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Universidade Federal de Pelotas

Faculdade de Veterinária
Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária
www.ufpel.edu.br/nupeec

AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA E NUTRICIONAL NO DESEMPENHO


PRODUTIVO DE VACAS DA RAÇA HOLANDÊS

Flávia Plucani Amaral e Jéssica Halfen


Pelotas, 2014
Universidade Federal de Pelotas
Faculdade de Veterinária
Núcleo de Pesquisa, Ensino e Extensão em Pecuária
www.ufpel.edu.br/nupeec

A RELAÇÃO ENTRE A ESTATURA E A PRODUÇÃO DE


VACAS DA RAÇA HOLANDÊS
(TCC)

Jéssica Halfen
Orientador acadêmico: Cássio Cassal Brauner
Orientador (a) de campo: Flávia Plucani Amaral
Pelotas, 2014
Introdução

Problemas
 Seleção de animais para produção; Produção
reprodutivos

Desordens
metabólicas
 Características de tipo;
Objetivo

Frequência
de doenças

Produção
total

Produção
no pico
Metodologia
Tabela 1. Escore para altura (cm) segundo variação de
idade.
 Granjas 4 Irmãos S.A Idade em meses
Classificação Escore ≤24 24 a 30 31 a 40 ≥40
linear Estatura em (cm)
 400 vacas da raça Holandês; Extremamente 9 1,45 1,47 1,49 1,52
alta
 Primíparas e Multíparas; Muito alta 8 1,42 1,45 1,47 1,50
Alta 7 1,40 1,42 1,45 1,47
Tendência Alta 6 1,37 1,40 1,42 1,45
 Grupos de acordo com a Intermediária 5 1,35 1,37 1,40 1,42
estatura Tendência Baixa
4 1,32 1,35 1,37 1,40

Baixa 3 1,30 1,32 1,35 1,37


Muito Baixa 2 1,27 1,30 1,32 1,35
Extremamente 1 1,20 1,27 1,30 1,32
Baixa
Metodologia
Tabela 1. Escore para altura (cm) segundo variação de
idade.
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A UTILIZAÇÃO DE SUBPRODUTOS DA UVA NA DIETA DE VACAS


EM LACTAÇÃO PODE DIMINUIR A EMISSÃO DE METANO

Flávia Plucani Amaral e Jéssica Halfen


Pelotas, 2014
Introdução

Carboidrato

Acetato
H2 e CO2
Fermentação Butirato
Propionato

CH4 Bac. Metanogênicas (Archaea)


Introdução

 Estratégias para minimizar a emissão;

Taninos Ionóforos
condensados

Adição de Digestibilidade
gordura da dieta
Introdução

 Estratégias para minimizar a emissão;

 ↓ H2
Taninos Dificultam a fermentação
condensados  Afetam as
bac. metanogênicas

 ↓ IMS
Adição de Dificultam a fermentação  ↓ bac. Celulolíticas
gordura da fibra  Biohidrogenação
Introdução

Tipo de forragem Austrália x Brasil

Mais digestível
Clima temperado C3: Maior concentração de carboidratos solúveis
Menor produção de CH4

Mais fibrosa (lignina)


Clima tropical C4:
Maior produção de Ác. Acético
Maior produção de CH4

* Compra de alimentos conservados


Introdução

 Bagaço de uva Taninos


Peles, sementes e caules
Gordura

Austrália
Produto é destilado por 15 min à 95 °C ara retirar o álcool

Bagaço ensilado: resíduo é ensilado por no mínimo 1 mês

Bagaço peletizado: resíduo estocado por alguns meses


seco à 120 °C por 20 min
Moído e peletizado à 85 ° C
Introdução

Vantagens bagaço da uva:


 Altas concentrações de FB
 Bom teor de gordura (óleo) e taninos condensados
 Baixo custo de produção
 Período estratégico de produção
Objetivos

Bagaço ensilado Emissão de CH4

Bagaço peletizado Produção e composição do leite

Dieta controle Microbiota ruminal


Metodologia
Animais e Dietas
Três Grupos:
 Produção de leite (Kg/dia)
 Peso vivo médio (kg)
%Ge%P Tratamentos
Composição CON (MS) DGM (MS) EGM (MS)
Vacas 12 10 9
 32 vacas Holandês;
Feno de alfafa 14,0 kg 9,0 kg 9,0 kg
Concentrado 4,3 kg 4,3 kg 4,3 kg
Coproduto - 5,0 kg 5,0 kg

Controle: COM ; Bagaço Peletizado: DGM ; Bagaço Ensilado: EGM

Department of Environment and Primary Industries, Ellinbank Centre, Victoria, Australia


Metodologia

Animais e Dietas - Período

Dia: 1 16 17 19 32

Toda as vacas receberam Adaptação Coleta de dados


dieta CON DGM e EGM tratamentos efetivos
Metodologia

Alimentação e Medidas
 Produção diária (Sistema DeLaval Alpro)
 Coletas individuais de leite
 Análise de Gordura, lactose e proteína
 CCS
Metodologia

Alimentação e Medidas
 Oferta controlada de alimento
 2 x ao dia
 TMR

Análise dos alimentos


 PB, DMS, FDN, EM, EE
 Proantocianidinas (taninos condensados)
 Ácido Tartárico total
Material e Métodos
Emissão de metano
Técnica do Marcador Hexanofluoreto de enxofre (SF6 )

 Coleta de gás: 34 – 36 dias

 A cada 12h
Material e Métodos
Fermentação ruminal e Metanogênese

Coletas: 1 – 33 dias
Análise de gases:
4 h após Coletas: 1- 37 dias
CO2
ingestão Análises:
H2
pH Protozoários
CH4
AGV Perfil microbiota
Material e Métodos

Por que não utilizar vacas E a saliva?


fistuladas?

Vacas fistuladas apresentaram 7 % na produção de CH4

Maior entrada de AR no rúmen


Resultados
Leite: Produção e Composição
Resultados
Depressão de Gordura
Perfil de ácidos graxos – Leite
C6:0
C8:0 “Síntese de novo” – Glândula Mamária
Controle
C14:0
C16:0

C4:0
C18:0 Ác. Esteárico
Absorvidos pela corrente sanguínea
Tratamento C18:1 Ác. Oleico
C18:2 Ác. Linoleico
C20:0
Resultados
Emissão de Metano: Ác. Caprílico X CLA

 Relação proporcional:

Aumento do C8:0 = Aumento da emissão de CH4


Aumento do C18:0 = Diminui a emissão de CH4

 Comparativo entre:

Dados do estudo X Resultados de Chilliard at


al. (2009)
Resultados
Fermentação ruminal – Líquido ruminal
Resultados
Perfil de bactérias metanogênicas: Archaea

Alterou - Dieta DGM


(p = 0,004)
Dieta - CON
Não alterou – Dieta EGM
(p = 0,27)

Diferente entre os tratamentos (p = 0,025)


Resultados
Emissão de metano

Obs: Raça Holandesa média 403,2 g / dia segundo Berchielli et, al. (2011).
Discussão
Produção e composição do leite
(Belibasakis et al.,1996)

Vacas - final lactação Vacas - início lactação


 Dieta alterou a produção de leite  Dieta: substituição parcial da
silagem de milho por Bagaço
 % Gordura Ensilado

 Não alterou produção e


composição
Discussão
Emissão de gás metano (CH4) (Beauchemin et al., 2008; Moate et al.,2011)

As dietas contendo bagaço de uva, contribuíram para:

20 % emissão de metano durante o período experimental

23 % no rendimento da produção quando utilizou-se EGM ou DGM na dieta

1º Relato na
literatura
científica
Discussão
O BAGAÇO DA UVA DEMONSTROU-SE EFICIENTE NA REDUÇÃO DA EMISSÃO DO METANO.

 Óleo (gordura)

Quais substâncias  Lignina


presentes no
subproduto, seriam
responsáveis por este  Taninos condensados
efeito?
 Ácido tartárico
Discussão
Óleo ou Gordura
Outros estudos:
 Aumento da concentração de gordura na dieta, reduziu a produção entérica de
CH4

No artigo:

[ ] de gordura disponível nos tratamentos:

DGM X CON 11,2 % CH4

EGM X CON 9,5 % CH4


Discussão
Lignina
As dietas:

 EGM, DGM e feno de alfafa

[ ] de lignina Fermentação ruminal

 Dieta baixo % de lignina: produção de metano é 23,0 g / Kg IMS

 No experimento, considerou-se a lignina do bagaço afetou


fermentação no rúmen:

Inibição de 30 g / dia METANO


Discussão
Tanino
Outros estudos: (Proantocianidinas)
 In vivo: baixa confiabilidade dos resultados In vitro

No artigo:
 extração do tanino dos tratamentos

 O tanino representou uma pequena participação na


redução de CH4

Literatura:

 Tanino: se desconhece o mecanismo de ação no controle da emissão de metano

Hipótese: diminui a digestão da fibra efetiva ou efeito direto na metanogênese


Discussão
Ácido Tartárico
 Potente anti-metanogênico in vivo

 Extraído dos tratamentos:


DGM – 63,5g / Kg MS
EGM – 31, 8g /Kg MS

 Presente no bagaço da uva

 Modo de inibição não está claro


Considerações finais

Literatura:

 Alimentos ricos em polifenóis ou taninos:

Leve decréscimo no pH ruminal auxilia no controle das bactérias metanogênicas

 Alteram o perfil das bactérias ruminais e principalmente Archaea;

No estudo:

 Não alterou o perfil de bactérias entre os tratamentos;

 O perfil e a população de Archaea alterou no tratamento DGM;


Conclusões

Utilização do bagaço da uva não alterou a IMS


Diminuiu a emissão de CH4

Peletizado Ensilado
 Reduziu a população de bactérias  Não alterou a população de
metanogênicas
EMISSÃO DE
bactérias metanogênicas
Deprimiu a produção de gordura METANO
no  Não afetou a produção de gordura
leite no leite
Aumentou a produção de leite  Diminuiu a produção de leite

Vacas final da lactação


Novas Pesquisas:
Utilização de coprodutos agroindustriais na alimentação de
animais de produção: avaliação nutricional, reprodutiva,
zootécnica, clínica e ambiental
Objetivos:
•Determinar a composição nutricional dos coprodutos da vinificação
•Avaliar o percentual de digestibilidade dos coprodutos nas dietas para
ruminantes
•Determinar o nível ótimo de inclusão dos coprodutos nas dietas
•Caracterizar o impacto do uso dos coprodutos no perfil de ácidos graxos do leite
•Avaliar a relação econômica em substituição a alimentos energéticos e proteicos
• Estimar a produção de metano
Coprodutos
UTILIZAÇÃO DE COPRODUTOS ORIUNDOS DA VITIVINIFICAÇÃO NA
ALIMENTAÇÃO ANIMAL: ENSAIO DE PROCESSAMENTO

Objetivos:
 Avaliar a qualidade nutricional dos coprodutos após processo de
biodigestão anaeróbica;

 Avaliar o comportamento de consumo do produto final em ovinos e vacas


leiteiras
Coprodutos

Com: Com:
T2 Bagaço de uva T3

Com: + Com:
T4 T4
Casca
Umidade Umidade de
150 mL
arroz
Água Sem:
Sem: OU
T1 T1
Casca de arroz
Sem: Sem:
T3 T2
Coprodutos

Metodologia

 Aferições diárias (3x) de temperatura e pH


 No 7º e 14º dia: coleta para a análise bromatológica e verificar a
aceitação e consumo do produto para ovinos na forma in natura e moída
seca (pó) e para bovinos leiteiros na forma moída seca (pó).
Coprodutos
Metodologia e Resultados Preliminares
Teste de consumo: Ovinos
 in natura:
 Estimativa de consumo dos tratamentos
puros
 Após 1 hora do fornecimento: consumo
de aproximadamente 10%
 Amostras moídas e secas (pó):
 Após 12h : consumo aproximado de 10%
(ovinos)
 Consumo de 80 % vacas leiteiras
Coprodutos - publicações
Obrigada pela atenção!

flaplucani@yahoo.com.br
halfenzootecnista@gmail.com

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