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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA CÍVEL DA

COMARCA DE CALDAS NOVAS-GO.

Pedro Paulo, motorista de aplicativo , portador da carteira de identidade RG n° xxxxxxx


e inscrito no CPF sob n° xxxxxxx, residente e domiciliado na (Rua), (número), (bairro),
(CEP), Rio Quente/GO por seu advogado que esta subscreve, constituído na forma do
incluso instrumento de mandato, vem, a presença de Vossa Excelência, propor a
presente.

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS


contra SUPERTELCEL, empresa de celular jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ
sob n° xxxxxx, sediada na (Rua), (número), (bairro), (CEP), Fortaleza/CE,
consubstanciado nos motivos fáticos e de direito a seguir aduzidos:

I-DOS FATOS
O autor recebeu uma ligação em que lhe foi ofertado um plano pós-pago, apesar da
insistência do atendente resolve recusar a oferta, pois o plano que possuía já era o
suficiente.
Semanas após do contato com a atendente, o autor que precisava de um veículo
automotor novo para seu trabalho, no momento de fechar o negócio jurídico, tendo em
vista descontos especiais em tributos estaduais e federais que estava a finalizar dois
dias após, descobriu que seu nome estava negativado no montante de R$ 5.000,00
pela ré.
O autor ao perceber a situação, desde já, entrou em contato com ré e a mesma afirma
que no telefonema mencionado havia sido contratado serviços, emitido fatura de
serviços de telefonia e que ainda tinha outras a vencer.
o autor foi informado de que ele havia confirmado a contratação do serviço na data em
que recebeu a ligação de oferta do plano e que estavam sendo emitidas faturas desde
então.
Toda esta narrativa de fatos objetiva dar a perfeita interação sobre o ocorrido, que pode
ser sintetizado nos seguintes termos: ficou claro que a ré, de forma irresponsável,
assinou um contrado verbal que o autor não havia aceito, trazendo ao autor grande
prejuízo, pois o autor preciva do desconto atribuído para conseguir um desconto na
conpra de seu veículo novo, e ao questionar o ocorrido o autor não obteve nenhuma
resposta plausível que solucionasse o caso imediatamente, sofrendo grande
prejuízo. .

Assim, nada mais justo, venha o autor requerer judicialmente uma reparação por tal
fato.

II-DO DIREITO
Em nosso direito é certa e pacífica a tese de que quando alguém viola um direito de
outrem, juridicamente protegido, fica obrigado a reparar o dano daí decorrente. Basta
adentrar na esfera jurídica alheia, para que venha certa a responsabilidade civil.
As empresas de telefonia móvel aproveitam-se da vulnerabilidade do consumidor, ante
a facilidade imposição de serviços e tarifas que dificilmente são expostas aos
consumidores, que, ficam em manifesta desvantagem, tornando-se reféns da ganância
daquelas, em total desconformidade com Código de Defesa do Consumidor que institui
normas imperativas e proíbem a utilização de qualquer cláusula abusiva, que vise
assegurar vantagens unilaterais ou exageradas para o fornecedor de bens e serviços, a
exemplo da cobrança de tarifas abusivas sem anuência e contratação por parte do
consumidor, incompatível com a boa-fé e a equidade, sobretudo, ferindo o direito
informação do consumidor. Conforme pode ser observado:

Código de Defesa do Consumidor

"Artigo 6°....
II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços,
asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com


especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos
incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela
Lei nº 12.741, de 2012) Vigência
IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais
coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no
fornecimento de produtos e serviços;
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações
desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem
excessivamente onerosas;
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais,
coletivos e difusos";

Além de incansáveis decisões assegurando o direito líquido e certo de quem se


encontrar lesado por fato alheio a sua vontade, pedimos, mais uma vez vênia para
transcrever a súmula do Supremo Tribunal Federal:

'' Pesquisar Jurisprudência ''

E, por estarem tais argumentos, cabe lembrar que estão presentes os pressupostos da
responsabilidade civil deste resultado danoso.

Pois bem, superada toda essa discussão, nesse momento é imprescindível a discussão
a respeito de outro assunto de extrema relevância nesta demanda: o "quantum" a ser
fixado.

Logo de início, é importante considerar que a reparação, na qual se convertem em


pecúnia os danos morais, devem ter caráter dúplice, ou seja, o que penaliza o ofensor,
sancionando-o para que não volte a praticar o ato ilícito, bem como o compensatório,
para que o ofendido, recebendo determinada soma pecuniária, possa amenizar os
efeitos decorrentes do ato que foi vítima.

Ante esse raciocínio, deve-se sopesar, em cada caso concreto, todas as circunstâncias
que possam influenciar na fixação do "quantum" indenizatório, levando em
consideração que o dano moral abrange, além das perdas valorativas internas, as
exteriorizadas no relacionamento diário pessoal, familiar, profissional e social do
ofendido.

Deve-se lembrar ainda, por outro ângulo, que a indenização por danos morais deve ser
fixada num montante que sirva de aviso à ré e à sociedade, como um todo, de que o
nosso direito não tolera aquela conduta danosa impunemente, devendo a condenação
atingir efetivamente, de modo muito significativo, o patrimônio da causadora do dano,
para que assim o Estado possa demonstrar que o Direito existe para ser cumprido.
III-DOS PEDIDOS:

Posto isso, requer a Vossa Excelência:

A citação da ré, no endereço inicialmente referido, para comparecer na audiência de


instrução e julgamento a ser designada, e, querendo, apresentar resposta, sob pena de
revelia e confissão quanto à matéria de fato;

Se digne Vossa Excelência considerar procedente o seu pedido, para o fim de


condenar a ré ao pagamento de indenização no valor de R$ xxxxxx (Valor), pelos
danos materiais, mais o valor a ser arbitrado por Vossa Excelência em salários
mínimos referentes ao dano moral, bem como das custas processuais e honorários
advocatícios, na base de xx% sobre o valor da condenação, tudo com a devida
atualização.

Os benefícios da justiça gratuita, previsto na Lei 1.060/50, por ser o autor pessoa pobre
na acepção jurídica do termo, não podendo arcar com as despesas processuais sem
que cause prejuízos para sua sobrevivência.
Requer, seja determinada a inversão do ônus da prova em favor da parte Autora,
consoante disposição do artigo 6º, inciso VIII, do CDC, naquilo que é impossível ser
comprovado pela parte autora;

A PROCEDÊNCIA da Ação em todos os seus termos, inclusive a condenação do


requerido no pagamento das custas processuais, honorário advocatícios em xx% sobre
o valor da condenação e demais cominações legais, em caso de recurso;

Protesta por todo gênero de provas em direito admitidas, com inversão do ônus da
prova, nos termos da legislação consumerista em voga, em atendimento ao disposto no
artigo 6º, VII e VIII do CDC, sem prejuízo de outras provas eventualmente cabíveis;
IV-DAS PROVAS
Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos, depoimentos de
testemunhas, bem como novas provas, documentais e outras, que eventualmente
venham a surgir.

V-DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ xxxxx (Valor).

Termos em que

Pede Deferimento.

(Local, data, ano).

Advogado

OAB

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