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Pare de nos filmar (2020)

Alexandre Fernandes
15.03.2021

1. Pare de nos filmar (2020); República Democrática do Congo / Países Baixos;


Joris Postema, diretor; metalinguagem / crítica sobre exercício de filmar a África
e os africanos; quem pode (nos) filmar?;
2. jovens em Goma, na República Democrática do Congo; resistência a relatos
sobre sua cidade, imagens estereotipadas (guerra, violência, doenças, miséria)
-resultado de anos de dominação ocidental; que causam imagens estereotipadas
(frustração e danos);
3. construção de imagens;
4. cineasta ocidental pode captar algo da realidade da República Democrática do
Congo?
5. Joris Postema faz essas perguntas a jovens artistas em Goma; interpelação;
confissão;
6. reflexão crítica sobre o imaginário ocidental;
7. documentário sobre a (des) construção de preconceitos.
8. influência do imaginário colonial na produção de filmes;
9. imagem negativa que ONGs e anunciantes disseminam sobre a África;
10. diferentes olhares; perspectivas diversas;
11. 250 Ong na cidade; (cruzar com filme brasileiro sobre ong);
12. Narrativas confirmam Gana como lugar de conflito e violência (tela rodando
imagens google / nordeste do Congo);
13. Eu como cineasta ocidental posso fazer esse filme?
14. O que este homem branco está fazendo? (perguntam as pessoas); Por que está
tirando nossas fotos? (dinheiro / leva e não deixa nada em troca – para Mugabo,
artista negro de Goma);
15. Imagens / Documentário / segue artista de Goma que tira fotos (metalinguagem,
enquadratura);
16. Mugabo é abordado por oficial da inteligência / Que diz “só para você” que é da
inteligência secreta, enquanto está sendo filmado; não consegue que Mugabo
apague as fotos; ele fala de liberdade de expressão;
17. Mugabo: imagens produzidas pelos ocidentais reforçavam estereótipos e
negatividade; tratavam de guerra; não se reconhece nas imagens do ocidente;
18. Yole África: The art of empowering youth (portão do Yole) – A arte de
empoderar jovens / empoderando?; Centro cultural
19. Problemas de financiamento para se fazer filme (10 mil dólares);
20. Filme – relação colonial sobre Bélgica e Congo;
21. História contada a partir do olhar do negro: colonizador proibiu ritos; percepção
afetada pelo trauma do colonialismo;
22. Cineasta Wendy Bashim é inspiração;
23. Neocolonialismo não como conceito, como realidade;
24. I am not african bcz I was born in afrika but bcz Afrika was born in me;
25. Congo – terra de Lumumba; doc apresenta manifestação de 2017 de Mugabo
Baritegera; líderes congoleses corruptos; belgas foram embora / congoleses
prosseguem sendo cúmplices de massacres;
26. Diretor e Wiro: fizemos algo colonialista? / Posição em que estão sentados na
mesa / dar biscoito e dinheiro para crianças nas ruas / olhar para o dia a dia – que
imagens ações reforçam? / Dinheiro poderia ter sido repassado a TD Jack /
alimentar mentalidade de dependência /
27. Ebola; negacionismo; lucro com o ebola; Butembo Katwa – fogo; Brancos
ganhando dinheiro com doença; venda de órgãos; / pq atacar hospitais? /
28. 31 min foto / mentalidade de Ong / Ley – fotógrafa negra – refugiados,
desabrigados; forma mecánica, produção de cena; UNHCR; foto clichê de
refugiados;
29. Produção para a Netflix;
30. Kengo Major Donat ?
31. Próprio filme, ato de fazê-lo é questionado na narrativa;
32. Brancos chegam à Africa como se não tivessem nada a ver com passado, não
reconhecem privilégio e discurso do branco salvador;
33. Quem decide o que pode ser filmado? Níveis de poder;
34. Descolonização está na moda;
35. Neocolonismo; ir embora Onu e Ong;
36. Filme dentro do filme (Goma Balade) / produzido com celular / por Mugabo /
História de Nyembo, garoto de aproximadamente 10 anos (passa carro da Onu
em tomada na rua / ele adora patinar / sobre patinar, primeiro tive medo, depois
percebi que era uma bobagem, e lá vamos nós – som de atabaque de fundo,
garoto patina / Goma – há vida, mais do que a guerra, pessoas de várias partes
do mundo / feira na rua vai sendo mostrada enquanto garoto anda / casas
pobres / pessoas / Amo minha cidade / Lago e Vulcão /
37. Debate sobre o filme de Mugabo / Resistência das pessoas para a filmagem / O
congo é para os congoleses. Não para os estrangeiros – grita uma senhora /
Rapaz ameaça tacar pedra / Corte para um rapaz sendo chicoteado na rua – Está
sendo corrigido? / correção ou agressão? Chocado porque é ocidental / Td Jack
não está chocado / bater nas pessoas vem do Rei Leopoldo / bater nos africanos,
cortar-lhes as mãos / chicotear /
38. Garotos negros jogando tênis / mulher correndo em um campo /
39. Filme: Uma reflexão sobre a colonização / mostrar formas de colonialidade /
filmar 2nd arte em Bruxelas com equipe congolense;
40. Financiamento: Instituto Frances; produzir projeto; ser avaliado; objetivo do
instituto – promover língua francesa e desenvolver talentos locais; Bernardette e
Maurice conversam /
41. Conversa sobre chamar o outro de branquelo /
42. Ganza, Td, Giny?
43. Filme sobre a influencia do ocidente no congo
44. Empresa inglesa determina quem pode aparecer? / alguém em Londres decidirá
45. Gaãus a ser filmado /
46. Exposição de Mugabo / imagens lindas ao longo das filmagens /
47. Jovens congoleses questionam: qual o objetivo do filme? Decolonização do
espaço – pq exibir o filme num hotel? / Que imagem do Congo apresentar? /
avaliação do filme dentro do filme / “Esse filme não foi para nós” /
48. Não apresentar na Youle por conta da “luz” /
49. Quem decidiu fazer a exibição naquele lugar foi o “negro” /
50. Como um sábio disse: ninguém corta o galho no qual está sentando / Podemos
esperar que ele destrua o sistema ocidental? / Malcom X: Se quer passar pela
mesma porta que eles, deve aceitar que sempre estará atrás /
51. Pessoal, temos que lutar por nós mesmos;

Hall Lumumba
História do Lago Kivu – vacas nas profundezas do lago; 12 homens cantam;
união da vaca real e do touro do lago; brancos decretaram o fim desse ritual;
vacas, ovelhas e cabras não saem mais do lago;
Percepção de nós mesmos é atravessada pelo trauma colonial;

grupo crescente de jovens adultos na República Democrática do Congo está


resistindo ao relato unilateral ocidental de seu país: imagens estereotipadas de
guerra, violência e pobreza

Três jovens fotógrafos e cineastas congoleses querem capturar suas próprias


imagens de seu país para substituir aquelas imagens que não refletem a realidade
em que vivem.

Mugabo Baritegera
Bernadette Vivuya
Ley Uwemara

Ganza Buroko
TD Jack Muhindo
GaïUs Kowene
Juny Sikabwe

Joris Postema
Harmem Jalvingh (Escritores)
Fotografia: Wiro Felix

TD Jack Muhindo – Som

Ganza Buroko – produtor

Gaïus Kowene – Tradutor

Yolê!Africa –
Petna Ndaliko Katondolo
Christelle Kamori
Rachidi Libu
Gráce Mushayuma

Maurice Brouard – Instituto Frances de Goma

Cenas – Rumeus du lac(Wendy Bashi)

Goma Balade (Mugabo Baritegera)

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