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Reparador de

Eletrodomésticos

Segurança no Reparo de Eletrodomésticos -


Medidas de proteção, controle e prevenção
dos riscos de acidente elétrico.

Novo Hamburgo, maio de 2020

Professor Rocelito Andrade


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Rocelito Andrade é Engenheiro Eletricista e Mestre em Ciências dos Materiais pela


UFRGS. É professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e possui
mais de 30 anos de experiência no ramo da eletricidade e eletrônica.

R. Pinheiro Machado, 205 Novo Hamburgo - RS - novohamburgo@ifsul.edu.br - (51) 99137-9601 www.novohamburgo.ifsul.edu.br


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Segurança no Reparo de Eletrodomésticos

Ementa: Estudo sobre a segurança no trabalho. Busca de compreensão dos métodos


de prevenção de acidentes do trabalho. A construção de saberes sobre identificação
dos riscos ambientais e profissionais. Investigação sobre os equipamentos de proteção
individual e coletiva. Desenvolvimento de técnicas, habilidades no combate e
prevenção de incêndios bem como conhecimentos para trabalhar com equipamentos
e instrumentos elétricos. Uso, com segurança, da energia elétrica contínua e alternada
no dia a dia da profissão de Reparador de Eletrodomésticos.

Objetivos: O tópico tem como objetivo repassar os conceitos sobre as principais


causas de acidente no trabalho partindo do estudo dos riscos mais comuns até os
riscos mais específicos da profissão. Capacitar o estudante para ter uma atitude
prevencionista com respeito aos acidentes de trabalho com eletricidade. Conscientizar
o estudante sobre riscos ambientais e profissionais e sobre a necessidade de higiene
do trabalho com eletricidade, com o propósito de instrumentalizar o estudante para
solução de problemas práticos do profissional Reparador de Eletrodomésticos, sempre
priorizando a segurança no trabalho.

Avaliação: As atividades avaliativas são feitas ao término de cada módulo do curso.


Para ser aprovado, o estudante necessita obter a nota mínima 6 (seis) em todas as
atividades avaliativas.

Recuperação: Cada atividade avaliativa possui 3 (três) tentativas permitidas.


Finalizadas as três tentativas, sem atingir a nota mínima de 6 (seis), o estudante terá
direito a uma recuperação.

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1 Sumário
1 Sumário ..................................................................................................................... 4
2 Introdução ................................................................................................................. 6
3 Medidas de Prevenção, Controle e Proteção dos riscos de acidente elétrico ......... 7
3.1 Prevenção dos acidentes com eletricidade ....................................................... 8
3.1.1 Os vinte mandamentos da Prevenção de acidentes com eletricidade ...... 9
3.1.2 Planejar o trabalho ................................................................................... 11
3.1.3 Seja prevencionista nos trabalhos de manutenção ................................. 12
3.1.4 Alerte os usuários de eletrodomésticos!.................................................. 13
3.1.4.1 Cabos elétricos fora da norma e mal instalados ............................... 13
3.1.4.2 Tomadas perto da água..................................................................... 16
3.1.4.3 Mãos molhadas ................................................................................. 17
3.1.4.4 Derramando água em fogo elétrico .................................................. 17
3.1.4.5 Crianças curiosas ............................................................................... 18
3.1.4.6 Cabos de extensão ............................................................................ 19
3.1.4.7 Lâmpadas .......................................................................................... 19
3.1.4.8 Sobrecarga......................................................................................... 19
3.1.4.9 Aterramento ...................................................................................... 19
3.1.5 Técnicas de Análise Preliminar de Riscos (APR) ....................................... 21
3.1.5.1 APR na prática ................................................................................... 21
3.1.5.2 Dois Minutos pela segurança – Take two ......................................... 23
3.2 Medidas de Controle de Risco elétrico ............................................................ 25
3.2.1 Aterramento ............................................................................................. 25
3.2.1.1 Aterramento de Proteção é obrigatório por norma ......................... 26
3.2.1.2 Aterramento Funcional ..................................................................... 28
3.2.2 DR: Proteção adicional contra choque elétrico ........................................ 29
3.2.2.1 DR: Princípio de funcionamento - Dispositivos de proteção à corrente
diferencial-residual .............................................................................................. 30
3.2.3 Desenergização e Bloqueio de Energias Perigosas .................................. 31
3.2.4 Partes vivas inacessíveis aos usuários (isolamento)................................. 32
3.2.5 Isolação dupla ou reforçada ..................................................................... 32
3.3 Proteção contra choque elétrico ..................................................................... 34
3.3.1 Medidas de proteção coletiva .................................................................. 34
3.3.2 Medidas de Proteção Individual ............................................................... 35

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3.3.3 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para eletricistas ................. 35


3.3.3.1 Limitações dos EPIs ........................................................................... 37
3.3.3.2 EPIs para eletricista de baixa tensão ................................................. 37
3.3.3.3 Calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de
energia elétrica .................................................................................................... 37
3.3.3.4 Camisa e calça do reparador de eletrodomésticos ........................... 39
3.3.3.5 Luvas .................................................................................................. 43
3.3.3.6 Óculos ................................................................................................ 44
3.3.4 Ferramentas adequadas para eletricistas ................................................ 45
4 Exercícios ................................................................................................................. 48
5 Fim da apostila. ....................................................................................................... 52
6 Mensagem final do professor: Tolerância zero! ..................................................... 53
● Bibliografia .............................................................................................................. 54

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2 Introdução

O curso Reparador de Eletrodomésticos oferecido pelo IFSUL foi desenvolvido com


o objetivo de atender profissionais ou estudantes, maiores de 18 (dezoito) anos, com
no mínimo o ensino fundamental I completo, e que estejam:

● Interessados em desenvolver habilidades relativas à execução de reparos


básicos em aparelhos eletrodomésticos, seguindo os procedimentos, legislação,
normas técnicas e ambientais, priorizando sempre a saúde e a segurança.

Ou

● Interessados em aumentar sua renda familiar, atuando como


microempreendedor ou como empregado de empresas de assistência técnica,
ou mesmo para reparar seus próprios eletrodomésticos, seguindo os
procedimentos, legislação, normas técnicas e ambientais, priorizando sempre a
saúde e a segurança.

Pensar com clareza é condição indispensável para analisar de forma adequada o


que está acontecendo com o equipamento defeituoso. Para além dos instrumentos de
medida elétrica, os conceitos da eletricidade e da eletrônica são as principais
ferramentas de trabalho. Para ser um bom e responsável profissional, é necessário ter
um conjunto de conceitos coerentemente articulados entre si. Sem os conceitos, o
profissional corre o risco de trabalhar apenas com subjetividades, palpites e
aparências.

É importante destacar que o trabalho do reparador de eletrodomésticos, apesar de


ser um trabalho eminentemente prático, requer o domínio de conhecimentos
técnicos, ou seja, para poder identificar o defeito e efetuar o conserto com presteza,
qualidade e principalmente com segurança é indispensável que o profissional
conheça os fundamentos teóricos dos dispositivos, circuitos e sistemas presentes nos
eletrodomésticos.

E este módulo tem tudo a ver com isso!

Bons estudos!

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3 Medidas de Prevenção, Controle e Proteção dos


riscos de acidente elétrico

Proteção

Controle

Prevenção
Hierarquia de ação sobre os riscos de acidente.

O ideal é que possamos fazer um trabalho de prevenção de forma a eliminar


totalmente o risco de acidente. Aquele risco que não for possível eliminar, devemos
controlar de forma a minimizá-lo o máximo possível. Se, mesmo assim, ainda houver
riscos na atividade, devemos criar formas de proteção ao risco existente.

Exemplo:

● Proteção: usar luvas isolantes elétricas;

● Controle: trabalhar com o equipamento desenergizado;

● Prevenção: usar tensão extra-baixa (tensões abaixo de 50V, sem risco de

choque).

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3.1 Prevenção dos acidentes com eletricidade

● Ninguém gosta de sofrer um acidente, certo?


● Prevenir é a melhor forma de evitar acidentes, certo?

Mas como se faz prevenção?

Prevenção se faz com


Treinamento e com Planejamento.

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3.1.1 Os vinte mandamentos da Prevenção de acidentes com


eletricidade

1. Conhecimento: Só trabalhe em eletricidade se estiver qualificado* (com o


certificado).

2. Planejamento: Todo serviço em eletricidade deve ser precedido de uma Análise


Preliminar de Risco (APR). Clique aqui para ter acesso a uma APR.

3. Planejamento: Antes de trabalhar, garanta a desenergização e bloqueio do


eletrodoméstico.

4. Planejamento: Constate a ausência de tensão antes de executar o trabalho com


um medidor que esteja ok.

5. Conhecimento: Sempre use os EPIs, ferramentas e instrumentos próprios para


eletricistas (conforme a NR10).

6. Planejamento: Antes de iniciar os trabalhos, retire todos os adornos como


anéis, correntes, pulseiras, relógios quando trabalhar com eletricidade (NR 10 -
10.2.9.3).

7. Planejamento: Não permita que pessoas não autorizadas se aproximem a uma


distância menor que 50 cm. O profissional é cobrado não apenas por suas
ações, mas também por suas omissões.

8. Planejamento: Após concluído o serviço, e antes de reenergizar, garanta que


recolheu todas as ferramentas e equipamentos utilizados e que ninguém
permaneceu na região a ser reenergizada.

9. Planejamento: Mantenha todas as ferramentas, instrumentos e EPIs limpos e


funcionando adequadamente.

10. Planejamento: Não improvise utilizando ferramentas para finalidades diversas


daquelas para as quais foram concebidas. Antes de começar o serviço, tenha à
mão todas as ferramentas necessárias.

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11. Conhecimento: Além do choque elétrico, o arco elétrico traz um grande risco a
sua segurança (sérias queimaduras). Tenha ciência do que pode gerar um arco
e use roupa anti-chama conforme solicitado pela NR-10.

12. Planejamento: Antes de iniciar o serviço, verifique se o equipamento possui


aterramento.

13. Planejamento: Antes de iniciar o serviço, obtenha o diagrama elétrico do


equipamento com o qual irá trabalhar.

14. Planejamento: Antes de energizar o equipamento, confira se todas as


ferramentas foram recolhidas, evitando assim que alguma ferramenta fique
dentro do equipamento, provocando um curto-circuito ou energização de
carcaças.

15. Conhecimento: Se for necessário utilizar fios ou cabos novos, somente utilize
fios e cabos com o selo do INMETRO.

16. Conhecimento: Dê especial atenção a áreas críticas como áreas de serviço,


banheiros e piscinas, uma vez que nesses locais se encontram dois elementos
cuja combinação pode ser perigosa: água e eletricidade.

17. Conhecimento: Interrompa os trabalhos em dias de tempestade.

18. Conhecimento: Esteja preparado para combater incêndios.

19. Conhecimento: Esteja preparado para executar os primeiros socorros


(reanimação cardiorrespiratória).

20. Pense um pouco: No seu ponto de vista, o que faltou nesta lista?

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3.1.2 Planejar o trabalho

Planejamento em qualquer atividade é sempre importante, seja ela uma viagem,


um passeio, ou um trabalho; sempre é importante planejar, pois assim você
economiza, garante tranquilidade e previne contra possíveis acidentes. Planejar um
trabalho relacionado à eletricidade é tão ou mais importante, pois nesse caso envolve,
além de tranquilidade, o ponto principal que é a segurança.

Planejamento = Prevenção

O planejamento da atividade de eletricidade requer várias etapas:

● A primeira delas é preencher a Análise Preliminar de Risco (clique aqui => APR
na prática) para as atividades que você tem que executar.

● Em seguida, verifique os insumos, ou seja, os materiais que serão utilizados


para cada etapa.

● Verifique todas as ferramentas que usará durante cada etapa. E nunca utilize
ferramentas inadequadas ou em má condição.

● Verifique todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) que você e sua


equipe irá utilizar e também as proteções coletivas que serão usadas durante a
atividade. Por exemplo, cones e fitas zebradas, dispositivos de impedimento de
reenergização compatíveis com os plugues existentes.

● Antes de energizar o eletrodoméstico, verifique o estado do cabo de energia e


plugue, cabo terra e botões de acionamento; e nunca deixe cabos esticados
através de passagens de pedestres ou veículos sem protegê-los com o
dispositivo adequado.

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3.1.3 Seja prevencionista nos trabalhos de manutenção

• Apenas trabalhe com manutenção em eletrodomésticos se você é um


profissional qualificado* (com o certificado);

• É proibido o uso de adornos (anel, relógio, brincos, etc.) em atividade de


manutenção elétrica (NR 10 - 10.2.9.3);

• Mantenha a bancada de trabalho organizada, somente com o material


necessário para a atividade;

• Atente-se para as grandezas que você deseja medir (tensão CC, tensão CA,
corrente CC ou corrente CA) ao utilizar o multímetro;

• Não consuma alimentos ou bebidas junto à bancada de manutenção;

• Use camisa de manga longa para eletricistas, mesmo no verão;

• Não use a camisa com os punhos soltos;

• Use camisa sempre para dentro das calças;

• Se cabelos longos, amarre-os ou utilize rede;

• Nunca! Nunca! Nunca trabalhe sob efeito de álcool ou drogas.

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3.1.4 Alerte os usuários de eletrodomésticos!

Os acidentes com eletricidade acontecem, em sua maioria, dentro das próprias


residências por imprudência pessoal ou eletrodomésticos sem manutenção adequada.

O profissional da área de eletricidade não deve ser omisso, mas sim deve dar o
exemplo e orientar corretamente os usuários de equipamentos elétricos.

Conhecimento traz responsabilidade. Não se omita frente a atos e condições


inseguras.

Conheça e alerte os usuários sobre os principais perigos elétricos dentro de casa,


principalmente eduque os usuários de forma que, quando forem realizar reparos nas
instalações elétricas, procurem sempre um profissional qualificado* (com o
certificado).

Abaixo, uma lista dos principais riscos aos quais os usuários de eletrodomésticos
estão expostos:

3.1.4.1 Cabos elétricos fora da norma e mal instalados

A fiação de boa qualidade, em conformidade com os padrões de segurança, é vital


para diminuir riscos e perigos. Uma fiação inadequada pode aumentar as chances de
incêndio, oscilações de energia, geração de arcos e outras consequências graves. Por

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esse motivo, é sempre melhor evitar o trabalho elétrico do tipo “faça você mesmo” e
solicitar que eletricistas qualificados* (com o certificado) executem a fiação elétrica
em casa.

Veja o vídeo de teste dos cabos elétricos antichama e


“pirata”: https://www.youtube.com/watch?v=ZqT07oj80yY

Fios e cabos sem selo do INMETRO representam alto risco de segurança e caso de
polícia!

Cabos elétricos danificados, desgastados, rachados ou corroídos podem aumentar


a chance de acidentes elétricos nos eletrodomésticos. Peça a um eletricista
qualificado* (com o certificado) para verificar a fiação do seu eletrodoméstico. Se
necessário, substitua os cabos velhos e com defeito por novos.

Alguns perigos dos cabos elétricos incluem:

● Conexões frouxas ou impróprias em tomadas, interruptores ou


eletrodomésticos;

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● Cabos ou extensões desgastadas;

● Isolamento do fio rachado causado pelo calor, idade, corrosão ou flexão;

● Fios ou cabos superaquecidos;

● Eletrodomésticos danificados;

● Fio elétrico mastigado por roedores.

Cabos elétricos danificados é uma das principais causas de morte por choque elétrico.

Atenção:

● Verifique sempre a fiação do seu eletrodoméstico, pois a camada isolante dos


fios, devido ao uso, pode se desgastar e acabar se soltando, deixando os
condutores expostos - qualquer contato com eles poderá ser fatal;
● Nunca desligue um equipamento elétrico da tomada puxando pelo cabo de
alimentação, mas sim pelo plugue;
● Nunca utilize equipamentos ou dispositivos com cabos de alimentação que
apresentem danos na isolação elétrica, pinos quebrados ou tomadas
danificadas;
● Não instale condutores elétricos próximos a chaminés, estufas, aquecedores ou
outras fontes de calor intenso;
● Verifique regularmente se há interruptores, plugues e cabos desgastados, mas
nunca tente consertar você mesmo os eletrodomésticos, sempre entre em
contato com um profissional qualificado* (com o certificado);

Veja a reportagem sobre choque fatal com ventilador:


https://www.emaisgoias.com.br/adolescente-morre-apos-levar-choque-em-ventilador-em-itapaci/

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3.1.4.2 Tomadas perto da água

As tomadas nos banheiros, cozinhas e outras áreas com água devem ser instaladas
a uma distância razoável da fonte de água. Como a água conduz eletricidade, manter
as tomadas afastadas da água reduz a chance de choque elétrico.

● Nunca use rádio, secador de cabelo, telefone ou outro dispositivo no banho,


perto da piscina ou em qualquer lugar com piso molhado.
● Não instale tomadas perto de box de chuveiros, se já estiver instalada por um
profissional eletricista que desative essa tomada.
● Dê especial atenção a áreas críticas como cozinha e banheiros, uma vez que
nesses locais se encontram dois elementos cuja combinação pode ser perigosa:
água e eletricidade.
● Jamais toque em equipamentos elétricos enquanto estiver dentro de
banheiras.
● É sempre conveniente desconectar da tomada os equipamentos portáteis
quando não estiverem sendo utilizados.
● Antes de limpar áreas como cozinha, banheiro ou lavanderia, verifique se todos
os aparelhos estão desligados.
● Utilize DR em áreas úmidas: uma das melhores maneiras de reduzir o risco de
morte por choque elétrico em sua casa é instalar um interruptor de segurança,
também chamado de disjuntor de corrente residual (DR). No entanto, nunca
tente fazer qualquer trabalho elétrico sozinho, entre em contato com um
eletricista qualificado* (com o certificado) para efetuar a instalação.

Tomadas em zonas úmidas requerem instalação de um disjuntor de


corrente residual - DR.

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3.1.4.3 Mãos molhadas

Os aparelhos elétricos nunca devem ser manuseados com as mãos molhadas, pois
isso aumenta a chance de sofrer um choque elétrico. No entanto, muitos tendem a
pegar o secador de cabelo com as mãos molhadas, por exemplo. Mantenha os
aparelhos longe de pias, banheiras, chuveiros e torneiras.

● Não operar aparelhos eletrônicos com os pés descalços ou com qualquer parte
do corpo molhada, pois a água torna o choque muito mais perigoso.
● Certifique-se de que suas mãos estejam secas antes de tocar em interruptores
ou aparelhos elétricos.

Não utilize eletrodomésticos em pisos molhados.

3.1.4.4 Derramando água em fogo elétrico

Um erro comum é derramar água em incêndios elétricos. Se ocorrer um incêndio


elétrico, não jogue água nas chamas, pois a água poderá causar eletrocussão.
Mantenha um extintor de incêndio apropriado para eletricidade em casa e use-o em
vez de água em momentos de emergência. Se você não tiver seguro para usar o
extintor, desligue a energia elétrica, evacue sua casa e ligue para o corpo de
bombeiros.

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3.1.4.5 Crianças curiosas

Bebês e crianças pequenas tendem a ser extremamente curiosos e interessados


em explorar seu mundo. Embora seja sempre melhor supervisionar crianças dessa
idade o tempo todo, pais e adultos que esperam ter filhos em casa podem tomar
medidas extras para proteger crianças pequenas.

Vinte e cinco crianças morreram oficialmente em 2019 vítimas de choque elétrico.

Qualquer tomada elétrica em sua altura e ao seu alcance devem ser obstruídas de
modo a impedir que objetos e dedos pontiagudos entrem no soquete. Interruptores e
soquetes não protegidos podem causar ferimentos graves.

Protetor de tomadas

Não se aproximar e não permitir que as crianças se aproximem dos eletricistas em


trabalho (distância mínima de 50 cm).

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3.1.4.6 Cabos de extensão

Os cabos de extensão devem ser cuidadosamente fixados no local, sempre que


possível, para reduzir a chance de tropeços ou acidentes. Não use cabos de extensão
como substitutos permanentes de tomadas adicionais e evite usá-los em muitos
aparelhos ao mesmo tempo.

3.1.4.7 Lâmpadas

Geralmente, não pensamos nas lâmpadas como perigos elétricos, mas o potencial
de um incêndio elétrico surge quando as lâmpadas são mantidas perto de materiais
inflamáveis. Isso pode incluir camas, cortinas, plásticos ou outros itens, como
estofados.

As lâmpadas também podem causar choque elétrico, portanto sempre desligue o


disjuntor antes de substituir uma lâmpada e nunca substitua uma lâmpada ou toque
em um interruptor com as mãos molhadas. Sempre se certifique de usar uma lâmpada
com a potência correta para evitar superaquecimento da luminária.

3.1.4.8 Sobrecarga

● Não utilize benjamin, também conhecido como TE, pois, nesse caso, poderá
haver um superaquecimento na instalação elétrica, levando a um incêndio.
● Evite sobrecarregar as tomadas elétricas com muitos aparelhos ligados ao
mesmo tempo na tomada.
● Sempre se certifique de usar uma lâmpada com a potência correta para evitar
sobrecarga e superaquecimento da luminária.

3.1.4.9 Aterramento

● Se sua residência não possuir aterramento elétrico, solicite a um profissional


qualificado* (com o certificado) que efetue as atualizações necessárias. Isso
garantirá a sua segurança e a de todos os seus familiares.

● Solicite também a instalação da tomada de 3 pinos, pois o terceiro pino é


justamente o do aterramento, que fará sua casa mais segura.

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Aterramento desativado pode causar choques elétricos fatais. Nunca desconecte o


aterramento dos eletrodomésticos. Aterramento é obrigatório e salva vidas.

Essas são importantes dicas que poderão auxiliar na sua segurança e na segurança
dos seus clientes. Lembre-se de que você é responsável pelos seus atos e omissões,
portanto fique atento ao seu redor e não cometa atos imprudentes.

Veja reportagem sobre choque fatal com máquina de


lavar roupas: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/mulher-morre-ao-levar-choque-em-
maquina-de-lavar-no-ceara/

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3.1.5 Técnicas de Análise Preliminar de Riscos (APR)

A norma regulamentadora número dez (NR10) do Ministério do Trabalho, no seu


item 10.2.1, define que “em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser
adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos
adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e
saúde no trabalho”.

Nenhum risco é passível de prevenção se não for conhecido previamente. Assim, o


primeiro passo para que os acidentes sejam evitados é o conhecimento detalhado das
atividades que serão desenvolvidas, as tecnologias envolvidas e os ambientes onde
ocorrerão as atividades. A técnica de análise preliminar de risco (APR) foi estabelecida
por norma para auxiliar os trabalhadores nessa importante etapa de conhecimento
dos riscos.

3.1.5.1 APR na prática

Na prática, a ideia da Análise Preliminar de Risco (APR) é que o profissional


preencha uma planilha de segurança antes de iniciar os trabalhos. A planilha é uma
ferramenta que irá ajudar a detectar os problemas e propor as soluções. Serve para
identificar os riscos antes de iniciar as atividades; serve para conscientizar a equipe de
trabalho sobre os riscos potenciais; serve para fixar as medidas de prevenção a serem
adotadas durante a realização das atividades, levando em consideração o meio
ambiente e a eventual presença de terceiros.

Como fazer uma APR em cinco passos:

(1) Identificar os possíveis acidentes no serviço a ser realizado;

(2) Identificar as causas raiz desses possíveis acidentes;

(3) Identificar a probabilidade de ocorrência desses acidentes: improvável,


possível, ocasional, regular, certo;

(4) Identificar a severidade das possíveis consequências desses acidentes: leve,


moderado, grande, severo, catastrófico;

(5) Fazer recomendações de medidas de prevenção e controle dos perigos de


acidente.

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Exemplo de uma planilha para ser utilizada no preenchimento de uma Análise


Preliminar de Risco – APR (disponível no Moodle)

Para auxiliar na definição da chance de ocorrer o acidente e da severidade dele,


podemos utilizar a seguinte relação:

Improvável = Uma vez a cada 2 anos


Possível = Uma vez a cada 1 ano
Ocasional = Uma vez a cada semestre
Regular = Uma vez a cada 3 meses
Certo = Uma vez por mês

Leve = Sem afastamento


Moderado = Afastado de 1 a 30 dias
Grande = Afastado de 31 a 60 dias
Severo = Afastado de 61 a 90 dias
Catastrófico = Não há retorno ao trabalho

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3.1.5.2 Dois Minutos pela segurança – Take two

Uma outra técnica muito eficaz na prevenção de acidente é a chamada “tome 2


(dois) minutos pela segurança” (take two). Significa tirar dois minutos para pensar em
um trabalho antes de iniciá-lo, assim você pode ter certeza de que vai trabalhar da
maneira mais segura possível.

Bastam dois minutos. Isso pode significar a diferença entre fazer o seu trabalho
com segurança ou nunca mais ser capaz de fazer o seu trabalho. Lembre-se, pense
melhor, Tire Dois Minuto pela Segurança.

Antes de iniciar qualquer tarefa, tome dois minutos para fazer este checklist de
segurança:

1. Estou treinado e qualificado (com o certificado) para fazer esta tarefa?


2. Estou me sentindo bem?
3. Os equipamentos que vou utilizar estão em boas condições?
4. Conheço os riscos associados a esta atividade?
5. Como elimino ou minimizo estes riscos identificados?
6. Estou usando os EPIs adequados?
7. Todos os envolvidos na atividade participaram da avaliação de segurança
da atividade?

Lembre-se de responder este “take two” ANTES do início da atividade.

Os itens do checklist “Take two” são tradicionalmente impressos em um pequeno


talonário de forma que o manutentor leve no bolso e, sempre antes de iniciar uma
tarefa de manutenção, preencha um checklist à caneta. Mais recentemente,
aplicativos para celular vêm substituindo os talonários.

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Modelos de checklist “take two” - papel e app

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3.2 Medidas de Controle de Risco elétrico

3.2.1 Aterramento

Mesmo os leigos já ouviram falar do “Fio Terra”, do Sistema de Aterramento, ou


ainda do Condutor de Proteção. Sabemos que ele, o Fio Terra, é importante e que
alguns equipamentos trazem “um pedaço de fio verde que vem pendurado atrás” e
que deve ser ligado em algum lugar, mas a maioria das pessoas não faz ideia de onde
ligá-lo e por que ele existe.

Aterramento da carcaça de uma máquina de lavar: físico e simbologia elétrica.

As partes condutivas acessíveis aos usuários não devem oferecer perigo, sejam em
condições normais ou em condições que as tornem acidentalmente vivas. Ou seja, a
carcaça metálica do equipamento (também chamada de massa) deve ser motivo de
proteção contra choques para que, no caso de uma falha e energização acidental dessa
massa, os usuários não sejam expostos ao risco de choque elétrico.

Condutor vivo tocando na carcaça metálica do equipamento.

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Isso pode acontecer, por exemplo, em uma falha de isolamento da carcaça


metálica de uma geladeira, que ao ser energizada coloca em risco todos os usuários
que dela se utilizam. Por esse motivo, a medida de aterramento das massas metálicas
através de um condutor de proteção (terra) deve ser implementada.

Esquerda: sem aterramento gerando choque elétrico. Direita: com aterramento,


situação segura.

3.2.1.1 Aterramento de Proteção é obrigatório por norma

De acordo com a norma ABNT NBR 5410, o sistema de aterramento é um item de


proteção obrigatório. O aterramento possibilita que as descargas elétricas sejam
conduzidas adequadamente e com segurança pela instalação, além, é claro, de
proteger as pessoas contra os choques elétricos.

A diferença de potencial é o que permite que haja eletricidade. Desse modo,


quando alguém leva um choque é porque há diferença de potencial entre o corpo e o
objeto elétrico. O aterramento elétrico de proteção consiste na diminuição da
diferença de potencial (tensão) entre equipamentos e a terra.

Na rede elétrica de uma casa, por exemplo, existe fio neutro, de voltagem nula, e
fios de fase, com voltagem variável. Entretanto, pode haver fugas de energia. Essas
fugas de energia podem fazer com que equipamentos elétricos fiquem com as
superfícies metálicas energizadas. Para resolver o problema e evitar choques no
contato com essas superfícies, é necessário fazer o aterramento das carcaças metálicas
dos equipamentos através da presença de um conector “terra”, de tensão igual a zero.
Sendo assim, o aterramento de segurança procura diminuir a diferença de potencial
das carcaças metálicas dos equipamentos ao máximo, para evitar possíveis choques
elétricos.

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O Fio Terra dos equipamentos deve ser ligado ao sistema de aterramento da


instalação elétrica para que possa completar o seu ciclo de segurança. Aterramento
elétrico é essencial para a segurança!

Aterramento com função de proteção desativada NÃO protege o usuário: nunca


desative o condutor terra de proteção!

O aterramento elétrico de uma instalação é um sistema que assegura, em caso de


falha no isolamento, que as partes metálicas dos aparelhos descarreguem a corrente
elétrica no solo, sem afetar o usuário. É ele que nos protege quando estamos em
contato com um equipamento energizado, minimizando o risco de sofrer um choque
ou descarga elétrica.

Dicas de segurança:

• Nunca elimine o terceiro condutor ou fio terra dos equipamentos elétricos e


eletrônicos.

• Ferros de passar, cafeteiras, fornos e qualquer outro eletrodoméstico que


utiliza calor devem ter o terceiro condutor em material isolante resistente a
altas temperaturas para evitar que derretam.

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• Se tiver que usar uma extensão, certifique-se de que ela tenha três entradas.
Caso contrário, ela anula o efeito de proteção do terceiro condutor.

Veja os vídeos sobre aterramento:


https://youtu.be/VhDJNu4q7eE
E sobre o fio terra ou condutor de proteção (observe que o
vídeo ainda não foi atualizado com o novo padrão de tomadas de três polos) :
https://youtu.be/JE3gPwCnRIw

3.2.1.2 Aterramento Funcional

Além da função de proteção, o aterramento tem a função de promover a


operação adequada dos equipamentos elétricos e eletrônicos, aterramento dos
neutros dos transformadores e dispositivos de proteção contra surtos. O terra serve de
referência de tensão para circuitos eletrônicos, participando do controle de
transitórios nos circuitos e melhorando a qualidade da energia elétrica.

Nunca desative o aterramento elétrico dos equipamentos. O aterramento protege


vidas. A ligação dos eletrodomésticos à terra zera uma eventual tensão de contato.

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3.2.2 DR: Proteção adicional contra choque elétrico

Além dos dois princípios básicos de proteção contra choque elétrico acima
descritos, a norma NBR5410 prevê a necessidade de uma proteção adicional em
regiões úmidas através de um dispositivo de proteção da corrente diferencial-residual
(dispositivos DR).

Dispositivo de proteção adicional DR

O uso de dispositivos DR não dispensa, em nenhuma hipótese, o uso de condutor


de proteção (aterramento).

O uso do dispositivo DR é obrigatório de acordo a norma da ABNT NBR 5410:

● Em circuitos que sirvam a pontos de uso, que estão em locais que tenham banheira
ou chuveiro.

● Em circuitos que alimentam tomadas que estão em áreas externas a uma


edificação.

● Nos circuitos de tomadas de corrente situados em áreas internas que possam vir a
alimentar equipamentos no exterior.

● Nos circuitos que, em locais de habitação ou edificações não residenciais, sirvam a


pontos de utilização situados em cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço,

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garagens e demais dependências internas molhadas, em uso normal ou sujeitas a


lavagens.

3.2.2.1 DR: Princípio de funcionamento - Dispositivos de proteção à corrente


diferencial-residual

Os DRs são dispositivos eletrônicos que foram inventados para salvar vidas, para
evitar que pessoas sejam eletrocutadas. Os DRs são capazes de detectar correntes de
fuga muito pequenas e atuarem em frações de segundos.

Internamente, o circuito eletrônico do DR consegue monitorar com grande


precisão a quantidade de corrente elétrica que vai para o eletrodoméstico (carga) e a
quantidade de corrente elétrica que volta do eletrodoméstico. Se a diferença entre a
corrente que vai e que volta for superior a 30 milésimos de ampère (30mA), o DR
desarma seu disjuntor interno rapidamente (em 0,04 segundos). O desarme ocorre por
questão de segurança, pois a diferença entre a corrente que foi e que não voltou pode
estar passando por um corpo humano em direção à terra.

O DR oferece uma proteção adicional importante, pois consegue interromper a


energia do circuito em apenas 0,04 segundos a partir do momento em que o
desbalanço de corrente elétrica ultrapassa 30mA.

Diagrama esquemático de funcionamento do DR interrompendo a corrente de


choque.

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Veja os vídeos sobre a importância do DR em áreas


úmidas:
https://youtu.be/rWX_htFKLJY

https://youtu.be/ehcn4KQwplQ

3.2.3 Desenergização e Bloqueio de Energias Perigosas

Aproximadamente 10% de acidentes de trabalho com eletricidade ocorrem por


energização acidental de máquina ou equipamento. Não basta desligar um
equipamento, o profissional de manutenção precisa impedir a reenergização
inadvertida.

Segundo a NR10, somente serão considerados desenergizados e liberados para o


trabalho os equipamentos elétricos que estiverem bloqueados contra reenergização.

Na indústria existem outras energias perigosas além da eletricidade que precisam


ser bloqueadas para permitir um trabalho com segurança: ar comprimido, óleo
pressurizado, vapor, energia mecânica, etc.

No dia a dia do reparador de eletrodomésticos, a energia perigosa é mesmo a


eletricidade. E para garantir que ninguém irá reconectar o plugue na tomada enquanto
você estiver trabalhando, é importante efetuar o bloqueio do plugue com cadeado de
segurança:

Dispositivo de Bloqueio contra religamento acidental do plugue de um


eletrodoméstico utilizando cadeado de segurança.

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3.2.4 Partes vivas inacessíveis aos usuários (isolamento)

Devemos ter muita atenção com o isolamento de fios, cabos e condutores vivos
em geral. Os quadros de disjuntores, os equipamentos elétricos ou qualquer outro
elemento que possua partes vivas perigosas devem possuir barreiras isolantes de
modo a não permitir o acesso aos condutores vivos.

Correto isolamento de um cabo elétrico.

3.2.5 Isolação dupla ou reforçada

A utilização de isolação dupla ou reforçada tem como finalidade propiciar uma


dupla linha de defesa contra contatos indiretos. A isolação dupla é constituída de:

• Isolação básica: Isolação aplicada às partes vivas, destinada a assegurar proteção


básica contra choques.

• Isolação suplementar: Isolação independente e adicional à isolação básica, destinada


a assegurar proteção contra choques elétricos em caso de falha da isolação básica (ou
seja, assegurar proteção supletiva).

A isolação dupla reforçada é utilizada em eletrodomésticos e ferramentas elétricas


portáteis (furadeiras, lixadeiras, etc.). Nesse caso, em sua plaqueta de identificação,
haverá um símbolo indicativo gravado, ou seja, dois quadrados de lados diferentes,
paralelos, um dentro do outro.

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Símbolo de isolação dupla ou reforçada em um equipamento elétrico portátil

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3.3 Proteção contra choque elétrico

A Norma Brasileira NBR 5410 no seu item 5.1 trata sobre a proteção contra
choques elétricos, abordando detalhadamente as medidas de proteção contra choques
elétricos e os efeitos térmicos da corrente elétrica.

A norma estabelece dois princípios básicos para proteção contra choques elétricos:

1. Partes condutivas que tiverem contato com condutores vivos não devem ser
acessíveis aos usuários (isolamento).

2. Partes condutivas acessíveis ao usuário devem ser aterradas (aterramento).

Condutor vivo: qualquer condutor que não seja o condutor de aterramento.

Parte viva: material condutor de eletricidade em contato com um condutor vivo.

3.3.1 Medidas de proteção coletiva

Além das medidas de proteção individual, é muito importante implementar medidas


de proteção coletiva, como:

• As partes vivas sempre devem estar isoladas.

• Durante a manutenção, não permitir que pessoas além da equipe de


manutenção se aproximem do local. Utilizar: obstáculos, barreiras, sinalização,
fita zebrada, cones.

• Utilizar em sua bancada de manutenção um sistema de seccionamento


automático da alimentação (DR).

PARTE VIVA = parte com energia elétrica

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Equipamentos de proteção coletiva

3.3.2 Medidas de Proteção Individual

• As vestimentas de trabalho devem ser adequadas às atividades, contemplando


condutividade, inflamabilidade e influências eletromagnéticas.

• Não utilize nenhum tipo de adorno: relógios, anéis, colares, correntes, brincos
ou piercings.

• Não use crachás presos ao pescoço.

• Use botina de segurança de eletricista.

• Use luva de borracha ou couro.

• Antes de iniciar os trabalhos, desenergize, bloqueie o equipamento e constate


a ausência de tensão com um instrumento. Mas, antes, verifique se esse
instrumento está funcionando corretamente.

3.3.3 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para eletricistas

A norma regulamentadora NR6 é a norma brasileira que trata dos equipamentos


de proteção. De acordo com o item 6.1 da Norma Regulamentadora NR-6, considera-
se EPI todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador,
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no
trabalho.

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O artigo 167 da CLT estabelece que o EPI só poderá ser posto à venda ou utilizado
com a indicação do CA emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Os EPIs são uma importante medida de prevenção de acidentes. Na figura, luva de


borracha, camisa e calça antichama.

Cabe ao empregador quanto ao EPI (Item 6.6.1 NR 6):

• Adquirir o adequado ao risco de cada atividade;


• Exigir seu uso;
• Fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente
em matéria de segurança e saúde no trabalho;
• Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação.

Cabe ao empregado/usuário quanto ao EPI (Item 6.7.1 NR 6):

• Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina;


• Responsabilizar-se pela guarda e conservação;
• Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso;
• Cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

Atenção:
• O não uso de EPIs caracteriza falta grave, passível de sanção;
• Lembre-se de inspecionar os EPIs antes de sua utilização;
• Siga as orientações de manutenção e higienização dos EPIs.

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3.3.3.1 Limitações dos EPIs

Deve-se ter em mente que os EPIs não são a salvação total para a exposição do
trabalhador aos riscos de acidente. Todo e qualquer EPI não atua sobre o risco, mas
age como uma das barreiras para reduzir ou eliminar a lesão ou agravo decorrente de
um acidente ou exposição que pode sofrer o trabalhador em razão dos riscos
presentes no ambiente laboral. Dessa forma, deve-se buscar a excelência no
gerenciamento desses riscos, adotando medidas de eliminação e prevenção dos riscos
de forma a evitar que as barreiras sejam ultrapassadas e o acidente se consume.

3.3.3.2 EPIs para eletricista de baixa tensão

Os Equipamentos de Proteção Individual fazem parte do dia a dia de diversos


profissionais durante a jornada de trabalho. Cada profissão exige um tipo de proteção.
A norma regulamentadora NR10 define o tipo de EPI adequado para os profissionais
que lidam com eletricidade.

A segurança do trabalho busca a adoção de medidas que possam prevenir


acidentes, mas também que sejam capazes de minimizar os danos à saúde do
trabalhador caso esses acidentes ocorram. Por isso, quem lida com eletricidade deve
utilizar roupas e calçados isolantes, para que, em caso de descargas elétricas, o
profissional não seja afetado pela corrente, evitando o choque. Luvas e mangas
isolantes também são indicadas.

3.3.3.3 Calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de energia
elétrica

Calçados de proteção elétrica são essenciais para a segurança do eletricista

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Os calçados são essenciais. Em caso de descargas ou outros tipos de acidentes, os


sapatos devem ser resistentes e proteger a saúde e integridade do trabalhador,
funcionando como isolantes elétricos.

Para ser certificado como um EPI, o calçado deve passar por uma série de testes.
Dentre eles, há testes de resistência elétrica, isolamento e resistência à umidade. Os
calçados, ainda, devem ser impermeáveis e não podem conter componentes de metal
ou costuras na região do “peito do pé”. Para ser certificado como um EPI, o calçado
deve também conter as simbologias SI (Segurança Isolante Elétrico) e PI (Proteção
Isolante Elétrico) impressas e visíveis no calçado.

Os calçados normais do dia a dia não são adequados para o uso do reparador de
eletrodomésticos durante seu trabalho. É necessário que o profissional utilize um
calçado de segurança especificamente projetado e construído com elementos
isolantes e que atenda às exigências da Norma Regulamentadora NR10.

Em áreas secas:

É necessário que o reparador de eletrodomésticos utilize calçados isolantes para


até 500 Volts em condições secas (classe I), com resistência mecânica e ao calor. As
biqueiras devem atender à NR-10, ou seja, não podem ser metálicas para não conduzir
a eletricidade.

Em áreas úmidas:

Se o reparador de eletrodoméstico for trabalhar em áreas úmidas, necessitará


trabalhar com botas em PVC, com isolamento elétrico para até 500 Volts, capazes de
oferecer proteção contra riscos elétricos também em áreas molhadas (classe II), ou
seja, calçados isolantes e impermeáveis. Aqui também é importante que o calçado não
possua biqueira de aço (condutora).

Botina Eletricista exigida pela NR 10, sem componentes metálicos, solado isolante em
borracha PU e biqueira de composite (Fonte: Marluvas 2020)

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Sapato de Eletricista exigido pela NR 10, sem componentes metálicos, solado isolante
em borracha PU e biqueira de composite (Fonte: Marluvas 2020).

Chinelos são terminantemente proibidos!

3.3.3.4 Camisa e calça do reparador de eletrodomésticos

Detalhe de uma vestimenta para eletricista com foco no ATPV e no CA

É necessário que o reparador de eletrodomésticos utilize camisas e calças


especiais contra agentes térmicos provenientes do arco elétrico. Este EPI protege o

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tronco e membros superiores contra agentes térmicos provenientes de arco elétrico e


fogo repentino.

O valor máximo de energia radiante que a pele humana pode suportar durante um
segundo sem sofrer queimadura de segundo grau é de 1,2 cal/cm². Esse valor é
considerado o limiar da queimadura de segundo grau.

1,0 cal/cm² equivale à caloria provocada pela chama de um isqueiro de cigarro por
um segundo. A chama provocada por um isqueiro de cigarro possui aproximadamente
600°C.

Fogo repentino: reação de combustão acidental extremamente rápida devido à


presença de materiais combustíveis ou inflamáveis desencadeada pela energia de uma
centelha ou fonte de calor como o arco elétrico.

Além das severas queimaduras provocadas pelo arco elétrico, se o profissional não
estiver utilizando roupas de proteção adequadas, as roupas “normais” poderão se
inflamar e derreter sobre a pele.

Na camisa e na calça dos eletricistas deve constar o valor do Arch Thermal


Performance Value (ATPV). O ATPV representa o valor em calorias (cal) por
centímetro quadrado (cm²) da proteção conferida pelo tecido ao efeito térmico
proveniente de um arco elétrico. Basicamente, serve para garantir que os EPIs sejam
bons o suficiente para cumprir sua função.

Fazendo uma comparação a grosso modo para um melhor entendimento, o ATPV


funciona como o fator de proteção que um protetor solar tem. Dependendo dos riscos
de exposição, ele varia de um nível leve a um nível mais intenso. Ou seja, o ATPV
adequado irá evitar que o eletricista sofra queimaduras graves em caso de acidente.

O ATPV do tecido funciona como um filtro para a energia térmica incidente.

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Para as atividades de manutenção elétrica em baixa tensão (nível residencial), as


vestimentas Classe 2 oferecem uma proteção adequada. Os conjuntos com a indicação
de ATPV classe de risco 2 atendem às atividades de manutenção em instalações de
baixa tensão residenciais, prediais e comerciais.

Categorias ATPV (Fonte Hercules Equipamentos, 2015)

Observação: Instalações industriais e subestações costumam requerer ATPV classe 3


ou 4.

No caso de haver uma chama ou um arco elétrico acidental, a roupa de proteção


térmica proporciona um tempo de fuga, reduz as queimaduras e aumenta as chances
de sobrevivência. As camisas e calças para eletricistas são projetadas para não permitir
a passagem de calor maior que 1,2 cal/cm² na face em contato com a pele.

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Teste de vestimenta sob efeito de arco elétrico (Fonte: Marina Têxtil, 2013)

Camisa e calça de proteção com a indicação da classe de risco.

Para atividades em circuitos com tensão igual ou inferior a 50V (CA) e/ou 120V
(CC), não é necessária a utilização de conjunto de proteção ao risco arco elétrico.
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Segurança: Qualquer tensão acima de 50V de corrente alternada é perigosa e pode


causar a morte, seja por choque elétrico que causa queimaduras e parada
cardiorrespiratória, seja pelo calor gerado durante um arco elétrico.

3.3.3.5 Luvas

Em casos que englobem o risco 2 de arco elétrico (as atividades de reparo de


eletrodomésticos se enquadram neste risco), deve-se utilizar uma luva no mesmo
tecido da vestimenta ou luva em couro (Norma NFPA 70E:2004).

A norma brasileira NBR 10622 fixa as condições mínimas exigíveis para as luvas
isolantes de borracha de proteção contra choques elétricos:

Para manter as luvas de proteção de borracha com maior tempo de vida útil, deve-
se armazenar em local com temperatura não maior do que 35°C, livre de ozônio e de
produtos químicos como solventes. Além disso, é recomendado que elas sejam
armazenadas em caixas de papelão e que não fiquem enrugadas, esticadas,
comprimidas ou sob qualquer outra condição que venha a danificar as características
originais da luva.

Seja um eletricista inteligente e se proteja, use suas luvas e cuide bem dos seus EPIs!

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3.3.3.6 Óculos

Para a proteção da face e olhos do eletricista, foi padronizado um protetor cuja


lente proteja os olhos da luminosidade intensa provocada pelo arco elétrico e que, ao
mesmo tempo, não prejudique a visibilidade do eletricista.

Óculos de proteção para eletricista.

Os óculos para eletricistas não podem possuir partes metálicas e deverão ser
guardados em estojos ou embalagens individuais para evitar que as lentes sejam
riscadas ou danificadas. Caso ocorra sujeira nas lentes por graxa ou óleo, deverão ser
lavadas com detergente ou sabão neutro.

Quando o profissional já utilizar óculos de grau, os óculos de segurança a serem


utilizados devem ser do tipo sobreposição.

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3.3.4 Ferramentas adequadas para eletricistas

Ferramentas NR10 para eletricistas

Não improvise; adquira e utiliza as ferramentas corretas. O uso de ferramentas


corretas, além de economizar tempo na tarefa de manutenção, melhora a qualidade
do serviço e colabora com a segurança do trabalho.

Todas as ferramentas para eletricistas, conforme prevê a NR10, devem ser


compatíveis com a instalação elétrica existente e devem possuir isolamento elétrico
adequado às tensões envolvidas. Para reparação de eletrodomésticos são indicadas as
ferramentas com isolamento para baixa tensão conforme norma IEC 60900.

A seguir, apresentamos as principais ferramentas isoladas utilizadas no dia a dia da


manutenção de eletrodomésticos. Usá-las protege você de sérios acidentes:

• Chaves fixas isoladas:

• Chaves canhão isoladas:


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• Soquetes isolados:

• Chave ajustável isolada (inglesa):

• Chave estrela isolada:

• Alicate de corte transversal isolado:

• Alicate meia cana (bico chato) isolado:

• Alicate de bico curvo isolado:

• Alicate universal isolado:

• Chaves de fenda ponta chata isolada:

• Chave de fenda ponta cruzada (Philips) isolada:

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• Arco de serra isolado:

• Faca de lâmina curva desencapadora isolada:

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4 Exercícios

Agora sugerimos que você resolva os exercícios para fixar


as aprendizagens desse tópico, você precisa dominar o
tema segurança para preservar a sua vida e a de seus
clientes!

1) Marque as alternativas que correspondem a ATOS INSEGUROS:

a) Não seguir as normas e procedimentos;


b) Uso de máquinas e equipamentos de maneira inadequada;
c) Uso de drogas, com destaque para o alcoolismo;
d) Execução de tarefas para as quais o trabalhador não tem conhecimento;
e) Não obedecer a sinais e instruções de segurança;
f) Recusa em usar Equipamento de Proteção Individual - E.P.I;
g) Indiferença às normas de segurança no trabalho, após ter participado de
treinamentos;
h) Retirada de proteção de máquinas e equipamentos, incluindo o aterramento;
i) Falta de proteção em máquinas e equipamentos (incluindo o aterramento
elétrico);
j) Máquinas e ferramentas defeituosas;
k) Ventilação insuficiente em espaços confinados;
l) Falta de exames médicos obrigatórios;
m) Excesso de horas extras, levando os trabalhadores à fadiga;
n) Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na empresa;
o) Falta de treinamento dos empregados no manuseio do EPI.

2) As causas de um acidente do trabalho podem sem classificadas como Atos Inseguros


ou Condições Inseguras. Ligue a causa de acidente com sua definição:

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Ato inseguro: “Situação do meio que causou o


acidente ou contribuiu para a sua
ocorrência. ”

Condição insegura: “Ação ou omissão que,


contrariando preceito de
segurança, pode causar ou
favorecer a ocorrência de
acidente”.

3) Marque as alternativas que correspondem a CONDIÇÕES INSEGURAS:

( ) Não seguir as normas e procedimentos;

( ) Uso de máquinas e equipamentos de maneira inadequada;

( ) Uso de drogas, com destaque para o alcoolismo;

( ) Execução de tarefas para as quais o trabalhador não tem conhecimento;

( ) Não obedecer a sinais e instruções de segurança;

( ) Recusa em usar Equipamento de Proteção Individual (E.P.I);

( ) Indiferença às normas de segurança no trabalho, após ter participado de


treinamentos;

( ) Retirada de proteção de máquinas e equipamentos, incluindo o aterramento;

( ) Inexistência de proteção em máquinas e equipamentos (incluindo o aterramento


elétrico);

( ) Disponibilização de ferramentas defeituosas para o trabalhador;

( ) Ventilação insuficiente em espaços confinados;

( ) Falta de exames médicos obrigatórios;

( ) Excesso de horas extras levando os trabalhadores à fadiga;

( ) Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na empresa;

( ) Falta de treinamento dos empregados no manuseio do EPI.

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4) A partir de que valor de tensão a energia elétrica é considerada perigosa e pode


causar a morte, seja por choque elétrico que causa queimaduras e parada
cardiorrespiratória, seja pelo calor gerado durante um arco elétrico? (considere
corrente alternada)

( ) 220 volts corrente alternada

( ) 127 volts corrente alternada

( ) 110 volts corrente alternada

( ) 50 volts corrente alternada

( ) 1.000 volts corrente alternada

5) Marque as alternativas que compõem uma PLANILHA DE ANÁLISE PRELIMINAR DE


RISCO:

( ) Que tipo de acidente pode ocorrer neste serviço?

( ) Qual seria a causa raiz deste acidente?

( ) Qual a chance deste acidente acontecer?

( ) Se acontecer o acidente, qual será a severidade?

( ) O que posso fazer para prevenir ou controlar?

( ) Todas as anteriores

6) Marque as alternativas que representam PREVENÇÃO CONTRA CHOQUES


ELÉTRICOS:

( ) Aterramento das carcaças metálicas dos eletrodomésticos

( ) Isolamento elétrico de partes vivas

( ) Desenergização com bloqueio da energia perigosa

( ) Uso de dispositivo DR

( ) Todas as alternativas anteriores

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Marque Verdadeiro ou Falso:

7. ( ) É um exagero dizer que todo serviço em eletricidade deve ser


precedido de uma Análise Preliminar de Risco (APR).

8. ( ) Antes de trabalhar, garanta a desenergização e bloqueio do


eletrodoméstico.

9. ( ) Sempre use os EPIs, ferramentas e instrumentos próprios para


eletricistas (conforme a NR10).

10. ( ) Em eletricidade é permitido por norma o uso de adornos como anéis,


correntes, pulseiras, não sendo permitido apenas o uso de relógios quando
trabalhar com eletricidade.

11. ( ) Antes de iniciar o serviço, deve-se verificar se o equipamento possui


aterramento.

12. ( ) Se for necessário utilizar fios ou cabos novos, somente utilize fios e
cabos com o selo do INMETRO.

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5 Fim da apostila.

Parabéns, estudante!

Você concluiu a apostila Segurança no Reparo de Eletrodomésticos

(Medidas de prevenção, controle e proteção dos riscos de acidente

elétrico) do curso Reparador de Eletrodomésticos .

Se você já fez todos os exercícios desta apostila, vá até o Moodle e assista

ao vídeo desta aula!

Não fique com dúvidas, utilize o fórum para dirimi-las.

Quando se sentir seguro, responda o questionário deste TÓPICO no

Moodle de forma a ficar apto para seguir para o próximo tópico do curso.

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6 Mensagem final do professor: Tolerância zero!

Caro estudante, deixo aqui uma mensagem final, uma mensagem de um


profissional da área elétrica com trinta anos de experiência que, infelizmente, já
presenciou acidentes, inclusive fatais, com eletricidade.

Aplique o que você aprendeu neste curso, preserve sua segurança e a segurança
dos seus clientes, trabalhe com prevenção e tenha tolerância zero com atos e
condições inseguras.

Os efeitos de um acidente no local de trabalho podem durar toda uma vida. Se


você for ferido, a qualidade da sua vida poderá ser seriamente afetada. Se você for
morto, sua família nunca mais será a mesma. E se você causar ferimentos ou a morte
de outra pessoa, terá de carregar esse peso nas costas para o resto de sua vida. A
melhor maneira de ajudar a prevenir um acidente no local de trabalho é fazer da
segurança a maior prioridade

A vida em primeiro lugar.

O acidente pode deixar marcas que as desculpas não apagam.

Não confie na sorte, trabalhe com segurança.

TENHA SEMPRE MUITO CUIDADO!

ESTA É A ORDEM DO DIA.

TODO DIA!

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● Bibliografia

BRASIL, Serviço Social da Indústria. Manual de Segurança e Saúde no Trabalho. São


Paulo: SESI, 2008.

NADRUZ, Mauro. O que é Análise de Risco. Acessado em: 28/10/2014.

OIT – Organização Internacional do Trabalho 2009 – Estatística de Acidentes de


Trabalho no Mundo. Acessado em: 25/10/2014.

SALIBA, T M. Curso Básico de Segurança e Higiene Ocupacional. São Paulo: Ltr, 2004.

Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho. Ministério do Trabalho


e do Emprego. Disponível em: www.mte.gov.br/legislação Link: Normas
Regulamentadoras.

Estatísticas de Acidentes no Trabalho. Ministério da Previdência Social. Disponível em:


www.previdencia.gov.br Link: Acidentes de Trabalho.

Fundamentos de Segurança no Trabalho – Notas de aula. Professor Júlio César


Teixeira. Disponível em:

http://www.ufjf.br/engsanitariaeambiental/files/2012/09/E13apost0.pdf

American Heart Association. Disponível em: https://www.heart.org/en/cpr

Brasil Escola – Como combater um incêndio. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/quimica/como-combater-um-incendio.htm

INBRAEP – Instituto Brasileiro de Ensino Profissionalizante (Brasil). O que são parada


respiratória e parada cardiorrespiratória? Santa Catarina: Equipe INBRAEP, 13 de
novembro de 2019. Disponível em: https://inbraep.com.br/blog/o-que-sao-parada-
respiratoria-e-parada-cardiorrespiratoria/. Acesso em: 4 de Maio de 2020.

Fundacentro - Tecnologia da Prevenção dos Acidentes do Trabalho nas Profissões de


Construção Civil.

NEPOMUCENO, L. X. Barulho Industrial.

FILHO, A. N.; FILHO, B. Segurança do trabalho & Gestão ambiental. Ed. LTC 3ª ed.

GONÇALVES, E. A. Manual de segurança e saúde no Trabalho. São Paulo: LTR, 2000.

OLIVEIRA, S. G. Proteção Jurídica a Segurança e Saúde no Trabalho. São Paulo: LTR,


2002.

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SOUSA, C. R. C., ARAÚJO, G. M., BENITO, J. Normas Regulamentadoras Comentadas.


Rio de Janeiro. 8. SANTOS, A. M. A. et. al. Introdução à Higiene Ocupacional. São Paulo:
FUNDACENTRO, 2001.

Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).


Disponível em: https://abracopel.org/wp-
content/uploads/2020/02/Anu%C3%A1rio_2020-Site.pdf

Programa Casa Segura. Disponível em: http://programacasasegura.org/

Bibliografia Complementar

1. ABNT - NBR-5410

2. NRs / Ministério do Trabalho e Emprego.

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