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Joanice Lucas Manuel Mandota

Química inorgânica

Platina

Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão de Laboratório de


Química

Universidade Licungo

Beira

2020
Joanice Lucas Manuel Mandota

Química inorgânica

Platina

Licenciatura em Ensino de Química com Habilitações em Gestão de Laboratório de


Química

Docente: PHD. José Arão

Dr: Luís Machaeia

Universidade Licungo
Beira
2020
Índice pag
I. A PLATINA ............................................................................................................................ 4

1.1 Historial ................................................................................................................................ 4

1.1 Ocorrência ............................................................................................................................ 4

1.2 Obtenção ............................................................................................................................... 4

1.3 Propriedades físicas .............................................................................................................. 4

1.4. Propriedades químicas ......................................................................................................... 4

1.5 Aplicações ............................................................................................................................ 5

II. Referência Bibliográfica ........................................................................................................ 6


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I. A PLATINA

1.1 Historial
A platina foi descoberta em 1735 na América do Sul pelo navegador espanhol António
de Ullas (1716- 1795), e levada para a Europa em 1741. Era conhecida como Platina de
pinto, devido ao nome do rio onde foi descoberta. Os Índios pré- Colombianos usavam-
na como substituto de prata. Era usada nos séculos anteriores juntamente com o ouro
devido á sua semelhança de densidade, dizendo-se então do ouro que era falsificado.

1.1 Ocorrência
A Platina é encontrada em depósitos concentrados, sob forma de gránulos, o que facilita
a sua separação. Geralmente ocorre associado ao Ruténio, Ródio, Paládio, Ósmio e
Irídio. Muitas vezes é encontrado na argila dos rios, por fragmentação sofrida pelas
rochas por acção das águas. O metal se desprende dessas rochas e se deposita no leito
dos rios. Seu teor na crosta terrestre é valorizado em apenas 5.10-8 % (W/W).

1.2 Obtenção
A obtenção da platina é realizada pelo processo de amalgamação e por via húmida.

1.3 Propriedades físicas


É um metal branco-acizentado, semelhante à prata, brilhante, não muito duro, bastante
dúctil, maleável. Tem a densidade de 21,45g/cm3 a 20º C ; Seu volume atómico é de
9,11cm3; Seus pontos de fusão e ebulição são 1774 e 3800º C, respectivamente. É bom
condutor de calor e electricidade.

1.4. Propriedades químicas


Na maioria dos seus compostos manifesta os Nóxs +2 e +4. Possui notável capacidade
de absorção com relação ao Hidrogénio. O negro de Platina (obtido aquecendo uma
solução de PtCl2 em KOH) absorve cerca de 160 volumes.

A platina satura mais rapidamente com Hidroénio quando o gás é electricamente gerado
sobre sua superfície. É apreciavelmente permeável ao Hidrogénio ao rubro. Não se
oxida ao ar, mesmo a temperaturas elevadas, comportando-se como metal nobre; A
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Platina combina-se com Fluor e Cloro ao rubro e a 250º C, respectivamente formando


compostos do tipo, PtX4. Combina-se também com S.

Devido a essa resistência, a platina é considerada um metal nobre e, assim como o ouro,
o ródio e o irídio, ela não é atacada pelo ácido clorídrico (HCl) e nem pelo ácido nítrico
(HNO3). Mas, é atacada por uma mistura desses dois ácidos, denominada de água-régia.
3 Pt + 4 NO-3 + 8 Cl- + 16 H+ → 3 [Pt(Cl)6]2- + 4 NO + 8 H2O

É atacada a quente por peróxidos alcalinos e também por hidróxidos.

Pt + S → PtS

A platina tem diversos usos na indústria. Pontos de contato elétricos geralmente são
feitos de platina, pois o metal resiste a altas temperaturas e à corrosão de correntes
elétricas. Equipamentos de laboratório usados para aquecer substâncias são feitos de
platina porque ela pode ser aquecida a muitos graus sem derreter. Com a platina,
podem-se fazer também joias e obturações dentárias.

1.5 Aplicações
A platina é usada principalmente na forma de metal livre, como catalisador em reacções
de hidrogenização em química orgânica. Aplica-se na preparação de gasolina para
aumentar as octanas por isomerização e na purificação de gases por oxidação catalítica
ou hidrogenização. Usam-se também telas metálicas de platina-ródio para catalisar a
oxidação da amónia em óxido nítrico para preparar ácido nítrico.

A platina quando, muito pura é usada, em termómetros resistivos e em termopares,


juntamente com uma liga de platina-ródio. Esta liga é usada durante o processo de
fabrico de seda artificial e fibras de vidro. A liga de platina-irídio usa-se em joalharia,
utensílios de laboratório, eléctrodos e contactos eléctricos. Ligada ao paládio a platina
encontra aplicação em próteses dentárias.
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II. Referência Bibliográfica


1. ARÃO, José; Texto de Apoio de Química Inorgânica I, UP-Beira, 2008.
2. CHANG, Raymond, GOLDSBY, Kenneth A., Química, 11ª edição
3. LEE, J.D.. Química inorgânica não tão concisa – tradução da 5ª edição inglesa.
São Paulo, Edgard Blücher, 1996.