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ESCOLA BÍBICA MODULAR

JUSTIÇA DE DEUS
Alessandra Luiza Bertolino
EBM JUSTIÇA DE DEUS

Sumário

AULA 1 - Definição........................................................................................................ 2

AULA 2 - Dons de revelação........................................................................................... 5

AULA 3 - Dons de poder.............................................................................................. 11

AULA 4 - Dons vocálicos ou da palavra........................................................................14

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EBM JUSTIÇA DE DEUS

Justiça

Livro de Romanos

Uma das doutrinas mais importantes do cristão. Livres de peso de condenação, culpa

O que é justiça?

Rm 1:16-17 (não me envergonho do evangelho – no evangelho se descobre a justiça de Deus

Evangelho – boas novas – antes disso a justiça não haviam sido reveladas. No velho testamento
vemos fragmentos, mas em Cristo há uma revelação plena.

Hebraico
Justificar-se : (Tsdaq): "justificar-se, ser justo, estar no direito, ser justificado, fazer justiça"
Justiça (tsdeq, tsdãqãh) lealdade, veracidade. No hebraico rabínico o substantivo tsdãqãh indica
esmolas ou demonstrações de misericórdia.
Justo hãsid " aquele que é piedoso, religioso, santo, justo" basicamente hãsid significa aquele que
pratica hesed (misericórdia) assim deve ser traduzido por misericordioso, benigno, piedoso, santo,
justo.

Grego
Justiça (grego) dike primeiramente "costume, uso" veio a denotar "o que é direito" então
"audiência judicial, por conseguinte "a execução de uma sentença, pena" (2 Ts 1.9 , Jd 7). Em At
28.4 o termo dike é personificado e denota a deusa justiça ou nêmeses( em latim justitia) a quem o
povo de Malta supunha que estava a ponto de infligir a pena de morte em Paulo por meio de uma
víbora.
Jurídica
Substantivos

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Justificar (dikaiõsis) denota "o ato de pronunciar justo, justificação, absolvição"


Dikaioõ justificar significando "o estabelecimento de uma pessoa por quitação de culpa"
Justificar (dikaiõma) : 1) "expressão concreta de justiça" é a declaração concreta de que uma pessoa
ou coisa é justa, e , por conseguinte representa em linhas gerais a expressão e efeito de dikaiõsis.
1)b) sentença de absolvição pela qual Deus absolve os homens da culpa. ( mediante a graça em
Cristo e a fé em Jesus)
Definição 2) "a justiça de Deus" ( a sentença de Deus) ou seja o que Deus declarou ser certo,
referindo ao seu decreto de punição; Rm 2.26 " os preceitos da lei" ou seja as justas exigências
ordenadas pela lei, tudo que ela exige como certo.
Justificar verbo (dikaioõ) "julgar ser certo" mostrar estar certo ou justo na voz passiva ser
justificado. A justificação é a absolvição legal e formal da culpa por Deus como Juiz, o
pronunciamento do pecador como justo. Justificação é apresentada, como sem condenação.

A justiça não é só fazer o que é certo, ser justo, mas tem uma conotação em condenar ou absolver.
A aplicação da palavra depende do contexto. Banco (assentar) banco (dinheiro).

Aplicações de contexto
1) Mediante transição natural justiça passou então a identificar aquele padrão moral mediante o
qual Deus mede a conduta humana. (Is 26.7) os homens devem praticar a justiça, ou seja, o que é
reto ou correto. (Gn 18.19, Ap 19.8)
a. Atos de justiça
Linho finíssimo – AP 19:8 – justiça dos santos (ações corretas dos santos, o que de correto nós
praticamos)

2) No tocante ao governo divino a justiça se torna descritiva de um modo particular de punição


contra a infração moral. O ladrão da cruz " nós na verdade com justiça" (Lc 23.41). Pois Deus não
pode permanecer indiferente para com o mal (Hc 1.13, Sf 1.12) nem o todo poderoso pode
perverter a justiça (Jó 8.3) A justiça punitiva de Deus é como um fogo consumidor. (Dt 32.32, Hb
12.29,) e sua condenação sobre os pecadores é justa (Rm 3.8)

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b. Punição: O ladrão da cruz reconhece sua punição como justiça pelos seus crimes. O contrário
dessa punição seria injustiça. Não há justiça se alguém rompe com a lei e não é punido.
c. Recompensa: Coroa da justiça – recompensa (reconhecimento de Deus e não das pessoas) –
Deus não comete injustiça, Ele é o justo juiz.
João batista – foi íntegro, pregou o evangelho e foi injustiçado – (onde está a justiça de Deus?)
Guarda o seu coração, Deus é quem nos recompensa.

3) Desde os tempos dos juízes em diante, entretanto, tsdãqãh passou também a descrever os feitos
divinos vindicando os que merecem vindicação. Intervenção divina (Jz 5.11)
d. Atos de justiça de Deus – erro, arrependimento, salvação x punição contra os inimigos

4) Tais palavras, todavia, introduzem um outro aspecto, no qual a justiça divina deixa de constituir
uma expressão de preciso merecimento moral e participa antes no conjunto da piedade, do amor e
da graça divinas. Esse sentido aparece primeiramente na oração de Davi pelo perdão de seus
crimes a respeito de Bate-Seba quando implorou (Sl 51.14) O que Davi buscava aqui não era
vindicação, pois ele acabara de reconhecer seu hediondo pecado e , de fato, sua depravação desde
o nascimento. Sua petição visava antes perdão sem reservas. E nesse caso tsdãqãh é mais bem
traduzida por simples repetição: " Deus da minha salvação, e a minha língua exultará a tua
salvação." Noutras palavras tsdãqãh assumiu um sentido redentivo; trata-se do cumprimento de
Deus quanto à sua própria graciosa promessa de salvação, indiferentemente dos méritos do
homem. (Sl 89.14) por conseguinte, quando Isaias fala fala sobre um "Deus justo (tsadiq) e Salvador
(Is 45.21), seu pensamento não é um "Deus justo e no entanto Salvador" mas antes "um Deus
tsadiq e portanto salvador" pararelismo em (Is 45.8; 46.13) Paralelamente a isso, lemos no novo
testamento que " se confessarmos os nossos pecados Deus é fiel e justo ( dikaios= " fiel a sua
graciosa promessa" e não "exigente da justiça" para nos perdoar os pecados. Essa justiça não
judicial apenas alguns contextos vão trazer. Rm 3.26 " Para ele mesmo ser justo (exigindo a
punição) e ao mesmo tempo justificador daquele que tem fé em Jesus"

5) Porém, assim como Deus, em sua graça, proporciona a justiça aos indignos, semelhantemente o
povo de Deus é convidado a atender a justiça (Is 1.17) no sentido de pleitear a causa da viúva e do

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necessitado. (Jr 22.16) "Justiça" dessa maneira veio a denotar bondade (Lc 23.50) e amorosa
consideração (Mt 1.19). Além disso, desde os dias do exílio em diante o vocábulo aramaico çidhqã
"retidão" se tornou uma designação especializada para esmolas ou caridade (Dn 4.27) expressão
equivalente à "dá aos pobres" ( Sl 112.9 Mt 6.1)
e. Deus chama a praticarmos essa justiça (misericórdia/ compaixão) – sl 82.4 – ligação mais com
misericórdia do que punição ou recompensa. (viúva e órfão) – 1 Jo 1:9 (fiel e justo para nos
perdoar)

6) Como condição que se origina na justiça perdoadora de Deus, aparece em seguida nas escrituras
uma tsdãqãh que é possuída pelos homens, que é simultaneamente declarada como o próprio
atributo moral de Deus, mas que então é proporcionado aqueles que confiam em sua graça. (Gn
15.6) Deus atribui ao homem Abraão colocando em seu crédito sua própria justiça. Existe uma
justiça que procede de Deus (Is 54.17) Existe em Javé uma justiça que devido à sua graça, se torna
possessão do crente. Existe uma justiça em nós que Deus chama de trapos da imundícia, que diante
Dele não presta para nada. (Is 64.6) Nossa própria justiça inadequada, porém em Javé nós somos
justificados (tsdãqãh) (Is 45.25) tendo sido feitos justos pelo mérito imputado de Cristo. (Fp 3.9)
Justiça de Deus é um atributo divino. Justiça descreve o seu caráter, junto com as ações que
correspondem o seu caráter. Justiça de Deus é " antes e acima de tudo uma justiça que demonstra à
fidelidade de Deus à sua própria natureza de justiça" (Wiliam Campbell) Seja para salvação ou para
julgamento punitivo Deus nunca abre mão do sua justiça que faz parte do seu próprio ser.
A justiça de Deus é um atributo divino ( nosso Deus é um Deus justo), uma ação divina ( ele vem ao
nosso socorro) ou uma aquisição divina ( Ele nos concede o status de justos) Justiça de Deus é uma
descrição do ser íntegro e do reto agir de Deus. Ela é o status de retidão transmitido aos seres
humanos pelo dom gracioso de Deus (Professor Fitzmyer). Em outras palavras ela é ao mesmo
tempo uma qualidade, uma ação e uma dádiva.
Justiça de Deus é a iniciativa justa tomada por Deus ao justificar os pecadores consigo mesmo,
concedendo-lhes uma justiça que não lhes pertence, mas que vem do próprio Deus. A justiça de
Deus é a declaração justa do injusto, sua Maneira justa de declarar justo o injusto, através do qual
ele demonstra sua justiça e, ao mesmo tempo, nos confere justiça. Ele o fez através de Cristo, o
justo, que morreu pelos injustos. John Stott

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JUSTIÇA HUMANA X JUSTIÇA DE DEUS

Apocalipse 2:7 – A justiça da parte de Deus e a pedrinha branca


A ira de Deus sobre o pecado do homem
O objetivo central da carta de Romanos é: mostrar que tantos judeus como gentios, sem
Cristo,estão no pecado e portanto, debaixo da Ira de de Deus contra o pecado. Ao apresentar essa
ideia, Paulo mostra que não é pela prática da lei mosaica que os judeus serão salvos, pois a lei
embora seja santa e divina, não pode conduzir ninguém a justificação. Na verdade o ser humano só
pode ser justificado e assim salvo pela justificação que há em Jesus Cristo. Apresentando Cristo,
como o único justificador, Paulo acaba com o orgulho do judeu que se apoia na prática da lei e tira
o gentio de uma vida pecaminosa. Apresentando a justificação que há só em Jesus, Paulo pacífica as
possíveis rixas entre judeus e gentios que haviam na igreja romana. Em sua parte final, Paulo ensina
atitudes práticas de quem foi justificado em Jesus. A Ira dos homens é injusta. É uma emoção
irracional e incontrolável, com uma boa dose de vaidade, hostilidade, malícia e desejo de vingança.
A ira de Deus está absolutamente livre disso pois Deus não é o homem. Como afirma John Stott, a
ira de Deus trata-se de sua "profunda aversão pessoal" contra o mal. Não significa que Deus perca a
calma e se enfureça, tornando-se perverso, mau ou vingativo. No conflito moral, o contrário de
"ira" não é "amor", mas neutralidade. Deus não é neutro. Pelo contrário à sua ira é uma hostilidade
santa contra o mal, é a manifestação da sua recusa em suportá-lo ou entrar em acordo com ele, é o
seu justo julgamento contra o mal.
- Rm 1.18 impiedade "asebeia" voltada contra Deus piedade é uma vida que teme a Deus e o adora.
Impiedade é a falta dela. Injustiça "adikia" voltada contra os homens. Fazendo mal aos homens
Como a ira se manifesta?
A ira de Deus tem algumas manifestações:
Destino- A Bíblia fala da ira que há de vir. (inferno) 1 Ts 1.10
Relação- Perdemos intimidade com Deus quando estamos debaixo de sua ira por estarmos fazendo
e abrigando sem reservas o pecado.
Favor - as bênçãos de Deus ficam retidas por não estarmos vivendo para sua glória
Juízo – Quando o homem é entregue a si mesmo. (Rm 1.24, 26, 28)
Deus os entregou. A sua ira se manifesta silenciosa e invisivelmente

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entregando pecadores a si mesmos. " opera, não pela intervenção de Deus, mas justamente pela
sua não intervenção, deixando homens e mulheres seguirem o seu próprio caminho." (John Ziesler)
O juízo de Deus não é Deus pesando a mão é Ele tirando a mão.
Neste cenário o homem está:
1- Separados (alheios,distantes) da vida de Deus pela ignorância e dureza de coração que há neles
(Ef 4.17-19)
2- Sem esperança (Ef 2.12)
3- Sem Deus no mundo (Ef 2.12)
4- Destituídos da glória de Deus (Rm 3.23)
O propósito da Lei
A lei é o padrão moral, ordenanças e rituais que Deus deu a Moises, através dela o povo de Israel
era abençoado e desfrutava de bênçãos de Deus. Na própria lei já se previa o erro de sua
observância ao instituir vários tipos de sacrifício para expiar a culpa do povo. A lei era sombra (Hb
10.1) No Antigo Testamento eles não tinham a pessoa em si, eles possuíam apenas a sombra. E
eram abençoados com base na vivência da mesma.
A lei nunca foi o fim, mas o anúncio profético de quem a realizaria. Ela deveria ser o aio. “Aio” era o
guia, um instrutor que cuidava dos meninos até que alcançassem
A maturidade e pudessem herdar o que o Pai tinha para ela. (Gl 4.1-7) Ou seja, o papel da lei era de
um guia até o Messias. Pois era através de Cristo e não da lei que seriamos libertos do pecado. Os
judeus apregoavam um caráter permanente da lei. Como se ela não fosse a Sombra, mas a
realidade em si mesma.
Verdades bíblicas sobre a lei:
- Revelar o padrão de justiça do que é correto. Rm 7.12 - Revelar o pecado do homem e mostrar
que sua natureza humana não

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consegue viver à altura desses mandamentos. - A lei condena o pecado que o homem pratica. Após
revelar, ela condena. - Ao deixar o homem consciente de sua incapacidade de segui-los Deus
estava os guiando para Jesus e não para que eles buscassem na lei sua
justificação. - A lei não pode justificar (Gl 3.11; Gl 2.16; Gl 2.21) se a justiça viesse da lei Cristo teria
morrido em vão. A lei não pode dar vida ao homem (Gl 3.21-25)
- As pessoas estão certas em buscar na lei uma orientação moral, mas estão erradas ao buscarem
nela o poder de salvar. - A lei só tem validade enquanto há vida, quando acontece a morte quem
está debaixo dela está livre. (Rm7.1-5) O que Jesus faz em relação a lei: - Jesus cumpre a parte ritual
da lei em si mesmo e atrai o juízo do pecado, que é a morte a si mesmo. - Através de sua obra ele
não anula a moralidade da lei, mas sim nos dá capacidade nele de viver as justas ordenanças da lei
e ainda estabelece padrões mais altos de moralidade.
O preço da justiça em Jesus
A necessidade da expiação se mostra por três motivos: a universalidade do pecado, a seriedade do
pecado e a incapacidade do homem de resolver o problema. Debaixo dessa condição o homem está
debaixo do império das trevas. Tem por pai o Diabo está debaixo do “deus” deste século e se
vendeu a ele pela sua desobediência.
Palavras-chaves Propiciação (hilaskomai) "tornar os deuses propícios, aplacar, satisfazer, propiciar"
1
(Jo 4.10 Rm 3.25) A propiciação, bem entendida, significa a ira removida
mediante a oferta de um presente.
Propiciatório: A tampa de ouro que cobria a arca da aliança. Era neste lugar que se derramava o
sangue do sacrifício no dia da expiação. Era ali que Deus vinha conversar com os homens. (Ex 25.22
Lv 16.3 Nm 7.89). Assim como a superfície de ouro cobria as tábuas da lei, assim também Jesus
Cristo está por sobre a lei. Propiciatório (kapporet) " propiciatório, assento da misericórdia, trono
da clemência."
Expiar: (kaphar) "cobrir, expiar, reconciliar, propiciar, pacificar"
Expiação: "o sentido da ideia envolvida nessa palavra é o processo da reunião de duas partes, antes
alienadas, para que formem a unidade.
Redenção: indicava o preço pago para comprar de volta um escravo ou cativo , tornando-o livre
pelo pagamento de um resgate.

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Remissão: " demissão, perdão, soltura, liberação, libertação" é usado a cerca do perdão de pecados
Mt 26.28, Hb 9.22 " Livramento da escravidão ou prisão, remissão ou

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perdão, de pecados (permitindo que sejam apagados da memória, como se eles nunca tivessem
sido cometidos) remissão da penalidade. - Os sacrifícios no Velho Testamento são em substituição
do homem que devia morrer. O sacrifício devia ser sem defeito.
- Eles não eram perfeitos e definitivos por duas razões : eram mortais (finitos) e não eram da
mesma espécie de quem cometeu o pecado.
- Jesus foi enviado como homem (1 Tm 2.5) Nascido debaixo da lei com mulher (Gl 4.4). Ele foi
checado pelos sacerdotes e não foi achado nele nenhum pecado.
- Jesus também tinha uma natureza divina. Seu sangue assim não era finito refém da mortalidade e
limitação de um homem, mas infinito, eterno, sem fim.
- Jesus, sem pecado, todavia ao Senhor agradou moê-lo: "esmagar, ser esmagado, estar contrito,
estar quebrantado" fazendo enfermar:" ser ou tornar-se fraco, estar ou tornar-se doente, ser ou
tornar-se adoentado, estar ou tornar-se aflito, estar ou tornar-se triste.”
- Moer não parece uma expressão do que fazer com um filho amado, mas sim com um pecador que
Deus está irado. Jesus estava tomando o lugar do homem pecador (propiciação). Assumir a morte
significava tornar-se um dos pecadores. Tornar-se digno dela. A morte é o salário do pecado.
- Jesus pediu que se fosse possível passar esse cálice, esse cálice é o da ira do Senhor.
- Ao assumir a nossa condição de pecado, Jesus está fazendo o que Adão, o
homem deveria provar: a morte. Jesus provou a morte por todos nós.
- Jesus não poderia morrer fisicamente porque nunca tinha pecado. Ele morre fisicamente, pois
assume a condição do nosso pecado.
- Ele nos redimiu com seu sangue, ou seja, pagou o nosso resgate.
- Para se assentar no trono de misericórdia no céu. Não na tampa de misericórdia da terra na arca
da aliança. Deus demonstrou sua justiça dando ao homem a punição que ele merecia por seu erro,
mas também se tornou justificador através da ressureição de Jesus.
- Em resumo, o que Deus fez na cruz: redimir o seu povo, aplacar sua ira e demostrar sua
justificação. Deus aplacou sua própria ira, de forma a redimir-nos e justificar-nos e ao, mesmo
tempo, demonstrar a sua justiça. - Justiça é um termo jurídico que precisa de defesa e também de
provas para que o reú seja inocentado. Jesus é o nosso advogado e também a prova de nossa
absolvição. Ele sofreu nossa justa "punição", mas também nos justificou, ou seja, nos apresentou
inocentes diante do Juiz.

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- Justiça tem relação com a ressurreição. Nosso batismo nos traz identificação com sua morte e
ressureição. (Rm 6.3-7) Jesus morreu por nossos pecados e ressuscitou por

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causa da nossa justificação (Rm 4.25) O corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito vive
por causa da justiça.(Rm 8.10)
- Perdão é a absolvição de uma penalidade ou uma dívida, justificação é declarar que
alguém é justo, é dar ao pecador o direito de desfrutar novamente o favor e a comunhão de Deus. "
A voz que anuncia o perdão dirá: "Pode IR. Você está livre da pena que o seu pecado merece." O
veredito da justificação dirá: " Pode VIR. Você é bem-vindo para desfrutar todo o meu amor e a
minha presença.” “Aquele que não conheceu o pecado Deus o fez pecado por nós para que nele
fôssemos feitos justiça de Deus. Porque Deus tomou a Cristo, que era sem
pecado, e o encheu com os nossos pecados. E então Ele, em compensação,
nos encheu com a virtude de Deus!” (2 Cor 5.21 BIBLIA VIVA)
- Em seu corpo, Ele recebe meu pecado em sua ressurreição e eu me uno a Ele para receber sua
posição de justiça de Deus. Eu estou EM Cristo. Dentro dele, inserido nele me tornei parte do corpo
de Cristo.
- O sangue e a inserção no corpo de Cristo são as bases da minha justificação. Definições do dom
da justiça, da justificação que recebemos em Jesus: 1- Justiça de Deus é a pessoa de Cristo. Eu sou
justiça de Deus porque estou em Jesus. 2- É o ato de Deus que declara o homem aceito diante dele
como inocente e justo. 3- É a própria natureza de justiça divina transferida para o homem. 4- É a
morte de Jesus no lugar do homem pecador, para que através da ressurreição de Cristo o homem
seja justificado. 5- É o reposicionamento do homem diante de Deus, que traz para ele uma boa
posição com Deus. 6- É algo em que você foi feito ou se tornou quando nasceu de novo 7- Justiça é
a habilidade de permanecer na presença de Deus sem nenhum sentimento de
culpa, medo, ou inferioridade como se o pecado nunca tivesse existido. Graça: o veículo da justiça
Textos base: Rm 3.24 Tt 3.4-7 Graça no hebraico: "favor, aceitação, charme, beleza, elegância."
Graça no grego: "boa vontade, aprovação, favor não merecido, dom, poder, presente" Verdades
Bíblicas sobre a graça: 1. Graça é Deus procurando o homem e não o homem procurando a Deus. 2.
Graça é o tratamento de Deus com base na bondade de Deus e não no
merecimento do homem. Graça é uma herança e não um salário.

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3. Graça é favor não merecido por isso a condição para recebê-la é assumir a
condição de não mérito. Preciso entender que não mereço para receber a
graça. Uma das funções da graça é acabar com o orgulho (Rm 3.27,28 / Rm
4.2,3,4,5) "Graça, anula o mérito, não a responsabilidade" autor desconhecido 4. Graça é a
habilidade para vivermos da forma como fomos tratados por Deus. Graça não é licença para pecar é
força que não deixa o pecado nos dominar.
" A intensidade do amor é medida em parte, pelo preço que custou a dádiva ao seu doador, e em
parte, pelo quanto o beneficiário é digno ou não dessa doação. Medido por esses padrões, o amor
de Deus em Cristo é absolutamente singular, pois, ao enviar seu filho para morrer pelos pecadores,
ele estava dando tudo, até a si mesmo, aqueles que nada mereciam, exceto o juízo. (Rm 5.6-10)"
John S.
Entender e andar de acordo com a justiça fará com que você perca:
TODO O COMPLEXO DE INFERIORIDADE, porque você entenderá qual a sua posição no que diz
respeito ao relacionamento com Deus. TODO COMPLEXO DE INDIGNIDADE. TODA A CULPA. TODO
O MEDO.
O medo é o resultado de você não saber quem você é (Is 54.13) e de não andar na luz dessa
revelação; se você não sabe sobre a sua justiça, você tem o direito de ficar com medo. O medo abre
a porta à opressão (Is 54.14).
Você vai deixar de lado, também, TODO O FRACASSO E TODA A CAUSA DE SEPARAÇÃO COM DEUS.
O diabo não pode roubar a posição de justiça que você tem com Deus, mas ele pode, se tiver a sua
permissão, roubar sua habilidade de entender e exercê-la, quebrando sua comunhão com o Pai.
Gn 3.13 e 1Tm 2.14 - “Enganada” – os ardis do diabo nunca mudam. Ele não pode criar nada novo.
Se ele não puder lhe enganar, ele não pode roubar de você. O texto de João 10.10 descreve o
propósito do diabo, mas o engano é a sua ferramenta. Ser enganado implica em pensar e acreditar
em coisas que não são verdadeiras.
Ap 12.9 O diabo e satanás... “sedutor (ATU) / que engana (RC) todo o mundo”. Ap 20.3 “... para que
não mais enganasse as nações...” Satanás vai sempre questionar o que Deus disse. Ele sempre
tentará questionar o que Deus fará.
A consciência de pecado

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A consciência de pecado significa que você está inconsciente (despercebido) da sua justiça. É ser ou
estar consciente de quão pecador você é.

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Sintomas da consciência de pecado:


O primeiro sintoma
Gênesis 3.7: “ Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus...”
Você perde a consciência da presença de Deus e ganha mais consciência de si mesmo. A
consciência do pecado fará com que você fique mais consciente e apegado ao reino natural do que
ao reino sobrenatural. Fará com que você esteja mais consciente das suas faltas e da sua
inabilidade. Por isso, a baixa auto-estima é uma das maiores características da consciência de
pecado.
O segundo sintoma
Você procurará primariamente por remédios ou soluções naturais para os seus problemas (Gn 3.7b)
O terceiro sintoma
Gênesis 3.8: “Quando ouviram a voz do SENHOR Deus, que andava no jardim pela viração do dia,
ESCONDERAM-SE DA PRESENÇA DO SENHOR Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do
jardim.”
As pessoas que não possuem uma posição de justiça com Deus não se aproximam dele com
ousadia.
O quarto sintoma
Gêneses 3.9: “E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu:
Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, TIVE MEDO, e me escondi.”
Eles sempre serão dominados pelo medo.
Isaías 54.13: “Todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR; e será grande a paz de teus filhos.
Serás estabelecida em justiça, longe da opressão, porque já não temerás, e também do espanto,
porque não chegará a ti.”
O medo é causado pela falta de conhecimento sobre a justiça e pela falha em agir à luz da sua
justiça

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O quinto sintoma
As pessoas vão viver debaixo do jugo da culpa e do sentimento de indignidade (Rm 3.10). É assim
que o mundo age e essa é a condição do mundo. O plano de Deus para a redenção é a restauração
da posição de justiça do homem para com ele.
Através da justificação Deus nos salvou, nos deu um novo relacionamento com Ele, uma nova auto-
estima e nos deu a habilidade de viver de forma justa e santa em nosso comportamento neste
mundo.
Prof: Drummond Lacerda

Bibliografia:
GUERRA, Manassés. A festa da redenção , Campina Grande, PB 2005.
STOTT, John. A mensagem de Romanos. São Paulo, SP Editora Abu 2007.
DOUGLAS, J. D. O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo, SP. Vida Nova. 1991
YOUNGBLOOD, Ronald F.; BRUCE, F. F.; HARRISSON, R. K. Dicionário Ilustrado da Bíblia. São Paulo,
SP. Vida Nova. 2004
STRONG, James. Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible. In: E-sword: para sistema
operacional Windows. Disponivel em: <http://www.e-sword.net>
VINE, W.E.; UNGER, Merril F.Unger; WHITE, William. Dicionário Vine. Rio de Janeiro, RJ. CPAD.2002
CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volume 3. São Paulo, SP.
Hagnos. 2008
SEIFRID, Mark A. Justificados em Cristo. São Paulo, SP. Hagnos. 2014

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