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NP

Norma EN 12667
2012
Portuguesa
Desempenho térmico de materiais e produtos de construção
Determinação da resistência térmica pelos métodos de placa quente

o
protegida e de fluxometria de calor

ida nic
Produtos de resistência térmica elevada e média

oib tró
Performance thermique des matériaux et produits pour le bâtiment
Détermination de la résistance thermique par la méthode de la plaque chaude

pr lec
gardée et la méthode fluxmétrique
Produits de haute et moyenne résistance thermique

ão o e
Thermal performance of building materials and products
Determination of thermal resistance by means of guarded hot plate and heat
uç ent
flow meter methods
Products of high and medium thermal resistance
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od
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ICS HOMOLOGAÇÃO
91.100.01; 91.120.10 Termo de Homologação n.º 34/2012, de 2012-02-22
Q
s
es

ELABORAÇÃO
CT 16 (APCOR)
pr

CORRESPONDÊNCIA
Versão portuguesa da EN 12667:2001 EDIÇÃO
Im

maio de 2012

CÓDIGO DE PREÇO
X016

 IPQ reprodução proibida

Rua António Gião, 2


2829-513 CAPARICA PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101


E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt
Preâmbulo nacional
À Norma Europeia EN 12667:2001, foi dado estatuto de Norma Portuguesa em 2003-03-07 (Termo de
Adoção nº 346/2003, de 2003-03-07).

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NORMA EUROPEIA EN 12667
EUROPÄISCHE NORM
NORME EUROPÉENNE
EUROPEAN STANDARD janeiro 2001

ICS: 91.100.01; 91.120.10

o
Versão portuguesa

ida nic
Desempenho térmico de materiais e produtos de construção
Determinação da resistência térmica pelos métodos de placa quente protegida e de fluxometria de calor
Produtos de resistência térmica elevada e média

oib tró
Wärmetechnisches Verhalten Performance thermique des Thermal performance of building
von Baustoffen und matériaux et produits pour le materials and products

pr lec
Bauprodukten bâtiment Determination of thermal
Bestimmung des Détermination de la résistance resistance by means of
Wärmedurchlasswiderstandes thermique par la méthode de la guarded hot plate and heat flow

ão o e
nach dem Verfahren mit dem plaque chaude gardée et la meter methods
Plattengerät und dem méthode fluxmétrique Products of high and medium
Wärmestrommessplatten-Gerät Produits de haute et moyenne thermal resistance
uç ent
Produkte mit hohem und résistance thermique
mittlerem
Wärmedurchlasswiderstand
pr u m

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 12667:2001, e tem o mesmo estatuto que
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as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade.


od

Esta Norma Europeia foi ratificada pelo CEN em 2000-06-25.


Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define
as condições de adoção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação.
Podem ser obtidas listas atualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais
IP de

correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN.


A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra
língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e
© ão

notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais.


Q

Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha,
Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo,
s

Noruega, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.
es
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CEN
Comité Europeu de Normalização
Europäisches Komitee für Normung
Comité Européen de Normalisation
European Committee for Standardization

Secretariado Central: Avenue Marnix 17, B-1000 Bruxelas

 2001 CEN Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN

Ref. nº EN 12667:2001 Pt
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Sumário Página

o
Preâmbulo nacional ................................................................................................................................. 2

ida nic
Preâmbulo ................................................................................................................................................ 5

Introdução ................................................................................................................................................ 6

oib tró
1 Objetivo e campo de aplicação ............................................................................................................ 7

pr lec
2 Referências normativas ........................................................................................................................ 7

ão o e
3 Definições, símbolos e unidades ........................................................................................................... 8

4 Princípio ................................................................................................................................................ 9
uç ent
5 Aparelho ................................................................................................................................................ 10

6 Amostras de ensaio ............................................................................................................................... 15


pr u m

7 Procedimento de ensaio ........................................................................................................................ 17


re doc

8 Cálculos ................................................................................................................................................. 19
od

9 Relatório de ensaio................................................................................................................................ 22

Anexo A (normativo) Limitações relativas à implementação do princípio de medição e às


IP de

propriedades mensuráveis ..................................................................................................................... 25

Anexo B (normativo) Limites relativos ao desempenho do equipamento e às condições de


© ão

ensaio - placa quente protegida .............................................................................................................. 36


Q

Anexo C (normativo) Limites relativos ao desempenho do equipamento e às condições


s

de ensaio - fluxómetro de calor ............................................................................................................... 45


es

Anexo D (normativo) Conceção do equipamento................................................................................... 52


pr
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Preâmbulo
A presente Norma Europeia foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 89 “Thermal performance of

o
buildings and building components”, cujo secretariado é assegurado pelo SIS.

ida nic
A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Portuguesa seja por publicação de um texto
idêntico, seja por adoção o mais tardar em Julho de 2001, e as normas nacionais divergentes devem ser
anuladas o mais tardar até Dezembro de 2001.

oib tró
Este documento faz parte de uma série de normas sobre métodos de ensaios térmicos que suportam as
normas de produtos sobre materiais de construção.

pr lec
Os Anexos A, B, C e D são normativos.
De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, a presente Norma deve ser implementada pelos

ão o e
organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca,
Espanha, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal,
Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça.
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Introdução
As propriedades de transferência de calor em regime estacionário podem ser medidas por diversos métodos

o
de ensaio normalizados: a escolha do método mais apropriado depende das características da amostra. A

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presente norma abrange unicamente os métodos da placa quente protegida e fluximétrico.
Para os ensaios de rotina, o operador destes dois métodos apenas necessita da norma de produto
correspondente, que poderá impor requisitos adicionais relativos à preparação das amostras ou às condições

oib tró
de ensaio.
Os requisitos detalhados relativos às medições, em quaisquer condições de ensaio, da resistência térmica de

pr lec
qualquer amostra plana compatível estão previstos:
→para o método da placa quente protegida, nas ISO 8302:1991 e EN 1946-2:1999;

ão o e
→para o método fluxométrico, nas ISO 8301:1991 e EN 1946-3:1999.
A presente norma apresenta informações de carácter geral sobre os aparelhos, todos os limites obrigatórios
relativos à conceção e funcionamento dos equipamentos, assim como a especificação do procedimento de
uç ent
ensaio, no que respeita às amostras com uma resistência térmica elevada e média, descritas nas
especificações técnicas apropriadas (por exemplo, uma norma europeia de produto ou uma aprovação técnica
europeia). O conteúdo técnico das informações fornecidas equivale ao conteúdo técnico das normas
pr u m

ISO 8301:1991 e ISO 8302:1991, relativamente a ambos os métodos. As informações só estão destinadas aos
ensaios de rotina das amostras (nos limites de espessura e heterogeneidade, etc. indicados no Anexo A)
utilizando equipamento construído de acordo com o 5.1, e já validado nos termos da EN 1946-3:1999 ou
re doc

EN 1946-2:1999.
od

A presente norma inclui também exemplos de conceções de equipamentos que satisfaçam os requisitos de
5.1, de modo que a avaliação da exatidão de um equipamento concebido deste modo não necessite de uma
análise de erros mas apenas de um controlo de desempenho desse equipamento.
IP de

As medições em produtos de resistência térmica média e baixa e em produtos húmidos de qualquer


resistência térmica são abrangidos pela EN 12664. As medições em produtos espessos de resistência elevada
e média são abrangidos pela EN 12939.
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1 Objetivo e campo de aplicação


A presente Norma especifica os princípios e os procedimentos de ensaio para determinar, através dos

o
métodos da placa quente protegida ou fluximétrico, a resistência térmica de amostras de ensaio com uma

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resistência térmica mínima de 0,5 m2·K/W.
NOTA 1: O limite acima indicado é devido ao efeito das resistências térmicas de contacto. Um limite superior de resistência térmica
passível de medição depende de diversos fatores descritos na presente norma, não sendo contudo possível indicar um número único.

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Este limite aplica-se, em princípio, a qualquer temperatura média de ensaio, mas a conceção do equipamento
no Anexo D visa essencialmente um funcionamento entre uma temperatura mínima da unidade de

pr lec
arrefecimento de -100 °C e uma temperatura máxima da unidade de aquecimento de +100 °C.
NOTA 2: Os limites relativos à temperatura média de ensaio apenas são impostos pelos materiais utilizados na conceção dos
aparelhos e pelos equipamentos auxiliares.

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A presente Norma fornece limites adicionais para o desempenho dos equipamentos e as condições de ensaio.
Por outro lado, não fornece procedimentos gerais para a conceção, análise de erros, controlo de desempenho
uç ent
ou a avaliação da exatidão do equipamento.
Fornece ainda exemplos de conceções de equipamentos conformes aos requisitos enunciados na presente
Norma.
pr u m

A presente Norma não fornece diretrizes gerais nem informação de base (por ex. propriedade de
transferência de calor a indicar em relatório, as preparações das amostras dependentes dos produtos, os
procedimentos que necessitem de diversas medições como, por exemplo, os que determinam as
re doc

características heterogéneas da amostra, os que avaliam as amostras cuja espessura excede as capacidades do
od

aparelho e os que avaliam a relevância do efeito de espessura). Devido a estas limitações, a presente Norma
deve ser utilizada juntamente com a norma de produto correspondente ao produto a ensaiar.
Apesar de se destinar principalmente a materiais de construção, esta Norma pode também ser utilizada em
IP de

amostras de qualquer tipo de material em conformidade com os requisitos especificados.


Esta norma não abrange medições em produtos húmidos de qualquer resistência térmica ou medições em
© ão

produtos espessos de resistência térmica elevada e média.


Q

2 Referências normativas
s
es

A presente Norma inclui, por referência datada ou não datada, disposições de outras publicações. Essas
referências normativas são citadas nas secções de texto adequadas e as publicações são listadas abaixo.
pr

Relativamente às referências datadas, apenas se aplicam alterações ou revisões subsequentes de qualquer


uma destas publicações quando incorporadas na própria norma por alteração ou revisão. Relativamente às
Im

referências não datadas, aplica-se a edição mais recente da publicação referida (incluindo as emendas).

NOTA: As referências às normas ISO 8301:1991 e ISO 8302:1991 não abrangem a totalidade dos métodos de ensaio, pelo que
estão limitadas a itens tais como a conceção e o controlo do desempenho do equipamento, não abrangidos pelas Normas Europeias
ou partes das mesmas; de acordo com a presente norma não são necessárias referências às normas ISO 8301:1991 ou
ISO 8302:1991 para ensaios de rotina.

EN 1946-2:1999 Thermal performance of building products and components – Specific criteria for the
assessment of laboratories measuring heat transfer properties – Part 2:
Measurements by guarded hot plate method
EN 1946-3:1999 Thermal performance of building products and components – Specific criteria for the
assessment of laboratories measuring heat transfer properties – Part 3:
Measurements by heat flow meter method
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EN 12664 Thermal performance of building materials and products – Determination of thermal

o
resistance by means of guarded hot plate and heat flow meter methods – Dry and

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moist products of medium and low thermal resistance
EN 12939 Thermal performance of building materials and products – Determination of
thermal resistance by means of guarded hot plate and heat flow meter methods

oib tró
– Thick products of high and medium thermal resistance
EN ISO 7345 Thermal insulation – Physical quantities and definitions (ISO 7345:1987)

pr lec
ISO 8301:1991 Thermal insulation – Determination of steady-state thermal resistance and
related properties – Heat flow meter apparatus
ISO 8302:1991 Thermal insulation – Determination of steady-state thermal resistance and

ão o e
related properties – Guarded hot plate apparatus Thermal insulation –
Determination of steady-state thermal resistance and related properties –
Guarded hot plate apparatus
uç ent
3 Definições, símbolos e unidades
pr u m

3.1 Termos e definições


Para efeitos da presente Norma, aplicam-se os termos e as definições da norma EN ISO 7345. As definições
re doc

mais importantes de medição de propriedades de transferência de calor para produtos de resistência térmica
elevada e média podem ser consultados na secção A.2.
od

3.2 Símbolos e unidades


IP de

Símbolo Grandeza Unidade


A área de medição definida sobre uma superfície isotérmica selecionada m2
© ão

Ad área do defeito m2
Q

Am área da zona de medição m2


s

R resistência térmica m2·K/W


es

T fator de transferência W/ (m·K)


T1 temperatura da superfície quente da amostra K
pr

T2 temperatura da superfície fria da amostra K


Im

Tm temperatura média de ensaio (normalmente (T1 + T2)/2) K


V volume m3
c capacidade de calor específico J/(kg·K)
d espessura; espessura média de uma amostra m
e relação numérica do bordo -
eh tensão de saída do aparelho fluximétrico mV
f fator de calibração do aparelho fluximétrico W/(mV·m2)
m massa (da amostra) kg
q densidade do fluxo de calor W/m2
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r resistividade térmica K·m/W


∆R incremento de resistência térmica m2·K/W

o
∆T diferença de temperatura (normalmente T1 - T2) K

ida nic
∆d incremento de espessura M
∆m variação relativa de massa -

oib tró
∆t intervalo de tempo S
Φ fluxo de calor W
λ

pr lec
condutibilidade térmica W/(m·K)
λt transmissividade térmica W/(m·K)
ξ

ão o e
porosidade -
ξP porosidade local -
ρ densidade kg/m3
uç ent
NOTA: O significado de outros símbolos adicionais é especificado no texto.
pr u m

4 Princípio
4.1 Aparelho
re doc

Tanto o aparelho de placa quente protegida como o aparelho fluximétrico têm a finalidade de estabelecer, nas
od

amostras homogéneas com faces lisas e paralelas, sob a forma de placas, um fluxo térmico unidirecional
constante e uniforme. A zona do aparelho onde tal ocorre com uma exatidão aceitável situa-se em redor do
seu centro; posteriormente, o aparelho é dividido numa zona de medição central, na qual são efetuadas as
IP de

medições, e numa zona de proteção envolvente.


© ão

4.2 Medição da densidade do fluxo de calor


Q

Após se alcançar um regime estacionário na zona de medição, é determinada a densidade do fluxo de calor,
q, através da medição do fluxo de calor, Φ, e da área de medição, A, que é atravessada pelo fluxo de calor.
s
es

4.3 Medição da diferença de temperatura


pr

A diferença de temperatura nas amostras, ∆T, é medida por sensores de temperatura fixados nas superfícies
do aparelho em contacto com a amostra e/ou nas superfícies das próprias amostras, quando apropriado.
Im

4.4 Derivação da resistência térmica ou do fator de transferência


A resistência térmica, R, é calculada sabendo o valor de q, A e ∆T, e se estiverem reunidas as condições
adequadas apresentadas em A.3.2. Conhecendo ainda a espessura, d, da amostra, é possível calcular o fator
de transferência, T.

4.5 Cálculo da condutibilidade térmica ou transmissividade térmica


A condutividade térmica média, λ ou transmissividade térmica λt, da amostra também podem ser calculadas
se estiverem reunidas as condições definidas em A.4.3 e as condições adequadas para o seu cálculo.
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4.6 Limitações do aparelho


A aplicação do método está limitada pela capacidade do aparelho manter uma densidade de fluxo térmico

o
unidirecional, constante e uniforme na amostra, além da capacidade de medir a potência, a temperatura e as

ida nic
dimensões com os níveis de exatidão requeridos, ver Anexo A.

4.7 Limitações da amostra

oib tró
A aplicação do método está também limitada pela forma da(s) amostra(s) e pelo grau de semelhança ao nível
da espessura e uniformidade da estrutura (no caso de aparelhos de duas amostras), assim como pela planeza

pr lec
ou paralelismo das respetivas superfícies, ver Anexo A.

5 Aparelho

5.1 Generalidades ão o e
uç ent
O aparelho de placa quente protegida ou o aparelho fluximétrico utilizado para medições de acordo com a
presente norma deve cumprir os limites de desempenho do equipamento e as condições de ensaio
apresentadas nos Anexos B ou C da presente norma e estar em conformidade com os requisitos relativos à
pr u m

avaliação da exatidão do equipamento mencionados nas normas EN 1946-2:1999 ou EN 1946-3:1999:


requerem que a conceção do equipamento, a análise de erros e o controlo de desempenho estejam de acordo
com a secção 2 da norma ISO 8302:1991 ou da norma ISO 8301:1991, respetivamente.
re doc

O Anexo D apresenta conceções de equipamentos conformes aos requisitos supramencionados. Se o


od

equipamento utilizado for concebido exatamente segundo uma delas, não será necessário proceder a análises
de erros, apesar de ser necessário, em todos os casos, um controlo de desempenho segundo a norma
EN 1946-2:1999 ou EN 1946-3:1999 para avaliação inicial do equipamento.
IP de

5.2 Aparelho de placa quente protegida


© ão

5.2.1 Generalidades
Q

Num aparelho de placa quente protegida, o fluxo de calor é obtido com base na medição da potência
s

absorvida pela unidade de aquecimento na zona de medição. A descrição geral do aparelho com as amostras
es

instaladas é apresentada na Figura 1.


Existem dois tipos de aparelhos de placa quente protegida, que cumprem os princípios básicos definidos na
pr

secção 4:
a) com duas amostras (e uma unidade de aquecimento central);
Im

b) com uma única amostra.


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Unidade de aquecimento Unidade de aquecimento zona de proteção


zona de proteção zona de medição

o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
a) Aparelho de duas amostras
pr u m

Unidade de aquecimento Zona de proteção


Unidade de aquecimento zona de medição
zona de proteção
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es

b) Aparelho de uma só amostra


Legenda:
pr

A elemento de aquecimento da zona de medição G termopares de superfície da unidade de


Im

aquecimento
B placas de superfície da zona de medição H termopares de superfície da unidade de
arrefecimento
C elemento de aquecimento da zona de proteção I amostra de ensaio
D placas de superfície da zona de proteção L placa de proteção
E unidade de arrefecimento M isolamento da placa de proteção
Es placa de superfície da unidade de arrefecimento N termopares diferenciais da placa de proteção
F termopares diferenciais
O intervalo é a separação entre a zona de medição (ver A e B) e a zona de proteção (ver C e D)

Figura 1 – Descrição geral de aparelhos de placa quente protegida de duas e de uma amostra
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5.2.2 Aparelho de duas amostras


No aparelho de duas amostras [ver Figura 1a)], está intercalada entre duas amostras praticamente idênticas

o
uma placa lisa circular ou quadrada, composta por um elemento de aquecimento e placas de superfície

ida nic
metálica, designada por unidade de aquecimento. O fluxo de calor é transferido através das amostras para
outras placas lisas isotérmicas circulares ou quadradas, designadas por unidades de arrefecimento.

oib tró
5.2.3 Aparelho de uma amostra
No aparelho de uma amostra [ver Figura 1b)], uma das amostras é substituída por uma combinação de um
elemento de isolamento e uma placa de proteção. É estabelecida uma diferença de temperatura de zero graus

pr lec
na referida combinação. Caso estejam preenchidos todos os outros requisitos aplicáveis desta norma, podem
efetuar-se, com este tipo de aparelho, medições precisas e apresentações de relatórios segundo este método.
Contudo, a modificação efetuada na placa quente convencional com duas amostras deverá ser mencionada no

ão o e
relatório de ensaio.

5.2.4 Unidade de aquecimento


uç ent
A unidade de aquecimento consiste numa zona de medição central separada, onde se pode estabelecer uma
densidade do fluxo de calor constante e uniforme, rodeada por uma zona de proteção separada por um
intervalo estreito.
pr u m

5.2.5 Zona de medição


re doc

A zona de medição é a área central da amostra, delimitada pela linha central do intervalo existente na
unidade de aquecimento.
od

Esta definição, que se aplica, por princípio, apenas a amostras espessas, foi mantida para todas as amostras a
submeter a ensaio de acordo com a presente norma: devido a esta aproximação, a espessura da amostra deve
IP de

ser, pelo menos, dez vezes superior à largura do intervalo.

5.2.6 Isolamento lateral e proteções auxiliares


© ão

É necessário reforçar o isolamento lateral e/ou as zonas de proteção auxiliares particularmente quando se
Q

trabalha acima ou abaixo da temperatura ambiente, ver o Anexo B da norma EN 1946-2:1999.


s

5.2.7 Unidades de arrefecimento


es

As unidades de arrefecimento devem ter uma largura no mínimo igual à da unidade de aquecimento,
incluindo o(s) elemento(s) de aquecimento de proteção, e devem ser compostas por placas de metal mantidas
pr

a uma temperatura constante e uniforme.


Im

5.2.8 Exatidão e repetibilidade


A exatidão e a repetibilidade dependem do equipamento e das condições de ensaio. A avaliação completa
dos erros de ensaio num aparelho de placa quente protegida numa condição de ensaio específica deverá ser
realizada em conformidade com a EN 1946-2:1999. Em seguida, apresenta-se informação grosseira no caso
de ensaios efetuados corretamente quando a temperatura média do ensaio é próxima da temperatura
ambiente.
O equipamento construído e utilizado nos termos desta norma (ver também Anexo B) pode medir as
propriedades térmicas de produtos de resistência térmica elevada e média com uma exatidão de ± 2 %.
A repetibilidade de medições sucessivas realizadas com o aparelho para uma amostra mantida no aparelho
sem alterações nas condições de ensaio é geralmente melhor que ± 0,5 %.
NP
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Quando as medições são efetuadas relativamente a uma mesma amostra de referência retirada do aparelho e
novamente colocada no mesmo, a repetibilidade das medições é normalmente melhor que ± 1 %. Este valor
superior deve-se a pequenas variações nas condições de ensaio, tais como a pressão das placas sobre a

o
amostra (que influencia as resistências de contacto), a humidade relativa do ar à volta da amostra (que

ida nic
influencia o seu teor de humidade), etc.

oib tró
5.3 Aparelho fluximétrico de calor

5.3.1 Generalidades

pr lec
No aparelho fluximétrico, a densidade da taxa de fluxo de calor é medida por um ou dois fluxómetro(s) de
calor colocados face à(s) amostra(s).

ão o e
As características gerais do aparelho fluximétrico são apresentadas na Figura 2; compreende uma unidade de
aquecimento, um ou dois fluxómetros de calor, uma ou duas amostras e uma unidade de arrefecimento. Na
configuração a), denominada "assimetria com uma amostra", o fluxómetro de calor pode ser colocado face a
uç ent
qualquer uma das unidades; a configuração b) é designada "simetria com uma amostra"; na configuração c),
denominada "simetria com duas amostras", as amostras deverão ser sensivelmente idênticas. Cada uma das
configurações apresenta resultados equivalentes se for utilizada nos limites fixados na presente Norma.
pr u m

NOTA: Na prática, cada configuração tem vantagens distintas; o Anexo B da ISO 8301:1991 apresenta algumas explicações.

5.3.2 Fluxómetrias de calor


re doc

A fluxómetria de calor é uma unidade que mede a densidade da taxa de fluxo de calor através da(s)
amostra(s) pela diferença de temperatura gerada por esta densidade de taxa de fluxo de calor que atravessa
od

a(s) amostra(s) e o próprio fluxómetro de calor. Geralmente, compreende um núcleo homogéneo, um detetor
de diferença de temperatura de superfície (uma termopilha de junções múltiplas) e um ou vários detetores de
temperatura de superfície. A região da fluxómetria de calor ocupada pelo núcleo, onde são colocados os
IP de

detetores de diferença de temperatura, é denominada zona de medição.


Uma densidade de fluxo de calor q, através da zona de medição do dispositivo resulta num resultado eh de:
© ão

q = f eh
Q

O fator de calibração f, que correlaciona eh e q, não é uma constante em todos os casos, mas pode depender
s

da temperatura e, numa medida mais reduzida, da densidade da taxa de fluxo de calor.


es

5.3.3 Princípio de calibração


pr

Trata-se de um método secundário ou relativo, uma vez que se mede o quociente entre a resistência térmica
da(s) amostra(s) e a resistência térmica da(s) amostra(s) padrão. A partir da medição das taxas de fluxo de
Im

calor Φs com a(s) amostra(s) padrão e Φu com a(s) amostra(s) desconhecida(s) a medir, a hipótese de uma
densidade de fluxo de calor constante e a hipótese da estabilidade da diferença de temperatura ∆T e a
temperatura média Tm, fornece o quociente entre a resistência térmica Rs da(s) amostra(s) padrão e Ru da
amostra desconhecida, como se segue:
Ru/Rs = Φs /Φu
Os procedimentos de calibração são indicados na ISO 8301:1991.
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o
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oib tró
a) Configuração assimétrica b) Configuração simétrica com c) Configuração simétrica com duas
com apenas uma amostra apenas uma amostra amostras

pr lec
ão o e
uç ent
pr u m
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od

d) Aparelho duplo e) Aparelho duplo


IP de

Legenda:
© ão

U', U" unidades de arrefecimento e aquecimento


Q

H, H', H" fluxómetrias de calor


s

S, S', S" amostras


es

Figura 2 – Apresentações típicas das configurações do aparelho fluximétrico


pr

5.3.4 Limitações devidas à calibração


Im

O fator de calibração f é função da temperatura média do fluxómetro de calor. Se tiver sido estabelecida uma
curva de calibração numa gama de temperaturas, não será permitida a extrapolação.
O fator de calibração a uma temperatura média do fluxómetro de calor pode igualmente ser função da
densidade da taxa de fluxo de calor. O aparelho apenas deverá ser utilizado para as densidades de fluxo de
calor compreendidas na gama abrangida pela calibração.

5.3.5 Exatidão de repetibilidade


A exatidão e a repetibilidade dependem do equipamento e das condições de ensaio. A avaliação completa
dos erros de ensaio num aparelho fluximétrico numa condição de ensaio específica deverá ser realizada
segundo a EN 1946-2:1999. Em seguida, apresenta-se informação grosseira no caso de ensaios efetuados
corretamente quando a temperatura média do ensaio é próxima da temperatura ambiente.
NP
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A repetibilidade de medições sucessivas realizadas com o aparelho para uma amostra mantida no aparelho
sem alterações nas condições de ensaio é geralmente melhor que ± 0,5 %.

o
Quando as medições são efetuadas relativamente a uma mesma amostra de referência retirada do aparelho e

ida nic
novamente colocada no mesmo após longos intervalos de tempo, a repetibilidade das medições é
normalmente melhor que ± 1 %. Este valor superior é devido a pequenas variações nas condições de ensaio,
tal como a pressão das placas sobre a amostra (que influencia as resistências de contacto), a humidade

oib tró
relativa do ar à volta da amostra (que influencia o seu teor de humidade), etc.
A exatidão da calibração do aparelho fluximétrico depende da exatidão do material de referência é situa-se
normalmente entre ± 2 %.

pr lec
NOTA: A exatidão da calibração deve-se, em grande medida, à exatidão do método da placa quente protegida no momento da
medição das propriedades das amostras de referência.

ão o e
Quando são atingidos os limites especificados no Anexo C, consegue-se determinar, com recurso ao método
fluximétrico, as propriedades de transferência de calor em ± 3 % quando a temperatura média do ensaio está
próxima da temperatura ambiente.
uç ent
5.4 Análise de erros e controlo de desempenho do equipamento
pr u m

A análise de erros (não necessária se a conceção do equipamento cumprir uma das secções do Anexo D), o
controlo de desempenho do equipamento e a posterior avaliação da sua exatidão, com base nas condições de
ensaio especificadas nas normas de produto aplicáveis, devem ser efetuados de acordo com o 5.1.
re doc

6 Amostras de ensaio
od

6.1 Generalidades
IP de

O ensaio pode ser dividido em duas fases: o manuseamento das amostras, ver abaixo, e as medições
propriamente ditas, ver a secção 7. Algumas decisões sobre as propriedades de transferência de calor
passíveis de medição, bem como o manuseamento das amostras e as condições de ensaio devem ser tomadas
© ão

no início dos ensaios, ver A.5. As diretrizes relativas a estas decisões devem ser consultadas apenas na
Q

presente norma e/ou na norma de produto correspondente aplicável à amostra submetida a ensaio.
s
es

6.2 Seleção e dimensões


Devem ser selecionadas uma ou duas amostras (de cada prova) de acordo com tipo de aparelho (ver 5.2.2 ou
pr

5.2.3 para o aparelho de placa quente protegida e 5.3.1 para o aparelho fluximétrico). A amostra ou amostras
devem cumprir os requisitos gerais definidos em A.3 e A.4. Quando forem necessárias duas amostras, estas
Im

deverão ser as mais idênticas possíveis e as espessuras não poderão divergir mais de 2 %. A amostra (ou
amostras) deve possuir dimensões que permita cobrir por completo as superfícies da unidade de aquecimento
(incluindo a zona de proteção), sem exceder em mais de 3 % a dimensão linear global da unidade de
aquecimento ou do fluxómetro de calor. Devem ainda possuir uma espessura de acordo com a norma de
produto correspondente e a relação entre a espessura da amostra submetida a ensaio e as dimensões da
unidade de aquecimento deve enquadrar-se de modo a limitar a 0,5 % a soma do erro de desequilíbrio
(apenas para o aparelho de placa quente protegida) e dos erros de perda de calor laterais; ver os limites de
espessura da Quadro A.1 em A.3. Para consultar a espessura mínima da amostra, ver A.3.4 e as Quadros A.1
e A.2.
NP
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6.3 Preparação das amostras

6.3.1Conformidade com as normas de produtos

o
ida nic
A preparação das amostras deve ser conforme à norma de produto correspondente; devem ser respeitados os
critérios gerais definidos em 6.3.2 e 6.3.3, salvo indicação em contrário nas normas de produto.

oib tró
6.3.2 Todas as amostras exceto produtos a granel
A superfície das amostras de ensaio deve ser tornada plana com meios adequados (utiliza-se normalmente o
papel abrasivo, o corte das faces num torno mecânico e a brocagem) para que se possa assegurar o contacto

pr lec
entre as amostras e o aparelho ou as folhas interpostas.
No que se refere a materiais rígidos, as faces das amostras devem estar paralelas em relação a toda a

ão o e
superfície no mínimo em 2 % da espessura da amostra e devem ser tornadas tão planas como as faces do
aparelho, de modo a que a exatidão na medição da espessura da amostra seja igual ou superior a 0,5 % (ver
A.3.6 e Quadro A.2).
uç ent
A planeza das superfícies pode ser verificada, por exemplo, com uma boa régua de escala (com medição até
0,01 mm) colocada contra a superfície e procedendo à observação, num ângulo de incidência rasante, com
uma luz por trás da régua. São facilmente visíveis desvios tão pequenos como 25 µm. Os desvios maiores
pr u m

podem ser medidos com recurso a calibradores de espessura e à régua de escala da seguinte forma. A régua
de escala deve estar apoiada numa cunha de espessura conhecida, por exemplo 1 mm, em cada extremidade
da superfície a ser verificada. Os desvios positivos e negativos podem ser medidos utilizando calibradores de
re doc

espessura ao longo de uma linha reta. Devem analisar-se oito linhas retas da seguinte forma: os quatro
bordos da superfície, as duas diagonais e duas linhas centrais em cruz (paralelas aos bordos da superfície).
od

Sempre que este procedimento - aplicável às faces do aparelho e da amostra – é aplicado para verificação das
amostras, deve ser repetido para cada face da amostra.
IP de

Os riscos, lascas ou defeitos semelhantes, bem como as irregularidades naturais, que surjam nas superfícies
acabadas de materiais celulares e agregados são aceites desde que o total das suas áreas em superfície
represente uma fração aceitável da zona de medição e que a sua profundidade máxima seja uma fração
© ão

aceitável da espessura das amostras, de forma a manter a resistência térmica adicional necessária a um nível
baixo de bolhas de ar. Para os efeitos da presente Nnorma:
Q
s

se (Ad/Am)(Ra/R) < 0,0005, o efeito poderá ser ignorado;


es

se 0,0005 ≤ (Ad/Am)(Ra/R) ≤ 0,005, o ensaio poderá ser efetuado, mas a presença de defeitos deverá ser
mencionada no relatório de ensaio;
pr

em que:
− Ad é a área total da secção transversal dos defeitos;
Im

− Am é a área da zona de medição;


− Ra é a resistência térmica de uma camada de ar de espessura igual à profundidade máxima de
qualquer defeito;
− R é a resistência térmica da amostra.
Se forem utilizadas folhas de contacto ou se forem instalados termopares na superfície da amostra, é
necessário consultar as normas de produto correspondentes e a norma EN 12664.
NP
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6.3.3 Materiais a granel


Quando se submetem a ensaio materiais a granel, a espessura da amostra deve ser de pelo menos 10 vezes

o
superior à dimensão média das contas, grãos, flocos, etc. do material a granel. A(s) amostra(s) deve(m) ser

ida nic
preparada(s) de acordo com procedimentos adequados ao material e em conformidade com as normas de
produto correspondentes.
NOTA: Os procedimentos definidos pelas normas de produto abrangem aspetos como estruturas de montagem, folhas de cobertura,

oib tró
precauções específicas de montagem, manuseamento e condicionamento de amostras, sobre como obter e analisar uma ou duas
amostras da densidade pretendida durante o ensaio e sobre como obter uma massa antes e após o condicionamento, se aplicável.

pr lec
7 Procedimento de ensaio

ão o e
7.1 Generalidades
O procedimento de ensaio é o conjunto de operações efetuadas na amostra, preparada como indicado em 6.3,
que permitem determinar a propriedade de transferência de calor pretendida. Entre estas operações temos o
uç ent
condicionamento, descrito em 7.2, e as restantes operações de execução de um ensaio com o aparelho de
placa quente protegida ou aparelho fluximétrico, como descrito em 7.3.
pr u m

7.2 Condicionamento
Após a determinação da massa da(s) amostra(s), estas deverão ser condicionadas à massa constante segundo
re doc

as normas de produto correspondentes.


od

NOTA: O condicionamento é, por exemplo, realizar uma secagem num forno ventilado ou, após a secagem, conseguir obter um
equilíbrio com o ar do laboratório. Para impedir a transferência de humidade de ou para a amostra durante o ensaio, esta pode ser
fechada num envelope de segurança resistente ao vapor.
IP de

É calculada uma perda relativa de massa a partir da massa determinada antes e após a secagem.
Para reduzir o tempo de ensaio, a(s) amostra(s) pode(m) ser condicionada(s) à temperatura média do ensaio
imediatamente antes de ser(em) colocada(s) no aparelho.
© ão
Q

7.3 Medições
s
es

7.3.1 Massa

Imediatamente antes de montar a(s)  amostra(s) no aparelho, determine a sua massa com uma exatidão
pr

superior a 0,5 %.
Im

7.3.2 Espessura e densidade


A espessura da amostra é a espessura imposta pelo posicionamento das unidades de aquecimento e de
arrefecimento ou pela espessura da(s) amostra(s) segundo a medição obtida no início do ensaio, como
indicado nas normas de produto correspondentes.
NOTA: Para materiais em rolo ou almofadados, as normas de produto especificam habitualmente a espessura a ser utilizada no
ensaio.

A espessura da(s) amostra(s) pode ser medida no aparelho à temperatura de ensaio e nas condições de
compressão existentes ou fora do aparelho com recurso a instrumentação que reproduzirá a pressão na
amostra durante o ensaio, como especificado nas normas de produto correspondentes.
No caso de medições de espessura no aparelho, devem ser utilizados secções de calibração ou hastes de
medição montadas propositadamente nos quatro cantos exteriores da unidade de arrefecimento (ou nas
NP
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unidades de aquecimento e arrefecimento para aparelhos de uma só amostra) ou, nos seus centros, ao longo
dos eixos perpendiculares às unidades. A espessura da amostra é determinada pela diferença média da
distância entre os pontos de calibração quando a(s) amostra(s) está (estão) colocada(s) em posição no

o
aparelho e, quando tal não acontece, a mesma força é utilizada para pressionar as unidades do aparelho umas

ida nic
contra as outras.
É possível calcular a densidade submetida a ensaio, conhecendo as dimensões da amostra, a espessura

oib tró
medida como indicado acima e a massa da amostra condicionada determinada como descrito na secção 7.3.1.

7.3.3 Seleção da diferença de temperatura

pr lec
Selecionar a diferença de temperatura de modo a cumprir o descrito em A.3.8 e a norma de produto
correspondente.

ão o e
7.3.4 Condições ambientais
Se as propriedades de transferência de calor forem as pretendidas para a situação na qual a amostra se
uç ent
encontra rodeada de ar (ou de outro gás), deve ajustar-se a humidade da atmosfera que rodeia os aparelhos
durante o ensaio para um ponto de orvalho de, pelo menos, 5 K abaixo da temperatura da unidade de
arrefecimento.
pr u m

No momento em que introduzir a amostra num envelope de segurança resistente ao vapor, de modo a
impedir a transferência de humidade de ou para a amostra, as condições de ensaio não deverão permitir a
ocorrência de condensação de água na parte do envelope que está em contacto com o lado frio da amostra.
re doc

7.3.5 Medições da taxa de fluxo de calor


od

7.3.5.1 Taxa de fluxo de calor no aparelho de placa quente protegida


IP de

Medir a potência elétrica média fornecida à zona de medição a ± 0,1%.


Durante o período de ensaio, as flutuações ou variações nas temperaturas das superfícies da unidade de
aquecimento, provocadas por flutuações ou variações aleatórias da potência de entrada, não deverão exceder
© ão

0,3 % da diferença de temperatura entre as unidades de aquecimento e arrefecimento.


Q

Ajustar e manter, preferencialmente via controlo automático, a potência absorvida pela zona de proteção, de
s

modo a obter o grau de equilíbrio de temperatura entre as zonas de medição e proteção necessário para
es

manter a soma dos erros de desequilíbrio e de perdas de calor lateral num limite de 0,5 % (ver 6.2).
pr

7.3.5.2 Taxa de fluxo de calor no aparelho fluximétrico


Im

Observar a temperatura média e a saída de força eletromotriz do fluxómetro de calor, a temperatura média e
a diminuição de temperatura na(s) amostra(s) de forma a verificar se estão estabilizadas.
Certificar-se de que as flutuações de temperatura (em função do tempo) verificadas na superfície do
fluxómetro de calor não provocam, durante o período de ensaio, flutuações na sua potência elétrica
superiores a 2 %.
Certificar-se que a densidade do fluxo de calor se encontra dentro do limite adequado de modo que a
exatidão do fator de calibração, f, e a exatidão do dispositivo elétrico que efetua a leitura do sinal de saída do
fluxómetro de calor, estejam de acordo com a secção 5.3.5 e com os requisitos aplicáveis apresentados no
Anexo C.
NP
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7.3.6 Controlo da superfície fria (para aparelhos de placa quente protegida de duas amostras)
Quando é utilizado um aparelho de duas amostras, deve ajustar-se as unidades de arrefecimento ou os

o
elementos de aquecimento das superfícies frias para que as diferenças de temperatura nas extremidades das

ida nic
duas amostras não divirjam mais do que 2 %.

7.3.7 Deteção da diferença de temperatura

oib tró
Determinar as temperaturas da unidade de aquecimento e de arrefecimento e o equilíbrio de temperatura da
zona central de proteção (apenas para aparelhos de placa quente protegida) através de métodos com

pr lec
suficiente repetibilidade e suficiente exatidão para cumprir todos os requisitos correspondentes apresentados
no Anexo B, relativos a aparelhos de placa quente protegida, ou os requisitos apresentados no Anexo C
relativos a aparelhos fluximétricos.

ão o e
7.3.8 Tempo de estabelecimento e intervalo de medição
Proceder a várias observações como descrito nas secções 7.3.5 e 7.3.7 em intervalos de medição, de acordo
uç ent
com o recomendado em A.3.11, até que, durante um período superior a quatro vezes o intervalo de tempo ∆t
definido em A.3.11, as sucessivas observações apresentem valores de resistência térmica que não divirjam
em mais do que 1 % e não revelem variações monotónicas.
pr u m

Sempre que não for possível uma estimativa precisa do tempo de estabelecimento ou se não existirem
experiências de ensaio em amostras idênticas, no mesmo equipamento e em condições de ensaio similares
(p. ex. quando se inicia um ensaio de rotina num novo produto), deve-se prosseguir com as observações até
re doc

que decorram, pelo menos 24 h desde o estabelecimento das condições de regime estacionário previamente
od

definidas.
NOTA: Para verificar rapidamente se as condições de regime estacionário são atingidas, pode ser útil registar graficamente as
grandezas correspondentes submetidas a medição.
IP de

7.3.9 Medições finais de massa e espessura


Após terminar as observações mencionadas na secção 7.3.8, medir, de imediato, a massa da(s) amostra(s).
© ão

Repita a medição de espessura e registe qualquer alteração de volume na amostra.


Q
s

8 Cálculos
es

8.1 Alterações de densidade e massa


pr

8.1.1 Densidades
Im

Calcular a densidade ρ0 e/ou ρc da amostra condicionada no momento do ensaio, da seguinte forma:


ρ0 = m2/V
ρc = m3/V
em que:
ρ0 é a densidade do material seco no momento do ensaio
ρc é a densidade do material após um processo de condicionamento mais elaborado (muito
frequentemente em situações de equilíbrio com a atmosfera normal de laboratório)
m2 é a massa do material após secagem
NP
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m3 é a massa do material após um processo de condicionamento mais elaborado ; V é o


volume ocupado pelo material após secagem ou condicionamento

o
8.1.2 Variações de massa

ida nic
Calcular a variação relativa de massa do material conforme recebido após a secagem, ∆mr, ou após um
processo de condicionamento mais elaborado, ∆mc:

oib tró
∆mr = (m1 - m2)/m2
∆mc = (m1 - m3)/m3

pr lec
em que:

ão o e
m1 é a massa do material nas condições de receção
m2 e m3 conforme definidos na secção 8.1.1
uç ent
Sempre que seja requerido pelas normas de produto, ou quando for considerado útil avaliar corretamente as
condições de ensaio, além de ∆mc, calcular a seguinte variação relativa de massa ∆md devido ao
condicionamento após a secagem:
pr u m

∆md = (m3 - m2)/m2


Calcular a recuperação da massa relativa da amostra, ∆mw, durante o ensaio, em relação à massa verificada
re doc

imediatamente antes do ensaio, com a seguinte equação:


od

∆mw = (m4 - m5)/m5

em que:
IP de

m4 é a massa do material da amostra imediatamente após o ensaio


© ão

m5 é a massa do material seco ou condicionado da amostra imediatamente antes do


Q

ensaio (é m5 = m2 ou m5 = m3 )
s
es

8.2 Propriedades de transferência de calor


pr

8.2.1 Generalidades
Para efetuar todos os cálculos, utilizar valores médios dos dados de regime estacionário observados. As
Im

observações descritas na secção 7.3.8 devem ser usadas nos cálculos; podem ser utilizadas outras
observações em regime estacionário desde que as propriedades de transferência de calor deduzidas de cada
uma das observações não divirjam mais do que 1 % em relação às deduzidas a partir das observações
descritas na secção 7.3.8.

8.2.2 Medições do aparelho de placa quente protegida


Calcular a resistência térmica R, através da seguinte equação:

T1 − T2
R= A
Φ
NP
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ou o fator de transferência T, através da seguinte equação:

Φd

o
T=
A(T1 − T2 )

ida nic
em que:

oib tró
Φ é a potência média fornecida à zona de medição da unidade de aquecimento
T1 é a temperatura média do lado quente da(s) amostra(s)

pr lec
T2 é a temperatura média do lado frio da(s) amostra(s)
A é a zona de medição conforme definida na secção 5.2.5; relativamente a aparelhos com duas

ão o e
amostras, a zona de medição definida na secção 5.2.5 deve ser multiplicada por dois
d é a espessura média da(s) amostra(s)
Quando as condições descritas em A.3.2 e A.4.3 se aplicam, calcular a transmissibilidade térmica, λt, ou a
uç ent
condutibilidade térmica, λ, (ou a resistividade térmica, r = 1/λ), através da seguinte equação:

Φd
pr u m

λt or λ =
A (T1 − T2 )
em que Φ, A, T1, T2 e d são conforme definidos acima.
re doc
od

8.2.3 Medições com aparelho fluximétrico

8.2.3.1 Configuração com uma só amostra


IP de

8.2.3.1.1 Configuração com um só fluxómetro de calor


Calcular a resistência térmica R, através da seguinte equação:
© ão
Q

T1 − T2
R=
s

f eh
es

em que:
pr

f é o fator de calibração do fluxómetro de calor


eh é a tensão de saída do fluxómetro de calor
Im

T1 e T2 conforme descritos na secção 8.2.2

ou calcular o fator de transferência T, através da seguinte equação:

f eh d
T=
T1 − T2
em que:
T1, T2 e d são conforme definidos na secção 8.2.2.
NP
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Quando as condições descritas em A.3.2 e A.4.3 se aplicam, calcular a transmissibilidade térmica, λt, ou a
condutibilidade térmica, λ, (ou a resistividade térmica, r = 1/λ), através da seguinte equação:

o
f eh d

ida nic
λt or λ =
T1 − T2
em que:

oib tró
f, eh, T1, T2 e d são como definidos acima.

pr lec
8.2.3.1.2 Configuração com dois fluxómetros de calor
Todos os requisitos de 8.2.3.1.1 são aplicáveis a esta configuração, substituindo f eh por 0,5 (f1eh1 + f2eh2) e
onde os índices 1 e 2 se referem, respetivamente, ao primeiro e ao segundo fluxómetro de calor (cujas

ão o e
temperaturas de superfície são, respetivamente, T1 e T2).

8.2.3.2 Configuração com duas amostras


uç ent
Calcular a resistência térmica total, Rt, da seguinte forma:

(T ) (
− T ' 2 + T "1 − T " 2 )
pr u m

'
Rt =
1

f eh
e, se as condições descritas em A.3.2 e A.4.3 se aplicarem, calcular a transmissividade térmica média, λtm ,
re doc

ou a condutividade térmica média, λm, (ou a resistividade térmica, rm = 1/λm), utilizando a seguinte equação:
od

f eh  d' d" 
λtm or λ m =  ' + 
( ( ) )
IP de

2 T
 1 −T '
2 T "1 −T " 2 

em que os símbolos são os descritos em 8.2.3.1.1, e onde ' e " se referem às duas amostras (' para a primeira
© ão

amostra e " para a segunda amostra).


Q

9 Relatório de ensaio
s
es

Caso seja necessário registar os resultados de acordo com a presente norma, deverão ser cumpridos todos os
requisitos especificados; para exceções admitidas, ver r).
pr

O relatório dos resultados de cada ensaio deverá incluir o seguinte (os valor numéricos registados deverão
representar os valores médios para as duas amostras no momento do ensaio ou o valor de uma amostra no
Im

caso de um aparelho de uma só amostra):

a) O método de ensaio utilizado (placa quente protegida ou fluxómetria de calor, em conformidade com a
presente norma), o tipo de aparelho usado (de uma só amostra ou de duas amostras, ver 5.2.2, 5.2.3 ou
5.3.1) e a identificação do equipamento. O método de redução das perdas de calor laterais. A
temperatura do ambiente envolvente ao aparelho durante o ensaio. A norma de produto aplicável à(s)
amostra(s) submetida(s) a ensaio.
b) O nome e outra qualquer identificação pertinente do material, incluindo uma descrição física fornecida
pelo fabricante.
c) A descrição da amostra e referência à norma de produto, de acordo com a qual se cumpriu o processo de
amostragem e de preparação das amostras.
NP
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d) A espessura das amostras em metros, especificando se foi imposta ou medida. A referência a um método
de ensaio específico utilizado, se imposto pela norma de produto. Os critérios da norma de produto
correspondente para definir a espessura imposta.

o
e) O método e temperaturas de condicionamento.

ida nic
f) As densidades do material condicionado no momento do ensaio.
g) As variações relativas de massa durante a secagem e/ou condicionamento (ver 8.1).

oib tró
h) A variação relativa de massa durante o ensaio (ver 8.1). As alterações de espessura (e volume)
observadas durante o ensaio (ver 7.3.9).

pr lec
i) A diferença de temperatura média na(s) amostra(s) durante o ensaio, ver 7.3.7, em K.
j) Temperatura média do ensaio, em K ou °C.

ão o e
k) A densidade da taxa do fluxo de calor ao longo da amostra durante o ensaio (q = Φ/A para o aparelho de
placa quente protegida ou q = f eh para o aparelho fluximétrico, ver 8.2).
l) A resistência térmica ou o fator de transferência da(s) amostra(s). Quando aplicável, a resistividade
uç ent
térmica, a condutibilidade térmica ou a transmissividade térmica e, se requerido pela norma de produto
correspondente, o limite de espessura para os quais se mediram ou se consideram aplicáveis estes
valores, ver a norma EN 12939.
pr u m

m) A data de conclusão do ensaio; a duração do ensaio completo e da parte do ensaio realizada em regime
estacionário, se tais informações forem requeridas pela norma de produto correspondente.
re doc

Apenas para aparelhos fluximétricos: data da última calibração do fluxómetro de calor. Tipo ou tipos de
amostras de calibração utilizadas, a sua resistência térmica, a data de certificação dessas amostras, a
od

fonte de certificação, a data de validade da calibração e o número do teste de certificação.


n) A orientação do aparelho; vertical, horizontal ou outra qualquer orientação. No caso de aparelhos de
IP de

uma só amostra, a posição do lado quente da amostra quando não é vertical: por cima, por baixo ou em
outra qualquer posição.
o) No caso de ensaios em que se utilizem envelopes de segurança resistentes ao vapor, deverá ser fornecida
© ão

informação relativa à natureza e espessura do envelope.


Q

p) Sempre que exigido pela norma do produto relevante, deve ser fornecida uma representação gráfica dos
s

resultados no relatório de ensaio. Este gráfico deverá apresentar cada valor das propriedades térmicas
obtido, em função da temperatura média correspondente do ensaio, sendo estas respetivamente
es

designadas por ordenadas e abcissas. Os gráficos que representam a resistência térmica ou o fator de
transferência em função da espessura da amostra deverão ser apresentados sempre que tal seja exigido
pr

pela norma de produto correspondente.


q) Se estiverem preenchidos todos os requisitos da presente Norma e da EN 1946-2:1999 ou
Im

EN 1946-3:1999, o erro máximo previsto será no máximo de 2 % para aparelhos de placa quente
protegida e de 2 % mais a deteção de calibração da amostra acrescentada em quadratura para aparelhos
fluximétricos; O relatório deverá ainda conter uma declaração a indicar estes números; quando um ou
mais requisitos mencionados na presente norma ou na EN 1946-2:1999 ou EN 1946-3:1999 não são
cumpridos pela(s) amostra(s) (ver também r) na declaração de incumprimento), recomenda-se incluir no
relatório uma estimativa do erro ou erros verificados nos produtos medidos.
r) Se determinadas circunstâncias ou requisitos impedirem o cumprimento total do procedimento de ensaio
descrito na presente norma, poder-se-ão considerar exceções autorizadas pela respetiva norma do
produto. Contudo, essas exceções deverão ser explicadas detalhadamente no relatório. Sugere-se o
seguinte texto: "O presente ensaio cumpriu todos os requisitos da norma EN 12667 "Desempenho
térmico de materiais e produtos de construção – Determinação da resistência térmica através dos
NP
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p. 24 de 63

métodos de placa quente protegida e fluxómetria de calor – Produtos de resistência térmica elevada e
média" à exceção de ......................... (em seguida, é apresentada uma lista completa dessas exceções)".

o
s) Nome do operador que realizou o ensaio.

ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Anexo A
(normativo)

o
ida nic
Limitações relativas à implementação do princípio de medição e às propriedades
mensuráveis

oib tró
A.1 Introdução: transferência de calor e propriedades mensuráveis

pr lec
Sempre que submeter a ensaio produtos com uma resistência térmica elevada e média, a transferência de
calor efetiva nos mesmos pode envolver uma combinação complexa de diferentes fatores:

ão o e
− radiação;
− condução nas fases sólida e gasosa;
uç ent
− convecção (em determinadas condições de funcionamento),
além das respetivas interações com a transferência de massa, particularmente em materiais húmidos. Nesse
pr u m

tipo de materiais, a propriedade de transferência de calor, muitas vezes incorretamente designada por
"condutibilidade térmica" - calculada para uma amostra através da aplicação de uma fórmula definida aos
resultados das medições do fluxo térmico, da diferença de temperatura e das dimensões - poderá não ser uma
propriedade intrínseca do próprio material, uma vez que poderá depender das condições de ensaio. Por
re doc

conseguinte, esta propriedade deverá ser denominada "fator de transferência" (o fator de transferência é
od

referido frequentemente como "condutibilidade térmica aparente" ou "efetiva"). O fator de transferência pode
depender significativamente da espessura da amostra e/ou da diferença de temperatura para a mesma
temperatura média de ensaio, assim como das características radioativas das superfícies adjacentes às da
IP de

amostra.
NOTA: O problema específico de submeter a ensaio amostras espessas, que excedem as capacidades do aparelho e/ou apresentam o
denominado efeito de espessura, é tratado na norma EN 12939.
© ão

Por todas as razões acima mencionadas, a resistência térmica, assim como o fator de transferência, são
Q

propriedades que descrevem corretamente o comportamento térmico da amostra nas suas condições
s

específicas de ensaio. No caso de se verificar eventualmente a existência de convecção na amostra de ensaio


es

(p. ex. numa lã mineral leve), a orientação do aparelho, a espessura e a diferença de temperatura podem
influenciar em simultâneo o fator de transferência e a resistência térmica.
pr

Caso seja medida uma propriedade de transferência de calor de um grande número de amostras do mesmo
material, esta propriedade pode:
Im

1) variar devido à variabilidade da composição dos despectivos materiais ou amostras;


2) ser afetada pela humidade ou outros fatores;
3) variar com o tempo;
4) variar em função da temperatura média;
5) depender do histórico térmico anterior.

Deve assim reconhecer-se que a seleção de um valor tipo das propriedades de transferência de calor
representativo de um material numa determinada aplicação, deve ter por base esquemas de amostragem
apropriados, condições de ensaio e regras de conversão apropriadas, ver também A.4.
NP
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A.2 Definições

o
A.2.1 condutibilidade térmica, λ, num ponto P

ida nic
Quantidade definida em cada ponto P de um meio puramente condutor através da seguinte relação entre os
vetores q e grad(T):

oib tró
q = - λ grad(T)
NOTA: Na maioria dos casos, a condutibilidade térmica é um tensor de nove elementos e não uma constante.

pr lec
A.2.2 meio termicamente homogéneo
Meio no qual a condutibilidade térmica não depende da posição definida no meio, mas que poderá depender

ão o e
da direção, do tempo e da temperatura.
uç ent
A.2.3 porosidade, ξ
Volume total dos poros de um meio poroso (um meio poroso é um meio heterogéneo devido à presença de
fibras, de paredes celulares ou grãos, por exemplo) dividido pelo volume total do referido meio. A
pr u m

porosidade local, ξP, num ponto P interno de uma amostra é a porosidade de uma parte elementar da amostra
cujo volume é pequeno em relação à amostra, mas suficientemente grande para permitir avaliar uma média
significativa.
re doc
od

A.2.4 meio poroso homogéneo


Meio no qual a porosidade local é independente do ponto onde o valor é calculado [EN ISO 9251:1995].
IP de

NOTA: A maioria das amostras com uma resistência térmica elevada e média são porosas homogéneas, ou seja, não homogéneas
(ver a definição de porosidade) e, portanto, não termicamente homogéneas.
© ão

A.2.5 meio termicamente isotrópico


Q

Meio no qual a condutibilidade térmica não é uma função da direção, podendo ser uma função da posição no
meio, do tempo e da temperatura.
s
es

NOTA: A condutibilidade térmica de um meio isotrópico é definida através de um valor único em cada ponto, por oposição a uma
matriz de valores.
pr

A.2.6 meio termicamente estável


Im

Meio no qual a condutibilidade térmica não é uma função do tempo, podendo ser uma função das
coordenadas, da temperatura e, se aplicável, da direção.

A.2.7 condutibilidade térmica média de uma amostra


Propriedade definida em condições de regime estacionário para um corpo com a forma de uma placa limitada
por duas faces isotérmicas paralelas e lisas e por bordos adiabáticos perpendiculares às faces, composto de
um material termicamente homogéneo, isotrópico (ou anisotrópico com um eixo de simetria perpendicular às
faces), estável pelo menos nos limites de exatidão de uma medição e durante o tempo necessário para a sua
execução, e com uma condutibilidade térmica constante ou uma função linear da temperatura.
NP
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A.2.8 fator de transferência de uma amostra:


Definido por :

o
ida nic
qd d
T = =
∆T R

oib tró
NOTA: Esta definição é aplicável a qualquer ensaio em regime estacionário realizado com um aparelho de placa quente protegida
ou aparelho fluximétrico em amostras onde a condução, a convecção e a radiação ocorrem conjuntamente. Depende das condições
experimentais, como, por exemplo, da diferença de temperatura, da emissividade do aparelho e da espessura da amostra e, nessas
condições, caracteriza uma amostra em relação à transferência de calor por condução e radiação combinadas. É normalmente

pr lec
referida como condutibilidade térmica medida, equivalente, aparente ou efetiva de uma amostra.

A.2.9 transmissividade térmica de um material

ão o e
Definida por

∆d
λt =
uç ent
∆R
quando ∆d/∆R é independente da espessura d.
pr u m

NOTA: A transmissividade térmica é independente das condições experimentais e caracteriza um material isolante em relação à
transferência de calor por condução e radiação combinadas. A resistividade térmica pode ser considerada como o limite atingido
pelo fator de transferência para camadas espessas no caso de uma transferência de calor por condução e radiação combinadas. É
re doc

frequentemente designada sob o nome de condutibilidade térmica equivalente, aparente ou efetiva de um material.
od

A.2.10 propriedade de transferência de calor em regime estacionário


É o termo genérico para identificar uma das seguintes propriedades: resistência térmica, fator de
IP de

transferência, condutibilidade térmica, resistividade térmica, transmissividade térmica, condutância térmica


ou condutibilidade térmica média.
© ão

A.2.11 tempo de estabilização


Q

Tempo necessário para uma medição atingir as condições de regime estacionário num limite de ± 1%.
s
es

A.2.12 amostra rígida


Amostra de um material demasiado duro e rígido para ser afetado na sua forma pela pressão dos elementos
pr

de aquecimento e arrefecimento, garantindo um contacto térmico uniforme em todas as superfícies das


unidades de aquecimento e arrefecimento colocadas sobre a amostra.
Im

A.2.13 temperatura local


Termo genérico para identificar a temperatura média de ensaio de uma medição, considerada como
confortável por uma determinada pessoa que se encontre no local onde essa temperatura se verifica.
A.2.14 temperatura ambiente
Termo genérico para identificar a temperatura junto aos bordos da amostra ou junto ao aparelho utilizado.
NOTA: Esta temperatura é a temperatura do compartimento onde se encontra fechado o aparelho ou a temperatura do laboratório
para aparelhos não fechados.
NP
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A.2.15 operador
Pessoa responsável pela execução do ensaio e pela apresentação de um relatório com os resultados medidos.

o
ida nic
A.2.16 utilizador dos dados
Pessoa envolvida na aplicação e interpretação dos resultados medidos, e que avalia o desempenho do

oib tró
material ou do sistema.

A.2.17 designer

pr lec
Pessoa que desenvolve os detalhes de construção de um determinado equipamento para que este cumpra os
limites de desempenho predefinidos para o aparelho nas condições de ensaio estabelecidas. É ainda o

ão o e
responsável pela definição dos procedimentos de ensaio a fim de verificar a exatidão do aparelho.

A.3 Limitações devido à implementação do princípio


uç ent
A.3.1 Generalidades
pr u m

A implementação do princípio de medição definido no artigo 4º, com recurso ao aparelho descrito na
presente norma, implica determinadas limitações.
re doc

A.3.2 Homogeneidade das amostras


od

A.3.2.1 Critérios gerais


O princípio de ensaio definido no artigo 4º supõe a homogeneidade das amostras: a maioria dos produtos
IP de

com uma resistência térmica elevada e média são abrangidos pela definição de um meio poroso homogéneo,
ver A.2. Tais produtos podem ser submetidos a ensaio se a maior dimensão de poros, grãos ou qualquer outra
heterogeneidade for inferior a um décimo da espessura da amostra. Para outro tipo de heterogeneidade, à
© ão

exceção de amostras em camadas, ver A.3.2.2. Deverá ser consultada a norma ISO 8302:1991.
Q

A.3.2.2 Amostras em camadas


s
es

Para amostras compostas não homogéneas que se encontram em camadas, o valor de condutibilidade térmica
média mensurável de cada camada deve ser duas vezes inferior ao de qualquer outra camada. Isto deve ser
considerado como uma regra empírica aproximada, necessitando apenas de uma estimativa por parte do
pr

operador, o que não implica necessariamente a medição da condutibilidade de cada camada. É expectável
que, nesta situação, a exatidão permaneça próxima daquela que é previsível para ensaios em amostras
Im

homogéneas. Se este requisito não for cumprido, não podem ser fornecidas quaisquer diretrizes para avaliar a
exatidão da avaliação.

A.3.2.3 Amostras anisotrópicas


Algumas amostras, ainda que satisfaçam os critérios de homogeneidade, são anisotrópicas no sentido que a
condutibilidade térmica medida numa direção paralela às faces é diferente daquela que for medida na direção
perpendicular às faces. Este tipo de amostras poderá ser favorável a um aumento de desequilíbrio e de perdas
térmicas laterais mais graves. Se o quociente entre estes dois valores mensuráveis for superior a dois, deverá
ser consultada a norma ISO 8302:1991.
NP
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A.3.3 Espessura máxima das amostras


As condições limites nos bordos das amostras devido aos efeitos de isolamento periférico, dos elementos de

o
aquecimento auxiliares e da temperatura ambiente envolvente, irão afetar os erros de perda de calor lateral e

ida nic
limitar a espessura máxima da amostra para qualquer configuração, de acordo com o descrito na norma
EN 1946-2:1999, Anexo B.
Na presente norma, o quociente da temperatura do bordo, e, é definido por:

oib tró
e = (Te - T2)/(T1 - T2)

pr lec
em que Te é a temperatura do bordo da amostra (supostamente uniforme) e em que T1 e T2 são,
respetivamente, as temperaturas dos lados quente e frio da amostra. Se não existir isolamento lateral e

ão o e
0,25 ≤ e ≤ 0,75, a espessura máxima da amostra não deverá exceder a espessura indicada, para quaisquer
dimensões padrão dos aparelhos, na coluna 4 do QuadroA.1. Os dados da coluna 4 são conformes à
expressão apresentada na secção 2.2.1 da norma ISO 8302:1991.
uç ent
EXEMPLO 1: e = 0,25 corresponde a uma temperatura do bordo da amostra mantida 5 K abaixo da temperatura média de ensaio,
quando a diferença de temperatura entre os lados quente e frio da amostra é de 20 K.
pr u m

NOTA: A perda de calor lateral é igual a zero no caso de amostras isotropias homogéneas quando e estiver próximo de 0,5. O erro
para e = 0,25 apresenta o erro máximo para 0,25 ≤ e ≤ 0,75. Para qualquer outro valor de e até 0,75, a perda de calor lateral é
inferior.
re doc

Quando o isolamento lateral é colocado entre o bordo da amostra e as paredes de um compartimento em


od

contacto com a atmosfera do laboratório, a temperatura do laboratório é a temperatura do bordo. Quando a


temperatura do laboratório diverge sensivelmente da temperatura média de ensaio, e pode estar claramente
fora do intervalo entre 0,25 e 0,75.
IP de

EXEMPLO 2: Com uma temperatura média de ensaio de 50 °C, uma diferença de temperatura de 20 °C e uma temperatura de
laboratório de 20 °C, obtém-se e = -1. Neste caso, os dados do Quadro não se aplicam.
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Quadro A.1 – Espessuras de amostra máxima e mínima da amostra permitidas


Dimensões em milímetros

o
Dimensão Secção Largura Espessura Tolerância Espessura Largura máx. Espessura

ida nic
total de da máxima de planeza mínima do intervalo mínima1)
medição proteção (limite do (0,025 %) (tolerância (espaçamento) (limite do
bordo) de planeza) intervalo)

oib tró
200 100 50 30 0,05 10,0 1,25 12,5
300 200 50 35 0,08 15,0 2,50 25,0

pr lec
300 150 75 45 0,08 15,0 1,88 18,8
400 200 100 60 0,10 20,0 2,50 25,0
400 100 150 80 0,10 20,0 1,25 12,5

ão o e
500 300 100 65 0,13 25,0 3,75 37,5
500 250 125 75 0,13 25,0 3,13 31,3
uç ent
500 200 150 85 0,13 25,0 2,50 25,0
600 300 150 90 0,15 30,0 3,75 37,5
800 500 150 100 0,20 40,0 6,25 62,5
pr u m

800 400 200 120 0,20 40,0 5,00 50,0


1000 500 250 150 0,25 50,0 6,25 62,5
re doc
od

1)
Espessuras aplicáveis para a largura dos intervalos da sétima coluna do Quadro A.1; para intervalos mais finos, ver 5.2.5.

No caso de aparelhos de placa quente protegida, e quando é utilizada uma proteção plana adicional, a
IP de

espessura máxima da amostra pode ser avaliada como se a proteção se estendesse até ao bordo da proteção
plana adicional.
Para uma proteção gradiente ou para um isolamento lateral, efetuar cálculos numéricos ou proceder a
© ão

controlos sistemáticos em aparelhos de conceção semelhante de modo a determinar o erro de perda de calor
Q

lateral.
s

Quando é utilizado um aparelho fluximétrico com uma configuração simétrica de uma só amostra, ver a
es

secção 5.3.1, a espessura máxima da amostra indicada na Quadro A.1 pode ser aumentada em cerca de 50 %
se forem cumpridos os requisitos das secções 4.4 e 4.6 da norma EN 1946-3:1999.
pr

A informação acima descrita é fundamentada em modelos puramente condutores. Para materiais de baixa
densidade (p. ex. inferior a 20 kg/m3), em que ocorre uma transferência de calor por radiação significativa,
Im

aconselha-se a não ultrapassar a espessura permitida de acordo com os dados da Quadro A.1, ver a norma
EN 12939.

A.3.4 Espessura mínima da amostra


A espessura mínima da amostra está limitada pelas resistências de contacto apresentadas em A.3.6. Quando
se deve determinar a condutibilidade térmica ou a resistividade térmica, a espessura mínima da amostra está
também limitada pela exatidão da instrumentação de medição da espessura.
Quando são realizados ensaios sobre amostras não rígidas, o espaçamento máximo da planeza das faces do
aparelho (que não deverá ultrapassar 0,025 % da dimensão total do aparelho; ver a quinta coluna da
Quadro A.1) não deve, em qualquer circunstância, criar uma incerteza na medição da espessura da amostra
NP
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superior a 0,5 %: as espessuras mínimas correspondentes da amostra são fornecidas na sexta coluna da
Quadro A.1.

o
Para aparelhos de placa quente protegida, a espessura mínima da amostra deve ter, no mínimo, dez vezes a

ida nic
largura do intervalo da unidade de aquecimento, ver o ponto 5.2.5. O intervalo deverá ter uma área que não
ultrapasse 5% da zona de medição: a largura máxima do intervalo resultante deste requisito é apresentada na
sétima coluna da Quadro A.1 e a espessura mínima da amostra correspondente é apresentada na oitava

oib tró
coluna da Quadro A 1.

A.3.5 Limites máximos para a resistência térmica

pr lec
O limite superior passível de medição da resistência térmica é determinado pela estabilidade da potência
fornecida ao elemento de aquecimento, pela capacidade dos instrumentos em medirem o nível de potência e

ão o e
pelo grau de perdas ou ganhos de calor provocados por erros de desequilíbrio de temperatura (analisados na
norma EN 1946-2:1999) entre a zona central de medição e as zonas de proteção das amostras e do elemento
quente.
uç ent
A.3.6 Planeza e resistências de contacto
Quando é realizado ensaio sobre uma amostra (nomeadamente uma amostra rígida com uma condutância
pr u m

térmica elevada; ver a definição de "amostra rígida" em A.2), as pequenas irregularidades de superfície da
amostra e do aparelho (superfícies que não são completamente lisas) levarão a que as resistências de contacto
não sejam distribuídas uniformemente entre as amostras e as placas dos elementos de aquecimento e
re doc

arrefecimento.
od

NOTA: Essas irregularidades provocam uma distribuição não uniforme da taxa do fluxo de calor e uma distorção do campo térmico
no interior das amostras. Além disso, dificultam as medições precisas da temperatura da superfície e criam incertezas na
determinação da espessura das amostras.
IP de

Quando o ensaio é realizado em amostras rígidas, o espaçamento máximo da planeza das faces do aparelho
não deve, em qualquer circunstância, provocar erros associados à resistência térmica adicional total (em
ambos os lados da amostra), devido a um contacto imperfeito de amostras rígidas - que ultrapassem 0,5 % da
© ão

resistência térmica da amostra. Este erro não depende das dimensões dos aparelhos: a Quadro A.2 apresenta,
Q

para algumas resistências térmicas da amostra, as resistências resultantes de contacto máximas permitidas.
Com base nestes valores, deduzimos a espessura máxima da camada de ar equivalente máxima - resultante
s

das bolsas de ar em ambos os lados da amostra - tendo em conta o efeito de irregularidade do aparelho e da
es

amostra para uma condutibilidade térmica do ar próxima de 0,025 W/(m·K), ou seja, aproximadamente à
temperatura ambiente; ver a terceira coluna da Quadro A.2.
pr

A.3.7 Paralelismo
Im

O paralelismo não é tão crucial como a planeza para os procedimentos descritos na presente norma; o desvio
máximo de paralelismo para as superfícies da amostra é definido pelo requisito que indica que a espessura da
amostra não deverá diferir mais de 2% do valor médio, ver B.5 no Anexo B.

A.3.8 Limites à diferença de temperatura


Recomenda-se que as diferenças de temperatura no intervalo de 10 K a 50 K sejam utilizadas para minimizar
os erros de medição da diferença de temperatura.
NP
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Quadro A.2 – Tolerâncias de planeza relacionadas com a resistência térmica da amostra


Resistência térmica da Resistência térmica Espessura da camada de ar

o
amostra de contacto máxima máxima equivalente

ida nic
permitida (aparelho + amostra)

m2·K/W

oib tró
m2·K/W mm
0,3 0,0015 0,04

pr lec
0,4 0,0020 0,05
0,5 0,0025 0,06

ão o e
0,6 0,0030 0,08
0,8 0,0040 0,10
uç ent
1,0 0,0050 0,13
1,5 0,0075 0,19
pr u m

No caso improvável de serem exigidas diferenças de temperatura inferiores ou superiores por uma norma de
produto, deverá ser consultada a norma ISO 8302:1991.
re doc
od

A.3.9 Temperatura máxima de funcionamento


A temperatura máxima de funcionamento das unidades de aquecimento e arrefecimento pode ser limitada
pela oxidação, pela tensão térmica, ou por outros fatores que prejudiquem a planeza e uniformidade da placa
IP de

de superfície, e por variações da resistividade elétrica dos isolamentos elétricos, que podem afetar a exatidão
de todas as medições elétricas.
© ão

A.3.10 Deformação
Q

Deverá existir um cuidado especial com amostras com elevados coeficientes de expansão térmica que
s

apresentam uma curvatura evidente quando expostas a um gradiente de temperatura. A curvatura pode
es

danificar o aparelho ou provocar uma resistência de contacto adicional que pode originar erros de medição
graves. Para medir tais materiais, será eventualmente necessário um equipamento especialmente concebido
pr

para o efeito.
Im

A.3.11 Tempo de estabelecimento e intervalo de medição


Dado que o princípio do método pressupõe condições de regime estacionário para se obter um valor correto
das propriedades, é essencial dar tempo suficiente (ou seja, o tempo de estabelecimento; ver a definição
respetiva em A.2.11) para que o aparelho e a amostra atinjam o equilíbrio térmico.
NOTA 1: Para medições em bons isolantes, com uma capacidade térmica reduzida e nos casos em que exista absorção ou
desabsorção de humidade com transferência de calor latente, as temperaturas internas (e, consequentemente, o teor de humidade)
da amostra poderão necessitar de bastante tempo para atingir o equilíbrio térmico. O tempo necessário para atingir o equilíbrio
depende do aparelho, da amostra e das suas interações, e pode variar entre 10 min (p. ex. quando submeter a ensaio, num aparelho
fluximétrico bem regulado, uma amostra fina de um material isolante já em estado de equilíbrio num laboratório mantido à
temperatura média de ensaio) e mais de um dia (p. ex. quando submeter a ensaio uma amostra espessa de um material isolante num
aparelho de placa quente protegida sem controlo automático da unidade de aquecimento ou quando submeter a ensaio amostras
onde a redistribuição de humidade tem de ocorrer durante as medições).
NP
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Os itens seguintes deverão ser considerados como relevantes para a avaliação deste tempo:
a) as capacidades térmicas e o sistema de controlo da(s) unidade(s) de arrefecimento para aparelhos de

o
placa quente protegida ou as unidades de aquecimento e arrefecimento para aparelhos fluximétricos;

ida nic
b) as capacidades térmicas e o sistema de controlo da zona de medição da unidade de aquecimento, e a
zona de proteção da unidade de aquecimento (apenas para aparelhos de placa quente protegida);

oib tró
c) o isolamento do aparelho;
d) a difusividade térmica, a permeabilidade ao vapor de água e a espessura da amostra;

pr lec
e) as temperaturas de ensaio e ambiente durante o ensaio;
f) a temperatura e o teor de humidade da(s) amostra(s) no início do ensaio.

ão o e
NOTA 2: Como orientação geral, os sistemas de controlo podem reduzir drasticamente o tempo de estabelecimento do equilíbrio
térmico, mas pouco poderá ser feito no sentido de reduzir o tempo necessário para o estabelecimento do equilíbrio do teor de
humidade.
uç ent
Se não for possível obter uma estimativa mais precisa do tempo de estabelecimento, ou na ausência de uma
experiência de ensaio em amostras similares, no mesmo aparelho, e em condições de ensaio semelhantes,
calcular o seguinte intervalo de tempo ∆t:
pr u m

∆t = ( ρp cp dp + ρs cs d ) R
em que:
re doc

ρp é a densidade
od

cp é o calor específico
dp é a espessura
IP de

todos estes dados são relativos à placa de metal da unidade de aquecimento para aparelhos de placa quente
protegida ou à placa de metal (da unidade de aquecimento ou arrefecimento) para aparelhos fluximétricos (o
efeito do termo ρp cp dp é minimizado pelo controlo automático efetivo das temperaturas das unidades de
© ão

aquecimento e arrefecimento num aparelho fluximétrico:


Q

ρs é a densidade da amostra
s

cs é o calor específico da amostra


es

d é a espessura da amostra
R resistência térmica da amostra
pr

Se forem utilizados controladores automáticos, nomeadamente para alimentar as resistências elétricas da


Im

unidade de aquecimento, ∆t deve ser reduzido de acordo com a teoria do controlo automático em que se deve
levar em consideração a presença dos referidos controladores.
O tempo de estabelecimento está relacionado com ∆t, normalmente cinco vezes para atingir o regime
estacionário num intervalo inferior a 1 %. Recomenda-se que o intervalo de medição não seja superior a
0,25 % de ∆t, de modo que os valores obtidos representem os valores médios.
NP
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A.4 Limitações das propriedades de transferência de calor mensuráveis

o
A.4.1 Generalidades

ida nic
A propriedade de transferência de calor medida numa amostra individual pode caracterizar a amostra de
ensaio apenas nas suas condições de ensaio, ou pode ser uma propriedade intrínseca da amostra ou ainda
uma propriedade que caracteriza o produto a partir do qual foi extraída a amostra. Tendo em consideração os

oib tró
artigos seguintes, devem ser consultadas as indicações relativas ao significado dos resultados do ensaio na
respetiva norma de produto.

pr lec
A.4.2 Resistência térmica, condutância térmica ou fator de transferência

ão o e
A resistência térmica, a condutância térmica ou o fator de transferência pode ser dado enquanto resultado de
uma medição numa amostra em determinadas condições de ensaio, desde que os critérios de homogeneidade
de A.3.2 sejam cumpridos.
uç ent
A resistência térmica, a condutância térmica ou o fator de transferência é habitualmente uma função das
diferenças de temperatura ao longo da amostra. As diferenças de temperatura devem ser indicadas no
relatório de ensaio.
pr u m

A.4.3 Condutibilidade térmica média ou transmissividade térmica de uma amostra


De forma a determinar a condutividade térmica média ou a transmissividade térmica de uma amostra
re doc

(quando aplicável), devem ser cumpridos os critérios de homogeneidade indicados em A.3.2.1. Além disso,
od

para qualquer temperatura média, a resistência térmica deverá ser independente da diferença de temperatura
estabelecida ao longo da amostra. Se este último critério não for cumprido, apenas deverá ser indicada no
relatório a resistência térmica da amostra nas condições de ensaio verificadas.
IP de

A.4.4 Condutibilidade térmica ou transmissividade térmica de um material


© ão

A.4.4.1 Generalidades
Q

De forma a determinar a condutividade térmica ou a transmissividade térmica de um material (se aplicável),


s

deverão ser cumpridos os critérios referidos em A.4.3. Além disso, deverá ser efetuada uma amostragem
es

adequada de forma a garantir que o material é homogéneo ou poroso homogéneo, e que as medições são
representativas do material, do produto ou do sistema no seu todo; podem ser consultadas indicações
pr

relativamente a estes aspetos na norma de produto aplicável à amostra submetida a ensaio. A espessura das
amostras deverá ser superior àquela para a qual o fator de transferência do material, produto ou sistema não
Im

varie mais de 2 %, com um aumento de espessura.

A.4.4.2 Influência da espessura da amostra


Para avaliar a importância do efeito de espessura da amostra no fator de transferência, deve ser consultada a
norma EN 12939 juntamente com as normas relativas ao produto.

A.5 Decisões preliminares


Antes de qualquer medição com aparelhos de placa quente protegida ou fluximétricos disponíveis no
laboratório e após verificação da possibilidade de efetuar medições válidas de acordo com a norma de
produto e com as limitações descritas no presente Anexo, têm de ser tomadas determinadas decisões,
relacionadas com a propriedade específica pretendida ou exigida, como resultado de qualquer medição direta
NP
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(p. ex. condutibilidade térmica ou resistência térmica), ou com qualquer correlação pretendida ou exigida
entre as propriedades medidas (p. ex. condutibilidade térmica em função da temperatura ou em função da
densidade para uma dada temperatura).

o
ida nic
Estas decisões serão influenciadas nomeadamente por:
a) A dimensão e forma do aparelho disponível ou exigido. Um determinado aparelho com uma dimensão
única poderá não ser suficiente para efetuar medições em todas as espessuras de amostras.

oib tró
De igual modo, deverá ser verificado o limite das condições ambientais e de temperatura disponíveis ou
necessárias.

pr lec
b) A dimensão e número de amostras de acordo com as normas respetivas de produto.
c) A necessidade ou a conveniência de inserir a amostra em envelopes de segurança resistentes ao vapor, de
acordo com as normas de produto correspondentes.

ão o e
NOTA 1: Estas técnicas destinam-se a prevenir a adsorção da humidade após secagem ou a alteração no teor da humidade após
condicionamento.
uç ent
d) A necessidade de obter espaçadores de espessura ou uma pressão aplicada na amostra.
NOTA 2: Sempre que alguém submete a ensaio uma determinada amostra ou prova, de acordo com a norma de produto, ou
necessita de informações específicas sobre as propriedades de transferência de calor mensuráveis, assume-se que o operador pode
pr u m

avaliar a influência nas medições dos princípios básicos da transferência de calor em produtos com uma resistência térmica elevada
e média, assim como os princípios de conceção e de funcionamento da placa quente protegida ou do fluximétrico.
NOTA 3: Existe uma diferença entre uma medição cujo objetivo é determinar uma das propriedades de transferência de calor em
regime estacionário definidas em A.2, e uma medição requerida por uma norma de produto. Esta medição pode ser requerida por
re doc

um plano de amostragem em amostras não conformes aos requisitos indicados na presente Norma. Uma situação típica é aquela em
od

que se verifica que as amostras não são suficientemente lisas para assegurar um bom contacto com o aparelho, ou não têm faces
paralelas, como requerido em 6.3.2.1, ou em que elas são submetidas a ensaio com uma espessura não representativa da utilização
final do material. Os resultados numéricos destes ensaios podem assim ser considerados unicamente como uma base prática de
aceitação ou de rejeição de lotes de um material específico, e não necessariamente como uma propriedade térmica significativa.
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Anexo B
(normativo)

o
ida nic
Limites relativos ao desempenho do equipamento e às condições de ensaio -
placa quente protegida

oib tró
B.1 Generalidades

pr lec
O presente anexo define os limites obrigatórios para o controlo de desempenho do equipamento e para as
condições de ensaio. Todas as referências aos artigos da norma ISO 8302:1991 são meramente informativas;

ão o e
os números das cláusulas, quando seguidos de um asterisco (*), apresentam os valores alterados em
comparação com a norma ISO 8302:1991.
uç ent
B.2 Exatidão e repetibilidade, estabilidade, uniformidade
pr u m

Secção da Descrição Valor


ISO 8302:1991
1.5.3 exatidão prevista para o método da placa quente protegida (à 2%
re doc

temperatura normal)
od

1.5.3 exatidão prevista para o método da placa quente protegida (em todo 5%
o intervalo de temperaturas)
IP de

1.5.3 repetibilidade prevista (amostra retirada e reinstalada) 1%


2.1.4.1.1 erro de desequilíbrio máximo permitido
© ão

3.2.1 valor máximo para a soma de erros de desequilíbrio e de perdas de 0,5 %


Q

calor laterais 0,5 %


s

2.1.1.2 uniformidade da temperatura requerida para a unidade de 2%


es

aquecimento, relacionada com a diferença de temperatura ao longo


da amostra
pr

2.1.1.2 diferença máxima entre as temperaturas médias das faces opostas da 0,2 K
unidade de aquecimento
Im

3.3.5 flutuações de temperatura máximas permitidas para a unidade de 0,3 %


aquecimento (relacionada com a diferença de temperatura entre as
unidades de aquecimento e arrefecimento) devido às flutuações da
potência de entrada
2.1.2 * estabilidade requerida a longo prazo da temperatura da unidade de 0,5 %
arrefecimento, relacionada com a diferença de temperatura ao longo
da amostra
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 37 de 63

(conclusão)

o
Secção da Descrição Valor
ISO 8302:1991

ida nic
2.1.2 * limite superior requerido para as flutuações de temperatura da 2%
unidade de arrefecimento, relacionado com a diferença de

oib tró
temperatura ao longo da amostra
2.1.2 * estabilidade requerida da temperatura da unidade de 2%

pr lec
arrefecimento, relacionada com a diferença de temperatura ao
longo da amostra

ão o e
2.1.4.1.2 exatidão requerida na medição da diferença de temperatura entre 1%
a unidade de aquecimento e a unidade de arrefecimento
uç ent
3.3.6 diferença máxima entre as diferenças de temperatura ao longo 2%
das duas amostras num aparelho com duas amostras.
pr u m

2.1.4.1.4 erros padrão sugeridos para os termopares ver Quadro B.1 da


norma
ISO 8302:1991
re doc

2.1.4.1.4 erro padrão sugerido para os termopares entre 21 K e 170 K 1%


od

2.1.4.1.4 * erro na medição da diferença de temperatura devido à distorção eliminado


IP de

2.1.4.2 exatidão prevista na medição da espessura da amostra 0,5 %


3.2.1 diferença de espessura máxima para duas amostras a ser 2%
© ão

instaladas num aparelho de duas amostras


Q

2.1.1.1 * incerteza máxima na espessura da amostra medida para amostras 0,5 %


s

não rígidas devido a irregularidades de superfície


es

2.1.1.1 irregularidade máxima da superfície de um aparelho ou das 0,025 %


pr

superfícies das amostras rígidas


Im

2.1.4.3 exatidão requerida das medições elétricas em sensores de 0,2 %


temperatura, relacionada com a diferença de temperatura ao
longo da amostra
3.3.5 * exatidão requerida na medição da potência elétrica média 0,1 %
fornecida à zona de medição
2.1.4.3 exatidão requerida na medição da potência elétrica 0,1 %
3.3.1 exatidão requerida na determinação da massa da amostra 0,5 %
2.2.4 erro provável máximo em percentagem do erro total 50 % a 75 %
NP
EN 12667
2012

p. 38 de 63

B.3 Dimensões de aparelhos sugeridas

o
Secção da Descrição Valor

ida nic
ISO 8302:1991

1.7.9 dimensões de aparelhos sugeridas 0,3 m; 0,5 m

oib tró
1.7.9 dimensões de aparelhos sugeridas para os aparelhos (apenas para materiais 0,2 m
homogéneos)

pr lec
1.7.9 dimensão de aparelho sugerida (apenas para avaliar o efeito de espessura) 1m

ão o e
B.4 Requisitos de conceção do equipamento
Secção da Descrição Valor
ISO 8302:1991
uç ent
2.1.1.2; 2.3.6; 3.2.2.3.3
pr u m

Emissão hemisférica total mínima para qualquer superfície em contacto com 0,8
a amostra
2.1.1.1 irregularidade máxima da superfície de um aparelho ou das superfícies das 0,025 %
re doc

amostras rígidas
od

2.1.1.3 área máxima do intervalo relacionado com a área da zona de medição 5%


2.1.1.5 distância máxima entre os sensores de desequilíbrio e o intervalo, 5%
IP de

relacionada com a parte lateral ou o diâmetro da zona de medição


2.1.3 fluxo térmico máximo através dos fios, relacionado com o fluxo térmico ao 10 %
longo da amostra
© ão

2.1.1.2 uniformidade requerida da temperatura da unidade de aquecimento 2%


Q

relacionada com a diferença de temperatura ao longo da amostra


s

2.1.1.2 diferença de temperatura máxima entre a temperatura média das superfícies 0,2 K
es

opostas da unidade de aquecimento


3.3.5 flutuações de temperatura máximas permitidas da unidade de aquecimento 0,3 %
pr

(relacionada com a diferença de temperatura entre as unidades de


aquecimento e arrefecimento) devido às flutuações da potência de entrada
Im

2.1.2 * estabilidade a longo prazo requerida da temperatura da unidade de 0,5 %


arrefecimento, relacionada com a diferença de temperatura ao longo da
amostra
2.1.2 * estabilidade requerida da temperatura da unidade de arrefecimento, 2%
relacionada com a diferença de temperatura ao longo da amostra
2.1.2 * limite superior requerido das flutuações de temperatura da unidade de 2%
arrefecimento, relacionado com a diferença de temperatura ao longo da
amostra
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 39 de 63

(conclusão)

o
Secção da Descrição Valor
ISO 8302:1991

ida nic
2.1.1.2; 2.3.6; 3.2.2.3.3

oib tró
2.4.2 * diferença de temperatura máxima permitida, em percentagem da diferença 1%
mínima de temperatura ao longo da amostra, durante os ensaios isotérmicos

pr lec
2.4.5 relação máxima entre a temperatura do bordo e a temperatura média da 0,1 (0,02)
amostra e a diferença de temperatura ao longo da amostra (para uma maior
exatidão)

ão o e
2.1.4.1.4 diâmetro máximo do termopar quando instalado na superfície das placas 0,6 mm
para medir as diferenças de temperatura entre a unidade de aquecimento e a
unidade de arrefecimento
uç ent
2.1.4.1.4 * diâmetro máximo sugerido do termopar quando instalado como indicado 0,2 mm
acima na superfície de um aparelho em que a parte lateral ou diâmetro é
inferior a 0,5 m
pr u m

2.1.4.1.1 diâmetro máximo sugerido dos termopares de deteção de desequilíbrio 0,3 mm


2.1.4.1.2 número mínimo de sensores de temperatura em cada um dos lados da zona 10 √ A ou 2
re doc

de medição (o maior dos dois)


od

2.1.4.1.2 resistência elétrica mínima entre os sensores de temperatura não blindados e 100 MΩ
as placas de metal do aparelho
3.3.4.1 diferença mínima requerida entre o ponto de orvalho do ar e a temperatura 5 K
IP de

da unidade de arrefecimento
3.3.4.1 intervalo sugerido para a diferença acima indicada em comparações 5 K a 10 K
© ão

interlaboratoriais
Q

2.1.5 pressão máxima sugerida do aparelho na amostra para a maioria dos 2,5 kPa
s

materiais isolantes
es

B.5 Características de amostras aceitáveis


pr

Secção da Descrição Valor


Im

ISO 8302:1991
1.1 resistência térmica mínima mensurável num aparelho de placa quente 0,1 m2·K/W
protegida
1.1 resistência térmica mínima mensurável num aparelho de placa quente 02 m2·K/W
protegida que admita uma ligeira inexatidão
1.7.1 * resistência térmica máxima para amostras rígidas que necessitem de 0,3 m2·K/W
técnicas especiais para medir as temperaturas das superfícies

(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 40 de 63

(continuação)

o
Secção da Descrição Valor
ISO 8302:1991

ida nic
2.1.4.1.3 resistência térmica mínima para amostras não rígidas de modo a poderem 0,5 m2·K/W
utilizar sensores de temperatura permanentemente instalados para medirem

oib tró
a diferença de temperatura ao longo da amostra
2.1.4.1.3 * resistência térmica máxima resultante (em ambos os lados da amostra) 0,5 %

pr lec
provocada pelo contacto imperfeito das amostras rígidas, expressa em
percentagem da resistência térmica das amostras
3.2.2.2.1 * resistência mínima das amostras rígidas para medir a diferença de 0,3 m2·K/W

ão o e
temperatura ao longo dos termopares do aparelho
2.1.4.1.3 * incerteza adicional na diferença de temperatura ao longo de uma amostra 0,5 %
rígida de resistência térmica superior a 0,1 m2·K/W utilizando folhas de
uç ent
contacto e/ou sensores de temperatura instalados na superfície da amostra
2.1.4.1.3 * incerteza adicional na diferença de temperatura ao longo de uma amostra de 0,5 % a 4 %
pr u m

rígida de resistência térmica entre 0,1 m2·K/W e 02 m2·K/W utilizando


folhas de contacto e/ou sensores de temperatura instalados na superfície da
amostra
re doc

1.7.6 espessura mínima da amostra relacionada com a largura mínima do 10 vezes


intervalo
od

3.2.1 diferença de espessura máxima para duas amostras a ser instaladas num 2%
aparelho de duas amostras
IP de

2.1.1.1 irregularidade máxima da superfície de um aparelho ou das superfícies das 0,025 %


amostras rígidas
© ão

2.1.1.1 * incerteza máxima na espessura da amostra medida para amostras não 0,5 %
Q

rígidas devido a irregularidades de superfície


s

3.2.2.2.1 * valor máximo de (Ad/Am)(Ra/R) que permita ignorar o efeito criados pelos 0,0005
defeitos na superfície da amostra
es

3.2.2.2.1 desvio máximo dos planos paralelos das superfícies da amostra, relacionado 2%
pr

com a espessura da amostra


1.8.2 dimensão máxima para as heterogeneidades relacionadas com a espessura 1/10
Im

da amostra
3.2.2.3.1 * relação mínima sugerido entre a espessura da amostra e a dimensão média 10
das contas, grãos, flocos, etc.
3.4.1 alteração na resistência térmica em amostras que contenham 1%
curtos-circuitos que necessitem de medições com recurso a folhas mais
espessas
3.4.1 diferença mínima em propriedades medidas para considerar uma amostra 2%
como heterogénea
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 41 de 63

(conclusão)

o
Secção da Descrição Valor
ISO 8302:1991

ida nic
1.7.4 relação máxima da condutibilidade térmica de duas quaisquer camadas em 2
amostras em camadas

oib tró
1.8.2 relação máxima da condutibilidade térmica em direções perpendicular e 2
paralela à espessura da amostra em amostras anisotrópicas

pr lec
1.8.3.1 limite para as alterações do fator de transferência de acordo com a 2%
espessura, e que permita afetar transmissividade térmica ao material
3.4.2 diferença máxima entre os fatores de transferência com espessuras 2%

ão o e
diferentes, e que permita considerá-los como transmissividade térmica
3.4.2 diferença máxima aceitável na relação linear entre a espessura e a 1%
uç ent
resistência térmica para calcular o declive da linha de interpolação
3.2.2.3.3 espessura máxima da amostra para folhas plásticas segundo o método B 50 µm
(materiais a granel)
pr u m

3.4.1 espessura mínima requerida para folhas de cortiça finamente moída para 0,002 m
quebrar pontes térmicas
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
Im
pr
es
© ão s
IP de
Q
re doc
pr u m
od
uç ent
ão o e
pr lec
oib tró
ida nic
o
NP
EN 12667
2012

p. 43 de 63

B.6 Condições de ensaio aceitáveis

o
Secção da Descrição Valor

ida nic
ISO 8302:1991

oib tró
1.1 resistência térmica mínima mensurável num aparelho de placa quente 0,1 m2·K/W
protegida

pr lec
1.1 resistência térmica mínima mensurável num aparelho de placa quente 0,02 m2·K/W
protegida que admita uma ligeira imprecisão
1.7.1 * resistência térmica máxima para amostras rígidas que necessitem de 0,3 m2·K/W

ão o e
técnicas especiais para medir as temperaturas das superfícies
1.7.3 limite inferior para diferenças de temperatura medidas diferencialmente 5K
uç ent
1.7.3 limite inferior recomendado para diferenças de temperatura ao longo da 10 K
amostra
3.3.3 limite inferior para diferenças de temperatura ao longo da amostra quando 5 K
pr u m

se determinar uma relação desconhecida entre a temperatura e as


propriedades de transferência de calor
re doc

3.3.3 limite superior recomendado para a diferença de temperatura ao longo da 10 K


amostra quando for determinada uma relação desconhecida entre a
od

temperatura e as propriedades de transferência de calor


3.3.6 diferença máxima entre as diferenças de temperatura ao longo das duas 2%
IP de

amostras, num aparelho de duas amostras.


3.2.2.2.1 número mínimo de termopares em cada um dos lados da amostra (o maior 10 √ A ou 2
dos dois critérios)
© ão

3.3.4.1 diferença mínima requerida entre o ponto de orvalho do ar e a temperatura 5 K


Q

da unidade de arrefecimento
s

3.3.4.1 intervalo sugerido para a diferença acima indicada em comparações 5 K a 10 K


es

interlaboratoriais
3.2.1 valor máximo para a soma dos erros de desequilíbrio e de perdas de calor 0,5 %
pr

laterais
Im

2.4.5 relação máxima entre a temperatura do bordo e a temperatura média da 0,1 (0,02)
amostra e a diferença de temperatura ao longo da amostra (para uma maior
exatidão)
1.7.6 espessura mínima da amostra relacionada com a largura do intervalo 10 vezes
3.2.1 diferença de espessura máxima para duas amostras a ser instaladas num 2 %
aparelho de duas amostras
2.1.5 pressão máxima recomendada do aparelho na amostra, para a maioria dos 2,5 kPa
materiais isolantes
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 44 de 63

(conclusão)

o
Secção da Descrição Valor
ISO 8302:1991

ida nic
3.2.2.2.1 * resistência máxima das folhas interpostas a menos
compatível

oib tró
3.2.2.2.2 temperatura normal de laboratório sugerida, e à qual a amostra é submetida (296 ± 1) K
para atingir o equilíbrio com o ar ambiente

pr lec
3.2.2.2.2 humidade relativa normal de laboratório sugerida, à qual se deixa a amostra (50 ± 10) % HR
para atingir o equilíbrio
3.3.8 variação máxima da resistência térmica aquando de quatro séries sucessivas 1 %

ão o e
de observações para avaliar que o regime estacionário é atingido
3.3.8 tempo mínimo necessário desde o momento em que o regime estacionário 24 h
uç ent
foi atingido, em condições de ensaio desconhecidas, para terminar as
observações,
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12667
2012

p. 45 de 63

Anexo C

o
(normativo)

ida nic
Limites relativos ao desempenho do equipamento e às condições de ensaio -

oib tró
fluxómetro de calor

pr lec
C.1 Generalidades
O presente anexo define os limites obrigatórios para o controlo de desempenho do equipamento e as condições
de ensaio. Todas as referências às cláusulas da norma ISO 8301:1991 são meramente informativas; os números

ão o e
de artigos seguidos de um asterisco (*) apresentam os valores alterados em comparação com a norma
ISO 8301:1991.
uç ent
C.2 Exatidão e repetibilidade, estabilidade, uniformidade
pr u m

Secção da Descrição Valor


ISO 8301:1991
1.5.3.3 exatidão prevista do método fluximétrico (quando a temperatura média do ±3%
re doc

ensaio é próxima da temperatura ambiente)


od

1.5.3.1 repetibilidade prevista com a amostra mantida no interior do aparelho superior a ± 1 %


1.5.3.1 repetibilidade prevista com a amostra retirada e reinstalada após longos superior a ± 1 %
IP de

intervalos de tempo
1.5.3.2 exatidão prevista da calibração do método fluximétrico (quando a ±2%
temperatura média do ensaio é próxima da temperatura ambiente)
© ão

1.5.4.2 limite superior aceitável para a estabilidade de calibração ±1%


Q

1.5.4.2 intervalos de tempo de calibração sugeridos para o método fluximétrico 24 h antes ou


s

após o ensaio
es

1.5.4.2 intervalos de calibração se as estabilidades a curto e longo prazo do 15 d a 30 d


fluxómetro de calor forem comprovadamente superiores a ± 1%
pr

1.5.4.1 limite de tempo sugerido para verificar a estabilidade dos padrões de 5 anos
Im

calibração
2.2.5.3 valor máximo para o erro de perda de calor lateral 0,5 %
2.2.1.2 uniformidade de temperatura requerida da superfície de trabalho das 1%
unidades de aquecimento e arrefecimento, relacionada com a diferença de
temperatura ao longo da amostra
2.2.1.2 estabilidade de temperatura requerida da superfície de trabalho das unidades 1%
de aquecimento e arrefecimento durante o período de ensaio, relacionada
com a diferença de temperatura ao longo da amostra
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 46 de 63

(conclusão)
Secção da Descrição Valor

o
ISO 8301:1991

ida nic
2.2.1.2 estabilidade de temperatura requerida da superfície de trabalho das 1%
unidades de aquecimento e arrefecimento durante o período de ensaio,

oib tró
relacionada com a diferença de temperatura ao longo da amostra
2.2.1.2 estabilidade de temperatura requerida da face do fluxómetro de calor que se inferior a 0,5%
encontra em contacto com a amostra, relacionada com a diferença de

pr lec
temperatura ao longo da amostra
2.2.3.1.1 exatidão requerida na medição da diferença de temperatura entre as 1%

ão o e
unidades de aquecimento e arrefecimento que estão em contacto com a
amostra
2.2.3.1.3 * erro na medição da diferença de temperatura devido à distorção eliminado
uç ent
2.2.1.2 erro máximo no fluxo térmico medido quando o fluxómetro de calor está 0,5 %
em contacto com a superfície de trabalho da unidade de aquecimento ou
arrefecimento, devido à não uniformidade da temperatura das superfícies
pr u m

2.2.1.2 flutuações máximas permitidas no sinal elétrico de saída do fluxómetro de 2%


calor, relacionadas com as flutuações de temperatura na superfície do
fluxómetro de calor
re doc

2.2.3.3 exatidão requerida na medição da espessura da amostra 0,5 %


od

2.1.1.1 * incerteza máxima na espessura medida para amostras não rígidas devido a 0,5 %
irregularidades na superfície
IP de

2.2.1.1 desvio máximo da planeza das superfícies de trabalho das unidades de 0,025 %
aquecimento e arrefecimento
2.2.3.2.2 exatidão que é exigida para medições elétricas das diferenças de ± 0,5 %
© ão

temperatura ao longo da(s) amostra(s)


Q

2.2.3.2.2 exatidão que é exigida para medições elétricas do sinal de saída da ± 0,6 %
s

termopilha
es

2.2.3.2.2 sensibilidade mínima requerida em relação aos instrumentos elétricos para o 0,15 %
sinal mínimo de saída do detetor de diferença de temperatura
pr

2.2.3.2.2 erro máximo permitido devido à não linearidade dos instrumentos em todos 0,1 %
os sinais de saída previstos do detetor de diferença de temperatura
Im

2.2.3.2.2 erro máximo permitido dos sinais elétricos devido à impedância de entrada 0,1 %
em quaisquer condições
2.2.3.2.2 erro máximo permitido para qualquer leitura elétrica durante o período 0,2 %
normal entre duas calibrações, ou 30 dias, considerando-se o maior período
dos dois
2.2.3.2.2 ruído quadrático médio máximo permitido verificado nos valores de 0,1 %
diferença de temperatura e do sinal de saída da termopilha, resultantes da
imunidade ao ruído
3.3.1 exatidão que é exigida na determinação da massa da amostra 0,5 %
NP
EN 12667
2012

p. 47 de 63

C.3 Requisitos de conceção do equipamento

o
Secção da Descrição Valor

ida nic
ISO 8301:1991
2.2; 2.3.5 emissividade hemisférica total mínima para qualquer superfície em 0,8
contacto com a amostra

oib tró
3.2.2.3.2 emissividade hemisférica total mínima das superfícies observadas a 0,8
partir da amostra à temperatura de ensaio

pr lec
2.2.1.1 desvio máximo das superfícies de trabalho das unidades de aquecimento 0,025 %
e de arrefecimento

ão o e
2.2.2.4 desvio máximo da zona de medição do fluxómetro de calor 0,025 %
3.2.2.2.1 desvio máximo da superfície de um aparelho ou das superfícies de 0,025 %
amostras rígidas
uç ent
2.2.2.3 relação requerida entre a zona de medição e a superfície total do 10 % ≤ A ≤ 40 %
fluxómetro de calor
pr u m

2.3.2 relação sugerida entre a parte lateral da zona de medição e a espessura 4


máxima da amostra
2.3.2 relação sugerida entre a parte externa do fluxómetro de calor e a 8
re doc

espessura máxima da amostra


od

2.2.1.2 uniformidade de temperatura requerida da superfície de trabalho das 1%


unidades de aquecimento e de arrefecimento, relacionada com a
IP de

diferença de temperatura ao longo da amostra


2.2.1.2 estabilidade de temperatura requerida da superfície de trabalho das 0,5 %
unidades de aquecimento e arrefecimento durante o período de ensaio,
© ão

relacionada com a diferença de temperatura ao longo da amostra


Q

2.2.1.2 estabilidade de temperatura requerida da face do fluxómetro de calor inferior a 0,5 %


s

que se encontra em contacto com a amostra, relacionada com a


es

diferença de temperatura ao longo da amostra


2.2.1.2 erro máximo no fluxo de calor medido quando o fluxómetro de calor 0,5 %
pr

está em contacto com a superfície de trabalho da unidade de


aquecimento ou arrefecimento, devido à não uniformidade da
Im

temperatura das superfícies


2.2.1.2 flutuações máximas permitidas no sinal elétrico de saída do fluxómetro 2%
de calor, relacionadas com as flutuações de temperatura na superfície do
fluxómetro de calor
3.3.5.3 variação máxima aceitável do sinal de saída do fluxómetro de calor, em 1,5 %
função do tempo, relativamente ao seu valor médio
2.2.2.5 diâmetro sugerido dos termopares utilizados como sensores de 0,2 mm
temperatura da superfície do fluxómetro de calor
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 48 de 63

(conclusão)

o
Secção da Descrição Valor

ida nic
ISO 8301:1991
2.2.3.1.3 diâmetro máximo dos termopares quando instalados na superfície das 0,6 mm
unidades de aquecimento e de arrefecimento para medir as diferenças de

oib tró
temperatura das mesmas
2.2.3.1.3* diâmetro máximo sugerido dos termopares quando instalados como acima 0,2 mm

pr lec
indicado na superfície de um aparelho em que a parte lateral ou o diâmetro é
inferior a 0,5 m
2.2.3.1.1 número mínimo de sensores de temperatura em cada um dos lados das 10 √ A ou 2

ão o e
superfícies de trabalho das unidades de aquecimento e arrefecimento
2.2.3.1.1 área máxima de uma superfície na qual pode ser colocado um único 0,04 m2
uç ent
termopar
2.2.2.3 percentagem da zona mais central do fluxómetro de calor na qual deverão 40 %
estar concentrados os detetores de diferença de temperatura
pr u m

2.2.3.1.1 resistência elétrica mínima do isolamento entre os termopares e as placas 1 MΩ


metálicas do aparelho
re doc

2.2.2.3 diâmetro máximo sugerido para a secção transversal dos condutores da 0,2 mm
termopilha
od

2.2.2.3 valor mínimo do sinal de saída do fluxómetro de calor sem recurso a 0,0002 V
técnicas especiais para evitar o aparecimento de forças eletromotrizes nos
IP de

cabos, nos circuitos de medição e no próprio fluxómetro de calor


2.2.2.5 espessura sugerida para uma folha metálica, ou não metálica, utilizada para 80 µm
cobrir a zona de medição
© ão

2.2.2.5 espessura sugerida para uma folha metálica, ou não metálica, utilizada para 80 µm
Q

cobrir a zona de medição


s

2.2.5.1 diferença mínima requerida entre o secção de orvalho do ar e a temperatura 5K


es

da unidade de arrefecimento
2.2.4.2 pressão máxima sugerida do aparelho na amostra para a maioria dos 2,5 kPa
pr

materiais isolantes
Im
NP
EN 12667
2012

p. 49 de 63

C.4 Características de amostras aceitáveis

o
Secção da Descrição Valor

ida nic
ISO 8301:1991
1.1.1 resistência térmica mínima mensurável num aparelho fluximétrico 0,1 m2·K/W

oib tró
1.7.2.2 aumento máximo da espessura da amostra na configuração com uma 50 %
só amostra em relação à configuração simétrica com duas amostras

pr lec
1.7.3 * resistência térmica máxima para amostras rígidas que necessitam de 0,3 m2·K/W
técnicas especiais para medir as temperaturas das superfícies
0,5 m2·K/W

ão o e
2.2.3.1.2.1 resistência térmica mínima para amostras não rígidas permitindo o
uso de sensores de temperatura permanentemente instalados nas
superfícies de trabalho das unidades de arrefecimento e de
aquecimento
uç ent
2.2.3.1.2.2 * resistência térmica máxima resultante (em ambos os lados da 0,5 %
amostra) provocada pelo contacto imperfeito das amostras rígidas, e
pr u m

expressa em percentagem da resistência térmica das amostras


3.2.2.2.1* resistência térmica mínima das amostras rígidas que não necessitam 0,3 m2·K/W
de folhas finas ou sensores de temperatura instalados na amostra
re doc

para medir a diferença de temperatura ao longo da mesma


od

2.2.3.1.2.2 * incerteza adicional na diferença de temperatura ao longo de uma 0,5 %


amostra rígida com o recurso a folhas de contacto e/ou de sensores
de temperatura instalados na superfície da amostra
IP de

2.3.2 relação sugerida entre a parte externa do fluxómetro de calor e a 8


espessura máxima da amostra
© ão

3.2.1 diferença máxima de espessura para duas amostras a instalar num 2%


Q

aparelho de duas amostras


s

3.2.2.2.1 desvio máximo da superfície de um aparelho ou das superfícies das 0,025 %


amostras rígidas
es

2.1.1.1 * incerteza máxima na espessura da amostra medida para amostras não 0,5 %
rígidas devido a irregularidades de superfície
pr

3.2.2.2.1 * valor máximo de (Ad/Am)(Ra/R) que permita ignorar o efeito criado 0,0005
Im

pelos defeitos na superfície da amostra


3.2.2.2.1 desvio máximo dos planos paralelos das superfícies da amostra, 2%
relacionado com a espessura da amostra
1.8.2 limite superior de tamanho aceitável para quaisquer 1/10 d
heterogeneidades da amostra
3.2.2.3* relação mínima sugerida entre a espessura da amostra e as 10
dimensões médias das contas, grãos/granulados, flocos, etc.
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 50 de 63

(conclusão)
Secção da Descrição Valor

o
ISO 8301:1991

ida nic
3.4.1 alteração na resistência térmica em amostras que contenham curto-circuitos 1%
e que necessitam de medições com recurso a folhas mais espessas

oib tró
3.4.1 diferença mínima entre propriedades medidas para considerar uma amostra 2%
como não homogénea
1.8.3.1 limite superior aceitável para as variações do fator de transferência com 2%

pr lec
espessura para transferir a condutibilidade térmica ou a transmissividade
térmica ao material

ão o e
3.4.2 diferença máxima para os fatores de transferência com diferentes espessuras 2%
que permita considerá-los como transmissividade térmica
3.4.2 Desvio máxima aceitável na relação linear entre a espessura e a resistência 1%
uç ent
térmica para calcular o declive da linha de interpolação
3.2.2.3.2 espessura máxima para folhas plásticas no método B (materiais a granel) 50 µm
pr u m

C.5 Condições de ensaio aceitáveis


re doc

Secção da Descrição Valor


ISO 8301:1991
od

1.1.1 resistência térmica mínima mensurável num aparelho fluximétrico 0,1 m2·K/W
1.7.3 * resistência térmica máxima para amostras rígidas que necessitem de técnicas 0,3 m2·K/W
IP de

especiais para medir as temperaturas das superfícies


3.3.3 limite inferior para diferenças de temperatura ao longo da amostra quando se 5K
© ão

determinar uma relação desconhecida entre a temperatura e as propriedades


Q

de transferência de calor
s

3.3.3 limite superior recomendado para a diferença de temperatura ao longo da 10 K


amostra, conforme acima indicado
es

2.4.1 diferença de temperatura máxima permitida entre as superfícies fria e quente 20 K a 40 K


pr

durante o processo de ensaio das amostras de calibração


2.2.3.1.3 diâmetro máximo sugerido do termopar quando instalado ou colocado contra 0,2 mm
Im

ou na superfície das amostras


3.2.2.2.1 número mínimo de termopares em cada um dos lados da amostra (o maior 10 √ A ou 2
dos dois critérios)
2.2.5.1 diferença mínima requerida entre o secção de orvalho do ar e a temperatura 5K
da unidade de arrefecimento
2.2.5.3 valor máximo para o erro de perda de calor lateral 0,5 %
(continua)
NP
EN 12667
2012

p. 51 de 63

(conclusão)
Secção da Descrição Valor

o
ISO 8301:1991

ida nic
3.2.1 diferença de espessura máxima para duas amostras a ser instaladas num 2%
aparelho de duas amostras

oib tró
2.2.4.2 pressão máxima sugerida do aparelho na amostra para a maioria dos 2,5 kPa
materiais isolantes
3.2.2.2.1 * resistência máxima das folhas interpostas a menos

pr lec
compatível
3.2.2.2.2 temperatura normal de laboratório sugerida, na qual se deixa a amostra para (296 ± 1) K

ão o e
atingir o equilíbrio com o ar ambiente
3.2.2.2.2 humidade relativa normal de laboratório sugerida, à qual se deixa a amostra (50 ± 10) %
para atingir o equilíbrio HR
uç ent
3.3.5.2 variação máxima da resistência térmica em cinco séries sucessivas de 1%
observações para avaliar o momento em que é atingido o regime
estacionário
pr u m

3.3.5.3 variação máxima aceitável do sinal de saída do fluxómetro de calor, em 1,5 %


função do tempo, relativamente ao seu valor médio
re doc

3.4.1 espessura mínima requerida para folhas de cortiça finamente moída para 0,002 m
od

quebrar pontes térmicas


IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12667
2012

p. 52 de 63

Anexo D
(normativo)

o
ida nic
Conceção do equipamento

oib tró
D.1 Generalidades

pr lec
O equipamento deve cumprir com os requisitos estabelecidos na presente norma e na EN 1946-2:1999 ou na
EN 1946-3:1999. Para o conseguir deverá ser adotada a conceção de equipamento indicada em D.2 ou D.3.
Nesse caso, não é necessária uma análise de erros; apenas deverão ser efetuados os controlos de desempenho

ão o e
descritos na norma EN 1946-2:1999 ou na EN 1946-3:1999.
NOTA: O Anexo C da norma EN 1946-2:1999 e o Anexo C da norma EN 1946-3:1999 contêm análises de erros para as conceções
incluídas no presente Anexo.
uç ent
Apenas o aparelho de placa quente protegida C, ver D.2, e o aparelho fluximétrico B, ver D.3, podem ser
utilizados em toda a gama de condições de ensaio previstas no documento EN 12939.
pr u m

D.2 Aparelho de placa quente protegida


São descritos três modelos de equipamento (designados por equipamento A, B e C). As principais
re doc

características dos aparelhos de placa quente protegida e as condições de ensaio deverão ser as seguintes:
od

EQUIPAMENTO
A B C
IP de

− dimensão total do aparelho em milímetros 300 500 800

NOTA 1: A dimensão total do aparelho pode ser aumentada até 600 mm para o
equipamento B, sem alterações para as restantes dimensões, com a finalidade de aumentar
© ão

a espessura máxima da amostra para 100 mm. O aumento das dimensões totais do aparelho
Q

para 600 mm pode igualmente ocorrer através de uma proteção secundária, separada da
proteção principal por um intervalo de 5 mm de largura.
s

− largura da zona de medição em milímetros 150 250 500


es

(entre ambos os intervalos centrais)


75 125 150

pr

largura da proteção em milímetros


(do intervalo central ao bordo externo da proteção)
Im

− largura do intervalo em milímetros 2 3 4

NOTA 2: A espessura mínima da amostra é igual a dez vezes a largura do intervalo; se o


responsável pela conceção tentar reduzir a largura do intervalo, verificar-se-á um aumento
dos erros de desequilíbrio.

− condutibilidade mínima da amostra em W/(m·K) 0,015 0,015 0,015


NP
EN 12667
2012

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o
ida nic
oib tró
pr lec
a) b)
NOTA: As linhas assinaladas a negro são as bandas de aquecimento das placas fotogravadas.

ão o e
Figura D.1 – Elemento da unidade de aquecimento
EQUIPAMENTO
uç ent
A B C
− condutibilidade máxima da amostra em W/(m·K) 0,5 0,5 0,5
pr u m

− resistência térmica mínima da amostra em m2·K/W 0,3 0,3 0,3

NOTA 3: A resistência térmica mínima da amostra de acordo com a presente


norma é de 0,5 m2·K/W; uma resistência térmica mínima da amostra de
re doc

0,3 m2·K/W permite que o equipamento C possa ser utilizado em ensaios de


od

acordo com a norma EN 12939.

− resistência térmica máxima da amostra em m2·K/W 3,0 5,0 6,7



IP de

espessura máxima da amostra em milímetros 45 75 100


− espessura mínima da amostra em milímetros 20 30 40

© ão

tolerâncias de planeza em milímetros 0,08 0,13 0,20


Q

NOTA 4: As tolerâncias de planeza acima indicadas garantem medições


s

precisas da espessura da amostra com base nos valores permitidos listados


acima para amostras não rígidas, assegurando um contacto perfeito com as
es

superfícies do aparelho. Para amostras rígidas, as tolerâncias acima indicadas


asseguram a limitação requerida para resistências térmicas da amostra
superiores a 0,6 m2·K/W para o equipamento A, superiores a 1,0 m2·K/W para o
pr

equipamento B e superiores a 1,6 m2·K/W para o equipamento C.

− 5 8 12
Im

espessura, em mm, da placa de metal da unidade de aquecimento


(alumínio, 150 W/(m·K) )
− espessura total do elemento de aquecimento em milímetros 3 3 3

O  elemento de aquecimento pode ser composto por duas placas fotogravadas com aproximadamente 1 mm
de espessura - com a camada condutora (ver as linhas assinaladas a negro na Figura D.1) de cada placa
separada por uma placa de isolamento elétrico com aproximadamente 1 mm de espessura, (ver a
Figura D.1a) - ou uma placa de aquecimento de duas faces com aproximadamente 1 mm de espessura,
isolada das placas de metal da unidade de aquecimento por duas placas de isolamento elétrico com
aproximadamente 1 mm de espessura, ver a Figura D.1b). Deve utilizar-se graxa de silicone ou outros
compostos condutores de calor entre as placas de metal da unidade de aquecimento e as placas fotogravadas,
de modo a prevenir o aparecimento de bolsas de ar. É preferível a opção da Figura D.1a) porque permite
NP
EN 12667
2012

p. 54 de 63

montar e desmontar mais facilmente a unidade de aquecimento. A colagem das placas de aquecimento e das
placas metálicas da unidade de aquecimento garante uma resistência mecânica máxima e uma maior
facilidade em cumprir as tolerâncias de planeza (se a unidade de aquecimento estiver comprimida entre duas

o
placas de metal lisas durante o processo de colagem). Em caso de imperfeições, a colagem não permite a

ida nic
manutenção da unidade de aquecimento. A unidade de aquecimento pode também ser fixada com parafusos;
o número de parafusos deverá ser o mínimo possível (p. ex. ao longo dos eixos e das diagonais) e as suas
superfícies deverão ser alisadas depois de fixadas, de modo a obter uma superfície lisa em contacto com as

oib tró
amostras.
EQUIPAMENTO

pr lec
A B C
− secção total máxima, em mm2, dos fios em cobre (400 W/(m·K) 6 6 6

ão o e
que atravessam o intervalo

NOTA 5: A secção acima indicada corresponde, por exemplo, a 32 pares de junções


uç ent
para uma termopilha de equilíbrio de cobre-constantane, com um fio de 0,25 mm de
diâmetro (1,6 mm2), um máximo de 6 termopares cobre-constantane de 0,55 mm de
diâmetro em cada superfície em contacto com a amostra (2,8 mm2), 2 fios elétricos
(1,5 mm2) para o elemento de aquecimento da zona central e 2 fios potenciométricos
(0,1 mm2) para o elemento de aquecimento da zona central.
pr u m

As junções das termopilhas de equilíbrio devem localizar-se no intervalo, como indicado na Figura D.2. Os
secções A e C encontram-se a uma distância de 0,2 l ± 0,05 l e 0,7 l ± 0,05 l do eixo da unidade de
re doc

aquecimento, em que l é metade da largura da zona de medição. Os fios da termopilha devem ser colocados
numa ranhura apropriada nas placas de metal do elemento de aquecimento (ver a conceção do intervalo na
od

Figura D.3) a uma distância mínima de 15 mm da junção e paralelamente ao intervalo.


EQUIPAMENTO
IP de

A B C
− secção total máxima, em mm2, de todos os fios que não em cobre 6 6 6
© ão

(100 W/(m·K) ) que atravessam o intervalo


Q

Para o cálculo da secção de fios em cobre, reportar-se à nota 5. Se as placas fotogravadas atravessarem o
s

intervalo, os valores para os fios elétricos e potenciométricos em cobre não devem ser incluídos no cálculo
es

(explicado na nota 5); em contrapartida a secção transversal dos fios que não em cobre pode exceder os
6 mm2. Neste caso, deve verificar-se a condutância térmica total dos fios em cobre e outros metais.
pr
Im
NP
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o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão

Figura D.2 – Posição dos espaçadores e das junções da termopilha de equilíbrio


Q
s
es
pr
Im

a) b)
Legenda:
H elemento de aquecimento
M placa metálica da unidade de aquecimento
S elemento sensor
Figura D.3 – Detalhes da conceção do intervalo
NP
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EQUIPAMENTO
A B C

o
− secção total máxima, em mm2, das ligações mecânicas 832 1520 3240

ida nic
(0,3 W/(m·K) ) no intervalo (oito blocos das dimensões indicadas
(8 × 13) (10 x 19) (15 x 27)
entre parêntesis para cada equipamento, em milímetros)

oib tró
A posição aproximada das ligações mecânicas é indicada pela secção B na Figura D.2. A distância desde esta
secção até ao eixo da unidade de aquecimento é de 0,4 l ± 0,05 l, em que l é metade da largura da zona de

pr lec
medição.
EQUIPAMENTO

ão o e
A B C
− diferença mínima de temperatura ao longo da amostra em K (para 10 10 10
resistências térmicas inferiores a 1 m2·K/W)
uç ent
− diferença normal de temperatura ao longo da amostra, em K 20 20 20
− diferença máxima de temperatura ao longo da amostra, em K 40 40 40
pr u m

− fluxos de calor máximos, em W, ao longo da zona de medição de 6 17 67


ambas as amostras (para a diferença de temperatura máxima e a
resistência térmica mínima da amostra)
re doc

− sensibilidade mínima do indicador de zero para a termopilha de 0,5 1,1 3,1


od

equilíbrio de 32 elementos com uma potência termoelétrica de 40


µV/K por elemento, em µV
IP de

A conceção do intervalo apresentada na Figura D.3a) é aceitável para condutibilidades térmicas da amostra
até 1,5 W/(m·K), enquanto que a conceção do intervalo apresentada na Figura D.3b) é aceitável para
condutibilidades térmicas da amostra até 0,5 W/(m·K) apenas se for interposto um composto de contacto
© ão

com uma condutibilidade térmica de pelo menos 0,4 W/(m·K) e uma espessura que não ultrapasse os
Q

0,02 mm, entre a placa de metal da unidade de aquecimento e a banda de alumínio fixada.
s

EQUIPAMENTO
es

A B C
− erro máximo na potência elétrica medida, em % 0,2 0,2 0,2
pr

− tolerâncias mecânicas na parte lateral da zona de medição, em % 0,1 0,1 0,1


Im

− exatidão da calibração do termopar em % da diferença de 0,4 0,4 0,4


temperatura
− exatidão na leitura do termopar do voltímetro digital, em % 0,2 0,2 0,2
NP
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o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr u m
re doc
od

Figura D.4 – Posição dos termopares nas unidades de aquecimento e de arrefecimento


Os termopares deverão ser de categoria especial de tipo T. Deverão ser instalados nas ranhuras das placas
IP de

metálicas das unidades de aquecimento e de arrefecimento, como indicado na Figura D.4; posições A e B
para o equipamento A, posições A, B e C para o equipamento B e todas as posições indicadas para o
equipamento C. As secções na Figura D.4 indicam a posição aproximada numa superfície da unidade de
© ão

aquecimento e na superfície da unidade de arrefecimento correspondente; os círculos indicam a posição


Q

aproximada nas superfícies opostas.


s

O contorno da figura indica a parte correspondente à zona de medição. Os termopares adicionais instalados
es

na parte correspondente à área de proteção são opcionais. A ligação elétrica dos termopares das unidades de
aquecimento e de arrefecimento deve ser efetuada como indicado na Figura D.5a) ou D.5b)
pr

As unidades de arrefecimento devem ser constituídas por uma placa de alumínio arrefecida através da
circulação de um líquido num tubo colado com resina epóxi de carga metálica à superfície, não estando esta
Im

em contacto com a amostra.


NP
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o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q

Legenda:
s

H unidade de aquecimento
es

H1, H2 junções dos termopares na unidade de aquecimento


C unidade de arrefecimento
pr

C1, C2 junções dos termopares na unidade de arrefecimento


Im

R banho de referência (ponto de gelo)


A Compartimento do aparelho
E ambiente (laboratório)
Figura D.5 – Ligações dos termopares
A disposição preferida do tubo de arrefecimento é a indicada na Figura D.6c) que, com um dimensionamento
adequado, permite a obtenção de débitos mássicos reduzidos em comparação com os indicados abaixo.
NP
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o
ida nic
oib tró
pr lec
ão o e
Figura D.6 – Disposição dos tubos de arrefecimento das unidades de arrefecimento
As características das unidades de arrefecimento devem ser as seguintes:
uç ent
EQUIPAMENTO
A B C
pr u m

− espessura da placa de arrefecimento de alumínio em mm 15 25 40


− espessura da camada isolante na superfície da unidade de 30 50 80
re doc

arrefecimento que não esteja em contacto com a amostra


(condutibilidade térmica de 0,04 W/(m·K) ou inferior), em mm
od

− débito-massa requerido para um fluído com uma capacidade 0,023 0,059 0,14
térmica mássica de 3300 J/(kg·K) ou superior, em kg/s
IP de

O compartimento reservado ao aparelho deverá ser resistente ao vapor; a temperatura do ar interior deverá
ser mantida à temperatura média de ensaio de 2,5 K. Isto só é possível através de um condicionamento de ar
adequado no interior do compartimento. O ponto de orvalho do ar deve ser pelo menos 5 K inferior à
© ão

temperatura da placa fria.


Q

Todos os fios (alimentação, termopares, ligação da termopilha, etc.) provenientes da unidade de aquecimento
s

devem ser fixados a uma distância de, aproximadamente, 100 mm do bordo da unidade de aquecimento num
es

bloco metálico de, pelo menos, 100 mm de comprimento e com um diâmetro de 30 mm ou mais, e mantido à
mesma temperatura da unidade de aquecimento num intervalo de 0,5 K por aquecimento elétrico. Este
procedimento não é necessário para o equipamento B se as dimensões totais do aparelho aumentarem para
pr

600 mm devido a uma proteção secundária, ver a nota 1 no início do presente artigo D.2.
Im

D.3 Aparelho fluximétrico


São descritos três modelos de equipamento (designados por equipamento A, B e C). As principais
características dos aparelhos fluximétrico e as condições de ensaio deverão ser as seguintes:
− configuração do aparelho:
equipamento A assimetria com uma amostra
equipamento B simetria com uma amostra
equipamento C assimetria com uma amostra
NP
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EQUIPAMENTO
A B C

o
− dimensão total do aparelho em mm

ida nic
300 500 600
− largura da zona de medição em mm 150 200 300

oib tró
O fluxómetro de calor deverá ser composto por uma folha de borracha vulcanizada com uma espessura entre
5 mm e 8 mm. A termopilha deverá ser instalada na parte da folha correspondente à zona de medição, com as

pr lec
junções situadas nas superfícies opostas da folha. O número mínimo de pares de junções para a termopilha
deverá ser de 64 para o equipamento A, de 100 para o equipamento B e de 144 para o equipamento C. A
disposição das junções deve ser a indicada na Figura D.7c) ou na D.7b), mas nunca aquela apresentada na

ão o e
Figura D.7a). As superfícies externas da folha deverão ser protegidas com camadas finas de borracha com
uma espessura inferior a 1 mm.
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es

Legenda:
----- metal A
pr

─── metal B
• junções
Im

Figura D.7 – Exemplos da conceção esquemática para a disposição das junções da termopilha
NP
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EQUIPAMENTO

o
A B C

ida nic
− condutibilidade mínima da amostra em W/(m·K) 0,015 0,015 0,015
− condutibilidade máxima da amostra em W/(m·K) 0,4 0,4 0,4

oib tró
− resistência térmica mínima da amostra em m2·K/W 0,1 0,1 0,1

NOTA 1: De acordo com a presente Norma europeia, a resistência térmica

pr lec
mínima da amostra é de 0,5 m2·K/W; a resistência térmica mínima da amostra de
acordo com a norma EN 12939 é de 0,3 m2·K/W; o limite aqui indicado, e
proposto na norma EN 1946-3:1999, permite adaptar estes equipamentos a

ão o e
determinados ensaios de acordo com a norma EN 12664.

− resistência térmica máxima da amostra em m2·K/W 3,0 5,0 6,7


− espessura máxima da amostra em mm 50 140 100
uç ent
NOTA 2: O equipamento B pode ser utilizado apenas em toda a gama de
condições de ensaio previstas no documento EN 12939; para esta aplicação, a
pr u m

espessura máxima da amostra deverá ser reduzida de 140 mm para 125 mm.

NOTA 3: Em alternativa, a largura da zona de medição do equipamento B poderá


ser de 250 mm. Consequentemente, as espessuras máximas das amostras deverão
re doc

ser alteradas de 140 mm para 130 mm e de 125 mm para 115 mm.


od

− espessura mínima da amostra em mm 15 25 30


− tolerâncias de planeza em mm 0,08 0,13 0,15
IP de

NOTA 4: As tolerâncias de planeza acima indicadas garantem umas medições


precisa da espessura da amostra, com base nos valores mínimos permitidos
listados acima, para amostras não rígidas, assegurando um contacto perfeito com
© ão

as superfícies do aparelho. No que respeita a amostras rígidas, as tolerâncias


acima indicadas asseguram a limitação exigida para as resistências térmicas de
Q

contacto (para resistências térmicas da amostra superiores a 0,6 m2·K/W para o


equipamento A, superiores a 1,0 m2·K/W para o equipamento B e superiores a
s

1,2 m2·K/W para o equipamento C).


es

− diferença mínima de temperatura ao longo da amostra em K (para 10 10 10


resistências térmicas inferiores a 1 m2·K/W)
pr

− diferença normal de temperatura ao longo da amostra, em K 20 20 20


Im

− densidade mínima do fluxo de calor (para a diferença normal de 6,67 4,0 3,0
temperatura e a resistência térmica máxima da amostra), em W/m2
NP
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EQUIPAMENTO

o
A B C

ida nic
− sinal de saída mínimo da termopilha à densidade mínima do fluxo 430 400 430
térmico (para uma potência termoelétrica de 40 V/K por

oib tró
elemento), em V
− exatidão da calibração dos termopares em % da diferença de 0,4 0,4 0,4
temperatura

pr lec
− exatidão na leitura dos termopares do voltímetro digital, em % 0,2 0,2 0,2

ão o e
Os termopares deverão ser de categoria especial de tipo T, com um diâmetro que não ultrapasse os 0,55 mm.
Deverão ser instalados nas ranhuras das placas de metal da unidade de aquecimento ou arrefecimento em
contacto com a amostra ou nas ranhuras de uma folha de borracha adicional com uma espessura de 2 mm (no
máximo) colocada na superfície do fluxómetro de calor em contacto com a amostra. Relativamente aos
uç ent
termopares instalados em folhas de borracha, as junções deverão ser soldadas à superfície - que não esteja
em contacto com a amostra - de uma placa fina em cobre perfeitamente encaixada na superfície da folha de
borracha em contacto com a amostra. As placas de cobre deverão ter uma superfície de 250 mm2 a 400 mm2.
pr u m

A localização das junções dos termopares em contacto com a amostra deverá ser apenas a indicada pelas
secções da Figura D.4; posições A e B para o equipamento A, posições A, B e C para o equipamento B e C.
O contorno da figura indica a parte correspondente à área da zona de medição. Os termopares adicionais
re doc

instalados na parte correspondente à zona de proteção são opcionais. Seguindo o mesmo procedimento
utilizado acima, deverão ser instalados pelo menos dois termopares adicionais na superfície do fluxómetro de
od

calor que não esteja em contacto com a amostra, de forma a medir a temperatura média do fluxómetro de
calor.
IP de

A ligação elétrica de todos os termopares das unidades de aquecimento e arrefecimento (em contacto, ou
não, com a amostra) deverá ser a indicada na Figura D.5a) ou na D.5b).
As unidades de arrefecimento devem ser constituídas por uma placa de alumínio arrefecida através da
© ão

circulação de um líquido num tubo colado com resina epóxi de carga metálica à superfície, não estando esta
Q

em contacto com a amostra. A disposição preferida do tubo de arrefecimento é a indicada na Figura D.6c)
s

que, com um dimensionamento adequado, permite a obtenção de débitos mássicos reduzidos em comparação
es

com os indicados abaixo.


EQUIPAMENTO
pr

A B C
− espessura da camada isolante na superfície da unidade de 30 50 60
Im

aquecimento ou arrefecimento que não esteja em contacto com a


amostra (condutibilidade térmica de 0,04 W/(m·K) ou inferior),
em mm
NP
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As unidades de arrefecimento e aquecimento deverão assegurar os seguintes fluxos térmicos:


EQUIPAMENTO

o
A B C

ida nic
− fluxo de calor máximo em W ao longo da amostra (à diferença 18 50 72
normal de temperatura de 20 K e resistência térmica mínima da

oib tró
amostra)
− luxo de calor ao longo da camada isolante da unidade de 1,8 3,0 3,6
aquecimento ou arrefecimento, em W

pr lec
As características das unidades de arrefecimento deverão ser as seguintes:
EQUIPAMENTO

ão o e
− espessura da placa de arrefecimento de alumínio, em mm
A
15
B
25
C
40
uç ent
− débito mássico requerido para um fluido com uma capacidade 0,030 0,080 0,12
térmica mássica de 3300ºJ (kg K) ou superior, em kg/s
pr u m

O compartimento reservado ao aparelho deverá ser resistente ao vapor; a temperatura do ar interior deverá
ser mantida à temperatura média de ensaio de 2,5 K. Isto só é possível através de um condicionamento de ar
adequado no interior do compartimento. A secção de orvalho do ar deve ser pelo menos 5 K inferior à
re doc

temperatura da placa fria.


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Todos os fios (termopares, ligação da termopilha, etc.) provenientes da unidade de aquecimento e do


fluxómetro de calor da unidade de aquecimento (se aplicável) deverão ser fixados ao bordo da unidade de
aquecimento, ao longo de uma extensão de, pelo menos, 20 cm antes de saírem do aparelho. O mesmo se
IP de

aplica à unidade de arrefecimento e ao fluxómetro de calor da unidade de arrefecimento (se aplicável).


NOTA 5: Um equipamento de configuração assimétrico de uma amostra, e cujas dimensões totais do aparelho estejam
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compreendidas entre os 300 mm do equipamento A e os 600 mm do equipamento C, está em conformidade com os requisitos da
presente norma e da EN 1946-3:1999, desde que dimensão total do aparelho, a largura da zona de medição, a espessura máxima da
Q

amostra, as tolerâncias de planeza e a espessura da camada isolante na superfície da unidade de aquecimento ou arrefecimento
s

forem as interpolações lineares dos dados relativos aos equipamentos A e C com a mesma relação – na condição de o número
es

mínimo de pares de junções para a termopilha de equilíbrio ser 100, na condição de a resistência térmica máxima da amostra não
ultrapassar o quociente da espessura máxima da amostra e a condutibilidade mínima da amostra e na condição de o débito mássico
do fluído de arrefecimento ou de aquecimento ser ajustado de acordo com a superfície total do aparelho.
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