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Registro da proposta de ações para a Virada

em 17 de setembro
Resumo da proposta:. PROTAGONISMO E
PARCERIA.

Tipo de atividade: APRESENTAÇÃO DE


DANÇAS (DE RUA, RAP E OUTRAS)

Espaços para realização: PÁTIO

Colaboradores parceiros: NEW CLAN –

Responsáveis pela atividade: ALUNOS DO 6º


AO 9º E MÉDIO

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ESCOLA ESTADUAL SÃO
JOSÉ – UBÁ - MG

DIRETORA: JOSIANE ALMEIDA SEGHETO


SUPERVISORA: MÔNICA REGINA PIRES DA COSTA

TEMA: “O PEQUENO PRÍNCIPE”


PROJET
O
INTERDI
SCIPLIN
AR

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JUSTIFICATIVA:

“Entendemos que os leitores que queremos formar amanhã, precisam ter o contato com os livros
hoje.”

Muito se fala sobre a importância de se adequar os conteúdos trabalhados na escola a


realidade dos alunos, e ainda fazê-los significativos, para que haja de fato uma aprendizagem. A
partir dessa discussão pensamos em como dar conta de trabalhar os conteúdos, de forma a
torná-los significativos, ou ainda, contextualizá-los dentro de uma proposta de compreensão de
uma obra literária, tornando assim o processo de aprendizagem uma experiência lúdica. Assim,
buscamos tornar então, essa obra literária parte significativa da vida desses alunos. Foi elaborado
então, um trabalho com certa flexibilidade para que os alunos pudessem, ao longo do processo,
pensar junto as possibilidades de abordagem dos conteúdos propostos.
Também pensado no trabalho com a afetividade os espaços para pensar e falar de si
foram construídos e propostos conforme as situações favoreciam, assim, entre situações reais e
hipotéticas os alunos podiam vivenciar a construção do respeito mútuo, a possibilidade de se
expressar e a oportunidade de colocar-se no lugar do outro. Nada melhor do que utilizar-se então
de múltiplas linguagens que permite a criança se apropriar da cultura e recriá-la.

"O verdadeiro amor nunca se desgasta”.

Quanto mais se dá mais se tem".

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

"Se tu vens às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

"Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas.”

"Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante"

Esse livro atravessou vários continentes e foi traduzido para muitas outras línguas, sendo seu
original em francês.

Os valores se constroem no convívio com o outro, nas ações do dia-a-dia, e, nós, educadores,
precisamos, além de dedicar a atenção a determinados valores no momento e na hora certa,
assumir esse compromisso com o coração e com a ação.

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É fundamental planejarmos atividades específicas para refletir junto aos alunos sobre o
comportamento humano, sem apontar o defeito do outro, e oportunizarmos que cada um se "olhe"
e se expresse, trazendo exemplos de situações vividas para uma discussão. Isso é agir em prol
do bem-comum, é papel que cabe a cada um de nós.

Esse diferencial do Positivo na formação do cidadão é comprometimento com o social. Temos de


fazer valer cada gesto e palavra nossa, lembrando que todos somos Educadores (o professor, o
pai, o amigo...).

Nesse sentido, uma vez que a escola existe para e pelo aluno, o diálogo constante com a família
é fundamental. A melhor herança que um pai pode deixar para o filho é o "ser" não o "ter".

Entretanto, a leitura do livro “O Pequeno Príncipe” virá a contemplar o trabalho realizado em sala
de aula, facilitando que os alunos compreendam a importância de SER.

 “O LIVRO PEQUENO PRÍNCIPE”:

          A história se desenvolve a partir de uma viagem entre o mundo infantil e o mundo adulto
em suas manifestações, diferenças ou consequências. Na interpretação de um desenho infantil,
adultos podem apenas recriar algo concreto, enquanto a mente infantil constrói novas
possibilidades. O início do livro é uma experiência vivida por Antoine, um desenho feito por ele,
agora personagem principal de sua história, uma jiboia engolindo um elefante, onde os adultos
achavam que era um chapéu, e frustraram a criança ao falarem que não havia nada de mais
naquele desenho, e o desencorajaram a continuar desenhando.
            O desenvolver do livro está envolta em discussões de valores perdidos atualmente, tais
como: amizade, generosidade, cuidado, carinho entre outros.
            Já adulto, em uma de suas viagens, depois de uma pane, seu avião cai no deserto e o
piloto é acordado por um menino, um príncipe habitante do planeta B612 que o faz um pedido:
“Desenha-me um carneiro”. O pedido inusitado remete o autor, agora personagens de sua própria
história, a retomar os desenhos que havia sido desencorajado a fazer na infância.
            O príncipe relata suas experiências vividas em seu planeta e as situações as quais
vivenciou em viagens que fez a vários planetas, antes de chegar ao último que visitou, o planeta
terra, onde teve muitos encontros, entre eles com o aviador.
            A discussão central aborda a amizade, o príncipe quando sai do seu planeta deixa lá uma
rosa, uma relação de carinho e amizade a qual ele vem a entender quando já está a quase um
ano distante de seu planeta, muitas vezes à distância nos mostra a importância do que estamos
acostumados a ter próximos de nós e que muitas vezes deixamos de cuidar. O príncipe
acreditava que a sua rosa era única, pois assim era no seu planeta, e assim ela o havia
convencido. Mas durante a passagem pelo planeta Terra encontra um jardim cheio de flores
iguais a ela o que a princípio o faz sentir-se enganado. Porém, encontra uma sábia raposa que
conta ao príncipe um segredo, é preciso cativar. Quando se cativa você se torna “eternamente
responsável”. Assim o príncipe entendeu que sua rosa era única, porque ele a tinha cativado.
            O que a raposa propõe não é nada além do que levar a reflexão de que precisamos de um
olhar “singelo”, verdadeiro as pessoas. É preciso que possamos olhar além dos olhos, disse ela:
“só se vê bem com o coração, o essencial é invisível para os olhos”, um olhar que tanto falta hoje
perante uma sociedade individualista, que valoriza mais os bens de consumo do que o próprio ser
humano. A raposa diz ainda: “a gente só conhece bem as coisas que cativou, os homens não têm
mais tempo de conhecer coisa alguma, compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem
lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!".
Como o príncipe tem um planeta, e nele uma rosa que a espera em seu planeta, cada um
de nós também, perto ou longe, temos o “nosso planeta” o qual pode ser habitado por tudo o que
a nossa imaginação permitir, se ainda tivermos essa capacidade de criar, muitas vezes deixada
para trás, para viver num mundo de adultos. Mas mesmo que o nosso planeta esteja
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aparentemente vazio, por não conseguirmos imaginar nada, lá existe uma rosa e somos
eternamente responsáveis por ela.
Assim, o livro cria a possibilidade de discutirmos o valor das amizades verdadeiras que as
vezes parece tão distante dos interesses da nossa sociedade, sendo porém uma importante
discussão que pode ser realizadas com as nossas crianças, que muitas vezes não tem a
possibilidade de vivenciar essas relações nas suas experiências de vida, e são as responsáveis
em formar uma “nova” sociedade, que esperamos seja melhor do que a que temos vivenciado.
Elas que ainda mantém essa capacidade nata de criar, e podem assim experimentar e criar um
mundo melhor.
Usando a literatura como eixo norteador de um trabalho que possibilita muitas reflexões,
podemos levar as nossas crianças a buscar essa responsabilidade que o Pequeno Príncipe teve
com a sua rosa e o fez voltar ao seu planeta, sem medir esforços, sem temer as consequências
para voltar e cuidar de quem ele cativou e por quem foi cativado. O livro nos trás muitas
possibilidades de reflexões e ficará eterno no coração de todos que o ler uma, duas ou inúmeras
vezes, pois a cada nova leitura nos leva a construção de um planeta melhor.
 

OBJETIVOS:

- Aproximar as crianças ao mundo dos livros e da literatura, fazer com que as crianças se
familiarizem com os livros, e os mesmos façam parte prazerosa de sua vida.

- Incentivar a leitura e despertar o desejo de conhecer e vivenciar as virtudes, trabalhando dentro


da interdisciplinaridade, onde possa proporcionar reflexões e mudanças de atitudes no
relacionamento com os outros.

- Valorizar a amizade.

- Perceber que as virtudes são indispensáveis à formação da pessoa.

A partir das reflexões subjetivas propostas no texto, buscamos discutir, em sala de aula,
situações hipotéticas, realizar jogos simbólicos e representar situações do cotidiano, em que as
crianças pudessem experimentar papéis e se colocar no lugar do outro, buscando assim um
desenvolvimento de sua autonomia moral. Que possamos tornar nossas crianças mais virtuosas,
que busquem um sentido na vida, que sejam sujeitos éticos, que tenham o desejo de ser melhor.

A intenção do projeto foi fazer um trabalho interdisciplinar que pudesse permear entre os
conteúdos que fazem parte do currículo escolar, para que as discussões fossem contextualizadas
ao dia a dia das aulas sem que houvesse rupturas. Assim os alunos poderiam vivenciar na prática
e interagir com os temas abordados.

METODOLOGIA

Os alunos receberão um convite que anunciando a proposta para participarem de um projeto,


esse constará o tema do projeto, o horário e o local onde serão desenvolvidas as atividades.

Então no dia e hora marcados será apresentado o livro e sua relevância no mundo,; será
mostrado também as informações que pesquisamos sobre esse livro bem como a importância de
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ser uma publicação escrita em diversas línguas. Apresentaremos a primeira figura do livro para as
crianças como uma atividade de desafio, a fim de introduzir as primeiras informações sobre o
autor. Após esse momento realizaremos pesquisas bibliográficas sobre o autor,
confeccionaremos um painel com nossas primeiras pesquisas e registros que servirá de suporte
para o registro das demais etapas do projeto.

Além das discussões e leituras diárias do livro, as quintas feiras serão tomadas para
confecções e registros específicos do projeto, avaliação da atividades feitas e sugestões para os
próximos dias. Partiremos então nessa experiência transitando por diversas disciplinas e
conteúdos que permeiam os capítulos e vivências do Pequeno Príncipe. É preciso ressaltar que a
construção das nossas vivências e experiências estivarão ligadas aos conteúdos do planejamento
escolar e sofrerão algumas adaptações de acordo com a necessidade e interesse das crianças.

Além dos conteúdos curriculares dispostos no planejamento escolar podemos transgredir


sobre os conteúdos atitudinais, a partir da simbologia e encanto do Pequeno Príncipe. Dado as
leituras iniciais do livro estudaremos um pouco sobre a biografia do autor que logo no começo do
livro aponta ser uma pessoa que vivia só, dando assim início a nossa primeira roda de conversa
sobre solidão, o que é ser só ou estar só.

Serão confeccionados aviões (com pregadores e tinta) que remeterão à viagem que estamos
sendo convidados a fazer a partir dessa literatura, uma viagem como a do próprio autor, de
sonhos e muita aprendizagem.

Assim seguindo estudaremos um pouco sobre as jiboias, pois, o desenho da jiboia engolindo um
elefante trará muita curiosidade entre as crianças que gostarão muito do desafio, a princípio de
entender aquele desenho, que muitos acertarão ser uma cobra, mas precisam descobrir porque
ela tem aquele formato. O que poderia haver dentro daquele animal? Nesse momento a partir do
estudo bibliográfico os alunos já terão a informação de quem o autor era também, quem fazia as
ilustrações da história através de aquarela. Traremos então para sala de aula alguns materiais
para que os alunos pudessem conhecer e manusear essa técnica de pintura.

Logo as discussões geográficas se tornarão necessárias, pois a história se dá em um


determinado lugar pouco conhecido entre as crianças, pesquisaremos então o Deserto do Saara
suas características, localização geográfica, vegetação, entre outros.

Como não poderia deixar de aparecer o Pequeno Príncipe era príncipe de um planeta, um
asteroide talvez, pouco conhecido e isso desencadeará estudos sobre os planetas do sistema
solar, as diferenças entre asteroide, cometa e meteoro. Além de estudarmos as características de
cada um dos planetas, podemos construir então o sistema solar com os movimentos de rotação,
translação, entre outros.

O príncipe aborda então o tema amizade, e assim podemos partir para as discussões do
que é ser amigo, quem são nossos amigos, de respeito, tudo através de situações,
representações e jogos simbólicos.

Seguindo essas discussões faremos um painel com a forma de um baobá, onde as


crianças serão convidadas a escrever em pequenos pedaços de papeis em formatos de folhas, as
coisas que acham que devem ser arrancadas das suas vidas, coisas que não são boas.

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O tema tristeza é abordado a partir do movimento de rotação da Terra, nesse momento
poderemos falar um pouco sobre o tema, relacionar acontecimentos, buscar outros textos que
abordam o assunto, e individualmente os alunos serão levados a escrever sobre algum dia em
que se sentiram muito triste, como aquele dia do príncipe.

O livro fala então de uma flor, e assim levaremos nossas discussões para entendê-la a partir das
características que nos foram apresentadas, faremos então uma ficha das características dessa
flor, buscando novas informações a partir de pesquisas. Faremos dobraduras de flores como
culminância desta etapa. Também discutiremos os termos abordados: justiça, vaidade e amor.
inspiração, através de atividades simbólicas, jogos e roda de conversa, confecção de livros de
mensagens e de livro com um reconto da história do Pequeno Príncipe.

Ao apresentar o seu planeta o príncipe fala então dos vulcões. Assim estudaremos o
vulcanismo e faremos uma maquete para entender como funciona a erupção de um vulcão.
Atividade para os 6ºs anos

A partir da apresentação das características do seu planeta as crianças farão então suas
primeiras representações em aquarela do planeta do príncipe. Atividade para os 6ºs anos

Aproveitando o momento sobre arte faremos uma pesquisa sobre as imagens que
encontradas na internet sobre o pequeno príncipe e montaremos um painel mostrando várias
releituras do principezinho.

Chegando então em uma das partes mais conhecidas do livro em que aparece um novo
personagem, uma raposa que conta um segredo para o príncipe. Vamos trabalhar informações
sobre a raposa que é ilustrada com características diferentes da que conhecemos, pois é um tipo
de raposa do deserto (feneco).

. Os alunos do 3º ano farão cartões com frases do livro que mais gostaram e junto com uma rosa
(de papel), entregarão para todos os professores e funcionários da escola do turno da tarde.

Chegamos então ao final do livro. Alguns alunos acharão o final triste e muitas discussões
surgirão. Nesse momento faremos uma retomada dos personagens e coletivamente um roteiro
para que seja feita uma reescrita do livro.

Faremos uma sessão cinema/pipoca para assistirmos o filme do Pequeno Príncipe.

Faremos uma avaliação do projeto através de um registro escrito.

Para encerrar nossas atividades será montada uma exposição junto aos alunos, em que os
objetivos foram: apresentar a escola e a toda comunidade os trabalhos realizados pelos alunos e
gerar situações em que as crianças pudessem colocar em prática a solidariedade, a
generosidade, cativando novos amigos.

Vamos trabalhar algumas propostas de interações para acontecerem durante a exposição. As


atividades preparadas serão: canto de leitura, onde as pessoas podiam sentar para ler ou ouvir
parte da história contada pelos alunos; canto de pintura, os alunos fizeram desenhos sobre o livro
fizeram cópias para serem coloridas pelos visitantes; também um canto de vídeo, onde os alunos
explicavam e contextualizavam aos visitantes a parte da obra apresentada; painel de sonhos,
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onde eram convidados a escrever recados em estrelas; o desenho do carneiro, como
apresentado no livro cada visitante fazia também seu carneiro, entre outras atividades que serão
preparadas pelos alunos com o mesmo cuidado em que prepararam uma lembrança para os
visitantes.

A exposição fechará os trabalhos de forma muito especial, pois haverá uma interação com toda a
comunidade e as crianças, com certeza, se lembrarão dos valores trabalhados....lembrança para
a vida toda!

“TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR


AQUILO QUE CATIVAS”.

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