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LÍNGUA

PORTUGUESA
Orações Adjetivas x Substantivas

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
ELIAS SANTANA

Licenciado em Letras – Língua Portuguesa e


Respectiva Literatura – pela Universidade de
Brasília. Possui mestrado pela mesma instituição,
na área de concentração “Gramática – Teoria e
Análise”, com enfoque em ensino de gramática.
Foi servidor da Secretaria de Educação do DF,
além de pro­fessor em vários colégios e cursos
preparatórios. Ministra aulas de gramá­
tica,
redação discursiva e interpretação de textos.
Ademais, é escritor, com uma obra literária já
publicada. Por essa razão, recebeu Moção de
Louvor da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

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Orações Adjetivas x Substantivas
Prof. Elias Santana

SUMÁRIO
Orações Adjetivas x Substantivas..................................................................4
1. Período Composto: Orações Subordinadas Substantivas e Orações
Subordinadas Adjetivas................................................................................4
2. Orações Subordinadas Substantivas...........................................................8
2.1. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva...............................................8
2.2. Oração Subordinada Substantiva Predicativa........................................... 10
2.3. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta..................................... 11
2.4. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta.................................. 13
2.5. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal.............................. 13
2.6. Oração Subordinada Substantiva Apositiva............................................. 14
3. Orações Subordinadas Adjetivas.............................................................. 15
3.1. Explicativa X Restritiva......................................................................... 18
4. As Orações Reduzidas............................................................................. 31
5. O que cai, Elias?.................................................................................... 33
Questões de Concurso – Lista I................................................................... 34
Gabarito .................................................................................................. 60
Gabarito Comentado ................................................................................. 61
Questões de Concurso – Lista II.................................................................. 98
Gabarito................................................................................................. 117
Gabarito Comentado................................................................................ 118
Questões de Concurso – Lista III............................................................... 142
Gabarito................................................................................................. 180
Gabarito Comentado................................................................................ 181

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ORAÇÕES ADJETIVAS X SUBSTANTIVAS


1. Período Composto: Orações Subordinadas Substanti-
vas e Orações Subordinadas Adjetivas

Olá, querido(a) amigo(a)!

Depois de vários percursos gramaticais, chegamos a um ponto do estudo de que

muitos alunos não gostam: o período composto. E há uma razão para não gosta-

rem – as nomenclaturas dessa parte da gramática assustam qualquer pessoa, pois

não é nem um pouco agradável falar em oração subordinada substantiva com-

pletiva nominal reduzida de infinitivo, por exemplo. Em muitas oportunidades,

a nomenclatura adotada é maior que a oração analisada! Mas, antes de você se de-

sesperar, veja comigo a seguinte construção:

(1) Um Jornal de São Paulo anunciou, no início da tarde, a prisão do deputado.

Primeiramente, perceba que há apenas um verbo. Isso nos revela que estamos

diante de um período simples. Vamos fazer a análise sintática da construção, com

base nos conhecimentos que adquirimos até aqui:

Agora, vamos realizar algumas alterações:

i. Em vez de “de São Paulo” (o adjunto adnominal), usaremos que é de São

Paulo;

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ii. Em vez de “no início da tarde” (o adjunto adverbial), usaremos quando en-

tardeceu;

iii. Em vez de “a prisão do deputado” (objeto direto), usaremos que o deputado

foi preso.

O resultado será:

A que conclusões podemos chegar?

• Antes, o período era simples; agora, composto. Basta perceber a ocorrência

dos verbos “é”, “entardeceu”, “foi preso” e “anunciou”.

• “Anunciou” é o verbo que estava desde o começo, quando o período ainda era

simples. Por isso, ele integra a nossa oração principal.

• “que é de São Paulo” caracteriza o substantivo “jornal”, assim como “de São

Paulo”, que é adjunto adnominal. Em outras palavras, ele também é um ad-

junto adnominal, só que oracional.

• “quando entardeceu” indica quando a ação de anunciar foi praticada, assim

como “no início da tarde”, que é adjunto adverbial. Em outras palavras, ele

também é um adjunto adverbial, só que oracional.

• “que o deputado foi preso” é o que foi anunciado, funciona como o comple-

mento do verbo “anunciou”, assim como “a prisão do deputado”, que é objeto

direto. Em outras palavras, ele também é objeto direto, só que oracional.

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Veja, portanto, que há uma profunda e íntima relação entre o que estudamos e

o que estudaremos! As nomenclaturas, querido(a), são detalhes! Primeiramente,

preciso que você entenda, para depois dar nomes! Mais adiante, entenderemos que

 Obs.: Os adjuntos adnominais oracionais são as orações subordinadas adjetivas.

 Os adjuntos adverbiais oracionais são as orações subordinadas adverbiais.

 Os objetos diretos oracionais fazem parte das orações subordinadas subs-

tantivas.

O período composto da Língua Portuguesa é dividido em duas partes: subordi-

nação e coordenação. No primeiro caso, falamos de orações que apresentam de-

pendência sintática em relação a outros termos do período. No segundo, falamos

de orações que apresentam uma interação semântica entre outras orações do

período. No mapa mental abaixo, você entenderá a divisão do período composto.

Oração + Oração
Por subordinação
Principal Subordinadas

Substantiva (6 tipos)
Período Adjetiva (2 tipos)
Composto Adverbial (9 tipos)

Oração Oração
Coordenada + Coordenada
Por coordenação
Assindética Sindética

Aditiva
Alternativa
Sem com Adversativa
conjunção conjunção Conclusiva
Explicativa

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Subjetiva
Predicativa
OD
Substantivas 6 tipos
OI
CN
Apositiva
Conjunções Integrantes: QUE e SE

Orações Saber identificar a diferença


Subordinadas

Pronomes relativos QUE , o(a)(s) qual(quais), onde, cujo.

Explicativa Diferença
Adjetivas 2 tipos
Restrita Semântica

Por razões didáticas, neste PDF, falaremos sobre orações subordinadas adje-

tivas e adverbiais. No próximo, orações subordinadas adverbiais e coordenadas.

Essa divisão é baseada na metodologia adotada pelas bancas em questões acerca

desse assunto. Além disso, ao longo das explicações, falarei sobre o funcionamento

da pontuação no período composto. Mas quero que você raciocine: se a sintaxe do

período composto é semelhante à do período simples, a pontuação segue o mes-

mo caminho! Por isso, lá no primeiro PDF, eu disse a você que Língua Portuguesa

deve ser estudada em uma sequência didática, uma vez que alguns conteúdos são

pré-requisitos de outros!

Sem mais, vamos aprofundar no assunto!

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2. Orações Subordinadas Substantivas

As orações subordinadas substantivas se dividem em:

Subjetivas (função de sujeito) Predicativas (função de pred. suj.)


Objetivas diretas (função de OD) Objetivas indiretas (função de OI)
Completivas nominais (função de CN) Apositivas (função de aposto)

Veja que todas elas são orações baseadas em funções sintáticas estudadas ao

longo do curso! Ou seja, você já sabe!

As orações subordinadas substantivas, quando desenvolvidas1, são introduzidas

pelas conjunções subordinativas integrantes QUE ou SE.

Existe um teste: as orações subordinadas substantivas podem ser substituídas

por isso, conforme no exemplo abaixo:

Vamos aos casos:

2.1. Oração Subordinada Substantiva Subjetiva

Exerce função de sujeito. Tome muito cuidado! Você deve perguntar ao verbo o

que, e não quem.

1
Depois, falaremos sobre a diferença entre oração desenvolvida e oração reduzida.

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Questão 1    (CESPE/CBMDF/2011) É sabido que a bactéria em questão — Escheri-

chia coli — somente é transmitida a um cultivo quando, nele, estão presentes fezes

— animais ou humanas.

O trecho “que a bactéria em questão — Escherichia coli — somente é transmitida

a um cultivo quando, nele, estão presentes fezes — animais ou humanas” exerce a

função de sujeito da locução “É sabido”.

Certo.
Faça o seguinte: troque todo o trecho iniciado pelo QUE por isso. O resultado será é
sabido isso. O que é sabido? Isso (sujeito)! Ou então, o que é sabido? “Que a bac-
téria em questão — Escherichia coli — somente é transmitida a um cultivo quando,

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nele, estão presentes fezes — animais ou humanas” (sujeito oracional, ou oração


subordinada substantiva subjetiva).

2.2. Oração Subordinada Substantiva Predicativa

Exerce função de predicativo do sujeito. Mais cuidado ainda! Parece muito com
o exemplo 3! Veja:

O que difere uma da outra: em (3), “fundamental” é o predicativo; em (7), “o


fundamental” é o sujeito. Como você vai saber a diferença? Pelo artigo! Quando
houver verbo de ligação na OP, perceba se a palavra que o acompanha está com ou
sem artigo. Se não houver, o.s.s. subjetiva; se houver, o.s.s. predicativa.

Questão 2    (FUNCAB/DETRAN-PB/2013) “Porque a verdade é que eu também não


sei. ” A respeito desse período, analise as afirmativas a seguir.
O período é composto por coordenação.
O QUE é uma conjunção integrante.
A segunda oração é subordinada substantiva predicativa.
A alternativa que indica apenas a(s)afirmativa(s) correta(s) é:
a) II
b) II e III

c) III

d) I e III

e) I

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Letra b.

A I está errada, pois o período é composto por subordinação (porque a verdade é

isso). Com a substituição por isso, notamos que se trata de uma oração subordina-

da substantiva, introduzida por uma conjunção integrante (o que torna a II corre-

ta). Você notou a presença do verbo de ligação “é” e do artigo antes de “verdade”?

Por isso, sabemos que a oração “que eu também não sei” é subordinada substan-

tiva predicativa!

2.3. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta

Questão 3    (IADES/CAU-RJ/2014) Só não conseguiu antecipar que a medida não

seria suficiente para tantos cargos e que os vãos, típicos das obras dele, acabariam

ocupados por salas de lideranças, reuniões, postos médicos, gabinetes, lojas.

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Quanto ao período “Só não conseguiu antecipar que”, é correto afirmar que a con-

junção “que” introduz uma oração

a) subordinada adverbial consecutiva.

b) coordenada sindética explicativa.

c) subordinada adjetiva restritiva.

d) subordinada substantiva objetiva direta.

e) coordenada sindética adversativa.

Letra d.

Primeiramente, faça a famosa troca: só não conseguiu antecipar isso. É o su-

ficiente para saber que se trata de uma oração subordinada substantiva. Como o

verbo antecipar é VTD, a oração é objetiva direta.

Questão 4    (CESPE/CBMCE/2014) Conta-se que as marcas de sangue da negra não

saíam nunca da parede, mesmo que a caiassem continuamente.

A forma verbal “Conta-se” (R.26) poderia estar flexionada no plural, sem prejuízo

da correção gramatical do texto, em concordância com “as marcas de sangue da

negra”, dada a presença do pronome apassivador.

Errado.

Primeiramente, tome MUITO CUIDADO ao classificar a oração “que as marcas de san-

gue na negra não saíam nunca da parede”. Sei que você, com a substituição, encontrou

conta-se isso. Sei também que você pensou: quem conta, conta algo. A oração

parece subordinada substantiva objetiva direta, mas não é! O pronome “se” é uma

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partícula apassivadora (que é responsável por transformar o objeto direto em sujeito

paciente). Portanto, a oração subordinada substantiva é classificada como subjetiva.

Eis, então, que nasce um outro ensinamento: o verbo que tem como sujeito uma

oração subordinada substantiva subjetiva sempre ficará no singular. Vou dizer de

outra forma: o verbo dotado de sujeito oracional só pode ficar no singular! Por isso,

“conta-se” deve permanecer no singular, pois o seu sujeito é oracional.

Detalhe: “as marcas de sangue da negra” é sujeito, mas do verbo “saíam”.

2.4. Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

Exerce a função de objeto indireto.

2.5. Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal

Exerce função de complemento nominal.

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 Obs1.: as objetivas indiretas e as completivas nominais são as que apare-

cem com preposição. A diferença é que naquela a preposição é exigida pelo

verbo, e nesta, por um nome.

 Obs2.: a preposição que aparece nas objetivas indiretas e nas completivas

nominais é considerada, por alguns gramáticos, facultativa, mas não é con-

sensual, infelizmente (essa é uma polêmica da nossa gramática). Mas o

entendimento dominante que vejo em provas mostra que a preposição pode

ou não ser empregada. Mas há as divergências: a IADES considera essa pre-

posição sempre obrigatória; a CESPE já considerou facultativa em uma prova

e obrigatória em outra (para acabar com a nossa vida). Detalhe:

 Obs.: nessas duas orações, antes da conjunção integrante se, a preposição sempre

fica implícita.

2.6. Oração Subordinada Substantiva Apositiva

Exerce função de aposto. São as mais fáceis, pois são as únicas marcadas por

pontuação.

A pontuação e as orações subordinadas substantivas

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Nenhuma oração subordinada substantiva pode ser separada por pontuação, ex-

ceto a apositiva. E isso é simples de entender: como vimos na aula de pontuação,

não se separa o sujeito do verbo por vírgula, nem o verbo do complemento, nem o

verbo do predicativo, nem o substantivo do

complemento nominal! A diferença só é que essas funções sintáticas, agora, são

desempenhadas por orações!

3. Orações Subordinadas Adjetivas

São divididas em dois tipos:

• Explicativas (com pontuação)

• Restritivas (sem pontuação)

São introduzidas, quando desenvolvidas, por pronomes relativos2:

QUE O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS


ONDE CUJO (A)(S)

Eu gosto de ensinar duas formas para você reconhecer uma oração adjetiva:

• pelo valor adjetivo da oração (ela caracteriza um substantivo – ou um pro-

nome substantivo – anteposto)

2
Os pronomes relativos apresentados na tabela acima são os que aparecem com frequência em provas de
concursos públicos! Existem outros, como quem, quando, como e quanto.

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Exemplo:

• Quando for o pronome relativo QUE, na maioria das vezes, será possível

substituí-lo por o qual, a qual, os quais ou as quais. Isso comprova que

o QUE é um pronome relativo; e todo pronome relativo anuncia uma oração

subordinada adjetiva.

PR x CI

São muitas as questões que aparecem em concursos públicos exigindo que o can-

didato diferencie as funções do QUE. A conjunção integrante e o pronome relativo

predominam!

Questão 5    (CESGRANRIO/BANCO DA AMAZÔNIA/2013) No trecho “constatare-

mos que são áreas com menor Índice de Desenvolvimento Humano”, a palavra que

tem a mesma classificação do que se destaca em:

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a) “O tiro que eu daria seria na mudança de mentalidade.”


b) “pensar um novo modelo de desenvolvimento que una a questão ambiental à
econômica.”
c) “principalmente por ser o Brasil um país que agrega a maioria do território ama-
zônico”.
d) “deveríamos levar adiante algumas iniciativas que podem ser, até mesmo, repli-
cadas em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo.”
e) “Vamos imaginar que sou do Rio Grande do Sul.”

Letra e.
No enunciado, o QUE após “constataremos” é uma conjunção integrante (se você
substituir a oração por ISSO, saberá que se trata de uma subordinada substantiva,
que é introduzida por CI). O mesmo é possível na oração após
“imaginar”, na letra e. Nas demais alternativas, há pronomes relativos; basta fazer
a troca do QUE por o qual (letras a, b e c) e as quais (d).
A maioria das questões podem ser resolvidas assim! Mas existem algumas que exi-
gem mais cuidado!

Questão 6    (CESPE/TRT10/2012) Não existem dúvidas de que lhe diziam que deter-
minado amante tramava contra ele ou que outro desviava o dinheiro público, mas
ele sempre fazia o que a mulher lhe pedia e logo se livrava daqueles homens.
O vocábulo “que”, em “diziam que” e em “fazia o que”, pertence a classes gramati-
cais distintas.

Certo.

É fácil identificar o primeiro QUE (após “diziam”) como conjunção integrante. O

problema está no segundo. Você precisa perceber que o vocábulo “o”, após “fazia”, é

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um pronome demonstrativo – que pode ser trocado por aquilo. (mas ele sempre

dizia fazia aquilo que a mulher lhe pedia). Agora, você pode analisar de duas

formas:

i. a oração “que a mulher lhe pedia” caracteriza aquilo (“o”);

ii. trocar o QUE por o qual, gerando aquilo o qual.

Dessa forma, você perceberá que o primeiro QUE é uma conjunção integrante; o

segundo, um pronome relativo.

Agora que você sabe reconhecer uma oração adjetiva, precisa dominar os as-

suntos cobrados acerca desse conteúdo.

3.1. Explicativa X Restritiva

A diferença entre uma oração subordinada adjetiva explicativa ou restritiva resi-

de, visualmente, na pontuação3. Mas a principal característica está ligada à semânti-

ca. Você vai entender melhor com a questão que vou apresentar.

Questão 7    (IBFC/INEP/2012) Considere o período e as afirmações abaixo.

Os alunos que são muito indisciplinados foram punidos.

I - A pontuação está correta.

II - Se a oração adjetiva estivesse entre vírgulas, não haveria mudança de sentido.

III - Há duas orações no período.

Está correto o que se afirma apenas em


3
Você se lembra que, no PDF de pontuação, falei sobre explicação e restrição? Se não, volte lá!

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a) I

b) II

c) III

d) I e II

e) I e III

Letra e.

Vou justificar cada uma das alternativas:

I. A pontuação está correta. O trecho “que são muito indisciplinados” é uma oração

subordinada adjetiva restritiva. Caso ela estivesse entre vírgulas, passaria a ser

uma oração subordinada adjetiva explicativa. Isso não afeta a correção gramatical.

II. A mudança entre explicativa e restritiva sempre altera o sentido original do tex-

to! A diferença é:

Restritiva (sem vírgulas) Explicativa (com vírgulas)


Só parte dos alunos são indisciplinados.
Todos os alunos são indisciplinados.
Há uma parte sem essa característica.

Restringir, em termos gerais, significa separar. Explicar significa dizer quem/o que é.

III. Há duas orações: “os alunos foram punidos” é a oração principal; “que são mui-

to indisciplinados” é a oração subordinada adjetiva restritiva.

Em geral, para provas de concursos públicos, o mais importante é que você sai-

ba que existe uma mudança de sentido entre explicação e restrição. São raras as

vezes em que o examinador pergunta qual é o novo sentido, com a inserção ou

retirada da pontuação.4

4
Para saber mais ainda acerca do assunto, recomendo a você um episódio do meu programa, o Na ponta da
Língua! O link é este: bit.ly/explicativarestritiva.

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Questão 8    (CESPE/ANS/2013) O seu controle é difícil, porque o inseto é muito

versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, questão extremamente

resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicie a

incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que

dão origem às pupas, das quais surge o adulto. O único modo possível de se evitar

a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor da doença, com-

batendo-se os focos de acúmulo de água — locais que propiciam sua criação.

As orações “que são extremamente resistentes” e “que propiciam sua criação”,

embora sejam introduzidas pelo mesmo pronome relativo, denotam sentido expli-

cativo e restritivo, respectivamente.

Certo.

A oração “que são extremamente resistentes” é adjetiva explicativa e faz referên-

cia ao substantivo “ovos”; já “que propiciam sua criação” é adjetiva restritiva e faz

referência ao substantivo “locais”.

3.1.1 Função Sintática do Pronome Relativo

Agora, precisamos entender que todo pronome relativo desempenha uma função

sintática na oração subordinada adjetiva. Analise comigo a seguinte construção:

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Note que há dois períodos e, em cada um deles, há apenas uma oração. Na pri-

meira, a expressão “sapatos novos” é o objeto direto de “comprei”. Na segunda, o

sujeito do verbo “são” é o pronome “eles”, que foi usado para retomar “sapatos no-

vos”. Mas, se quisermos, podemos relacionar as duas orações5 em um único período.

Entre as duas construções, há poucas diferenças: dois períodos foram trans-

formados em um só; o pronome pessoal do caso reto “eles” foi substituído pelo

pronome relativo “que”, e eu preciso que você coloque uma informação na sua ca-

beça: assim como “eles” retoma e substitui “sapatos novos” na construção

15, “que” retoma e substitui “sapatos novos” na construção 16. Logo, se

“eles” é sujeito em 15, “que” é sujeito em 16!

Há um passo a passo simples para descobrir a função sintática de um pronome

relativo:

I – Identifique o pronome relativo e o referente dele.

II – Construa uma nova oração em que, no lugar do pronome relativo, você co-

locará o referente dele.

III – Faça a análise sintática da nova construção, com o objetivo de descobrir a

função sintática do referente.

IV – Pronto! Você identificou a função sintática do pronome relativo!

5
Por isso o nome do pronome é relativo. Ele serve para relacionar orações, fazendo com que a uma oração se
torne adjetiva de algum termo da outra.

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Veja comigo em alguns exemplos:

Na parte superior da oração, está a análise sintática da oração principal. Na


parte inferior, a análise sintática da oração subordinada adjetiva. Se você seguir
esse passo a passo, nunca errará! Com o passar do tempo (e com muito treino),
esse processo vai se tornando mais automático, e você conseguirá fazer a análise
sintática de qualquer pronome relativo em um piscar de olhos!
Vejamos mais duas construções:

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Questão 9    (CESPE/TCU/2015) Para a surpresa de muitas pessoas, acostumadas a


ver em nosso país tantas leis que não saem do papel, a LRF, logo nos primeiros
anos, atinge boa parte de seus objetivos, notadamente em relação à observância
dos limites da despesa com pessoal, o que permitiu uma descompressão da receita
líquida e propiciou maior capacidade de investimento público. O regulamento marca
avanços também no controle de gastos em fins de gestão e em relação ao novo
papel que as leis de diretrizes orçamentárias passaram a desempenhar.
Os pronomes relativos “que” (R.9) e “que” (R.15), embora retomem elementos distin-
tos do texto, desempenham a mesma função sintática nos períodos em que ocorrem.

Errado.
Primeiramente, note que o primeiro “que” retoma “leis”, ao passo que o segundo
retoma “papel”. Faça as substituições e, em seguida, a análise sintática:
Leis não saem do papel. (o primeiro pronome relativo é sujeito).
O novo papel as leis de diretrizes orçamentárias passaram a desempenhar. (o se-
gundo pronome relativo é objeto direto).

Como você pôde notar, sem sempre o pronome relativo desempenha a função
de sujeito! Em 19 e 20, ele funciona como objeto direto! Aliás, o pronome relativo
que (assim como o qual, a qual, os quais e as quais), podem desempenhar di-
versas funções sintáticas! É com base nisso que passaremos à próxima seção!

Regência do Pronome Relativo


Como você sabe, existem funções sintáticas não preposicionadas (como sujeito
e objeto direto, apresentadas em 2.2, por exemplo) e outras preposicionadas. Veja comigo:

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(21) As mudanças que o Brasil precisa são lentas.*

Sinto informar, mas a construção 21 está gramaticalmente incorreta! E ela pas-


saria fácil, sem qualquer reprovação, no nosso dia a dia – aliás, nem o Word iden-
tificou a agramaticalidade! E o tudo pode ser resolvido se você souber identificar a

função sintática do pronome relativo!

Como o pronome relativo desempenha a função de objeto indireto, ele obriga-

toriamente será preposicionado! E isso aparece demais em provas de concursos

públicos! Vamos analisar mais algumas orações.

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O pronome relativo e a crase

No PDF sobre crase, eu disse que falaríamos mais sobre o assunto quando chegás-

semos aos pronomes relativos. Veja a seguinte construção:

A lei a que o deputado se referiu ainda não está em vigor.

O pronome relativo está preposicionado, por desempenhar a função de objeto

indireto do verbo “se referiu”. Note que não há crase, uma vez que só estão presen-

tes a preposição e o pronome relativo (e o artigo é proibido antes de “que”). Mas

podemos trocar “que” por “a qual”. E o resultado será:

• a lei à qual o deputado se referiu ainda não está em vigor;

Agora, há a necessidade da crase, uma vez que foi realizada a fusão entre a

preposição a e a qual. Não há qualquer relação com o artigo! O pronome relativo é

a qual (a parte sublinhada integra o pronome relativo. Se trocarmos, por exemplo,

“a lei” por “o regimento”, os resultados seriam:

• o regimento a que o deputado se referiu ainda não está em vigor;

• o regimento ao qual o deputado se referiu ainda não está em vigor.

Você deve estar atento(a) à função sintática do pronome relativo, para saber se

há ou não a necessidade de haver preposição! Em geral, um pronome relativo pre-

posicionado só pode ser trocado por outro que possua a mesma preposição, assim

como um pronome relativo não preposicionado só pode ser trocado por outro que

não possua preposição! Vamos analisar algumas questões!

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Questão 10    (CESPE/ANS/2013) Na fase do acasalamento, em que as fêmeas pre-

cisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão

da doença.

Mantém-se a correção gramatical do período ao se substituir “em que” por na qual.

Certo.

O pronome relativo está acompanhado da preposição por exercer a função de ad-

junto adverbial de tempo (as fêmeas precisam de sangue na fase do acasala-

mento). A substituição sugerida mantém a preposição e estabelece a concordância

com o substantivo “fase”.

Questão 11    (CESPE/ANS/2013) Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapi-

damente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.

O emprego de preposição em “das quais” é exigido pela regência de “origem”.

Errado.

A preposição que acompanha um pronome relativo sempre é exigida por um termo

posposto a ele. No caso, é o verbo “surge”.

Questão 12    (2013/CESPE/FUB) A educação superior no Brasil não pode ser discu-

tida sem que se tenha presente o cenário e o contexto em que ela surgiu.

Caso expressão “em que” fosse substituída por o qual, seriam mantidas a correção

e a coerência do texto.

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Errado.

A preposição “em” anteposta ao pronome relativo “que” é obrigatória, uma vez

que, se substituirmos o pronome pelo referente, o resultado é ela surgiu no con-


texto. Sem a preposição, a construção ficaria sem sentido.

Questão 13    CESPE/STF/2013) “Pois há uma única coisa de que o próprio Deus
está privado: fazer que o que foi não tenha sido”.
A correção gramatical do texto seria preservada caso se eliminasse a preposição
‘de’.

Errado.
A preposição anteposta ao pronome relativo é exigida pelo vocábulo “privado”. Se
substituirmos o pronome pelo referente, o resultado será o próprio Deus está
privado de uma única coisa.

Uso dos Pronomes “onde” e “cujo”


Vamos começar o estudo sobre o onde com duas questões:

Questão 14    (IADES/SEAP-DF/2014) No período “Teodoro Freire punha o pilão na

rede em que dormia para disfarçar”, “em que” não poderia ser substituído por onde.

Questão 15    (CESPE/MJ/2013) Marilena Chaui, filósofa brasileira, afirma que, para

a classe dominante brasileira (os “liberais”), democracia é o regime da lei e da ordem.

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Para a filósofa, no entanto, a democracia é “o único regime político no qual os confli-

tos são considerados o princípio mesmo de seu funcionamento”.

A expressão ‘no qual’ poderia ser substituída pelo vocábulo onde, sem prejuízo

para a correção e para as ideias do texto.

Errado.

Com essas duas questões, você aprenderá duas lições ao mesmo tempo:

I. O pronome relativo “onde” é equivalente a em que (e a no qual, na qual, nos

quais e nas quais).

II. O pronome relativo “onde” só pode retomar lugares.

Se você observar apenas a troca de um pronome por outro, ambas seriam possí-

veis, uma vez que “onde” é equivalente a outro pronome relativo dotado da prepo-

sição em. Mas você precisa estar atento(a) ao referente do pronome. Na questão

da IADES, “em que” retoma “rede”, que é um lugar. A troca por onde é permitida,

e, por isso, o item é ERRADO (porque a questão afirma que a substituição não pode

ocorrer). Na questão da Cespe, “no qual” retoma “regime político”, que não é um

lugar. A troca por onde é proibida e, por isso, o item é ERRADO.

Questão 16    (CESPE/MI/2013) Esse volume de investimentos estrangeiros tende a

permanecer forte com a aproximação de eventos internacionais sediados no Bra-

sil — como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016) — e a exploração do

pré-sal, a faixa litorânea de oitocentos quilômetros entre o Espírito Santo e Santa

Catarina onde estão depositados petróleo (mais fino, de maior valor agregado) e

gás a seis mil metros abaixo de uma camada de sal no Oceano Atlântico.

Sem prejuízo gramatical ou alteração de sentido, o pronome “onde” (R.29) poderia

ser substituído por no qual.

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Errado.

O pronome “onde” retoma “faixa litorânea”, que é feminino e singular. A correta

substituição, portanto, seria na qual.

Sabendo disso, você precisa, agora, conhecer a diferença entre as variações do

pronome onde. Esqueça aquele papo de parado/movimento. Você conhece a lógica

da gramática! Basta raciocinar qual preposição cada verbo exige quando se quer

incluir uma circunstância de lugar!

26. A casa onde moramos será reformada. (o verbo morar pede a preposição em)

27. A praia aonde ele vai está interditada. (o verbo ir pede a preposição a)

28. O parque onde corro é arborizado. (o verbo correr pede a preposição em)

29. A cidade de onde (ou donde) eles vêm possui 5 mil habitantes. (o verbo vir

pede a preposição de)

30. A estrada por onde passo está esburacada. (o verbo passar pede a prepo-

sição por)

Vamos falar agora sobre cujo. Você precisa reconhecer as características ne-

cessárias para o uso deste pronome. Vou usar uma construção já citada neste PDF.

31. O carro cujas portas estão amassadas é dele.

Características:

I. Sempre exprime a ideia de posse entre os termos anteposto e posposto ao

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pronome (basta notar que a as portas são do carro). Por isso, o cujo sempre vem

entre substantivos (ou termos de natureza substantiva).


II. Por ser pronome relativo, retoma o termo anterior, mas sempre concorda com
o termo posterior (“cujas” concorda com “portas”).
III. Jamais pode ser seguido por artigo (o carro cujas as portas)
IV. Não possui substituto. A frase que recebe o pronome cujo é configurada para
essa finalidade!
V. O cujo também pode ser preposicionado! Tudo depende da regência (assim
como para outros pronomes relativos).

Veja exemplos:
32. Esse é o país de cujas praias falamos. (falamos das praias do país)

33. O seriado a cujos episódios me referi foi cancelado. (referi-me aos episódios do seriado)

Questão 17    (IDECAN/SEARH-RN/2016) “Esse algo é a obra de arte cuja função


não vai ser apenas a de agradar, mas a de transmitir a mensagem daquela conivên-
cia”. Constituiria um ERRO se o autor substituísse o excerto grifado por:
a) Esse algo é a obra de arte cujas as funções precisam ser estabelecidas.
b) Esse algo é a obra de arte em cuja função de agradar deve se crer.
c) Esse algo é a obra de arte por cujos caminhos deve se passar o artista incipiente.
d) Esse algo é a obra de arte a cuja função de agradar não se deve dar exclusiva
preferência.

Letra a.

A presença do artigo após “cujas” constitui erro gramatical. Nas demais alternati-

vas, a presença da preposição anteposta ao pronome relativo é exigida por verbos

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pospostos (na letra b, a preposição “em” é exigida pelo verbo “crer”; na letra c,

a preposição “por” é exigida pelo verbo “passar”; na letra d, a preposição “a” é

exigida pelo verbo “dar”).

4. As Orações Reduzidas

Na Língua Portuguesa, existem as famosas orações reduzidas. Duas caracterís-

ticas fundamentais as marcam:

• i. A presença de uma forma nominal do verbo (infinitivo, particípio ou gerún-

dio);

• ii. Não são iniciadas por conjunções ou pronomes relativos.

As orações subordinadas substantivas se reduzem apenas com verbos no infi-

nitivo.

Veja:

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Já as orações adjetivas podem se reduzir com verbos no infinitivo, no particípio

ou no gerúndio.

40. Minha mãe não é mulher de levar desaforo para casa.


O.S. Adj. restritiva
red. de infinitivo

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41. O fato noticiado hoje cedo chocou o Brasil.

O.S. Adj. restritiva red. de particípio

42. É vergonhoso ver filhos falando mal de suas mães.

O.S. Adj. restritiva red. de gerúndio

5. O que cai, Elias?

São pouquíssimas as bancas que se prendem às nomenclaturas. O que os exa-

minadores querem saber é se você sabe identificar as características do período

composto. Entre as substantivas (que aparecem em provas menos do que as adje-

tivas), as mais frequentes são as subjetivas e as objetivas diretas.

Sobre as adjetivas, saiba tudo o que apresentei! Além disso, domine bem a di-

ferença entre pronome relativo e conjunção integrante.

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QUESTÕES DE CONCURSO – LISTA I


Questão 1    (PREFEITURA DE TERESINA-PI/2016) Atenção: para responder à ques-
tão, considere o texto abaixo.
Há um comentário frequentemente encontrado nos meios de comunicação ou
mesmo em conversas cotidianas: “o carnaval de hoje não é mais o mesmo. Trans-
formou-se em um grande empreendimento turístico. Perdeu a autenticidade”. Em
seu sentido amplo, esse comentário aplica-se a diversas modalidades de cultura
popular: não só às festas, mas também ao artesanato, à música, à dança, à culi-
nária. Pode ser expresso na forma de um lamento e de um incontido sentimento
de nostalgia.
Em outras palavras, circula de modo amplo e difuso em nosso cotidiano uma
perspectiva sobre as culturas populares na qual estas são apresentadas sob o signo
da perda. Supõe-se que elas conheceram em sua longa história um momento no
qual teriam florescido na sua forma mais autêntica e próxima às expectativas da-
queles que as produzem. Mas desde então, como consequência das transformações
históricas e em especial da chamada modernização, essas formas socioculturais
teriam cada vez mais perdido seus atributos definidores.
Essa narrativa é seguramente poderosa e tem notável capacidade de conven-
cimento. No entanto, um fantasma ronda os estudos sobre as culturas populares.
Elas não desapareceram; continuam a existir e se reproduzir: festas regionais,
como o bumba meu boi; as festas do Divino Espírito Santo; as festas de Reis; as
inúmeras modalidades de música popular ou folclórica produzidas em diversas regi-
ões do Brasil. Os exemplos podem se estender facilmente. O que importa assinalar,
no entanto, é que essas formas de cultura popular continuam a ser produzidas no

tempo presente e de modo criativo; e não parecem indicar, ao contrário do que se

afirma obsessivamente, que estejam em processo de desaparecimento.

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O problema evidentemente não está na cultura popular, mas nas perspectivas

que postulam sua existência arcaica e seu inevitável desaparecimento. Trata-se de

um fantasma produzido pelos que se recusam a reconhecer que elas expressam

visões de mundo diferentes.

Muitas vezes, essas formas socioculturais estão associadas à oposição entre um

mundo rural estável e harmônico e um mundo urbano industrializado e “inautênti-

co”. Contudo, pesquisas de antropologia social ou cultural já demonstraram que as

culturas populares, estejam elas situadas no mundo rural ou nas grandes cidades,

desempenham funções sociais e simbólicas fundamentais para sua persistência

e reprodução. Desse modo, festas, artesanatos, lendas, formas musicais, dança,

culinária articulam simbolicamente concepções coletivas de sociedade.

As culturas populares não se constituem em agregados de traços culturais pas-

síveis de serem inventariados. Elas consistem efetivamente em sistemas de práti-

cas sociais. Os comentários usuais sobre uma suposta perda de autenticidade das

culturas populares na atualidade esquecem que elas não são o espelho de nossas

categorias e classificações; o que elas oferecem de mais interessante não é nem

o testemunho de um passado remoto, nem a catástrofe de seu desaparecimento,

mas invenções alternativas e atuais dos modos de estar no mundo.

(Adaptado de: GONÇALVES, José Reginaldo Santos. “Culturas populares: patrimônio e autentici-
dade”. In: Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudança.
BOTELHO, André e SHWARCZ, Lilia Moritz (org.) São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 136-139)

Atente para as afirmações abaixo.

I – O uso obrigatório dos sinais indicativos de crase na frase não só às festas,

mas também ao artesanato, à música, à dança, à culinária deve-se à regên-

cia do verbo “aplicar”. (1º parágrafo)

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II – O segmento Trata-se de um fantasma produzido... (4º parágrafo) está corre-

tamente reescrito do seguinte modo: Tratam-se de ilusões produzidas...

III – No 2º parágrafo, o segmento “no qual” pode ser substituído por “em que”,

sem prejuízo da correção e do sentido.

Está correto o que consta APENAS em

a) III.

b) I.

c) II e III.

d) I e II.

e) I e III.

Questão 2    (TRT-23/2016)

O processo impregnado de complexidade, ao qual se sobrepõem ideias de

avanço ou expansão intensamente ideologizadas, e que convencionamos cha-

mar pelo nome de progresso, tem, dentre outros, um atributo característico:

tornar a organização da vida cada vez mais tortuosa, ao invés de simplificá-la.

Progredir é, em certos casos, sinônimo de complicar. Os aparelhos, os sinais, as

linguagens e os sons gradativamente incorporados à vida consomem a atenção,

os gestos, a capacidade de entender. Além disso, do manual de instruções de

um aparelho eletrônico à numeração das linhas de ônibus, passando pelo de-

senho das vias urbanas, pelos impostos escorchantes e pelas regras que somos

obrigados a obedecer – inclusive nos atos mais simples, como o de andar a pé −, há

uma evidente arbitrariedade, às vezes melíflua, às vezes violenta, que se insinua

no cotidiano.

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Não há espaço melhor para averiguarmos as informações acima do que os prin-

cipais centros urbanos. Na opinião do geógrafo Milton Santos, um marxista român-

tico, “a cidade é o lugar em que o mundo se move mais; e os homens também. A

copresença ensina aos homens a diferença. Por isso, a cidade é o lugar da educação e

da reeducação. Quanto maior a cidade, mais numeroso e significativo o movimen-

to, mais vasta e densa a copresença e também maiores as lições de aprendizado”.

Essa linha de pensamento, contudo, não é seguida por nós, os realistas, entre

os quais se inclui o narrador de O silenceiro, escrito pelo argentino Antonio di Be-

nedetto. Para nós, o progresso transformou as cidades em confusas aglomerações,

nas quais a opressão viceja. O narrador-personagem do romance de Di Benedetto

anseia desesperadamente pelo silêncio. Os barulhos, elementos inextricáveis da

cidade, intrometem-se no cotidiano desse homem, ganhando existência própria. E

a própria espera do barulho, sua antevisão, a certeza de que ele se repetirá, des-

pedaça o narrador. À medida que o barulho deixa de ser exceção para se tornar a

norma irrevogável, fracassam todas as soluções possíveis.

A cidade conspira contra o homem. As derivações da tecnologia fugiram, há

muito, do nosso controle.

(Adaptado de: GURGEL, Rodrigo. Crítica, literatura e narratofobia. Campinas, Vide Edi-
torial, 2015, p. 121-125)

Atente para as afirmações abaixo.

I – A vírgula colocada imediatamente após o travessão (1° parágrafo) pode ser su-

primida, sem prejuízo da correção e do sentido.

II – Sem prejuízo da correção, o segmento nas quais (3° parágrafo) pode ser subs-

tituído por “em que”.

III – A crase é facultativa no segmento do manual de instruções de um aparelho

eletrônico à numeração das linhas de ônibus. (1° parágrafo)

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Está correto o que consta APENAS em

a) III.

b) I e III.

c) I e II.

d) II e III.

e) II.

Questão 3    (METRÔ-SP/2015) A vida é semelhante ...... um restaurante a quilo,

...... vamos buscar o que desejamos. Cabe ...... percepção de cada um discernir o

que é melhor para si.

Preenche corretamente as lacunas da frase acima o que está em:

a) à − de que − a

b) à − onde − à

c) a − aonde − a

d) a − em que − à

e) a − a que – a

Questão 4    (TRT-13/2014) O estímulo ....I.... criação de uma literatura dramática

....II.... raízes estivessem fincadas na realidade brasileira, particularmente na nor-

destina, era um dos objetivos do grupo ....III.... Ariano Suassuna se

juntou. Preenchem, correta e respectivamente, as lacunas I, II e III da frase acima:

a) à − em que − por que

b) a − as quais − no que

c) a − das quais − com o qual

d) à − cujas − ao qual

e) à − nas quais − em que

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Questão 5    (MANAUSPREV/2015) No segmento hoje pedimos ao amador que pro-

cure tirar dela um prazer diferente..., a oração sublinhada complementa o sentido

de um

a) verbo, e pode ser substituída por um substantivo.

b) verbo, e pode ser substituída por um adjetivo.

c) substantivo, e pode ser substituída por um verbo.

d) verbo, e pode ser substituída por outro verbo.

e) substantivo, e pode ser substituída por um adjetivo.

Questão 6    (TRT-6/2012) A lacuna corretamente preenchida pelo segmento que se

encontra entre parênteses está em:

a) Os romanos acreditavam ...... o rei tinha origem divina. (por que)

b) A decadência econômica de Roma fez ...... a plebe entrasse em conflito com os

patrícios. (com que)

c) O Império Bizantino foi construído no lugar ...... antes existia a colônia grega de

Bizâncio. (de que)

d) O ano de 1453 marca o momento ...... Constantinopla é dominada pelos turcos.

(para que)

e) O fortalecimento dos generais contribuiu ...... as guerras civis em Roma avan-

çassem. (em que)

Questão 7    (TRT-24/2017) No trecho Os bancos e as empresas que efetuam paga-

mentos, no início do primeiro parágrafo, o “que” exerce função pronominal. Outro

trecho do texto em que essa palavra exerce a mesma função é:

a) De acordo com os resultados, cerca de metade das organizações que atuam no

campo de pagamentos eletrônicos... (3° parágrafo)

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b) Mais de um terço (38%) das organizações reconhece que é cada vez mais difícil

detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira... (1° parágrafo)

c) O estudo revela que o índice de fraudes on-line acompanha o aumento do nú-

mero de transações on-line... (2° parágrafo)

d) Também vale notar que o desvio de pagamentos pode causar perda de clientes.

(3°parágrafo)

e) Conclui-se que a fraude não é o único obstáculo a ser superado.(4° parágrafo)

Questão 8    (TRE-SP/2017)

As crianças de hoje estão crescendo numa nova realidade, na qual estão conec-

tadas mais a máquinas e menos a pessoas, de uma maneira que jamais aconteceu

na história da humanidade. A nova safra de nativos do mundo digital pode ser

muito hábil nos teclados, mas encontra dificuldades quando se trata de interpretar

comportamentos alheios frente a frente, em tempo real.

Um estudante universitário observa a solidão e o isolamento que acompanham

uma vida reclusa ao mundo virtual de atualizações de status e “postagens de fotos

do meu jantar”. Ele lembra que seus colegas estão perdendo a habilidade de manter

uma conversa, sem falar nas discussões profundas, capazes de enriquecer os anos

de universidade. E acrescenta: “Nenhum aniversário, show, encontro ou festa pode

ser desfrutado sem que você se distancie do que está fazendo”, para que aqueles no

seu mundo virtual saibam instantaneamente como está se divertindo.

De algumas maneiras, as intermináveis horas que os jovens passam olhando

fixamente para aparelhos eletrônicos podem ajudá-los a adquirir habilidades cogni-

tivas específicas. Mas há preocupações e questões sobre como essas mesmas horas

podem levar a déficits de habilidades emocionais, sociais e cognitivas essenciais.

(Adaptado de: GOLEMAN, Daniel. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso. Trad.
Cássia Zanon. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013, p. 29-30)

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Considere a relação entre o vocábulo “que” e a expressão entre colchetes nas se-

guintes passagens do texto.

I – ... estão conectadas mais a máquinas e menos a pessoas, de [uma maneira]

que jamais aconteceu na história da humanidade. (1° parágrafo)

II – Um estudante universitário observa [a solidão e o isolamento] que acompa-

nham uma vida reclusa ao mundo virtual... (2° parágrafo)

III – Ele lembra que [seus colegas] estão perdendo a habilidade de manter uma

conversa... (2° parágrafo)

IV – [Nenhum aniversário, show, encontro ou festa] pode ser desfrutado sem que

você se distancie... (2° parágrafo)

V – ... [as intermináveis horas] que os jovens passam olhando fixamente para

aparelhos eletrônicos... (3° parágrafo)

Tem função pronominal, por se referir à expressão entre colchetes e equivaler a ela

em termos de sentido, o vocábulo “que” sublinhado APENAS em

a) II, III e V.

b) I, III e IV.

c) I, II e V.

d) I, II e IV.

e) III, IV e V.

Questão 9    (TRT-23/2016)

Nasci na Rua Faro, a poucos metros do Bar Joia, e, muito antes de ir morar no

Leblon, o Jardim Botânico foi meu quintal. Era ali, por suas aleias de areia cor de

creme, que eu caminhava todas as manhãs de mãos dadas com minha avó. Entrá-

vamos pelo portão principal e seguíamos primeiro pela aleia imponente que vai dar

no chafariz. Depois, íamos passear à beira do lago, ver as vitórias-régias, subir as

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escadarias de pedra, observar o relógio de sol. Mas íamos, sobretudo, catar mu-

lungu.

Mulungu é uma semente vermelha com a pontinha preta, bem pequena, menor

do que um grão de ervilha. Tem a casca lisa, encerada, e em contraste com a ponti-

nha preta seu vermelho é um vermelho vivo, tão vivo que parece quase estranho à

natureza. É bonita. Era um verdadeiro prêmio conseguir encontrar um mulungu em

meio à vegetação, descobrir de repente a casca vermelha e viva cintilando por en-

tre as lâminas de grama ou no seio úmido de uma bromélia. Lembro bem com que

alegria eu me abaixava e estendia a mão para tocar o pequeno grão, que por causa

da ponta preta tinha uma aparência que a mim lembrava vagamente um olho.

Disse isso à minha avó e ela riu, comentando que eu era como meu pai, sempre

prestava atenção nos detalhes das coisas. Acho que já nessa época eu olhava em

torno com olhos mínimos. Mas a grandeza das manhãs se media pela quantidade

de mulungus que me restava na palma da mão na hora de ir para casa. Conse-

guiaàs vezes juntar um punhado, outras vezes apenas dois ou três. E é curioso que

nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham, de que árvore ou arbusto caíam

aquelas sementes vermelhas. Apenas sabíamos que surgiam no chão ou por entre

as folhas e sempre numa determinada região do Jardim Botânico.

Mas eu jamais seria capaz de reconhecer uma árvore de mulungu. Um dia, pro-

curei no dicionário e descobri que mulungu é o mesmo que corticeira e que também

é conhecido pelo nome de flor-de-coral. ‘’Árvore regular, ornamental, da família

das leguminosas, originária da Amazônia e de Mato Grosso, de flores vermelhas,

dispostas em racimos multifloros, sendo as sementes do fruto do tamanho de um

feijão (mentira!), e vermelhas com mácula preta (isto, sim)’’, dizia.

Mas há ainda um outro detalhe estranho – é que não me lembro de jamais ter

visto uma dessas sementes lá em casa. De algum modo, depois de catadas elas

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desapareciam e hoje me pergunto se não era minha avó que as guardava e tornava

a despejá-las nas folhagens todas as manhãs, sempre que não estávamos olhan-

do, só para que tivéssemos o prazer de encontrá-las. O fato é que não me sobrou

nenhuma e elas ganharam, talvez por isso, uma aura de magia, uma natureza im-

palpável. Dos mulungus, só me ficou a memória − essa memória mínima.

(Adaptado de: SEIXAS, Heloísa. Semente da Memória. Disponível em: http://heloisaseixas.com.br)

O termo “que” NÃO é um pronome em:

a) ... que por causa da ponta preta... (2° parágrafo)

b) ... que também é conhecido pelo nome de flor-de-coral (4° parágrafo)

c) ... que vai dar no chafariz. (1° parágrafo)

d) ... que me restava na palma da mão na hora de ir para casa (3° parágrafo)

e) ... com que alegria eu me abaixava... (2° parágrafo)

Questão 10    (TRT-9/2015)

Considere o texto abaixo para responder à questão.

Há uma explicação para a escultura de Picasso não ter sido reunida com frequ-

ência. Picasso, o filho de pintor, treinado como pintor, não se levava a sério como

escultor. Não considerava as esculturas vendáveis ou tema de exposição. Ele as

guardava em casa e no estúdio, misturadas aos objetos da decoração. Depois de

sua morte, em 1973, a organização do espólio permitiu que obras fossem adqui-

ridas por outras coleções. Embora as esculturas ficassem longe do público, elas

foram vistas por artistas que visitavam Picasso.

O diálogo do pintor com o escultor é constante. A escultura, diz a curadora Ann

Temke, adaptava-se ao temperamento irrequieto de Picasso, que se permitia im-

provisação no meio. Na década em que predomina o metal, ela se diverte com a

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ideia do artista mais rico da história frequentando ferros-velhos em busca de ob-

jetos.

A influência da arte africana sobre a pintura de Pablo Picasso é conhecida. É só

admirar as sublimes Demoiselles D’Avignon, que moram no quinto andar do MoMA.

Mas só quando apreciamos a obra em escultura a conexão fica mais evidente e

compreensiva. Ann Temke lembra que a visita de Picasso ao Museu Etnográfico de

Paris, em 1907, por sugestão do amigo e pintor André Derain, foi um divisor de

águas. “A noção de fazer um espírito habitar uma figura vem daí”, diz ela. “Você

não olha para a escultura europeia daquele tempo e pensa neste poder mágico.”

A curadora vê na representação erótica das formas femininas uma âncora do

diálogo entre o pintor e o escultor. “Ele estava mapeando a renovação de sua lin-

guagem em duas e três dimensões ao mesmo tempo.”


(Adaptado de: GUIMARÃES, Lúcia. O Estado de S. Paulo. 26 setembro 2015)

Considere para o que se afirma:

I – O elemento sublinhado em ... que se permitia improvisação no meio. (2º pa-

rágrafo) introduz uma restrição ao sentido do termo imediatamente anterior.

II – Sem prejuízo da correção e do sentido, o segmento sublinhado em Na déca-

da em que predomina o metal... (2º parágrafo) pode ser substituído por: “à

qual”.

III – O elemento sublinhado em ... que moram no quinto andar do MoMA (3º pa-

rágrafo) é um pronome, com o papel de sujeito na oração que introduz.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) II.

b) I e II.

c) II e III.

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d) I e III.

e) III.

Questão 11    (TCE-CE/2015) Empregam-se corretamente as expressões destaca-

das em:

a) O crime racial constitui uma maneira de penalizar aqueles de que se deixam

levar por atitudes que rejeitam um outro a quem se é diferente.

b) As ações movidas por preconceito, aonde se observa um juízo prévio de um

indivíduo de que não se conhece muito bem, devem ser repreendidas.

c) A propagação de preconceitos, fenômeno pelo qual todos podemos ser res-

ponsáveis, deve ser abrandada por penalizações rigorosas, às quais os infratores

estejam sujeitos.

d) O preconceito é uma maneira com que os grupos sociais encontraram para ex-

cluir aqueles que são considerados estranhos e de quem não se confia.

e) As leis são um meio ao qual o preconceito pode ser contido, mas não extinto,

pois ele estará presente mesmo nas culturas às quais o punem com rigor.

Questão 12    (TRF-3/2014) Quando a embarcação na qual ele navegava entrou

inadvertidamente no raio de ação das sereias... (4º parágrafo).

Sem prejuízo para a correção e o sentido original, o segmento grifado acima pode

ser corretamente substituído por:

a) à qual

b) em que

c) cuja

d) a que

e) da qual

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Questão 13    (TRT-11/2017) Uma criança pode revelar grande interesse por uma

profissão ...... os pais sonharam, mas nunca exerceram.

Preenche corretamente a lacuna da frase acima o que está em:

a) por que

b) de que

c) à qual

d) na qual

e) com que

Questão 14    (SEGEP-MA/2016) Não raro, o homem moderno considera constru-

ções antigas como bens ultrapassados, ....I.... deveriam ceder lugar a edificações

mais arrojadas.

Preenche corretamente a lacuna I da frase o que se encontra em:

a) dos quais

b) nos quais

c) onde

d) os quais

e) aonde

Questão 15    (ELETROBRAS/2016) Está correto o emprego de ambos os elementos

sublinhados em:

a) O efeito de que as moças pretendem obter em suas fainas, ao fim e ao cabo

realizam-se como pretendido.

b) A técnica ilusória com cuja as moças contam acaba por se mostrar favorável

diante do batatal.

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c) Consiste a magia das moças maoris, a cada plantação, de cantar e dançar para

que se alcance os melhores resultados.

d) A magia de um rito, cuja força as moças convocam no plantio, não as deixa

frustrar-se.

e) As sementeiras de batatas, de cujo plantio as moças se aplicam, estão sujeitas

para com os efeitos do vento leste.

Questão 16    (TRF-3/2016)

Estava mal chegando a São Paulo, quando um repórter me provocou: “Mas

como, Chico, mais um samba? Você não acha que isso já está superado?” Não tive

tempo de me defender ou de atacar os outros, coisa que anda muito em voga. Já

era hora de enfrentar o dragão, como diz o Tom, enfrentar as luzes, os cartazes,

e a plateia, onde distingui um caro colega regendo um coro pra frente, de franca

oposição. Fiquei um pouco desconcertado pela atitude do meu amigo, um homem

sabidamente isento de preconceitos. Foi-se o tempo em que ele me censurava

amargamente, numa roda revolucionária, pelo meu desinteresse em participar de

uma passeata cívica contra a guitarra elétrica. Nunca tive nada contra esse instru-

mento, como nada tenho contra o tamborim. O importante é Mutantes e Martinho

da Vila no mesmo palco.

Mas, como eu ia dizendo, estava voltando da Europa e de sua música estere-

otipada, onde samba, toada etc. são ritmos virgens para seus melhores músicos,

indecifráveis para seus cérebros eletrônicos. “Só tenho uma opção, confessou-me

um italiano − sangue novo ou a antimúsica. Veja, os Beatles, foram à Índia...” Don-

de se conclui como precipitada a opinião, entre nós, de que estaria morto o nosso

ritmo, o lirismo e a malícia, a malemolência. É certo que se deve romper com as

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estruturas. Mas a música brasileira, ao contrário de outras artes, já traz dentro de

si os elementos de renovação. Não se trata de defender a tradição, família ou pro-

priedade de ninguém. Mas foi com o samba que João Gilberto rompeu as estruturas
da nossa canção. E se o rompimento não foi universal, culpa é do brasileiro, que
não tem vocação pra exportar coisa alguma.
Quanto a festival, acho justo que estejam todos ansiosos por um primeiro prê-
mio. Mas não é bom usar de qualquer recurso, nem se deve correr com
estrondo atrás do sucesso, senão ele se assusta e foge logo. E não precisa dar
muito tempo para se perceber “que nem toda loucura é genial, como nem toda lu-
cidez é velha”.
(Adaptado de: HOLANDA, Chico Buarque de, apud Adélia B. de Menezes, Desenho Mágico:
Poesia e Política em Chico Buarque, São Paulo, Ateliê, 2002, p. 28-29)

Considere as afirmativas abaixo.


I – O termo “coisa” (1° parágrafo) pode ser substituído por “o” com função de
pronome, uma vez que, no período, retoma o segmento que o antecede.
II – As orações “de atacar os outros” (1° parágrafo) e “de defender a tradição”
(2° parágrafo) servem de complemento ao sentido do verbo a que se refe-
rem.
III – Na frase Mas foi com o samba que João Gilberto rompeu... (2° parágrafo), o
pronome “que” retoma “samba”, além de ser elemento subordinante a intro-
duzir uma nova oração.

Está correto o que consta de


a) II e III, apenas.

b) I, II e III.

c) I e II, apenas.

d) I, apenas.

e) III, apenas.

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Questão 17    (TRT-14/2016) Está plenamente adequado o emprego de ambos os

elementos sublinhados em:

a) Ele não se dispõe à abandonar os jogos eletrônicos, mas volta e meia fica atento

às histórias que lhe narram.

b) Mesmo àqueles meninos estudiosos não falta tempo para os joguinhos eletrôni-

cos com cujos se entretêm.

c) A conexão da qual eles permanecem interligados permite-lhes conversarem todo

o tempo à muita distância.

d) As narrativas clássicas, a cuja mágica oralidade sentimo-nos presos, competem

com os meios da informática.

e) Cabe à plateia de um contador de histórias participar ativamente da narração

em cuja se acha envolvida.

Questão 18    (CNMP/2015) Para responder a questão, considere o texto abaixo.

Na literatura internacional da Ciência Política, é hoje dominante o entendimento

de que democracia é um arcabouço institucional para a pacificação das lutas ine-

rentes à conquista e ao exercício do poder, não um padrão de sociedade fundado

na igualdade socioeconômica substantiva. A democracia surge historicamente em

sociedades com profunda desigualdade, estratificadas, sendo muito mais causa que

consequência da redução das desigualdades sociais.

De fato, certa tensão entre os conceitos institucional e substantivo da democra-

cia existe por toda parte, mas articula-se de maneira específica no pensamento de

cada país. Durante todo o século XX, a avaliação de que democracia só é “autênti-

ca” quando estreitamente associada a avanços no plano da igualdade foi comparti-

lhada por correntes ideológicas diversas. Endossar o conceito analítico da democra-

cia como um arcabouço político-institucional, a meu ver correto, não significa que

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o corpo de hipóteses históricas e empíricas que explica a consolidação da demo-

cracia como sistema em casos concretos possa passar ao largo das desigualdades

sociais e dos obstáculos culturais delas recorrentes. Como processo histórico, a

evolução da democracia representativa deve ser compreendida como resultante de

dois vetores. De um lado, a formação de uma autoridade central capaz de arbitrar

disputas de poder, inclusive mediante a elaboração de uma complexa aparelhagem

eleitoral; de outro, o crescimento econômico, com todas as implicações para a

elevação do piso de bem-estar e desconcentração das posições de privilégio, sta-

tus. Num período dilatado de tempo, tal processo propicia efetiva redistribuição de

renda e riqueza, facilita o surgimento econômico e político de uma classe média e

torna mais provável o fortalecimento da “sociedade civil”.

Desde a Segunda Grande Guerra, o principal determinante da estabilidade de-

mocrática foi o crescimento econômico. Mesmo democracias que no início pareciam

débeis foram se robustecendo à medida que ascendiam a níveis mais altos de renda

per capita, melhoravam seus níveis educacionais e conseguiam atender as deman-

das básicas da população. Mas nada assegura que a configuração de fatores rele-

vantes para a estabilidade permanecerá a mesma até, digamos, a metade do pre-

sente século. Na América Latina, o regime democrático sabidamente convive com

níveis infamantes de desigualdade social, corrupção e criminalidade, e se beneficia

cada vez menos da força moderadora de valores e instituições “tradicionais”. Assim,

até onde a vista alcança, a estabilidade e o vigor da democracia dependerão muito

do desempenho do sistema político e do aprimoramento moral da vida pública.

(Adaptado de: LAMOUNIER, Bolivar. “Democracia: origens e presença no pensamento brasileiro”.


In: Agenda cultural. São Paulo, Cia. das Letras, 2009. p. 148-150)

O segmento em que se restringe o sentido do termo imediatamente anterior en-

contra-se em:

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a) ... que o corpo de hipóteses... (3º parágrafo)

b) ... status... (3º parágrafo)

c) ... que no início pareciam débeis... (último parágrafo)

d) ... estratificadas... (1º parágrafo)

e) ... que consequência... (1º parágrafo)

Questão 19    (TJ-AP/2014)

Embora a aspiração por justiça seja tão antiga quanto os primeiros agrupamen-

tos sociais, seu significado sofreu profundas alterações no decorrer da história.

Apesar das mudanças, um símbolo atravessou os séculos – a deusa Têmis –, im-

ponente figura feminina, com os olhos vendados e carregando em uma das mãos

uma balança e na outra uma espada. Poucas divindades da mitologia grega sobre-

viveram tanto tempo. Poucos deixariam de reconhecer na imagem o símbolo da

justiça. A moderna ideia de justiça e de direito é inerente ao conceito de indivíduo,

um ente que tem valor em si mesmo, dotado de direitos naturais. Tal doutrina se

contrapunha a uma concepção orgânica, segundo a qual a sociedade é um todo.

A liberdade, nesse novo paradigma, deixa de ser uma concessão ou uma carac-

terística de uma camada social e converte-se em um atributo do próprio homem.

A crença de que os direitos do homem correspondiam a uma qualidade intrínse-

ca ao próprio homem implicou enquadrar a justiça em um novo paradigma. O justo

não é mais correspondente à função designada no corpo social, mas é um bem

individual, identificado com a felicidade, com os direitos inatos.

Da igualdade nos direitos naturais derivava-se não só a liberdade, mas também

as possibilidades de questionar a desigualdade entre os indivíduos, de definir o tipo

de organização social e o direito à resistência. Toda e qualquer desigualdade pas-

sa a ser entendida como uma desigualdade provocada pelo arranjo social. Nesse

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paradigma, a sociedade e o Estado não são fenômenos dados, mas engendrados

pelo homem. A desigualdade e o poder ilimitado deixam, pois, de ser justificados

como decorrentes da ordem natural das coisas. À lei igual para todos incorpora-se o

princípio de que desiguais devem ser tratados de forma desigual. Cresce a força de

movimentos segundo os quais a lei, para cumprir suas funções, deve ser desigual

para indivíduos que são desiguais na vida real.

Nesse novo contexto, modifica-se o perfil do poder público. O judiciário, segun-

do tais parâmetros, representa uma força de emancipação. É a instituição pública

encarregada, por excelência, de fazer com que os preceitos da igualdade prevale-

çam na realidade concreta. Assim, os supostos da modernidade, particularmente a

liberdade e a igualdade, dependem, para se materializarem, da força do Judiciário,

de um lado, e do acesso à justiça, das possibilidades reais de se ingressar em tri-

bunais, de outro.

Para terminar, volto à deusa Têmis, que enfrentava no Olimpo o deus da guerra,

Ares. Naquele tempo, como hoje, duas armas se enfrentam: a violência, que des-

trói e vive da desigualdade, e a lei, que constrói e busca a igualdade.


(Adaptado de SADEK, Maria Tereza Aina. “Justiça e direitos: a construção da igualdade”. In:
Agenda Brasileira. São Paulo, Cia. das Letras, 2011, p. 326-333.)

O segmento em que se restringe o sentido do termo imediatamente anterior en-

contra-se em

a) ...imponente figura feminina... (1º parágrafo)

b) ...particularmente a liberdade e a igualdade... (7º parágrafo)

c) ...que enfrentava no Olimpo o deus da guerra... (8º parágrafo)

d) ... que constrói e busca a igualdade. (8 º parágrafo)

e) ...que tem valor em si mesmo... (2 º parágrafo)

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Questão 20    (PGE-MT/2016) Ao acrescentar-se uma vírgula após o termo subli-

nhado, a frase que se mantém correta, mesmo com alteração de sentido, é:

a) Seria um sinal de que as já questionáveis fronteiras entre a cultura pop e a cha-

mada alta literatura estão se desfazendo?

b) Eles construíram um vigoroso retrato do amor medieval e deram lugar à voz

feminina nas suas composições.

c) Foram eles também os que denunciaram as mazelas daquela sociedade em suas

cantigas de escárnio e maldizer.

d) Vale notar que a lacuna de percepção que os menosprezou por 600 anos tem

uma estreita relação com o esnobismo acadêmico...

e) Deixemos essa questão a quem interessa: os círculos acadêmicos obcecados por

categorizar os gêneros do discurso.

Questão 21    (TRT-20/2016) Atente para a construção das seguintes frases:

I – o caso do escritor, apenas o segundo conceito é obrigatório.

II – A solução de um problema não cabe aos escritores, cuja preocupação maior

está em sua exposição.

III – Ele não confia muito nos escritores, que apresentam soluções mais ou menos

óbvias.

A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da frase que está em

a) I, II e III.

b) I e II, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I e III, apenas.

e) II, apenas.

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Questão 22    (TRT-11/2017) Freud uma vez recebeu carta de um conhecido pedin-

do conselhos...

Sem prejuízo da correção e do sentido, o elemento sublinhado acima pode ser

substituído por:

a) através de que se pedia

b) que lhe pedia

c) da qual pedia-lhe

d) onde pedia-se

e) em que se pedia

Questão 23    (SEDF/2017) É claro que a gramática do inglês não é a mesma gra-

mática do português.

A oração “que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português” (l. 18

e 19) exerce a função de complemento do vocábulo “claro” (l.18).

Questão 24    (FUB/2016) Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me

descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me con-

dicionam inteiramente, mais ainda para outros que, por acaso, descobri terem

emoções semelhantes às minhas.

A substituição da forma verbal “terem” (l.6) por que têm preservaria os sentidos

e a correção gramatical do texto.

Questão 25    (ANVISA/2016) Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais,

ambos devem ser estáveis e suportar armazenamento em condições normais.

Além disso, espera-se que os genéricos sejam bem mais baratos.

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A oração “que os genéricos sejam bem mais baratos” (l. 13 e 14) funciona como

o complemento da forma verbal “espera-se” (l.13), na qual o sujeito é indetermi-

nado pela partícula “se”.

Questão 26    (FUNPRE-SP/2016) Aquelas folhas de papel me esperavam também,

intocadas, e era minha obrigação escurecê-las de ideias, histórias, sortilégios ca-

pazes, talvez, de fazer alguém parar no seu cotidiano e se pôr a sonhar.

O sujeito da forma verbal “era” (l.6) está elíptico.

Questão 27    (TCE-PA/2016) Examinando-se a situação financeira dos estados

que preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica difícil aceitar a

argumentação.

Na linha 13, a oração “aceitar a argumentação” funciona como complemento do

adjetivo “difícil”.

Questão 28    (PERITO-PE/2016) De fato, a problemática ligada à separação de par-


tes cadavéricas destinadas a transplantes em vivos exige que sua retirada seja feita
em condições de aproveitamento útil, o que impõe, em muitos casos,
que esse procedimento seja feito em prazos curtos, iniciados com o momento da
morte.

No texto CG1A01AAA, a oração “que sua retirada seja feita em condições de apro-

veitamento útil” (l. 19 e 20) exerce a função de

a) sujeito

b) adjunto adnominal.

c) predicativo do sujeito.

d) predicativo do objeto.

e) objeto direto.

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Questão 29    (TCE-SC/2016) Entende-se que a integridade pública representa o

estado ou condição de um órgão ou entidade pública que está “completa, inteira,

perfeita, sã”, no sentido de uma atuação que seja imaculada ou sem desvios, con-

forme as normas e valores públicos.

O sujeito da oração iniciada por “Entende-se” (l.7) é indeterminado.

Questão 30    (INSS/2016) Consta-nos que o autor, solicitado por seus numerosos

amigos, leu há dias a comédia em casa do Sr. Dr. Estêvão Soares, diante de um

luzido auditório, que aplaudiu muito e profetizou no Sr. Oliveira um futuro Shakes-

peare.

Na linha 17, o vocábulo “que” classifica-se como conjunção e introduz o sujeito da

oração “Consta-nos”.

Questão 31    (INSS/2016) Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que

fica quase em frente, deve ser 227”. Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira

vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na

numeração.

A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se substituísse

o trecho “lembrei-me de que” (l.18) por lembrei que.

Questão 32    (TJDFT/2015) Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se

dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados necessários ao desen-

volvimento do indivíduo, de alimentação regular e abrigo, quanto comissiva, pela

prática de atos que violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima,

agressões físicas ou verbais.

Em “Importa destacar” (l.15), a oração “destacar” exerce função de sujeito.

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Questão 33    (TJDFT/2015) – Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar

a iluminação natural.

A oração “usar a iluminação natural” (l.7) exerce a função de complemento do ad-

jetivo “possível” (l.6).

Questão 34    (SEDF/2017) Os biógrafos dos grandes autores sempre tentam ras-

trear os livros que seus personagens leram na juventude.

Na linha 19, o pronome “que” retoma “os livros”, e ambos os termos exercem a

mesma função sintática nas orações em que ocorrem.

Questão 35    (SEDF/2017) Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade

que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verda-

des parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único do progresso.

Seriam preservados a correção gramatical e o sentido do texto caso o vocábulo

“onde” (l.2) fosse substituído por que.

Questão 36    (ANVISA/2016) A supressão das vírgulas logo após “genéricos” e “ci-

tados”, no trecho “Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos ci-

tados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo” (l. 15 a 17), não

incorreria em erro gramatical, mas, sem elas, a interpretação do termo “Os gené-

ricos” seria restringida.

Questão 37    (PC-GO/2016) A probabilidade de se cometerem crimes no presente

está relacionada à quantidade de crimes que já se cometeram.

A oração “que já se cometeram” (l.18)

a) equivale, sintática e semanticamente, a que foi cometida.

b) está coordenada à expressão “quantidade de crimes” (l.18).

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c) explica o termo “crimes” (l.18).

d) complementa o substantivo “quantidade” (l.18).

e) restringe o sentido do termo “crimes” (l.18).

Questão 38    (TCE-PA/2016) É por meio dessas audiências que o responsável pela

decisão tem acesso às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre oportu-

nidade para as pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem

antes de seu desfecho.

A oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação” (. 22 e 23) é indispensável ao

sentido do período, pois delimita a referência de “pessoas” (.22).

Questão 39    (TCE-PA/2016) Estranhamente, governos estaduais cujas despesas

com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que estouraram o limite

de gastos com pessoal fixado pela Lei Complementar n. 101/2000, denominada Lei

de Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legislação destina-

da a assegurar, como alegam, maior rigor na gestão de suas finanças.

O pronome “que” (l.2) refere-se a “despesas” (l.1).

Questão 40    (TCE-PA/2016) O item a seguir apresenta trechos adaptados de tex-

tos do sítio do TCE/PA. Julgue-o quanto à correção gramatical.

A proposta de resolução será analisada pelos conselheiros antes de ser aprovada,

onde os conselheiros podem apresentar emendas e sugestões antes do julgamento

do texto.

Questão 41    (TCE-SC/2016) De acordo com a Organização para Cooperação e De-

senvolvimento Econômico (OCDE), a integridade é mais do que a ausência de cor-

rupção, pois envolve aspectos positivos que, em última análise, influenciam os

resultados da administração, e não apenas seus processos.

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Seria mantido o sentido restritivo da oração iniciada pelo pronome “que” (l.15) se

fosse inserida uma vírgula imediatamente após a palavra “positivos” (l.14).

Questão 42    (INSS/2016) Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada es-

tante onde caberiam todos os meus livros.

Seria mantida a correção do texto caso o trecho “onde caberiam” (l.6) fosse subs-

tituído por que caberia.

Questão 43    (FUNPRE-SP/2016) O homem que só tinha certezas quase nunca usa-

va ponto de interrogação.

O sentido original do texto seria alterado caso a oração “que só tinha certezas” (l.1)

fosse isolada por vírgulas.

Questão 44    (TRE-PI/2016) Para o entendimento da concentração da votação em

determinado lugar, é necessário abordar a teoria do contextualismo geográfico,

segundo a qual o comportamento dos eleitores é influenciado pelo ambiente socio-

geográfico seja pelas redes de interação social existentes, seja pela semelhança de

experiências às quais os habitantes de uma região estão submetidos.

Sem prejuízo do sentido original e da coerência do texto, a expressão “às quais”

(l.15) poderia ser substituída por à que.

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GABARITO
1. e 16. d 31. C

2. e 17. d 32. C

3. d 18. c 33. E

4. d 19. e 34. C

5. a 20. e 35. E

6. b 21. c 36. C

7. a 22. b 37. E

8. c 23. E 38. C

9. b 24. C 39. E

10. e 25. E 40. E

11. c 26. E 41. E

12. b 27. E 42. E

13. e 28. E 43. C

14. d 29. E 44. E

15. d 30. C

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GABARITO COMENTADO
Questão 1    (PREFEITURA DE TERESINA-PI/2016) Atenção: para responder à ques-

tão, considere o texto abaixo.

Há um comentário frequentemente encontrado nos meios de comunicação ou

mesmo em conversas cotidianas: “o carnaval de hoje não é mais o mesmo. Trans-

formou-se em um grande empreendimento turístico. Perdeu a autenticidade”. Em

seu sentido amplo, esse comentário aplica-se a diversas modalidades de cultura

popular: não só às festas, mas também ao artesanato, à música, à dança, à culi-

nária. Pode ser expresso na forma de um lamento e de um incontido sentimento

de nostalgia.

Em outras palavras, circula de modo amplo e difuso em nosso cotidiano uma

perspectiva sobre as culturas populares na qual estas são apresentadas sob o signo

da perda. Supõe-se que elas conheceram em sua longa história um momento no

qual teriam florescido na sua forma mais autêntica e próxima às expectativas da-

queles que as produzem. Mas desde então, como consequência das transformações

históricas e em especial da chamada modernização, essas formas socioculturais

teriam cada vez mais perdido seus atributos definidores.

Essa narrativa é seguramente poderosa e tem notável capacidade de conven-

cimento. No entanto, um fantasma ronda os estudos sobre as culturas populares.

Elas não desapareceram; continuam a existir e se reproduzir: festas regionais,

como o bumba meu boi; as festas do Divino Espírito Santo; as festas de Reis; as

inúmeras modalidades de música popular ou folclórica produzidas em diversas regi-

ões do Brasil. Os exemplos podem se estender facilmente. O que importa assinalar,

no entanto, é que essas formas de cultura popular continuam a ser produzidas no

tempo presente e de modo criativo; e não parecem indicar, ao contrário do que se

afirma obsessivamente, que estejam em processo de desaparecimento.

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O problema evidentemente não está na cultura popular, mas nas perspectivas

que postulam sua existência arcaica e seu inevitável desaparecimento. Trata-se de

um fantasma produzido pelos que se recusam a reconhecer que elas expressam

visões de mundo diferentes.

Muitas vezes, essas formas socioculturais estão associadas à oposição entre um

mundo rural estável e harmônico e um mundo urbano industrializado e “inautênti-

co”. Contudo, pesquisas de antropologia social ou cultural já demonstraram que as

culturas populares, estejam elas situadas no mundo rural ou nas grandes cidades,

desempenham funções sociais e simbólicas fundamentais para sua persistência

e reprodução. Desse modo, festas, artesanatos, lendas, formas musicais, dança,

culinária articulam simbolicamente concepções coletivas de sociedade.

As culturas populares não se constituem em agregados de traços culturais pas-

síveis de serem inventariados. Elas consistem efetivamente em sistemas de práti-

cas sociais. Os comentários usuais sobre uma suposta perda de autenticidade das

culturas populares na atualidade esquecem que elas não são o espelho de nossas

categorias e classificações; o que elas oferecem de mais interessante não é nem

o testemunho de um passado remoto, nem a catástrofe de seu desaparecimento,

mas invenções alternativas e atuais dos modos de estar no mundo.

(Adaptado de: GONÇALVES, José Reginaldo Santos. “Culturas populares: patrimônio e autentici-
dade”. In: Agenda brasileira: temas de uma sociedade em mudança.
BOTELHO, André e SHWARCZ, Lilia Moritz (org.) São Paulo: Cia das Letras, 2011, p. 136-139)

Atente para as afirmações abaixo.

I – O uso obrigatório dos sinais indicativos de crase na frase não só às festas,

mas também ao artesanato, à música, à dança, à culinária deve-se à regên-

cia do verbo “aplicar”. (1º parágrafo)

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II – O segmento Trata-se de um fantasma produzido... (4º parágrafo) está corre-

tamente reescrito do seguinte modo: Tratam-se de ilusões produzidas...

III – No 2º parágrafo, o segmento “no qual” pode ser substituído por “em que”,

sem prejuízo da correção e do sentido.

Está correto o que consta APENAS em

a) III.

b) I.

c) II e III.

d) I e II.

e) I e III.

Letra e.

A afirmativa I está correta, pois o verbo “aplicar” (anterior aos dois-pontos), pede

a preposição a para introduzir seu complemento; a afirmativa II está errada, pois

o pronome “se” é um índice de indeterminação do sujeito e, por isso, o verbo só

pode ficar no singular; a afirmativa III está correta, pois o pronome relativo “no

qual” (que retoma “momento”) pode ser substituído por em que, uma vez que o

pronome que não exige cuidados com a concordância nominal, e a preposição em

foi mantida.

Questão 2    (TRT-23/2016)

O processo impregnado de complexidade, ao qual se sobrepõem ideias de avan-

ço ou expansão intensamente ideologizadas, e que convencionamos chamar pelo

nome de progresso, tem, dentre outros, um atributo característico: tornar a orga-

nização da vida cada vez mais tortuosa, ao invés de simplificá-la. Progredir é, em

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certos casos, sinônimo de complicar. Os aparelhos, os sinais, as linguagens e os

sons gradativamente incorporados à vida consomem a atenção, os gestos, a capa-

cidade de entender. Além disso, do manual de instruções de um aparelho eletrônico

à numeração das linhas de ônibus, passando pelo desenho das vias urbanas, pelos

impostos escorchantes e pelas regras que somos obrigados a obedecer – inclusive

nos atos mais simples, como o de andar a pé −, há uma evidente arbitrariedade,

às vezes melíflua, às vezes violenta, que se insinua no cotidiano.

Não há espaço melhor para averiguarmos as informações acima do que os prin-

cipais centros urbanos. Na opinião do geógrafo Milton Santos, um marxista român-

tico, “a cidade é o lugar em que o mundo se move mais; e os homens também. A

copresença ensina aos homens a diferença. Por isso, a cidade é o lugar da educação

e da reeducação. Quanto maior a cidade, mais numeroso e significativo o movimen-

to, mais vasta e densa a copresença e também maiores as lições de aprendizado”.

Essa linha de pensamento, contudo, não é seguida por nós, os realistas, entre

os quais se inclui o narrador de O silenceiro, escrito pelo argentino Antonio di Be-

nedetto. Para nós, o progresso transformou as cidades em confusas aglomerações,

nas quais a opressão viceja. O narrador-personagem do romance de Di Benedetto

anseia desesperadamente pelo silêncio. Os barulhos, elementos inextricáveis da

cidade, intrometem-se no cotidiano desse homem, ganhando existência própria. E

a própria espera do barulho, sua antevisão, a certeza de que ele se repetirá, des-

pedaça o narrador. À medida que o barulho deixa de ser exceção para se tornar a

norma irrevogável, fracassam todas as soluções possíveis.

A cidade conspira contra o homem. As derivações da tecnologia fugiram, há

muito, do nosso controle.

(Adaptado de: GURGEL, Rodrigo. Crítica, literatura e narratofobia. Campinas, Vide Edi-
torial, 2015, p. 121-125)

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Atente para as afirmações abaixo.


I – A vírgula colocada imediatamente após o travessão (1° parágrafo) pode ser
suprimida, sem prejuízo da correção e do sentido.
II – Sem prejuízo da correção, o segmento nas quais (3° parágrafo) pode ser
substituído por “em que”.
III – A crase é facultativa no segmento do manual de instruções de um aparelho
eletrônico à numeração das linhas de ônibus. (1° parágrafo)

Está correto o que consta APENAS em


a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) II e III.
e) II.

Letra e.
A afirmativa I está errada, uma vez que os travessões são responsáveis por isolar
uma oração interferente, ao passo que a vírgula isola um adjunto adverbial deslo-
cado para o início da oração; a II está correta, pois o pronome relativo “nas quais”,
que retoma “confusas aglomerações”, pode ser trocado por em que (houve a ma-
nutenção da preposição em); a III está incorreta, pois há um paralelismo entre
“manual de instruções” e “numeração das linhas de um ônibus”. Como, no primeiro,
há preposição + artigo, no segundo também deve haver.

Questão 3    (METRÔ-SP/2015) A vida é semelhante ...... um restaurante a quilo,

...... vamos buscar o que desejamos. Cabe ...... percepção de cada um discernir o

que é melhor para si.

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Preenche corretamente as lacunas da frase acima o que está em:

a) à − de que − a

b) à − onde − à

c) a − aonde − a

d) a − em que − à

e) a − a que – a

Letra d.

Na primeira lacuna, apenas a preposição exigida por “semelhante” poderia ser em-

pregada, pois “um restaurante” rejeita o artigo a (o que elimina as letras a e b);

na segunda, basta relacionar o verbo “buscar” a um lugar: quem busca, busca

algo em algum lugar. Como precisamos da preposição em, a letra d já se torna

correta. Na terceira, o verbo “cabe” exige a preposição a, e “percepção” admite o

artigo a.

Questão 4    (TRT-13/2014) O estímulo ....I.... criação de uma literatura dramática

.... II....raízes estivessem fincadas na realidade brasileira, particularmente na nor-

destina, era um dos objetivos do grupo ....III.... Ariano Suassuna se

juntou. Preenchem, correta e respectivamente, as lacunas I, II e III da frase acima:

a) à em que por que

b) a as quais no que

c) a das quais com o qual

d) à cujas ao qual

e) à nas quais em que

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Letra d.

Na primeira lacuna, o substantivo “estímulo” pede a preposição a, e “criação de

uma literatura dramática” obriga a presença do artigo a (o que elimina as alter-

nativas b e c). A segunda lacuna deve ser preenchida por um termo que indica

posse, pois as “raízes” são da “literatura dramática”; por não haver exigência de

preposição, o correto é empregar cujas (o que já indica a alternativa correta). Na

terceira lacuna, o pronome relativo empregado deve vir com a preposição a, devido

à regência de “se juntou”.

Questão 5    (MANAUSPREV/2015) No segmento hoje pedimos ao amador que pro-

cure tirar dela um prazer diferente..., a oração sublinhada complementa o sentido

de um

a) verbo, e pode ser substituída por um substantivo.

b) verbo, e pode ser substituída por um adjetivo.

c) substantivo, e pode ser substituída por um verbo.

d) verbo, e pode ser substituída por outro verbo.

e) substantivo, e pode ser substituída por um adjetivo.

Letra a.

Veja o verbo “pedimos”: quem pede, pede algo (que procure tirar dela um prazer

diferente) a alguém (ao amador). A oração é subordinada substantiva objetiva di-

reta, ela funciona como complemento verbal.

Questão 6    (TRT-6/2012) A lacuna corretamente preenchida pelo segmento que se

encontra entre parênteses está em:

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a) Os romanos acreditavam ...... o rei tinha origem divina. (por que)

b) A decadência econômica de Roma fez ...... a plebe entrasse em conflito com os

patrícios. (com que)

c) O Império Bizantino foi construído no lugar ...... antes existia a colônia grega de

Bizâncio. (de que)

d) O ano de 1453 marca o momento ...... Constantinopla é dominada pelos turcos.

(para que)

e) O fortalecimento dos generais contribuiu ...... as guerras civis em Roma avan-

çassem. (em que)

Letra b.

Na letra a, a lacuna deveria ser preenchida por em que ou que; na c, por onde, em

que ou no qual; na d, por em que, no qual ou quando; na e, por para que.

Questão 7    (TRT-24/2017) No trecho Os bancos e as empresas que efetuam paga-

mentos, no início do primeiro parágrafo, o “que” exerce função pronominal. Outro

trecho do texto em que essa palavra exerce a mesma função é:

a) De acordo com os resultados, cerca de metade das organizações que atuam no

campo de pagamentos eletrônicos... (3° parágrafo)

b) Mais de um terço (38%) das organizações reconhece que é cada vez mais difícil

detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira... (1° parágrafo)

c) O estudo revela que o índice de fraudes on-line acompanha o aumento do nú-

mero de transações on-line... (2° parágrafo)

d) Também vale notar que o desvio de pagamentos pode causar perda de clientes.

(3°parágrafo)

e) Conclui-se que a fraude não é o único obstáculo a ser superado(4° parágrafo)

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Letra a.

Na a, o pronome relativo “que” retoma “organizações”. Nas demais alternativas, o

“que” é conjunção integrante.

DICA!
Quando o “que” aparece após um verbo, ele não é pro-
nome relativo.

Questão 8    (TRE-SP/2017)

As crianças de hoje estão crescendo numa nova realidade, na qual estão conec-

tadas mais a máquinas e menos a pessoas, de uma maneira que jamais aconteceu

na história da humanidade. A nova safra de nativos do mundo digital pode ser

muito hábil nos teclados, mas encontra dificuldades quando se trata de interpretar

comportamentos alheios frente a frente, em tempo real.

Um estudante universitário observa a solidão e o isolamento que acompanham

uma vida reclusa ao mundo virtual de atualizações de status e “postagens de fo-

tos do meu jantar”. Ele lembra que seus colegas estão perdendo a habilidade de

manter uma conversa, sem falar nas discussões profundas, capazes de enriquecer

os anos de universidade. E acrescenta: “Nenhum aniversário, show, encontro ou

festa pode ser desfrutado sem que você se distancie do que está fazendo”, para que

aqueles no seu mundo virtual saibam instantaneamente como está se divertindo.

De algumas maneiras, as intermináveis horas que os jovens passam olhando

fixamente para aparelhos eletrônicos podem ajudá-los a adquirir habilidades cogni-

tivas específicas. Mas há preocupações e questões sobre como essas mesmas horas

podem levar a déficits de habilidades emocionais, sociais e cognitivas essenciais.

(Adaptado de: GOLEMAN, Daniel. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso. Trad.
Cássia Zanon. Rio de Janeiro. Objetiva, 2013, p. 29-30)

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Considere a relação entre o vocábulo “que” e a expressão entre colchetes nas se-

guintes passagens do texto.

I – ... estão conectadas mais a máquinas e menos a pessoas, de [uma maneira]

que jamais aconteceu na história da humanidade. (1° parágrafo)

II – Um estudante universitário observa [a solidão e o isolamento] que acompa-

nham uma vida reclusa ao mundo virtual... (2° parágrafo)

III – Ele lembra que [seus colegas] estão perdendo a habilidade de manter uma

conversa... (2° parágrafo)

IV – [Nenhum aniversário, show, encontro ou festa] pode ser desfrutado sem que

você se distancie... (2° parágrafo)

V – ... [as intermináveis horas] que os jovens passam olhando fixamente para

aparelhos eletrônicos... (3° parágrafo)

Tem função pronominal, por se referir à expressão entre colchetes e equivaler a ela

em termos de sentido, o vocábulo “que” sublinhado APENAS em

a) II, III e V.

b) I, III e IV.

c) I, II e V.

d) I, II e IV.

e) III, IV e V.

Letra c.

Lembre-se de que o pronome relativo introduz orações subordinadas adjetivas. Na

frase I, a oração iniciada pelo “que” caracteriza o substantivo “maneira; na II, ca-

racteriza “a solidão e o isolamento”; na V, caracteriza “as intermináveis horas”. Na

III, o “que” é conjunção integrante; na IV, “sem que” é uma conjunção condicional.

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Questão 9    (TRT-23/2016)

Nasci na Rua Faro, a poucos metros do Bar Joia, e, muito antes de ir morar no

Leblon, o Jardim Botânico foi meu quintal. Era ali, por suas aleias de areia cor de

creme, que eu caminhava todas as manhãs de mãos dadas com minha avó. Entrá-

vamos pelo portão principal e seguíamos primeiro pela aleia imponente que vai dar

no chafariz. Depois, íamos passear à beira do lago, ver as vitórias-régias, subir as

escadarias de pedra, observar o relógio de sol. Mas íamos, sobretudo, catar mu-

lungu.

Mulungu é uma semente vermelha com a pontinha preta, bem pequena, menor

do que um grão de ervilha. Tem a casca lisa, encerada, e em contraste com a ponti-

nha preta seu vermelho é um vermelho vivo, tão vivo que parece quase estranho à

natureza. É bonita. Era um verdadeiro prêmio conseguir encontrar um mulungu em

meio à vegetação, descobrir de repente a casca vermelha e viva cintilando por en-

tre as lâminas de grama ou no seio úmido de uma bromélia. Lembro bem com que

alegria eu me abaixava e estendia a mão para tocar o pequeno grão, que por causa

da ponta preta tinha uma aparência que a mim lembrava vagamente um olho.

Disse isso à minha avó e ela riu, comentando que eu era como meu pai, sempre

prestava atenção nos detalhes das coisas. Acho que já nessa época eu olhava em

torno com olhos mínimos. Mas a grandeza das manhãs se media pela quantidade

de mulungus que me restava na palma da mão na hora de ir para casa. Conseguia

às vezes juntar um punhado, outras vezes apenas dois ou três. E é curioso que

nunca tenha sabido ao certo de onde eles vinham, de que árvore ou arbusto caíam

aquelas sementes vermelhas.

Apenas sabíamos que surgiam no chão ou por entre as folhas e sempre numa

determinada região do Jardim Botânico.

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Mas eu jamais seria capaz de reconhecer uma árvore de mulungu. Um dia, pro-

curei no dicionário e descobri que mulungu é o mesmo que corticeira e que também

é conhecido pelo nome de flor-de-coral. ‘’Árvore regular, ornamental, da família

das leguminosas, originária da Amazônia e de Mato Grosso, de flores vermelhas,

dispostas em racimos multifloros, sendo as sementes do fruto do tamanho de um

feijão (mentira!), e vermelhas com mácula preta (isto, sim)’’, dizia.

Mas há ainda um outro detalhe estranho – é que não me lembro de jamais ter

visto uma dessas sementes lá em casa. De algum modo, depois de catadas elas

desapareciam e hoje me pergunto se não era minha avó que as guardava e tornava

a despejá-las nas folhagens todas as manhãs, sempre que não estávamos olhan-

do, só para que tivéssemos o prazer de encontrá-las. O fato é que não me sobrou

nenhuma e elas ganharam, talvez por isso, uma aura de magia, uma natureza im-

palpável. Dos mulungus, só me ficou a memória − essa memória mínima.

(Adaptado de: SEIXAS, Heloísa. Semente da Memória. Disponível em: <http://heloisaseixas.


com.br>)

O termo “que” NÃO é um pronome em:

a) ... que por causa da ponta preta... (2° parágrafo)

b) ... que também é conhecido pelo nome de flor-de-coral (4° parágrafo)

c) ... que vai dar no chafariz. (1° parágrafo)

d) ... que me restava na palma da mão na hora de ir para casa (3° parágrafo)

e) ... com que alegria eu me abaixava... (2° parágrafo)

Letra b.

Na letra a, o pronome relativo “que” retoma “o pequeno grão”; na c, o pronome

“que” retoma “aleia imponente”; na d, o pronome “que” retoma “quantidade de

mulungus”; na e, o pronome “que” não é relativo, mas é um pronome indefinido

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adjetivo que acompanha o substantivo “alegria”. Já o “que” da letra b é uma con-

junção integrante, que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva dire-
ta, que funciona como complemento do verbo “descobri”.

Questão 10    (TRT-9/2015) Considere o texto abaixo para responder à questão.


Há uma explicação para a escultura de Picasso não ter sido reunida com frequ-
ência. Picasso, o filho de pintor, treinado como pintor, não se levava a sério como
escultor. Não considerava as esculturas vendáveis ou tema de exposição. Ele as
guardava em casa e no estúdio, misturadas aos objetos da decoração. Depois de
sua morte, em 1973, a organização do espólio permitiu que obras fossem adqui-
ridas por outras coleções. Embora as esculturas ficassem longe do público, elas
foram vistas por artistas que visitavam Picasso.
O diálogo do pintor com o escultor é constante. A escultura, diz a curadora Ann
Temke, adaptava-se ao temperamento irrequieto de Picasso, que se permitia im-
provisação no meio. Na década em que predomina o metal, ela se diverte com a
ideia do artista mais rico da história frequentando ferros-velhos em busca de ob-
jetos.
A influência da arte africana sobre a pintura de Pablo Picasso é conhecida. É só
admirar as sublimes Demoiselles D’Avignon, que moram no quinto andar do MoMA.
Mas só quando apreciamos a obra em escultura a conexão fica mais evidente e

compreensiva. Ann Temke lembra que a visita de Picasso ao Museu Etnográfico de

Paris, em 1907, por sugestão do amigo e pintor André Derain, foi um divisor de

águas. “A noção de fazer um espírito habitar uma figura vem daí”, diz ela. “Você

não olha para a escultura europeia daquele tempo e pensa neste poder mágico.”

A curadora vê na representação erótica das formas femininas uma âncora do

diálogo entre o pintor e o escultor. “Ele estava mapeando a renovação de sua lin-

guagem em duas e três dimensões ao mesmo tempo.”

(Adaptado de: GUIMARÃES, Lúcia. O Estado de S. Paulo. 26 setembro 2015)

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Considere para o que se afirma:

I – O elemento sublinhado em ...que se permitia improvisação no meio. (2º pa-

rágrafo) introduz uma restrição ao sentido do termo imediatamente anterior.

II – Sem prejuízo da correção e do sentido, o segmento sublinhado em Na déca-

da em que predomina o metal... (2º parágrafo) pode ser substituído por: “à

qual”.

III – O elemento sublinhado em ... que moram no quinto andar do MoMA (3º pa-

rágrafo) é um pronome, com o papel de sujeito na oração que introduz.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) II.

b) I e II.

c) II e III.

d) I e III.

e) III.

Letra e.

A afirmativa I está errada, pois a oração é explicativa em relação ao substantivo

“Picasso”. A afirmativa II está errada, pois sugere a troca de um pronome relativo

regido pela preposição “em” por um pronome relativo dotado da preposição “a”. A

III está correta, pois o pronome relativo “que” exerce a função sintática de sujeito

da oração adjetiva (para confirmar, basta substituir o pronome pelo seu referente,

que é “as sublimes Demoiselles D’Avignon”).

Questão 11    (TCE-CE/2015) Empregam-se corretamente as expressões destaca-

das em:

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a) O crime racial constitui uma maneira de penalizar aqueles de que se deixam

levar por atitudes que rejeitam um outro a quem se é diferente.


b) As ações movidas por preconceito, aonde se observa um juízo prévio de um
indivíduo de que não se conhece muito bem, devem ser repreendidas.
c) A propagação de preconceitos, fenômeno pelo qual todos podemos ser res-
ponsáveis, deve ser abrandada por penalizações rigorosas, às quais os infratores
estejam sujeitos.
d) O preconceito é uma maneira com que os grupos sociais encontraram para ex-
cluir aqueles que são considerados estranhos e de quem não se confia.
e) As leis são um meio ao qual o preconceito pode ser contido, mas não extinto,
pois ele estará presente mesmo nas culturas às quais o punem com rigor.

Letra c.
Vou indicar a forma correta para cada uma das alternativas:
a) O crime racial constitui uma maneira de penalizar aqueles que se deixam levar
por atitudes que rejeitam um outro de quem se é diferente.
b) As ações movidas por preconceito, nas quais se observa um juízo prévio de um
indivíduo que não se conhece muito bem, devem ser repreendidas.
d) O preconceito é uma maneira que os grupos sociais encontraram para excluir
aqueles que são considerados estranhos e em quem não se confia.
e) As leis são um meio pelo qual o preconceito pode ser contido, mas não extinto,

pois ele estará presente mesmo nas culturas as quais o punem com rigor.

Questão 12    (TRF-3/2014) Quando a embarcação na qual ele navegava entrou

inadvertidamente no raio de ação das sereias... (4º parágrafo).

Sem prejuízo para a correção e o sentido original, o segmento grifado acima pode

ser corretamente substituído por:

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a) à qual
b) em que
c) cuja
d) a que
e) da qual

Letra b.
“Em que” é a única opção que preserva a preposição “em”, necessária para intro-
duzir o adjunto adverbial de lugar, pois o sentido da oração subordinada é ele na-
vegava na embarcação.

Questão 13    (TRT-11/2017) Uma criança pode revelar grande interesse por uma
profissão...... os pais sonharam, mas nunca exerceram.
Preenche corretamente a lacuna da frase acima o que está em:
a) por que
b) de que
c) à qual
d) na qual
e) com que

Letra e.
O sentido da oração subordinada revela que os pais sonharam com uma profissão.
Portanto, a alternativa correta deve conter essa preposição.

Questão 14    (SEGEP-MA/2016) Não raro, o homem moderno considera constru-

ções antigas como bens ultrapassados, ....I.... deveriam ceder lugar a edificações

mais arrojadas. Preenche corretamente a lacuna I da frase o que se encontra em:

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a) dos quais

b) nos quais

c) onde

d) os quais

e) aonde

Letra d.

A oração subordinada adjetiva revela o seguinte sentido: bens ultrapassados deve-

riam ceder lugar a edificações mais arrojadas. Assim, percebemos que o pronome

relativo a ser inserido deve desempenhar a função de sujeito. Como esta função

sintática não pode ser preposicionada, o gabarito é “os quais”, que concorda em

gênero e número com “bens ultrapassados”.

Questão 15    (ELETROBRAS/2016) Está correto o emprego de ambos os elementos

sublinhados em:

a) O efeito de que as moças pretendem obter em suas fainas, ao fim e ao cabo

realizam-se como pretendido.

b) A técnica ilusória com cuja as moças contam acaba por se mostrar favorável

diante do batatal.

c) Consiste a magia das moças maoris, a cada plantação, de cantar e dançar para

que se alcance os melhores resultados.

d) A magia de um rito, cuja força as moças convocam no plantio, não as deixa

frustrar-se.

e) As sementeiras de batatas, de cujo plantio as moças se aplicam, estão sujeitas

para com os efeitos do vento leste.

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Letra d.

Vou apresentar como seriam as construções corretas:

a) O efeito que as moças pretendem obter em suas fainas, ao fim e ao cabo se

realizam como pretendido.

b) A técnica ilusória com que as moças contam acaba por se mostrar favorável

diante do batatal.

c) Consiste a magia das moças maoris, a cada plantação, em cantar e dançar para

que se alcancem os melhores resultados.

e) As sementeiras de batatas, em cujo plantio as moças se aplicam, estão sujeitas

aos efeitos do vento leste.

Questão 16    (TRF-3/2016) Estava mal chegando a São Paulo, quando um repórter

me provocou: “Mas como, Chico, mais um samba? Você não acha que isso já está

superado?” Não tive tempo de me defender ou de atacar os outros, coisa que anda

muito em voga. Já era hora de enfrentar o dragão, como diz o Tom, enfrentar as

luzes, os cartazes, e a plateia, onde distingui um caro colega regendo um coro pra

frente, de franca oposição. Fiquei um pouco desconcertado pela atitude do meu

amigo, um homem sabidamente isento de preconceitos. Foi-se o tempo em que ele

me censurava amargamente, numa roda revolucionária, pelo meu desinteresse em

participar de uma passeata cívica contra a guitarra elétrica. Nunca tive nada contra

esse instrumento, como nada tenho contra o tamborim. O importante é Mutantes e

Martinho da Vila no mesmo palco.

Mas, como eu ia dizendo, estava voltando da Europa e de sua música estereotipa-

da, onde samba, toada etc. são ritmos virgens para seus melhores músicos, inde-

cifráveis para seus cérebros eletrônicos. “Só tenho uma opção, confessou-me um

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italiano − sangue novo ou a antimúsica. Veja, os Beatles, foram à Índia...” Donde

se conclui como precipitada a opinião, entre nós, de que estaria morto o nosso

ritmo, o lirismo e a malícia, a malemolência. É certo que se deve romper com as

estruturas. Mas a música brasileira, ao contrário de outras artes, já traz dentro de

si os elementos de renovação. Não se trata de defender a tradição, família ou pro-

priedade de ninguém. Mas foi com o samba que João Gilberto rompeu as estruturas

da nossa canção. E se o rompimento não foi universal, culpa é do brasileiro, que

não tem vocação pra exportar coisa alguma.

Quanto a festival, acho justo que estejam todos ansiosos por um primeiro prêmio.

Mas não é bom usar de qualquer recurso, nem se deve correr com estrondo atrás

do sucesso, senão ele se assusta e foge logo. E não precisa dar muito tempo para

se perceber “que nem toda loucura é genial, como nem toda lucidez é velha”.
(Adaptado de: HOLANDA, Chico Buarque de, apud Adélia B. de Menezes, Desenho Mágico:
Poesia e Política em Chico Buarque, São Paulo, Ateliê, 2002, p. 28-29)

Considere as afirmativas abaixo.

I – O termo “coisa” (1° parágrafo) pode ser substituído por “o” com função de

pronome, uma vez que, no período, retoma o segmento que o antecede.


II – As orações “de atacar os outros” (1° parágrafo) e “de defender a tradição”

(2° parágrafo) servem de complemento ao sentido do verbo a que se refe-

rem.

III – Na frase Mas foi com o samba que João Gilberto rompeu... (2° parágrafo), o

pronome “que” retoma “samba”, além de ser elemento subordinante a intro-

duzir uma nova oração.

Está correto o que consta de

a) II e III, apenas.

b) I, II e III.

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c) I e II, apenas.

d) I, apenas.

e) III, apenas.

Letra d.

A afirmativa I está correta. Veja a construção do trecho:

Não tive tempo de me defender ou de atacar os outros, coisa que anda muito em

voga. (“coisa” retoma o ato de defender ou de atacar os outros).

Não tive tempo de me defender ou de atacar os outros, o que anda muito em voga.

(“o” foi empregado como pronome demonstrativo – equivalente a aquilo – e possui

a mesma função e referência do termo “coisa”).

A afirmativa II está errada, pois “de atacar os outros” complementa o substanti-

vo “tempo”. Apenas a outra oração funciona como complemento verbal (do verbo

tratar). A afirmativa III está errada, pois tanto “foi” quanto “que” são elementos

expletivos. Para comprovar, basta retirá-los da sentença e observar que não há

qualquer prejuízo sintático ou semântico.

Questão 17    (TRT-14/2016) Está plenamente adequado o emprego de ambos os

elementos sublinhados em:

a) Ele não se dispõe à abandonar os jogos eletrônicos, mas volta e meia fica atento

às histórias que lhe narram.

b) Mesmo àqueles meninos estudiosos não falta tempo para os joguinhos eletrôni-

cos com cujos se entretêm.

c) A conexão da qual eles permanecem interligados permite-lhes conversarem todo

o tempo à muita distância.

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d) As narrativas clássicas, a cuja mágica oralidade sentimo-nos presos, competem

com os meios da informática.

e) Cabe à plateia de um contador de histórias participar ativamente da narração

em cuja se acha envolvida.

Letra d.

Vou apresentar a forma correta para as alternativas erradas.

a) Ele não se dispõe a abandonar os jogos eletrônicos, mas volta e meia fica atento

às histórias que lhe narram.

b) Mesmo àqueles meninos estudiosos não falta tempo para os joguinhos eletrôni-

cos com que se entretêm.

c) A conexão com a qual eles permanecem interligados permite-lhes conversarem

todo o tempo a muita distância.

e) Cabe à plateia de um contador de histórias participar ativamente da narração

em que se acha envolvida.

Questão 18    (CNMP/2015) Para responder a questão, considere o texto abaixo.

Na literatura internacional da Ciência Política, é hoje dominante o entendimento

de que democracia é um arcabouço institucional para a pacificação das lutas ine-

rentes à conquista e ao exercício do poder, não um padrão de sociedade fundado

na igualdade socioeconômica substantiva. A democracia surge historicamente em

sociedades com profunda desigualdade, estratificadas, sendo muito mais causa que

consequência da redução das desigualdades sociais.

De fato, certa tensão entre os conceitos institucional e substantivo da democra-

cia existe por toda parte, mas articula-se de maneira específica no pensamento de

cada país. Durante todo o século XX, a avaliação de que democracia só é “autêntica”

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quando estreitamente associada a avanços no plano da igualdade foi compartilhada

por correntes ideológicas diversas.


Endossar o conceito analítico da democracia como um arcabouço político-institu-
cional, a meu ver correto, não significa que o corpo de hipóteses históricas e empí-
ricas que explica a consolidação da democracia como sistema em casos concretos
possa passar ao largo das desigualdades sociais e dos obstáculos culturais delas re-
correntes. Como processo histórico, a evolução da democracia representativa deve
ser compreendida como resultante de dois vetores. De um lado, a formação de uma
autoridade central capaz de arbitrar disputas de poder, inclusive mediante a elabo-
ração de uma complexa aparelhagem eleitoral; de outro, o crescimento econômico,
com todas as implicações para a elevação do piso de bem-estar e desconcentração
das posições de privilégio, status. Num período dilatado de tempo, tal processo
propicia efetiva redistribuição de renda e riqueza, facilita o surgimento econômico e
político de uma classe média e torna mais provável o fortalecimento da “sociedade
civil”.
Desde a Segunda Grande Guerra, o principal determinante da estabilidade de-
mocrática foi o crescimento econômico. Mesmo democracias que no início pareciam
débeis foram se robustecendo à medida que ascendiam a níveis mais altos de renda
per capita, melhoravam seus níveis educacionais e conseguiam atender as deman-
das básicas da população. Mas nada assegura que a configuração de fatores rele-
vantes para a estabilidade permanecerá a mesma até, digamos, a metade do pre-
sente século. Na América Latina, o regime democrático sabidamente convive com

níveis infamantes de desigualdade social, corrupção e criminalidade, e se beneficia

cada vez menos da força moderadora de valores e instituições “tradicionais”. Assim,

até onde a vista alcança, a estabilidade e o vigor da democracia dependerão muito

do desempenho do sistema político e do aprimoramento moral da vida pública.

(Adaptado de: LAMOUNIER, Bolivar. “Democracia: origens e presença no pensamento brasileiro”.


In: Agenda cultural. São Paulo, Cia. das Letras, 2009. p. 148-150)

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O segmento em que se restringe o sentido do termo imediatamente anterior en-

contra-se em:

a) ... que o corpo de hipóteses... (3º parágrafo)


b) ... status... (3º parágrafo)
c) ... que no início pareciam débeis... (último parágrafo)
d) ... estratificadas... (1º parágrafo)
e) ... que consequência... (1º parágrafo)

Letra c.
A oração “que no início pareciam débeis” é subordinada adjetiva restritiva em rela-

ção ao substantivo “democracias”.

Questão 19    (TJ-AP/2014)

Embora a aspiração por justiça seja tão antiga quanto os primeiros agrupamen-

tos sociais, seu significado sofreu profundas alterações no decorrer da história.

Apesar das mudanças, um símbolo atravessou os séculos – a deusa Têmis –, im-

ponente figura feminina, com os olhos vendados e carregando em uma das mãos

uma balança e na outra uma espada. Poucas divindades da mitologia grega sobre-

viveram tanto tempo. Poucos deixariam de reconhecer na imagem o símbolo da

justiça. A moderna ideia de justiça e de direito é inerente ao conceito de indivíduo,

um ente que tem valor em si mesmo, dotado de direitos naturais. Tal doutrina se

contrapunha a uma concepção orgânica, segundo a qual a sociedade é um todo.

A liberdade, nesse novo paradigma, deixa de ser uma concessão ou uma carac-

terística de uma camada social e converte-se em um atributo do próprio homem.

A crença de que os direitos do homem correspondiam a uma qualidade intrínse-

ca ao próprio homem implicou enquadrar a justiça em um novo paradigma. O justo

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não é mais correspondente à função designada no corpo social, mas é um bem

individual, identificado com a felicidade, com os direitos inatos.

Da igualdade nos direitos naturais derivava-se não só a liberdade, mas também

as possibilidades de questionar a desigualdade entre os indivíduos, de definir o tipo

de organização social e o direito à resistência. Toda e qualquer desigualdade pas-

sa a ser entendida como uma desigualdade provocada pelo arranjo social. Nesse

paradigma, a sociedade e o Estado não são fenômenos dados, mas engendrados

pelo homem. A desigualdade e o poder ilimitado deixam, pois, de ser justificados

como decorrentes da ordem natural das coisas. À lei igual para todos incorpora-se o

princípio de que desiguais devem ser tratados de forma desigual. Cresce a força de

movimentos segundo os quais a lei, para cumprir suas funções, deve ser desigual

para indivíduos que são desiguais na vida real.

Nesse novo contexto, modifica-se o perfil do poder público. O judiciário, segun-

do tais parâmetros, representa uma força de emancipação. É a instituição pública

encarregada, por excelência, de fazer com que os preceitos da igualdade prevale-

çam na realidade concreta. Assim, os supostos da modernidade, particularmente a

liberdade e a igualdade, dependem, para se materializarem, da força do Judiciário,

de um lado, e do acesso à justiça, das possibilidades reais de se ingressar em tri-

bunais, de outro.

Para terminar, volto à deusa Têmis, que enfrentava no Olimpo o deus da guerra,

Ares. Naquele tempo, como hoje, duas armas se enfrentam: a violência, que des-

trói e vive da desigualdade, e a lei, que constrói e busca a igualdade.

(Adaptado de SADEK, Maria Tereza Aina. “Justiça e direitos: a construção da igualdade”. In:
Agenda Brasileira. São Paulo, Cia. das Letras, 2011, p. 326-333.)

O segmento em que se restringe o sentido do termo imediatamente anterior en-

contra-se em

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a) ...imponente figura feminina... (1º parágrafo)

b) ...particularmente a liberdade e a igualdade... (7º parágrafo)

c) ...que enfrentava no Olimpo o deus da guerra... (8º parágrafo)

d) ... que constrói e busca a igualdade. (8 º parágrafo)

e) ...que tem valor em si mesmo... (2 º parágrafo)

Letra e.

A oração “que tem valor em si mesmo” é subordinada adjetiva restritiva em relação

ao substantivo “ente”.

Questão 20    (PGE-MT/2016) Ao acrescentar-se uma vírgula após o termo subli-

nhado, a frase que se mantém correta, mesmo com alteração de sentido, é:

a) Seria um sinal de que as já questionáveis fronteiras entre a cultura pop e a cha-

mada alta literatura estão se desfazendo?

b) Eles construíram um vigoroso retrato do amor medieval e deram lugar à voz

feminina nas suas composições.

c) Foram eles também os que denunciaram as mazelas daquela sociedade em suas

cantigas de escárnio e maldizer.

d) Vale notar que a lacuna de percepção que os menosprezou por 600 anos tem

uma estreita relação com o esnobismo acadêmico...

e) Deixemos essa questão a quem interessa: os círculos acadêmicos obcecados por

categorizar os gêneros do discurso.

Letra e.

Você já sabe que, ao alterar a pontuação de uma oração subordinada adjetiva, a

única mudança que ocorre é no sentido. Só há oração adjetiva após o termo desta-

cado nas letras d e e. Na letra d, para haver correção, além da vírgula após “percepção”, é

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necessário incluir outra após “anos”. Detalhe importante: na letra e, a oração “ob-

cecados por categorizar os gêneros do discurso” é subordinada adjetiva restritiva

reduzida de particípio.

Questão 21    (TRT-20/2016) Atente para a construção das seguintes frases:

I – Para o caso do escritor, apenas o segundo conceito é obrigatório.

II – A solução de um problema não cabe aos escritores, cuja preocupação maior

está em sua exposição.

III – Ele não confia muito nos escritores, que apresentam soluções mais ou menos

óbvias.

A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da frase que está em

a) I, II e III.

b) I e II, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I e III, apenas.

e) II, apenas.

Letra c.

Apenas nas frases II e III, a vírgula foi colocada anteposta a uma oração subordina-

da adjetiva. A retirada da pontuação, nos dois casos, altera o sentido de explicativo

para restritivo. Em I, a vírgula foi empregada para isolar um adjunto adverbial.

Questão 22    (TRT-11/2017) Freud uma vez recebeu carta de um conhecido pedin-

do conselhos...

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Sem prejuízo da correção e do sentido, o elemento sublinhado acima pode ser

substituído por:

a) através de que se pedia

b) que lhe pedia

c) da qual pedia-lhe

d) onde pedia-se

e) em que se pedia

Letra b.

Nessa questão, o examinador quer que você troque uma oração reduzida por uma

desenvolvida. Veja que quem pedia conselhos, segundo o texto, é a “carta de um

conhecido”. Ao colocar “Freud uma vez recebeu carta de um conhecido que lhe pe-

dia conselhos...”, o pronome relativo retoma “carta de um conhecido” e o pronome

“lhe”, que retoma “Freud”, exerce função de OI, pois “pedia” é VTDI.

Questão 23    (SEDF/2017) É claro que a gramática do inglês não é a mesma gra-

mática do português.

A oração “que a gramática do inglês não é a mesma gramática do português” (l. 18

e 19) exerce a função de complemento do vocábulo “claro” (l.18).

Errado.

Pergunte ao verbo: o que é claro? “que a gramática do inglês não é a mesma gra-

mática do português”. É um sujeito oracional, ou uma oração subordinada substan-

tiva subjetiva.

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Questão 24    (FUB/2016) Pela experiência cotidiana, concreta e intuitiva, eu me

descubro vivo para alguns homens, porque o sorriso e a felicidade deles me condi-

cionam inteiramente, mais ainda para outros que, por acaso, descobri terem emo-

ções semelhantes às minhas.

A substituição da forma verbal “terem” (l.6) por que têm preservaria os sentidos

e a correção gramatical do texto.

Certo.

O que a questão quer é que você troque uma oração reduzida por uma desenvol-

vida. Note que a oração “terem emoções semelhantes às minhas” funciona como

objeto direto do verbo “descobri” (é uma oração subordinada substantiva objetiva

direta reduzida de infinitivo). A troca por que tem inclui a conjunção integrante e

um verbo conjugado.

Questão 25    (ANVISA/2016) Para farmácias, hospitais e órgãos governamentais,

ambos devem ser estáveis e suportar armazenamento em condições normais. Além

disso, espera-se que os genéricos sejam bem mais baratos.

A oração “que os genéricos sejam bem mais baratos” (l. 13 e 14) funciona como o

complemento da forma verbal “espera-se” (l.13), na qual o sujeito é indeterminado

pela partícula “se”.

Errado.

Você jamais pode se esquecer de que uma partícula apassivadora transforma um

objeto direto em sujeito paciente! “Esperar” é VTD, e “que os genéricos sejam bem

mais baratos” é uma oração subordinada substantiva subjetiva.

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Questão 26    (FUNPRE-SP/2016) Aquelas folhas de papel me esperavam também,

intocadas, e era minha obrigação escurecê-las de ideias, histórias, sortilégios capa-

zes, talvez, de fazer alguém parar no seu cotidiano e se pôr a sonhar.

O sujeito da forma verbal “era” (l.6) está elíptico.

Errado.
Basta colocar na ordem direta: minha obrigação era escurecê-las de ideias. O su-
jeito é “minha obrigação”. “Escurecê-las de ideias” é uma oração subordinada subs-
tantiva predicativa reduzida de infinitivo.

Questão 27    (TCE-PA/2016) Examinando-se a situação financeira dos estados que


preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal, fica difícil aceitar a argumen-
tação.
Na linha 13, a oração “aceitar a argumentação” funciona como complemento do
adjetivo “difícil”.

Errado.
Pergunte ao verbo: o que fica difícil? “aceitar a argumentação”, que é o sujeito
oracional, ou uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.

Questão 28    PERITO-PE/2016) De fato, a problemática ligada à separação de par-

tes cadavéricas destinadas a transplantes em vivos exige que sua retirada seja fei-

ta em condições de aproveitamento útil, o que impõe, em muitos casos, que esse

procedimento seja feito em prazos curtos, iniciados com o momento da morte.

No texto CG1A01AAA, a oração “que sua retirada seja feita em condições de apro-

veitamento útil” (l. 19 e 20) exerce a função de

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a) sujeito
b) adjunto adnominal.
c) predicativo do sujeito.
d) predicativo do objeto.
e) objeto direto.

Letra e.
O verbo “exige” é VTD, e o OD é “que sua retirada seja feita em condições de apro-
veitamento útil”. Essa oração também pode ser chamada de subordinada substan-
tiva objetiva direta.

Questão 29    (TCE-SC/2016) Entende-se que a integridade pública representa o


estado ou condição de um órgão ou entidade pública que está “completa, inteira,
perfeita, sã”, no sentido de uma atuação que seja imaculada ou sem desvios, con-
forme as normas e valores públicos.
O sujeito da oração iniciada por “Entende-se” (l.7) é indeterminado.

Errado.
O verbo “entende” é transitivo direto, e a oração “que a integridade pública repre-
senta...” exerce a função de sujeito paciente (oração subordinada substantiva sub-
jetiva), uma vez que o pronome “se” é uma partícula apassivadora. Logo, o sujeito
não é indeterminado.

Questão 30    (INSS/2016) Consta-nos que o autor, solicitado por seus numerosos

amigos, leu há dias a comédia em casa do Sr. Dr. Estêvão Soares, diante de um

luzido auditório, que aplaudiu muito e profetizou no Sr. Oliveira um futuro Shakes-

peare.

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Na linha 17, o vocábulo “que” classifica-se como conjunção e introduz o sujeito da

oração “Consta-nos”.

Certo.

Pergunte ao verbo: o que nos consta? “que o autor, solicitado por seus numerosos

amigos, leu há dias a comédia em casa do Sr. Dr. Estêvão Soares”, que desempe-

nha a função de sujeito oracional, também conhecido como oração subordinada

substantiva subjetiva. Por ser uma oração substantiva, o “que” é uma conjunção

integrante.

Questão 31    (INSS/2016) Pensei rápido: “Se o prédio do Mário é 228, o meu, que

fica quase em frente, deve ser 227”. Mas lembrei-me de que, ao ir ali pela primeira

vez, observara que, apesar de ficar em frente ao do Mário, havia uma diferença na

numeração.

A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados, caso se substituísse

o trecho “lembrei-me de que” (l.18) por lembrei que.

Certo.

Você precisa se lembrar de que o verbo lembrar é VTD, e lembrar-se é VTI. Há

uma mudança na classificação gramatical. No trecho original, a oração iniciada pelo

“que” é classificada como subordinada substantiva objetiva indireta. Com a altera-

ção, a oração passa a ser subordinada substantiva objetiva direta.

Questão 32    (TJDFT/2015) Importa destacar que a violência intrafamiliar pode se

dar tanto de forma omissiva, pela ausência de cuidados necessários ao desenvolvimento

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do indivíduo, de alimentação regular e abrigo, quanto comissiva, pela prática de


atos que violam a liberdade e a integridade física e psíquica da vítima, agressões
físicas ou verbais.
Em “Importa destacar” (l.15), a oração “destacar” exerce função de sujeito.

Certo.
Pergunte ao verbo: o que importa? “Destacar”. Esse verbo, sozinho, é o sujeito ora-
cional, também conhecido como oração subordinada substantiva subjetiva reduzida
de infinitivo.

Questão 33    (TJDFT/2015) Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a
iluminação natural.
A oração “usar a iluminação natural” (l.7) exerce a função de complemento do ad-
jetivo “possível” (l.6).

Errado.
Pergunte ao verbo: o que é possível? “Usar a iluminação natural”, que é o sujeito
oracional, ou oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.

Questão 34    (SEDF/2017) Os biógrafos dos grandes autores sempre tentam ras-
trear os livros que seus personagens leram na juventude.
Na linha 19, o pronome “que” retoma “os livros”, e ambos os termos exercem a

mesma função sintática nas orações em que ocorrem.

Certo.

A expressão “os livros” funciona como OD do verbo “rastrear”; o pronome relativo

“que”, por sua vez, que retoma “os livros”, é OD do verbo “leram”.

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Questão 35    (SEDF/2017) Não têm conta entre nós os pedagogos da prosperidade

que, apegando-se a certas soluções onde, na melhor hipótese, se abrigam verda-

des parciais, transformam-nas em requisito obrigatório e único do progresso.

Seriam preservados a correção gramatical e o sentido do texto caso o vocábulo

“onde” (l.2) fosse substituído por que.

Errado.

Conforme vimos ao longo da explicação teórica, o pronome relativo “onde” é equi-

valente a em que. Basta também observar a relação entre o verbo “abrigar” com

um lugar: quem abriga, abriga algo em algum lugar. Detalhe: o pronome relativo

“onde” pode retomar lugares metafóricos (como “certas soluções” pelos sentidos

do texto), e não apenas lugares físicos.

Questão 36    (ANVISA/2016) A supressão das vírgulas logo após “genéricos” e “ci-

tados”, no trecho “Os genéricos, que, de início, aderiam a todos os preceitos ci-

tados, adquiriram fama e distribuição ampla em todo o mundo” (l. 15 a 17), não

incorreria em erro gramatical, mas, sem elas, a interpretação do termo “Os gené-

ricos” seria restringida.

Certo.

O que a questão quer é que você retire as vírgulas da oração subordinada adjeti-

va. Com vírgulas, ela é explicativa; sem vírgulas, restritiva. E isso altera apenas o

sentido original do texto.

Questão 37    (PC-GO/2016) A probabilidade de se cometerem crimes no presente

está relacionada à quantidade de crimes que já se cometeram.

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A oração “que já se cometeram” (l.18)

a) equivale, sintática e semanticamente, a que foi cometida.

b) está coordenada à expressão “quantidade de crimes” (l.18).

c) explica o termo “crimes” (l.18).

d) complementa o substantivo “quantidade” (l.18).

e) restringe o sentido do termo “crimes” (l.18).

Letra e.

Trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva, usada para restringir o

substantivo “crimes”. Para se ter certeza de que é “crimes”, e não “quantidade”,

basta observar a concordância do verbo “cometeram”.

Questão 38    (TCE-PA/2016) É por meio dessas audiências que o responsável pela

decisão tem acesso às diversas opiniões sobre a matéria debatida e abre oportu-

nidade para as pessoas que irão sofrer os reflexos da deliberação se manifestarem

antes de seu desfecho.

A oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação” (. 22 e 23) é indispensável ao

sentido do período, pois delimita a referência de “pessoas” (.22).

Certo.

A oração “que irão sofrer os reflexos da deliberação” é subordinada explicativa res-

tritiva, e faz referência ao substantivo “pessoas”. Sem ela, o sentido do período é

alterado; por isso, sua indispensabilidade.

Questão 39    (TCE-PA/2016) Estranhamente, governos estaduais cujas despesas

com o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que estouraram o limite

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de gastos com pessoal fixado pela Lei Complementar n. 101/2000, denominada Lei

de Responsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria legislação destina-

da a assegurar, como alegam, maior rigor na gestão de suas finanças.

O pronome “que” (l.2) refere-se a “despesas” (l.1).

Errado.

Tanto o pronome relativo “cujas” bem como “que” fazem referência a “governos

estaduais”, uma vez que introduzem orações adjetivas responsáveis por caracte-

rizá-los. Aliás, o pronome “que”, desempenha a função de sujeito da forma verbal

“estouraram”.

Questão 40    (TCE-PA/2016) O item a seguir apresenta trechos adaptados de tex-

tos do sítio do TCE/PA. Julgue-o quanto à correção gramatical.

A proposta de resolução será analisada pelos conselheiros antes de ser aprovada,

onde os conselheiros podem apresentar emendas e sugestões antes do julgamento

do texto.

Errado.

O erro está no uso do pronome “onde”, que só pode ser usado para fazer referência

a lugares. Uma forma de reescritura seria “A proposta de resolução será anali-

sada pelos conselheiros antes de ser aprovada. Na ocasião, os conselheiros

podem apresentar emendas e sugestões antes do julgamento do texto”.

Questão 41    (TCE-SC/2016) De acordo com a Organização para Cooperação e De-

senvolvimento Econômico (OCDE), a integridade é mais do que a ausência de

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corrupção, pois envolve aspectos positivos que, em última análise, influenciam os


resultados da administração, e não apenas seus processos.
Seria mantido o sentido restritivo da oração iniciada pelo pronome “que” (l.15) se
fosse inserida uma vírgula imediatamente após a palavra “positivos” (l.14).

Errado.
A oração “que, em última análise, influenciam os resultados da administração”
é subordinada adjetiva restritiva, e faz referência ao substantivo “aspectos posi-
tivos”. A inclusão da vírgula tornaria a oração explicativa, o que altera o sentido
original do texto.

Questão 42    (INSS/2016) Na parede da esquerda ficaria a grande e sonhada es-


tante onde caberiam todos os meus livros.
Seria mantida a correção do texto caso o trecho “onde caberiam” (l.6) fosse subs-
tituído por que caberia.

Errado.
O pronome relativo “onde” é equivalente a em que. No texto em questão, outra
possibilidade seria na qual, para concordar com “estante”.

Questão 43    (FUNPRE-SP/2016) O homem que só tinha certezas quase nunca usa-
va ponto de interrogação.
O sentido original do texto seria alterado caso a oração “que só tinha certezas” (l.1)
fosse isolada por vírgulas.

Certo.

A oração “que só tinha certezas” é subordinada adjetiva restritiva, e se refere ao

substantivo “homens”. A inclusão de vírgulas tornaria a oração explicativa, o que

altera o sentido original do texto.

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Questão 44    (TRE-PI/2016) Para o entendimento da concentração da votação em

determinado lugar, é necessário abordar a teoria do contextualismo geográfico,

segundo a qual o comportamento dos eleitores é influenciado pelo ambiente socio-

geográfico seja pelas redes de interação social existentes, seja pela semelhança de

experiências às quais os habitantes de uma região estão submetidos.

Sem prejuízo do sentido original e da coerência do texto, a expressão “às quais”

(l.15) poderia ser substituída por à que.

Errado.

O pronome relativo “às quais” apresenta o sinal indicativo de crase por ser a fusão

entre a preposição a (por ser uma exigência da locução “estão submetidos”) e o

pronome relativo as quais (responsável por retomar “experiências”). Ao trocar as

quais por que, o acento grave passa a ser dispensável, uma vez que apenas a pre-

posição é empregada.

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QUESTÕES DE CONCURSO – LISTA II


Questão 1    (CESPE/2019/TJ-AM/ASSISTENTE JUDICIÁRIO)
A eliminação da vírgula empregada imediatamente após “difusos” (ℓ.25) não com-
prometeria a correção gramatical do texto, mas alteraria os seus sentidos originais.

Questão 2    (CESPE/2019/MPC-PA/CONHECIMENTOS GERAIS/CARGOS DE NÍVEL


SUPERIOR) Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita
para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Ela, agora, reúne todos os setores da
economia que utilizam recursos biológicos.”   Assinale a opção em que a
proposta apresentada preserva a correção gramatical e os sentidos do texto.
a) Ela reúne agora, todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos.
b) Agora ela reúne todos os setores da economia, que utilizam recursos biológicos.
c) Ela reúne, todos os setores da economia que agora utilizam recursos biológicos.
d) Ela reúne todos os setores da economia que utilizam, agora, recursos biológicos.
e) Agora ela reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos.

Questão 3    (CESPE/2019/PGE-PE/ASSISTENTE DE PROCURADORIA)

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A retirada da vírgula empregada na linha 1 alteraria os sentidos originais do primei-

ro período do texto.

Questão 4    (CESPE/2019/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL)

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A correção gramatical do texto seria mantida, mas seu sentido seria alterado, caso

o trecho “que se infiltra no ambiente no qual dormimos” (ℓ. 18 e 19) fosse isolado

por vírgulas.

Questão 5    (CESPE/2018/BNB/ESPECIALISTA TÉCNICO/ANALISTA DE SISTEMA)

As vírgulas que isolam a oração “que estava sentada na ponta da cama” (l. 11 e 12)

foram empregadas para dar ênfase às ideias do texto, por isso sua supressão não

interferiria nos sentidos originais do trecho.

Questão 6    (CESPE/2018/BNB/ANALISTA BANCÁRIO)

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Seria correto isolar a expressão “nós sabemos” (l.8) entre vírgulas, para dar maior

destaque às ideias do trecho em que ela aparece.

Questão 7    (CESPE/2018/TCE-MG/CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS/

CARGOS: 1, 2, 4, 5 E 7)

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A correção gramatical do texto CG1A1-I seria mantida, ainda que seu sentido fosse

alterado, caso se inserisse uma vírgula logo após

a) “combinado” (ℓ.4).

b) “ambiente” (ℓ.14).

c) “superado” (ℓ.20).

d) “democracia” (ℓ.30).

e) “Ambas” (ℓ.31)

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Questão 8    (CESPE/2018/MPE-PI/TÉCNICO MINISTERIAL/ÁREA ADMINISTRATIVA)

Os sentidos originais do texto seriam preservados caso se inserisse uma vírgula

imediatamente após “norte-americanos” (l.9).

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Questão 9    (CESPE/2019/TJ-PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO)

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Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto 1A2-I, o vocábulo “onde”,


no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” (ℓ. 42 e 43), poderia ser substituído
por
a) o qual.
b) em que.

c) que.

d) de cujo.

e) aonde.

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Questão 10    (CESPE/2018/FUB/CONHECIMENTOS BÁSICOS/CARGOS DE NÍVEL

MÉDIO)

A substituição da expressão “em que” (ℓ.8) pelo termo onde manteria a correção

gramatical do texto.

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Questão 11    (CESPE/2018/SEFAZ-RS/TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTA-

DUAL/PROVA 1)

A correção e os sentidos do texto 1A1-II seriam preservados se o termo “no qual”

(l.7) fosse substituído por

a) que.

b) onde.

c) cujo.

d) em cujo.

e) aonde.

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Questão 12    (CESPE/2018/TCE-MG/CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS/

CARGOS: 1, 2, 4, 5 E 7)

Na linha 14 do texto CG1A1-I, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alte-

ração da correção gramatical e dos sentidos do texto, por

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a) no qual.

b) pelo qual.

c) cujas.

d) dos quais.

e) do qual.

Questão 13    (CESPE/2018/PC-SE/DELEGADO DE POLÍCIA)

A oração “que haja a implementação de um modelo de policiamento” (ℓ. 11 e 12)

tem a função de qualificar o adjetivo que a antecede: “essencial” (ℓ.11).

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Questão 14    (CESPE/2018/MPE-PI/TÉCNICO MINISTERIAL/ÁREA ADMINISTRATIVA)

A oração “que inspiraram tais cartas” (l. 5 e 6) modifica o sentido apenas do termo

“grau” (l.5).

Questão 15    (CESPE/2018/MPE-PI/TÉCNICO MINISTERIAL/ÁREA ADMINISTRATIVA)

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A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se substituísse, na linha 9,

“de que” por os quais.

Questão 16    (CESPE/2018/STM/ANALISTA JUDICIÁRIO/REVISÃO DE TEXTO)

A palavra “se” (ℓ .5) classifica-se como conjunção e introduz uma oração completiva.

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Questão 17    (CESPE/2019/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL)

No trecho “Os processos de produção dos objetos que nos cercam movimentam re-

lações diversas entre os indivíduos” (ℓ. 10 a 12), o sujeito da forma verbal “cercam”

é “Os processos de produção dos objetos”.

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Questão 18    (CESPE/2019/CGE/CE/CONHECIMENTOS BÁSICOS)

No texto CB1A1-I, o sujeito da oração “Era custoso” (l.5) é

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a) o segmento “acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes”


(l. 5 e 6).
b) o trecho “alguém naquele cemitério de gigantes” (l.6).
c) o termo “custoso” (l.5).
d) classificado como indeterminado.
e) oculto e se refere ao período “Nem o ar tinha esperança de ser vento” (l. 4 e 5).

Questão 19    (CESPE/2019/PGE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO DE PROCURADORIA)

Todo o trecho subsequente ao termo “difícil” (l.18) funciona como complemento


desse termo.

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Questão 20    (CESPE/2016/POLÍCIA CIENTÍFICA/PE/CONHECIMENTOS GERAIS /

PERITO PAPILOSCOPISTA E AUXILIAR)

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No texto CG1A01AAA, a oração “que sua retirada seja feita em condições de apro-

veitamento útil” (l. 19 e 20) exerce a função de

a) sujeito

b) adjunto adnominal.

c) predicativo do sujeito.

d) predicativo do objeto.

e) objeto direto.

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GABARITO
1. C 8. E 15. C

2. e 9. b 16. C

3. C 10. E 17. E

4. C 11. b 18. a

5. E 12. e 19. E

6. E 13. E 20. e

7. b 14. E

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GABARITO COMENTADO
Questão 1    (CESPE/2019/TJ-AM/ASSISTENTE JUDICIÁRIO)

A eliminação da vírgula empregada imediatamente após “difusos” (ℓ.25) não com-

prometeria a correção gramatical do texto, mas alteraria os seus sentidos originais.

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Certo.

Note que, logo após “difusos”, inicia-se uma oração subordinada adjetiva explica-

tiva. Ao retirar a vírgula, a oração passa a ser restritiva – e isso muda o sentido

original do texto.

Questão 2    (CESPE/2019/MPC-PA/CONHECIMENTOS GERAIS/CARGOS DE NÍVEL

SUPERIOR) Cada uma das opções a seguir apresenta uma proposta de reescrita

para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: “Ela, agora, reúne todos os setores da

economia que utilizam recursos biológicos.”   Assinale a opção em que a

proposta apresentada preserva a correção gramatical e os sentidos do texto.

a) Ela reúne agora, todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos.

b) Agora ela reúne todos os setores da economia, que utilizam recursos biológicos.

c) Ela reúne, todos os setores da economia que agora utilizam recursos biológicos.

d) Ela reúne todos os setores da economia que utilizam, agora, recursos biológicos.

e) Agora ela reúne todos os setores da economia que utilizam recursos biológicos.

Letra e.

Nas letras A e C, a vírgula separa o verbo do complemento; na B, a oração, que era

restritiva, passa a ser explicativa; na D, a mudança de posição do adjunto adverbial

“agora” altera também a sua referência textual.

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Questão 3    (CESPE/2019/PGE-PE/ASSISTENTE DE PROCURADORIA)

A retirada da vírgula empregada na linha 1 alteraria os sentidos originais do primei-

ro período do texto.

Certo.

A oração adjetiva que era explicativa passa a ser restritiva, e isso altera os sentidos

originais do texto.

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Questão 4    (CESPE/2019/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL)

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A correção gramatical do texto seria mantida, mas seu sentido seria alterado, caso

o trecho “que se infiltra no ambiente no qual dormimos” (ℓ. 18 e 19) fosse isolado

por vírgulas.

Certo.

Questão semelhante à anterior, só que a oração original é restritiva e, com a colo-

cação das vírgulas, passa a ser explicativa, o que também altera o sentido original

do texto.

Questão 5    (CESPE/2018/BNB/ESPECIALISTA TÉCNICO/ANALISTA DE SISTEMA)

As vírgulas que isolam a oração “que estava sentada na ponta da cama” (l. 11 e 12)

foram empregadas para dar ênfase às ideias do texto, por isso sua supressão não

interferiria nos sentidos originais do trecho.

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Errado.

Vírgulas de orações subordinadas adjetivas são empregadas por razões semânti-

cas, e não para dar ênfase a expressões.

Questão 6    (CESPE/2018/BNB/ANALISTA BANCÁRIO)

Seria correto isolar a expressão “nós sabemos” (l.8) entre vírgulas, para dar maior

destaque às ideias do trecho em que ela aparece.

Errado.

O pronome relativo “que” funciona como objeto direto de “sabemos”; portanto, a

vírgula separaria o verbo do complemento inadequadamente.

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Questão 7    (CESPE/2018/TCE-MG/CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS/

CARGOS: 1, 2, 4, 5 E 7)

A correção gramatical do texto CG1A1-I seria mantida, ainda que seu sentido fosse
alterado, caso se inserisse uma vírgula logo após

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a) “combinado” (ℓ.4).
b) “ambiente” (ℓ.14).
c) “superado” (ℓ.20).
d) “democracia” (ℓ.30).
e) “Ambas” (ℓ.31)

Letra b.

Logo após a palavra “ambiente”, há uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Ao inserir a vírgula, a mudança de sentido ocorreria, mas a correção gramatical

não seria prejudicada. Peço que você tenha cuidado na letra A: apesar de, após

“combinado”, haver uma oração adjetiva, colocar uma única vírgula prejudicaria a

correção gramatical, uma vez que “um esforço combinado é sujeito de “deve pau-

tar-se”, na linha 7.

Questão 8    (CESPE/2018/MPE-PI/TÉCNICO MINISTERIAL/ÁREA ADMINISTRATIVA)

Os sentidos originais do texto seriam preservados caso se inserisse uma vírgula


imediatamente após “norte-americanos” (l.9).

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Errado.
Como “que mantêm sua construção original” é uma oração subordinada adjetiva,

inserir uma vírgula antes dela altera o sentido original do texto.

Questão 9    (CESPE/2019/TJ-PR/TÉCNICO JUDICIÁRIO)

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Mantendo-se os sentidos e a correção gramatical do texto 1A2-I, o vocábulo “onde”,

no trecho “o lugar onde nós vivemos juntos” (ℓ. 42 e 43), poderia ser substituído por

a) o qual.

b) em que.

c) que.

d) de cujo.

e) aonde.

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Letra b.

O pronome relativo “onde” poderia, no trecho em que se insere, ser trocado por em

que ou no qual.

Questão 10    (CESPE/2018/FUB/CONHECIMENTOS BÁSICOS/CARGOS DE NÍVEL

MÉDIO)

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A substituição da expressão “em que” (ℓ.8) pelo termo onde manteria a correção


gramatical do texto.

Errado.
O pronome “em que” no texto faz referência à “forma presencial”, que não é um
lugar; portanto, o uso de onde é inadequado.

Questão 11    (CESPE/2018/SEFAZ-RS/TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL/

PROVA 1)

A correção e os sentidos do texto 1A1-II seriam preservados se o termo “no qual”

(l.7) fosse substituído por

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a) que.

b) onde.

c) cujo.

d) em cujo.

e) aonde.

Letra b.

O referente de “no qual” é “município”. Por ser um lugar, é possível usar onde.

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Questão 12    (CESPE/2018/TCE-MG/CONHECIMENTOS GERAIS E ESPECÍFICOS/

CARGOS: 1, 2, 4, 5 E 7)

Na linha 14 do texto CG1A1-I, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alte-

ração da correção gramatical e dos sentidos do texto, por

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a) no qual.

b) pelo qual.

c) cujas.

d) dos quais.

e) do qual.

Letra e.

A alternativa correta, além de preservar a preposição “de” – exigência do verbo

“depende” –, concorda com o referente, que é “meio ambiente”.

Questão 13    (CESPE/2018/PC-SE/DELEGADO DE POLÍCIA)

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A oração “que haja a implementação de um modelo de policiamento” (ℓ. 11 e 12)

tem a função de qualificar o adjetivo que a antecede: “essencial” (ℓ.11).

Errado.

Trata-se de uma oração subordinada substantiva subjetiva, cuja oração principal é

“é essencial”. Esse tipo de questão é muito frequente no Cespe, com essa mesma

estrutura!

Questão 14    (CESPE/2018/MPE-PI/TÉCNICO MINISTERIAL/ÁREA ADMINISTRATIVA)

A oração “que inspiraram tais cartas” (l. 5 e 6) modifica o sentido apenas do termo

“grau” (l.5).

Errado.

É preciso entender o texto para resolver esta questão. A ideia do autor é dizer que

tais cartas inspiraram um grau de maluquice, e não apenas “grau”.

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Questão 15    (CESPE/2018/MPE-PI/TÉCNICO MINISTERIAL/ÁREA ADMINISTRATIVA)

A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se substituísse, na linha 9,

“de que” por os quais.

Certo.

O pronome relativo “que” está antecedido pela preposição “de” devido à regência

de “disponho”. Abrir mão do conectivo significa prejudicar a correção gramatical do

texto.

Questão 16    (CESPE/2018/STM/ANALISTA JUDICIÁRIO/REVISÃO DE TEXTO)

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A palavra “se” (ℓ .5) classifica-se como conjunção e introduz uma oração completiva.

Certo.

Essa questão é importante para que você entenda a linguagem do Cespe. No texto,

“se” é uma conjunção integrante, responsável por introduzir a oração subordinada

substantiva objetiva direta “se o autor vai ser entendido ou não...”. Elias, mas por

que o examinador chamou a oração de completiva? Porque o objeto direto é um

complemento verbal. A banca está sempre mais preocupada com a descrição dos

fenômenos linguísticos do que com a prescrição gramatical. Tenha cuidado!

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Questão 17    (CESPE/2019/PRF/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL)

No trecho “Os processos de produção dos objetos que nos cercam movimentam re-
lações diversas entre os indivíduos” (ℓ. 10 a 12), o sujeito da forma verbal “cercam”
é “Os processos de produção dos objetos”.

Errado.
O sujeito do verbo “cercam” é o pronome relativo “que”, que, por sua vez, retoma
“objetos”.

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Questão 18    (CESPE/2019/CGE/CE/CONHECIMENTOS BÁSICOS)

No texto CB1A1-I, o sujeito da oração “Era custoso” (l.5) é

a) o segmento “acreditar que morasse alguém naquele cemitério de gigantes”

(l. 5 e 6).

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b) o trecho “alguém naquele cemitério de gigantes” (l.6).

c) o termo “custoso” (l.5).

d) d) classificado como indeterminado.

e) oculto e se refere ao período “Nem o ar tinha esperança de ser vento” (l. 4 e 5).

Letra a.

Pergunte ao verbo o que era custoso? Sua resposta será “acreditar que morasse

alguém naquele cemitério de gigantes”, que é uma oração subordinada substantiva

subjetiva reduzida de infinitivo.

Questão 19    (CESPE/2019/PGE-PE/ANALISTA JUDICIÁRIO DE PROCURADORIA)

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Todo o trecho subsequente ao termo “difícil” (l.18) funciona como complemento

desse termo.

Errado.

Pergunte ao verbo o que é difícil? Sua resposta será “dizer se a maior turbulência

depende de uma crise moral”, que é uma oração subordinada substantiva subjetiva

reduzida de infinitivo, como na questão anterior.

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Questão 20    (CESPE/2016/POLÍCIA CIENTÍFICA/PE/CONHECIMENTOS GERAIS /

PERITO PAPILOSCOPISTA E AUXILIAR)

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No texto CG1A01AAA, a oração “que sua retirada seja feita em condições de apro-

veitamento útil” (l. 19 e 20) exerce a função de

a) sujeito

b) adjunto adnominal.

c) predicativo do sujeito.

d) predicativo do objeto.

e) objeto direto.

Letra e.

É uma oração subordinada substantiva objetiva direta do verbo “exige”.

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QUESTÕES DE CONCURSO – LISTA III


Questão 1    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/FARMACÊUTICO)

Leia o texto de Ruy Castro, para responder à questão.

Todos chegarão lá

O Brasil está envelhecendo. Segundo projeções oficiais, 20% da população terá

mais de 60 anos em 2030.

Em números absolutos, esperam-se perto de 50 milhões de idosos em 2030

– imagine o volume de antidepressivos, estimulantes e produtos geriátricos que

isso vai exigir.

Não quer dizer que a maioria desses macróbios¹ seguirá o padrão dos velhos

de antigamente, que, malpassados dos 60, equipados com boina, cachecol, suéter,

cobertor nas pernas, eram levados para tomar sol no parquinho.

Quero crer que os velhos de 2030 se parecerão cada vez mais com meus vizi-

nhos do Baixo Vovô, aqui no Leblon – uma rede de vôlei frequentada diariamente

por sexa ou septuagenários torrados de sol, com músculos invejáveis e capazes de

saques e cortadas mortíferas. A vida para eles nunca parou.

Por sorte, a aceitação do velho é agora maior do que nunca. Bem diferente de

1968 – apogeu de algo que me parecia fabricado, chamado “Poder Jovem” –, em

que ser velho era quase uma ofensa. À idade da razão, que deveria ser a aspira-

ção de todos, sobrepunha-se o que Nelson Rodrigues denunciava como “a razão

da idade”: a juventude justificando todas as injustiças e ignomínias² (como as

da Revolução Cultural, na China, em que velhos eram humilhados publicamente

por ser velhos).

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Naquela mesma época, o rock era praticado por jovens esbeltos, bonitos e de

longas cabeleiras louras, para uma plateia de rapazes e moças idem. Hoje, ele é

praticado por velhos carecas, gordos e tatuados, para garotos que podiam ser seus

netos. Já se pode confiar em maiores de 60 anos e, um dia, todos chegarão lá.

(Folha de S.Paulo, 04.10.2013. Adaptado)

¹ macróbios: pessoas que chegaram à idade muito avançada

² ignomínias: infâmias; desonra infligida por julgamento público

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) A velhice é um período da vida para o qual todos nós, em princípio, vamos chegar.

b) Para os septuagenários esportistas do Leblon, cujos saques e cortadas são mor-

tíferos, a vida nunca parou.

c) Nelson Rodrigues, cuja a carreira literária e jornalística é notória, criou a ex-

pressão “a razão da idade”.

d) Em 1968, onde o Poder Jovem chegou ao apogeu, ser velho era quase uma

ofensa.

e) As tradicionais bandas de rock, onde o grupo de fãs é formado por moças e ra-

pazes, continuam fazendo sucesso.

Questão 2    (2017/VUNESP/TCE-SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO)

Avaliar os servidores

Instituições funcionam bem quando conseguem promover os incentivos cor-

retos. Em se tratando do serviço público, isso significa recompensar o mérito e o

esforço, evitando que funcionários sucumbam às forças da inércia.

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Uma das razões do fracasso do socialismo real, recorde-se, foi a ausência de es-

tímulos do gênero aos trabalhadores. Para estes, a escolha racional era não chamar

a atenção dos superiores, negativa ou positivamente.

A gestão de pessoal no Estado brasileiro não chega a reproduzir um modelo so-

viético, mas carece de sistema eficaz de incentivos e sanções. Com efeito, políticas

de bônus por produtividade nas carreiras públicas ainda são tímidas e raramente

bem desenhadas.

Já a dispensa de servidores por insuficiência de desempenho, embora prevista

na Constituição, não pode ser posta em prática porque o Congresso nunca elaborou

uma lei complementar que regulamentasse a avaliação dos profissionais, como a

Carta exige.

Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de avanço. Discute-se no Senado pro-

jeto que cria um sistema de avaliação periódica, a ser adotado por União, Estados

e municípios, que poderá levar à exoneração de servidores que obtenham, por su-

cessivas vezes (o número exato ainda é objeto de negociação), notas inferiores a

30% da pontuação máxima.

Será ingenuidade, entretanto, contar com uma aprovação fácil – os sindicatos

da categoria já se mobilizam contra o texto.

Tampouco se deve imaginar que basta uma lei para alterar o statu quo. Siste-

mas de avaliação de servidores já existentes em alguns órgãos muitas vezes não

passam de um jogo de cena corporativista, que acaba por distribuir premiações


quase generalizadas.
As dificuldades, contudo, não podem ser pretexto para o imobilismo. O projeto
se apresenta como um passo inicial importante; uma vez posto em prática, a ex-
periência servirá de base para eventuais aperfeiçoamentos.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.09.2017. Adaptado)

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Assinale a alternativa em que o pronome está empregado em conformidade com a

norma padrão.
a) A dispensa de servidores onde o desempenho é insuficiente não pode ser posta
em prática.
b) A dispensa de servidores que o desempenho é insuficiente não pode ser posta
em prática.
c) A dispensa de servidores cujo desempenho é insuficiente não pode ser posta em
prática.
d) A dispensa de servidores o qual o desempenho é insuficiente não pode ser posta
em prática.
e) A dispensa de servidores aonde o desempenho é insuficiente não pode ser posta
em prática.

Questão 3    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA-SP/AUXILIAR)

A língua maltratada
É impressionante como as pessoas falam e escrevem de maneira errada. Pre-
senciar punhaladas na língua não me assusta tanto. Fico de cabelo em pé ao per-
ceber que as pessoas acham feio falar corretamente. Se alguém usa uma palavra

diferente, numa roda de amigos, acaba ouvindo:

– Hoje você está gastando, hein?

Vira motivo de piada. O personagem que fala certinho é sempre o chato nos

programas humorísticos. Mesmo em uma cidade como São Paulo, onde a concor-

rência profissional é enorme, ninguém parece preocupado em corrigir erros de lin-

guagem. Incluem-se aí profissionais de nível universitário.

Um dos maiores crimes é cometido contra o verbo haver. Raramente alguém

coloca o H. Mesmo em jornais, costumo ler: “Não se sabe a quanto tempo...”.

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Outro dia, estava assistindo ao trailer de Medidas Extremas. Lá pelas tantas, sur-

ge a legenda: “Vou preveni-lo”. O verbo é prevenir. No filme Asas do Amor, também

não falta uma preciosidade. Diz-se que um personagem é “mal”. O certo é “mau”.

Legendas de filme não deveriam sofrer um cuidado extra? Para se defender, o

responsável pelas frases tortas é bem capaz de dizer:

– Deu para entender, não deu?

Errar, tudo bem. O problema é deixar o erro seguir em frente.

Em novelas de televisão, no teatro, nos filmes, por exemplo, justifica-se empre-

gar uma linguagem coloquial*, pois os atores devem falar como as personagens que

interpretam. Mas há limites, pode-se manter o tom coloquial sem massacrar a língua.

Muita gente passa o dia malhando na academia. Outros conhecem vinhos. Exis-

tem gourmets capazes de identificar um raro tempero na primeira garfada. Analis-

tas econômicos são capazes de analisar todas as bolsas do universo. No entanto,

boa parte acha normal atropelar o português.

Descaso com a língua é desprezo em relação à cultura. Será que um dia essa

mentalidade vai mudar?

(Walcyr Carrasco. VejaSP, 22.04.1998. Adaptado)

*coloquial: informal

Assinale a alternativa em que os dois trechos completam, correta e respectivamen-

te, as seguintes frases:

Muitas pessoas consideram feio falar de acordo com a norma-padrão, mas este é

um ponto de vista...

Que as legendas dos filmes sejam redigidas com o devido cuidado é prática...

a) a que o autor é contrário; de que o autor é favorável.

b) a que o autor é contrário; em que o autor endossa.

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c) de que o autor diverge; com que o autor pactua.

d) de que o autor diverge; de que o autor é favorável.

e) em que o autor se opõe; com que o autor pactua.

Questão 4    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE ITANHAÉM-SP/FISIOTERAPEUTA)

A quem pertence um país e quem tem o direito de morar nele? Com um pas-

sado incomparável e camadas históricas extraordinariamente variadas, inclusive

em seus momentos de fluxo e refluxo populacional, a Itália já fechou o debate. A

lotação está esgotada. Foram mais de 180000 pessoas, na maioria absoluta vindas

da África, no ano passado. Até organizações humanitárias dizem que não dá mais

para acomodar gente em cidadezinhas minúsculas, vilarejos medievais ou bairros

distantes de uma metrópole como Roma.

As ondas humanas criaram situações sem precedentes. As ONGs para as quais

sempre cabem muitos mais tornaram-se colaboradoras dos traficantes que ganham

com o comércio de gente, um escândalo ético espantoso. Começaram a fazer o

bem e se transformaram em parte integrante de um processo de imensa perver-

sidade, cujos promotores praticam abusos indescritíveis. Embora cruel, o sistema

é de uma eficiência impressionante. Até os botes de borracha, cujos passageiros

pagam para ser resgatados por navios de ONGs, da Marinha italiana ou de outros

países europeus, são fabricados especificamente para esse tipo de transporte. Cada

passagem custa por volta de 1500 euros, ou 5500 reais. O negócio foi calculado em

390 milhões de dólares no ano passado.

A questão dos grandes deslocamentos humanos vindos do mundo pobre, en-

crencado, conflagrado ou simplesmente com menos benefícios sociais, em direção

ao mundo rico, já provocou conhecidas reações políticas, das quais a mais estrondosa

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foi a eleição de Donald Trump. A palavra-chave no fenômeno atual é benefícios. Ao

contrário dos imigrantes que vieram para o Novo Mundo, entre os quais tantos de

nossos antepassados, com uma malinha, muitos carimbos nos documentos e espe-

rança de emprego, as ondas humanas atuais chegam aos países ricos com abrigo,

saúde e educação providos pelo Estado de bem-estar social. Organizações supra-

nacionais, como a própria União Europeia, também têm verbas para dar garantias

inimagináveis pelos imigrantes do passado. O problema, como sabemos, é que o

dinheiro não aparece magicamente nos cofres dos Estados ou seus avatares.

(Vilma Gryzinski, Lotou ou ainda cabe mais? Veja, 26.07.2017. Adaptado)

Considere a seguinte passagem do texto:

Começaram a fazer o bem e se transformaram em parte integrante de um processo

de imensa perversidade, cujos promotores praticam abusos indescritíveis.

No trecho “... cujos promotores praticam abusos indescritíveis...”, o pronome

destacado

a) retoma o sentido da palavra “integrante”.

b) faz referência antecipada à noção de abuso.

c) expressa a noção de posse em relação à palavra “promotores”.

d) expressa a noção de intensidade em relação à palavra “imensa”.

e) retoma o sentido da expressão “parte integrante”.

Questão 5    (2017/VUNESP/CÂMARA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE ITANHAÉM-SP/

ASSISTENTE LEGISLATIVO)

Personagem do imaginário popular e de uma novela, a marquesa de Santos,

célebre amante de dom Pedro I, aos poucos deixa o rodapé da história para ganhar

personalidade, ambição e protagonismo mais nítidos. A partir de arquivos pouco

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estudados, pesquisadores e historiadores redesenham a trajetória da paulista Do-

mitila de Castro Canto e Melo como uma mulher forte, independente, pragmática e

de excepcional tino financeiro. “Domitila era plural, muito mais que uma amante”,

resume o historiador Paulo Rezzutti, que está relançando seu livro Domitila – A

verdadeira História da Marquesa de Santos, de 2013, com documentos inéditos e

reveladores. O mais significativo, em termos históricos, é o diário que confirma a

existência do primeiro dos cinco filhos dos dois amantes, um menino sobre o qual

se especulava haver nascido, mas de quem não se tinha notícia de ter sobrevivido.

Mesmo sendo criticada pelas costas e alvo constante de caricaturas e artigos in-

juriosos, Domitila, mulher bonita, inteligente e alegre, experimentou ascensão so-

cial meteórica na capital. Frequentava seus saraus todo mundo que era importante.

No ápice da trajetória de amante imperial, foi nomeada dama de honra da pobre

Leopoldina, que sofria com a situação, e ganhou o título de marquesa, o segundo

degrau da nobreza brasileira. A paixão de Domitila e dom Pedro ficou registrada em

cartas não recomendáveis para menores. “Ele a amava com amor selvagem, sem

conhecer limites nem regras de direito, moral ou religião”, diz a historiadora Mary

Del Priore, que pesquisou a vida da marquesa.

(Luísa Bustamante, As faces de Domitila. Veja, 09.08.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a alteração na pontuação do trecho modifica o sen-


tido da frase original.

a) ... foi nomeada dama de honra da pobre Leopoldina, que sofria com a situação e

ganhou o título de marquesa, o segundo degrau da nobreza brasileira. (3º parágrafo)

b) ... resume o historiador Paulo Rezzutti, que está relançando seu livro Domitila –

A verdadeira História da Marquesa de Santos (de 2013) com documentos inéditos

e reveladores. (1º parágrafo)

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c) O mais significativo em termos históricos é o diário que confirma a existência do

primeiro dos cinco filhos dos dois amantes... (2º parágrafo)


d) ... a marquesa de Santos – célebre amante de dom Pedro I – aos poucos deixa
o rodapé da história para ganhar personalidade, ambição e protagonismo mais ní-
tidos. (1º parágrafo)
e) ... Domitila (mulher bonita, inteligente e alegre) experimentou ascensão social
meteórica na capital. (3º parágrafo)

Questão 6    (2017/VUNESP/CÂMARA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE ITANHAÉM-SP/


ASSISTENTE LEGISLATIVO)

A gente ainda não sabia


A gente ainda não sabia que a Terra era redonda. E pensava-se que nalgum lugar,
muito longe, deveria haver num velho poste uma tabuleta qualquer – uma tabu-
leta meio torta e onde se lia, em letras rústicas: FIM DO MUNDO. Ah! depois nos
ensinaram que o mundo não tem fim e não havia remédio senão irmos andando
às tontas como formigas na casca de uma laranja. Como era possível, como era
possível, meu Deus, viver naquela confusão? Foi por isso que estabelecemos uma
porção de fins de mundo...
(Mário Quintana, A vaca e o hipogrifo)

A alternativa que substitui, correta e respectivamente, as palavras onde e senão,

em destaque no texto, é:

a) cuja – salvo.

b) que – ou.

c) em que – do contrário.

d) da qual – porém.

e) na qual – exceto.

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Questão 7    (2017/VUNESP/CÂMARA DE PORTO FERREIRA-SP/ASSESSOR DE IM-

PRENSA)

Ao mar
Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava
tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa
tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David...
O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de
gávea* Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros.
– A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando
pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava
a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas
águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não
o venceu, não o venceu!
E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu?
Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário
de bordo. Um dia, disse em voz alta: “Mar, animal rumorejante!” Achou bonita esta
frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou.
À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e
rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém
os viu?
– Joel, vem almoçar! – gritava a mãe.
Joel viajava ao largo; perto da África.
(Moacyr Scliar, Os melhores contos. Adaptado)

* lugar, no topo dos mastros de embarcações antigas, de onde um marinheiro pers-

crutava o horizonte, para avistar terra

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Assinale a alternativa correta quanto à regência, de acordo com a norma-padrão.

a) Joel foi até na janela e constatou de que tudo estava inundado por ali.

b) Joel vigiava sempre, e seus pensamentos aludiam nos esplêndidos aventureiros.

c) A alimentação de Joel compunha-se em peixes exóticos, que lhe satisfaziam.

d) Certa vez, houve uma tempestade à qual durou sete horas, mas sem triunfar

em Joel.

e) Não se assistiu a nenhum ataque dos monstros, mas Joel estava certo da sua

existência.

Questão 8    (2017/VUNESP/IPRESB-SP/ASSISTENTE PREVIDENCIÁRIO)

A idade das palavras

Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é

que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plasti-

ficada dizendo “Eu sou prafrentex!”.

Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comporta-

mentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de

amigos, o máximo de liberdade imaginável até então. Mas agora é passado... As-

sim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”,

agora se usa gato, se não estou atrasado... Volta e meia noto alguém exclamar à

passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”.

Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas

fica difícil mudar o modo de falar.

Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para

rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona

vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90?

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Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os

amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com

ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia.

Que adolescente aceitaria hoje ir a um “mingau dançante”? Vão para a balada,

para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde!

Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua.

Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam.

Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda

se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”,

para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80.

A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade

mais do que as rugas!

(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

Leia as frases:

O máximo de liberdade possível, ________ que se acreditava na época, era uma

jovem solteira viajar com amigos.

Para o autor, os alimentos calóricos, __________ quais os adolescentes fogem, são

uma delícia.

As lacunas das frases devem ser preenchidas, correta e respectivamente, pelas

preposições:

a) a... dos

b) a... com os

c) de... aos

d) em... dos

e) em.... Aos

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Questão 9    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE ITANHAÉM-SP/RECEPCIONISTA)


Geração Cibernética
Os computadores ficaram mais fáceis. Uso um computador como uma super-
máquina de escrever. Recentemente, o filho de um amigo, de 11 anos, estava
em casa. Em segundos, trocou a imagem de “papel de parede”. Descobriu jogos.
Baixou arquivos. Apagou alguns, depois de me mostrar que tornavam meu laptop
mais lento. Impossível eu não me sentir um asno quando um moleque dá com sim-
plicidade lições sobre uma máquina que me acompanha há anos. A verdade é que
me sinto um asno até mesmo diante de um micro-ondas de última geração, com
múltiplas funções. Sonho com os aparelhos antigos, com uma única função. Basta-
va apertar um botão e pronto!
A questão é que as crianças de hoje em dia já nascem sabendo. Ou quase.
Qualquer uma pega um celular e aprende as funções em segundos! Tablet e laptop
nem se fala. Pesquisam, descobrem jogos, quebram senhas. Para essa geração que
vem aí, a cibernética é simples. Fico tentando achar explicações. Terá havido uma
mudança cerebral? Não digo física, embora acredite na evolução das espécies. Mas
na forma de usar os neurônios? Surgiram diferentes formas de pensar e analisar o
mundo, a partir da cibernética? É um novo tipo de inteligência que desponta?
Seja o que for, essa ligação umbilical com celulares e computadores terá efeitos
no futuro próximo. Como serão essas crianças quando adultas? Sem dúvida, mais
informadas, com mais ferramentas de pesquisa e conhecimento. Quais serão, po-
rém, seus valores, na medida em que a internet é uma terra de ninguém? Estamos
diante de um novo jeito de ser, viver e pensar. E como tudo o que é novo, por mais

correções que sejam necessárias, também implicará um passo à frente, em termos

de civilização. Não tenha dúvidas: seu filho será muito diferente de você.

(Walcyr Carrasco. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyrcarrasco/noti-


cia/2016/10/geracao-cibernetica.html. Publicado em 27 out. 2016. Acesso em: 03 jun. 2017.
Adaptado)

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Considere a frase reescrita a partir do texto:

O garoto apagou alguns arquivos que tornavam meu laptop mais lento.

Assinale a alternativa em que, ao se substituir o termo em destaque, a frase per-

manece com seu sentido original e de acordo com a norma-padrão da língua por-

tuguesa.

a) O garoto apagou alguns arquivos com os quais tornavam meu laptop mais lento.

b) O garoto apagou alguns arquivos pelos quais tornavam meu laptop mais lento.

c) O garoto apagou alguns arquivos dos quais tornavam meu laptop mais lento.

d) O garoto apagou alguns arquivos nos quais tornavam meu laptop mais lento.

e) O garoto apagou alguns arquivos os quais tornavam meu laptop mais lento.

Questão 10    (2017/VUNESP/CÂMARA DE SUMARÉ-SP/PROCURADOR JURÍDICO) A

questão foi elaborada tendo como base o texto de Reinaldo José Lopes, a seguir.

Em livro ambicioso, sociólogo analisa incertezas do futuro

Falta de ambição claramente não é o problema de A Era do Imprevisto: A Gran-

de Transição do Século 21, novo livro do sociólogo mineiro Sérgio Abranches. Se o

leitor já se perguntou, como imagino, que diabos está acontecendo com o mundo

nos últimos anos e o que pode vir daqui para a frente, a obra do especialista for-

mula algumas respostas – imaginativas, provisórias e diabolicamente complicadas.

Ele tem se especializado na interface entre política global e questões ambien-

tais, uma conexão que, por si só, já seria suficiente para produzir calvície e gastrite

nos espíritos mais serenos. Esse eixo político-ambiental está no cerne do livro, mas

o sociólogo também tenta investigar como a ascensão das redes sociais pode afetar

a organização da sociedade do futuro; como o conhecimento emergente (biotecno-

logia, nanotecnologia, inteligência artificial) pode transformar a vida humana neste

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século; e o que a tradição filosófica ocidental e as descobertas da biologia evolucio-

nista têm a dizer sobre nossa natureza e nosso futuro como espécie.

Para Abranches, a sede de ir ao cerne de todas essas questões existenciais se

justifica pelo próprio subtítulo do livro: estaríamos vivendo “a grande transição do

século 21”, um ponto de virada tão importante, à sua maneira, quanto o Renasci-

mento do século 16 ou a Revolução Industrial do século 18.

Num cenário fulcral como esse, nada mais lógico que tudo pareça bagunçado e

em crise permanente. Estruturas políticas, sociais, econômicas e culturais velhas

ainda estão se encaminhando lentamente para o leito de morte, enquanto suas

substitutas passam por um parto difícil. Resultado: sensação perpétua de caos e de-

salento, ainda que o momento também esteja repleto de potencialidades positivas.

Abranches está convicto de que a falta de controle sobre o capitalismo tem

solapado o funcionamento das democracias. “As leis de mercado são hoje um eu-

femismo que designa a combinação entre controle oligopolista e hegemonia do

capital financeiro”, resume. Nesse cenário, poucos decidem os destinos de bilhões.

Onde ver esperança? Para Abranches, será crucial usar as possibilidades do ci-

berespaço para criar um modelo de participação política mais direto, evitando que

a democracia representativa se transforme de vez em oligarquia. Resta saber como

fazer isso sem que as redes sociais se transformem numa reunião de condomínio

improdutiva de dimensões planetárias.

(Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo, 27.05.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a inclusão do pronome com a preposição redunda em

versão correta da frase, de acordo com a modalidade padrão.

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a) Estaríamos vivendo a grande transição do século 21. / Século 21, a que estarí-

amos vivendo a grande transição.

b) O eixo político-ambiental está no cerne do livro. / Livro em cujo cerne está o

eixo político-ambiental.

c) Estruturas velhas estão se encaminhando para o leito de morte. / Leito de mor-

te, do qual as estruturas velhas estão se encaminhando.

d) Em livro ambicioso, sociólogo analisa incertezas do futuro. / Livro ambicioso, do

qual o sociólogo analisa incertezas do futuro.

e) A humanidade precisa enfrentar o maior desafio em um futuro próximo. / Um

futuro próximo, com o qual a humanidade precisa enfrentar o maior desafio.

Questão 11    (2017/VUNESP/CÂMARA DE SUMARÉ-SP/ESCRITURÁRIO) Leia a char-


ge e responda à questão.

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Considere a frase elaborada com base na charge.

O tempo que os futuros esposos gastarão diariamente com a conectividade virtual, com-

portamento __________, é um dado a se levar em conta nos relacionamentos atuais.

Para completar corretamente a frase, assinale a alternativa cujo trecho esteja cor-

reto de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal.

a) ao qual o padre mostra desapontamento

b) ao qual o padre faz alusão

c) com o qual o padre menciona

d) do qual o padre se refere

e) do qual o padre recrimina

Questão 12    (2017/VUNESP/CÂMARA DE SUMARÉ-SP/AUXILIAR DE ADMINISTRA-

ÇÃO) Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes e a regência das

palavras estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) Não informaram-me que preferiam doces do que salgados.

b) Mesmo que nos convidem, não estamos habituados a festas.

c) Fiquei responsável de cuidar da criança, mesmo que não paguem-me.

d) Este é o livro em que mais gosto de ler quando sobra-me tempo.

e) Me trouxeram brinquedos prejudiciais em crianças muito pequenas.

Questão 13    (2017/VUNESP/TJ-SP/SERVIÇO SOCIAL) Leia o texto para responder

à questão.

Com quase quatro anos, minha filha começa a compreender um elemento fundamen-

tal da existência: o tempo. Meu filho, de dois, não tem a menor ideia ________ haja

um antes e um depois. Sua vida é um agora contínuo, uma tela diante_________

passam mamadeira, berço, carrinho, pudim, avó, banho, Lego, minhoca. Outro dia

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me meti numa encrenca ___________ resolvi falar que “amanhã” seria aniversário

dele e ele iria ganhar presente. Ele abriu um sorriso, pediu o presente. Eu disse

“amanhã”. Ele pediu de novo, educadamente, mas já sem o sorriso. Não entendia

________ eu não lhe dava o presente. Repeti, educadamente (e sorrindo muitíssi-

mo), que o presente seria dado “amanhã”. Foi aquela choradeira. Claro.

(Antonio Prata, “Eu não quero ficar velhinha”. Folha de S.Paulo, 19.02.2017. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, cor-

reta e respectivamente, com:

a) de que... da qual... porque... por que

b) em que... na qual... por que... por que

c) que... à qual... porquê... porque

d) de que... na qual... porquê... porquê

e) que... a qual... porque... porque

Questão 14    (2017/VUNESP/TJ-SP/SERVIÇO SOCIAL) Leia o texto para responder

à questão.

A moléstia conservou durante muitos dias – dias angustiosos e terríveis – um

caráter de excessiva gravidade; durante longo tempo, Fadinha, que estava com

todo o corpo cruelmente invadido pela medonha erupção, teve a existência por um

fio. Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal,

e Fadinha ficou boa, completamente boa, depois de ter estado suspensa entre a

vida e a morte.

Ficou boa, mas desfigurada: a moça mais bonita do Rio de Janeiro transforma-

ra-se num monstro. Aquele rosto intumescido e esburacado não conservara nada,

absolutamente nada da beleza célebre de outrora. Ela, porém, consolou-se vendo

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que o amor de Remígio, longe de enfraquecer, crescera, fortificado pelo espetáculo

do seu martírio.

A mãe, conquanto insensível às boas ações, não pôde disfarçar a admiração e

o prazer que o moço lhe causou no dia em que lhe pediu a filha em casamento,

dizendo:

– Só havia um obstáculo à minha felicidade: era a formosura – de Fadinha.

Agora que esse obstáculo desapareceu, espero que a senhora não se oponha a um

enlace que era o desejo de seu marido.

Realizou-se o casamento. D. Firmina, desprovida sempre de todo o senso moral,

entendeu que devia ser aproveitado o rico enxoval oferecido pelo primeiro noivo;

Remígio, porém, teve o cuidado de fazer com que o restituíssem ao barão. A ceri-

mônia efetuou-se com toda a simplicidade, na matriz do Engenho Novo.

Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita, não da boniteza

irradiante e espetaculosa de outrora, mas, enfim, com um semblante agradável, o

quanto bastava para regalo dos olhos enamorados do esposo. Remígio dizia, since-

ramente, quem sabe? que a achava assim mais simpática, e os sinais das bexigas

lhe davam até um “não sei quê”, que lhe faltava dantes.

– Não é bela que me inquiete, nem feia que me repugne. Era assim que eu a

desejava.

O caso é que ambos foram muito felizes. Ainda vivem. Remígio é atualmente um

alto funcionário, pai de cinco filhos perfeitamente educados.

(Arthur Azevedo, “A moça mais bonita do Rio de Janeiro”. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

No período “espero que a senhora não se oponha a um enlace”, a oração em des-

taque exerce a mesma função sintática que a expressão destacada em:

a) ... os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal...

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b) ... o moço lhe causou no dia em que lhe pediu a filha em casamento...

c) A cerimônia efetuou-se com toda a simplicidade, na matriz do Engenho Novo.

d) Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita...

e) Só havia um obstáculo à minha felicidade: era a formosura – de Fadinha.

Questão 15    (2017/VUNESP/CRBIO 1ª REGIÃO/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Leia

o texto de Adriana Gomes para responder à questão.

Tentação do imediato

É difícil definir o status de uma época quando ainda se está nela, mas certamen-

te uma das características marcantes do momento atual é o imediatismo. Percebo a

tendência de simplificação nos procedimentos e a opção pelas ações que oferecem

vantagens imediatas e menores riscos, sem considerar as consequências futuras.

Esse comportamento pode ser resultante da dificuldade de se lidar com as frus-

trações geradas, basicamente, por três motivos: demora, contrariedade e conflito.

Seus efeitos podem ser agressão, regressão e fuga. Um experimento famoso feito

na Universidade Stanford (EUA), no final dos anos 1960, testou a capacidade de

crianças resistirem à atração da recompensa instantânea – e rendeu informações

úteis sobre a força de vontade e a autodisciplina. Aquelas que resistiram tiveram

mais sucesso na vida.

A atitude imediatista praticamente impacta todas as decisões, desde a vida pes-

soal à rotina das empresas, chegando até à condução do país. O que importa é o

hoje e o agora!

Muitas vezes, o valor da durabilidade e da consistência – o longo prazo – pare-

ce uma história fantasiosa. Entretanto, a vida prática confirma que o investimento

em educação de qualidade e a dedicação aos estudos, por exemplo, geram bons

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resultados futuros. Profissionais bem qualificados e competentes em suas áreas de

atuação, ou seja, aqueles que se dedicaram, aprofundaram seus conhecimentos e

os praticaram, costumam encontrar melhores opções na vida profissional.

É preciso, todavia, acreditar nessa equação e investir tempo e dinheiro para

colher seus frutos. Os atalhos são tentadores, mas seus resultados a longo prazo

tendem a ser frustrantes.

(Folha de S.Paulo, 31.01.2016. Adaptado)

Os atalhos ____________ são tentadores, mas podem trazer resultados frustrantes.

Atendendo à norma-padrão de regência verbal, a lacuna dessa frase deve ser pre-

enchida com:

a) pelos quais muitos optam

b) aos quais muitos acreditam

c) dos quais muitos se apoiam

d) com que muitos se utilizam

e) em que muitos valorizam

Questão 16    (2017/VUNESP/UNESP/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) Leia a manche-

te do UOL.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, res-

pectivamente, com:

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a) perdoá-lo... que

b) perdoar-lhe... à qual

c) perdoar ele... o qual

d) perdoá-lo... cujo

e) perdoar ele... aonde

Questão 17    (2017/VUNESP/TJM-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Leia o

texto para responder à questão a seguir.

Muito antes de haver história, já havia seres humanos. Animais bastante simila-

res aos humanos modernos surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Mas,

por incontáveis gerações, eles não se destacaram da miríade de outros organismos

com os quais partilhavam seu habitat.

Em um passeio pela África Oriental de 2 milhões de anos atrás, você pode-

ria muito bem observar certas características humanas familiares: mães ansiosas

acariciando seus bebês e bandos de crianças despreocupadas brincando na lama;

jovens temperamentais rebelando-se contra as regras da sociedade e idosos can-

sados que só queriam ficar em paz; machos orgulhosos tentando impressionar as

beldades locais e velhas matriarcas sábias que já tinham visto de tudo. Esses hu-

manos arcaicos amavam, brincavam, formavam laços fortes de amizade e compe-

tiam por status e poder – mas os chimpanzés, os babuínos e os elefantes também.

Não havia nada de especial nos humanos. Ninguém, muito menos eles próprios,

tinha qualquer suspeita de que seus descendentes um dia viajariam à Lua, divi-

diriam o átomo, mapeariam o código genético e escreveriam livros de história. A

coisa mais importante a saber acerca dos humanos pré-históricos é que eles eram

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animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente não era maior que o de go-

rilas, vaga-lumes ou águas-vivas. (Yuval Noah Harari. Sapiens: uma breve história

da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio, Porto Alegre, L&PM, 2015, p. 08-09)

Um termo que expressa sentido de “posse” está destacado em:

a) Mas, por incontáveis gerações, eles não se destacaram... (1⁰ parágrafo)

b) ... da miríade de outros organismos com os quais partilhavam... (1⁰ parágrafo)

c) ... você poderia muito bem observar certas características... (2⁰ parágrafo)

d) ... idosos cansados que só queriam ficar em paz... (2⁰ parágrafo)

e) ... eles eram animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente... (2⁰ pa-
rágrafo)

Questão 18    (2017/VUNESP/TJM-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Uma


frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua é:
a) O pai alegou em que tinha sobrevivido dois anos com sua própria comida.
b) O pai tentou persuadir o filho de que era capaz de cozinhar.
c) O pai não conseguiu convencer o filho que estava apto com cozinhar.
d) O pai acabou revelando de que não estava preparado de cozinhar.
e) O pai aludiu da época que tinha sobrevivido com sua própria comida.

Questão 19    (2017/VUNESP/CÂMARA DE MOGI DAS CRUZES-SP/PROCURADOR

JURÍDICO) Considere o texto baseado na tirinha a seguir.

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Zlitz adverte o companheiro _____________ que estão perdidos no espaço. Zlotz,

mostrando-se _________________, mas _____________, afirma que tem um

mapa ______________ qual poderão se orientar. Porém o mapa ___________

que ele faz menção é astrológico, o que é inútil para que possam encontrar a rota

desejada.

Para que o texto esteja correto de acordo com a norma-padrão da língua portu-

guesa e mantenha-se fiel ao sentido da tirinha, as lacunas devem ser preenchidas,

respectivamente, por:

a) de... proativo... inexperiente... com o... a

b) de... temeroso... inconsequente... do... com

c) de... diligente... estabanado... do... a

d) a... voluntarioso... inábil... com o... em

e) a... intrépido... ingênuo... no... em

Questão 20    (2017/VUNESP/CÂMARA DE MOGI DAS CRUZES-SP/AUXILIAR ADMINIS-

TRATIVO)

O substituto da vida

Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava

a ela, escrevia o que tinha de escrever, relia para ver se era aquilo mesmo, fechava

a máquina, entregava a matéria e ia à vida.

Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da edito-

ria de esporte, ir à esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema.

Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina e

abria um livro, escutava um disco ou dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a

máquina no dia seguinte.

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Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de men-


sagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às que

precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis. Quando me dou conta,

já é noite lá fora e não saí da frente da tela.

Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o

telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de

cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador,

o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isso que nem lhe

chego perto – temo que ele me substitua também.


(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 02.01.2016. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase escrita a partir do texto está correta quanto

à regência verbal e nominal, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) Após terminar o trabalho, fechava a máquina com a qual trabalhava e me dedi-

cava a outras atividades que sentia prazer de realizar.

b) Após terminar o trabalho, fechava a máquina pela qual trabalhava e me dedica-

va a outras atividades que sentia prazer realizar.

c) Após terminar o trabalho, fechava a máquina da qual trabalhava e me dedicava

em outras atividades que sentia prazer sobre realizar.

d) Após terminar o trabalho, fechava a máquina pela qual trabalhava e me dedica-

va por outras atividades que sentia prazer realizar.

e) Após terminar o trabalho, fechava a máquina a qual trabalhava e me dedicava

de outras atividades que sentia prazer de realizar.

Questão 21    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE GUARULHOS-SP/ASSISTENTE DE

GESTÃO) Leia o texto “Infância na praia”, de Danuza Leão, para responder à ques-

tão.

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Não se pode dar corda à memória: a gente começa brincando, mas ela não

faz cerimônia e vai invadindo nossas mentes e nossos corações. Para mim são,

ainda e sempre, as recordações da infância na praia muito mais fortes do que eu

podia imaginar.

No terreno das brincadeiras, a mais comum era o caldo: quem não se lembra

do terror de levar um? Também se brincava de jogar areia nos outros, aos gritos,

para horror dos adultos, e a pior de todas: se deixar ser enterrada ficando só com a

cabeça de fora, e todo mundo fingir que ia embora, só de maldade, deixando você

sozinha e esquecida.

No terreno mais leve, a grande proeza era mergulhar e passar por baixo das

pernas abertas da prima, lembra? Aliás, essa é uma raça em extinção: as primas.

Elas eram muitas, e a convivência, intensa. Hoje, nas cidades grandes, existem

poucas tias e pouquíssimas primas.

As crianças catavam conchas para colar, e era difícil fazer um buraquinho com

um prego e um martelinho, sem quebrar a concha, para passar o barbante. As

cor-de-rosa eram as mais lindas, e, quando se encontrava um búzio, era uma ver-

dadeira festa. As conchas acabaram; onde terão ido parar?

No final da tarde, a praia já sem sol, voltavam os barcos de pesca: as pessoas

ficavam em volta comprando o peixe nosso de cada dia, que seria feito naquela

mesma noite. Naquele tempo não havia nem alface nem tomate nem molho de

maracujá, e para dar uma corzinha na comida se usava colorau – já ouviu falar?

Camarão só às vezes, mas, em compensação, havia cações com a carne rija,

que davam uma moqueca muito boa. Os peixes eram vendidos por lote, não cus-

tavam quase nada, e o que sobrava era distribuído ali mesmo. Mas os fregueses

eram honestos, e ninguém deixava de comprar para levar algum de graça, no final

das transações.

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Às vezes corria um boato assustador: de que o mar estava cheio de águas-vi-

vas, o que era um acontecimento. Água-viva é uma rodela gelatinosa que, segundo

diziam, se encostasse no corpo, queimava como fogo. Ia todo mundo para a bei-

ra da água tentando ver alguma, mas ninguém entrava no mar, de medo. No dia

seguinte, a areia estava cheia delas, e com uma varinha a gente ficava mexendo,

sempre com muito cuidado: afinal, era uma gelatina, mas viva – uma coisa mesmo

muito estranha.

Para evitar queimaduras, se usava óleo Dagele, e se alguém dissesse que anos

depois uma massagem de algas, daquelas mesmas algas verdes e marrons com as

quais a gente dançava dentro da água, não custaria menos de US$ 100 em Nova

York ou Paris, ninguém acreditaria.

Naquele tempo não havia refrigerantes, não se tomava água gelada, e as crian-

ças rezavam uma ave-maria antes de dormir, sendo que algumas ajoelhadas.

Não havia abajur nas mesas de cabeceira e na hora de dormir se apagava a luz

do teto, com sono ou sem sono, e ficávamos com os pensamentos voando, espe-

rando o sono chegar.

E ninguém se queixava de nada, até porque não havia do que se queixar, porque

era assim e pronto.

(Folha de S.Paulo, 17.04.2005. Adaptado)

Sem alface, tomate ou molho de maracujá, preparava-se o peixe, _____________

colorau para dar uma corzinha, de maneira bastante simples.

A lacuna da frase deve ser preenchida corretamente por:

a) com o qual se acrescentava

b) para o qual se somava

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c) sob o qual se misturava

d) do qual se juntava

e) ao qual se adicionava

Questão 22    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE ALUMÍNIO-SP/PROCURADOR JURÍ-

DICO)

Em busca do tempo perdido

Houve um tempo, já um pouco distante, em que fui perseguido tenazmente

por uma mesma pergunta. Nas dezenas de entrevistas a que fui submetido, tive

de responder que rodava mil e quinhentos quilômetros por semana. Isso não pa-

receria nada estranho aos repórteres se eu fosse um motorista profissional, mas

era professor.

O significado que a pergunta começou a formular em minha consciência, con-

tudo, eclodiu passado algum tempo, quando uma repórter, com ar meio incrédulo,

acrescentou: “Mas então quantas horas o senhor passa dentro do carro a cada se-

mana?” Pronto, estava estabelecido o conflito íntimo. A partir de então comecei a

fazer cálculos, a estabelecer porcentagens, comecei a me torturar. Quanto tempo

da minha vida estava jogando fora por semana, por mês, por ano?

Torturei-me durante algumas semanas com essa ideia. Pensei até em mudar de

profissão. Jogar fora nas estradas meu precioso tempo pareceu-me de uma irres-

ponsabilidade sem perdão.

Dias depois me lembrei de um poema de Mario Quintana, lido há muitos anos

e nunca mais encontrado. Era sobre a passagem do trem por uma estaçãozinha.

Havia os que chegavam e havia os que partiam. Além deles havia os que não che-

gavam nem partiam, apenas ficavam olhando as pessoas nas janelas do trem e

sonhando com o mundo além, o mundo possível se houvesse a coragem de partir. E

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ele arrematava com uns poucos versos em que dizia não importar a estação de par-

tida nem a de chegada. O que vale mesmo, dizia o mago do Caderno H, é a viagem.

O poema de Mario Quintana devolveu-me a paz. Sem me sentir culpado por es-

tar jogando fora a vida pela janela do carro, voltei a usar o tempo das travessias,

em que o corpo estava preso e condicionado a uns poucos movimentos mecânicos,

para soltar a imaginação. Assim foi que, no azul do céu, quase sempre muito azul,

debaixo do qual costumava viajar, começaram a surgir revoadas de palavras que

aos poucos e aos bandos se combinavam, pintavam cores e formas, botavam algu-

mas ideias respirando e de pé.

(Menalton Braff. www.cartacapital.com.br/sociedade/ em-busca-do-tempo-perdido-8754.html,


03.05.2014. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta o substituto correto para a construção destacada.

a) Nas dezenas de entrevistas a que fui submetido... (1º parágrafo) – às quais

concedi

b) Torturei-me durante algumas semanas... (3º parágrafo) – Sujeitei-me à tortura

c) Dias depois me lembrei de um poema de Mario Quintana... (4º parágrafo) – re-

portei-me

d) ... apenas ficavam olhando as pessoas nas janelas do trem... (4º parágrafo) –

examinando às

e) O poema de Mario Quintana devolveu-me a paz. (5º parágrafo) – deu-me à paz

de volta

Questão 23    (2016/VUNESP/MPE-SP/BIÓLOGO)

McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não

implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada participante das novas

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mídias terá um envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá

a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das infor-

mações que conseguir. A aclamada transparência da coisa pública carrega consigo

o risco de fim da privacidade e a superexposição de nossas pequenas ou grandes

fraquezas morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos participar.

Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas em número de atu-

alizações nas páginas e na capacidade dos usuários de distinguir essas variações

como relevantes no conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes.

Para achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter

a habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a extrair informações

relevantes de um conjunto finito de observações e reconhecer a organização geral

da rede de que participam.

O fluxo de informação que percorre as artérias das redes sociais é um poderoso

fármaco viciante. Um dos neologismos recentes vinculados à dependência cada vez

maior dos jovens a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem

conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o sentimento de pânico

experimentados por um número crescente de pessoas quando acaba a bateria do

dispositivo móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,

como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da sensibilidade, pode

tanto ser um remédio quanto um veneno para o espírito.

(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. Revista USP, no 92. Adaptado)

A substituição do trecho destacado por aquele colocado entre parênteses está de

acordo com a norma-padrão de regência verbal em:

a) ... e fazer o uso que quiser das informações que conseguir. (a que achar con-

veniente)

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b) ... superexposição [...] ao julgamento da comunidade de que escolhemos

participar. (com a qual escolhemos conviver)

c) ... terá a chance de meter o bedelho onde bem quiser... (intrometer-se aon-

de desejar)

d) McLuhan já alertava que a aldeia global... (prenunciava de que)

e) O fluxo de informação que percorre as artérias das redes sociais... (ao qual

atravessa)

Questão 24    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO PAULO-SP/ANALISTA)

O mundo vive hoje um turbilhão de sentimentos e reações no que diz respeito

aos refugiados. Trata-se de uma enorme tragédia humana, à qual temos assistido

pela TV no conforto de nossas casas.

Imagens dramáticas mostram famílias inteiras, jovens, crianças e idosos che-

gando à Europa em busca de um lugar supostamente mais seguro para viver.

Embora os refugiados da Síria tenham ganhado maior destaque, existem ainda os

refugiados africanos e os latino-americanos.

Dentro da América Latina, vemos grandes migrações, uma marcha de pessoas

que buscam o refúgio, mas que terminam em uma espécie de exílio.

O Brasil, que sempre se destacou por sua capacidade de acolher diferentes

culturas, apresenta uma das sociedades com maior diversidade. Podemos afirmar

nossa capacidade de lidar com o multiculturalismo com bastante naturalidade, em-

bora, muitas vezes, a questão seja tratada de maneira superficial. Por outro lado,

o preconceito existente, antes disfarçado, deixou de ser tímido e passou a se ma-

nifestar de forma aberta e hostil. Comparado a outros países, o Brasil não recebe

um número elevado de refugiados, e a maioria da sociedade brasileira aceita-os,

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acreditando que é possível fazer algo para ajudá-los, mesmo diante do momento

crítico da economia e da política.

Diante desse cenário, destacam-se as iniciativas de solidariedade, de forma

objetiva e praticada por jovens estudantes de nossas universidades. Com a cabeça

aberta e o respeito ao diferente, muitos deles manifestam uma visão de mundo que

permite acreditar em transformações sociais de base.

(Soraia Smaili, Refugiados no Brasil: entre o exílio e a solidariedade. Em: cartacapital.com.br.


02.02.2016. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão, assinale a alternativa que dá correta sequ-


ência à frase: Trata-se de uma enorme tragédia humana,
a) de cujas informações recebemos no conforto de nossas casas.
b) a qual buscamos informações no conforto de nossas casas.
c) sobre a qual obtemos informações no conforto de nossas casas.
d) à qual ficamos sabendo a respeito no conforto de nossas casas.
e) pela qual ouvimos falar na mídia no conforto de nossas casas.

Questão 25    (2016/VUNESP/IPSMI/PROCURADOR) O emprego dos termos desta-


cados e do sinal indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão em:
a) Sei que para mim chegar onde cheguei a luta foi dura, frente à frente com mui-
tas dificuldades.
b) Sempre soube que em mim existe uma tendência à vencer, que me leva aonde
eu desejo.
c) O homem sabe que vai aonde quiser, graças à ação de um poder maior que lhe
conduz os passos.
d) Agimos à partir da hora em que deixaram nós sozinhos, naquele escritório aon-
de não havia nada.

e) Foi à luta, pensando que onde fosse estaria sem amigos que lhe apoiassem.

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Questão 26    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PROCURADOR

MUNICIPAL) Leia a crônica “Não parta”, de Antonio Prata, para responder à ques-

tão.

Ter trinta e poucos anos significa, entre outras coisas, que é praticamente im-

possível reunir cinco casais num jantar sem que haja pelo menos uma grávida. E

estar na presença de uma grávida significa, entre outras coisas, que é praticamente

impossível falar de qualquer outro assunto que não daquele rotundo e miraculoso

acontecimento, a desenrolar-se do lado de lá do umbigo em expansão.

Enquanto a conversa gira em torno dos nomes cogitados, da emoção do ultras-

som, dos diferentes modelos de carrinho, o clima costuma ser agradável e os convi-

vas se aprazem diante da vida que se aproxima. Mas eis então que alguém pergun-

ta: “e aí, vai ser parto normal ou cesárea?”, e toda possível harmonia vai pra cucuia.

Num extremo, estão as mulheres que querem parir de cócoras, ao pé de um

abacateiro, sob os cuidados de uma parteira de cem anos, tendo como anestesia

apenas um chá de flor de macaúba e cantigas de roda de 1924. Na outra ponta,

estão as que têm tremedeiras só de pensar em parto normal, pretendem ir direto

pra cesárea, tomar uma injeção e acordar algumas horas depois, tendo no colo um

bebê devidamente parido, lavado, escovado, penteado e com aquela pulseirinha vip

no braço, já com nome, número de série e código de barras.


Os dois lados acusam o outro de violência: as naturebas dizem que a cesárea
é um choque; as artificialebas alegam que dar as costas à medicina é uma irres-
ponsabilidade. Eu, que durante meses ouvi calado as discussões, pesei bastante
os argumentos e cheguei, enfim, a uma conclusão: abaixo o nascimento! Viva a
gravidez!
Imaginem só a situação: os primeiros grãos de consciência germinam em seu
cérebro. Você boia num líquido morninho – nem a gravidade, essa pequena e

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constante chateação, te aborrece. Você recebe alimento pelo umbigo. Você dorme,
acorda, dorme, acorda e jamais tem que cortar as unhas dos pés. Então, de repen-
te, o líquido se vai, as paredes te espremem, a fonte seca, a luz te cega e, daí pra
frente, meu amigo, é só decadência: cólicas, fome, sede, pernilongos, decepções,
contas a pagar. Eis um resumo de nossa existência: nove meses no paraíso, no-
venta anos no purgatório.
Freud diz que todo amor que buscamos é um pálido substituto de nosso pri-
meiro, único e grande amor: a mãe. Discordo. A mãe já é um pálido substituto de
nosso primeiro, único e grande amor: a placenta. Tudo, daí pra frente – as religiões,
os relacionamentos amorosos, a música pop, a semiótica* e a novela das oito – é
apenas uma busca inútil e desesperada por um novo cordão umbilical, aquele cabo
USB por onde fazíamos, em banda larga, o download da felicidade. Do parto em
diante, meu caro leitor, meu caro companheiro de infortúnio, a vida é conexão dis-
cada, wi-fi mequetrefe, e em vão nos arrastamos por aí, atrás daquela impossível
protoconexão.
No próximo jantar, se estiver do lado de uma grávida, jogarei um talher no
chão e, ao abaixar para pegá-lo, cochicharei bem rente à barriga: “te segura, ga-
roto! Quando começar a tremedeira, agarra bem nas paredes, se enrola no cor-
dão, carca os pés na borda e não sai, mesmo que te cutuquem com um fórceps,
te estendam uma mão falsamente amiga, te sussurrem belas cantigas de roda, de
1924. Te segura, que o negócio aqui é roubada!”.
(Revista Ser Médico. Edição 57 – Outubro/Novembro/Dezembro de 2011. www.cremesp.org.
br. Adaptado) *semiótica: ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos
diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou coletividades.

Leia as frases.

Cinco casais jovens reuniram-se para um jantar ______________ assunto princi-

pal tornou-se, inevitavelmente, a opção por parto normal ou cesárea.

Para o cronista, a busca por um novo cordão umbilical, ______________ procede-

mos desde o nascimento, infelizmente é inútil.

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De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas das frases devem

ser preenchidas, respectivamente, com:

a) com que o... em que

b) para o qual... com que

c) cujo... a que

d) do qual o... para a qual

e) aonde o... de que

Questão 27    (2016/VUNESP/UNESP/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A frase redi-

gida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é:

a) A grande quantidade de satélites que beiram o sol e a lua tornou os discos vo-

adores menos atraentes.

b) Algo mais sensacional e comovente estão tomando a atenção daqueles aos

quais olham para o céu do Rio de Janeiro.

c) À contemplar um drama bem antigo, foi formado dois partidos na cidade: o das

pombas e o do gavião.

d) O autor alegou de que os gaviões comem suas pombas com a mesma inocência

com que tal come o seu milho.

e) É impossível pomba e gavião conviver sem que exista confrontos de algum tipo,

pois este se alimenta daquelas.

Questão 28    (2016/VUNESP/MPE-SP/OFICIAL DE PROMOTORIA – NÍVEL MÉDIO)

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom ho-

mem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdo-

avam por não ser culpa dele.

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O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fos-
se comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o
suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do
seu patrimônio.
Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia
que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade
dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só
a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.
O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mu-
lher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se
era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?
(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão e os sentidos do texto, na passagem do últi-


mo parágrafo – O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era subme-
tido pela mulher... – a parte em destaque pode ser reescrita da seguinte forma:
a) ... a que era imposto pela mulher.
b) ... que era infligido pela mulher.
c) ... que lhe era imposta pela mulher.
d) ... de que era imposta pela mulher.

e) ... em que era infligida pela mulher.

Questão 29    (2016/VUNESP/MPE-SP/OFICIAL DE PROMOTORIA – NÍVEL MÉDIO)

Na passagem do 3º parágrafo – Casara-se com d. Laura, que [....] era mais inteli-

gente e instruída que ele. –, emprega-se a vírgula para indicar uma

a) conversa entre as personagens do conto.

b) conclusão sintetizando as divergências entre as personagens.

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c) explicação quanto às qualidades de d. Laura.


d) correção relativa à personalidade de d. Laura.
e) citação contendo o pensamento de Garcia.

Questão 30    (2016/VUNESP/MPE-SP/OFICIAL DE PROMOTORIA – NÍVEL MÉDIO)

Japão irá auxiliar Minas Gerais com


a experiência no enfrentamento de tragédias
Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se reer-
guer em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar experiência e tec-
nologias para superar a tragédia em Mariana
A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamen-
to de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os
danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber treinamento por
meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca
de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no
modelo japonês Koban.
O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em
2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase chega-
ram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país enfrentou
nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já
voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para lidar com a
tragédia ocorrida em Mariana.
(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado) Assinale a alternativa cor-
reta quanto à norma-padrão e aos sentidos do texto.

a) As parcerias nipo-brasileiras pautam-se em cooperação para contornar as tra-

gédias.

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b) Tanto o Brasil quanto o Japão estão certos que as parcerias nipo-brasileiras ren-

derão bons frutos.

c) A experiência do Japão mostra que não há como discordar com as parcerias

nipobrasileira.

d) A catástrofe vivida em Mariana revela de que são importantes as parcerias ni-

posbrasileiras.

e) Não se pode esquecer a irrelevância dos momentos de tragédia e das parcerias

nipo-brasileira.

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GABARITO
1. b 24. c

2. c 25. c

3. c 26. c

4. c 27. a

5. a 28. c

6. e 29. c

7. e 30. a

8. d

9. e

10. b

11. b

12. b

13. a

14. e

15. a

16. a

17. e

18. b

19. a

20. a

21. e

22. b

23. b

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GABARITO COMENTADO
Questão 1    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/FARMACÊUTICO)

Leia o texto de Ruy Castro, para responder à questão.

Todos chegarão lá

O Brasil está envelhecendo. Segundo projeções oficiais, 20% da população terá

mais de 60 anos em 2030.

Em números absolutos, esperam-se perto de 50 milhões de idosos em 2030 –

imagine o volume de antidepressivos, estimulantes e produtos geriátricos que isso

vai exigir.

Não quer dizer que a maioria desses macróbios¹ seguirá o padrão dos velhos

de antigamente, que, malpassados dos 60, equipados com boina, cachecol, suéter,

cobertor nas pernas, eram levados para tomar sol no parquinho.

Quero crer que os velhos de 2030 se parecerão cada vez mais com meus vizi-

nhos do Baixo Vovô, aqui no Leblon – uma rede de vôlei frequentada diariamente

por sexa ou septuagenários torrados de sol, com músculos invejáveis e capazes de

saques e cortadas mortíferas. A vida para eles nunca parou.

Por sorte, a aceitação do velho é agora maior do que nunca. Bem diferente de

1968 – apogeu de algo que me parecia fabricado, chamado “Poder Jovem” –, em

que ser velho era quase uma ofensa. À idade da razão, que deveria ser a aspira-

ção de todos, sobrepunha-se o que Nelson Rodrigues denunciava como “a razão

da idade”: a juventude justificando todas as injustiças e ignomínias² (como as da

Revolução Cultural, na China, em que velhos eram humilhados publicamente por

ser velhos).

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Naquela mesma época, o rock era praticado por jovens esbeltos, bonitos e de

longas cabeleiras louras, para uma plateia de rapazes e moças idem. Hoje, ele é

praticado por velhos carecas, gordos e tatuados, para garotos que podiam ser seus

netos. Já se pode confiar em maiores de 60 anos e, um dia, todos chegarão lá.

(Folha de S.Paulo, 04.10.2013. Adaptado)

¹ macróbios: pessoas que chegaram à idade muito avançada

² ignomínias: infâmias; desonra infligida por julgamento público

Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) A velhice é um período da vida para o qual todos nós, em princípio, vamos chegar.

b) Para os septuagenários esportistas do Leblon, cujos saques e cortadas são mor-

tíferos, a vida nunca parou.

c) Nelson Rodrigues, cuja a carreira literária e jornalística é notória, criou a ex-

pressão “a razão da idade”.

d) Em 1968, onde o Poder Jovem chegou ao apogeu, ser velho era quase uma

ofensa.

e) As tradicionais bandas de rock, onde o grupo de fãs é formado por moças e ra-

pazes, continuam fazendo sucesso.

Letra b.

Na letra A, deveria ser ao qual; na C, não pode haver artigo após “cuja”; na D,

“onde” não pode retomar “1968”; na E, “onde” não pode retomar “bandas”.

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Questão 2    (2017/VUNESP/TCE-SP/AGENTE DE FISCALIZAÇÃO)

Avaliar os servidores
Instituições funcionam bem quando conseguem promover os incentivos cor-
retos. Em se tratando do serviço público, isso significa recompensar o mérito e o
esforço, evitando que funcionários sucumbam às forças da inércia.
Uma das razões do fracasso do socialismo real, recorde-se, foi a ausência de es-
tímulos do gênero aos trabalhadores. Para estes, a escolha racional era não chamar
a atenção dos superiores, negativa ou positivamente.
A gestão de pessoal no Estado brasileiro não chega a reproduzir um modelo so-
viético, mas carece de sistema eficaz de incentivos e sanções. Com efeito, políticas
de bônus por produtividade nas carreiras públicas ainda são tímidas e raramente
bem desenhadas.
Já a dispensa de servidores por insuficiência de desempenho, embora prevista
na Constituição, não pode ser posta em prática porque o Congresso nunca elaborou
uma lei complementar que regulamentasse a avaliação dos profissionais, como a
Carta exige.
Vislumbra-se, agora, uma possibilidade de avanço. Discute-se no Senado pro-
jeto que cria um sistema de avaliação periódica, a ser adotado por União, Estados
e municípios, que poderá levar à exoneração de servidores que obtenham, por su-
cessivas vezes (o número exato ainda é objeto de negociação), notas inferiores a
30% da pontuação máxima.
Será ingenuidade, entretanto, contar com uma aprovação fácil – os sindicatos
da categoria já se mobilizam contra o texto.
Tampouco se deve imaginar que basta uma lei para alterar o statu quo. Siste-
mas de avaliação de servidores já existentes em alguns órgãos muitas vezes não
passam de um jogo de cena corporativista, que acaba por distribuir premiações
quase generalizadas.

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As dificuldades, contudo, não podem ser pretexto para o imobilismo. O projeto

se apresenta como um passo inicial importante; uma vez posto em prática, a ex-

periência servirá de base para eventuais aperfeiçoamentos.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 29.09.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o pronome está empregado em conformidade com a

norma padrão.

a) A dispensa de servidores onde o desempenho é insuficiente não pode ser posta

em prática.

b) A dispensa de servidores que o desempenho é insuficiente não pode ser posta

em prática.

c) A dispensa de servidores cujo desempenho é insuficiente não pode ser posta em

prática.

d) A dispensa de servidores o qual o desempenho é insuficiente não pode ser posta

em prática.

e) A dispensa de servidores aonde o desempenho é insuficiente não pode ser posta

em prática.

Letra c.

Na A e E, “onde” e “aonde” não retomam lugares. Na B e D, não é possível empre-

gar “que” ou “o qual”, pois há relação de posse entre “servidores” e desempenho”.

Questão 3    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE MARÍLIA-SP/AUXILIAR)

A língua maltratada

É impressionante como as pessoas falam e escrevem de maneira errada. Pre-

senciar punhaladas na língua não me assusta tanto. Fico de cabelo em pé ao perceber

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que as pessoas acham feio falar corretamente. Se alguém usa uma palavra diferen-
te, numa roda de amigos, acaba ouvindo:
– Hoje você está gastando, hein?
Vira motivo de piada. O personagem que fala certinho é sempre o chato nos
programas humorísticos. Mesmo em uma cidade como São Paulo, onde a concor-
rência profissional é enorme, ninguém parece preocupado em corrigir erros de lin-
guagem. Incluem-se aí profissionais de nível universitário.
Um dos maiores crimes é cometido contra o verbo haver. Raramente alguém
coloca o H. Mesmo em jornais, costumo ler: “Não se sabe a quanto tempo...”.
Outro dia, estava assistindo ao trailer de Medidas Extremas. Lá pelas tantas,
surge a legenda: “Vou preveni-lo”. O verbo é prevenir. No filme Asas do Amor,
também não falta uma preciosidade. Diz-se que um personagem é “mal”. O
certo é “mau”.
Legendas de filme não deveriam sofrer um cuidado extra? Para se defender, o
responsável pelas frases tortas é bem capaz de dizer:
– Deu para entender, não deu?
Errar, tudo bem. O problema é deixar o erro seguir em frente.
Em novelas de televisão, no teatro, nos filmes, por exemplo, justifica-se empre-
gar uma linguagem coloquial*, pois os atores devem falar como as personagens que
interpretam. Mas há limites, pode-se manter o tom coloquial sem massacrar a língua.
Muita gente passa o dia malhando na academia. Outros conhecem vinhos. Exis-
tem gourmets capazes de identificar um raro tempero na primeira garfada. Analis-
tas econômicos são capazes de analisar todas as bolsas do universo. No entanto,
boa parte acha normal atropelar o português.

Descaso com a língua é desprezo em relação à cultura. Será que um dia essa

mentalidade vai mudar?

(Walcyr Carrasco. VejaSP, 22.04.1998. Adaptado)

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*coloquial: informal

Assinale a alternativa em que os dois trechos completam, correta e respectivamen-

te, as seguintes frases:

Muitas pessoas consideram feio falar de acordo com a norma-padrão, mas este é

um ponto de vista...

Que as legendas dos filmes sejam redigidas com o devido cuidado é prática...

a) a que o autor é contrário; de que o autor é favorável.

b) a que o autor é contrário; em que o autor endossa.

c) de que o autor diverge; com que o autor pactua.

d) de que o autor diverge; de que o autor é favorável.

e) em que o autor se opõe; com que o autor pactua.

Letra c.

Na primeira, só é possível eliminar a letra E, pois “opõe” exige preposição a. Na

segunda, é possível eliminar as demais, pois “favorável” exige a, e “endossa” não

exige preposição.

Questão 4    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE ITANHAÉM-SP/FISIOTERAPEUTA)

A quem pertence um país e quem tem o direito de morar nele? Com um pas-

sado incomparável e camadas históricas extraordinariamente variadas, inclusive

em seus momentos de fluxo e refluxo populacional, a Itália já fechou o debate. A

lotação está esgotada. Foram mais de 180000 pessoas, na maioria absoluta vindas

da África, no ano passado. Até organizações humanitárias dizem que não dá mais

para acomodar gente em cidadezinhas minúsculas, vilarejos medievais ou bairros

distantes de uma metrópole como Roma.

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As ondas humanas criaram situações sem precedentes. As ONGs para as quais

sempre cabem muitos mais tornaram-se colaboradoras dos traficantes que ganham

com o comércio de gente, um escândalo ético espantoso. Começaram a fazer o

bem e se transformaram em parte integrante de um processo de imensa perver-

sidade, cujos promotores praticam abusos indescritíveis. Embora cruel, o sistema

é de uma eficiência impressionante. Até os botes de borracha, cujos passageiros

pagam para ser resgatados por navios de ONGs, da Marinha italiana ou de outros

países europeus, são fabricados especificamente para esse tipo de transporte. Cada

passagem custa por volta de 1500 euros, ou 5500 reais. O negócio foi calculado em

390 milhões de dólares no ano passado.

A questão dos grandes deslocamentos humanos vindos do mundo pobre, en-

crencado, conflagrado ou simplesmente com menos benefícios sociais, em direção

ao mundo rico, já provocou conhecidas reações políticas, das quais a mais estrondo-

sa foi a eleição de Donald Trump. A palavra-chave no fenômeno atual é benefícios.

Ao contrário dos imigrantes que vieram para o Novo Mundo, entre os quais tantos

de nossos antepassados, com uma malinha, muitos carimbos nos documentos e

esperança de emprego, as ondas humanas atuais chegam aos países ricos com

abrigo, saúde e educação providos pelo Estado de bem-estar social. Organizações

supranacionais, como a própria União Europeia, também têm verbas para dar ga-

rantias inimagináveis pelos imigrantes do passado. O problema, como sabemos, é

que o dinheiro não aparece magicamente nos cofres dos Estados ou seus avatares.

(Vilma Gryzinski, Lotou ou ainda cabe mais? Veja, 26.07.2017. Adaptado)

Considere a seguinte passagem do texto:

Começaram a fazer o bem e se transformaram em parte integrante de um processo

de imensa perversidade, cujos promotores praticam abusos indescritíveis.

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No trecho “... cujos promotores praticam abusos indescritíveis...”, o pronome

destacado

a) retoma o sentido da palavra “integrante”.

b) faz referência antecipada à noção de abuso.

c) expressa a noção de posse em relação à palavra “promotores”.

d) expressa a noção de intensidade em relação à palavra “imensa”.

e) retoma o sentido da expressão “parte integrante”.

Letra c.

Lembre-se de que o pronome relativo “cujo” é usado para estabelecer relações

de posse.

Questão 5    (2017/VUNESP/CÂMARA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE ITANHAÉM-SP/

ASSISTENTE LEGISLATIVO)

Personagem do imaginário popular e de uma novela, a marquesa de Santos,

célebre amante de dom Pedro I, aos poucos deixa o rodapé da história para ganhar

personalidade, ambição e protagonismo mais nítidos. A partir de arquivos pouco

estudados, pesquisadores e historiadores redesenham a trajetória da paulista Do-

mitila de Castro Canto e Melo como uma mulher forte, independente, pragmática e

de excepcional tino financeiro. “Domitila era plural, muito mais que uma amante”,

resume o historiador Paulo Rezzutti, que está relançando seu livro Domitila – A

verdadeira História da Marquesa de Santos, de 2013, com documentos inéditos e

reveladores. O mais significativo, em termos históricos, é o diário que confirma a

existência do primeiro dos cinco filhos dos dois amantes, um menino sobre o qual

se especulava haver nascido, mas de quem não se tinha notícia de ter sobrevivido.

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Mesmo sendo criticada pelas costas e alvo constante de caricaturas e artigos in-

juriosos, Domitila, mulher bonita, inteligente e alegre, experimentou ascensão so-

cial meteórica na capital. Frequentava seus saraus todo mundo que era importante.

No ápice da trajetória de amante imperial, foi nomeada dama de honra da pobre

Leopoldina, que sofria com a situação, e ganhou o título de marquesa, o segundo

degrau da nobreza brasileira. A paixão de Domitila e dom Pedro ficou registrada em

cartas não recomendáveis para menores. “Ele a amava com amor selvagem, sem

conhecer limites nem regras de direito, moral ou religião”, diz a historiadora Mary

Del Priore, que pesquisou a vida da marquesa.

(Luísa Bustamante, As faces de Domitila. Veja, 09.08.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a alteração na pontuação do trecho modifica o sen-

tido da frase original.

a) ... foi nomeada dama de honra da pobre Leopoldina, que sofria com a situação e

ganhou o título de marquesa, o segundo degrau da nobreza brasileira. (3º parágrafo)

b) ... resume o historiador Paulo Rezzutti, que está relançando seu livro Domitila –

A verdadeira História da Marquesa de Santos (de 2013) com documentos inéditos

e reveladores. (1º parágrafo)

c) O mais significativo em termos históricos é o diário que confirma a existência do

primeiro dos cinco filhos dos dois amantes... (2º parágrafo)

d) ... a marquesa de Santos – célebre amante de dom Pedro I – aos poucos deixa

o rodapé da história para ganhar personalidade, ambição e protagonismo mais ní-

tidos. (1º parágrafo)

e) ... Domitila (mulher bonita, inteligente e alegre) experimentou ascensão social

meteórica na capital. (3º parágrafo)

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Letra a.

É a única em que a mudança de pontuação altera o sentido, uma vez que se trata

de uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Questão 6    (2017/VUNESP/CÂMARA DA ESTÂNCIA BALNEÁRIA DE ITANHAÉM-SP/

ASSISTENTE LEGISLATIVO)

A gente ainda não sabia

A gente ainda não sabia que a Terra era redonda. E pensava-se que nalgum

lugar, muito longe, deveria haver num velho poste uma tabuleta qualquer – uma

tabuleta meio torta e onde se lia, em letras rústicas: FIM DO MUNDO. Ah! depois

nos ensinaram que o mundo não tem fim e não havia remédio senão irmos andan-

do às tontas como formigas na casca de uma laranja. Como era possível, como era

possível, meu Deus, viver naquela confusão? Foi por isso que estabelecemos uma

porção de fins de mundo...

(Mário Quintana, A vaca e o hipogrifo)

A alternativa que substitui, correta e respectivamente, as palavras onde e senão,

em destaque no texto, é:

a) cuja – salvo.

b) que – ou.

c) em que – do contrário.

d) da qual – porém.

e) na qual – exceto.

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Letra e.

Como o pronome “onde” contém a preposição “em”, já é possível eliminar as letras


A, B, e D. Na segunda substituição, basta analisar o sentido.

Questão 7    (2017/VUNESP/CÂMARA DE PORTO FERREIRA-SP/ASSESSOR DE IM-


PRENSA)

Ao mar
Choveu dias e depois amanheceu. Joel chegou à janela e olhou o quintal: estava
tudo inundado! Joel vestiu-se rapidamente, disse adeus à mãe, embarcou numa
tábua e pôs-se a remar. Hasteou no mastro uma bandeira com a estrela de David...
O barco navegava mansamente. As noites se sucediam, estreladas. No cesto de
gávea* Joel vigiava e pensava em todos os esplêndidos aventureiros.
– A la mar! A la mar! – gritava Joel entoando cânticos ancestrais. Despertando
pela manhã, alimentava-se de peixes exóticos; escrevia no diário de bordo e ficava
a contemplar as ilhas. Os nativos viam-no passar – um ser taciturno, distante, nas
águas, distante do céu. Certa vez – uma tempestade! Durou sete horas. Mas não
o venceu, não o venceu!
E os monstros? Que dizer deles, se nunca ninguém os viu?
Joel remava afanosamente; às vezes, parava só para comer e escrever no diário
de bordo. Um dia, disse em voz alta: “Mar, animal rumorejante!” Achou bonita esta
frase; até anotou no diário. Depois, nunca mais falou.
À noite, Joel sonhava com barcos e mares, e ares e céus, e ventos e prantos, e

rostos escuros, monstros soturnos. Que dizer destes monstros, se nunca ninguém

os viu?

– Joel, vem almoçar! – gritava a mãe.

Joel viajava ao largo; perto da África.

(Moacyr Scliar, Os melhores contos. Adaptado)

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* lugar, no topo dos mastros de embarcações antigas, de onde um marinheiro pers-

crutava o horizonte, para avistar terra

Assinale a alternativa correta quanto à regência, de acordo com a norma-padrão.

a) Joel foi até na janela e constatou de que tudo estava inundado por ali.

b) Joel vigiava sempre, e seus pensamentos aludiam nos esplêndidos aventureiros.

c) A alimentação de Joel compunha-se em peixes exóticos, que lhe satisfaziam.

d) Certa vez, houve uma tempestade à qual durou sete horas, mas sem triunfar

em Joel.

e) Não se assistiu a nenhum ataque dos monstros, mas Joel estava certo da sua

existência.

Letra e.

Na A, a preposição “de” deve ser eliminada, pois “constatou” é VTD; na B, “aludir”

exige preposição “a”; na C, “compunha-se” exige a preposição “de”; na D, não de-

veria haver crase em “à qual”.

Questão 8    (2017/VUNESP/IPRESB-SP/ASSISTENTE PREVIDENCIÁRIO)

A idade das palavras


Já cansei de ver gente madura falando gíria para parecer jovem. O trágico é
que, em geral, a gíria é velha, daí que é terrível ver uma senhora madura e plasti-
ficada dizendo “Eu sou prafrentex!”.
Esse termo foi usado nos anos 60 para dizer que uma jovem aceitava comporta-
mentos mais ousados, tipo viajar no fim de semana para a praia com um grupo de
amigos, o máximo de liberdade imaginável até então. Mas agora é passado... As-
sim como as variações para falar de homem bonito. Houve época em que era “pão”,

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agora se usa gato, se não estou atrasado... Volta e meia noto alguém exclamar à
passagem de um homem atlético: “Ai, que pão!”.
Esse é o mal das gírias. Marcam a juventude de cada um. O tempo passa, mas
fica difícil mudar o modo de falar.
Lembro o sucesso de “boko moko”, criado por uma marca de refrigerante para
rotular de cafona quem não tomava a tal bebida. Caiu na boca do povo. Cafona
vale? Ou devo dizer “out”, como na década de 90?
Reconheço, tenho saudade de certos termos. Lembro-me das conversas com os
amigos nos anos 70, quando fiz faculdade e era frequente ouvir “tou numas com
ela”, equivalente, guardadas algumas proporções, ao “ficar” de hoje em dia.
Que adolescente aceitaria hoje ir a um “mingau dançante”? Vão para a balada,
para a “night”. Aliás, a maioria foge de mingau e de qualquer delícia que engorde!
Muita gente odeia gíria e a considera um dialeto capaz de estraçalhar a língua.
Elas esquecem que, no seu tempo, também a usavam.
Não é fácil acompanhar sua evolução e, às vezes, me confundo: não sei se ainda
se fala “hype” para indicar algo que no passado foi “in”. Ou que alguém é “fashion”,

para dizer que está “nos trinques”, como nos anos 80.

A verdade é: não há botox ou plástica que resista. Gíria velha denuncia a idade

mais do que as rugas!

(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br/cidades/ a-idade-das-palavras/ Adaptado)

Leia as frases:

O máximo de liberdade possível, ________ que se acreditava na época, era uma

jovem solteira viajar com amigos.

Para o autor, os alimentos calóricos, __________ quais os adolescentes fogem, são

uma delícia.

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As lacunas das frases devem ser preenchidas, correta e respectivamente, pelas

preposições:

a) a... dos

b) a... com os

c) de... aos

d) em... dos

e) em.... Aos

Letra d.

“acreditava” exige a preposição “em”; “foge” exige a preposição “de”.

Questão 9    (2017/VUNESP/PREFEITURA DE ITANHAÉM-SP/RECEPCIONISTA)

Geração Cibernética

Os computadores ficaram mais fáceis. Uso um computador como uma super-

máquina de escrever. Recentemente, o filho de um amigo, de 11 anos, estava

em casa. Em segundos, trocou a imagem de “papel de parede”. Descobriu jogos.

Baixou arquivos. Apagou alguns, depois de me mostrar que tornavam meu laptop

mais lento. Impossível eu não me sentir um asno quando um moleque dá com sim-

plicidade lições sobre uma máquina que me acompanha há anos. A verdade é que

me sinto um asno até mesmo diante de um micro-ondas de última geração, com

múltiplas funções. Sonho com os aparelhos antigos, com uma única função. Basta-

va apertar um botão e pronto!

A questão é que as crianças de hoje em dia já nascem sabendo. Ou quase.

Qualquer uma pega um celular e aprende as funções em segundos! Tablet e laptop

nem se fala. Pesquisam, descobrem jogos, quebram senhas. Para essa geração que

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vem aí, a cibernética é simples. Fico tentando achar explicações. Terá havido uma

mudança cerebral? Não digo física, embora acredite na evolução das espécies. Mas

na forma de usar os neurônios? Surgiram diferentes formas de pensar e analisar o

mundo, a partir da cibernética? É um novo tipo de inteligência que desponta?

Seja o que for, essa ligação umbilical com celulares e computadores terá efeitos

no futuro próximo. Como serão essas crianças quando adultas? Sem dúvida, mais

informadas, com mais ferramentas de pesquisa e conhecimento. Quais serão, po-

rém, seus valores, na medida em que a internet é uma terra de ninguém? Estamos

diante de um novo jeito de ser, viver e pensar. E como tudo o que é novo, por mais

correções que sejam necessárias, também implicará um passo à frente, em termos

de civilização. Não tenha dúvidas: seu filho será muito diferente de você.

(Walcyr Carrasco. Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyrcarrasco/noti-


cia/2016/10/geracao-cibernetica.html. Publicado em 27 out. 2016. Acesso em: 03 jun. 2017.
Adaptado)

Considere a frase reescrita a partir do texto:

O garoto apagou alguns arquivos que tornavam meu laptop mais lento.

Assinale a alternativa em que, ao se substituir o termo em destaque, a frase per-

manece com seu sentido original e de acordo com a norma-padrão da língua por-

tuguesa.

a) O garoto apagou alguns arquivos com os quais tornavam meu laptop mais lento.

b) O garoto apagou alguns arquivos pelos quais tornavam meu laptop mais lento.

c) O garoto apagou alguns arquivos dos quais tornavam meu laptop mais lento.

d) O garoto apagou alguns arquivos nos quais tornavam meu laptop mais lento.

e) O garoto apagou alguns arquivos os quais tornavam meu laptop mais lento.

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Letra e.
“os quais” deve estar sem preposição, uma vez que é sujeito de “tornavam”.

Questão 10    (2017/VUNESP/CÂMARA DE SUMARÉ-SP/PROCURADOR JURÍDICO) A


questão foi elaborada tendo como base o texto de Reinaldo José Lopes, a seguir.

Em livro ambicioso, sociólogo analisa incertezas do futuro


Falta de ambição claramente não é o problema de A Era do Imprevisto: A Gran-
de Transição do Século 21, novo livro do sociólogo mineiro Sérgio Abranches. Se o
leitor já se perguntou, como imagino, que diabos está acontecendo com o mundo
nos últimos anos e o que pode vir daqui para a frente, a obra do especialista for-
mula algumas respostas – imaginativas, provisórias e diabolicamente complicadas.
Ele tem se especializado na interface entre política global e questões ambien-
tais, uma conexão que, por si só, já seria suficiente para produzir calvície e gastrite
nos espíritos mais serenos. Esse eixo político-ambiental está no cerne do livro, mas
o sociólogo também tenta investigar como a ascensão das redes sociais pode afetar

a organização da sociedade do futuro; como o conhecimento emergente (biotecno-

logia, nanotecnologia, inteligência artificial) pode transformar a vida humana neste

século; e o que a tradição filosófica ocidental e as descobertas da biologia evolucio-

nista têm a dizer sobre nossa natureza e nosso futuro como espécie.

Para Abranches, a sede de ir ao cerne de todas essas questões existenciais se

justifica pelo próprio subtítulo do livro: estaríamos vivendo “a grande transição do

século 21”, um ponto de virada tão importante, à sua maneira, quanto o Renasci-

mento do século 16 ou a Revolução Industrial do século 18.

Num cenário fulcral como esse, nada mais lógico que tudo pareça bagunçado e

em crise permanente. Estruturas políticas, sociais, econômicas e culturais velhas

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ainda estão se encaminhando lentamente para o leito de morte, enquanto suas

substitutas passam por um parto difícil. Resultado: sensação perpétua de caos e de-

salento, ainda que o momento também esteja repleto de potencialidades positivas.

Abranches está convicto de que a falta de controle sobre o capitalismo tem

solapado o funcionamento das democracias. “As leis de mercado são hoje um eu-

femismo que designa a combinação entre controle oligopolista e hegemonia do

capital financeiro”, resume. Nesse cenário, poucos decidem os destinos de bilhões.

Onde ver esperança? Para Abranches, será crucial usar as possibilidades do ci-

berespaço para criar um modelo de participação política mais direto, evitando que

a democracia representativa se transforme de vez em oligarquia. Resta saber como

fazer isso sem que as redes sociais se transformem numa reunião de condomínio

improdutiva de dimensões planetárias.

(Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo, 27.05.2017. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a inclusão do pronome com a preposição redunda em


versão correta da frase, de acordo com a modalidade padrão.
a) Estaríamos vivendo a grande transição do século 21. / Século 21, a que estarí-
amos vivendo a grande transição.
b) O eixo político-ambiental está no cerne do livro. / Livro em cujo cerne está o
eixo político-ambiental.

c) Estruturas velhas estão se encaminhando para o leito de morte. / Leito de mor-

te, do qual as estruturas velhas estão se encaminhando.

d) Em livro ambicioso, sociólogo analisa incertezas do futuro. / Livro ambicioso, do

qual o sociólogo analisa incertezas do futuro.

e) A humanidade precisa enfrentar o maior desafio em um futuro próximo. / Um

futuro próximo, com o qual a humanidade precisa enfrentar o maior desafio.

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Letra b.

Como deveria ser nas demais:

a) em que

c) cujo

d) o qual

e) do qual

Questão 11    (2017/VUNESP/CÂMARA DE SUMARÉ-SP/ESCRITURÁRIO) Leia a char-


ge e responda à questão.

Considere a frase elaborada com base na charge.

O tempo que os futuros esposos gastarão diariamente com a conectividade virtual, com-

portamento __________, é um dado a se levar em conta nos relacionamentos atuais.

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Para completar corretamente a frase, assinale a alternativa cujo trecho esteja cor-
reto de acordo com a norma-padrão de regência verbal e nominal.
a) ao qual o padre mostra desapontamento
b) ao qual o padre faz alusão
c) com o qual o padre menciona
d) do qual o padre se refere
e) do qual o padre recrimina

Letra b.

Regência associada a pronomes relativos. Quem faz alusão, faz alusão a algo.

Questão 12    (2017/VUNESP/CÂMARA DE SUMARÉ-SP/AUXILIAR DE ADMINISTRA-

ÇÃO) Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes e a regência das

palavras estão de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) Não informaram-me que preferiam doces do que salgados.

b) Mesmo que nos convidem, não estamos habituados a festas.

c) Fiquei responsável de cuidar da criança, mesmo que não paguem-me.


d) Este é o livro em que mais gosto de ler quando sobra-me tempo.

e) Me trouxeram brinquedos prejudiciais em crianças muito pequenas.

Letra b.

Erro das demais:

a) Desrespeito ao fator de atração, regência de “preferir”.

c) regência de “responsável”; desrespeito ao fator de atração.

d) o correto seria “de que”; desrespeito ao fato de atração.

e) pronome oblíquo em início de período; regência de “prejudiciais”.

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Questão 13    (2017/VUNESP/TJ-SP/SERVIÇO SOCIAL) Leia o texto para responder à

questão.

Com quase quatro anos, minha filha começa a compreender um elemento fundamen-

tal da existência: o tempo. Meu filho, de dois, não tem a menor ideia ________ haja

um antes e um depois. Sua vida é um agora contínuo, uma tela diante_________

passam mamadeira, berço, carrinho, pudim, avó, banho, Lego, minhoca. Outro dia

me meti numa encrenca ___________ resolvi falar que “amanhã” seria aniversário

dele e ele iria ganhar presente. Ele abriu um sorriso, pediu o presente. Eu disse

“amanhã”. Ele pediu de novo, educadamente, mas já sem o sorriso. Não entendia

________ eu não lhe dava o presente. Repeti, educadamente (e sorrindo muitíssi-

mo), que o presente seria dado “amanhã”. Foi aquela choradeira. Claro.

(Antonio Prata, “Eu não quero ficar velhinha”. Folha de S.Paulo, 19.02.2017. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, cor-

reta e respectivamente, com:

a) de que... da qual... porque... por que

b) em que... na qual... por que... por que

c) que... à qual... porquê... porque

d) de que... na qual... porquê... porquê

e) que... a qual... porque... porque

Letra a.

O vocábulo “ideia” exige a preposição “de” (assim, é possível eliminar as letras B,

C e E). “Diante” exige a preposição “de” (o que já indica a resposta correta).

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Questão 14    (2017/VUNESP/TJ-SP/SERVIÇO SOCIAL) Leia o texto para responder

à questão.

A moléstia conservou durante muitos dias – dias angustiosos e terríveis – um

caráter de excessiva gravidade; durante longo tempo, Fadinha, que estava com

todo o corpo cruelmente invadido pela medonha erupção, teve a existência por um

fio. Entretanto, os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal,

e Fadinha ficou boa, completamente boa, depois de ter estado suspensa entre a

vida e a morte.

Ficou boa, mas desfigurada: a moça mais bonita do Rio de Janeiro transforma-

ra-se num monstro. Aquele rosto intumescido e esburacado não conservara nada,

absolutamente nada da beleza célebre de outrora. Ela, porém, consolou-se vendo

que o amor de Remígio, longe de enfraquecer, crescera, fortificado pelo espetáculo

do seu martírio.

A mãe, conquanto insensível às boas ações, não pôde disfarçar a admiração e

o prazer que o moço lhe causou no dia em que lhe pediu a filha em casamento,

dizendo:

– Só havia um obstáculo à minha felicidade: era a formosura – de Fadinha.

Agora que esse obstáculo desapareceu, espero que a senhora não se oponha a um

enlace que era o desejo de seu marido.

Realizou-se o casamento. D. Firmina, desprovida sempre de todo o senso moral,

entendeu que devia ser aproveitado o rico enxoval oferecido pelo primeiro noivo;

Remígio, porém, teve o cuidado de fazer com que o restituíssem ao barão. A ceri-

mônia efetuou-se com toda a simplicidade, na matriz do Engenho Novo.

Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita, não da boniteza

irradiante e espetaculosa de outrora, mas, enfim, com um semblante agradável,

o quanto bastava para regalo dos olhos enamorados do esposo. Remígio dizia,

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sinceramente, quem sabe? que a achava assim mais simpática, e os sinais das be-

xigas lhe davam até um “não sei quê”, que lhe faltava dantes.
– Não é bela que me inquiete, nem feia que me repugne. Era assim que eu a
desejava.
O caso é que ambos foram muito felizes. Ainda vivem. Remígio é atualmente um
alto funcionário, pai de cinco filhos perfeitamente educados.
(Arthur Azevedo, “A moça mais bonita do Rio de Janeiro”. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

No período “espero que a senhora não se oponha a um enlace”, a oração em des-

taque exerce a mesma função sintática que a expressão destacada em:

a) ... os cuidados da ciência e a ciência dos cuidados triunfaram do mal...

b) ... o moço lhe causou no dia em que lhe pediu a filha em casamento...

c) A cerimônia efetuou-se com toda a simplicidade, na matriz do Engenho Novo.

d) Um ano depois do casamento, Fadinha estava outra vez bonita...

e) Só havia um obstáculo à minha felicidade: era a formosura – de Fadinha.

Letra e.

Tanto a oração destacada no enunciado quanto “um obstáculo” funcionam como

OD. Na A e B, descaram-se objetos indiretos. Na C, sujeito. Na D, predicativo do

sujeito.

Questão 15    (2017/VUNESP/CRBIO 1ª REGIÃO/AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Leia

o texto de Adriana Gomes para responder à questão.

Tentação do imediato

É difícil definir o status de uma época quando ainda se está nela, mas certamen-

te uma das características marcantes do momento atual é o imediatismo. Percebo a

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tendência de simplificação nos procedimentos e a opção pelas ações que oferecem

vantagens imediatas e menores riscos, sem considerar as consequências futuras.

Esse comportamento pode ser resultante da dificuldade de se lidar com as frus-

trações geradas, basicamente, por três motivos: demora, contrariedade e conflito.

Seus efeitos podem ser agressão, regressão e fuga. Um experimento famoso feito

na Universidade Stanford (EUA), no final dos anos 1960, testou a capacidade de

crianças resistirem à atração da recompensa instantânea – e rendeu informações

úteis sobre a força de vontade e a autodisciplina. Aquelas que resistiram tiveram

mais sucesso na vida.

A atitude imediatista praticamente impacta todas as decisões, desde a vida pes-

soal à rotina das empresas, chegando até à condução do país. O que importa é o

hoje e o agora!

Muitas vezes, o valor da durabilidade e da consistência – o longo prazo – pare-

ce uma história fantasiosa. Entretanto, a vida prática confirma que o investimento

em educação de qualidade e a dedicação aos estudos, por exemplo, geram bons

resultados futuros. Profissionais bem qualificados e competentes em suas áreas de

atuação, ou seja, aqueles que se dedicaram, aprofundaram seus conhecimentos e

os praticaram, costumam encontrar melhores opções na vida profissional.

É preciso, todavia, acreditar nessa equação e investir tempo e dinheiro para

colher seus frutos. Os atalhos são tentadores, mas seus resultados a longo prazo

tendem a ser frustrantes.

(Folha de S.Paulo, 31.01.2016. Adaptado)

Os atalhos ____________ são tentadores, mas podem trazer resultados frustrantes.

Atendendo à norma-padrão de regência verbal, a lacuna dessa frase deve ser pre-

enchida com:

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a) pelos quais muitos optam


b) aos quais muitos acreditam
c) dos quais muitos se apoiam
d) com que muitos se utilizam
e) em que muitos valorizam

Letra a.

Regência associada a pronomes relativos. Quem opta, opta por algo.

Questão 16    (2017/VUNESP/UNESP/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) Leia a manche-

te do UOL.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, res-

pectivamente, com:

a) perdoá-lo... que

b) perdoar-lhe... à qual

c) perdoar ele... o qual

d) perdoá-lo... cujo

e) perdoar ele... aonde

Letra a.

Como “perdoar” é VTD, emprega-se “lo” (o que elimina B, C e E). Na segunda la-

cuna, só se pode empregar o “que”, que funcionará como sujeito.

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Questão 17    (2017/VUNESP/TJM-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Leia o

texto para responder à questão a seguir.

Muito antes de haver história, já havia seres humanos. Animais bastante simila-

res aos humanos modernos surgiram por volta de 2,5 milhões de anos atrás. Mas,

por incontáveis gerações, eles não se destacaram da miríade de outros organismos

com os quais partilhavam seu habitat.

Em um passeio pela África Oriental de 2 milhões de anos atrás, você pode-

ria muito bem observar certas características humanas familiares: mães ansiosas

acariciando seus bebês e bandos de crianças despreocupadas brincando na lama;

jovens temperamentais rebelando-se contra as regras da sociedade e idosos can-

sados que só queriam ficar em paz; machos orgulhosos tentando impressionar as

beldades locais e velhas matriarcas sábias que já tinham visto de tudo. Esses hu-

manos arcaicos amavam, brincavam, formavam laços fortes de amizade e compe-

tiam por status e poder – mas os chimpanzés, os babuínos e os elefantes também.

Não havia nada de especial nos humanos. Ninguém, muito menos eles próprios,

tinha qualquer suspeita de que seus descendentes um dia viajariam à Lua, divi-

diriam o átomo, mapeariam o código genético e escreveriam livros de história. A

coisa mais importante a saber acerca dos humanos pré-históricos é que eles eram

animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente não era maior que o de go-

rilas, vaga-lumes ou águas-vivas. (Yuval Noah Harari. Sapiens: uma breve história

da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio, Porto Alegre, L&PM, 2015, p. 08-09)

Um termo que expressa sentido de “posse” está destacado em:

a) Mas, por incontáveis gerações, eles não se destacaram... (1⁰ parágrafo)

b) ... da miríade de outros organismos com os quais partilhavam... (1⁰ parágrafo)

c) ... você poderia muito bem observar certas características... (2⁰ parágrafo)

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d) ... idosos cansados que só queriam ficar em paz... (2⁰ parágrafo)


e) ... eles eram animais insignificantes, cujo impacto sobre o ambiente... (2⁰ parágrafo)

Letra e.
É a principal finalidade do “cujo” na língua portuguesa.

Questão 18    (2017/VUNESP/TJM-SP/ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Uma


frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua é:
a) O pai alegou em que tinha sobrevivido dois anos com sua própria comida.
b) O pai tentou persuadir o filho de que era capaz de cozinhar.
c) O pai não conseguiu convencer o filho que estava apto com cozinhar.
d) O pai acabou revelando de que não estava preparado de cozinhar.
e) O pai aludiu da época que tinha sobrevivido com sua própria comida.

Letra b.
Erro das demais:
a) Alegou que
c) o filho de que estava apto a cozinhar
d) revelando que não estava preparado para cozinhar
e) aludiu à época

Questão 19    (2017/VUNESP/CÂMARA DE MOGI DAS CRUZES-SP/PROCURADOR


JURÍDICO) Considere o texto baseado na tirinha a seguir.

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Zlitz adverte o companheiro _____________ que estão perdidos no espaço. Zlotz,


mostrando-se _________________, mas _____________, afirma que tem um
mapa ______________ qual poderão se orientar. Porém o mapa ___________
que ele faz menção é astrológico, o que é inútil para que possam encontrar a rota
desejada.
Para que o texto esteja correto de acordo com a norma-padrão da língua portu-
guesa e mantenha-se fiel ao sentido da tirinha, as lacunas devem ser preenchidas,
respectivamente, por:
a) de... proativo... inexperiente... com o... a
b) de... temeroso... inconsequente... do... com
c) de... diligente... estabanado... do... a
d) a... voluntarioso... inábil... com o... em
e) a... intrépido... ingênuo... no... em

Letra a.
“Advertir” exige a preposição “de” (o que elimina D e E). Olhe agora para as duas
últimas lacunas. Na penúltima, eles poderão se orientar com o mapa. Na última,
ele faz menção ao mapa.

Questão 20    (2017/VUNESP/CÂMARA DE MOGI DAS CRUZES-SP/AUXILIAR ADMINIS-

TRATIVO)

O substituto da vida

Quando meu instrumento de trabalho era a máquina de escrever, eu me sentava

a ela, escrevia o que tinha de escrever, relia para ver se era aquilo mesmo, fechava

a máquina, entregava a matéria e ia à vida.

Se trabalhasse num jornal, isso incluiria discutir futebol com o pessoal da edito-

ria de esporte, ir à esquina comer um pastel ou dar uma fugida ao cinema.

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Se já trabalhasse em casa, ao terminar de escrever eu fechava a máquina e

abria um livro, escutava um disco ou dava um pulo rapidinho à praia. Só reabria a

máquina no dia seguinte.

Hoje, diante do computador, termino de produzir um texto, vou à lista de men-

sagens para saber quem me escreveu, deleto mensagens inúteis, respondo às que

precisam de resposta, eu próprio mando mensagens inúteis. Quando me dou conta,

já é noite lá fora e não saí da frente da tela.

Com o smartphone seria pior ainda. Ele substituiu a caneta, o bloco, a agenda, o

telefone, a banca de jornais, a máquina fotográfica, o álbum de fotos, a câmera de

cinema, o DVD, o correio, a secretária eletrônica, o relógio de pulso, o despertador,

o gravador, o rádio, a TV, o CD, a bússola, os mapas, a vida. É por isso que nem lhe

chego perto – temo que ele me substitua também.

(Ruy Castro. Folha de S.Paulo. 02.01.2016. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a frase escrita a partir do texto está correta quanto

à regência verbal e nominal, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

a) Após terminar o trabalho, fechava a máquina com a qual trabalhava e me dedi-

cava a outras atividades que sentia prazer de realizar.

b) Após terminar o trabalho, fechava a máquina pela qual trabalhava e me dedica-

va a outras atividades que sentia prazer realizar.

c) Após terminar o trabalho, fechava a máquina da qual trabalhava e me dedicava

em outras atividades que sentia prazer sobre realizar.

d) Após terminar o trabalho, fechava a máquina pela qual trabalhava e me dedica-

va por outras atividades que sentia prazer realizar.

e) Após terminar o trabalho, fechava a máquina a qual trabalhava e me dedicava

de outras atividades que sentia prazer de realizar.

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Letra a.

Quem trabalha, trabalha com algo; quem se dedica, dedica-se a algo.

Questão 21    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE GUARULHOS-SP/ASSISTENTE DE


GESTÃO) Leia o texto “Infância na praia”, de Danuza Leão, para responder à ques-
tão.
Não se pode dar corda à memória: a gente começa brincando, mas ela não faz ce-
rimônia e vai invadindo nossas mentes e nossos corações. Para mim são, ainda e sem-
pre, as recordações da infância na praia muito mais fortes do que eu podia imaginar.
No terreno das brincadeiras, a mais comum era o caldo: quem não se lembra
do terror de levar um? Também se brincava de jogar areia nos outros, aos gritos,
para horror dos adultos, e a pior de todas: se deixar ser enterrada ficando só com a
cabeça de fora, e todo mundo fingir que ia embora, só de maldade, deixando você

sozinha e esquecida.

No terreno mais leve, a grande proeza era mergulhar e passar por baixo das

pernas abertas da prima, lembra? Aliás, essa é uma raça em extinção: as primas.

Elas eram muitas, e a convivência, intensa. Hoje, nas cidades grandes, existem

poucas tias e pouquíssimas primas.

As crianças catavam conchas para colar, e era difícil fazer um buraquinho com

um prego e um martelinho, sem quebrar a concha, para passar o barbante. As

cor-de-rosa eram as mais lindas, e, quando se encontrava um búzio, era uma ver-

dadeira festa. As conchas acabaram; onde terão ido parar?

No final da tarde, a praia já sem sol, voltavam os barcos de pesca: as pessoas

ficavam em volta comprando o peixe nosso de cada dia, que seria feito naquela

mesma noite. Naquele tempo não havia nem alface nem tomate nem molho de

maracujá, e para dar uma corzinha na comida se usava colorau – já ouviu falar?

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Camarão só às vezes, mas, em compensação, havia cações com a carne rija,

que davam uma moqueca muito boa. Os peixes eram vendidos por lote, não cus-

tavam quase nada, e o que sobrava era distribuído ali mesmo. Mas os fregueses

eram honestos, e ninguém deixava de comprar para levar algum de graça, no final

das transações.

Às vezes corria um boato assustador: de que o mar estava cheio de águas-vi-

vas, o que era um acontecimento. Água-viva é uma rodela gelatinosa que, segundo

diziam, se encostasse no corpo, queimava como fogo. Ia todo mundo para a bei-

ra da água tentando ver alguma, mas ninguém entrava no mar, de medo. No dia

seguinte, a areia estava cheia delas, e com uma varinha a gente ficava mexendo,

sempre com muito cuidado: afinal, era uma gelatina, mas viva – uma coisa mesmo

muito estranha.

Para evitar queimaduras, se usava óleo Dagele, e se alguém dissesse que anos

depois uma massagem de algas, daquelas mesmas algas verdes e marrons com as

quais a gente dançava dentro da água, não custaria menos de US$ 100 em Nova

York ou Paris, ninguém acreditaria.

Naquele tempo não havia refrigerantes, não se tomava água gelada, e as crian-

ças rezavam uma ave-maria antes de dormir, sendo que algumas ajoelhadas.

Não havia abajur nas mesas de cabeceira e na hora de dormir se apagava a luz

do teto, com sono ou sem sono, e ficávamos com os pensamentos voando, espe-

rando o sono chegar.

E ninguém se queixava de nada, até porque não havia do que se queixar, porque

era assim e pronto.

(Folha de S.Paulo, 17.04.2005. Adaptado)

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Sem alface, tomate ou molho de maracujá, preparava-se o peixe, _____________

colorau para dar uma corzinha, de maneira bastante simples.

A lacuna da frase deve ser preenchida corretamente por:

a) com o qual se acrescentava

b) para o qual se somava

c) sob o qual se misturava

d) do qual se juntava

e) ao qual se adicionava

Letra e.

Regência associada aos pronomes relativos. Adiciona-se colorau ao peixe.

Questão 22    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE ALUMÍNIO-SP/PROCURADOR JURÍ-

DICO)

Em busca do tempo perdido

Houve um tempo, já um pouco distante, em que fui perseguido tenazmente por

uma mesma pergunta. Nas dezenas de entrevistas a que fui submetido, tive de res-

ponder que rodava mil e quinhentos quilômetros por semana. Isso não pareceria nada

estranho aos repórteres se eu fosse um motorista profissional, mas era professor.

O significado que a pergunta começou a formular em minha consciência, con-

tudo, eclodiu passado algum tempo, quando uma repórter, com ar meio incrédulo,

acrescentou: “Mas então quantas horas o senhor passa dentro do carro a cada se-

mana?” Pronto, estava estabelecido o conflito íntimo. A partir de então comecei a

fazer cálculos, a estabelecer porcentagens, comecei a me torturar. Quanto tempo

da minha vida estava jogando fora por semana, por mês, por ano?

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Torturei-me durante algumas semanas com essa ideia. Pensei até em mudar de

profissão. Jogar fora nas estradas meu precioso tempo pareceu-me de uma irres-

ponsabilidade sem perdão.

Dias depois me lembrei de um poema de Mario Quintana, lido há muitos anos

e nunca mais encontrado. Era sobre a passagem do trem por uma estaçãozinha.

Havia os que chegavam e havia os que partiam. Além deles havia os que não che-

gavam nem partiam, apenas ficavam olhando as pessoas nas janelas do trem e

sonhando com o mundo além, o mundo possível se houvesse a coragem de partir. E

ele arrematava com uns poucos versos em que dizia não importar a estação de par-

tida nem a de chegada. O que vale mesmo, dizia o mago do Caderno H, é a viagem.

O poema de Mario Quintana devolveu-me a paz. Sem me sentir culpado por es-

tar jogando fora a vida pela janela do carro, voltei a usar o tempo das travessias,

em que o corpo estava preso e condicionado a uns poucos movimentos mecânicos,

para soltar a imaginação. Assim foi que, no azul do céu, quase sempre muito azul,

debaixo do qual costumava viajar, começaram a surgir revoadas de palavras que

aos poucos e aos bandos se combinavam, pintavam cores e formas, botavam algu-

mas ideias respirando e de pé.

(Menalton Braff. www.cartacapital.com.br/sociedade/ em-busca-do-tempo-perdido-8754.html,


03.05.2014. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta o substituto correto para a construção destacada.

a) Nas dezenas de entrevistas a que fui submetido... (1º parágrafo) – às quais

concedi

b) Torturei-me durante algumas semanas... (3º parágrafo) – Sujeitei-me à tortura

c) Dias depois me lembrei de um poema de Mario Quintana... (4º parágrafo) – re-

portei-me

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d) ... apenas ficavam olhando as pessoas nas janelas do trem... (4º parágrafo) –

examinando às

e) O poema de Mario Quintana devolveu-me a paz. (5º parágrafo) – deu-me à paz

de volta

Letra b.

Forma correta das demais:

a) As quais concedi

c) reportei-me a

d) examinando as

e) deu-me a paz

Questão 23    (2016/VUNESP/MPE-SP/BIÓLOGO)

McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não

implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada participante das novas

mídias terá um envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá

a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das infor-

mações que conseguir. A aclamada transparência da coisa pública carrega consigo

o risco de fim da privacidade e a superexposição de nossas pequenas ou grandes

fraquezas morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos participar.

Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas em número de atu-

alizações nas páginas e na capacidade dos usuários de distinguir essas variações

como relevantes no conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes.

Para achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter

a habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a extrair informações

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relevantes de um conjunto finito de observações e reconhecer a organização geral

da rede de que participam.

O fluxo de informação que percorre as artérias das redes sociais é um poderoso

fármaco viciante. Um dos neologismos recentes vinculados à dependência cada vez

maior dos jovens a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem

conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o sentimento de pânico

experimentados por um número crescente de pessoas quando acaba a bateria do

dispositivo móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,

como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da sensibilidade, pode

tanto ser um remédio quanto um veneno para o espírito.

(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. Revista USP, no 92. Adaptado)

A substituição do trecho destacado por aquele colocado entre parênteses está de

acordo com a norma-padrão de regência verbal em:

a) ... e fazer o uso que quiser das informações que conseguir. (a que achar con-

veniente)

b) ... superexposição [...] ao julgamento da comunidade de que escolhemos

participar. (com a qual escolhemos conviver)

c) ... terá a chance de meter o bedelho onde bem quiser... (intrometer-se aon-

de desejar)

d) McLuhan já alertava que a aldeia global... (prenunciava de que)

e) O fluxo de informação que percorre as artérias das redes sociais... (ao qual

atravessa)

Letra b.

Forma correta das demais:

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a) Que achar conveniente

c) Intrometer-se onde desejar

d) prenunciava que

e) o qual atravessa

Questão 24    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE SÃO PAULO-SP/ANALISTA)

O mundo vive hoje um turbilhão de sentimentos e reações no que diz respeito

aos refugiados. Trata-se de uma enorme tragédia humana, à qual temos assistido

pela TV no conforto de nossas casas.

Imagens dramáticas mostram famílias inteiras, jovens, crianças e idosos che-

gando à Europa em busca de um lugar supostamente mais seguro para viver.

Embora os refugiados da Síria tenham ganhado maior destaque, existem ainda os

refugiados africanos e os latino-americanos.

Dentro da América Latina, vemos grandes migrações, uma marcha de pessoas

que buscam o refúgio, mas que terminam em uma espécie de exílio.

O Brasil, que sempre se destacou por sua capacidade de acolher diferentes

culturas, apresenta uma das sociedades com maior diversidade. Podemos afirmar

nossa capacidade de lidar com o multiculturalismo com bastante naturalidade, em-

bora, muitas vezes, a questão seja tratada de maneira superficial. Por outro lado,

o preconceito existente, antes disfarçado, deixou de ser tímido e passou a se ma-

nifestar de forma aberta e hostil. Comparado a outros países, o Brasil não recebe

um número elevado de refugiados, e a maioria da sociedade brasileira aceita-os,

acreditando que é possível fazer algo para ajudá-los, mesmo diante do momento

crítico da economia e da política.

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Diante desse cenário, destacam-se as iniciativas de solidariedade, de forma

objetiva e praticada por jovens estudantes de nossas universidades. Com a cabeça

aberta e o respeito ao diferente, muitos deles manifestam uma visão de mundo que

permite acreditar em transformações sociais de base.

(Soraia Smaili, Refugiados no Brasil: entre o exílio e a solidariedade. Em: cartacapital.com.br.


02.02.2016. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão, assinale a alternativa que dá correta sequ-

ência à frase: Trata-se de uma enorme tragédia humana,

a) de cujas informações recebemos no conforto de nossas casas.

b) a qual buscamos informações no conforto de nossas casas.

c) sobre a qual obtemos informações no conforto de nossas casas.

d) à qual ficamos sabendo a respeito no conforto de nossas casas.

e) pela qual ouvimos falar na mídia no conforto de nossas casas.

Letra c.

Regência associada a pronomes relativos. Obtemos informações sobre a tragédia

humana.

Questão 25    (2016/VUNESP/IPSMI/PROCURADOR) O emprego dos termos desta-

cados e do sinal indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão em:

a) Sei que para mim chegar onde cheguei a luta foi dura, frente à frente com mui-

tas dificuldades.

b) Sempre soube que em mim existe uma tendência à vencer, que me leva aonde

eu desejo.

c) O homem sabe que vai aonde quiser, graças à ação de um poder maior que lhe

conduz os passos.

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d) Agimos à partir da hora em que deixaram nós sozinhos, naquele escritório aon-

de não havia nada.

e) Foi à luta, pensando que onde fosse estaria sem amigos que lhe apoiassem.

Letra c.

Erro das demais:

a) Eu/erro de crase/aonde

b) Erro de crase

d) erro de crase/nos/onde

e) aonde/o

Questão 26    (2016/VUNESP/PREFEITURA DE SERTÃOZINHO-SP/PROCURADOR

MUNICIPAL) Leia a crônica “Não parta”, de Antonio Prata, para responder à ques-

tão.

Ter trinta e poucos anos significa, entre outras coisas, que é praticamente im-

possível reunir cinco casais num jantar sem que haja pelo menos uma grávida. E

estar na presença de uma grávida significa, entre outras coisas, que é praticamente

impossível falar de qualquer outro assunto que não daquele rotundo e miraculoso

acontecimento, a desenrolar-se do lado de lá do umbigo em expansão.

Enquanto a conversa gira em torno dos nomes cogitados, da emoção do ul-

trassom, dos diferentes modelos de carrinho, o clima costuma ser agradável

e os convivas se aprazem diante da vida que se aproxima. Mas eis então que

alguém pergunta: “e aí, vai ser parto normal ou cesárea?”, e toda possível har-

monia vai pra cucuia.

Num extremo, estão as mulheres que querem parir de cócoras, ao pé de um

abacateiro, sob os cuidados de uma parteira de cem anos, tendo como anestesia

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apenas um chá de flor de macaúba e cantigas de roda de 1924. Na outra ponta,


estão as que têm tremedeiras só de pensar em parto normal, pretendem ir direto
pra cesárea, tomar uma injeção e acordar algumas horas depois, tendo no colo um
bebê devidamente parido, lavado, escovado, penteado e com aquela pulseirinha vip
no braço, já com nome, número de série e código de barras.
Os dois lados acusam o outro de violência: as naturebas dizem que a cesárea é
um choque; as artificialebas alegam que dar as costas à medicina é uma irresponsa-
bilidade. Eu, que durante meses ouvi calado as discussões, pesei bastante os argu-
mentos e cheguei, enfim, a uma conclusão: abaixo o nascimento! Viva a gravidez!
Imaginem só a situação: os primeiros grãos de consciência germinam em seu
cérebro. Você boia num líquido morninho – nem a gravidade, essa pequena e cons-
tante chateação, te aborrece. Você recebe alimento pelo umbigo. Você dorme,

acorda, dorme, acorda e jamais tem que cortar as unhas dos pés. Então, de repen-

te, o líquido se vai, as paredes te espremem, a fonte seca, a luz te cega e, daí pra

frente, meu amigo, é só decadência: cólicas, fome, sede, pernilongos, decepções,

contas a pagar. Eis um resumo de nossa existência: nove meses no paraíso, noven-

ta anos no purgatório.

Freud diz que todo amor que buscamos é um pálido substituto de nosso pri-

meiro, único e grande amor: a mãe. Discordo. A mãe já é um pálido substituto

de nosso primeiro, único e grande amor: a placenta. Tudo, daí pra frente – as

religiões, os relacionamentos amorosos, a música pop, a semiótica* e a novela

das oito – é apenas uma busca inútil e desesperada por um novo cordão umbilical,

aquele cabo USB por onde fazíamos, em banda larga, o download da felicidade.

Do parto em diante, meu caro leitor, meu caro companheiro de infortúnio, a vida é

conexão discada, wi-fi mequetrefe, e em vão nos arrastamos por aí, atrás daquela

impossível protoconexão.

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No próximo jantar, se estiver do lado de uma grávida, jogarei um talher no chão

e, ao abaixar para pegá-lo, cochicharei bem rente à barriga: “te segura, garoto!

Quando começar a tremedeira, agarra bem nas paredes, se enrola no cordão, carca

os pés na borda e não sai, mesmo que te cutuquem com um fórceps, te estendam

uma mão falsamente amiga, te sussurrem belas cantigas de roda, de 1924. Te se-

gura, que o negócio aqui é roubada!”.

(Revista Ser Médico. Edição 57 – Outubro/Novembro/Dezembro de 2011. www.cremesp.org.


br. Adaptado) *semiótica: ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos
diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou coletividades.

Leia as frases.

Cinco casais jovens reuniram-se para um jantar ______________ assunto princi-

pal tornou-se, inevitavelmente, a opção por parto normal ou cesárea.

Para o cronista, a busca por um novo cordão umbilical, ______________ procede-

mos desde o nascimento, infelizmente é inútil.

De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas das frases devem

ser preenchidas, respectivamente, com:

a) com que o... em que

b) para o qual... com que

c) cujo... a que

d) do qual o... para a qual

e) aonde o... de que

Letra c.

Na primeira lacuna, pela ideia de posse, emprega-se “cujo”. Na segunda, o verbo

“proceder” exige preposição “a”.

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Questão 27    (2016/VUNESP/UNESP/ASSISTENTE ADMINISTRATIVO) A frase redi-

gida de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é:

a) A grande quantidade de satélites que beiram o sol e a lua tornou os discos vo-

adores menos atraentes.

b) Algo mais sensacional e comovente estão tomando a atenção daqueles aos

quais olham para o céu do Rio de Janeiro.

c) À contemplar um drama bem antigo, foi formado dois partidos na cidade: o das

pombas e o do gavião.

d) O autor alegou de que os gaviões comem suas pombas com a mesma inocência

com que tal come o seu milho.

e) É impossível pomba e gavião conviver sem que exista confrontos de algum tipo,

pois este se alimenta daquelas.

Letra a.

Erro das demais:

b) Está/os quais

c) A contemplar/foram formados

d) Alegou que

e) existam

Questão 28    (2016/VUNESP/MPE-SP/OFICIAL DE PROMOTORIA – NÍVEL MÉDIO)

Entre as boas figuras de boa-fé do Rio de Janeiro figurava o Garcia, bom ho-

mem, cujo único defeito era ser fraco de inteligência, defeito que todos lhe perdo-

avam por não ser culpa dele.

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O nosso herói não se empregava absolutamente em outra coisa que não fosse

comer, beber, dormir e trocar as pernas pela cidade. Tinha herdado dos pais o

suficiente para levar essa vida folgada e milagrosa, e só gastava o rendimento do

seu patrimônio.

Casara-se com d. Laura, que, não sendo formosa que o inquietasse, nem feia

que lhe repugnasse, era mais inteligente e instruída que ele. Esta superioridade

dava-lhe certo ascendente, de que ela usava e abusava no lar doméstico, onde só

a sua vontade e a sua opinião prevaleciam sempre.

O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era submetido pela mu-

lher: reconhecia que d. Laura tinha sobre ele grandes vantagens intelectuais e, se

era honesta e fiel aos seus deveres conjugais, que lhe importava a ele o resto?

(Artur Azevedo, O espírito. Em: Seleção de Contos, 2014. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão e os sentidos do texto, na passagem do últi-

mo parágrafo – O Garcia não se revoltava contra a passividade a que era subme-

tido pela mulher... – a parte em destaque pode ser reescrita da seguinte forma:

a) ... a que era imposto pela mulher.

b) ... que era infligido pela mulher.

c) ... que lhe era imposta pela mulher.

d) ... de que era imposta pela mulher.

e) ... em que era infligida pela mulher.

Letra c.

Regência associada a pronomes relativos. Quem impõe, impõe algo a alguém.

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Questão 29    (2016/VUNESP/MPE-SP/OFICIAL DE PROMOTORIA – NÍVEL MÉDIO)

Na passagem do 3º parágrafo – Casara-se com d. Laura, que [....] era mais inteli-

gente e instruída que ele. –, emprega-se a vírgula para indicar uma

a) conversa entre as personagens do conto.

b) conclusão sintetizando as divergências entre as personagens.

c) explicação quanto às qualidades de d. Laura.

d) correção relativa à personalidade de d. Laura.

e) citação contendo o pensamento de Garcia.

Letra c.

É uma oração subordinada adjetiva explicativa.

Questão 30    (2016/VUNESP/MPE-SP/OFICIAL DE PROMOTORIA – NÍVEL MÉDIO)

Japão irá auxiliar Minas Gerais com a

experiência no enfrentamento de tragédias

Acostumados a lidar com tragédias naturais, os japoneses costumam se reer-

guer em tempo recorde depois de catástrofes. Minas irá buscar experiência e tec-

nologias para superar a tragédia em Mariana

A partir de janeiro, Minas Gerais irá se espelhar na experiência de enfrentamen-

to de catástrofes e tragédias do Japão, para tentar superar Mariana e recuperar os

danos ambientais e sociais. Bombeiros mineiros deverão receber treinamento por

meio da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), a exemplo da troca

de experiências que já acontece no Estado com a polícia comunitária, espelhada no

modelo japonês Koban.

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O terremoto seguido de um tsunami que devastou a costa nordeste do Japão em

2011 deixando milhares de mortos e desaparecidos, e prejuízos que quase chega-

ram a US$ 200 bilhões, foi uma das muitas tragédias naturais que o país enfrentou

nos últimos anos. Menos de um ano depois da catástrofe, no entanto, o Japão já

voltava à rotina. É esse tipo de experiência que o Brasil vai buscar para lidar com a

tragédia ocorrida em Mariana.

(Juliana Baeta, http://www.otempo.com.br, 10.12.2015. Adaptado) Assinale a alternativa cor-


reta quanto à norma-padrão e aos sentidos do texto.

a) As parcerias nipo-brasileiras pautam-se em cooperação para contornar as tra-

gédias.

b) Tanto o Brasil quanto o Japão estão certos que as parcerias nipo-brasileiras ren-

derão bons frutos.

c) A experiência do Japão mostra que não há como discordar com as parcerias

nipobrasileira.

d) A catástrofe vivida em Mariana revela de que são importantes as parcerias ni-

posbrasileiras.

e) Não se pode esquecer a irrelevância dos momentos de tragédia e das parcerias

nipo-brasileira.

Letra a.

Erro das demais:

b) Estão certos de que

c) Nipo-brasileira

d) Nipo-brasileiras

e) Não se pode esquecer da irrelevância

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