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H6

Monitorar e Executar
Atividades de Manutenção de
Computadores

Instituto Estadual de Educação Prof. Isaías


Curso Técnico em Informática

Prof.ª Mariani Aquino Nunes


Conteúdo
1. SISTEMAS DE NUMERAÇÃO3
1.1.1. Sistemas de numeração utilizados na Informática3

2. BASES NUMÉRICAS E SUAS CONVERSÕES4


2.1. BINÁRIOS4
2.1.1. Binários em decimais4
2.1.2. Decimais em binários4
2.2. OCTAL5
2.2.1. Conversão de decimal para Octal5
2.2.2. Conversão de Octal para decimal6
2.2.3. Conversão de Octal para binário6
2.2.4. Conversão de binário para octal6
2.3. HEXADECIMAL7
2.3.1. Decimais em Hexadecimal7
2.3.2. Hexadecimal em Decimal7
2.3.3. Hexadecimal em Binário8
2.3.4. Binário em Hexadecimal8

3. ÁLGEBRA BOOLEANA9
3.1. OPERAÇÕES BÁSICAS DA ÁLGEBRA BOOLEANA9
3.1.1. OPERAÇÃO “OU/OR” (Adição Lógica)9
3.1.2. OPERAÇÃO “E/AND” (Multiplicação Lógica)9
3.1.3. OPERAÇÃO “NÃO/NOT” (Complementação, Negação ou Inversão)10
3.2. AVALIAÇÃO DAS EXPRESSÕES BOOLEANAS10

4. PORTAS LÓGICAS11
4.1. PORTA NOT (NÃO)11
4.2. PORTA AND (E)12
4.3. PORTA OR (OU)12
4.4. EXEMPLO CIRCUITO LÓGICO12
4.5. SIMPLIFICAÇÃO DAS EXPRESSÕES BOOLEANAS13
4.6. DERIVAÇÃO DAS EXPRESSÕES BOOLEANAS13
4.7. EXERCÍCIOS14
1. Sistemas de Numeração
Um sistema de numeração, (ou sistema numeral) é um sistema em que um conjunto de números são
representados por numerais de uma forma consistente. Pode ser visto como o contexto que permite ao
numeral "11" ser interpretado como o numeral romano para dois, o numeral binário para três ou o numeral
decimal para onze.
Em condições ideais, um sistema de numeração deve:
Representar uma grande quantidade de números úteis (ex.: todos os números inteiros, ou todos os
números reais);
Dar a cada número representado uma única descrição (ou pelo menos uma representação padrão);
Refletir as estruturas algébricas e aritméticas dos números.
Iniciando no mundo da informática ou já seja um profissional respeitado neste ramo, uma das
primeiras informações que você ouve falar é que os computadores trabalham com números binários,
popularmente chamados de 0 e de 1. A maioria das pessoas costuma dizer, simplesmente, que o 0 significa
ausência de energia e o 1, presença de energia. Mas será que isso é realmente verdade?
Com toda a base matemática de que precisamos, podemos tratar dos sistemas de numeração em si.
Um sistema de numeração nada mais é do que um sistema onde um conjunto de números é representado
por numerais de forma consistente.
Atualmente, nós utilizamos um sistema de numeração decimal, isto é, de base 10, que é dito
posicional, ou seja, cada algarismo, além de seu valor, possui um peso dado através da posição que ocupa.
Desta forma, embora os números 518 e 851 sejam compostos pelos mesmos algarismos, sabemos que eles
representam quantidades diferentes.
A princípio, a base do sistema de numeração pode ser um número qualquer. Os babilônios antigos
usavam um sistema de base 60 cujos vestígios encontramos ainda hoje na medição de ângulos e nos relógios,
por exemplo. Quando a base do sistema é menor ou igual a 10, utilizamos os algarismos indo arábicos para
representar os numerais; quando é maior, devemos utilizar outros símbolos, geralmente letras do alfabeto
latino.

1.1.1. Sistemas de numeração utilizados na Informática


Os sistemas de numeração mais utilizados na informática são:
Base 2: também conhecido como sistema binário. É um sistema posicional composto pelos numerais
0 e 1 e, além da Informática, é utilizado na Eletrônica Digital na implementação de circuitos de portas lógicas.
Uma de suas primeiras aplicações na informática surgiu quando da utilização de cartões perfurados para
representar informações e programas.
Base 8: o sistema octal também é um sistema posicional e foi utilizado na Informática como
alternativa ao sistema binário. É composto pelos numerais 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.
Base 16: o sistema hexadecimal é, talvez, um dos mais conhecidos da atualidade. É composto de 16
algarismos, representados por 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E e F. Trabalha-se com ele como qualquer
outro sistema, mas deve-se prestar atenção ao valor dos caracteres alfabético na hora de fazer operações e
conversões. É atualmente a maior alternativa ao sistema binário por ser extremamente compacto e é
utilizado para representar portas, interrupções e endereços de memória.
2. Bases Numéricas e suas Conversões
2.1. Binários
O sistema binário ou base 2, é um sistema de numeração posicional em que todas as quantidades se
representam com base em dois números, com o que se dispõe das cifras: zero e um (0 e 1 , sim e não, falso
e verdadeiro, tudo ou nada, 1 ou 0, ligado e desligado).
Os computadores digitais trabalham internamente com dois níveis de tensão, pelo que o seu sistema
de numeração natural é o sistema binário (aceso, apagado). Com efeito, num sistema simples como este é
possível simplificar o cálculo, com o auxílio da lógica booleana. Em computação, chama-se um dígito binário
(0 ou 1) de bit, que vem do inglês Binary Digit.
Apesar das tentativas de utilizar-se outros sistemas de numeração mais compactos para substituir o
sistema binário, é este que forma a "linguagem" dos computadores. Tudo, desde números, cores, palavras,
textos e imagens é tratado pelo sistema operacional nesta base de numeração. No exemplo mais simples, se
você fizer uma soma na calculadora de seu sistema operacional, ele irá converter os valores para sua
representação base 2, realizará a operação e converterá, novamente, o resultado para a base decimal.

2.1.1. Binários em decimais

Dado um número N, binário, para expressá-lo em decimal, deve-se escrever cada número que o
compõe (bit), multiplicado pela base do sistema (base = 2), elevado à posição que ocupa. Exemplo:

( 1 0 1 1 )2
3 | 2 | 1 | 0 Posição do bit

1 × 23 + 0 × 22 + 1 × 21 + 1 × 20
8 + 0 + 2 + 1 = 11

Portanto, (1011)2 é igual a 11 em decimal

2.1.2. Decimais em binários


Dado um número decimal inteiro, para convertê-lo em binário, basta dividi-lo sucessivamente por 2,
anotando o resto da divisão inteira:
2.2. Octal
Sistema Octal é um sistema de numeração cuja base é 8, ou seja, utiliza 8 símbolos para a
representação de quantidade. No ocidente, estes símbolos são os algarismos arábicos:

01234567

O octal foi muito utilizado em informática como uma alternativa mais compacta ao binário na
programação em linguagem de máquina. Hoje, o sistema hexadecimal é mais utilizado como alternativa ao
binário.
Binário Octal
000 0
001 1
010 2
011 3
100 4
101 5
110 6
111 7

2.2.1. Conversão de decimal para Octal


Dado um número decimal inteiro, para convertê-lo em octal, basta dividi-lo sucessivamente por 8,
anotando o resto da divisão inteira:
2.2.2. Conversão de Octal para decimal
Utiliza-se o mesmo conceito da primeira transformação da base binária, observando que agora
a base do sistema é 8.
Converter (627)8 para a base decimal

( 6 2 7 )8
2 | 1 | 0 Posição do bit

6 × 82 + 2 × 81 + 7 × 80
384 + 16 + 7 = 407

2.2.3. Conversão de Octal para binário


Para fazer a conversão, basta converter cada número, em separado, da base octal para a base binária.
( Para transformar os bits em binário, consulte o tópico 2.1.2 na apostila).
(2 5 7 )8
(010 101 111) 2

2.2.4. Conversão de binário para octal


Para fazer a conversão, basta dividir o número binário dado em grupos de 3 bits, contando da direita
para a esquerda.
(010 101 111)2
2 5 7 Divide a cada 3 bits e transforma separadamente para decimal.
Para transformar os bits em decimal consulte o tópico 2.1.1 na
apostila
2.3. Hexadecimal
O sistema hexadecimal é um sistema de numeração vinculado à informática, já que os computadores
interpretam as linguagens de programação em bytes, que são compostos de oito dígitos. À medida que os
computadores e os programas aumentam a sua capacidade de processamento, funcionam com múltiplos
de oito, como 16 ou 32. Por este motivo, o sistema hexadecimal, de 16 dígitos, é um standard na
informática.
Como o nosso sistema de numeração só dispõe de dez dígitos, devemos incluir seis letras para
completar o sistema.
Algarismos do sistema hexadecimal:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, A, B, C, D, E e F;

2.3.1. Decimais em Hexadecimal


Dado um número decimal inteiro, para convertê-lo em hexadecimal, basta dividi-lo sucessivamente
por 16, anotando o resto da divisão inteira:

2.3.2. Hexadecimal em Decimal


Utiliza-se o mesmo conceito da primeira transformação da base binária, observando que agora a
base do sistema é 16.
Converter (CF80)16 para a base decimal

( C F 8 0 ) 16
3 | 2 | 1 | 0 Posição do bit

C × 163 + F × 162 + 8 × 161 + 0 x 160


Não esquecendo de transformar as letras em números... ( A=10, B=11, C=12, D=13, E=14, F=15)

12 × 163 + 15 × 162 + 8 × 161 + 0 x 160


49152 + 3840 + 128 + 0 = 53120

2.3.3. Hexadecimal em Binário

Para converter um número hexadecimal em um número binário, transformam-se separadamente


cada bit que compõe o número hexadecimal. Por exemplo, para converter ABCD em um número binário:
(Para transformar os bits em binário, consulte o tópico 2.1.2 na apostila).

Hexadecimal A B C D
Binário 1010 1011 1100 1101

2.3.4. Binário em Hexadecimal


Para fazer a conversão, basta dividir o número binário dado em grupos de 4 bits, contando da direita
para a esquerda.
(0010 1100 1010)2
2 12 10 Divide a cada 4 bits e transforma separadamente para decimal.
Para transformar os bits em decimal consulte o tópico 2.1.1 na
apostila
0010 1100 1010
Hexadecimal 2 C A
3. Álgebra Booleana
Uma álgebra Booleana pode ser definida com um conjunto de operadores e um conjunto de axiomas,
que são assumidos verdadeiros sem necessidade de prova. Em 1854, George Boole introduziu o formalismo
que até hoje se usa para o tratamento sistemático da lógica, que é a chamada Álgebra Booleana. Em 1938,
C. E. Shannon aplicou esta álgebra para mostrar que as propriedades de circuitos elétricos de chaveamento
podem ser representadas por uma álgebra Booleana com dois valores. Diferentemente da álgebra ordinária
dos reais, onde as variáveis podem assumir valores no intervalo (-∞;+∞), as variáveis Booleanas só podem
assumir um número finito de valores. Em particular, na álgebra Booleana de dois valores, cada variável pode
assumir um dentre dois valores possíveis, os quais podem ser denotados por [F,V] (falso ou verdadeiro), [H,L]
(high and low) ou ainda [0,1].
Como o número de valores que cada variável pode assumir é finito (e pequeno), o número de estados
que uma função Booleana pode assumir também será finito, o que significa que podemos descrever
completamente as funções Booleanas utilizando tabelas. Devido a este fato, uma tabela que descreva uma
função Booleana recebe o nome de tabela verdade, e nela são listadas todas as combinações de valores que
as variáveis de entrada podem assumir e os correspondentes valores da função (saídas).

3.1. Operações básicas da Álgebra Booleana

3.1.1. OPERAÇÃO “OU/OR” (Adição Lógica)


Uma definição para a operação OU, que também é denominada adição lógica, é:
“A operação OU resulta 1 se pelo menos uma das variáveis de entrada vale 1”.
Um símbolo possível para representar a operação OU é “+”, tal como o símbolo da adição algébrica (dos
reais). Porém, como estamos trabalhando com variáveis Booleanas, sabemos que não se trata da adição
algébrica, mas sim da adição lógica. Outro símbolo também encontrado na bibliografia é “˅”.
X Y X+Y
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1

3.1.2. OPERAÇÃO “E/AND” (Multiplicação Lógica)


A operação E, ou multiplicação lógica, pode ser definida da seguinte forma:
“A operação E resulta 0 se pelo menos uma das variáveis de entrada vale 0”.
O símbolo usualmente utilizado na operação E é “×”, porém outra notação possível é “˄”. Podemos,
também, listar as possibilidades de combinações entre dois valores Booleanos e os respectivos resultados,
para a operação E:
X Y .
X Y
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1

3.1.3. OPERAÇÃO “NÃO/NOT” (Complementação, Negação ou Inversão)


A operação complementação dispensa uma definição. É a operação cujo resultado é simplesmente
o valor complementar ao que a variável apresenta. Também devido ao fato de uma variável Booleana poder
assumir um entre somente dois valores, o valor complementar será 1 se a variável vale 0 e será 0 se a variável
vale 1.
Os símbolos utilizados para representar a operação complementação sobre uma variável Booleana A são A,
~A e A' (lê-se A negado).
Y ~Y
0 1
1 0

3.2. Avaliação das Expressões Booleanas


Dada a equação que descreve uma função Booleana qualquer, deseja-se saber detalhadamente como
esta função se comporta para qualquer combinação das variáveis de entrada. O comportamento de uma
função é descrito pela sua tabela verdade e este problema é conhecido como avaliação da função ou da
expressão que descreve a função considerada. Em suma, deseja-se achar a tabela verdade para a função
Booleana.
Uma tabela verdade consiste basicamente de um conjunto de colunas, nas quais são listadas todas as
combinações possíveis entre as variáveis de entrada (à esquerda) e o resultado da função (à direita).
Também, pode-se criar colunas intermediárias, onde são listados os resultados de subexpressões contidas
na expressão principal. Isto normalmente facilita a avaliação, principalmente no caso de equações muito
complexas e/ou contendo muitas variáveis.
Quando numa mesma equação Booleana aparecem operações E e OU, é necessário seguir a ordem de
precedência. Tal como na álgebra dos reais, a multiplicação (lógica) tem precedência sobre a adição (lógica).
Além disso, expressões entre parêntesis têm precedência sobre operadores E e OU que estejam no mesmo
nível. Quanto à complementação, esta deve ser avaliada tão logo seja possível.
O número de combinações que as variáveis de entrada podem assumir pode ser calculado por 2n, onde
n é o número de variáveis de entrada. O procedimento para a criação da tabela verdade a partir de uma
equação Booleana é:
1. Criar colunas para as variáveis de entrada e listar todas as combinações possíveis, utilizando a
fórmula no de combinações = 2n (onde n é o número de variáveis de entrada);
2. Criar uma coluna para cada variável de entrada que apareça complementada na equação e anotar
os valores resultantes;
3. Avaliar a equação seguindo a ordem de precedência, a partir do nível de parênteses mais internos:
1º multiplicação lógica
2º adição lógica
Tomemos como exemplo a expressão W= X + Y * ~Z . A variável W representa a função Booleana
propriamente dita. Esta variável depende das variáveis que estão à direita do sinal =, ou seja, depende de X,
Y e Z. Logo, são 3 as variáveis de entrada. O total de combinações entre 3 variáveis será 23=8. Então, a tabela
verdade para W deverá ter 3 colunas à esquerda e 8 linhas. Seguindo o procedimento dado acima, cria-se
uma coluna, na qual listam-se os valores para ~Z. Após, inicia-se a avaliação propriamente dita, a partir do
nível mais interno de parênteses. Como não há parênteses na expressão, resolvem-se as subexpressões que
envolvem a operação E. No caso em questão, há somente uma tal subexpressão. Então, cria-se uma coluna
para Y * ~Z , na qual anotam-se os resultados para este produto. Finalmente, utilizam-se os resultados de X
+ Y * ~Z , listados na coluna anterior, para operar o OU com a variável X.

LINHA X Y Z ~Z Y . ~Z W = X + Y . ~Z
0 0 0 0
1 0 0 1
2 0 1 0
3 0 1 1
4 1 0 0
5 1 0 1
6 1 1 0
7 1 1 1

4. Portas Lógicas
Já vimos que uma função Booleana pode ser representada por uma equação ou detalhada pela sua
tabela verdade. Mas uma função Booleana também pode ser representada de forma gráfica, onde cada
operador está associado a um símbolo específico, permitindo o imediato reconhecimento visual. Tais
símbolos são conhecidos por portas lógicas.
Na realidade, mais do que símbolos de operadores lógicos, as portas lógicas representam recursos
físicos, isto é, circuitos eletrônicos, capazes de realizar as operações lógicas. Na eletrônica que trabalha com
somente dois estados, a qual é denominada eletrônica digital, o nível lógico 0 normalmente está associado à
ausência de tensão (0 volt) enquanto o nível lógico 1, à presença de tensão (a qual geralmente é 5 volts).
Nesta disciplina, nos limitaremos ao mundo da álgebra Booleana, admitindo que as portas lógicas
representam também circuitos eletrônicos que, de alguma maneira, realizam as funções Booleanas
simbolizadas. Então, ao conjunto de portas lógicas e respectivas conexões que simbolizamuma equação
Booleana, denominaremos circuito lógico.

4.1. PORTA NOT (NÃO)


A porta NOT inverte o sinal de entrada (executa a NEGAÇÃO do sinal de entrada), ou seja, se o sinal
de entrada for 0 ela produz uma saída 1, se a entrada for 1 ela produz uma saída 0.
4.2. PORTA AND (E)
A porta AND combina dois ou mais sinais de entrada de forma equivalente a um circuito em série,
para produzir um único sinal de saída, ou seja, ela produz uma saída 1, se todos os sinais de entrada forem ;
caso qualquer um dos sinais de entrada for 0, a porta AND produzirá um sinal de saída igual a zero.

4.3. PORTA OR (OU)


A porta OR combina dois ou mais sinais de entrada de forma equivalente a um circuito em paralelo,
para produzir um único sinal de saída, ou seja, ela produz uma saída 1, se qualquer um dos sinais de entrada
for igual a 1; a porta OR produzirá um sinal de saída igual a zero apenas se todos os sinais de entrada forem
0.

4.4. EXEMPLO CIRCUITO LÓGICO


O circuito lógico é composto das portas lógicas relacionadas às operações que são realizadas sobre
as variáveis de entrada. Os resultados das operações são conduzidos por fios, os quais, no desenho, são
representados por linhas simples. Os passos a serem seguidos para se realizar o desenho do circuito lógico a
partir de uma equação são praticamente os mesmos usados na avaliação da expressão. Tomemos como
exemplo a equação, avaliada na seção anterior. Inicialmente, identificamos as variáveis independentes, que
no caso são X, Y e Z. Para cada uma destas, traçamos uma linha (da esquerda para a direita), representando
os fios que conduzem os valores. Feito isto, deve-se seguir desenhando as portas necessárias para
representar cada uma das subexpressões, na mesma ordem tomada para a avaliação, ou seja:
1º parêntesis (dos mais internos para os mais externos);
2º operações E;
3º operações OU;
A figura a seguir mostra o circuito lógico para a equação WX Y*Z.
4.5. Simplificação das expressões booleanas

Regras da Álgebra booleana

Regra 1= X+0 = X Regra 11= XY = YX


Regra 12= X+(Y+Z) = (Y+X)+Z
.
Regra 2= X 1 = X
Regra 13= X(YZ) =(XY)Z
Regra 3= X+~X = 1
Regra 14= X(Y+Z) = YX+ZX
.
Regra 4= X ~X = 0
Regra 15= X+YZ = (X+Y) (X+Z).
Regra 5= X+X = X
Regra 16= ~(X+Y) = ~Y ~X.
.
Regra 6= X X = X
Regra 17= ~(XY) = ~Y+~X
Regra 7= X +1 = 1
Regra 18= X+XY =X
.
Regra 8= X 0 = 0 Regra 19= X+~XY = Y+X
Regra 9= ~~X = X Regra20= (W+X).(Y+Z) = WY+XY+WZ+XZ
Regra 10= X+Y = Y+ X

Simplificando a expressão:
CBA + C~BA + B~A + CB~A
CA(B+~B) regra 14 + B~A(1+C) regra 14
CA(1) regra3 + B~A(1) regra7
CA + B~A regra 1 nas duas acima

Exemplo 2:
ABC + B~C + ~AC + AC~B + ~C

4.6. Derivação das expressões booleanas


Dada uma função Booleana, descrita por sua tabela verdade, derivar uma expressão Booleana para
esta função é encontrar uma equação que a descreva. Logo, a derivação de expressões Booleanas é o
problema inverso da avaliação de uma expressão Booleana, descrito na seção 2.2
Há basicamente duas maneiras de se definir (ou descrever) uma função Booleana: descrevendo-se todas as
situações das variáveis de entrada para as quais a função vale 1 ou, alternativamente, todas as situações em
que a função vale 0. O primeiro método é conhecido por soma de produtos (SdP), enquanto que o segundo
é chamado produto de somas (PdS). Qualquer função Booleana pode ser descrita por meio de soma de
produtos ou por meio de produto de somas. Como as funções Booleanas só podem assumir um dentre dois
valores (0 ou 1), basta usar-se um dos dois métodos para se encontrar uma equação para uma função.
A seguir, é detalhado o método de derivação através da soma de produtos.
Dada uma função Booleana de n variáveis (ou seja, n entradas), haverá 2n combinações possíveis de
valores. Dizemos que esse conjunto de valores que as variáveis podem assumir, juntamente com os
respectivos valores da função, constituem o espaço da função. A cada combinação de entradas podemos
associar um termo produto, no qual todas as variáveis da função estão presentes, e que é construído da
seguinte forma: se a variável correspondente vale 0, ela deve aparecer negada; se a variável vale 1, ela deve
aparecer não negada. A tabela a seguir lista os termos produto associados a cada combinação de entradas
para uma função Booleana de três variáveis (A, B e C, por exemplo).

Exemplo: encontrar a equação em soma de produtos (SdP) para a função F, descrita pela seguinte tabela
verdade:

4.7. EXERCÍCIOS
Seguindo o exemplo abaixo, resolva os exercícios a seguir, utilizando todos os conceitos utilizados
durante o desenvolvimento da disciplina:
Exemplo 1: Construa a tabela verdade, retire a expressão, simplifique-a e desenhe o circuito lógico
para a seguinte proposição:
a) 3 variáveis ( X, Y, Z) e Σ(2,4,5,6,7);