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Aluna : Anna Valéria Ferreira Silva

Turma: T4
3º período
Docente: Edlainny Araujo Ribeiro
Data: 19/04/2021

METODOLOGIA:  Atividade de fixação com feedback gravado ou em texto.


*Cada aluno deverá elaborar uma mini-atlas com texto sobre os parasitas Giardia
lamblia, Entamoeba histolytica e Entamoeba coli.
Eixos que deverão ser considerados:
 Morfologia;
 Patogenia;
 Diagnóstico;
 Epidemiologia

1-GIARDIA LAMBLIA
MORFOLOGIA:
Giardia é um organismo simples que apresenta algumas características básicas das
células eucariotas como a presença de núcleos delimitados por uma membrana
(carioteca) que está ligada ao retículo endoplasmático, um citoesqueleto complexo e
composto por microtúbulos e a presença de estruturas semelhantes a vacúolos
lisossômicos. Por sua vez, neste protozoário estão ausentes organelas típicas dos
eucariotas como mitocôndria, peroxissomos e um complexo de Golgi característico.
Giardia apresenta duas formas evolutivas, o trofozoíto e o cisto, que diferem quanto à
organização estrutural e bioquímica. O trofozoíto é encontrado no intestino delgado,
sendo a forma responsável pelas manifestações clínicas da infecção. No que se refere
às características morfológicas, esta forma tem formato de pera (piriforme), simetria
bilateral, mede 20 pm de comprimento por 10 pm de largura e apresenta quatro pares
de flagelos, a saber: um par anterior, um par ventral, um par posterior e um par
caudal. A face dorsal é lisa e convexa, enquanto a face ventral é côncava,
apresentando uma estrutura semelhante a uma ventosa, que é conhecida por várias
denominações: disco ventral, adesivo ou suctorial. O disco adesivo, estrutura presente
apenas nos protozoários do gênero Giardia, é formado por microtúbulos e
microfilamentos compostos por a e p-tubulinas e por proteínas denominadas
giardinas, que permitem a adesão do parasito à mucosa intestinal. Abaixo do disco,
ainda na face ventral, é observada a presença de uma ou duas formações paralelas, em
forma de vírgula, conhecidas como corpos medianos, cuja morfologia ainda é usada
para a determinação de algumas espécies. O cisto, forma responsável pela transmissão
do parasito, é oval ou elipsoide, mede aproximadamente 12 pm de comprimento por 8
pm de largura e apresenta uma parede externa glicoproteica (polímeros de N-
aceilgalactosamina) com espessura que varia de 0,3 a 0,5 pm. A parede cística, como é
denominado este revestimento, torna os cistos resistentes a certas variações de
temperatura e umidade e também à ação de produtos químicos empregados como
desinfetantes. Internam ente, no citoplasma, podem ser visualizados dois ou quatro
núcleos, um número variável de fibrilas longitudinais (axonemas de flagelos) polo
oposto aos núcleos, os corpos escuros com forma de meia-lua.
PATOGENIA
O processo patológico depende do número de parasitos que colonizam o intestino
delgado, da cepa do protozoário e do sinergismo entre bactérias e fungos, além de
fatores inerentes ao hospedeiro, como hipocloridria e deficiência de IgA e IgE na
mucosa digestiva. Uma alta carga parasitária pode provocar ação irritativa sobre a
mucosa intestinal, levando à produção excessiva de muco e a alterações da produção
de enzimas digestivas — principalmente dissacaridases —, ocasionando intolerância ao
leite e derivados, além da formação de barreira mecânica. Todos dificultam a absorção
(vitaminas lipossolúveis, ácidos graxos, vitamina B12, ácido fólico e ferro). Ocorrem
também lesões produzidas pelos trofozoítos fortemente aderidos ao epitélio intestinal
ao nível das microvilosidades intestinais, e até invasão da lâmina própria. Geralmente
não são observadas alterações macroscópicas no intestino, mas em alguns casos
crônicos pode-se evidenciar achatamento das microvilosidades ao estudo
histopatológico
DIAGNÓSTICO
Clínico: Em crianças de 8 meses a 10-12 anos, a sintomatologia mais indicativa de
giardíase é diarreia com esteatorreia, irritabilidade, insônia, náuseas e vômitos, perda
de apetite (acompanhada ou não de emagrecimento) e dor abdominal. Embora os
sintomas sejam muito característicos, é conveniente a comprovação por exames
laboratoriais.
Laboratorial: Parasitológico- Até o presente, o diagnóstico laboratorial das infecções
por Giardia é feito tradicionalmente pelo exame microscópico de fezes e baseia-se na
identificação das formas evolutivas do parasito (trofozoítos e/ou cistos). Embora
muitos pesquisadores questionem a eficiência do exame coproparasitológico, esta
ainda é a principal alternativa diagnostica nas infecções por este protozoário. Contudo,
é necessário levar em consideração alguns fatores que podem interferir na eficiência
de um determinado método e conduzir a resultados falso-negativos.
Imunológico: Com o objetivo de simplificar e aumentar a sensibilidade do diagnóstico
da infecção por Giardia, uma variedade de métodos imunológicos tem sido proposta.
Isto foi possível por causa do desenvolvimento de culturas axênicas (culturas puras) de
Giardia, que tem possibilitado a obtenção de antígenos puros. Os métodos
imunológicos mais empregados são a imunofluorescência indireta e o método ELISA. A
detecção de anticorpos anti-Giardia no soro tem apresentado problemas relacionados
com a ocorrência de falso-positivos e baixas sensibilidade e especificidade. Nessas
reações, anticorpos IgG permanecem elevados por um longo período, o que impede a
distinção entre infecções passadas e recentes, dificultando o diagnóstico nas áreas
endêmicas.
EPIDEMIOLOGIA:
Segundo a Organização Mundial de Saúde (2000), estima-se que haja 200 milhões de
pessoas com giardíase sintomática no mundo e 500 mil novos casos registrados
anualmente em populações residentes na Ásia, na África e na América Latina. Apesar
de a infecção por Giardia apresentar ampla distribuição mundial, os índices de
prevalência variam nas diferentes regiões do mundo, podendo ser de 2 a 5% nos países
desenvolvidos e de 20 a 30% nos países em desenvolvimento. Giardia tem sido
referido como o parasito entérico mais frequente nos inquéritos coproparasitológico
em diferentes regiões, sendo que esta situação é favorecida, em especial, pela
facilidade com que os cistos são acidentalmente ingeridos com a água e alimentos
contaminados. A giardíase está distribuída por todo o planeta, sobretudo em regiões
tropicais e subtropicais. No Brasil sua prevalência varia de 12,4% a 50%, dependendo
do estudo, da região e da faixa etária pesquisada, predominando nas crianças entre
zero e seis anos. Estudo feito em Botucatu, SP, revelou acometimento de crianças em
faixa etária predominante de um a quatro anos (10). Pode ser transmitida por ingestão
de cistos que contaminam a água e alimentos (via mais frequente), por contato
interpessoal (em enfermos institucionalizados — p. ex., creches e hospitais
psiquiátricos) e via sexual (sexo anal/ oral), a qual é teoricamente possível, mas não
plenamente aceita por todos os autores. Aglomerados populacionais com precárias
condições sanitárias e o convívio em creches aumentam a disseminação desse
enteropatógeno. Em muitas regiões há um pico sazonal simultâneo no verão,
relacionado à maior frequência a piscinas comunitárias por crianças de pouca idade, à
eliminação de cistos prolongados e à pouca quantidade infectante.
2 Entamoeba histolytica 
MORFOLOGIA
Por ser patogênica, será descrita em detalhes, em cada uma de suas fases: trofozoíto
ou forma vegetativa, cisto ou forma de resistência, pré-cisto e metacisto.
Trofozoíto: Mede de 20 até 40 pm, mas pode chegar a 60 pm nas formas obtidas de
lesões tissulares (forma invasiva) em culturas ou disenterias, os trofozoítos medem
entre 20 e 30 pm. Geralmente tem um só núcleo, bem nítido nas formas coradas e
pouco visível nas formas vivas. Examinando a fresco, apresenta-se pleomórfico, ativo,
alongado, com emissão contínua e rápida de pseudópodes, grossos e hialinos; costuma
imprimir movimentação direcional, parecendo estar deslizando na superfície,
semelhante a uma lesma. O citoplasma apresenta-se dividido em ectoplasma, que e
claro e hialino, e endoplasma, que é finamente granuloso, com vacúolos, núcleo e
restos de substâncias alimentares
Pré-cisto: É uma fase intermediária entre o trofozoíto e o cisto. É oval ou ligeiramente
arredondado, menor que o trofozoíto. O núcleo é semelhante ao do trofozoíto. No
citoplasma podem ser vistos corpos cromatoides, em forma de bastonetes, com
pontas arredondadas.
Metacisto: É uma forma multinucleada que emerge do cisto no intestino delgado,
onde sofre divisões, dando origem aos trofozoítos.
Cistos: São esféricos ou ovais, medindo 8 a 20 pm de diâmetro. Em preparações sem
coloração ou a fresco, eles aparecem como corpúsculos hialinos, claros, às vezes de
coloração palha, com as paredes refringentes. Os núcleos são pouco visíveis. Quando
corados pelo lugol ou pela hematoxilina férrica, os núcleos tomam-se bem visíveis e
variam de um a quatro, tomando a cor castanho-escuro; a membrana nuclear é mais
escura devido ao revestimento da cromatina, que é um pouco refringente; o
cariossoma é pequeno, situado no centro do núcleo, se cora também de marrom-
escuro ou negro. Os corpos cromatoides, quando presentes nos cistos, têm a forma de
bastonetes ou de charutos, com pontas arredondadas.
PATOGENIA:
Com relação ao parasito, sabe-se que a evolução da patogenia ocorre após a invasão
dos tecidos pelos trofozoítos invasivos e virulentos. Os mecanismos dessa invasão não
estão ainda totalmente esclarecidos. Tudo indica que a E. histolytica tem um efeito
letal direto sobre a célula, necessitando, para isso, que haja inicialmente uma forte
adesão entre a ameba e a célula que será lesada. Esta adesão parece estar mediada
por lectinas contidas na superfície das amebas, sendo auxiliadas por formações
filopódicas que ampliam a adesão, logo seguida pela fagocitose. A lectina Gal/GalNac
se destaca na adesão da ameba à célula-alvo. Uma vez vencida a barreira epitelial, os
movimentos ameboides e a liberação de enzimas proteolíticas (hialuronidases,
proteases e mucopolissacarídeos) favorecem a progressão e a destruição dos tecidos.
Dentre as muitas enzimas produzidas por E. histolytica, as cisteíno proteases
constituem importantes efetoras da lesão tecidual. Outra ferramenta usada pela E.
histolytica para lesionar os tecidos são os amebaporos, induzindo apoptose e lise
osmótica da célula-alvo. Parece que a ameba tem certa dificuldade em penetrar na
mucosa intestinal intacta, havendo fortes indicações de que penetre inicialmente nas
regiões intraglandulares. Uma vez invadida a mucosa, os trofozoítos se multiplicam e
prosseguem penetrando nos tecidos sob a forma de microulcerações em direção à
muscularis mucosa e, com escassa reação inflamatória. Na submucosa, as amebas
podem progredir em todas as direções, determinando inicialmente a típica ulceração
chamada “botão de camisa” ou “colo de garrafa”. Estas são resultado da necrose
liquefativa produzida inicialmente pelas amebas, podendo haver invasão bacteriana
secundária, agravando a lesão. As lesões amebianas são mais frequentes no ceco e na
região retossigmoidiana. As úlceras variam muito em tamanho e forma e podem
estender-se a grandes proporções do intestino grosso com comprometimento de toda
a parede intestinal com consequente perfuração levando à peritonite fecal.
Ocasionalmente, os trofozoítos podem induzir uma resposta inflamatória proliferativa
com formação de uma massa granulomatosa, chamada “ameboma”. Essa formação
não é comum na amebíase. As amebas podem penetrar nos vasos sanguíneos e,
através da circulação porta, atingir primeiramente o fígado, que é o principal órgão
com acometimento extraintestinal, formando “abscessos” ou, mais propriamente,
necrose coliquativa. Podem também atingir o pulmão e mais raramente o cérebro.
Atingem ainda, em certas circunstâncias, a pele e as regiões anal ou vaginal iperíneo. A
E. histolytica induz respostas celular e humoral em humanos e animais, mas isto não é
indicativo de imunidade efetiva após a infecção. A exacerbação da doença pela
imunossupressão sugere, por outro lado, a função protetora dos desconhecidos
mecanismos de defesa. Anticorpos específicos locais e circulantes são produzidos
regularmente durante a amebíase invasiva. Embora os anticorpos e o complemento
sejam líticos para os trofozoítos in vivo, a escassa correlação desses anticorpos com a
resistência contradiz a sua capacidade protetora in vitro. A existência de reação de tipo
imediato na pele (intradermorreação), a elevação de títulos de IgE específicas
antiamebianas sugerem a ocorrência de anafilaxia. Também é observada
hipersensibilidade retardada, paralelamente com a amebíase hepática. Essas
observações são consistentes com o papel da imunidade mediada por células.
DIAGNÓSTICO
Diagnóstico Clínico: Manifestações clínicas atribuídas à E. histolytica podem ser
errôneas devido a grande superposição de sintomas comuns às várias doenças
intestinais. Na maioria dos casos, principalmente na fase aguda, pode ser facilmente
confundida com a disenteria bacilar, salmoneloses, síndrome do cólon irritado e
esquistossomose. Por essas dificuldades de diagnóstico, este só deverá ser
considerado definitivo pelo encontro de parasitos nas fezes. No abscesso hepático,
além da tríade já descrita, pode-se fazer o diagnóstico usando-se raios X, cintilografia,
ultrassonografia e tomografia computadorizada. Esses métodos podem, em mais de
95% dos casos, mostrar claramente a localização, o número e a evolução do abscesso.
Diagnóstico Laboratorial: Usualmente é feito com fezes, soros e exsudatos. Embora o
exame de fezes seja laborioso, consuma muito tempo na sua execução e dependa da
competência do microscopista, é, sem dúvida, o mais usado. Tem como objetivo
identificar trofozoítos ou cistos. A coleta e o condicionamento das fezes são muito
importantes; deve ser coletada sem urina e sem contaminação com outros materiais e
nunca após contato com o solo, pois pode haver contaminação com amebas de vida
livre. As fezes podem ser coletadas em conservadores, como Schaudinn, SAF, álcool
prolivinílico, quando estão liquefeitas ou diarreicas e em formol a 10%, MIF, SAF,
quando são formadas ou pastosas. As fezes devem ser colocadas no fixador, tão logo
sejam emitidas e na proporção de uma parte de fezes para três de conservante; devem
ser bem homogeneizadas, para que o conservante atinja todo o material coletado.
Outros Exames: A retossigmoidoscopia é um importante método na visualização das
ulcerações, possibilitando a identificação do agente etiológico obtido do material das
lesões. Radiografias, tomografias, ultrassonografias e ressonância magnética
constituem métodos de diagnóstico auxiliares que podem identificar a localização, o
número e o tamanho dos abscessos, como também podem distingui-los de outras
etiopatologias. A punção do abscesso hepático pode ajudar a esclarecer a etiologia da
doença, mas o encontro do trofozoíto no líquido do abscesso é difícil, necessitando
para isso que o material seja previamente tratado e o microscopista tenha bastante
experiência, para não o confundir com outras células, principalmente macrófagos
EPIDEMIOLOGIA:
No Brasil, a infecção por E. histolytica/E. dispar apresenta grande diversidade no
número de indivíduos infectados ou com sintomatologia da doença, variando de região
para região. No Sul e Sudeste do país, a prevalência varia de 2,5 a 11%, na região
Amazônica atinge até 19%, e nas demais regiões fica em tomo de 10%. Há, no entanto,
uma variação muito grande da incidência da doença, de acordo com as condições
sanitárias e socioeconômicas da população, principalmente com relação às condições
de habitação, presença de esgotos e água tratada. Os surtos de amebíase no Brasil não
apresentam a gravidade e a intensidade dos verificados no México, de alguns países da
África e da Ásia. Predominam aqui as formas de colites não disentéricas e os casos
assintomáticos. Na região Amazônica, a amebíase difere das outras regiões do país,
pois, além de ser mais prevalente, manifesta-se com mais gravidade. São frequentes as
formas disentéricas e os abscessos hepáticos, que, por sua vez, são raros em outras
regiões, principalmente Sudeste e Sul do país.
3- Entamoeba coli.
MORFOLOGIA
Trofozoíto mede cerca de 20 a 50 pm, o citoplasma não é diferenciado em endo e
ectoplasma; o núcleo apresenta a cromatina grosseira e irregular e o cariossoma
grande e excêntrico. O cisto apresenta-se como um a pequena esfera medindo 15-20
pm, contendo até oito núcleos, com corpos cromatoides finos, semelhantes a feixes ou
agulhas. A E. coli , como todas as amebas intestinais, é reconhecida pela morfologia de
seus diferentes estágios, por isso é importante caracterizar os diferentes estágios de
desenvolvimento. O trofozoito é a forma ativa que se alimenta e se reproduz, que
constitui a forma invasiva de ameboides vegetativos. O cisto é a forma de resistência e
infecção trofozooides. A ameba nesse estado mede entre 15 – 50 µm, mas o tamanho
médio varia de 20 – 25 µm. Tem baixa mobilidade, produz pseudópodes bruscos e
curtos. Em geral, os cistos têm um tamanho de 10-35 µm e geralmente têm uma forma
esférica. São textura incolor e suave. A parede do cisto é muito refratária. A
característica mais proeminente é a presença de oito núcleos. Esses núcleos tendem a
ter o mesmo tamanho. Como no trofozoíto, o cariossoma é excêntrico. Os corpos
cromatoidais (inclusões de proteínas ribonucleicas) estão sempre presentes, mas
variam em número e forma. Eles geralmente têm a forma de lascas, mas podem ser
aciculares, filamentosos ou globulares. O citoplasma pode ser muito rico em
glicogênio. Quando o cisto é imaturo, o glicogênio é visto como uma massa que move
os núcleos para os lados. Nos cistos maduros, o citoplasma é granular e o glicogênio é
difuso. A parede do cisto é dupla. A camada mais interna (endocisto) é espessa e
rígida, possivelmente composta de quitina. A camada mais externa (exocisto) é mais
fina e elástica.
PATOGÊNESE
Apesar de ser considerada uma espécie não patogênica, foi observado ocasionalmente
que pode ingerir glóbulos vermelhos. Em outros casos, tem sido associado a problemas
gastrointestinais, como diarreia. A Entamoeba coli é uma ameba comensal não
patogênica, que vive no intestino humano e se locomove por pseudópodes. Já o
parasita de forma similar Entamoeba histolytica é prejudicial e precisa ser eliminada.
Tanto os cistos quanto os trofozoítos podem ser encontrados nas fezes, sendo que os
cistos (mostrado no vídeo), possuem formato circular e contêm de um a oito núcleos
com cariossoma excêntrico, e os trofozoítos possuem formato alongado e irregular
com apenas um núcleo grande apresentando cariossoma excêntrico. Devido à
semelhança existente entre os cistos de E. histolytica e os de E. coli, é preciso fazer o
diagnóstico diferencial através da contagem do número de núcleos (1 a 8 = coli; 1 a 4 =
histolytica) e posição do cariossoma (excêntrico = coli; centralizado = histolytica),
entretanto a diferenciação entre os cistos nem sempre é evidente. Como ocorre a
infecção Esse parasita é eliminado nas fezes. Quando os dejetos ficam expostos na
natureza, em proximidades de córregos, valas de irrigação ou lagoas, contaminam a
água. Num quintal pequeno, se a fossa for construída a poucos metros de distância da
cisterna, as fezes contaminadas por amebas podem contaminar a água, e essa ao ser
consumida sem o devido tratamento leva a amebíase. Moscas, baratas e outros
insetos, ao pousarem nas fezes de pessoas infectadas, também transmite a parasitose
a outras pessoas, pousando sobre os alimentos ou superfície e utensílios que
contaminam as mãos. O que causa os portadores de ameba queixam-se de: dores
abdominais; febre baixa; ataque de diarreia, seguido de períodos de prisão de ventre,
disenteria aguda com fezes sanguinolentas (como na E. histolytica). Somente através
do exame parasitológico de fezes, pode ser detectado contaminação por E.coli ou
outros parasitas intestinais. Nota: Alguns parasitas têm ciclo intermitente de
eliminação de formas infectantes ou necessitam de metodologia de pesquisa mais
específica para o diagnóstico, por isso converse com um médico ou profissional da
área.
DIAGNÓSTICO
A Entamoeba Coli diagnostica-se no laboratório examinando as fezes de um indivíduo
infectado; para estabelecer o diagnóstico costuma ser necessário analisar entre 3 e 6
amostras. Para observar o interior do reto e colher uma amostra de tecido de qualquer
úlcera que se encontre, pode utilizar-se um retoscópio (tubo flexível de visualização).
Os doentes com um abcesso hepático têm quase sempre no sangue valores elevados
de anticorpos contra o parasita. Contudo, como esses anticorpos podem permanecer
na corrente durante meses ou anos, o achado de valores elevados de anticorpos não
indica necessariamente que exista um abcesso. Em consequência, se o médico pensa
que se formou um abcesso, pode prescrever um fármaco que elimine as amebas (um
amebicida). Se o fármaco resultar eficazmente, dá-se por assente que o diagnóstico de
amebíase era correto.
EPIDEMIOLOGIA
A disseminação desta espécie ocorre pela ingestão de cistos maduros. A transmissão é
fecal-oral. Sua presença foi indicada em aproximadamente 50% dos seres humanos.
No entanto, a porcentagem de infecção é variável. Nos países desenvolvidos, tem sido
indicado que em pacientes assintomáticos sua incidência é de 5%. No caso de pessoas
com algum sintoma, o percentual aumenta para 12%. A taxa de incidência aumenta
dramaticamente nos países em desenvolvimento. Particularmente, isso está associado
a más condições sanitárias. Nessas regiões, a incidência de Entamoeba coli é de 91,4%.

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