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Trilha 04 Funções complementares e disfunções


atencionais
Sumário

1 Introdução ao estudo da trilha de aprendizagem p. 4


2 Explorando os conceitos - parte 1 p. 5
3 Explorando os conceitos - parte 2 p. 7
4 Síntese p. 15
5 Referências p. 17
4
Introdução ao
estudo da trilha de
aprendizagem

Em que velocidade nosso cérebro processa as informações


que captamos? Como ele trabalha com essas informações?
Por que algumas respostas e comportamentos são tão
automáticos? O que acontece quando não conseguimos
controlá-los em alguns momentos? Em quais situações isso
ocorre? Por que algumas pessoas parecem demorar mais
para entender algo simples ou realizar uma atividade?

Essas são algumas das perguntas que poderão ser


respondidas no decorrer desta trilha e que contribuirão
para o entendimento de como funcionam as funções
complementares ao processamento atencional, como a
velocidade de processamento, o controle mental e o controle
inibitório.

Essas habilidades cumprem funções essenciais para nossa


capacidade de aprendizado, o modo e a velocidade com que
nos organizamos para pensar, ao seguimento de regras e
controle adequado do modo como expressamos todas as
informações que estamos processando ao nosso redor.

Nesta quarta trilha de aprendizagem, em que estamos


abrangendo os processos atencionais, você vai compreender
o que são as funções cognitivas que complementam a
atenção e auxiliam no desenvolvimento de atividades
mentais mais complexas. Além disso, estudaremos o que
ocorre quando esses processos não estão funcionando
corretamente e acarretam em dificuldades ou prejuízos do
nosso desempenho em tarefas do dia a dia.
5
Explorando os
conceitos - parte 1

Você deve conhecer pessoas que levam mais tempo para


copiar as informações da lousa ou aquelas que conseguem
resolver cálculos rapidamente. E já deve ter conhecido
alguém que é muito ágil para identificar erros em uma cena,
como no jogo dos sete erros. Você se lembra de alguém
que, em determinada situação, não se controlou e disse algo
inapropriado ou se comportou de modo a desagradar alguém
no trabalho, como uma reação automática, impulsiva?

Vamos a um exercício? Sem auxílio de lápis e papel, comece


a subtrair 7 do número 100 e assim sucessivamente até
completar 10 subtrações. Por exemplo, 100 menos 7 é igual
a 93, 93 menos 7 é igual a... Pronto? E então, o que achou?
Chegou ao número 30? Foi fácil? Sentiu que precisou de
muito esforço? Perdeu-se em algum cálculo?

... Em geral, observamos que tarefas como essa demandam


maior controle da nossa atenção, como será que
conseguimos trabalhar com tantos números? O controle e o
esforço de que dispomos para prestar atenção em algumas
atividades podem variar muito. O nosso cérebro funciona
de formas muito diferentes dependendo do cenário em que
estamos e sentimos isso através do esforço que aplicamos
para nos concentrarmos quando estamos estudando na
escola ou quando estamos em casa, por exemplo.

Como podemos explicar o que ocorre com pessoas que levam


mais tempo para entender alguma coisa, fazer associações
ou responder a perguntas? A sequência dessa caminhada
pelos processos atencionais continua para que possamos
entender como o processamento da atenção começa a
convergir com atividades mentais mais complexas e embasa
6 o funcionamento cognitivo de forma global. Essas atividades
nos tornam capazes de aprender, fazer cálculos, nos
concentrarmos em um ambiente com muitas interferências e
estar aptos para conduzir comportamentos mais adaptados,
planejando, adotando boa tomada de decisões e manejando
nossas reações.

Nesta trilha poderemos aprimorar nosso olhar para as nossas


dificuldades e refletir acerca daquelas que observamos em
algumas pessoas no dia a dia.
7
Explorando os
conceitos - parte 2

Um bom funcionamento das habilidades atencionais


requer uma equação equilibrada entre diversos fatores,
desde aqueles que mantêm o cérebro, operador essencial
das funções cognitivas, com sua estrutura e transmissão
adequadas, até aqueles que estão intimamente ligados com o
modo como desenvolvemos nosso potencial de capacidades,
gerando consequentemente um aperfeiçoamento na
comunicação das redes cerebrais.

Ao final do século XIX, o conhecimento acerca da anatomia


cerebral (neuroanatomia) estava mais avançado e as
investigações seguiram desde então pautadas no impacto
das lesões cerebrais nas sensações, movimentos e
pensamentos, na comunicação, identificação de regiões e
suas especialidades. Esse cenário fundamenta o surgimento
das Neurociências e as pesquisas sobre o funcionamento do
cérebro.

O cérebro recebe informações a todo o momento e trabalha


com elas em diversos níveis de complexidade. A velocidade
e o controle com que os estímulos são processados
configuram importantes diferenciais para o grau com que
desempenhamos nossas atividades.

! A velocidade de processamento de informações, o


controle mental e inibitório que aplicamos sobre elas são
conceitos que trataremos ao longo desse Componente
Curricular. Referem-se a funções complementares dos
processos atencionais que compõem base e substância
para componentes de um tipo de processamento cognitivo
que envolve o direcionamento da atividade mental para
um objetivo em sua expressão comportamental. Esse
processamento é chamado de funções executivas.
8 No decorrer desta trilha de aprendizagem, vamos ampliar
o entendimento sobre a velocidade de processamento de
informações, o controle mental e o controle inibitório. Para tal,
nos ateremos a essas habilidades que estão circunscritas ao
funcionamento dos processos atencionais, a partir do estudo
e aplicação das Neurociências.

Nos estudos que buscaram esmiuçar o conceito de


inteligência, a velocidade de processamento de
informações integra de modo ímpar o funcionamento
cognitivo. Trata-se da capacidade de compreender e realizar
uma tarefa rapidamente. Esse é um recurso primordial, pois
essa habilidade está relacionada à agilidade com a qual
conseguimos captar uma informação e fazer com que o
percurso e encadeamento de processos ocorram de modo
eficiente. Sugiro um breve exercício para ilustrarmos esse
conceito. Tente se transportar para a época da escola,
especificamente para uma aula de Física. Sua imaginação
chegou lá? Enquanto você assiste à aula, o professor está
expondo um conteúdo novo, ele vai ensinar Elétrica. Então,
o professor começa a apresentar as grandezas elétricas
(tensão, potência, corrente), ensina a fórmula matemática
e o raciocínio para a estrutura de cada uma. Em seguida,
o professor lê em voz alta uma questão-problema no livro,
identifica a fórmula e chega à solução em uma fração de
segundos. Nesse exercício, podemos observar e relembrar
a facilidade e agilidade que, em geral, os professores detêm
para fazer a leitura de um problema e resolvê-lo, através
desse exemplo aplicando um cálculo matemático. Ao
mesmo tempo, podemos refletir sobre a velocidade com
que aprendemos um conteúdo, em que precisamos anotar
o que está escrito na lousa, responder a uma pergunta feita
de imediato pelo professor, ou até mesmo resolver uma
conta “de cabeça”. A exploração dos estímulos no campo
visual, auditivo, os movimentos e o tempo que levamos
para receber, compreender e responder aos estímulos
compõem essencialmente o funcionamento da velocidade de
processamento.
9 A velocidade de processamento representa a agilidade
do nosso cérebro na realização de operações mentais,
garantindo a compreensão do que se tratam os estímulos
que está recebendo e suas respectivas associações de forma
dinâmica. Isso ocorre quando identificamos uma imagem,
reconhecemos um som, um sabor ou quando precisamos
entender uma pergunta ou quando vamos conhecer os
processos de funcionamento do nosso local de trabalho.

A velocidade com que processamos informações mentais


é desencadeada por uma rede de transferência de dados
que, por sua vez, se dá através de sistemas de comunicação
no cérebro (neurotransmissão). Lesões cerebrais
podem influenciar esses processos. Os achados sobre
comprometimento cognitivo em regiões do cérebro apontam
para um impacto no curso dessa comunicação, demonstrando
prejuízo da velocidade de processamento de informações em
Figura 1 - Encéfalo
humano seccionado pessoas que são acometidas por lesões em um tecido menos
para revelar os dois superficial do cérebro, a substância branca (Figura 1).
tipos de tecido.
Quando ocorre lesão
com predomínio na
substância branca,
são esperadas
alterações
atencionais,
executivas e déficit
na velocidade de
processamento.
Fonte: Adaptado de
BEAR; CONNORS;
PARADISO (2017, p.
7).

A substância branca é formada pelo prolongamento das


células nervosas (neurônios) e cumpre função importante
na velocidade com que as informações são transmitidas
no circuito cerebral. Uma comunicação eficiente envolve
o funcionamento adequado da nossa capacidade de
processar os estímulos e o tempo em que reagimos a
eles. É por isso que a velocidade de processamento está
10 intimamente conectada com as habilidades atencionais,
raciocínio e aquisição de conhecimento. Alterações dessa
função cognitiva implicam, geralmente, em processos de
aprendizado morosos, repercutindo em baixo rendimento
acadêmico, dificuldade para planejar, tomar decisões,
dentre outras habilidades que configuram base para o
funcionamento efetivo de capacidades cognitivas mais
complexas.

Além da velocidade com que processamos as informações,


algumas habilidades atencionais complementares são cruciais
para o funcionamento adequado da atenção. Essas funções
estão atreladas a maior exigência do processo de controle
atencional, pois envolvem operações de armazenamento e
processamento simultâneo de informações.

O controle mental é uma dessas habilidades. Está


relacionado à capacidade de manter uma informação
mentalmente enquanto realiza outra operação mental. Você
deve conhecer um jogo que muitas pessoas brincavam em
que um mediador propõe que outros jogadores adivinhem
uma palavra proposta. Nesse jogo, em geral, as pistas que
os jogadores possuem são o número de letras e a temática
ligada à palavra. Os jogadores devem oferecer palpites de
letras e, conforme ocorrem acertos, o mediador sinaliza onde
aquela letra se localiza na palavra. Na tentativa de adivinhar
a palavra proposta, realizamos uma série de sugestões com
as letras do alfabeto para preencher os campos e formar
uma palavra. Precisamos controlar mentalmente a variação
de possibilidades para encontrar palavras com sentido.
Podemos pensar também em uma situação muito comum
para ilustrar esse conceito, como quando você precisa
fazer um cálculo mental para conferir um troco no caixa do
supermercado. Para realizar cálculos matemáticos simples
ou complexos na ausência de lápis e papel, é necessário
que algumas informações sejam mantidas mentalmente
enquanto outras operações são realizadas para chegar ao
resultado. A habilidade de controle mental é requerida em
situações como essa e é exigente do ponto de vista dos
11 processos atencionais. Ela está vinculada a um sistema de
controle executivo mais robusto e multifacetado, a memória
operacional. O controle mental apoia o gerenciamento de
alguns componentes desse sistema.

... Vamos a um desafio de controle mental para ver como


você se sai? Tente descobrir mentalmente um nome
próprio desembaralhando as letras a seguir: R-O-C-S-A.
Apresentaremos a resposta ao final desta trilha, procure
observar como foi realizar essa atividade mentalmente.

Outra habilidade complementar às funções atencionais e


que também envolve a requisição de processos controlados
é o controle inibitório. Trata-se de um padrão atencional
em que precisamos selecionar informações interessantes
frente a estímulos concorrentes e competitivos. As falhas
nesse processo repercutem em nossos comportamentos,
ocasionando a emissão de respostas descontextualizadas
por automatismos mentais, ou seja, falhamos em conter
comportamentos automatizados e acabamos por emiti-
los em um contexto em que deveriam ter sido contidos ou
suprimidos.

Em outros momentos, essas falhas ocorrem devido às


dificuldades no controle das interferências internas ou
externas ao sujeito. No controle atencional, essas alterações
se manifestam por dificuldades em selecionar e manter o foco
nos estímulos de interesse em um ambiente permeado por
elementos competitivos. Não deve ser muito difícil pensar
em uma situação desse tipo em nosso dia a dia, basta nos
imaginarmos tentando prestar atenção em ambientes com
alta carga de ruídos ou poluição visual (controle da atenção)
e também quando tentamos inibir e selecionar nossos
pensamentos ou lembranças específicas para garantir a
manutenção de uma linha de raciocínio ou conversa (inibição
cognitiva), por exemplo. Esses contextos exigem empenho
elevado de nossos mecanismos inibitórios para não cometer
falhas, estão atrelados ao sistema de inibição que, junto
aos componentes de controle da atenção e ao de inibição
12 cognitiva, exercem o controle sobre comportamentos
fortemente estabelecidos (inibição de respostas).

! As falhas nesse componente envolvem comportamentos


de caráter imediatista, em que a reflexão ou planejamento
são ausentes ou aplicados em baixos níveis. Entrar em
um ambiente escuro e procurar pelo interruptor, oferecer
a mão para um cumprimento quando alguém a estende
na sua frente são exemplos de respostas motoras
automáticas. Imagine-se nessas situações, geralmente não
pensamos muito sobre elas, apenas agimos. Interromper
frequentemente uma conversa, tocar a buzina do carro
quando está irritado, dizer algo que magoa alguém no meio
de uma discussão são comportamentos que relacionam-se a
alterações do processo de inibição de respostas e que pode
conferir o caráter de impulsividade à conduta.

O controle mental e o controle inibitório estão intimamente


conectados às funções executivas, que se constituem
por habilidades cognitivas complexas e integradas que
permitem que direcionemos nosso comportamento para
atingir um objetivo. Esses sistemas de controle atuam de
forma complementar aos processos atencionais complexos
e atuam de modo subjacente para o controle executivo do
comportamento. Essas habilidades estão circunscritas aos
circuitos frontais do cérebro e, no plano comportamental, ao
córtex orbito frontal (Figura 2).
13
Figura 2 - Encéfalo
humano na visão
dorsal (à esquerda)
e na visão ventral (à
direita). O destaque
na visão ventral
correspondente ao
córtex orbitofrontal.
Quando ocorre lesão
com predomínio
nessa região,
são esperadas
alterações no plano
comportamental,
como o
comportamento
impulsivo. Fonte:
Adaptado de
BEAR; CONNORS; As disfunções atencionais relacionadas a alterações da
PARADISO (2017, p.
velocidade de processamento, controle mental e controle
21).
inibitório são comuns em quadros como o Transtorno
do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que se
caracteriza por dificuldade persistente para manter o foco
atencional de forma adaptada e pode envolver sintomas
relacionados à hiperatividade e impulsividade. Da mesma
forma, é comum observar alteração dessas funções em
pessoas que apresentam dificuldades acadêmicas ou
Transtornos de Aprendizagem Específicos (Dislexia,
Discalculia).

Pessoas com alterações no controle inibitório podem


desenvolver problemas relacionados ao uso de substâncias.
Em geral, as dificuldades relacionadas ao sofrimento
trazido por um comportamento desadaptado estão
bastante relacionadas aos sistemas de controle cognitivo
e de comportamento. É interessante observar como uma
tarefa aparentemente simples para alguns pode gerar
níveis distintos de esforços dos sistemas de controle,
especialmente quando ele se encontra em processo de
14
+ Convido você a amadurecimento, como é o caso desse exemplo com
assistir ao vídeo crianças.
chamado “The
Marshmallow Test”,
que faz parte de
É necessário olhar com cautela essas dificuldades. O
um experimento melhor exame para aferir como é o seu desempenho nessas
famoso, iniciado funções é a Avaliação Neuropsicológica. Esse é um
na década de 60 procedimento amplo e detalhado que envolve a aplicação de
por pesquisadores testes cognitivos, escalas e entrevistas para investigação
da Universidade
da cognição, fatores comportamentais, psicológicos e sua
de Stanford. Eles
buscavam mensurar relação com o funcionamento cerebral.
a capacidade de
crianças para o Esses dispositivos de controle e inibição que auxiliam nos
autocontrole e processos atencionais sofrem queda de desempenho no
o adiamento de
processo de envelhecimento típico. É frequente observar
recompensas
imediatas. em idosos redução da velocidade de processamento e maior
Disponível em: suscetibilidade à distração por informações irrelevantes.
https://www. Portanto, a capacidade para processar informações
youtube.com/ no cérebro fica mais restrita e muitas vezes, de forma
watch?v=77XIyD0Y
secundária, são observadas falhas atencionais e maiores
TqU
dificuldades de memorização, por exemplo. Aliás, você se
recorda daquele desafio que propus a você no início desta
trilha? Conseguiu descobrir qual nome pode ser formado
desembaralhando, apenas mentalmente, as letras R-O-C-
S-A? Se você chegou ao nome O-S-C-A-R, parabéns! Se você
não conseguiu, o que acha de tentar resolver mais anagramas
como esse para aprimorar sua capacidade de controlar
informações mentalmente?

+ Assista ao vídeo chamado “Querido, Professor” em


que algumas crianças gravaram mensagens aos seus
professores relatando as dificuldades que enfrentam em
sala de aula devido aos seus diagnósticos que impactam
o rendimento escolar, dentre eles, Transtorno do Déficit
de Atenção e Hiperatividade e Transtornos Específicos de
Aprendizagem. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?time_continue=1&v=EhDGOY74zj4&feature=emb_
logo.
15
Síntese

Ao final desta trilha de aprendizagem, entendemos quais são


as funções complementares aos processos atencionais e a
proximidade desses componentes com atividades mentais
complexas.

Vamos ver se você consegue se lembrar de quais são


essas funções? A quais circuitos cerebrais elas estão mais
relacionadas?

E então? Como se saiu? Fazendo uma breve recapitulação


desta trilha de aprendizagem, nós estudamos as funções
cognitivas que auxiliam a atenção de forma complementar
e empregam ao processamento de informações velocidade
e maior controle diante de cenários adversos. Abordamos,
portanto, a velocidade de processamento de informações, o
controle mental e o controle inibitório.

No decorrer das descrições, abordamos exemplos


envolvendo situações e desafios para que pudéssemos
alcançar um maior entendimento prático sobre cada uma,
como refletir sobre a capacidade de realizar um cálculo
mental rapidamente, resolver um desafio de anagrama e
imaginarmos situações em que precisamos adotar bastante
controle para nos mantermos concentrados em meio a
cenários bombardeados por interferências, terreno fértil para
as falhas no controle atencional.

Em relação à correspondência com áreas e circuitos


cerebrais, aprendemos que lesões na substância branca
podem ocasionar disfunções atencionais, executivas e
prejuízo da velocidade de processamento. Quanto ao
controle mental e inibitório, instauradores da base para
o processamento executivo, os circuitos frontais e orbito
frontais compreendem a extensão em que as atividades
mentais operam com prevalência.
16 Apresentamos também exemplos de dificuldades e
transtornos relacionados às alterações desses componentes,
como o TDAH, dificuldades de aprendizagem, transtorno por
uso de substâncias e também como é esperado que, com o
envelhecimento, o declínio da velocidade de processamento
apontado por estudos neuropsicológicos tenha impacto no
funcionamento de várias habilidades cognitivas. Nas seções
finais, a indicação dos vídeos do “The Marshmallow Test” e
“Querido, Professor” ilustraram as dificuldades encontradas
quando essas funções estão em desenvolvimento ou
alteradas.

Não deixe de consultar o ambiente virtual de aprendizagem,


onde você encontrará outras tarefas e matérias de
aprofundamento que auxiliarão seu processo de
aprendizagem!
17
Referências

BEAR, M. F.; CONNORS, B. W.; PARADISO, M. A.


Neurociências: desvendando o sistema nervoso. 4ª ed. Porto
Alegre: Artmed, 2017.

CONSENZA, R; GUERRA, L. Neurociência e educação. Porto


Alegre: Artmed, 2011.

EYSENCK, M.; KEANE, M.T. Manual de Psicologia Cognitiva.


7ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

FUENTES, D.; MALLOY-DINIZ, L. F.; CAMARGO, C. H. P.;


COSENZA, R. M. Neuropsicologia: teoria e prática. São
Paulo: ArtMed, 2008.

KANDEL, E. et al. Princípios da Neurociência. 5ª ed.


Mcgraw-Hill Brasil – Grupo A, 2014.

MALLOY-DINIZ, L. F. et al. Avaliação neuropsicológica. 2ª


ed. Porto Alegre: Artmed, 2018.

MIOTTO, E. C.; LUCIA, M.; SCAFF, M. Neuropsicologia


Clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Roca, 2017.
Universidade Presbiteriana

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