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EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO EGRÉ GIO SUPREMO TRIBUNAL

FEDERAL
O partido político Para Frente Brasil – PFB, entidade política com registro definitivo no
Tribunal Superior Eleitoral, devidamente representado no Congresso Nacional, onde
recebe intimaçõ es, vem, por seu Advogado infra-assinado, conforme procuraçã o anexa,
propor
ACÃO DIRETA DE INCOSTITUCIONALIDADE,
com medida cautelar,
Com fundamento no artigo 102, I, a, da CFRB/88 e no artigo 2º, VIII, da Lei nº 9868/99, em
face do inteiro teor da Lei nº 8888/15, conforme especificará ao longo desta petiçã o, nos
termos e motivos que a seguir passa a expor.
DA LEGITIMIDADE ATIVA
O Partido Político Para Frente Brasil – PFB é legitimado universal para propor a ADI,
conforme o Art. 103, VIII, da CFRB/88.
DA LEGITIMIDADE PASSIVA
A Assembleia Legislativa do Estado Y.
DOS FATOS
No dia 1º de março de 2015, a Assembleia Legislativa do Estado Y editou a Lei nº 8888,
mediante a qual se estabelece que a concessioná ria xxx, que explora o serviço de
fornecimento de energia elétrica no Estado fica obrigada a remover, sem qualquer ô nus
para os interessados, os postes de sustentaçã o à rede elétrica que estejam provocando
transtornos aos proprietá rios e promitentes compradores de terrenos;
Ocorre que, nã o há qualquer Lei Complementar autorizando o Estado Y dispor sobre a
questã o. Entretanto, no â mbito federal existe norma expedida pela agência reguladora que
autoriza a remoçã o desses postes de energia, cujo serviço fica à s expensas dos
interessados.
Nesse sentido, o Governado do Estado Y vetou integralmente o referido projeto de Lei
Estadual, mas fora superado pela vontade da Assembleia, que, promulgou a referida Lei.
DA INCOSTITUCIONALIDADE DA LEI
1 - O ato normativo estadual, ora contestado, configura intervençã o indevida do poder
estatal em domínio da Uniã o para explorar, mediante autorizaçã o, concessã o ou permissã o
os serviços e instalaçõ es de energia elétrica, conforme dispõ e o artigo 21, XII, b, da CF/88,
atacando, desse modo, a competência administrativa da Uniã o.
2 - O ente estadual, ao editar a Lei nº 8888, criou obrigaçã o para a distribuidora de energia
elétrica, violando a competência privativa da Uniã o para legislar sobre energia,
contrariando os ditames do artigo 22, IV da CF/88. Portanto, a referida norma deverá ser
declarada inconstitucional.
3 - Ademais, ao dispor que a remoçã o dos postes fica a cargo da concessioná ria do serviço
pú blico, a referida Lei estadual, invade a competência da Uniã o para definir a política
tarifá ria na exploraçã o deste serviço, violando disposiçã o do artigo 175, Pará grafo ú nico, III
da CF/88.
DA ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA DE JURISDICIONAL
Conforme prevê o artigo 300 do CPC, a tutela de urgência poderá ser concedida quando
houver elementos que demonstrem a probabilidade do direito (fumus boni iuris) e o perigo
do dano (periculum in mora).
Em relaçã o ao fumus boni iuris, mostrou-se patente a violaçã o à norma do artigo 21, XII, b
da CF/88, em virtude da retro mencionada Lei Estadual. A relevâ ncia dos fundamentos
jurídicos, portanto, autoriza a concessã o da medida cautelar no presente caso, a fim de
proceder-se à interpretaçã o conforme a CF/88.
Quanto ao periculum in mora, estipula-se obrigaçã o de custo elevado para a concessioná ria
do serviço pú blico em benefício de interesses individuais com a incerta argumentaçã o que
a sustenta, concedendo poder a titulares de direitos reais sobre terrenos de impor encargos
extraordiná rios nã o previstos nos contratos de concessã o estatal.
DOS PEDIDOS
Demonstrada a relevâ ncia da matéria constitucional, mediante a contrariedade da Lei nº
8888/15, do Estado Y, em face dos artigos 21, XII, b, 22, IV e 175, Pará grafo ú nico, III, todos
da CF/88 requer:
1 - A concessã o da medida cautelar para suspender os efeitos da Lei n
º 8888/15;
2 – A intimaçã o do Governador do Estado Y, do Advogado-Geral da Uniã o e do Procurador
Geral da Repú blica para que se manifestem sobre o mérito da presente Açã o, no prazo
legal;
3 – A procedência do pedido, para que norma estadual contestada na presente Açã o seja
declarada inconstitucional.
Nestes termos,
Pede deferimento.
Local e data
Advogado OAB nº xxx

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