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ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA DE GOIÁS – AECG

FACULDADE PADRÃO III


CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

A IMPORTÂNCIA DA AUDITORIA INTERNA NO PROCESSO


DECISÓRIO DA EMPRESA LÍDER DE CONTABILIDADE1

Daniella Vargas Ribeiro2

RESUMO

As empresas representam uma significativa fatia do mercado econômico brasileiro,


colocando-as em uma posição importante, tanto para a estrutura governamental,
quanto para a sociedade civil. Vários problemas circundam o nascimento e a
sobrevida do porte da empresa. Um deles está relacionado ao mau planejamento do
negócio. Outro problema que se mostra grave diz respeito à ausência de
profissionais qualificados para cada área da empresa, como a contabilidade.
Atualmente as empresas estão percebendo a relevância da auditoria interna como
ferramenta de gestão, pois a mesma se mostra bastante eficiente ao evitar a
ocorrência de erros e procedimentos ilegais ou fraudulentos que poderiam ocorrer
nas empresas. Desta forma, o tema deste artigo define-se pela análise da auditoria
interna enquanto ferramenta de gestão. Delimitou-se, como problema de pesquisa, a
análise da auditoria interna como foco direto nas empresas.

Palavras chave: Ferramenta de gestão. Procedimentos legais. Auditoria

INTRODUÇÃO

O presente artigo procura esboçar, enquanto tema de análise, a descrição


das etapas de implantação do sistema da auditoria interna para as empresas.
As auditorias são um conjunto de processos, constituídos de sistemas,
métodos e regras específicas, atualmente aprimoradas com o desenvolvimento das
tecnologias de informação, atingindo uma escala de confiabilidade de seus
resultados.
Partindo destes conceitos, o presente artigo tem por objetivo revelar as
contribuições da auditoria interna das empresas para aprimorar seus procedimentos,
buscando como forma de exemplo da empresa Líder de Contabilidade.

1
Artigo apresentado como um dos requisitos para obtenção do título de graduação em ciências
contábeis, sob a orientação do Profº. Ms. Januário de Carvalho Nunes.
2
Graduanda em Ciências Contábeis, pela Faculdade Padrão.
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Apesar de não ter por preocupação a realidade econômica de cada


empresa, a presente pesquisa apresenta como resultado novos caminhos para as
organizações tornarem-se mais competitivas no mercado, trazendo uma visão que
demonstre que as empresas possam implantar o sistema de auditoria interna, os
quais passam a atender suas necessidades, visando que não ultrapassem seus
limites financeiros e obedecendo sempre à relação de custo benefício para tal
sistema, é fundamental para seu crescimento.
Neste sentido, a ferramenta fundamental para a implementação dessa visão
é a auditoria.

1. ASPECTOS HISTÓRICOS DA AUDITÓRIA INTERNA E SUA EVOLUÇÃO

A história admite a existência, nas civilizações antigas, há aproximadamente


6.000 anos, de registros de fatos patrimoniais importantes em tábuas de argila como
forma de controle de suas riquezas, sendo, talvez, os primeiros registros de controle
contábil da história (SÁ, 2009).

Vê-se então, que desde os primórdios o controle orçamentário e de custos


era feito, mesmo que de forma precária. [...] é a salvaguarda dos interesses
da empresa, objetivando proteger o patrimônio contra quaisquer perdas e
riscos devidos a erros ou irregularidades (POZO, 2002, p. 61).

Esses registros provam que na antiguidade clássica já existia um sistema de


escriturações bastante evoluído entre os romanos e os gregos.

Os registros eram feitos em pequenas peças de argila, todas relativas a


cada fato (de início), depois resumidas em uma maior (que era o do
movimento diário ou de maior período) e também se juntavam por natureza
de acontecimentos (pagamentos de mão-de-obra, pagamentos de impostos,
colheitas etc.) (SÁ, 2005, p. 23).

Como tange a história um livro de fatos patrimoniais escriturado para denotar


todas as atividades, foi encontrado na época romana. Tal livro de controle auxiliava
os romanos na fabricação de azeite, entradas e saídas, despesas e receitas, dentre
outros.
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O processo de internacionalização dos fatores produtivos, impulsionado


pela revolução tecnológica e pela internacionalização dos capitais, não
culminou com a unificação, com a homogeneização dos padrões de
consumo, como o prometido (SILVA, 2005, p. 83).

Assim como a própria atividade contábil, os conceitos e termos utilizados em


contabilidade sofrem constante reformulação.
A auditoria interna é um conjunto de regras e diretrizes que visa minimizar a
probabilidade de falhas ou desvios dos objetivos e metas a serem alcançados nos
negócios por meio de uma ação preventiva capaz de se antecipar os possíveis
erros, desperdícios e fraudes.
O COSO (Committee of Sponsoring Organization sof theTreadway
Commission com o enfoque de auxiliar a auditoria interna, visando a confirmação
dos objetivos determinados, lançou a obra Internal Control – Integrated Framework,
dentre seus vários motivos contábeis, visou-se a melhor administração de suas
atividades e demonstrar uma estratégia para utilização nas organizações de avalia
e melhoria de riscos gerenciais.
As empresas tecem incertezas, mas seu administradores, focam na
resolução de vários desafios, principalmente para que se origine o esforço da
geração de valores às partes de interesse.
Entende-se que o gerenciamento de riscos corporativos possibilita aos
administradores tratar com eficácia as incertezas, bem como os riscos e as
oportunidades a elas associadas, a fim de melhorar a capacidade de gerar valor.
Tal conceito enfatiza a atuação da auditoria interna sobre controles internos,
ideia esta que é compartilhada por grande parte da literatura encontrada. por
exemplo, afirma que auditoria interna se “constitui num controle especial destinado a
assegurar que todos os demais controles funcionem adequadamente”
(NASCIMENTO, 1997, p.1). Este autor afirma inclusive que a auditoria interna se
“confunde com os próprios conceitos de controle interno, uma vez que ela se
constitui no maior agente de controle”.
A auditoria interna exerce papel fundamental para o alcance dos objetivos
pré-estabelecidos pelas empresas e instituições para que não haja desvios do
planejamento efetuado, evitando riscos operacionais de imagem e de legalidade.
Mas antes que as ciências econômicas e administrativas teorizassem sobre isso, as
noções de controle vinham sendo estudadas.
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Nenhum ser humano vive isoladamente no mundo, com as nações também


é igual, justamente pela atual economia para objetivar a construção de um potencial
econômico completo. Para a divisão internacional é necessária a adoção da
especialização individual, devido a necessidade da própria sobrevivência e o
destaque de suas necessidades secundárias.

As principais parecem resultar de quatro fatores fundamentais, relacionados


à desigual dotação de reservas não reprodutíveis, às diferenças
internacionais de solo e clima, às desiguais disponibilidades estruturais de
capital e trabalho e aos diferentes estágios de desenvolvimento tecnológico
(CARMONA, 2009, p. 189).

Essa nova fase do comércio internacional, a globalização, parece ser um


processo que não tem reversão possível nem desejável, mas as nações não
desenvolvidas precisam observar com muito cuidado a função e desempenho desse
sistema para não agravarem ainda mais o quadro de desigualdades sociais internas
para o mercado internacional.

Entende-se que a economia é uma ciência social que tem recebido muita
atenção devido à crescente abrangência e complexidade da atividade
econômica, especialmente a partir do século XVIII quando teve início a
Revolução Industrial (ROSA, 2007, p. 62)

Como meio de estudo quantitativo, há-se a divisão em 02 vertentes quando


se atribui a qualidade econômica: o marginalista e o marxista (SINGER,2000).

Mais próxima à concepção tradicional da economia como uma ciência que


trata estritamente dos problemas referentes ao uso dos recursos materiais
escassos de modo mais eficiente, a teoria do valor utilidade afirma que os
seres humanos atribuem valor aos objetos ou serviços na medida em que
eles satisfazem suas necessidades (IUDICIBUS, 2009, p. 37).

Define-se o conceito de contabilidade como “a Ciência do Controle


Econômico das Entidades”, abrindo, assim, as portas para a cientificidade da
disciplina em teorias das ciências da administração (SPIES, 2011).

Como o que interessa à economia é operacionalizar o comportamento


coletivo, para a teoria do valor utilidade, o que interessa é o preço
efetivamente pago. Portanto, a teoria do valor utilidade encontra sua
aplicação prática imediata, na explicação dos preços efetivos no mercado
(GERÔNIMO, 2009, p. 62).
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As diferenças de enfoque entre Keynes, os marginalistas e os marxistas


também podem ajudar a entender melhor a importância do excedente econômico
que, em última instância, dá origem ao investimento, acréscimo e capital real da
sociedade.
Apesar de a necessidade ser um fator subjetivo, porque cada bem ou
serviço terá um valor diferente determinado de acordo com o indivíduo, esta teoria
considera que a satisfação se dá a partir do consumo, dessa forma, obtendo
significativa redução à medida que aumenta a quantidade consumida pelo indivíduo.
Assim, apesar de o valor fundamentado na necessidade ser algo subjetivo, é
possível quantificá-lo quando há troca de produtos, ou seja, no mercado.

Define-se então a auditoria interna como o conjunto de procedimentos


técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia
dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e
operacionais da Entidade (IUDICIBUS, 2009, p.45).

Constituem-se procedimentos de auditoria interna: exames, incluindo testes


de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter provas
suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações. A auditoria interna
é de suma importância para as organizações, desempenhando papel de grande
relevância, ajudando a eliminar desperdícios, simplificar tarefas, servir de ferramenta
de apoio à gestão e transmitir informações aos administradores sobre o
desenvolvimento das atividades executadas (SILVA, 2008).

A gestão de controles implica na elaboração de procedimentos internos, sua


execução e avaliação, visando eficácia na manutenção e criação do controle
interno. A ausência de controle administrativo, dentre outras consequências,
torna todo sistema de contabilidade inadequado, por falta de confiança em
suas informações e em seus relatórios. Sendo a auditoria interna importante
como controle administrativo, ela verifica a existência dos controles internos
e procura contribuir para o seu aprimoramento. Essa ferramenta tão
preciosa, além de verificar se as normas internas estão sendo seguidas,
procura avaliar se a necessidade de novas normas, procedimentos e
controles mais adequados e ágeis (SÁ, 2005, p. 29).

O benefício da organização para um melhor controle de sua empresa é o


objetivo central da auditoria interna, pois este, procura a redução da ineficiência,
incapacidade, negligência, fraudes e erros. Dar-se-á também como foco da auditoria
interna a segurança do patrimônio e seus métodos de confiabilidade expedidos por
relatórios gerenciais.
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Compete ao auditor interno a obtenção, analise, interpretação e


documentação de todas as informações financeiras, física, operacionais e contábeis
para um eficaz resultado de trabalho. Os procedimentos de controle para as rotinas
contábeis devem ser tomadas como forma de administração. Neste sentido, verifica-
se o tamanho da importância do auditor interno como forma de controle e mudança.
Na modernidade, a auditoria é muito mais abrangente do que a limitação e
restrição dos subordinados. Os benefícios da globalização ficam restritos a poucos
países, enquanto os demais enfrentam as desigualdades, resultado de uma
frustrada tentativa de unidade. Tendo em vista o pressuposto, entende-se que a
economia tem influência direta na produção, porém dá origem a um grande abismo
ético (SILVA, et al, 2008). Essa dinâmica afetou os vários âmbitos da sociedade de
maneira significativa, impulsionado também pelo grande desenvolvimento das
tecnologias de informação (SILVA, et al, 2008).
Como meio de acompanhar a globalização do mercado, as empresas
investiram alto no aprimoramento da administração interna, visando garantir seu
patrimônio e capital contra ações fraudulentas como as presenciadas pelo mundo
nos casos Enron e WorldCom, entre outros (SILVA, et al, 2008).
Nas últimas décadas os brasileiros assistiram a abertura da economia e sua
inserção no cenário da globalização. Como consequência, as empresas passaram a
viver com uma nova realidade que afetou os negócios. A internacionalização da
economia leva a necessidade de estudos associados ao entendimento da
contabilidade internacional.
Desta feita, a informação contábil precisa evidenciar as características
qualitativas e quantitativas a ela atribuídas, tais como a relevância, tempestividade,
comparabilidade, entre outras.
Segundo o Comitê de Procedimentos de Auditoria – CPA, do Instituto
Americano de Contadores Públicos Certificados, auditoria interna compreende o
plano de organização e todos os métodos e medidas adaptadas na empresa para
salvaguardar seus ativos, verificar a exatidão e fidelidade dos dados contabilísticos,
desenvolver a eficiência nas operações e estimular o seguimento das políticas
executivas prescritas.
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O conjunto de atividades, planos, métodos e procedimentos interligados


utilizado com vistas a assegurar que o objetivo dos órgãos e entidades da
administração pública seja alcançado, de forma confiável e concreta,
evidenciando eventuais desvios ao longo da gestão, até a consecução dos
objetivos fixados pelo Poder Público (INSTRUÇÃO NORMATIVA n.º 16, de
20.12.91 - Tesouro Nacional, 1991).

Para a teoria marginalista o excedente é igual à poupança, que é o


rendimento não consumido, é uma abstenção. A poupança será maior à medida que
aumentar a taxa de juros.

O propósito da acumulação é aumentar a capacidade de produzir e, de


modo geral, capital é um bem qualquer que pode gerar um fluxo de renda
para o proprietário. É um dos fatores de produção - juntamente com mão de
obra, reservas naturais, tecnologia e capacidade empresarial – responsável
pela geração de riqueza e, portanto, pelo crescimento e desenvolvimento
econômico (ROSA, 2007, p. 62)

Algumas das características fundamentais para o sucesso da auditoria


interna são a clareza, o detalhamento e a constante atualização de procedimentos
de controle. A boa qualidade da documentação da cultura e dos procedimentos de
controle é a principal forma para garantir a correta aplicação das medidas de
proteção, porque esses documentos ajudam a padronizar as atividades, desse
modo, reduzindo os riscos de ocorrências de erros.

2 AUDITORIA INTERNA COMO FATOR PRINCIPAL NA LÍDER


EMPRESA DE CONTABILIDADE

A evolução da auditoria interna, tanto em função do desenvolvimento das


organizações quanto em função dos objetivos cada vez mais amplos que lhe tem
sido fixados, incentivou também a evolução do seu conceito.

Como foco inicial da auditoria interna era a descoberta de fraudes e erros,


mas com sua evolução permitiu-se a tais objetivos a incorporação as
formas específicas, em que não apenas contatava-se a detecção ou
evidenciamento dos erros, mas, inclusive um melhor desempenho para uma
função orientadora e preventiva (TEIXEIRA, 2006, p. 45).

Os métodos marcantes na evolução contábil da auditoria são os mesmos


fatores que foram indicadores de seu surgimento (FRANCO E MARRA, 2001). No
modo evolutivo, a auditoria interna passa a assumir uma postura elencada ao
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auxilio da administração para o alcance dos seus objetivos que visam sua
efetividade proativa, os controles de riscos e controles internos (TEIXEIRA, 2006).

A auditoria interna é uma especialização voltada para a garantia da


qualidade, transparência e segurança dos controles internos implantados
com o fim de salvaguardar o patrimônio dos acionistas, cuja estrutura está
diretamente ligada ao setor interno na empresa auditada (PEREIRA E
NASCIMENTO, 2005, p.48)

Nas definições de auditoria interna evidenciadas por muitos autores “são


apresentadas ideias características do cenário em que a área se desenvolvia anos
atrás” e não são citados fatores que caracterizam o paradigma atual da auditoria
interna, como “verificar se os riscos existentes estão sendo mitigados de forma a
serem compatíveis com o apetite de risco da empresa e as atividades consultivas
realizadas pela auditoria”, para que desse modo contribua para a execução da
estratégia da organização (LÉLIS E MARIO, 2007).
Em linha com este pensamento, as Normas Internacionais de Auditoria
emitidas pelo The Institute of Internal Auditors, entidade que se dedica ao
desenvolvimento do auditor interno e da profissão de auditoria interna, definem
Auditoria Interna como:

Uma atividade independente e objetiva que presta serviços de avaliação


(assurance) e de consultoria e tem como objetivo adicionar valor e melhorar
as operações de uma organização. A auditoria auxilia a organização a
alcançar seus objetivos adotando uma abordagem sistemática e disciplinada
para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de
riscos, de controle, e governança corporativa (THE INSTITUTE OF
INTERNAL AUDITORS, 2002).

Na ótica competitiva e de constante transformação as empresas exigem que


a auditoria interna, como fator essencial ao processo avaliativo e contínuo dos atos
organizacionais, esteja em sincronia com esse patamar e que sua direção avaliativa
de controles internos não são suficiente para suprir às novas demandas
(CREPALDI, 2009).
Na atualidade a auditoria atua de forma proativa na avaliação e análise
estratégica, assegurando a avaliação dos riscos garantindo sua estrutura e
qualidade no controle da auditoria interna, garantindo seus resultados e sua
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participação na prestação de serviços de consultório, respaldado nas Normas


Internacionais de Auditoria (CREPALDI, 2009).
Verifica-se então uma nova forma de auditoria nascida do fruto das
participações expectativas baseada no cooperativismo da governança coorporativa,
vigoradas no início do ano de 2000 através de vários escândalos coorporativos
(BARROS, 2007)
Com o passar dos anos, a auditoria interna evoluiu grandes estágios,
atribuindo e objetivando o auxilio administrativo no desempenho de suas obrigações,
focando na análise de uma eficiente organização, baseada diretamente, em um
instrumento antifraude. Tanto na assessoria como na consultoria os métodos sobre
os riscos de negócio, objetiva a auditoria interna como ferramenta coorporativa de
controle e monitoramento (CREPALDI, 2009).
A auditoria pode também se destacar em formas de agregação de valores
aos resultados de uma empresa, na forma de apresentar subsídios para a gestão
dos controles internos e aperfeiçoamento dos seus processos, resultando nas
soluções de problemas que anteriormente não estavam dentro da conformidade da
organização(ATTIE 2009).

Existem semelhanças entre as auditorias, interna e externa, ao utilizarem


metodologias e técnicas comuns ou idênticas (...) ambas identificam,
analisam e avaliam procedimentos de controle interno, realizam testes,
identificam insuficiências, erros e anomalias e avaliam os riscos que lhe
estão associados e elaboram relatórios, nos quais fazem as suas
apreciações, formulam sugestões e apresentam propostas corretivas a
adotar com vista a resolver ou a minimizar as deficiências encontradas
(MARQUES, apud, 1997, p. 75).

Toda profundidade dos meios aplicados pela auditoria interna, reflete-se


também direta ou indiretamente na auditoria externa, conforme explicado por Pereira
e Nascimento, (2005, p.50)

Em todo o trabalho de auditoria interna as ferramentas utilizadas no


cumprimento de seus objetivos são baseadas nos instrumentos
desenvolvidos e aplicados na auditoria externa (PEREIRA E NASCIMENTO
2005, p.50)..

Porém, a extensividade e profundidade dos métodos inseridos por uma e


outra são diferentes levando-se em consideração que a auditoria interna existe para
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servir à organização e se concentrar nos processos internos, enquanto que a


auditoria independente se respalda nas demonstrações financeiras.

3 LÍDER EMPRESA DE CONTABILIDADE: AS ATRIBUIÇÕES DA


AUDITORIA INTERNA

A Líder Empresa de Contabilidade foi fundada em 1º de Junho de 1988 pelo


Contabilista Jaime Marques Caldeira. Após atuar na área contábil por 15 anos,
Jaime iniciou as atividades com o objetivo de desenvolver uma empresa moderna e
competitiva. A história constatou seus objetivos. Atualmente, conta com sede
própria, estrutura totalmente informatizada e mantém uma equipe de funcionários
altamente qualificada e treinada para disponibilizar o melhor padrão de qualidade em
assessoria contábil para toda a região (CALDEIRA, 1997).
Jaime Caldeira é diretor da empresa ao lado de sua esposa Maria Lucilia
que contam com diversos colaboradores divididos em grupos de trabalho: 

Área Responsável

Contábil: José Edson Zerbatto


Fiscal: Rosa Maria R. Alves
Recursos Humanos: Maurício de Paula Silva
Previdenciária: Almir Rogério Pereira
Administrativa de Condomínios: Helena Gushikem

Princípios e Confiabilidade

Com um tratamento cordial e comprometido com a qualidade do resultado, a


Líder Empresa de Contabilidade disponibiliza aos seus clientes um serviço
estritamente profissional e ético, oferecendo segurança na aplicação da legislação
vigente. De micro a grandes empresas, a Líder Empresa de Contabilidade conta
com a confiança de seus clientes conquistada, principalmente, através da prática do
profissionalismo e de uma política comercial compatível com a realidade do mercado
(CALDEIRA, 1997).
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A aplicabilidade da auditoria na Empresa Líder de Contabilidade, dar-se-á,


da seguinte forma: o trabalho de parceria entre os gestores e os auditores internos
levantam e avaliam os resultados alcançados pelas áreas e levam ao conhecimento
da alta direção informações sobre problemas e pontos críticos, além de
recomendações de providências e melhorias cabíveis para cada caso.
Os auditores analisam e instalam uma área adequada para cada
necessidades. Com as informações sobre o planejamento estratégico, os auditores
internos elaboram seu plano anual de atividades que será aplicado na organização.
Examinam os registros contábeis, verificam se as diretrizes traçadas pela
direção estão sendo cumpridas, avaliam a aplicação e utilização dos recursos
gastos.
Os auditores internos também indicam as áreas que deverão ser auditadas e
explicam os motivos pelos quais elas são prioritárias. Toda essa aplicabilidade da
auditoria na líder empresa de contabilidade é para que os auditores possam ter força
de decisão e amplitude de ação.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Ao acompanhar a evolução nos modelos de gestão foi fator determinante


para um bom desempenho de qualquer empresa a busca de um lugar de destaque
no mercado competitivo atual. A empresa que inicia sua atividade focada na
sobrevivência tem grandes chances de falhar frente ao mercado, visto que o sistema
atual de consumo não adere aos empreendimentos geridos sem um planejamento e
profissionalismo elaborado.
Para o administrador de uma empresa desprovida de auditoria interna,
chegam informações desencontradas, sem registro, isentas de conferência e
incapazes de sustentar e justificar qualquer decisão gerencial mais relevante. Sem a
continuidade dos controles providos pela auditoria interna, o negócio tende a ser
ineficiente e limitado quanto à evolução de seus sistemas de produção e
administração. A auditoria interna é um instrumento indispensável para o
desenvolvimento de qualquer tipo de entidade (SPIES, 2011).
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Deve ser utilizado pela administração com o objetivo primordial de proteger


os ativos contra erros não intencionais ou irregularidades propositais. Tem caráter
preventivo e encontra-se em todos os níveis da empresa: operacional,
administrativo, comercial etc. Sua aplicação se faz necessária quando o objetivo é a
qualidade e confiabilidade da informação. Garante, ainda, que as operações
respeitem às políticas administrativas da empresa em questão.
O Planejamento Estratégico tornou-se foco de atenção dos administradores
de empresas que buscam tomar decisões objetivas e bem fundamentadas para
enfrentar as ameaças de mercado e aproveitar as oportunidades encontradas em
seu ambiente (SPIES, 2011).
Para melhor compreender esta importante ferramenta de gestão, busca-se
definir o planejamento e estratégia. A principal evidência de fragilidade da auditoria
interna percebida durante todo o estudo foi a inexistência de uma segregação de
funções adequada.
De acordo com o princípio da segregação de funções, nenhum setor deve
controlar todas as fases de uma operação, possibilitando a verificação cruzada de
uma operação. Ou seja, pessoas e setores independentes podem conferir, em
diversas etapas, o andamento de uma operação, reduzindo drasticamente a
ocorrência de erros ou fraudes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nas teorias analisadas, acredita-se que as motivações que levam
as entidades a se ocuparem com a qualidade e o volume das informações
divulgadas ao mercado e partes interessadas, ultrapassam os limites da exigência
legal, apresentando um novo modelo de gestão voltado para a “excelência da
informação”. Desse modo, entende-se que a investigação de uma estrutura básica
de controle acerca dos processos desenvolvidos num sistema organizado de
empresas em geral, mostra-se uma importante proposta para efetuar com eficácia a
auditoria interna.
A contabilidade tem conquistado importância cada vez mais acentuada
devido à complexidade da economia, e a auditoria, que tem por objetivo
proporcionar ao usuário as informações necessárias para melhor controle, clareza e
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transparência das entidades sob exame, ocupa função central. O aumento da


complexidade das operações de uma empresa elevou a necessidade de normas e
controles internos. Um dos ramos mais importantes da ciência da economia, a
auditoria, tem se destacado no que se refere à atuação e prestação de serviços.
Desse modo, procurou-se analisar a importância das auditorias internas para
as empresas - controles financeiros, contábeis operacionais ou gerenciais -
considerando a veracidade dos registros dos atos e fatos contábeis, o cumprimento
da legislação e a identificação dos procedimentos contábeis. Tudo isso, a partir da
lei de criação da organização, para que tenham conhecimento básico dos princípios
propostos.
Este estudo sobre auditoria interna centrou-se na investigação de uma
estrutura básica de controle, acerca dos processos desenvolvidos num sistema
organizado de empresas em geral, envolvendo desde a origem até a forma como
atualmente vem se destacando significativamente no mundo.
Entre a bibliografia consultada, destaca-se a ideia da necessidade de um
controle interno rigoroso, dinâmico e moderno para que a auditoria alcance seus
objetivos, proporcionando à empresa o instrumental necessário para ser bem
sucedida no fenômeno econômico da globalização, pois a auditoria interna identifica
os riscos dentro de uma organização.
Não há unanimidade quanto aos benefícios do processo de globalização,
mas muitas empresas investiram alto no aprimoramento dos controles de
administração interna visando garantir seu patrimônio e capital contra ações
fraudulentas, isso também é evidente no Brasil.
Com o advento da Lei n. 11.638/07, que altera e introduz novos dispositivos
a lei das sociedades por ações, foi estendido às sociedades de grande porte, ainda
que não constituída sob a forma de S.A. (Sociedade Anônima).
As disposições da Lei n. 6.404/76 relativas à escrituração e elaboração das
demonstrações contábeis e à obrigatoriedade de auditoria por auditor independente
registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
E as alterações da Medida Provisória 449/08, que extinguiu, para fins
contábeis, o conceito de lucro não operacional, que alterou o conceito de coligação:
são coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.
Entende-se que essas empresas, pela importância no cenário econômico e
social, devem ter o mesmo grau de informação das companhias abertas. Enquanto
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no exterior as empresas são Sociedades Anônimas (S.A), no Brasil, por serem


caracterizadas como empresas limitadas, estas não sofrem influências e as penas
da lei que se aplicam às empresas de sociedade anônima, deixando brecha para as
exigências do processo de auditoria.
A complexidade da economia tornou necessário um acompanhamento cada
vez mais meticuloso das finanças das empresas por parte dos futuros investidores.
A necessidade de informações seguras para o futuro investidor exige o
acompanhamento das demonstrações contábeis da empresa que, por sua vez,
demanda medidas de segurança para evitar possíveis manipulações das
informações.
De acordo com o COSO o controle interno consiste em uma série de ações
que permeiam a infraestrutura de uma entidade e a ela se integram; constitui o
resultado da interação de pessoas em todos os níveis da organização; e fornece
apenas segurança razoável, não absoluta, à administração e ao conselho de
administração.
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REFERÊNCIAS

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GERÔNIMO, Luciana Moura.et al. Governança corporativa: Uma abordagem


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