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Avaliação Semestral Extraordinária Data - 30/07/2014

DISCIPLINA: ENG 041 e ENG 360


Professor – Manuel de Almeida Barreto Filho
Aluno - Assinatura _________________________________

QUESTÕES DISCURSIVAS (7,0 pontos) – Valor de cada questão - 1,4 pontos.

1 – A energia potencial resultante entre dois íons adjacentes é, algumas vezes, representada pela
expressão
C  r
E  D  EXP  
r  

na qual r é a separação interiônica e C, D e ρ são constantes cujo valor depende de cada material
específico.

a) Desenvolva uma expressão para a energia de ligação E0 em termos da separação interiônica de


equilíbrio r0 e das constantes D e ρ. (0.7 pontos)

b) Desenvolva outra expressão para E0 em termos de r0, C e ρ. (0.7 pontos)

Solução:
r r0 r0
  
dE De 
De 
dE C D  e
 

; r  r0 
dr
0  C
  C   r0  
2 . Logo,
dr r 2   r0  2
 

r0


 r0  2  D  e r r r
  r  r  0  0  r   0
E0    D  EXP  0    0  D  e   D  e   1  0   D  e 
r0       

r r0


b) C  D  e C   e
0 D 
r2   r0  2

r0 r0

C C   e e  
r0  C C C C C   
E0            1
r0  r0  2  r0  2
 r0  2
r0  r0  2 r0  r0 
2 – O ouro forma uma solução sólida substitucional com a prata. Calcule o número de átomos de
ouro por centímetro cúbico para uma liga prata-ouro que contém 10%p Au e 90%p Ag. As massas
específicas para o ouro puro e para a prata pura são 19.32 e 10.49 g/cm 3, respectivamente. Adote:
AAu  196.97 g / mol .

Solução:
100 100
 médio   médio   10.9924 g / cm 3
C Au  %  C Ag  %   10 90
 
 Au  Ag 19.32 g / cm 3 10.49 g/cm 3

Vliga  1 cm 3  mliga  10.9924 g

10 m Au 1.09924 g
m Au   10.9924 g  1.09924 g  n Au    0.00556075 mol
100 AAu 196.97 g / mol

N Au  n Au  N A  0.00556075mol  6.02  10 23 átomos / mol  3.36  10 21 átomos

Então, para cada cm3 desta liga existem 3.36  10 21 átomos de Au

3 – Para materiais nos quais a expansão térmica é isotrópica, parta de um sólido tipo paralelogramo,
cujo volume é V0  A0  B0  C 0 , e mostre que  v  3   l .

Solução:
V0  A0  B0  C 0 : V  V  V0 e V  V0   v  T

V   A0  A   B0  B    C 0  C  

V  A0  B0  C 0  A0  B0  C  A0  B  C 0  A0  B  C 
  A  B0  C 0  A  B0  C  A  B  C 0  A  B  C

V  V  V0  A0  B0  C  A0  B  C 0  A0  B  C 
 A  B0  C 0  A  B0  C  A  B  C 0  A  B  C

Tendo em vista a ordem de grandeza de A , B e C , pode-se desprezar os termos de ordem


2  A  B0  C  A  B  C 0  A0  B  C  e o termo de ordem 3  A  B  C  . Então,

V  V  V0  A0  B0  C  A0  B  C 0  A  B0  C 0
A  A0   l  T ; B  B0   l  T ; C  C 0   l  T
V  V  V0  A0  B0  C 0   l  T  A0  B0  C 0   l  T  A0  B0  C 0   l  T

V  V  V0  A0  B0  C 0  3   l  T

Usando o fato de que V0  A0  B0  C 0 e V  V0   v  T , tem-se:

V0   v  T  A0  B0  C 0  3   l  T  v  3 l

4 – Quando um metal é aquecido, sua massa específica (ρ) diminui. Existem duas fontes que dão
origem a essa redução no valor de ρ: (1) a expansão térmica do sólido e (2) a formação de lacunas.
Considere uma amostra de cobre (estrutura cristalina CFC) à temperatura ambiente (20 OC) que
apresenta uma massa específica de 8.94 g/cm 3. Então,

a) Determine sua massa específica após aquecimento a 1000 oC quando apenas a expansão térmica é
considerada. Assuma que o coeficiente volumétrico de expansão térmica α v, seja igual a 3αl.
Adote:  l  17  10 6  C
o 1
. (0.5 pontos)

b) A partir da constante dos gases R  8,314 J /  mol  K  , mostre que a constante de Boltzmann
vale k  8.62  10 5 eV /  átomo  K  . Adote: q életron  1.602  10 C ; N A  6.022  10 23
19

(0.4 pontos)

c) Repita o cálculo da massa específica, agora para quando a introdução de lacunas é levada em
consideração e conclua sobre sua influência. Assuma que a energia para a formação das lacunas
seja 0.90 eV/átomo.
Use: Constante de Boltzmann (constante dos gases) k  8.62  10 5 eV /  átomo  K 
Número de Avogrado N A  6.022  10 23 ; ACu  63.55 g / mol
(0.5 pontos)

Solução:

a) V   v  V0  T V V 0  V  V0   v  V0  T  V  V 0   1   v  T 

 
V  V0  1  3   l  T   V  V0  1  3   l  T f  T0 

V  1 cm 3  1  3  17  10 6  C   1000 C  20 C   1.04998 cm
o 1 o o 3
m 8.94 g
   8.51445 g / cm 3
V 1.04998 cm 3

1 életron
b) 1 J  1 C  1V  1 J  1 C 1V   1.602  10 19
C
 6.2422  1018 eV

8.314 J  5.18976  1019 eV

J 5.18976  1019 eV eV
R  8.314   8.618  10 5
mol  K 6.022  10 átomos  K
23
átomos  K

eV
k  8.62  10 5
átomos  K

N A   Cu
c) N Cu 
ACu

6.022  10 23 átomos / mol  8.51445 g / cm 3


N Cu   8.07  10 22 átomos / cm 3
63.55 g / mol

 Q 
N l  N Cu  EXP  l 
 k T 

 0.90 eV / átomo 
N l  8.07  10 22 átomos / cm 3  EXP  
 8.62  10 eV /  átomo  K   1273 K  
5

N l  2.212  1019 lacunas / cm 3

A  A 
n   Cu  n   Cu 
N  N
 Cu   A  VC   A 
VC  Cu

 63.55 g 
4 átomos / célula unitária   
 6.022  10 23
átomos / mol 
VC 
8.51445 g / cm 3
VC  4.9577  10 23 cm 3 / célula unitária

nl  N l  VC   2.212  1019 lacunas / cm3    4.9577  10 23 cm3 / célula unitária 

nl  0.0010967 lacunas / célula unitária

n  4 átomos / célula unitária  0.0010967lacunas / célula unitária

n  3.9989033 átomos / célula unitária

A 
n   Cu  3.9989033 átomos / célula unitária   63.55 g 

N  6.022  10 átomos / mol 
23
 Cu   A 
VC 4.9577  10  23 cm 3 / célula unitária

 Cu  8.51208 g / cm 3

Conclusão: Como a redução na massa específica foi praticamente insignificante, a influência da


introdução das lacunas é desprezível.

5) Falando de cargas cíclicas, considere as definições de Razão de tensões (R) e amplitude de tensão
(σa) conforme abaixo e mostre matematicamente que um aumento de R provoca uma redução em σa.

 min  max   min


(1) R  e (2)  a 
 max 2
Solução:

 min  max  R   max  max


R
 max
  min  R   max  a    1  R 
2 2

R  1  R    a 

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