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Medicamentos Psicotrópicos

Foi reportado um aumento de 74% no consumo de


antidepressivos. Este dado faz todo sentido
considerando que o nosso país é o mais deprimido
da América Latina, segundo a Organização Mundial
da Saúde (OMS).
Por conseguinte, as pessoas passaram a ingerir
mais medicamentos para tratar a desordem de
químicos no cérebro provocada pela depressão.
Porém, esta não é a única doença psicológica que
merece a nossa atenção. Ansiedade, síndrome do
pânico, agorafobia, transtorno obsessivo compulsivo,
transtorno de estresse pós-traumático, entre outros,
também são tratados com remédios específicos.
Os medicamentos psiquiátricos, psicofármacos ou
psicotrópicos são grupos de substâncias químicas
que trabalham no sistema nervoso central. Por
afetarem os processos mentais, alteram a
percepção, emoções e comportamentos dos
pacientes. 
A escolha do medicamento leva em consideração
uma variedade de fatores particulares, como história
pessoal do paciente, idade, patologias físicas,
histórico de doenças e resposta a usos anteriores.

Medicamentos Psicotrópicos e indicações

Fluoxetina: É  um dos medicamentos mais


utilizados para o tratamento
da depressão, ansiedade, síndrome do
pânico, bulimia, disforia e outros. Ele aumenta os
níveis de serotonina, o neurotransmissor
responsável pela regulagem do humor, bem-estar,
sono, apetite, entre outras funções. É ideal para
transtornos que causam o desequilíbrio na produção
de serotonina. 

Escitalopram: Indicado para pacientes depressivos


e ansiosos, além dos que apresentam síndrome do
pânico, transtorno obsessivo compulsivo e
transtorno de ansiedade social, é um dos
medicamentos mais recomendados pelos médicos.
O escitalopram corrige as concentrações danosas
de neurotransmissores no cérebro, aumentando os
níveis de serotonina entre os neurônios. Combate os
sintomas da depressão aguda mais rápido do que
outros medicamentos.

Clozapina: Usado na redução do risco de


comportamento suicida em pacientes com
esquizofrenia ou transtorno esquizo afetivo. É
recomendado quando há reincidência da tentativa
de suicídio e funciona como bloqueador do receptor
D4, ou receptor de dopamina, no cérebro.

Amissulprida: A amissulprida atua rapidamente no


organismo, melhorando tanto os sintomas positivos,
associados aos comportamentos psicóticos
incomuns em pessoas saudáveis, como alucinações,
delírios e perturbações do pensamento; quanto aos
sintomas negativos, caracterizados pela interrupção
de emoções e comportamentos normais, como
redução da fala, do afeto e do prazer pela vida. A
ação terapêutica possui dois picos: um efeito uma
hora após a ingestão e o segundo, entre 3 a 4 horas.
Quetiapina: A quetiapina é um antipsicótico atípico.
É usada para tratar insônia, esquizofrenia, quadros
de depressão e ansiedade (como um
potencializador), transtorno bipolar. A quetiapina age
de forma diferente em cada região do cérebro. Nas
áreas centrais, ela bloqueia a dopamina, assim,
diminui sintomas de insônia, irritabilidade, ansiedade
e controla também o impulso.

Risperidona: Este antipsicótico trata esquizofrenia,


transtorno de estresse pós-traumático, transtorno
bipolar e irritabilidade associada com o autismo. Sua
ingestão pode ser tanta pela via oral quanto injetada
no músculo. Atua também em distúrbios que causam
agressividade, desconfiança e isolamento social. O
tempo de ação dela é após 1 hora da ingestão.

Diazepam: é indicado para alívio sintomático da


ansiedade, tensão e outras queixas somáticas ou
psicológicas associadas com a síndrome da
ansiedade. Pode também ser útil como coadjuvante
no tratamento da ansiedade ou agitação associada a
desordens psiquiátricas.
Valproato: Usado no transtorno bipolar, serve para
prevenir episódios de mania (euforia) e de
depressão, do que decorre o fato de ser um
estabilizador de humor, aplicado muitas vezes
quando o lítio não pode ser utilizado

Atomoxetina: é um agente neurotônico, indicado


exclusivamente para o tratamento de TDAH. Apesar
de classificar-se como antidepressivo, não tem
efeitos clínicos estudados e aprovados para este
propósito

Paroxetina: ou cloridrato de paroxetina é
um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos
da recaptação da serotonina (ISRS). É usado no
tratamento de transtorno depressivo
maior, transtorno obsessivo-compulsivo, ansiedade
social, síndrome do pânico, transtorno de estresse
pós-traumático, transtorno de ansiedade
generalizada, e perturbação disfórica pré-menstrual.

Cuidados da Enfermagem com caixa de


medicamentos psicotrópicos em ambiente
hospitalar

Manter sempre em uma gaveta com chave em


posse de Enfermeiro, realizar dupla checagem com
enfermeiro e prescrição médica antes de administrar
o medicamento, prestar atenção em data de
validade.