRESSADOS.AREALIDADE NÎOSABE- APARENTESUCESSO%NTÎO PORQUEHÉ GRANTADESIGNCOM 
MOSSEÏADENSIDADE OMØDULODE RESISTÐNCIAEMRELA ÎOAOSSUBSTITUTOS
ELASTICIDADE ARESISTÐNCIAEOCOEl- -ATERIAISPARAINSTRUMENTOSMUSI-
CIENTEDEPERDAQUEDETERMINAMO CAISSÎOESCOLHIDOSNÎOSOMENTEPELO

Pau-brasil
Figura 8.8 - Um arco
de violino
Arcos são tradicionalmente
feitos de madeira pau-brasil
com pouca variação na
CONlGURA ÎO

151
-ATERIAISE$ESIGN

*MKYVE7IPIpnS PARAESCALADASDERECREA ÎO-ACHADOS
por similaridade 0!5 "2!3),
Para o violino, há um número DEGELODATAMDAÏPOCAEMQUEO
sDENSIDADEnKGM³
bem pequeno de materiais sMØDULODEELASTICIDADE n '0A
ALPINISMOSETORNOUUMARECREA ÎO
sintéticos que têm perfis de ˆCERCADEˆ UMAEVOLU ÎO
sRESISTÐNCIAn-0A
atributos que combinem com
a madeira pau-brasil.
sCOElCIENTEDEPERDAnX-3 DASFERRAMENTASUSADASPELOSCAMPO-
NESESALPINOS/SPRIMEIROSMACHADOS
"ANCODEDADOSDEMATERIAIS TINHAMCABE ASDEFERROECABOSDENO-
GUEIRA FREIXOOUBAMBU/SMODERNOS
TÐMCABE ASDEA ODEBAIXALIGA#R-
-O ECABOSDEALUMÓNIOCOMOLOCAL
Materiais DAPEGAREVESTIDODEPOLÓMERO%SSA
s JACARANDÉ
COMBINA ÎOFUNCIONA MASHÉALTERNA-
s NOGUEIRA
s FAIA
TIVAS0ODERÓAMOSAPRENDERALGOCOM
s CARVALHO OUTROSPRODUTOSQUEPODERIARESULTAR
EMUMMACHADOMELHOR

7IPIpnSHIQEXIVMEP°WuRXIWI
COMPORTAMENTOMECÊNICOEACÞSTICO /SREQUISITOSPARAACABE ADO
MASTAMBÏMPORRAZÜESDETRADI ÎOE MACHADOSÎOARESISTÐNCIAÌABRASÎO AO
ESTÏTICAUMAMADEIRACUJACOROUTEX- DESGASTEEÌFRAGILIDADEQUANDOFRIO E
TURANÎOÏFAMILIARÏhERRADAvEXCLU- ACAPACIDADEDERECEBERPOLIMENTODE
SIVAMENTEPORESSASRAZÜES0ORTANTO ALTOBRILHOEUMLOGODOFABRICANTE
VOLTAMOSAOSATRIBUTOSDEPERCEP ÎO DISCRETAMENTETEXTURIZADO/SREQUI-
0ERCEP ÜESINmUENCIAMAESCOLHAE SITOSPARAOCABOSÎORESISTÐNCIA BAIXO
EMPARTICULAR EMUMMERCADODETÎO PESO BAIXACONDUTIVIDADETÏRMICA
FORTETRADI ÎOCOMOODEFABRICA ÎO EBOAPEGA!QUI PROCURAMOSIDEIAS
DEVIOLINOS/ÞNICOMODODEIREM EXTRAÓDASDEOUTROSPRODUTOSQUEOBE-
FRENTEÏAPERSUASÎOˆTALVEZOBTIDA DE AMARESTRI ÜESSEMELHANTES AINDA
INDUZINDOOSGRANDESARTISTASAUSARE QUEAAPLICA ÎOPOSSASERBEMDIFEREN-
RECOMENDARONOVOARCO INCENTIVAN- TEEMPARTICULAROSQUESÎOPROJETADOS
DOOUTROSAPERCEBÐ LOSOBUMANOVA PARAUSOEMBAIXASTEMPERATURAS
ØTICA MAISDESEJÉVEL PATINSDEHØQUEINOGELO LÊMINASDE
PATINSPARAPATINA ÎOARTÓSTICA ANZØIS
crampons BOTASDEALPINISTAEØCULOS
Machado de gelo DESOL/SPATINSPARAHØQUEINOGELO
TÐMUMALÊMINADEA OINOXIDÉVEL
%QUIPAMENTOSDEALPINISMO MOLDADAEMUMSOLADODECOMPØSITO
ATENDEMDOISMERCADOSPRIMÉRIOSˆ DENÉILONlBRADEVIDRO!LÊMINADOS
ALPINISMOINDUSTRIALAINDÞSTRIADA PATINSDEPATINA ÎOARTÓSTICAEOSANZØIS
CONSTRU ÎO EALPINISMODERECREA- SÎOAMBOSFEITOSDEA ODEALTOTEORDE
 ÎOMONTANHAS ROCHAS GELEIRAS / CARBONOENDURECIDOPORDEFORMA ÎO
EQUIPAMENTOÏESPECIALIZADOCORDAS FORJAMENTOPARAOANZOL OUESTAMPA-
ARREIOS carabiners PARAFUSOSDEROCHA GEMPARAALÊMINA ESUBSEQUENTETRA-
MOCHILAS TENDASˆEMACHADODE TAMENTOAQUENTE/cramponÏFEITODE
GELO6AMOSFOCAROMACHADODEGELO A ODEBAIXALIGAESTAMPADOECURVADO


#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

/ARREIOQUEPRENDEOcramponÌBOTA *MKYVE7IPIpnS
#!2!#4%2·3)4#!3 por síntese
DEALPINISMOÏFEITODEUMTECIDORE- 0ARAMACHADOSDEGELO
sRESISTENTEÌABRASÎO
VESTIDOCOMPOLIURETANO/SØCULOSSÎO sSUPORTARCARGAA Ž# a síntese de produtos
DEPOLICARBONATOMOLDADOPORINJE ÎO relacionados requer acesso
a um banco de dados de
COMUMREVESTIMENTOSEMELHANTEA "ANCODEDADOSDEPRODUTOS produtos e materiais dos quais
DIAMANTEPARAPROTEGERASLENTESCONTRA são feitos.
ABRASÎO!SELE ÎOPORSÓNTESEPROSSEGUE
COMAESCOLHADEELEMENTOSENTREESSES
QUETENHAMPOSSIBILIDADESNOPROJETO Materiais
DEUMMACHADODEGELO COMBINANDO- sA ODEALTOTEORDECARBONO FORJADO
OSPARADARUMAESPECIlCA ÎOlNALDO s0#REVESTIDOCOMDIAMANTE
PRODUTO&IGURA  sA ODEBAIXALIGA ESTAMPADO
sVIDROMOLDADOPORINJE ÎO
!TEMPERATURADETRANSI ÎODE
sNÉILONREFOR ADOCOMlBRADECARBONO
DÞCTILPARAFRÉGILDOA O CARBONO COMDENTESDEA OINOXIDÉVEL
PODEESTARACIMADE ª#ÏADEQUA-
DAPARAANZØISEPATINSDEPATINA ÎO
ARTÓSTICAQUERARAMENTEENFRENTAMFRIO
ABAIXODE ª# MASÏARRISCADAPARA REVESTIMENTOCERÊMICOOUDECARBONO
UMMACHADODEGELOQUEPODERIA SEMELHANTEADIAMANTECOMOODOS
SERUSADOEMTEMPERATURASMUITO ØCULOSESCUROSPODERIAMELHORARO
MAISBAIXAS!MBOS A OSINOXIDÉ- DESEMPENHO/CABOOFERECEMAIOR
VEISEA OSDEBAIXALIGA CUMPREMO ESCOPOPARAINOVA ÎOAUTILIZA ÎODE
REQUISITODERIGIDEZDOSDOIS OA O NÉILONREFOR ADOCOMlBRADEVIDRO
DEBAIXALIGAÏOMAISFORTE.ÎOÏO OFERECEAPOSSIBILIDADEDEMENORPESO Figura 8.11 - Um
machado de gelo
CASODEMUDAROMATERIALDACABE A ECONDUTIVIDADETÏRMICAMUITOMAIS .ÉILONREFOR ADOCOMlBRA
MASCERTASCARACTERÓSTICASDEPROJETO BAIXAˆUMACONSIDERA ÎOIMPORTAN- de vidro forma o cabo, o
COMOAFARPADOANZOLOUOSDENTES TEQUANDOELETIVERDESERSEGURADONA picador tem um revestimento
de diamante amorfo para
DOSPATINS QUEPODERIAMSERUSADAS MÎOEAADI ÎODEUMREVESTIMENTO MAIORRESISTÐNCIAAODESGASTE
PARADARAOMACHADOMELHORPODER DEPOLIURETANOMACIOPODERIAAJUDAR e também aço levemente
DEGARRAEMNEVEDENSA!EXTREMI- AGARANTIRQUEELEPERMANE ALIVREDE FARPADOTALVEZCOMDENTESDE
CARBONETODETUNGSTÐNIO 
DADEPICADORADEUMMACHADODE NEVECONGELADAESEJACONFORTÉVELDE
GELODEVEPERMANECERSEMPREAlADA SEGURAR5MEXEMPLODEPROJETOÏ
MESMOSOBSEVERAABRASÎOAQUI UM MOSTRADONA&IGURA

Insertos de carboneto de
tungstênio em aço farpado

Náilon reforçado com fibra de vidro

Aço revestido com diamante

153
-ATERIAISE$ESIGN

³CLAROQUEPODEMOSLEVARISSO Patins em linha


ADIANTE(ÉMUITASVARIANTESDECADA
PRODUTOQUEDESCREVEMOSˆALGUNS 0ATINSEXISTEMDESDEADÏCADA
USAMOUTROSMATERIAIS REVESTIMEN DE0ATINSCOMRODASEMLINHA
Figura 8.12 -
Resistência ao TOSEPROCESSOSDIFERENTESDOSQUE IN LINE SÎOMUITOMAISRECENTES
impacto e rigidez INDICAMOSAQUIECOMOSQUAISPODE COMERCIALIZADOSPELAPRIMEIRAVEZ
com baixo peso RÓAMOSAPRENDERMUITOMAIS-ESMO NADÏCADADEPELAEMPRESA
Patins com rodas em linha
equilibram as restrições de UMABREVEPESQUISACOMOESSAÏ 2OLLERBLADE/PRIMEIROPARDEPATINS
resistência ao impacto e SUlCIENTEPARADEMONSTRARQUEO 2OLLERBLADEDESUCESSOCOMERCIALFOI
RIGIDEZˆCOMBAIXOPESO E MÏTODOTEMPOTENCIAL UMABOTADEHØQUEINOGELOCOM
também com comportamento
semelhante ao do náilon ou
0%#%3%DU  

1EKRqWMS
%pSMRS\MHjZIP
>MRGS
1IXEP 8M )Tz\MYRM'*
'IVlQMGE %P%PYQMRE
2jMPSR+*
2EXYVEP

4SPuQIVS XT4SPMqWXIV
'SYVS 49+*
2jMPSR
4SPMIXMPIRS 44 %&7 7%2 %P7M'

XT49 %pSGEVFSRS
-SR|QIVS 'EVFSRIXSHIFSVS

XW4SPMqWXIV &EPWE
 48*)
&EQFY
&SVVEGLEREXYVEP
'EVFSRIXSHIWMPuGMS
):%
)Tz\M :MXVSGIVlQMGE
IP4:' &1'
4SPMGPSVSTVIRS 'SVXMpE 7uPMGE
7&7
)WTYQEHIV4'
7MPMGEXSHIFSVS

 'EVFSRIXSHIXYRKWXsRMS
)WTYQEHIV47
8IREGMHEHIkJVEXYVEHIRWMHEHI

7MPMGSRI

)WTYQEHISG49 )WTYQEHI4:'

 

     


1zHYPSHIIPEWXMGMHEHIHIRWMHEHI

154
#APÓTULOs%STUDOSDECASOEMMATERIAISEDESIGNDEPRODUTO

RODASDEPOLIURETANO COMFREIODE SE ALÏMDISSO QUISERMOSQUEABOTA


BORRACHANOCALCANHAREESTRUTURAEX- SEJALEVE SÎOOSVALORESDESSASUNI-
TERNAEMlBRADEVIDRO$ESDEENTÎO DADESPORPESOQUECONTAM!SSIM
OSPATINSEVOLUÓRAMElCARAMDIFE- PROCURAMOSCOMBINARMØDULODE
RENCIADOS ALGUNSCOMRODASROBUSTAS ELASTICIDADEDENSIDADEETENACIDADEÌ
PARAPATINA ÎONAhMONTANHAv OUTROS FRATURADENSIDADE&IGURA 
COMBOTASREMOVÓVEISQUEPERMITEM 0ARAIGUALARODESEMPENHODO
RÉPIDACONVERSÎOENTRESAPATOSEPA- NÉILONEDOPOLIETILENO ÏIMPORTANTE
TINSCOMRODASEMLINHAEALGUNSCOM QUEODESIGNERSELECIONEMATERIAIS
ELEMENTOSATRAENTESESPECIlCAMENTE QUEABRANJAMAFAIXADECADAATRIBU-
PARAMULHERESOUCRIAN AS TOESPECIlCADO/PATINSCOMRODAS
EMLINHAPODERIASERCOMPOSTOPOR
7IPIpnSHIQEXIVMEP° UMABIQUEIRAEUMCALCANHARFEITOS
similaridade DE3!.COMUMACONEXÎOmEXÓVEL
%AGORAODESAlOUMPEDIDODE ENTREELESFEITADE%6!!BOTATEM
PROJETOPARAUMABOTADEPATINSCOM DESERPROJETADADEMODOQUEPOSSA
RODASEMLINHAQUESERÉUSADOPARA SERACOPLADAÌPLATAFORMAEMUM
TREINAMENTOEMESQUIcross country! PONTOSOMENTEBIQUEIRA OUEM
BOTADEVESERRÓGIDA PORÏMmEXÓVEL DOISPONTOSBIQUEIRAECALCANHAR
LEVEERESISTENTEAIMPACTO!RIGIDEZ PARAPOSSIBILITAROTREINAMENTOPARA
ÏNECESSÉRIAPARAQUEELAPOSSASER ESQUIcross country MASESSEÏUM
ACOPLADAÌPLATAFORMADERODASE DETALHEDEPROJETOQUENÎOCONSIDE-
PROPORCIONARASEGURAN AADEQUADA RAREMOSAQUI/CAMINHODASELE ÎO
PARADARAPOIOAOTORNOZELOAmEXI- DEMATERIALPARAESSECASOEUM
BILIDADEÏNECESSÉRIAPORQUE QUANDO EXEMPLODEPROJETOPARAOSPATINS
USADOPARATREINAMENTOEMcross EMLINHASÎOMOSTRADOSNAS&IGURAS
country OCALCANHARSAIRÉDAPLATAFOR- E RESPECTIVAMENTE
MADERODASEABOTASERÉmEXIONADA
EALEVEZAÏEXIGIDAPARALIMITARO
PESOQUEOATLETATEMDECARREGAR!
RESISTÐNCIAAOIMPACTOÏIMPORTANTE *MKYVE7IPIpnS
.­),/. TSVGSQFMREpnSHI
PARASUPORTARCOLISÜESCOMOBJETOS 0/,)%4),%./ propriedades
OUCOMOSOLO/DESIGNERCOME A sMØDULODEELASTICIDADE Os materiais selecionados
COMAIDEIAPRECONCEBIDABASEADA sDENSIDADE TÐMMØDULODEELASTICIDADE
densidade e tenacidade à
NAEXPERIÐNCIACOMBOTASDEHØQUEI sTENACIDADEÌFRATURA
FRATURADENSIDADEQUEESTÎO
NOGELO DEQUEONÉILONOUO DEACORDOCOMASDOA
POLIETILENOPODERIAMSERPOSSÓVEIS "ANCODEDADOSDEMATERIAIS
NÉILONEB POLIETILENO
SOLU ÜESPARAOMATERIAL/CONJUNTO
DEPOSSÓVEISSOLU ÜESPARAOMATERIAL
ÏEXPANDIDOPORUMABUSCADEMATE-
RIAISQUECUMPRAMATRIBUTOSCRÓTICOS Materiais
s3!.
DOSDOISMATERIAIS!RIGIDEZEA
s%6!
RESISTÐNCIAAOIMPACTODEPENDEMDAS s)ONÙMEROS
PROPRIEDADESMØDULODEELASTICIDADE s04&%
DOMATERIALETENACIDADEÌFRATURA

155
-ATERIAISE$ESIGN

'SRGPYW~IW
%SSESESTUDOSDECASOSÎOBREVESE
OSDETALHESDECADAPROJETONÎOESTÎO
Figura 8.14 - Patim
TOTALMENTERESOLVIDOSELESSERVEM
em linha PRIMORDIALMENTECOMODEMONSTRA-
Uma casca de polímero  ÜESDECADAUMDOSMÏTODOSDE
3!.ÏINTEGRADACOMUMA
DOBRADI ASANFONADADE%6!
SELE ÎOAPRESENTADOSEMCAPÓTULOS
QUEPERMITEmEXIBILIDADE ANTERIORESEDOMODOCOMOELES
EPROPORCIONAARIGIDEZ PODEMSERCOMBINADOSPARASUGERIR
adequada.
SOLU ÜESINOVADORASPARAMATERIAIS

Dobradiça de EVA

SAN

Calcanhar sai da
base para pivotar


Cap
ítul
o9
Nov
par os mat
a in
ova eriais:
ção o po
ten
cial

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs.OVOSMATERIAISOPOTENCIALPARAINOVA ÎO

.OVOSMATERIAISMUITASVEZESSÎOOPONTODEPARTIDAPARAOSDESIGNERSˆELESINSPIRAM
EPODEMSERMANIPULADOSPARASEOBTERPRODUTOSQUENUNCATINHAMPARECIDOPOSSÓ-
VEISANTES³FÉCILINVENTARUMAHISTØRIAPARAAIDEIADEhCERÊMICADEALTATECNOLOGIAv
OUhALUMÓNIODAERAESPACIALvOUhCOMPØSITOSAVAN ADOSvˆALINGUAGEMDASNOVAS
TECNOLOGIASSEMPREPARECEDESPERTARUMAPERCEP ÎODEALGONOVOEDEALGOMELHOR
/QUEMUITASVEZESÏESQUECIDOÏQUEMATERIAISPOSSUEMNÎOSØUMAPELOTÏCNICO
COMOTAMBÏMPESSOAL%COMFREQUÐNCIAODESAlONESSESETORINDUSTRIALÏLEMBRARDO
ELEMENTOHUMANOENÎOFOCARAPENASATECNOLOGIA%STECAPÓTULOEXAMINAASOPORTUNI-
DADESQUESURGEMDACOMBINA ÎODENOVOSMATERIAISEDESIGN

h/MUNDOPARECEQUEESPERAUM EVIDROCOMOMATERIAISESTRUTURAIS
SUPRIMENTOINlNDÉVELDEOP ÜESDE MOBILIÉRIODECIMENTO MADEIRA
NOVOSMATERIAISv%SSASFORAMASPALA- COMOMATERIALESTRUTURALEMEQUI-
VRASDE'EORGE"EYLERIAN DA-ATE- PAMENTOSELETRÙNICOS&IGURA 
RIAL#ONNEXION 1EELESABEDOQUEESTÉ
FALANDOˆSUAEMPRESAGANHADINHEIRO .OVOSMATERIAISTÐMSUAGÐNESE
DIVULGANDOINFORMA ÜESSOBRENOVOS NOSLABORATØRIOSDEUNIVERSIDADES DE
MATERIAIS$IZERQUEOMUNDOINTEIRO GOVERNOSEDEINDÞSTRIAS!STECNOLO-
ESTÉNESSEESTADODEEXPECTATIVAÏDIS- GIASQUEELESDESENVOLVEMSÎOAPRESEN-
CUTÓVEL MASOSDESIGNERS CERTAMENTE TADASAOSPOUCOSAPARECEMPRIMEIRO 'EORGE"EYLERIAN
SEMPREESTÎOÌESPREITADOQUEÏNOVO EMPRODUTOSDEhDEMONSTRA ÎOvE MaterialConnexion,
Nova York, NY.
%ONOVOPODESERENCONTRADODE ENTÎOSÎOABSORVIDASEMMERCADOS WWWMATERIALCONNEXIONCOM
VÉRIASFORMASDIFERENTES MAISAMPLOS°MEDIDAQUEOVOLUME
DEPRODU ÎOAUMENTA OPRE ODO
s-ATERIAISEMPESQUISAˆPOLÓMEROS Figura 9.1 -
ELETROATIVOSEEMISSORESDELUZ Materiais em
NANOCOMPØSITOS MATERIAISAUTOR- lugares inesperados
!UTILIZA ÎOINCOMUMDE
REPARADORES MADEIRADEFAIAPARAOS
s-ATERIAISEMINÓCIODECOMERCIALIZA ÎO SUPORTESMANUAISDESSA
ˆMETAISAMORFOSESPUMASMETÉ- MÉQUINAFOTOGRÉlCADEALTO
DESEMPENHOSUGEREQUALIDADE
LICASLIGASDEMEMØRIADEFORMA DEARTESANATOEUMAATEN ÎO
s-ATERIAISEMCOMBINA ÎOˆPOLIPRO- EXCEPCIONALCOMAESTÏTICA
PILENORECHEADOCOMMADEIRA 00 IMAGEMPORCORTESIADE
!,0!DA3UÓ A 
ElBRASDECARBONOCOMBINADOS
ELASTÙMEROSFERROMAGNÏTICOS
s-ATERIAISEMLUGARESINESPERADOSˆTI-
TÊNIOEMARMA ÜESDEØCULOS PAPEL

159
-ATERIAISE$ESIGN

ARRISCADO/SCANAISDECOMUNICA ÎO
SÎOIMPERFEITOS OQUEDIlCULTAPARA
OSDESIGNERSENCONTRARASINFORMA ÜES
QUEQUEREM% NOINÓCIODESUAVIDA
UMNOVOMATERIALÏCAROˆÏPRECISO
PAGAROSCUSTOSDEDESENVOLVIMENTOˆ
EADISPONIBILIDADEPODESERRESTRITA
!INDAASSIM OINTERESSEEMNOVOS
MATERIAISEPROCESSOSCONTINUAALTO
PORQUEARECOMPENSAPELOSUCESSO
Figura 9.2 - Um MATERIALCAI ESUAFAMILIARIDADECADA PODESERGRANDE!ADO ÎODEPOLÓME-
novo metal para VEZMAIORCOMDESIGNERSECONSUMI- ROSREFOR ADOSCOMlBRADECARBONO
a Vertu
!SCAIXASDESSESTELEFONES DORESAMPLIAABASEDESUAUTILIZA ÎO NOVOSELASTÙMEROS NOVASESTRUTURAS
CELULARESSUPERlNASESUPER /MATERIALALCAN APROGRESSIVAMENTE EMSANDUÓCHEEˆMAISRECENTEMEN-
FORTES SÎOMOLDADASDEMETAL UMAESPÏCIEDEMATURIDADE MASPODE TEˆAUTILIZA ÎODELIGASDETITÊNIO
AMORFOIMAGEMPORCORTESIA
DE,IQUID-ETAL  REVIVERSUAhNOVIDADEvPORCOMBI- EMETAISAMORFOS&IGURA PROVO-
NA ÎOCOMOUTROSMATERIAIS OUPOR CARAMUMAESPETACULARMELHORANOS
NOVOSMEIOSDEPROCESSAMENTOPARA PRODUTOSESPORTIVOS!TECNOLOGIADOS
CRIARCOMPØSITOSOUMATERIAISHÓBRIDOS DISPLAYS UMAVEZTRANSFORMADAPELO
ˆESTRUTURASEMSANDUÓCHE SISTEMAS DESENVOLVIMENTODEPOLÓMEROSDE
BLINDADOS ESTRUTURASGRADEADASOU CRISTALLÓQUIDO ESTÉPRESTESASERALTERADA
REVESTIDAS!UTILIZA ÎODEUMMATERIAL NOVAMENTEPELODESENVOLVIMENTODE
ANTIGOEMUMNOVOCENÉRIOPODE PELÓCULASDEPOLÓMEROSEMISSORESDELUZ
FAZERCOMQUEELEPARE ANOVO OQUE ,IGHT %MITTING0OLYMER&ILMSˆ,%0S 
REESTIMULAOINTERESSEEMSEUPOTENCIAL #ERÊMICASEPOLÓMEROSBIOCOMPATÓVEIS
0ARAUMDESIGNER UMNOVOMATE- POSSIBILITARAMAVAN OSEMPRODUTOS
RIALOFERECEOPORTUNIDADESETAMBÏM MÏDICOSQUE QUANDOBEM SUCEDIDOS
RISCOS&IGURA /PORTUNIDADES SÎOMUITOLUCRATIVOS!HIDROCONFOR-
DERIVAMDENOVASOUAPERFEI OADAS MA ÎOEORECORTEDEMETAISDEACORDO
TÏCNICASOUCOMPORTAMENTOSESTÏTICOS COMUMGABARITOPREDElNIDO OUA
QUEELEOFERECE/SRISCOSˆEELES MOLDAGEMROTATIVAEOTRAN AMENTO
PODEMSERGRANDESˆENCONTRAM- DECOMPØSITOSCOMBASEDEPOLÓMERO
SENACARACTERIZA ÎOINCOMPLETAENA PERMITEMFORMASQUESÎOAOMESMO
FALTADEEXPERIÐNCIADEPROJETOOUDE TEMPOElCIENTESQUANTOÌUTILIZA ÎO
MANUFATURA.ORMALMENTE AShDIFÓCEISv DEMATERIALEESTETICAMENTEAGRADÉ-
PROPRIEDADESDEDEPENDÐNCIADE VEIS0ROCESSOSDECORTEESOLDAGEM
TEMPOˆRELACIONADASÌINTEGRIDADE ALASERRESULTAMEMJUN ÜESRÉPIDAS
DELONGOPRAZORESISTÐNCIAÌCORROSÎO ESEMREBARBAS5MAGAMACRESCENTE
FADIGA mUIDEZEDESGASTE ˆÏQUE DEPROCESSOSDEPROTOTIPAGEMRÉPIDA
SÎOASMENOSBEM DOCUMENTADASE PERMITEQUEODESIGNERCONCRETIZEUM
CAUSAMOSMAIORESPROBLEMAS.ÎO CONCEITOCOMAGILIDADEEFACILIDADE%
EXISTENENHUMCONJUNTOHISTØRICODE HÉ ÏCLARO AEXCITA ÎOˆOALVORO O
EXPERIÐNCIADEPROJETOSACONSULTAR O ˆQUEUMNOVOMATERIALOUPROCESSO
RESULTADOÏQUEACONlAN ANONOVO PODEGERARNAMENTEDODESIGNERENA
MATERIALÏBAIXAEINVESTIRNELEPARECE MENTEDOCONSUMIDOR

160
#APÓTULOs.OVOSMATERIAISOPOTENCIALPARAINOVA ÎO

A adoção de Figura 9.3 -


Consumo de
novos materiais )RZIPSTIHIGSRWYQSHIQEXIVMEP
material ao longo
do tempo
/SUCESSODEUMNOVOMATERIAL !ENTRADADEUMNOVO
8IVGIMVEETPMGEpnS MATERIALNOMERCADO

'SRWYQSHI1EXIVMEP
DEPENDEDESUACAPACIDADEDEATRAIR REQUERUMAOPORTUNIDADE
UMASEQUÐNCIADEearly adopters/ DIRECIONADAADESEMPENHOE
SIMPLESRETRATODAADO ÎODEMATERIAIS BAIXOVOLUME EQUENÎOÏ
7IKYRHEETPMGEpnS
adversa ao risco.
REPRESENTADOPELALINHACHEIANA&IGURA
%TPMGEpnSMRMGMEP
 Ï NAREALIDADE OENVELOPEDEUM
CONJUNTODECURVASEMS SOBREPOSTAS 8IQTS
QUEDESCREVEMUMASUCESSÎODEAPLI-
CA ÜESDEVOLUMECADAVEZMAIOR!S FEITAINTEIRAMENTEDECOMPØSITO AUM
PRIMEIRASAPLICA ÜESSÎOEMMERCADOS AVIÎOCIVILDEGRANDEPORTETORNOU SE
QUEDÎOALTOVALORAODESEMPENHOE UMAREALIDADE.AENGENHARIACIVIL A
PODEMACEITARUMGRAUDERISCO!S UTILIZA ÎODEMATERIAISAVAN ADOSˆ
ÞLTIMAS APLICA ÜESEMMAIORVOLUME COMOMEMBRANASPARACOBERTURADE
TENDEMATERASCARACTERÓSTICASOPOSTAS EDIFÓCIOSEMlBRADEVIDROREVESTIDADE
(ÉVÉRIASFOR ASDEMERCADOEM 04&%ˆESTÉLIMITADAPELOCUSTO BEM
A ÎOAQUI!ACEITA ÎODORISCOESTÉ COMOPELAINCERTADURABILIDADEDE
ASSOCIADAAUMEQUILÓBRIOENTREOVALOR LONGOPRAZOEMEDIFÓCIOSPARAOSQUAIS
DODESEMPENHOEOCUSTODAFALHA! ASDRAMÉTICASPOSSIBILIDADESESPACIAIS
INDÞSTRIANUCLEARVALORIZAODESEMPE- QUEELASOFERECEMSUPERAMORISCODE
NHO MASPERCEBEQUEOCUSTODAFALHA POSSÓVELFALHA
ÏTÎOGRANDEQUEÌSVEZESOUVIMOS .ESSEPONTO ÏÞTILINTRODUZIRA
DIZERQUENENHUMMATERIALNOVO IDEIADASENSIBILIDADEAOCUSTODOMATERIAL
JAMAISSERÉUSADODENTRODEUMREATOR &IGURA /CUSTODEUMteeDE
NUCLEARˆOCUSTODAQUALIlCA ÎO GOLFEÏPOUCOMAISDEDUASVEZESO
DESSEMATERIALÏSIMPLESMENTEALTODE- DOMATERIALDEQUEÏFEITOOVALOR
MAIS.OOUTROEXTREMO AINDÞSTRIADE AGREGADONAFABRICA ÎOÏBAIXO3E
EQUIPAMENTOSESPORTIVOSDÉUMVALOR OCUSTODOMATERIALDOBRAR OCUSTO
TÎOALTOAODESEMPENHOQUEADOTA DOteeDEGOLFEDEVETERUMAUMENTO
AVIDAMENTEQUAISQUERNOVOSMATERIAIS SIGNIlCATIVOOPRODUTOÏSENSÓVELAO
QUEPERCEBEQUEPODEMOFERECERO CUSTODOMATERIAL.OOUTROEXTREMO
MENORGANHOQUESEJA AINDAQUENÎO OCUSTODEUMTACODEGOLFEPODESER
ESTEJAMPERFEITAMENTECARACTERIZADOS ATÏVEZESODOSMATERIAISDEQUEÏ
E NAREALIDADE TALVEZNÎOPOSSAM FEITO.ESSECASO SEOSCUSTOSDOMA-
OFERECERNADADENOVO!LÏMDISSO TERIALDUPLICAREM OCUSTODOPRODUTO
DENTRODEQUALQUERSETORINDUSTRIAL TERÉAPENASUMPEQUENOAUMENTOO
HÉAPLICA ÜESQUESÎOMAISOUMENOS VALORAGREGADOÏALTOEOPRODUTONÎO
SENSÓVEISAORISCO!SSIM AINTRODU ÎO ÏSENSÓVELAOCUSTODOMATERIAL.OVOS
BEM SUCEDIDADECOMPØSITOSCOM MATERIAISSÎOADOTADOSMAISIMEDIA-
/$OMODO-ILÐNIO
MATRIZDEPOLÓMEROSNAINDÞSTRIAAERO- TAMENTEEMSETORESINDUSTRIAISQUE EM,ONDRESEO%DIFÓCIO
ESPACIALlCOUINICIALMENTECONlNADAA SÎOINSENSÓVEISAOCUSTODOMATERIAL 3CHLUMBERGEREM#AMBRIDGE
COMPONENTESNÎOCRÓTICOSSOMENTEEM ELETRODOMÏSTICOSEAUTOMØVEISDEALTA MOSTRADOEMK SÎO
EXEMPLOS
ÏQUEAINCORPORA ÎODEUMAASA TECNOLOGIA EQUIPAMENTOSESPORTIVOS

161
-ATERIAISE$ESIGN

Figura 9.4 -
Sensibilidade ao 'YWXSWXuTMGSWHIQEXIVMEMW OK
'327869e«3
custo do material 'EWE
#USTODOPRODUTOPORKG )1&%0%+)1
'EM\EHI'(
EMVÉRIOSSETORESINDUSTRIAIS
1%6È8-13
3**7,36)
PARTESUPERIOR DETALHESPARA &EVGSTIUYIRS
AINDÞSTRIADEEQUIPAMENTOS %983138-:3
'EVVSHEJEQuPME
ESPORTIVOSPARTEINFERIOR 
)0)863(31f78-'37
7IGEHSVHIGEFIPSW
)59-4%1)283)74368-:3
:EVEHITIWGEVGSQQSWGEWEVXMJMGMEMW
%)63)74)'-%0
2EZIIWTEGMEP
&-31f(-'3
0IRXIWHIGSRXEXS

      

)WTYQEHITSPMYVIXERS OK

'SQTzWMXSWHIJMFVEHIGEVFSRS)Tz\M OK
)59-4%1)283)74368-:3
&SH]FSEVH

1SGLMPE

'SPGLnS

7ETEXSWTEVEERHEVRERIZI

8IRHE

1EWXVSHI[MRHWYVJI

&SXEWHIGEQMRLEHE

7EGSHIHSVQMV

4VERGLEHIWYVJI

&PYWnSHIQSPIXSQ

:IPEHI[MRHWYVJI

&MGMGPIXEHIIWXVEHE

6IQS

6EUYIXIHIXsRMW

)WUYM

6EUYIXIHIFEHQMRXSR

8EGSHIKSPJI

   

'YWXSHSTVSHYXS

EQUIPAMENTOSAEROESPACIAISEBIOMÏ- RECEPTIVOSEMAISVISÓVEISˆUMABOA
DICOSTENTECALCULAR PARAUMAESCOVA COMBINA ÎOQUANDOOQUESEPROCURA
DEDENTESDEMARCAFAMOSA  ÏUMAVITRINEPARAPRODUTOSFEITOS
%NTREESSES OSETORDEEQUIPA- COMUMNOVOMATERIALOUPORUM
MENTOSESPORTIVOSÏUMDOSMAIS NOVOPROCESSO!lBRADEVIDRO DESEN-


#APÓTULOs.OVOSMATERIAISOPOTENCIALPARAINOVA ÎO

VOLVIDAPELAPRIMEIRAVEZPARAOGIVAS Informações sobre


DERADARESPARAAERONAVESNA3EGUNDA novos materiais
'UERRA-UNDIAL RAPIDAMENTEDES-
BANCOUAMADEIRAEMCASCOSDEBARCOS !MAIORIADOSNOVOSMATERIAISPARA
EPRANCHASDESURFEEENCONTROU DESIGNSURGEPORMEIODACOMERCIALI-
APLICA ÜESEMDESIGNDEALTAPROEMI- ZA ÎODEPESQUISAS ISTOÏ PORMEIODO
NÐNCIACOMOASCADEIRASDE#HARLES DESENVOLVIMENTOIMPULSIONADOPELA
E2AY%AMES #OMPØSITOSDE CIÐNCIA&IGURA /DESENVOLVEDOR
lBRADECARBONOEPØXIEMATRIZESDE COMUNICAINFORMA ÜESSOBREOMATE-
METAL LIGASDETITÊNIOEDEALUMÓNIO RIALPORMEIODEPUBLICIDADE COMU-
DEALTARESISTÐNCIA TODOSDESENVOLVIDOS NICADOSDEIMPRENSA PERlSEPLANILHAS
TENDOEMMENTEAPLICA ÜESESPACIAIS DEDADOS!COMUNICA ÎO SEBEM SU-
EDEDEFESA SÎOMAISCONHECIDOSPELO CEDIDA ESTIMULAOSDESIGNERSAUSARO
CONSUMIDORMÏDIOPORSEUUSOEM MATERIALDEFORMASCRIATIVAS-AS PARA
TACOSDEGOLFE RAQUETESEQUADROSDE ISSOFUNCIONAR DUASCOISASSÎONECES-
BICICLETA!PARTIRDEENTÎOSEPROPAGA- SÉRIAS!PRIMEIRAQUEASINFORMA ÜES
RAMPARAOUTROSPRODUTOSˆRELØGIOS INCLUAMASEXIGIDASPARAODESIGNDE
CARCA ASLEVESPARACOMPUTADORES PRODUTOˆE COMOSABEMOS ISSO
MØVEIS EQUIPAMENTOSPARACOZINHA SIGNIlCAMUITOMAISDOQUEAPENAS
EBANHEIRO!PESQUISADEMATERIAIS ATRIBUTOSTÏCNICOS%ASEGUNDAQUEA
MOTIVADANOPASSADOPORAPLICA ÜES LINGUAGEMNAQUALELASSÎOEXPRESSAS
MILITARESEAEROESPACIAIS AGORAÏ TENHASIGNIlCADOTANTOPARAOFORNE-
DIRIGIDAMAISAOCONSUMIDORDOQUE CEDORQUANTOPARAODESIGNER OQUE
ANTES DADAASIGNIlCATIVAINmUÐNCIA REQUERUMVOCABULÉRIOPARAEXPRESSAR
DODESIGNERˆE EMPARTICULAR DO REQUISITOSDEPROJETOECOMPORTAMEN-
DESIGNERINDUSTRIAL!ADO ÎODEPO- TODEMATERIAISQUEAMBASASPARTES
LICARBONATOTRANSLÞCIDOPARAACARCA A POSSAMENTENDER3EASINFORMA ÜES
DOI-ACEDOTITÊNIOPARAADOI"OOK ESTÎOmUINDOEMUMADIRE ÎO TAMBÏM
ˆEXEMPLOSDAUTILIZA ÎOPORUMA PODEMmUIRNADIRE ÎOCONTRÉRIAO
EMPRESADEMATERIAISANTIGOSDENOVOS DESIGNERINmUENCIAODESENVOLVIMENTO
MODOSˆCRIANOVOSMERCADOSPARA DEMATERIAISSUGERINDOOUREQUISITANDO
OSPRØPRIOSMATERIAIS EAOMESMO COMPORTAMENTOSTÏCNICOS DEPROCESSA-
TEMPODESPERTAPARAELESAATEN ÎODE MENTOEESTÏTICOSESPECÓlCOS
DESIGNERSDEOUTROSPRODUTOS %NTÎO ANECESSIDADEÏDECOMUNI-
-ASODESAlOPERMANECE!QUI CA ÎO!SFONTESDEINFORMA ÜESUSUAIS
FOCAMOSDOISALACUNADEINFORMA- PARANOVOSMATERIAISˆCOMUNICADOS
 ÜESENCONTRADAPORDESIGNERSDE DEIMPRENSA PLANILHASDEDADOSDE
PRODUTOSQUEPROCURAMUSARNOVOS FORNECEDORES CATÉLOGOSDEFABRICANTES
MATERIAISEADIlCULDADEQUEELES INFORMAMOQUEELESTÐMDEBOM MAS
TÐMDEESTIMULARFORNECEDORESADE- RARAMENTEOQUEÏRUIM EEMGERAL
SENVOLVERMATERIAISCOMOSATRIBUTOS FOCAMATRIBUTOSTÏCNICOS/SATRIBUTOS
QUEELESQUEREM&UNDAMENTALPARA QUEINCIDEMSOBREODESIGNINDUSTRIAL
ISSOÏATAREFADACOMUNICA ÎO TANTO SÎOBEMMAISDIFÓCEISDEENCONTRAR E
ENTREODESENVOLVEDOREODESIGNER ACONSEQUÐNCIADISSOÏQUEMATERIAIS
QUANTONADIRE ÎOOPOSTA QUESÎOMUITOCONHECIDOSNASÉREAS


-ATERIAISE$ESIGN

Figura 9.5 – Feedback


positivo
!INTERA ÎOENTREPESQUISA
DEMATERIAIS FORNECEDORESE
DESIGNERS 'MsRGMEHSWQEXIVMEMW
0EFSVEXzVMSWHITIWUYMWE

*SVRIGIHSVIW (IWMKRI
HIQEXIVMEMW HIWMKRIVW

TÏCNICASMUITASVEZESNÎOSÎOCONHE- MENTEPELACORROSÎO3IM ³FÉCILDE


CIDOSPELOSDESIGNERSINDUSTRIAIS!QUI CONFORMAR%LAPODESERFUNDIDAOU
ANECESSIDADEÏDEATRIBUTOSVISUAISE USINADA MASNÎOMUITOMAISDOQUE
TÉTEISˆOSQUEAJUDAMACRIARASASSO- ISSO (ÉALGUMAAPLICA ÎODESUCESSO
CIA ÜESEPERCEP ÜESDEUMPRODUTO COMERCIALJUNTOAOSCONSUMIDORES
/DESEJODESATISFAZERESSANECESSIDADE !INDANÎO %ˆJÉQUEQUEREMOS
MOTIVAEXPOSI ÜES LIVROSESERVI OS FAZERALGUMACOISACOMELAˆQUAL
OCASIONAIS MASALGUNSDESSESNÎOSÎO ÏASUARESISTÐNCIA3UACONDUTIVIDA-
FÉCEISDEENCONTRARENENHUMFORNECE DETÏRMICA!PLANILHADEDADOSNÎO
MÏTODOSDESELE ÎOESTRUTURADOS5M INFORMA-ATERIAISEMERGENTESPODEM
/CATÉLOGODE!NTONELLI
 DAEXPOSI ÎODO EXEMPLODASINFORMA ÜESQUEUM TERUMAADOLESCÐNCIADIFÓCIL DURANTE
MoMa, -UTANT-ATERIAIS, DELESOFERECEÏMOSTRADONA&IGURA AQUALSEUVERDADEIROCARÉTEREMERGE
OLIVRODEIMAGENSE $ESCREVEOSATRIBUTOSTÏCNICOSOU APENASLENTAMENTE-ATERIAISMADUROS
TEXTURASDE*URACEK
e o livro -ATERIALOF PERCEBIDOSDEUMNOVOMATERIALˆ SÎOBEMCONHECIDOSEMTODOSOSSEUS
)NVENTIONDE-ANZINI UMAESPUMAMETÉLICAˆDANDOUMA ASPECTOS-ANZINICITAOEXEMPLODA
 SÎOEXEMPLOS! IDEIADASPOSSIBILIDADESDEABSOR ÎODE MADEIRAELAJÉFOITOCADA CHEIRADA
EMPRESADECONSULTORIA
-ATERIAL#ONNEXION COM ENERGIAEDESIGNLEVE CURVADA QUEBRADA CORTADA ESTIRADA JÉ
SEDEEM.OVA9ORK OFERECE 6AGASRAPSØDIASSOBREASMARAVILHAS SOFREUTRA ÎO JÉFOISECADA MOLHADA
UMSERVI ODEINFORMA ÜES DEUMNOVOMATERIALPODEMSERVIR QUEIMADAETALVEZATÏPROVADAPELA
PARADESIGNERSINDUSTRIAIS
!SEMPRESASDECONSULTORIA PARAESTIMULARINTERESSE CERTAMENTE MAIORIADOSSERESHUMANOSSABEMOSO
CITADASNO#APÓTULO -ASSEVOCÐQUISERPROJETARALGU- QUEAMADEIRAÏEOQUEELAFAZ5M
OFERECEMCOLE ÜESDEMATERIAIS MACOISACOMOMATERIALPRECISARÉ NOVOMATERIALNÎOESTÉEMBUTIDONA
ESERVI OSDEINFORMA ÜES
SOBREMATERIAISPARADESIGNERS SABERDASMÉSNOTÓCIAS ALÏMDASBOAS EXPERIÐNCIADODESIGNERDESSAMESMA
industriais. %SPUMASMETÉLICASNOSDÎOUMESTUDO MANEIRA0RECISAMOSDEUMMODODE
DECASO1UANTOCUSTAUMAESPUMA REUNIRECOMUNICARINFORMA ÜESSOBRE
-ANZINI 
METÉLICA-UITO ³ATACADARAPIDA- ELEQUENOSDÐUMQUADROMAISCOM-


#APÓTULOs.OVOSMATERIAISOPOTENCIALPARAINOVA ÎO

PLETODESEUCARÉTEREMERGENTE#OMO Figura 9.6 -


Introduzindo um
DISSEODESIGNER2ICHARD3EYMOUR novo material
h0RECISAMOSDEUMSISTEMANOQUAL $ESCRI ÎODEESPUMADE
ATECNOLOGIAPOSSAESTARÌALTURADAAPLI- ALUMÓNIOEM-ATERIALS
AND)DEAS-ATERIAL
CA ÎO5MSISTEMANOQUALOSFABRICAN- #ONNEXION O processo
TESDEMATERIAISPOSSAMDIFUNDIRSUAS DEOBTEN ÎODAESPUMA
IDEIASDIRETAMENTEÌQUELASPESSOASQUE DEALUMÓNIOCOMBINA
ALUMÓNIOEMPØCOMUM
PODEMAPLICARANECESSÉRIAIMAGINA ÎO AGENTEESPUMANTEEPRODUZ
PARAUTILIZARSUASPROPRIEDADESv5 PE ASDEESPUMADEFORMAS
/QUEPODESERFEITO$UAS COMPLEXAS PAINÏISSANDUÓCHES
DEESPUMAMETÉLICAE
POSSIBILIDADESSÎOEXPLORADASAQUI PERlSOCOSPREENCHIDOSCOM
!PRIMEIRAÏDESENVOLVEROSPERlS ESPUMA!SPE ASTÐMUMA
DENOVOSMATERIAISDEFORMAMAIS METÉLICASSEENCONTRAMACIMADE MICROESTRUTURACELULARFECHADA
EUMAALTAPORCENTAGEM
COMPLETA TENTANDOCAPTURARATRIBU- ESPUMASDEPOLÓMEROSRÓGIDOSˆSÎO DEPOROSIDADEn
TOSTÏCNICOS BEMCOMOESTÏTICOS! UMPOUCOMAISPESADASEUMPOUCO COMUMAESTRUTURADEPOROS
SEGUNDAÏAIDEIADEOlCINASDETRA- MAISRÓGIDASˆE ÏCLARO PODEMSER RELATIVAMENTEHOMOGÐNEAE
ISOTRØPICA!ESPUMATEM
BALHODEMATERIAISˆINTERA ÎODIRETA USADASEMTEMPERATURASMAISALTASE UMAALTARAZÎORIGIDEZ
ENTREQUEMFAZECARACTERIZAMATERIAIS SÎOMUITOMAISDURÉVEIS6/MESMO ESPECÓlCAPESO ALTAABSOR ÎO
EQUEMFAZPROJETOSCOMELES PODESERFEITOCOMMAPAS-$3E DEIMPACTOEENERGIAEALTO
ISOLAMENTOTÏRMICOEACÞSTICO
TAMBÏMAQUIELESNOSDÎOPERSPEC- %MAPLICA ÜESAUTOMOTIVAS
4IV½WTEVERSZSWQEXIVMEMW TIVASINTERESSANTES3EASREPRESENTAR- ÏUSADACOMOCARCA ADO
/SPERlSDEMATERIAISAPRESENTA- MOSNOSMAPAS-$3DA&IGURA MOTOR ECOMOESTRUTURADA
CARROCERIA OQUEPROMOVEA
DOSEMUMADASSE ÜESQUEVÐMMAIS CONSTATAREMOSQUEELASSEENCONTRAM REDU ÎODOPESOE COMISSO
ADIANTENESTELIVROTÐMUMFORMATO MAISPRØXIMASDASMADEIRASEDASES- ECONOMIADECOMBUSTÓVEL
PADRÎOEINFORMAMOSCOMPORTA- PUMASCERÊMICASDOQUEDOSPOLÓME- Portanto, o processo de
OBTEN ÎODEESPUMAS
MENTOSTÏCNICOS PERCEBIDOSEVISUAIS ROSˆUMAPERCEP ÎOQUELEVOUUM METÉLICASPODERESULTAREM
DIRETRIZESDEPROJETOEUTILIZA ÜES PESQUISADORAEQUIPARAROMATERIALÌ NOVOSDESENVOLVIMENTOS
TÓPICAS0ARANOVOSMATERIAISALGUMAS hMADEIRAMETÉLICAv!SCOMPARA ÜES NACONSTRU ÎOESTRUTURALDE
MOBILIÉRIOPELASPROPRIEDADES
DESSASINFORMA ÜESESTÎOFALTANDOˆ SÎOESCLARECEDORASESUGEREMPOSSÓVEIS DERESISTÐNCIAEOBAIXOPESO
SENDOASMAISNOTÉVEISASDIRETRIZESDE APLICA ÜESDEESPUMASMETÉLICASQUE DAESPUMA
PROJETOEASUTILIZA ÜESCONlRMADAS EXPLORAMSUARIGIDEZ BAIXOPESOE
!INDAÏPOSSÓVELREUNIRGRANDEPARTE CAPACIDADEDEABSOR ÎODEENERGIA
DORESTANTEEATÏMESMOINDICARONDE ENCONTRADASPORAPLICA ÜEShPIRATASv
ESSASAPLICA ÜESPODERIAMSEENCON- DEESPUMASDEPOLÓMEROSOUMADEI-
TRAR$AMOSTRÐSEXEMPLOSNOlNAL RASNASQUAISDESEJA SEDURABILIDADE
DAREFERÐNCIAPARAPERlSDEMATERIAIS ADICIONALOUDESEMPENHOEMALTA
ESPUMASMETÉLICAS METAISAMORFOSOU TEMPERATURARECHEIOSPARAPAINÏIS
hVÓTREOSvELIGASMEMØRIADEFORMA SANDUÓCHES DIVISØRIASLEVESAPROVADE
2ICHARD3EYMOUR
(ÉINFORMA ÜESSUlCIENTESDESSES FOGOECERTOSTIPOSDEEMBALAGENS escreveu sobre “vencer no
PERlSPARAMONTARCOMELESOSMAPAS DESIGNDEESPORTESv
-$3DEPROPRIEDADESDEMATERIAIS 9QES½GMREHI
!MESMACOISAPODESER
DESCRITOSNO#APÓTULO QUEPERMI- trabalho de materiais FEITAUSANDOOSOUTROSOITO
TAMSUACOMPARA ÎOCOMOhMUNDOv /DESAlODACOMUNICA ÎOPODE DIAGRAMASDEPROPRIEDADES
DOSMATERIAIS.OMAPADERIGIDEZ SERABORDADODEOUTROMODOˆ DEMATERIAISAPRESENTADASNO
!PÐNDICEAOlNALDESTELIVRO
EDENSIDADEDA&IGURA ESPUMAS COMOUMAOlCINADETRABALHOQUE

165
-ATERIAISE$ESIGN

REÞNAESPECIALISTASQUEDESENVOL- COMUNICA ÎODEUMTIPOQUENEM
VERAMECARACTERIZARAMOMATERIAL MESMOOSMELHORESPERlSPODEM
EOSDESIGNERSQUEDESEJAMUSÉ LO CONSEGUIR
4ENTAMOSVÉRIASDELAS AMAISRECENTE
NA3EYMOUR0OWELL ,ONDRESUMA Exploração do material
EMPRESADECONSULTORIAEMDESIGN 3EOPAPELDODESIGNERÏVERPOS-
DAQUALPARTICIPARAMTRÐSCIENTISTASDE SIBILIDADESEMNOVOSMATERIAIS EN-
MATERIAISEQUATRODESIGNERS/PESSOAL CONTRARSIGNIlCADOSRELEVANTESPARAAS
DEMATERIAISAPRESENTOUUMRETRATODO PESSOAS HABILITARACRIA ÎODENOVAS
MATERIALˆNOVAMENTE ESPUMASDE EXPERIÐNCIAS ENTÎOMUITASVEZESOS
ALUMÓNIOˆUSANDOAMOSTRASDEESPU- MATERIAISSÎOUMBOMPONTODEPAR-
MASMETÉLICASEDIAGRAMASDEPROPRIE- TIDA.OVOSMATERIAISEMATERIAIShVE-
DADESDOMATERIALPARACOLOCÉ LONO LHOSvPODEMSERMANIPULADOSEMO-
CONTEXTO ABORDANDOASQUESTÜES DIlCADOSDEMODOACRIAREXPRESSÜES
DEDESIGNQUECOMUNICAMOQUEÏ
s/QUEÏ ÞNICONAQUELEMATERIAL%MPRIMEI-
s1UAISSÎOASPOSSIBILIDADESEOSLIMITES ROLUGAR ÏIMPORTANTEENTENDEROS
DOPROCESSAMENTO ATRIBUTOSEXCLUSIVOSQUEUMMATERIAL
s1UALÏOSEUCARÉTER OFERECE0ORlM ÏIMPORTANTECRIAR
s#OMOELESECOMPORTA DESCRI ÜESVISUAISFORTESDAQUILOQUE
s1UAISSÎOOSMATERIAISCONCORRENTES ÏPOSSÓVEL%SSASIMAGENSPODEM
s/NDEOMATERIALFOIUSADOANTES SERUSADASPARAINSPIRARDESIGNERS
s/NDEˆDEUMPONTODEVISTATÏCNICO INVESTIDORESOUCLIENTES!CAPACIDADE
ˆASAPLICA ÜESPODERIAMSEENCAIXAR DEEXPERIMENTARPORCONTAPRØPRIAE
INSPIRAROUTROSAEXPERIMENTARCOM
)SSOESTIMULOUUMASESSÎODE AEXPLORA ÎODEMATERIAISNOVOSE
BRAINSTORMINGNAQUALOSDESIGNERSASSU- VELHOS ÏUMAHABILIDADEIMPORTANTE
MIRAMALIDERAN AEPEDIRAMINFORMA- PARAUMDESIGNERAPRENDER
 ÜESTÏCNICASAOPESSOALDEMATERIAIS )NCLUÓMOSAQUIALGUNSESTUDOS
QUANDONECESSÉRIO4ODASASAPLICA ÜES DECASODA)$%/WWWIDEOCOM
TÏCNICASCITADASANTERIORMENTEFORAM QUEMOSTRAMUMAGAMADEEXPLO-
EXPLORADAS%MPARTICULAR OSASPECTOS RA ÎODEMATERIALEEXPRESSÎODE
VISUAISDOMATERIALINTRIGARAMOSDE- DESIGN6ISION6ISÎO (EAT#A-
SIGNERSˆESPUMASDECÏLULASABERTAS LOR ,IQUID-ETAL®E&ABRICATIONS®
PARECEMOPACASESØLIDASSOBLUZ /SDOISPRIMEIROSESTUDOSDECASO
REmETIDA ETRANSMITEMLUZQUANDOILU- EXPLORAMOSATRIBUTOSDEDIFERENTES
MINADASPORTRÉS)SSOMAISASTEXTURAS TIPOSDEPLÉSTICOSˆCOMNOMESQUE
NATURAISINTERESSANTESDAESPUMAPELE PROVAVELMENTENÎOSÎOCONHECIDOS
INTEGRALOUESPUMAINTEGRAL SUGE- DAMAIORIADOSDESIGNERSMESMO
RIRAMAPLICA ÜESEMARTEFATOSLEVES OSMAISEXPERIENTES /PLÉSTICOÏ
MOBILIÉRIO CAIXASDESOMEXPLORANDO UMDESSESMATERIAISQUEÏMAISOU
SUASCARACTERÓSTICASDEAMORTECIMENTO MENOSDElNIDOPORSUACAPACIDADE
EPAINÏISARQUITETÙNICOS DESERMANIPULADOCOMFACILIDADE E
2EUNIÜESCOMOESSAREMOVEM PORSERVIRPARAQUALQUERFUN ÎOOU
MUITASBARREIRASEABREMCANAISDE DECORA ÎO-ASAQUIEXAMINAMOS

166
#APÓTULOs.OVOSMATERIAISOPOTENCIALPARAINOVA ÎO

A

B

MINUCIOSAMENTEQUALDESIGNÏPOSSÓ-  ÜESESTÎOLONGEDESEREXAURIDAS! Figura 9.7 - Celulose


e copoliéster
VELCOMDOISPLÉSTICOSESPECÓlCOS NATUREZAEOCOMPORTAMENTOÞNICOS %QUIPAMENTOSOCULARES
/SDOISESTUDOSDECASOQUEVÐM DESSESPLÉSTICOSAPRESENTARAMOPORTU- INSPIRADOSEMPLÉSTICO
DEPOISEXPLORAMOSATRIBUTOSDE NIDADESEDESAlOSINTERESSANTESPARA IMAGEMPORCORTESIADA
)$%/ 
DOISMATERIAISQUEDElNIRAM CADA OSDESIGNERSDA)$%/!EXPLORA ÎO
UM UMANOVACATEGORIAINTEIRA- FOISIMBIØTICA ETAMBÏMSATISFATØRIA E
MENTEDIFERENTE%SPERA SEQUEESSES ORESULTADOCELEBRAAREDESCOBERTADO
MATERIAISRESULTEMFREQUENTEMENTE COPOLIÏSTEREDACELULOSE
EMINOVA ÎOIMEDIATA MASOSUCESSO !EQUIPEDEDESIGNMONTOU
NAUTILIZA ÎODEUMNOVOMATERIAL UMASÏRIEDEHISTØRIASDEDESIGN
REQUERUMENTENDIMENTOSUTILDE CONTEMPORÊNEOTENDOCOMOTEMA
ATRIBUTOSTÏCNICOS POSSIBILIDADEESTÏ- EQUIPAMENTOSOCULARES#ADAHISTØRIA
TICAECOMPORTAMENTOHUMANO INSPIROUUMCONCEITOQUEFOIIMPLE-
MENTADOEMCELULOSE&IGURAA
Plásticos Eastman OUEMCOPOLIÏSTER&IGURAB 
%SSEPROJETOFOIDENOMINADO !INTEN ÎODODESIGNERACAPTURAR
h6ISIONvÏUMAEXPLORA ÎODOS OESFOR OEAEMO ÎOPORTRÉSDA
ATRIBUTOSEXCLUSIVOSDEMAISDOIS EXPLORA ÎODEMATERIAISEDESIGNE
PLÉSTICOSˆCELULOSEUMPLÉSTICO ENTÎOAPRESENTÉ LOSAUMPÞBLICO
FEITODEALGODÎOPOLIMERIZADOEPOL- MAISAMPLO
PADEMADEIRA ECOPOLIÏSTER0%4'
OUTERAFTALATODEPOLIETILENOGLICOL Plástico de alta
MODIlCADO !EQUIPEDEDESIGN temperatura da Basf
BUSCAVAMEIOSDEREINTERPRETARMATE- %SSEPROJETOFOIDENOMINADO
RIAISCONHECIDOS&UTUROSAVAN OSEM h(EATvÏUMAEXPLORA ÎODOSATRI-
DESIGNDEPENDERÎOFORTEMENTEDA BUTOSEXCLUSIVOSDOPLÉSTICORESISTEN-
COLABORA ÎOMÞTUAENTREDESIGNERSE TEÌALTATEMPERATURAEMPARTICULAR O
FORNECEDORESDEMATERIAIS FOCOCAIUSOBREUMMATERIALPOLIFE-
.ESSAEXPLORA ÎO A)$%/EA NILSULFONA QUEÏVENDIDOPELA"ASF
%ASTMANESTUDARAMNOVOSEENGENHO- COMONOMECOMERCIALh5LTRASONv
SOSPROJETOSCOMDOISDOSMATERIAIS !EQUIPEDEDESIGNFOIINSPIRADAPE-
QUEA%ASTMANFABRICA OCOPOLIÏSTER LOSATRIBUTOSEXCLUSIVOSDOMATERIALE
EACELULOSE%SSESMATERIAISSÎOCO- FOCOUNACRIA ÎODEUMAFAMÓLIADE
NHECIDOS MASSUASPOSSÓVEISENCARNA- OBJETOSPARAOLARUMACHALEIRA UMA

167
-ATERIAISE$ESIGN

A B C D E

Figura 9.8 - TORRADEIRA UMCABIDEDEROUPAS UMA PLÉSTICO OQUEREDUZODESIGNÌSUA


Polifenilsulfona
%LETRODOMÏSTICOSINSPIRADOS LUMINÉRIAEUMSECADORDECABELO FORMAMÓNIMA%LAPODESERCOLOCADA
PORTECNOLOGIAIMAGEMPOR !CHALEIRA&IGURAA PERMITE SOBREUMAMESAOUUSADACOMOLU-
CORTESIADA)$%/  QUEVOCÐVEJAAÉGUAFERVENDOEM MINÉRIADETETO/SECADORDECABELO
UMRECIPIENTETRANSPARENTE FRIOAO &IGURAE PRESCINDEDEUMCABO
TOQUE DEPAREDEDUPLA QUEPODESER OQUEOTORNAMENOREMAISLEVEˆ
COLOCADODIRETAMENTESOBREQUALQUER PARAVIAGEM!ÐNFASEESTÉNAPORTABI-
SUPERFÓCIEDEPOISDEAQUECIDO5MA LIDADEEÏREmETIDANOENROLAMENTOE
CHAPADEMETALNAPARTEINFERIOR NOMODODELIGA ÎOINTELIGENTEDOlO
AQUECEAÉGUAPORINDU ÎO OQUE ELÏTRICO/DESIGNPODESERPRODUZIDO
ÏMAISSEGUROEFACILITAALIMPEZA! PORUMPROCESSODEMOLDAGEMDE
TORRADEIRA&IGURAB ÏLEVEETEM UMAETAPA COMSAÓDASDEARINTEGRA-
UMAFORMACOMCANTOSSUAVES3UAES- DASENENHUMALINHADIVISØRIAVISÓVEL
TRUTURAABERTAETRANSPARENTEPERMITE ENTREASPARTES
UMAEXPERIÐNCIASENSØRIAVISUALEOL-
FATIVA EEVITAQUEATORRADAQUEIME JÉ Ligas amorfas de LiquidMetal
QUEPOSSIBILITAOCONTROLEVISUALDIRETO ,IQUID-ETAL® ÏUMANOVALIGA
DOINTERESSADO/CABIDEDEROUPAS METÉLICAQUECOMPETECOMOPLÉSTICO
&IGURAC REÞNEASFORMASICÙNICAS EACERÊMICADEUMMODOQUEANTES
DECABIDESCONVENCIONAISDEARAME ERADIFÓCILPARAOSMETAIS/MATERIAL
EDECAMISETASPARAPENDURAR SECARE UMACOMBINA ÎODETITÊNIO BERÓLIO
AQUECERCAMISAS!PLICACALORETENSÎO COBRE NÓQUELEZIRCÙNIO ÏFUNDIDO
PARADESAMASSAROTECIDOEELIMINA PORUMPROCESSOQUEPERMITEACABA-
COMElCIÐNCIADOISESTÉGIOSDOTÏDIO MENTODESUPERFÓCIEEDETALHESIGUAIS
QUEÏLAVAREPASSARROUPAS/CALORÏ OUMELHORESDOQUEOSPROPORCIO-
CRIADOPORUMABARRADEINDU ÎOQUE NADOSPELOPROCESSODEMOLDAGEM
AQUECEUMlNOlLAMENTOQUECORRE DEPLÉSTICOSPORINJE ÎO$EVIDOAOS
AOLONGODABORDAEXTERNA!LUMINÉ- VALORESDEDUREZAPRØXIMOSAOSDA
RIA&IGURAD ÏFEITAEMUMAÞNICA CERÊMICA OMATERIALPODEOBTERE
PE ADEPLÉSTICO%NTÎO ALÊMPADA MANTERUMACABAMENTOESPELHADO
PODESERATARRAXADADIRETAMENTENO COMAPOSSIBILIDADEDACONFORMA ÎO

Figura 9.9 -
LiquidMetal
As possibilidades criadas por
NOVASESTRUTURASMETÉLICAS
IMAGEMPORCORTESIADA
)$%/ 

168
#APÓTULOs.OVOSMATERIAISOPOTENCIALPARAINOVA ÎO

DEDETALHESEMUMNÓVELMICRO0OR Figura 9.10


Fabrications
lM SUASPROPRIEDADESMECÊNICAS 5MTECIDOQUEÏFUNCIONAL
COMOPARTEDEUMAESTRUTURADE surpreendente e conveniente
PAREDESlNASOTRANSFORMAMEMUMA IMAGEMPORCORTESIADA
)$%/ 
MOLASUPERIOROUUMADOBRADI A
INTEGRALOUINCORPORADA 
0ARAMANIPULARESSESATRIBUTOS
OMATERIALFOIREPRESENTADOCOMOA
SUPERFÓCIEEAESTRUTURADEUMTELE-
FONECELULARDELGADO&IGURA /
TELEFONEFOIPROJETADOPARASEDOBRAR
SEMUMADOBRADI ASEPARADA/UTROS
CONCEITOSINCLUÓRAMUMFECHOMETÉ-
LICOPARABOLSASSEMELHANTEAO:IPLOC
EUMAEMBALAGEMDEPERFUMEDE
METALmEXÓVEL

Tecido eletrônico da Eleksen COMPORTAMENTOSCOMOROLAGEMOU


%SSEPROJETOCOME OUCOMOUMA REPETIRA ÜESPRESSIONANDOASTECLAS
EXPLORA ÎODEMATERIALDOSEXCLUSIVOS DURANTEMAISTEMPO/TECLADOÏFEITO
ATRIBUTOSDEUMTECIDOINTELIGENTE DESILICONEETECIDOÏRIJOOSUlCIENTE
QUEPODIAPERCEBERALOCALIZA ÎOEM PARAUSODIÉRIOEÏFÉCILDELIMPAR
TRÐSDIMENSÜESˆESSEPROJETOFOI 0ESAMENOSDEGRAMASETEM
DENOMINADOh&ABRICATIONSv/TECIDO MILÓMETROSDEESPESSURA4AMBÏM
FABRIC COMBINAlBRASCONDUTORASEM PODESERUSADOCOMOTRAVESSEIRODE-
UMATRAMATRADICIONAL/PRODUTO POISDEUMALONGANOITEDETRABALHO
lNALENTREGUEFOIUMTECLADODETE-
CIDOQUETAMBÏMPODIASERVIRCOMO Conclusões
CAIXADEPROTE ÎOPARAO0$!&IGURA
 !%LEKSENFABRICAOMATERIAL A -UITASVEZESÏDIFÓCILCONSEGUIR
,OGITECHFABRICAOTECLADOˆ+EY- INFORMA ÜESSOBRENOVOSMATERIAIS
#ASE%SSESPRODUTOSERAMPOPULARES ECERTOSSETORESINDUSTRIAISSÎOMAIS
QUANDOOS0$!SERAMPOPULARES EDE RÉPIDOSNAADO ÎODENOVOSMATERIAIS
CERTOMODOTORNARAM SETEMPORARIA- DOQUEOUTROS MASAQUI NAVERDADEÏ
MENTEOBSOLETOSEMRAZÎODAFACILI- ODESIGNERQUETEMAMAIORINmUÐN-
DADEDEUTILIZARTECLADOSTRADICIONAIS CIA$ESIGNERSQUEQUEREMCONHECER
17%249 OUDETECLAS4 NO UMAFÉBRICAPORDENTRO EXPLORARNOVAS
TELEFONECELULAROUSMARTPHONE TECNOLOGIAS CONVERSARCOMCIENTISTAS
0ARAQUEOEQUIPAMENTOCOMECE DEMATERIAISEFAZERPERGUNTAS SÎOOS
AFUNCIONAR OUSUÉRIOSIMPLESMENTE MAISBEM SUCEDIDOS.OVOSMATERIAIS
DESDOBRAOTECLADOEOLIGAAOEQUIPA- SÎOAPENASOPONTODEPARTIDA HÉ
MENTO QUEATIVAOTECLADO/TECLADO MUITASPOSSÓVEISAPLICA ÜESNODESIGN
ÏCONFORTÉVELDEUSAREMQUALQUER DEPRODUTOSSUPERFÓCIESINESPERADAS
CONTEXTOOUSOBREQUALQUERSUPER- EXPERIÐNCIASÞNICAS FUN ÜESSIMPLESOU
FÓCIE/SUSUÉRIOSPODEMCONTROLAR COMPORTAMENTOSSIGNIlCATIVOS

169
-ATERIAISE$ESIGN

Leitura adicional
Antonelli, P. -UTANT-ATERIALSIN#ONTEMPORARY$ESIGN.OVA9ORK-USEUM
OF-ODERN!RT 5MAPUBLICA ÎODO-O-AQUEACOMPANHOUAEXTEN-
SIVARESENHADEMATERIAISPRESENTESEMPRODUTOSPUBLICADAEM
Ashby, M. F., Evans, A. G., Fleck, N. A., Gibson, L. J., Hutchinson, J.
W. e Wadley, H. N. G. -ETAL&OAMS!$ESIGN'UIDE/XFORD"UTTERWORTH
(EINEMANN 5MESTUDOSOBREACOLETAEREUNIÎODEINFORMA ÜESSOBRE
ESPUMASMETÉLICASNOESTÉGIOINICIALDESUACOMERCIALIZA ÎO COMOINTUITODE
ESTIMULARSUAADO ÎOEUTILIZA ÎO
Juracek, J. A. 3URFACES 6ISUAL2ESEARCHFOR!RTISTS !RCHITECTSAND$ESIGNERS
,ONDRES4HAMES(UDSON 5MACURIOSACOMPILA ÎODEIMAGENSDE
SUPERFÓCIESTEXTURIZADAS CASTIGADASEDEFORMADASPELOTEMPO DECENTENASDE
MATERIAIS
Lesko, J. -ATERIALSAND-ANUFACTURING'UIDE)NDUSTRIAL$ESIGN*OHN7ILEY
3ONS $ESCRI ÜESRESUMIDAS DESENHOSEFOTOGRAlASDEMATERIAISE
PROCESSOSDEFABRICA ÎO COMÞTEISMATRIZESDECARACTERÓSTICAS ESCRITASPORUM
CONSULTORCOMMUITOSANOSDEEXPERIÐNCIAEMDESIGNINDUSTRIAL
Manzani, E. 4HE-ATERIALOF)NVENTION,ONDRES4HE$ESIGN#OUNCIL 
$ESCRI ÜESCURIOSASDOPAPELDOSMATERIAISNODESIGNENAINVEN ÎO
MaterialConnexion5MSERVI ODEINFORMA ÜESSOBREMATERIAISCOMSEDE
EM.OVA9ORKWWWMATERIALCONNEXIONCOM 
Seymour, R.5MACONTRIBUI ÎOÌEXPOSI ÎOh7INNINGTHE$ESIGNOF
3PORTSv 'LASGOW 2EINO5NIDO PUBLICADAPOR,AURENCE+ING ,ONDRES 
5MACOMPILA ÎODEARTIGOSESCRITOSPORDESIGNERSQUERESUMESEUSMÏTODOS
EIDEIAS

170
Capítu
lo 10

Conclu
sões

© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.
#APÓTULOs#ONCLUSÜES

!INSPIRA ÎOˆCAPACIDADEDEESTIMULAROPENSAMENTOCRIATIVOˆTEMMUITAS
FONTES5MADELASÏOESTÓMULOINERENTEAMATERIAIS QUE DESDEOINÓCIODOSTEMPOS
LEVOUOSSERESHUMANOSALIDARCOMELESELHESDARALGUMAUTILIDADE USANDOAPRØ-
PRIACRIATIVIDADEPARAESCOLHERFUN ÎOEFORMADEMODOSQUEMELHOREXPLORASSEMOS
ATRIBUTOSDESSESMATERIAIS/SMAISEVIDENTESEXEMPLOSSÎOASPROPRIEDADESDEENGE-
NHARIAˆDENSIDADE RESISTÐNCIA RESILIÐNCIA CONDUTIVIDADETÏRMICAEOUTROSSÎOESSES
ATRIBUTOSQUEHABILITAMODESIGNSEGUROEECONÙMICODOSPRODUTOS

!CONSIDERÉVELIMPORTÊNCIA ELE4AISATRIBUTOSTAMBÏMPODEM
ECONÙMICADOPROJETOTÏCNICOEM ESTIMULARACRIATIVIDADEˆOTIPODE
QUALQUERSOCIEDADEDESENVOLVIDA CRIATIVIDADEQUEDÉAUMPRODUTOSUA
SEMPREDEUALTAPRIORIDADEAODESEN- PERSONALIDADE QUEOTORNASATISFATØ-
VOLVIMENTODEMATERIAISEPROCESSOS RIOEATÏMESMOPRAZEROSO
QUEATENDESSEMANECESSIDADESTÏC- !OESCREVERMOSESTELIVRO PROCU-
NICASHÉMÏTODOSESTABELECIDOSPARA RAMOSREUNIRLINHASDEPENSAMENTO
OSESCOLHER AMPLAMENTEENSINADOSE SOBREASELE ÎODEMATERIAISQUE
EXTENSIVAMENTEDOCUMENTADOSEM SERVISSEMTANTOAOPROJETOTÏCNICO
LIVROSDIDÉTICOSESOFTWARES-ASUM QUANTOAODESIGNINDUSTRIAL!SELE-
MATERIALTEMOUTROSATRIBUTOSTAM-  ÎODOPROJETOTÏCNICOSERÉASSUNTO
BÏMCOR TEXTURA TOQUE UMAESPÏCIE DEOUTROLIVRONESTE AÐNFASEESTÉ
DEhCARÉTERvDERIVADODASFORMAS MAISDIRIGIDAAODESIGNINDUSTRIAL
NASQUAISPODESERCONFORMADODA /QUEAPRENDEMOS%MPRIMEIRO
CAPACIDADEDEINTEGRA ÎOCOMOUTROS LUGAR QUEUMMATERIALTEMMUITAS
MATERIAISDOMODOCOMOENVELHE- DIMENSÜESUMADIMENSÎOTÏCNICA
CECOMOTEMPODAMANEIRACOMO QUEÏAVISTAPELOENGENHEIROUMA
ASPESSOASSESENTEMEMRELA ÎOA DIMENSÎOECONÙMICAˆOPAPELQUE

173
-ATERIAISE$ESIGN

DESEMPENHAQUANTOAOVALORQUE PRETENDECONTARUMAHISTØRIA!HIS-
AGREGAAOSPRODUTOSUMADIMENSÎO TØRIADEVESERRELEVANTEESIGNIlCATIVA
ECOLØGICA VISTAPELOAMBIENTALISTA PARAOSCONSUMIDORES TORNANDO SE
UMADIMENSÎOESTÏTICA PERCEBIDA REALPORMEIODOSMATERIAISEPROCES-
PELOSSENTIDOSDEVISÎO TATO AUDI ÎO SOSDEFABRICA ÎOQUENOSINSPIRAME
EUMADIMENSÎOQUEDERIVADESUAS SÎOENTÎOESPECIlCADOS
CARACTERÓSTICAS DOMODOCOMOOMA- !PRIMEIRAETAPANODESIGNDE
TERIALÏPERCEBIDO DESUASTRADI ÜES PRODUTOSÏADAIDENTIlCA ÎODEUM
DACULTURADESUAUTILIZA ÎO DESUAS CONCEITO UMANOVAIDEIA OSPRIN-
ASSOCIA ÜESEPERSONALIDADE CÓPIOSDEDESIGNNOQUALOPRODUTO
/SATRIBUTOSDEESTÏTICAEPER- SERÉBASEADO.ASEGUNDAˆVISUALI-
CEP ÎOSÎOMENOSFÉCEISDEDEl- ZA ÎOˆ ASCARACTERÓSTICASDESEJADAS
NIRDOQUEOSTÏCNICOS MASAINDA SÎODESENVOLVIDASCOMAUTILIZA ÎO
ASSIMÏESSENCIALCAPTÉ LOSDEALGUM DEESBO OSDESENHADOSÌMÎO MODE-
MODOSEQUISERMOSQUEOPAPELQUE LOSERECURSOSGRÉlCOSDECOMPUTA-
DESEMPENHAMˆQUE OBVIAMENTE  ÎOPARADElNIRCOMMAISPRECISÎOAS
ÏIMPORTANTEˆSEJACOMUNICADOE RESTRI ÜESDECONlGURA ÎO TAMANHO
DISCUTIDO(ÉPALAVRASPARADESCREVER FUNCIONALIDADEEPERSONALIDADE TAL
ATRIBUTOSVISUAIS TÉTEISEACÞSTICOSE COMODESCRITONO#APÓTULO³
ATÏCERTOPONTO ELESATÏPODEMSER NATERCEIRAETAPAˆMATERIALIZA ÎO
QUANTIlCADOS.OCASODEPERCEP ÜES ˆQUEOSMATERIAISEPROCESSOSSÎO
EEMO ÎO ÏMAISDIFÓCIL!LGUMAS ESCOLHIDOSPROTØTIPOS CONSTRUÓDOSE
DELAS TALVEZ POSSAMSERIDENTIlCADAS TESTADOSEOPROJETOlNALAPROVADO
ˆOOUROÏQUASEUNIVERSALMENTE %SSAESCOLHAÏORIENTADANÎO
ASSOCIADOÌRIQUEZA OA OÌRESIS- APENASPORREQUISITOSTÏCNICOS MAS
TÐNCIA OGRANITOÌPERMANÐNCIA OS TAMBÏMPORREQUISITOSDEESTÏTICA
PLÉSTICOSÌMODERNIDADEPENSANDO PERCEP ÎO EMO ÎOEPERSONALIDADE
BEM ATÏESSASSÎOINCERTAS/MODO 0ARACONCLUIRAESCOLHACOMÐXITO
COMOPENSAMOSEMMATERIAISOUEM PRECISAMOSDEMÏTODOSDESELE ÎO
MATERIALIDADEDEPENDEDECONTEXTO mEXÓVEISEQUEPOSSAMTRATARCOM
CULTURA DEMOGRAlA ESTILO TENDÐN- DILIGÐNCIAINFORMA ÜESDETIPOS
CIAEOUTROS³DIFÓCILPARAASPESSOAS VARIADOS%SSERACIOCÓNIORESULTOUNA
FALAREMESPECIlCAMENTESOBREOS ESTRUTURADEINFORMA ÜESAPRESENTADA
MATERIAISQUESÎOUSADOSPARAFAZER NO#APÓTULO5MMATERIALPODESER
ASCOISASQUECOMPRAMÏTAREFADO CARACTERIZADOPORSEUNOME PORSEUS
DESIGNEREXPRESSARAMATERIALIDADEDE ATRIBUTOSTÏCNICOSEESTÏTICOS0ODE
CADAOBJETO%SSAMATERIALIDADEÏO SERINDEXADO PORASSIMDIZER PELOS
MODOCOMOCONSTRUÓMOSCONEXÜES PROCESSOSQUEPODEMCONFORMÉ LO
TANGÓVEISENTREAMARCAQUEÏREPRE- EPELOSPRODUTOSEMQUEÏUTILIZADO
SENTADA OOBJETOQUEÏCRIADOEA /PROJETODEPRODUTOLEVAEMCONTA
EXPERIÐNCIAQUEÏHABILITADA0ORTAN- AMPLASINTEN ÜES QUEINmUENCIAM
TO CONCLUÓMOSMATERIAISTÐMUMA CADADECISÎODEPROJETO INCLUINDOA
PERSONALIDADEINTRÓNSECA EMBORADI- ESCOLHADEMATERIAISASSIM OSMATE-
FÓCILDESEVERATÏQUEENTREEMFOCO RIAISPODEMSEASSOCIARÌSINTEN ÜES
PORMEIODODESIGNDEPRODUTO QUE DODESIGNPORMEIODEPRODUTOS

174
#APÓTULOs#ONCLUSÜES

/SPRODUTOSTAMBÏMTÐM Figura 10.1 –


Estrutura e caos
ATRIBUTOSESTÏTICOSEPERCEBIDOSQUE Equilibrar estrutura e caos
SÎOPONDERADOSNODESIGNMATERIAIS é fundamental na seleção
TAMBÏMPODEMSERASSOCIADOSA inovadora de materiais.
ESSESATRIBUTOS%ASEXPERIÐNCIASQUE
TEMOSCOMPRODUTOSCRIAMATRIBUTOS
EMOCIONAISEAPERSONALIDADEDECER-
TOMATERIAL.OCASODOSMATERIAIS
ESSENÎOÏOÞNICOMODODEORGANI-
ZARASINFORMA ÜESQUEOSDESIGNERS
DEPRODUTOPRECISAM MASSIMUMA .ESSECASO MÏTODOSQUEUTILIZAM
ESCOLHAQUEFUNCIONAˆÏPRÉTICOE JULGAMENTOSDESIMILARIDADE ANALOGIA
AOMESMOTEMPOINSPIRADOR³PRO- OUSIMPLESMENTECURIOSIDADEhBUSCA
VEITOSOOBSERVAROSMATERIAISDENTRO ALEATØRIAv SÎOMAISPRODUTIVOS
DOCONTEXTODEESTRUTURASESUPERFÓ- /CAMINHODOSREQUISITOSDE
CIESQUECONHECEMOSEENTENDEMOS PROJETOATÏAESPECIlCA ÎODOPRODUTO
NOMUNDODOSPRODUTOSˆASCOISAS RARAMENTEÏLINEARQUASESEMPREÏ
QUENOSCERCAM%MTERMOSDEES- TORTUOSO EREÞNEDETERMINADASINFOR-
TRUTURAPARASELE ÎODEMATERIAIS ISSO MA ÜESPORUMMÏTODO OUTRASPOR
PERMITEVÉRIOSMÏTODOS OUTROSMÏTODOS COMBINANDO ASEM
/DESIGNDEPRODUTOTEMUM UMASOLU ÎOQUEˆEMBORABASEADA
COMPONENTETÏCNICOQUEÏDEVITAL EMINFORMA ÜESEXISTENTESˆPODE
IMPORTÊNCIAˆNINGUÏMQUERUM SERINTEIRAMENTENOVA(ÉAQUICERTA
PRODUTOQUENÎOFUNCIONAMÏTODOS ESTRUTURA MASTAMBÏMUMCERTOGRAU
DEANÉLISECONSAGRADOSCUIDAMDO DECAOS&IGURA 3EMMÏTODOS
ASSUNTO!ANÉLISEÏDEMENORAJUDA ESTRUTURADOS ASELE ÎODEMATERIAIS
NASELE ÎODOSOUTROSASPECTOSDO NÎOCHEGAALUGARNENHUM-AS
DESIGNINDUSTRIALOUDEPRODUTO SEMUMPOUCODELOUCURAECAOS AS
ˆQUEDEPENDEMMUITODECOMO SOLU ÜESREALMENTEINOVADORASPODEM
CONSIDERAMOSOSSENTIDOSVISUAL PASSARDESPERCEBIDAS%QUILIBRARESTRU-
TÉTIL ACÞSTICO EDEATRIBUTOSPER- TURAECAOSÏFUNDAMENTALNASELE ÎO
CEBIDOSEMO ÎO PERSONALIDADE  INOVADORADEMATERIAIS

175
Materiais e Design

Apêndice A: Exercícios para


os olhos e para a mente
Apresentamos a seguir alguns exercícios. A maioria pode ser feita indi-
vidualmente, mas há aqueles que devem ser resolvidos em grupo. Alguns
precisam de um suprimento de materiais. A lista é organizada de acordo com
o conteúdo de cada capítulo.

Capítulo 1
Materiais no mundo real. Examine a utilização, em produtos e estru-
turas, de uma classe de material da seguinte lista:

Madeiras Vidro Metais


Cerâmicas Polímeros Têxteis

Procure exemplos de sua utilização visitando lojas, observando produtos e


estruturas nas ruas, estações e museus. Prepare comentários, com esboços em
vez de fotografias, que revelem o modo como o material foi usado, as formas
que ele permitiu e as associações e percepções que sua utilização criou.

Capítulo 2
Autópsia do produto. Examine detalhadamente um produto de sua
escolha, observando como os materiais foram usados, fazendo o possível
para identificar o material e o modo como foi processado. Examine como as
escolhas de design usadas para o interior do produto influenciaram sua forma
externa. Até que ponto a forma externa expressa a função do produto?
Associações significativas. Analise as respostas à Pergunta 3 (conside-
rando que há respostas disponíveis de — digamos — dez participantes).

1. Examine as respostas julgando o grau de concordância dos participantes


com as associações.
2. Utilize métodos estatísticos para identificar escolhas de associação com um
grau significativo comum.
3. Utilize análise de agrupamento para reunir materiais com associações por
similaridade.

Tipos de inovação. O exemplo de USB nesse capítulo analisou o pen


drive na estrutura para inovação. Examine novamente os outros produtos na
mesma estrutura.

Capítulo 3
Contar uma história visual. Identifique um produto e o ambiente no
qual ele será usado. Reúna imagens, amostras, desenhos esquemáticos e outros
materiais que sugiram conceito e monte-os em um painel semântico.
Associações de materiais. O que você pensa quando vê algo feito de
ouro? Você poderia — porque o ouro é caro — associá-lo com riqueza e

176
!PÐNDICE!s%XERCÓCIOSPARAOSOLHOSEPARAAMENTE

luxo; ou talvez — porque é um símbolo visível de riqueza — com extrava-


gância e poder; ou — em razão de sua total resistência a ataques químicos —
com estabilidade e longevidade. Quais associações você ligaria aos seguintes
materiais? Pergunte: “O que você pensa quando vê algo feito de…”

Aço usinado? Chumbo? Madeira de cerejeira polida?


Aço inoxidável? Polietileno? Plástico com uma superfície de madeira?
Aço enferrujado? Náilon? Mármore?
Alumínio escovado? Diamante? Vidro?

Evolução do produto. Explore a evolução de um produto documentan-


do a história de seu design (exemplos foram dados no Capítulo 3). Informe os
modos como as escolhas de material, processamento e tratamento de superfície
foram usados para cumprir requisitos técnicos e estéticos e criar associações e
percepções. Comece com suas próprias observações, e então procure informa-
ções em livros sobre a história do design e em revistas e catálogos contemporâ-
neos. Entre os produtos que estão bem-documentados por esses meios, citamos:

Rádios Bicicletas Canetas


Aspiradores de pó Telefones celulares Carros
Esquis Computadores pessoais

Capítulo 4
Série cromática. Desenvolva uma série cromática de materiais, como
Itten sugeriu a seus alunos no curso da Bauhaus. A série cromática mais reco-
nhecível é a das cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, violeta. Essa série
proporciona uma estrutura limitada e uma representação visual de um amplo
espectro de cores. O mesmo é necessário para guiar designers em uma ampla
faixa de materiais disponíveis.
A internet é verde. Mantendo o foco na sustentabilidade, pesquise
qualquer um ou todos os itens seguintes para um material e/ou processo de
fabricação e/ou categoria de produto selecionada:

1. Legislação ambiental e seu impacto sobre a escolha de material.


2. Ferramentas de software para ajudar na obediência à Diretriz EuP (Energy-
using Products), à diretiva de alcance e à diretiva WEEE (Waste Electrical and
Electronic Equipment Directive).
3. Esquemas de troca de créditos de carbono e seus sucessos e fracassos.

Capítulo 5
Materiais e fabricação: Procure cinco exemplos de produtos que mos-
tram expressão por meio de materiais, conformação, junção, acabamento de
superfícies e manufatura, em geral.

Capítulo 6
Variações sobre um tema. Faça desenhos esquemáticos para um pro-
duto para mostrar como seria sua aparência se feito com cada um dos vários

177
Materiais e Design

materiais citados. Por exemplo, desenhe uma escrivaninha feita de metal, de


um polímero, de vidro e de madeira.
Inspiração que vem dos materiais. Faça uma sessão de brainstorm sobre
utilizações que poderiam ser atribuídas a um material comum, ou a um mate-
rial novo ou incomum (se disponível). Ambas as soluções, funcional e estética,
são possíveis. Escolha uma das ideias que surgiram na sessão de braintorm e
continue a desenvolvê-la experimentado o material no papel que foi escolhido.
Descreva as características da ideia e como o material contribui para essas carac-
terísticas. (O projeto requer amostras de materiais e é melhor fazê-lo com um
grupo de indivíduos que estão tentando obter o mesmo resultado.)

Capítulo 7
Novo design para um produto. Examine detalhadamente um produto,
identificando a função dos sistemas que ele contém, bem como a do compo-
nente individual. Explore alternativas — como uma ou mais funções pode-
riam ser obtidas de outras formas? Seria possível fazer um novo projeto para
os mesmos componentes usando outros materiais? Quais seriam as mudanças
permitidas por essas alterações no número de partes no produto e no design
de sua forma externa?

Capítulo 8
Metáforas de materiais. Um “ferro” é usado para passar roupas amas-
sadas. Seu nome vem do material de que é feito. De modo semelhante um
“vidro” é um produto que compartilha seu nome com seu material. O que
— se você pudesse projetá-lo — seria feito de…

Alumínio? Polietileno? Zinco?


Policarbonato? Níquel? Náilon?
Bambu? Cobre?

Capítulo 9
Criando associações com materiais. Você foi contratado para pro-
jetar um rack que acomode CDs para um nicho, um estúdio ou uma casa,
usando a escolha do material para despertar associações na mente do compra-
dor ou usuário. Quais materiais (cores, acabamentos, estilos) você escolheria
para sugerir que o rack seja...

Moderníssimo, tecnicamente avançado? Desejável para crianças?


Amigável ao meio ambiente? Durável, robusto?
Fácil de usar, não ameaçador?

Capítulo 10
Projetos de design. Desenvolva uma configuração para um projeto téc-
nico (ou de engenharia). Pesquise o histórico (esclarecendo a tarefa), imagine
e desenvolva conceitos por visualização (com desenhos esquemáticos) e por
materialização (com a construção de um modelo). Estime o custo.

178
!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

Apêndice B: Mapas de materiais selecionados


$IAGRAMAn-ØDULODEELASTICIDADEDENSIDADE
$IAGRAMAn2ESISTÐNCIADENSIDADE
$IAGRAMAn4ENACIDADEÌFRATURAMØDULODEELASTICIDADE
$IAGRAMAn-ØDULODEELASTICIDADERESISTÐNCIA
$IAGRAMAn#OElCIENTEDEPERDADEENERGIAMØDULODEELASTICIDADE
$IAGRAMAn$ILATA ÎOTÏRMICACONDUTIVIDADETÏRMICA

/SSEISDIAGRAMASMOSTRADOSSÎOMAPASDEATRIBUTOSTÏCNICOS%LESMOSTRAM
ASILHASECONTINENTES PORASSIMDIZER QUESÎOOCUPADOSEOSOCEANOSENTREELES
QUESÎOVAZIOS0ARTESDESSESOCEANOSPODEMSERPREENCHIDASCOMAFABRICA ÎO
DECOMPØSITOS ESTRUTURASSANDUÓCHESEOUTROSMATERIAISCONlGURADOSESPUMAS
POREXEMPLO QUECOMBINAMASPROPRIEDADESDEDOISOUMAISMATERIAISISOLADOS
ˆAQUIAINDAEXISTEMÉGUASNÎOMAPEADAS/UTRASPARTESNÎOPODEMMESMO
SERALCAN ADAS PORRAZÜESFUNDAMENTAISQUETÐMAVERCOMAFÓSICADOMODO
COMOOSÉTOMOSESTÎOLIGADOSEMSØLIDOS
/SDIAGRAMASFORMAMPARTEDEUMCONJUNTOMAIORQUEPODESERENCON-
TRADONOTEXTOAUXILIARDESTE!SHBY  ELESFORAMCONSTRUÓDOSUSANDOO
SOFTWARE#%3%DU !LGUMASDASDENOMINA ÜESFORAMABREVIADASPOR
QUESTÎODEESPA OASSIM TS0OLIÏSTERÏPOLIÏSTERTERMOlXOTERMOSET TP0OLIÏSTER
ÏTERMOPLÉSTICOEEL0OLIÏSTERÏELASTOMÏRICOF05ÏUMAESPUMADEPOLIURETANO
mEXÓVELER05ÏESPUMARÓGIDA S05UMAESPUMAESTRUTURAL OC05ÏDECÏLULA
ABERTAECC05ÏDECÏLULAFECHADA

179
-ATERIAISE$ESIGN

Diagrama 1 – Módulo de
elasticidade, E, e densidade, ρ
3EUMSØLIDOÏDEFORMADOELASTICAMENTE VOLTAÌSUAFORMAORIGINALQUANDO
SOLTO/SÉTOMOSDOSSØLIDOSSÎOMANTIDOSJUNTOSPORLIGA ÜESATÙMICASˆIMA-
GINE ASCOMOPEQUENASMOLASQUELIGAMOSÉTOMOS3EASMOLASSÎODIFÓCEISDE
ESTIRAR OSØLIDOÏRÓGIDOSESÎOFÉCEISDEESTIRAR OSØLIDOÏmEXÓVEL/MØDULODE
9OUNGÏUMAMEDIDADARIGIDEZOUmEXIBILIDADEDASLIGA ÜES-ETAISECERÊ-
MICASSÎORÓGIDOSPOLÓMEROSSÎOMUITOMAISmEXÓVEIS%SPUMASEELASTÙMEROS
SÎOAINDAMAISmEXÓVEIS EPORUMANOVARAZÎOSUAESTRUTURAPERMITEDEmEXÎO
ADICIONALCURVATURADAPAREDEDACÏLULA REARRANJOMOLECULAR QUE NÎOOBSTANTE
ÏRECUPERADAQUANDOASCARGASDEIXAMDEAGIRSOBREOMATERIAL
/SESPA AMENTOSINTERATÙMICOSEMMATERIAISNÎOVARIAMMUITOESTÎO
TODOSDENTRODEUMFATORDEEMRELA ÎOA NM™ M !SDENSIDADES
DEMATERIAISˆAMASSAPORUNIDADEDESEUVOLUMEˆVARIAMDEUMMODO
MUITOMAISAMPLO SIMPLESMENTEPORQUEALGUNSÉTOMOSSÎOPESADOSCOBRE
FERROˆE PORTANTO A O EOUTROSSÎOLEVESHIDROGÐNIO CARBONOˆE POR-
TANTO POLÓMEROSCOMOOPOLIETILENO #( n 


!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

'EVFSRIXSHIWMPuGMS
'EVFSRIXSHIFSVS 'EVFSRIXSHIXYRKWXs
%PYQMRE
)Tz\MYRM'* %pSMRS\MHjZIP
%PYQuRMS7M' 8MXlRMS 2uUYIP

)Tz\MYRM+* &VSR^I
>MRGS
2SKYIMVE 2jMPSR+*
4SPMqWXIV+*°XVEQEHS
*VIM\S
 7EPKYIMVS
4SPMqWXIV71'
&EPWE 8IM\S

&EQFY XW4SPMqWXIV

)WTYQEHIV4'

)WTYQEHI4:' 44 %&7 XT4SPMqWXIV
)WTYQEHIW44
48*)
)WTYQEJIRzPMGE
-SR|QIVS 4SPMIXMPIRS

'SYVS

)WTYQEHIV47
):%
IP4:'
 'SVXMpE IP49

)WTYQEHIV4) 7MPMGSRI
)WTYQEHIJ44
&SVVEGLEFYXuPMGE

4SPMGPSVSTVIRS

1IXEP
1zHYPSHIIPEWXMGMHEHI +4E

)WTYQEHIJ4) )WTYQEHIGG49
'IVlQMGE

 2EXYVEP
4SPuQIVS

)WTYQEHISG49


   

(IRWMHEHI 1KQ

181
-ATERIAISE$ESIGN

Diagrama 2 – Resistência, σ , e densidade, ρ

2ESISTÐNCIAÏDIFERENTEDERIGIDEZˆIMAGINE ACOMOUMAMEDIDADA
FOR ANECESSÉRIAPARAROMPERLIGA ÜESATÙMICAS%MMATERIAISFRÉGEISVIDROS
CERÊMICAS ROMPERSIGNIlCAEXATAMENTEISSOOSØLIDOSOFREFRATURA-ASEM
MATERIAISDÞCTEISMETAIS MUITOSPOLÓMEROS ASLIGA ÜESSEROMPEM OSÉTOMOS
OUMOLÏCULASSEMOVEM NOVASLIGA ÜESSEFORMAMEOMATERIALlCAEXATAMENTE
COMOERAANTES MASCOMUMNOVOFORMATO%SSACAPACIDADEDEFORMARLIGA ÜES
NOVAMENTERESULTAEMDUCTILIDADEE PORCONSEQUÐNCIA NACAPACIDADEDESER
CONFORMADOPORLAMINA ÎO EXTRA ÎOPORTRA ÎO MOLDAGEMEESTIRAMENTO
h2ESISTÐNCIAv NESSECASO SIGNIlCAODESVIODE NATENSÎODEESCOA-
MENTOPARAMETAIS.OCASODOSPOLÓMEROSÏATENSÎONAQUALACURVATENSÎO-
DEFORMA ÎOSETORNAACENTUADAMENTENÎOLINEARˆTIPICAMENTEUMATENSÎO
EMTORNODE0ARACERÊMICASEVIDROS ÏARESISTÐNCIAAOESMAGAMENTOSOB
COMPRESSÎOLEMBRE SEDEQUEESSAÏAPROXIMADAMENTEVEZESMAIORDOQUEA
RESISTÐNCIAÌFRATURASOBTRA ÎO0ARAOSELASTÙMEROSÏARESISTÐNCIAÌRUPTURA


!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

2uUYIP
8MXlRMS
)Tz\MYRM'* %P%PYQMRE

77
)Tz\MYRM+*
;'
2jMPSR+*
2SKYIMVE

*VIM\S
%PYQMRE 0EXnS
8IM\S 'SFVI
%&7 >MRGS
44 %PYQuRMS
2jMPSR
&EPWE 7EPKYIMVS
4) 48*)

&EQFY :MXVSGIVlQMGE
)WTYQEHI4:'
'SYVS

'SVXMpE 7MPMGSRI
 &SVVEGLE&YXuPMGE
)WTYQEHIV47

 )WTYQEHIJ44
1IXEP
'IVlQMGE
2EXYVEP
8IRWnSHIIWGSEQIRXS 14E

)WTYQEHIV4) )WTYQEHIGG49
4SPuQIVS


)WTYQEHISG49
 

   

(IRWMHEHI 1KQ


-ATERIAISE$ESIGN

Diagrama 3 – Tenacidade à fratura, KIC,


e módulo de elasticidade, E
3EVOCÐDERUMTALHONABORDADEUMAEMBALAGEMDECELOFANEOU
ARRANHARASUPERFÓCIEDEUMACHAPADEVIDRO ELATRINCARÉOUSEROMPERÉPOR
CAUSADOTALHOOUDOARRANHÎO3EVOCÐlZEROMESMOCOMCOBREOUA O NÎO
ACONTECERÉAMESMACOISA)SSOPORQUEOSDOISPRIMEIROSMATERIAISTÐMBAIXA
TENACIDADEÌFRATURA +)# APROPRIEDADEQUEMEDEARESISTÐNCIAÌPROPAGA ÎO
DEUMATRINCA-ATERIAISCOMBAIXATENACIDADEÌFRATURASÎOFORTESQUANDO
ESTÎOPERFEITOSÏPORISSOQUEÏTÎODIFÓCILRASGAROCELOFANEDEUMAEMBA-
LAGEMDE#$OUAEMBALAGEMDEUMPACOTEDEBISCOITOS PORÏM TÎOLOGO
ASUPERFÓCIESEJADANIlCADA ÏFÉCILRASGÉ LOS-ATERIAISCOMALTATENACIDADEÌ
FRATURASÎOTOLERANTESATRINCASAINDASUPORTAMCARGASCOMSEGURAN A MESMO
QUANDOTRINCADOS/DIAGRAMAMOSTRAATENACIDADEÌFRATURA +)# EMRELA ÎO
AOMØDULODEELASTICIDADE%!hTENACIDADEv ' ESTÉRELACIONADACOM+)#POR
'+)#%ˆMOSTRADACOMOUMCONJUNTODELINHASDIAGONAIS


!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

%pS-RS\MHjZIP
0%7
8MXlRMS
 >MRGS
2uUYIP
1IXEP 1EKRqWMS
'IVlQMGE %PYQuRMS
2EXYVEP )Tz\MYRM+*
4SPuQIVS 2jMPSR+*
 XT4SPMqWXIV
2jMPSR
)Tz\M'*
XT49
4SPMIXMPIRS 44
%PYQuRMS7M'
'SYVS
48*) 4SPMqWXIV+*°XVEQEHS
-SR|QIVS ;'


7MPMGSRI XW4SPMqWXIV :MXVSGIVlQMGE
&SVVEGLEREXYVEP &EQFY
4SPMqWXIV&1' 7MPMGEXSHIFSVS
)WTYQEHIW47
 4SPMGPSVSTVIRS
 Q ):%
O.
+ '
7&7 &EPWE

 )WTYQEHIV4'


 Q )WTYQEHIJ4)
O.
 +' -WSTVIRS
 'SVXMpE

 Q
O. )WTYQEHIV4)
+ '

8IREGMHEHIkJVEXYVE 14EQ

 
 Q )WTYQEHIGG49
O.
+
'
)WTYQEHIJ4)
)WTYQEJIRzPMGE
   )WTYQEHI4:'
Q  Q  Q
O . O. O.
+ ' + '
 +
' )WTYQEHIV47
   


  

)WTYQEHISG49

       

1zHYPSHIIPEWXMGMHEHI +4E


-ATERIAISE$ESIGN

Diagrama 4 – Módulo de
elasticidade, E, e resistência, σf
!QUINÎOHÉNENHUMAPROPRIEDADENOVA/VALORDODIAGRAMAÏQUE
MUITOSRESULTADOSDEDESIGNDEPENDEMDEUMAOUOUTRACOMBINA ÎODE%
e σf !SSIM ARESILIÐNCIAˆACAPACIDADEDESERCURVADOSEMDANOCOMO
OCOURO ÏMEDIDAPELACOMBINA ÎOσf% MOSTRADACOMOUMCONJUNTO
DELINHASDECONTORNONODIAGRAMA!CAPACIDADEDEARMAZENAREDEVOLVER
ENERGIAELÉSTICACARACTERÓSTICANAQUALABORRACHAÏBOA ÏMEDIDAPORσf%
NÎOMOSTRADA -ATERIAISCOMGRANDESVALORESDESSASCOMBINA ÜESTÐMBOM
DESEMPENHONESSASFUN ÜES


!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

'EVFSRIXSHIXYRKWXsRMS
'EVFSRIXSHIWMPuGMS
%PYQMRE
2uUYIP
1IXEP
'SFVI
 'IVlQMGE 2uUYIP
8MXlRMS
2EXYVEP :MXVSGIVlQMGE >MRGS &VSR^I
4SPuQIVS 1EKRqWMS
)Tz\MYRM+*
4SPMqWXIV&1'
4SPMqWXIV+*XVEQEHS
 &EQFY
&EPWE 4))/ 2jMPSR+*
%&7 XT4SPMqWXIV
%7% 7%2
 'IPYPSWIW
)WTYQEHI4:' 2jMPSR
XW4SPMqWXIV
'SYVS 48*)


-SR|QIVS
)WTYQEJIRzPMGE 4SPMIXMPIRS

 'SVXMpE

) )WTYQEHIV4) )WTYQEHIV47 IP49


 σ J

)WTYQEHIGG49 &SVVEGLEFYXuPMGE &SVVEGLEREXYVEP

)WTYQEHIJ44 4SPMGPSVSTVIRS
)WTYQEHIJ4)
1zHYPSHIIPEWXMGMHEHI +4E

)
 σ J




) )
 σ J ) σ J
σ
J
 
)WTYQEHISG49


      

8IREGMHEHIEJVEXYVE 14E

187
-ATERIAISE$ESIGN

(MEKVEQE¯'SI½GMIRXIHITIVHE
de energia, η, e módulo de elasticidade, E
3EUMABOLADEA ODURACAIRSOBREASUPERFÓCIEDEUMMATERIAL ELAQUICA
DEVOLTA!ALTURAQUEELAALCAN AAOQUICARÏUMAMEDIDADAPERDADEENERGIA
NOMATERIALQUANTOMAIORFORADISTÊNCIAQUEELAALCAN ARAOQUICAR MENORÏ
APERDA-ATERIAISQUETÐMBAIXOCOElCIENTEDEPERDADEENERGIADEVOLVEM
QUASETODAAENERGIADABOLA DEMODOQUEELAQUICARÉMUITASVEZESNÞME-
ROQUEPODECHEGARA ANTESDElCAREMREPOUSO-ATERIAISQUETÐM
ALTAPERDADEENERGIALEVAMABOLAAOREPOUSOQUASEIMEDIATAMENTE%SCO-
LHAMATERIAISDEBAIXOCOElCIENTEDEPERDAPARAMOLAS PALHETASVIBRATØRIAS
CORDASPARAINSTRUMENTOSMUSICAISESISTEMASDESUSPENSÎODEPRECISÎOESCOLHA
MATERIAISCOMALTOCOElCIENTEDEPERDAPARAAMORTECIMENTODEVIBRA ÜES

188
!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

&SVVEGLEFYXuPMGE
7MPMGSRI
4SPMGPSVSTVIRS
):%
4)


)WTYQEHIGG49 IP49 )WTYQEHIW44


)WTYQEHISG49
)WTYQEHIJ44 'SYVS

-SR|QIVS )WTYQEHIW4'
 'SVXMpE
)WTYQEHIJ4) )WTYQEHIV4)
48*)
)WTYQEHI4:' 'IPYPSWIW 1EKRqWMS
44

&EQFY
XW4SPMqWXIV %&7 441MGE

 >MRGS %PYQuRMS7M'

431
)WTYQEJIRzPMGE
)Tz\MYRM+*
XT4SPMqWXIV



%PYQuRMS

2uUYIP
1IXEP :MXVSGIVlQMGE
'SIJMGMIRXIHITIVHEHIIRIVKME

'IVlQMGE ;'

2EXYVEP 7MPMGEXSHIFSVS
4SPuQIVS

&VSR^I

7uPMGE %PYQMRE

'EVFSRIXSHIFSVS

       

1zHYPSHIIPEWXMGMHEHI +4E

189
-ATERIAISE$ESIGN

(MEKVEQE¯'SI½GMIRXIHIHMPEXEpnS
térmica, α, e condutividade térmica, λ
$ILATA ÎOECONDUTIVIDADESÎOASDUASPROPRIEDADESTÏRMICASMAISIMPOR-
TANTESPARAODESIGNDEPRODUTO%LASVARIAMMUITOODIAGRAMAMOSTRAQUE
METAISECERTASCERÊMICASTÐMALTASCONDUTIVIDADESALIADASÌBAIXADILATA ÎO
0OLÓMEROSEELASTÙMEROSTÐMCONDUTIVIDADESVEZESMENORES ESEEX-
PANDEMNOMÓNIMOVEZESMAIS³IMPORTANTECOMPATIBILIZARCOElCIENTES
DEDILATA ÎOPARAUNIRMATERIAISQUESERÎOUSADOSEMALTATEMPERATURASEISSO
NÎOFORFEITO APARECERÎOTENSÜESPREJUDICIAISQUANDOHOUVERMUDAN ADE
TEMPERATURA!ALTACONDUTIVIDADETÏRMICAÏVALIOSAEMTROCADORESDECALOR
EESCOADOUROSDECALOR EQUANDOÏEXIGIDAUMATEMPERATURAUNIFORMEPOR
EXEMPLO PANELASDECOZINHA !BAIXACONDUTIVIDADEÏVALIOSAQUANDOAMETA
ÏOISOLAMENTOCONTRAOCALOR


!PÐNDICE"s-APASDEMATERIAISSELECIONADOS

4SPMGPSVSTVIRS 7&7
4)
-WSTVIRS &SVVEGLEREXYVEP
-SR|QIVS
'SVXMpE )WTYQEHIJ4)
%&7 ):% 7MPMGSRI
)WTYQEHIGG49

 )WTYQEHIJ44 &SVVEGLEFYXuPMGE


)WTYQE%&7 IP4:'
)WTYQEJIRzPMGE
)WTYQEHIV4' 4SPMqWXIV+*XVEQEHS
47+* >MRGS
4SPMqWXIV&1'
1EKRqWMS
%PYQuRMS
)Tz\MYRM+*
4SPMqWXIV71' %pSMRS\MHjZIP &VSR^I
)WTYQEHI4:'
&EQFY 'SFVI
 'EPHIWSHE 8MXlRMS

&EPWE
%PYQuRMS7M'
%PYQMRE ;'
7MPMGEXSHIFSVS 'EVFSRIXSHIFSVS
'EVFSRIXSHIWMPuGMS
7EPKYIMVS 2SKYIMVE
*VIM\S
XT4:'


XT49
7uPMGE
2uUYIP
1IXEP
(MPEXEpnS8qVQMGE /

'IVlQMGE
2EXYVEP
)Tz\MYRM'*
4SPuQIVS :MXVSGIVlQMGE


    


'SRHYXMZMHEHIXqVQMGE ;Q/

191
Perfis de Materiais

Guia prático de
referência para
a inspiração
Produtos são feitos de materiais através de processos de manufatura. Há
muitos materiais e processos, mas um pequeno grupo é responsável pela
maioria das especificações no design de produtos. Este guia de referência
reúne perfis de materiais e manufatura; retratos para o designer, por assim
dizer. Os perfis, e as informações que eles contêm, podem ser encontrados
pelo índice convencional no final do livro ou pela árvore hierárquica
incluída na introdução a cada conjunto de perfis.
Os materiais e processos de manufatura mais comumente utilizados
estão apresentados em um perfil de página inteira; os menos comuns estão
agrupados e seus perfis resumidos.

193
Materiais e Design

Perfis de materiais
Materiais são a matéria-prima do design, e através da História ditaram
as oportunidades e os limites do design. As idades (eras) em que o homem
viveu levam os nomes dos materiais que ele usou: Pedra, Bronze, Ferro,
Plástico e – hoje – Silício. Mas nos dias atuais não vivemos a idade de
apenas um material; é a idade de uma imensa gama de materiais e das
combinações que eles permitem. E as pessoas (seus clientes) estão mais
conscientes das questões relacionadas à seleção de materiais em razão do
surgimento da ideia da sustentabilidade. Nunca houve uma era na qual a
evolução dos materiais tenha sido mais rápida e o âmbito de suas proprie-
dades mais variado. O cardápio de materiais se expandiu com tanta rapidez
que os designers podem ser perdoados por não saberem da existência de
metade deles. Porém, para o designer, não saber é risco de fracasso: o que
permite o design inovador é a exploração imaginativa de novos materiais
ou de materiais aprimorados. Não há nenhuma razão para esperar que o
ritmo do desenvolvimento de materiais ficará mais lento, portanto, essas
lacunas podem ficar piores (ou melhores!).

194
© 2002, 2010, Mike Ashby e Kara Johnson. Publicado por Elsevier Ltd.Todos os direitos reservados.

Ch-13.indd 194 10/11/10 00:57


Perfis de Materiais

Introdução.........................................................196
Leitura adicional................................................208

Polímeros
Polietileno (PE).................................................209
Polipropileno (PP).............................................210
Poliestireno (PS)................................................212
Acrilonitrila butadieno estireno (ABS)...............214
Poliamida (PA), náilon........................................216
Polimetilacrilato (PMMA), acrílico.....................217
Policarbonato (PC) ...........................................218
Polioximetileno (POM), acetal ..........................219
Politetrafluoretileno (PTFE) ..............................220
Ionômeros ........................................................222
Celuloses (CA) .................................................223
Polivinilcloreto (PVC) ......................................224
Poliuretano (PU) ..............................................225
Silicones ...........................................................227
Poliésteres (PET, PBT, PETg) ............................228
Fenólicos ..........................................................230
Outros elastômeros............................................232
Espumas de polímeros........................................236
Compósitos de polímeros...................................238

Metais
Aços-carbono....................................................240
Aços inoxidáveis ...............................................242
Aços de baixa liga .............................................243
Ligas de alumínio ..............................................244
Ligas de magnésio..............................................245
Ligas de titânio .................................................246
Ligas de níquel ..................................................247
Ligas de zinco....................................................248
Cobre, latão, bronze ..........................................250

Outros
Cerâmicas..........................................................252
Vidro.................................................................254
Fibras ...............................................................255
Materiais naturais...............................................257

Novos materiais
Espumas de metal .............................................259
Metais amorfos .................................................260
Ligas memória de forma ...................................262
Polilactida (PLA) ...............................................264
Poli-idroxialcanoatos (PHA, PHB).....................265

195

Ch-13.indd 195 10/11/10 00:57


Materiais e Design

Evolução dos materiais


A figura apresentada na parte inferior desta página ilustra o padrão e o
ritmo crescente da evolução dos materiais. Os materiais da pré-história (>
10000 a.C, a Idade da Pedra) eram cerâmicas e vidros, polímeros naturais e
compósitos. As armas – sempre o ápice da tecnologia – eram feitas de ma-
deira e sílex; construções e pontes de pedra e madeira, vestimentas de pele
e de couro dos animais. O ouro e a prata de ocorrência natural estavam
disponíveis no local, mas desempenhavam um papel apenas pequeno na
tecnologia. A descoberta do cobre e do bronze e, então, do ferro (a Idade
do Bronze, 3000 a.C a 1000 a.C, e a Idade do Ferro, 1000 a.C a 1620 d.C.)
estimularam enormes avanços, substituindo as armas e ferramentas mais
velhas, feitas de madeira e pedra. A tecnologia do ferro fundido (década de
1620) estabeleceu o domínio dos metais na engenharia; e o desenvolvi-
mento dos aços (de 1850 em diante), ligas leves (década de 1940) e as ligas
especiais então consolidaram sua posição. Na década de 1960, a expressão
“materiais de engenharia” significava “metais”.
Houve, é claro, desenvolvimentos nas outras classes de materiais:
A evolução dos materiais de cimento Portland, refratários e sílica fundida entre as cerâmicas; borracha
engenharia ao longo do tempo sintética, baquelite e polietileno entre os polímeros; mas a participação que
A importância relativa nas idades da Pedra eles tinham no mercado total de materiais era pequena. A partir de 1960
e do Bronze é baseada em avaliações de tudo isso mudou. A taxa de desenvolvimento de novas ligas metálicas agora
arqueólogos; a de 1960 se baseou em horas
de ensino nas universidades do Reino
é lenta; a demanda por aço e ferro fundido em alguns países até diminuiu.
Unido e dos Estados Unidos; a de 2020 Os polímeros desbancaram os metais em um número crescente de merca-
na previsão da utilização de materiais em dos, entre eles os fundamentais para a indústria de manufatura de metais,
automóveis, feita por fabricantes. como a automobilística. A indústria dos compósitos continua com forte

Metais
Ouro Cobre
Bronze
Ferro Metais vítreos
Ligas alumínio-lítio Desenvolvimento lento:
Ferro fundido
Aços de fase dual Principalmente o controle de
Aços Microligas de aços qualidade e processamento
Polímeros e elastômeros Novas superLigas
Aços liga

Madeira Colas Ligas leves


Couro de animais
Borracha
Compósitos Superligas
Palha Tijolo Papel Polímeros de
Titânio
Zircônio alta temperatura
Pedra Ligas
etc. Polímeros de alto
Sílex módulo de elasticidade
Utensílios de cerâmica Baquelite
Compósitos cerâmicos
Importância relativa

Vidro Poliésteres
Náilon Compósitos com
Cimento Epóxis matriz de metal
PE PMMA Acrílicos FRP
Refratários CFRP
Cerâmicas e vidros PC PS PP
Cimento GFRP
Sílica
Portland CerMets Pirocerâmicas Cerâmicas duras para engenharia
fundida

10,000 a.C. 5,000 a.C. 0 1000 1500 1800 1900 1940 1960 1980 1990 2000 2010

Data

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Perfis de Materiais

crescimento e as projeções do crescimento da produção de novas cerâmicas


de alto desempenho sugerem substancial expansão também nesse setor.
Essa alta velocidade de mudança oferece oportunidades que o designer
não pode se dar ao luxo de ignorar. As páginas a seguir contêm esboços do
caráter dos polímeros, metais, cerâmicas, compósitos e materiais naturais
comuns, destacando os aspectos de importância para o design. Em seguida
são apresentados perfis de materiais específicos.

Polímeros
Embora os polímeros naturais – madeiras, lã, couro – sejam os materiais
mais antigos do mundo, os polímeros comercializados hoje têm pouco do
que lhes é natural; são a contribuição dos químicos ao mundo dos mate-
riais. Quase todos são sintetizados do petróleo (embora não precisassem
sê-lo) e resultados de combinações de átomos simples: carbono, hidrogênio,
oxigênio, cloro e menos frequentemente nitrogênio e flúor.

Termoplásticos
Termoplásticos amolecem quando aquecidos e endurecem novamente, Polímeros termoplásticos
voltando ao seu estado original, quando resfriados. A maioria aceita agentes
Acrilonitrila butadieno estireno (ABS)
corantes e reagentes, e muitos podem ser misturados para dar uma vasta Celulose
gama de efeitos físicos, visuais e táteis. Sua sensibilidade à luz solar é reduzi- Ionômeros
da com a adição de filtros UV, e sua inflamabilidade é diminuída com a adi- Poliamida (náilon, PA)
ção de retardadores de chamas. Os termoplásticos comuns são apresentados Policarbonato (PC)
na tabela ao lado. Entre eles estão as poliolefinas (polietileno, polipropileno), Politeretercetona (PEEK)
PVCs, poliestirenos, acrílicos e certos poliésteres (PET e PBT). Alguns são Polietileno (PE)
cristalinos, outros amorfos, alguns são uma mistura de ambos. As proprieda- Polimetilmetacrilato (PMMA)
des dos termoplásticos podem ser controladas pelo comprimento da cadeia Polioximetileno (POM)
Polipropileno (PP)
(medida por seu peso molecular), pelo grau de cristalinidade e por mistura
Poliestireno (PS)
e plasticidade. À medida que o peso molecular aumenta, a resina se torna Politetrafluoretileno (PTFE)
mais rígida, mais dura e mais resistente a produtos químicos, porém, é mais Polivinilcloreto (tpPVC)
difícil moldá-la com seções de paredes finas. Para paredes finas, escolha uma Poliuretanos (tpPU)
resina de peso molecular baixo; para melhor desempenho, escolha uma com Poliésteres (PET, PETE, PBT)
peso molecular mais alto. Polímeros cristalinos tendem a ter melhor resistên-
cia química, maior estabilidade em alta temperatura e melhor resistência à
fluidez do que os amorfos. Para transparência, o polímero deve ser amorfo;
cristalinidade parcial oferece translucidez. Os polímeros mais transparentes
são acrílicos, PC, PS e PET.
Alguns polímeros cristalizam mais rapidamente do que outros: polie-
tilenos cristalizam com rapidez, mas poliésteres cristalizam mais lentamen-
te – permanecem amorfos sob taxas de resfriamento normais. Polímeros
cristalinos têm um ponto de fusão mais alto, que deve ser ultrapassado se
quisermos moldá-los. Polímeros amorfos, não; em vez disso, amolecem
progressivamente e se tornam mais fluidos à medida que a temperatura
ultrapassa a de transição do vidro; eles têm de ser aquecidos acima dessa
temperatura para extrusão e moldagem por injeção. A força de proces-
samento exigida para gerar fluidez diminui lentamente à medida que a
temperatura ultrapassa a de transição do vidro. Polímeros amorfos têm

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Materiais e Design

mais resistência ao impacto e taxa de encolhimento no molde mais baixa.


Polímeros semicristalinos têm taxa de encolhimento mais alta por causa da
mudança de volume ocorrida na cristalização.
Orifícios e nervuras reduzem o efeito do encolhimento em uma peça
termoplástica. Áreas próximas da canaleta de entrada do material tendem
a encolher menos do que áreas mais afastadas. A taxa de encolhimento
aumenta com a espessura das paredes e diminui com pressões de moldagem
mais altas. Polímeros preenchidos com fibras encolhem menos na direção
do fluxo porque as fibras se alinham nessa direção; o encolhimento na
direção do contrafluxo é duas ou três vezes maior do que na direção do
fluxo. Altas temperaturas de serviço podem causar encolhimento em alguns
materiais semicristalinos. Reagentes ou aditivos são usados para definir
certas propriedades dos compósitos como densidade, cor, retardamento de
chamas/fumaça, resistência à umidade e estabilidade dimensional. A maioria
dos termoplásticos pode ser reciclada.

Termofixos
Polímeros termofixos
Se você for do tipo “faça você mesmo”, certamente tem Araldite em
sua caixa de ferramentas – dois tubos, um deles com uma resina pegajosa,
Epóxi
o outro com um endurecedor ainda mais pegajoso. Se os misturarmos e
Fenólicos
Poliéster
aquecermos, eles reagem e produzem um polímero rígido, resistente e
Poliuretano (tsPU) durável, que se fixa a qualquer coisa à qual for aplicado. A Araldite é o ter-
Cloreto de polivinila (tsPVC) mofixo típico – resinas que se polimerizam quando catalisadas e aquecidas;
quando são aquecidas novamente, não derretem – se degradam. Os ter-
mofixos comuns são apresentados na tabela ao lado. O primeiro termofixo
comercial foi a Baelite, nome comercial de uma resina fenólica (baquelite,
em português). Os termofixos poliuretanos são produzidos em maior
volume; os poliésteres vêm em segundo lugar; fenólicos, epóxis e silicones
em seguida, e – nenhuma surpresa – o custo aumenta na mesma ordem. Os
epóxis são sistemas de duas partes que – quando misturados – provocam
uma reação levemente exotérmica com ligações cruzadas. Os fenólicos
produzem ligações cruzadas com a aplicação de calor ou combinação
de calor e pressão. A vulcanização da borracha, catalisada pela adição de
enxofre, pode transformar a borracha macia de uma luva de látex no sólido
rígido da ebonite, dependendo do nível de ligações cruzadas. Uma vez
conformados, os termofixos não podem sofrer conformação novamente.
Os termofixos têm mais estabilidade dimensional do que os termoplás-
ticos; são usados onde é exigida resistência a alta temperatura e pouca ou
nenhuma fluidez. A maioria é dura e rígida, mas podem também ser macios
e flexíveis (por exemplo, a borracha natural e a borracha sintética, como já
descrito). Fenólicos são usados principalmente onde são necessárias aplica-
ções que devem obedecer a tolerâncias rigorosas, poliésteres (muitas vezes
combinados com fibras de vidro), onde o que se quer é alta resistência e
baixo encolhimento.
Os termofixos são conformados por moldagem a compressão, molda-
gem por transferência de resina, moldagem por injeção, pultrusão e fun-
dição. Reproduzem o acabamento do molde e são relativamente livres de
linhas de fluxo e marcas de escoamento, dependendo do desenho do molde
– acabamentos de alto brilho, acetinados ou obtidos por jato de areia são

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Perfis de Materiais

possíveis, e também aceitam a moldagem de letreiros em alto-relevo.


A moldagem pode ser adaptada a baixo volume de produção com a utili-
zação de métodos de baixo custo; mas volumes de produção mais altos, até
um milhão ou mais, só são econômicos com moldes caros, que permitem
aquecimento, resfriamento e extração rápidos. Fenólicos só podem ser
moldados em preto ou marrom; compostos de ureia, melamina, alquídicos
e poliéster estão disponíveis em uma gama mais ampla de cores. A fluidez
de alguns termofixos antes da moldagem permite que eles adquiram deta-
lhes delicados e penetrem entre fibras para criar compósitos. A maioria dos
compósitos de polímeros de alto desempenho tem matrizes de materiais
termofixos. Compostos de moldagem de pasta (massa) e moldagem de
chapa (DMC e SMC) usam poliésteres; carbono ou vidro enrolado em
filamento usam epóxis como matriz para obter o melhor desempenho de
todos. Termofixos não podem ser reciclados.

Elastômeros
Elastômeros eram originalmente denominados “borrachas” porque Elastômeros
podiam apagar marcas de lápis – mas essa é a menos importante de suas
Elastômeros acrílicos
muitas propriedades notáveis e úteis. Diferentemente de qualquer outra
Borrachas butílicas (nr)
classe de sólido, os elastômeros tendem a preservar sua forma quando são
Elastômeros clorados (Neoprene)
estirados – alguns até cinco ou mais vezes o seu comprimento original – e Etileno-propileno (EPDM)
voltam a ela quando liberados. Isso permite conformabilidade – daí sua uti- Etilenovinilacetato (EVA)
lização em vedações e gaxetas. Elastômeros de alto índice de amortecimen- Elastômeros de fluorcarbono (Viton)
to recuperam a forma lentamente; os de baixo índice de amortecimento Isopreno
retornam repentinamente, devolvendo a energia absorvida no estiramento Borracha natural
– daí sua utilização em molas, catapultas e objetos que quicam. A con- Nitrila (NBR, buna-n)
formabilidade dá aos elastômeros alto coeficiente de atrito em superfícies Elastômeros de polibutadieno
Elastômeros de polissulfeto
ásperas, parte da razão (além do conforto) por que são utilizados em pneus
Silicone
de veículos e calçados. Elastômeros são facilmente transformados em espu-
Estireno-butadieno (SBS)
mas, o que oferece o caráter confortável das almofadas. Como espumas, sua Elastômeros termoplásticos (TPE, TPO)
capacidade de se conformar a qualquer formato pressionado contra eles é
ainda maior. Polímeros que são espumados
Quase todos os sólidos de engenharia têm módulos de elasticidade
(medida de rigidez) entre 1 e 1000 GPa. Elastômeros são muito menos Fenólicos
Polietileno
rígidos – entre 0,0001 e 1 GPa. Essa baixa rigidez, sua capacidade de se
Polipropileno
estirar e reter sua forma original derivam de sua estrutura. As moléculas em Poliestireno
um elastômero são longas cadeias de carbono ligadas uma à outra (ou, em Poliuretano
silicones, cadeias de silício-oxigênio) com hidrogênio, nitrogênio, cloro ou
flúor ligados nas laterais. A ligação entre os átomos de carbono para formar
a cadeia é forte, mas a força de atração entre os ramos laterais de uma única
molécula é fraca – de fato, à temperatura ambiente, essas ligações molécula
a molécula em um elastômero se dissolvem. Nesse estado, o elastômero é
um líquido muito viscoso, suas moléculas estão emaranhadas como um pra-
to de espaguete cozido, e ele pode ser moldado. Então, é curado; a cura cria
ligações fortes aleatórias entre moléculas, congelando o emaranhado em
sua forma moldada. Grande parte do comprimento de qualquer molécula
ainda pode deslizar sobre suas vizinhas, permitindo estiramento; porém,
quando liberadas, os pontos de ligação amplamente espaçados puxam o
emaranhado de volta à sua forma original. No caso da borracha natural,

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Materiais e Design

a cura é realizada por aquecimento com enxofre (“vulcanização”); em


borrachas sintéticas o processo de cura é mais complexo, mas o efeito é o
PETE mesmo. Isso significa que os elastômeros são termofixos – uma vez curados,
não podem ser remoldados, conformados novamente ou reciclados. Um
grande problema quando se trata de pneus de automóveis. Pneus são os
maiores consumidores isolados de elastômeros; em segundo lugar vêm os
calçados, seguidos por roletes industriais, cintos, almofadas, roupas e equipa-
mentos esportivos. Elastômeros são processados por fundição, calandragem,
HDPE extrusão e espumação.
Há provavelmente mais de 1.000 graus de elastômeros. Os mais simples
contêm somente carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio (elastômeros
hidrocarbonetos). Tendem a ser vulneráveis a óleo, produtos químicos e
radiação UV. Preenchê-los com negro de fumo (fuligem) ajuda a proteger
contra UV. Substituir alguns dos átomos de hidrogênio por cloro ou flúor
(elastômeros cloro/fluor carbono) contribui para maior estabilidade quími-
PVC
ca. Estabilidade ainda maior é conseguida com a substituição do carbono
por silício (elastômeros de silicone), mas o preço também aumenta signifi-
cativamente. Como já dissemos, elastômeros são termofixos, mas podemos
usar artimanhas para fazer com que se comportem, até certo ponto, como
termoplásticos. Misturar ou copolimerizar moléculas de elastômero com
um termoplástico como o Polipropileno, PP, pode resultar – se correta-
LDPE mente realizado – em grumos separados de elastômero mantidos juntos
por uma película de PP (Santoprene). O material se comporta como um
elastômero, mas se aquecido de modo a derreter o PP, pode ser moldado
novamente e até reciclado.

Notas de design
PP As atitudes em relação aos polímeros – plásticos – mudaram nos últi-
mos 70 anos. Na década de 1930, quando a baquelite já estava estabelecida,
e celofane, PVC, Poliestireno, Plexiglas e náilons foram lançados, a liberda-
de de forma e cor desses materiais inspiraram jovens designers. Na década
de 1950, eles eram abundantes e baratos, e o baixo custo dos materiais,
bem como o custo de seu processamento, levaram a uma era de produtos
PS descartáveis, de design ruim, que deram má fama aos plásticos. Entretanto,
desde 1970, a utilização de polímeros em roupas, calçados, produtos domés-
ticos e sistemas de transporte de alta qualidade criou um mercado atendido
por designers inovadores que exploraram a imensa gama de formas, cores,
acabamentos superficiais, translucidez, transparência, rigidez e flexibilida-
Outros polímeros de dos polímeros modernos. Sua combinação com revestimentos e fibras
menos comuns (vidro, carbono, Kevlar) tem produzido uma gama de materiais leves com
rigidez e resistência comparáveis às de metais, o que permitiu que pene-
trassem nos setores automobilístico, aeroespacial e marítimo.
Polímeros são mais conhecidos como fibras (náilon e fio de poliéster,
cordas de polipropileno), películas (película aderente, sacolas de polietileno),
Quer reciclar? peças inteiriças moldadas por compressão (móveis de plástico para jardins,
Então esses símbolos são importantes. carcaças de computadores) e espuma (embalagem de poliestireno, capacetes
Polímeros são difíceis de identificar. Essas de bicicleta). Fibras de polímeros são muito mais fortes e mais rígidas do que
marcas identificam os seis polímeros mais
seu equivalente em forma bruta por que o processo de repuxamento pelo
comuns.
qual são fabricadas orienta as cadeias de polímero ao longo do eixo da fibra.

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Perfis de Materiais

Assim, as resistências do polipropileno e do polietileno repuxados – e acima


de tudo, da aramida repuxada – em relação aos seus pesos, são maiores do
que a do aço. Raramente as fibras de polímeros são usadas como tal – elas são
mais utilizadas como reforço em resinas poliméricas, tramadas em tecidos ou
entrelaçadas para a manufatura de cordas.
A facilidade de moldagem permite formas que, em outros materiais,
só poderiam ser obtidas por caros métodos de montagem. Sua excelente
usinabilidade permite a moldagem de formas complexas, resultando em
fabricação barata de componentes integrados que antes eram formados por
montagem de muitas partes. Misturar permite que as propriedades sejam
“afinadas” de modo a cumprir requisitos de projeto específicos para rigi-
dez, resistência e capacidade de processamento. Adições menores permitem
outros ajustes de propriedades: aditivos que aumentam a plasticidade dão
comportamento de couro; aditivos retardadores de chamas reduzem a in-
flamabilidade. Alguns polímeros, como o PPO, são usados quase exclusiva-
mente em misturas (o PPO é difícil de ser processado sozinho); outros são
usados em sua forma “pura”.
Muitos polímeros são baratos, tanto para comprar quanto para con-
formar. A maioria resiste bem a água, ácidos e álcalis, embora solventes
orgânicos ataquem alguns deles. Todos são leves, e muitos são flexíveis.
A cor e a liberdade de forma desses materiais permitem design inovador.
Termoplásticos podem ser reciclados, e a maioria não é tóxica, embora seus
monômeros sejam. As propriedades dos polímeros mudam rapidamente
com a temperatura. Até mesmo em temperatura ambiente, muitos se tor-
nam fluidos e mudam lentamente de forma sob carga; e quando resfriados
podem se tornar frágeis. Em geral, os polímeros são sensíveis à radiação UV
e a ambientes fortemente oxidantes, e precisam de proteção especial. Têm
resistência elétrica e resistência dielétrica excepcionalmente boas. Quando
espumados resultam em materiais isolantes com condutividade térmica
quase tão baixa quanto a do ar sem movimento.
Por serem derivados do petróleo (um recurso não renovável) e difíceis
de descartar ao final de sua vida útil (não se degradam facilmente) os po-
límeros têm sido condenados como agressivos ao meio ambiente. Isso não
deixa de ser verdade, mas os problemas atuais podem ser resolvidos. Uti-
lizam petróleo para fabricar polímeros é um uso primário melhor do que
apenas queimá-lo como fonte de calor; o calor ainda pode ser recuperado
de um polímero ao final de sua vida útil. Há alternativas para o petróleo:
insumos primários para polímeros podem ser sintetizados de produtos agrí-
colas (em especial de amido e açúcar, via metanol e etanol). E termoplásti-
cos – desde que não contaminados – podem ser (e são) reciclados.
Polímeros e compósitos baseados em polímeros são os setores que cres-
cem mais rapidamente no mercado de materiais estruturais e de decoração.
A pesquisa de polímeros biodegradáveis e polímeros sintetizados de produ-
tos agrícolas secundários, tais como a lignina, está levando a novas gerações
de produtos não agressivos ao meio ambiente. Polímeros com mais estabi-
lidade térmica, rigidez, resistência e tenacidade estão em desenvolvimento.
Mais animadora ainda é a crescente capacidade de agregar funcionalidade
em polímeros. Polímeros eletroativos podem suportar momento de dipolo
elétrico e assim serem influenciados por um campo elétrico, sendo usados

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Materiais e Design

Etileno
tpPE elPE Mistura de PE Espuma de PE Fibra de PE Película de PE Polipropileno
Classes de polímeros HDPE TPO PE/PP Espuma de PP
Mais de 95% de todo o consumo de LDPE EPDM Mistura de PP
polímeros vêm dessas cinco classes. LLDPE CPE Fibra de PP
VLDPE EVA Película de PP
Ionômeros

Estireno
tpPS elPS Espuma de PS Mistura de PS ABS
HIPS SEBS SAN
SBR ASA
Mistura de ABS
Espuma de ABS

Cloreto de vinila
elPVC tpPVC Película de PVC

Uretano
Espuma de PU tsPU tpPU elPU
Polietileno reciclado
Ésteres
tpPoliéster tsPoliéster elPoliéster Fibra de Poliéster Película de Poliéster
PET UP TPES
PBT
PETE

para microfones e alto-falantes. Polímeros oticamente ativos, que emitem


luz quando excitados eletricamente, permitem displays de grande área e
flexíveis. Polímeros de alta temperatura, embora caros, são suficientemente
estáveis, de modo que podem ser usados para tubos múltiplos de distribui-
ção de admissão e outros componentes de motores de combustão.
Há muitos tipos de polímeros e as relações entre eles podem ser confu-
sas. Algumas delas são mostradas na página anterior. O polietileno é a mais
ABS moldado e jateado simples das poliolefinas, mas mesmo ele pode ser manipulado de vários
com esferas
modos, iniciando como etileno, C2H4. Sua polimerização resulta em cadeias
de CH2-CH2-CH2-… Dependendo do catalisador, as cadeias podem ser
curtas ou longas, lineares ou ramificadas. Uma vez polimerizadas, podem
ser misturadas, espumadas e repuxadas em fibras ou películas. Analoga-
mente, quando começarem com propileno, C3H6, em vez de etileno, uma
diversidade semelhante de polipropilenos pode ser sintetizada.
O poliestireno tem possibilidades igualmente complexas; começa como
estireno-etileno, composto químico em que um hidrogênio foi substituído
por um anel de benzeno. Pode ser modificado para termoplástico ou elastô-
mero, espumado ou misturado, e, por modificações químicas, transforma-se
em ABS e seus derivados.
Também os poliésteres, PVCs e poliuretanos têm muitas possibilidades
de combinações; seus limites se sobrepõem aos limites do termoplástico, do
elastômero e do termofixo mais do que outras resinas. Os PVCs podem ser
termoplásticos ou elastômeros; poliuretanos e poliésteres podem ser qualquer
dos três; além disso, o poliuretano pode ser espumado e o poliéster obtido
como película ou fibras. Essa diversidade pode confundir, mas a ampla gama
de propriedades que ela permite é fonte de grande liberdade para o design.

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Perfis de Materiais

Compósitos de polímeros
Compósitos são um dos grandes desenvolvimentos de materiais do Compósitos de polímeros
século XX. Os que têm rigidez e resistência mais altas são feitos de fibras CFRP
contínuas (vidro, carbono ou Kevlar®, uma aramida) embebidas em uma GFRP
resina termofixadora (poliéster ou epóxi). As fibras suportam cargas mecâ- KFRP
nicas, ao passo que o material da matriz transmite as cargas para as fibras e
proporciona ductibilidade e tenacidade, além de oferecer proteção contra
danos causados pelo manuseio ou pelo ambiente. É o material da matriz que
limita a temperatura de serviço e as condições de processamento. Compó-
sitos de poliéster-vidro (GFRPS) são os mais baratos; os de epóxi-carbono
(CFRPS) e de Kevlar®/epóxi (KFRPS) são os mais caros. Uma inovação
recente é a utilização de termoplásticos como material da matriz, seja na
forma de um tramado misto e barato de fibras de vidro e polipropileno (PP)
termoconformado por fusão, seja como caras resinas termoplásticas de alta
temperatura, por exemplo, PEEK, que permitem compósitos resistentes a alta
temperatura e a impacto. Se os CFRPs e GFRPs de fibras contínuas são os
reis e rainhas do mundo dos compósitos, a classe trabalhadora é o grupo de
polímeros reforçados com material particulado de fibras de vidro ou carbono, Emaranhado de fibras
ou ainda com partículas (enchimentos) de areia siliciosa, talco ou serragem de celulose
de madeira. Eles são usados em quantidades muito maiores, frequentemente
em produtos tão comuns que a maioria das pessoas não conseguiria adivinhar
que são feitos de um compósito: carrocerias e painéis internos de carros,
utensílios domésticos, móveis e acessórios. Hoje, seria difícil viver sem eles.
As propriedades dos compósitos de fibras longas são fortemente influencia-
das pela escolha da fibra e da matriz e pelo modo como são combinadas: a
razão fibra/resina, o comprimento da fibra, a orientação da fibra, a espessura
do laminado e a presença de agentes de união fibra-resina contribuem para
melhorar a ligação. O vidro oferece alta resistência a baixo custo; o carbo-
no tem resistência e rigidez muito altas e baixa densidade; o Kevlar® tem
alta resistência e baixa densidade, é retardador de chamas e é transparente a
ondas de rádio (diferentemente do carbono). Os poliésteres são as matrizes
mais amplamente usadas, visto que oferecem propriedades razoáveis a custo Fibras de vidro revestidas
com PTFE
relativamente baixo. As propriedades superiores dos epóxis e o desempenho
sob temperatura das poli-imidas podem justificar sua utilização em certas
aplicações, mas elas são caras. A resistência de um compósito cresce com o
aumento da razão fibra/resina e com a orientação das fibras paralelamente
à direção da carga. Quanto mais longas as fibras, mais eficiente é o reforço
em relação às cargas aplicadas, porém, fibras mais curtas são mais fáceis de
processar e, por consequência, mais baratas. O aumento da espessura do lami-
nado leva à redução da resistência e do módulo de elasticidade do compósito,
visto que há maior possibilidade de vazios aprisionados na trama. Agentes de
junção geralmente aumentam a resistência a tração. Condições ambientais
afetam o desempenho dos compósitos: carregamentos de fadiga (ou cíclicos),
umidade e calor reduzem a resistência permissível.

Notas de design
Compósitos de polímeros podem ser conformados por métodos de
molde fechado ou aberto. Todos os métodos de molde fechado produ-

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Materiais e Design

zem orientação da fibra na direção paralela às superfícies do molde (para


extrusão, a orientação é paralela à superfície interna do orifício do molde).
Quanto aos métodos de molde aberto, todos permitem orientação multi-
direcional da fibra paralelamente ao molde ou mandril, exceto a pultrusão,
na qual as fibras são orientadas na direção paralela à superfície laminada e às
placas do molde, e a calandragem, na qual elas são paralelas à superfície da
chapa. Métodos de assentamento permitem completo controle da orienta-
ção da fibra; são usados para grandes produtos fabricados uma vez só e que
não exigem alta razão fibra/resina. Laminação e calandragem conformam
chapas; pultrusão é usada para produzir formas contínuas de seção transver-
sal constante; e enrolamento de filamentos produz grandes itens ocos como
tubos, tambores e outros recipientes.
Metais
Juntas de materiais compósitos de fibra longa são frágeis porque as
Ligas de alumínio fibras não as abrangem. Dois ou mais laminados são normalmente unidos
Ligas de cobre por adesivos e, para garantir a ligação adequada, é necessária uma sobreposi-
Ligas de magnésio
ção de 25 mm no comprimento para juntas de abas simples e duplas ou de
Ligas de níquel
Aços–carbono
40–50 mm para juntas de tiras, escalonadas e biseladas. Orifícios em lami-
Aços de baixa liga nados reduzem dramaticamente a resistência a falha, dificultando a junção
Aços inoxidáveis com elementos de fixação. A manufatura de compósitos demanda muita
Ligas de titânio mão de obra. É difícil prever a resistência final e o modo de falha porque
Ligas de zinco criar defeitos é fácil, mas percebê-los ou consertá-los é difícil.

Metais
A maioria dos elementos na tabela periódica é metal. Metais têm elétrons
“livres” – elétrons que se movimentam dentro de um campo elétrico –,
portanto, conduzem bem a eletricidade, refletem luz – e iluminados por trás
são completamente opacos. Os metais usados em design de produtos são,
quase sem exceção, ligas. Aços (ferro com carbono e uma profusão de outros
elementos de liga para torná-los mais duros, mais tenazes ou mais resistentes
à corrosão) são responsáveis por mais de 90% de todos os metais consumidos
no mundo; o alumínio vem na sequência, seguido por cobre, níquel, zinco,
Chapa de titânio titânio, magnésio e tungstênio.

Notas de design
Comparados com todas as outras classes de materiais, os metais são
rígidos, fortes e duros, porém pesados. Têm pontos de fusão relativamente
altos, o que permite que algumas ligas metálicas sejam usadas em tempe-
raturas que chegam a 2200°C. Somente o metal ouro é quimicamente
estável como metal; dada uma oportunidade, todos os outros reagirão com
oxigênio ou enxofre para formar compostos que são mais estáveis do que
o metal em si, tornando-os vulneráveis à corrosão. Há vários modos de
evitar ou desacelerar isso até um nível aceitável, porém sempre demandam
manutenção. Metais são dúcteis, o que permite que sejam conformados por
laminação, forjamento, repuxamento e extrusão; são fáceis de usinar com
precisão e podem ser unidos de muitas maneiras diferentes. Isso permite
Arame de aço inoxidável
tramado
uma flexibilidade de design com metais que só agora está sendo desafiada
pelos polímeros.

204

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Perfis de Materiais

O desenvolvimento de metais e ligas continua. Ligas superplásticas


têm uma propriedade exclusiva: sob a forma de chapa, podem ser forma-
das a vácuo ou termoconformadas como termoplásticos. Ligas memória
de forma têm a capacidade de lembrar sua forma inicial mesmo quando
muito deformadas, portanto, quicam como borracha – são usadas em
termostatos, como molduras para lentes de óculos, armações para sutiãs e
pequenos acionadores. Compósitos com matriz de metal (como alumínio
com carboneto de silício) ampliam a faixa de propriedades dos metais, nor-
malmente tornando-os mais rígidos, mais leves e mais tolerantes ao calor,
mas seu custo limita suas aplicações. Estão surgindo técnicas para espumar
metais que têm o potencial para capturar novos mercados. Não obstante, o
status dos metais tem sido corroído durante as últimas décadas por outros
materiais: polímeros em estruturas de pequena escala como utensílios do-
Cerâmicas e vidro
mésticos, compósitos com base de polímero em carros, aeronaves e barcos;
Alumina
e cerâmicas em certas peças de motores e lâminas de corte. Porém, como
Carboneto de boro
observa Guy Nordenson, da empresa de engenharia Arup, “O desenvol-
Carboneto de silício
vimento e a utilização de materiais são historicamente cíclicos. Provavel- Carboneto de tungstênio
mente, mais do que ter ficado para trás, o trabalho com metais apenas não é Vidro de silicato de boro
muito divulgado”. Vidro de sílica
A produção primária de metais faz uso intensivo de energia. Muitos, Vidro de cal de soda
entre eles alumínio, magnésio e titânio, exigem no mínimo duas vezes mais Vitrocerâmica
energia por unidade de peso (ou cinco vezes mais por unidade de volume)
do que os polímeros comercializados. Porém, em geral podem ser reci-
clados, e a energia exigida para tal é muito menor do que a exigida para
a produção primária. Alguns são tóxicos, em particular os metais pesados
– chumbo, cádmio, mercúrio. Entretanto, alguns são tão inertes que podem
ser implantados no corpo humano: aços inoxidáveis, ligas de cobalto e
certas ligas de titânio, por exemplo.

Cerâmicas
Cerâmicas são materiais do passado, bem como do futuro. São os
mais duráveis de todos os materiais – potes e ornamentos de cerâmica Espuma de alumina
sobrevivem desde 5000 a.C. É a sua durabilidade, em particular em altas
temperaturas, que gera o interesse nelas hoje. São excepcionalmente duras
(diamante – uma cerâmica – é a mais dura de todas) e podem tolerar
temperaturas mais altas do que qualquer metal. Cerâmicas são compostos
inorgânicos cristalinos (ou parcialmente cristalinos); incluem as cerâmicas
tradicionais, encontrada em utensílios domésticos, bem como as cerâmicas
técnicas de alto desempenho. Todas são duras e frágeis, geralmente têm
pontos de fusão altos e coeficientes de dilatação térmica baixos e a maioria
é bom isolante elétrico. Cerâmicas tradicionais, com base de argila, sílica e
feldspato, são macias e fáceis de moldar antes de queimadas; a queima cria
uma fase vítrea que liga os outros componentes para criar tijolos, louça de
pó de pedra, porcelanas, azulejos e telhas. Cerâmicas técnicas consistem em
compostos puros ou quase puros, sintetizados por reações químicas; as mais
Terracota
comuns são alumina, carboneto de silício, nitreto de silício, carboneto de
boro, nitreto de boro e carboneto de tungstênio.

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Materiais e Design

Cerâmicas têm, certamente, propriedades únicas. Seus baixos fatores de


empacotamento atômico e altos pontos de fusão lhes dão baixo coeficiente
de dilatação. As que são puras e completamente cristalinas têm alta condu-
tividade térmica; impurezas e fases vítreas a reduzem muito. Quando per-
feitas são extremamente fortes, mas minúsculas falhas, difíceis de evitar, se
propagam como trincas quando o material é carregado a tração ou flexão,
o que reduz drasticamente sua resistência; todavia, a resistência a compres-
são permanece alta (8 a 18 vezes mais alta do que a resistência a tração). A
resistência a impacto é baixa. Tensões resultantes de choque térmico não
são facilmente aliviadas por deformação plástica, portanto, grandes gradien-
tes de temperatura ou choques térmicos podem causar falha.

Notas de design
O tamanho das peças de cerâmica comercial pode abranger desde
pequenos componentes como isoladores de velas de ignição até grandes
cones frontais para veículos que de reentrada na atmosfera. As altas tempe-
raturas de ignição impedem a moldagem de encaixes de metal em cerâmi-
cas. As formas devem ser mantidas o mais simples possível, com tolerâncias
liberais. O encolhimento durante a secagem e a queima pode chegar a
25%. Bordas e quinas devem ter raios generosos, rebaixos e grandes seções
não apoiadas devem ser evitados, formas simétricas e paredes de espessura
uniforme são melhores, com um ângulo de tração de no mínimo 5 graus.
A maioria das cerâmicas técnicas começa como pós que são prensados,
extrudados, moldados por injeção, com a utilização de um aglutinante de
polímero. A peça “verde” resultante é usinada ou esmerilhada até a forma
desejada, e então queimada (“sinterizada”). Metais podem ser fixados à
cerâmica por adesivos, soldagem, brasagem ou encaixe durante a fase de
encolhimento (desde que o metal esteja do lado externo, sob tração). Bra-
sagem é mais forte do que adesivos ou soldagem e mais resistente à tem-
peratura, porém, requer um revestimento metalizado como base para a liga
de brasagem. Junções vitrificadas ou por difusão permitem unir cerâmica
com cerâmica ou metal com cerâmica. A vitrificação pode ser aplicada a
cerâmicas para obter uma superfície macia e brilhante; superfícies patinadas
também são possíveis.
Cerâmicas tradicionais são muito conhecidas, como tijolos, telhas e
ladrilhos, peças para banheiros (vasos sanitários, banheiras, pias) e louça
doméstica. Cerâmicas técnicas são usadas como mancais, pás de turbinas,
cames, ferramentas de corte, blocos de extrusão, bocais, vedações, filtros,
cadinhos e bandejas, isoladores elétricos, substratos e escoadouros de calor
para circuitos eletrônicos.

Vidro
Descoberto pelos egípcios e aperfeiçoado pelos romanos, o vidro é
um dos mais antigos materiais feitos pelo homem. Em grande parte de sua
longa história era algo que só os ricos possuíam – como contas de vidro,
ornamentos e recipientes e, é claro, vidro em utensílios de cerâmica sob a
forma de acabamento vitrificado. Sua utilização em janelas começou no
século XV, mas só foi amplamente disseminada no século XVII. Agora, é

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Perfis de Materiais

claro, ele é tão universal e barato que – na forma de garrafas – o jogamos


fora.Vidro é uma mistura de óxidos, principalmente sílica, SiO2, que não
se cristalizam quando resfriados após fusão. Quando puro é límpido como
cristal, mas é fácil de colorir com a adição de óxidos metálicos.

Notas de design
Vidro é formado por prensagem, moldagem por sopro, fundição centrí-
fuga, repuxamento ou laminação e deve ser resfriado a uma taxa controlada
para evitar tensões residuais. Pode ser fortalecido por resfriamento rápido
de sua superfície ao ar – conhecido como vidro “temperado”; tensões de
tração se acumulam no interior do vidro, criando tensões de compressão na
superfície, o que aumenta a resistência ao impacto por um fator 4. Bulbos
de lâmpadas elétricas são moldados em uma máquina que converte uma
tira de vidro que se move rapidamente em até 10000 bulbos por hora. O
vidro é unido por vitrificação (fundida), aperto ou adesivos. Um revesti-
mento de prata dá aproximadamente 100% de reflexão da luz visível – o
que é usado na maioria dos espelhos. Um revestimento espelhado de ouro
pode refletir 90% de irradiação infravermelha.
A adição de óxidos metálicos produz vidro colorido. Níquel dá um
matiz púrpura, cobalto dá azul, cromo dá verde, urânio dá amarelo esver-
deado, ferro dá verde azulado. A adição de ferro dá um material que pode
absorver comprimentos de onda na faixa do infravermelho, de modo que
pode absorver radiação de calor. Partículas não metálicas, sem cor (fluoretos
ou fosfatos) são adicionadas na proporção de 5–15% para produzir uma
opalescência branca translúcida ou quase opaca em vidros e revestimentos
de vidro.Vidro fotocrômico muda de cor quando exposto a UV (que às
vezes esmaece quando o vidro é aquecido); vidro fotossensível passa de
límpido a opalescente quando exposto a UV ou aquecido.Vidro de filtro
protege contra luz intensa e radiação UV – é usado em visores para solda-
gem. Revestimentos dicroicos e laminações leves dão modulação de cor.

Vidro com revestimento


dicroico

Vidro texturizado

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Materiais e Design

Leitura adicional
Amato, I. Stuff, the Materials the World Is Made Of. Nova York: Harper
Collins, 1997. (Amato é um redator que escreve sobre ciência em jornais
e o faz excepcionalmente bem. Esse livro é escrito em estilo jornalístico
– fácil de ler, destaca o potencial, grande parte dele ainda não realizado, e
depende muito de entrevistas com quem concordou em dá-las.)
Braddock, S. E. e O’Mahony, M. Techno Textiles: Revolutionary Fabrics for
Fashion and Design. Londres: Thames and Hudson, 1998. (Esse livro apre-
senta informações sobre têxteis e tecidos de polímeros dadas pela indústria
da moda a um público mais amplo de design.)
Cardarelli, F. Materials Handbook. Londres: Springer, 1987. (Como um
manual de informações técnicas sobre materiais, esse livro apresenta infor-
mações sobre metais, semicondutores, supercondutores, cerâmicas, vidros,
polímeros, elastômeros, minerais, rochas e madeiras.)
Colling, D. A. e Vasilos, T. Industrial Materials, v. I e II. Englewood Cliffs:
Prentice-Hall, 1995. (Um conjunto de livros que apresenta uma apresenta-
ção resumida de materiais – metais, polímeros, cerâmicas e compósitos.)
Dieter, G. (ed.). ASM Handbook – Volume 20 Materials Selection and Design.
Materials Park: ASM International, 1997. (Um dos mais recentes de uma
série de livros que abrange uma ampla gama de dados técnicos sobre mate-
riais, agora disponível em CD para facilitar busca aleatória e dirigida.)
Emsley, J. Molecules at an Exhibition. Oxford: Oxford University Press,
1998. (Redação popular sobre ciências em seu melhor aspecto: inteligível,
preciso, simples e claro. O livro é excepcional para sua faixa. A mensagem
é que as moléculas – às vezes significando materiais – influenciam nossa
saúde, as coisas que fazemos e as coisas que usamos.)
Fiell, C. e Fiell, P. Industrial Design A–Z. Colônia: Taschen GmbH, 2000.
(Um resumo dos principais designers e empresas de design que inclui
perfis de estilos particulares de design e materiais que tiveram significativa
influência: alumínio, baquelite, fibra de carbono, cerâmicas, cromo, plásticos,
compensados de madeira, Pyrex, borracha e metal tubular.)
Harper, C. A. Handbook of Materials for Product Design. Nova York:
McGraw-Hill, 1999. (Esse manual contém muitos detalhes técnicos de
aços, alumínio, titânio, polímeros, compósitos, borracha natural e sintética,
elastômeros, cerâmicas e vidros; há também algumas informações sobre
processos superficiais – revestimentos de metal, em particular –, junção de
polímeros e elastômeros e materiais recicláveis.)