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REVISÃO SOBRE PARICÁ:

Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke

Agosto de 2009
AMATA S/A
Rua Funchal, 263 – 17º andar – sala 172
Revisão sobre paricá: Vila Olímpia – São Paulo – SP
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Schizolobium amazonicum Huber ex Ducke (11) 3054-3557
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SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO ........................................................................................ 06
2. TAXONOMIA E NOMENCLATURA ............................................................. 07
Divisão ................................................................................................... 07
Classe .................................................................................................... 07
Ordem .................................................................................................... 07
Família ................................................................................................... 07
Gênero ................................................................................................... 07
Espécie .................................................................................................. 07
Publicação ............................................................................................. 07
Sinonímia botânica ................................................................................ 07
Nomes vulgares por Unidades da Federação........................................ 07
Nomes vulgares no exterior ................................................................... 07
Nome comercial internacional................................................................ 07
Etimologia .............................................................................................. 07
Espécie relacionada de maior interesse ................................................ 08
3. DESCRIÇÃO BOTÂNICA ............................................................................. 09
Forma biológica ..................................................................................... 09
Tronco.................................................................................................... 10
Ramificação ........................................................................................... 10
Casca..................................................................................................... 11
Folhas .................................................................................................... 11
Inflorescências ....................................................................................... 12
Flores ..................................................................................................... 12
Fruto ...................................................................................................... 12
Semente ................................................................................................ 13
4. BIOLOGIA REPRODUTIVA E EVENTOS FENOLÓGICOS ......................... 14
Sistema sexual ...................................................................................... 14
Vetor de polinização .............................................................................. 14
Floração ................................................................................................. 14
Frutificação ............................................................................................ 14
Dispersão de frutos e sementes ............................................................ 14
5. OCORRÊNCIA NATURAL ........................................................................... 15

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Latitudes ................................................................................................ 15
Variação altitudinal ................................................................................ 15
Distribuição geográfica .......................................................................... 15
6. ASPECTOS ECOLÓGICOS ......................................................................... 16
Grupo ecológico ou sucessional ............................................................ 16
Importância sociológica ......................................................................... 16
7. BIOMAS / TIPOS DE VEGETAÇÃO (IBGE, 2004) E OUTRAS FORMAÇÕES
VEGETACIONAIS ............................................................................................ 17
8. CLIMA .......................................................................................................... 17
Precipitação pluvial média anual ........................................................... 17
Regime de precipitações ....................................................................... 17
Deficiência hídrica ................................................................................. 17
Temperatura média anual ...................................................................... 17
Temperatura média do mês mais frio .................................................... 18
Temperatura média do mês mais quente .............................................. 18
Temperatura mínima absoluta ............................................................... 18
Número de geadas por ano ................................................................... 18
Classificação Climática de Koeppen ...................................................... 18
9. SOLOS ......................................................................................................... 18
10. NUTRIÇÃO................................................................................................. 19
11. SEMENTES................................................................................................ 34
Colheita e beneficiamento ..................................................................... 34
Número de sementes por quilo .............................................................. 35
Tratamento pré-germinativo................................................................... 36
Beneficiamento ...................................................................................... 42
Longevidade e armazenamento ............................................................ 42
12. PRODUÇÃO DE MUDAS ........................................................................... 42
Semeadura ............................................................................................ 43
Germinação ........................................................................................... 44
Propagação vegetativa .......................................................................... 44
Associações simbióticas ........................................................................ 47
13. CARACTERÍSTICAS SILVICULTURAIS .................................................... 51
Hábito .................................................................................................... 51

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ice Guedes de Carvalho Foto: Janice Guedes de Carvalho
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Métodos de regeneração ....................................................................... 51


Sistemas agroflorestais.......................................................................... 52
14. CRESCIMENTO E PRODUÇÃO ................................................................ 53
15. CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA .......................................................... 58
Massa específica aparente (densidade) ................................................ 58
Cor ......................................................................................................... 59
Características gerais ............................................................................ 59
Durabilidade natural ............................................................................... 59
Trabalhabilidade .................................................................................... 59
Outras características ............................................................................ 60
15.1 MADEIRA DE PARICÁ ............................................................................. 61
Teor de Umidade ................................................................................... 63
Teor de Umidade de Saturação .................................................. 63
Teor de Umidade de Equilíbrio .................................................... 63
Massa específica ................................................................................... 64
Massa específica básica ............................................................. 64
Massa específica aparente ......................................................... 64
Retratibilidade ........................................................................................ 67
Inchamento ............................................................................................ 69
Variação Volumétrica ............................................................................. 71
15.2 pH E CAPACIDADE TAMPÃO DA MADEIRA DE PARICÁ...................... 71
15.3 PROPRIEDADE DAS CHAPAS DE MADEIRA AGLOMERADA .............. 71
Propriedades Físicas ............................................................................. 72
Teor de umidade ......................................................................... 72
Massa específica ........................................................................ 72
Expansão Linear ......................................................................... 72
Inchamento em espessura e absorção em água das chapas ................ 73
Propriedades Mecânicas ............................................................. 74
Resistência a flexão estática ....................................................... 74
Resistência a tração perpendicular ............................................. 76
Resistência ao Arrancamento de Parafuso ................................. 77
Dureza Janka .............................................................................. 77
16. PRODUTOS E UTILIZAÇÕES ................................................................... 78

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Madeira serrada e roliça ........................................................................ 78


Energia .................................................................................................. 79
Celulose e papel .................................................................................... 79
Medicinal................................................................................................ 80
Plantios em recuperação e restauração ambiental ................................ 80
17. PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS ......................................................... 80
Pragas nos viveiros ............................................................................... 81
Controle de pragas de viveiros .............................................................. 83
Pragas no campo ................................................................................... 84
Controle de pragas no campo................................................................ 86
18. ESPÉCIES AFINS ...................................................................................... 87
19. CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE METABÓLITOS .................................. 87
20. USO DA ESPÉCIE E ASPECTO ECONÔMICO ........................................ 88
21. REFERÊNCIAS .......................................................................................... 89

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1. APRESENTAÇÃO

Fugir da dependência da liberação de planos de manejo e garantir o


fornecimento da própria matéria-prima, que estava escassa. Estes foram
alguns dos motivos para empresários do Pará investirem no paricá
(Schizolobium amazonicum Huber). “A escolha se deve ao fato dele ser uma
espécie de rápido crescimento, com abundância de sementes, excelentes
desenvolvimentos em plantios comerciais, facilidade na produção de mudas e
produção de madeira de cor clara, homogênea e sem nó, que conquistou o
mercado interno e externo”, afirmou Marco Antônio Siviero, diretor do grupo
Árboris (ALTERNATIVAS VIÁVEIS).
O plantio com paricá em escala comercial em Dom Eliseu (PA) teve
início no final de 1993. O paricá é uma das poucas espécies florestais com
silvicultura relativamente fácil, sendo um destaque a desrama natural. O
principal cuidado é a limpeza nos primeiros anos para evitar o mato-
competição. “No geral o paricá é uma espécie muito rústica”, completa
Alessandro Lochinoski, engenheiro florestal do CPP (Centro de Pesquisas do
Paricá).
“Economicamente o paricá despontou no cenário nacional como a
terceira espécie florestal mais plantada no Brasil, conquistando o mercado
nacional e externo devido a excelente madeira”, disse Siviero. Ele afirma que
os projetos em andamento têm apresentado uma taxa de retorno financeiro
satisfatório, ao ponto de estimular a ampliação da área platada
(ALTERNATIVAS VIÁVEIS).
O paricá atualmente é colhido por volta o sexto ou sétimo ano de idade
através de corte raso ou desbaste, sendo que o incremento médio anual para a
espécie é superior a 30 metros cúbicos/ hectare.ano. O ciclo de corte de sete
anos é praticado para lâminas para compensados (ALTERNATIVAS VIÁVEIS).
Atualmente o paricá tem grande aceitação no mercado externo e também no
mercado nacional. Na região sul do país, é também utilizado para capa de
compensados com enchimento de outras espécies. Segundo levantamentos do
CPP a espécie é a terceira mais plantada perdendo naturalmente para
eucalipto e pinus, que apresenta queda de 1,4% (comparando 2006 e 2007),
segundo dados da Abraf (Associação Brasileira dos Produtores de Florestas
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Plantadas). O valor do compensado de paricá varia entre 340 a 500 dólares por
metro cúbico, dependendo das dimensões e acabamentos. Já as lâminas para
capa de primeira qualidade ficam em torno de 700 reais por metro cúbico posto
na região sul (ALTERNATIVAS VIÁVEIS).

2. TAXONOMIA E NOMENCLATURA

De acordo com o Sistema de Classificação de Cronquist, a posição


taxonômica de Schizolobium amazonicum obedece à seguinte hierarquia:

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)


Classe: Magnoliopsida (Dicotyledonae)
Ordem: Fabales
Família: Caesalpiniaceae (Leguminosae: Caesalpinioideae)
Gênero: Schizolobium
Espécie: Schizolobium amazonicum
Publicação: in Bol. Mus. Goeldi, vii 152 (1913).
Sinonímia botânica: Schizolobium excelsum Vogel var. amazonicum
Ducke ex Williams.

Nomes vulgares por Unidades da Federação


Acre: canafista, canafístula e fava-canafístula.
Distrito Federal: guapuruvu-da-amazônia.
Mato Grosso: paricá-da-amazônia, paricá-da-terra-firme e pinho-
cuiabano.
Pará: faveira, paricá e paricá-grande.
Rondônia: bandarra.

Nomes vulgares no exterior: na Bolívia, cerebó; na Colômbia, tambor;


na Costa Rica, gavilán; no Equador, pachaco; no México, palo de judío e palo
de picho, e no Peru, pashaco.

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Nome comercial internacional: quamwood (RODRIGUEZ ROJAS &


SIBILLE MARTINA, 1996).

Etimologia: o nome genérico Schizolobium significa legume partido; o


epíteto específico amazonicum é porque o material typo foi coletado na
Amazônia brasileira.

Espécie relacionada de maior interesse: A espécie Schizolobium


parahyba, encontrada desde o sul da Bahia até o Rio Grande do Sul, é muito
parecida com S. amazonicum, mas diferencia-se desta por florescer sem
perder as folhas, possuir pétalas orbiculares e pilosas e sementes maiores (2-3
cm de comprimento e 1,5-2 cm de largura).

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Foto 1: Árvore jovem (6 meses) de Schizolobium amazonicum.. Fonte: AMATA.

3. DESCRIÇÃO BOTÂNICA

Forma biológica: árvore decídua. As árvores maiores atingem


dimensões próximas de 40 m de altura e 100 cm de DAP (diâmetro à altura do

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peito, medido a 1,30 m do solo), na idade adulta. Seu tempo de vida é


considerado curto a médio, em relação às espécies clímax.

Tronco: De acordo com Matsubara (2003) apresenta tronco bem


cilíndrico, bem formado e reto, sem nós, revestido por casca grossa. Nas
árvores jovens, o tronco tem coloração verde acentuada e com cicatrizes
transversais deixadas pela queda das folhas. Às vezes, apresenta sapopemas
basais. O fuste mede até 25 m de comprimento.

Foto 2. Tronco de paricá. Fonte: Grupo rosa

Ramificação: é dicotômica. A copa é galhosa, aberta e obovóide


formando uma abóbada perfeita, mas não impede o crescimento da vegetação
de sub-bosque (Lima et al., 2003).

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Foto 3. Copa de Schilolobium amazonicum. Fonte. Grupo rosa

Casca: grossa medindo até 15 mm de espessura, com ritidoma liso ou


granular de cor cinza-esverdeada quase negra (RODRIGUEZ ROJAS &
SIBILLE MARTINA, 1996; MATSUBARA, 2003). A casca externa é lisa a
finamente fissurada, de coloração cinza-clara, com abundantes lenticelas
conspícuas, suberificadas e proeminentes, dispostas em fileiras longitudinais
(PENNINGTON & SARUKHÁN, 1998). Nos indivíduos velhos, a casca fica
esbranquiçada, tornando-se esfoliada em placas retangulares.
A casca interna é creme-rosada, granulosa, amarga e tem um odor
desagradável de almíscar (PARROTA et al., 1995).

Folhas: são longipecioladas, bipinadas, grandes (de 60 cm a 150 cm de


comprimento), tem um raque lenhoso e elegante quando jovem, mas nos
indivíduos velhos as folhas diminuem consideravelmente de tamanho, com
muitas pinas e geralmente com 15 a 20 pares de folíolos oblongos, de 2 cm a

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3,5 cm de comprimento; o pecíolo é viscoso. As gemas e folhas tenras


apresentam consistência pegajosa.

Foto 4: Folhas de Schilolobium amazonicum. Fonte. .Google

Inflorescências: em panículas terminais vistosas na ponta dos ramos,


abundantes e erguidas, medindo de 15 cm a 30 cm de comprimento.

Flores: são de coloração amarela-clara, de aroma doce, zigomorfas,


medindo de 2 cm a 2,2 cm de comprimento.

Foto 5: Flor de Schilolobium amazonicum. Fonte.google.

Fruto: é uma criptosâmara, em forma espatulada, oblanceolada, aberta


até o ápice; mede de 6 cm a 10 cm de comprimento por 1,5 cm a 3 cm de
largura; produz de uma a duas sementes por fruto (OLIVEIRA & PEREIRA,
1984). Os frutos são deiscentes e liberam as sementes facilmente quando
expostos ao sol (BIANCHETTI et al., 1998).

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Semente: é coberta com um endocarpo papiroso e unida apicalmente


ao fruto. A semente é anátropa, aplanada, ovalada, com ápice arredondado,
base atenuada, cor de café, com o bordo mais escuro, medindo de 16 mm a 21
mm de comprimento por 11 mm a 14 mm de largura. O hilo é localizado na
base e oposto à rafe e a micrópila em posição lateral ao hilo. A testa é lisa,
brilhante e óssea.

Figura 1:: semente de Schizolobium amazonicum. Fonte: google

As sementes dessa espécie são constituídas pelas seguintes


substâncias químicas: proteínas (21,19 %); ácido palmático (6,46 %) e lipídios
(3,86 %) entre os principais (TRIVINO-DIAZ
(TRIVINO ., 1990). A semente tem
et al.,
endosperma de cor esbranquiçada, constituído, fundamentalmente, por
galactomananas.

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4. BIOLOGIA REPRODUTIVA E EVENTOS FENOLÓGICOS

Sistema sexual: é uma espécie monóica.

Vetor de polinização: essencialmente abelhas e diversos insetos


pequenos.
Estudos de biologia floral desenvolvidos em Belterra, Pará, mostraram
que as flores são visitadas por muitas espécies de inseto, mas evidenciaram
que a espécie pertence ao grupo de árvores que são melhor polinizadas por
abelhas maiores, sendo que as principais são da espécie Xylocopa frontalis,
que é muito comum na região e tem longo alcance de voo. Há registro ainda de
espécies como Centris spp, Melípona spp, e Apis mellifera. Possui flores
grandes, com adaptações morfológicas como órgãos reprodutivos afastados, o
que reduz a possibilidade de polinização por pequenos animais (ÀVILA et al.,
2006).

Floração: de maio a junho, em Mato Grosso, e de junho a julho, no


Pará, de maneira sincronizada e relativamente rápida. Em Rondônia floresce
em maio-junho.

Frutificação: A frutificação é anual e, de acordo com resultados obtidos


na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra, Pará, o período de frutificação
da espécie vai de julho a setembro, com disseminação nos meses de agosto a
novembro, variando com a distribuição das chuvas (ÀVILA et al., 2006). Os
frutos amadurecem de agosto a setembro, em Rondônia.

Dispersão de frutos e sementes: autocórica, do tipo barocórica


(gravidade) e anemocórica (vento) por meio de um aparato de voo denominado
autogiro, caracterizado pela presença de asa de um lado só. Isto fornece os
meios para os meios para propulsão dinâmica, girando firmemente ao redor da
semente no final do diásporo (ÀVILA et al., 2006).

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5. OCORRÊNCIA NATURAL

Latitudes: do México a 14º S, no Brasil, em Mato Grosso.

Variação altitudinal: de 20 m a 700 m de altitude.

Distribuição geográfica: Schizolobium amazonicum ocorre de forma


natural na Bolívia (KILLEEN et al., 1993), na Colômbia (TRIVINO-DIAZ et al.,
1990), na Costa Rica (HOLDRIDGE & PÓVEDA, 1975), no Equador
(RODRIGUEZ ROJAS & SIBILLE MARTINA, 1996), em Honduras (THIRAKUL,
1998), no México (CHAVELAS POLITO et al., 1982; PENNINGTON &
SARUKHÁN, 1998) e, no Peru (BERMEGUI, 1980; ENCARNACION C., 1983).
No Brasil, essa espécie ocorre nas seguintes Unidades da Federação:
· Acre (OLIVEIRA, 1994; ARAÚJO & SILVA, 2000).
· Amazonas (DUCKE, 1949).
· Mato Grosso (RONDON, 2002).
· Pará (ALBRECHTSEN, 1975; OLIVEIRA & PEREIRA, 1984; PARROTA
et al., 1995; AMOROZO, 1997; GIBSON & LEÃO, 1997; JARDIM et al., 1997;
GALEÃO et al., 2003).
· Rondônia (OLIVEIRA & PEREIRA, 1984).

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Figura 2: Locais identificados de ocorrência natura de paricá (Schizolobium amazonicum), no


Brasil. Fonte: Carvalho, (2006).

6. ASPECTOS ECOLÓGICOS

Grupo ecológico ou sucessional: espécie pioneira.

Importância sociológica: ocorre, na Amazônia, em floresta primária e


principalmente nas florestas secundárias de terra firme e várzea alta (DUCKE,
1949). Forma capoeiras mais ou menos monoespecíficas (pelo menos quanto à
composição do estrato dominante), até seis anos de idade (JARDIM et al.,
1997).

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7. BIOMAS / TIPOS DE VEGETAÇÃO (IBGE, 2004) E OUTRAS


FORMAÇÕES VEGETACIONAIS

Bioma Amazônia
· Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Pluvial Amazônica), em Terra
Firme, onde é árvore emergente.

Bioma Mata Atlântica


· Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical Subcaducifólia), na
subformação Submontana, em Mato Grosso (RONDON, 2002).

Outras formações vegetacionais


Fora do Brasil, ocorre na Bolívia no Bosque Montano Úmido (KILLEEN
et al., 1993) e na Amazônia Equatoriana (RODRIGUEZ ROJAS & SIBILLE
MARTINA, 1996).

8. CLIMA

Precipitação pluvial média anual: de 1.600 mm a 3.000 mm, no Pará,


no Brasil, atingindo até 5.850 mm na Bolívia (CRESPO et al., 1995).

Regime de precipitações
Chuvas uniformemente distribuídas: na região de Belém, PA. Chuvas
periódicas, nas demais regiões.

Deficiência hídrica
Nula: na região de Belém, PA.
De pequena a moderada: no Amazonas, no Acre, em Rondônia e no
norte de Mato Grosso.
Moderada: no oeste de Mato Grosso e sul de Rondônia.

Temperatura média anual: 24,8 ºC (Belterra, PA) a 26,6 ºC (Óbidos,


PA).

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Temperatura média do mês mais frio: 23,2 ºC (Rio Branco, AC) a 25,2
ºC (Óbidos, PA).

Temperatura média do mês mais quente: 25,7 ºC (Rio Branco, AC) a


27,8 ºC (Óbidos, PA).

Temperatura mínima absoluta: 6 ºC (Rio Branco, AC). A friagem é um


fenômeno que atinge a região entre o Acre e Rondônia e também parte de
Mato Grosso. Resulta do avanço da Frente Polar que, impulsionada pela
Massa de Ar Polar procedente da Patagônia, provoca brusca queda da
temperatura, permanecendo alguns dias com a média em torno de 10 ºC e
chegando a atingir até 4 ºC por três a oito dias, causando transtorno e mal
estar na população.

Número de geadas por ano: ausentes. Contudo, plantado em plantio


misto em Rolândia, no norte do Paraná, tem tolerado temperaturas mínimas de
até -2º C, não apresentando danos evidentes por geadas.

Classificação Climática de Koeppen


Af (tropical, superúmido): nos arredores de Belém, no Pará.
Am (tropical chuvoso, com chuvas do tipo monção, com uma estação
seca de pequena duração): no Acre e no Pará.
Aw (tropical, com verão chuvoso, com inverno seco): no Acre, em Mato
Grosso e em Rondônia.

9. SOLOS

No Pará, sua ocorrência natural limita-se a determinadas regiões de


solos argilosos de fertilidade química alta e sujeitos a compactação (DUCKE,
1949). Em Mato Grosso, ocorre em solos de baixa fertilidade química, com pH
em água 4,5, com baixos teores de K (potássio) e P (fósforo).
Na Bolívia, essa espécie ocorre, naturalmente, em solos geralmente
jovens de origem aluvial que se caracterizam por possuir uma baixa fertilidade

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natural, baixo conteúdo de matéria orgânica, pH entre 3,7 e 5,5 e baixa


capacidade de troca catiônica com níveis de saturação de Al (alumínio) entre
70 % a 80 % (CRESPO et al.,
al 1995).

10. NUTRIÇÃO

Os sintomas de deficiência de boro podem ser observados nas folhas


novas e raízes e a toxidez nas folhas mais velhas.
Com o objetivo de avaliar os efeitos do boro sobre o crescimento, teores
e conteúdo
eúdo de macro e micronutrientes na parte aérea e raiz do paricá,
conduziu-se um experimento na Universidade Federal de Lavras por Lima et
al., os resultados obtidos encontram-se
encontram abaixo.

Figura 3. Diâmetro e matéria seca da parte aérea (MSPA) e raiz (MSRA) de plantas de paricá
(**, * - significativo a 1% e 5%, respectivamente, pelo teste F) submetidas a diferentes doses de
boro).

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Figura 4. Teores de N, P, B e Cu na MSPA de plantas de paricá (***, **, * - significativo a 0,1%,


1% e 5%, respectivamente, pelo teste F) submetidas a diferentes doses de B.

Figura 5. Conteúdo de macro e micronutrientes na MSPA de plantas de paricá (**, * -


significativo a 1% e 5%, respectivamente, pelo teste F) submetidas a diferentes doses de B.

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Figura 6.. Teores de macro e micronutrientes na MSRA de plantas de paricá (***, **, * -
significativo a 0,1%, 1% e 5%, respectivamente, pelo teste F) submetidas a diferentes doses de
B.

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Tabela 1. Teores de macro e micronutrientes determinados na MSPA e MSRA de paricá, na


MSPA de café (Abrahão, 1991) e em folhas novas de eucalipto (Rocha Filho et al., 1979).

Nutrientes PARICÁ CAFÉ EUCALIPTO

MSPA MSRA MSPA Folhas Novas

Macronutrientes (dag kg-1)

N 3,1 3,42 2,56 3,24

P 0,31 0,58 0,23 0,23

K 1,11 0,92 3,17 1,68

Ca 0,68 0,79 0,79 0,63

Mg 0,22 0,26 0,21 0,37

S 0,13 0,22 0,19 -

Micronutrientes (mg kg-1)

B 45,49 31,42 53,77 107,43

Cu 7,55 49,18 22,17 15

Fe 205,92 1227,5 826 177

Mn 44,92 239,22 200 92,6

Zn 34,92 57,93 21,7 28,4

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Figura 7. Conteúdo de B, Cu e Fe na MSRA de plantas de paricá, (**, * - significativo a 1% e


5%,respectivamente, pelo teste F) submetidas a diferentes doses de B).

Tanto a falta como o excesso de boro inibem o crescimento do paricá,


sendo a toxidez mais prejudicial. A dose aproximada de 0,15 mg.dm-3 foi a
melhor para o crescimento das plantas dessa espécie (LIMA et al.,
al 2003).
Marques et al.,, (2004)
(2004 realizou um experimento para avaliar a produção
de matéria seca das folhas, caule e raízes; verificar o efeito das deficiências
nutricionais no crescimento e verificar os sintomas de deficiências de macro e
micronutrientes em plantas de Schizolobium amazonicum,, Herb., utilizando a
técnica do elemento faltante em solução nutritiva.

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(a)
45 Completa -N
-P -K
40 -Ca -Mg
-S
35
Altura, cm

30

25

20

15

(b)

45
Completa -Na
-B -Cu
40
-Fe -Zn
-Mn
35
Altura, cm

30

25

20

15
m

m
se

se

se

se

se

se

se


Figura 8. Altura de plantas (cm) de paricá (Schizolobium amazonicum), em função dos


tratamentos com omissão de (a) macronutientes, (b) micronutrientes e do Na.

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Tabela 2. Matéria seca de raízes, folhas e caule para os diferentes tratamentos estudados.

Tratamento Matéria seca (g/planta)

Raiz Caule Folha Total CR PA/R

Completo 7,13 a 7,23 a 12,89 a 27,24 a 100 2.82

-N 0,88 e 0,74 d 1,02 e 2,12 d 8 2.00

-P 3,46 bcde 2,43 bcd 3,47 e 9,37 bcd 34 1.71

-K 2,01 de 1,26 cd 4,36 cde 6,06 b 22 2.80

-Ca 2,38 cde 2,07 cd 3,81 e 8,26 cd 30 2.47

-Mg 5,84 abc 4,01 abcd 12,66 ab 22,50 ab 83 2.85

-S 5,69 abc 4,56 abc 10,88 abcd 21,13 abc 76 2.71

-Na 6,95 ab 5,97 ab 14,27 a 27,19 a 99 2.91

-B 1,97 de 2,36 bcd 3,49 e 7,81 cd 29 2.97

-Cu 5,13 abcd 4,82 abc 11,30 abc 21,25 abc 78 3.14

-Fe 0,70 e 0,57 d 1,12 e 2,04 d 7 2.41

-Zn 3,23 cde 3,55 abcd 4,22 de 13,50 bcd 50 2.41

-Mn 3,01 cde 2,50 bcd 5,76 bcde 11,27 bcd 41 2.74

Números seguidos pela mesma letra na coluna são estatisticamente iguais entre si, pelo teste
Tukey, a 5%.

Com bases nesses dados, o paricá mostrou comportamento diferenciado na


resposta à omissão de N, P, K, Ca, Mg, S, Na, B, Cu, Fe, Mn e Zn em relação
ao tratamento completo; A redução do crescimento em função das omissões
dos nutrientes e do Na foi sensivelmente mais evidente para os tratamentos
com omissão de N e de Fé; A ausência de Mg, S e Cu e de Na apresentou
menor redução na produção de matéria seca na fase inicial de crescimento da
planta (MARQUES et al., 2002).

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Com o objetivo de caracterizar visualmente a deficiência de micronutrientes e


macronutrientes, determinando os teores sem deficiência e com deficiência de
nutrientes em plantas de paricá gerou as imagens e os dados abaixo:

Foto 6. Sintomas de deficiência de nitrogênio. Fonte. Janice Guedes de Carvalho

Nitrogênio – Folhas de paricá com deficiência de nitrogênio (- N) com


amarelecimento intenso nas folhas velhas, menor número de folhas e altura da
planta reduzida.

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Foto 7. Sintomas de deficiência de fósforo. Foto 8: Sintomas de deficiência de


potássio.
Fonte: Janice Guedes de Carvalho Fonte: Janice Guedes de Carvalho

Fósforo – Planta de paricá sem deficiência de fósforo (Completo) e com


deficiência (-P). Com deficiência de fósforo (-P) planta de tamanho reduzido,
menor número de folhas e com raiz principal comprida e com poucas raízes
laterais.

Potássio – Folhas de paricá com deficiência de potássio (-K) com clorose e


posterior necrose nas margens e ápices das folhas mais velhas, crescimento
reduzido e menor número de folhas.

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Foto 9. Sintomas de deficiência de cálcio. Fonte: Janice Guedes de Carvalho


Foto: Janice Guedes de Carvalho

Cálcio – Planta de paricá sem deficiência de cálcio (Completo) e com


deficiência (-Ca) que apresenta recurvamento das folhas para cima, clorose e
posterior necrose nas margens e ápices das folhas, murcha da gema apical,
raízes menos desenvolvidas, mais espessas e com coloração escura.

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Foto 10. Sintomas de deficiência de magnésio. Fonte. Janice Guedes de Carvalho

Magnésio – Planta de paricá com deficiência de magnésio (-Mg) com clorose


internerval nas folhas mais velhas, sem redução no crescimento.

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Foto 11. Sintomas de deficiência de enxofre. Fonte. Janice Guedes de Carvalho

Enxofre – Folhas de paricá com deficiência de enxofre (-S) com


amarelecimento intenso das folhas mais novas.

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Foto 12. Sintomas de deficiência de boro. Fonte. Janice Guedes de Carvalho

Boro – Planta de paricá sem deficiência de boro (Completo) e com deficiência


(-B) apresenta perda da dominância apical originando brotações laterais, folhas
novas menores e queda prematura dos folíolos, internódios curtos, raízes
menos desenvolvidas e muito escuras.

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Foto 13. Sintomas de deficiência de ferro. Fonte. Janice Guedes de Carvalho

Ferro – Planta de paricá sem deficiência de ferro (Completo) e com deficiência


(-Fe) que apresenta amarelecimento generalizado e intenso das folhas novas e
velhas.
Foto: Janice Guedes de Carvalho

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Foto 14. Sintomas de deficiência de manganês. Fonte: Janice Guedes de Carvalho

Foto: Janice Guedes de Carvalho

Manganês – Folhas de paricá com sintomas de deficiências de manganês (-


Mn). Apresenta clorose internerval nas folhas mais velhas e novas, de forma
reticulada, formando uma rede grossa das nervuras sobre fundo amarelo.

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Tabela 3. Teores foliares sem deficiência e com deficiência de nutrientes em paricá

Nutrientes Sem deficiência Com deficiência

Macronutriente g/kg g/kg

Nitrogênio-N 34,80 30,50

Fósforo-P 4,37 0,97

Potássio-K 15,40 3,80

Cálcio-Ca 39,77 7,83

Magnésio-Mg 3,90 1,03

Enxofre-S 3,70 2,20

Micronutriente mg/Kg mg/Kg

Boro-B 33,27 31,28

Ferro-Fe 542,33 406,33

Manganês-Mn 88,16 38,45

11. SEMENTES

Colheita e beneficiamento: As sementes devem ser coletadas antes da


deiscência dos frutos, quando iniciarem a dispersão espontânea, quando
adquire uma cor café-claro. O transporte dos frutos deve ser realizado em
sacos de ráfia para evitar excesso de umidade, aquecimento e proliferação de
microrganismos (SOUSA, 2005).
Bianchetti et al., (1998), diz ainda que são necessários os mapas de
floração e frutificação para a programação da colheita de sementes, pois o
desconhecimento da época certa de frutificação da bandarra é a principal
causa da perda da colheita de sementes. Para a bandarra, a colheita dos frutos
é feita dentro de um período de quatro a oito semanas e o bom planejamento
da colheita tem como objetivo obter o máximo de sementes possível dentro
deste período. Portanto, as informações sobre fenologia da bandarra são de
fundamental importância neste planejamento. A colheita de frutos ou smentes
de bandarra pode ser feita no chão ou subindo-se nas árvores.

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Apesar de alados, grande parte dos frutos de bandarra caem próximo às


árvores porta-sementes e podem ser facilmente catados pelos colhedores. A
colheita destes frutos deve ser iniciada imediatamente após o início da queda
deles. Para facilitar este tipo de colheita deve-se manejar as matrizes, ou seja
proceder a limpeza ao redor da árvore na área correspondente a projeção da
copa no solo (BIANCHETTI et al., 1998).
Se a colheita direta nas árvores, pela derrubada de ramos com frutos, for
feita todos os anos em um prazo de 2 anos as árvores ficarão sem copa. Por
isto, recomenda-se que somente 30-40% dos ramos copa com frutos sejam
derrubados no ano com um repouso de 2 ou 3 anos. Este período de repouso é
necessário para que a árvore forme a copa novamente (BIANCHETTI et al.,
1998).

Número de sementes por quilo: 980 a 1.400 (TRIVINODIAZ et al.,


1990). Um quilograma possui entre 990 e 1280 sementes. O peso de 1000
sementes varia em torno de 780-1010g. O teor de água das sementes é em
torno de 12-13% (SOUSA, 2005).

Tabela 4: Relação fruto: semente, número de sementes por quilograma q peso de mil
sementes de espécie florestais nativas da Amazônia Ocidental. Fonte: Bianchetti, Teixeira,
Martins, (1997).
Nome Relação Sementes/kg Peso de Mil
Nome científico
comum Fruto: Semente (kg) (Nº) sementes (g)
Ipê Tabebuia sp. 28571 35

Cedro-rosa Cedela Odorata 20833 48

Freijó Cordia sp. 1,1 : 1 90910 11


Schizolobium
Paricá 1,3 : 1 1050 952
Amazonicum
Muiracatiara Astronium lecointei 1,1 : 1 20000 1010
Cumaru-
Dipteryx magnifica 19,3 : 1 990 5560
ferro
Tamboril Enterolobium spp. 1230 813

Pupunha Bactris gasipaes 20,0 : 1 500 2000

Fava Parkia multijuga 3,4 : 1 200 5000

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Tratamento pré-germinativo: quando a semente dessa espécie é


coletada da árvore com a testa ainda conservando a cor verde ou tegumentos
tenros, a germinação é alta (90 %) no quarto dia após a semeadura.
Entretanto, seu manejo é difícil, por seu elevado teor de umidade e
susceptibilidade ao ataque de microorganismos.
São conhecidos alguns métodos para superar a dormência das
sementes desta espécie, através da escarificação, empregando-se ácido
sulfúrico concentrado, imersão em água à temperatura de 80º C, além de
outros (LEÃO & CARVALHO, 1995) como veremos adiante.
Diante da carência de informações sobre as sementes desta espécie,
Ramos et al., (2004), conduziu um trabalho para avaliar a germinação de
Schizolobium amazonicum em função de diferentes volumes de água e
temperaturas. Baseado nos resultados expostos abaixo, concluiu que o melhor
desempenho germinativo foi observado nas temperaturas de 25, 30 e 35ºC,
com as quantidades de água de 2,5 e 3,0 vezes a massa do papel; A
velocidade do processo foi favorecida pelas temperaturas de 30 e 35ºC e pela
quantidade de água equivalente a 3,0 vezes a massa do papel; Ocorre maior
desenvolvimento da raiz e do hipocótilo com a quantidade de água de 3,0
vezes a massa do papel a 25ºC.

Tabela 5: Germinação (%) de sementes S. amazonicum obtidas sobre três temperaturas e


quantidades de água no substrato.

Quantidade Temperatura (°C)


Médias
de água (mL/g 25 30 35
1,5 40 Ba 34 Ca 7 Bb 27 C
2,0 66 Aa 63 Ba 72 Aa 67 B
3,5 82 Aa 85 Aa 84 Aa 84 A
3,0 74 Aa 85 Aa 86 Aa 82 A
Médias 65,50 68,80 62,30
Ft=2,88ns CV=10,78%
Fq=108,28**
Ftxq=9,27**
Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(5%).
ns – não significativo para temperatura; ** - significativa a 1% de probabilidade para quantidade de água e interação.

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Tabela 6: Índice de velocidade de germinação (IVG) das sementes de S. amazonicum em três


temperaturas e quatro quantidades de água no substrato.

Quantidade de Temperatura (°C)


Médias
água (mL/g
25 30 35

1,5 1,5 Ba 1,4 Ca 0,4 Ca 1,1 C


2,0 3,0 Aa 3,6 Ba 3,8 Ba 3,5 B
3,5 4,2 Aa 5,3 Aa 5,1 ABa 4,9 A
3,0 4,3 Ab 5,8 Aa 5,9 Aa 5,3 A

Médias 3,3 b 4,0 a 3,8 ab


Ft=4,66*
CV=19,56%
Fq=84,69**

Ftxq=2,72*
Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(5%).
*, ** - significativa para temperatura, quantidade de água e interação.

Tabela 7: Comprimento da raiz primária (mm) de sementes de S. amazonicum em três


temperaturas e quatro quantidades de água no substrato.

Quantidade Temperatura (°C)


Médias
de água (mL/g 25 30 35
1,5 3,0 Ca 3,5 Ba 2,8 Ba 3,1 C
2,0 4,4 Bca 3,7 Ba 4,7 ABa 4,3 B
3,5 6,4 Ba 5,4 ABa 5,2 Aa 5,7 AB
3,0 10,4 Aa 6,9 Ab 4,5 Abc 7,3 A
Médias 6,1 a 4,9 ab 4,3 b
Ft=5,40* CV=19,12%
Fq=20,78**
Ftxq=3,81**
Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna e minúscula na linha não diferem entre si, pelo teste de Tukey
(5%).
** - significativa para temperatura, quantidade de água e interação.

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Tabela 8: Comprimento do hipocólito (mm) de sementes de S. amazonicum em três


temperaturas e quatro quantidades de água no substrato.

Quantidade de Temperatura (°C)


Médias
água (mL/g 25 30 35
1,5 2,30 2,70 2,8 2,6 D
2,0 3,90 3,80 4,1 3,9 C
3,5 4,50 5,60 5,2 5,1 B
3,0 6,90 6,70 6,7 6,6 A
Médias 4,40 4,60 4,70
Ft=0,62ns CV=14,39%
Fq=48,67**
Ftxq=0,65ns
Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na coluna não diferem entre si, pelo teste de Tukey (1%).
ns – não significativo para temperatura; ** - significativo para quantidade de água.

Como tratamento pré-germinativo, Trivino-Diaz et al. (1990)


recomendam a escarificação ácida com H2SO4 a 70 %, e, Leão & Carvalho
(1995), escarificação em ácido sulfúrico durante 60 minutos ou a imersão em
água a 80 ºC. Os tratamentos envolvendo a imersão em água a 100 ºC,
embora tornando os tegumentos permeáveis à água, ocasionaram a morte de
grande parte das sementes (LEÃO & CARVALHO, 1995). Como método
prático, recomenda-se a escarificação mecânica com lixa, nos dois lados de
maior dimensão.
No estudo de Neto (2007), que procurou selecionar tratamentos pré-
germinativos que permitissem aumentar e uniformizar a germinação de
sementes de paricá, a dormência tegumentar foi superada expressivamente
quando as sementes foram submetidas à escarificação mecânica.

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Tabela 9. Efeito dos tratamentos sobre a germinação e o tempo médio de germinação em


sementes de S. amazonicum.

Tratamentos Germinação Tempo Médio de Germinação

Testemunha (T1) 8,0 b 12,5 a

Escarificação mecânica (T2)


79,0 a 11,03 b

Imersão em H2o a 60° (T3) 71,0 a 11,48 b

Imersão em H2o a 90° (T4) 74,0 a 11,15 b

Figura 9. Germinação de sementes intactas (T1), escarificadas mecanicamente (T2), imersas


em água à 60ºC (T3) e imersas em água à 90ºC (T4) de S. amazonicum.

A técnica de cultura de tecidos é uma alternativa que permite uma


propagação clonal rápida de plantas de qualidade, livres de patógenos e em

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menor espaço de tempo. Para isso se faz necessária a obtenção de explantes


(parte do órgão da planta cultivada “in vitro”) assépticos para iniciar o processo
de multiplicação. Lameira et al., (2000) estudou o efeito da escarificação sobre
a germinação de sementes de paricá (in vitro) e obteve os resultados:

Tabela10 : Efeito da escarificação e percentual de PVP na germinação e oxidação de


sementes de paricá.

Tratamento PVP(%) Germinação(%) Oxidação(%)

Sementes escarificadas 0,1 98 a 10 a

Sementes escarificadas 0,0 96 a 100 c

Sementes não escarificadas 0,1 40 b 58 b

Sementes não escarificadas 0,0 10 c 100 c

Outro fator importante na germinação das sementes de paricá


(Schizolobium amazonicum) é o tamanho da semente, onde as grandes, (de
maior peso) apresentam melhor germinação se comparadas as pequenas
(GHISOLFI et al., 2006). Abaixo os dados obtidos no experimento.

Tabela 11. Classes de tamanho de sementes de Schizolobium amazonicum utilizadas,


provenientes do município de Dom Eliseu-PA.

CLASSE DE TAMANHO PESO (g)

Pequena < 0,86

Média 0,86 ≤ x ≤ 1,16

Grande > 1,16

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Tabela 12. Germinação (%) de sementes de Schizolobium amazonicum, (Huber) Ducke em

CLASSE DE TAMANHO GERMINAÇÃO (%)

Grande 96,00 A

Média 92,00 AB

Pequena 90,00 B
Jerônimo Monteiro-ES..
* médias seguidas pelas mesmas letras não diferem entre si a 5 % de probabilidade pelo teste
de Tukey.

A interação entre peso das sementes e tamanho dos recipientes é


significativa apenas para o índice de velocidade de emergência (IVE), sendo os
recipientes sacola 250 cm³ e tubete 225 cm³ os que apresentam melhores
valores de IVE; Sementes pequenas e tubetes 55 cm³ apresentam maiores
valores de mortalidade, sendo que tubete 55 cm³ não difere significativamente
do tubete 115 cm³ (GHISOLFI et al., 2006).

Tabela 13: Índice de Velocidade de Emergência (IVE) de sementes de Schizolobium


amazonicum (Huber) Ducke em Jerônimo Monteiro-ES.

IVE

Semente pequena Semente média Semente Grande

Sacola 250 cm³ 2,0928 Aa 2,0226 Aa 2,2069 Aa

Tubete 55 cm³ 1,7477 Ab 2,1043 Aa 2,3156 Aa

Tubete 115 cm³ 2,0864 Aa 1,9693 Aa 2,1404 Aa

Tubete 225 cm³ 1,9550 Ab 2,3282 Aa 2,0794 Aab


* médias seguidas de mesma letra minúscula na linha e maiúscula na coluna não diferem entre
si a 5% de probabilidade

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Tabela 14: Mortalidade (%) de plântulas, após 30 dias de plantio, de Schizolobium


amazonicum, (Huber) Ducke em Jerônimo Monteiro-ES.

MORTALIDADE (%)

SEMENTE RECIPIENTE
Sacola
Pequena Média Grande (250 cm³) Tubete (55cm³) Tubete (115cm³) Tubete (225cm³)

11,00 a 5,00 b 3,00 b 5,00 B 9,00 A 6,00 AB 4,00 B


* médias seguidas de mesma letra minúscula na linha para semente e maiúscula na linha para
recipiente não diferem entre si a 5% de probabilidade.

Beneficiamento: A extração da semente é manual.

Longevidade e armazenamento: a semente dessa espécie tem


comportamento ortodoxo com relação ao armazenamento. Possui exocarpo
resistente e impermeável, podendo ser estocada por um período de até dois
anos, sem que seu poder germinativo seja afetado. Podem ser armazenadas
sob temperatura de 0-5°C e 40% UR. Nesta condição, mantiveram o poder
germinativo por 3 anos (SOUSA, 2005).

12. PRODUÇÃO DE MUDAS

A produção de mudas de bandarra pode ser feita de duas maneiras:


colocando-se as sementes com a dormência superada para germinar em
canteiros (sementeiras) ou semeando-as diretamente na embalagem plástica
(sacola) (BIANCHETTI et al., 1998).

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Foto 15. Canteiro com mudas de Schizolobium amazonicum.


Fonte. Janice Guedes de Carvalho

Foto 16. Viveiro de mudas com a espécie Schizolobium amazonicum em Castanhal-


PA.
Fonte: AMATA.

Semeadura: recomenda-se semear uma a duas sementes diretamente


em sacos de polietileno com dimensão de 18 cm de largura por 25 cm de
comprimento (RONDON, 2002), ou em tubetes de tamanho grande, eliminando

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a necessidade de repicagem e reduzindo a mão-de-obra. Se for necessária, a


repicagem deve ser feita quando as plantas atingirem altura de 9 cm, entre
uma semana a 71 dias após a germinação (GIBSON & LEÃO, 1997). O
sistema radicial dessa espécie é superficial.
O tipo de embalagem mais comum é o saco plástico (polietileno) preto e
o tamanho mais adequado para a bandarra é aquele que apresente as
dimensões de 27 x 15 cm (cerca de 10 cm de diâmetro). Para a repicagem, os
sacos plásticos devem ser enchidos com terra de boa qualidade, de preferência
terra preta de mata. Se possível pode-se usar substrato preparado com uma
parte de areia, uma parte de esterco curtido ou material orgânico decomposto e
três partes de terra. A adubação pode ser feita com 2 a 3 kg de NPK (15-30-15)
e calagem com 6 kg de calcário, por metro cúbico de substrato (BIANCHETTI
et al., 1998).

Germinação: é epígea ou fanerocotiledonar. A emergência ocorre de 6


e 45 dias após a semeadura. O poder germinativo depende da eficácia do
tratamento de superação de dormência, podendo proporcionar percentagens
de germinação superiores a 85 %. A percentagem de germinação é baixa (até
16 %), sem superação de dormência. Sem a quebra de dormência, a
germinação é lenta e inicia somente 20 ou 30 dias após a semeadura e pode
estender-se até 9 meses (BIANCHETTI et al., 1998). As mudas atingem porte
adequado para plantio (20 cm a 35 cm de altura), cerca de 60 dias após a
semeadura.

Propagação vegetativa: a produção de mudas de paricá pelo método


de estaquia de material juvenil é viável, desde que as estacas sejam retiradas
das seções medianas e basais da planta e tratadas com AIB com concentração
variando entre 2.000 ppm a 4.000 ppm (ROSA & PINHEIRO, 2000). Rosa &
Pinheiro (2001) recomendam a utilização de 2.545,67 ppm de AIB para as
estacas retiradas da base e 3.979,71 ppm para as estacas extraídas da parte
mediana da planta, que correspondem ao enraizamento máximo de 83,07 % e
80,12 % respectivamente.

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Segundo Cordeiro et al. (2004), o regulador de crescimento BAP


(benzilaminopurina) na concentração de 3 mg.L-1 foi o que proporcionou o
maior número de proliferação de brotos, com 2,14 brotos por explante como
pode ser observados nos resultados obtidos.

Tabela 14. Resumo da análise da variação para o número e comprimento de brotações de


paricá em função do efeito de concentrações de BAP. Embrapa Amazônia Oriental. Belém, PA.
2002.

Causas da G.L Quadrados Médios


Variação (mg) Número Comprimentos Número Comprimentos
de Brotos de brotos de Brotos¹ de brotos
Conc. BAP 5 5 1,011929015** 0,63135914**
Resíduo 114 99 0,09643701 0,15219505
CV(%) 22,15 58
Média 1,4 0,67
* e ** Significativos a 5% e 1% de probabilidade, respectivamente, pelo teste F.
¹Dados transformados em √0,5x

Figura 10. Efeito de diferentes concentrações de BAP (mg.L-1) no número médio de brotações
de Schizolobium amazonicum induzidas em meio MS, Embrapa Amazônia OrientaL, Belém,
PA, 2002.

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Figura 11. Efeito de diferentes concentrações de BAP (mg.L-1) no comprimento de brotações


de Schizolobium amazonicum induzidas em meio MS, Embrapa Amazônia Oriental, Belém,PA,
2002.

Cordeiro et al.,(2005) diz ainda que o comprimento das brotações em


função das concentrações de BAP não segue uma tendência linear, tendo uma
faixa ótima entre 2,0 e 2,5 mg.L-1; O maior comprimento dos brotos de paricá
ocorre na presença do meio MS com a metade das concentrações dos sais e
ausência de regulador de crescimento.

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Foto: Reis (2009)

Foto 17. Aspecto das raízes de plântulas oriundas de eixos embrionários de paricá, cutivados
em meio MS, contendo as concentrações dos sais reduzidas à metade, na ausência (A) e na
presença de AG3 (B).
Fonte: Reis (2009)

Associações simbióticas: apesar de não ser uma espécie fixadora de


N (nitrogênio) (JOHNSON & TARIMA, 1995), apresenta associação simbiótica
com micorrizas.
A eficiência da adubação nitrogenada pode ser otimizada mediante o
uso de fertilizantes de liberação de lenta, com redução significativa das perdas
de N e melhor disponibilização às plantas. Possibilitam, também, a distribuição
mais homogênea dos nutrientes no substrato e favorecem a sincronização
entre o fornecimento destes e a demanda fisiológica da planta.
Face aos resultados obtidos em experimento (ROSSA, 2008) conclui
que houve influência positiva da utilização do fertilizante de liberação lenta e
controlada na velocidade de crescimento e na melhor qualidade das mudas de
Paricá. Considerando custo do produto e desenvolvimento das plantas,
recomenda entre 2 e 4 kg de Basacote mini por m³ de substrato padrão
utilizado. Do ponto de vista prático ressalta que a utilização do Basacote reduz
significativamente a dose de utilização dos fertilizantes convencionais
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formulados. Estes usualmente utilizam 5 kg/m³ de substrato, além da adubação


de cobertura (fertirrigação), comprovando assim a eficiência econômica e
ambiental dos fertilizantes de liberação lenta e controlada.
Falesi & Santos (1996), realizaram experimento objetivando o aumento
da germinação de sementes na produção de mudas de paricá, como mostra a
tabela abaixo já com os resultados de germinação, sendo
sendo que as sementes
foram semeadas diretamente nos sacos de plástico. Concluíram que o método
térmico foi o menos eficiente em termos de percentagem de germinação,
apesar de não haver diferença estatística entre o térmico+mecânico e
mecânico, o segundo foi mais eficiênte.

Tabela 15 : Teste de Germinação

Tratamento Germinação
(%)¹ Dias2
Térmico 5,18b(±1,81) 45b(±0,00)
Térmico+Mecânico 86,02a(±4,53) 66,5a(±8,66)
Mecânico 90,78a(±3,11) 14,6c(±14,6)
Médias seguidas pela mesma letra na horizontal não diferem entre estaticamente, de acordo
como o teste de Tukey, ao nível de 0,05.
¹CV= 5,3%
²CV= 11,9

100

80
Percentagem de
Germinação

60

40

20

0
Térmico Térmico+Mecânico Mecânico
Tratamentos

Figura 12.. Teste de germinação de sementes de paricá

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Figura 13 . Teste de germinação de sementes de paricá

As mudas provenientes do método mecânico apresentaram melhor


desempenho quanto a altura, o que comprova a eficiência do uso do esmeril na
produção de mudas de paricá (FALESI & SANTOS, 1996).

Tabela 16:: Avaliação comparativa final da altura de mudas de paricá, nos métodos térmicos e
mecânico, aos 45 dias de semeadura

Método Térmico Método Mecânico


Altura(cm) Diâmetro(mm) Altura(cm) Diâmetro(mm)
26 4 46 7
26 4 51 7
28 5 67 7
33 5 57 8
25 6 57 9
24 6 64 10
Média 27 5 57 8

A análise química do substrato revela a extraordinária fertilidade do


substrato, não somente relativo à composição orgânica, como também, nos

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componentes químicos, com destaque para os elevados teores de potássio


permutável e de fósforo assimilável. Evidencia ainda, a elevada saturação de
bases permutáveis, traduzida pelos elevados teores de Ca+, MG+ e k+. Os
valores dos componentes da matéria orgânica são, da mesma forma, bastante
expressivos (FALESI & SANTOS, 1996).

Tabela 17: Análise química do substrato utilizado na produção de mudas de paricá

pH Al+++ Ca++ Mg++ K P C N MO C/N


meq/100g ppm %
6,2 0,0 4,0 3,2 366 93 4,50 0,28 7,72 16

A relação limo/argila deve vairar de 2:1 até 4:1 Neste trabalho o


substrato utilizado possuía elevada fertilidade, sendo responsável pela
produção de mudas vigorosas e em curto espaço de tempo.

Tabela 18: Dados Comparativos de análise de solos ocorrentes na Amazônia com o s


substrato utilizado para produção de mudas de paricá.

Classe Profun. pH Al+++ Ca++ Mg++ K P C N MO C/N


Solo (cm) meq/100g ppm %
T.R 0-20 6,0 0,00 12,81 2,91 117 2 2,87 0,31 4,93 9
V 0-20 4,2 0,94 9,65 2,78 109 2 1,60 0,10 2,75 16
L.A 0-20 4,1 2,87 0,12 0,04 23 1 1,05 0,11 1,81 10
S 0 6,2 0,00 4,00 3,20 366 93 4,50 0,28 7,72 16

13. CARACTERÍSTICAS SILVICULTURAIS

O paricá é uma árvore grande que ocorre em mata primária e secundária


de terra-firme e várzea alta, apresentando rápido crescimento (DUCKE, 1949).
O paricá é uma espécie essencialmente heliófila, que não tolera baixas

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temperaturas. Existem diferentes tipos de área onde o plantio de bandarra


pode ser implantado. Pode ser escolhida área como pastagens degradadas,
abandonadas ou encapoeiradas, capoeiras de pouca idade ou em áreas de
cultivo de grãos não mais usadas. Em outras palavras, o ideal é aproveitar
alguma área que não esteja mais sendo ocupadas como lavoura ou pastagem
(BIANCHETTI et al., 1998).

Hábito: apresenta crescimento monopodial, ainda que a céu aberto,


com fuste reto e limpo, devido à boa derrama natural ou auto-poda.

Métodos de regeneração: os trabalhos relacionados com a silvicultura


dessa espécie ainda são poucos (MARQUES, 1990). Contudo, essa espécie
deve ser plantada a pleno sol nos espaçamentos de 4 m x 3 m ou 4 m x 4 m,
que proporcionam maior crescimento (RONDON, 2002). Contudo, é bastante
afetada pela ação do vento, que pode provocar inclinação dos fustes.
Para que haja equilíbrio na estrutura de povoamentos com essa espécie,
recomenda-se cortinas de abrigo ou plantios consorciados com espécies que
tenham semelhante ritmo de crescimento (PEREIRA, 1982). O paricá brota,
intensamente, da touça.
O custo médio de implantação e condução durante quatro anos, de 1
hectare de paricá, no espaçamento 3,5 m x 3,5 m, na microrregião Guamá, no
Pará, totalizou R$ 3.191,15 (em valor corrente) (GALEÃO et al., 2003).
O espaçamento utilizado atualmente pelas principais empresas
reflorestadoras do Brasil tem sido escolhido para possibilitar a mecanização
das atividades de implantação, manutenção e exploração dos maciços
florestais, motivo pelo qual tem sido dada preferência aos espaçamentos com
aproximadamente 3 m entre as linhas (Bernardo, l995). O espaçamento pode
afetar o desenvolvimento e a produtividade das florestas plantadas,
principalmente para as espécies de rápido crescimento; o espaçamento
inadequado pode acentuar os efeitos da deficiência hídrica sobre as plantas,
diminuindo a produtividade da floresta, em razão da intensa competição intra-
específica por água, nutrientes, luz e espaço (Leles et al., 1998).

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O tamanho da cova deve ser grande, pelo menos 30x30x30 cm. No


momento da abertura de covas deve-se
deve se separar a terra da camada de cima do
solo, que é mais fértil, da camada inferior do solo. No plantio ao encher a cova
coloca-se
se a terra superficial no fundo e completa-se
completa se com a terra de menor
fertilidade.

Foto 18. Plantio de Paricá, em Castanhal-PA.


Castanhal
Fonte: AMATA.

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Foto 19. Linha de plantio de Paricá com 3 meses de idade em Castanhal-PA.


Fonte: AMATA.

Sistemas agroflorestais: Os plantios têm excelente índice de


sobrevivência, em torno de 97,8%, sendo esta uma característica positiva para
a manutenção do paricá em projetos de reflorestamento ou sistemas
agroflorestais. Em Rondônia, essa espécie é utilizada para sombrear
plantações de café ou de cacau. Em Paragominas, no sul do Pará, foi plantado
em consórcio com o cultivo de milho repetido nos três primeiros anos; no
terceiro ano, junto com o terceiro cultivo de milho, foram introduzidas três
gramíneas forrageiras (MARQUES, 1990).
Em outro experimento envolvendo o consórcio paricá e café, Áviles &
Lima (1995) verificaram que num período médio de oito anos o paricá já atinge
um diâmetro de 45 cm, a partir do qual o corte é legal. Neste tipo de consórcio,
o paricá é plantado diretamente no espaçamento de 20 m x 5 m, para deixar no
segundo ano, após um raleamento de 50 %, distância de 10 m entre árvores,
sendo que as culturas anuais também podem ser exploradas intercaladas no
primeiro ano.
Na Bolívia, é recomendado para Sistemas agroflorestais (CRESPO et
al., 1995), sendo destinado para compor fileiras centrais das cortinas
quebraventos de três ou mais fileiras e para o enriquecimento de cortinas

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naturais (JOHNSON & TARIMA, 1995). Plantar em espaçamento de 4 m a 5 m


entre árvores.

14. CRESCIMENTO E PRODUÇÃO

Possui crescimento inicial vigoroso, chegando aos 15 anos com 55 cm


de diâmetro à altura do peito (DAP), e aproximadamente 150 a 340 m3/hectare,
dependendo da densidade do plantio. Num plantio realizado em janeiro de
1974 e avaliado em julho de 1976, em Taíra, na região bragantina, Estado do
Pará, foi registrado crescimento em altura igual a 5,56 m, a pleno aberto, com
apenas 0,92% de falhas. Desde essa época, o paricá é considerado uma
espécie com crescimento bastante promissor, com excelente desenvolvimento
em plantios a pleno aberto (ÀVILA et al., 2006).
Vale et al. (1982) e Leite et al. (1997) observaram que a adoção de
espaçamentos muito reduzidos acarretam a produção de toras de pequeno
diâmetro e muitas árvores dominadas, o que compromete o volume final
produzido. É de primordial importância a definição de espaçamentos
adequados para as diversas espécies nativas com potenciais para
reflorestamento.
O paricá vem sendo plantado comercialmente em áreas de terra firme,
em torno de 20.000 ha, no Acre, em Mato Grosso, no Pará e em Rondônia. Em
Mato Grosso, o plantio dessa espécie teve seu incremento na década de 1990,
e concentrou-se na região norte, sendo sua madeira utilizada pelas indústrias
de compensados (RONDON, 2002). Contudo, os plantios comerciais são muito
heterogêneos e irregulares e, aparentemente, os resultados obtidos, não são
satisfatórios. Nos projetos de reposição florestal, no Estado do Pará,
registrados no IBAMA de 1976 a 1996, o paricá foi a espécie mais utilizada na
reposição, sendo plantada por 38 % das empresas (GALEÃO et al., 2003).
Com rápido crescimento, apresenta incrementos em altura e diâmetro
capazes de possibilitar sua exploração já aos 15 anos de idade (SANTOS et
al., 2000). Árvores com 18 meses de idade apresentaram 4 m de altura e 10
cm de DAP. De crescimento ainda mais rápido que o morototó (Schefflera
morototoni). Rondon (2000), avaliando 30 espécies florestais com 54 meses de

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idade, constatou que essa espécie destacou-se em crescimento e em forma de


plantio.
Schizolobium amazonicum apresenta crescimento rápido (Tabela 2),
podendo atingir uma produção volumétrica de até 38 m3 ha-1 ano-1 aos seis
anos de idade, em Dom Elizeu, no Pará.

Tabela 19. Crescimento de Schizolobium amazonicum, em plantios, no Brasil, na Bolívia e na


Costa Rica.

Plantas Altura DAP Classe


Idade Espaçamento
Local vivas média médio de solo Fonte
(anos) (m x m)
(%) (m) (cm) (a)
Bragança, PA 3 2,5 x 2,5 97,2 6,44 6,6 ... Pereira et al. (1982)
Cantá, RR 2 3x4 ... 10,28 11,1 ... Arco-verde et al.
(2000)
Cantá, RR 4 3x2 ... 13,90 12,6 PVAd Arvo-Verde et al.
(2000)
Chapare,-Bolivia 3 ... 62,0 7,50 6,3 ... Crespo et al. (1995)
Dom Elizeu, PA 6 4x4 93,0 15,00 21,3 ... Galeão et al. (2003)
Foz do Iguaçu, PR 2 4x3 40,0 5,18 7,2 LVdf Embrapa Florestas /
Itaipu
Binacional
Portel, PA 2 4x4 98,0 12,40 15,7 ... Galeão et al. (2003)
Puerto Viejo de 3 2x2 52 3,70 4,0 ... Espinoza &
Sarapiqui, Costa Butterfield (1989)
Rica
Rolândia, PR 4 5x5 100,0 10,57 16,2 LVdf Embrapa Florestas /
Fazenda
Bimini
Rolândia, PR 8 3 x 2,5 100,0 11,36 17,1 LVdf Embrapa Florestas /
Fazenda
Bimini
São Miguel do 5 4x4 50,0 11,50 14,0 ... Galeão et al. (2003)
Guamá,
PA
(a) PVAd = Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico; LVdf = Latossolo Vermelho Distroférrico.
(...) Dado desconhecido, apesar de o fenômeno existir.
Fonte: Pereira et al., (1982)
Arco-Verde et al., (2000)
Crespo et al., (1995)
Galeão et al., (2003)
Embrapa Florestas / Itaipu Binacional
Espinoza e Butterfield (1989)
Embrapa Florestas / Fazenda Bimini

Rondon (2002) obteve em seu estudo os resultados conforme tabela 20


abaixo e, conclui que O aumento da densidade populacional promoveu redução
da altura e diâmetro das plantas de Schizolobium amazonicum; Os
espaçamentos 4x3 m e 4x4 m proporcionaram maiores crescimentos; O paricá
é uma espécie florestal sensível ao vento forte, portanto medidas preventivas
devem ser adotadas no início da implantação do reflorestamento; A produção

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de biomassa total da parte aérea concentrou-se principalmente no tronco da


árvore.

Tabela 20 – Comparação das médias para altura diâmetro à altura do peito (DAP) e matéria
seca das folhas, dos galhos, do tronco e total de S c h i z o l o b i u m a m a z o n i c u m em
diferentes espaçamentos, aos 60 meses de idade.

Folhas Tronco Total


Espaçamento (m) Altura (m) DAP (cm)
(t/há)
1,5X1,5 11,5 BCD* 11,3 BCD 12,80 B 56,30 B 74,40 BC
2x2 14,0 BC 13,4 BCD 9,20 B 46,80 BC 59,00 C
3x2 18,0 B 15,6 BC 19,90 A 59,20 B 82,40 B
3x3 19,0 BC 16,6 AB 11,20 B 63,10 B 79,80 BC
4x2 16,0 BCD 15,1 BC 8,20 B 71,40 A 85,40 AB
4x3 21,5 A 17,4 A 14,10 A 49,90 BC 70,10 BC
4x4 20,0 AB 19,5 A 11,80 B 74,80 A 92,60 A
* Médias seguidas pela mesma letra nas colunas não diferem estaticamente pelo teste Tukey, a
5%.

A utilização do paricá apresenta grande potencial para o aproveitamento


de sua madeira, uma vez que, segundo Siviero (2006), possui facilidades
quanto a retirada da casca, laminação, secagem, prensagem e excelente
acabamento. Além disso, o rendimento é positivo, obtendo-se no processo de
laminação 80% de aproveitamento da madeira contra 55%, em média, para
diversas outras espécies da floresta natural.
O custo médio para implantação e condução do paricá pode variar
conforme a região e as técnicas de preparo de solo e os tratos silviculturais
adotados. De acordo com informações do CPP, durante os 4 primeiros anos de
1 ha de paricá, no espaçamento de 4 x 4 m, no município de Dom Eliseu, o
custo é cerca de R$ 3,30 por planta, correspondente à R$ 2.062,50 por
hectare. Embrapa (2003) relata que o custo médio de implementação e
condução, durante 4 anos de 1 ha de paricá no espaçamento de 3,5 x 3,5 m,
na microrregião do Guamá, PA foi de R$ 3.191,15.

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Bianchetti et al., (1998), estabeleceu 10 opções de manejo para a


população de Schizolobium amazonicum. As equações forneceram os volumes
para cada regime de manejo e a obtenção das idades ótimas de corte.

Regime de Manejo
Período de
Corte Número de árvores remanescentes após o desbaste
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
0 1667 1667 1667 1667 1667 1667 1667 1667 1667 1667
1
2 1250 1250
3 833 1250 1250 1250
4 833 833 1250 1250
5 833 416 833
6 833 833
7 416 833 833
8 300 300 416 450 833 416
9 300
10 300 416
11 CF 30
12 CF 300 416
13 CF 300
14 CF 300
15 CF 300
16 CF 300
17 CF
18 CF
19 CF
20 CF
Quadro 1: Regime de manejo para bandarra em cada classe de produtividade.

A determinação da rotação do povoamento utilizou a rotação econômica


ótima que é baseada nos critérios de investimentos que consideram a variação
do capital no tempo, como: maximização do valor presente líquido (VLP) taxa
interna de retorno (TIR), receita líquida periódica (RLPE), e a razão
benefício/custo (B/C) (SCOLFORO, 1997). A taxa de juros utilizada foi de 12%
ao ano e os valores de produção considerados são: o custo de implantação foi

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de R$ 1.289,24/ha (plantio direto), o custo dos tratos silviculturais no 1º ano foi


de R$ 492,32/ha, no 2º ano foi de R$ 403,70/ha, o custo no 3º ano foi de R$
222,60/ha, no 4ª ano foi de R$ 243,70/ha, o custo do 5º ao 8º ano foram de R$
222,60/ha, no 9º ano foi de R$ 237,00, no 10º foi de R$ 222,60/ha e os custos
do 11º ao 13º anos foram de R$ 123,80/ha. O custo de exploração foi de R$
7,00/m3, o de transporte foi de R$ 5,00/m3 e o preço da venda da madeira no
pátio da serraria foi de R$ 55,00/m3 (US$ 1,76 – março de 1999) (BIANCHETTI
et al., 1999).
Na maioria dos critérios o melhor regime de manejo se deu aos 13 anos
de idade com uma RLPE de R$ 214,53/ha/ano.

Idade (anos)
Critério de Investimento
VPL TIR (%) B/C RLPE
11 1719,71 18,51 1,29 206,36

12 1778,45 18,46 1,31 213,41

13 1787,79 18,30 1,32 214,53

14 1756,56 18,04 1,32 210,78

15 1693,00 17,71 1,32 203,16

16 1583,39 17,32 1,31 190,00

17 1492,84 16,89 1,29 179,14

18 1402,15 16,58 1,28 168,25

19 1225,20 15,96 1,25 147,02

20 1074,73 15,45 1,22 128,96


Quadro 2: Resultado da análise econômica para as diferentes idades à uma taxa de juros de
12% ao ano.
O custo médio para implantação e condução do Paricá pode variar
conforme a região e com as técnicas de preparo de solo e os tratos
silviculturais adotados. De acordo com informações do CPP, durante os 4
primeiros anos de 1 ha de Paricá, no espaçamento de 4 x 4 m, no Município de
Dom Eliseu, o custo é cerca de R$ 3,30 por planta, correspondente a R$
2.062,505 (cotação do dólar em março de 2006 = R$2,20) por hectare.
Embrapa (2003) relata que o custo médio de implementação e condução,
durante 4 anos de 1 hectare de Paricá no espaçamento 3,5 x 3,5, na

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microrregião Guamá, PA, foi de R$ 3.191,15 (Cotação do dólar em março de


2006 = R$2,42) (Embrapa, 2006).

Foto 20. Paricá com 4 meses (à esquerda), e com 10 meses (à direita, plantado em Castanhal-
PA.
Fonte: AMATA.

15. CARACTERÍSTICAS DA MADEIRA

Massa específica aparente (densidade): a madeira do paricá é leve a


moderadamente densa (0,30 g.cm-3 a 0,62 g.cm-3) (PAULA, 1980;
RODRIGUEZ ROJAS & SIBILLE MARTINA, 1996). A madeira é muito leve,
apresentando massa específica aparente anidra (0% de umidade) média de
0,39 g/cm3; a massa específica aparente a 12% de umidade é de 0,42 g/cm3 e
a massa específica básica média é de 0,36 g/cm3 (MATSUBARA, 2003).
PROPRIEDADES FÍSICAS
3
Densidade(g/cm ) Contração-de saturada a seca em Contração Tangencial/
estufa(%) Contração Radial

Seca Verde Básica Aparente Tangencial Radial Volumétrica

0,55 1,13 0,49 0,47 5,12 4,3 11,1 1,19


Quadro 3. Propriedades físicas paricá.

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PROPRIEDADES MECÂNICAS
Flexão Estática Compressão Dureza Janka
Paralelas às Perpendicular às
Fibras Fibras
Condição Módulo de Módulo de
Paralelas às Transversal às
Ruptura Elasticidade Resistência à Resistência no
2 2 Fibras (kgf) Fibras (kgf)
(kgf/cm ) (1.000kgf/cm ) Ruptura Limite Proporcional
(kgf/cm2) (kgf/cm2)
Verde 543 94 236 44 388 331
Seca 341 46 457 266

Tração Fendilhamento Cisalhamento Extração de Pregos


Perpendicular às
Condição Fibras Resistência à Resistência à Paralelas às Transversal às
Resistência à Ruptura(kgf/cm) Ruptura(kgf/cm) Fibras (kgf) Fibras (kgf)
Ruptura (kgf/cm2)
Verde 34 36 74
Seca 27 37 110
Quadro 4.. Propriedades mecânicas do paricá.
Cor: o alburno é diferenciado do cerne, com uma zona de transição
gradual. O alburno é de cor creme-amarelado
amarelado e o cerne é de cor marrom-claro.
marrom

Foto 21. Madeira


adeira de paricá. Foto 22. Madeira
adeira de paricá.
Fonte. Google Fonte. google

Características gerais: lustre ou brilho: mediano; grã: algo

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entrecruzada; textura: grossa a média; aparência: pouco definida, com linhas


verticais (RODRIGUEZ ROJAS & SIBILLE MARTINA, 1996). Conforme Souza
et al., (2005), a madeira é macia, leve, com textura grossa, grã direita e
irregular, cerne creme-avermelhado e alburno creme-claro.

Durabilidade natural: A inexistência de informações sobre a


durabilidade natural da madeira, em relação à resistência ao ataque de fungos
e insetos, indicando a necessidade de utilização de tratamentos preservativos
experimentais da madeira (MELO et al., 1989).

Trabalhabilidade: de fácil trabalhabilidade.

Outras características: Melo et al. (1989) observaram que a madeira


de paricá apresenta textura média (diâmetro dos poros de 110 a 100 µm) e grã
entrecruzada. A descrição anatômica da madeira dessa espécie pode ser
encontrada em Paula (1980) e em Rodriguez Rojas & Sibille Martina (1996).
Jesus (2004), avaliando as características anatômicas e físicas da
madeira de paricá, plantada em diferentes espaçamentos e condições
ambientais no município de Aurora do Pará, verificou que o espaçamento não
influenciou significativamente nas características anatômicas da madeira;
contudo, a massa específica básica e a contração longitudinal sofreram
influência do espaçamento.

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Tabela 21 : Propriedades mecânicas da madeira de paricá.


Condições Flexão Estática Tração
Ruptura (kgf/cm²) Elasticidade (kgf/cm²) Perpendicular às fibras (kgf/cm²)

Verde 543 93 34

Compressão (kgf/cm²) Cisalhamento

Paralela às fibras perpendicular às fibras Máxima resitência

236 44 74

Dureza Janka (kgf/cm²)

Paralela Transversal

Verde 387 331

Fonte: Melo et al., 1989.


Nota: verde = madeira saturada; seca = madeira seca ao ar com 12% de umidade

Colli (2007) fez um estudo com o objetivo de caracterizar a madeira de


paricá em diferentes idades (5, 7, 9 e11 anos). Foi avaliado o teor de umidade
de saturação, massa específica, estabilidade dimensional além do pH e
capacidade tampão da madeira. As características físicas e mecânicas de
chapas aglomerado de paricá com diferentes proporções de partículas de coco.
Tabela 22. Tratamentos utilizados na confecção das chapas de aglomerados, envolvendo
misturas de partículas de madeira de paricá e fibra de coco. Fonte: Colli, (2007).

Tratamento Teor de adesivo (%) Particulas de paricá (%) Fibras de coco (%)
T1 6 100 00
T2 8 100 00
T3 6 90 10
T4 8 90 10
T5 6 80 20
T6 8 80 20
T7 6 70 30
T8 8 70 30

Os resultados são ilustrados abaixo.

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15.1 MADEIRA DE PARICÁ


Teor de Umidade
Teor de Umidade de Saturação

Figura 14. Variação do teor de umidade de saturação da madeira em função da altura na


árvore. Fonte: Colli, (2007).

Figura 15. Variação do teor de umidade de saturação da madeira em função da idade das
árvores. Fonte: Colli, (2007).

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Tabela 23. Variação entre os teores médios de umidade (%) da madeira saturada em função
da altura do tronco e a posição radial. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey, a
5% de probabilidade.

Tabela 24 - Variação entre os teores médios de umidade (%) da madeira saturada no sentido
radial na interação com as idades analisadas. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

Teor de Umidade de Equilíbrio

Após o equilíbrio em câmara climatizada, à temperatura de 20 ± 2oC e à


Após o equilíbrio em câmara climatizada, à temperatura de 20 ± 2oC e à
diferença significativa em função da posição radial, idade ou altura no tronco
(Colli, 2007).

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Massa específica
Massa específica básica

Figura 16 - Variação da massa específica básica da madeira em função da altura na árvore.


Fonte: Colli, (2007).

Figura 17. Variação da massa específica básica da madeira em função da idade das árvores.
Fonte: Colli, (2007).

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Tabela 25 - Massa específica básica (kg/m3) da madeira em função da idade e altura no


tronco. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

Massa específica aparente

Figura 18 - Variação da massa específica aparente da madeira em função da altura na árvore.


Fonte: Colli, (2007).

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Figura 19 - Variação da massa específica aparente da madeira em função da idade das


árvores. Fonte: Colli, (2007).

3
Tabela 26 . Massa específica aparente (kg/m ) da madeira de paricá em função da altura no
tronco e a posição radial. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

3
Tabela 27. Massa específica aparente (kg/m ) da madeira de paricá em função da altura no
tronco e idade das árvores. Fonte: Colli, (2007).

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Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

Retratibilidade

Figura 20. Retração para madeiras retiradas nas regiões próximas da medula e casca, nas
direções longitudinal, radial e tangencial. Fonte: Colli, (2007).

Figura 21. Retração ao longo do tronco (longitudinal) em função da idade das arvores.

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Tabela 28. Retração longitudinal (%) da madeira em função da altura no tronco e posição no
sentido radial. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

Tabela 29. Retração tangencial (%) da madeira em função da altura no tronco no sentido
radial. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.
Inchamento

Figura 22. Variação de inchamento de madeiras retiradas na região da medula e casca, nas
direções longitudinal, radial e tangencial das fibras. Fonte: Colli, (2007).

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Figura 23. Inchamento médio na direção longitudinal em função da idade das árvores. Fonte:
Colli, (2007).
Tabela 30. Inchamento médio (%) na direção longitudinal em função da posição no plano radial
e altura no tronco. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

Tabela 31. Inchamento tangencial médio (%) em função da posição radial e da altura no tronco
da árvore. Fonte: Colli, (2007).

Onde: Médias seguidas pela mesma letra maiúscula ao longo da mesma coluna ou pela
mesma letra minúscula ao longo da mesma linha não diferem entre si pelo teste de Tukey a 5%
de probabilidade.

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Variação Volumétrica

Figura 24 . Variação volumétrica média para madeiras retiradas das regiões da medula e da
casca. Fonte: Colli, (2007).

15.2 pH E CAPACIDADE TAMPÃO DA MADEIRA DE PARICÁ.

Figura 25. pH e capacidade tampão da madeira de paricá (Schyizolobium amazonicum Huber


ex. Ducke). Fonte: Colli, (2007).

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15.3 PROPRIEDADE DAS CHAPAS DE MADEIRA AGLOMERADA

A B

Foto 23. A: chapas confeccionadas com misturas de madeira de paricá e diferentes


porcentagens de fibras de coco; B: Chapas após lixamento.
Fonte: Colli, (2007).

Propriedades Físicas
Teor de umidade
Após equilíbrio nas condições de temperatura a 25ºC e 65% de umidade
relativa, as chapas apresentaram um teor de umidade médio de 14% (Colli,
2007).

Massa específica

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Figura 26. Massa específica das chapas de madeira aglomerada, em função dos tratamentos.
Fonte: Colli, (2007).

Expansão Linear

Figura 27. Expansão linear das chapas de madeira aglomerada, em função dos tratamentos.
Fonte: Colli, (2007).
Inchamento em espessura e absorção em água das chapas

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Figura 28. Inchamento em espessura das chapas de madeira aglomerada, em função dos
tratamentos, após 2 e 24 horas de imersão. Fonte: Colli, (2007).

Figura 29. Absorção de água das chapas de madeira aglomerada em função dos tratamentos.
Fonte: Colli, (2007).

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Tabela 32. Absorção de água das chapas, em função do tempo de imersão em água e do teor
de adesivo. Fonte: Colli, (2007).

Propriedades Mecânicas
Resistência a flexão estática

Figura 30 .Módulo de ruptura (MOR) das chapas de madeira aglomerada, em função do teor
de adesivo e composição das partículas. Fonte: Colli, (2007).

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Figura 31. Módulo de ruptura das chapas de madeira aglomerada, em função dos percentuais
de fibras de coco em sua composição. Fonte: Colli, (2007).

Figura 32. Módulo de elasticidade (MOE) das chapas de madeira aglomerada em função do
teor de adesivo e da composição das partículas. Fonte: Colli, (2007).

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Resistência a tração perpendicular

Figura 33. Resistência à tração perpendicular das chapas de madeira aglomerada, em função
do teor de adesivo e da composição das partículas. Fonte: Colli, (2007).

Figura 34. Resistência à tração perpendicular das chapas de madeira aglomerada, em função
das porcentagens de fibra de coco em sua composição. Fonte: Colli, (2007).

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Resistência ao Arrancamento de Parafuso

Figura 35. Resistência ao arrancamento de parafuso das chapas de madeira aglomerada, em


função do teor de adesivo e composição das partículas. Fonte: Colli, (2007).

Dureza Janka

Figura 36. Dureza Janka das chapas de madeira aglomerada, em função do teor de adesivo e
composição das partículas. Fonte: Colli, (2007).

Dessa forma o paricá é uma espécie de madeira leve e sua massa

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específica básica aumenta com a idade e em direção à casca, reduzindo no


sentido base-topo. O teor de umidade de saturação da madeira aumentou em
direção ao topo da árvore e diminuiu com a idade de corte. A retração e o
inchamento foram mais expressivos, em ordem decrescente, nas direções
tangencial, radial e longitudinal das fibras, sendo maior na madeira mais
próxima da medula. A madeira apresentou baixa capacidade tampão (COLLI,
2007).
A madeira de paricá é apropriada para confecção de chapas
aglomeradas, obtendo melhores propriedades quando fabricadas com 8% de
adesivo, apresentando menor expansão linear média maior estabilidade após 2
e 24 horas de imersão em água. As propriedades mecânicas, de modo geral,
das chapas confeccionadas com 8 % de adesivo e com maiores quantidades
de fibras de coco foram maiores (COLLI, 2007).
Em outro experimento conduzido por Colli (2007), foram fabricadas
chapas de partículas aglomeradas com inclusão de lâminas como reforço
estrutural, produzidas com madeira de paricá e associações com Eucalyptus
grandis (T1: 100% paricá; T2: 75% paricá e 25% eucalipto; e T3: 50% paricá e
50% eucalipto) mostra que a inclusão laminar é responsável pelo aumento de
várias propriedades da chapa, e que a queda de algumas outras propriedades
pode ser devido à matéria-prima utilizada e variáveis de processo que
influenciam nas características da chapas.

16. PRODUTOS E UTILIZAÇÕES

Madeira serrada e roliça: essa espécie é bastante utilizada na


produção de lâminas médias ou miolo de compensados, brinquedos, caixotaria
leve, portas, parquete, saltos de calçados, formas de concreto, construção de
canoas e forros.
No Pará, são produzidas chapas de compensados de alta qualidade e
uniformidade, que são exportados principalmente para os Estados Unidos,
conquistando a preferência dos importadores.
De acordo com Carvalho (1994) a madeira dessa espécie é bastante
utilizada na produção de lâminas para compensados. Segundo informações

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obtidas junto às principais empresas produtoras de compensado, localizadas


na região de Dom Eliseu, no estado do Pará, a madeira do paricá permite uma
redução significativa nos custos de produção do compensado, pois reduz
extremamente as despesas de colheita e transporte, pela homogeneidade e
boa localização dos reflorestamentos e pela redução dos custos durante a
industrialização da madeira. As empresas que produzem compensado com
madeira de paricá conseguem lançar seu produto nos mercados externo e
interno a um custo reduzido, quando comparado com outras empresas que
usam espécies nativas diferentes do paricá. Tal fato tem estimulado várias
empresas a buscar alternativas de redução dos custos de produção, utilizando
madeira oriunda de reflorestamento com espécies nativas.

A B

Foto 24. Processamento primário das toras de paricá. A: toras; B: Prancha diametral; C:
Tábuas. Fonte: Colli, (2007).

Energia: produz lenha de qualidade razoável.

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Celulose e papel: o paricá é uma espécie promissora para a produção


de pasta para celulose, destacando-se seu fácil branqueamento e as
excelentes resistências obtidas com o papel branqueado (PEREIRA et al.,
1982). Apresenta alto teor de lignina (34,70 %), mas pode ser facilmente
deslignificada.

Medicinal: em medicina popular, essa espécie é usada contra disenteria


e hemorragia uterina (BERG, 1982). Na Região de Barcarena, Pará, o chá da
casca do tronco batida é recomendado para curar a diarréia (AMOROZO,
1997).

Plantios em recuperação e restauração ambiental: essa espécie é


recomendada, também, para restauração de ambientes ripários em locais não
sujeitos a inundação.
A árvore é indicada para plantios comerciais, sistemas agroflorestais e
reflorestamento de áreas degradadas; devido ao seu rápido crescimento e bom
desempenho vem sendo utilizada em plantios homogêneos e em consórcios.
Por sua arquitetura e floração vistosa, pode ser empregada em projetos de
arborização de praças e jardins amplos. A casca pode servir para curtume e as
folhas são usadas como febrífugo por algumas etnias indígenas.

17. PRAGAS E DOENÇAS

As principais pragas dos plantios são: broca-da-madeira (Acanthoderes


jaspidea), coleobroca (Micrapatebrasiliensis), serradores (Oncideres dejeani e
O. saga) e mosca-da-madeira (Rhaphiorhynchus pictus).
Nos últimos anos, os plantios jovens vêm apresentando nos folíolos
lesões produzidas por um tipo de crosta de cor escura, com diâmetro variando
de 1 a 2 mm. O aumento do número dessas lesões e a coalescência das
mesmas, ocupando quase 100% da área foliar, tem causado o amarelecimento
e a queda dos folíolos. Através de laminas preparadas diretamente das lesões,
foram observadas a presença de ascos em forma de clava, com pedicelo curto,
contendo ascosporos hialinos não septados, de forma cilíndrica ou elíptica.

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Essas características morfológicas aliadas à presença de ascomata, formando


uma crosta negra nos tecidos dos folíolos, são típicas do gênero Phyllachora. O
fungo presente nas folhas do paricá foi identificado como Phyllachora
schizolobiicola subsp. Schizolobiicola Henn (TRINDADE et al., 1999). As
característcas dessa espécie são asccosporos medindo de 15-18 x 6,5-8µ,
além das já citadas anteriormente (CANNON, 1991). Pode ocorrer durante o
período chuvoso, embora as plantas normalmente tenham demonstrado
resistência à doença. Os métodos de controle são específicos para cada caso
(SOUSA, 2005). Caso seja economicamente viável, aplicar preventivamente
fungicidas a base de benomil (Benlate) na dosagem de 1 g do produto
comercial/litro de água, alternando com produtos a base de cobre, na dosagem
de 3g do produto comercial/litro de água (TRINDADE et al., 1999).
No norte de Mato Grosso, e na região de Paragominas, PA, há muita
incidência de broca no broto terminal. Em função do estresse, a planta é muito
suscetível a doenças fúngicas. Na haste, foram detectadas Fusarium sp. e
Botryodiplodia sp, e nas raízes, Rosellinia sp. e Botryodiplodia sp.
Na Amazônia Equatoriana, plantios de 300 ha fracassaram devido ao
intenso ataque de um inseto de gemas apicais, algo semelhante ao que sucede
ao mogno (RODRIGUEZ ROJAS & SIBILLE MARTINA, 1996). Nesse plantio,
as plantas também foram atacadas por uma planta parasita do gênero
Phoradendron.

Pragas nos viveiros


Os viveiros florestais são conhecidos por sua insetofauna generalista.
Normalmente, um espectro restrito a quatro grupos de pragas (Tabela 1) é
responsável pelos danos à maioria das espécies florestais enviveiradas no
Brasil.
As lagartas-rosca ocorrem durante todo o ano, porém seus picos
populacionais dependem da disponibilidade de mudas. Assim, maior número
de mudas no viveiro, maior a probabilidade de danos econômicos causados
pelas lagartas. O dano típico destes insetos resulta do corte das mudas jovens,
com caules tenros. Durante o dia as lagartas permanecem abrigadas no solo,
longe do contato direto com a luz, próximas às mudas; a noite saem para cortar

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as mudas novas. Quando as mudas mais desenvolvidas apresentam o caule


enrijecido, as lagartas já não conseguem cortá-Io, neste caso, passam a roer o
caule ou a cortar apenas as folhas na muda.
As paquinhas mais conhecidas nos viveiros florestais pertencem à
espécies Neocurtilla hexadactyla (Orthoptera, Gryllotalpidae). O corpo desses
insetos apresenta certa semelhança ao dos grilos, por isso são as vezes
chamados de grilo toupeira. Tanto os adultos, quanto as formas jovens (ninfas)
das paquinhas vivem no interior do solo. Danificam as mudas de forma direta
quando cortam o caule ou se alimentam das raízes das mudas, e indireta
quando ao escavar o solo formando galerias subterrâneas, prejudicam a
germinação das sementes ou o desenvolvimento das mudas.
Assim como as espécies descritas anteriormente, os grilos, Gryllus
asimilis (Orthoptera, Gryllidae), tanto as formas jovens (ninfas), quanto os
adultos, apresentam atividade noturna; cortam os caules e as folhas e
danificam o sistema radicular das mudas. Os grilos são ainda capazes de
construir galerias que danificam ou inutilizam vários saquinhos de mudas nos
viveiros.
Quanto às formigas, dois grupos são considerados daninhos aos viveiros
florestais: saúvas (Atta spp.) e quenquéns (Acromyrmex spp.), estes grupos de
formigas são semelhantes, mas as espécies de Acromyrmex são menores e
apresenta quatro ou mais pares de espinhos na porção dorsal do corpo, o que
não ocorre em Atta. Ambos os grupos cortam os caules, folhas, flores e ramos
das mudas de diversas espécies nos viveiros e em plantios definitivos. O
material cortado é usado como substrato de crescimento de fungos que
cultivam para se alimentar (Anjos et aI., 1986; Gallo et aI., 1988).

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Tabela 32. Principais pragas dos viveiros florestais brasileiros.

Nome comum Nome científico


Agrotis spp. (Lepidoptera: Noctuidae)
Lagartas-rosca
Spodoptera spp. (Lepidoptera: Noctuidae)
Ealsmopalpus Lignoselus (Lepidoptera: Phycitidae)
Paquinhas Neoccurtilla hexadactylla (Orthoptera: Gryllotalpidae)
Grilos Gryllus Assimilis (Orthoptera: Gryllidae)
Saúvas Atta spp.(Hymenoptera: Formicidae)
Formigas
Quenquéns Acromyrmex spp. (Hymenoptera: Formicidae)

Controle de pragas de viveiros

É comum o produtor associar a ocorrência de uma praga a um


agrotóxico para o seu controle. Ainda que em muitos casos o uso de
agrotóxicos seja necessário, é preciso que o produtor tenha em mente que o
controle de pragas é, na verdade, um conjunto de ações de manejo. Estas
devem ser iniciadas muito antes que se faça necessário o uso de agrotóxicos.

Assim, a escolha do local de instalação do viveiro de mudas deve ser a


primeira ação de controle das pragas. São fatores básicos na instalação de um
viveiro, a verificação da presença de colônias de formigas e vegetação
hospedeira alternativa das lagartas-rosca. Por isso, não somente a área do
viveiro, mas áreas adjacentes, num raio mínimo de 100 m, devem ser limpas e
possíveis colônias de formigas devem ser eliminadas. O acúmulo de tocos,
pedras, restos de mudas ou outros materiais que possam ser usados como
abrigo, principalmente de grilos e paquinhas, deve ser evitado. A produção de
mudas em saquinhos plásticos com solo peneirado é uma prática capaz de
evitar o ataque de cupins. A ampla adoção destes recipientes na produção de
mudas tornou os cupins um grupo de insetos de importância menor nos
viveiros (Anjos et aI., 1986).
Iniciada a produção de mudas, é necessário que o produtor estabeleça
uma rotina de detecção das pragas (GRAHAN, 1963). Uma vez detectada a

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presença, a praga deve ser combatida. A catação manual é um recurso que


pode ser usado, com sucesso no viveiro, pelo produtor (SANTOS et aI., 1985).
Esta ação pode ser incorporada as outras atividades típicas desta fase do
cultivo, como o desbaste, repicagem, capina, etc.
Quando, apesar das medidas preventivas tomadas, ocorrerem surtos de
pragas, o agricultor deve então lançar mão do uso de agrotóxicos, que pode
responder rapidamente ao ataque dos insetos. Atualmente, existem diversos
produtos e grupos químicos indicados para o controle das lagartas-rosca. Para
os grilos e paquinhas, entretanto, há apenas o registro de carbamatos como
agentes de controle. Estes produtos estão também registrados para as
lagartas-rosca, o que os torna importante para os viveiros, principalmente,
considerando que o uso contínuo de qualquer princípio ativo é prática
condenada no controle de pragas.
Para as formigas, na estação seca do ano, são recomendadas iscas
granuladas a base das sulfonamidas fluorolinfáticas. As iscas devem ser
colocadas nas trilhas das formigas, levando em consideração o tamanho dos
formigueiros, ou colocadas em invólucros (com aberturas específicas)
espalhadas na área de plantio. No período chuvoso, o uso de iscas é
inviabilizado pela ação das águas. Então o controle das formigas deverá ser
realizado através da termobulização com produtos a base do brometo de metila
ou outros inseticidas na forma "fog". Neste caso, o inseticida será aplicado
diretamente nos formigueiros, tomando-se a precaução de fechar os orifícios
alternativos, para assegurar que todo o produto aplicado atue sobre o alvo. V

Pragas no campo

A principal citação de ocorrência de pragas da bandarra em Rondônia se


refere à broca dos troncos, comumente denominada "mosca da madeira"
(Rhhaphiorhynchus sp.). Este inseto é um dos maiores dípteros conhecidos e
pertence à família Pantophthalmidae. Suas fêmeas atingem aproximadamente
3,5 cm de comprimento e 8 cm de envergadura das asas, enquanto os machos,
respectivamente, 3 e 6 cm. Os adultos apresentam o corpo e as asas de
coloração acizentada escura, na forma típica das moscas (GALLO et aI., 1988).

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As larvas das moscas perfuram o tronco no sentido radial formando


canais simples ou ramificados, mas sempre com abertura para a saída de
serragem e seiva. A seiva, juntamente com os dejetos da larva, escorre da
abertura e solidifica sobre a superfície do tronco, formando um composto de
coloração escura. A presença deste composto é um dos principais indicativos
do ataque da mosca. Com o ataque, a árvore pode ter sua madeira
inviabilizada para a industrialização pela presença de galerias; pode haver a
seca da árvore pela interrupção dos fluxos de seiva e ainda, pode ocorrer a
quebra do tronco e queda da árvore pela ação dos ventos (GALLO et aI.,
1988). Na Amazônia, ainda não existem estudos da biologia da mosca, que
permitam precisar a duração do seu ciclo de vida.
No caso do guapuruvu, o parente próximo da bandarra, há citações de
pragas de extrema importância potencial para a bandarra. A primeira delas se
refere a broca dos ponteiros; um inseto não identificado cientificamente, mas
citado como semelhante à broca dos ponteiros (Hypsipyla grandelIa -
Lepidoptera, Pyralidae) das meliáceas, como o mogno, cedro e a caoba
(Rodríguez & Sibili, 1996). Até o momento, esta praga não foi registrada no
Brasil. Entretanto, no Peru, um monocultivo de aproximadamente 300 ha do
guapuruvu foi inviabilizado pelo ataque desta broca.
Apesar da inexistência de maiores informações a respeito, o dano deste
inseto deve ser considerado como altamente prejudicial ao cultivo econômico
da bandarra.
A segunda citação, no Centro-Sul brasileiro, se refere a "broca da
madeira", Oncideres dejeanii, um besouro da ·família Cerambycidae, que ataca
a árvore com maior intensidade nos quatro primeiros anos de idade. Existem
ainda, duas outras espécies de Cerambycidae que cortam os rumos do
guapuruvu, prejudicando o crescimento da árvore. Os danos são realizados
pelos adultos e os ovos destes cerambicídeos são depositados nos ramos
cortados. Após a eclosão, as larvas se alimentam do lenho umedecido pelas
chuvas (Carvalho, 1986). Por isso, em áreas de grande pluviosidade, como é o
caso de Rondônia, insetos deste grupo apresentam grande potencial de danos
à bandarra.

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Controle de pragas no campo

A ação básica do controle no campo, assim como no viveiro, é o


estabelecimento de uma rotina de detecção de pragas que viabilize a
realização de ações antes que os danos economicamente significativos sejam
atingidos. Para a mosca da madeira, constatada uma alta infestação, é
praticamente impossível o controle o que torna ainda mais importante o
trabalho de detecção. No caso da alta infestação estar restrita a uma porção
delimitada do plantio, é necessário eliminar as árvores atacadas (caso esta
ação seja economicamente viável), em benefício das demais.
Preventivamente, recomenda-se a caiação dos troncos como forma de
se evitar a oviposição na casca. Quando em poucas árvores forem detectadas
a ação da mosca, há indicações de que a obstrução das galerias com tampões
de madeira podem causar afogamento das larvas nas galerias. É possível,
também a aplicação de uma pasta de fosfina nos orifícios de ataque, para
matar as larvas (GALLO et aI., 1988). Há, ainda, a possibilidade de se eliminar
as plantas atacadas, através da derruba e queima, para se reduzir as chances
de proliferação da praga na área do cultivo.

A ocorrência da broca dos ponteiros no Peru e a broca da madeira do


guapuruvu no Brasil, mostra que é preciso que os órgãos de fiscalização
sanitária estejam atentos ao tráfego de material vegetal proveniente de outras
regiões do Brasil e dos países vizinhos cujas condições ecológicas
assemelham-se às de Rondônia. Uma vez verificada a presença de pragas, os
órgãos de extensão e, ou o Ministério da Agricultura devem ser comunicados
para que sejam tomadas medidas de controle. No caso da ocorrência da broca
dos ponteiros, o produtor deve também, eliminá-Ia imediatamente
(BIANCHETTI & TEIXEIRA, 1999)

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18. ESPÉCIES AFINS

Schizolobium Vogel é um gênero com duas espécies, do México até


Brasil e Bolívia. Essa espécie é muito parecida com S. parahybae do Sul e do
Sudeste do Brasil.
S. amazonicum distingue-se de S. parahybae pelas flores e frutos duas
vezes menores, bem como pelas pétalas oblongas, mais firmes e glabras e
pelos pedicelos articulados; as folhas atingem até 2 m de comprimento, na fase
jovem. Distingue-se também pelo fato de florescer completamente sem folhas e
pela forma dos cristais, presentes nas madeiras das duas espécies (DUCKE,
1949; RIZZINI, 1971; ESPINOZA de PERNÍA et al., 1998).
Paula & Alves (1997) consideram que as duas espécies brasileiras de
Schizolobium são semelhantes morfológica e fenotipicamente. Portanto, S.
amazonicum deveria ser considerada subsp. de S. parahybae. Segundo os
mesmos autores, elas não formam par vicariante, mas espécies distintas.
Schizolobium amazonicum pode ser confundida com outras espécies de
leguminosas de folhas bipinadas e com folíolos pequenos. As espécies de
Parkia podem distinguir-se de Schizolobium por apresentar glândulas na folhas,
que não existem em Schizolobium; além do mais, as espécies de Parkia
possuem folíolos muito mais curtos, geralmente curvados e a folhagem mais
densa (RODRIGUEZ ROJAS & SIBILLE MARTINA, 1996).

19. CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA DE METABÓLITOS

Schizolobium é bioprodutor de grupo raro de flavonóides, os 5-


desoxiflavonóides, que são considerados como marcadores na
quimiotaxonomia de leguminosas,10 além de perceber a semelhança no
metabolismo de espécies de Guibourtia e Schizolobium da subfamília
Caesalpinoideae. Outra consideração relevante em relação a este grupo de
flavonóides é a propriedade de auxiliarem no processo de fixação de
nitrogênio, justificando, inclusive, a utilização de leguminosas como adubo
verde na agricultura.11

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20. USO DA ESPÉCIE E ASPECTO ECONÔMICO

Apresenta processamento fácil e recebe bom acabamento, mas possui


baixa durabilidade natural, sendo suscetível ao ataque de fungos, cupins e
insetos xilófagos. É empregada na fabricação de palitos de fósforo, saltos de
calçados, brinquedos, maquetes, embalagens leves, canoas, forros, miolo de
painéis e portas, formas de concreto, laminados, compensados, celulose e
papel.
Em menos de uma década, aproximadamente 50 mil hectares de paricá
foram implantados, com retorno esperado a uma taxa que ultrapassa os 20%
ao ano. O sucesso do uso dessa espécie deveu–se aos resultados da
pesquisa em silvicultura, a utilização de novos equipamentos para o desdobro
das toras, e o empreendedorismo das empresas. A pesquisa silvicultural com o
paricá remonta da década de 70, quando diversos ensaios foram realizados em
várias partes da Amazônia. Os resultados preliminares já demonstravam que a
espécie era de fácil propagação por sementes, apresentava rápido crescimento
e a árvore era de fuste reto, desprovido de galhos, o que reflete favoravelmente
na qualidade da madeira. Somente na década de 90, foi que os
reflorestamentos começaram a ganhar escala. Para tanto, houve importante
contribuição das instituições de pesquisas que atuam na região, divulgando os
seus resultados e demonstrando as tecnologias desenvolvidas por meio do
plantio do paricá, em sistema agrossilvipastoril, especialmente na região de
Paragominas (Revista Opiniões, 2007).
Uma característica importante na silvicultura do paricá é que ele pode
ser utilizado de várias formas em diferentes sistemas de produção. A árvore é
indicada para plantios comerciais, sistemas agro-florestais e reflorestamento de
áreas degradadas, devido ao seu rápido crescimento e ao bom desempenho
tanto em formações homogêneas quanto em consórcios. Por sua arquitetura e
floração vistosa, pode ser empregada em arborização de praças e jardins
amplos. A casca pode servir para curtume e as folhas são usadas como
febrífugo por algumas etnias indígenas.
Por apresentar essas características, sua madeira apresenta elevada
cotação no mercado nacional como internacional, e vem sendo bastante

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cultivada pelas empresas madeireiras da região norte e nordeste do país,


principalmente nos Estados do Pará e Maranhão. Segundo o Centro de
Pesquisa do Paricá estima-se que, nestes Estados, existe em torno de 40.000
hectares da espécie plantados (CI Florestas).
Dados do Centro de Pesquisas do Paricá - CPP, afirmam que a área
plantada com paricá no Brasil em 2008 é de 80.177 ha, o que representa
acréscimo de 1,3% frente ao ano de 2007. (Abraf, 2009).
Ainda de acordo com o CPP, a madeira do paricá permite uma redução
nos custos de produção do compensado, pois as despesas de colheita e
transporte, pela homogeneidade e boa localização dos reflorestamentos são
menores e pela redução dos custos durante a industrialização da madeira.
Assim, as empresas que produzem compensado à base de paricá conseguem
lançar seu produto no mercado externo e interno a um custo reduzido se
comparadas a outras que usam essências nativas, forçando todo o setor a
procurar alternativas para a redução dos custos de produção.
O estado do Pará vem recebendo investimentos dos setores
siderúrgicos e madeireiros para suprir sua demanda por madeira, com plantio
de eucalipto, teca e paricá, em áreas abandonadas ou degradadas e os
plantios do Maranhão destinam-se à produção de carvão vegetal. (SBS, 2009).
Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Silvicultura (2009), a Amazônia
brasileira possui cerca de 55 milhões de hectares de áreas alteradas onde
podem ser plantadas espécies madeireiras de crescimento rápido para
produção de celulose, madeira, laminados e carvão vegetal. Para o
reflorestamento dessas áreas, que apresentam condições de pleno sol, o
paricá é visto como uma ótima alternativa dentre outras espécies.
O Estado do Pará tem uma demanda de reflorestamento de 1 milhão de
hectares de áreas degradadas com árvores de espécies pioneiras para
abastecer a industria madeireira de laminado ,compensado e aglomerados de
madeira. O Paricá por se enquadrar nessas características deve contribuir, na
expectativa dos empresários, com uma área de plantio em torno de 600 mil
hectares.

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O Brasil conta com 6.583.074 ha de florestas plantadas, entre áreas com


pinus, eucalipto e outras espécies. A tabela abaixo apresenta resumidamente o
total destas floretas para o ano de 2008. (ABRAF, 2009).
As espécies acácia, seringueira e paricá possuem a maior área
respectivamente, representando 83,4% do total de outras espécies no Brasil,
como mostra a tabela abaixo. O Paricá representa 1,2% do total das florestas
plantadas no Brasil.

Síntese das florestas plantadas no Brasil em 2008

Participação da espécie
Espécie Área (ha) no Total
Pinus 1.867.680 28,40%
Eucalipto 4.258.704 64,70%
Outras Espécies 456.689 6,90%
• Acácia 181.780 2,76%
• Seringueira 117.506 1,78%
• Paricá 80.177 1,21%
• Teca 58.813 0,90%
• Araucária 12.525 0,20%
• Populus 4.022 0,06%
• Outras¹ 1.867 0,03%
Fonte: ABRAF, 2009; adaptado por AMATA.
¹ Áreas com florestas tais como ipê roxo, fava-arara, jatobá,
mogno, acapú, entre outras

A espécie possui grande aceitação na indústria de compensados pela


produção de excelentes lâminas para o mercado externo (Galeão et AL 2005),
sendo seu cultivo bastante difundido no Pará, onde cerca de 40% das
empresas reflorestadoras possuem plantios (Galeão 2000).
Quase todo o paricá processado pelo maior utilizador de madeira de
reflorestameto da espécie do país é vendido para os Estados Unidos, ficando
uma pequena parcela para o mercado europeu, principalmente o italiano.
Somente 10% da produção é vendida no mercado nacional. (Diário do Pará, 27
de dezembro de 2004.)
Esta espécie está entre as 20 mais transportadas com o uso do DOF
(Documento de Origem Florestal), com um volume total de 227.149m³
representando um valor de R$58.932.075,79, e um valor médio de 259,44

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R$/m³. A tabela abaixo mostra o volume transportado por tipo de produto e


seus respectivos valores.
Volume transportado por tipo de produto e respectivos valores dos
principais produtos e subprodutos florestais:
Produto Volume Total Unidade Valor (R$) Valor médio
(R$/unidade)
Palmito in natura 1.595.749,37 estirpe 1.520.480,45 0,95
Palmito 709.989,24 Kg 5.813.787,00 8,19
industralizado
Óleos essenciais 108.157,72 Kg 15.545.416,07 143,73
Madeira Serrada 8.064.120,26 m³ 4.222.688.366,83 523,64
Tora 2.683.762,54 m³ 161.857.352,32 60,31
Lâmina 705.612,35 m³ 457.874.317,84 648,9
Carvão vegetal 9.101.086,54 mdc 700.646.582,54 76,98
Carvão vegetal 1.501.683,88 mdc 110.277.609,95 73,44
de resíduo
Lenha 1.872.795,54 st 21.958.312,07 11,72
Fonte: IBAMA em números, 2008.

O gráfico abaixo mostra a proporção de valores financeiros de produtos


transportados com DOF, lembrando-se
lembrando se que o Paricá tem principal como
principal destino a produção de lâminas para compensados.

Gráfico da proporção de valores financeiros de produtos transportados com


DOF.

Lenha; 0,34% Outros;


13,88%
Carvão vegetal;
12,48%

Madeira Serrada;
63,8%

Lâmina; 7,04%
Tora; 0,0%

Fonte: IBAMA em números, 2008.

De acordo com dados do CEPEA, o valor das exportações de madeiras


compensadas ou contraplacadas em junho de 2009 foi de US$ 23,23 milhões,

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com preço médio do produto embarcado de US$ 505,74/t, sendo que a


quantidade total exportada foi de 45,93 mil toneladas. Com relação a madeiras
laminadas, o valor das exportações em junho de 2009 foi de US$ 2,00 milhões,
com um preço médio do produto embarcado de US$ 1.975,65/t e a quantidade
total exportada foi de 1,01 mil toneladas.
O comércio internacional mundial em 2006 movimentou
aproximadamente US$ 8,6 trilhões. Os produtos de origem florestal figuram
entre os 10 principais produtos comercializados internacionalmente com 2,2%
do comércio mundial, cerca de US$ 190 bilhões (STCP, 2007).
O fluxo do comércio internacional de produtos florestais está
basicamente concentrado nos países desenvolvidos (80%), onde se
evidenciam a Europa Ocidental e a América do Norte (EUA e Canadá).
Gradativamente, mesmo que ainda de forma modesta, observa-se atividade
crescente em países em desenvolvimento, como por exemplo, China,
Indonésia, Brasil, Chile e Coréia do Sul (SBS, 2008).
Ainda segundo a SBS (2008), em se tratando de produtos de florestas
plantadas, o Brasil figura como o maior exportador mundial de compensados
de pinus e o maior exportador mundial de celulose de fibra de eucalipto. No
caso dos produtos de madeiras tropicais, o Brasil é o terceiro maior exportador
tanto de madeira serrada como de compensados. A tabela abaixo mostra as
exportações brasileiras do setor de base florestal em 2007.
PRODUTO US$ MILHÃO FOB 1000 t
Carvão 0,6 2,1
Cavacos de madeira 116 1.418,80
Celulose e pastas* 3.024,00 6584
Compensados 697 1.106,00
Dormentes de madeira 2,4 5,5
Laminados (folha de
madeira) 88,3 141,3
Madeira em toras 4,4 14,1
Madeira serrada 926,8 1728
Móveis de Madeira 994,3 -
Painéis reconstituídos 138,1 310,7
Papel* 1.702,00 2.006,00
PMVA, Obras de Madeira e
Manufaturados 1.359,50 1.199,10
Serragem e resíduos de
madeira 0,7 6,1

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Outros 5,2 23,2


Total 9.059,30 14.544,90
Fonte: SBS, 2008. Fatos e números do Brasil Florestal.

Foram consultadas seis instituições quanto aos preços da madeira do Paricá e seus
principais
rincipais subprodutos (dados relativos ao ano de 2009).

O gráfico abaixo mostra os valores em reais por metro cúbico da árvore de paricá em
pé. O preço médio obtido é de R$ 84,00/m³ e ocorre uma variação de preços entre as
empresas de até R$ 50,50/m³,
50,50/m³, sendo o maior valor R$ 100,00/m³ e o menor valor R$ 49,50/m³.
49,50
Neste caso, o menor valor que é fornecido pelo Estado do Pará, é um preço médio mínimo que
deve ser cobrado pelas empresas.

Preço da árvore de Paricá em pé (R$/m³)

100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
Valor médio Empresa 1 Empresa 2 Empresa 3
fornecido pelo
Estado do Pará

Fonte: AMATA, 2009.

O gráfico a seguir é relativo ao preço (R$/m³) da árvore cortada e empilhada na


fazenda. Nota-se
se que a média dos valores encontrados é de R$ 135,00/m³ e os preços variam
em até R$ 15,00/m³. O valor mais alto é de R$ 140,00/m³
140,00/m³ e o mais baixo é de R$ 125,00/m³.

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Preço da árvore de Paricá cortada e


empilhada na fazenda (R$/m³)

140
135
130
125
120
115
Empresa 1 Empresa 3 Empresa 5

Fonte: AMATA, 2009.

Os dados do gráfico abaixo são referentes ao preço do laminado (R$/m³). A média dos
preços é R$ 543,50/m³, e a variação entre o maior e o menor valor é de R$ 220,00/m³. O preço
mais alto encontrado para o laminado foi de R$ 670,00/m³ (valor considerando capa
ca seca posto
na fábrica) e o menor preço é R$ 450,00 (considerando miolo seco posto na fábrica).
fábrica

Preço do laminado de Paricá (R$/m³)

700

600

500

400

300

200

100

0
Empresa 1 Empresa 2 Empresa 3 Empresa 4 Empresa 5

Fonte: AMATA, 2009.

O gráfico a seguir mostra os valores (R$/m³) de preços do compensado pelas principais


espessuras comercializadas atualmente. A medida padrão considerada para o copensado foi
de 2,2m de comprimento por 1,6m de largura e as espessuras são de 4, 6, 8, 10 e 15 mm.

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Preço do compensado de Paricá por espessura


(R$/m³)
2500

2000
Valor R$/m³

1500

1000

500

0
4 mm 6 mm 8 mm 10 mm 15 mm
Empresa 2 1270 1160 906 740
Empresa 3 850 850
Empresa 6 2272 1964 1776,63 1563,01 1121,8

Fonte: AMATA, 2009.

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