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TERMOREGULAÇÃO

É o conjunto de sistema que controlam a regulação do frio e calor no


organismo animal.

TEMPERATURA
A temperatura é de extrema importância para o funcionamento do
organismo, pois irá regular mecanismos químicos e físicos do corpo, alta
temperatura é prejudicial pois pode levar a desnaturação de proteínas e
enzimas, assim como baixa temperatura que pode levar a inativação de
enzimas, e com a inativação das enzimas o metabolismo começa a
diminuir.
EXISTEM DIFERENTES CATEGORIAS DE ANIMAIS
1. Endotérmicos: nesse grupo estão as aves e mamíferos. Esses animais
possuem a capacidade de seu metabolismo poder ser alterado para a
produção de calor, possuindo taxa metabólica muito alta. Além disso os
endotérmicos possuem o fator da questão comportamental, pois esses
animais alteram o comportamento em caso de frio ou calor.
2. Ectotérmicos : nesse grupo estão os peixes, anfíbios e reptéis. Eles não
têm a capacidade de elevar o metabolismo afim de aumentar a produção de
calor, o mecanismo de controle de temperatura desses animais se dá por
alteração de comportamento (exemplo ficar exposto ao sol quando precisa
elevar a temperatura ou se afastando da fonte de luz ao sentir calor), como
também deposição de gordura. Possuem taxa metabólica muito baixa.

Para a manutenção do funcionamento adequado do organismo é necessário


existir um equilíbrio frio-calor, então as trocas de calor têm que ser
adequadas, e esse equilíbrio é regulado pelos sistemas endócrino e nervoso.
Nesse equilíbrio vai haver o favorecimento ou o desfavorecimento das
trocas de calor.
AS FONTES DE CALOR PARA O CORPO
• Metabolismo
Trabalho (interno e externo)
• Fontes externas (como o sol)
Importante lembrar que não se perde ou recebe frio, se perde ou recebe
calor.
Então se estamos em um ambiente quente favorecemos o ganho de calor, se
está em um ambiente muito frio ocorre a perda de calor, perdemos calor
para o ambiente.
Nos mecanismos de troca de calor, temos duas grandes classes:
1. Trocas não evaporativas (newtonianas): dependem muito do gradiente
de temperatura, diferentemente da evaporativa.
1.1 Troca de calor por condução
1.2 Troca de calor por convecção
1.3 Troca de calor por radiação
2. Trocas evaporativas (não-newtonianas)
2.1- Sudorese
2.2- Respiração ofegante
2.3- Chafurdação
2.4- Disseminação de saliva
1.TROCAS DE CALOR NÃO EVAPORATIVA
1.1 TROCA DE CALOR POR CONDUÇÃO
Ocorre envolvendo corpos sólidos ou líquidos, sem a movimentação de
moléculas, vai ocorrer devido o contato entre os corpos, ocorre a condução
do calor e esta depende do gradiente de temperatura (diferença de
temperatura entre os dois corpos), por exemplo um corpo muito quente em
contato com um corpo muito frio vai haver uma troca
grande de calor. Esse tipo de troca vai ter mais importância para os animais
aquáticos visto que os animais evitam ficar em contato com corpos com
temperatura muito diferente dos seus corpos. Além de depender do
gradiente de temperatura também depende da condutibilidade do meio,
alguns meios são bons condutores e outro não, um exemplo de um bom
condutor é o metal e de um ruim é a madeira.
*O ar também é um péssimo condutor por isso a ave quanto está com frio,
ela eriça as penas dela para acumular
ar, pois o ar é um péssimo condutor, isolando-a termicamente. A gordura
também é um isolante térmico.
Animais terrestres só tem esse tipo de troca de calor mais intensamente se
ele não consegue responder a situação, por exemplo animais anestesiados
que podem entrar em hipotermia e morrer. A chafurdação, procura de lama,
poças de água, é um método que envolve tanto a condução como a
evaporação.
1.2 TROCA DE CALOR POR CONVECÇÃO
Envolve a troca do calor do corpo e o meio líquido ou gasoso, havendo
deslocamento de partículas de forma livre ou ativa. O ar frio por ser mais
denso que o ar quente, desce e empurra o ar quente esse processo é uma
convecção livre.
Tipos:
• convecção livre depende exclusivamente da densidade da água ou do ar.
Envolvendo gravidade e densidade conjuntas.
• convecção forçada:. A troca é favorecida pelo deslocamento forçado da
água ou do ar, não dependendo exclusivamente da densidade e
gravidade, por exemplo um ventilador forçando o vento, ou o sacudir a
mão na água, forçando o deslocamento da água. E é esse mecanismo de
troca que permite que haja uma certa homogeneidade na
temperatura do corpo, devido a corrente sanguínea que se circula pelo
corpo,
distribuindo calor, a convecção é o principal meio de troca de calor do
corpo para os mamíferos e aves, que favorece ou desfavorece a perda
de calor para o meio. Também é importante para espécies marinhas, assim
como a condução, por estarem imersa no meio, por isso se faz necessária a
adaptação como gordura por ser um meio isolante. A convecção também é
dependente do gradiente de temperatura, por quanto maior a diferença
maior será a troca de calor entre esses corpos. Favorecendo as trocas por
convecção estão o sistema endócrino e nervoso pois atuam na alteração do
fluxo sanguíneo, o hipotálamo é o centro da termorregulação, chamado
de termômetro biológico. A informação sobre a temperatura chega no
hipotálamo e este também age na coordenação do sistema nervoso
autônomo composto pelo simpático e parassimpático, para que haja a
liberação de
catecolaminas e acetilcolina, as catecolaminas causam vasoconstricção e a
acetilcolina vasodilatação. Casa haja estresse por calor é causado
vasodilatação periférica consequentemente existe mais sangue na periferia,
o sangue vai mais quente em relação ao ambiente por isso vai perder calor.
Se houver estresse por frio vai haver vasoconstricção impedindo a troca
de calor com o ambiente. O parassimpático age mais no frio e o simpático
age mais no calor. Na convecção também existe a interferência de
processos adaptativos, por exemplo: eriçamento de pelos e penas,
acumulo de
pelagem extra e desenvolvimento de uma capa de gordura, além da
alteração comportamental.

1.3 TROCA DE CALOR POR RADIAÇÃO


Nesse tipo de troca tem-se o envolvimento de raios que variam de acordo
com o tipo de troca por radiação. Existem as trocas por espectro
infravermelho e por espectro de luz visível
No espectro de luz visível se recebe calor, que é o caso da luz solar, nesse
caso só há o recebimento, ou seja, o ganho de calor, nesse aspecto um fator
importante é a cor da pele pois quanto mais escura for maior calor ela irá
absorver; no espectro de luz infravermelha se perde calor, pois este se
dissipa, por exemplo se o animal está em um ambiente desprovido de luz
solar ele estará dissipando calor para o ambiente no espectro de luz
infravermelho.
2. TROCAS DE CALOR EVAPORATIVAS
Esses tipos de trocas não dependem do gradiente de concentração, e sempre
haverá perda de água, sempre está acontecendo como por exemplo por
suor, respiração. Em ambientes com calor excessivo e baixa umidade as
trocas evaporativas são os únicos meios de troca de calor disponível.
2.1 SUDORESE
1. Para se entender esse meio de troca, precisamos saber os tipos de
glândulas sudoríparas. As glândulas sudoríparas estão presente em todos os
mamíferos, exceto roedores e lagomorfos (ordem de pequenos mamíferos
herbívoros, que inclui os coelhos, as lebres e os ocotonídeos) existem dois
tipos de glândulas: apócrinas e ecrinas. As apócrinas estão presentes em
todas as espécies, exceto primatas. Essas glândulas secretam proteína e seu
ducto se abre no folículo piloso, no cão e no suíno elas estão presentes em
pouca quantidade por isso esses não dependem da sudorese. Já as écrinas
estão presentes apenas nos primatas e possuem secreção aquosa, abrindo-se
pele.
O suor é composto por água e sais minerais, porém nem todo suor formado
é eliminado pois quanto mais tempo ele fica armazenado mais ele é
reabsorvido, portanto quanto menos o animal suar, mais tempo o suor fica
retido na glândula e mais água e sais minerais vão ser reabsorvidos. E o
oposto é verdadeiro pois quanto mais o animal suar mais diluído será esse
suor visto que estará eliminando mais água e sais minerais.

2.2 RESPIRAÇÃO OFEGANTE (ARQUEJANTE)


Outra forma de troca de calor evaporativa, porém nesse caso depende do
trato respiratório, ou mucosa nasal e oral que é o caso dos animais que
arquejam com a boca aberta como o cão. O ar que entra pela narina ou pela
boca vai conduzir todo o calor pela vaporização da água contida na
mucosa, liberando o calor por evaporação da água. Nesse processo o
animal terá: O aumento da frequência respiratória; aumento do fluxo
sanguíneo na mucosa
afim de gerar um gradiente de temperatura favorável durante a passagem de
ar; e para evitar um quadro de alcalose respiratória diminui o volume de ar
que passa pelas vias aéreas (se o volume de ar corrente fosse muito grande
ia entrar muito ar no alvéolo e quando entrasse ia ter muito
oxigênio e pouco CO2, e então o CO2 ia sair muito e o sangue ia ficar
alcalino), sendo assim a respiração fica mais frequente porém o volume de
ar é menor. O fluxo do troca é o seguinte: O ar é inspirado via nasal, e
como as conchas nasais estão muito irrigadas, quando o ar passar através da
via com o fluxo contra a corrente pois vai no sentido contrário ao sangue
contido nessa região sendo assim vai haver o favorecimento para a troca, a
medida que o ar vai se deslocando vai ficando mais quente. No caso do cão
a via unidirecional, pois vai via nasal e volta via oral. Inspira pelo nariz,
expira pela boca. Por o ar fazer um percurso maior de é o mecanismo mais
eficiente para essa espécie, as outras espécies o fluxo é não unidirecional
por não arquejarem de boca aberta. As vezes as aves fazem o fluxo
unidirecional também.

2.3 CHAFURDAÇÃO

Esse tipo de troca é feito pelos porcos e elefantes, engloba a troca


evaporativa, a troca por condução e por convecção. No caso do elefante,
este possui um mecanismo que direciona o sangue para a orelha, que é um
lugar que favorece a perda de calor, outro mecanismo também é acumular o
calor durante o dia e dissipar durante a noite.

2.4 DISSEMINAÇÃO DE SALIVA NA PELE


Observado principalmente em roedores, quando esses animis encontram-se
sob estresse pelo calor, lambem-se para que o corpo fique molhado
propiciando a perda de calor por evaporação.

DIFERENÇAS QUANTO A IMPORTÂNCIA DOS PROCESSOS DE


PERDA DE CALOR POR EVAPORAÇÃO
• Equinos e bovinos: sudorese
• Ovino, caprino: sudorese e respiração ofegante
• Cão: respiração ofegante
• Suíno: chafurdação
• Elefante: chafurdação e armazenamento de calor
• Roedores e marsupiais macrópodes: disseminação de saliva

No caso de estresse pelo frio será necessário a: PRODUÇÃO DE CALOR


para isso mecanismos de produção de calor são desencadeados afim de
proporcionar o aumento na produção de calor corporal para retornar o
equilíbrio térmico. Os endotérmicos, por possuírem alta taxa
metabólica, são capazes de produzir calor para manter esse equilíbrio. Os
Ectotérmicos não conseguem através do metabolismo. A intensidade
metabólica de cada indivíduo está relacionada com sua perda de calor,
portanto o tamanho do animal irá influenciar essa perda o que
consequentemente irá influenciar se o metabolismo é menos ou mais
acelerado. Para exemplificar faz-se uma comparação entre um elefante e
um rato, onde o rato será o que irá perder mais calor e sofrer mais com um
estresse por temperatura devido seu volume corpóreo em relação ao
ambiente, a distância que o sangue está para o exterior do rato é menor no
rato também e a área de superfície de troca é maior. Animais grandes a
área de superfície de contato com o ambiente é menor, logo a taxa
metabólica dos animais pequenos é maior para haver compensação da
perda maior de calor.

As FORMAS DE PRODUÇÃO DE CALOR são: termogênese com tremor


e termogênese sem tremor,
1. Sempre como primeira forma de gerar calor vem a Termogênese com
tremor, ao ocorrer uma queda brusca da temperatura corporal vai
desencadear o tremor, uma contração involuntária da musculatura
esquelética como tentativa do organismo de aumentar a produção
metabólica de calor. Esse tremor ocorre devido a um estimulo
neuroendócrino para que a musculatura esquelética se contraia
involuntariamente, sem que haja formação de trabalho, usando a energia do
musculo para produzir calor. Esse tipo de produção de calor é de efeito
agudo.
2. Na termogênese sem tremor, a alteração é metabólica, vai haver uma
alteração no metabolismo afim de produzir o calor necessário para o
equilíbrio. A produção de calor será devido a oxidação de gordura, na
maioria das vezes gordura intracelular, contudo também pode ser de
gordura parda ou marrom como por exemplo em animais
que hibernam e animais muito pequenos como ratos e beija flor, assim
como nos bebês, pois estes não conseguem tremer. Ao contrário do que
acontece com tremor, a termogênese sem tremor acontece quando ocorre
exposição crônica ao frio, além disso sem tremor a geração de calor é mais
lenta visto que depende da ativação metabólica. A aceleração do
metabolismo se dará por ação do hormônio tireoideanoT4 (tiroxina) e pelas
catecolaminas que desencadearão a quebra das gorduras e
consequentemente o aumento da produção do calor. A gordura fica
acumulada no miocárdio, entre as escápulas e nos rins.

O fígado e músculos são estruturas que geram calor para o organismo


devido estarem sempre em atividade, esses tecidos são chamados
produtores de calor, A DISTRIBUIÇÃO DE CALOR ocorre por convecção
através dos vasos sanguíneos, o organismo é dependemos da corrente
sanguínea para distribuir o calor e manter a homogeneidade da temperatura
corporal.

Nesse contexto em determinadas situações de estresse seja por frio ou calor


será necessário a REDISTRIBUIÇÃO DO SANGUE afim de proporcionar
a regulação. No estresse pelo calor terá a dilatação das artérias periféricas,
aumentando o fluxo sanguíneo da pele e consequentemente aumentando a
temperatura nessa região, o que ocasionará o aumento do gradiente de
temperatura e favorecerá a troca, além disso também irá ocorrer o
fechamento das anastomoses (conexões entre vasos sanguíneos periféricos
e centrais) arteriovenosas como por exemplo nos membros e orelha,
impossibilitando que o sangue que está em veias periféricas seja desviado
para uma veia profunda. No estresse pelo frio vai haver vasoconstrição dos
vasos sanguíneos periféricos, e abertura das anastomoses arteriovenosas, ao
causar vasoconstricção o sangue periférico segue pela anastomose
para o vaso mais central, diminuindo o gradiente de temperatura,
diminuindo a perda de temperatura e mantendo o calor. No frio vai haver
tanto a produção de calor quanto a conservação do calor.

Além desse mecanismo do fluxo sanguíneo, outra forma de proteção contra


o estresse pelo frio é através da gordura diferenciada. Na periferia dos
tecidos há uma gordura chamada gordura diferenciada, o fato de o ponto
de fusão dos lipídios que estão na periferia ser mais baixo do que nas
regiões centrais do corpo protege do frio, de necrose e gangrena. Apesar
das extremidades corporais serem a porção do corpo a sofrer congelamento
mais rápido esse fato seria muito mais acelerado sem a presença da gordura
diferenciada.
MECANISMOS DE CONTRACORRENTE. Então na alteração por calor,
no animal com estresse por calor vai haver retorno sanguíneos
por veias superficiais da pele, fechamento das anastomoses, para aumentar
o gradiente de temperatura e haver perda de calor para o ambiente.
No frio, é o contrário, vai haver vasoconstricção periférica, abertura das
anastomoses, para diminuir o gradiente de temperatura, e desfavorecer a
perda de calor e conservar a calor. Então no frio vai haver tanto a produção
de calor como a conservação do calor.
Outro meio para proteção contra os estresse de temperatura é a
REDE CAROTÍDEA.
Esse sistema está presente nos ovinos, e é um dos mais eficientes. A rede
carotídea está envolta por veias na região nasal da cabeça, nesse local
existe um fluxo contracorrente: as veias que seguem com sangue frio vindo
das narinas passam intimamente a carótida que vem com sangue quente que
acaba sendo refrigerado por essas veias com sangue frio, o sangue que irá
pela carótida e chegará ao cérebro vai estar menos quente, protegendo
principalmente o tecido cerebral de hipertermia.
Os equinos NÃO possuem rede carotídea. Porém possuem um mecanismo
que apesar de menos eficiente funciona de forma parecida, formado pela
bolsa gutural. A bolsa gutural é uma bolsa que acumula ar e é envolta pela
carótida, o ar frio que fica na bolsa gutural refrigera o sangue da carótida,
que vai para o cérebro protegendo assim o tecido cerebral também.
Na ave ela tem a bolsa gutural, que quando está no estresse por calor,
aumenta essa bolsa também.
REGULAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL DE MAMÍFEROS E
AVES
Para a regulação da temperatura é necessária a integração dos mecanismos
de produção ou perda de calor.
TEMPERATURA CORPORAL DO ENDOTÉRMICO
A faixa normal de temperatura dos endotérmicos aria entre 33 a 40ºC com
exceção das aves.
SENSORES DE TEMPERATURA
Para desencadear a ativação dos mecanismos é necessário a identificação
da temperatura corporal e isso se dá através de neurônios sensoriais que
funcionam como sensores de temperatura para frio e calor, captando a
informação de temperatura e levam para o hipotálamo. O hipotálamo é o
centro de controle de temperatura do organismo e vai receber toda a
informação de temperatura do corpo, essa informação virá tanto do SNC
pois este é rico de termos receptores, quanto da pele ou dos órgãos internos.
Com a informação recebida o hipotálamo irá acionar os mecanismos para
dissipar ou conservar calor, portanto é função do hipotálamo monitorar a
temperatura central ou periférica e comandar os processos como
vasoconstrição, vasodilatação, sudorese.
Quando ocorre aumento da temperatura vai aumentar a frequência de
disparo dos neurônios sensíveis ao calor e dessa forma ocorre o aumento
da frequência de disparo dos receptores sensíveis ao calor no hipotálamo e
este vai entender que o problema é o calor desencadeando mecanismos de
controle do calor, ou seja, e vai ocorrer todo o processo de vasodilatação,
fechamento de anastomose, alteração de comportamento.
O inverso acontece no estresse por frio, o que vai ocorrer é aumento da
frequência de disparo dos neurônios sensíveis ao frio e dessa forma
desencadeando todo o processo de conservação de produção de calor
pelo hipotálamo.
Portanto o hipotálamo é o centro de termorregulação e possui seus
pontos de ajustes de acordo com a espécie animal.
HIPOTÁLAMO
A informação periférica e central enviada pelos termorreceptores é
integrada no hipotálamo de forma consciente, pois toda informação térmica
que chega no hipotálamo é repassada para o córtex e é essa consciência que
possibilita a alteração comportamental de forma se proteger do frio ou
calor. No hipotálamo quando se aumenta a temperatura central, acima do
ponto de ajuste, ativará todo o mecanismo de perda de calor. Por outro lado
se identifica que é o frio que está alterado, ativará todo o processo de
conservação e produção de calor.
Então RESPOSTA AO ESTRESSE PELO CALOR se dará de forma
integrada a
1. Vasodilatação periférica, para aumentar fluxo sanguíneo periférico para
aumentar gradiente de temperatura e dissipação de calor.
2. Perda evaporativa de calor por sudorese e respiração ofegante. Ocorre
também a troca não evaporativa
3. Métodos comportamentais O animal vai procurar sombra, procurar
água ou chafurdar.
HIPERTERMIA
Caso o animal não consiga alcançar ao equilíbrio térmico ele vai sofrer a
hipertermia que é um desequilíbrio entre a produção e a dissipação de
calor, inicialmente tem-se o estresse térmico fase inicial da hipertermia o
animal terá desidratação, hipovolemia e hipotensão, se não controlado entra
no estado de intermação que é quando as enzimas já são desnaturadas
levando o animal ao coma e morte devido ao comprometimento do SNC,
com o aumento da temperatura tem perda de controle cerebral, incluindo
hipotálamo, e sem o mecanismo de controle do hipotálamo, o animal entra
em coma e morre.

Já no caso das RESPOSTAS AO ESTRESSE PELO FRIO terá a


1. Vasoconstricção periférica, abertura das anastomoses, diminuindo
gradiente de temperatura, diminuindo troca de calor.
2. Elevação da produção de calor metabólico através da termogênese
com tremor e sem tremor.
3. Comportamento e adaptativas eriçamento de penas e pelos por ação do
sistema nervoso autônomo. A criação de pelagem complementar, caso haja
exposição crônica ao frio.
HIPOTERMIA
Caso esses mecanismos não forem suficientes e não existir equilíbrio
térmico, o animal entra em hipotermia, sua temperatura passa a ser menor
que o normal, o fisiológico. A perda de calor é maior que a produção de
calor. Gerando comprometimento do SNC, e dos reflexos de
termorregulação. Caso o quadro não seja revertido vai ocorrer fibrilação
cardíaca e morte. Em caso de hipotermia regional, quando ocorre nas
extremidades do corpo, e pode resultar na morte tecidual, gangrena,
necrose, devido a diminuição do fluxo sanguíneo, da hipóxia e
da formação de cristais de gelo no tecido levando a perda da área afetada.
FEBRE (PIREXIA)
A febre é a elevação da temperatura corporal em resposta a elevação do
ponto de ajuste termorregulatório no hipotálamo. A febre é um meio de
defesa do organismo na tentativa de destruir os microrganismos por
desnaturação. Porém pode causar danos ao organismo quando torna-se
muito alta.
Digamos que o ponto de ajuste hipotalâmico para o termorreceptor de calor
é de 37ºC, na febre esse hipotálamo sofre um ajuste em que esse ponto é
elevado, então ao invés de ser 37ºC agora ele vai ser por exemplo 38ºC.
Então o que acontece na febre é o hipotálamo deixando de regular minha
temperatura para 37, por isso se sente frio, pois 37 não é mais a
temperatura de calor, é 38.
É comum ter febre no início de processos infecciosos pois é um
mecanismo adaptativo que vai aumentar a migração de células de defesa
para o tecido acometido. Com o aumento da temperatira vai haver
vasodilatação e aumento da permeabilidade do vaso, portanto as células de
defesas irão
migrar para o tecido de forma mais fácil, favorecendo adestruição do
microrganismo.
O que induz a febre são os chamados pirogênios que podem ser exógenos e
endógenos. Os exógenos são por exemplo os antígenos, substâncias de
células que não são próprias do organismo como bactérias, fungo e vírus.
Os endógenos, são várias substancias como as citocinas que vão ao
hipotálamo sinalizar o reajuste. O que vai causar o reajuste são os
pirogênios endógenos, pois ao chegarem ao hipotálamo vão desencadear a
produção da PGE, e essa prostaglandina é que é a responsável pelo ajuste,
diretamente. Logo para desencadear a febre, terá que ter o pirogênio
endógeno, caso haja um agente externo causando a febre foi porque esse
pirogênio exógeno motivou a produção do pirogênio endógeno e esse vai
no hipotálamo desencadear a produção de prostaglandina que vai ajustar o
ponto de ajuste termorregulador. A PGE 2 ela é produzida no hipotálamo e
age no próprio hipotálamo, inibindo os neurônios sensíveis ao calor por
isso a temperatura do ponto de ajuste será aumentada, o animal passa a
sentir frio, então o organismo vai gerar e preservar calor, vai alterar
comportamento, fazer vasoconstricção, abrir de anastomose o que
acarretará no aumento da temperatura corporal. Portanto a febre é um
estresse pelo frio “enganado” desencadeando odo o comportamento de
estresse pelo frio: termogênese com e sem tremor, vasoconstricção
periférica, piloereção, comportamento de agrupar. Quando a febre passar
vai ter estresse por calor e esse calor vai ser liberado. A febre só para
quando ocorre a metabolização dos pirogênios endógenos, e a interrupção
da produção de pirogênios. O medicamento que antitérmicos agem no
hipotálamo, atuando na PGE, no ciclo do ácido araquidônico, inibindo sua
produção.
ADAPTAÇÕES PARA A SOBREVIVÊNCIA
Os animais endotérmicos por possuir um metabolismo muito alto precisam
consumir uma alta quantidade de alimento. Existem animais capazes de
desacelerar o metabolismo quando a disponibilidade de alimento. Essa
adaptação pode ser vista no estado de Hibernação ou torpor e estivação
1. Hibernação
O urso é um exemplo clássico de animais capazes de entrar em hibernação,
o animal entra num processo de dormência, num baixo metabolismo, se
assemelhando ao metabolismo dos exotérmico por um período longo.

2. Torpor acontece com o beija-flor. Por possuir um metabolismo muito


alto esse animal precisa estar ingerindo alimento de forma constante, então
durante a noite, diariamente ele entra e m um processo de “hibernação”
onde seu metabilosmo desacelera e ele em estado de torpor.
3. Estivação
Além disso existe um processo que acontece nos animais que vivem no
deserto que é a estivação onde ocorre a baixa do metabolismo durante o
dia. E só durante a esses animais saem para se alimentar.

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