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METEOROLOGIA

Prof. Nelson Marques


 Estudo dos conhecimentos teóricos da ciência
aplicada à aviação;

 Proporcionar o entendimento dos fenômenos


da atmosfera e seus efeitos sobre as
atividades aeronáuticas;

 Têm caráter instrumental na preparação dos


Pilotos Privado de Avião e Helicóptero, com a
identificação de fenômenos meteorológicos e
o uso adequado de Códigos e Cartas
Meteorológicas para o planejamento de voo.
Objetivos Gerais

 O aluno deverá ter pensamento e atitude


inovadora e criativa nas suas atividades
profissionais e na sua vida pessoal.

 Desenvolver e aplicar programas de prevenção


de acidentes aeronáuticos.
Objetivos Específicos
 Proporcionar ao aluno conhecimento que o
capacitem a ser submetido aos exames da ANAC -
Agência Nacional de Aviação Civil.

 Ao final do curso o aluno deverá reconhecer os


fenômenos meteorológicos e considerar sua
importância nas atividades aeronáuticas.

 Deverá também ter conhecimento adequado em


relação aos códigos e cartas meteorológicas para
realizar um adequado planejamento de voo.
Conteúdo Programático
• 20/2/13 - Apresentação do programa. Introdução à Meteorologia Aeronáutica. Organização do Sistema
Meteorológico.
• 27/2/13 - Atmosfera. Descrição: composição e camadas.
• 06/3/13 - Balanço de energia e radiação. Calor e temperatura. Descrição: escalas termométricas, instrumentos
para medição e registro e processos de transferência de calor - Avaliação 1 N1.
• 13/3/13 - Umidade atmosférica. Descrição: fontes de umidade, umidade relativa e absoluta, fenômenos
meteorológicos.
• 20/3/13 - Pressão Atmosférica. Descrição: instrumentos para medição e registro, sistemas de pressão.
• 27/3/12 – Ventos. Massas de ar e frentes – descrição: tipos de massas de ar e frentes e efeitos sobre as atividades
aéreas. - Avaliação 2 N1
• 03/4/13 – Altimetria. Descrição: conceituações e cálculos.
• 10/4/13 - Visibilidade, nuvens e nevoeiros. Descrição: Conceitos e tipos de visibilidade. Nuvens e nevoeiros,
processos de formação, tipos e vinculações com as atividades aéreas.
• 17/4/13 – Trovoadas. Descrição: tipos e processos de formação. - Avaliação 3 N1.
• 24/4/13 - Códigos Meteorológicos – Descrição: Codificação de informações meteorológicas – METAR, SPECI, TAF,
SIGMET, AIRMET, WS WARNING, AVISO DE AERÓDROMO e GAMET.
• 01/5/13 – Feriado – Dia do Trabalho
• 08/5/13 – Cartas Meteorológicas – Descrição: exemplos de Cartas SIGWX e WIND ALOFT PROG da América do Sul,
América do Norte, África e Europa, decodificação e utilização para o planejamento dos voos.
• 15/5/13 - Avaliação 4 N1 - Seminário.
• 22/5/13 - Estabilidade do ar – Descrição: conceituações de estabilidade e instabilidade atmosférica.
• 29/5/13 – Turbulência – Descrição: conceituações, tipos de turbulência e efeitos sobre as aeronaves
• 05/6/13 - Circulação Atmosférica – Descrição: conceitos, Circulação Geral da Atmosfera, Circulação secundária e
terciária.
• 12/6/13 – Formação de gelo em aeronaves. Descrição: tipos, características e efeitos sobre as aeronaves em
superfície e em voo.
• 19/6/13 – Avaliação Final N2 – Toda matéria ministrada.
• 26/6/13 - Provas de 2ª chamada e Vista de Provas.
Bibliografia - Básica

SOUZA, Walkir Barros de. Códigos e Mensagens


Meteorológicas. Brasília: Edição do Autor, 2007.

SOUZA, Walkir Barros de. Meteorologia


Aeronáutica: Piloto Comercial. Brasília: Edição do
Autor, 2003.
SONNEMAKER, João Baptista de. Meteorologia. 31.
ed. São Paulo: Edições de Artes Gráficas – Asa,
2012.
Bibliografia - Complementar
LASTER, Peter F. Aviation Weather. Englewood:
Jeppsesen Sanderson, 1977.

EICHENBERGER, Willy. Meteorologia para Aviadores.


Madrid: Editorial Paraninfo, 1981.

FERREIRA, A.G. Meteorologia Prática. São Paulo: Oficina de


textos, 2006.

LEDESMA, Manuel.; BALERIOLA, G. 13ª ed. Meteorologia


Aplicada a la Aviación. Madri: Editorial Paraninfo, 2008.

SOUZA, Walkir Barros de. Meteorologia para a Aviação:


Piloto Comercial. Brasília: Edição do autor, 2003.
Sejam Bem vindos!
Boa Sorte!
Conteúdo Programático
• 20/2/13 - Apresentação do programa. Introdução à Meteorologia Aeronáutica. Organização do Sistema
Meteorológico.
• 27/2/13 - Atmosfera. Descrição: composição e camadas.
• 06/3/13 - Balanço de energia e radiação. Calor e temperatura. Descrição: escalas termométricas, instrumentos
para medição e registro e processos de transferência de calor - Avaliação 1 N1.
• 13/3/13 - Umidade atmosférica. Descrição: fontes de umidade, umidade relativa e absoluta, fenômenos
meteorológicos.
• 20/3/13 - Pressão Atmosférica. Descrição: instrumentos para medição e registro, sistemas de pressão.
• 27/3/12 – Ventos. Massas de ar e frentes – descrição: tipos de massas de ar e frentes e efeitos sobre as atividades
aéreas. - Avaliação 2 N1
• 03/4/13 – Altimetria. Descrição: conceituações e cálculos.
• 10/4/13 - Visibilidade, nuvens e nevoeiros. Descrição: Conceitos e tipos de visibilidade. Nuvens e nevoeiros,
processos de formação, tipos e vinculações com as atividades aéreas.
• 17/4/13 – Trovoadas. Descrição: tipos e processos de formação. - Avaliação 3 N1.
• 24/4/13 - Códigos Meteorológicos – Descrição: Codificação de informações meteorológicas – METAR, SPECI, TAF,
SIGMET, AIRMET, WS WARNING, AVISO DE AERÓDROMO e GAMET.
• 01/5/13 – Feriado – Dia do Trabalho
• 08/5/13 – Cartas Meteorológicas – Descrição: exemplos de Cartas SIGWX e WIND ALOFT PROG da América do Sul,
América do Norte, África e Europa, decodificação e utilização para o planejamento dos voos.
• 15/5/13 - Avaliação 4 N1 - Seminário.
• 22/5/13 - Estabilidade do ar – Descrição: conceituações de estabilidade e instabilidade atmosférica.
• 29/5/13 – Turbulência – Descrição: conceituações, tipos de turbulência e efeitos sobre as aeronaves
• 05/6/13 - Circulação Atmosférica – Descrição: conceitos, Circulação Geral da Atmosfera, Circulação secundária e
terciária.
• 12/6/13 – Formação de gelo em aeronaves. Descrição: tipos, características e efeitos sobre as aeronaves em
superfície e em voo.
• 19/6/13 – Avaliação Final N2 – Toda matéria ministrada.
• 26/6/13 - Provas de 2ª chamada e Vista de Provas.
Introdução à Meteorologia Aeronáutica
 Antes de sair para um voo o aviador se
informa do estado do tempo, para saber em
que condição meteorológica se encontra a
atmosfera.
 Esta atmosfera sofre mudanças em seu
estado e em seu aspecto complexo e
geralmente difícil de prever.
Meteorologia - Conceito
 A meteorologia é a ciência que estuda os
fenômenos, os processos físicos que ocorrem
na atmosfera.
 Pertence ao ramo da Geofísica
 Ciência natural que se ocupa da física do
globo terrestre no que diz respeito à sua
estrutura sólidas (litosfera). Líquida
(hidrosfera) e gasosa (atmosfera).
Geofísica
Ciência natural que se ocupa da física do
globo terrestre no que diz respeito à sua
estrutura:

Sólida (litosfera);

Líquida (hidrosfera); e,

Gasosa (atmosfera).
Divisão da Meteorologia

Meteorologia Pura;

Meteorologia Aplicada.
Meteorologia Pura
 Estudo da meteorologia dirigido para o campo da
pesquisa.
Sinótica;
Dinâmica;
Tropical;
Polar;
Nuclear;
Climatologia.
Meteorologia Aplicada
 Estudo para emprego ou aplicação prática,
dentro das diversas atividades humanas.
Marítima;
Industrial;
Hidrológica;
Agrícola;
Aeronáutica.
Meteorologia Aeronáutica

 É o estudo dos fenômenos de tempo e/ ou


processos físicos que ocorrem na atmosfera.

 Tem por finalidade a economia e a segurança das


atividades aéreas.

 Utilizado na aviação (civil e militar), para quem o


conhecimento das condições do tempo, em
diferentes altitudes, é vital.
Serviço Meteorológico
Esse serviço está estruturado para fornecer
informações meteorológicas através da:
Observação;
Divulgação;
Coleta;
Análise;
Exposição.
Observação
 Verificação visual e instrumental dos
elementos que representam as condições
meteorológicas, em determinado momento e
local.
 Pode ser realizada:
Estação Meteorológica de Superfície (EMS);
Estação Meteorológica de Altitude (EMA) –
(realizada através da raiossondagem);
Estação de Radar Meteorológico (ERM).
Divulgação

 É a transmissão dos dados observados para


que outros locais tomem conhecimento das
condições reinantes num aeródromo e nos
demais (INTRANET).
Coleta

 É a recepção dos dados de uma determinada


região para um conhecimento mais amplo das
condições meteorológicas.
Análise
 É o estudo e a interpretação das observações
coletadas, tendo em vista o apoio aeronáutico a ser
fornecido sob a forma de previsão do tempo.
 WAFC – (World Area Forecast Center) – Centro Mundial
de Previsão de Área.
 CNMA – Centro Nacional de Meteorologia Aeronáutica.
 CMA – Centro Meteorológico de Aeródromo.
 CMV – Centro Meteorológico de Vigilância.
 CMM – Centro Meteorológico Militar.
Exposição

 Exposição dos dados, observados, analisados


e previsões, para consulta dos aeronavegantes
– AIS (Aeronautical Information Service)
Serviço de Informação Aeronáutica .
http://www.redemet.aer.mil.br
Coordenação Internacional

 A meteorologia é coordenada para emprego


generalizado pela Organização Meteorológica
Mundial (OMM), com sede em Genebra, que é
um organismo da ONU.
 Para emprego específico à Navegação Aérea,
é coordenada através da OACI.
 Para fornecer previsões, em escala global, em
formato padronizado e uniforme, foi criado o
Sistema Mundial de Previsão de Área, com
dois centros mundiais WAFC – (World Area
Forecast Center) – Centro Mundial de Previsão
de Área vem Washington e Londres e diversos
CNMA - Centro Nacional de Meteorologia
Aeronáutica.
Sistema Mundial de Previsão de Área
A Meteorologia Aeronáutica no Brasil
 Está estruturada sob a forma de uma rede de
centros meteorológicos (RCM);
 Rede de estações meteorológicas (REM);
 Essas atividades são de responsabilidade do
Comando de Aeronáutica, através do DECEA -
Departamento de Controle do Espaço Aéreo.
Rede de Centros Meteorológicos

 CNMA - Centro Nacional de Meteorologia


Aeronáutica;
 CMV – Centro Meteorológico de Vigilância;
 CMA – Centro Meteorológico de Aeródromo;
 CMM – Centro Meteorológico Militar.
CNMA - Centro Nacional de
Meteorologia Aeronáutica

 É o principal centro meteorológico do


SISCEAB – Sistema de Controle do Espaço
Aéreo Brasileiro (DECEA), tem por fim
preparar cartas meteorológicas de tempo
significativo e repassar aos demais centros da
rede as previsões recebidas dos WAFC (world
area forcast center) – Centro Mundial de
Previsão de Área.
CMV - Centro Meteorológico de Vigilância

 Associado ao ACC – (Centro de Controle de


Área) da FIR (Região de Informação de Voo);
 Finalidade:

a) Monitorar as condições meteorológicas


reinantes na sua área de vigilância;

b) Apoiar os órgãos de tráfego aéreo e as


aeronaves.
CMA – Centro Meteorológico de Aeródromo

 Localizados em aeródromos;

 Finalidade: prestar serviços e apoio


meteorológico à navegação aérea.
CMM – Centro Meteorológico Militar

 Presta apoio meteorológico específico à


aviação militar.
Rede de Estações Meteorológicas
 EMS – Estação Meteorológica de Superfície;
 EMA – Estação Meteorológica de Altitude;
 ERM – Estação de Radar Meteorológico;
 O DECEA coordena esses serviços, através do
SRPV – Serviço Regional de Proteção ao Voo e
do CINDACTA – Centro Integrado de Defesa
Aérea e Controle de Tráfego Aéreo.
EMS – Estação Meteorológica de Superfície

 Efetua a coleta e o processamento de dados


meteorológicos de superfície;
 Finalidade: Operações aeronáuticas.
EMA – Estação Meteorológica de Altitude

Coleta dados, através de Radiossondagem,


nos diversos níveis da atmosfera.
ERM – Estação de Radar Meteorológico

 Faz a vigilância constante na área de


cobertura dos radares
 Divulga as informações obtidas para os CMV –
Centro Meteorológico de Vigilância.
Estrutura da Meteorologia
Aeronáutica no Brasil
A Terra no Espaço
Os Astros

 Os astros que giram no espaço celeste podem


ser:

 Luminosos – que tem luz própria


(estrelas);

 Iluminados – que recebem luz de


uma estrela (planetas e satélites).
Sistema Solar

 A Terra pertence ao Sistema Solar, cujo centro


é o Sol, em torno do qual giram pelo espaço
os planetas de seu sistema, todos iluminados.
 o Sistema Solar faz parte da galáxia conhecida
como “Via Lactea”
Movimentos da Terra

 Rotação

 Revolução ou Translação
Rotação

 Movimento executado em torno do seu


próprio eixo polar, de oeste para este, em 24
horas;
 Velocidade máxima do equador: 1.666 Km/h;
 Responsável pelo dia e noite;
 Consequente aquecimento diurno e
resfriamento noturno.
Revolução ou Translação

 Executado ao redor do Sol, de oeste para


este;

 Órbita elítica;

 Velocidade média: 106.500 Km/h;

 Responsável, junto com a inclinação do eixo


N/S da Terra, pelas estações do ano.
Eclítica
 Eclítica – Plano formado pelo movimento de
revolução (plano de órbita).
 O eixo N/S da Terra apresenta uma inclinação em
relação à eclítica, fazendo com que o plano do
Equador forme uma declinação constante de
23º27’, com o plano de órbita.
Periélio e Afélio

 Terra mais perto do Sol (periélio)


 Terra mais afastada no ponto oposto (afélio).
Solstício
 Periélio e afélio, se situam na interseção da
órbita com o eixo maior da elipse;
 Mesmo alinhamento com o Sol;
 Maior diferença de duração entre o dia e a noite.
Equinócio
 São equidistantes do sol;
 Situam-se quase a meio caminho entre os
solstícios.
 Igual duração entre o dia e a noite.
Periélio – Dia Polar e Noite Polar

 O sol incide sobre o paralelo 23º27’ (trópico


de Capricórnio no Hemisfério Sul).
 Ao mesmo tempo estará tangenciando o
paralelo 66º33’N (círculo Polar Ártico no
Hemisfério Norte).
 Cada ponto situado entre este círculo e o polo
Ártico terá um dia de escuridão total, até
chegar ao polo onde haverá 6 meses de
escuridão completa (noite polar).
 É o verão do Hemisfério Sul e inverno do
Hemisfério Norte.
 O polo Antártico terá 6 meses de luz solar
contínua com o Sol acima do horizonte (dia
polar).
Afélio – Dia e Noite Polar
 O Sol incide sobre o paralelo 23º27’N (trópico
de Câncer no Hemisfério Norte);
 Ao mesmo tempo estará tangenciando o
paralelo 66º33’S (círculo polar Antártico no
Hemisfério Sul);
 É o inverno do Hemisfério Sul e verão do
Hemisfério Norte;
 O polo Antártico terá 6 meses de escuridão
total (noite polar);
 O polo Ártico, 6 meses de luz solar (dia polar).
Latitudes Terrestres

 Latitudes equatoriais;
 Latitudes tropicais;
 Latitudes subtropicais;
 Latitudes temperadas;
 Latitudes polares.
Latitudes Equatoriais
 Em torno do equador terrestre (0º);
 Faixa ITCZ (Zona de Convergência Intertropical);
 Faixa de separação entre as circulações dos dois
hemisférios, também chamada de CIT (convergência
intertropical).
Latitudes Tropicais
 Entre o trópico de Câncer no Hemisfério
Norte e trópico de Capricórnio no Hemisfério
Sul (23º27’N e 23º27’S).
Latitudes Subtropicais
 Entre os trópicos e os paralelos de 30º, de cada
hemisfério.
Latitudes Temperadas
 Entre os círculos polares e 30º.
 As estações do ano são bem definidas.
Latitudes Polares
 Entre os círculos polares e os respectivos polos.
 Dia e noite polar (com duração de seis meses).
Fim do Capítulo !

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