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Maçonaria Brazileira
publicação mensal

Reâactôr em Chefe:
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Ò GR. SECR -. GER*. DA ORDEM

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Boletim
DO

Grande Oriente do Brazil


Jornal Oílicial da Jtlaçons. Brazileira

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Mo e Julho te 18%.—.
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Aft üniversi Terrarnm Orbis Snmmi Architecti Gloriam

íRDADL _ IDADE
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Filllll

Gr.\ Or.'. e Supr/. Cons/. do Brazil


Circular.
ftjfap:. IIoj:. da Federação.
$s ^ug:.e
i

Gr.-. Secr.-. Gsr.-. da Ord.-. no Rio de


de 1896, E. '. 7.#.
Janeiro em 31 de Julho

Em cumprimento ao disposto no art. h da Constilr.


é publicado no «Boletim» o Projecto de Constituição
approvação pelaAssemb:. Ger:.,
adoptadoem primeira
cm sua sess. *. extraord.'. de hontem.
com o referido artigo, deverão as
De conformidade
da Federação manifestar-se a res-
AAug.. LLoj.'. ¦. •.
as suas respostas a esta Gr. Secret.
peito, enviando '-
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¦-";.'7;7;h7^7;, 7':.
— 210 —

Ger.'. até st de Dezembro do corrente anno, afim de


que em Mano do anno vindouro possa a Asscmb.'.
Ger.'. deliberar definitivamente.
Convém lembrar que serão consideradas como tendo
acceitado o Proj/èto aquelas LLoj.'. qne não respon-
derem no prazo limão.
O Supr.-. Aré.-. do Univ.-. vos guarde.

O Gr.\ Secrr. Gerr. da Ord.\


'Dr. Henrique lal/adarcs, 30.
Projecto k Constituição
DO

Me Orie nte e mm Goiise o io Braz íl

TITULO I
Do Grande Oriente e Supremo Conselho
¦

do Brazil
• aggremiações maçonieas da Repu-
Art. 1 As differentes
blica dos Estados Unidos do Brazil, regidas pela si
Poente
ama íe
Constituição e leis d'ella derivadas, tormam entre
de Grande Oriente e Supremo Conselho
deração com o titulo
do Brazil, cuja sede é na cidade do Rio de Janeiro.

titulo n
'

Declaração de Princípios
Art. 2.» A Maçonaria é uma instituição e^almente
caritativa e philantropica. íhitosoptuca e Wm^mM
objecto a indagação da verdade, o **^*™^m-
per
méda solidariedade, trabalhando pelo ^"^""^™J-
intellectual e socai da
terial e moral e pelo aperfeiçoamento - -

Humanidade.
_. *242

Sua divisa é Liberdade Igualdade e Fraternidade e seus


princípios sào a tolerância, o respeito mutuo e a liberdade
absoluta de consciência.
Ella considera o trabalho como um dos deveres essenciaes
do homem, honrando igualmente o trabalho manual e o traba-
lho intelleclual.
Art. 3.° E' dever da Maçonaria estender a tolos os mein-
bros da Humanidade os laços fraternaes que ligam os maçons
espalhados om toda a superfície do globo e assim recommemla
aos seus membros a propaganda pela palavra, pelos escriptos
e pelo exemplo e dá a cada um o direito de expender e
publicar a sua opinião sobre as questões maçonicas de ordem
geral.
Art. 4.° E' dever do maçon ajudar e proteger a seu irmão
e bem assim defendèl-o contra a injustiça, mesmo com risco da
própria vida.

titulo ni
I

Dos Maçons e das Officinas

CAPITULO 1

Dos Maçons
Art. 5.° A admissão na Maçonaria é submettida a escru-
tinios, em que tem direito de tomar parte todos os maçons
presentes.
Art. 6.° A Maçonaria possue signaes e emblemas, cuja alta
significação symbolica só pode ser revelada pela iniciação.
Estes signaes e emblemas, sob formas determinadas, são
empregados nos trabalhos e relações dos maçons e servem, em
toda a superfície do globo, para reconhecerem-se eauxi-
liarem-se.
Art. 7.° A iniciação comprehende muitos gráos qae variam
•SM •
conforme os ritos.
§ Único. Os três primeiros gráos são : o de aprendiz, o de
companheiro e o de mestre, sendo este o que dá a plenitude
dos direitos maçonicos.

•t
¦M
54 3

Art. 8-° Para ser maçon e gozar dos direitos inherentes a


este titulo, são indispensáveis os seguintes requisitos :
1.° Estar emancipado ;
2.° Ter bons costumes e reputação illibada devidamente
verificada ;
3'.° Ter profissão que lhe assegure meios honestos de sub-
sistencia ;
4.° Ter instrucçao precisa para comprehender as verdades
e os lins da Maçonaria.
Único. São dispensados da condição Ia do presente artigo
§
os filhos de maçons e os lowtons regularmente adoptados, que
ser iniciados desde que tenham dezoito annos de idade,
podem
com consentimento de seus pães ou tutores.
Art. S): A qualidade de maçon, assim como os direitos e
que !he são inherentes, perdem-se :
prerogativas
1." Por uma acção deshonrosa ;
°2.° Pelo exercicio de profissão notoriamente desconsiderada
na sociedade. .
3.° Pela violação dos compromissos maçonicos tomados por
occasiào da iniciação.
Único. Perde-se a de maçon. definitiva ou
§ qualidade nas
temporariamente, somente em virtude de um julgamento
lei
condições e formas determinadas pela Constituição e por
d'ella derivada.
maçon tem o direito de representar ao
Art. 10 Qualquer
superior denunciando os abusos que forem commettidos
poder e a responsabi-
por maçons ou corpos maçonicos promover
idade dos culpados.
maçon será punido por delicto maçomco
Art. 11. Nenhum lei antenoi e
senão por autoridade competente, em virtude de
na forma por ella regulada. ,

CAPITULO II

Das Officinas
*5

aggremiani-se em corpos maçonicos,


Art. 12. Os maçons
que tomam o nome genérico de Officinas. denom -
As Officinas consagradas aos três primeiros grãos;
consagram aos grãos superiores ate *

nam-se Lojas e as que se


o de Rosa-Cruz chamam-se Capítulos.
- 214 —
r

As Officinas destinadas aos gráos superiores ao de Roza-


Cruz até o de Cavalleiro Kadosch no rito escossez têm o nome
de Conselhos.
A Officina consagrada aos gráos 31 e 32 no rito escossez
denomina-se Consistorio.
§ Único. As condições de estabelecimento das Officinas das
diversas cathegorias serão fixadas em lei.
Art. 13. As Officinas governam-se livremente, no limite
das regras estabelecidas pelas Constituições por que se rege-
rem devendo ser sempre consultadas sobre as medidas de in-
teresse geral e maçonico na parte relativa ás respectivas
attribuiçòes.
Art. 14. Todas as funcções maçonicas nas Officinas são
electivas e temporárias, sendo os funccionarios eleitos animal-
mente.
§ Único. O titulo e o numero dos cargos, suas attribuiçòes,
as condições de elegibilidade, a época e o modo de eleição serão
fixados em lei.
Art. 15. Só os membros activos de uma Officina são elegi-
veis para os cargos na mesma, sendo também os únicos com o
direito de concorrer á eleição cios ditos cargos.
§ Único. As condições de actividade maçonica serão defini-
das em lei.
Art. 16. As Officinas têm o direito de disciplina sobre seus
membros e sobre todos os maçons que assistirem a seus
trabalhos.
Art. 17. Duas ou mais Officinas de um mesmo oriente
poderão reunir-se para deliberar collectivamente quer em
sessões plenas, quer por delegações, sobre questões de inte-
resse geral, social ou maçonico.
As resoluções tomadas nessas reuniões ou delegações em
caso algum devem ir de encontro á Constituição e ás leis maço-
nicas.
Art. 18. A's Officinas cabe o mesmo direito conferido aos
maçons nos arls. 10 e 11 da presente Constituição.
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Art. 19. As Officinas seguirão em seus trabalhos um dos
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ritos reconhecidos.
§ 1.° São considerados ritos reconhecidos: o escossez an-
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tigo e acceito, o adouhiramita, o francez, os syinbolicos e os


que para o futuro forem adoptados pelo poder competente.
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j 2.° Nenhum rito poderá aspirar á supremacia sobre os
outros, qualquer que seja o numero de seus gráos.
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213

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TITULO IV
Da Federação
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Ari. 20. As Oíficiiias das diferentes cathegorias consti-


tuirao em cada um dos Estados da Republica noe Eslado no Districto
Federal uma Grande Loja desde que haja peto
menos três Lojas Capitulares.
\rt. 21. N'aquelles Estados em que a condição do artigo
antecedente não esteja satisfeita, cabe a cada tuna das res-
Lojas o direito de optar pela jurisdicção da Grande
pectivás
Loja de um Estado próximo ou pela do Districto Federal.
S Único. Logo que fòr satisfeita a condição do artigo au-
tecedente será constituída a respectiva Grande Estado. Loja, á qual
ficarão então subordinadas todas as Officinas do
Art 22 O território de um Estado poderá ser dividido do ter-
.le outra Grande Loja, si a vastidão
para a'iifstaIlação essa me-
ritorio e a dilíieutdade de coinmunicações justificarem
solicitada á Assembléa Geral petas Lojas da cir-
dida, que será ter-se-ha em
cum^ipcàoprojectada.Nocasode deferimento
vista a divisão administrativa do Estado.
8 Único. Para ser concedida a divisão, é necessário que
Grandes Lojas que resultarem tenha sob sua
cada uma das
menos dez Lojas e cinco Capítulos.
jurisdicção pelo tem
Art 23. As Grandes Lojas sao corpos autônomos que
o desenvolvimento e P™»^ *»»a"
por fim concon-ei- para
a suas expensas, as «eces^nde^^ei'
çonaria e prover,
maieriaes1 da respectiva circumscr.pçao, J^WSM^f: da Consti-
da União pelo cumprimento
para com os Poderes
tuição e das leis e pela observância dos ntuaes. ^ :
aos Poderes da União
Art. 24. Cabe exclusivamente e do
e as leis penal
§ 1/ Decretar a lei administrativa
processo e todas as de interesse geral. as
:
relações „Am-aa
com as
§ 2/ Estabelecer, manter e interromper
Potências Maçonicas Estrangeiras. »f » '¦>'¦¦'¦¦•--' ¦
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l.turgicas
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§ 3.» Resolver sobre as questões dos trabalhos das oflicinas das


cada rito e organisar os rituaes
diversas cathegorias.
§ 4.° Decretar a sua renda.
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— 210 —

Art. 25. Compete exclusivamente ás Grandes Lojas,nas suas


circumscripçôes:
§1.° Decretar a sua Constituição nas bases estabelecidas
n'esta.
§ 2.° Decretar as leis necessárias á sua autonomia e aos in-
teresses das oííicinas de sua jurisdiccâo.
§ 3.° Decretar a sua renda.
Art. 26. As rendas da União consistirão em :
§ 1.° Annuidades pagas pelas Oííicinas das diversas cathe-
gorias.
§ t: Contribuição especial das Officinas que funccionarem
em prédio de propriedade do Grande Oriente.
§ 3.° Jóia def instai laeào, fusão e mudança de rito das
Officinas das diversas catiiegorias e emolumentos pelos respecli-
vos breves, cartas e patentes constitutivos.
§ 4.° Emolumentos pelos breves e patentes dos gráos, con-
feridos pelos Capítulos, Conselhos e Consistorios, que serão
todos expedidos pelas Grandes Officinas Chefes de rilo.
§ 5.° Jóia e emolumentos de patentes dos grãos philosophi-
cos conferidos pelo Supremo Conselho do rito escossez.
§ 6.° Emolumentos de patentes de títulos conferidos pela
Assembléa Geral, pelo Grão Mestre ou pelas Grandes Officinas
Chefes de rito.
§ 7.° Producto da venda de suas leis e rituaes e de quaes-
quer trabalhos impressos a suas expensas.
§ 8.° Emolumentos por certidões extrahidas de documentos
do seuarchivo.
§ 9.° Renda do Boletim Official.
Art. 27. As rendas das Grandes Lojas consistem em :
§ 1.° Annuidades pagas pelas Oííicinas das diversas cathe-
gorias.
§ 2.° Contribuição especial das Officinas que funccionarem
em prédio de propriedade da Grande Loja.
§ 3.° Jóias de installação, fusão e mudança de rito das
Officinas das diversas cathegorias.
§ 4.° Jóias de gráos de Rosa Cruz e de Cavalleiro Kadosch,
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'
conferidos pelos Capítulos e Conselhos de sua jurisdicção.
§ 5.° Producto da venda de suas leis e de quaesquer traba-
hos impressos a suas expensas.
§ 6.° Emolumentos por certidões extrahidas de documentos
do seu archivo.
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217

Ç 7.° Renda do seu jornal official, quando o tenham.


8 8." Renda do Conselho que tiver sua sede na dos Poderes
Ooiistilucionaes da Grande Loja.
§ 9.° Renda do Consistorio.
Art. 28. Ao Grande Oriente é ás Grandes Lojas é facultado
rrear outras fontes de renda, respeitados os direitos estabele-
ciclos na presente Constituição

TITULO v
Dos Poderes Maçonicos Federaes

CAPITULO III

Designação dos Poderes


Art. 28. Os Poderes Maçonicos Federaes são: geraes e espe-
ciaeSa
Poderes Geraes, harmônicos e independentes entre
§ li» Os
si são :' o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Poderes Especiaes, ou corpos lithurg.cos mantene-
§ 2.° Os ritos, são as Grande» Ofíia-
dores dos mysterios dos diversos
nas Chefes de rito.

CAPITULO IV

Do Poder Legislativo
7 >

Art. 29. O l>oder Legislativo í Grande«^^JSSS^t


.ommendadoi üa
Geral com a sancção .Io Grão Mestre
¦

'
Ordem, Geral ou
Ti in o, memmos euc effectivos da Assembléa
também os
Ait. Ai), üs membros
deputados, únicos a q«em.^bena0rf0es?cargosw-gu e commissòes da
únicos que pudem ser eleitos para os
mesma Assembléa, são: 1 . ftffi„;nnc ph^fos
efetivos daS GSeO»CSnCi.efes
§1, Os -fr?S
de rito, com exclusão das Granaes ui0u.u*
I
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, y. • - '*:
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— 218 —

§ 2.° Os deputados eleitos annualrnente pelas Officinas das


diversas cathegorias da Federação.
Art. 31 São membros honorários da Assembléa Geral e
n'essa qualidade podem assistir ás suas sessões e tomar parte
nas discussões, sem direito de voto:
§ 1.° Os maçons que tiverem patente pela qual lhes seja
conferido esse titulo.
§ 2.° Os representantes de Potências Maçonicas acreditados
perante o Grande Oriente e Supremo Conselho do Brazil.
Art. 32. A' Assembléa Geral compete :
§ i'.° Verificar os poderes dos seus membros.
§ 2.° Eleger os seus funccionarios e coinmissòes perma-
nentes.
§ 3.° Proceder á apuração geral da eleição das Grandes
Dignidades da Ordem.
§ 4.° Confeccionar as leis ordinárias e as necessárias ao
exercício dos Poderes Maçònicos Federaes,
§ 5.° Orçar a receita e fixar a despeza do Grande Oriente
annualrnente e tomar contas da receita e despeza de cada
exercício financeiro.
§ 6.° Autorisar empréstimos que seja necessário contrahir.
§ 7.° Conceder subsídios ou auxílios a instituições, maço-
nicas ou não, cujos fins estejam de accòrdo com os da Ma-
çonaria.
§ 8.° Estabelecer a tabeliã geral que deve regular a
cobrança das rendas do Grande Oriente.
§ 9.° Estabelecer os casos em que as contribuições de
qualquer natureza, pertencentes á renda do Grande Oriente,
podem ou devem ser dispensadas.
§ 10. Determinar, sob proposta do Grande Secretario Geral
da Ordem, o numero e honorários dos empregados do Grande
Oriente e dos mais que forem estipendiados.
§11. Crear e conceder títulos honoríficos e insígnias de
distmcçào para galardoar a quem por seus serviços e virtudes
o mereça, quer seja membro da Federação, quer sujeito á
Potência Maçonica reconhecida.
.§12. Reconhecer, consagrar e autorisar os ritos que estejam
de harmonia com os princípios maçònicos e disposições da
presente Constituição.
§13. Adoplar e regeitar as relações entre o Grande
Oriente e Supremo Conselho do Brazil e as Potências Maço-
'•
>'

— 219 -

nirm Kstramieiras, ouvindo a Grande Oficina Chefe do rito a


pertencer a Potência com a qual se tratar.
que
§ 14. Conceder amnistia a maçons ou a Officinas.
§ 15. Julgar da procedência da accusaçào contra as Grandes
Digiiidades da Ordem, nos termos do art. 45.
Art. 33. A Assembléa Geral só poderá funccionar com a
de pelo menos trinta e três membros elíectivos, sendo
presença
esse número reduzido a vinte e um em segunda convocação.
Os seus trabalhos terão logar no grão de Mestre do rito
moderno.
Art. 34. Os funccionarios da Assembléa Geral são : Grau-
des Diguitarios e Grandes 01'liciaes.
§ 1.° Os Grandes Diguitarios são :
Io Grande Vigilante.
2o Grande Vigilante.
Grande Orador.
Grande Secretario Geral da Ordem.
§ 2.° Os Grandes Ofíiciaes são :
Grande Thesoureiro Geral da Ordem.
Grande Chanceller.
Io Grande Experto.
2o Grande Experto.
Grande Hospitaleiro.
Io Grande Mestre de Ceremonias.
2o Grande Mestre de Ceremonias.
Grande Cobridor.
3.» Os Grandes Diguitarios e o Grande ThesoWf
§ absoluta dos g#M
votos e-
da Ordem serão eleitos por maioria
sentes. Os outros Grandes Ofíiciaes serão considerado* eleitos
desde que obtenham a simples maioria relativa.
de Grande Orador Grande Secretario,
§ 4.» Aos cargos nave^^ adjuntos
Grande Thesoureiro e Grande llosp.tale.ro
os eliect.vos e gozando das res
eleitos da mesma forma que
pectivas regalias quando em exercício. Grão M
Art. 35g A Assembléa Geral será presid.dapelo
Adjunto Logar Tenente Commendador e *^W£$™
1" e 2- Grandes Vigilantes on P«la^Gra^„D^atdf V«,Se
rarias, Grandes Dignitarios Honorários ate 2 Grande Vigilante
— 220 -

inclusive, ou pelo decano presente, na ordem em aue «jía


enumerados. ' ' °
Art. 36. Para ser membro effeolivo ou honorário da
semhléa Geral é preciso estar collado no as-
gráo de Oavalleiro"
Kadosch pelo menos no rito escossez e no mais elevado nos
ritos adonhiramita, francez e symboiicos.
§ uni co. A eleição dos deputados á Assembléa Geral poderá
entretanto, recahir em maçons que possuam pelo menos
o
gráo de mestre, os quaes só poderão ser empossados depois de
se haverem collado no gráo exigido no
presente arti<>o.

CAPITULO V

Das Leis e Resoluções


. Ari.37. Os projectos de lei e resoluções adoptados pela
Assembléa Geral serão submettidos ao Grão Mestre Grande
Ummend.idor da Ordem que os sanecionará, si com elles
estiver de accordo. Exceptuâm-se as resoluções a Assem-
blea Geral adoptar nos lermos do § 15 do art. 32. que
§ 1.° Si o Grão Mestre julgar o projecto de lei ou resolução
inconstitucional ou contrario aos interessei da Ordem,
a sua sanecao dentro de quinze dias, devolvendo-o com osnegará
motivos da recusa.
§ 2.° Devolvido o projecto de lei ou resolução á Assembléa
Gerai, esta, em sua primeira reunião, submette-o a uma dis-
vo;aÇao nominal, considerando-se approvado, si
Jí? f clos V^»s Presentes, sendo então enviado
,ímnLd0usrttíJ,e°fI
como lei ao Grão Mestre para a formalidade da
promulgação.
° Sllen-Ci0 do Grao Mestre no
imJJ*° a sanecao.
importa prazo fixado no § Io
A SanCça° e a Proraulgação fazem-se
formula"- pela seguinte
«Nós F. Grão Mestre Grande Commendador
da Ordem
« Maçonica no Brazil;
<< Fazemos saber
que a Assembléa Geral do Grande
«Oriente e Supremo Conselho
do Brazil decretou e nós
« sanccionamos (ou
promulgamos) a seguinte lei (ou re-
« solução).»
'

Nào sendo a lei ou resoluçãu promulgada no prazo


$5.°
,|e quinze dias pelo Grão Mestre, pGrào Mestre Adjuncto ou o
Grande Vigilante da Àssembléa Geral a promulgará sob a
P
seguinte formula :
«O Presidente (ou o l" Grande Vigilante) da Àssembléa
«Geral do Grande Oriente e Supremo Conselho do Brazil);
« Faço saber que a mesma Àssembléa decretou e eu pro-
«mulgo a seguinte lei (ou resolução).»
0." Será promulgada nos termos do § 5o do presente
§ a
artigo a resolução da Àssembléa Geral julgando procedente
accnsaçào contra o Grão Mestre ou contra o Grão Mestre
.
Adjunto.
Art. 38. Os projectos regeitados ou não sanccionados não
poderão ser renovados nu mesmo anno maçonico.

CAPITULO VI

Do Poder Executivo
Art. 39. O Poder Executivo é exercido pelo Grão Mestre
d.recto
Grande Commendador da Ordem, eleito pelo sufrágio
do Povo Maçonico da Federação.
Substitue o Grão Mestre, no caso de .mpedinientoe
§1.»
sucmle-tbe.no de falta, o Grão Mestre Adjun o Luga. Tenente
Commendador, eleito simultaneamente com elle.
,1o |p;#?^â|i^
§ £• No impedimento ou falta
Grão Mestrado caberá successivãmente ao RíP^^ T. «banal
Particular do Grão Mestre e ao Presidente do Supremo
. '
¦ • ...

de Áppellaçào. n rl-
Grande
Art. 40. São condições para ser eleito «rioMestreLogrU- Te
Commendador da Ordem e Grão Mestre Adjunto. D.gmclacles
nente Commendador, que se denominam Grandes
da Ordem: ... A „
menos uma Loja da
§ i.« Ser membro activo de pelo
Federação. .. . nv,is
mestre, pelo menos, lu ma.s
§ J.. Estar eollado no grào de
diJ '§um anno.
3." Estar no pleno gozo dos direitos maçon.cos.
"V;
<¦';•:¦¦
__á
mi mi má

§ 4.° Ser maior de trinta e três annos.


Art. 41. No caso de vaga, por qualquer causa, de Grão
Mestre ou de Grão Mestre Adjunto antes do ultimo anno cio
período em que deverão servir, proceder-se-ha a nova eleição.
Art. 42. O Grão Mestre Grande Commendador da Ordem e*
o Grão Mestre Adjunto Logar Tenente Commendador exerce-
rão o cargo por cinco annos, podendo ser reeleitos.
§ 1.° O actual quinquennio terminará em 20 de Marco
de 1901.
§ 2.» A eleição das Grandes Dignidades da Ordem terá logar
no primeiro dia util do mez de Novembro do ultimo anno do
quinquennio, sendo o processo da eleição e apuração regulado
em lei. °
Art. 43. As Grandes Dignidades da Ordem, ao serem em-
possadas, farão a seguinte promessa em reunião do Povo Ma-
çomco :
« Prometto por minha honra cumprir e fazer cumprir a
«Constituição e as leis do Grande Oriente e Supremo
« Conselho do Brazil, promovendo,
quanto em mim couber,
« o engrandecimento e
prosperidade da Maçonaria.»
Art. 44. <) Grão Mestre Grande Commendador, como
dan0rdein' seu órgão officiale seu representante nato
ant as lotencias Maçonicas
ante Estrangeiras, tem as seguintes
aünbuiçoes °
Presidir a todas as reuniões maçonicas a
na A1"" que com-
que ellas seJam>com excepcão
Geial e do Supremo Tribunal de Appellação. ' da Assembléa
rÍl!ile.qu0aesqiler

inluçoes
JJ'\S\nCCÍonu,r.' !1ron[mlKai' e fazer publicar as leis e reso-
da Assembléa Geral ;
dfc.retos» regulamentos e instrucções
hna§aVo3ped!rda^eiPs e/esohlÇões para a
PrLlfnf?-
w andes Officmas Chefes de rito. da Assembléa Geral e das
** P~s °»s delictos sujeitos
aju§ris4aSUfedaeral.COmiI'Uta''
rpnfioY ^onvocar extraordinariamente a Assembléa Geral, a
PT maçonico e as Grandes Officinas Chefes de
rftn 'tPEZ
li, Jul8ar conveniente
Jí ou quando lhe fór requerido
nos termos determinados em lei.
° Seu Representante Particular a um Grande
In JJii^rTT
lnspectoi Geral, que exercerá as funcções de Grão Mestre
223 -

tiver de ausentar-se da sede do Grande Orien-


Arlinnto.qnando Mestre Adjunto.
f e no <^s0 de vaga ou impedimento do Grão
s 7o Nomear os membros do Supremo Tribunal de Appel-
e o Procurador da Justiça no mesmo Tribunal.
lacào Potências Maço-
o
g 8 Nomear os Uepresentantes juntos ás
n\À Estrangeiras e indicar os que podem ser escolhidos para
Conselho
ao Grande Oriente e Supremo
Repi-esentantes junto
do Brazil.
<)" Nomear e demittir, sob proposta do Grande Secretario
§ Geral e
Geral da Ordem, os empregados da Grande Secretaria
estipendiados, de accordo com o numero e
os mais que forem
honorários fixados pela Assembléa Geral. *e
8 10 Suspender provisoriamente as Ofíicinas maçons que
as leis on regulamentos da Ordem, ou desobede-
infringirem competente,
cerem ás ordens legaes de autoridade maçonica
fazendo depois seguir as normas do processo.
medidas extraordinárias que julgar conve-
8 11. Decretar
bem da Ordem, as circumstancias urgirem
Dientes em quando fnnocioflai,
e os Poderes Maçonicos constituídos não possam
actos ao conhecimento e approvação aa
submettendo os seus
Assembléa Geral, logo que esta possa reunir-se.
§ 12. Dar a palavra semestral. serão
vrt. 45. O Grão Mestre
Art. e o Grão Mestre Adjttoioseuu
Adjunto
neltidos a processo e a julgamento pejo s»P;^J,r^";a
submetticl
de Appellacão depois que a Assembléa Geral decla.ai proce
dente a accusacão.
da accusacão importa em un-
A decretação da procedência
mediata suspensão do exercício das funcções.
Adjunto será o Poente da As
Art. 46. O Grão Mestre no caso de
sembléa Geral, tendo o direito de voto apenas
desempate.

CAPITULO Vil

Do Poder Judiciário
Art. 47. O Poder Judiciário da União é exercido.pelojftj-
premo Tribunal de Appellacão, fotíP^l^doqrUrVrdem
nomeados pelo Grão
notável sanei e mij Geral.
dentre os maçons de/%*MH3E^.Í&* .
para o cargo de membro effectivo da Assembléa
m m. '1 ammm'

. § 1." Os Juizes do Supremo Tribunal de Appollaçào ser-


virão por três annos, podendo ser reconduzidos Pira
annualmente far-se-ha a renovação do terço no começo isso do
mez de Maio, antes do dia 10. *
"
§ 2° O Presidente tio Supremo Tribunal de Appellaçào se-
ra eleito pelos Juizes d'entre si no dia 10 de Maio de
anno ou no primeiro dia útil que se lhe seguir. cada
§ 3.° No mez de Maio, antes da eleição de Presidente será
pelo Grão Mestre nomeado o Procurador da Justiça, tirado
dentre os Juizes do Tribunal.
§ 4:? No caso de vaga de um Juiz, o Grão Mestre tara a no-
meaçao devendo o nomeado servir pelo tempo que faltava ao
antecessor. *
§ o.° No caso de vaga do Presidente, será o Tribunal convo-
cado,t entro de quinze dias, para proceder a eleição o
para
preenchimento da vaga. l
§ 6.° No caso de vaga do Procurador da Justiça, o Grão
Mestre nomeara o substituto d'entre os Juizes ou nomeará
maçon nas condições de preencher a vaga existente de Juiz. um
7 o O Presidente do Tribunal não poderá, durante o exer-
. §
cicio, ter outro cargo na Ordem.
Art. 48. Ao Supremo Tribunal de Appellação compete
:
a) Processar e julgar, em única instância:
§ 1.° As Grandes Dignidades da Ordem.
§ 2,° Os seus membros ou Juizes.
§ 3." Os membros eííectivos da Assembléa Geral.
C°nílÍCt0S entre a Uniao e as brandes
I JJivLfrlT*6
i^ojas, ou entre estas umas com as outras.
dos§THmi0nS,p;0d!ÍCrOS
uos ^ Tri.bunaes
iiiDunaesde Grandes de ™a Grande Loja ou
Lojas entre si.
X- :¦¦ ¦ ¦¦-. • ' .-.

b) Rever os processos findos:


daS jUSt!çâS das Grandes {^™ em ulti-
ma§in4n^SeífenÇ'S recurso
.
¦.-¦¦¦ ¦..¦:¦¦¦:
¦ ¦
¦ ¦¦.¦
"
AnnèllS ra para ° S,lPre™ Tribunal de

a validade
¦
.. ¦

leisledèn^0? ffio,íar d°
fbreTribunal ou applicaçâo das
contra ella da Grande L°Ja fôr
C'Sa°

Pode.es
Pod^H?^ das G,andes Lojas em faceonde actos dos
da Constituição ou das leis
225
'¦¦¦¦¦_ ¦ ¦
,:.¦ ...

¦
¦
. ,. .'¦:'

e a decisão do Tribunal da Grande Loja considerar


fPileraes
esses actos ou essas leis impugnadas.
validos
c) Sempre que fôr imposta ao maçon a pena de expulsão
e a qualquer Officina a de eliminação perpetua.
perpetua
r 2 ° Nos rasos em que houver de applicar leis das Grandes
Tri-
ini s"'i iustica federal consultará a jurisprudência dos Lojas
h„ívaès loeaese, vice-versa, as justiças das Grandes de in-
a federal, quando houverem
oonsuítarào jurispruilencia
terpretar leis'da União.
Art 49 As justiças das Grandes Lojas não podem intervir
suhmettidas ao Supremo Tribunal de Appellação,
emauestôes sentenças ou or-
nem annullar, alterar ou suspender as suas
reciprocamente, o Supremo Tribunal de Appellação
ens.E iribunaes das
ãopóde intervir em questões suhmettidas aos
Lojas, nem annullar, alterar ou suspender as decisões
Grandes decla-
ou ordens d'estes, exceptuados os casos expressamente
rados n'esla Constituição.
¦

CAPITULO VIU .

Dos Poderes Especiaes Maçonicos


litluirgicos e mantenedores dos mys
Arf 50. Como poderes do Grande
terios dos diversos ritos, funccionarão na sede
Conselho do Brazil as Grandes. Oficinas
Oriente e Supremo
Chefes de rito, que são:
Conselho do 33/ e ultimo gráo do rito escossez
1.» Supremo
antigo e acceito.
2.° Grande Capitulo dos Noachitas.
3.° Grande Capitulo do Rito Moderno. ma
sede a Gran e Olfl
§ Único. Será creada na mesma satisfeitas as leis d esse
Chefe de qualquer rito reconhecido,
mesmo rito. -'••„„.
Officina Chefe de rito compoe-se.
Art. 51. Cada Grande
1.° De 33 membros effectivos. :'• ,¦•.'..•-'¦"-•'. ;:L'x!i:fèll

2.° De membros honorários.


3.» De membros extranumerarios,
» - <Wn das Grandes Officmas Chetes
8 mpmhms effeCtivòs Secretario
de rito as Grandes Dignidades da Ordem, o Gran*e
Geral da Ordem e o Grande Thesoure.ro Ge. ai da Oídem.

¦
,. . . ... . . . . ¦.;:¦'"..¦¦
¦•

226

Quando, pela admissão d'essés funccionarios, fôr excedido n


numero dos membros eflectivos, não serão preenchidas as
se derem até vá
'"
gas que qne se altinja ao numero fixado.
§ 2.° Os membros eflectivos das Grandes Oííicinas Chefes
de rito são eleitos d'entn os maçons que possuírem o ultimo
grão do rito, residirem na sede do Grande Oriente e Supremo
Conselho do Brazil e pertencerem como membros eflectivos
uma Oflicina qualquer do rito, devendo receber dous terçosi
pelo menos dos votos presentes. Quando o mais votado não
reunir os votos precisos, proceder-se-ha immediatamente a se
gundo escrutínio entre os dous mais votados decidindo a idade
civil no caso de empate, e a sorte quando fôr a mesma a idade
LI V11 .
§ 3.° São membros honorários das Grandes Ofíicinas Chefes
de rito todos os maçons que possuírem o ultimo
e pertencerem como mem iros eflectivos a uma. Ollicina gráo do rito
do rito, a quem a respectiva Grande Ollicina conferir qualquer
titulo. esse
§ 4.° São membros exlranumerarios das Grandes Officinas
imeles de rito os maçons que possuírem o ultimo gráo e oer-
tencerem a uma officina. qualquer do rito."
..§ 5-° 0s membros honorários têm assento nas sessões das re-
lendas Grandes Officinas e os extranumerarios
poderão compa-
°rem (ionvidados' §ozand°> n'este caso, das mes-
mTrS;
mas regalias que os honorários.
Podem n'essas sessões discutir, mas sem voto,
cabe somente direito
que aos effectivos.
° de membro eíTectivo de qualquer
rr.nríl* rTL^^K
Grande rirejt0
Officina Chefe de rito, conservando,
porém, o de nono-
qUeflXar & residencia tôra da séde <§ mesma Grau-
de Officina
comP.arecer a três sessões ordinárias
cons§enitivnrimÍXar,de
consecutivas, sem motivo justificado, a
juizo da Grande Offi-

annÍ3i°apq^pd,eiXarde-COmparecerás
annos sessões durante dous
quaesquer que sejam as causas da ausência.
0ffiCÍnaS Chefes de rjl° s0
funce onar ninnKrS P°d^
z; zbr"fciv:serem presentes' pei°mpnos-n™ a»
nXa"°S °S dillS (hs sessfles "r',i»a™s'
e osAsè«354f„So„Í?osa0
• hS Grandes 0fílcinas Chefes de rito :
« ? líãTJf^
§ 2.° Autorisar os rituaes pelos quaes devem regular-se as
Officinas do rito.
§ 3.° Examinar as petições para a fundação de Officinas do
rito, autorisal-as e expedir-lhes os respectivos breves, cartas
ou patentes constitutivas.
§ 4.° Informar sobre a regularidade das Potências Maçoni-
cas Estrangeiras do respectivo rito com quem o Grande Oriente
e Supremo Conselho do Brazil tenha de entrar em relações.
§ 5.° Conceder o titulo de membros honorários.
¦
<

§ 6;° Orgânisar o seu regimento interno.


Art. 56. Ao Supremo Conselho do rito escossez cabe em
particular : V ¦¦:.'¦.;

§ 1.° Conceder, conferir e reconhecer o gráo 33.


§ 2/ Conceder, conferir e reconhecer os gráos 31 e 32 a ma-
çons pertencentes a officinas subordinadas a Grandes Lojas "

que nào tenham Consistorio.


§ 3.° Expedir os breves do gráo 18 e as patentes dos gráos
30, 31, 32 e 33.
Art. 57. Ao Grande Capitulo dos Noachitas compete em
particular :
§ 1.° Conceder, conferir e reconhecer o gráo 13.
§ 2.° r.onceder, conferir e reconhecer o gráo 12 aos maçons
pertencentes ás Lojas do rito não Capitulares.
§ 3.° Expedir os breves do gráo 12 e as patentes do gráo 13.
Art. 58. Ao Grande Capitulo do Rito Moderno incumbe em
particular. maçons
§ 1.° Conceder, conferir e reconhecer o gráo 7 aos
pertencentes ás Lojas do rito não Capitulares.
§ 2.° Expedir os breves do gráo 7.

TITULO V
Das Grandes Lojas
»

Art. 59. Cada Grande Loia reger-se-ha pela'.Constituição


constitu-
e pelas leis que adoptar, .espetados os princípios
cionaes da União.
será esta-
Art. 60. Nas Constituições das Grandes Lojas
belecido:
§ í.° O Poder Legislativo caberá aos representantes eleitos
por todas as Officinas das diversas calbegorias com a sancçào
do Grão Mestre respectivo.
§ 2.° O Poder Executivo será exercido por um Grão Mestre
a quem substilue um Grão Mestre Adjunto, eleitos ambos pelo
suffragio directo por um prazo nunca maior de três annos.
§ 3.° O Poder Judiciário será formado :
a) em primeira instância,pelo jury maçonieo em cada Loja.
b) em segunda instância, por um Tribunal constituído
de juizes temporários.
c) em única instância, por esse mesmo Tribunal.
Art. 61. Os maçons eleitos para os cargos de Grão Mestre
e Grão Mestre adjuntos das Grandes Lojas ficam por isso
elevados ao gráo 33, sendo considerados, durante o exercício,
membros natos de todas as Officinas da respectiva Grande Loja.
Os maçons eleitos para os cargos de representação das
Officinas e para os de presidentes das Lojas e Capítulos, e os
nomeados ou eleitos para os logares de juizes dos Tribnnaes
de segunda instância das Grandes Lojas' ficam por esse facto
elevados ao gráo que lhes daria direito a assento na Assembléa
Geral do Grande Oriente.
Uns e outros deverão, antes de empossados, collar-so nos
gráos exigidos.

TITULO VII
Das Relações Exteriores
_ Art. 62. O Grande Oriente e Supremo Conselho do Brazil
nao constituo Officinas em paiz estrangeiro onde existir Potência
Maçonica regular e com elle em relações, nem reconhece
Otlicma constituída no Brazil por autoridade maçonica estran-
i ra.
Art. 6^5. Para a manutenção das boas relações com as
Potências Maçonicas Estrangeiras, o Grande Oriente e Supremo
Conselho do Brazil reconhecerá os Representantes nomeados
junto a elle e terá seus Representantes junto a essas Po-
tencias, nomeados pelo Grão Mestre Grande Commendador
da Ordem.
229

TITULO VIII
Disposições Geraes
Art. 64. Os maçons eleitos para os cargos de Grandes
Dignidade* da Ordem, Grande Secretario Geral da Ordem e
Grande Thesoureiro Geral da Ordem ficam por isso elevados
ao grão 33 e considerados membros effectivos das Grandes
Olíicinas Chefes de rito.
§ único. As Grandes Dignidades da Ordem, durante o
exercício, sào consideradas membros natos de todas as Officinas
da Federação e iVessa qual idade incluídas nos respectivos
quadros, não podendo ter outro cargo na Ordem.
Ari. 65. O Grande Secretario Geral da Ordem e o Grande
Thesoureiro Geral da Ordem servirão durante cinco annos e
desempenharão os mesmos cargos na Grande Loja do Districlo
í^pderíi l
No caso de vaga antes de findo o quinquennio, o eleito
servirá o tempo que faltava ao antecessor.
§ único. O actual quinquennio terminará em 20 de Março
de 1001.
Art. 66. As Grandes Lojas providenciarão sobre a cobrança
das rendas pertencentes ao Grande Oriente e cujo pagamento
deva ser elíectuado por maçons ou Olíicinas de sua jurisdicção,a
fazendo mensalmente as remessas dos metaes arrecadados
Grande Thesouraria Geral da Ordem.
Art. 07 As modificações que tenham de ser feitas na
Constituição serão propostas á Assembléa Geral por
presente das Grandes
qualquer dos seus membros, ou por qualquer
Olíicinas Chefes de rito, ou ainda por qualquer maçou ou
Officina por intermédio do poder competente na respectiva
Grande Loja. tâ^ã oposta
Para a sua primeira approvação é necessário que a pi
seja adoptada por dous terços pelo menos ÍOá^ptW^etów, Boletim
Adoptada assim a proposta, será ella publicada no
Lojas da Federação se manifestem a res-
Ogcial para que as
61
As respostas das Lojas, dirigidas á Assembléa Geral por
intermédio do poder competente na
serão submettídas a uma commissão ^^XJSi espeuai, que
o seu parecer de accordo com a opinião da maioria das Lojas.
- 230 -

Este parecer será submettido á Assembíéa Geral no anno


meçonico seguinte, decorrendo, no mínimo, o prazo de seis
mezes, a contar da primeira approvação, e ahi se resolverá
pela maioria absoluta dos votos presentes.
Consideram-se como tendo acceitado a proposta as Lojas
que não responderem no prazo marcado.
Art. 68. Approvada apresente Constituição e feita a sua
transcripção em livro especial, será ella publicada e enviada
a todas as Officinas da Federação para que a observem.

Disposições Transitórias
Art. 1.0 o Grão Mestre Grande Commendador da Ordem
expedira os actos necessários para a installação das Grandes
Lojas providenciando também para em todas ellas seja
que
installado um Conselho de Kadosck, cujos emolumentos
uíspensão os, são
Art. 2.» Para a installação do Grande Capitulo dos NoachiUs
SWí! «to K»io Moderno, nos lermos determi-
Uí !raf Grà0 Mestre nomeará nove membros
íntiivl #n8l'ln,í?0' J Di8nidades
Gnaüd(!S
fl Ir?í Z fída °rdem ft d0 GraiKle^ tesoureiro Ordem e do Grande
Si l^f Geral da
HmTnrnn Z T V^ ?mbr0* eíí'eCtÍV0* Se™° eleitos P0r
dos membros eíTectivos acima re-
FeridoPL nl°ra T^0
?tÍ £^Sld(íntes das Mase Capítulos do rito da sede
r^~^ '-ojase Capi-
m^X%^
de que,trata este arti8° Pode™ funecio-
narlHnrptn^
nar com a presença de nove dos seus membros.
sertimmJ^Lf
será effectivosdos Grandes Capítulos,
immedlatamente T^,08lavrada a respectiva acta e approvada.
loga-r d?pois era dia fixad»
MestreTn'
Mestie LÇan0„terâ
e n essa P^o Grão
occas.ao serão eleitos os seus funceionarios.
Or.-. do Rio de Janeiro, 30 de Julho
de 1896. E.*. V.\
(br. Henrique Valladares, 33. *.

" ¦ ' i > i a, m


231 -

O Projecto de Constituição
Ainda é bem recente a data da promulgação daConstn
tuição Maçonica em vigor o já uma outra ò apresentada como
melhor satisfazendo aos interesses geraes da Instituição.
A' primeira vista deve parecer que a nossa lei básica
vidente ainda não soffreu as provas necessárias que justifl-
cassem qualquer modificação e mormente a sua substituição*
A lei orgânica de uma instituição qualquer não deve,
com efeito, ser alterada a todo o momento ? só quando a
experiência demonstra a necessidade de que n'ella se façam
modificações, é (pie é dado alteral-a.
A experiência já demonstrou, que a nossa Constituição
necessita de qualquer modificação ?
E' opportuno fazer-se a substituição da nossa lei orgânica ?
Eis a primeira questão quanto ao projecto, sobre o
qual deverão manifestar-se as Lojas da Federação.
Estudando as bases geraes em que assenta o projecto,
chega-se facilmente á conclusão de que a reforma e mais
liberal e mais ampla e vem attender melhor á necessidade
reconhecida de estabelecer-se a verdadeira federação.
E' a evolução manifestando-se em todos os seus salutares
eífeitos, de que aproveitarão principalmente as officinas das
diversas cathegorias espalhadas no vasto território da Repu-
blica dos Estados Unidos do Brazil.
Com a reforma projectada, a Maçonaria nos Estados
tornar-se-ha pujante e forte pela autonomia que se lhe da,
ampliando-se a sua esphera de acção.
As diversas circumscripções, de que cogita o projecto, sob
a denominação de Grandes Lojas, ficarão equiparadas a ver-
dadeiros Grandes Orientes, com autonomia para se desen-
volverem como convém.
As Grandes Lojas serão os Estados da grande Federação do
que constitue o Grande Oriente e Supremo Conselho
Brazil.
— 232 —

Pelos princípios consagrados na reforma, a ninguém 6


licito duvidar da opporlunidade e bem assim da convehièn-
cia de sua adopção.
Nós que, pelo cargo que exercemos, bem avaliamos a sua
exequibilidade, temos quasi certeza de que serão por demais
benéficos os resultados que devemos esperard'essà Gonsti-
tuição, moldada nas bases da verdadeira federação.
As pequenas modificações de detalhes em nada prejudi-
carão os princípios geraes em que ella assenta.
Assim, é de suppôr que as Lojas da Federação, reconhe-
cendo as vantagens que advirão para o progresso o desenvol-
vimento da Maçonaria Brazileira, se manifestarão de um
modo favorável á adopção do projecto que ora é submellido á
sua consideração.
Embora suspeitos pelo facto da autoria do projecto, deve-
mos confessar que é tão importante nas suas conseqüências
essa reforma, que estamos convencidos de que ella merecerá
unanime approvação quanto ás suas bases geraes.

H. V.

Quinto Gráo
MKSTRE PRRFEITO

(Da BibliothecaMaconica)
Este gráo ainda parece ter Salomão por instituidor, pela
intima ligação que tem com o quarto, parecendo até, que
ambos formaram primativãmente um, sendo aqui o especial
objecto a inhumação de Hiram com toda a pompa prescripta
por Salomão.
Sabe-se pela historia que se constituiu para Hiram um
túmulo de mármore branco e negro; que se expoz á porta
do sanetuario, durante um certo tempo, sendo depois tran-
sportado, e collocado em uma sala separada do Templo, que
— 233 -

'
era destinada aos membros do capitulo, que se compunham
|e três personagensü o que faz presumir, que Hiram foi
embalsamado. Os capitulares eram Hiram 2° rei de Tyro,
Salomão, e Hiram, grande Architecto do Templo, achando-se
ainda aqui o numero teriiário, que se quiz symbolisar pelo
Delta, que encerra os Ires elementos da philosophia mo-
derna.
Os Mestres Perfeitos, que eram Arcliilectos dislinctos,
escolhidos e reconhecidos por Salomão, foram os únicos en-
carregados da trasladação do túmulo de Hiram, o que lhes
deu o direito de participar dos trabalhos do capitulo.
Parece <pio este conselho secreto, estabelecido por Saio-
mão, era destinado a ocupar-se das altas questões da theo-
gonia, de philosophia e de legislação, o que nos induz a crer,
que os Mestres Perfeitos oram homens versados nas sciencias,
e por isso se designaram pelo nome de—Architeclos instrui-
dos— Daqui se infere, (pieos capítulos não são de instituição
moderna, pois que o século de Salomão precede de 1.100
annos a era christã. Todavia tem se criado a sua origem re-
cente, porque o juramento se prestava de joelhos, que é posi-
ção contraria ao rito hebraico; o mais que tudo, sobre os
Evangelhos, que não foram escriplos se não depois do esta-
beleciniento do christianismo primitivo. Este saliente ana-
chnmismo não pôde explicar-se senão por uma anomalia do
gráo, c desvio da instituição primitiva.
0 histórico deste gráo parece, além disto, estar em con-
tradicção com o que no terceiro gráo se estabeleceu, a res-
peito dé Adnirani. A historia nos ensina, que este filho de
Abda, da tribu de Dan, foi o principal Architecto dos pri-
meiros trabalhos do Templo, e o histórico do terceiro grão
nem uma niensão faz deste personagem.
Elle substitue Hiram, com quem o outro era ligado por
estreita amizade.
Salomão o encarrega de toda a pompa dos funeraes de
Hiram, recommendando-lhe sobretudo a conservação das
manchas de sangue, de que o mosaico do Templo estava sal-
Picado ; pois que estas manchas serviam de provas do assas-
sinio commettido, para que o povo se não esquecesse cieste
crime : e Salomão fez levantar um obelisco no mesmo logar
- 234 -
<

do Templo, em que Miram havia succumbido, collocando


seu Cimo uma urna, que conservava o coração de Hiram. no
Esta urna era atravessada com uma espada, symbolo
di
justiça, e da equidade j e posto que este symbolo seja todo
moral, prova com tudo que Salomão tinha estabelecido'leis
re
pressivas para conter os perversos. Este monumento fúnebre
era sobre coberto com dous ramos de acácia, em cujo
estavam gravadas as três letras M. •. N.:•. B. . meio
miam uma nova palavra sagrada, derivada do hebraico que exprí-
dias depois da ceremonia fúnebre, Salomão foi ao Temblo Três
com toda sua corte, e depois de haver cuidadosamente exami-
nado o que mandara construir, exclamou em transporte
alegria : Esta perfeito. de
Os autores da inslrucção, attribuem á palavra -EM mr~
Jeito-o titulo do gráo. mas nós pensamos que a denominação
de Mestre Perfeito exprime os extensos conhecimentos
os Mestres, que
possuíam que foram admiltidos ao capitulo de
Salomão, que formava o seu conselho onde eram
debatidas as questões de philosophia, privado,
que então se chamava
sciencia oceulta; e os motivos que se acham consignados
instrucçao, de modo algum nos na
parecem razoáveis: porque •
' MaC0,!a,;ia uma instituição, que se estende ao bem
í Tada Vhumanidade, não
geral pôde um dos gráos que a consti-
U,!ÍC<;- °bject0 ° honrar a memoi>ia ^ um
hnLif/01'
~;?n; llvf se merecimento, não tinha uma tran-
tal^
sobre todos os homens do seu século, obri-
oZ«!S a. pe,'i.etuar a sua memória em uma institui-que
Snlc reSPntavajaemtod0°
n^^ mund0 conhecido, e de
-•?. necessidade d* criar mais tantos
mianS t hantes a Hiram' e cora m«or razãográos, em
SS W?m n™1 imm suPe,1ores;
PSSll T f o que seria o maior
em ve-11 n-Urd0S't0n,and0 assi«l,ar a Ma«onaria infl«ito, Pois que
ZJwrit ô tSena possivel ° Mm™ de homens
l6rra- e calculal' ° 8*» de mérito, a
nTe?h™l Possam ehega,-. !"enos 2°,
tamhem S o motivada vingança, que
M í°strUCçâoé ainda anti-maçonico: a
DohtTtpTr06
Cm!í Semp''e Sld,° eslranlla a «ossa
f instituição que
t0leraD,e- ,amais « "«ciados foram
orna»; LTpt Tre. 6S f0rara a ella omissos, como todos os
E
outros tÍJ
homens, e os Mestres Perfeitos nãó
podiam ter a
235 -

ssâode vingar o assassino do Miram, por que a Judéa


a suas leis o seus executores: a quem Salomão devia
o castigo merecido do crime, sem que fossem
carregar
JffSnqda Dunição, os iniciados, na qualidade de taes. Só é
compatível com a sabedoria o prudência quo naquella epo-
ca caracterizava este grande Rei, o encarregar os Mestres
Perfeitos d o uma legislação, que não só estabelecesse as penas
próprias aos delidos da ordem dos assassinos de Miram, como
desse as normas para a, pesquiza dos delinqüentes, e emba-
racosás suas fugas. Esta missão sabia, rasoavel e conforme á
equidade constituía Salomão em estado de entregar os auto-
resdo crime a todo o rigor das leis; e uma tal incumbência
dada aos Mestres era honrosa, c conforme a moral de todos os
povos.
Depois de se haverem dado estes dons motivos, inteira-
mente oppostosá instituição maçonica, propõe-se ao candidato
uma questão, que suppõe grandes meios de instrucçao para
poder resolver-se : pergimla-se-llie, que conhecimento tem
elle adquirido nos gritos precedentes: e como poderá elle dar
conta de conhecimentos que não tem recebido ?
A resposta porém consiste em máximas triviaes de moral,
que se reproduzem em cada gráo debaixo da mesma fôrma,
eno mesmo estilo, primeiro symbolo, que nos oferece a ins-
trucção, é uma pedra quadrada: este symbolo pertence ex-
chisivamonle ao 14° gráo, que é inteiramente consagrado á
sciencia dos números : e uma explicação prematura contra a
ordem, que nos temos proposto seguir no presente escripto.
0 segundo symbolo é o circulo, que segundo as explica-
Ções mais bem fundadas, representa o universo, e não Deus
como indica a instrucçao.
A instrucçao encerra ainda um symbolo, que é muito
significativo, para se o silencio sobre elle : sao duas
guardar
pyramides, de que o histórico não faz menção, e que mesmo
não figuram no da Loja, sendo apenas mencionadas
quadro
transitoriamente no curso da instrucçao. Sem duvida, que
se tem querido lembrar o Egypto foi, como se collige da
que
mesma instrucçao, o berço das sciencias. Esta asserçao naoe
ladeira: as sciencias nasceram no Oriente, masnao toram
al» representadas e senão por meio de symbolos,
não podendo negar-se propagadas
os Egypcios muito concorreram
que
230

para o seu desenvolvimento, mas elles não as crearani • g o-


progressos que entre elles fizeram os conhecimentos humanos"
foram sempre acompanhados de egoísmo, pois queoscoQ-
centraram nos seus mysterios, substituindo aos symbolos os
hyeroglipliicos que ninguém podia decifrar, sendo todos de
mera convenção, e que muitas, ou a maior parte das vezes
nenhuma relação tinham coin as cousas representadas: sô os
sacerdotes possuíam a chave desta decifração, e esses prol
gressos das sciencias do Egypto a ninguém podiam passar.
E' digno de observar-se, que é aqui a primeira vez,
nos nossos cadernos se faz menção do Egypto, tão celebre que
pelos seus mysterios. Nòsnos inclinamos a crer, que esta
omissão nasce da falta de instrucção dos que estabeleceram
os altos gráos, e mais que tudo, pela crença positiva de que
Salomão foi o fundador do grande sytema da iniciação. Esta
asserção se torna mais forte, quando se vê que a instrucção
affirma as palavras sagradas dos gráos de Aprendiz e Com-
panheiro, eram amigos in limos de Salomão, provando-se pela
historia, que o primeiro foi bisavô de David, que Salomão
não podia conhecer, e o segundo viveu em 2329, antes da
era vulgar, e por conseqüência 1100 annos antes do século
em que viveu Salomão : mas, ainda é mais notável que a
instrucção transforme a palavra sagrada dos Mestres em um
personagem a quem Salomão encarrega da inquirição que
deviam fazer os Mestres Perfeitos • sobre isto a instrucção faz
esta questão -.—Explicai-me isto ? e a explicação consiste em
ajuntar este novo personagem aos Mestres Perfeitos encarre-
gados da inquirição, e tudo o que o mesmo personagem pôde
fazer, consistio em esgotar o poço do Templo, descer a elle,
e retirar a jóia ; de que Hiram se desembaraçou antes da sua
morte, lançando-a no mesmo poço.
Este ultimo documento, é ainda uma transposição, pois
que firma o mais importante episódio do 13° gráo, de que
agora nos não devemos oecupar.
Entre as allegorias, que caracterisam este
gráo, pareceu-
nos que as seguintes encerravam um sentido astronômico, que
devemos expor. O túmulo de mármore branco, e negro, que
encerra os despojos de Hiram; o cuidado com se respeitam
que
as manchas de sangue no mosaico do Templo o intervallo
;
de três dias, decorridos, antes que Salomão estivesse seguro da
'. ¦ '
¦
¦ ¦ ¦
¦
.

23" —

das suas ordens para a inhumação de Hiram; a espada


execução
me atravessa a urna: ca acácia, que a coroa, são allegoriasj que
uma parle do sentido astronômico, que se acha no
encerram
Qogfáoda iniciação dos mysterios de Isis. O mármore branco
svmbolisa a innoceneia de Osiris, representada pela de Hiram;
Jmaüchasde sangue, junto as quaes se eleva o oblisco, que
conserva o coração de Hiram, lembram as que se imprimiram
sobre o túmulo de Osiris, que se achava no vestibulo destinado
ás primeiras provas do 3" gráo dos mysterios de Isis, e que
aqui se tem collocado na sala destinada ás sessões do capitulo
de Salomão. A vingança mencionada no 5° gráo, representa a
deTvplion para com Osiris, seu irmão: a espada svmbolisa a,
arma de que o mesmo Typhon se serviu nesta morte: e a
acácia pinta a dor «pio experimentaram os Egypcios pela
instituições
perda de Osiris, e que tambem figura a tristeza das
maçonicas.
Por mais analogia, com tudo., que offereçam as allegorias
do 5o gráo com as do 3o dos mysterios de Isis, cilas diiícrcm
em que as do 5° Só representam a morte de Osiris: isto é, o
fim do curso do Sol, porque os Ires dias do intervatlo que Sa-
lomão poz, antes de ir ao Templo, figurara-os trez inezes de
equmocio do outomno, cm tanto que a inhumação de iniciado
dos mysterios de Isis, Qgurada pelas achas de que era involvida;
eaexhumação, representada pela liberdade que lhe dava,
representa o lim, e o principio do curso animal do sol; e o
sentido astronômico, envolvido no 5" gráo, devia necessária-
mente fazer parte do desenvolvimento astronômico, que se
dava aos iniciados do Egypto e da Grécia, durante o curso de
seus estudos.
Notaremos ainda, que a parte astronômica, que acaba-
mos de mencionar no 5° gráo, prova que Salomão foi iniciado
nos mysteries gregos -. o que elle mascarou com allegorias do
culto hebreu os conhecimentos scientificos, que pela iniciação
havia recebido. Nós estamos convencidos, que os diversos
grãos, estabelecidos por Salomão, são uma ratificação dos
mysterios essenianos, até então só eram theogomeos,
que
tornando-os elle scientificos; mas, á imitação de Orpneo,
só os reservou resultando daqui a latia
para os Israelitas:
% verdadeira intelligencia dos symbolos, para os que nao
tiyeram a e os arbitrários, e muitas
genuína explicação,
vezes absurdos sentidos dados á diversas allegorias.
238 -

Cabe aqui o exame de uma importante questão na nartP


histórica da Maçonaria, principalmente dos gráos deaiip
temos fallado. E' positiva a morte de Hiram, de modom
se tem figurado? ou Salomão a introduziu somente como
uma allegoria para oceultar o verdadeiro sentido historio dn
3° gráo ?
Sem duvida que a Bíblia, a historia geral fazem menção
deste personagem como enviado por Miram 2", rei de Tyro
a
Salomão, na qualidade de Architeclo para a factura do'Tem-
pio de Salomão; mas oceorrem grandes duvidas, que sua
morte acontecesse, como se diz no histórico do 3o ¦ isto
é, por uma conspiração tramada pelos iniciados, gráo
porque as
palavras, signaes e toques, que os conspiradores pretendiam
que Hiram lhes revelasse, empregando a força, não consti-
tuiam os conhecimentos necessários para exercer a
de architeclo • urnas e outras só serviam perfeição
para se reconhece-
rem os iniciados de um ou outro gráo.
A Biblia, e a historia geral, que são todos os detalhes da
construcção do Templo de Jerusalém, nem unia menção
fazem deste pretendido assassinio, narrando aliás os conhe-
cimentos de architectura e esculptura, Hiram possuía.
que
Esta supposta morte não foi mais que uma allegoria da de
Osiris, que Salomão tirou dos mysterios de Eleusis • e iutro-
duzida nos Hebraicos, Salomão
quiz significar o fim trágico
de seu irmão Adornas, para aterrar os tentarem usur-
que
par o poder supremo.
A Biblia, e a historia geral, assignalam Adonias como
um dos três chefes de duas conspirações se dirigiam a
destronisar David, e que Adonias foi mandado que
punir de morte
por ordem de Salomão, depois de se haver refugiado no
Templo. &
A vingança de Salomão era justificada, Adonias
pois
se tornava temível por sua ambição, tendo-se feito tão que
ar que a maior parte dos olficiaes do exercito de David popu-
o
tinham proclamado rei de Jerusalém, antes
que Salomão
subisse ao throno. Este fratricidio confirmado pela
Bíblia e historia geral, nos faz político,
presumir que os três compa-
mieiros deviam representar os três desgraçados,
encarregados
aas ordens sanguinárias de Salomão e logo que ellas
ioram cumpridas, o rei as fez ; que
perseguir, e condemnar como
239

criminosos, posto que só fossem instrumento de sua vingan-


ça; o para melhor esconder o fratricidio, Salomão deveria
tributar a seu irmão as honras fúnebres, reservadas aos
membros da familia real, e elle mesmo cffectuar um senti-
mento hypocrila, disfarçado pela alegria, que manifestou,
quando esteve seguro que suas vistas estavam preenchidas!
Esta opinião è tanto mais bem fundada, quanto em nenhum
dos gráos dos mysterios de Memphis, de Eleusisou Esseuia-
nos, figuram os tres companheiros mencionados no histórico
do gráo de Mestre: e como Salomão é o autor desta parte
histórica, parece evidente que o 5° gráo deve incluir os de-
senvolvimentos de alguns pontos deste histórico.
Já se vè qm o 5o ííiío, no estado em que se acha, offereee
salientes contradicções com o histórico dos gráos antecedentes
c seria para desejar que elle fosse restituido á sua primeira
instituição c em harmonia com os outros.
o

* * *

Celibato clerical
«Em Diamantina, contrahiu enlace matrimonial o padre
Pedro Celestino Rodrigues Chaves, distineto deputado do Con-
gresso mineiro, com uma interessante e graciosa filha do
cidadão Joaquim Teixeira Leão.
Depois de decretado o casamento civil mais de 20 eccle-
siasticos tem rompido com o celibato clerical e adoptado o
único estado em que ha moralidade e confiança, no dizer de
P. Janet.
E' inexplicável, pois, que a classe mais favorecida pelo
casamento civil seja justamente a que mais o combate.
Outr\>ra quando algum padre queria contrahir nupeias,
tinha que abjtirar e adoptar o protestantismo.»

Esta noticia é da redacção á'0 Paiz.


Segundo as leis cauonicas e civis, o padre catholico pode
validamente cazar-se civihnente. Com effeito, a Egreja não
240

reconhece no casamento civil o matrimônio, nnico sacramento


prohibido ao clero, secular e regular, como incompatível com
o Mordem. E o Estado não reconhece similhante impedimento,
como se vè do art. 7o do Dec. n. 181 de 21 de Janeiro dé
1890, que promulgou a lei sobre o casamento civil. Portanto,
aos olhos da lei, da Republica e da sociedade que a acceita,
embora por mera tolerância, os sacerdotes catholicos-apos-
tõliCos-romanos, a quem se refere a noticia supra, estão
justa, perfeita e validamente casados: communicam os bens;
os filhos são legítimos: entre pães e filhos estabeleccm-se
direitos e obrigações de alimentos (inclusive a educação),
montepio, meio-soldo etc.; e d'essc estado civil decorrem
todos os consectarios do casamento legitimo e legal.

Reacçòes da politica padresca


Um telegramma para o Paiz diz isto :
—Nota-se grande alarma nos círculos officiaespor causa
do triumpho eleitoral do candidato republicano Zuccari na
eleição de um deputado, que se acaba de effectuar.
—Consta que as eleições geraes
para a renovação do
parlamento serão adiadas.
—Assegura-se que o governo pretende
prohibir a reu-
nião do congresso republicano recentemente convocado.

Ilontem, o Marquez di Rudini, presidente do conselho de


ministros na Itália, reagindo contra a politica liberal do exi-
mio estadista Crispi, nosso Ir. •., promettia dar cabo da Ma-
eonaria, como sociedade perigosa á paz do reino, oífendendo
assim o direito constitucional de associação. Hoje, prohibe
um congresso republicano e adia as eleições para a renovação
do parlamanto. pelo facto de ter sido eleito um candidato
republicano, oífendendo assim os direitos constitucionaes de
reunião e de liberdade de pensar e manifestar idéas em publi-
co ; e mais, deixando de completar o parlamento no tempo
marcado por lei, para pôr em pratica medidas reaccionarias.
— 241 - *

E' quo a reacção não pára onde quer; vae de salto em


salto, de despenhadeiro em despenhadeiro, assolando e arra-
zando tudo, ato chegar aos extremos, ou para deanteou para
traz. Movimento anti-natufal e anti-social; pois a sociedade,
organismo vivo, rege-se pelas leis naturaes; e a natureza,
já o diziam os sábios antigos, nalura non facit saltus.
Quanto peior, melhor! E' o caso.

òeccao
3
Official

Isseila Gera
V. .
Extracto da sess. . extraord . em « de Junho de 1896 E.-.

Presidência do Pod.'. e Ben: . Ir.'. 33.'. João


Francisco da Costa Ferreira, Io Gr:. Vig:.
Presentes os PPod.-. Ilr.-. Adalberto Renecke, Alexandre
Dias, Mattos Marcial, Avelino Martins, Álvaro de Castro, Aure-
üano Colônia, Alberto de Almeida, Antônio Assumpção, Silva
Kelly, Antônio F. Xavier, Santos Louzada, Antônio J. Guima-
rães e Silva, Pinheiro Filho, Branco Puga, Pimenta Guimarães,
^m—m 9/í°>
44! fm mmm

Terra Passos, Dr. Sá Peixoto, Bernardino Santos, Bernardo


AÍTonso, Russomando, Cândido Vallc, Cândido Mendonça, Ta-
vares de Mattos, Pereira, Baboeira, E. Mercier, E. Liebmann,
Dr. Enrico Jacy Monteiro, Fortnnato Lopes, Franklin Dutra,
Sá Borges, Dr. F. Abreu Lima, Francisco Ferreira da Silva,
Nascimento Cardoso, Salgueiro de Faria, Vaz Bravo, Francisco
Teixeira da Silva, G. Gomes Pinto, H. Duntiam, Dr. 11. Valia-
dares, Ignacio Teixeira Júnior, João A. Pereira de Andrade,
João Antônio Ferreira, João Augusto Fernandes, Costa Ferreira,
João José de Carvalho, João José da Silva, Rebello Gonçalves
Joaquim Bernardino, Joaquim Cunha Porto, J. Gutierrez,
Souza Roque, Rodrigues de Souza, Joaquim Pereira Guimarães,
Joaquim Freiro, Antunes Moreira, Figueira Júnior, J. Cha-
pôt, Dr. Chardinal, Esteves Torres, Fernandes Ferro, José
Fernandes Moura, J .1. Brandão dos Santos, Magalhães Abreu,
Justino de Carvalho, Cantharino, Monteiro de Queiroz, J.
Moreira Barboza, J. das Neves, Bastos de Freitas, Porto Brazil,
J. Pinto da Silva Pereira, Julio Corrêa, L. Bernardo de Almeida,
Almeida Nobre, L. Gonzaga da Costa, Rodrigues Barbosa, Lüd-
gero Braulio, Juiio de Nobrega, Manoel Antônio Pereira, Fer-
reira Nascimento, Forniz Lopes, Manoel Trindade, Gonçalves
de Almeida, Pinto de Almeida, Pinto Gordo, Manoel J. Brandão
dos Santos, Ignacio Valente, Antunes de Macedo, Dr. Miguel
SanfAnna e Victorino Coelho, são abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sessão antecedente.
E' approvado um parecer reconhecendo deputados adiver-
sos Ilr.-. cujos nomes vão mencionados em outro logar.
Prestam o compromisso da lei os deputados presentes que
ainda o não tinham feito.
A Assemb.-. Ger.-. resolve :
Que pela Gr.-. Secret.-. Ger.-. da Ord.-. se otíicie ás
LLoj.-. do Estado de S. Paulo para que com a máxima brevi-
dade apresentem sua opinião sobre o pedido de °21 LLoj.'. do
mesmo Estado para serem supprimidos o Cons.-. de Kad.-. e
a Gr.-. Loj.-., Estadoal a que estão subordinadas.
Conceder o titulo de Ben.-. da Ord.-. ao Ir.-. 33,-. Edu-
ardo Vaulier, da Loj.-. Ordem e Progresso.
— 243

Conceder o titulo de MMemb. *. HHon. *. aos Ilr. *.: Dr. Ma-


rio Pedro da Silva, da Loj.-. Ordem e Progresso; Antônio
Coutinho de Souza, da Loj.-. Fidelidade e Beneficência;
Raphael Fortunato da Rocha Bithencoürte Francisco Gomes de
Araújo, da Loj Abrigo da Humanidade; Joào José Espinola,
Dr. Manoel Adalberto de Oliveira Guimarães, José Rodrigues
Soares Ferreira e Virgílio Tourinho de Pinho, da Loj.*. União
e Segredo; Dr. Manoel Freire de Carvalho, Dr. Alfredo César
Cabussú, Dr. José Octacilio dos Santos e Antônio Baptista da
Silva Araújo da Loj.*. Udo Schleusner; Antônio José da Rosa
Júnior, da Loj.'. Esperança de Nitheroy ; João Audiface da
Silva Freire, da Loj.*. Força e União 2'; Luiz Rodrigues
Barboza, da Loj.*. Redempção; João Moreira da Costa, da
Loj.-. Cosmopolita; Barão de Joruá, Francisco Publio Ribeiro
Bethencourt, José Polycarpo de Souza, Francisco Pacheco de
Azevedo, José Lopes de Souza, Raymundo Affonso de Carvalho
6 Manoel Catharino dos Santos, da Loj... Conciliação Amazo-
nense.
Admittir no quadro das pensionistas a D. Josephina Gon-
çalves Ferraz.
Conceder beneficência a cinco viuvas de maçons.
Approvar as contas do 2o semestre do anno findo dos Ilr.*.
e Gr.*. Hosp *.,comum
Gr.*. Thes.*. Ger.-. da Ord.*.
voto de louvor aos mesmos funecionarios.
Dada a palavra a bem da ordem em geral, o Gr.*. Secr.*.
Gr.-, dà certos esclarecimentos relativos á Maçonaria do Esta-
do de S. Paulo, mostrando que a Gr.-.Loj.-.respectiva não
tem funecionado com a precisa regularidade, o que tem ocea-
sionado sérios embaraços. Accrescenta que tendo se procurado
fazer convencer ás LLoj.*. do Estado que sobre o Ben.*. Ir.*.
Doutor Carlos Reis pesa a responsabilidade d'esseede outros
factos, constitue isto a maior injustiça que se pôde fazer a esse
maçon prestimoso, a quem muito deve o Gr.*. Or.*. do Brazi
esforços, zelo e dedicação soube desenvolver em prol
pelos que
da Instituição, pelo que apresenta a seguinte moção que e
approvada: depois de fallarem diversos Ilr.*.
— 244 —

«A Assemb.-. Ger.\-, depositando no Ben.-. Ir.-.


«Doutor Carlos Reis a máxima confiança, espera que o
«mesmo Ir.*, continue a esforçar-se pelo progresso e
«desenvolvimento da Instit.-. uo Estado de S. Paulo.»
Encerram-se os trabalhos.

Kxtraeto da sessão ordinária em &£ de Junho de 1800

Presidência do Pod.-. Ir.-. 33. . Manuel Ferreira do Nas-


cimento 2.° 6r.-. Vig/.

Presentes os PPod.-. Ilr.-. Albino Anastácio, Alexandre


J. Dias, Ângelo Mignone, Barbeito, Alfredo Bastos, Alfredo
Guimarães, Vieira de Castro, Antônio F. Xavier, Santos Lou-
zada, Gomes Brandão, Barboza de Castro, Pinheiro Filho. An-
tonio Lopes da Costa, Antônio Rodrigues de Carvalho, Antônio
Teixeira Pinto, Antônio Rodrigus Moura, Dr. Sá Peixoto,
Gonçalves Ribeiro, Dr. Zeferino Cândido, Bernardino Santos,
Bernardo Affonso, Russomando, Tavares de Mattos, Calixto
de Abreu, Domenico Cirillo, Gonçalves Jannes, Dimas de Castro,
E. Girondo, E. Oyangurem, E. Mercier, E. Liebmann, Dr.
Eurico Monteiro, E. Carabellos, Fortunato Lopes, Felix Mou-
tinho, Dr. F. Abreu Lima, Francisco Ferreira da Silva, Vaz
Bravo, Gabriel de Mattos, Dr. G. Barboza Lima, G. Sicilia, G.
Gomes Pinto, H. Dunham, Dr. H. Valladares, H. Kliewer,
João A. Pereira de Andrade, João Antônio Ferreira, João Gomes .
de Oliveira, Rebello Gonçalves, Silva Loureiro, Souza Laurindo,
Joaquim Cunha Porto, Joaquim Gomes de Oliveira, Joaquim
José dos Santos, Nogueira de Carvalho, Souza Roque, Rodrigues
de Souza, J. Arêde, Borges Caldeira, Joaquim Freire, Bastos
Guimarães, Figueira Júnior, Esteves Torres, José Fernandei;
Moura, Guilherme Cordeiro, Magalhães Abreu, Cantharino,
Monteiro de Queiroz, J. Moreira Barboza, J. das Neves, Bastos
de Freitas, Tertuliano de Moura, Coelho de Carvalho, Vianna
de Lima, José Teixeira da Silva Júnior, J. Fonteltes, Jacintho
— 245 —

Costa, L. Gonzaga da Costa, Rodrigues Barboza, Lourenço


da Rocha, Ludgero Braulio, Júlio da Nõírrega, Manoel Antônio
Pereira, Souza e Silva, Ferreira do Nascimento, Forniz Lopes,
Manoel Trindade, Ignacio Valente, Dr. Miguel SanfAnna, Pio
de Paiva, Siniào de Castro e Vicente Latuga, foram abertos os
trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sessão antecedente.
E' approvado um parecer reconhecendo diversos deputados.
Prestam o compromisso legal os deputados presentes que
ainda o nào tinham feito.

EXPEDIENTE

A Àssenib.-. Ger.-. resolve:


Conceder o titulo de MMemb.-. HHon.\ aos Ilr.*. Pedro
Martins dos Santos, da Loj.*. Uclo Schleusner, Dr. Álvaro de
Assis Osório Mendes, Benjamin José Teixeira e João Mendes da
Silva, da Loj.'. Caridade 2\
Responder a uma consulta da Gr.-. Loj.'. do Estado da
Bahia relativa á exigência üa lei sobre a assignatura de func-
cionarios que nào existem em Loj. •. do rito de York.
E' lida uma pr.-. do Ir.-. 33.-. Dr. J. Pamphilo de As-
sumpção, Gr.-. Ven.-. do Coes.-, de Kad.¦. do Estado de
S. Paulo, em que diz ter-lhe constado que no Pod.-. Cent.-.
o julgam um embaraço á marcha dos corpos superiores da
Maç.-. Paulista, pelo que espera que a Assemb.-. Ger.-.,
mande proceder a syndicancias afim de julgar do seu procedi-
mento, para que seja punido no caso de ser culpado ou então
se verifique a injustiça da accusação.
Sobre o assumpto lallam diversos Ilr.-.— O Ir.-. Rebello
Gonçalves diz ter recebido carta do Ir.-. Dr. Pamphilo em
qne declara que o Cons.-. de Kad.-. de que é Gr.-. Ven.-.
tem funcclonado regularmente, não podendo ser responsável
pelo facto de não funccionar com a mesma regularidade a Gr.-.
Loj.-. do Estado e faz considerações mostrando que o referido
Ir.-, está justamente resentido.
O Gr.-. Secr.-. declara que, na sess.-. anterior, tendo de
justificar uma moção relativa ao Ben.-. Ir.-. Dr. Carlos Reis,
240

fez uma exposição dos fados occorridos nos dous corpos supe-
riores da Maç.-. de S. Paulo e-pi n'essa exposição tratou do
procedimento do Ir.*, reclamante! em relação ao Ir.-. Carlos
Reis e a outros, não constituiu isso uma accusação que mo-
tivasse a pr.-. em discussão.
Explicou mais que o motivo das queixas e a causa da dis-
sensão havida na Gr.-. Loj.-. estão no facto de não ter sido
respeitado um accordo feito para a eleição da sua adminis-
tração.
0 rompimento do accordo consistiu em eleger-se o Ir.-.
Dr. Pamphilo parao cargo de Io Gr.-. Vig.-. da Gr.-. Loj.-.
quando outro era o nome sobre que versou o accordo. Sendo
o Gr.-. Ven.-. impedido, pela sua edade e pelo seu estado
de saúde, de assumir effectivamente o primeiro rnalhete, ficava
de facto o Ir.-, reclamante o chefe dos dous corpose essa so-
luçào inesperada desagradou ainda mais por essa circumstancia
de reunirem-se no mesmo Ir.-, os dous malhetes. Não era
desconsideração à pessoa dó reclamante, tanto que nada óbjeç-
tava-se sobre a eleição para Gr.-. Yen.', do Cons.-. de
Kad.*.—Tendo o Ir.-, reclamante resignado o cargo, foi
novamente eleito, o que deu em resultado ficar a questão no
mesmo pé.
Disse mais o Gr.-. Secr.-. que o Ir.-. Carlos Reis foi até
ha pouco tempo considerado mesmo por aquelles que hoje o
atacam como o mais esforçado e dedicado maçon.
Terminou afflrmando não haver motivo para a Assemb.-.
mandar proceder ás syndicancias suggeridas na pr.-. em
discussão.
O Ir.-. Dr. Sá Peixoto, Gr.-. Orad.-. pensa 4ue a Assemb.*.
deve apenas dar-se por inteirada, não havendo motivo para
outro procedimento.
O Gr.-. Secr.-., mostrando-se de accordo com a opinião
do Ir.-. Gr.-. Orad.-., é de opinião que em resposta se declare
que houve na apresentação da moção referida uma exposição
de fados sem que se tratasse de accusaçSes que pudessem
motivar outro qualquer procedimento.
Deu-se por terminado o incidente.
— 247 —

Dada a palavra a bem da Ordem em geral, o Ir.-. João


Rebello Gonçalves faz algumas considerações sobre um artigo
publicado no Jornal do Commercio e firmado pelo Pod.-.
Ir.'. Gr.-. Mest.-., lamentando a oceurrencia que veio trazer
um certo desgosto a alguns Ilr.-.. não pelo facto em si, mas
somente pela dureza da. pbrase.
0 Gr.-. Secr.-. respondendo, justifica o Ir.-. Gr.-. Mest.-,
que no momento em que achava-se sob a acção da dôr pela
perda de seu irmào carnal e maçon, viu-se repellido de um
templo em que fora com sua familia e com amigos assistir aos
suffragios que deviam realizar-sê pelo finado. Era uma
offensa nào tanto ao morto, mas aquelle que oecupa na nossa
Ord.-. o elevado cargo de Chefe e portantoá nossa Instit.-.
—Assim aggredido, sob a influencia ainda da offensa recebida,
nào era possível nem ao Gr.\ Mest.-., nem a qualquer outro
procurar limar a phrase, isto é, ser delicado com quem foi por
1 demais
grosseiro.
0 Ir.-. Dr. Geraldo Barbosa Lima propõe uma moção de
solidariedade com o Ir.*. Gr.*. Mest.-.
O Ir.'. José Joaquim Kodrignes de Sonza propõe igual-
mente um voto de profundo pezar pelo golpe que feriu o Ir.-.
Gr.-. Mest. •.
São approvadas as duas propostas por unanimidade de
votos.
Encerram-se os trabalhos.

Fstracto da sessão extraord.*. de 30 de Julho de 1896 E.\ V.-.

Presidência do Ben.-. Ir.-.33:. João Francisco da


Costa Ferreira, i° Gr.'. Vig.-.

Presentes os PPod.-. Ilr.-. inscriptos no respectivo livro, são


abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sess.-. anterior.
E' approvado um parecer reconhecendo diversos deputados.
Prestam o compromisso legal os deputados presentes que
ainda o não tinham feito.
248

ORDEM DO DIA

O Gr.*. Secr.-. Ger.*. da Ord.,*. apresenta um projecto


de Constit.*. do Gr.-. Or.-. e Sup.*. Cons.-. do Brazil, jus-
tificando a necessidade d'essa reforma pelo modo consignado no
projecto, afim de que a Maç.-. nos Estados tenham aquella
autonomia indispensável ao seu progresso e ao seu desenvol-
vi mento.
Sendo dispensada a laitnra por ter sido distribuída em
impresso, é submettida á Ia discussão, de conformidade com o
artigo 71 da Constit.-. vigente.
Fazem considerações a respeito os Ilr.-. Rodrigues de
Souza, Gr.*. Secr*. Ger.*. Rebello Gonçalves, Franklin
Dutra e Pimentel Pereira.
Submettido o projecto á votação é approvado por mais de
dous terços dos presentes, lendo votado contra apenas quatro
Ilr.-.
E' a Gr.-. Secret.*. Ger.-. incumbida de publicar no Bo-
letim Oflicial o referido projecto. afim de seguirem-se os tra-
mites especificados no citado artigo 71.
Encerram-se os trabalhos.

Supremo Goise i no Brazil


Extraeto da Assemb.-. ord. . em I de Junho de 1896 E.-. V.-.

Presidência do Pod. •. Ir. *. Pokjcarpo Francisco


de Vasconcellos, decano.
Presentes os PPod.*. e IIll.-. Ilr.*. MMemb.*. EEfiV
inseriptos no livro competente, são abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da assemb.-. anterior.
249

EXPÉWENTE

Juramentos de regularisação do Cap.-. João Caetano e da


Loj.-. Liberdade e Fraternidade.
OSup.*. Cons.*. resolve:
Deferir os pedidos de filiação e regularisação das seguintes
OOÍÍ.'. provisórias :
Cap.-. Fidelidade e Virtude, ao Vai.*, de S.João da
Barra, Estado do Rio de Janeiro ; Cap.-. Honra e Virtude, ao
Vai.', de Pindamonhangaba, listado de S. Paulo; Cap.\ Virtu-
de e Bondade, ao Vai.-, de Maceió, Estado das Alagoas; Loj.-.
União Paulista ao Or.'. de S. Cruz do Rio Pardo, Estado de
S. Paulo; Loj.-. Aurora Mineira, aoOr.\ de Caldas; Loj.*.
Nazareth, ao Or.-. de Bello Horisonte, ambos no Estado de
Minas Geraes; Loj.-. Redempcao, ao Or. *. de S. Leopoldo,
Estado do Rio Grande do Sul; e Loj.*. Rio Branco _a, ao
Or.-. de Bom Jardim, Estado do Rio de Janeiro.
Approvar o sello e timhre da Loj.--. Charitas.
Conceder o titulo de MMemb.*. HHon.*. aosllr.-. 33.-.
Alfredo da Silva Vianna, da Ben.*. Loj.-. Silencio, Caetano
Russomando, da Loj. *. Henrique Valladares ; e Francisco José
Monteiro, da Loj.*. Ordem eProgresso.
Elevar ao gr.*. 33.*. os Ilr.-. do gr.-. 32.-. : Ignacio
Rodrigues da Costa, da Loj.-. Estreitado Rio; Joaquim Gomes
Nogueira, da Loj. •. Renascença ; Edwino Gomes da Silva, da
Loj.-. Cataguazense ; Dr. Pedro Agapio de Aquino e Evarist0
de Araújo Aguiar, da Loj.-. União Universal.
Elevar aos ggr.*. 31.*. e 32.-. os Ilr.;. do gr.*. 30.*. ;
José Cardoso Pereira Lobo e José Maria de Souza Castro, da
Loj.*. Progresso ; Jeronymo Pinto Netto dos Reis e João Fer-
nandes Ribeiro, da Loj'.*. Vigilância ; Joaquim José Ferreira
Telles, da Loj.*. Henrique Valladares; Hortencio Pugliese, da
Loj.-. Christovão Colombo; Augusto Ollivier, da Loj.'. Fra-
ternidade Paduense ; Antônio José Leite Borges, da Loj.*. Es-
e Souza, da Loj. •.
trella do Norte ; Joaquim Antunes Moreira
Fidelidade e Virtude.

¦ Mm
¦I

— 250 —

Justificar as faltas ás assembléas de Maio e Junho dos


PPod.-. Ilr.-. Galmon de Macedo e Dr. Alexandrino do Amaral,
e á de Junho dos PPod.-. Ilr.*. Dr. Fernando Osório, Pinto
Mendes, e Coelho Bailar.
Encerram-se os trabalhos.

Extracto da Assemb.-. ord.'. em I de Julho de 1HJM5

Presidência do Pod.: Ir:. Honorio Pinto Pereira de


Magalhães, decano

Presentes os PPod.-. e IIll.-. Ilr.-. MMemb.-. EEff.-.


inscriptos no respectivo livro, são abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da assem!}.-, anterior.
São introduzidos no templo e prestam o juramento como
MMemb.-. HHon.-. os PPod.'. Ilr.-. 33.-. Dr. Francisco de
Abreu Lima e Caetano Kussomando.

EXPEDIENTE

Juramento de regularisação do Cap.-. Cotinguiba 2a eda


Loj.-. Deus e Caridade (Cabo Verde).
O Sup.*. Cons.-. resolve:
Deferir os pedidos de filiação e regularisação das seguintes
OOftV. provisórias: Cap.-. Regeneração, ao Vai.-, de Porto
Alegre, Estado do Rio Grande do Sul; Cap.-. Honra e Carida-
de, ao Vai.-, de Mococa, Estado de S. Paulo; Loj.-. Paz e
Progresso, aoOr.-. de Vaccaria, Estado do Rio Grande do Sul;
Loj.-. União, aoOr.-. de Santa Rita de Passa Quatro ; Loj.-.
Architectos, ao Or.-. de Bahurú; Loj.-. Estrella Brilhante,ao
Or.-. de Serra Azul, Loj.-. Deus Pátria e Família, ao Or.-. de
S. Simão ; todas no Es'ado de S. Paulo; Loj.-. União Itape-
runense, ao Or.-. de Itaperuna, Estado do Rio de Janeiro ;
Loj.-. Marquez de Pombal, ao Or.-. de Bello Horisonte,
Estado de Minas Geraes.
Conferir o titulo de MMemb.-. HHon.-. aos Ilr.-. 33.*. :
José Procopio Pereira, da Loj.*. Philantropia ; Thomaz Igna-
- 251

da Costa Monteiro e José Júlio Rodrigues, da Loj.-. Ordem


cio
e progresso.
ao 33a. os seguintes Ilr.-. do gr.-. 3°2a. :
Elevar gr.'.
dos Santos, da Loj.-. João Caetano ; Manoel
I uiz Francisco
de Souza Barcellos, da Loj.-. Progresso ; Joaquim
Joaquim
Moreira e Souza, da Loj.-. Fidelidade e Virtude ;
Antunes
Fernandes da Costa Guimarães, da Loj.-. Piratininga ;
josó
de Souza Laurindo e Ludgero Braulio da Silva, da Loj.-.
João •.).
•. Cent.
Amor da Pátria (Pod.
aos 31a. e :«.-. os UrA . do gr.-. 30a. :
Elevar ggr.-.
de Moura, da Loj.\ Vigilância ; Adriano Gon-
José Tertuliano
de Castro, José Canellas y Ciavell e Eduardo
çalves Guimarães Dr. Antônio
José Pereira Raboeira, da Loja. João Caetano ;
Francisco Xavier Pinheiro, Emílio de
José de Mattos Lima,
Gabriel Martins e João Pereira da Silva,
Souza Martins,
Progresso; Dr. Adolpho Possolo, da Loj.-.
da Loj.-.
Constantino
Piracicaba; Elias Amen, Francisco Giangrande,
Hermogoneo
Penella e José Scntari, da Loj.-. Roma, Franklin
Ben.-. Loj.-. Silencio ; Joaquim Pereira de Queiroz,
Dutra, da
Maricaense; e Dr. Francisco de
da Loj.-. Macedo Soares
Paula e Silva, da. Loj. •. Visconde do Rio Branco.
dos HHon.-. o Pod.-. Ir.-. Dr.
Passar para o quadro
Pestana, visto não pertencer a Off.-. do
Francisco Rangel
"^Designar
ord.-. de Agosto vindouro para a
a assemb.-.
da vaga deixada pelo mesmo
eleição para o preenchimento
Pod.* Ir,* •.
assemb.¦. dos PPod Ilr.-.
Justificar as faltas á presente
Alexandrino do Amaral, Costa
Dr. Fernando Osório, Dr.
Ferreira, Oliveira Moraes e Coelho Baltar.
um anno ao Pod.-. Ir.', cornes
Conceder licença por
Brandão que tem de retirar-se para • a Europa.
bem da Ord. em geral, o P°|||y
Dada a palavra a
relativas ao fac o er
Silva Kelly faz diversas considerações o
em outra occasmoque
um dos ilr,. presentes afürraado
não era um inimigo da Maço-
Arcebispo d-esta Archi-diocese
occorndo com o Pod. .
naria, quando o facto ultimamente
Ir.-. Gr.-. Com.-, vem demonstrar o contrario.
252

O Pod.-. Ir.-. Gomes Brandão diz que o Arcebispo nso


tem desamor a qualquer membro do seu rebanho, que a sua
tolerância é completa e que elle sabe qae grande parte dos
membros da sociedade brasileira são maçons e que essa classe
é que sustenta as associações de caridade, as irmandades
confrarias etc.
Diz mais, que á vista d'isso pensa que não deve partir da
Maçonaria qualquer provocação ou aggressào e que o Arce-
bispo procura cumprir o seu dever que lhe é imposto pelas
ordens emanadas do Chefe da Igreja.
O Gr.-. Secr.-. do S.-. l.-. faz também considerações
sobre o assumpto, contrapondo os factos ás afirmações do
Pod.-. Ir.-. Gomes Brandão, concluindo por declarar
que a
guerra agora levantada novamente áínstit.-. Maç.-. é por
verem n'ella um obstáculo á propaganda monarchica que se
faz e devendo a pretendida victoria dessa causa aproveitar
sobretudo ao partido clerical que pensa poder dominar em tal
emergência-
Encerram-se os trabalhos.

moe li neta
Extracto da sessão ordinária em 13 de Junho de 1890 E.'. V. •.

Presidência do Ben.\ Ir.-. 33. \ Manoel Antônio Júlio


Teixeira da Nobrega, Io Gr. •. Vig. •.
Presentes os PPod.-.' Ilr.-. MMembr.-. EEnV. inscriptos
no respectivo livro, são abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sess. •. anterior.
Com as formalidades legaes prestam o respectivo compro-
misso, sendo proclamados e applaudidos os PPod.-. Ilr.-.
Dr. Miguel Archanjo de SanfAnna, Gr.-. Ven.-., e Manoel
Antunes de Oliveira Macedo Gr.-. Chanc.-., os
quaes assu-
mem os respectivos cargos. : ... .
— 253

EXPEDIENTE

A Gr.-. Loj.-. resolve:


Approvar o regulamento particular das LLoj.-. Instrucção
Bscosseza e Luz Transatlântica.
Encerram-se os trabalhos

en. 1» ue Julho «le 1806E. V. .


lixtracto «Ia sessão ordinária
i

do Pod.-. IrY. 30y . Dr. Miguel SanVAnna,


Presidência •. •.
Gr. Ven.

Presentes os Ull.'. Mr*. inscriptos no livro respectivo,


sào abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sessão anterior.
. EXPED1ENTI5

A Gr.-. Loj.- . resolve:


Approvar, com pequenas modificações, o regulamento par-
ticnlar da Loj. •. Firmeza e Humanidade.
consideração o protesto de um Ir.*. por
Nào tomar em
em tempo, isto é, antes da appro-
nào ter sido apresentado
em termos offensivos e incouve-
vaçào da acta e por estar
nientes. . „
Ordem em geral fazem cons.-
Dada a palavra a bem da
•. sobre assumptos que não são cons.de-
derações alguns Ilr. * •, pelo que naua
•. Loj.
rados explicita attribuiçâo da Gr.
deliberado.
Encerram-se os trabalhos.
••¦.;'

254

Gr.*. Cai:, dos NoacM a


Exlraeto da sessão ordinarlu em 8 <Ie Junho ilc 1806 E.\ V.V,

Presidência do Pod.-. Ir.-. Cândido José de Men-


donça, Io Gr.-. Vig.'.

Presentes os IIU.-. Ilr/. inscriptos no livro respectivo,


são abertos os trabalhos.
Foi lida e approvada a acta da sessão anterior.

EXPEDIENTE

Juramento de regularisaçào do Cap/ . Honra a Saldanha


Marinho.
O Gr.-. Secr/. communicou ofallecimentodo Ir/. Gr.-.
Ven.-. Marechal Estevão José Ferraz.
Foi resolvido consagrar-se na presente acta um voto de
profundo pezar.
Ordem do dia
Tendo sido, por ordem do Pod.. Ir.*. Gr/.
Mest.*.,
convocada a presente sess. .
para o fim de n'ella também
preencherem-se logares vagos, procedeu-se á eleição o
cargo de Gr. •. Ven. •., cujo resultado foi: para

Cândido José de Mendonça 18 votos.


Francisco do Nascimento Cardoso.... 9 >
Sendo proclamado o eleito, nrocede-se
á eleição para o
cargo de 1» Gr/ . Vig.-., dando o resultado
seguinte :
Joaquim de Souza Roque 15 votos.
Francisco do Nascimento Cardoso.... 3 »
José Joaquim Bastos Jorge l »
E' proclamado o eleito e
procede-se á eleição para 2o Gr/.
Vig / ., cujo resultado foi:
9KK

Avelino Martins 18 votos.


Km branco 1 cédula.

li' proclamado o eleito.


Posto em discussão o acto eleitoral, é approvado sem
debate.
São em seguida empossados os referidos Ilr.-. com as
formalidades da lei.
Encerram-se os trabalhos.

Extracto <la sessão ordinária em ? de Julho de IH90

Presidência cio Pod.'. Ir:. Joaquim de Souza Roque,


1° Gr.-. Vig.'.

Presentes os Illl.*. Ilr.*. inscriptos no respectivo livro


são abertos os trabalhos.
Foi lida e approvada a acta da sessão antecedente.
Encerram-se os trabalhos.

Gr:. Cap:. to Rit:. lof.


de 1896
Extracto da sessão ordinária em «3 de Junho

Presidência do Pod.'. Ir.'. José Fernandes Ferro, 1°


Gr.'. Vig.'-

Presentes os Illl.*. Ilr. *. inscriptos no livro respectivo,


são abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sessão antecedente.
256 —

RXPICDIENTE

O Gr.- . Cap, . resolve :


Sanccionar a eliminação de alguns OObr. •. do •. 7. •.
gr.
da Loj.-. Imparcialidade e Caridade.

Deferir o pedido de filiação e regularisação da Loj.-.


vis. •. Quinze de Novembro, ao Or. •. de Sorocaba, pro-
Estado de
S. Paulo.

Extracto da sess. . ord.*. em 83 de


Julho de IS!Mi
Presidência do Pod.-. Ir.-. José Fernandes
Ferro, í°
Gr.' . Vig.- .
, Presentes os IIll -. Hr.-. inscriptos no livro respectivo,
sao abertos os trabalhos.
Q Gr.-. Cap, . resolve :
Conferir o gráo 7.-. aos Ilr.-. do
gr,. 4.*. Jeremias
José da Silva Mello e do
gr.-. 3.-. Raymundo Gomes de
Souza, Honorio; Parentes, José dos Santos
e Silva, Coriolano de
Castro Lima e João Raymundo Martins,
da Loj. •. Caridade 2'.
Encerram-se os. trabalhos.

n
U K 0 Gera fle Kadosch
Kxtracto da sessão o,dh,aria
en. 18 de Junho de 1896 E. . V*.
Presidência do Pod.-. Ir. . Manoel
Ferreira do
Nascimento. 2o Gr.•. Vig.-.
Presentes os IIll.-. nr... inscriptos
_ no respectivo livro
sao abertos os trabalhos.
E' lida e approvada a acta da sessão
antecedente.
LI M "

EXPKDIISNTE

O Cons.-. resolve :
Elevar ao gr.-. 18.*. os llr.-. do gr.-. 3.-.:
Alexandre Francisco Pinto, Joaquim Ricardo Barbosa, Dr.
Modesto Olympio Teixeira Brandão, José de Araújo Santos,
Francisco Bretas, Manuel Alves de Almeida, Luiz Antonio da
Rocha, Charles Girini, Paulino de Araújo, Ernesto de Oliveira,
José Ramos, Sebastião Dias da Silva, Henri Vignal, Joaquim
Rodrigues Nogueira, Domiciano Noronha Nogueira de Sá, Fran-
cisco Chagas de Assis, da Loj.-. Caridade Mineira; Álvaro da
Costa Dias, Arthur Balthazàr da Silveira, João Manoel Estrella
de Villeroy, Adolpho Tavares de Oliveira, José Augusto
Mourào, Domingos Berard Bello, Augusto Franco Lima, Hen-
rique Gonçalves Pereira, Antônio Fuleiro, Rodolpho Faleiro,
Alexandre Barreto do Amaral, João de Cerqueira Lima Filho,
Alberto Baptista de Castro, Antonio Augusto Gomes França, da
Loj/. Cliaritas.
Elevar ao gr.-. 30.-. os llr.-. do gr.-. 18.-. :
Miguel Vicente Pellegrino, Honorino Antunes de Carvalho,
do Cap.-. Dous de Dezembro; Àbraham David Benchimol, do
Cap.-. Phenix Dous de Dezembro; Antonio Januário de Miranda
Carneiro, do Cap.-. Cataguazense; Francisco de Donati, do
Cap.-. Goytacaz ; Silverio Duarte de Oliveira, Manoel José de
Oliveira, José Custodio de Moraes, da Loj.-. Caridade Mineira ;
José de Andrade Fernandes, Antonio Pinto dos Santos Collares,
José Gomes da Silva, Domingos José Teixeira Rebello, do
Cap.-. Progresso ; Manuel Joaquim de Andrade, Antero Soares
de Vasconcellos, Antonio Gonçalves de Oliveira, Dr. João Cio-
doaldo Monteiro Lopes, do Cap.1. Cavalleiros da Cruz; Hege-
sipo Soares Barbosa, Dr. Mario da Silveira Vianna, Antonio
Domingues de Oliveira, do Cap.-. Vigilância; Ricardo Smith
de Vasconcellos, do Cap.-. Cosmopolita; Gabriel Tavares
Leite, Pedro Frederico Rocha, Philadelpho de Alencar Sucupi-
ra,doCap.-. Luz Transallantica.
Encerram-se os trabalhos.
258

Extructo da sessão ordinária cm f 8 de Julho cio 1896 E, . V,«,

Presidência cio Ben.\ Ir.*. João Francisco da


Costa Ferreira, decano

Presentes os IIU.*. Ilr.*. inscriptos no respectivo livro são


abertos os trabalhos,
E' lida e approvada a acta da sessão antecedente.

EXPEDIENTE

0 Cons.-. resolve:
Sanccionar as eliminações de OObr.-. das AAug.-. LLoj.-.
Paranapiacaba e Phenix Dous de Dezembro.
Elevar ao gr.-. 18. . os Ilr.-. do gr.-. 3.-. ;
Olympio Baptista Pinto de Almeida, José Pereira da Silva,
da Loj.-. Caridade Mineira; Antônio Augusto Pereira de Masa-
Ihães, Arthur Lobo, João Baptista Speridião Bodrigues, Luiz
Antônio Guimarães Guarita, João Baptista Pinheiro, Irineo de
Mello Franco, Antônio Moreira de Carvalho, Antônio Martins
dos Santos, Silverio José da Silva, Elviro de Novaes, José Dias
Soares, Manoel Ferreira da Costa, José de Rosato, Galdino An-
tonio da Silva, Bento José Ferreira, Pedro José da Silva Dirceu,
da Loj.-. União Fraternal; Joaquim José Pereira, José Caetano
Horta, Nicoláo Longo, Manuel Alves da Silva, Sebastião Fer-
nandes Pereira, Antônio Pinto, Antônio Machado de Moraes,
José Joaquim Corrêa, Joaquim da Cunha Diniz Junqueira, da
Loj.-. Estrella Caldense; Francisco Gomes Coelho, Francisco
Xavier da Costa Queiroz, Manuel Moreira, Feliciano Ferreira
Tetéo, Dr. Antônio Emerenciano China, Antônio Canlido
Soares de Brito, Antônio da Silva Antunes Filho, Salustiano
Francisco Coelho, Manoel Onofre Pinheiro, Manoel Teixeira de
Souza, Christovão Emilio Sivertsen, da Loj.-. Amor e Since-
ridade.
Elevar ao gr.-. 30.-. os Ilr.-. do gr.-. 18.-. :
João Nogueira Monteiro de Queiroz, do Cap.-. Fraternidade
Paduense ; Joaquim Simões David, do Cap.-. Goytacaz;
Lino José de Queiroz, Francisco Aueusto Coelho Cardoso,
José Rodrigues Gaspar, do Cap.-. Renascença; Raphael
Vannucci, Antônio Cezario da Silva Oliveira, da Loj.-.
União Fraternal ; Antônio da Cunha Silveira, Dr. Alipio San-
tiago Corrêa, Albertino Augusto dos Santos, Biagio Scaravo-
glioni, Domingos José Vaz Dias, Israel Rodrigues de Araújo,
José Antônio Coelho de Queiroz, João Mariano Carneiro, Joa-
quim Gomes dos Santos, Ricardo Sone, Serafim Francisco
Gonçalves, do Cap.'. União Constante ; Francisco José Corrêa
Quintella, do Cap.-. Henrique Valladares; Vicente Gonçalves
Dias, Epiphanio Miguel da Rocha, Antônio Nunes Cardoso, do
Cap.-. Progresso; Antônio Pereira Lima Velasco Dingo, da
Loj.-. Concórdia 2a ; Alfredo Emiliano da Cunha, Estevão
João Lastrate, Francisco Espíndola de Mendonça, Ismael Anto-
nio Gauterio, José Pedro Fernandes, Joaquim Pinheiro de
Oliveira, do Cap.-. S. José; Victorino Fernandes de Campos,
do Cap.'. Estrella. do Rio.
Encerram-se os trabalhos.

Relação dos membros effectivos da Assembléa Geral do


Grande Oriente do Brazil
NO ANNO MAÇONICO DE 5896

(Continuação

Adriano Gonçalves Guimarães de Castro 30.-.


Affonso Carneiro de Oliveira Soares (Dr.) 30.-.
Alberto Xavier de Almeida 30.-.
Alfredo da Silva Vianna 33.'.
Annibal Esteves 30.-.
Antônio
José Ferreira 30.'.
» Tavares 30. \
260

AntonioZeferino Cândido
(Dr.) 7.*.
Arthur José Ferreira Portuense 30.*.
Benjamin Pereira da Silva 30.*.
Calixto Gaudencio de Abreu 33.'.
Cândido de Paiva Coelho (Dr.) 30.-.
Celestino Vicente (Dr.) 30.-.
Dimas Alvares de Castro 30.-.
Domenico Melioni, 30.-.
Domingos da Motta Teixeira Bastos 33.-.
Francisco Cardoso de Almeida 30.-.
» Joaquim Bernardes 30.-.
» José da Rocha Júnior 30.-.
Hermenegildo José Alvares 30. ¦.
Honorio Ximenes do Prado 13.-.
lldefonso Alves de Souza Campello 30.%
João Baptista Cabral Filho 30. •.
» Henrique da Silveira Júnior 13.-.
Joaquim Borges Caldeira 7.-.
José Camillo Fontelles 30.-.
» Canellas y Clavell 30. \
» Carlos da Costa Velho 32.-.
Luiz José Cardoso 30.-.
Manuel Pinto de Souza Porto 30.-.
Miguel Antônio Fiúza
Júnior 7..*'.
Olympio Borges
de Araújo 30.-.
Pedro José
da Costa Paiva 30.-.

NOTA.— Os irmãos, cujos nomes são precedidos do signai*) fazem


parte também da Grande Loja Central.
261 -

Relação aos Ilrv, mie se collaram nos diversos n\ a p foram


elefaíDS e aos pães foi expiiioo mptiToBr.\ on Pat.*.
pela W. Secret'. te.\ta(M.\
JUNHO DE 1896

Ben.'. da, Ord.-.


Nomes LoJas

Eduardo Vautier .... Ord.-. e Progiv .

MMembr.-. HHon.-. daAss.'. Ger.'.

Antônio José da Rosa Júnior Esp.-. de Nictheroy.


João Audiface da Silva Freire Força e União 2\
-. do Supr. -. Cons.-.
MMemb.-. HHon.

Alfredo da Silva Vianna Silencio Ben.*.


Bento Gomes de Oliveira Renascença.
Caetano Russomando Henr.'•. • Vallad.-.•.
Francisco José Monteiro Ord. e Progr.

Gr.'. 33.'.
.,.„., Firmeza e ¦ Hum.v
Antônio Silva * „ clotíio.
D.
t • n i • rt. da
A* Costa
paci^ Estrela
Ignacio Rodrigues
João Marques Moreira Cavadas Unas.
Paulilio Fernandes de Barros CotinguiDa.
Univ. .
Pedro Agapio de Aquino (Dr.) Un.*.
Rodolpho José da Silva Progresso.
Gr.'. 32.'.
l ^ , ,, „
rJoão Amor A,uul ao Trabalho
dU
Rebello Gonçalves...
José Fernandes da Costa Guimarães.. Piralininga.
'
- 202 —

GGr.: 31.'. e 32.'.


#

Nomes Lojas
t)r. Antônio Lopes Serra Un.-. e Caridade íi\
Camerino Teixeira de Freitas Udo Schl. •.
Joaquim Antunes Moreira e Souza.. Fid. •. e Virt. ¦.
José Carlos Figueira Júnior Un.'. Esc. •.
Ludgero Braulio da Silva Amor da Pátria (P.\

Manoel Joaquim de Souza lkrcellos.. Progresso.


Miguel José Vieira Braga Renascença.
Nicolau Alotti Fratell.-. Uai.*.

Gr.-. 30.:

Abraham David Benchimol Phenix 2 de Dez. •.


Agostinho Perrin União e Trabalho.
Antônio Domingos de Oliveira Vigilância.
» Joaquim da Costa Freitas... Goytacaz.
Arthur José Ferreira Portuense Aur. •. Esc. ¦.
Cândido de Paiva Coelho (Dr.) Henr. •. Vallad.-.
Francisco Antônio da Silva Auxilio á Virtude.
» de Donati Goytacaz.
» de Paula Barbosa (Dr.)... União e Trabalho.
Gabriel Tavares Leite Luz Transatlântica.
Hermenegildo José Alvares Vise.-.do Rio Branco.
Honorino Antunes de Carvalho...... 2 de Dezembro.
lldefonso Alves de Souza Campello.. Paranapiacaba.
João Baptista Cabral Filho Henr. •. Vallad. *.
» Henrique da Silveira Júnior.... Silencio Ben. •.
Jacques Rousseau Progresso.
» Pereira da Silva »
José Camillo Fontelles. Amis. •. Frat. •.
» Francisco Pereira Progresso.
» Manoel Barreira Amor ao Trabalho.
Pereira Prisco Auxilio á Virtude.
Manoel Joaquim da Costa e Silva.... Henr. •. Vallad. •.
Miguel Antônio Trigellas União e Trabalho.
» Vicente Pellegrini 2 de Dezembro.
- 263

Nomes Lojas

Pedro Frederico da Rocha Luz Transatlântica;


Tristão Corrêa Dias Charitas.
•. - *
Yitaliano Manicone Regeu. Barbae.
de Almeida Un. •. Esc. •.
Alberto Xavier
Enrico Jacy Monteiro (Dr.) 18 de Julho.
Gr.-. 18.'.

Alfredo Ramos Persev.'. í\


Alipio Francisco da Cruz Urias.
Antônio Augusto da Fonseca llommercio.
» Joaquim Teixeira Duarte... Progresso.
» de Oliveira Monteiro Philantropia.
» Pereira Nunes Persev. •. 2a.
Belisario Lopes de Souza Pereira »
Benediclo Geraldo da Silva ........ Progresso.
Benigno Ri vero Sampedro Acácia.
2 de Dez. •.
Eliezer Benarrosh Phenix
Elysio José de Oliveira Persev.-. 2a.
Francisco de Assis Barros de Faria.. Indep.-. e Luz.
» Pereira Lvra Commercio.
•. Uai.'.
Giuseppe Ângelo Gioia Fratell.
Joào Ferreira Bento Júnior— Salomão.
» Francisco Nunes Silencio.
Joaquim Corrêa Pinto Philantropia.
» Gomes de G. Júnior (Dr.).. Ac.-. Rio Grand.-.
» José Luiz de Souza 18 de Julho.
• ¦ Indep. *. e Luz.
José Cordeiro da Silva. •
» da Cunha Barros *
» Joaquim P. Fernandes Júnior.. Progresso.
» Lagranha Cruzeiro do Sul 2o.¦.
» Lourenço Nogueira Acácia •.Rio Grand.
» Magno Ferreira Xavier Amis. Frat.".
» Maria de Pinho Commercio.
Júlio Pereira da Silva Silencio.
> S. dos Santos Pereira 18 de Julho.
Leopoldo Ferreira de Mattos Lealdade e Brio.
- M —
»

Nomes Lojas
Luiz Antônio Palmeira Goytacaz.
» » Peres João Caetano.
» de Renza Estrella do Norte.
Manoel Avelino Pinto Braga. Amor ao Trabalho.
» Coelho da Silva Goytacaz.
» José d'Avila Machado Esperança.
Norival Machado Peixoto Amor da Pátria (P. C.
Polycarpo Brandão Persev. *. 2a.
Salvador Pereira Dias... Auxilio á Virtude.
Secundino Real João Caetano.
Severino Ribeiro Nunes Progresso.
Stenio César Diniz »
Victorino Fernandes Campos Estrella do Rio.
» Ribeiro dos Santos Lealdade e Brio.
Gr.-. 12.'.
Antônio de Freitas Tinoco Asylo da Prud. *.
» Joaquim Vaz Aurora."
Bruno de Moraes Bettencourt (Dr.).. »
Domingos Pereira Dutra »
Francisco Antônio Pereira de Barros. »
» Feliciano Barbosa »
» Martins da Costa »
Joaquim José de Faria Asvlo da Prud. *.
Raymundo Odorico Gomes de Oliveira. Aurora.

Gr.-. 7.-.
Álvaro de Assis Osório Mendes (Dr.). Carid. •. 2a.
Antônio João Tavares Firme União.
» Machado de Faria »
Arthur F. Campos da Paz (Dr.) TJn.- e Tranq •
Cândido de Paiva Coelho (Dr.)...... Gang.'-. do Rio.'
Carlos Antônio Gomes Firme União.
Epiphanio Duarte dos Santos » »
Joaquim Borges Caldeira Luzitana.
José Lascasas Netto Gang>..
4o Rio>
- 265

JULHO

Membr.'. Hon.-. da Assemb.-. Gar.*.


Nomes Lojas
Pedro Martins dos Santos Udo Schleusner.

MMembr.*. HHon.*. do Supr.-. Cons.*.


José Procopio Pereira Philantropia.
Manoel José da Fonseca Amor e Concórdia.
Gr.*. 33.'. .

Edwino Gomes da Silva Cataguazense.


Luiz Francisco dos Santos João Caetano.
Gr.*. 32. .

Isaias de Carvalho Santos (Or.) Udo Schleusner.


João José Vaz de Oliveira (Dr.) Piratininga.
GGr.'. 31.'. e 32.'.

Àdolpho Possolo (Dr.) Piracicaba.


Francisco Augusto César (Dr.) Macedo Soares.
João Fernandes Ribeiro Vigilância.
Joaquim Pereira de Queiroz Mac-. Soar.-.Mane*.
José Carlos da Costa Velho Vigilância.
Luiz Januário Ribeiro Cataguazense.
Gr.'. 31.'.
t i «•
Juho a dai Silva
Ricardo c-i ,„ Udo Schleusner.

Gr.'. 30.'.

Affonso Carneiro de 0. Soares Henrlq.-. Valiam


(Dr.)
Albino Rodrigues de Almeida União e Trabalho.
*
Antônio Augusto Celso Nogueira (Dr.) * ..
Benjanim Pereira da Silva * * silenc,° Ben •'*
— 200 —
»

Noines L0jas
Carlos da Gama Lobo d'Eca Reg.-.(Porto-Alegre.)
Domingos José Fernandes Azevedo... União Esc.-.
Epiphanio Luiz Ferraz Cataguazeuse.
Francisco Guedes Monteiro da Silva.. Cosmopolita.
» José Gomes Cataguazeuse.
» da Rocha Júnior Henriq.-. Valladares.
Ignacio Nery da Fonseca Seis de Marco.
Hegesipo Soares Barbosa Vigilância.
Joào de Oliveira Cataguazense.
José Gomes Ervedosa Renascença.
» da Silveira Rocha Reg.-. Pod.-. Cent.-.
Luiz José Cardoso Acácia.
Manoel José de Oliveira Caridade Mineira.
» Rodrigues Gomes Pereira.... Lealdade e Brio.
Philadelpho de Alencar Sucupira.... Luz Transatlântica.
Sebastião José dos Santos Andrade.. Un.-. Esc.-.
Silverio Duarte de Oliveira Caridade Mineira.
Victorino Fernandes Campos Estrella do Rio.

GGr,: .18.-. e 30.",

Annibal Esteves Henriq.-. Valladares.


Antônio José Ferreira União Pátria e Car.-.

Gr.-. 18.-.
Abilio Soares de Albuquerque Amor da Ordem.
Alberto Baptista de Castro Charitas.
Alexandre Barreto do Amaral »
» Francisco Pinto Caridade Mineira.
Alfredo da Silva Paes Philantropia.
» Ruas Abrigo da Hum.-.
Ângelo Caldonazzi Philantropia.
Antônio Alves de Siqueira Júnior... Mac. Soa -. Markv.
» Augusto Gomes França Charitas.
Faleiro »
» Ferreira de Assis Mem.-. Sald.-. Mar.\
» Francisco de A. Sobrinho... Luz e Ordem.
¦0
• 2()7

Nomes Lojas
de Souza Caridade e Segredo.
\nlonioGuimarães
» Lihorio Guerra Esperança.
» Pinto de Almeida Vise.-. Rio Branco.
l Ribeiro de Miranda;. Cataguazense.
» da Rocha Lopes Estrella do Rio.
» da Silva Fernandes Vise/. Rio Branco.
\ngusto Franco de Lima (Dr.) Guaritas.
da Cunha Torreão Júnior.. Cavalleiros da Cruz.
Benja.nin
Gonçalves Amado Mem.-. Sald/. Mar/.
Bento
Carlos Alberto Miller Philantropia.
» Augusto Wager Russel Júnior. Cavalleiros da Cruz.
. » Finck Acacia Ri0 Grand-V
Carmine Luigi de Pietro Paulo Philantropia.
Christophoro Garalipio Austríaco de
do Rio.
£rauj0 Estrella
Domincos Labanca * .
Gomes Ferreira Leite Mac/. Soa/. Mane/.
Euclydes
Evaristo Cardoso de Faria Caridade Segredo.
Fortnnato Pereira de Faria %•§ Carangolense.
Francisco Antônio de Souza Rocha Negra...
> Ribeiro de Mendonça Mac/. Soa/. Mane/,
Galdino Antônio da Silva União Fraternal.
Caridade e Segredo.
Genesio de Souza Pitanga .-..
Guillwrmioo Adolpho da Silveira. • • • »¦¦ *
Henrique Gonçalves Pereira Chantas. ^
União *.
Mo Àvellar Costa Forçae
» Baptista de Oliveira Rebello.... Caridade e Segredo.
» Capistrano de Oliveira da Cruz.
Cavalleiros
» Cerqueira Lima Filho (Dr.).... Chantas.
Soa;. Mane-,
i Elisiario Nunes Pombo Mac-,
> JoséCesar Philantropia.
» Manoel Estrella Villeroy Chantas.
e ^
- *
Joaquim Alexandre da Silva ForGa Vn^°
Cid. Concórdia 2
» Augnsto A. de Azevedo
do Po ir.
» Ferreira de Barros Lobo.... Obreiros
» Olynthode Figneiredo Torre» Candad^Mraeira.
» .
Pereira Leite un.
208

Nomes Lojas
Joaquim Rodrigues Nogueira Caridade Mineira.
José de Araújo Santos
» Augusto Mourào Charitas.
Cardoso de Figueiredo, Renascença,
» de Carvalhos Philantropia.
» Cesario de Mello Cavalleiros da Cruz.
» de Freitas Moraes Pinheiro (Dr.). Conciliação.
G uedes Corrêa de Mello Cavalleiros da Cruz.
» Luiz Pereira de Lyra Obreiros do Porvir.
Olivio de Uzèda Reg.-. Barbaceneose.
de Queiroz Leite Silencio.
» da Silva Fraga Caridade e Segredo.
» Vieira de Mello Moreno Força e União 2a.
» Zeferino da Motta Caridade Mineira.
Leopoldo de Azevedo Joào Caetano.
Luiz Antônio Rodrigues v. Mem.-.Sald.-. Mar.-.
> Maria Ribeiro Guimarães Cavalleiros da Cruz.
Mamede da Silva Coelho »

Manoel Ferreira Leite »

» Francisco Pacheco Lealdade e Brio.


» Gomes de Carvalho Caridade Universal.
Joaquim Ferreira Leal Un. •. Esc.'.
» José Guedes Mem.-. Sald.-.Maiv.
Rosário de Aguiar Goytacaz.
» da Silva Gabrillo Un.-. Carangolense.
Victorino de Souza Estrella do Rio.
iguel Antônio de Lima Mem.-. Sald.-.Maiv.
Olegario Manoel de Jesus. Amor da Pat.\ P. C.
Oscar José dos Santos Abrigo da Hum.'.
Otto Heckttrener Acácia Rio Grand.-.
Praxedes da Costa Caridade Mineira.
Rodolpho Faleiro Gliarilas.
Targino Ribeiro Goytacaz.
Valeriano Ignacio de Souza Caridade Mineira.
Vicente Antônio da Silva Mac/. Soa.-. Maric*.
Virgílio Pereira de Faria. Lealdade e Brio.
Zenobio da Fonseca Caldas Un.'. Carangolense.
— 209 —

Gr.'. 7.*.

Nomes LoJas
-.
Inlonio Ferreira de Freitas Harm.
» Gonçalves Bandeira Harm.*. e Frat.-.
*
» Guarascio »
Ferreira Mendes... » »
» Joaquim •.
> Mendes da Silva Contente.. Harm.
Alves Salgado Harm.-. eFrat.*.
Bernardino »
Christovão Francisco Mac Cullocgh.. >
Braga » *
Custodio Joaquim *.
Fortunato Alves de Souza Júnior.... Harm. *. *.
> da Silva Mendes Harm. e Frat.
*
Gnalter Ribeiro Chaves »
Gustavo Engelk *
Tavares * »
João Pereira da Silva
Joaquim Pereira Godinho »
José Bernardes Ferreira »
» da Silva Tavares »
> Sotero de Menezes »
Manoel da Gama Bentes Harm.*.-.ei
rat. .
» da Matta Segura Harm.
» Ribeiro da Fonseca » .>v
» Soares de Gouvêa Gang. •. - do Rio.
Raymundo do Amaral Serrão Harm.
trai.-.
Serafim Francisco Pereira.... Harm.-. e
Vicente José Corrêa de Souza »

¦ ¦;. ¦
¦

..• -Ais
270 -

Relação dos Presidentes, Secretários e Thesoureiro


s
das Officínas da Federação
o89G
( Continuação )
PARA'

Ban.-. Cap.-. Cosmopolita, ao Vai.-, de Belém.


Arth.-., Luiz Lauter, 30.-.
Gr.-. Secr.-., SeveroFaustino da Franca, 18.-.
Gr.-. Thes.-., Pedro Gomes de Oliveira Filho, 18.-.
Ben.-. Loj.-. Cap.-. Harmonia e Fraternidade, Or.-. de Belém.
Ven.-., Coronel José Sotero de Menezes, 7.-.
Secr.-., Victorino Martins de Oliveira, 3.-.
Thes. •., João José da Silva Ramôa, 3. •.

PERNAMBUCO
Ben.-. Loj.-. Cap.-. Conciliação—Or.-. do Recife.
Ven -., Antônio José Pereira, 32.-.
Secr.-., Dr. Zeferino Gonçalves Agra, 18.-.
Thes.-., Gaspar José de Mello.
Loj.-. Cap.-. Seis de Marco, Or.'. do Recife.—39
Membros.
Ven.-., Coronel João Quintino de M. Galhardo, 33.-.
Secr. •., ígnacio Néry da Fonseca, 30.•.
Thes.-., Antônio Pauliuo Telles, 18. -.
Cap.-. Seis de Marco.
Arth.-., Coronel José Clementino
H. da Silva, 30.-.
Gr.-. Secr.-., lgnacio Nery da Fonseca,
30.-.
Cr.-. Thes.-., José Daciano Vieira
de Amorim, 18/.

RIO DE JANEIRO
Ben.-. Loj.-. Cap.-. Acacia-Or.-.
•., de Niclherov.
Ven. José Carlos da Costa Velho, 32. •.
- 271 -
*

Secr.1., Henrique Baptista Mendes Salgado, 18.*.


Thes.*., Antônio Gonçalves Lopes, 30.*.
Loj.*. Concórdia 2a—Ór.-. de Itaborahy.
Ven.*., Antônio Duarte dos Santos.
Secr.*., Joaquim Pereira da Silva Junior, 3.*.
Thes.-., Joaquim Pereira da Silva, 3.*.
Cap.*. Fraternidade Paduense, Or.*. de Santo Antônio de
Pâdua
*., Vicente Perissé, 30. *.
Arth.
Gr.*. Secr. *., Manoel José Marques de Araújo, 18.;.
Gr.*. Thes.*., Luiz Perissé, 18.*.
Ben.*. Loj.-. Cap.*. Vigilância, Or.*. de Nictheroy.—
149 Membros
Ven .*., Joaquim Teixeira de Mattos, 33 .*.
Secr.*., José dos Santos Porto Brazil, 30.-.
30. *.
Thes.'., Manoel Constantino Junior,
Cap. *. Vigilância.
Arth.*., Miguel Maria Jardim, 30.*.
Gr.'. Secr.*., Hegesipo Soares Barbosa, 30.-.
Gr.*. Thes.*., Carlos Pinto da Silva Manoel, 18.*.

DISTRICTO FEDERAL

Cap.*. Aurora Escosseza. *.


Art. *., Olympio Borges de Araújo, 30.
*. • Teixeira, 30, -.
Gr. Secr. ., José Soares *.
32.
Gr. *. Thris. •., José Luiz da Silva Moreira,
Cap. *. Commercio.
Arth.*.,Lino Casal y Martinez. *.
Gr. •. Secr. *., Joaquim da Cunha, 30.
José Teixeira da Silva Junior, 30.*.
Gr.-. Thes.-.,
Loj. *. Eureka.
Ven.* ., Herbert A. Tripp, 3.*.
Secr.-., Alfred M. Oliver, 3.*.
Thes.* .. Thomaz C. Jackson, 3.-.
Cap.*. João Caetano. ¦ on ..
•., Gonçalves Guimarães de Castro, 30.
Arth. Adriano
Gr. •. Secr. •., Calixto Gaudencio de Abreu, 33. •.
Gr. •. Thes. •., Eugênio Oyangurem, 33. •.
Loj.-. Luzitana.
Ven.-., Dr. Antônio Zeferiuo Cândido, 7.-.
Secr.•., Joaquim José Rodrigues de Souza, 7. •.
Thes.-., José Alves Coelho, 7. .
Cap. •. Phenix Dous de Dezembro.
Arth. •., Pedro José da Costa Paiva, 30. ¦.
Gr.-. Secr.-., Abraham David Benchimol, 18.-.
Gr. •. Thes.-., Manoel Pereira de Souza Escobar, 30.-.
Loj.-. União Pátria e Caridade.
Ven. •., José Carlos Figueira Júnior, 32. •.
Secr. •., Antônio José Ferreira, 30. •.
Thes.-., João Corrêa de Azevedo Costa, 3. •.
Cap. •. Visconde do Rio Branco.
Arth. •., Joaquim Maia da Silva Freire, 30. •.
Gr.-. Secr.-., Manoel Ignacio de Souza Valente, 30.-.
Gr. •. Thes. •., Manoel Ferreira Cardoso, 18. •.

MINAS GERAES
Cap.-. Fidelidade Mineira, Vai. •. de Juiz de
Fora.
Arth.-., Antônio de Freitas, 30.-.
Gr. •. Secr. •., Antônio Justihiano Bastos,
•. 18.'.
Gr. Thes. •., Francisco de Paula Gomes, 30. •.

S. PAULO
Cap.-. Cinco de Abril, Vai.-, de Santos.
Arth.-., Francisco Xavier de Aguiar
A. e Souza, 33.-.
Gr.•. Secr.•., Geraldo Santiago Alvares,
•. •., 33.•.
Gr. Thes. José Conto Domingues, 18. •.
Cap.-. Giuseppe Mazzini, Vai.-,
de S. Paulo.
Arth.-., Antônio Soccodato, 30. •.
Gr. •. Secr. •., VincenzoTorlosia,
33. •.
Gr.-. Thes.-., Francesco Sevalle,
30.-.
Loj.•. Liberdade e Fraternidade,
Or.-. de Pederneiras,
Ven.-., Dr. João Paschoal Cupelli.
.'

— 273 —

*.
Secr. *., Domingos Maria de Fuccio, 3.
Thes. -., Antônio de Fuccio, 3.-.
Loj.-. Cap.*. Macedo Soares, Or.-. de Ribeirão Preto.
Ven. •., Dr. Francisco Augusto César, 32.•.
Secr. *., Miguel Luiz de Moura, 3.*.
Thes.*., Fidelis Botelho Júnior, 3.* .
Cap.- • Macedo Soares.
Arth.*., José Pereira da Fonseca, 33.- .
•. *., José Moreira, 18. •.
Gr. Secr.
•. *., Ramos Pereira, 18. •.
Gr. Thes. José
Cap. • . Segredo 2a. Or. •. da Limeira.
Loj.*.
Antônio Augusto Botelho, 33. *.
Ven.-..
Secrv ., Luiz Scartezini, 3.-.
18. *-.
Thes.*., Antônio Marciano,
Loj.-. Cap.*. Trabalho, Or.-. do Amparo.
•., 30. *.
Ven. Dr. José Pinto Nunes Júnior,
Secr.-., Francisco Luiz da Silva, 17 .*.
•.
Thes. •., Bernardo Faria, 18.
Loj.-. Cap.-. União Universal, Or.*. de S.José do Rio Pardo
Ven.-., Dr. Pedro Agapio de Aquino, 33.-.
Secr.*., Júlio de Magalhães,3.-.
•., Nogueira, 3. *.
Thes. João Ribeiro

PARANÁ'

Loj.*. Fraternidade Castrense, Or.-. de Castro.


Ven.-., Dr. Ignacio Guasque. *.
Secr. •., 3.
Raphael Teixeira Cardoso Pimentel, *.
Thes. •., José Joaquim Marques de Souza, 3.

RIO GRANDE DO SUL.

de SanfAnna do Riodos Sinos.


Loj.-. Luz e Fraternidade, Or.-.
Ven.-., Augusto José Fernandes. •.
Secr. •., Manoel Nunes de Oliveira, 3.
Thes v ., Carlos Berto Sirio, 3v .
- 274 -

Documentos Importantes -

(Continuação dos ns. 2 0 3)

15* Sessão da Assembléa Geral.


Aos 23 dias do 6o m. •. Maç. •. Anuo da V. ¦. L.
5822
Tendo-se de mandar na Gr. •. L. •. o Ir.'¦¦•.
que fora a ella chamado e para ser reprehendido por haver
propagado em seus escriptos princípios contrários a Santa
Cauza que esta Aug. •. Ordem tem jurado defender, propoz
o Ir.-. Io Gr.-. Vig.-. no solio que occupava se o I.-. Gr.-.
Orador devia fazer a accusação ou se bastaria a leitura dá
Acta no artigo respectivo : e foi decidido por unanime voto
da Assembléa Geral que se lesse ao Ir.-, accusado o artigo
da Acta que continha os pontos da accusação e o que a
Assembléa decidira sobre elles, e que depois o Ir. •. Gr. ¦.
Orador lhe fizesse verbalmente a accusação fundada naquelles
pontos. Sendo admittido perante a Assembléa Geral o Ir. •.
accusado esendo-lhe dado assento entre columnas se prati-
cou o que se havia deliberado.
O Ir.-, accusado pretendeu justificar-se afirmando de-
baixo de sua palavra de Honra , que as opiniões que havia
transcripto nos Periódicos, de que era Redactor, não forão
jamais as de sua intima convicção, chamando em testemunho
da verdade desta sua afirmação as doutrinas liberàes, que
apesar de ameaças contra a sua mezma existência não duvi-
dava propalar publicamente no púlpito e em pe-
rante todos os Irs.-. com quem tivera freqüentes particular
palestras
sobre a nossa regeneração politica e a Santa Cauza do Brasil:
que as perniciosas doutrinas de cuja propagação
"lhe era accusado,
erão escriptos de huma correspondência fora trans-
que
mittida por pessoa a quem devendo elle accusado respeito, e
considerações não pode negar a inserencia no seo Periódico s
que era verdade haver-se omittido declaração de que elles
proyinhão de correspondência, porque elle accusado ja se
havia abstido delia, e que no próximo futuro numero do
mesmo Periódico, que ja se achava redigido, mostrava qual
— 275 —

era a sua opinião intima.eque protestava a respeitável Assem-


bléaque o ouvia, de jamais dar lugar em seo Periódico a
escriptòs desorganisadores e eversivos da Liberdade Constitu-
cional que a opinião publica tem abraçado e que se acha ju-
fado por esta Aug \ Ord.-.—A Justiíicação pertendida foi
dócil, mas energicamente refutado pelo Ir.-. Presidente no
solio, fasendo sentir ao Ir.-, accusado, oquantoelle se desli-
sara dos deveres de hura bom Maç.-. e de hum Brasileiro
amante da verdade, em quanto por considerações e respeitos
humanos marchara fora dos traços da esquadria e do com-
passo, abrigando debaixo do seo bom nome alheas opiniões,
contrarias aos verdadeiros interesses da Nação Brasilica, e
que por isso não podendo nem devendo numa tal desculpa de
attenção á respeitos e considerações para com poderosos ser
admittida a nenhum homem de bem, menos podia servir de
a elle accusado como Maç. •. tem contraindo a
justiíicação que
obrigação de defender por todos os meios a seo alcance a causa
do Brasil e sua Independência debaixo dos auspicios de seu
Aug.* Defensor, á cuja liberalidade e constitucionalidade
seirroga a maisatroz injuria, eaté seatraiçôa, quando se pro-
cura a opinião publica outra direcção, que não seja conforme
a que tão sabia e adquadamente se tem desenvolvido e abra-
çado: e que portanto a respeitável assembléa não admittindo
a desculpa delle accusado como justificação a recebia como
uma satisfação, e de tanto melhor grado quanto era atten-
divel o protesto, que fisera de abandonar aquella pérfida
correspondência, e de escrever segundo seus verdadeiros sen-
timentos em defeza da causa do Brasil : que a Assembléa
geral ficava persuadida da sinceridade dos protestos delle accu-
sado pela docilidade e reverencia com que se comportava e
ellePres.-. considerava a todos os Irs.\ digo convidava a
todos os I. •. para que esquecendo se do escândalo que lhes
havia causado o Ir. •. • •—
se congraçassem perfeitamente com este dando-lhe o abraço e
o osculo fraternal, e applaudindo-se esta agradável, • desejada
e estimavet reconciliação com os aplausos da •.Ord. .Foi ge-
ralmente apoiada esta proposta do Ir.". Gr. Presidente e
com o abraço e osculo fraternal ae
praticada a reconciliação
todos os Irs. •., foi aplaudida com a tríplice bateria, e agra-
decidos e cobertos os aplausos
- 276 —

Propoz á Assemblea o Ir. •. Gr. •. Presidente que attenta


a boa disposição geral dos ânimos de todos os Brasileiros con-
formes em aclamar o N.\ Aug.-. Def.\ Rei Constitucional
do Brasil e devendo os Maçs. •. que forão os primeiros a dar
este necessário impulso á opinião publica adiantar e pôr em
execução os meios precisos para que nenhua corporação
civil os precedesse na gloria de tão honorífica empresa ? pare-
cia acertado que desta Aug.-. Ord .'.se enviassem ás Provin-
cias do Brasil emissários encarregados de propagar a opinião
abraçada, e dispor os ânimos dos povos á esta grande e glo-
riosa obra, fasendo-se a despesa aos empregados nesta impor-
tante commissão com aquelles fundos que se achavão em
caixa, porque posto que destinados para os ornatos e decora-
çõesdaL.-. parecia ficarem melhor empregados na causa
Publica.
A moção foi apoiada e approvada com o enthusiasmo c
•.
patriotismo que a N. Aug. •. Ord. ¦. tem sempre desen-
volvido a respeito da Causa do Brasil, e para com o seu
Aug.-. Def.-. Constitucional, e não querendo nenhum dos
Irs.-. que fizesse dos fundos em caixa applicação diferente
da do seo destino se apressarão a ofíerecer generosas contri-
buições, prestando-se os Irs.-. Lopes e Vianna a faser aos
emissários as precisas assistências, e logo o Ir.-. Francisco
Xavier offereceo a quantia de 1008000 mil réis, o Ir.-.
Amaro Velho 3O0# réis o Ir.-. Ruy 501000 prestando-se os
outros Irs. •. a sobscreverem conforme suas possibilidades pe-
rante os dois Irs. •. encarregados das assistências. Offereceo-
se para commissão á Provincia de Minas Geraes o Ir. •. Gr. •.
Orador, a Provincia de Pernambuco o Ir. •. Mendes Vianna,
á Provincia de Sta. Catharina o Ir. -. Tinoco, e para a cidade
de Gabo frio o Ir.-. Ruy, ficando o Ir.-. Francisco Xavier
incumbido de fazer logo por cartas as necessárias insinuações
a provincia do Rio Grande, e indicado para o mesmo na Pro-
vincia do Espirito Santo o Ir. •. Pinto.

16a Sessão da Gr.-. L.-.


Aosoitodiasdo7°m.\ do A.-, da V.-. L.\ 5822...
. .-.« ¦..-..... . . •••.»¦.,»,¦ ¦''•:'•'•
. » , #¦¦"•¦¦#¦:';« ¦"#"¦¦'• •' ;'.•
t ;• »« • ••*••••••••••••••**
— 277 -

A Gr.\ L.-. em remuneração dos dislinctos serviços


lrs. *. João Fernandes Lopes á sagrada
prestados pelo Causa
do Brasil mandou conferir-lhe o gráo de Mestre.

17a Sessão da Assembléa Geral.


do 7n mez do Anuo da V-.. *. L. •. 5822
Aos 14 dias •. Io Vig. -.
e logo expoz o Gr. que o
objecto da presente convocação da Assembléa Maç.-. era a
prestação do Juramento do Nosso muito amável e muito
amado Ir.-. Gualimosim eleito Gr.-. Et..*, da Maç.-. Bra- ¦.
zi loira em geral Acclamacão em plena reunião do Povo Maç.
e sendo condusido do Oriente onde estava ao solio por uma
depulação de quatro lrs.-. C.\ RR.'. CC \ prestou o jn-
ramento da Ord.-. e immediatamente recebendo o Gr.-,
malhetc subio ao solio, e tomou a direcção dos trabalhos.
Resolveo a Assembléa que no dia 12 de Outubro (era
•.) todos os Maçs. •. se espalhassem pelos logares de maior
prof.
concurso, principalmente pelo Campo onde procurassem con-
servar a tranquillidade necessária e o decoro conveniente ao
respeitabilissimo acto que teria logar no mesmo dia.
Por esta oceasião propoz o Ir.-. José Clemente Pereira os
vivas, que como Presidente da Câmara tencionava dar a—
Religião-ao Senhor D. Pedro Io Imperador Constitucional do
Brazil- a sua Aug. •. Esposa-a Independência do Brazil. E
logo o sap.-. Gr.-. M. lembrou um viva a Assembléa Con-
stituinte e Legislativa do Brasil, e assim se acordou nos
objectos que se devião applaudir no futuro Dia da Acclama-
ção profana.
o Ir.-. José Clemente participando as boas
Continuou
e o resultado satisfactono da cor-
novas de nossos emissários
respondencia com as Cameras circumvizmhas.
•. • Io Vig.'. a consideração da Assem-
O Ir. Gr propoz •. ¦-L......
bléa as queixas que ouvira ao Ir. F..... .P.. •
regulava o modo de guarnecer a es-
relativas a Portaria que
quadra Brasileira, que se estava aparelhando.
• • • • •••••?
mmm */o ——

18a Sessão da Assembléa Geral.


Aos 15 dias do 7o mez do Anno da V.'. L.*. 5822
O Sap.*. Gr.*. M.\ levado da natural candura que o
adorna, tendo ouvido o Ir. *. na sessão antecedente
tachar de odiosa a Portaria pela o Governo prof. *. regulava
as praças qne devião embarcar na esquadra Brasileira, que
se estava aparelhando, espontaneamente tendo chamado a sua
presença o original daquella Portaria, o officio do chefe par-
ticipando a maneira por que fora executada, e outro officio
do sobredito Ir. *. pedindo desembarcar, apresentou
todos estes papeis a Assembléa, donde bem se colligia que
fora temerária e precipitada aquella intelligencia; e alem
d'isso culposo semelhante asserção por excitar desconfianças e
rivalidades entre Europeus e Brasileiros.
Offerecido portanto a discussão a prancha de
L—, que para isso foi mandado cobrir o Templo, o Ir. *.
Esdras pedindo a palavra ponderou que o caso não era Maç. .
e só poderia ser tratado na Assembléa, se a L. *. assim deci-
disse, querendo poupar-se ao dissabor dever entregue ao Juizo
criminal hum dos seos operários por motivo de huã falsa, e
desorganisadora opinião. Então o Ir.*. Diderot sustentou que
o crime era lambem Maç. *. por ter sido aquella opinião pro-
palada dentro do recinto do templo, que elle até a ouvira, e
por essa mesma rasão o declarara em L.*. portanto era o
seu parecer que fosse o Ir. *. collocado entre çolumnas, e re-
prehendido. Este parecer sendo unanimemente approvado,
foi chamado o Ir. *., e reprehendido.
O Ir. *. Gracco convidada a Assembléa para fazer as suas
reflexões sobre o bem da Ord.*. em geral, propoz
que o Ti-
tulo de Defensor Perpetuo do Brasil fosse hereditário na Fa-
milia do Io Imperador em reconhecimento dos incommensu-
raveis serviços prestados ao Brasil: o que sendo
geralmente
apoiado, reflectio o Ir.*. Pithagoras que era com tudo neces-
sano o consentimento de todo o povo profano, não obstante
ser esse o justo desejo da Maç. *., o que se encarregou de
pro-
por na próxima vereação o Presidente da Camera, para que
se assim conviesse fosse proclamado.
279

Tkkmo dk Enckrmmenfo k SrsrKNsÃo nos Trabalhos

Aos cinco dias do 8° mez do Anno da V.-. L.;. 5822


recebeo o Ir.-. Gr.-. 1° Vigilante numa prancha na qual
•. Gr. •. Mestre Guatimosim
determinava o Ir. que se suspen-
dessem os trabalhos do Gr.-. Oriente, e de todas as Officinas
do Circulo até segunda determinação sua : declarando que
assim o mandava na qualidade de (ir.-. M.\ da Maçoneria
Brasileira o na de Imperador e Defensor Perpetuo deste Impe-
rio. Encerrados portanto cs trabalhos se dispersarão ostra-
balhâdores.

Polemica

A Maçonaria e a padrecada romana


no Jornal
Sob este titulo o nosso estimado Grão Mestre publicou
descom-
do Commercio uma serie de artigos, motivados pela aggressão
munal que lhe foi dirigida por ordem do prelado d'esta Archi-diocese.
Não é necessário eommentarmos o facto, já bem conhecido.
Registramos apenas esse justo protesto.

Passámos hontem, sexta-feira, eu, meus irmãos, nossas


familias, amigos e suas Exmas. familias, pelo dissabor (te nao
ouvirmos a missa que um de meus irmãos tinha encommen-
dado para ás 9 horas, na matriz do Sacramento, por a ma de
um nosso irmão carnal, e maçon, Adolpho Aprigio de Macedo
Soares.
Uma reverendissima besta, que não sei quem foi, arcebispo
ou vigário, prohibio a missa, por ser meu irmão maçon e por
ser eu o grão-mestre da Maçonaria brazileira.
Aceito o repto.
— 280 -

Ganganelli não morreu ainda. Saldanha Marinho baixou ao


túmulo; mas, o grão-mestre da Maçonaria Brazileira é enti-
dade que não morre, e chama-se aetualmente Macedo Soares.
Já é tempo de batalharmos. Não é só na imprensa maçonica,
é também na profana que precisamos dar combate sem tregoas
a esses pobres idiotas, que não comprehenderão ainda qne ê
passado o seu tempo, e imperam hoje idéas que são a mais
formal e completa condemnação da cúria romana.
Tem a Maçonaria por principio fundamental a tolerância
das opiniões. Para nós, toda a religião é boa, emquanto for
sinceramente observada pelos seus adeptos. Tanto faz a seita
catholica, como a protestante ou a grega, o judaísmo, o islã-
mismo, o fetichismo, tudo isso são manifestações dos senti-
mentos religiosos privados; e sejam estes praticados com animo
bom, basta ; não exigimos mais.
Ponto por ponto, havemos de discutir, aqui, nestas coium-
nas, doutrinas e praticas do clero romano, cuja religião não é
a do Christo nem a do Paulo: é a dos Borgias, os grandes ban-
didos da cúria romana.
Não hão de perder por esperar.
A. J. de Macedo Soares,
Grão-Mestre da Maçonaria Brazileira.
(Do Jornal do Commercio de 20 de Junho,).

II

MOLECAGEM PADRESCA

Era com este sub-titulo que eu devia responder a um ar-


tigo inserto no Apóstolo e transladado para o Jornal do Com-
mercio, ha dias, em resposta ao meu de 20 nesta folha, e sob o
suggestivo titulo de Garoiagem maçonica. Mas é que não li
aquelle corsário da sachristia, papelucho immundo que jamais
teve entrada em minha casa. Nem li tão pouco a transcripção
neste Jornal; pois deparando com a denominação e correndo
os olhos para a assignatura, dei com a indicação *.—do Após-
tolo.
Basta, reflecti com os meus botões. E' descompostura rasa
dos padrecos romanos, que, sungando a batina e arregaçando
as mangas, munem-se de cacetes e navalhas e vão,
gingando
suarentos e de cachaço, para a praça publica, onde, no jogo da
capoeiragem, soem atacar pacíficos transeuntes.
- 281 -

Não li. AfTirmo-o sob a minha fé maçonica e em presença do


Supremo Architeclo do Universo. Nào li a immundicie sahida
dos esterquilinios do Apóstolo-.
Como, tenho, porém, de tratar, nestas columnas, de as-
sumptos sérios, e no caracter offlcial de Grão-Mestre da Ma-
çonaria Brazileira, relativamente ás posições reciprocas desta
e da seita romana e das relações que d'ahi emergem, preciso
guardar incólume toda a alteza do pensamento.
Peço, pois, aos meus amigos, maçons, catholicos, acatho-
licos, atheus, positivistas, spiritas, que apaguem deste escripto
o sub-titulo de Molecagem padresca, ou abrandem-no neste
outro de capoeiragem romana ou capadoçagem de sachristia.
São todos synonymos; mas os últimos são mais amenos. E até
com gente indigna como essa, convém guardar os preceitos da
boa educação.
Não respondo, como vêm, aos nagôs e guayamús do Após-
tolo.
Devo, entretanto, uma explicação aos amigos que conhecem
os meus hábitos de moderação e cordura em todos os actos de
minha vida privada e publica, e podem ter estranhado a vehe-
mencia da minha linguagem. E lembro-lhes desde já que lances
ha na vida, nos quaes a prudência e a calma são os mais se-
indícios da falta de brio ; falta em que não incidem cer-
guros
tamente os homens sensatos a quem me dirijo.
Sei bem que em todas as aggremiações humanas, em todas
as associações, civis, religiosas, políticas, maçonicas, commer-
ciaes, industriaes, beneníicentes, confrarias e ordens terceiras,
em todas ha bons e máos. Sei distinguir o sacerdote cathohco,
digno pelas suas virtudes, talento, instrucção, e, sobretudo,
dignos
pela mais perfeita comprehensão do espirito evangélico,
da estima e consideração com que os acolhe o povo; sei dis-
tinguil-os e separai os dos indignos padrecos romanos, que so
se guiam pelo dinheiro e pelo servilismo, ignorantes, tanaticos
até a estupidez, até a ferocidade hyenal.
Entre aquelles lenho a honra de contar amigos, antigos
condiscipulos do Seminário de S. José, que prestam-me ainda,
com a mais plena e gostosa retribuição de minha parte, a es-
tima e o respeito desses saudosos tempos dos nossos cursos,
preparatório e theoíogico. São os catholicos.
Aos outros, os padrecos romanos, é que tem applicação a
Destas.
phrase, que já empreguei, de reverendissimas
Não se arrepiem os amigos com esta palavra besta; Esque- A pa-
Çam-se, por um momento, da sua educação de sachristia.
— 282 —

lavra besta é canonica, pertence á technologia da igreja


foi consagrada pelo poeta São João, o padroeiro da Maçonaria ; pois
nesse bejiissimo poema, phantastiro e allegorico, intitulado ò
Apocalypse, jamais excedido no gênero das visões
Leiam-no; e lá verão, ao lado dos sete candelabros propheticas
de piiroi
sym bolos da virtude, as sete bestas, symbolos do vicio e do
crime, vomitando fogo e sangue, assando carne humana nos
brazeiros da Inquisição, emporcalhando o Christo, o divino
Maçon, e envergonhando a Humanidade. E são esses os
cos romanos, sào esses os inimigos da Maçonaria !... padre-
Pobres diabos!
Dar-lhes resposta séria era cominetter a insensatez de atirar
pérolas a porcos. E indivíduos ha tào infames, tão indignos,
que cuspir-lhes na cara é dar-lhes o direito de gabarem-se que
algum dia já nos serviram de escarradeira.
Não respondo ao Apóstolo.
Satisfeitos os meus amigos, maçons e profanos, com a ex-
pliçaçao que acabo de dar, peço-lhes me acompanhem na nova
ordem de artigos que por esta folha pretendo no ca-
publicar,
racter official de Grão-Mestre Grande Commendador da Maço-
nana Brazileira.

São muitos os assumptos, e cada qual mais interessante. A


incompatibilidade da maçonaria com a igreja; os milagres do
romanismo ; a Companhia Industrial das águas milagrosas de
Lourdes, Ia Sallute, Lauss, Pontmain & C, limited; as
tarias do confissionario ; os crimes dos pati-
papas ; as bestices do
òyllaous, primeira e ultima producção do Sr. fallecido
rapa Pio IX, pobre inconsciente (alheia)
joguete dos cardeaes da Cúria
romana ; a u tuna Encyclica do Sr. Dr. Leão Pecci, actual
bummo Pontífice sobre a Maçonaria italiana... Ah ! como
sa ser o povo instruído, por meio da educação civica, isto preci-
é,
maçonica, dessas grossas e immundas bandalheiras do clero de
Roma!
Ha de achar o povo quem o doutrine. Um todos, todos
por
por um : e a divisa maçonica. E do esforço commum ha de
nascer a luz.
A • J. de Macedo Soares.
Gr.-. M.\ da Ord.-. Maç.-. no Brazil.
— 283

111

INCOMPATIBILIDADE ENTRE A E&REJA ROMANA E A MACONARIA

Sancta sancte tractanda sunt


Aphorismo da sachristia.

Para negar os suffragios da egreja a maçons que ainda acre-


ditam nessas bobagens, allega a padreeada romana a absoluta
incompatibilidade entre maçon e catholico.
E' nina allegaçàode má fé, como soem ser todas as da
sachristia papista, a mais formidável inimiga do catholicismo,
ou antes, do christianismo fundado por Paulo sobre asdontri-
nas do Mestre Jusus, Ven.*. de uma Loj.*. do rito essenio,
em Jerusalém.
A incompatibilidade só existe para maçons pobres ou que
deixam família pobre e parentes e amigos de pouca ou nenhu-
ma influencia política no paiz. Para os ricos, para os aristo-
cratas, para os príncipes e reis, maçons e scismalicos, não ha
incompatibilidade, nem differença alguma a desmanchar por
parte dos padrecos : pois, são todos irmãos em Christo (pobre
Christo!), tão bons como tão bons, lé com lé, cré com cré.
Ha comtudo, uma excepçào ; e é quando o poderoso ou alguém
por elle não se apresentou wjube domine benicicere, e a pa-
dralhada romana, escouceando o leào morto, ostenta força e
vigor pelo sentimento o mais alheio á doutrina do Sap.*.
Mestr.*. Jesus Christo, o sentimento da vingança posthuma.
Demonstremo-lo com factos dos nossos dias, recentes,
actuaes e indiscutíveis na sua veridicidade histórica.
Todos os Grãos-mestres da Maconaria Brazileira, desde o
conselheiro José Bonifácio e o Imperador D. Pedro I ate o Ma-
rechal Deodoro e o conselheiro Saldanha Marinho, todos rece-
beram suffragios da egreja romana, consistentes em enterros
solemnes, missas, preces, exéquias de toda a ordena. Nao houve
bugiganga romana que se lhes não dispensasse. E os bispos,
vigários, monsenhores, conegos e simples clérigos, sabiam per-
feita mente que suffragavam almas damnadas de reprooos ao
romanismo.
Não ha então incompatibilidade entre o catholicismo e a
Maconaria 9
Uma única excepção foi feita, quanto ao Visconde do Rio
Brannco. Mas, porque ? por ter o Visconde morrido maçon e
— 284 —

Gr.*. M.*. da Maçon. •. brazileira ? Não, certamente ; foi por-


que o eminente estadista, uma das mais puras glorias do Im-
perio e da historia pátria, era o presidente do conselho de mi-
nistros, durante cujo governo foram presos dois bispos pertur-
badoresda consciência e da paz publicas. Exerceram para com
elle o sentimento da vingança, ao qual acima alludi; e nada
mais.
Aproveito a occasião para dizer que, quanto a mim, dis-
penso todo e qualquer suffragio ante et posi mortem ; pois, na-
turalmente por fa ta de talento ou de boa vontade, jamais pude
comprehender como, nem por que uma pobre alminha de qual-
quer pobre christão não ha de entrar no céu direilinho como
um fuso, sem que vá ca Ideada, lardeada e calafetada com
preces, responsos, missas em latim e o diabo a quatro, a 5, 10,
20 ou 100 mil réis, conforme o estado, que he servem de
carta de recommendação (chamam se mesmo encommendaçâo),
dirigida ao nosso Ven.-. Chefe o Ir.-. Jesus, para que o apre-
sente no Supremo Conselho da Ord.-. lá de cima, e conriga um
veredicto de absolvição para os seus peccados veniaes e
mortaes.
Tornemos, porém, ao assumpto.
Não ha muito, foram sufragadas as almas dos IIll.-. e
RRespeitab.-. Ilr.-. Marechal Fioriano Peixoto, Marechal Es-
teváo Ferraz e outros fallecidos o anno passado e neste, no
seio da Maçonaria. Os exemplos formigam.
Sei bem que os padres romanos desculpam-se, dizendo
Deodoro e Saldanha, por exemplo, na hora da morte, abjura- que
ram a Maçonaria...
E' falso!
Deodoro da Fonseca e Saldanha Marinho eram espíritos
muito lúcidos, muito puros, muito firmes, muito honrados,
para commetterem semelhante indignidade. Appello para os pa-
rentes e amigos que assistiram aos seus derradeiros momentos.
Que \enham dizer, em publico e raso, se esses grandes homens
e caracteres enérgicos, na hora extrema da vida e em Incidez
de espirito, se rebaixaram á cobardia da abjuração maçonica.
Confundam-nos, se for verdade essa asserção Lamentaremos
então, nós todos, todos por um e um por todos, choraremos
tamanha desgraça ; mas teremos a delicadeza de não
nem por palavra, nem por escripto, uma interjeição, proferir,
uma
lettra contra esses nossos adorados mortos.
Venham os testemunhos!...
Quanto a Deodoro, o fundador da Republica dos Estados
Unidos do Brazil, já sahi em campo, desmentindo a falsidade
outro,
rios padres romanos; e não fui contestado. Quanto aodesminto
meu illuslre mestre, amigo e chefe, o Saldanha,
o
agora e desafio provas em contrario. é
E' incompatível o catholicismo com a Maçonaria? Como
o Sr. Dr. Joaquim Leão Pecci, actual Pontífice, en-
oniiiooue da Maçonaria,
fretem cordialidade intima com o Grão-mestre
e scismaticos, enyiando-lhes missivas amistosas e,
protestantes bênçãos? Isto é serio?
dentro dos enveloppes carinhosas
S M o Imperador Guilherme da Allemanha e rei da Prússia
*. M. *. da Maçon. *. Allemã, e e
é lá o meu collega, é o Gr.
protestante. filho deb
S Àltesa Imperial e Real o Príncipe de Galles,
Victoria e futuro rei da Grã-Bretanha, e o
M. a graciosa Rainha
Gr.-. M;*, da Maçon.*. Ingleza e é protestante. o
S. M. El-rei Oscar da Suécia e Noruega é no seu paiz
Gr.*. Mest.*. da Maçon.*., e é protestante.
de todas as Uussias é o chefe da igreja
S. M. o Imperador
orlhodoxa grega, scismatica para o Sr. Dr. Papa.
allemães, e dos estados do norte da^lairo,
Outros príncipes cc»legas e
no velho mundo, meus
pa e das farnilias reinantes
confrades, protestantes e scismaticos, são «^«^>e^ repor
os leitores este neologismo; mas esta consagrado pelos
na imprensa diária, que de es)
ters, e eu preciso escrever aquém apro
tão adulados pelo Sr. Dr. Joaquim Leão Pecci,
ter ido, no Jornal do Com
veitoa occasião de saudar, por anuo,, a ida
mereio, que S. Ek. Rvdm. entrou já nos seus 88
de de meu pae. íA-^roe
Descansem um pouco os leitores
Abro aqui um parenthesis. SjhcmU
suicida não tem omn.
Pelas leis da igreja romana, o
é louco, não podeVzer testamento e se o fizer }^™™
é nullo. Logo, não pôde deixar o cobre a Pf^^W^
Pois bem: não ha muitos mezes, R^^mÇBi a sede arcmepis
da rua de S. Pedro, e só na igreja do Carmo,
copai, teve cinco missas de pancada. romã
E então ? olhem os maçons a lógica dos, pad,W
cobre, o vil meUl, sem
nos!... Para elles, a questão é o
entretanto, não se compra a carne no açougue.
qual, orden: te c nas,
Irmandade*, terços, devoções, conterias
são compostas de maçonS,Umdos¦w#*$l™ TZnMa,
Dr. Pedro de Lacerda, creio eu, quiz .a^ti^da moda un
GaQdela-
e começoa a inticar com a irmandade do Santas
ria, se me não falha a memória. Vio, Poremaquietou ^.;?^:se4 se. Por.
irmãos sahiam, mas a irmandade morria ; e
286

que é que o actual bispo Sr. Dr. João Esberard não bole com
essas aggremiaçòes ecclesiastico-maçonicas?
Pode-se então ser maço.a e catholico, não é ? Pornue
nos estão escandalizando, a nós maçons, com as sna em™
e pirralhices? „
iJ'cguices
'"T' ° Sr' Dr •'o5° Esbe''ar'1- «W
arce^noVe^
areei íspo do Su Zt
do Brazil, nomeou commissões para angariar
dona t.™ qne lhe permiUissem concluir as obras
da catffi
>rimeiTri.f^'gllft Q° l0Cal antÍSa ca')el,a ^Penal, n
nn !,a Sete de Setembro.
f,a
n,pmhZ\ Ç°' •eSqmiía Entre os
C0T,SS.Ões ha maÇ°ns- E S- Ex* o sabe. E
£h?™ .v8^" ,nt^sigentes como este seu creado.
íhs Z T^MTÍía0 ? ba,° nfi§oclat^s ricos, muito considerados
na^l' l1 n
•a,parí.qUC S- ExR(í^a. e Romanissima
conti n , hSn- a Maconaria. E
SffL ní Sar eu* que fazer ? Esses, meus
S|?leo» qne não ha incompatibilidade entre
'!S 'n:M;0"S * Catl,olicos- E Procedem em
c%seqScia!
Ó q,íe elles sao expirados, são roubados
Delág°míí,lq,le,ha
P««o»«, isto e, ao pe da lettra, já fui seminarista). Paciência!
simul^palm;^0,,em!?Síra,I()° C,lle p6de llrn homem de bem ser
maçon'
Res . n m ?U!,0lnC0
txehp. br.-. Mestr.-. Pjo IX. como foi o nosso 111.-. e
a
fui Ir nec^rí^0^nUar ^s,Principios 8er Catholico> eu <J«e ^mpre o
nunca tmúSc^™ ° d,g°' da Maçonaria, não!
oão--alaTdnl ^ P*?T° * mas sem a mi"ima trepiila-
mana ft"ÍZ % <?fUna/ íg'reí* Cath°'ÍCa' aPostolica ro"
poeta'sb. João,
poeia o Too n/f Só Xfmtm a que allude o
padroeiro da Maçonaria universal
A. J de Macedo Soares.
Gr.-. M.-. Gr.-. Comen.-.
da Ord.-. Maçon.-. no Brazil.

IV
A ULTIMA ENCYCLICA DO
PAPA

Sancta sanete tractanda sunt.


(Aphorismo da sachristia).

sagrou
sagróuáa ffrtf8 P°™Ç0Sas f?stas P°Pulares *™ * Itália con-
data da sua independência, o Sr. Dr
Joaquim Leão
— 287 -

Pecci lançou ü verbo às quatro partes da terra (na geographiá


dos seminários, ainda ha só quatro), e escreveu encyclica,
vulgo oarta aberta, annunciarido ãs gentes, christas e genti-
do
licas, (|ue aquillo tudo eram umas grandiosissimas patifarias
rei Humberto.
A festa foi era 20 de Setembro. A carta aberta do Dr.
Papa veio logo depois, e foi aqui conhecida quando estava ao
o Boletim do Gr.'. Or.: do Brazil; < e sorte que, sô
prelo
no numero de Novembro e Dezembro, pude analysal-a.
E' daquelle «Jornal Ofíicial da Maçonaria Brazileira» que vou
transcrever a analyse que então fiz corrigindo os erros typo-
t/raphicos que escaparam á revisão da casa.
Intitula-se esse artigo, em segunda edição.

\ MAÇONARIA E 0 PAPA
5

o Holetim de Novembro e Dezembro últimos.)


(Vide Boletim, tem que
E ainda desse artigo, inserto no nosso
na sachristia? Confessem, que, s. io.
dizer os amigos educados
tortitur ih re, foi suaoiter in modo.
E desculpem os meus latinorios. Escapara »»^
e eimjerd do
romanos. Agora, se eiles não entendem, que^.
não sabem traduz r Pac.e *
meu latim. tt com certeza nus, em |
deteza
mais duas patacas se gastam em pura perda;
própria. A. ,f CAinpc,
J. de Macedo Soares.
Gr.-. M.-. da Maç.-. Braz.\

artigo (3' feira , deraro-s aguos


P. s.-No nosso ultimo , o
vale a h., entret
lapsos de revisão, que nao penacorngr;
E« n o esmv,
um qne importa muito, por ser erro Imtonco
IX linha solo Or - M-
que Pio ^"__ temos _
sim Ir. -.M.-., istoe. J<>
^.^^P™1^ nem u \ todo o mundo a
nossa g.r.a; mas nao e latim gre
Mastai íerieu\ uq .
comprehende), o padre João .s. & °ld V£
nãn fni nr/fn-mraíre foi apenas irmao-mestre, giao

^:;T,£r,e55fe,s:%Kcar-o(?pe,.r.
M. S.
£OC

Saneia tanete tractanda sunt.


Aphorismo da sacristia.

E' dever do maçon combater a superstição e o fanatismo


onde os encontrar. Na Igreja ou fora da Igreja, em
ms ituiçao, em qualquer aggremiação humana, familia, qual! ú™
tribu
assentar ° facll° ,,a cMlisãção. No seio mesl

mo 1da MV6m0sde
Maçonaria ha carolas impenitentes,
que á sua Ord •
preferem a sacristia ; mas ha de illumina-los o holophote di
n° eSüUra d° S6U obsc,,rantis,no 0l1 da sua co-
vardiâ.',a
Para aqui transcrevemos do Boletim do Gr.-.
BrazU, algumas paginas, escriptas sem resentimento Or.-. do
lecos romanos, mas só para instrucção de nossos dos pa-
irmãos. E
S"liea grande circulação do Jornal do Commercio, temos
aos leitores Profanos, a quem igual-
m^nfp doutrinamos.
mente iV^apr°Veitar °
acrnÜ0 mlif™08 Pe'°S ?üa9res &> romanismo, por meio de
gcr°S'n' exploradas por companhias padrescas, sob a
£
sancção ao br. Dr. Papa-
ed'Çã0 d° nossoescnPt0> correcto e
tadoE'2° pouco augmen-

OS MILAGRES DO ROMANISMO

(Vide o Boletim dos mezes de Janeiro e Fevereiro e Março


últimos.) ¦;-¦-

A. J. de Macedo Soares,
Gr.-. M.\ da Maç.-. Brazil.-.
— 289 -

NOTICIÁRIO

0 GRANDE ORIENTE MINEIRO

EXCLUSÃO A JUIZ DE FÓRA.-Uma prescripção medica


obriiíoii-iios a passar alguns dias no território mineiro.
Por essa oceasião foi-nos dada unia commissão desinteres-
sada cm favor diun distineto amigo o Ir/., o que obrigou-
nos a ir a Juiz de Fora.
A viagem é incommoda, devido ao péssimo e perigoso
serviço da locomoção ; mas, quando não oceorre um sinistro,
chega-se.
Eífeclivamente. pelas duas e meia horas da tarde entra-
vamos com mais Ires companheiros no confortável hotel Rio
de Janeiro, á rua Halfeld.
Mais tarde sahimos a percorrer as diversas ruas e subi-
mos até o alto da igreja matriz.
E' bello o panorama da cidade e sua edificação nada
deixa a desejar. As ruas, embora sem calçamento, são bas-
tante largas e arborisadas, não ha becos.
São de modesta apparencia; a alfândega (aliás desneces-
sariã) a estação da estrada de ferro, a officina da luz electri-
cae outros estabelecimentos fabris o industriaes.
E' melhor, que o desta capital, o systema dos esgotos e a
distribuição d'agua.
Com estes melhoramentos c uma população maior de
30.000 almas é Juiz de Fora uma cidade que rivaliza com
Pelotas, Fortaleza e Maceió, e excede em muito o Desterro,
Ctirüyba, Therezina, Aracaju e outras.
Pareceu-nos reinar entre os habitantes uma paz inaltera-
yel á despeito das controvérsias políticas, religiosas e ate
mesmo maçonicas.
Pouco importando a política e os pequenos atritos entre o
Padre Café e os livres pensadores, trataremos da Maçonaria.
- 290 -

Ha dous annos, alguns maçons, pouco instruídos nos prin-


cipios e praticas lithurgicas da Ordem, resolveram imitar as
dissidências do Rio Grande do Sul e São Paulo e crear tam-
bem o Grande Oriente Mineiro tão soberano c independente
como o Gr.*. Or.-. do Brazil.
Assim pensando não rellectiram, que faltava-lhes a pre-
cisa base para a sua sustentação.
Ninguém pensou, que, depois do Congresso Maçonico cc-
lebrado em Lauzanne no anno de 1876 (ao qual concorreram
os plenipotenciarios dos Grandes Orientes de todo o Orbe)
ficaram reconhecidos e garantidos em sua circiimscripção ler-
ritorial os Grandes Orientes até então existentes, e assentado ¦
—«que no futuro só poderia ser creado um Grande Oriente,
único, em cada Estado Soberano.»— Isto é, o que dispõe o
art. 5o das Grandes Constituições de Lauzanne.
D'onde pois deve concluir-se, que só o Estado já inden-
pendente que ainda não tivesse (como o Paraguay por exem-
pio) um Gr.-. Or.* poderia funda-lo, uma vez preenchidas
as condições determinadas nas velhas Constituições da Maço-
naria escosseza oufranceza. Assim lambem, o Estado que,
sendo subordinado a qualquer potência, emancipar-se d'esta
e adquirir sua soberania, poderá crear um Gr. *. Or. *. pro-
prio.
Ora, no Brazil, que tinha um Gr. *. Or. •., reconhecido
pelo Congresso de Lauzanne e no qual se fundiram os dissi-
dentes aos valles dos Benedictinos e do Passeio Publico, ficou
esse para nunca mais ser alterado.
Para que os maçons das províncias hoje estados possam
ter Grandes Orientes independentes seria de mister, que po-
dessem constituir-se em estados independentes da União. A
Maçonaria não lucraria com isso, mas a nação brazileira per-
deria muito.
Logo, pois, o remédio é manter o Gr.-. Or.-. existente
da capital da Republica e procurar obter de sua assembléa
geral as franquias, que o tempo haja tornado necessárias
para as LLoj. •. e MMaç. •. dos estados.
Não pensaram assim alguns MMaç.-. de São Paulo, nem
os do Rio Grande do Sul, os quaes desconhecendo as vanta-
gens ou antes a necessidade da união da família maçonica
- 201 -

arvoraram seus dous Grandes Orientes, os quaes só tem ser-


vido, n'um desses estados, para fortalecer a influencia d'uma
colônia estrangeira e no outro para fins partidários.

O Grande Oriente Mineiro, que se fundou depois, em 11


de Junho de 1894, não obedece a nenhum desses intuitos;
formou-se com aberração completa dos princípios e
porém
normas maçonicas.
Organizaram-no vários membros dissidentes da loja Fi-
delihde Mineira ao Oriente de Juiz de Fora, protestando a
maioria da mesma loja contra isso e con•. ser yando-se fiel ao
•. •. Aug. Loj. •. conta 138
Gr. Or. do Brasil. Hoje essa
llr.-. em actividade. •
Os creadores da nova agremiação elegeram para seu Gr.
Mestr.-. o Ir.-. Chrislovão Rodrigues d'Andrade e forma-
ram um simulacro de Supremo Conselho com llr.-. todos
irregulares.
Na sede do central, isto é: em Juiz de
pretendido poder •. Fidehdade Mmem
Fora, só conseguiram crear as LLoj.
a dissidente, Tirãdeittes, União e Firmeza e (Mie de Junho.
lojas, únicas, só a primeira se reúne alguma
Dessas quatro
rara vez, as outras já nem se reúnem.
a sua Maçonaria do torpor, em que catar
Querendo erguer
ra, resolveu o Grão Mestre fazer celebrar uma m^mg testa
11 de Junho corrente, mas essa
conlmemorativa no dia
foi um verdadeiro fiasco. *
•... alguns profanos, entre
Compareceram apenas 22llr. mfmag
os quaes o distineto moço que nos mmistra esta
a noite com um divertido
algumas familias, que encheram
ba"íla
da verdade contrasta> com
noticia, que é a «pressão desla capita 1.
os telegrammas publicados em vários diários
homens de bem, que essa
Prova i^o nne anezar dos
pse -I%S
grau de prosperidade que deseja, porque^suaf «>«|^
legaes da Ordem
se com manifesta infracção das disposições
Maçonica.
5

— 292 —

Até hoje não foram reconhecidos por nenhuma potência


maçonica estrangeira. Até hoje não conseguiram organizar
nem imprimir constituição e rituaes próprios, regem-se aih-
da nos seus rarissimos trabalhos pela Constituição e rituaes
do Gr.-. Or.-. do Brazil.
E tudo isso aconselha-os muito bom, que voltem ao gre-
mio d'onde sahiram, ou vão régularizar-se nas lojas lieis
áquelle Gr. •. Or. •., para que não succeda, que os' maçons
de sua obediência passem pelo dissabor de não serem admit-
tidos nos templos regularcs de qualquer parle do mundo.
Terminando reproduzirei as palavras do nosso Sapient.-.
Gr.-. Mestr.-. : — «A Maçonaria Universal não é uma
aggremiação partidária, que possa accommodar-se ás circums-
tanciasloca.es e quantas vezes oceasionaes de
qualquer mu-
nicipio, villa ou estado.

No modesto templo, onde funecionaa Aug.-. Loj.-.


Fidelidade Mineira, assistimos em a noite de Í3 do corrente
a uma sessão magna, onde fomos tratados com o cavalheiris-
mo próprio cios seus dignos obreiros, a todos os espe-
malmente ao Ven. •. quaes,
Francisco Rodrigues d'Almeida Novaes,
consignamos aqui nossa inolvidavel
gratidão.
Rio de Janeiro, 17 de Junho de 1890.

IJ • J a Y. O. fJO. •

r LOJA P1RATININGA, AOOR.v. DES. PAULO.-Não


e empreza tacil a de descrever-se com fidelidade a festa
movida pela Aug. •. e Ren. •. Loj. •. Cap. •. Piratiningapro-
para a posse de suas LL. •. e OOff. •.
A mais antiga officina. de S. Paulo realmente
preparou
no dia 6 de Junho verdadeira surpreza, tal era o aspecto
do
vasto e esplendoroso templo.
Três motivos concorreram para o brilhantismo da festa :
a posse das LL.-., o baptismo maçonico e a entrega de
medalhas de honra oferecidas aos poderosos Ilr. •. Dr. Pam-
* 203 -

de Assumpção e Fernando Carinà, pela Loj. •. Cap.',


phüo
Chrislovam Colombo, ao Vai. ¦. de S. Carlos do Pinhal.
A extensão do bello templo prestava-se a uma ornamcn-
taçao riquissima ao sabor do mais exigente gosto artístico : —
os obreiros da Piratininga souberam-se aproveitar dessa cir^
cumstancia. Dirigida a ornamentação pelo Pod.-. Ir.-»
Dr. Pamphilo, incansável obreiro, exímio desenhista, a
ninguém escapava um gesto de surpreza ao contemplar
aquella ornamentação.
As paredes do templo estavam forradas de branco, des-
laçando se desse campo finíssimos desenhos o ricas paisagens.
Aqui, colmêas de que se aproximavam bandos de abelhas;
ali, arvores sobre que poisavam pássaros: acolá, bandos de
pássaros em desfeito vôo, e todos em desenhos feitos com ver-
dadeiro gosto artístico. Mas o que nestes desenhos mais
admirava pela simplicidade e arte, era a harmonia que o
artista estabeleceu entre o natural e o artificial, de sorte
que um ramo natural de palmeira, por exemplo, formava
a extremidade de um galho desenhado na parede, sendo
difficil distinguir onde terminava o artificial para começar
o natural.
Os altares, e o doccl semeado de estrellas douradas, eram
forrados de branco, sendo desta cor as cortinas do Templo.
Imagine-se as columnas cobertas de flores e sobre os altares
ramilhetes dispostos artisticamente, e tem-se uma idéa pallida
da ornamentação do Templo.
Logo cedo uma banda de musica, collocada em uma das
salas do edifício, executava, excellentes trechos á entrada
das commissões e famílias convidadas para assistirem á so-
lemnidade.
A's 8 horas mais ou menos deram entrada no Templo as
commissões cias lojas e maçons que vinham assistir á festa.
Recebidos pelo Pod. *. Ir. •. Dr. Vaz de Oliveira, declarou
este que ia começar a solemnidade profanamente, annun-
ciando que ia dar entrada aos representantes. da imprensa
expressamente convidada.
Infelizmente somente a «Platèa» alli compareceu, sendo o
seu representante recebido com manifestações de sympathia.
Saudada a imprensa pelo Pod.*. Ir.'. Ven.;., foi o seu
bello e eloqüente discurso calorosamente applaudido.
*- 2Ô4 —

Em seguida entraram as senhoras, cujo numero era tal


que mal podiam se accommodar no espaçoso Oriente do
Templo.
Do mesmo modo que a imprensa foram as senhoras sau-
dadas brilhantemente pelo Dr. Vaz de Oliveira, sendo a sua
allocução applaudida com enthusiasmo.
O Pod. •. Ir. •. Ven. •. annunciou que ia dar entrada á
commissão especial dirigida pela Loj. •. Christovam Colombo,
a qual foi recebida, occupando logar especialmente reser-
vado.
Lia-se em todos os semblantes uma certa satisfação indes-
eriptivel, que dava aquella festa um certo tom de intimidade
que impressionava agradavalmente.
Após a entrada da commissão especial, o Ven. *. Dr. Vaz
declarou que ia dar posse ao Ven.-. eleito o Exmo. ir.-.
Barão de Ramalho, nomeando-se uma commissão para receber
o Venerando Chefe da Maç. •. Paulista.
Ao entrar no Templo o Pod. •. Ir.-. Barão, uma estrepitosa
salva de palmas, ao som alegre do hvmno Nacional, provocou
verdadeiro delírio.
Ao assumir o malhete o Venerando Ir.-. Barão de Ramalho,
foi saudado pelo Dr. Vaz de Oliveira, sendo applaudido o acto
com verdadeiro júbilo.
Tomaram posse em seguida os Io e 2* vigilantes, o orador
secr. •. e mais OOffi. •. sendo todos extraordinariamente ap-
plaudidos.
Realisada a posse das LLuz. •. e OOffic. •., o Pod. •. Ir. •.
Barão de Ramalho, concedeu a palavra ao Orad. •. especial da
Loj. • Christovão Colombo para desempenhar-se da missão
especial que o trazia a esta Capital.
O Orad. \ da commissão, o Ir. •. João Ferraccié, Ven. •.
daquella Loj.-., leu um brilhante discurso, ouvido com a
mais religiosa attenção pelo numeroso auditório. Nesse dis-
curso, o distincto Orad. •. salientou os relevantes serviços
a Maç.-. e á humanidade tem prestado o Dr. Pamphiloquee
Fernando Carina.
Lembrou oappello dirigido pelo Dr. Pamphilo ao mundo
maçonieo, que reunido em congresso firmemente apoiou a
idea da fundação de um asylo para amparar as crianças des-
293

validas, a creação de um jornal, e a fundação*. de uma asso-


ciâçâo de senhoras sob os auspícios da Maç. O orador ter-
minou pedindo licença para collocar aos peitos dos bencnic-
rH0S Dr. Pamphilo de Assumpção e Fernando Carina as me-
*., e das
dalhas de honra, oITerecidas pela sua Off. quaes era
portador.
Ao receber cada uni d'aquellésPPod.*. Ilr.'. a sua me-
dalha de ouro, rebentaram salvas de palmas no espaçoso
Templo.
Após esse acto o Pod,. Ir.*. Barão declarou retirar-se
sendo substituído pelo Dr. Vaz de Oliveira.
A' passagem do Venerando Mestre, tocou o hymno nacio-
nal, ergueudo-se vivas ao Barão de Bamalho e á Maçonaria
Paulista.
Em seguida foram bapfisadas oito creanças, causando o
acto viva impressão pela perícia do 111 .*. Ir.'. Dr. Vaz de
Oliveira.
Dada. a palavra ás diversas lojas, fallou o Ir.'. 30.*.
Paulino Guimarães, pelas LLoj.*. Garibaldi e 1' de Maio.
Este Orad.'. em phrase quente c apaixonada ve na maç,.
uma religião c neste assumpto prendeu a attenção do audi-
torio, sendo ao terminar muito applaudido. Em seguida
faliaram .
representantes das LLoj,. Eduardo Vautier Luiz
Os
Gama, Luzo Brasileira, Garibaldi, Portugal, ^0lvia^*1.^e
Maio, Hespanha, Ordem e Progresso e Obreiros do Trabalho.
Paliaram mais: *. de Santos
*. ao Or.
O representante cia Loj. 5 de Abril
e «Amor e Concórdia» de Jundiahy. *. KadoscK.
Em seguida usou da palavra o orador do Cons
certo nao
Dr Anthero Pessoa, qoe começou dizendo que de .
estava longe o dia do templo, por isso que no TTempi.
conforme
MMaç.-. já se dizia ser a maçonaria orna reigiao
se ouvira do Orad.-. daGaribaldi, mas elle O ad -^gava
o capitulo d a grande
que o século XIX era apenas primeiro
obra que terminaria de certo com esU^affima ^A
maçonana è uma religião. O Orad. . auiw.U!311
e npm„mpnt0
evolução social, que no século XIX P*^
tem lançado o scepti
humano, a multiplicidade de doutrinas
— 20C —

cismo e.a descrença, e que um dia sò no seio da maç.-. é


a humanidade encontrará a verdadeira tranquillidade e que
pazd a'
consciência. J
Falia do baptismo, como meio de chegar a esse fim
incita as mães de familia alli reunidas a educarem seus ftllios e
naqaellas doutrinas, para que um dia possa-se então dizer
que a maçonaria é uma religião.
Em seguida é concedida a palavra ao Dr. Pamphilo de
Assumpção, que ao assúmar á tribuna é applaudido com Ire-
nesi. O Pod.*. Ir.*, com a sua palavra vibrante do enthu-
siasmo começa dizendo que ires sentimentos o dominam •
o
de gratidão, o de respeito e o de amor. O orador é á
Loj.*. Chrislovam Colombo, por isso mesmo grato
que a olforta
dessa aug.*. loja lhe desperta animação e a coragem a
lueta. Para significar a sua satisfação o orador empregapara uma
brilhante imagem íigurando-se nas lutas maçonicas, como o
viajante no deserto afagado por enganadoras de
paragens
conforto, descreve o desanimo do viajante ao ver desfazer-se
a doce illusão produzida pela miragem :—é esse o seu estado;
mas agora já não é a miragem, illusoria, é a realidade, e
isso e grato a Loj. *. Christovam Colombo. Ao orador domina por
o respeito, em presença do Pod.*. Ir.-. Barão de líamalho o
umeo Grão Mestre Honorário no Brazil, Respeitável Ancião a
quem a maçonaria concedeu todas as honras que podia con-
ferir.
O orador descreve as manifestações no Gr. *. Oriente
que
notou ao ser acclamado o nome do Pod.-. Ir.*. Barão
de Ra-
malho, por occasião da posse das GGr. *. DDg. •. da
Ordem, a
que assistiu como membro da comniissâo enviada pelos
corpos superiores deste Estado. Ao Orador domina também
sentimento do amor em face da innocencia e da o
candura re-
presentados pelas creanças e pelas senhoras.
O orador discorre poeticamente sobre esse assumpto
vocando justo e merecido enthusiasmo. pro-
estrondosa e prolongada salva rebentou

no ™°recinto*teriniüar'
do Templo.
_ Com uma esplendida mesa de doces, terminou essa festa
mtima em que a alegria e o enthusiasmo
foram as provas as
mais insantes de que a maçonaria
progride de modo prodi-
w
gioso neste Estado, onde a lucta se torna tanto mais necessa-
ria, quanto mais progride o jesui tismo -a negra associação
dos inimigos da liberdade e da Pátria.

* *

LOJA 24 de JUNHO, AO OR.-. DE MOSSOflO'. —Esta


Aug.'. Loj.'. que funcciona na cidade de Mossoró, Estado
do
I Rib Grande do Norte, acaba de commemorar em sessão
solemne e festival a auspiciosa data que indica seu titulo dis-
tiuclivo, o que no anno que corre representa o 23 o anniver-
de sua installação, sob os aüspiciosdo Grande Or. -. e
sario
Sup. •. Cons. •. do Brazil.
O despontar da aurora d'esse dia foi alegremente saudado
pelo hasteamento do pavilhão Maç.-. na testada do edifício
do Temp. •. ao som enthusiastico de musica, girandolas de
fogos, e harmonioso coro de vivas erguidos pelos seus
OObbr. •.
As 7 horas da noite, hora designada para o começo do
festival, o bello edifício illumihado externamente a giorno
por lanternas e balões chinezes multicores, espargia por entre
as alamedas de acácias que o circumdão. torrentes de luz
cambiantès, e as ondas de harmonia de uma banda de mu-
sica, postada no terraço anterior. Os salões, adornados com
luxo c esmero, mostravam por entre flores cortinas e singelos
mas significativos galhardefes, quadros, inscripções allegori-
cas e retratos de vultos eminentes da Ordem. Todas as peças
do edifício franqueadas ao publico estavam repletas de Sras.
e cavalheiros da mais escolhida sociedade Mossoroense. A
hora annunciada para o ingresso das famílias e convidados
no vestibulo do templo, teve lugar a recepção dos mesmos,
•. e ao som da musica que
por uma commissão de cinco Ilr.
não cessava de produzir as melhores peças do seu repertório.
0 templo achava-se adornado com apparato e gosto deslum-
brantes. Olll.-.ellesp.-. Ir.'. Ven.;. da Loj.-. Dr- ™"
que em solemne
cisco Pinheiro de Almeida Castro, declara •.Loj.-.
commemoração da installação da Aug. fJM$:
Junho » e em honra do dia consagrado a S. João da Lbcossia,
¦'
l
h s
298 -

Padroeiro da Sub. •. Ord. •:, ia proceder á adopção ou baptis-


mo de seis crianças filhos de MMaç. •. do Quadr. •. da mos-
ma Aug. •. Loj. •. D'estas crianças era um filho do ir. •.
Pharmaceutico Jeronymo Rosado, Ires do Ir. •. Antônio Joa-
quim Rodrigues o Silva, Tabellião Publico, uni do Ir. ¦.
Manoel Cyriilodos Santos, negociante, um do Ir. •. Francisco
Romão Filgueiras, auxiliar do Commercio.
Depois de terminada a ceremonia do baptismo foi canta-
do o hymno Maçonico da Loj. •., genial producção de um
Ben.-. da Ord.-., e exhuberanteinonle interpretado nos
arroubos de harmonia que lhe foram consagrados
por uma
pleiade de mademoiselles das famílias mais distinctas da so-
ciedade do lugar, que irreprehensivelmente o cantou ao som
magistral da orchestra, formada de piano forte, violinos e
flautas, na qual tomaram parte saliente a Exma. Sra. D.
Maria Mello, esposa do distincto Orador da Loj. •. Capitão
Alfredo Mello, a Exma. Sra. D. Geracina Silva, esposa do in-
cansavel e talentoso Obr.-. Leopoldo Silva, as interessantes
Senhoritas Adelina e Chrispiana de Albuquerque. Maestro
Canuto, Bezerra e amador Francisco Romão Filgueiras um
dos incansáveis obr.*. da dita Off.-. Após os
prolongados
e ruidosos aplausos, merecidamente dispensados a esta torrente
de angélicas harmonias; após ter feito seu trajecto
âmbitos do salão do festim a bolsa dos necessitados, asso- pelos
mou á tribuna o talentoso e illustrado Orador da Off. •. Ca-
pitao Alfredo de Souza Mello, proferindo um discurso análogo
ao acto, e attrahindo por vezes do selecto auditório repetidos
bravos e palmas.
Depois usou da palavra o 111. •. Ir. •. Ven. •. Dr. Fran-
cisco Pinheiro dAlmeida Castro, que em resumida allocução,
depois de saudar aos OObbr. •. da Loj. •. «24 de Junho»,
contar mais uma epocha em seu kalendario de vida aggra- por
deceu a escolhida presença da sociedade estranha a Ord. *.
que concorreu a festa Maç.-. tanta gentileza e sympathico
acatamento. Depois foi encerrada a sess.-. sendo franqueadas
ao publido os salões, buffet, salão do banquete, bibliothe-
ca, etc.
Seguiu-se animada soirée que prolongou-se até 3 horas da
manha, tendo reinado sempre muita cortezia, ordem, ani-
maçao e vivas manifestações de cordialidade e coníraterni-
zações.
i

DISCURSO

Pronunciado na sessão solarane de anniversario e festa do Padroeiro


•', de Mossoró, Estado do
da Aug.*. Loj.'. «24 de Junho», ao Or.
Rio Grande do Norte, pelo *.sou Ven. . Dr. Francisco Pinheiro de
Almeida Castro, gr.-. 30.

Ao Supr.-. Arch.-. do Univ.*. —Gloria!

Ao Gr.-. Or.-. eSupiw Cons.-. do Brazil —


Un.1., Sab.-. e Auth.-.

A todos os MMaç.-. espalhados na superfície do globo


S-. P.*. u.-.

Respeitável auditório.
Henrique Heine nos refere, tendo resolvido visitar o
que
soberbas phrases,
grande Goeethe, preparava com antecedência sua
com que o havia de saudar; mas que quando chegava a -
as ameixe.ras do cam
prezença', apenas pudera dizer-lhe que
nho do Sena a Weimar produzem excellentes ameixas para
matar a sede!
que o dominou ao en-
Tal fora a impressão perturbadora
frentar o Júpiter Mansuetus da poesia allema .
Assim, meus Ilr,-. é sobremodo avassalado ã^|
traduziveis; abrazadas as idéas no calor do mais adenteen
thusiasmo: accionado pelo mais concentrado e eneigiccgalva
nismo do contentamento, que vos dirijo a P^nra;lvam;ücsei.q^
assistis commigo, e commigo festejaes ao radloso.alvn0'Xsma ma
dia, que marcaY-3' anniversario doapparecm nt, nopi
fé, se denomina Loj. .
social de Mossoró d'este núcleo de que
24 de Junho. e*''Asn
Isto quer dizer que fazem hoje 23 annos que ™™f™ este
soturna d'este valle penetrou o pr.me.ro.ra luminoso d
grande astro, que se chama Maçonaria -^^ brumosa
^ a densidade impenetrável de uma atmospheia
preconceitos e ignorância.
— 300 —

Quer isto ainda dizer que 23 annos se completam hoje miP


os arruidos festivos dos foi gares reverentes da
nua e crente cfesla terra em honra de nosso Patrono,'o população \nZ'
amado mX
pulo do Divino Propheta da Galiléa, se confundiam com
umsomexlranho o monótono, trazido nas azas da móruãblm
do Oriente. Era o martellar compassado ecadfincioso dos ma
lhetes dos obreiros do bem, que n'esla vasta oííkina cm*
bavam de montar, começavam a polir a aca
da liberdade, igualdade e fraternidade, que grande pedra^ogular
servirá de pedestal
ao magestoso ediíicio da regeneração da humanidade
universal; e que é a
paz que, no dizer do grande gênio do século' é â
virtude da civilisação
E em vós, meus Ilr.*. não vos deve ir menor n'alma
ínnervante combustão de contentamento esta
; pois sabeis sem mie
eu vos diga que tostes vós, e continuaes a ser esses obreiros
da alta Pyramide da virtude.
Eu vos saudo por isto.
Snrís"(ílie sois a ara santa da natureza na
fft JÜÍ-sIÍ?'dai f™?*'
lormaçao família ; o elemento bazico da sociedade o sanctu-
ano, onde Deus depositou e condensou o fluido mysterioso ;
amor e da virtude; a vós, que do do
puro manancial de vossas
almas angélicas hauris para inocu ar no coração do
entre homem,
por as brancas roupagens da infância, na morna e perfu-
da alcova- as Primeiras noções da e
r ,\v!TSphera
da.caridade; a vós, .Exmas. Snras., que de envolto comjustiça o esta-
J° terno e aínoroso dePositaes na consciência da
hílfni^ os ensinamentos
humanidade
preliminares da honra e do devei-
mbem Viesles com«iungar comnosco na mesma
LV,ÇotncgJ
L!?!16. °S> mys;enosde nosso
n culto; a vós nossas home-
a cerleza de qne vossas presenças n'este sagrado re-
cm£"',;
to tem mais valor para nós os Maç.*. do
ULln?lcfBlaveis thezouros que o sceptro de
Z™ 1 que o amor de Assuerus
a formosa Judia' Nós VÜS agradecemos a honra
pe nPfniZP
o lulgor, que vossas presenças vieram dar a nossa
festa.
nnAtin^V46"^000168 diz <íue na idade ffiedia acreditava-se
en?-que Permaiiecia ™* sáphyra, era con-
siaeSnmqnUÍ°'
s.dei ado um preservativo contra todo o
gênero de peste.
Snras" VÓ3sois as primorosas saphyras
n> [!« Z\,mv™ V°SSa pi?88,nça no recilit0 de n°ssos trabalhos
vem !n < t™ Um escud0 da immun'dade
n íaS lf impenetrável contra
radn rlnllfQ' .!ncessante e etraiçoeiro do paganismo desfar-
barbaro* ^ nao cessa de nos
ners;.nirP rre,l° a lgu>nüle
tanta? lSn sociedade, iStulta Pr«enCâo de fazer de nós outros
munhào proscriptos da grande com-
- 301

Novos Xerxes, que açoitào um oceano !


Aeòra vòs, cidadãos respeitáveis, que tende a comnlacencua
de ouvir-me, ficae bem certos que no ar sorridente de vossas,s
Dlivsionomias sympalhicas estào se traduzindo todas as vossas
convicções a nosso respeito ; convicções orniundas das innu-
meras operações psychologicas elaboradas no intimo de vosso
eu.
Tendes já bem cimentada a certeza de qao a Maç.'. não é
uma das muitas idolatrias do symbOlismo antigo ; que os maçons
não são os sectários de Zoroastro, que adoravam o sol ; que
nao são os inimigos da cruz e do altar; ou outros tantos de-
molidores da crença, que foi plantada no seio da humanidade
pela tragédia sanetisangrenta do Calvário.
Sim, vós sabeis que a Maçonaria é uma atalaia vigilante
dos reduetos Ja fé : Que pelo seu doutrinar com o evangelho
do trabalho, pela pratica das virtudes mais dilectas cie Deus,
illuminacào do
"latego, espirito e educação do sentimento ella
pela
representa o com que o Divino Mestre das verdades
eternís expellin os mercadores do templo.
Sabeis também que o maçou ama ao bem porque ama a
Deus, que é o bem supremo ; que abomina o mal, pelo horror
lhe inspira o mal, e não pelo terror de atravessar
que próprio
as ondas da lagoa Stygea na barca de Charonte.
0 maçon crê, porém antes de crer raciocina; porque o ra-
ciocinio é a base da convicção.
O maçon erra e pecca, mas resgata suas culpas aos olhos
de Deus e da humanidade pela pratica das boas acçoes e pela
almoeda inoxydavel da caridade evangélica.
Eis a razào, meus Ilr.-. porque a Maçonaria, nascida de
uma remota antigüidade, em sua longa e difficil peregrinação
atravéz dos séculos, tem levado de vencida sobranceira e i.ri-
umphanteos potentes entraves, que lhe tem opposto os nono-
res dos autos de fé, e a proscripção das bullas excoramunga-
torias dos Satrapas do Vaticano. . _
Ilr.-., vou terminar, assegurando-vos que em um porvir nao
muito remoto, esta grande batalhadora dos prelios da Luz
enthronisada em seu carro de estreitas, semelhante aolhebus
Apollo, transpondo as portas da aurora, ha de dar o assai o
decisivo ã bastilha do obscurantismo ; e proclamara mMW
da verdade, assim tenhamos
Pontos do universo o triumpho
perseverança e fé, e Deus nos ajude.
Dr. Almeida Castro.
302

DISCURSO

Ao Sup.-. Arch.-. do Univ.-., Gloria.


A' Aug.- e Resp.-. Loj.-. Syrnb.-. 24 de Junho-Paz
Prosperidade! Le
A' todos os MMaç.-. espalhados pela superfície da terra-
Saúde, Força e União !

CCariss.-. Ilr.-.; Exmas. Snras. !


Já que, verme da terra, ousei trazer á festa
A pobre flor de meu estéril ideial,
Dai que a venha depor, bem
que modesta,
Do Grande e Summo Bem, á
gloria divinal.
J. D. Souza Mello.

O cargo honorífico de Orad.-. que improficientemente occuno


no seio desta aggremiação de OObr.-., constitue a Aug.-
loj.-. «24 de Junho,» impõe-me hoje o que imprescindível e grato
dever de vir aqui agradecer-vos vossa bondosa acquies-
cencia ao nosso chamamento para tomardes pela
iesta, que hoje celebramos parte na humilde
pelo anniversario de S. João de
Escossia, nosso padroeiro.
f6Sta' meJlls,IIr*'* além do incentivo nos traz,
nffJS?a um d»Plo regosijo, porque abrange dous fins o que
Sno8e a manifestação
primeuo ;
gratíssima de nossa vitabilidade
e °./ePncl° a demonstração cabal e exhuberante de
nnL' cafpacidade moral- como
E! prova de
oulos e atheus como nos aponta o vulgo que nãoe ignorante. somos incre-
prof.-.
manifest0 destes que assim nos classificam, sim-
niocm"??0 nao,têm intelligencia nem conhecimentos
W?»tí P°rqUe
nastantes para comprehender a sublimidade de
nossa Institui-
•fr;afl l0davi.a. nós lhes perdoamos, e, parodiando a sublime
?imf 1 r i ÍS0 Nazareno, ao exhalar o ultimo suspiro no
cimo do Golgotha, dizemos elles não sabem
; o que dizem.
Snras* e meus IIrs• "•. 'onge de ser uma
«nPi!iolÇV'' rKmas' como muitas
«tenebrosa,
21 que nos apontí a historia da
' e nma .iílstituiÇã0 caritativa, phiiantropica, phi-
hZfhí Progressista que tem por objecto a indagação da
Xane
veidade, o estudo da moral e a
pratica da solidariedade, traba-
:i03

Ihando pelo melhoramento material e moral e pelo aperfei-


coainento intelleclual e social da Humanidade.
A Maç.'. tem por principios a tolerância, o respeito mutuo
e a liberdade absoluta de consciência.
Um dos principaes fitos de nossa instituição, o seu tnais
ardente dezejo, é a propagação das idéias essencialmente libe-
raes baseadas em uma moral sãe perfeitamente definida, muito
embora olvidada, ás vezes, por alguns d'aquelles que a deviam
acatar, cooperando quanto fosse possível para o engrandeci- é o sus-
mento' moral e material dessa mesma instituição, que
tentáculo do magestoso edifício da liberdade em prol da qual
dardejado seu gladio, sempre iriumphante e victorioso na
tem
resolução dos magnos problemas sociaes.
Sim ; posso asseverar-vos isto, porque é innegavel que a
todas
Maç * tem tido sua influencia directa ou indirecta em
as questões sociaes de mais alta transcendência destecho, procurando
sem
conciliar elementos heterogêneos que teriam por
intervenção, a anarchia e a discórdia no seio da nu-
sua valiosa
manidade.
mesmo vemol-a emprehender com grande ardor e
Agora prob e-
sumia proficiência o difficilli.no estudo do importante
ma, que tão profundamente preoccupa o cérebro de *™*vto*
o espirito dos povos mais civilisados
pensadores, e sobresalta
do velho e novo mundo. _
do capital e do trabalho, debati-
Refiro-me á questão J;taP
da, mas para cuja resolução tornam-se amda precisos
os empregados pela Maç. -em porcossuas
bem definidos, qna.es este assumpto.
constantes e repetidas elaborações sobre
Consorciar estas duas potências, *"^^i^5£
forças, que se contrapõem, é o desejo da ^;^?«g e
adoptândo o principio socialista bem en^dido WM^^
interpretado, e que não se deve ^^W:^^|^ fudamento a anai
cialismo do proletariado, que tem por uu.co
chia e a desordem social.
da maç. •, tanto nest««W»^^f>%
Eis a missão
taes, desde remotas ms po»«£
sempre fazendo o bem que puuc ^ISK^t

Consultae a Uiblia, esse livro por Vj^f-^J^.


o ovo e Ia
mnito propositalmente se têm veda, ^
fe';Vteve ^
gentes paginas, cheias d« iniciador
^
Maç.*. dos tempos primitivos, que teve comu
como grande
g
o sapientissimo Salomão.
304 -
¦

MaÇ'''' po,is' encontra seus fundamentos nos


tr^A,
grados, como venho livros ú
de demonstrar, e não oode Dortimn S"
imm.ga, de Deus e prejudicial á hnmaSidade ' *"
Nao e inimiga de Deus o invoca, -
Aich quem como
do Univ.-., para presidir eguiar todos os seus ¦ Supr
nao pode ser inimiga da humanidade rL'
cons ante da virtude, ensina a doutrina quem con^h a m .H n
d ole nnc - «
opmroes, apregoa a liberdade de consciência
e ta? »
°S, '»'*'-'« «o
santos
an os de ut ?7"í Igualdade
de-Liberdade, Pri,nciPios
e Fraternidade '
"ÍSr ÍnTg0S nfl° trePi,,ara em calumniar-nos,
arro^nd?™!! ll"ll! 9M ¦*> '««los, emprostamlo-ao
í"legids e costumes
pi momos,
EtfiS a^'1ÍS,ar °4a il,Sli"lí«Í" ^Típ^io 'ai
que nunca adonh mo* n™
iica aiira de angariar e manter sectários nor u n
de tao inglória campanhaproselytos
de diffamacào °
''^^ MM° d°S C|"e nsam Je se"
meihaTfe^racTcaT'
Mas debalde tentam elles subverter nossas
donetriim m,

mano, porque e como muito bem se


expressou n sahin a «mi
pente escriptor hespanhol, Emilio Casle |a • -NinaúL
deter a onda progressiva S
que
dempcao social! uuuuuiuaae couduz a hum am^ade aH» r
sua re«

de òSÍLt) xvr'Í-ílade,tem l)r°8Te,]i(l0 consideravelmente des-


' qnan,d° Sf- fuçaram a despedaçar as tyran-
- -.. n cas 1ÊM
nicas cadeias da pseudo religiosidade então J
dominante.
m plenilúnio do ultimo
quarto do século XIX ií nnn pví«
«r.r*n I ^*v.UvlU>d UIJ ase . «UVfí 0'U. nifW^p^riQ

tSS (ar?a lernvel ad°Ptada Pelos sinistros


attSSr o esDi,S^aS ^ 0|,|,rimir a ^«sciencia e
usado si,;1; uzTv:^:i!f:^^qae seKuia bestia-
*&£8,tó á • rs
• itk-, ra, er«u, h oa-se
. Ua,l|Çoes históricas nos vem
»as
trazer p^ó« frictnl „
prefeDtrtfum,teaSslierair,ISCenclas- para eMmP|u «»» caçoes
Já podemos desass.mbradamente
:„.-.¦ ¦•: ¦'¦¦ x'}..-¦.. ¦:.'. -... ¦
¦ ¦

¦ * >• -
¦

- •.-¦-.: <¦• ¦ bradar como o poeta:


m0c:idade ™ensa estrada aplaina
Ligue
Evln«í\t
o sopro da aurora as bandas da
& o povo o monstro vè... soíaina
¦

'.'¦ "> '.¦'' .'.--,¦ ¦. !


¦''*!.'.;¦."'¦'¦.'•'.*• .¦¦,-¦. .' .
,'\
305

Foge, Ultramontanismo, spectro sanguinário !


Missionário do mal das trevas missionário !
Carrasco do abe!

Entretanto ainda ha muito que ensinar, e, por isso, a missão


ila Maç.-. é interminável.
«O templo de Salomão, diz um velho maç.-., só será de-
(iniiivamente acabado quando a Verdade fôr a soberana de
todos os povos da terra ! »

Praticamos também hoje, Exmas. Snras. e meus Ilr.-.,


uma das cerimonias de nosso rit.-.—o baptismo de lowtons,
filhos de nossos Ilr.-., e vós viestes solemnisal o, trazendo-
nos rizos, flores e suaves harmonias.
São novos filhos que adopta a Maç.-. baptisando estas
creanças nas águas lustraes do seu Jordão.
São lowtons que se preparam para subir pelas escadas de
finas pedrarias aos últimos degraus da perfeição.
Pois bem, predilectos filhos de nossos RResp.-. Ilr.-., que
acabais de receber a unção de nossos princípios, recebei em
nome da Loj.-. « 24 de Junho, » um amplexo de amor e um
osculo de fraternidade.
E vós dignos paranymphos,a quem foi confiada esta fublime
tarefa, desempenhai-a com zelo e satisfação.
Conduzi os jovens iniciados atra vez da escabrosa montanha
da vida. ensinando-lhes os preceitos da virtude e desviando-os
da senda que indüz ao vicio.
Mostrai-lhes nossos symbolos e emblemas, e dizei-lhes que
ha nelles muito que aprender.
Ao nosso illustre Ir.-, visitante que de longes plagas
--¦'

veio honrar-nos com sua presença, como representante aa


Ben.-. Off-. Cap.-. 21 de Marco, trazendo-nos anhelos de
nossos Ilr.-., saudámos com verdadeiro enthusiasmo, envianüo
aos RResp.-. Ilr.-. de sua Ben.-. Off.-, o osculo de paz ou
o abraço fraternal que une ineffaveimente os filhos da viuva.
Evós Exmas. Snras., que presenciaes a pratica de nossas
cerimonias, podeis deduzir nossas acções.
A' vós, portanto, que despresando estultos Preconceitos
aceudistes pressurosas ao nosso convite, agradecemos com toda
a effusão de nossa alma, e damo-nos os parabéns por vermos
tornarem hoje nossas CColl.-. pérolas tao reluzentes e pre-
^V1- -',
- 306 -
j

Pois bem ; sahindo de nosso templo levai comvosco as bellás


sensações que vos causaram nossa, humilde festa, as itripres-
soes que recebesles de nossos symb.-. e cerimonias; ensinai
vossos filhos a amarem e respeitarem nossa instituição ; tirai
á sociedade a prevenção mal entendida contra a Maç.-. e como
outr'ora Judith a destemida, subindo os escarpados serros da
Bethnlia levou em seu açafate de flores a cabeça degollada de
Holophernes; decepae também, modernas heroinas, a enorme e
hedionda cabeça do terrível monstro que se chama obscuran-
tismo!
Quanto a vós CCariss.-. Ilr.-., que commigo formais a
Loj.-. 24 de Junho, recommendo coragem na vossa sublime
tarefa, zelo e sollicitude no cumprimento de nossos deveres e
devotado amor pela instituição que abraçámos, e queconstitne
uma enorme força, um poderoso elemento contra o despotismo
dos tyrannos de todos os tempos.
Viva a Maç.-. Univ.-. !
Viva o Gr.-. Or.-. e Sup7. Cons.-. do Brazil!
Viva a Aug.-. e Resp.-. Loj.-. Symb.-. 24 de Junho !
Mossoró, 24 de Junho de 1896.
Alfredo de Souza Mello.

LOJA FRATERNIDADE CASTRENSE, aoOr.'. de Cas-


tro.—Graças aos esforços do Pod.-. Ir.-, 30.-. Pedro
Machado de Souza Galvão, memb. •. act. •. da Aug. •. Loj.-.
Amparo da Virtude, que ora está residindo na cidade de
Casiro, Estado do Paraná, foi reinstalladaesta Aug.-. OfiV.
que já conta avultado numero de membros possuídos do
maior enthusíasmo e fervor na propaganda da nossa Subi. •.
Instit.-.
Bem merecida é a homenagem que aqui consignamos ao
Ir.-. Galvão e oxalá que encontre imitadores
reerguer as columnas de tantas outras Lojas. que possam

*
* *

LOJA LUZEIRO DA VERDADE, ao Or.-. do Recife


Estado de Pernambuco.—Também no Recife, devido aos
307

esforços do Pod*. Ir.*. 33.*. José Monteiro Pessoa, foi


reinstallada a Loj.*. Luzeiro da Verdade, do rito moderno.
È' este um serviço digno dos maiores encomios, que.denota
o quanto é incansável o Ir.-. Pessoa, Ven.-. da Aug.*. e
* • Loj.'. Gap. *. Segredo e Amor da Ordem.
Resp.

LOJA CONCÓRDIA 2a, ao Or *. de Itaborahy, Estado


do Rio de Janeiro.—Pelo zelo e dedicação do Pod.*. Ir.-.
33.-. Caetano R assomando, foi reinstallada esta Loj.'.
Este IU.*. Ir.*, já tinha ha poucos mezes conseguido
installar no mesmo Estado a Loj.-. Macedo Soares Maricaen-
se, ao Or.'. de Maricá.
Estas referencias são suficientes para pôr cm evidencia
os serviços que á nossa Ord. ¦. acaba de prestar o digno Ir.-.
Russomando, a o Sup. *. Cons. *. entendeu dever con-
quem
ferir por isso o titulo de seu Memb.'. llon.-.
Ar

LOJA UNIÃO E PROGRESSO, AO OR .*. DAVICTORIA,


Ben. *. Off. *. realisou,
ESTADO 1)0 ESPIRITO SANTO.—Esta
em 11 de Abril ultimo, uma sessão solemne, abrilhantada
com a presença de grande numero de maçons e de senhoras,
na qual teve logar a posse da sua administração.
Damos em seguida o discurso proferido pelo 111.'. Orad.-.
d'essa Ben.*. Loj.-.

DI8CUH80

Ao Supr.-. Arch.-. do Univ..-Gloria !


Ao nosso Resp.-. Mestr.*.— Salve! _
superfície do mundo-
A' todos os maçons espalhados pela
S.-. F.-. e Un.-.
Aos Ilr. . OObr.-. d.'esta Offic*.
S.\ P.'- eF.-.
308

Respeit.-. Ir.-. Ven.-.


Caríssimos Ilr.-.
Exmas. Senhoras.

Antes de cumprir o dever que, em tão grandiosa solemni-


dade, toda cordialidade e egualdade, impõe-me o cargo de
Orad.'. d'esta Ben.-. Loj.-., renovarei as expressões de mi-
nha gratidão aos Cariss.\ Ilr.-., que suffragaram o meu hu-
milde nome para occupar esta cadeira, que muitos outros têm
abrilhantado com verdadeiro mérito, propagando, á culmi-
nancia do talento, a missão de piedade e de concórdia, de paz
e de beneficência, da Maçonaria.
Todavia, os meus esforços nào faltarão, á par de grande
força de vontade, para o desempenho d'essa honrosa delega-
ção tanto mais que a luz do brilhante Sol descobrirá os esco-
lios á minha inexperiência, illuminando o rumo procurado pela
branca barcaróla da felicidade.
O mundo profano considera a Maçonaria uma instituição
perigosa; e os maçons são fulminados com o anathema de ini-
migos da religião e de Deus, e alé da ordem social, ao mesmo
tempo que os nossos templos, nas imaginações narcotisadas
pela ignorância ou hypnotisadas com o ether venenoso da
intolerância, afiguram-se recolhimentos de mysterios: onde os
profanos iniciam-se em penitencias e em macerações mal-
ditas á renegarem a cruz
E ainda pensam que, cada um de nós, á semelhança de te-
tricôs phantasmas, vae de túmulo em túmulo, como o Hamlel
dinamarquez á maldizer Ophelia— " perguntando aos mortos
pelos enigmas de nossos eternos e silenciosos destinos."
A' esses que tão falsamente pintam a Maçonaria, porque
não podem penetrar emseos Aug.-. Mysler.-.— reflexos da
sabedoria e das luzes da beneficência, que, velada pela modes-
tia, distribue como uma incógnita generosas esmolas aos infe-
lizes e necessitados sem manchar a veste alvissima e pura de
Maçonaria ; á esses, que julgam a Maçonaria uma oííicina de
Satan, onde calcinam-se os ossos e queimam-se as effigies da
Caridade em terríveis fogueiras—eis aqui aberto, como um
protesto á juízos tão inconscientes, o templo de nossas crenças,
o repositório tradicional d'esses symbolos que tem assignalãdo,
atravéz dos séculos, a víctoria do bem sobre o mal, da Cari-
dade sobre a tyrannia.
Ha outros que, disfarçando calculada malicia, propagam
que os templos maçonicos ostentam, não columnas e symbo-
309

los de pensamentos e idéas sublimes, mas capiteis entrelaça-


,los com folhas de parras, rescemlendo perfumes de luxurioso
sandalo, e exlubiç.òes de alíegorias que exprimem o contraste, triumpho
completo de escaldante volúpia ; o ha outros que, em
lançam-nos a affronta ante a eredulidade exploravt l, repre-
sentando os nossos symbolos como symbolos fictícios de paz
ede egualdade, perigosos à ordem social.
E então os nossos adversários apregoam que o templo ma-
deixa de ser o santuário da virtude e da verdade, des-
conioo immensa da na-
lumbradas ante o Sol que doura a pâysagem
tureza traçada pela mào do.Supr.-. Arcl.it.-. uo Univ.-., tecto
afim de converter-se em bordel ou vestibuio em cujo
desdobram-se em completa nudez paradisíaca figuras pinta-
realista, como o de Miguel Ângelo, de
das á gosto de pincel
luxuria faiscante á desafiar prelibações voluptuosas dee bastantes Zola, o*
para encher os romances como o moderno Roma
si arte na apotheose do estylo, daotam-
quaes, glorificama rea-
bem alviçaras aos escândalos do pincel exaggeradamente
lista.
figuram nas officinas maçonicas nem os
Entretanto não venha
emblemas do vicio nem urna elogie de Venus, quecorrrecçaopro- da
vocar aos olhos dos nevropathas as adorações a
das linhas sublimando ao mesmo tempo a gi an-
fôrma e pureza
deza da traducção do abstracto na concret.saçao quasi-viva
do mármore. .. ,
igual-
Aqui ha um nivel que estabelece a mais aperfeiçoadade as>-
dade entre os obreiros que trabalham na construcção fno da des
los, onde a pohresa, perseguida pela orne e pelo.
e na elevação de templos onde a ms ru
graça, recebe o pão, e distribua com a pobreza
cção faça um ninho de esperanças
de espirito suas luzes benéficas.
templo a sua cor parece relembrar• a«> pó-
No recinto deste o sangue
vos as paginas de uma historia gloriosa, P0S^om
os estandartes da c.vilisaçao mui
dos nossos Ilr.-. lavaram-se re^a
tas vezes rasgados pelos inimigos da liberdade ^
^«'
verdadeira disciplina—lei de todas as asse.m^^ nos sa
e, atravéz de todos os tempos, cada «^ de
nós ™™JJ^™™e ^adições
sempre fica inviolável e guardada por
memorativa dos primitivos alicerces .levantados^an^anienle o» prn
no seio da terra do Egypto e da Grécia, .

da ^fundaram
moral do homem.
meiros templos para ensino perfeição
«Ensinando as virtudes fundamentes. »«"•••'*«»j4g»
universal do pensamento e a independência d razãoemfór fallav,m
mas embryonarias, a Maçonaria maternos symbolos
- 310 -

a linguagem antiga da religião á portas fechadas, para evitar


perseguições, os desvarios da superstição e a apathia da igno-
rancia, saudou altivamente a alvorada do século 18°, quando a
philosophia derramou as suas primeiras luzes no meio das
trevas.
E, através dos séculos, triumphante sobre as perseguições,
a Maçonaria nunca foi vencida, apezar da luta contra thronòs
e dos anathemas do Pontificado Romano, que julgava-a como
um antro de hereges e infleis subversivos—á Ella—cujo objec-
tivo sacratissimo é a religião de Deus, único culto dos nossos
cultos e das nossas orações.
Hoje, por exemplo, ao serviço da nossa sagrada missão,
solemnisa-se festivamente a posse das Luzes e DD.-, eleitas
ultimamente, o que eqüivale á um acontecimento grandioso, o
qual dâ á esta Offic.-. o ensejo de provar francamente ao
mundo profano que este templo é o santuário da caridade e
um recolhimento de trabalho incessante e profícuo em honra
â civilisação humana.
E a prova está em que não ha cerimonia maçonica sem um
culto á unidade de Deus, á virtude dos vivos e á paz dos
mortos.
Ora, uma instituição, que se consagra devotada e sincera-
mente á essa misscão evangélica, tão santa e tão piedosa, é
uma instituição por excellencia sublime.
Cada um dos gráos maçonicos, que nos distinguem, já o
disse o notável Manifesto de 27 de Abril de 1872, publicado
pela Assembléa Geral do Povo Maçonico, cada um dos gráos
maçonicos symbolisa um grande episódio do Antigo ou do Novo
Testamento ; e o gráo dezoito é uma allegoria da Morte e Re-
ímrreição de N. S. Jesus Christo—o Divino-Mestre. No gráo
dezoito commemora-se lambem a Ceia de Jesus com os Após-
tolos, e os Maçons terminam a cerimonia implorando humilde-
mente o auxilio divino e a santa benção do Senhor.
«A Maçonaria surge da noite dos tempos atravessando os
séculos,, avulta no seio da historia como a immensa massa do
Hymalaia, dil-o autorisadamente o supra-mencionado Mani-
festo, do qual trasladamos ainda os brilhantes tópicos seguintes:
«Nem os extermínios de Nabuchodonosor, de Vespazianoe
de Tito ; nem as perseguições de Constantino e de Theodozio;
nem o mar de sangue que quasi submergiu o mundo moral
ante a conquista, no Oriente, e a invasão dos bárbaros, no
Occidente ; nem a horrível catastrophe dos Templarios; nem
os anathemas Pontífices ; nem as revoluções de Cromwell e
311

nem as perseguições que occorreram na Hollamla,


wvOrléans; Polônia, na Hespanha,
i ¦ nn na
'em Bélgica, na Suissa, na
"a
Sn* Portugal, na Áustria e em Malta ; nem os falsos terra
e da ignorância podéram dar em
Ipsten nnhos da tyrannia de Salomão !
baluartes da predilecta
S os gran.ies elos
À Maçonaria é uma grande cadeia, cujos primeiros
ILmtl ãs crvotas eg-vpcias, as pyramides que deattestam Hélio-
tem,dos de Mempnis.do Thehas,
ES'séculos!Z
Jis edilzis, em Roma.»
da Maçonaria basta que recordemos as palavras
Fm honra Wash.ng-
r,10s' d convicção e de intransigência, escriptas por
des EsUdos-ünjdo^ em res ta
mmortltí emaocipador Abril de 1/98, dous annos
â Gr.-. Loj.-. de Massachussets, em
antes
aiUeS Ut5 de &:U<* mui *.v •:
sua morte
.\r.nhi adhesão á sociedade a que pertenceisserahonra uma prova
disposto a defender a e a de-
de ;'sempre me aehareis de nossa Pátria.»
Ser os verdadeiros interesses
17 i', (ii^emol-o os Aug.'. Mvst.-. da nossa instituição, enchem
„„¦¦'pretam ito DregSdol como symbolos secretos que
attribuindUs toe **"£££&
os dePKr e o desinteresse uos
an ,'nnirario ewimem une a modéstia
f mão dá esmola aos necess.tato*
m clfcobrem quando uma das mais
nesse acto
E' por isto que concentra-se
grandiosas sublimidades da Maçonaria.
da magnamm.dade e no
Nada de ostentações no exercício
^Z
beneficio.
tempio ergue-se um arco «^gs «eV
do progresso ; e assim, emquantojamo. amos ia
monumento da c.vilisaçaos mi mm
sincera e praticamos actos de canaaae
necessitados.
necessitados. Mironaria Franceza foram
•A 1

D'aqui enviámos, isto e, peU MJPM innundações


remettidos donativos em auxilio das totem ji^l^VaSe e d09f(gaeencâ0 choram
da Suissa, consolando-se aos queMaçonar a nao to, e tem
nos dias de luto e de tristeza ; a
sido indifferente às (estas do prog^"**^Bl0 du3
ausiltos P^««*a auKifiando a Exposição
povos, como fez a Maçonaria nmuw
de Philadelphia. , íihprdade
Uberda e
maow
Aos op rimidos pelo ca^ehodeu«
em nome da Maçonaria Braziieiia que
dos martyres do despotismo.
grossos grilhões
'.
¦'¦¦".¦'.-

— 312 -

O Gr/. Or/. de França, á sua custa, fundou cursos


gratuitos de educação intellectual e scieiitifiea, fran^üeandò-03
às multidões soffrégas de luzes da instrucçao.
Littré, o preconisador da sciencia positiva, fallando á Loj.\
Franceza—La Clemente Amilii, á propósito da humanitária
these—Dos deveres do homem para comsigo e para com o
próximo, affirmou a verdade seguinte :
« A sciencia dá-nos o conhecimento do mundo: é hoje a
condição indispensável para auferir delle todo o partido
industrial que é possível ; da mesma fôrma, a sciencia nos faz
conhecer as leis do desenvolvimento das sociedades, que é hoje
a condição indispensável para auferir todo o partido moral
que levamos em mira. »
Na maconaria as industrias, as artes e a sciencia realçam
os seus symbolos, que formam uma constellação refulgindo a
auréola esperançosa do porvir dos povos aclarando a reali-
dade da victoria do progresso.
A emancipação da razão humana, equivalente â própria
dignidade dos indivíduos, ascendeu a altura cio supremo prin-
cipio arvorado em estandarte das nossas lutas ; porque desde
Xenophaues, na phrase do mais eloqüente dos tribunos da
gloriosa Hespanha, arrancando aos deoses homericos a lyra
das mãos e a coroa de verbena da fronte, até o cartezíanismo
com Bossuet e Malebranche a generosa instituição maçonica
veio atravessando as escalas dos tempos, sulcando uma estrada
juncada de espinhos, e apertando em suas mãos o lãbaro da
civilisação com o seu signakle alliança até chegar ás consequen-
cias de sua existência, synthetisada na liberdade, egualdade e
fraternidade, selladas com o sublime sangue de Jesus-Christo
no Calvário.
Ha entre as colunmas d'este templo o segredo do trabalho
em honra ao progresso.
E' esse o progresso que, como ensina o privilegiado tribuno
Castellar, na natureza consiste em approximar-se ao espirito ;
o progresso no trabalho que consiste em apropriar-se livre-
mente a natureza; o progresso na familia em unir-se mais
estreitamente cada dia em mutuo respeito e em mutuo amor ;
o progresso na arte em aformosear toda a vida humana ; na
sciencia, em estender todas as relações do espirito com a
Humanidade, com o Universo, com Deus; o progresso, na
religião em assemelhar nossa existência em virtude, formosura
e verdade á Deus; o progresso social na realisação do Direito :
eo progresso total no desenvolvimento de nossa essência e no

\
\i
i
- 313

do bem; o progresso, pois, foi o pharol, a idéa


,,imnriménto á desfraldar-se ua
Sforesente o uma das bandeiras do porvir
do monumental templo de Salomão.
flecha e
no degráo do Egypto, pátria da Maçonaria,
«Ha ura povo
estende um tronco no mar o uma vela no ar ; impn-
PSso novo immovel do Oriente ; leva os deu-
ona com o trabalho a vida
barcas, .pie os talhe e converta em
s informes nas para
transforma o hyerogl.phico, a
hnmem o cinzél do artista ; que
:psadá antigüidade, emcommumear-se lettra alphabetica paraqu,,po_sS
e a todas as raças,, e
Sressar todas as idéas. e a Phen.c.a,
Sm entre estes dous povos, entre o Egypto
sdfnolenta, mystica, P»tte»U|«o Onen-
miítíra a a,ma a luz oa
p a outras regiões, onde >ossa amanhecer primeira
livre das correntes da natureza, a
liberdade? è xelebrar-se,
emancipação do homem !
serviu de cadafalso aos povos nem de
A Maçonaria nunca ao, contrario^tem-se
sonultira da liberdade das gerações; ele-
lS In semnre em duas çolumnas antiquissimas, as quaes

do da liberdade e da virtude.
trabalho, progresso,

t^sraittoas expre-
igora, á vds, respeitáveis cavalheiro»
.o d estaJ&°D-
sasões do sincero reconhecime d^^gde
a esta festi, tes emunnanuo .
honra de vossa presença
apreço com que acolhestes o nosso«* nos
da
Estareis convencidos da sracer dade
je i(>
sublimidade dos ftns e nossa —".^ gran.
ia>A. mundo profano, porque
í£ SrS^tS^íop
»»ter6Cea á milhares de
tfctwTs e£Sos,
os ouvidos a s^ canipanna ^
reis, como cerrastes, ra con ra z>
segidora, a qual accende debalde;. gue bolia
do bem-os Maçons, apóstolos Jessa.inativa peia
beneficência e fraternidade, entrelaçadas
Cadeia de União. c^wm nue representaes o
E a vós, Exmas. e distinctas Senhora* querep^ ^
^
mais glorioso papel em todos^ os temp uo
e de
niões—a vós, mimosas mensageiras „
i

âu
amor; á vós, que glorificaes esta festa, eu aílirmo, em nome
desta Aug. •. e Ben.•. Loj.•. «União e Progresso», os reci-
procos votos que consagramos ás vossas felicidades.
Exmas. Senhoras.
Sois a representação mais espressiva da candura e da vir-
tude ; e assim, como que, de vossos lábios e de vossos corações,
escapa á cada momento uma expressão em auxilio dos pobres:—
Caridade, que nós pregamos, que nós defendemos e inscrevemos
como o mais bello symbolo do áureo distinctivo das nossas
instituições.
Dirigindo-vos as nossas saudações e os votos de nossa inde-
levei gratidão, fecho d'este modo com chave de ouro o meu hu-
millimo discurso, na qualidade de novo órgão na Cadeira de
Orad.-. da Instituição Maçonica—«União e Progresso».
Victoria, 11 de Abril de 1896.
José' Monjardim.

(Demosthenes gr.-. 3.-.)

aüai—^ ..
Correspondência das Lojas entre si
i'S im.: LLOJ/, DA FEDERAÇÃO

Secret/. ia i%>'< e *'• L°i-'- *'-


JOÃO- CAETANO
1896, E.'. V. Em Ide Abril de
Circ uíar as LLuz.*.
Tendo sido empossadas
(festa AnK.-.Ofl.*. que tem
elinio-.-. anno maçon :. ue
de servir no corrente *. u29 de 28 ue
HR96 á 5897 em sess. n.
' S codel80()E.*.V.*.,tenhoopraze em seguida
de vís communicar dando
o quadro respectivo;
VéB.*MFortuQatoJÒBÔFrMCÍ«jjL0pe8^3.-.
30. .
lo Vis.*., José Canellas y Clavell,
• da Silva, .>-.
9» via rVugusto José Rodrigues
Guina aes de uvi
Secr.-., Adriano Gonçalves .
Thez.-./BenignoRÍYèra;Samptóra,W. ó . .
Orad.*. adj.*., João José da Silva,
18. • ¦
Secr.*. adj.*., Joào Ignacio, .
Thez.*. adj.*., Leopoldo de Azevedo3.
*., A. Alcalde, ó. .
Chanc. Esteban
Hosp.*., Ezequiel Campos, 18.'Braga,3A.
1» Exp.*., Fetix Madeira de Araújoõ. •
2» Exp.-.. Alfredo José da Silva,
3» Exp. . Antônio Caetano, àr. n
Mest -.Cer.*., Luiz Francisco dosSantos, -j. •
Io Diac.*., Manoel Iglezias Lopes,
Castilio, o.
2» Diac.•., Raphael Mouleon y .
Arch. •., Frederico de Barros, 17.
Cobr.*., Luiz AntônioPeres, 3. •
Port.*. est.*., Raphael Se rg.o Braga,3.*.
Port.*. esp.*., ^
^^n^^Mm9X^t 17V*
Mest.-. banq.*., Antônio Peixotouuu
O Secr.*.
Adriano Gonçalvl» ^
m^MVEsGUlMARÃKSDECASTaO.
310

Secret\ fla Ai.\ b Ben/. Loj.-. Caí/.


AMOR DA ORDEM
AOOR.-. DO POD.-. CENTR.-.
Em 2 de Junho de 1896, E. •. V
Circular
Communico a todas as AAug.-. OOff.-.
da Federaçãn, que em sessão magv.
de 30 de Maio foi empossada a sua
administração do corrente anno, com-
posta dos seguintes Ilr.-.
Ven.;., Anionio Joaquim da Rosa Baptista, 33.-.
l Vig.-., João Paes de Lemos Júnior, 30.-.
2o Vig. -., José Pereira Gomes, 18. •. (reeleito). ;
Orad.-., Ulysses José da Costa Cabral, 30.-.
Secret.-. A. Raphael Dias Pereira de Freitas, 30 •
Orad.-. adj.-., Manoel Pinto Teixeira, 3.-.
Secret.-. adj.-., Antonio Cândido Alvão, 9.-
lhes. ..Francisco Gomes Flores, 30.-.
(reeleito).
AlePr!dre José Fernandes de Carvalho, 17.-.
J"*'-'
Hn!n''/ " pFíancisco de ÂSS1S Villela,
$£& 30.-. (reeleito).
Chanc.-., Firmmo de Sá Borges, 30.-
M.-. de Cer.-., Major Alfredo de Oliveira Hego,
18 •
A,dt'-' Ed,uard0 Alves Bodrfgues, 17.-.
foFxn •> m': Manoel Soares de Medeiros, 18.-.
9o FvPn'p* •' Jose Goncalves • (reeleito).
oo S de Oliveira, 17.
3 Mp.\, Nicoláu Vicente Alves, 14.-
í ffijpfi ^nkl ^rabelos Arêa, 30.-. (reeleito).
Diac- , Domingos André Pereira, 17.-.
£Port.-. Est.-., João
'' Pinto de Moraes, 17.-
mMest.-. ?sp/-' José Vaz Diniz da Silva, 18.-
deBauq.-., Augusto José David, 18 •
-reli-., Jose Gonçalves Costegero, 18.-
Oubnd.- Manoel Pedro Cardoso da Silva, •
Dep.-., Manoel de Souza Costa, 30.-. 3
(reeleito).
O Secret.-.
A Dias Freitas, éb,-
31

Secret.*- fta Aug.*. eResp.'. Loj.*. Cap.


GOYTACAZ
AO OU.*. DE CAMPOS
de 1806. E. *. V ¦' •
Em 11 de Junho

Diairo te LHiz,\ e OOfflc. para o corrente un


• Tenente-Coronel Manoel L. Almirante Porto, 33.*.
Ven , Seixas, 30. .
f Yi«r.*.. Capitão Manoel Luiz Pereira
•i» Vig/., Capitão Francisco de Paula Carneiro, 30.* .
Orad.*., íargino Ribeiro, .3.;. ;
30. .
Orad.- .adj.-., Manoel da Silva Campos
Joaquim da Costa Freitas, 18. .
Secr.*., Antônio
•., 3. .
Secr.*. adj. João lzidro da Silva Vianna,
Thes.•., José Delgado Motta, 3J.*. 30. .
Thes.-. adj.*., Major José Augusto Fernandes,
Chanc.*., Manoel Coelho da Silva, 3.*. 31. <
.
Hosp.-.. Joaquim Alves de Carvalho Basto.,
do Nascimento, 30. •
l°Exp.*.. Antônio Hodrigues
2o Exp.-., Antônio de Oliveira, 30/ •
3o Exp.*., Joaquim Pinto dos Reis, 18.'
Maria. Rodrigues, 18. .
M.-.deCer.*., Carlos da Silva, U. .
M.-. de Ger.*. adj.*., Manoel Monteiro
Io Diac.*., Francisco de Donati,,18.;. Ba™oza,
q ..
J.
V Diac.-., Joaquim Rodrigues Pinheiro 18.
de Albuqueique Jud.oi,
Archit.-., Major Francisco Muniz i&.;
Cobr.-., Francisco José de Souza Vianna, .
Gomes Sardinha, á, .
Porta-Esp.-.. Joaquim Ribeiro ío ,
Porta-Estaud . •., José Francisco de Souza,
dos Santos, i». .
M.*. de Banq.*., Braz Antônio
COMM.*. CENTRAL •
Antônio de Oliveira, 30. *.
João Baptista Lopes, dü.
18.-.
Francisco de Donati,
BENEFICÊNCIA
FINANÇAS l0,c|uim
A. C. Bastos, 31.-. *
Manoel Augusto Monteiro, 18.*. g09l Monteiro da Silva 14.
Simões David, 18.-. Joaquim Pinto dos Reis, 18.-.
Joaquim
rrancisco Eugênio Batn, o. I u i
0 Secr.*.
da Costa Freitas, 18.'.
Antônio Joaquim
.

,1

318 -

Secrc\:. ia Afie/, e Resj;\ LqJ.\ Cap/.

PERFEITA AMIZADE ALAGOANA


AO OR.-. DE MACEIÓ
Em 15 cie Junho de 1896, E. •. V.
Circular.
Relação das LL. •. e DD. •. eleitas
para o corrente Anno Maçon.-. de
5896 a 5897.
Ven.-., Dr. Manoel Sampaio Marques. 30.-.
l.° Vig.-., Dr. José Alves Pires Tojal, 3.-.
2.° Vig.-. Antônio José Brasileiro, 3.-.
Orad.-., Antônio José Teixeira Pinto, 3.-.
Orad.-. adj.-., Dr. Euzebio de Andrade, 17.-.
Secr.-., Manoel Baptista Braga, 17.-.
Secr.-. adj.-., Miguel Fernandes da Silva, 3.-.
Thes.-., Manoel Archanjo da Silva Antunes, 18.-.
Thes.-. adj.-., Leonenêio Novaes de Castro, 18.-.
Mest.-. de Cer.-., Antônio Carlos Maciel Pinheiro, 3 -.
Mest.•. de Cer.•. adj.•., Joaquim Macedo Bastos, 18.•.
Chanc.-., João Ferreira de Azevedo Silva, 3.-.
Arch.-., João de Vasconcellos Castro, 30.-.
Io Diac.-., Ladisláo Silvestre da Costa Lobato, 17.-.
2° Dic;-., Francisco Xavier de Cerqueira, 17.-.
Hosp. •. Dario Feliciano da Rocha, 18. •.
<•'
Io Exp.-., Felix Bandeira Júnior, 3.-.
2o Exp.-., Pedro Nolasco da Silva Coruripe, 17.•
3o Exp -., Antônio Joaquim de Mattos, 3.-.
Port.-. Esp.-. Américo Passos Guimarães, 17.-.
Port.-. Esp.-., Alfredo Passos Guimarães, 17.-.
Mest-. de Banq -., Victor Stanisláu de Andrade Costa,
Cob. ., Emílio Alves de Souza, 17.-. 3.-.
Deput.-., Antônio Tavares, 18.-.
Repr.-., Guilherme Gomes Pinto, 30.-.

O Secr.-.
Manoel Baptista Braga, 17.-.
~
í. '- .'¦.'¦'¦
'
:,:¦:

AYISO
i'S UUfi.-. LLOJ.-. Dl FEDEMÇlO
*

Ger.-. da Ord.-. pede-se ás


Pela Gr.1. Secret/.
da Federação para nao demora-
LLoj.-. e CCap.-.
sobre as eleições de suas
rem as communicações
as respectivas e
administrações e sobre posses
dos seus RRep.\ e DDep.. á
sobre as eleições
Assemb.-. Ger.-, afim de se publicar um annuario
esclarecimentos de interesse
contendo diversos
geral.
Pede-se igualmente a remessa cios quadros que
cm 1° de Março conten-
devem ter sido organismos
existentes em 29 de
do os nomes dos OObr.-.
Fevereiro.

O Gr:. Secr:. Ger:. da Ord:.


Vallàoares, 33/.
Dit.líenrique
«¦. " ¦".>««<•>,•' . t,-
i« \ i* **'» ."'w *., , > ím,yj -f ' .. ,i H ,.;• 7", „-*
**^ ••» , > ;** k I -ífc * ¦¦ *-¦¦¦"¦* * í ¦* ¦ * -*. :* • w .¦ * W
f ?.
9 * '4 í- .V »;«
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*¦* m :
*. * 4 *
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J '
320

A4v+r*»a*i*#
Endereço telegraphico;— Maçonaria, Riu.
Todos os metaes devem ser remettidos ao Ir. •. José Fer-
¦landes Moura, Gr.-. Thes.-. Ger.-. da Ord.-. á rua do La-
v radio n. 81.

Nous prions tous les redacteurs aux (pieis nous envoyons


nnlrc «Bulletin» de vouloir hien nous remeltre en
éãange
létjulièrement leurs
journaux.
ADRESSE :
AO GRANDE ORIENTE DO BRAZIL
Rua do Lavradio, 81
Rio de Janeiro. —BRAZIL.

Estão impressos e á venda na Gr.-. Thes.'. Ger.-. da Ord.-.


—As Guias do Rito Esc. -. dos
3 ggr.-. SSymb.-... 10000
—A Const.-. com o Regul.-.
Ger.- 20000
—Guia do Kit.-. Mod.\
« dos 3 ggr.-. Symb.- 10000
—Ritual do
gráo de Cavalleiro Rosa-Cruz, approva-
do pelo Grande Capitulo do Rito Moderno em
sess.-. de 21 cie Julho e M.\
permittido
looV. Supremo Conselho em assembléa pelo de 1 de
Agosto e pelo Grande Capitulo dos Cavalleiros
JNoachitasemSess.-. deli de Agosto, tudo
de
J,891
—Guia 10000
do Rit.-. Adonh.-; dos 3 SSymb.-.... 10000
—Cobr.-. dos ggr.-.
ggr.-. CCap.-. do Rit.-. Adonh.- 0500
—Ritual os tranalhos do gr.-. 30.-. dos
para
ICons. • PPhilosoph. •. — Adop tado •.
pelo
Pod.-. Supr.-. Cons.-. do 33° e ultimo Gr.-, M.
Rito Esc • Ant.-. e Ac. do Brazil em do
assem-
blea de 1 de Julho de 1891 Ag . 00
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AO VAL.. DO LAVRADIO
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n* -oi áà Mhcou •• Brazileiro, publicado por t„-
i °offirC!
i »JT' couieà ítigos origmaes
dogmático,,
escolhidos Or. •. Or. •. e
chos g^g eUractos das sessões do
legislativa decretada, ^gpg|> de mais importante

do Circulo .. todos os Ur. -.que


WT1M |É fPauqueadasa
AS «StfíSrtf Leressantes à 0,-dem, de-
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Idesejarem msem SSSfSSS ai ti o, Redacçào.
ser sujeito, ao juízo ocultamente
vendo | ao
U.eexemolox do Po,- MMa
?°b-'' |fg|^P^^ uos e.marem
•. íliad" ao»
a»; dos
Kedactores j joruaes, que
çou. aliiada^ Circ>.
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raíts- suas puoueaOoe*, $ f* -«' m
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Capital Fe.l..-»1 WM '-1

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Geral da W - VaUe do Lav,-ad,o
A Graude Secretaria 9 as > \ Lora».
u. 81, acha-se aberta diariaineute^das

0 Sob. •. Gr,. •
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ueticoes ou requerimentos ser ^» 81. ^
àrua do Lavradio u.
Ger:-. da Ord.-.,
¦. atteude a[ todos o*Maç,.
O Gr. •. Secret. Ger,.• da Ord,.•. •, de l
Oer.
uue o procurarem na Or. ..Secret. ^
da tarde e das 7 às" 8 horas da noite ,
da Ord,. é eocou-
Om,.ír,. 33,. Gr,,Thes., Ge,,
trado â rua do Lavradio o. 81. ,,-;,. ,. . . ., i;
ao Redactor em .
será dirigida
; Toda a correspondência, de redacçào
; Gr.I Secr,v. Geiv. daOrdem, á
^ua do Lavradio N.-.8II
:y.

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