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RESENHA CRÍTICA

A participação em comunidades sociais no processo de aprendizagem sobre a prática


pedagógica com Modelagem Matemática. Bárbara Cândido Braz.

A exposição acerca da temática inicia-se a partir da formação de professores e a


participação de comunidades sociais icônicas como o manifesto dos pioneiros da Escola
Nova, em 1932, onde, no documento por eles assinado, já era citado o incentivo a
comunidades de prática, denominadas de “unidades de formação” ou “unidades de
espírito”. A busca por um estreitar das relações entre as formações fez surgir alguns
programas de incentivo e participação docente na área educacional, segundo a
pesquisadora, essas ações são importantes para o estabelecimento dos vínculos sociais,
econômicas e formativas entre os indivíduos.

Para desempenhar o papel sociocultural, segundo a pesquisadora, houve a


necessidade de buscar aporte na Teoria Social da Aprendizagem. Tal teoria segundo a
pesquisadora busca a partilha das compreensões sobre a prática e a significância delas
em sua vida ou comunidade. É tecido ressalvas a distinção entre comunidades sociais e
comunidades de prática. Em sua visão, amparada por referenciais, a comunidade de
prática possui um domínio, é esse domínio o ponto central que une e engaja seus
participantes, e prática como uma fonte de aprendizagem, permanecendo-se como
comunidade de prática enquanto perdurar o interesse comum entre eles.

Na perspectiva apresentada pela pesquisadora, sujeitos estão inseridos em


diferentes comunidades simultaneamente, há conflitos em ambas, assim na Educação,
destaca-se comunidades de prática de professores da Educação Básica, de professores
formadores e de futuros professores em formação inicial, cada qual com conflitos
diferentes em suas comunidades entretanto que permitem a junção e solução desses
conflitos tendo um mesmo domínio. Assim, foi apresentado enfoque em sua pesquisa de
doutorado, que teve por domínio a Modelagem Matemática na participação desses
grupos de sujeitos objetivando investigar a aprendizagem dentro dessa comunidade e a
influência das experiências na aprendizagem. Como resultados, os participantes
reificarão as formas de se propor atividades de modelagem, a organização dos
ambientes numa atividade de modelagem e o papel do professor e dos alunos, essa ação
reificante se deu por conta das experiências em negociações acerca do processo de
modelagem, da organização das aulas durantes as participações na comunidade, das
atividades nela desenvolvidas e da observação dos professores formadores na
comunidade.

A exposição apresentou ideias claras e concisas do que vem a se configurar


como comunidade social e comunidades de práticas, mostrou a pluralidade entre os
participantes dessas comunidades como um ponto interessante para a promoção da
discussão e exposição dos conflitos e interesses. Evidenciou a polivalência dos sujeitos
que transitam como membros de distintas comunidades simultâneas que possibilitam
uma junção entre elas formando assim uma constelação de comunidades. Assim, a
pesquisadora deixa claro que, as comunidades de práticas não são continuas, elas
perduram enquanto houver interesse de seus membros. A pesquisadora continua a
investigar e ser membro de distintas comunidades práticas, na formação inicial,
formação de professores formadores e de professores da Educação Básica, entretanto
sem o objetivo de investigar a aprendizagem entre elas de forma conjunto, mas sim
mantendo a investigação individualmente. A temática aborda é recomenda a todos
aqueles que se reconhecem ou queiram se reconhecer com membros de comunidades
sociais e de práticas, se aprofundar na temática e assim desempenhar a aprendizagem
em diversas áreas.

Fernando F. Pereira
Seminários II – as perspectivas de pesquisa em Ensino de Ciências e a Matemática
Doutorado em Educação para a Ciência e a Matemática – PCM
Universidade Estadual do Paraná - UEM