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CASOS PRÁTICOS - TÉCNICAS DE

UFCD 9139
GESTÃO, MARKETING E VENDAS

Formador: Romeu Serralva


 Constituiçã o de uma empresa
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Cenário

A Maria José Pires acabou de tirar o curso de Esteticista. Pretende abrir um gabinete
de estética junto com mais 2 colegas de curso.
Quer saber se deve constituir uma sociedade com os colegas ou se devem proceder a
atividade juntos, cada um como profissional liberal.

Quais as Diferenças entre prosseguir uma Atividade


Profissional Liberal e através de uma Sociedade Comercial?

O profissional liberal (bem como o empresário em nome individual) exerce a sua


atividade sem que esta, em particular os seus riscos, seja autonomizável face à sua
esfera privada.
Por outras palavras, o património pessoal do profissional liberal responde pelas dívidas
que ele possa contrair no exercício da profissão. E, por outro lado, os rendimentos que
ele aufira na sua atividade pertencem-lhe imediatamente, sendo tributados em IRS
(declaração Mod. B).
Quando os vários colegas exercem em conjunto a sua profissão liberal podem dividir
entre si as despesas (que em princípio se presume terem sido suportadas em partes
iguais) mas, quanto aos rendimentos, cada um deverá passar os seus recibos verdes
referentes ao que auferiu.
O profissional liberal pode optar, para efeitos de tributação em IRS, pelo regime
simplificado (caso em que se presumirá ter tido um montante de despesas
correspondente a certa percentagem da sua faturação) ou por ter contabilidade

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organizada (caso em que se deduzirão as despesas que legalmente forem dedutíveis
de entre as efetivamente feitas).
Já uma sociedade comercial – seja unipessoal e plural, por quotas ou por ações –
constitui um património independente, afeto a uma atividade que é prosseguida com
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limitação da responsabilidade de cada sócio ao valor da sua participação social (do
valor da sua quota ou das suas ações).
Apenas as sociedades por quotas (unipessoais ou plurais) com faturação comercial não
superior a 149.639,37 Euros podem optar pelo regime simplificado, para efeitos de
tributação em IRC.
O profissional liberal que opte pelo regime simplificado não necessita de ter as suas
declarações fiscais subscritas por um Técnico Oficial de Contas (TOC), ao passo que
qualquer estrutura societária implica a obrigação de ter a sua contabilidade entregue a
um TOC ou mesmo um Revisor Oficial de Contas (ROC).

Solução para o Cenário

Caso a Maria José Pires pretenda que o seu património pessoal seja absolutamente
distinto do património e recursos afetos à sua atividade profissional, é então
aconselhável a constituição de uma sociedade comercial de responsabilidade limitada.
Esta é também uma opção que lhe permitirá regular, desde o início, através dos
estatutos, o funcionamento dessa atividade e a responsabilidade e função de cada
sócio (desde o valor da quota ou participação social de cada sócio até quem tem
poderes de gerência, etc.).

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 Empresa na hora

Cenário Página | 3

O Sr. Manuel Fernandes e mais alguns colegas de curso pretendem constituir uma
empresa para se dedicarem aos cuidados de saúde e bem-estar.

Todos vão entrar com o mesmo valor de capital, mas no caso do Sr. Manuel
Fernandes, este pensava realizar a sua quota-parte em espécie (com diverso material
de escritório) em vez de dinheiro.

Ainda não pensaram no nome que pretendem para a sociedade.

Pretendem uns estatutos simples, sem quaisquer particularidades especiais.

Querem saber quais os passos a percorrer para constituírem a sua sociedade.

Querem saber se podem constituir a chamada “Empresa na Hora”.

Estratégia

Qual o Capital mínimo para constituir uma Sociedade


Comercial? Deve cada participação social ser realizada em
dinheiro?
Numa sociedade por quotas o capital mínimo é de 2€, numa sociedade unipessoal o
capital social mínimo é de 5.000,00 Euros e as entradas podem ser realizadas em
dinheiro ou em espécie.

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Já numa sociedade anónima, o capital social mínimo, constituído por ações
nominativas ou ao portador, é de 50.000,00 Euros e as entradas de capital também
podem ser realizadas em dinheiro ou em espécie.

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Qual o nome que deve ter uma sociedade comercial?
O nome, ou firma, de uma sociedade por quotas deve ser formado, com ou sem sigla,
pelo nome ou firma dos ou de alguns dos sócios, e/ou por denominação particular, e
concluir por “Limitada”, devendo ainda conter a indicação de algum dos objetos sociais
da sociedade e, caso seja uma sociedade unipessoal por quotas, deve conter a
expressão “sociedade unipessoal” ou “unipessoal, Limitada”.
O nome ou firma de uma sociedade anónima é formado do mesmo modo, mas termina
com a expressão “S.A.” ou “Sociedade Anónima”.
Em qualquer caso, a firma de uma sociedade deve ser requerida ao Registo Nacional
de Pessoas Coletivas (RNPC), que a autorizará se preencher os referidos requisitos, e
não deve ser confundível com nenhuma outra já autorizada.

Quais as disposições estatutárias mínimas?


Ainda que possam ser muito simples, os estatutos de uma sociedade deverão
obrigatoriamente existir e serem aprovados aquando da sua constituição.
Dos estatutos de qualquer sociedade deve constar:
a) A identificação dos sócios;
b) O tipo de sociedade;
c) A firma, o objeto, a sede e o capital social;
d) As entradas de capital e a identificação das entradas em espécie, e os pagamentos
efetuados por conta das quotas a realizar;
e) O exercício anual (se diferente do ano civil).
Numa sociedade por quotas, mesmo unipessoal, deve mencionar-se também o
montante de cada quota e o seu titular.
No caso de uma sociedade anónima, dos estatutos devem constar também:
a) o valor nominal e o número de ações;
b) qualquer especificidade na transmissão de ações;

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c) as categorias de ações e respetivos direitos;
d) se as ações são nominativas ou ao portador e como se processam as conversões;
e) o montante do capital realizado e o prazo para a realização do resto;
f) qualquer autorização para a emissão de obrigações;
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g) a estrutura da administração e da fiscalização da sociedade.

Para além destes elementos essenciais, é usual referir a existência de direitos especiais
de certos sócios, as regras de funcionamento da sociedade, a forma de exercício do
direito de voto pelos sócios e o processo de liquidação e partilha em caso de
dissolução da sociedade.

Qual o número mínimo de sócios?


Uma sociedade por quotas deve ter um mínimo de 2 sócios, mas é admitida
legalmente a sociedade unipessoal por quotas.
Já uma sociedade por ações deve ser constituída por pelo menos 5 sócios, havendo
contudo casos ou situações em que se admite um número inferior de sócios.

Como se constitui uma sociedade?


O procedimento usual inclui os seguintes passos:
1. Pedido de certificado de admissibilidade de firma ou denominação de pessoa
coletiva, junto do RNPC, para aprovação da firma, que será válido por 3 meses;
O uso de uma firma sem prévia obtenção deste certificado constitui contraordenação
punível com coima.
2. Pedido de cartão provisório de pessoa coletiva, junto RNPC, o que pode ser feito em
simultâneo com o anterior, para poder iniciar a atividade mesmo antes de estar
constituída a empresa, e enquanto não se tem o cartão definitivo;
3. Elaboração do contrato de sociedade, ou estatutos de sociedade;
4. Declaração de início de atividade, que deve ser apresentada no serviço de finanças
competente no prazo máximo de 90 dias desde a emissão do cartão provisório de
pessoa coletiva, assinado pelo representante legal da sociedade e pelo seu TOC ou
ROC;

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5. Depósito do Capital Social, consoante o que tiver ficado decidido – e assim conste
da constituição da sociedade – quanto à parte do capital realizado em dinheiro e cuja
entrada é realizada desde logo, i.e., não é diferida;
Pode ser feita em qualquer instituição bancária, em nome da sociedade a constituir.
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Aquando da constituição da sociedade os sócios declaram sob compromisso de honra
que fizeram tal depósito, não lhes sendo exigida a exibição do documento
comprovativo.
Este dinheiro pode ser movimentado apenas após o registo de constituição da
sociedade na Conservatória do Registo Comercial ou, caso os sócios o tenham
autorizado, logo após a assinatura do contrato de constituição da sociedade.
6. Assinatura do contrato de constituição de sociedade
Que atualmente, face à alteração legislativa do DL 76-A/2006 de 29/3, apenas se
impõe que seja por escritura pública caso essa seja a forma exigida para a transmissão
dos bens com que algum sócio entre para a sociedade, por exemplo, um imóvel.
7. Registo da constituição da sociedade na Conservatória Registo Comercial, incluindo,
e em simultâneo, o pedido de publicação dessa constituição no Diário da República.
8. Cumprimento das obrigações inerentes à qualidade de entidade patronal:
- Inscrição na Segurança Social quer da sociedade quer do administrador, diretores e
gerentes salvo:
a) sócios gerentes por força dos estatutos mas que não exerçam de facto a gerência
nem recebam retribuições;
b) gerentes/diretores/administradores que sejam também empregados da sociedade e
que já estejam abrangidas pelo registo de proteção social;
c) os que nunca receberam e que já estejam abrangidos por outro lado ou sejam
pensionistas por invalidez ou velhice.
- Comunicação à Inspeção-Geral do Trabalho dos elementos de identificação da
empresa recém-constituída, bem como dos seus corpos gerentes
- Notificação do Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho da
modalidade adotada para a organização dos respetivos serviços na empresa (internos,
interempresas ou externos)

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- Notificações ao Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e à
Direcção-Geral de Saúde dos elementos identificadores dos serviços externos ou
interempresas contratado

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O que é a “Empresa na Hora”?
Hoje é já possível constituir uma sociedade num único dia.
É a chamada “Empresa na Hora”, que permite constituir uma empresa numa qualquer
Conservatória do Registo Comercial e nos Centros de Fiscalidades de Empresas.
Este procedimento tem, contudo, as seguintes restrições:
- Não se aplica a sociedades com o capital realizado com entradas em espécie;
- Obriga à adoção de uma firma com expressão constante da lista de nomes registados
a favor do Estado ou (num futuro próximo) à apresentação de certificado de
admissibilidade de firma já emitido (e válido).
- Obriga à adoção de uns estatutos de modelo aprovado pelo Diretor Geral dos
Registos e Notariado.
- Obriga ao depósito das entradas em dinheiro antes do ato de constituição da
empresa ou até 5 dias úteis depois.
O serviço em causa fará ou promoverá todos os passos acima referidos até ao registo
da constituição da sociedade ao longo de um único dia e, após concluir este
procedimento, no prazo de 24 horas, promoverá as publicações legais, remeterá para o
serviço de finanças a declaração de início de atividade, e disponibilizará aos serviços
competentes os dados necessários para as comunicações à IGT e à segurança social.

Solução para o Cenário

O Sr. Manuel Fernandes não vai poder recorrer aos serviços rápidos da Empresa na
Hora, por realizar parte da sua entrada em espécie.
Vai, contudo, poder constituir a empresa sem necessidade de uma escritura pública, já
que a lei não impõe uma escritura pública para a transmissão dos bens com que irá
realizar a sua entrada.

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Quanto aos estatutos, ele e os futuros sócios terão de os elaborar, ainda que sejam o
reflexo da simplicidade pretendida, ou adotar um dos tipos de estatutos
disponibilizados pela Direção Geral de Registos e Notariado.
Vão ter também de determinar quais – ou se até todos – sócios irão ser gerentes da
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sociedade, e quais as suas remunerações, uma vez que dessa decisão resulta o seu
enquadramento, ou não, na segurança social.

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 Obrigaçõ es legais de uma empresa

Cenário Página | 9

A Sra. D. Cristina Faria é gerente de uma clínica de estética que se dedica à prestação
de serviços de estética.

A sociedade foi já constituída e iniciou atividade no início do ano.

Quer saber quais as obrigações que a partir de agora terá que garantir que sejam
cumpridas, referentes à sociedade e à sua atividade.

Estratégia

Quais as Obrigações Legais que se impõem no decurso do


ano pelo facto de manter a Sociedade em Atividade?
Adiante, no capítulo II deste manual (secção II e III) indicam-se as obrigações legais,
fiscais e parafiscais que se impõem no decurso do ano pelo facto de a sociedade
manter ao serviço os seus empregados, e também relativas ao próprio empresário, na
qualidade de gerente.
Igualmente adiante, no capítulo III deste manual, são indicadas as obrigações
periódicas que ao longo do ano deverão ser cumpridas referentes aos impostos mais
importantes (IRS, IRC e IVA).
Para além destas obrigações, importa à gerência cuidar de cumprir o seu dever de
relatar a gestão e apresentar contas perante a assembleia geral dos sócios, dever
anual.
Trata-se de um relatório sobre a gestão do ano transato e das contas respetivas,
acompanhado dos documentos de prestação de contas, elaborado e assinado pelos

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gerentes ou administradores que estiverem em funções ao tempo da apresentação,
mas aqueles que tenham estado em funções durante o exercício em causa têm o dever
de prestar todas as informações que lhes forem solicitadas.
O relatório e as contas (e os documentos) devem ser apresentados para aprovação em
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assembleia geral até ao dia 31 de março do ano seguinte ao ano civil a que dizem
respeito, e depois depositados na Conservatória do Registo Comercial.

Solução para o Cenário

A Sra. D. Cristina Faria deve cuidar que sejam cumpridas:


a) As obrigações fiscais da sociedade, incluindo as declarações (mensais ou trimestrais)
de Iva, as declarações anuais de IRC, os pagamentos por conta e especiais por conta
de IRC e as entregas das retenções na fonte de IRS;
b) As obrigações parafiscais da sociedade, incluindo os pagamentos à segurança social
das contribuições e as declarações de inscrição e de alteração relativas aos
empregados e aos próprios gerentes;
c) As demais obrigações declarativas da sociedade decorrentes do facto de ter
empregados ao seu serviço, incluindo as declarações à IGT;
d) A elaboração e aprovação do relatório de gestão e contas, e respetivo depósito na
Conservatória do Registo Comercial.

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 Obrigaçõ es contabilísticas e fiscais da empresa
Cenário
O Sr. António Ferreira é sócio-gerente de uma sociedade por quotas que se dedica aos Página | 11
cuidados de beleza de cabelo e corpo.
Como acabou de constituir a sociedade, o Sr. António Ferreira pretende saber que
procedimentos deve seguir para inscrever a empresa junto das Finanças, bem como
quais as ocorrências da vida da sua empresa que deve comunicar àquela autoridade.

Estratégia

Como inscrever a sociedade junto das Finanças?


Antes de mais, cumpre referir que, para a generalidade das empresas, quer sejam
individuais, quer sejam sociedades, existe a obrigação de inscrição para efeitos de
Imposto sobre o Valor Acrescentado (“IVA”), para serem tributadas como sujeitos
passivos deste imposto.
A atividade empresarial será tributada, quanto aos rendimentos gerados, a nível de
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”), se a empresa for uma
sociedade comercial, ou de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares
(“IRS”), se se tratar de um empresário em nome individual.
Para que a referida tributação ocorra, é necessária e obrigatória, a inscrição no
cadastro das Finanças, vulgarmente apelidada de “início de atividade”.
Assim, a empresa, quando seja constituída sob a forma de uma sociedade comercial,
só pode iniciar a sua atividade após a respetiva inscrição junto das Finanças, para além
dos passos obrigatórios referidos anteriormente.
De igual forma, também os empresários em nome individual, que não sejam
sociedades comerciais, deverão proceder a essa inscrição.
A inscrição nas Finanças (a efetuar no Serviço de Finanças do local onde funciona a
sede da empresa) deve ocorrer no prazo máximo de 90 dias após a emissão do cartão
provisório de Pessoa Coletiva, sob pena de aplicação de uma coima.

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Essa inscrição é feita em simultâneo para efeitos de IVA e IRC e na mesma deve
constar o nome do Técnico Oficial de Contas (“TOC”) nomeado (que deve também
assinar a declaração e colocar a sua vinheta) e implica o preenchimento de diversos
campos, referentes ao regime de tributação a adotar para efeitos de IVA e IRC, os
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quais devem ser preenchidos com o auxílio do TOC nomeado.

Que alterações devem ser comunicadas às Finanças ao


longo da vida da empresa?
Qualquer alteração que ocorra em relação aos elementos declarados na declaração de
início de atividade, quer digam respeito ao IVA, quer digam respeito ao IRC (ou IRS se
se tratar de um empresário em nome individual), ou a ambos os impostos – quer, por
exemplo, a mudança de TOC, de sede da sociedade, do nome dos gerentes, etc. –
obriga o empresário a apresentar uma “declaração de alterações” nas Finanças, dando
conta das alterações efetuadas.
Essa declaração deve ser apresentada no prazo de 15 dias a contar da verificação da
alteração, sob pena de aplicação de uma coima.

A cessação de atividade deve ser comunicada às Finanças?


Nos termos do Código do IVA, a cessação da atividade deve ser comunicada às
Finanças sempre que se esgote o ativo da empresa, ocorra cessação do exercício da
atividade ou se transmita a propriedade do estabelecimento. Se o empresário não
estiver a exercer a atividade, e a mesma não tenha sido declarada cessada,
oficiosamente, pelas próprias Finanças, o mesmo deverá entregar a sua declaração
periódica de IVA (ainda que não haja montantes a declarar, nem a pagar), sob pena
de lhe serem aplicadas “presunções de rendimentos” com liquidações de imposto
oficiosas, baseadas em estimativas.
Para efeitos de IRC, tratando-se de uma sociedade comercial a mesma deverá ser
declarada em 30 dias após o encerramento da liquidação da empresa e da sua
apresentação a registo, uma vez que é esse o ato que determina a extinção da
sociedade.

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Se se tratar de um empresário em nome individual, pessoa singular, o Código do IRS
determina que a cessação seja declarada no prazo de 30 dias após a cessação dos atos
da atividade empresarial.

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Solução para o Cenário

O Sr. António Ferreira, enquanto gerente da sociedade, deve promover a declaração


de início de atividade junto do Serviço de Finanças onde se situa a sede da sua
empresa, no prazo de 90 dias a contar da emissão do cartão provisório de Pessoa
Coletiva (NIPC). Nessa declaração, o Sr. António Ferreira deve identificar o TOC da sua
empresa, que deverá assinar a declaração, apondo na mesma a respetiva vinheta. O
Sr. António Ferreira deverá pedir auxílio ao seu TOC no preenchimento da declaração
de início de atividade, designadamente quanto aos elementos respeitantes ao regime
de tributação e dados contabilísticos.
Sempre que ocorrerem alterações na vida empresarial que impliquem modificações dos
dados declarados no início de atividade, o Sr.. António Ferreira ou outro gerente,
deverá promover, em 15 dias, a alteração desses elementos junto das Finanças.
Quando cessar a atividade da sua sociedade, deverá comunicar o mesmo às Finanças,
quer para efeitos de IVA, quer para efeitos de IRC, evitando assim a ulterior liquidação
oficiosa de impostos.

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 Obrigaçõ es fiscais para com clientes e fornecedores

Cenário Página | 14

A Sra. D.ª Maria Santos é empresária em nome individual, no âmbito do qual gere um
gabinete de estética e pretende saber se é obrigada a passar fatura aos seus Clientes,
pelos bens que vender.
A Sra. D.ª Maria Santos quer ainda saber que documento deve exigir ao seu
fornecedor habitual de produtos de beleza, para poder garantir a dedução desse custo,
e dos demais suportados na sua atividade, a nível fiscal.

Estratégia

Como emitir legalmente uma Fatura?


Em matéria de faturação das empresas e dos empresários em nome individual,
aplicam-se as regras do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (“Código do
IVA”).
Nos termos daquele Código, todos os sujeitos passivos de IVA (ou seja, todos os
empresários em nome individual e sociedades comerciais que tenham registado o seu
“início de atividade”, de natureza comercial industrial ou agrícola, junto das
autoridades fiscais) devem emitir uma fatura ou documento equivalente, em
duplicado (destinando-se o original para o cliente) por cada transmissão de bens
ou prestação de serviços que efetuarem, bem como pelos pagamentos que lhes
sejam efetuados antes da data da transmissão de bens ou da prestação de serviços.
As faturas e os documentos equivalentes devem obedecer, obrigatoriamente, aos
seguintes requisitos:
 devem ser datados e numerados sequencialmente (não podem existir números
repetidos);

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 devem conter o nome, firma ou denominação social e a sede ou domicílio do
fornecedor de bens ou prestador de serviços, bem como a indicação do número
de contribuinte fiscal;
 devem conter o nome, firma ou denominação social e a sede ou domicílio do
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adquirente de bens ou de serviços, bem como a indicação do número de
contribuinte fiscal;
 devem conter a quantidade de bens/serviços fornecidos, com a especificação
necessária à correta determinação da taxa aplicável;
 devem conter a menção, em separado, da mercadoria eventualmente
devolvida;
 devem conter o preço, líquido de imposto, e os outros elementos incluídos no
valor tributável (descontos etc.) ou, se se tratar de um retalhista ou prestador
de serviços, o preço total com menção de “IVA incluído”;
 devem conter as taxas aplicáveis e o imposto devido, e se forem várias as taxas
a aplicar, a menção das mesmas deve ser separada;
 devem conter as razões da não aplicação do imposto, se for caso disso (por ex.
atividade isenta de IVA);
 devem indicar a data em que os bens ou serviços tiverem sido colocados à
disposição do adquirente, ou realizados, se essa data não coincidir com a
emissão da fatura.

O empresário (em nome individual ou sociedade) deve optar por emitir “faturas”
contendo os requisitos acima indicados, destinando-se os denominados “recibos
verdes”, em regra, aos profissionais liberais ou trabalhadores independentes (médicos,
advogados, etc.).

Onde poderei obter os impressos das Faturas?


Para tanto, o empresário deverá contratar a impressão de faturas, com os requisitos
acima indicados, em tipografias licenciadas para o efeito (assegurar-se que a mesma
tem esse licenciamento, sob pena de a fatura não ser aceite fiscalmente), ou, em
alternativa, o mesmo poderá adquirir um programa informático que lhe permita emitir

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as faturas por essa via (caso em que acresce o requisito da menção de que o
documento foi “processado por computador”).
As faturas devem ainda mencionar quantos exemplares foram emitidos e se o
documento é o “original” ou o duplicado.
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A falta de qualquer dos requisitos acima indicados determina que a Fatura não sirva
para a respetiva dedução fiscal, quer para efeitos de IVA (onde o IVA suportado na
aquisição é recuperado pelo empresário), quer para efeitos de IRC, onde a despesa
inerente à fatura ilegal será considerada como “despesa não documentada”,
implicando ainda uma penalização na tributação (em 50% do valor da despesa).

Em suma, a correta emissão de uma fatura é muito importante para o empresário,


quer do ponto de vista de “fornecedor de bens ou serviços” a terceiros, quer do ponto
de vista de “adquirente de bens e serviços” para poder levar a cabo a sua atividade.

Em que situações é possível emitir um talão de venda em


vez de uma Fatura?
O Código do IVA vem excecionar do princípio da obrigatoriedade de emissão
de Fatura, as situações em que o cliente é um particular, que aja enquanto
consumidor final e que pague a aquisição em dinheiro, as quais ficam apenas
adstritas à emissão do chamado “talão de venda”, desde que sejam:
 transmissões de bens efetuadas por retalhistas ou vendedores ambulantes;
 transmissões feitas através de máquinas de venda automática;
 prestações de serviços em que seja habitual a emissão de talão, bilhete, senha
ou ingresso, ao portador, comprovativo do pagamento;
 e prestações de serviços cujo valor seja inferior a 9,98€
Nestes casos, há dispensa de emissão de fatura, mas é obrigatória a emissão de
talão de venda. O talão, que poderá ser previamente numerado (com duplicado) ou
emitido através de máquina registadora com rolo interno, deverá conter os seguintes
elementos:
o data, número sequencial;
o denominação e número de identificação fiscal do fornecedor;

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o denominação usual dos bens ou serviços em causa;
o o preço líquido de imposto, as taxas de IVA aplicáveis e o montante de imposto
devido.

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Solução para o Cenário

A Sra. D.ª Maria Santos, enquanto empresária em nome individual que exerce uma
atividade comercial, é obrigada a emitir fatura, contendo os requisitos legais, se vender
bens a um Cliente que não seja um consumidor final.
Se os seus bens forem vendidos a um consumidor final, a Sra. D.ª Maria Santos
poderá emitir apenas um talão de venda, contendo os requisitos legais, desde que o
pagamento seja efetuado em dinheiro, uma vez que a mesma está a agir enquanto
retalhista.
Para garantir a recuperação do IVA suportado e ainda a dedução, a nível de IRC, do
custo de aquisição dos produtos de beleza, a empresária deve exigir ao fornecedor a
emissão de uma fatura que contenha os requisitos legais, previstos no art. 35º do
CIVA.

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 Aná lise de fatores externos e internos à empresa

Cenário Página | 18

Como cenário, vamos considerar que queremos abrir uma peixaria “Peixe Fresco”, com
venda direta ao consumidor através de uma loja com porta para a rua.
A peixaria situa-se num bairro recente de uma cidade, onde habitam
predominantemente casais com filhos, ainda crianças, com um poder de compra
médio, mas com tendência para crescer na medida em que estes casais vão evoluindo
na sua carreira profissional.
O bairro é composto por 1.000 habitações, estando a ser construídas mais 1.000. As
primeiras 1.000 casas foram totalmente vendidas, pelo que se prevê que as seguintes
1.000 também o sejam. Desta forma, no próximo ano, o número de habitações
totalmente ocupadas será de 2.000.
O bairro é muito agradável e cuidado, tendo como objetivo reter a maioria dos
residentes.
No bairro já existe comércio diversificado, entre o qual um supermercado que
comercializa peixe fresco e congelado. Não existem mais peixarias.
Sendo este um bairro novo, e modelo, a Câmara Municipal local tem incentivos
importantes para a abertura de comércio em regime de exclusividade (não podem
existem mais do que dois concorrentes diretos), obrigando no entanto a um contrato
de 25 anos.
Estando situado numa zona nova, o bairro é apenas frequentado pelos moradores,
sendo difícil atrair pessoas de fora.
O bairro é predominantemente dormitório, sendo que a totalidade das pessoas
almoçam fora do bairro e jantam em casa. Ao fim de semana, os habitantes não
almoçam em casa, mas sim fora do bairro.
Os casais que habitam no bairro têm boas profissões que lhes podem permitir ter
rendimentos elevados num futuro próximo. No entanto, estes casais jovens estão

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Formador – Romeu Serralva
bastante endividados devido aos empréstimos que pediram para comprar a casa. Uma
situação de desemprego obrigará a um corte importante nas despesas, influenciando
negativamente a compra dos alimentos mais caros.
Na maioria dos casos, ambos os membros do casal trabalham, tendo muito pouco
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tempo disponível para ir às compras.
Neste bairro existe uma grande comunidade de imigrantes com elevado poder de
compra, cuja cultura e religião obrigam a não comer carne ao jantar.
A peixaria está situada na rua principal do bairro, com boa visibilidade para quem
passa e uma boa montra. No entanto, não existem perto parques de estacionamento,
sendo que por esta razão o estacionamento de carros é difícil.
A peixaria pretende vender peixe fresco, vindo diretamente dos pescadores, e também
algum peixe e marisco congelado. Tem já bem identificados fornecedores de peixe
fresco (tem um acordo com barcos de pesca, cujo peixe é vendido, em exclusividade, a
esta peixaria) mas tem tido alguma dificuldade em obter peixe e marisco congelado,
com uma boa relação qualidade preço.
O dono da peixaria estima que conseguirá vender, no bairro, 30% do peixe comprado
no primeiro ano e 40% no seguinte (os restantes serão vendidos pelo supermercado).
O dono da peixaria estima que as pessoas queiram comer, no primeiro ano, 3 refeições
por semana de peixe, acreditando que devido ao bom peixe que tem, poderá conseguir
que no 2º ano as pessoas façam 4 refeições de peixe por semana. O número médio de
moradores por habitação é de 3 indivíduos.
O dono da peixaria estima que um indivíduo possa consumir, em média, 300 g de
peixe por refeição, sendo que o preço de venda médio será de 10€ por kg. O preço de
custo (preço que custa o peixe à peixaria) será de 5€ (50% do preço de venda). No 2º
ano, o dono da peixaria pensar conseguir aumentar o preço médio para 11€, e, através
de uma melhor negociação com os fornecedores, reduzir o preço de compra para 4,5€
(40,9% do preço de venda).
O dono da peixaria está a avaliar a possibilidade de fazer entregas diretas em casa,
com base em encomendas recebidas.
Como primeiro exercício, vamos analisar os fatores externos (que não dependem do
dono da peixaria) que podem condicionar (positiva ou negativamente) o seu negócio.

Exercícios / Casos Práticos – Técnicas de Gestão, Marketing e Vendas


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Escreva quais são, na sua opinião, os aspetos mais importantes em cada fator,
indicando se são positivos ou negativos para o negócio da peixaria.
Fatores geográficos:
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Fatores económicos:
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Fatores legais:
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O mercado:
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A concorrência:
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Os fornecedores:
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Os fatores sociais:
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Exercícios / Casos Práticos – Técnicas de Gestão, Marketing e Vendas


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Com base nos fatores que referiu, deve agora tentar identificar aqueles que podem
proporcionar Oportunidades para este negócio e os que podem proporcionar Ameaças:
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Oportunidades:
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Ameaças:
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Tendo identificado os fatores externos à empresa mais importantes, deveremos agora


saber quais são os pontos fortes e fracos, da peixaria:
Pontos fortes:
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Pontos fracos:
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Exercícios / Casos Práticos – Técnicas de Gestão, Marketing e Vendas


Formador – Romeu Serralva
Com base no que escreveu antes, deve conseguir agora realizar a análise FOFA ou
SWOT, resumindo as principais ameaças e oportunidades para o negócio, bem como
os pontos fortes e fracos que a peixaria tem.

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Estratégia

É de grande importância identificar os fatores externos (do meio ambiente) que podem
influenciar o sucesso do negócio, antes de tomar a decisão de avançar com um
negócio. Por vezes, pequenos detalhes não identificados antes são suficientes para
causar problemas no futuro.
Não é possível referir todas as variáveis referentes a cada fator, algumas das quais
variam conforme o tipo de negócio, mas podemos identificar algumas mais
abrangentes e comuns.

Fatores Geográficos

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Localização da loja (região, localidade, bairro, local físico, visibilidade, fácil
acessibilidade, fácil estacionamento, fácil descarga da mercadoria, zona de passagem
de pessoas, centro comercial, outros).
Zona envolvente à loja (bairro rico ou pobre, com bom ou mau aspeto, com potencial
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decrescimento através da construção de mais casas, zona dormitório ou com
escritórios, existência de mais comércio que atrai clientes, outros).

Fatores Económicos
Estado da economia nacional (está a crescer e existe entusiasmo, não cresce e existe
pessimismo, existência de pleno emprego ou desemprego, outros).
Estado da economia local (o local onde a loja fica é rico ou pobre, é uma zona de
elevado desemprego ou de pessoas bem sucedidas e empreendedoras, outros).

Fatores Legais
A que obriga a legislação geral (sobre o espaço, sobre as condições de atendimento,
sobre os horários de trabalho, outros).
A que obriga a legislação local (deveres e obrigações municipais, sobre o espaço, sobre
as condições de atendimento, sobre os horários de trabalho, outros).
Incentivos ao desenvolvimento do negócio (gerais e locais).

O Mercado
Qual é a população que o negócio abrange (idade, poder de compra, famílias ou
indivíduos, nacionalidade, religião, hábitos que podem influenciar o negócio, que
alterações se podem dar nos clientes, outros).
O tipo de produto ou serviço que queremos vender (já existe, é hábito ser comprado, é
de compra frequente, outros).
O valor do mercado (quanto vale o mercado, quanto vale o mercado na zona de
abrangência do negócio, está a crescer ou decrescer, como vai ser no futuro, outros).
Os clientes (quem são, porque compram estes produtos, em que situações os
compram ou utilizam, vão precisar sempre destes produtos, como vão ser no futuro,
porque estão disponíveis para nos comprar a nós, outros).

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A Concorrência
Quem são os concorrentes atuais (quem são, são concorrentes diretos ou indiretos,
quantos existem na área de abrangência do nosso negócio, que vantagens têm sobre o
nosso negócio, quais são os seus pontos fracos, existem há muito tempo, são
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sustentáveis, outros).
Quem podem ser os novos concorrentes (facilidade em abrirem novos negócios na
área de abrangência do nosso negócio, novos conceitos que podem concorrer como o
nosso, apoios futuros para a abertura de novos negócios, outros).

Os Fornecedores
Quem são (tem os contactos, tem facilidade em contactar, são em número suficiente,
outros).
Como negociar (quais as expectativas, quais as garantias pedidas, são sérios, que tipo
de contratos, qual a política de preços e descontos, qual a política de pagamentos,
outros).
Qual o poder que têm (são únicos, são vários, estão perto, são acessíveis, outros).
Como funcionam (como recebem os pedidos, como e quando entregam os pedidos,
falam português, como faturam, outros).

Os Fatores Sociais
Qual o sexo predominante dos clientes na área de abrangência do nosso negócio;
Qual a idade predominante dos clientes na área de abrangência do nosso negócio;
Qual a profissão predominante dos clientes na área de abrangência do nosso negócio;
Qual a religião predominante dos clientes na área de abrangência do nosso negócio .

Exercícios / Casos Práticos – Técnicas de Gestão, Marketing e Vendas


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Ficha de Recomendação para a Ação

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Solução para o Cenário

O caso não tem uma solução única, pois cada pessoa pode ter identificado diferentes
variáveis condicionantes do negócio atual e futuro. Página | 26
Do enunciado, podem-se identificar:
Fatores Geográficos – Bairro recente e em crescimento, bairro modelo (positivos),
bairro isolado, só lá vai quem lá mora (negativos).
Fatores Económicos – Família com médio poder de compra mas com potencial de
crescimento, comunidade imigrante com elevado poder de compra (positivos), o poder
de compra médio pode não ser suficiente para a compra frequente de peixe fresco
com elevada qualidade (negativo).
Fatores Legais – Incentivo importante para a abertura, não existência de mais do
que dois concorrentes (positivos), contrato de permanência de 25 anos (negativo).
Fatores Sociais – Casais de ambos os sexos com filhos, casais com profissões de
elevado potencial no futuro, comunidade imigrante com cultura interessante para este
negócio (positivos), forte endividamento dos casais pode causar problemas no
consumo em caso de desemprego (negativo).
Oportunidades – Famílias com médio poder de compra, mas com potencial de
crescimento, comunidade imigrante com poder de compra e restrições no consumo de
carne, incentivos para a abertura da loja, mercado atual de 3.000 pessoas e futuro de
6.000, pouca concorrência atual e no futuro.
Ameaças – Rendimento dos casais pode não permitir uma compra regular,
necessidade de um contrato de 25 anos, existência de um supermercado com um
sortido completo que pode satisfazer de uma só vez todas as necessidades do casal, a
existência de desemprego pode originar um menor consumo de alimentos caros devido
ao elevado nível de endividamento.
Pontos Fortes – Loja bem situada e com boa visibilidade, produto único no bairro e
com muito boa qualidade, possibilidade de entrega em casa, acordo de exclusividade
com o fornecedor de peixe fresco.

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Pontos Fracos – O peixe fresco com muita qualidade pode ser caro e por esta razão
menos vendido, falta de fornecedores de peixe e marisco congelado com uma boa
relação qualidade/preço, dificuldade em estacionar ao pé da loja.
É importante que o formando tenha conseguido identificar, por fator externo, as
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variáveis importantes, com base nas referidas no cenário e outras que considerou, e de
seguida tenha realizado a análise FOFA.

 Aplicaçã o prá tica


Deve agora realizar o mesmo exercício, mas referente a um negócio na área da
estética.

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Formador – Romeu Serralva

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