Você está na página 1de 18

DESENHO

DE OBSERVAÇÃO
Professora Sandra Marques

Introdução
Caro(a) aluno(a), bem-vindo ao estudo do Desenho de Observação. Nesta unidade,
vamos conceituar o desenho e seus princípios. Veremos que desenhar não é uma
capacidade exclusiva de pessoas contempladas com um dom especial, mas é um ato
que pode ser aprendido e treinado.

Vamos investigar o gesto de desenhar e as diferentes formas de pegar em um lápis.


Além disso, abordaremos o gesto intuitivo, que nos leva a desenhar de forma menos
racional, leve e imaginativa. Por fim, iremos iniciar o estudo dos principais elementos
da representação visual, tratando, primeiramente, da perspectiva e da relação entre
figura e fundo.

O Desenho
O desenho, é a interpretação de algo que se vê, conhece ou imagina. É representar
graficamente, por vezes de forma realista, o que se vê, sente ou pensa. Na definição
de Philip Hallawell, desenho é “a interpretação de qualquer realidade, visual,
emocional, intelectual etc., através da representação gráfica” (HALLAWELL, 2006, p.
9).

É comum pensarmos que o desenhista é alguém com um dom especial. Muitas


pessoas se matriculam em cursos de desenho, mas desistem, pois imaginam não ter o
dom necessário para tal exercício. Entretanto, existem estudos que mostram que
desenhar se aprende e não depende apenas do talento do executor.

O gesto de desenhar, entretanto, demanda conhecimento e treinamento. A pesquisa e


o estudo aprimoram a técnica, enquanto a prática, o exercício diligente do desenho,
desenvolve a habilidade. Além desses dois atributos, técnica e habilidade, a
criatividade é o ingrediente que completa a receita de um bom desenhista. Sobre este
tripé, Zeegen (2009) diz que “tão importante quanto a técnica e a habilidade, é a
capacidade de criar imagens fundamentadas em um pensamento criativo sólido, com
soluções visuais construídas a partir de ideias coerentes”. (ZEEGEN, 2006, p. 20).

Nesse sentido, Zeegen (2006) se refere à ilustração. Mas e quanto ao desenho de


observação, há espaço para a criatividade? O desenho de observação deve ser uma
cópia da realidade, sem espaço para a criação? Hallawell (2006) afirma que não,
explicando que o apego às regras pode inibir a criatividade. Um olhar e um
pensamento criativos sobre aquilo que vai ser representado permitem a
experimentação e o desenvolvimento de uma linguagem visual nova e criativa.

Uma das formas de intervenção criativa do desenhista na realidade retratada é um


recurso chamado de distorção. A distorção pode ser usada como uma forma de
expressão, para realçar certos aspectos da cena retratada ou conduzir a alguma
interpretação subjetiva. Um exemplo muito direto do uso da distorção, é o desenho de
caricaturas. Nas artes plásticas, Hallawell cita que, usando o recurso da distorção,
“Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael aperfeiçoaram o desenho realista, levando
a arte, neste sentido, a um ponto altíssimo, o que mudou os seus rumos”
(HALLAWELL, 2006, p. 21).

Tipos de Desenho
O desenho pode ser técnico ou artístico. O desenho técnico emprega instrumentos de
precisão, como réguas, esquadros e compassos. Já o desenho artístico, é aquele feito
à mão livre.

O desenho artístico, por sua vez, pode ser dividido em:

- desenho criativo: aquele em que o desenhista retrata algo que está em sua
imaginação;

- desenho de memória: quando se desenha algo que não está diante de nossos olhos,
mas que temos em nossa memória;

- desenho de observação: este é o objeto do nosso estudo, é a representação gráfica


daquilo que observamos.

O Gesto de Desenhar
A habilidade manual necessária para o desenho, como vimos, pode ser treinada. O
gestual do desenho envolve o domínio de fatores, como a melhor forma de segurar o
lápis, o controle dos traços, podendo ser leves ou pesados, soltos ou precisos.
Segundo Damasceno (on-line), há quatro maneiras de segurar o lápis:

1 - Pegada básica, com 3 dedos: é a maneira mais básica de pegar o lápis. Os dedos
polegar, indicador e médio fazem a pegada do lápis, enquanto os dedos mindinho e
anelar apoiam a mão sobre o papel. É a forma como a maioria das pessoas escreve.
Permite um bom controle do traço, ideal para desenhos detalhados e precisos;
Figura 1.1 - Pegada com 3 dedos
Fonte: Curtis (2015, p. 21).

2 - Pegada com 3 dedos e com o pulso suspenso: utiliza os mesmos três dedos da
pegada anterior, mas neste caso o pulso fica suspenso e a mão se apoia no papel.
Permite traços mais amplos e mais livres, porém é mais cansativo.

3 - Pegada com a mão por cima do lápis: permite uma inclinação maior do lápis em
relação ao papel. É ideal para fazer sombreados usando a parte lateral da ponta do
lápis. Indicada também para desenhar em uma superfície vertical, como um cavalete.

Figura 1.2 - Pegada com a mão por cima do lápis


Fonte: Curtis (2015, p. 21).

4 - Pegada com a mão por baixo do lápis:  é uma pegada solta e relaxada, indicada
para esboços e desenhos mais soltos. A pegada dos dedos é semelhante à pegada
básica, porém inclinada, o apoio é sobre o dorso da mão e não sobre os dedos
menores (DAMASCENO, on-line).

Além da técnica manual, o desenhista de observação precisa treinar o olhar. Observar


o objeto de forma analítica, focar nos contornos, formatos, contrastes e detalhes, é
fundamental para o sucesso da sua representação gráfica.

Outros elementos que devem ser compreendidos para o desenvolvimento de um bom


desenho são a composição, o enquadramento, a proporção, a perspectiva e a textura.
Mais à frente, iremos estudar a fundo cada um destes aspectos do desenho de
observação.

Vamos Praticar
Muitos autores defendem que a habilidade de desenhar não se trata de um dom, mas
uma técnica que pode ser apreendida por meio de pesquisa, estudo e prática. Além
disso, há diversos tipos de desenhos, como o desenho artístico e o desenho técnico, o
qual demanda maior aprendizado. Sendo assim, acerca dos diferentes tipos de
desenho, assinale a alternativa correta.

a) O Desenho técnico emprega instrumentos de precisão, que são elementos


que auxiliam os desenhistas na execução de um desenho.
Feedback: alternativa correta, pois réguas, compassos e esquadros são
instrumentos de precisão usados pelos desenhistas no processo do
desenho.
b) O desenho artístico de divide em desenho criativo, desenho de memória e
desenho técnico.
c) O Desenho Criativo é quando o artista desenha aquilo que ele está
observando.
d) Quando o artista desenha o que está em suas lembranças, ele está
desempenhando o desenho criativo.
e) Embora possamos aprender técnicas, sem um dom específico não
conseguiremos desenhar a contento.

Gesto Intuitivo
O gesto intuitivo propõe um desenho solto, imaginativo e expressivo. O foco está no
processo de desenhar de forma livre, intuitiva e não no resultado gráfico.

No gesto intuitivo, o lápis é usado de forma leve e, no início, pode nem tocar no papel.
Dessa forma, o condutor vai conduzindo seu próprio processo de percepção de
formas, proporções, texturas e movimentos. Quando o lápis enfim toca o papel, deve
ser moderadamente, para um registro mínimo dos traços que delimitarão o desenho.
Esses movimentos iniciais devem ser espontâneos e não lineares.

O gesto intuitivo será comprometido se o desenhista pensar muito no que vê e no que


quer expressar. O traço deve correr com liberdade sobre o papel, isso faz com que
aumente a sensibilidade e as percepções de forma geral. Curtis (2015), ensina que o
pensamento racional é carregado de ideias preconcebidas que atrapalham nossa
percepção visual.

Quando você racionaliza suas percepções com base em ideias


preconcebidas, o que você pensa torna-se mais importante que aquilo que vê,
e a clareza de suas percepções visuais diretas é seriamente comprometida.
(CURTIS, 2015).

Dessa forma, o gesto intuitivo busca bloquear momentaneamente o pensamento


racional, para permitir que a consciência intuitiva perceba a informação visual e a
processe livre de preconceitos.

Figura 1.3 -
Um desenho conceitual enfatiza o que “sabemos” sobre canecas
Fonte: Curtis (2015, p. 31).

Assim, representamos a percepção recebida e não o conceito preexistente.


Figura 1.4 -
Um desenho de percepção registra
diretamente a informação a partir de nossas observações
Fonte: Curtis (2015, p. 31).

Vamos Praticar
Brian Curtis defende que, no gesto intuitivo, o desenhista não deve pensar muito na
hora de criar seu desenho. Diz que o pensamento racional atrapalha a percepção
visual. Sendo assim, é possível afirmar que:

a) No gesto intuitivo, o traço deve correr com controle e precisão sobre o
papel, sem muito planejamento, pois isso pode atrapalhar no processo criativo.
b) Conforme o desenhista age com liberdade em sua criação, a sua
sensibilidade e a percepção aumentam, evoluindo todo o processo através do
"sentir".
c) O pensamento racional ajuda na criação do desenho pelo gesto intuitivo
e melhora a percepção visual.
d) O pensamento racional nos permite retratar a percepção que temos do
objeto e não uma ideia pronta.
e) O gesto intuitivo emprega a imaginação e não a percepção.
“B. alternativa correta, pois o gesto intuitivo vem com a espontaneidade e a
forma de expressão é livre. O resultado é diferente de técnicas do desenho
técnico e planejado.”

Perspectiva
Perspectiva é a técnica que permite ao desenhista criar uma ilusão de profundidade
em um desenho plano, ou seja, criar uma sensação de tridimensionalidade em uma
imagem bidimensional.

A perspectiva utiliza linhas, chamadas de raios projetantes, que definem a forma como
um objeto é projetado no plano de desenho ou plano de projeção. De acordo com a
direção em que essas linhas se projetam, a perspectiva se classifica em: perspectiva
paralela ou cilíndrica; perspectiva cônica.

Na perspectiva cilíndrica ou paralela, os raios projetantes são paralelos entre si e se


subdividem em ortogonais, quando são perpendiculares ao plano de desenho, ou
oblíquas, quando são oblíquas ao plano de desenho. Como os raios projetantes são
paralelos, a distância do observador até o plano de projeção é infinita (Figura 1.5). A
perspectiva cilíndrica é mais usada no desenho técnico e é estudada no campo da
geometria descritiva, não sendo objeto do nosso estudo.

Figura 1.5 -
Perspectiva paralela
Fonte: Giesecke (2002, p. 27).

A perspectiva cônica é aquela em que os raios projetantes são convergentes, ou seja,


convergem para um ponto fixo, chamado ponto de fuga. Dessa forma, como os raios
de projeção são convergentes, temos que a distância do observador ao plano de
projeção é finita (Figura 1.6).
Figura 1.6 -
Perspectiva cônica
Fonte: Giesecke (2002, p. 27).

No desenho de observação, os princípios da perspectiva que devemos conhecer para


representar corretamente os objetos em três dimensões, são os da perspectiva cônica.

Elementos da Perspectiva Cônica


A ilusão de profundidade, característica da perspectiva cônica, é obtida com o auxílio
dos seguintes elementos:

- Linha do horizonte: linha horizontal situada na altura dos olhos do observador.

- Linha de visão: linha imaginária percorrida pelo olhar do observador até a linha do
horizonte.

- Ponto de fixação ou ponto de visão: ponto para onde se dirige o olhar do observador.
O ponto de fixação fica na interseção entre a linha de visão e a linha do horizonte.

- Ponto de fuga: ponto para onde convergem as linhas imaginárias correspondentes à


projeção das arestas dos objetos representados.

Hallawell (2006) descreve assim o ponto de fuga: “quando linhas paralelas se afastam
do olhar, a distância entre elas diminui progressivamente até que se encontram num
ponto. Este ponto é conhecido como ‘ponto de fuga’” (HALLAWELL, 2006. p. 26).

- Linhas de fuga ou raios projetantes: são as linhas que correspondem à continuação


das arestas do objeto representado até o ponto de fuga. É o afunilamento das linhas
de fuga em direção ao ponto de fuga que dá a sensação de profundidade aos
desenhos em perspectiva.
Figura 1.7 -
Elementos da perspectiva cônica
Fonte: Elaborado pela autora.

A partir da definição desses elementos, o desenhista tem ferramentas para traçar as


linhas principais do seu desenho dentro da perspectiva correta, evitando deformações.

Tipos de Perspectiva Cônica


De acordo com o ângulo de visão do observador em relação ao objeto representado e
com a posição deste objeto, a perspectiva pode usar um, dois ou três pontos de fuga.
Para facilitar o entendimento, vamos considerar o objeto a ser representado como um
sólido de forma retangular.

Perspectiva com Um Ponto de Fuga


A perspectiva com um ponto de fuga é também chamada de perspectiva paralela.
Neste caso, todas as arestas da face frontal do objeto desenhado são paralelas à linha
do horizonte e à linha de visão
Na perspectiva
com ponto de fuga único, o ponto de fixação pode coincidir com o ponto de fuga (figura
1.8).

Perspectiva com Dois Pontos de Fuga


Também chamada de perspectiva oblíqua, este tipo de perspectiva ocorre quando as
linhas de fuga convergem para direções distintas e opostas, determinando dois pontos
de fuga.

Figura 1.9 - Perspectiva cônica com 2 pontos de fuga


Fonte: Elaborado pela autora.
A perspectiva com 2 pontos de fuga ocorre quando o objeto representado é observado
não por uma de suas faces, mas por uma de suas arestas. Os pontos de fuga ficam
sobre a linha do horizonte, um à direita e outro à esquerda do ponto de fixação (Figura
1.9).
Perspectiva com Três Pontos de Fuga
A perspectiva com três pontos de fuga, também conhecida como perspectiva aérea,
ocorre quando a visão do observador parte de um plano diferente daquele em que o
sólido está assentado. Dessa forma, o sólido é visto por um de seus ângulos.
Nenhuma das arestas do objeto retangular são paralelas entre si, todas são
convergentes e convergem para um dos três pontos de fuga.

Perspectiva Tonal
Além das formas de perspectiva descritas até aqui, que utilizam raios de projeção e
pontos de fuga para acrescentar profundidade ao desenho, Hallawell (2006) descreve
ainda a utilização de sombras e hachuras para conseguir o mesmo efeito. O autor
refere-se a este recurso como perspectiva tonal.

Na perspectiva tonal, o desenhista distingue os planos mais próximos dos mais


distantes criando diferentes tratamentos de textura, contraste e tonalidades.
Figura 1.11 -
Perspectiva tonal
Fonte: Hallawell (2006, p. 31).

Na figura acima, temos um exemplo de aplicação da perspectiva tonal para criar a


sensação de profundidade no desenho. Na representação da árvore, podemos
perceber um contraste entre claro e escuro mais definido do que no barco, que está
em segundo plano. Na superfície da água, a hachura fica cada vez mais clara
enquanto se distancia.

Outro recurso usado para representar a profundidade, é a utilização de traços


detalhados nos primeiros planos em relação aos planos distantes. Na superfície da
água, vemos detalhes na representação das ondas em primeiro plano, enquanto nas
regiões mais distantes os traços são retos, sem detalhes. Para acentuar a ilusão de
profundidade, a perspectiva tonal pode ser adicionada à perspectiva linear, aquela
obtida através dos raios projetantes.

Vamos Praticar
A perspectiva é definida no desenho artístico como um recurso gráfico que utiliza o
efeito visual de linhas convergentes. De acordo com o conteúdo estudado, é possível
afirmar que:

a) na perspectiva com um ponto de fuga todas as arestas da face frontal do


objeto desenhado são perpendiculares à linha do horizonte e à linha de visão.
b) a perspectiva oblíqua tem três pontos de fuga.
c) no desenho em perspectiva, quando o observador parte de um plano
diferente daquele em que o sólido está assentado, é definido como perspectiva
com três pontos de fuga. Feedback: alternativa correta, pois na perspectiva
com três pontos de fuga, o observador está em um plano diferente, acima ou
abaixo do plano do sólido.
d) na perspectiva com três pontos de fuga, todos os pontos estão
localizados sobre a linha do horizonte.
e) na perspectiva com 3 pontos de fuga, o sólido é observado por uma de
suas arestas.

Figura e Fundo
Dondis (1991) defende o contraste como elemento primordial em uma representação
visual, e a ambiguidade (ausência de contraste) como o maior obstáculo ao ato de ver.
Segundo o autor,

ver significa classificar os padrões, com o objetivo de compreendê-los ou reconhecê-los. A


ambiguidade é seu inimigo natural e deve ser evitada para que o processo da visão funcione
adequadamente. (DONDIS, 1991, p. 111).

Sem dúvida, a percepção de uma figura é mais fácil quando existe um fundo
contrastante, que nos permita delimitar os contornos da imagem com maior clareza.
Curtis (2015, p. 58) define figura como um “formato identificável” e define fundo como o
seu entorno, ou seja, o que está à volta da figura.

Via de regra, existe uma hierarquia na qual a figura tem mais peso e importância. O
fundo é menos importante, servindo apenas como suporte para a figura. Mas há
situações especiais em que figura e fundo se confundem, se entrelaçam e, por vezes,
ganham nova significação.

Gestaltismo
Algumas dessas situações ocorrem em imagens relacionadas ao Gestaltismo ou
Psicologia da Forma. O Gestaltismo é uma doutrina que estuda os aspectos
psicológicos da percepção das formas pelo homem. Em outras palavras, estuda como
a psicologia humana influencia na forma como reconhecemos as figuras. Segundo o
Gestaltismo, o homem, ao perceber uma forma, considera o seu todo, não atentando-
se para cada um de seus componentes.

Este princípio explica porque vemos um urso panda na logo da ONG WWF, mesmo
que nem todos os seus elementos estejam representados no desenho (Figura 1.12).
Figura 1.12 -
Logo da WWF
Fonte: World Wide Fund for Nature (on-line).
Outras imagens nos permitem intercalar nossa percepção, ora privilegiando a figura,
ora privilegiando o fundo. É o caso do famoso desenho "Vaso de Rubin" (Figura 1.13).
Se fixamos o olhar no branco como figura, vemos nitidamente um vaso ao centro.
Porém, se focarmos na porção em preto como figura, vemos dois rostos de perfil.

Figura 1.13 -
Vaso de Rubin
Fonte: Curtis (2015, p. 60).

Reflita
Uma obra de arte é valorizada de acordo com seu conteúdo e complexidade. O artista
busca estimular o espectador, sendo por esse motivo que a qualidade de realização da
obra e o estímulo faz com que o espectador reflita sobre a obra. Quando o artista faz
com que seu espectador interaja com a obra, ele cumpriu com seu objetivo. Fonte:
Hallawell (2006).

Saiba mais
Carlos Damasceno é um desenhista profissional e professor de desenho que mantém
um site com muitas dicas sobre o desenho de observação, em textos e vídeos. No site,
o desenhista disponibiliza um e-book sobre o tema.

Para saber mais, acesse o site do desenhista.

http://carlosdamascenodesenhos.com.br/

Saiba mais
Assista o documentário sobre a vida e obra da Frida Kahlo. A artista é conhecida no
mundo todo e uma das personalidades mais admiradas da atualidade. Nesse
documentário, é possível ter acesso a fragmentos de sua vida e obra, de modo que é
possível entender como ela chegou ao status de uma das maiores e mais
reconhecidas artistas do México.  

Para conhecer mais, assista ao documentário: Vida e Obra de Frida Kahlo.

https://www.youtube.com/watch?v=AZT-kRN2hCM

Vamos Praticar
O contraste entre figura e fundo é um dos elementos mais importantes na identificação
das formas no desenho de observação. Sobre esse assunto, assinale a alternativa
correta.
a) Um fundo contrastante ofusca a figura, dificultando a identificação de
seus contornos.
b) O fundo ocupa a maior superfície no desenho, logo é o elemento de
maior peso visual.
c) Via de regra, a figura assume o protagonismo na representação visual,
enquanto o fundo apenas serve de suporte para ela.
Feedback: alternativa correta, via de regra, ou seja, em situações normais, a
figura é o elemento mais importante e o fundo tem o papel secundário.
d) O Gestaltismo é uma doutrina que estuda os aspectos objetivos da
representação gráfica.
e) Segundo o Gestaltismo, ao observar uma imagem, o homem analisa
suas partes, para depois formar uma percepção do todo.

Material Complementar

LIVRO

Desenho a Cores
Michael E. Doyle
Editora: Bookman Companhia Editorial
ISBN: 978-85-7307-850-3
Comentário: Desenho a Cores é um livro ricamente ilustrado e que ajuda profissionais
de várias áreas com o uso de cores e técnicas de ilustração. Tem o objetivo de
familiarizar designers de interiores, arquitetos, designers gráficos, entre outros
profissionais, às técnicas de aplicação das cores e a compor uma ilustração.
FILME

Cidade Cinza
Ano: 2013
‍ omentário: Cidade Cinza é um documentário brasileiro que relata a arte dos
C
grafiteiros na cidade de São Paulo. Esses artistas usam a arte como forma de protesto
contra as autoridades da capital que encobrem sua arte com pinturas da cor de
cimento.
Conclusão
Caro(a) aluno(a), o desenho pode ser aprendido por qualquer pessoa que decida
estudar seus elementos básicos e dedique tempo à sua prática. Vimos também que,
além da técnica e da habilidade manual, o pensamento criativo e um olhar analítico
são importantes para obter os melhores resultados no desenho de observação.

Por falar em criatividade, vimos que, no estudo do gesto intuitivo do desenho de


observação, um importante exercício é fugir do pensamento racional através de traços
livres e imaginativos.

Conhecemos a perspectiva, como a ferramenta que nos permite dar profundidade ao


nosso desenho, acrescentado a ilusão da 3ª dimensão em nossa representação plana
e, por fim, abordamos a importância do contraste no estudo da relação entre figura e
fundo.

Referências
Bibliográficas
CURTIS, B. Desenho de Observação. Porto Alegre: Bookman, 2015.

DAMASCENO, C. 4 maneiras de segurar um lápis e melhorar seus desenhos. Carlos


Damasceno Desenhos, on-line. Disponível em:
<http://carlosdamascenodesenhos.com.br/aulas-de-desenho-gratis/4-maneiras-de-
segurar-um-lapis/>. Acesso em: 2 jul. 2019.

DONDIS, A. D. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

DOYLE, M. E. Desenho a cores: técnicas de desenho de projeto para arquitetos,


paisagistas e designers de interiores. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.

GIESECKE, F. E. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre: Bookman, 2008.

HALLAWELL, P. À mão livre: a linguagem e as técnicas do desenho. São Paulo:


Editora Melhoramentos, 2006.

ROCHA, A. M. da. Divina proporção: aspectos filosóficos, geométricos e sagrados da


seção áurea. Fortaleza: Expressão Gráfica Editora, 2011.
MEDINA, J. A Cultura e o Caminho para o Desenvolvimento Humano. Revista, v. 1, p.
40, dez. 2006.

ZEEGEN, L. Fundamentos de ilustração. Porto Alegre: Bookman, 2009.

Você também pode gostar