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PRÉ-UNIVERSITÁRIO OFICINA DO SABER Aluno(a):

DISCIPLINA: História PROFESSORES: Ana Carolina Rocha, Diogo Alchorne e Fabrício Sampaio.
Data: / / 2021

Apostila Renascimento

Renascimento é o período de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna, que ocorreu
principalmente na Itália, e se alastrou por toda a Europa. Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e
gerado pelas modificações econômicas, o Renascimento reformulou a vida medieval, e deu início à Idade
Moderna. Tinha com principal característica o rompimento com o passado medieval e a retomada de uma
antiguidade clássica, ou seja, valorização da cultura greco-romana.

Este movimento representou, portanto, um profundo afastamento com um modo de vida mergulhado
nas sombras do fanatismo religioso. Agora o centro de tudo se deslocava do Divino para o Humano, daí a
vertente renascentista conhecida como Humanismo.

Importantes acontecimentos artísticos e culturais marcaram esse momento e invadiram o


Ocidente do século XV. O desenvolvimento das artes, da ciência, da economia e da política fez adormecer
na eternidade os pensamentos medievais. O renascimento aconteceu em várias esferas, houve o
renascimento cultural, científico, comercial e urbano.

Renascimento cultural

A arte do renascimento expressou as preocupações surgidas em sua época, com o desenvolvimento


comercial e urbano. A dignidade, a racionalidade e a individualidade do homem eram seus principais temas.
A evolução da pintura, escultura, arquitetura e literatura, valorizando aspectos humanos e da natureza.

A arte possui várias vertentes. Sendo que o realismo nasceu na Idade Média. Isso ocorreu por que as
técnicas de pintura e o tipo de tinta utilizada haviam atingido um outro patamar. Por exemplo, foi no
Renascimento que o pintor holandês Van Eyck inventou a tinta à óleo. Já a técnica da perspectiva
(profundidade) também nasceu neste período. Também foi no Renascimento que Da Vinci criou a técnica do
Sfumato (luz/sobra/degrade).

Renascimento comercial e urbano.

O Renascimento Comercial foi marcado pela intensificação das relações comerciais entre as nações,
pondo fim ao sistema feudal e dando início ao capitalismo comercial.

O fim do sistema feudal e o surgimento do sistema capitalista foram fundamentais para consolidar a
expansão do comércio.

Entretanto, foi a partir das Cruzadas (entre os séculos XI e XIII), expedições militares de caráter
econômico, político e religioso, que as relações comerciais foram fortalecidas com o Oriente. Além disso, a
abertura do Mar Mediterrâneo foi essencial para o aumento das rotas comerciais entre os países, levando ao
fim do período da Idade Média e o início da Idade Moderna.

O Renascimento, aliado ao cientificismo e ao humanismo vigentes, consagraram novas formas de ver


o mundo. Assim, o antropocentrismo, ou seja o homem como centro do mundo, foi substituído
pelo teocentrismo medieval, onde Deus estava no centro do Universo, e a vida das pessoas giravam em torno
da religião.

O Renascimento Urbano está associado ao florescimento e desenvolvimento das cidades medievais,


os “Burgos”. O desenvolvimento das rotas comerciais europeias, a partir das Cruzadas (expedições de
caráter religioso, econômico e militar que ocorreram entre os séculos XI e XIII) e da intensificação do
comércio, sobretudo de especiarias no Mar Mediterrâneo, tornaram evidente o florescimento dos Burgos
(pequenas cidades medievais fortificadas), que, anteriormente, estavam ligados ao feudo apenas como
centros religiosos e militares donde habitavam os reis, nobres, bispos e alguns comerciantes.

Diante desse contexto, alguns servos, insatisfeitos com as condições rudes e estáticas do sistema
feudal fugiam (ou eram expulsos pelo senhor) para os burgos, em busca de melhores condições de vida,
desde o trabalho livre assalariado.

Observe que o Renascimento Urbano está intimamente associado ao Renascimento Comercial, na


medida em que o crescimento dos burgos só começou a surgir quando o comércio se expandiu, a partir das
feiras-livres (encontros para realização de comércio).

Renascimento científico

Foi um período marcado por grandes avanços nas ciências, possibilitados pelos estudos e
experimentos de grandes cientistas, com o uso da pesquisa e investigação como métodos de produção de
conhecimento científico. Grandes avanços nas áreas de Astronomia, Medicina, Matemática, Física, Química
e Biologia, e de desenvolvimento de instrumentos científicos, principalmente na área de observação
astronômica, e formulação de várias leis da Física e teorias matemáticas.

Vertentes ligadas ao renascimento

Antiguidade Clássica: buscaram o renascer das artes greco-romanas, na arquitetura, nas grandes
obras da filosofia grega. Um dos fatos que facilitou muito o estudo dos clássicos foi a invenção da imprensa,
uma vez que a rápida reprodução das obras auxiliou na divulgação do conhecimento.

Racionalismo: baseia-se no princípio de que a razão é a principal fonte de conhecimentos e que essa
é inata aos humanos. Ao defender a razão humana, essa corrente filosófica foi importante para desenvolver
diversos aspectos do pensamento renascentista em detrimento da fé medieval. Com ele, o empirismo ou a
valorização da experiência, foram essenciais para a mudança de mentalidade no período do renascimento,
pois o raciocínio lógico seria construído através da dedução de ideias, tal como os conhecimentos de
Matemática, por exemplo, somente o pensamento por meio da razão é capaz de atingir a verdade absoluta.

Antropocentrismo: o antropocentrismo (homem como centro do mundo) surge para resgatar


diversos aspectos do ser humano. A inteligência humana foi validada com as diversas descobertas científicas
da época. O homem passa a ter uma posição centralizada de destaque.

Cientificismo: o conceito do cientificismo (valorização da ciência) foi muito importante para mudar
a mentalidade do homem e trazer à tona questões sobre o conhecimento do mundo. Destacam-se as
descobertas científicas realizadas por Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Andreas
Vesalius, Francis Bacon, René Descartes, Leonardo da Vinci e Isaac Newton.

Universalismo: foi desenvolvida sobretudo na educação renascentista respaldada pelo


desenvolvimento do conhecimento humano em diversas áreas do saber. O homem renascentista busca ser
um "polímata", ou seja, aquele que se especializa em diversas áreas. O maior exemplo de figura polímata do
renascimento foi sem dúvida, Leonardo da Vinci.

Individualismo: representou uma das importantes características do renascimento associados ao


movimento humanista. O homem é colocado em posição central e passa a ser regido, não somente pela
igreja, mas também por suas emoções. Assim, ele torna-se um ser crítico e responsável por suas ações no
mundo.

Classicismo: é uma estética literária do século XVI, manifestação nas letras de um movimento
cultural amplo denominado Renascimento – houve manifestações renascentistas em diversos âmbitos da
sociedade: política, ciências, religião, artes plásticas, arquitetura, literatura. Por isso é comum alguns
teóricos denominarem o Classicismo de Renascimento ou Seiscentismo.

São características das obras do Classicismo: a presença de adjetivos, a perfeição estética, a


pureza das formas, a retomada da mitologia pagã e a busca do ideal de beleza encontrado nos modelos dos
autores da Antiguidade Clássica.

Humanismo

O Humanismo é um termo relativo ao Renascimento, movimento surgido na Europa, mais


precisamente na Itália, que colocava o homem como o centro de todas as coisas existentes no universo. O
pensamento humanista entra em contradição com o pensamento religioso que afirma que Deus é o centro de
tudo. O antropocentrismo era a ideia de "o homem ser o centro do pensamento filosófico", ao contrário do
teocentrismo, a ideia de "Deus no centro do pensamento filosófico". O antropocentrismo surgiu a partir do
renascimento cultural.

O Humanismo levou a reformas nos ensinos das universidades europeias e ocorreu uma valorização
das humanidades que privilegiou o ensino e o estudo da Poesia, Filosofia e História. Um fato importante que
aconteceu no século XV foi a criação da imprensa, ou prensa, por Johann Gutemberg.

Nas artes plásticas e na medicina, o humanismo esteve representado em obras e estudos sobre
anatomia e funcionamento do corpo humano.

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