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05/05/2021 IESB

Introdução da disciplina

Caro aluno,

Bem-vindo à disciplina de Tecnologias da Informação e Produção de Texto!

Ela está organizada em quatro unidades divididas em dois grandes temas.

O tema Tecnologias da Informação, tratado nas duas primeiras unidades.

E o tema Produção de Texto, tratado nas duas últimas unidades.

Organize suas leituras de acordo com o cronograma do módulo, leia os conteúdos com atenção e
aproveite a oportunidade para maximizar aprendizagens!

Bons estudos!

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Unidade 01
Aula 01

Panorama Histórico de Evolução das


TICs

Pesquisas apontam que o volume de dados no mundo praticamente dobra a cada dois anos. No
entanto, o dia continua tendo 24 horas e a semana sete dias ... Nossa capacidade de leitura, análise e
seleção das informações, com vistas a transformá-las em conhecimento, não cresce na mesma
velocidade. Surge uma lacuna, que exige o desenvolvimento de competências do aprender,
conviver, fazer e ser, para que seja possível tirar proveito das múltiplas possibilidades das
Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) em favor do processo de gestão de sua
aprendizagem, tendo-as como fortes aliadas ao longo de sua formação acadêmica e em sua atuação
pro ssional, aplicando-as de forma crítica, criativa e consciente.

No decorrer da disciplina, você terá oportunidade de avançar no desenvolvimento dessas


competências, para que as TICs não sejam simplesmente objetos de ensino, mas se transformem em
objetos de aprendizagem, que lhe serão extremamente úteis. Mais que conhecimentos técnicos
acerca das TICs, parece essencial a compreensão de seus impactos em seu processo de
aprendizagem, em sua forma de aprender.

O ato de aprender está se transformando em uma atividade que dura toda a vida, de tal forma que
não cabe mais você se preparar para obter um diploma que lhe garanta um bom emprego. O valor
do conhecimento também está se modi cando e, consequentemente, os objetivos das pessoas.
“Saber o quê” deixa de ser a meta mais importante. O “saber como”, “saber por quê”, “saber para

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quê” e “saber onde” são competências de maior relevância e necessidade na atualidade. Nesse
contexto, cabe questionar: de que forma as TICs podem contribuir para que o processo de
aprendizagem seja efetivo e prazeroso?

Essa e outras re exões permearão as aulas desta disciplina, que está organizada em quatro
unidades.

Com todo esse universo de conteúdos, organizados de forma didática, ao concluir o estudo desta
disciplina, você será capaz de:

Identi car as contribuições das TICs para os processos de ensino e aprendizagem.


Aplicar as TICs de forma criativa, crítica e consciente, considerando-as aliadas em sua formaçã
o acadêmica e atuação pro ssional.
Desenvolver competências do aprender, fazer, conviver e ser.
Compreender os impactos da evolução das TICs na sociedade contemporânea, especialmente n
as formas de ensinar e aprender.
Compreender o signi cado e reconhecer a importância das competências do aprender, fazer, co
nviver e ser para sua formação acadêmica e atuação pro ssional.
Desenhar estratégias de aprendizagem adequadas ao seu estilo de aprendizagem.
Reconhecer as potencialidades dos ambientes virtuais para os processos de interação e aprendi
zagem cooperativa.
Reconhecer a importância das redes na atualidade, em especial no contexto educacional.
Reconhecer os fatores que contribuem para a sinergia em comunidades virtuais de aprendizage
m.
Reconhecer as contribuições das ferramentas síncronas e assíncronas para a interação e a apre
ndizagem.
Re etir sobre as atitudes e valores que contribuem para a efetividade da interação em espaços
virtuais.
Desenvolver a capacidade de organizar os estudos e gerenciar o tempo.
Reconhecer a importância da leitura em sua formação superior.
Aplicar técnicas de leitura.
Identi car as possíveis contribuições dos mapas mentais para a gestão da aprendizagem.
Identi car as possíveis contribuições das redes sociais para o processo de aprendizagem.
Vislumbrar formas divertidas e inovadoras de aprender por meio de jogos eletrônicos e disposit
ivos móveis.
Reconhecer as potencialidades da internet para a realização de pesquisas e para publicações.
Aplicar estratégias de pesquisa em mecanismos de busca da internet.
Transformar informações em conhecimentos.
Reconhecer a importância da autonomia para a gestão de sua aprendizagem na educação super
ior.
Compreender em que consiste o plágio no contexto acadêmico e suas possíveis implicações.

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Bons Estudos!

Tecnologia
Antes de tratarmos da evolução das TICs, é importante que você compreenda bem o que é
“tecnologia”. Vamos lá!

Kenski (2003, p. 18) de ne tecnologia como o “conjunto de conhecimentos e princípios cientí cos
que se aplicam ao planejamento, à construção e à utilização de um equipamento em um
determinado tipo de atividade”. Kelly (2007) tem uma visão mais ampla, pois considera que
tecnologia é tudo o que o ser humano cria, e que essa somente cumpre seu papel ao ampliar nossas
possibilidades de escolha e ao criar oportunidades.

Lévy desenvolve uma argumentação muito interessante de que a tecnologia é o resultado do


trabalho do ser humano para modi car o mundo, sendo, ao mesmo tempo, instrumento dessa
transformação.

A tecnologia está em todo lugar, faz parte de nossas vidas. As atividades cotidianas mais comuns,
como dormir, comer, trabalhar, conversar, viajar, divertir-se, são possíveis graças às tecnologias
disponíveis. Muitas vezes, nem nos damos conta de que alguns objetos que utilizamos são
tecnologias, como, por exemplo, talheres, pratos, panelas, fogões, geladeiras, alimentos
industrializados e muitos outros produtos, equipamentos e processos que foram planejados e
construídos para nos ajudar em nossa alimentação (KENSKI, 2003, p. 18).

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Próteses, óculos, lentes de contato, medicamentos, suplementos alimentares e tantos outros


produtos presentes em nossas vidas são resultantes de so sticadas tecnologias. A maioria já está
de tal forma presente em nossas vidas, que não saberíamos viver sem elas.

No entanto, a tecnologia não se restringe às ferramentas, aos produtos e equipamentos, pois


envolve também a maneira como são utilizados para a realização de diversas atividades, ou seja, as
técnicas aplicadas. A tecnologia envolve também espaços que podem ser utilizados para que as
ações aconteçam, como, por exemplo, os espaços virtuais. Nesse sentido, Kenski (2003, p. 19)
de ne tecnologia como “o conjunto de ferramentas e técnicas que correspondem aos usos que lhes
destinamos, em cada época”.

Portanto, a função principal da tecnologia é possibilitar a melhoria da e ciência da atividade


humana em todos os âmbitos.

A partir dessas considerações, podemos de nir a tecnologia como o uso do conhecimento


produzido pelo ser humano para desenvolver maneiras de melhorar a realidade das pessoas nos
mais diversos aspectos e contextos. No entanto, percebemos que nem sempre as tecnologias são
aplicadas de forma adequada ou com boas intenções, o que fere sua função central.

Concorda? Você conseguiria enumerar alguns exemplos de uso indevido das tecnologias, que no
lugar de gerar melhorias causa danos e prejuízos ao ser humano e ao planeta?

E o que são as Tecnologias da Informação e Comunicação, as famosas TICs?

As TICs são tecnologias que, por meio de diversos suportes (jornal, rádio, televisão, computadores,
celulares etc.) possibilitam o acesso às informações, a veiculação dessas informações e variadas
formas de ação comunicativa, em todo o mundo. Kenski (2003) a rma que as TICs são mais do que

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simples suportes, uma vez que interferem em nosso modo de aprender, pensar, sentir, agir, de nos
relacionarmos socialmente e adquirirmos conhecimentos. Criam, portanto, uma nova cultura e um
novo modelo de sociedade.

SAIBA MAIS
Clique aqui e analise a sequência de imagens na apresentação, procurando observar o quanto
o homem, ao longo de sua história, tem utilizado as tecnologias de seu tempo para atuar
sobre a realidade e transformá-la: Apresentação_Sequencia de imagens ao longo da
história.

Com o objetivo de tratar do processo de evolução das TICs, será apresentado um breve panorama
da evolução de três tecnologias essenciais: o computador, o celular e a internet.

A Evolução do Computador
O primeiro computador eletrônico, o ENIAC, foi lançado em 1946, sendo destinado a funções de
cálculo, com o objetivo de ajudar o exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.

1. Na fabricação dos computadores de primeira geração, eram utilizadas válvulas, dispositivos qu


e aqueciam bastante, queimavam com facilidade, eram lentos e volumosos, o que explica as gra
ndes dimensões físicas dos computadores dessa geração.
2. A segunda geração de computadores foi caracterizada pela utilização de transistores, que possi
bilitaram aumento de velocidade e redução no tamanho dos equipamentos. O principal exempl
o é o IBM 7094, criado em 1964 para utilização industrial.
3. A terceira geração de computadores é caracterizada pelo uso de semicondutores, que possibilit
aram avanços em termos de velocidade e e ciência, mas sem avanços em termos de tamanho.
O principal exemplo é o IBM 360, com mais de 30 mil unidades vendidas.
4. Na quarta geração, com a utilização de microprocessadores, surgem os microcomputadores, m
ais reduzidos e bem mais rápidos, que passaram a ser disponibilizados aos consumidores em 19
71.

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5. A quinta geração é caracterizada pela utilização de processadores com múltiplos núcleos, geran
do maior potência para execução de tarefas simultâneas.

Ainda não é possível prever quando surgirá a sexta geração dos computadores. Há autores que
consideram toda a tecnologia de inteligência arti cial e robótica já como a sexta geração. Mesmo
diante das divergências, uma coisa é certa, os avanços continuarão ocorrendo e novas gerações
surgirão, com vistas a melhorar a e ciência da atividade humana.

SAIBA MAIS
Saiba mais lendo o capítulo I, “História dos Computadores”, do livro eletrônico “Introdução à
Computação”, de Gilberto Farias, clicando aqui.
Leia, também, a matéria “A evolução dos computadores”, disponível clicando aqui. Nela há
várias imagens que possibilitam uma compreensão mais clara da dimensão dos avanços
ocorridos!

A Evolução do Celular
O primeiro aparelho celular, Motorola DynaTAC 8000x, começou a ser comercializado nos Estados
Unidos em 1983. Os aparelhos celulares chegaram ao Brasil a partir de 1990 e possibilitaram um
salto em termos de exibilidade, pois traziam a facilidade da mobilidade, transpondo barreiras do
espaço. Os primeiros celulares eram pouco portáteis. A evolução desses aparelhos foi
caracterizada, em um primeiro momento, pela tendência à redução de tamanho e aumento de
memória e velocidade. Observe a imagem a seguir, que apresenta a evolução dos modelos de
aparelhos celulares. Já teve oportunidade de utilizar ou ver alguns dos modelos mais antigos?

Se os avanços relacionados ao aprimoramento das tecnologias e redução de tamanho


impressionam, imagine os avanços em termos de capacidade de armazenamento, processamento e
quantidade de funções disponíveis. Os primeiros aparelhos tinham dispositivos monocromáticos.
Atualmente, os aparelhos de alta resolução têm 16 milhões de cores. Tudo isso num intervalo de 30
anos.

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Os celulares incorporaram funcionalidades de outros equipamentos, tais como: câmera fotográ ca,
câmera de vídeo, rádio, aparelho de som, que dispõem de teclados, microfones e caixas de som
potentes. O simples ato de telefonar parece ter assumido posição secundária diante de tantas
outras formas de comunicação, como mensagens de texto instantâneas, mensagens multimídia, e-
mail e redes sociais, que abordaremos com profundidade nas próximas unidades.

Um recurso que impressionou bastante foi a incorporação da tecnologia touchscreen, com telas
sensíveis ao toque. A utilização de sistema operacional nos celulares levou ao lançamento dos
smartphones, com recursos de rede sem o, memória interna de alta capacidade suporte a redes
3G, 4G e assim sucessivamente. A evolução segue em ritmo acelerado, com aprimoramento da
resolução das câmeras, inclusão de receptor de TV digital, ampliação de memória, mais e mais
velocidade de transmissão de dados, o que deve ser prioridade em um mundo conectado.

Já observou que as pessoas têm se tornado cada vez mais intolerantes à lentidão das conexões?

Os celulares, projetados inicialmente com o propósito principal de possibilitar ligações telefônicas


de forma exível, transformaram-se em verdadeiros computadores, indispensáveis na atualidade.

SAIBA MAIS
Saiba mais sobre a evolução do celular, clicando aqui.

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A Evolução da Internet
Com o advento da internet, a partir de 1992, um novo paradigma começa a surgir. A evolução da
internet também se deu de forma acelerada, multiplicando as possibilidades de comunicação e de
transmissão de informações, que passam a ganhar novas dimensões.

Muitas são as possibilidades da internet. Inclusive, parece impossível imaginar um mundo sem
todas as facilidades proporcionadas por essa rede mundial de computadores.

Concorda?

Atualmente, com um simples computador conectado à internet podemos saber de notícias de todo
o mundo, interagir com as pessoas por meio de texto, voz e imagens, saber da previsão do tempo,
jogar, participar de debates, fazer compras, operações bancárias, visitar museus, acessar mapas,
passear virtualmente por ruas e avenidas, obter informações do trânsito, acessar músicas, lmes,
livros e muito mais! Conforme Kenski (2003, p. 31), bem destaca:

Em nossas relações cotidianas não podemos deixar de sentir que as tecnologias


transformam o modo como nós dispomos, compreendemos e representamos o tempo e o
espaço a nossa volta. Sem nos darmos conta, o mundo tecnológico invade nossa vida e nos
ajuda a viver com as necessidades e exigências da atualidade.
(KENSKI, 2003, p. 31)

E se pensarmos nas tendências, no que está por vir?

Parece igualmente desa ador, pois a cada dia são lançados novos aplicativos, recursos,
equipamentos cada vez mais velozes e com maior capacidade de processamento, armazenamento e
conectividade. Uma grande conquista que toda essa evolução parece representar para a
humanidade é a conectividade, as possibilidades de interação e comunicação síncrona e assíncrona,
a transmissão de áudio e vídeo em tempo real. Um processo fascinante, que não tem mais volta.

Mas podemos realmente a rmar que vivemos em um mundo conectado?

Um desa o que tem exigido um olhar atento dos governantes e da humanidade, de modo geral, é a
inclusão digital. Muitas vezes, falamos de uma realidade que não alcança todos. Há pessoas que não
conseguem imaginar suas vidas sem as TICs, enquanto outras nem sabem ao certo o que são
determinadas mídias e tecnologias.

A democratização do acesso às TICs é um grande desa o para a sociedade atual e demanda


esforços e mudanças nas esferas econômicas, sociais e educacionais de forma intensa e ampla. A
inclusão digital deve facilitar o acesso e fomentar o uso crítico e consciente das tecnologias.

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Políticas de inclusão digital têm sido implantadas com o objetivo de reduzir o abismo entre os
incluídos e os excluídos digitalmente. Percebemos que há iniciativas individuais, de empresas
privadas, do voluntariado, de programas do governo etc. No entanto, sabemos que há um longo
caminho pela frente e que há muito a ser feito, com a participação de todos. Promover a inclusão
não é dever unicamente do poder público. Cabe a cada cidadão contribuir para superação desse
problema.

Observe as charges a seguir. Em sua opinião, que fatores contribuem para que o Brasil ainda tenha
um elevado índice de excluídos digitais?

SAIBA MAIS
Acesse o “Mapa da Inclusão Digital” disponível clicando aqui. Navegue pelos conteúdos para
conhecer mais sobre a conexão digital dos brasileiros.

Re etindo Sobre os Impactos das Tics


Pense a respeito das principais características da sociedade contemporânea.

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Quais palavras vêm à mente?

Imediatismo, conectividade, velocidade, tecnologia seriam algumas delas?

O que essa sociedade exige dos pro ssionais e das organizações?

Seria uma capacidade de mobilizar saberes para enfrentar as mais diversas situações que se
apresentam em um mundo marcado pela incerteza?

Percebemos que as inovações tecnológicas modi cam nossa maneira de pensar, de sentir, de agir
no mundo, de nos relacionarmos, de nos comunicarmos e de construir conhecimentos, em um
processo tão intenso, que muitas vezes não nos damos conta das mudanças que ocorrem a cada dia.
A evolução tecnológica altera os comportamentos das pessoas. “A economia, a política e a divisão
social do trabalho re etem os usos que os homens fazem das tecnologias que estão na base do
sistema produtivo, em diferentes épocas” (KENSKI, 2003, p. 21).

Toda essa evolução das tecnologias trouxe impactos para a sociedade, para o modo de viver e
conviver das pessoas. No contexto educacional, transformações signi cativas têm ocorrido,
exigindo novas formas de ensinar e de aprender, provocando mudanças de paradigmas. A educação
demandada pela atual sociedade pressupõe sujeitos ativos, empreendedores, que sejam
protagonistas, interlocutores e participantes do processo, estudantes que tenham sua visão própria
sobre o mundo e que utilizem os recursos a sua disposição para resolver problemas e tomar
decisões.

VÍDEO
Assista ao interessante vídeo “Mudando Paradigmas na Educação” para ter uma ideia de toda
a complexidade envolvida nesse processo.

As instituições de ensino devem estar atentas às novas possibilidades e exigências da atualidade,


tirando proveito da exibilidade que as TICs proporcionam para ampliar os espaços de
aprendizagem.

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A Modalidade de Educação a Distância como


Resposta às Exigências da Atualidade

A modalidade de educação a distância (EAD), que vem apresentando amplo crescimento no Brasil e
no mundo, representa uma forma de responder às exigências da atualidade, uma vez que
proporciona exibilidade de espaço e de tempo. Isso não signi ca que deixa de exigir do estudante
tempo de dedicação aos estudos, mas sim que possibilita maior exibilidade, para que os estudos
aconteçam em horários mais adequados à rotina de cada um. No período de 2002 a 2011, a EAD
apresentou crescimento médio de 47,03% no Brasil, segundo dados do INEP (2013), o que re ete
sua boa aceitação.

SAIBA MAIS
Para saber mais sobre a Evolução histórica da Educação a Distância, leia a aula do Programa
e-Tec Brasil clicando aqui.

De acordo com o Decreto nº 5.622/2005, a EAD é de nida como

Modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino


e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e
comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em
lugares ou tempos diversos.
(BRASIL, 2005).

Nessa de nição, ca evidenciada a utilização das TICs para o desenvolvimento dos processos de
ensino e aprendizagem, o que amplia as possibilidades de interação e de aprendizagem
colaborativa. No entanto, é sempre necessário frisar que as TICs por si sós não são su cientes para

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gerar transformações. A força da transformação está exatamente na criação de formas inovadoras,


diferenciadas e criativas de aplicar as TICs na solução de problemas e no desenvolvimento das
atividades, sempre a partir de objetivos bem de nidos. A mera inserção do uso das TICs na
educação não implica a adoção de práticas pedagógicas inovadoras, pois muitas vezes o uso das
TICs está vinculado a práticas ultrapassadas.

A educação a distância, associada às possibilidades da internet, encontra espaço nesse contexto e


abre possibilidades diversas para ampliar os canais de comunicação e de informação da educação.
Essa modalidade de educação concentra um alto potencial para promover uma nova forma de
educar, por meio da valorização da autonomia do aluno e da criação de ambientes de aprendizagem
e interação propícios à cooperação e construção do conhecimento.

A Portaria MEC nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004, que autoriza a oferta de 20% da carga
horária dos cursos superiores na modalidade semipresencial, abriu espaço para a consolidação da
EAD no ensino superior (BRASIL, 2004). Atualmente, há uma tendência de integração entre as
modalidades presencial e a distância, já que podem se bene ciar mutuamente, dadas as suas
particularidades.

De acordo com Moraes (2008), um modelo de educação a distância baseado na troca de


experiências, na re exão e na produção coletiva de conhecimento, constitui um elemento
catalisador para a formação de pessoas que a sociedade do conhecimento requer atualmente.

O atual contexto é marcado por incertezas e complexidade, o que exige dos pro ssionais ideias e
iniciativas cada vez mais criativas e inovadoras, além de senso crítico e capacidade de elaborar
perguntas inteligentes, que possam pautar debates e contribuir para a transformação da realidade.

No campo educacional, as instituições de ensino devem atuar de forma empreendedora, com vistas
a formar estudantes que saibam articular teoria e prática, saibam mobilizar seus saberes para
responder aos desa os que se apresentam em seus âmbitos de atuação. Com vistas a promover

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uma formação integral e diferenciada, as instituições devem antecipar-se, desenhar estratégias que
possibilitem aos estudantes construir conhecimentos e desenvolver competências, habilidades e
atitudes que os tornem pro ssionais que se destacam na sociedade. Além disso, as instituições
devem cuidar da qualidade dos processos de comunicação, utilizando-se das mais diversas mídias,
para orientar bem o estudante em sua trajetória acadêmica.

O acompanhamento sistemático, por parte dos professores e gestores, é fundamental para criar
uma relação de con ança, em que se cultivem laços de amizade baseados em valores e princípios. A
responsabilidade pela qualidade da formação deve ser compartilhada entre estudantes e
instituição de ensino. É um processo de mão dupla, pois sem o comprometimento do estudante, os
objetivos almejados pela instituição de ensino, no que diz respeito à formação integral, não podem
ser alcançados. Da mesma forma, a instituição deve viabilizar caminhos e criar condições para que
os processos de ensino e aprendizagem possam ocorrer de forma efetiva.

Novas Formas de Ensinar e Aprender


Entre as transformações observadas no contexto educacional, destacam-se também aquelas
relacionadas às estratégias de ensino.

Na atualidade, não faz mais sentido o professor permanecer em uma sala de aula como mero
transmissor de informações, considerando-se o grande detentor do conhecimento, pois as
informações estão a um click de distância, podem ser facilmente acessadas pelos estudantes, a
qualquer tempo, de qualquer lugar.

O papel do professor se modi ca, tornando-se ainda mais desa ador, uma vez que deve atuar como
um mediador do processo de aprendizagem, um orientador na construção do conhecimento,
apontando caminhos de pesquisa, instigando os estudantes a pesquisar, criando condições para o
desenvolvimento da autonomia dos estudantes. O professor deixa de ser o centro das atenções,
pois o foco deve estar nos estudantes, no processo de aprendizagem. Uma atuação diferenciada por
parte do professor exige que ele oriente os estudantes em relação às múltiplas possibilidades e
formas de alcançar o conhecimento e de se relacionar com ele.

A atualidade não comporta mais espaço para professores que são meros transmissores de
informações, pois os estudantes podem contar com todo o universo de informações da internet
para realizar pesquisas e encontrar materiais de seu interesse, nos mais diversos formatos.

De modo similar, esse paradigma envolve também novas formas de aprender, novas estratégias de
aprendizagem, que possibilitem o desenvolvimento de competências no âmbito do aprender a ser,
aprender a fazer, aprender a conviver e a aprender a aprender.

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O educando deve assumir uma postura ativa, para que possa interagir com as informações e
conteúdos disponíveis, selecionando-os de forma adequada e atribuindo-lhes signi cados e
sentidos. A autonomia do estudante, além de importante, passa a ser necessária, para que possa
trilhar seus caminhos de aprendizagem. Da mesma forma que o professor deixa de ser um mero
transmissor de informações, o estudante deixa de ser um mero repositório dessas informações,
uma vez que interage com estas de forma crítica e consciente, pois é um ser que pensa, sente e age,
construindo conhecimentos ao longo da vida.

Muitos dos atuais estudantes do ensino superior pertencem a uma geração virtual, os chamados
homo zappiens (VEEN; VRAKKING, 2009) ou “nativos digitais” (SCHLEMMER, 2006 apud
SCHLEMMER, 2010).

Segundo Veen e Vrakking (2009), os homo zappiens constituem uma nova geração que cresceu
utilizando múltiplos recursos tecnológicos desde a infância. Portanto, tem facilidade em
acompanhar o uxo das informações, combinar comunidades virtuais e reais, colaborar em rede,
conforme seus interesses e necessidades imediatas, acessar e processar ativamente informações
de diversas fontes de forma simultânea, resolver problemas e comunicar-se com grande facilidade.

Já, Schlemmer (2006 apud SCHLEMMER, 2010) utiliza a expressão “nativos digitais” para se
referir aos novos sujeitos da aprendizagem, que cresceram em um mundo marcado pelas
tecnologias, pelas conexões em rede, um mundo dinâmico, rico em possibilidades de interação e
comunicação. As tecnologias digitais estão sempre presentes nas ações dos “nativos digitais”, pois
eles vivem e pensam com essas tecnologias.

E você? A partir dessas considerações, se identi cou com um “nativo digital” ou homo zappiens?

Algo é certo! O mundo contemporâneo exige das pessoas uma constante abertura ao processo de
aprendizagem, para que possam acompanhar a dinâmica acelerada dos avanços e da produção de
informações. O presente está fortemente conectado ao futuro.

E você? Como se percebe nesse contexto?

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Você tem buscado ampliar seus conhecimentos continuamente? Quais principais fontes de
pesquisa você tem explorado? Você se preocupa em melhorar cada vez mais seu desempenho
acadêmico e pro ssional? O que tem feito para se tornar um estudante e/ou um pro ssional
reconhecido? Consegue imaginar como será sua vida em 2020? E em 2030?

Procure se lembrar de um assunto sobre o qual você não tinha qualquer conhecimento há 5 anos e
no qual se tornou um grande especialista.

Como conseguiu aprender tanto? Quais temas e assuntos mais despertam seu interesse e sobre os
quais sempre sente vontade de aprender?

Todas estas questões estão relacionadas à capacidade de aprendizagem e à visão de futuro, que
devem caminhar juntas.

SAIBA MAIS
Leia o artigo “Educação e ciberespaço: o conhecimento na era virtual”, de Nádia Laguárdia de
Lima, sobre as transformações introduzidas principalmente pelas tecnologias da imagem e
sua repercussão no campo da educação, em especial as relações entre o conhecimento, o
saber e a imagem tecnológica. Para ler, clique aqui.

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Unidade 01
Aula 02

Novas formas de Aprender

Nesta aula, você terá oportunidade de conhecer em que consiste cada um dos quatro pilares da
educação, para que possa percebê-los como interligados, interdependentes e complementares,
sendo essencial em seu processo de formação acadêmica e em sua atuação pro ssional o
desenvolvimento de competências a eles relacionadas.

Introdução
Vivemos na era do conhecimento! Acompanhamos e participamos diariamente de mudanças
estruturais, conjunturais e conceituais impressionantes. As pessoas e as organizações têm se
deparado com cenários substancialmente modi cados e signi cativamente mais dinâmicos e
complexos que os anteriores. Há uma necessidade inegável e urgente de adaptação e o
desenvolvimento de uma postura proativa, em detrimento de uma postura apenas reativa.

A educação, como organização, não pode car fora da análise desse contexto. A capacidade de
aprender o tempo todo é fundamental, já que vivemos em um mundo em que as diferentes
competências e habilidades são altamente valorizadas.

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O Relatório Delors, elaborado pela Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI,
ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e
presidida por Jacques Delors DELORS , destaca duas premissas básicas relacionadas à atualidade:
colocar a educação ao longo da vida no coração da sociedade, e caminharmos para uma sociedade
educativa. Para fundamentar tais premissas, Delors (2006) aponta quatro pilares essenciais para
um novo tipo de educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a
ser. Diante das exigências da contemporaneidade, você deve buscar desenvolver competências em
cada um desses pilares. Para tal, precisa conhecer em que consiste cada um deles.

SAIBA MAIS
Se tiver oportunidade, leia o Relatório Delors completo, clicando aqui.

Aprender a Aprender
Para você, em que consiste o aprender a aprender? Será que em nosso dia a dia nos atentamos para
essa necessidade?

O aprender a conhecer remete ao aprender a aprender, concebendo a aprendizagem como um


processo que se desenvolve ao longo da vida, pois todos precisam estar em estado constante de
aprendizagem. Associa-se ao sentido do aprender a pensar, aprender a elaborar perguntas,
buscando construir e reconstruir o conhecimento. Conhecer signi ca entender em profundidade,
buscar, selecionar, ter espírito cientí co fundamentado no questionamento, e na não aceitação de
respostas prontas e de certezas que contradizem os fatos. Conhecer consiste no ato de
compreender para transformar a si e ao mundo, estabelecendo relações entre os diversos
signi cados de uma mesma ideia ou fato.

Conhecimento é, portanto, uma rede de signi cados.

Segundo Nicolescu (1999, p. 72), “Aprender a conhecer signi ca sermos capazes de estabelecer
pontes entre os diferentes saberes, entre estes e a vida cotidiana, entre eles (os saberes) e nossas
capacidades interiores”

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VÍDEO
Assista ao vídeo de Rubem Alves, sobre o aprender a aprender:

Aprender a Fazer
E o aprender a fazer? Já parece mais concreto e presente em sua formação acadêmica?

Esse pilar é contemplado sempre que você desenvolve habilidades e aprende como fazer, aplicando
os seus conhecimentos.

O aprender a fazer envolve a aplicação dos conhecimentos construídos ao longo da vida, com
criatividade e autonomia, sendo de grande importância para o desenvolvimento de habilidades que
possibilitem enfrentar novas situações, privilegiando aplicações de teorias na prática pro ssional e
enriquecendo a vivência da ciência na tecnologia e desta no âmbito social. O aprender a fazer
envolve o “como fazer” e, portanto, habilidades, destrezas e a utilização de técnicas. Cabe destacar
que esse pilar está além da mera reprodução mecânica de atividades pro ssionais, uma vez que se
relaciona ao enfrentamento de situações inusitadas no ambiente de trabalho e à iniciativa de
buscar desenvolver suas atividades de maneira cada vez mais efetiva, tendo uma clara
compreensão de seu papel no processo produtivo e buscando o aprimoramento contínuo.

VÍDEO
Assista agora ao vídeo de Rubem Alves, sobre o aprender a fazer:

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Aprender a Conviver
No atual contexto, de tantas interações em ambiente virtual, especialmente nas redes sociais, o
aprender a conviver parece estar em alta.

Concorda? Será que as pessoas têm estabelecido relações sólidas, pautadas no respeito, na ética,
em valores?
Você já conheceu pessoas cultas, com inteligência invejável, mas que encontram di culdades para
se relacionarem com os outros?

Certamente, se aprendessem a conviver, teriam condições ainda melhores de se desenvolverem e


ampliarem seus conhecimentos. A arte de conviver é muito importante em nossa sociedade. A
convivência na família, com os amigos, nas instituições de ensino, nos ambientes de trabalho e em
outros espaços contribui para o nosso desenvolvimento pessoal. Se observarmos com atenção,
conviver está na essência da humanidade, mas para muitos falta essa competência.

Conviver envolve aprender a lidar com as diferenças, mediar con itos, buscar estabelecer relações
de harmonia com o outro e compreender suas particularidades. Envolve também cooperar,
negociar, atuar em equipe, agir de forma ética e responsável e assumir as consequências de suas
ações, sejam elas positivas ou não.

O aprender a conviver está relacionado à coordenação de ações na construção de relações de


con ança, é guiado por éticas de relacionamento. Segundo Nicolescu (1999, p. 87), signi ca
“respeitarmos as normas que regulam as relações entre os elementos de uma coletividade. Normas
estas que não serão impostas e sentidas como pressões externas, mas compreendidas, admitidas
interiormente”. Esse aprender envolve o conviver com o incerto e o imprevisível, acolher o outro e

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conviver com a diversidade, valorizar a afetividade. Implica ainda o reconhecimento e o exercício


dos direitos humanos e dos deveres e direitos da cidadania e o respeito ao bem comum. O aprender
a conviver e o aprender a ser devem constituir ações permanentes que visem à formação do
educando como pessoa inteira, como cidadão.

Então? Você está gostando da série de vídeos de Rubem Alves sobre os quatro pilares da educação?

VÍDEO
Assista agora ao vídeo sobre o aprender a conviver.

Caso tenha interesse, clique aqui e acesse a playlist deste vídeo.

Aprender a Ser
Como você compreende o pilar do aprender a ser? Parece simples ou desa ador?

Por estar diretamente relacionado a nossa essência, nossa existência, é um pilar que diz muito de
nosso caráter, de nosso projeto de vida, de nossa percepção enquanto seres inacabados, em
constante processo de aperfeiçoamento e aprendizagem.

O aprender a ser signi ca “conhecermo-nos em profundidade; descobrirmos nossos


condicionamentos, a harmonia ou a desarmonia entre nossas vidas individual e social; desvelarmos
em que bases se fundam nossas convicções, nossas certezas, nossas crenças” (NICOLESCU, 1999,
p. 35). Portanto, relaciona-se ao seu desenvolvimento integral como pessoa. Signi ca se conhecer
muito bem e agir de forma autônoma, com discernimento, senso crítico, responsabilidade social,
sempre buscando evoluir. Assim, o aprender a ser pressupõe um papel central do vir a ser.

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VÍDEO
Assista agora ao último vídeo da série, sobre o Aprender a Ser:

Aprender, Fazer, Conviver e ser como


Competências Interdependentes
Após conhecer a abrangência de cada pilar, re ita:

Qual desses pilares você considera mais importante para sua formação acadêmica e para sua
atuação pro ssional? Algum deles deve receber atenção privilegiada por parte dos professores e
das instituições de ensino? É possível fazer sem conhecer? É possível conviver sem ser? É possível
ser sem conhecer?

Percebemos que os quatro pilares são interligados, interdependentes e complementares. Portanto,


devem receber igual atenção, para que você possa desenvolver competências em cada um desses
domínios.

A análise dos quatro pilares remete a importantes considerações sobre o papel da educação
contemporânea, em especial na visão de que os processos de ensino e aprendizagem devem, cada
vez mais, privilegiar a formação do aprendiz autônomo, com ênfase no aprender a aprender e em
ações como pensar, comunicar-se, criar, inovar, pesquisar, elaborar sínteses, atuar em equipe, entre
outras.

Como você avalia seu raciocínio lógico? E sua capacidade de análise crítica? Há espaço para
aprendizagem?

Percebemos que a educação deve privilegiar, cada vez mais, o desenvolvimento do raciocínio lógico
e da capacidade crítico-re exiva dos estudantes, para que você e seus colegas e cursos sejam
protagonistas no processo de formação. Em seu percurso acadêmico, você deve buscar
potencializar a iniciativa pessoal, para que caminhe por si, desenvolva autonomia e se
responsabilize por um aprendizado permanente.

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Um contexto repleto de novos desa os exige novas e criativas soluções. Somente pro ssionais
competentes podem responder a tal exigência, na medida em que reúnem competências do
aprender, fazer, conviver e ser.

Segundo Rogiers e De Ketele (2004), as competências são tomadas como o


potencial/potencialidade do aluno/pro ssional de mobilizar saberes de forma internalizada para o
enfrentamento de situações diversas.

O indivíduo competente deve deter um conjunto integrado de conhecimentos, atitudes e


habilidades já integrado ao seu aparato cognitivo, de forma a ser automaticamente utilizado no
enfrentamento de situações com as quais pode se deparar em diferentes contextos Celso Antunes
(2002, p. 91):

Em educação, seria a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos, tais como


saberes, informações, habilidades, inteligências, para solucionar com pertinência e e cácia
uma série de situações. [...] Quando um aluno mobiliza seus saberes, geralmente
conquistados na escola para resolver certos assuntos, procura resolvê-los com e cácia e,
assim, atua com competência.
(ANTUNES, 2002, p. 91)

Em sua opinião, como as possibilidades das TICs podem favorecer a sua aprendizagem?

Quais são os maiores desa os que identi ca hoje para se dedicar aos estudos e buscar uma
formação acadêmica de qualidade?

É su ciente ter acesso a um mar de informações?

É su ciente utilizar ferramentas de comunicação e interação?

Ou mesmo jogos educativos e aplicativos para a elaboração de seus trabalhos acadêmicos?

Percebemos que as TICs podem ser fortes aliadas em seu processo de aprendizagem. No entanto, é
necessário algo mais. É necessário que além de conhecer as diversas tecnologias e suas
funcionalidades, desenvolva a capacidade de estabelecer associações entre as possibilidades que
oferecem e as suas necessidades acadêmicas e pro ssionais.

Para tirar proveito do potencial das TICs, você deve ser capaz de realizar a gestão de seu processo
de aprendizagem, o que exigirá organização, disciplina, gestão do tempo, criação de estratégias de
aprendizagem e autonomia.

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Estilos e Domínios de Aprendizagem


Cada pessoa tem seu estilo de aprendizagem. Desde as primeiras séries na escola, há aqueles que
têm mais facilidade em aprender matemática, os que se identi cam mais com as ciências humanas e
sociais, outros que aprendem com mais facilidade de forma visual e também os que conseguem
aprender mais a partir de estímulos auditivos. Cada um tem sua forma particular de pensar, agir e
aprender.

De acordo com DeAquino:

Estilos de aprendizagem representam as competências pessoais dos aprendizes para


processar informação em um ambiente de aprendizado. Cada indivíduo tem sua própria
capacidade para receber e processar informação, que pode ser resultado de experiências
prévias ou de outros fatores cognitivos.
(DEAQUINO, 2007, p. 44).

De acordo com MacKeracher (1996 apud DEAQUINO, 2007, p. 44), os estilos de aprendizagem:

podem ser vistos como um meio pelo qual as pessoas: coletam informação; selecionam
determinas informações para posterior processamento; usam signi cados, valores,
habilidades e estratégias para solucionar problemas, tomar decisões e criar novos
signi cados.
(DEAQUINO, 2007, p. 44).

Podemos dizer que os estilos de aprendizagem relacionam-se tanto a estratégias de processamento


de informações para a resolução de problemas quanto à forma como os alunos reagem e interagem
com as condições de aprendizagem que lhe são postas. Envolve, portanto, não somente aspectos
cognitivos, mas também hereditários, afetivos, físicos e ambientais que podem favorecer o
processamento das informações.

Para DeAquino (2007), a aprendizagem apresenta três domínios: cognitivo, físico e emocional.

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DOMÍNIO FÍSICO está relacionado aos cinco sentidos. Em geral, utilizamos todos os sentidos
durante o processo de aprendizagem, mas sempre há uma forma preferencial para coletar
informações e processá-las, gerando diferentes estilos aprendizagem: visual, auditivo ou tátil-
sinestésico. As pessoas com estilo visual aprendem mais facilmente por meio da leitura de um texto,
de uma apresentação em PowerPoint ou de um vídeo, por exemplo. Aquelas com estilo auditivo têm
mais facilidade para aprender quando escutam uma apresentação oral, um audiobook ou quando
conversam com outras pessoas. Já aquelas com estilo tátil-sinestésico aprendem com mais
facilidade ao executar uma atividade.

DOMÍNIO COGNITIVO tem relação com a forma como a pessoa pensa. A pessoa com estilo de
aprendizagem cognitivo tem seu processo de aprendizagem focado no aspecto mental, o que
ocasiona facilidade para aprender por meio da resolução de problemas, brainstorming e outras
atividades cognitivas.

DOMÍNIO EMOCIONAL está relacionado à forma como nos sentimos em termos psicológicos e
siológicos.

Dentre os fatores siológicos que in uenciam nossos sentimentos devem ser considerados
fatores internos que diminuem a nossa capacidade de aprender, como a fome, a sede, a
fadiga e a doença; e fatores externos que envolvem preocupações com o conforto
ambiental, como temperatura, luminosidade, distrações, espaço físico adequado etc. Os
fatores psicológicos que podem afetar nosso aprendizado também podem ser divididos em
internos (estilo pessoal, motivação, vontade de assumir riscos, persistência etc.) e externos
(o estilo pessoal de outras pessoas, situações estressantes na vida pessoal e pro ssional,
apoio por parte dos demais etc.).
(DEAQUINO, 2007, p. 7).

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ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
Em um exercício de autoavaliação, procure identi car qual desses três domínios é mais
importante em seu processo de aprendizagem. Será que você tem um domínio preferencial?
Re ita sobre as questões listadas a seguir e procure identi cá-lo:

Lembre-se de uma experiência recente de aprendizagem da qual tenha gostado bastante. O


que fez você ter essa opinião?

Lembre-se de uma experiência recente de aprendizagem que não considerou boa ou prazer
osa. O que fez você ter essa opinião?

De que forma você acha que aprende melhor?

Escutando algo sobre determinado assunto várias vezes?

Visualizando a informação de forma escrita?

Realizando algo a partir de um roteiro?

Quanto está em silêncio ou concentrado?

Por meio da leitura?

Analisando grá cos e tabelas?

Por meio de uma atividade prática?


O que torna o processo de aprendizagem difícil para você?

Ler?

Ouvir?

Fazer?

Trabalhar sozinho?

Trabalhar em grupo?

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Falar?

Apresentar um seminário?

Não ter tempo su ciente para re etir?


De que tipos de atividades você mais gosta? De que tipos você menos gosta?

Leitura?

Debates e discussões?

Exercícios de múltipla escolha?

Exercícios dissertativos?

Produzir artigos e textos?

Assistir a videoaulas?

Ouvir aulas em áudio?

Fazer provas?

Realizar trabalhos em grupo?

Após re etir sobre todas essas questões, como você caracteriza seu domínio de aprendizagem
preferencial?

Existem outras formas de classi cação dos domínios de aprendizagem e das inteligências. Na
década de 1980, o pesquisador Howard Gardner desenvolveu a Teoria das Inteligências Múltiplas,
de acordo com a qual as pessoas possuem habilidades diferenciadas para cada tipo de atividade,
possuem mais de um tipo de inteligência, sendo todos eles interligados e interdependentes. Os
tipos de inteligência propostos por Gardner são descritos a seguir, com base nas contribuições de
DeAquino (2007):

1. INTELIGÊNCIA VERBAL-LINGUÍSTICA: Capacidade de manipular a linguagem de forma efetiv


a para se expressar, seja oralmente ou por meio da escrita. Essa inteligência contribui de forma
bastante signi cativa para o sucesso da trajetória acadêmica. Entre as atividades que mais pod

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em contribuir para o seu desenvolvimento, destacam-se: a leitura, a escrita e a interação por me


io das TICs.
2. INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA: Capacidade de pensar de maneira lógica, identi car p
adrões, aplicar o raciocínio lógico-dedutivo. Essa inteligência também é muito valorizada na for
mação acadêmica. As atividades mais signi cativas para o seu desenvolvimento são: resolução
de problemas, análise de dados, desenvolvimento de algoritmos, programação etc.
3. INTELIGÊNCIA VISUAL-ESPACIAL: Capacidade de manipular e criar imagens mentais para sol
ucionar problemas. As atividades mais signi cativas para o seu desenvolvimento incluem: criaç
ão de mapas mentais, utilização de animação e vídeo, desenhos etc.
4. INTELIGÊNCIA CORPORAL-SINESTÉSICA: Capacidade de utilizar as capacidades mentais par
a coordenar os movimentos corporais, seja para se expressar ou realizar determinadas atividad
es, como encenações teatrais e dramatizações, que podem contribuir para o desenvolvimento d
essa inteligência.
5. INTELIGÊNCIA MUSICAL-RÍTMICA: Capacidade de reconhecer e compor tons e ritmos music
ais. A composição e reprodução de músicas podem contribuir para seu desenvolvimento.
6. INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL: Capacidade de conhecer a si mesmo, compreender os seus p
ensamentos e emoções. Está relacionada ao autoconhecimento. Essa inteligência pode ser dese
nvolvida a partir de re exões sobre as ações, autoavaliações e também de organização de um di
ário.
7. INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL: Capacidade de entender o outro, seus sentimentos e intençõ
es. Essa inteligência está relacionada à capacidade de se relacionar bem com as pessoas. Os deb
ates, elaboração de projetos em grupo, jogos cooperativos são exemplos de atividades que pod
em contribuir para o seu desenvolvimento.
8. INTELIGÊNCIA NATURALISTA: Capacidade de compreender a natureza, as plantas, animais, m
inerais e todo o meio ambiente com seus múltiplos componentes.
9. INTELIGÊNCIA EXISTENCIAL: Engloba as capacidades losó cas, a capacidade de re etir sobr
e a própria existência no mundo.

Armstrong (1994 apud PALLOFF; PRATT, 2004, p. 52) analisou a teoria de Gardner e chegou a
quatro conclusões:

“todas as pessoas possuem todos os tipos de inteligências, as inteligências podem ser


trabalhadas, as inteligências trabalham em conjunto de maneira complexa e há vários
modos de ser inteligente”.

Você possui todas essas inteligências, em maior ou menor grau, e é capaz de desenvolver aquelas
pouco predominantes. O reconhecimento dessas inteligências possibilita processos de ensino mais
personalizados, a partir do momento em que é possível ajudar o estudante a compreender os
conteúdos nos quais tem mais di culdade, explorando de forma adequada suas inteligências mais
desenvolvidas.

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Armstrong (2001) propõe um quadro interessante para caracterizar o modo mais adequado de
aprender, de acordo com cada inteligência. Na Tabela 1, sintetizamos as principais contribuições do
autor, com adaptações.

INTELIGÊNCIA
MODO MAIS ADEQUADO DE APRENDER
PREDOMINANTE

LINGUÍSTICA Utilizando as palavras de alguma forma: lendo, escrevendo, contando histórias, fazendo jogos de palavras.

Resolvendo problemas, raciocinando, fazendo experiências, aplicando fórmulas, calculando, elaborando


LÓGICO-MATEMÁTICA
perguntas.

ESPACIAL Analisando imagens, desenhando, visualizando, elaborando mapas mentais.

Movimentando-se, dançando, experimentando sensações que envolvem os vários sentidos, correndo,


CORPORAL-CINESTÉSICA
construindo, tocando, gesticulando.

MUSICAL Utilizando ritmos e melodias, cantando, tocando instrumentos.

INTERPESSOAL Relacionando-se, liderando, orientando, percebendo os outros

Planejando, compreendendo seu jeito de ser, suas necessidades e expectativas, sonhando, estabelecendo
INTRAPESSOAL
objetivos.

NATURAL Estabelecendo contato com a natureza, com animais, cuidando de plantas, cuidando do ambiente em geral.

Tabela 1. Modos de aprender, de acordo com a inteligência predominante. Adaptado de Armstrong (2001).

As tecnologias podem contribuir de forma signi cativa para o desenho de estratégias de ensino que
considerem os diferentes estilos de aprendizagem do estudante. Em cursos a distância pela
internet, por exemplo, os estudantes têm autonomia para de nir seus caminhos de aprendizagem,
podem ter acesso a recursos diversi cados (textos, vídeos, áudio, imagens etc.) e cada um avança

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no seu ritmo. O potencial das TICs tem sido cada vez mais aproveitado na educação, com vistas a
possibilitar a combinação de mídias e recursos, atendendo ao estilo preferencial de aprendizagem
de cada estudante, que passam a ter autonomia para trilhar seu percurso.

Para identi car seu estilo de aprendizagem, deve observar de que forma consegue detectar e reter
as informações com mais facilidade. Procure observar, por exemplo, se tem mais facilidade para
aprender lendo, ouvindo uma palestra, relacionando-se com as pessoas ou assistindo a um vídeo.

DeAquino (2007, p. 72) a rma que:

A identi cação de seu estilo preferencial de aprendizagem pode ajudar um aprendiz a


determinar seu ponto de partida e dar a ele uma ideia dos tipos de habilidades que precisa
desenvolver. O aprendiz precisa aproveitar ao máximo as estratégias que conhece e com as
quais se sente confortável, fazendo que elas trabalhem bem para ele.
(DEAQUINO, 2007, p. 72).

Buscar identi car as características mais marcantes de seu estilo de aprendizagem pode contribuir
para que você assuma mais responsabilidade por sua aprendizagem; selecione de forma mais
adequada os espaços e atividades que contribuem para sua aprendizagem; tenha mais facilidade de
comunicação e de interação com os colegas e professores nos ambientes de aprendizagem;
participe de forma mais efetiva e colaborativa em grupos de estudo; tenha mais interesse em
aprender com o outro. Tudo isso tem um impacto positivo no desenvolvimento individual e grupal,
não somente nos ambientes acadêmicos, mas também nos pro ssionais e em outros espaços de
convivência.

Estratégias de Aprendizagem
Ao longo de sua formação acadêmica, você terá oportunidade de criar e experimentar diferentes
estratégias de aprendizagem e identi car aquelas que se mostraram mais proveitosas, perceber a
partir de quais tem mais facilidade de aprender. É importante observar que em sua formação
acadêmica e trajetória pro ssional deverá buscar desenvolver a capacidade de aprender por meio
de recursos e situações que nem sempre estarão alinhadas ao seu estilo de aprendizagem. Quanto
mais competências desenvolver, nos diversos âmbitos de inteligência, mais sucesso terá em sua
trajetória.

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O termo estratégia de aprendizagem está relacionado a processos de tomada de decisão pelos


quais o aprendiz escolhe e recupera, de maneira organizada, os conhecimentos de que necessita
para completar um determinado objetivo, dependendo das características da situação educativa na
qual se produz a ação. Nesse sentido, a palavra estratégia diz respeito a planejamento e
procedimentos para alcançar a aprendizagem.

Observe a Figura 1, adaptada de DeAquino (2007, p. 74), com o processo de cinco estágios para se
desenvolver uma postura proativa de aprendizagem.

Figura 1. Processo para aprendizagem proativa. Adaptado de DeAquino (2007, p. 74).

Observe que o estágio de re exão deve estar presente em qualquer atividade que desenvolve, para
que possa estabelecer metas de aprendizagem que norteiem suas ações. Em caso de qualquer
di culdade ou recaída, retome o estágio de re exão, para estabelecer novas metas. A nal, somos
eternos aprendizes!

ATIVIDADE DE APREDIZAGEM
Faça um exercício de re exão e procure identi car quais aspectos necessita melhorar em sua
postura de aprendiz.

Quais suas principais metas de aprendizagem neste momento?

Uma vez de nidas essas metas, procure cumpri-las, para que possa aprender continuamente

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Marangon (2003) elaborou um conjunto de recomendações relacionadas a estratégias de estudo,


que podem ser úteis ao longo de sua formação. Veja que interessante:

Examinar todo o material para ter uma visão geral e anotar algumas perguntas que surgirem espontaneamente, antes de
PREPARAÇÃO
iniciar a leitura. Essa iniciativa provoca a busca das respostas. Assinalar as principais ideias também é uma estratégia
PARA A
adequada. Anotar qualquer palavra desconhecida e pesquisar seu signi cado, tanto para uma melhor compreensão
LEITURA
quanto para a ampliação de seu vocabulário.

A pesquisa é uma forma de ampliar horizontes, aprofundar e buscar mais informações sobre o tema em diferentes fontes,

PESQUISAR tanto impressas (livros, revistas, catálogos etc.) quanto eletrônicas (bibliotecas e bases de dados digitais, portais,

ambientes virtuais de aprendizagem etc.).

Sempre que possível, elaborar chas ou resumos de leitura. Uma forma e ciente de recapitular o estudo é fazer resumos

RESUMIR e esquemas. Após a leitura e a pesquisa, é importante registrar em chas as ideias centrais sobre o que leu e estudou. Elas

organizam as informações, além de auxiliar na xação dos conteúdos.

Para o processo de aprendizagem é muito importante dar sentido ao que se está lendo, procurando compreender o

CONSTRUIR contexto em que foi produzido e relacionando-o com outros conteúdos aprendidos e conhecimentos já construídos.

SENTIDO E Criar o hábito de se fazer perguntas, à medida que estuda, contribui para o desenvolvimento de senso crítico e também

SIGNIFICADOS para a construção de signi cados. Perguntas do tipo: para que serve isso? Como funciona? A quem interessa? Assim você

estará exercitando sua capacidade de analisar, criticar e ir além do que foi lido.

Ao nal de cada aula, presencial ou virtual, procure revisar o material estudado e as anotações
realizadas.

É importante que liste os pontos mais importantes e registre as principais de nições, fórmulas,
considerações e conclusões. Por m, é essencial que formule perguntas sobre o que foi estudado,
seja para compartilhar com professores e colegas, ou para conduzir suas pesquisas para
aprofundamento dos estudos.

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Unidade 01
Aula 03

AVAS e processos de Interação e


Cooperação

Vamos conhecer um pouco mais sobre as possibilidades dos ambientes virtuais de aprendizagem?
Com tantas ferramentas de comunicação e interação, síncronas e assíncronas, estes ambientes
representam hoje espaços privilegiados para se promover a construção de conhecimentos de forma
colaborativa. Nesta aula, abordaremos em que consistem os Ambientes Virtuais de Aprendizagem
(AVAs) e as suas contribuições para os processos educacionais.

Características e Funcionalidades dos AVAS

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Na unidade anterior, você teve oportunidade de re etir sobre os impactos da evolução das TICs na
sociedade. No campo educacional, surgiu a necessidade de tirar proveito da exibilidade de espaço
e tempo proporcionada pelos espaços virtuais para ampliar as possibilidades de comunicação entre
professores e estudantes.

Surgiram então os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), que se caracterizam por serem
atemporais, abertos, dinâmicos e ilimitados, e que têm sido amplamente utilizados na educação, na
modalidade a distância e também como suporte à modalidade presencial, para corresponder às
novas formas de ensinar e aprender e expandir os espaços das salas de aula físicas.

Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem, também conhecidos como LMS (Learning Management


Systems) podem ser de nidos como sistemas que possibilitam o gerenciamento dos processos de
ensino e aprendizagem de forma integrada, exível, segura e personalizada, contemplando
diferentes per s de usuários (administradores, professores, estudantes etc.), e atendendo a
diferentes estilos e necessidades de aprendizagem, possibilitando que cada indivíduo trilhe seus
percursos de formação.

Nesse sentido, os AVAs são sistemas que integram diversos recursos e ferramentas de
comunicação, gestão e interação que podem ser utilizados com ns educacionais, devidamente
orientados por um modelo pedagógico, e acessados por uma interface.

Para tal, esses sistemas oferecem funcionalidades diversi cadas que incluem: hospedagem de
arquivos, fórum de discussão, wiki (ferramenta de produção colaborativa), e-mail, chat, mensagens
instantâneas, webconferência, espaços de avisos, bloco de anotações, ferramentas de avaliação de
aprendizagem, ferramentas de pesquisa (enquetes), relatórios com estatísticas e per l de
participação dos estudantes e professores.

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Conforme pode observar, os AVAs oferecem um mar de opções e um mundo de informações na


forma de textos, infográ cos, hipertextos, simulações, áudios, vídeos e links, que podem levar o
aprendiz a qualquer parte do mundo.

Os AVAs oferecem possibilidades de socialização das informações e dos conteúdos a serem


estudados no processo educativo, de comunicação síncrona e assíncrona, de interação e
aprendizagem cooperativa. Garantem, portanto, a estrutura necessária para que estudantes e
professores desenvolvam suas atividades, que são as salas de aula virtuais, possibilitando a
exibilidade de espaço e tempo.

Segundo Maia (2011, p. 94), “essa ferramenta deverá possibilitar a administração, o apoio
pedagógico, a geração e a distribuição de conteúdo aos alunos, bem como uma interação entre
todos os envolvidos no processo”.

Aos professores, os AVAs oferecem ferramentas de desenvolvimento e hospedagem de conteúdos


e materiais diversos, monitoramento da participação dos alunos, elaboração de avaliações e
pesquisas eletrônicas, socialização de avisos, criação de espaços de colaboração e debates virtuais.
Para o estudante, além de disponibilizar ferramentas que podem ser úteis para a organização de
seus estudos e gestão do tempo, como calendário e bloco de anotações, facilita o acesso aos
conteúdos, documentos e materiais didáticos diversos das disciplinas, de forma segura e rápida, a
partir de qualquer lugar.

Cabe mencionar também todas as ferramentas de comunicação síncronas e assíncronas que cam à
disposição de estudantes e professores, para que possam interagir e aprender de forma
cooperativa.

Dentre as ferramentas e recursos disponíveis nos AVAs, alguns deles são bastante simples, outros
mais complexos. Porém, o grande diferencial está na forma como as tecnologias são aplicadas por
você, em sua formação acadêmica e em sua atuação pro ssional. A utilização adequada das
tecnologias exige mais que os conhecimentos puramente técnicos sobre sua operação. Certamente,
saber utilizar cada recurso, conhecer as opções disponíveis, conhecer os procedimentos
necessários para realizar as atividades necessárias é muito importante. No entanto, todo esse
conhecimento técnico não tem valor sem uma visão mais ampla e crítica acerca das potencialidades
que os recursos apresentam e das possíveis formas com que podem ser utilizados.

Atualmente, existem diversos AVAs, comerciais e gratuitos. Tanto instituições de ensino quanto
universidades corporativas têm organizado seus ambientes virtuais, para acompanhar esse
paradigma emergente em que o ensinar e o aprender ganham novos signi cados.

Veja a seguir alguns dos principais AVAs comerciais e gratuitos.

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05/05/2021 IESB

SAIBA MAIS
Comerciais:

Blackboard
Desire2Learn
eCollege

Todos oferecem recursos diversi cados e suporte integral por 24 horas para a equipe de
administração das instituições, o que é uma vantagem considerável.

Gratuito:

TelEduc

Desenvolvido pelo Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Unicamp.

Procure conhecer todos os recursos disponíveis nos ambientes virtuais que utiliza, pois eles
poderão ser bastante úteis na gestão de seu processo de aprendizagem, facilitando a organização
dos seus estudos e sua participação ativa no curso.

Observe que os AVAs abrem espaço para uma nova perspectiva de aprendizagem. Comparados à
tecnologia de teleaula, por exemplo, mostra-se muito mais signi cativo e encantador para os
estudantes, uma vez que esses deixam de ser meros receptores de informações e passam a ser
protagonistas no processo de construção do conhecimento. No AVA, os estudantes interagem,
participam, expressam suas opiniões, realizam pesquisas, leituras, atuam de forma ativa,
diferentemente do que ocorre em uma teleaula, em que assistem passivamente e recebem
informações, sem nem mesmo serem instigados a pensar sobre o que eles vêm, o que ouvem e a
elaborar o seu posicionamento crítico.

No entanto, todo o aparato tecnológico disponível nos AVAs não garante por si só as condições para
os processos de interação, cooperação e aprendizagem, uma vez que tais processos dependem
diretamente da metodologia aplicada. Faz-se necessário um bom planejamento das formas de
utilização de cada um dos recursos disponíveis nos AVAs, com a de nição clara dos objetivos a
serem alcançados. Além disso, é essencial que a utilização desses recursos seja fundamentada em
uma proposta metodológica coerente com o modelo educacional e com os princípios e valores da
instituição de ensino.

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05/05/2021 IESB

Uma das funcionalidades do AVA é a possibilidade de hospedagem de materiais didáticos em


diferentes formatos. A organização desses materiais em um formato hipertextual, com links para
sites, referências bibliográ cas, vídeos, artigos, imagens etc., amplia as possibilidades de
desenvolvimento da autonomia do estudante na gestão de seu processo de aprendizagem. Lévy
(1993). Esses nós podem ser palavras, expressões, imagens, vídeos, áudios, documentos complexos
que podem constituir outro hipertexto. O autor estabelece seis princípios característicos do
hipertexto, a saber:

Princípio de metamorfose: a rede de signi cados que constitui o conhecimento está em


permanente transformação em função da ação dos atores envolvidos.

Princípio de heterogeneidade: os nós e as conexões que compõem o hipertexto são heterogêneos,


constituídos por diferentes tipos de mídias (texto, áudio, imagem, vídeo etc.).

Princípio de multiplicidade e de encaixe das escalas: o hipertexto tem uma organização fractal, de
modo que qualquer nó ou conexão, quando analisado, revela-se como parte de toda uma rede.

Princípio da exterioridade: a dinâmica da rede que o hipertexto representa depende de ações


externas, seja por meio da adição de novos elementos ou de conexões com outras redes. Esse
princípio caracteriza a permanente abertura da rede hipertextual e do conhecimento que está em
permanente construção.

Princípio da topologia: de acordo com esse princípio, tudo em uma rede funciona por proximidade,
de acordo com os diferentes caminhos possíveis. A rede de hipertexto é o próprio espaço de
intervenção.

Princípio de mobilidade dos centros:  a rede possui não um, mas diversos centros, que são
perpetuamente móveis, saltando de um nó a outro, trazendo ao redor de si uma rami cação in nita
de pequenas raízes, rizomas, perfazendo mapas e desenhando adiante outras paisagens.

De acordo com Lévy (1999), a hipertextualização de documentos possibilita a combinação e a


indissociabilidade das funções de leitor e autor, o que evidencia o potencial do hipertexto para
desenvolver a autonomia do estudante, pois à medida que ele lê, cria possibilidades, identi ca e
percorre caminhos de pesquisa, constrói sua trilha de aprendizagem, de forma totalmente
personalizada, de acordo com seu ritmo e suas preferências.

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05/05/2021 IESB

Aprendizagem Cooperativa nos Ambientes


Virtuais

A cooperação envolve a disposição dos estudantes para atuarem juntos na busca de objetivos
comuns. Assim, a aprendizagem cooperativa somente é possível quando se tem processos de
interação bem desenvolvidos e quando o grupo se encontra na fase de abertura, uma vez que cada
um deverá reconhecer as possibilidades que traz para a aprendizagem do outro e também as suas
limitações, que poderão ser superadas com o apoio do outro, em uma relação de interdependência
positiva.

A aprendizagem cooperativa requer a participação ativa e a interação entre professores e


estudantes. O conhecimento passa a ser visto como um construto social e, por isso, o processo
educativo é favorecido pela participação social em ambientes favoráveis à interação, à colaboração
e à avaliação em diversas dimensões. Pretende-se que os ambientes de aprendizagem sejam ricos
em possibilidades e propiciem o crescimento de todo o grupo.

Kenski (2003, p. 127) sintetiza as principais diferenças entre a aprendizagem tradicional e a


aprendizagem cooperativa. Observe com atenção a Tabela 2:

Aprendizagem Tradicional Aprendizagem Cooperativa


Sala de aula física Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Professor como autoridade Professor como orientador
Centrada no professor Centrada no estudante
Estudante – “uma garrafa a encher” Estudante – “uma lâmpada a iluminar”
Reativa, passiva Proativa, investigadora
Ênfase no produto Ênfase no processo
Aprendizagem em solidão Aprendizagem em grupo
Memorização Transformação

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Para que a cooperação aconteça em sua essência, deve existir uma relação positiva entre os
membros do grupo, o educando deve se dar conta de que seu saber é importante para o conjunto de
saberes do restante do grupo. Aprende-se com o outro numa posição de diálogo, que pressupõe
saber escutar, elaborar perguntas e estar aberto para o novo e para o diferente que o outro carrega
consigo, e que, inclusive, pode desestabilizar o que já tem consolidado em seu saber. Nessa
perspectiva, o outro passa de um aparente limite ou di culdade à possibilidade de crescimento e
aprendizagem.

Em relação aos estudantes, Schlemmer (2010, p. 74), a rma:

Esses sujeitos se reúnem com um objetivo comum: aprender. Para isso “trocam
informações”, “compartilham conhecimentos, experiências, ideias...”, formam uma rede de
interações, constituindo verdadeiros contextos de aprendizagem, que possibilitam aos
sujeitos exercerem a autonomia social e a sua autoria criativa, em um espaço dialógico,
cooperativo, perpassado pelo respeito mútuo e pela solidariedade interna. Um espaço no
qual o outro é reconhecido como legítimo na interação e, portanto, alguém com quem é
possível estabelecer uma relação em que ambos, em diferentes momentos, são
coensinantes e coaprendentes, em um processo de mediação e intermediação pedagógica
múltipla e relacional. (SCHLEMMER, 2010, p. 74).

Mattar (2011) utiliza-se do conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), de Vygotsky,


para exempli car a importância da interação no processo de aprendizagem:

A ZDP de ne justamente o espaço entre o que o aluno pode aprender sozinho e aonde ele
pode chegar através de interações. Ou seja, o que caracteriza a ZDP, a diferença entre o
nível de desenvolvimento real e potencial; é justamente o papel desempenhado pela
interação, que pode ocorrer tanto com professores quanto com colegas mais experientes.
(MATTAR, 2011, p. 27).

Você já teve a sensação de aprender com mais facilidade sobre determinado tema quando conversa
a respeito do mesmo com colegas e professores? Ou ainda, já cou “quebrando cabeça” por horas e
horas para resolver um problema de matemática e, após assistir a uma aula e tirar suas dúvidas,
conseguiu resolvê-lo rapidamente?

Esses exemplos evidenciam a importância das interações no processo de aprendizagem, pois


sempre podemos aprender com o outro.

A construção de um ambiente de aprendizagem propício à cooperação só é possível a partir de


relações interpessoais baseadas na aceitação, na interdependência e na complementaridade. É
importante que haja preocupação e ação no sentido de tornar os ambientes de aprendizagem
cooperativa locais de construção de conhecimentos e de trocas afetivas e efetivas.

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Nesse sentido, os AVAs, as ferramentas da Web 2.0, as redes sociais e outros recursos tecnológicos
podem se tornar poderosos aliados dos professores e dos estudantes.

Boga (apud PALLOFF; PRATT, 2002, p. 149) a rma:

A aprendizagem colaborativa acarreta discussão quali cada e diálogo. O diálogo


transporta em seu uxo uma variedade de signi cados por entre os participantes. No
diálogo, todos os participantes estão abertos à ideia de reconstruir seus modelos mentais. A
discussão envolve uma torrente de pontos de vista. É uma conversa semelhante a um
pingue-pongue, em que cada participante está falando ou então se preparando para falar.
Em uma discussão, cada participante defende determinado ponto de vista, cuja base são
observações, interpretações, proposições e generalizações. A discussão quali cada envolve
um equilíbrio dinâmico entre a defesa de um ponto de vista e o questionamento sobre as
inferências associadas a ele.
(BOGA apud PALLOF; PRATT, 2002, p. 149).

Com todo o avanço das TICs, os AVAs tornaram-se mais robustos, com interface amigável e
recursos diversi cados, de grande utilidade para professores e estudantes. Alguns contam,
inclusive, com recursos de personalização, para que os usuários selecionem ferramentas e efeitos
visuais de sua preferência. Uma das tendências nos AVAs está relacionada à incorporação de
recursos da Web 2.0, sendo em função disso, chamados AVAs 2.0. Destaca-se ainda a integração de
AVAs com outros recursos, como games, redes sociais e portais de busca, o que é uma grande
facilidade. Outra tendência é o desenvolvimento de ambientes pessoais de aprendizagem que
possibilitam ao estudante organizar e customizar seu ambiente de aprendizagem, escolhendo as
ferramentas, recursos, esquemas de cores, design, conteúdos que mais lhe interessam e que
correspondam ao seu estilo de aprendizagem.

Independentemente dos recursos que você utiliza em um AVA, lembre-se sempre que a essência
está na perspectiva da interação entre os estudantes, que devem atuar de forma proativa na
construção de conhecimentos, e não simplesmente como sujeitos passivos que simplesmente
recebem informações.

SAIBA MAIS
Para saber mais leia o livro digital Aprendizagem em ambientes virtuais: compartilhando
ideias e construindo cenário, das autoras Carla Beatris Valentini e Eliana Maria do
Sacramento Soares, disponível clicando aqui.

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Unidade 01
Aula 04

Redes e Comunidades Virtuais de


Aprendizagem

Nesta aula, é desenvolvida uma abordagem conceitual sobre redes, suas propriedades e elementos
estruturantes; buscando-se em um segundo momento um aprofundamento acerca das
comunidades virtuais de aprendizagem, com vistas a possibilitar o desenvolvimento de
competências do aprender, ser, fazer e conviver nos espaços virtuais.

Redes: Propriedade e Requisitos para o seu


Desenvolvimento
Cada vez mais ganha força a perspectiva de constituição de redes, de soma de competências e
esforços para que os objetivos sejam alcançados. De forma isolada, solitária, mesmo os
pro ssionais mais competentes não conseguem responder a todos os desa os e incertezas da

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atualidade.

Se observarmos a natureza como um todo, podemos perceber que vários sistemas vivos se
organizam em redes. Um exemplo bastante comum é o da organização das abelhas e das formigas,
com sistemas bastante inteligentes de trabalho cooperativo, em que todos, com funções variadas,
atuam com vistas a alcançar objetivos comuns. O individualismo cede espaço para a coletividade.

Observe as imagens a seguir:

O que todas as redes apresentadas nas imagens têm em comum?

Para que possa ampliar sua compreensão acerca do conceito de redes, será apresentado na
sequência um conjunto das principais propriedades comuns às redes, organizado por Pessinatti
(2013) a partir das contribuições de Capra (1996).

Sistemas abertos As redes se relacionam de forma constante com o meio, representando sistemas abertos.

Não lineares As redes são estruturas não lineares, que se expandem em diferentes direções, sem um padrão pré-de nido.

Cada ponto que compõe a rede se conecta aos demais, expandido os limites da rede em um processo dinâmico.

Cada nova conexão que se estabelece cria potencialidade para que outras novas se estabeleçam continuamente.

Conectividade Não há, portanto, um limite determinado para a extensão da rede. Em uma rede há pontos com poucas conexões e

outros chamados hiperconectores, que se conectam a múltiplos pontos, próximos e distantes, assumindo assim

maior relevância em processos de mudanças na rede.

Esta propriedade se refere à quantidade de conexões estabelecidas em uma rede. Quanto maior o número de
Densidade
conexões, mais densa, íntegra, coesa é uma rede.

Em uma rede há diferentes caminhos possíveis para a constituição de conexões. Essa multiplicidade de caminhos

Transitividade no âmbito da rede está relacionada a sua transitividade, que se mostra fundamental para seu potencial de

ampliação e densidade.

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A rede não tem um ponto central, pois cada ponto que a constitui é um centro em potencial, de acordo com as

Descentralização conexões que estabelece com os demais pontos. Assim, o “centro” da rede é dinâmico, variável, modi cando-se de

acordo com os movimentos de conexão da rede. Não há, portanto, uma estrutura hierárquica.

As conexões em uma rede se estabelecem de forma não linear e imprevisível, de acordo com a vontade, o
Autonomia
interesse, as iniciativas e a decisão de cada ponto que a constitui.

As redes existem em diferentes dimensões e não têm limites bem de nidos. Uma rede pode se integrar a outras
Multidimensionalidade
ou conter pontos de interfaces com outras redes.

Tais propriedades nos permitem de nir uma rede como um conjunto de pontos conectados de
forma não linear, organizados de forma não hierárquica.

Toda rede tem uma parte visível, facilmente perceptível, e uma parte invisível. Em função de suas
propriedades, a maior parte da rede vai além do horizonte de visão. Quanto mais conectado for um
ponto da rede, e mais rede a sua volta tiver condições de enxergar, mais extensa será a rede oculta
por trás do horizonte.

A esse respeito, seria apropriado apresentar um exemplo. Um pro ssional, que cria e mantém
contatos estratégicos com outros pro ssionais de sua área e com diversas organizações, participa
de uma ou mais redes nas quais estabelece conexões diretas e também indiretas. Esse pro ssional
pode se tornar amplamente conhecido na rede por pessoas com as quais não tem contato direto e
por outras que nem mesmo conhece. Possivelmente, não terá a real percepção da dimensão das
redes das quais participa, pois esta vai além de seu campo de convivência direta e de visão, já que a
rede é um sistema aberto caracterizado pela conectividade e transitividade.

Pensando em sua trajetória, nas atividades que realiza, em sua história de vida, procure analisar de
quais redes já participou, participa atualmente e pretende participar. O próprio ambiente familiar
pode ser considerado uma rede. Concorda? Há também as redes que se constituem no ambiente de
trabalho, nas empresas, associações, sindicatos etc. E as redes de aprendizagem que se organizam
nas instituições de ensino, formal ou informalmente, concentrando pessoas com interesses comuns.

“A rede de uma pessoa é sempre maior do que ela imagina e sempre menor do que poderia
ser”
(PESSINATTI, 2013).

O que essa frase lhe diz? Qual percepção você tem do tamanho das redes de que participa? O que
pode fazer para que essas redes se ampliem?

As pessoas ou as organizações, de modo geral, têm autonomia para decidir se desejam ou não
participar de uma rede. Sem um desejo, sem a vontade de participar, certamente não são
estabelecidas conexões. As pessoas que participam da rede compartilham um projeto coletivo, têm
interesses comuns, e se colocam em atitude de abertura a contribuir e investir em tal projeto, o que
faz com que a rede se amplie e se torne coesa.

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Podemos concluir, portanto, que o trabalho em rede depende da ação autônoma de cada pessoa.

Para que a rede funcione, deve haver uma coordenação das autonomias que garanta tanto a ação
coletiva quanto a individualidade de cada pessoa que dela participa. Essa coordenação de
autonomias requer que sejam de nidas normas a partir de acordos estabelecidos por todos, de
forma organizada. Por sua forma de organização e complexidade, a rede tem a capacidade de
operar sem hierarquia, sendo, inclusive, o contrário de hierarquia, já que as diversas autonomias se
coordenam de forma a alcançar objetivos comuns.

Em uma rede, observamos que há espaço para múltiplas lideranças. Uma vez que não há hierarquia,
não há também relações de subordinação. Não há uma centralização de poder, pois esse é
distribuído pelos diversos pontos que a compõem, o que gera condições favoráveis para a
coexistência de múltiplas lideranças, sem a perspectiva de competitividade.

O processo de comunicação é que torna possível a articulação entre as múltiplas lideranças, sendo
essencial para a existência da rede. A comunicação é que possibilita a sinergia entre os diversos
pontos da rede, representando elemento regulador de todo o sistema, uma vez que tem como
função organizar a ação da rede.

As pessoas que participam de uma rede compartilham interesses, valores, projetos, têm objetivos
comuns. Além disso, têm consciência de que cada ação individual gera transformações no todo, o
que aponta para a necessidade de uma postura ética e responsável.

Após conhecer as principais propriedades das redes, re ita a respeito das seguintes questões:

Quais vantagens e possibilidades você identi ca nas redes das quais participa? Quais os principais
desa os para participar de redes? Como é a sua atuação nas redes? Você imprime sua marca e
contribui de forma efetiva? Considera que o fato de você participar dessas redes faz a diferença?

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Ou sua presença costuma passar despercebida? Quais relações você estabelece entre a
coletividade da rede e a identidade, a individualidade de cada membro da rede? Como você pode
contribuir para criar, organizar e ampliar redes?

SAIBA MAIS
Saiba mais sobre redes! Clique aqui e leia o livro A teia da vida: uma nova compreensão
cientí ca dos sistemas vivos, de Fritjof Capra.

Comunidades Virtuais de aprendizagem


Nesta disciplina, interessa-nos de forma especial uma abordagem sobre as redes de aprendizagem
que se estabelecem nos espaços virtuais, as comunidades virtuais de aprendizagem. Quais atitudes
e valores devem permear as interações, para que exista sinergia e cada membro sinta-se
pertencido, acolhido e respeitado?

Segundo Lévy (1999, p. 127):

Uma comunidade virtual é construída sobre as a nidades de interesses, de conhecimentos,


sobre projetos mútuos, em um processo de cooperação ou de troca, tudo isso independente
das proximidades geográ cas e das liações institucionais.
(LÉVY, 1999, p. 127)

Shaffer e Anundsen (1993 apud PALLOFF; PRATT, 2002, p. 50) de nem comunidade como:

um todo dinâmico que emerge quando um grupo de pessoas compartilha determinadas


práticas, é interdependente, toma decisões em conjunto, identi ca-se com algo maior do
que o somatório de suas relações individuais e estabelece um compromisso de longo prazo
com o bem-estar (o seu, o dos outros e o do grupo) em todas as suas inter-relações.
(SHAFFER; ANUNDSEN, 1993 apud ).

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São consideradas fundamentais ao processo de aprendizagem as interações entre os estudantes, as


interações entre os professores e os estudantes, além da cooperação na aprendizagem que resulta
de tais interações. Nesse sentido, a formação de uma comunidade de estudantes, por meio da qual
o conhecimento seja compartilhado e os signi cados sejam criados cooperativamente, cria
condições favoráveis para bons resultados na aprendizagem.

Procure observar o quanto você aprende ao participar, por exemplo, de um debate com colegas e
professores, tanto na sala de aula física quanto no ambiente virtual. A exposição das diferentes
ideias e experiências contribui para que cada um re ita a respeito de sua opinião, de sua forma de
perceber e compreender o tema em questão e de posicionar. Esse processo pode levar à
reconstrução das ideias, do pensamento, gerando transformações. Em um debate, podemos chegar
à conclusão de que a opinião que defendíamos no início não era a mais adequada. Diante de tudo o
que é compartilhado e discutido, passamos a nos abrir para novas perspectivas, outros pontos de
vista, o que pode levar à reconstrução das opiniões e construção de novas compreensões.

Segundo Palloff e Pratt (2002, p. 38), “A interação e o retorno que os outros dão ajudam a
determinar a exatidão e a pertinência das ideias. Colaboração, objetivos comuns e trabalho de
equipe são forças poderosas nos processos de aprendizagem”.

Com as tecnologias de informação e comunicação, estudantes e professores podem se encontrar,


reunir, interagir no espaço virtual, e não somente no campus universitário. Para tal, devem
estabelecer uma sensação de presença on-line: é esse fato que permite que suas personalidades
encontrem as outras no grupo. Para que a comunidade ganhe força e se torne integrada, é
necessário que cada um dos participantes se apresente, compartilhe suas preferências, hábitos,
atividades principais etc., além também de suas expectativas, interesses e receios em relação às
disciplinas e conteúdos a serem estudados. Os estudantes interagem com o conhecimento, com o
ambiente virtual, com outros estudantes e com os professores, que por sua vez atuam como
mediadores do processo.

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Em uma comunidade virtual de aprendizagem, observamos que o processo educacional está


centrado nos estudantes, pois cada um tem liberdade, em condições iguais, para expor suas ideias,
compartilhar suas dúvidas e inquietações, discordar, socializar experiências. A mediação é realizada
pelo professor para: manter a coerência com o tema proposto, evitar a dispersão, lançar novas
indagações que possibilitem a ampliação do debate, mediar con itos que venham a surgir, entre
outras intervenções que se zerem necessárias.

Cabe destacar que em uma comunidade virtual de aprendizagem o con ito não só contribui para a
coesão do grupo, como também para a qualidade do processo de aprendizagem. Nesse sentido,
estudantes e professores devem se sentir à vontade com o con ito, como algo natural que pode
surgir em determinados debates. Inclusive, é interessante que em determinadas situações o
con ito seja provocado, para que todos se envolvam em sua resolução.

Tudo isso cria uma sinergia e um ambiente favorável à aprendizagem. Procure observar que os
papéis de estudantes e professores são diferentes dos tradicionais, uma vez que os estudantes
devem ser muito mais autônomos e os professores deixam de ser o centro, os “transmissores das
informações”, para se tornarem dinamizadores das situações de aprendizagem. Podemos dizer que
o professor deixa de ser o “cara”, o especialista que tudo sabe, pois em muitas situações estará
também na condição de aprendiz, participando ativamente da construção do conhecimento.
Quando os estudantes discutem entre si, e não exclusivamente com o professor, a colaboração
tende a crescer de forma signi cativa.

Muitos elementos desse novo paradigma são expressos na Figura 2, adaptada de Palloff e Pratt
(2002, p. 54).

Figura 2 – Estrutura para aprendizagem a distância. Adaptada de Pallof e Pratt (2002, p. 54)

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Nesse paradigma, os professores devem ser capazes de criar uma atmosfera de segurança e de
sentido de comunidade em todos os ambientes de ensino, sejam virtuais ou presenciais. Os
estudantes devem estar prontos para expressar e debater suas ideias sem receio da resposta que
possam ter, e sempre em uma atitude de respeito ao outro, de respeito às diferenças, com
responsabilidade. Devem ser estimulados a explorar e pesquisar tópicos que vão além dos
conteúdos programáticos da disciplina, para ampliar suas visões. Percebemos então que se
estabelece uma parceria entre estudantes e professores para que a aprendizagem aconteça
(PALLOFF; PRATT, 2002).

Em uma comunidade de aprendizagem, os participantes dependem uns dos outros para alcançar os
resultados esperados e os objetivos previstos. Se um dos participantes acessa o espaço virtual de
discussão e observa que nenhuma interação ou atividade ocorre há alguns dias, poderá se sentir
desestimulado, com uma sensação de abandono. Imagine... Você é o único interessado em
participar de um debate, enquanto os colegas e inclusive o professor estão ausentes. Terá
motivação para participar? Da mesma forma, se o professor está disposto a realizar a mediação dos
debates, mas os estudantes não participam, o processo não se desenvolve.

Portanto, cabe destacar que uma comunidade de aprendizagem somente ganha vida e se sustenta
quando há o apoio e a participação de cada um.

Palloff e Pratt (2002, p. 55) destacam que “uma comunidade que aprende não pode, é claro, ser
criada por uma pessoa só. Embora o professor seja responsável por facilitar o processo, os
participantes também têm a responsabilidade de fazer com que a comunidade aconteça”.

Quando há um forte envolvimento dos estudantes com o processo de aprendizagem, eles


aprendem a aprender, além de desenvolverem a capacidade de pesquisar, pensar criticamente e
inovar.

VÍDEO
Por falar em inovar, há um vídeo muito interessante, com o título De onde vêm as boas
ideias? Assista ao vídeo e procure re etir sobre como as comunidades virtuais de
aprendizagem podem contribuir para o surgimento das ideias inovadoras e diferenciadas.

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Unidade 01
Aula 05

Tipos e tempos de comunicação

Nesta aula, são apresentadas as principais ferramentas de comunicação assíncrona, que você
poderá utilizar ao longo de sua formação acadêmica e em sua atuação pro ssional, para aprender
por meio da interação com colegas, professores e outros pro ssionais. Certamente, já conhece e
utiliza algumas delas, com maior ou menor frequência. Além da caracterização de cada ferramenta,
são abordadas estratégias que podem contribuir para a efetividade dos debates e das construções
coletivas.

Introdução
ASSÍNCRONO relaciona-se ao que não é simultâneo, que não ocorre ao mesmo tempo. Portanto,
quando falamos de comunicação assíncrona, nos referimos às possibilidades de comunicação que
ocorrem em tempos distintos, a partir de locais diversi cados.

Nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem e na internet, de modo geral, existem diversas


ferramentas de comunicação assíncrona, que facilitam a interação entre as pessoas de forma
exível, pois cada pessoa pode participar no horário em que tem mais disponibilidade, sem a

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necessidade de se conectar exatamente no mesmo horário que os demais. Abordaremos com maior
profundidade o e-mail, o fórum de discussão e a wiki, por serem as ferramentas mais relevantes
para os processos de ensino e aprendizagem.

Por ser um meio de comunicação bastante utilizado, é fundamental que você crie o hábito de
acessar os e-mails diariamente, para que possa responder as mensagens recebidas. Sempre que
enviar uma mensagem e não tiver resposta após alguns dias, é importante con rmar se de fato o e-
mail foi recebido, pois há situações em que as mensagens podem retornar, principalmente aquelas
com anexos mais pesados.

E-mail
O e-mail, ou correio eletrônico, é a ferramenta de comunicação assíncrona mais utilizada, nos mais
diversos ambientes, para a comunicação formal e informal entre as pessoas. Por sua facilidade de
uso e praticidade, tem sido adotado por muitas organizações como o principal canal de
comunicação com os clientes e público em geral. Em qualquer cadastro que preenchemos hoje, o e-
mail é um dos campos obrigatórios.

Percebemos que a exibilidade proporcionada por sua característica assíncrona facilita a troca de
mensagens, pois o remetente pode enviar o e-mail a qualquer momento para que o destinatário o
acesse quando for possível. Diferentemente de um contato por telefone, em que as pessoas muitas
vezes precisam aguardar por alguns minutos ou muito tempo para serem atendidas, a comunicação
por e-mail proporciona otimização do tempo, evitando esperas longas e desagradáveis.

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A ferramenta de e-mail possibilita a socialização de arquivos nos mais diversos formatos, como
anexos. Para uma comunicação efetiva por e-mail é importante que o assunto seja apresentado de
forma clara e sucinta, para que a partir dele o destinatário já saiba do que trata a mensagem. O
texto apresentado no corpo do e-mail também deve ser objetivo, coerente e o mais claro possível,
sem ambiguidades, para que a pessoa que o receber compreenda bem seu conteúdo.

SAIBA MAIS
Existem muitos provedores de e-mail gratuitos, com alta capacidade de armazenamento e
ferramentas antispam. Alguns dos principais são:

Gmail
Yahoo

Há também diversos softwares de gerenciamento de e-mail com recursos bastante úteis para a
organização das mensagens, agendamento de compromissos, ltro de mensagens etc. Entre os
aplicativos mais utilizados, destacam-se:

Microsoft Outlook
Apple Mail
Thunderbird

Por ser um meio de comunicação bastante utilizado, é fundamental que você crie o hábito de
acessar os e-mails diariamente, para que possa responder as mensagens recebidas. Sempre que
enviar uma mensagem e não tiver resposta após alguns dias, é importante con rmar se de fato o e-
mail foi recebido, pois há situações em que as mensagens podem retornar, principalmente aquelas
com anexos mais pesados.

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Fórum de Discussão
O fórum é uma ferramenta de comunicação assíncrona na qual as mensagens postadas pelos
participantes cam organizadas e disponíveis no ambiente virtual durante todo o período de
duração do debate. No fórum é possível socializar ideias, experiências, compartilhar artigos,
referências bibliográ cas, vídeos e muito mais!

Tudo isso cria um ambiente favorável à aprendizagem, pois ao participar de um fórum você se
depara constantemente com uma diversidade de contribuições, que provocam re exões sobre a
sua forma de compreender os temas discutidos. Em um fórum você tem oportunidade de imersão
em um campo de múltiplas interpretações e visões.

Por ser uma ferramenta de interação assíncrona, o fórum possibilita aos participantes postarem
mensagens que cam organizadas em um espaço virtual e disponíveis para acesso durante todo o
período de duração da discussão. A socialização de ideias, experiências, situações-problema,
indicações bibliográ cas e de outros materiais cria um ambiente favorável à aprendizagem, pois
viabiliza o contato dos estudantes com toda uma diversidade de contribuições que provocam
re exões sobre a sua forma de perceber e compreender os conteúdos estudados.

Em um fórum, os participantes têm condições de pensar antes de responder, de realizar pesquisas e


estudos para então elaborar intervenções que estejam bem fundamentadas, relacionadas aos
conteúdos estudados, e que possam contribuir de forma mais efetiva para a aprendizagem de toda
a turma. Em um ambiente assíncrono, você não deve se sentir na obrigação de responder a alguma
mensagem de imediato, pois com mais tempo de re exão e pesquisa terá condições de construir
intervenções melhores. Para ser mais cuidadoso com as intervenções, procure prepará-las em um
editor de textos, que geralmente tem recursos de correção automática, para então copiá-las e colá-
las no ambiente do fórum.

Nos fóruns de discussão, você tem a oportunidade de imersão em um campo de múltiplas


interpretações e visões, no qual mesmo as situações de con ito, por divergência de opiniões,
podem ser utilizadas em favor do processo de aprendizagem e da formação integral dos educandos,
preparando-os para o exercício da cidadania e quali cando-os adequadamente para o trabalho. As
controvérsias são naturais e mesmo valiosas para enriquecer o debate. No entanto, as opiniões que
contrariam os argumentos apresentados devem ser elaboradas de forma educada e apropriada, em
uma postura de respeito ao outro.

Para que o potencial do fórum para a produção coletiva de conhecimento e para a aprendizagem
cooperativa seja aproveitado da melhor forma, faz-se necessária a atuação constante e sistemática
do professor como moderador, instigando os estudantes a re etir e a participar.

Ao professor cabe garantir o foco no tema proposto e lançar questões que possam ampliar o debate
e estabelecer vínculos entre o objeto da discussão e os conteúdos estudados.

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Além da adequada atuação do professor no processo de mediação, a efetividade dos debates


depende fortemente do engajamento dos estudantes, de suas participações frequentes com
intervenções de qualidade, do caráter crítico e re exivo de suas contribuições para o debate, de
suas iniciativas em propor novas indagações para ampliar a discussão. Portanto, a responsabilidade
pela qualidade e efetividade de uma discussão no fórum é distribuída entre estudantes e
professores. Por meio de sua presença junto aos estudantes, o professor tem oportunidade de
estabelecer uma relação de diálogo e con ança.

SAIBA MAIS
Leia o artigo “O processo dialógico de construção do conhecimento em fóruns de
discussão”, das autoras Rute Nogueira de Morais Bicalho e Maria Cláudia Santos Lopes de
Oliveira, disponível na biblioteca digital SciELO clicando aqui!

Nos fóruns de discussão das disciplinas nos quais estiver matriculado, procure conectar-se com
frequência, enviando sempre uma contribuição substancial para a discussão. Dizer simplesmente
algo como “estou acompanhando a discussão”, “concordo” ou “discordo” não caracteriza esse tipo de
contribuição.

Os alunos devem sustentar suas opiniões ou começar um novo tópico ou, ainda, acrescentar algo à
discussão com vistas a aprofundá-la. Portanto, devem ser evitadas opiniões pessoais que não
estejam acompanhadas da devida argumentação teórica e relacionadas aos conteúdos estudados.

As contribuições de cada um enriquecem o debate, mas não devem car soltas. Pelo contrário,
devem ser relacionadas umas às outras, coerentes com o tema, com os materiais de referência
estudados. Em um fórum, sempre que zer citações é necessário referenciar as fontes.

Se em algum momento sentir-se perdido, com di culdades para participar ou acompanhar o ritmo
da discussão, procure compartilhar suas di culdades e angústias com os professores, que poderão
orientá-lo. Se buscar manter um ritmo de participação, acessar com frequência os fóruns, durante
todo o período de duração, para ler as intervenções dos colegas e professores e elaborar suas
contribuições, certamente não encontrará di culdades para acompanhar o debate. O problema de
sobrecarga surge quando falta a frequência na participação e na leitura das mensagens. A reação
mais comum à sobrecarga é o afastamento, que pode levar à desistência.

Daí a importância de você ter disciplina, autonomia e a capacidade de realizar a adequada gestão
de seu tempo dedicado à aprendizagem.

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devem não somente acessar os espaços virtuais de discussão, mas também fazer comentários
consistentes, posicionando-se de forma crítica sobre o tema, mantendo coerência e considerando o
que já foi compartilhado pelos demais participantes. Enquanto mediadores, os professores
estabelecem diretrizes e orientam os estudantes a respeito do que signi ca uma participação
aceitável. Assim, os estudantes têm subsídios para compreender em que consiste uma intervenção
signi cativa e substancial, para que possam então contribuir para a construção e consolidação da
comunidade de aprendizagem.

A responsabilidade pela qualidade de um debate é compartilhada entre professores e estudantes.


O professor, como mediador, deve facilitar o diálogo, a discussão quali cada, criando condições
favoráveis para que todos compartilhem seus pontos de vista e desenvolvam seus argumentos. A
qualidade de um debate depende da capacidade dos participantes em formular perguntas
inteligentes. Pode parecer fácil, mas a arte de fazer boas perguntas requer conhecimentos e a
capacidade de estabelecer associações entre os diversos saberes e as situações que se apresentam.
Essa é uma competência fundamental que os estudantes devem desenvolver ao longo de sua
formação acadêmica, pois as boas perguntas podem apontar novos caminhos de aprendizagem,
contribuir para a ampliação de conhecimentos sobre determinado tema, desenvolver a capacidade
de pensar criticamente e manter acesa a vontade de aprender cada vez mais. Você deve observar
que muitas das perguntas que faz não têm resposta certa e precisa.

No entanto, essas perguntas estimulam a re exão e podem aproximá-lo mais de determinada área
do conhecimento.

No ambiente virtual, pode parecer mais fácil car ausente, calado em um debate. No entanto, a
ausência pode ser facilmente percebida pelos colegas e professores. Os participantes silenciosos,
que somente observam, não expressam suas opiniões e não interagem com a turma, simplesmente
não existem, pois sua presença virtual somente pode ser percebida à medida que se posiciona e
interage. Isso faz com que o professor, enquanto mediador do processo de aprendizagem,
estabeleça contatos individuais com os ausentes ou pouco participativos, por e-mail, mensagens
instantâneas e outros meios, incentivando-os a participar, para que a comunidade possa se
constituir de forma plena e proveitosa para todos.

Os integrantes do grupo têm uma responsabilidade mútua, ou seja, dependem uns dos outros para
o sucesso do debate, da disciplina e do curso de modo geral. Para que todos atuem de forma
colaborativa, é importante que sejam de nidas as diretrizes para a participação, que muitas vezes é
considerada no processo avaliativo.

Em geral, nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem há diferentes tipos de fóruns e a escolha


dependerá de algumas variáveis, como: objetivos do fórum, número de participantes, período de
duração, dinâmica proposta, entre outras. Em geral, os AVAs possibilitam o acompanhamento das
mensagens postadas no fórum pelo e-mail, além do controle de mensagens lidas e não lidas, para

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facilitar o acompanhamento da discussão. Contam também com recursos de avaliação das


intervenções dos estudantes pelos professores e de inclusão de anexos, o que facilita a socialização
de materiais em diferentes formatos para subsidiar a discussão.

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ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM
Leia os itens de “netiqueta”, adaptados a partir das contribuições de Palloff e Pratt (2002, p.
131), e procure observar quais deles você já observa e aqueles aos quais necessita estar mais
atento para aprimorar sua participação nos espaços de discussão virtual, seja na comunicação
por e-mail, fóruns ou outras ferramentas de comunicação.

1. Veri que com frequência o que está sendo discutido e responda apropriadamente sobre o t
ema proposto.
2. Concentre-se em um tema por mensagem e use títulos pertinentes para os temas que propu
ser.
3. Use letras maiúsculas apenas para dar destaque a determinado assunto ou para os títulos da
s mensagens, pois letras maiúsculas em outros casos dará a impressão de que você está GRI
TANDO! Além disso, usar letras minúsculas facilita a leitura. Leia a frase a seguir: “A NETIQ
UETA É IMPORTANTE PARA QUE A COMUNICAÇÃO PELA INTERNET SEJA PROFISSION
AL, RESPEITOSA E EFETIVA”. Então, sentiu maior di culdade na leitura?
4. Seja pro ssional e cuidadoso no contato on-line.
5. Informe a autoria de todas as citações, referências e fontes utilizadas.
6. Quando enviar uma mensagem longa, é sensato avisar, no início do texto, que se trata de um
a mensagem extensa.
7. Quando digitar uma mensagem, organize-as em vários parágrafos, em vários blocos, pois as
pessoas costumam “pular” blocos muito grandes de texto. Recomenda-se também a utilizaçã
o de uma linha em branco entre os parágrafos para facilitar a leitura.
8. Nunca escreva de improviso. Planeje! Antes de começar a escrever, pense sobre o que quer
dizer.
9. Considera-se algo extremamente indelicado enviar (pelo comando “encaminhar”) as mensag
ens de outras pessoas sem a devida autorização.
10. Não é problema fazer uso do humor, mas seja cuidadoso. A ausência do contato visual pode f
azer com que a nota humorística seja interpretada como crítica ou como indignação (crítica
antagônica).
11. Use livremente os emoticons Ícones utilizados para expressar emoções em mensagens de te
xto, para torná-las menos “frias”. para expressar emoções.

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WIKI
A wiki é uma ferramenta de comunicação assíncrona criada para responder à necessidade de
proporcionar a grupos de pessoas uma forma simples de organização, edição e registro das
contribuições individuais, devidamente identi cadas, que podem ser lidas e editadas por todos do
grupo.

Essa ferramenta baseia-se em uma dinâmica em que os conhecimentos, experiências e os olhares


de cada um complementam-se, em favor da concretização de um objetivo comum representado
pela produção coletiva, compartilhada. A maioria dos AVAs inclui a ferramenta wiki, dadas as suas
potencialidades para a aprendizagem cooperativa.

O termo wiki pode ser traduzido como rápido, veloz. A ferramenta wiki pressupõe a colaboração
entre pessoas na produção de conhecimentos, na criação de páginas web, textos, relatórios,
documentos, conteúdos e de nições, com a vantagem da exibilidade de espaço e tempo, para que
todos possam conciliar o trabalho em grupo com as demais atividades diárias.

No âmbito educacional, essa ferramenta de comunicação assíncrona proporciona aos estudantes


uma forma simples e sistematizada de edição e registro das contribuições individuais, que podem
ser visualizadas e editadas por todos os membros do grupo. Os participantes de um grupo ou da
turma sentem-se corresponsáveis pelos resultados a serem alcançados, uma vez que a edição é
coletiva.

Com essa ferramenta ca bem mais fácil desenvolver trabalhos em grupo. Concorda?

No campo pro ssional também são muitas as possibilidades de aplicação do wiki, para a produção
de relatórios e documentos em equipe, em que cada um encontra facilidade para socializar e
sistematizar as informações relacionadas a sua função ou área de atuação.

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A ferramenta wiki evita que se trabalhe com diferentes versões individuais de arquivos, pois há um
arquivo de referência no qual as contribuições de cada pessoa somam-se às demais e podem ser
identi cadas. Cada um pode editar, salvar e visualizar as novas versões. É possível fazer correções,
complementar ideias e inserir novas informações. Assim, o conteúdo se atualiza de forma constante
e rápida, graças à coletividade.

Para que se tire o maior proveito possível da ferramenta, recomenda-se que sejam estabelecidas
algumas diretrizes a serem observadas por todos para o sucesso do trabalho, para se evitar, por
exemplo, que um dos membros do grupo deixe de postar suas contribuições ou também para evitar
que uma pessoa domine toda a produção e não abra espaço para as contribuições dos demais. O
grupo deve escolher um coordenador, responsável por garantir a observância das diretrizes e a
validação das diversas versões do documento. O coordenador de ne quais participantes serão
leitores e autores, além de de nir as alterações que deverão ser aceitas e incorporadas, e
consolidar a versão nal. Essa função é necessária para que se tenha a adequada a organização do
documento, para que sejam evitadas repetições, incoerências e se garanta uma unidade em termos
de linguagem e estilo.

VÍDEO
Para compreender melhor em que consiste um wiki, assista ao vídeo “O que é um Wiki?”.

O Google Docs é um aplicativo gratuito, que possibilita a criação, edição e publicação de


documentos textuais, planilhas e apresentações, para que possam ser facilmente acessados pela
internetpor meio de um browser Palavra do idioma inglês que se refere aos navegadores da
internet, que possibilitam às pessoas navegarem por suas páginas e disponibilizam recursos para
facilitar essa navegação, pois cam armazenados nos servidores do Google.

Esse aplicativo possibilita a produção de documentos de forma colaborativa e simultânea, sendo de


grande utilidade para o desenvolvimento de trabalhos em grupo e aprimoramento de documentos.
O professor pode, por exemplo, criar no Google Docs diversos documentos de interesse da turma e
então autorizar o acesso dos estudantes, como leitores (somente para visualização) ou como
editores, dependendo da nalidade.

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VÍDEO
Assista com atenção ao vídeo “Como produzir um questionário online no Google Docs”, para
conhecer os principais recursos desta ferramenta e experimentá-los.

Um dos exemplos mais expressivos do potencial do wiki é a Wikipédia, uma enciclopédia


multilíngue de licença livre, baseada na web, desenvolvida de maneira colaborativa, lançada em
janeiro de 2001. Em 2013, sua versão em português ultrapassou o volume de 805 mil artigos. Os
conteúdos são organizados em árvores de categorias e podem ser facilmente acessados.
Certamente, ao realizar uma pesquisa na internet, você já se deparou com diversos resultados que
remetiam à Wikipédia, que conta inclusive com uma versão para dispositivos móveis. Destaca-se
como uma das maiores e mais populares obras de referência geral na internet.

Mesmo sendo o resultado de produções colaborativas, sempre que realizar pesquisas na Wikipédia
para a elaboração de trabalhos acadêmicos, você deve citar devidamente a fonte dos trechos que
citar, para não incorrer no erro do plágio. Além disso, é importante considerar que pela natureza da
Wikipédia, há informações publicadas que não têm comprovação cientí ca, não sendo, portanto,
uma fonte de pesquisa totalmente con ável. O seu conteúdo re ete o que a maioria de seus
usuários ativos considera a verdade, pois é a soma das partes de informações postadas por cada
um. Portanto, sempre que recorrer à Wikipédia para realizar pesquisas, é importante que consulte
fontes complementares para chegar a resultados mais consistentes e bem fundamentados do ponto
de vista teórico.

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SAIBA MAIS
Existem muitas opções de Wiki disponíveis. Clique, acesse os sites a seguir e conheça
algumas delas:

Wikipedia
Zoho
Wikidot.com

SÍNCRONO signi ca algo que se realiza ou se faz ao mesmo tempo, de forma simultânea. Para que a
comunicação síncrona se estabeleça, os transmissores e receptores das mensagens devem estar
conectados ao mesmo tempo, como ocorre quando falamos com alguém ao telefone, quando
esclarecemos dúvidas em um portal por meio de chat, em uma reunião ou apresentação de trabalho
que se realiza por webconferência. Inúmeros são os exemplos.

No campo educacional, as ferramentas síncronas podem ser úteis para o esclarecimento de dúvidas
pontuais pelos professores, sessões de brainstorming (tempestade de ideias) ou socialização de
orientações sobre determinada atividade ou trabalho a ser desenvolvido, bem como para a
apresentação e integração da turma, gerando maior aproximação e relações de con ança. No
entanto, para maior aproveitamento, devem ser estabelecidas diretrizes claras e regras de
participação a serem observadas por todos. Além disso, é recomendável que sejam organizadas
sessões com grupos pequenos e que sejam observadas as diferenças de fuso horário. O desa o
maior que se apresenta no gerenciamento de uma sessão de interação síncrona é o de coordenar
bem o tempo e possibilitar que todos os participantes tenham condições iguais de expressarem
suas opiniões acerca do tema em discussão.

Uma desvantagem que pode ser associada ao uso das ferramentas de comunicação síncrona no
campo educacional diz respeito às di culdades para conciliar os horários dos estudantes e
professores, para que estejam conectados ao mesmo tempo. As rotinas são muito variadas.
Enquanto alguns têm disponibilidade pela manhã, outros só podem participar à tarde ou à noite. Há
ainda situações, como na educação a distância, em que os estudantes estão em cidades e países
distintos, tornando ainda mais difícil a compatibilidade de horários devido às diferenças de fuso
horário.

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Em função disso, a participação dos alunos em sessões síncronas geralmente não é avaliada, sendo
somente complementar àquelas realizadas por meio de ferramentas assíncronas.

A seguir, você conhecerá as características de algumas das principais ferramentas síncronas e


respectivas possibilidades de aplicação no campo educacional e pro ssional.

Chat
O termo “chat” signi ca conversa ou bate-papo e é utilizado para designar as ferramentas de
comunicação que possibilitam a conversão em tempo real.

Por ser uma ferramenta de comunicação síncrona, com interface simples e de fácil utilização, o chat
tem se mostrado bastante útil para a comunicação informal entre estudantes e professores, com
potencial para criar aproximações e fortalecer os vínculos entre os participantes na busca de
objetivos comuns. No caso de ferramentas de chat por texto, por sua dinâmica caracterizada por
trocas rápidas de mensagens curtas, mostra-se mais adequada para conversas livres ou discussão
de assuntos pontuais e objetivos, como esclarecimento de dúvidas sobre atividades, organização de
planos de estudo, de nição de encaminhamentos e distribuição de tarefas entre os membros do
grupo.

Nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem, geralmente as ferramentas de chat incluem recursos


que permitem o envio de mensagens públicas ou privadas, a inclusão de emoticons, a gravação da
conversa, entre outros.

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Diante de tecnologias mais completas que possibilitam a comunicação síncrona, como as de


webconferência, as ferramentas de chat têm sido utilizadas com menos frequência no contexto
educacional. Para determinados serviços, como suporte via chat ou canais de atendimento a
clientes, mostram-se bastante úteis.

Há também aplicativos de chat por vídeo, como o Oovoo,que tem conquistado números
expressivos de usuários. Outro fenômeno da comunicação síncrona é o aplicativo multiplataforma
Whatsapp, que possibilita compartilhar mensagens de texto, mensagens de voz, áudio, fotos e
vídeos de forma instantânea. De acordo com dados da Wikipédia (2013): “em junho de 2013, o
aplicativo alcançou a marca dos 250 milhões de usuários ativos e 25 bilhões de mensagens enviadas
e recebidas diariamente”.

SAIBA MAIS
Veja a seguir os links para o site destes aplicativos de chat:

Oovoo
Whatsapp

Webconferência
Com sua característica síncrona e possibilidades de transmissão de áudio, vídeo e texto em tempo
real, as ferramentas de webconferência têm sido amplamente utilizadas nos mais diversos
contextos, tanto nas instituições de ensino quanto nas empresas, por facilitar a interação entre
pessoas distribuídas geogra camente. Trouxe grandes facilidades para a realização de conferências
e encontros síncronos, de forma simples, através do protocolo web, bastando contar com um
computador conectado à internet, webcam, microfone e software especí co. Uma forma de
interação que há pouco tempo exigia equipamentos so sticados e caros utilizados em
videoconferências, pode agora ser realizada com alta qualidade e reduzido custo.

Como exemplo de software de webconferência, podemos citar o Open Meetings:

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Um software livre, que incluiu os seguintes recursos: chat textual, áudio, vídeo, quadro branco para
apresentação de esquemas, grá cos, rascunhos, apresentação de arquivos (PDF, PPT),
compartilhamento de tela, manipulação remota, gravação de apresentações para posterior
distribuição, gerenciamento de permissão. O software traz ainda a facilidade de integração com
Ambientes Virtuais de Aprendizagem, de modo a car bem acessível para estudantes e professores,
na sala de aula virtual.

Dentre as ferramentas disponíveis, o Skype tem conquistado um elevado número de usuários.

É um software que permite realizar chamadas com vídeo e de voz, enviar e receber mensagens pela
web. Há versões livres e pagas, de acordo com as funcionalidades a serem utilizadas. Os recursos
gratuitos incluem: chamadas com vídeo e de voz para outros usuários do Skype, chat e
compartilhamento de arquivos. Os recursos pagos incluem: chamadas mais baratas para telefones
xos e celulares, envio de SMS, chamadas com vídeo em grupo com até dez participantes para a
realização de reuniões de trabalho, por exemplo.

Por toda sua exibilidade, simplicidade, interface amigável e impressionante funcionalidade, o


Skype tem sido cada vez mais utilizado em ambientes acadêmicos e corporativos. Possibilita a
comunicação gratuita com pessoas em qualquer parte do mundo, de forma rápida e simples. A
instalação também é simples. Para utilizar o Skype basta um computador ou dispositivo móvel
conectado à internet (com webcam, microfone e alto-falante ou fones de ouvido). Veja algumas de
suas possibilidades de aplicação:

realização de webconferência entre professores e estudantes;


realização de reuniões de trabalho com pessoas que estão em locais diferentes;
apresentação de seminários e trabalhos por webconferência;
contatos com amigos e familiares sem custos, o que é uma grande vantagem diante de valores a
busivos cobrados pelas operadoras para telefones xos e celulares.

Se ainda não tem o Skype instalado em seu computador, acesse o site e busque informações para
instalação. Na internet poderá encontrar excelentes tutoriais que o ajudarão a instalar e utilizar
seus recursos com facilidade.

SAIBA MAIS
Open Meetings.

Skype.

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VÍDEO
Assista ao vídeo, “Skype - Como Instalar e usar o Skype passo a passo” para conhecer algumas
das funcionalidades dessa ferramenta.

SAIBA MAIS
Caso ainda não utilize o Skype, clique aqui, acesse o site, crie sua conta e faça o download
para o seu computador, tablet ou celular. Aos poucos perceberá o quanto esta ferramenta
pode ser útil em sua formação acadêmica e também em sua atuação pro ssional.

Ao concluir esta unidade, é importante que faça um balanço de sua aprendizagem e re ita sobre a
sua atuação em ambientes virtuais e participação nas comunidades de aprendizagem, por meio de
fóruns, chat, wiki, webconferência e outras ferramentas. As questões a seguir poderão ajudá-lo
neste processo:

Como tem sido minha participação nos espaços virtuais de interação? Minhas contribuições são
signi cativas? Compartilho o que aprendo? Sinto-me à vontade para participar de trabalhos em
grupo?

Sinto-me à vontade para expressar minhas opiniões, ideias e para socializar minhas experiências?
Faço comentários substanciais sobre as intervenções dos colegas? As interações nos fóruns de
discussão e em outros espaços contribuem para o meu processo de aprendizagem?

Estou satisfeito com o nível e com a qualidade de minha participação? Como avalio o meu
desempenho?

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Unidade 01

Amplie seu conhecimento

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05/05/2021 IESB

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