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Curto Circuito Equilibrado em


Sistemas Radiais

Cálculo de Faltas
Prof. Nilo Rodrigues
INTERNAL

Representação em p.u.

• Um sistema elétrico de potência é formado pela interconexão de vários equipamentos com valores distintos de
potência e tensão.

• Mesmo para sistemas simples, como os radiais por exemplo, seria bastante trabalhoso utilizar os valores reais
das grandezas elétricas referenciadas ao nível de tensão onde se deseja analisar o comportamento da rede.

Note que a análise


deste sistema
simplificado seria
complexa se
fossem tomados
os valores reais
das grandezas
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Representação em p.u.

• Para eliminar este inconveniente representam-se as grandezas elétricas dos equipamentos em termos de um
valor percentual (%), ou valor por unidade (p.u.), de variáveis tomadas como base para cada segmento do sistema
elétrico de potência.

• Utilizando este artifício, elimina-se a necessidade de referenciar cada grandeza elétrica ao nível de tensão onde
se deseja analisar o comportamento da rede, além de conferir diversas outras vantagens quando se trabalha
com sistemas elétricos de maior complexidade.

• Vantagens:

A impedância em valor pu de um transformador é a mesma, independentemente do lado de


1 alta ou de baixa.
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Representação em p.u.

• Vantagens:
A impedância em valor pu de um transformador trifásico (ou banco de transformadores
monofásicos) independe do seu tipo de conexão. 2

O método pu independe dos níveis de tensão e deslocamento angular através de


3 transformadores, cujas tensões de base nos enrolamentos são proporcionais ao número de
espiras nos enrolamentos.

Fabricantes especificam a impedância dos equipamentos em pu ou %, considerando como


valores base os seus dados nominais (potência em kVA ou MVA e tensão em kV). 4

Os valores das impedâncias em pu de equipamentos de capacidades diferentes variam dentro


5 de uma faixa estreita, portanto, quando não se conhecem os valores reais de um
determinado equipamento, pode-se estimar os valores pu com uma boa aproximação.

É menor a possibilidade de se confundir as potências monofásica e trifásica, ou as tensões de


linha e de fase. 6
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Representação em p.u.

• Vantagens:
O método pu ou % é usado para simulação dos comportamentos em regime permanente e
7 transitório do sistema de potência em computadores digitais.

Nas análises de curtos-circuitos, a tensão da fonte pode ser considerada 1,0 pu. 8

• Relações Básicas do Sistema Trifásico:


Potência Aparente
para uma Ligação
Monofásica
Potência Aparente
para uma Ligação
Trifásica
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Representação em p.u.

• Relações Básicas do Sistema Trifásico:

 Para uma ligação em Estrela, também chamada Y (Wye):

 Para uma ligação em Triângulo, também chamada ∆ (Delta):


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Representação em p.u.

• Valores de Base:

 Os valores de base são grandezas escalares sobre os quais todas as grandezas elétricas do sistema de
potência serão referenciadas. Geralmente convenciona-se:

 Escolhendo a tensão e potência como valores de base, os valores de corrente e impedância são
determinados a partir das relações de um sistema trifásico:

 No sistema de potência, é comum utilizar as tensões nominais do sistema como as tensões de base e
100MVA como a potência de base.
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Representação em p.u.

• Exercício 1:

 Considerando o diagrama unifilar apresentando na figura a


seguir determine, em pu, o valor da corrente e tensão
aplicada sobre a carga.

Considere tensão e potência de base como 13,8kV e 100MVA.


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Representação em p.u.

• Mudança de Base:

 A impedância dos equipamentos em pu é obtida, portanto, a partir da impedância de base:

Impedância
em pu

 Os fabricantes especificam a impedância dos equipamentos em


pu, considerando como valores base os seus dados nominais
(dados de placa), que geralmente são diferentes dos valores de
base do sistema. Assim, para a análise do sistema de potência,
todas as impedâncias em pu deverão ser convertidas para uma base
comum:

Mudança
de Base
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Representação em p.u.

• Impedância em pu de Transformadores:

1. Na modelagem do circuito equivalente do transformador, em valores em pu, sua impedância é a


mesma independente do lado, seja para um transformador monofásico ou trifásico.

Impedância em pu do
primário (z1) e secundário (z2)

 A impedância de um transformador pode ser referenciada ao primário ou secundário a partir da relação


de espiras.
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Representação em p.u.

• Impedância em pu de Transformadores:

Se escolhermos as tensões de base dos segmentos primário e


secundário respeitando a relação de espiras do transformador:

 Sob estas condições e aplicando os valores de base nas impedâncias do transformador referenciadas ao
primário e secundário, verificamos o valor da impedância do transformador em pu é o mesmo
independente do lado.

2. Seja qual for o tipo de ligação do banco de transformadores monofásicos, a impedância em pu do


banco é igual a de cada um os transformadores monofásicos.
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Representação em p.u.

• Impedância em pu de Transformadores:

 Considerando um banco trifásico de transformadores monofásicos


ligados em ∆-Y, para cada transformador monofásico no primário:

 Considerando agora o lado ∆ do banco trifásico e sabendo que a


impedância por fase equivalente na configuração Y (adotada como
padrão para fins de cálculo) vale 1/3 do valor na configuração ∆:

 Sabendo que a potência trifásica do banco de transformadores é 3 vezes a potência monofásica de cada
transformador, verifica-se que a impedância em pu do banco trifásico ligado em ∆ é igual à impedância em
pu do transformador monofásico.
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Representação em p.u.

• Impedância em pu de Transformadores:

 Analisando agora a configuração em Y do secundário,


para cada transformador monofásico temos:

 Sabendo que a impedância de cada transformador monofásico, no lado do primário, pode ser
referenciada ao secundário pelo quadrado da relação de espiras, temos:

Como já vimos, a impedância em pu é a


mesma independente do lado, seja para um
transformador monofásico ou trifásico.

 Considerando agora o lado Y do banco trifásico e


sabendo que a tensão de base para o secundário
(tensão de linha) se relaciona com a tensão de fase pelo
fator 3, temos:
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Representação em p.u.

• Impedância em pu de Transformadores:

 Sabendo que a potência trifásica do banco de transformadores é 3 vezes a potência monofásica de cada
transformador, e que a impedância do primário pode ser referenciada ao secundário pelo quadrado da
relação de espiras, verifica-se que a impedância em pu do banco trifásico ligado em Y é igual à impedância
em pu do transformador monofásico.
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Representação em p.u.

• Exercício 2:

 Construa o diagrama de impedância, em p.u., do sistema abaixo utilizando como base as características
nominais do gerador síncrono G1.
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Representação em p.u.

• Exercício 3 (Trilha 02):

 Considere o diagrama unifilar de um sistema monofásico mostrado a


seguir, composto por um gerador G, um transformador elevador T1, uma
linha de transmissão LT, um transformador abaixador T2 e uma carga
puramente resistiva.

Os principais parâmetros dos equipamentos são dados abaixo:


• G: Gerador de 10MVA, 13,8kV;
• T1: Transformador monofásico de 10MVA, 13,8/138kV, impedância igual a j190,4Ω referia para AT;
• LT: Linha de Transmissão com impedância de j50Ω;
• T2: Transformador monofásico de 10MVA, 138/69kV, impedância igual a j38,152Ω referida para BT;
• Carga: Resistência monofásica de 450Ω;
• Condição de operação: a carga está sendo alimentada pelo transformador T2, com tensão Vc de módulo
igual a 66kV;

Para estas condições, determine a tensão Ve aplicada pelo gerador na entrada do sistema.
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Curto-Circuito Trifásico

• O curto-circuito trifásico ocorre quando há uma ruptura no isolamento das três fases
de um sistema. Nesta situação, admite-se que todos os condutores da rede são
solicitados de modo idêntico e conduzem o mesmo valor eficaz da corrente de curto, e
por isso é classificado como curto equilibrado ou simétrico.

• A perda do isolamento entre as três fases do sistema pode ocorrer de forma sólida (curto-circuito franco) ou por
meio de uma impedância de falta. Em qualquer uma das situações, a tensão no ponto curto-circuitado é nula e as
correntes de falta serão equilibradas.
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Curto-Circuito Trifásico

• Para analisar o fenômeno do curto-circuito trifásico de maneira mais prática, precisamos, adotar algumas condições
simplificadoras, que são comuns na análise de faltas de sistemas de transmissão e subtransmissão, e que não
prejudicam o ajuste dos equipamentos de proteção.

Hipóteses Simplificadoras para Estudos de Curto-Circuito Trifásico:

As resistências em presença das reatâncias são Admite-se impedância nula no ponto de
desprezadas, para geradores, linhas, ocorrência do curto-circuito (curto-circuito
transformadores, etc. franco).

As correntes de carga no sistema, existentes Admite-se que todas as tensões geradas por
antes do curto ocorrer, normalmente são vários geradores em paralelo estejam em fase e
desprezadas em presença das elevadas sejam iguais em módulo no instante do curto
correntes de curto-circuito, (tensão pré-falta).
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Curto-Circuito Trifásico
• Vamos considerar parte de um sistema de
transmissão composto pelas linhas LT1 e LT2,
barras 1, 2 e 3, e disjuntores CB1 e CB2.

• Caso ocorra um curto-circuito trifásico franco na


barra 3 e considerando que a carga ligada a esta
barra seja uma impedância passiva (sem
contribuição para o curto), a tensão nesta barra
cairá a zero.

• Neste momento, a elevada diferença de potencial entre as barras de geração e a barra 3 resultará em uma corrente
de curto-circuito equilibrada que percorrerá todo o sistema e alimentará o curto na barra 3 por meio das correntes
Icc1 e Icc2, a partir das barras 1 e 2.

• Como as tensões nos geradores são iguais no instante do curto (hipótese simplificadora), conclui-se que a corrente
de curto-circuito trifásica na barra 3 dependerá essencialmente da impedância equivalente do sistema vista pela
barra 3 (impedância equivalente de Thévenin).
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Curto-Circuito Trifásico

• Se considerarmos as impedâncias das


linhas de transmissão ZLT1 e ZLT2, bem
como as impedâncias equivalentes de
Thévenin das barras 1 e 2 (ZTh1 e ZTh2),
podemos determinar a impedância
equivalente do sistema vista pela barra 3
por uma simples associação de
impedâncias.

• Em geral as concessionárias conhecem os valores de impedâncias equivalentes de seus barramentos e podem


fornecê-los a qualquer interessado para elaboração de projetos ou estudos. Entretanto, convenciona-se que esta
informação seja fornecida através de um parâmetro conhecido como potência de curto-circuito trifásico (também
chamada de capacidade de curto-circuito ou capacidade de ruptura).
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Potência de Curto-Circuito Trifásico

• A Potência de Curto-Circuito Trifásico de uma barra é definida como sendo a potência total “consumida” por um
curto trifásico franco no ponto de defeito, considerando a tensão pré-falta igual a tensão nominal do trecho
analisado, ou 1,0 pu. Assim, para uma barra k do sistema,

𝑘 2
𝑘 𝑘 𝑉𝑙
𝑆𝑐𝑐3∅ = 3 ∙ 𝑉𝑙𝑘 ∙ 𝐼𝐶𝐶
𝑘 𝑆𝑐𝑐3∅ = 𝑘
𝑍𝑇ℎ_𝑆𝐼𝑆

• Como a tensão pré-falta é igual a tensão nominal (logo tem o mesmo valor da tensão de base), em pu, temos:

𝑘 𝑆𝐵
𝑧𝑇ℎ_𝑆𝐼𝑆 = 𝑘
𝑆𝑐𝑐3∅
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Potência de Curto-Circuito Trifásico

• Em geral, as barras são caracterizadas pelo seguinte conjunto de parâmetros:

• Um ângulo ∅𝑐𝑐 < 90° implica em impedância equivalente para a barra é do tipo 𝒁𝑻𝒉 = 𝑹 + 𝒋𝑿𝑳 , o que é mais
comum para níveis de distribuição (13,8 kV, por exemplo). Em alguns casos, as concessionárias informam o
módulo da potência de curto circuito trifásica Scc e a relação XL/R.

• Para redes do nível de transmissão a impedância equivalente é praticamente toda reativa (XL >> R), assim o
ângulo ∅𝑐𝑐 ≈ 90°. Em algumas situações adota-se a impedância equivalente da barra como puramente reativa
(∅𝑐𝑐 = 90°), sendo chamada de Impedância Reduzida do Sistema.

• Fasorialmente, podemos escrever a impedância 𝑆𝐵


equivalente do sistema vista por uma barra 𝑧𝑇ℎ_𝑆𝐼𝑆 =
𝑆𝑐𝑐 ∠𝜙𝑐𝑐 ∗
como:
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Potência de Curto-Circuito Trifásico

• Exercício 4:

 A potência de curto-circuito na entrada de uma subestação composta por um único transformador é de


1.600kVA. Considerando como bases os valores nominais desse transformador no setor em que se encontra,
e sabendo-se que a sua potência nominal é de 1.200kVA, determine:

a) A reatância reduzida do sistema, em pu;


b) A impedância equivalente do sistema, em pu, considerando que a relação XL/R é de 5,0.
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Potência de Curto-Circuito Trifásico

• Exercício 5:

 Uma dada indústria solicita à concessionária de energia os parâmetros para cálculo de curto-circuito do seu
ponto de conexão, recebendo o documento abaixo:
Considerando esta informação,
determine:
a) A impedância equivalente
do sistema até o ponto de
conexão, em pu, para fins
de cálculo de curto-circuito
trifásico;

b) A Potência de Curto-
Circuito trifásica no ponto
de conexão.
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

• Em geral, os modelos elétricos dos equipamentos em um sistema de potência sofrem simplificações que
permitem analisar a magnitude da corrente de curto-circuito de maneira mais rápida.

3 Linhas de Transmissão 4 Motores Industriais

1 Geradores Síncronos

2 Transformadores de Potência
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

1 Geradores Síncronos

 Os geradores síncronos são caracterizados pela sua reatância de eixo direto, que pode ter valores
distintos a depender do período em que se deseja analisar o curto-circuito.

 Reatância subtransitória de eixo direto (Xd’’): utilizada para


analisar os primeiros instantes do curto-circuito.

 Reatância transitória de eixo direto (Xd’): utilizada para analisar o


comportamento do gerador síncrono depois de cessados os
efeitos dos enrolamentos amortecedores.

 Reatância síncrona de eixo direto (Xd): utilizada para analisar o


regime permanente da corrente de curto-circuito.

 Em regime permanente, a tensão nos terminais do gerador síncrono


quando ocorre um curto-circuito trifásico é dada por: 𝑉𝑡 = 𝐸𝑖 − 𝑗𝑋𝑑 ∙ 𝐼𝑐𝑐3𝜙
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

2 Transformadores de Potência

 Em análises de redes de sistemas de energia elétrica, os


transformadores de potência são modelados em termos de seus
parâmetros série e shunt, obtidos através de ensaios (de curto-circuito e
em vazio).

 Analisando os valores típicos do circuito equivalente do transformador pode-se concluir que os parâmetros
shunt apresentam valores extremamente elevados em relação aos extremamente elevados em relação aos
parâmetros série e que a resistência rcc é muito pequena em relação à reatância xcc (cerca de 4%).

 Para os estudos de curtos-circuitos o


circuito equivalente do transformador pode
ser representado simplesmente por uma 𝑉2 = 𝑉1 − 𝑗𝑋𝑐𝑐 ∙ 𝐼𝑐𝑐3𝜙
reatância indutiva série.
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

3 Linhas de Transmissão

 Os parâmetros considerados na modelagem de uma linha de


transmissão em um sistema de energia elétrica são a resistência série, a
indutância série, a capacitância shunt e a condutância shunt, dispostos no
modelo π-nominal.

 Para linhas de transmissão de pequenas extensões (<80km), os


parâmetros shunt são desprezados, e o modelo π-nominal pode ser
simplificado para o modelo com parâmetros simplificados longitudinais
(modelo série).

 O modelo série é o mais apropriado para estudos de curtos-circuitos,


independentemente do comprimento da linha. 𝑉𝐵 = 𝑉𝐴 − 𝑅𝐿𝑇 + 𝑗𝑋𝐿𝑇 ∙ 𝐼𝑐𝑐3𝜙
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

4 Motores Industriais  Motor Síncrono

 Quando ocorre um curto-circuito na rede elétrica que alimenta


motores síncronos, seu rotor continua girando devido a alta
inércia de rotação, advinda da massa do rotor, eixo e carga
mecânica.

 Como seu campo de excitação permanece energizado, ocorre a


indução de tensões nas bobinas da armadura, que por sua vez,
passa a fornecer corrente para o sistema, alimentando o curto-
circuito.

′′
 Para estudos de curto-circuito em sistemas que 𝑉𝑡 = 𝐸𝑀 − 𝑗𝑋𝑑′′ ∙ 𝐼𝑐𝑐3∅
alimentam motores síncronos, utiliza-se o ′
mesmo modelo do gerador síncrono. 𝑉𝑡 = 𝐸𝑀 − 𝑗𝑋𝑑′ ∙ 𝐼𝑐𝑐3∅
𝑉𝑡 = 𝐸𝑀 − 𝑗𝑋𝑑 ∙ 𝐼𝑐𝑐3𝜙
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

4 Motores Industriais  Motor de Indução

 No motor de indução, o campo girante do rotor é originado pela excitação proveniente do campo do
estator (rede elétrica). Assim, na ocorrência de um curto-circuito, a tensão no estator deixa de existir e
também praticamente de maneira instantânea a excitação do rotor.

 Entretanto, o fluxo magnético residual no núcleo do rotor perdura por cerca de 2 ciclos até se extinguir.
Assim, combinado com a inércia da carga, um motor de indução de grande porte se comporta como
gerador elétrico, e contribui com a corrente de curto-circuito no período subtransitório, somente.

 Para estudos de curto-circuito,


consideram-se somente as reatâncias
′′
do estator (Xs) e rotor (Xr) no modelo 𝑉𝑡 = 𝐸𝑀 − 𝑗 𝑋𝑠 + 𝑋𝑟 ∙ 𝐼𝑐𝑐3∅
do motor síncrono.
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Curto-Circuito Trifásico em Sistemas Radiais

• Vimos que, adotando as hipóteses simplificadoras para estudo de curtos-circuitos trifásicos, a corrente de falta
pode ser obtida a partir da determinação da impedância equivalente de Thévenin do sistema, vista a partir do
ponto de falta.

• Na análise de faltas em sistemas radiais, basta então identificar as impedâncias equivalentes de cada elemento da
rede, desde a fonte (geradores ou motores) até o ponto de defeito e determinar seu diagrama unifilar.

𝑅𝐴𝐿−2 + 𝑗𝑋𝐴𝐿−2
𝑗𝑋𝑑−𝐺 𝑅𝐴𝐿−1 + 𝑗𝑋𝐴𝐿−1
𝑅𝐿𝑇 + 𝑗𝑋𝐿𝑇
𝐸𝑀
𝐸𝑖

𝑗𝑋𝑐𝑐−𝑇1 𝑗𝑋𝑐𝑐−𝑇2 Curto-Circuito


Trifásico 𝑗𝑋𝑑−𝑀
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Curto-Circuito Trifásico em Sistemas Radiais

• Vimos que, adotando as hipóteses simplificadoras para estudo de curtos-circuitos trifásicos, a corrente de falta
pode ser obtida a partir da determinação da impedância equivalente de Thévenin do sistema, vista a partir do
ponto de falta.

• Na análise de faltas em sistemas radiais, basta então identificar as impedâncias equivalentes de cada elemento da
rede, desde a fonte (geradores ou motores) até o ponto de defeito e determinar seu diagrama unifilar.

𝒛𝑻𝒉
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Curto-Circuito Trifásico em Sistemas Radiais

• Exercício 6:

 O sistema elétrico de potência ilustrado abaixo é submetido a um curto-circuito trifásico em um ponto


situado no meio da Linha de Transmissão LTbc.

Construa o diagrama de
impedâncias de sequência
positiva, válida para fins de cálculo
de curto-circuito trifásico no
ponto indicado, e determine a
impedância equivalente vista pelo
do ponto de falha, em p.u.,
utilizando como base as
Curto-
características nominais do Circuito
gerador síncrono G1. Trifásico
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Curto-Circuito Trifásico em Sistemas Radiais

• Obtendo a impedância equivalente de Thévenin, em pu, a corrente de curto-circuito trifásica é obtida fazendo:

1∠0°
𝑖𝑐𝑐3∅ =
𝑧𝑇ℎ

• Na prática, os sistemas radiais fazem parte de um sistema interligado que não possui características radiais. Além
disso, é inviável modelar todos os equipamentos (geradores, transformadores, linhas de transmissão e motores
desde as fontes geradoras até o ponto de defeito trifásico na rede radial.

• Nestas situações, é importante conhecer a Potência de Curto-Circuito Trifásico da barra onde se deseja iniciar a
análise do curto-circuito e determinar a impedância equivalente do sistema à montante (reduzida ou completa),
desde a fonte até a barra de interesse.
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Curto-Circuito Trifásico em Sistemas Radiais


Barra “k”

𝑧𝑇ℎ_𝑅𝐴𝐷 = 𝑍𝑇 + 𝑍𝐴𝐿

𝑘 𝑆𝐵
𝑧𝑇ℎ_𝑆𝐼𝑆 = 𝑘
𝑆𝑐𝑐3∅
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Curto-Circuito Trifásico em Sistemas Radiais

• Nesta situação, a corrente de curto-circuito trifásico, em pu, no fim do alimentador radial, passa a ser:

Barra “k”
1∠0°
𝑖𝑐𝑐3∅ = 𝑘
𝑧𝑇𝐻_𝑆𝐼𝑆 + 𝑧𝑇ℎ_𝑅𝐴𝐷

• Note que a corrente de curto-circuito em sistemas radiais diminui


conforme o ponto do defeito se distancia da barra de fronteira, sendo
máxima da barra que interliga o sistema ao trecho radial e mínima no
final do alimentador radial (de comprimento L, por exemplo).
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Modelagem de Equipamentos para Análise de Faltas

• Exercício 7 (Trilha 03):

 Na ocorrência de curtos-circuitos trifásicos em circuitos que alimentam motores síncronos, dada a inércia dos rotores das
máquinas, estes passam a funcionar como geradores, contribuindo com a corrente de falta, sobretudo durante o período
subtransitório (2 a 4 ciclos), limitando-a apenas pela reatância subtransitória de eixo direto (Xd”). Considere o sistema
elétrico radial ilustrado na figura a seguir, através do qual alimenta-se um motor síncrono trifásico, bem como as seguintes
informações adicionais:
• 𝑍𝑆𝐴 % = 𝑗2,04%, representando a impedância equivalente do
sistema de geração (reatância subtransitória de eixo direto e
subestação elevatória);
• 𝑍𝐿 % = 𝑗2,53%, representando a impedância série da linha de
transmissão;
• 𝑍 𝑇 % = 𝑗289,35%, representando a impedância de curto-circuito
do transformador T;
• 𝑋𝑑 % " = 𝑗150,07%, representando a reatância subtransitória de
eixo direto do motor síncrono.

Determine a corrente de curto-circuito subtransitória trifásica, em pu, na barra B.


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Potência de Curto-Circuito Trifásico

• Exercício 8:

 Uma dada indústria solicita à concessionária de energia os parâmetros para cálculo de curto-circuito do seu
ponto de conexão, recebendo o documento abaixo:
Sabendo que o transformador
da unidade industrial é de
1MVA, 13,8kV/380V, ∆-Y
aterrado, impedância percentual
de 5,5% e perdas ôhmicas de
12,5kW, determine a corrente
de curto-circuito trifásica no
secundário do transformador.
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Curto Circuito Equilibrado em Sistemas Radiais

• Exercício Proposto (entrega até 10/mar):


Considere o sistema elétrico ilustrado na figura a seguir, através do qual
alimenta-se um motor síncrono trifásico, bem como as seguintes informações
adicionais:

 As impedâncias destacadas na ilustração encontram-se em p.u. na base


do sistema;
 T1 e T2 são transformadores, L1 e L2 são linhas e M1 é um motor
síncrono;
 O, A, B, C e D são barras, sendo O a barra da distribuidora;
 SCC é a potência de curto-circuito na barra da distribuidora para a tensão
pré-falta de 1 pu;
 SBASE é a potência de base do sistema.

Para ajustar o sistema de proteção, um engenheiro precisa determinar a corrente de curto-circuito trifásica na barra
C. Sabendo que a tensão pré-falta do sistema é de 0,9 pu, determine o módulo da corrente de curto-circuito
simétrica, em pu, na barra C.
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Próxima Aula...

 Curto-Circuito Equilibrado em Sistemas não-Radiais


o Curto-Circuito Trifásico em Sistemas não-Radiais
o Curto-Circuito Trifásico: Método Manual
o Curto-Circuito Trifásico: Método Analógico
o Matriz de Quadripolos

 Antes da Aula
o Leitura:
o Capítulo 3
o SATO, Fujio; FREITAS, Walmir. Análise de Curto-Circuito e Princípios de Proteção em Sistemas de Energia Elétrica: Fundamentos e
Prática. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015)
o Resumo:
o Trilha 04 - Curto Circuito Equilibrado_Sistemas não-Radiais
o Trilha 05 - Matriz de Impedância_Análise de Curto Circuito por meio de Quadripolos

o Vídeo:
o Trilha 04 - Curto Circuito Equilibrado_Sistemas não-Radiais
o Trilha 05 - Matriz de Impedância_Análise de Curto Circuito por meio de Quadripolos
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Próxima Aula...

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o Curto-Circuito Trifásico em Sistemas não-Radiais
o Curto-Circuito Trifásico: Método Manual
o Curto-Circuito Trifásico: Método Analógico
o Matriz de Quadripolos

 Antes da Aula
o Exercício de Aquecimento:
o Entrega até 17/mar: Curto Circuito Equilibrado_Sistemas não-Radiais.
o Entrega até 17/mar: Aplicação da Matriz Z_BARRA para cálculo de curto-circuito trifásico.
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