Você está na página 1de 10

0

Universidade Católica de Moçambique


Instituto de Educação à Distância

A divergência entre diferentes escolas ou correntes na definição do objecto de estudo da


Psicologia

Turma B

Nome: Celestino Victorino Raja


Código: 708208359

Curso: Biologia
Disciplina: Psicologia Geral
Ano de Frequência: 1º Ano

Nampula, Outubro, 2020


1

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Índice 0.5
 Introdução 0.5
Aspectos
Estrutura  Discussão 0.5
organizacionais
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução  Descrição dos
1.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais parágrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 2.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia
2

Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor


___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
3

Índice

Introdução..................................................................................................................................4

A divergência entre diferentes escolas ou correntes na definição do objecto de estudo da.......5

Visão de Wilhelm Wundt...........................................................................................................5

Os gestaltistas.............................................................................................................................5

Os comportamentalistas.............................................................................................................6

Visão dos psicanalistas...............................................................................................................6

Conclusão...................................................................................................................................8

Bibliografia................................................................................................................................9
4

Introdução
O objecto de estudo da Psicologia é o comportamento humano, mas o consenso neste campo
não foi tão pacífico, resultou de uma “luta interna” entre os pensadores da área que culminou
com esta visão mais actual e aceite por muitos profissionais deste campo científico.

Psicologia existe em cada um de nós de forma casual, esse modo de proceder é que organiza
maior parte da nossa vida que não exige necessariamente uma ciência, porém não dispensa o
conhecimento científico dada a limitação deste conhecimento senso comum. Se pararmos
para pensar nos problemas que enfrentamos no dia-a-dia veremos que a solução destes não
exige necessariamente os conhecimentos científicos. A psicologia como ciência tem raízes no
senso comum, que a partir dai passou a organizar-se como ciência
5

A divergência entre diferentes escolas ou correntes na definição do objecto de estudo da


Psicologia

Visão de Wilhelm Wundt


Wilhelm Wundt, considerado pai da Psicologia, montou o primeiro laboratório de psicologia
experimental na Europa (1879) influenciado pela Fisiologia, área que já tinha atingido o
estatuto de uma ciência, a semelhança da Física, Química, mesmo a Filosofia;

Interessado no estudo da experiência consciente, procurava fazê-lo analisando a consciência


nos mais ínfimos componentes. Procurava os elementos básicos da psicologia às partes mais
ínfimas da consciência analisável. “Como a física tinha seus elementos, também a psicologia
as teria (...) os elementos básicos eram unidos por associação” – tese defendida por Wundt
(SPRINTALL & SPRINTALL, 2000, p. 20). Para este pensador, a mente é composta por
elementos individuais ou átomos de experiência ligados por associação. Para estudar esses
elementos Wundt utilizou a técnica de introspecção que consistia no treinamento de sujeitos a
olharem para dentro de si, relatando seus sentimentos e sensações.

Essa forma de olhar para os fenómenos psicológicos não agradou os psicólogos gestaltistas.
Adiante estão descritos seus argumentos.

Os gestaltistas
Max Wertheimer, seu expoente principal citado por (SPRINTALL & SPRINTALL, 2000)
considera Wundt ter levado a Psicologia por água abaixo – ao tentar produzir a sua perfeita
tabela atómica organizada da psicologia, com ela perdera de vista a realidade da experiência
humana, ao analisar a experiência em suas partes ínfimas, tinha de facto destruído a noção da
experiência como totalidade. Max considera “o todo é maior do que a soma das partes”
(citado por Wertheimer, apud Sprintal&sprintal, 2001). Por isso, é preciso estudar o todo, a
totalidade, a configuração inteira, a gestalt.

Os elementos atuam de maneira diferente quando são retirados do seu contacto. As sensações
são partes integrantes da experiência humana e o estudo destas não nos revela essa complexa
experiência humana. Para estes teóricos, a compreensão da experiência humana é irredutível
ao estudo das sensações, sobretudo na sua forma de estudá-los, por associação.
6

Os comportamentalistas
Conhecidos também como behavioristas, de seu representante John B. Watson, os
comportamentalistas atacam Wundt pelo uso do método de introspecção enquanto
instrumento científico. Eles acreditavam nos elementos, mas não gostavam como Wundt
tentava os encontrar.

Watson considera o verdadeiro objecto de estudo, comportamento (behavior). A introspenção


não tem utilidade para a psicologia, como também não tem para a Física e para a Química.

A única coisa observável, por isso, a única que permite o uso dos métodos científicos é o
comportamento manifesto pelo sujeito. Se a consciência puder apenas ser estudada através da
introspenção, e não tiver correlatos do comportamento, então a psicologia terá de se ver livre
dela (SPRINTALL & SPRINTALL, 2000 p. 26).

Watson aliou-se ao poderoso Russo Ivan Pavlov, cujo trabalho sobre condicionamento era
mais conhecido na altura e consegui o que queria na altura, demonstrar a existência do –
reflexo condicionado, algo observável para substituir o não observável de Wundt.

Visão dos psicanalistas


A preocupação dos psicólogos até esta etapa evolutiva centrou-se no estudo da consciência,
diferem-se simplesmente na forma como estes a estudam-na. A visão psicanalítica ampliou a
compreensão do campo de estudo da psicologia, sua principal inovação é o mundo
inconsciente, antes por muitos ignorados.

A consciência para Freud parece determinada por esse mundo inconsciente, pois é o
reservatório de toda nossa experiência, o que realmente sabemos de nós (consciente), não
explica a experiência (desejos, frustrações, ansiedades, mágoas, glórias etc.), por várias
razões, reprimimos e, outras, que por força da memória esquecemos.

Freud especulou se alguns distúrbios neurológicos não poderiam ter causas psicológicas, em
vez de fisiológicas. Para explorar esta possibilidade, ele usou a hipnose para tratar de
pacientes que sofriam desses distúrbios.

Enquanto experimentava com a hipnose, Freud descobriu o “inconsciente”. Juntando os


relatos dos pacientes sobre suas vidas, ela conclui que a perda da sensibilidade em umas das
mãos podia ser causada por um medo de tocar os órgãos genitais; a cegueira ou a surdez
7

podiam ser causadas por não querer ver ou ver alguma coisa que provocava uma intensa
ansiedade.

Diante de capacidades desiguais dos pacientes para a hipnose, ele passou a usar a associação
livre, em que apenas dizia ao paciente para relaxar e falar qualquer coisa que lhe aflorasse a
mente, por mais trivial ou embaraçosa que pudesse parecer. Freud acreditava que a
associação livre produzia uma corrente de pensamento que levava ao inconsciente do
paciente, recuperando e acreditando, dessa forma, lembranças inconscientes dolorosas, com
frequências oriundas da infância. Freud chamou sua teoria e técnicas associadas de
psicanálise.

Subjacente à concepção psicanalítica de Freud havia sua convicção de que a mente é como
um iceberg- a maior parte dela está oculta. Nossa concepção consciente é a parte do iceberg
que flutua acima da superfície. Por baixo da superfície, está a região inconsciente, muito
maior, contendo pensamentos, desejos, sentimentos e lembranças para os quais, em grande
medida, não estamos despertos. Guardamos alguns desses pensamentos temporariamente
numa área pré-consciente, de onde podemos recuperá-los à vontade para a percepção
consciente. De maior interesse para o Freud eram essas paixões e pensamentos inaceitáveis
que ele acreditava que reprimimos, ou bloqueamos à força, da nossa percepção, porque
admiti-los seria doloroso demais.

Freud achava que podíamos não ter percepção consciente desses sentimentos e ideias
perturbadoras, mas eles nos influenciam poderosamente. Em sua opinião, os impulsos não-
reconhecidos expressam-se de formas disfarçadas – o trabalho que escolhemos, as convicções
a que nos apagamos, os hábitos quotidianos os sintomas perturbadores. Dessa maneira, o
inconsciente se infiltra nos nossos pensamentos e acções.

Para Freud o determinista, jamais era acidental, ele achava que vislumbrava a infiltração do
inconsciente não apenas nas associações livres, convicções, hábitos e sintomas das pessoas,
mas também em seus sonhos e lapsos ou actos falhos, enquanto liam, escreviam e falavam.
8

Conclusão
Os elementos atuam de maneira diferente quando são retirados do seu contacto. As sensações
são partes integrantes da experiência humana e o estudo destas não nos revela essa complexa
experiência humana. Para estes teóricos, a compreensão da experiência humana é irredutível
ao estudo das sensações, sobretudo na sua forma de estudá-los, por associação.

Princípio da historicidade. Estabelece que a psique, a consciência, desenvolve-se no processo


de desenvolvimento histórico do homem, por isso é necessário, estudar os fenómenos
psíquicos no seu desenvolvimento, esclarecendo a condicionalidade social dos diferentes
aspectos da consciência humana e da personalidade.
9

Bibliografia
ABRUNHOSA, Maria Antónia e LEITÃO, Miguel. Psicologia B. Lisboa: Edições Asa,
2009.

CARDOSO, Adelino, FROIS, António,FACHADA, Odete. Rumos da Psicologia. Lisboa,


Edições Rumo, 1993.

CAPARÓS, António. História da Psicologia. Lisboa: Plátano editora, 1999.

GLEITMAN, Henry, FRIDLUND, Alan J., REISEBERG, Daniel. Psicologia. Lisboa:


Fundação Calouste Gulbenkian, 2009.

MYERS, David. Introdução Psicologia Geral. São Paulo: Editora Santuário, 1999.

PILETTI, Nelson. Psicologia Educacional. São Paulo: Editora Ática, 1995.

SPRINTALL, Norman A., SPRINTALL, Richard C. Psicologia Educacional, Lisboa: MP-


Graw-Hil, 2000.

Você também pode gostar