Você está na página 1de 4

APOCALIPSE, INTRODUÇÃO AS SETE IGREJAS

Hoje vamos dar uma olhada em um pouquinho deescatologia. Não sou lá dos melhores
para tratar do assunto, pois, em minha opinião, não se pode saber ao certo o que
realmente dizem as profecias. Sabemos daquelas que já se passaram, porque já se
passaram. Mas as que estão por vir, estão por vir, não adianta. Mas confesso que tenho
um certo interesse sobre as teorias e polêmicas geradas sobre.

Bem sei que existem diversas interpretações para o livro de Apocalipse. Mas vamos
entrar para o estudo com a mentalidade padrão de que Deus sempre avisa quando vai
afetar a Terra. Foi assim no dilúvio e em Sodoma e Gomorra, porque não seria assim
também com a Tribulação e a Grande Tribulação?

“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos
transformados;
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta
soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que
é mortal se revista da imortalidade.
E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se
revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a
morte na vitória.” 1 Coríntios 15:51-54

As 7 Igrejas da Ásia

Primeiramente é necessário lembrar que essa é somente uma linha de interpretação.

No último livro de nossa Bíblia, o Apocalipse, do capítulo 1 ao 3, temos a apresentação


de Cristo mandando o Apóstolo João, até então preso na ilha de Patmos, escrever as 7
igrejas da Ásia: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.
Devemos analisar aqui, que o fato de termos 7 igrejas apresentadas, não diz
necessariamente que existiam somente 7 igrejas na Ásia. Devemos analisar que 7, para
os Judeus, é o número da perfeição. Devemos também analisar que é um livro
escatológico, de coisas que estão(ou estavam na época, segundo alguns) para acontecer.

Alguns dizem que as 7 igrejas possuem um contexto histórico somente, ou seja, eram
igrejas da época. Outros dizem que as 7 igrejas são o reflexo da igreja em determinados
períodos. Outros dizem que as 7 igrejas são os períodos de tempo até o domínio do
anticristo e reflexo da igreja em cada época desde sua fundação.

Nesse estudo, vamos nos atentar para a última.

Vamos considerar que as 7 igrejas simbolizam um período de espera. Mas porque


espera? Porque a esperança da igreja de Jesus Cristo é a Sua volta.

Éfeso: significa desejável. Seu período se deu por volta do ano 100. Seria a Igreja
primitiva.
Esmirna: significa amargura. Seu período se deu por volta do ano 100 a 313. Se deu na
época em que os imperadores fizeram grande perseguição à igreja.

Pérgamo: significa casamento. Seu período se deu por volta do ano 313 a 600. Seria a
época em que Constantino se une a igreja, ou seja, um “casamento” entre o governo e a
igreja. Ora, para que perseguir se eu posso me ajuntar a eles e lucrar com isso?

Tiatira: significa sacrifício. Se deu por volta do ano 600 a 1517. Uma igreja sacrificada
pela idolatria. Contextos que foram inseridos na igreja, como imagens de escultura e
outras coisas vindas de religiões pagãs antecedentes.

Sardes: significa renascimento. Se deu por volta do ano 1517 a 1750. Marcado pelo
aparecimento de Martinho Lutero e a revolta protestante. Seria o abrir de olhos para a
idolatria que estava implantada.

Filadélfia: significa amor fraterno. Se deu por volta do ano de 1750 até meados da
atualidade. Uma igreja de porta aberta, missionária. Vemos grandes nomes como John
Wesley saírem e pregarem o evangelho pelas ruas e praças.

Laodiceia: significa direto dos povos. Estamos vivendo, seria a atualidade. Marcada,
como o próprio significado diz, por uma luta pelos direitos do povos. Uma busca por
prosperidade.

Esse foi um breve relato sobre uma linha de interpretação das 7 igrejas da Ásia do livro
de Apocalipse. Lembrando, claro, que existem inúmeras vertentes sobre o assunto.

Acho que devemos fazer o que Cristo nos ensinou mesmo, a olhar para o hoje. Vamos
viver dia por dia. Os dias se passam, é inevitável. Mas como estamos vivendo cada um
deles? A partir do momento que o dia presente se torna um possível último, ele passa a
ser mais interessante aos olhos de todos.

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos
escreva; Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão
de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre-virá
repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo
nenhum escaparão.” 1 Tessalonicenses 5:1-3