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PORTUGUÊS

Narrador:
Classificação do narrador:
Classificar o narrador quanto à presença (directo e indirecto)
Participante – Participa na história e narra na primeira pessoa.
Não participante – Não participa na história, limita-se apenas a narrá-la.

Classificar o narrador quanto à posição (objectivo e subjectivo)


Objectivo – quando se limita a contar o que se passou sem comentar ou dar as suas
opiniões.
Subjectivo - quando dá as suas opiniões ou faz comentários acerca daquilo que narra.

Figuras de estilo:
1 - Anacoluto- interrupção na sequência lógica da oração deixando um termo solto,
sem função sintática.
Ex.: Mulheres, como viver sem elas?

2 - Anáfora- repetição de palavras.


Ex.: Ela trabalha, ela estuda, ela é mãe, ela é pai, ela é tudo!

3 - Antonomásia - substituição do nome próprio por qualidade, ou característica que o


distinga. É o mesmo que apelidado, alcunha ou cognome.
Exemplos.:
Xuxa (Maria das Graças)
O Gordo (Jô Soares)

4 - Antítese - aproximação de ideias, palavras ou expressões de sentidos opostos.


Ex.: Os bobos e os espertos convivem no mesmo espaço.

5 - Apóstrofo ou invocação - invocação ou interpelação de ouvinte ou leitor, seres


reais ou imaginários, presentes ou ausentes.
Exemplos.:
Mulher, venha aqui!
Ó meu Deus! Mereço tanto sofrimento?

6 - Assíndeto - ausência da conjunção aditiva entre palavras da frase ou orações de um


período. Essas aparecem justapostas ou separadas por vírgulas.
Ex.: Nasci, cresci, morri.
(ao invés de: Nasci, cresci e morri.)

7 - Catacrese - metáfora tão usada que perdeu seu valor de figura e se tornou
cotidiana, não representando mais um desvio. Isso ocorre pela inexistência das
palavras mais apropriadas. Surge da semelhança da forma ou da função de seres, fatos
ou coisas.
Exemplos.: céu da boca; cabeça de prego; asa da xícara; dente de alho.

8 - Comparação ou símile - aproximação de dois elementos realçando pela sua


semelhança. Conectivos comparativos são usados: como, feito, tal qual, que nem...
Ex.: Aquela criança era delicada como uma flor.

9 - Elipse - omissão de palavras ou orações que ficam subentendidas.


Ex.: Marta trabalhou durante vários dias e ele, (trabalhou) durante horas.

10 - Eufemismo - atenuação de algum fato ou expressão com objetivo de amenizar


alguma verdade triste, chocante ou desagradável.
Ex.: Ele foi desta para melhor.
(evitando dizer: Ele morreu.)

11 - Hipérbole - exagero proposital com objetivo expressivo.


Ex.: Estou morrendo de cansada.

12 - Ironia - forma intencional de dizer o contrário da ideia que se pretendia exprimir.


O irônico é sarcástico ou depreciativo.
Ex.: Que belo presente de aniversário! Minha casa foi assaltada.
13 - Metáfora - é um tipo de comparação em que o conectivo está subentendido. O
segundo termo é usado com o valor do primeiro.
Ex.: Aquela criança é (como) uma flor.

14 - Metonímia - uso de uma palavra no lugar de outra que tem com ela alguma
proximidade de sentido.

A metonímia pode ocorrer quando usamos:

a - o autor pela obra


Ex.: Nas horas vagas, lê Machado.
(a obra de Machado)

b - o continente pelo conteúdo


Ex.: Conseguiria comer toda a marmita.
Comeria a comida (conteúdo) e não a marmita (continente)

c - a causa pelo efeito e vice-versa


Ex.: A falta de trabalho é a causa da desnutrição naquela comunidade.
A fome gerada pela falta de trabalho que causa a desnutrição.

d - o lugar pelo produto feito no lugar


Ex.: O Porto é o mais vendido naquela loja.
O nome da região onde o vinho é fabricado

e - a parte pelo todo


Ex.: Deparei-me com dois lindos pezinhos chegando.
Não eram apenas os pés, mas a pessoa como um todo.

f - a matéria pelo objeto


Ex.: A porcelana chinesa é belíssima.
Porcelana é a matéria dos objetos

g - a marca pelo produto


Ex.: - Gostaria de um pacote de Bom Bril por favor.
Bom Bril é a marca, o produto é esponja de lã de aço.

h - concreto pelo abstrato e vice-versa


Ex.: Carlos é uma pessoa de bom coração
Coração (concreto) está no lugar de sentimentos (abstrato)

15 - Onomatopeia – uso de palavras que imitam sons ou ruídos.


Ex.: Psiu! Venha aqui!

16 - Paradoxo ou oxímoro - Aproximação de palavras ou ideias de sentido oposto em


apenas uma figura.
Ex.: "Estou cego e vejo. Arranco os olhos e vejo." (Carlos Drummond de
Andrade)

17 - Personificação, prosopopeia ou animismo – atribuição de características humanas


a seres inanimados, imaginários ou irracionais.
Ex.: A vida ensinou-me a ser humilde.

18 - Pleonasmo ou redundância - repetição da mesma ideia com objetivo de realce. A


redundância pode ser positiva ou negativa. Quando é proposital, usada como recurso
expressivo, enriquecerá o texto:
Ex.: Posso afirmar que escutei com meus próprios ouvidos aquela declaração
fatal.

19 - Polissíndeto - repetição de conjunções (síndetos).


Ex.: Estudou e casou e trabalhou e trabalhou...

20 - Silepse - concordância com a ideia, não com a forma.


Ex.: Os brasileiros (3ª pessoa) somos (1ª pessoa) massacrados – Pessoa.
Vossa Santidade (fem.) será homenageado (masc.) – Gênero.
Havia muita gente (sing.) na rua, corriam (plur.) desesperadamente – Número.

21 - Sinestesia - mistura das sensações em uma única expressão.


Ex.: Aquele choro amargo e frio me espetava.
Mistura de paladar (amargo) e tato (frio, espetava)

Pronomes:

São palavras que substituem ou determinam os substantivos. Existem vários tipos de


pronomes: pronomes pessoais, pronomes possessivos, pronomes demonstrativos,
pronomes interrogativos, pronomes relativos e pronomes indefinidos. Além desta
classificação principal, os pronomes também podem ser classificados em pronomes
adjetivos e pronomes substantivos.

Pronomes pessoais - Os pronomes pessoais subdividem-se em pronomes


pessoais do caso reto, pronomes pessoais oblíquos e pronomes pessoais de
tratamento.

Pronomes pessoais do caso reto são aqueles que substituem os substantivos e


indicam as pessoas do discurso, assumindo maioritariamente a função de sujeito da
oração.

Ex:. Eu fui ao cinema.


Ele gosta de futebol.

Exemplos de pronomes pessoais do caso reto: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

Pronomes pessoais oblíquos podem ser tônicos ou átonos. Quando tônicos, são
sempre precedidos de uma preposição e substituem um substantivo que tem função
de objeto indireto. Quando átonos, não são precedidos de uma preposição e podem
substituir um substantivo que tem função de objeto direto ou de objeto indireto.

Ex:. Pedro gosto de mim.


Eu encontrei-o na praia.
Exemplos de pronomes pessoais oblíquos tônicos: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela,
nós, conosco, vós, convosco, eles, elas.

Exemplos de pronomes pessoais oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, nos, vos, os, as,
lhes.

Pronomes de tratamento são formas mais corteses e reverentes de nos dirigirmos à


pessoa com quem estamos falando ou de quem estamos falando.

Ex:. Vossa Excelência estará presente na cerimônia de abertura?


Sua Eminência estará presente no conclave?

Exemplos de pronomes de tratamento: você, senhor, senhora, senhorita, Vossa


Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Eminência, Vossa Santidade, Vossa Reverendíssima,
Vossa Alteza, Vossa Majestade, Vossa Magnificência, Vossa Paternidade, Vossa
Majestade Imperial, Vossa Onipotência.

Pronomes possessivos-transmitem, principalmente, uma relação de


posse, ou seja, indicam que alguma coisa pertence a uma das pessoas do discurso.

Ex:. Não sei onde pus minhas chaves.


Você pode me emprestar sua caneta, por favor?

Exemplos de pronomes possessivos: meu, minha, meus, minhas, teu, tua, teus, tuas,
seu, sua, seus, suas, nosso, nossa, nossos, nossas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu,
sua, seus, suas.

Pronomes demonstrativos- situam alguém ou alguma coisa no


tempo, no espaço e no discurso, em relação às próprias pessoas do discurso: quem
fala, com quem se fala, de quem se fala. Estes pronomes contraem-se com as
preposições a, em e de.
Ex:. De quem é aquela mochila?
Veja esta reportagem.

Exemplos de pronomes demonstrativos: este, esta, estes, estas, isto, esse, essa, esses,
essas, isso, aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo.

Exemplos de outras palavras que atuam como pronomes demonstrativos: o, a, os, as,
mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, própria, próprios, próprias, tal, tais,
semelhante, semelhantes.

Pronomes interrogativos- referem-se sempre à 3.ª pessoa


gramatical e são utilizados para interrogar, ou seja, para formular perguntas de modo
direto ou indireto.

Ex:. Quem chegou?


Diga-me, por favor,que horas são.

Exemplos de pronomes interrogativos: que, quem, qual, quais, quanto, quanta,


quantos, quantas.

Pronomes relativos- relacionam-se sempre com o termo da oração que


está antecedente, servindo de elo de subordinação das orações que iniciam.

Ex:. Eu comprei o vestido azul que estava na vitrine.


A casa onde cresci era enorme.

Exemplos de pronomes interrogativos: que, quem, qual, quais, quanto, quanta,


quantos, quantas.
Pronomes indefinidos- referem-se sempre à 3.ª pessoa gramatical,
indicando que algo ou alguém é considerado de forma indeterminada e imprecisa.

Ex:. Foi apresentada alguma justificativa para o atraso na entrega da mercadoria?


Ninguém se quer responsabilizar por esta tarefa

Exemplos de pronomes indefinidos: alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, cada, algo,
algum, algumas, nenhuns, nenhuma, todo, todos, outra, outras, muito, muita, pouco,
poucos, certo, certa, vários, várias, tanto, tantos, quanta, quantas, qualquer,
quaisquer, bastante, bastantes.

Pronomes adjetivos e pronomes substantivos

Conforme acompanham ou substituem os substantivos, os pronomes são classificados


em pronomes adjetivos e pronomes substantivos.

Pronomes adjetivos- acompanham os substantivos, como se fossem


adjetivos, determinando e modificando o substantivo.

Ex:. Minha irmã é bióloga.


Aqueles alunos são indisciplinados.

Pronomes substantivos- substituem o substantivo numa frase.

Ex:. Esse é meu.


Ela viu-o.

Advérbios:
Há certas palavras que servem para modificar a significação dos verbos, dos adjectivos
e de outros advérbios. Essas palavras chamam-se, em gramática, advérbios:
• O João veio aqui.

• A Maria chegou hoje de Lisboa.

• A mobília ficou disposta perfeitamente.

• O fato é muito bem feito.

• Este queijo está muito bolorento.

Os advérbios, segundo a sua significação, dividem-se em:

1.º advérbios de tempo:

Ontem fomos tarde à praia, hoje iremos cedo à praia, amanhã voltaremos à praia.

— João, vem já! — Agora não posso. A minha mãe não me deixa sair antes de jantar.
— Quando vens? Logo também cá está o Raimundo e outro amigo, que nunca veio a
minha casa. O Fernando vem sempre. — Vou depois de jantar e ainda aí os encontro.
— Vem, que então vamos divertirmo-nos muito.

Se continuas a correr como ora corres, jamais ganharás uma competição.

2.º advérbios de lugar:

Vem para aqui, porque aí está muito sol; ou vamos para ali, que há mais sombra. E se
fôssemos para além? Abaixo do socalco, para aquém do castanheiro, é um sítio muito
agradável. Vamos então para lá.

O João está fora do alpendre, e o Rogério está dentro. Acima do meu quarto estão as
águas-furtadas. Diante da casa há um jardim e atrás fica uma horta. Onde está o poço,
está também o tanque, e não muito longe está uma lago com peixes. Perto andam
sempre as pombas cujo pombal fica defronte.

— O Tomás foi a algures? — Está cá: não foi a nenhures.

3.º advérbios de quantidade:

Este poço é muito fundo. Esta poça é pouco funda, mas o charco ainda é menos. O
mar, em alguns pontos, é assaz profundo.

O carro andou bastante. Gosto bastante de uvas e não gosto nada de maçãs.

Tanto vale o milho do saco como o da arca.

Julguei que não tivéssemos tão grande quantidade de castanhas.

Esta lata tem quase o mesmo azeite que aquela.

Apenas temos este chá: é preciso comprar mais*.


(Nesta frase, a palavra mais* não é advérbio de quantidade. Emprega-se em vez de
chá, e tem por isso o valor de pronome indefinido.)

Aprecio mais o chá do que o café.

Quão alta é aquela serra!

4.º advérbios de modo:

Vê como eu disponho os objectos do toucador. Amanhã vais dispô-los assim.

Esse lenço está bem lavado, mas este está mal, e aquele também.

Vai devagar, olha que assim podes cair.


Este caminho está melhor calcetado, aliás não viríamos por ele, porque um piso mal
arranjado dificilmente se suporta.

Cheguei apressadamente, porque é tarde.

5.º advérbios de afirmação:

Perguntas-me se gostei do livro que me emprestaste. Sim, gostei.

— Acompanhas-me? — Seguramente!

Efectivamente, encontrei o meu primo e dei-lhe o teu recado.

— Cumpriste a tua palavra? — Certamente!

6.º advérbios de negação:

Não quero.

— Não vais com ele? — Nunca! — E voltas lá? — Jamais!

7.º advérbios de dúvida:

Talvez vá hoje a casa do Rodrigo. Se acaso vier o Gilberto, vamos passear os dois.

Este azeite é quiçá melhor que o de ontem

8.º advérbios de demonstração ou designação:

Eis a encomenda que esperávamos.


Querias cravos bonitos: ei-los.

Conjunções:

Conjunções Coordenativas:

Conjunções subordinativas:
Substantivos:

Substantivo ou nome é a palavra com que designamos os seres em geral, quer sejam
concretos ou abstractos.

Subclasses do Substantivo

Substantivos próprios e substantivos comuns:


• Os substantivos próprios individualizam os seres – pessoas, animais ou coisas –
distinguindo-os de todos os outros da sua espécie. Escrevem-se sempre com
maiúscula inicial.

Ex.: O Pedro tem o gato


Não sei se irei ao Japão.
Passei em Física.

• Os substantivos comuns não individualizam os seres.

Ex.: O rapaz tem um gato.


Não sei se irei àquele país de que te falei.
Passei em todas as disciplinas.

Os substantivos concretos e substantivos abstractos

Os substantivos concretos designam pessoas, animais ou coisas pertencentes ao


mundo físico.

Ex.: A Joana esteve na praia.


O basquetebolista enfiou a bola no cesto.

Os substantivos abstractos designam acções, qualidades ou estados.

Ex.: A paz pode existir entre os Homens.


Ela deu mostras de grande amor e lealdade.

Substantivos colectivos

São substantivos colectivos que, embora tendo a forma do singular, designam um


conjunto de seres vivos ou de coisas da mesma espécie.
Ex.: alcateia (conjunto de lobos)
armada (conjunto de navios de guerra)
cardume (conjunto de peixes)
enxame (conjunto de abelhas)

Tipos de sujeito

A função sintática que denominamos sujeito, é um termo essencial da frase e pode se


comportar de várias maneiras, dependendo da intenção da mesma: agente,
experienciador, paciente, etc.
O sujeito tem a característica de concordar com o verbo, salvo raríssimas exceções.
Vejamos agora quais os tipos de sujeito existentes e como eles são caracterizados para
que possamos identificá-los.

Sujeito Simples: possui apenas um núcleo e este vem exposto.

Ex:. Deus é perfeito!


A cegueira lhe torturava os últimos dias de vida.
Pastavam vacas brancas.

Sujeito Composto: possui dois ou mais núcleos que também vêm expressos na oração.

Ex:. As vacas brancas e os touros pretos pastavam.


A cegueira e a pobreza lhe torturavam os últimos dias de vida.
Fome e desidratação são agravantes das doenças daquele povo.
Sujeito elíptico, subentendido ou desinencial: é determinado pela desinência verbal e
não aparece explícito na frase. Dá-se por isso o nome de sujeito implícito. Antigamente
era chamado de sujeito oculto.

Ex:. Estamos sempre alertas para com os aumentos abusivos de preços. (sujeito:
nós)
Quero que meus pais cheguem de viagem o mais rápido possível. (sujeito: eu)
Os pais terminaram a reunião. Foram embora logo em seguida. (sujeito: os pais
- oculto apenas na segunda frase)

Sujeito Indeterminado: Este tipo de sujeito não aparece explícito na oração por ser
impossível determiná-lo, apesar disso, sabe-se que existe um agente ou experienciador
da ação verbal.
Ex:. 1- verbo na 3ª pessoa do plural
Dizem que a família está falindo. (alguém diz, mas não se sabe quem)
Disseram que morreu do coração.
2- verbo na 3ª pessoa do singular + se, índice de indeterminação do sujeito

Precisa-se de mão de obra especializada. (não se pode determinar quem


precisa)

Sujeito inexistente: também chamado de oração sem sujeito, é designado por verbos
que não correspondem a uma ação, como fenômenos da natureza, entre outros.
Ex:. 1- Verbos indicando Fenômeno da Natureza
- Choveu na Argentina e fez sol no Brasil.
2- verbo haver no sentido de existir ou ocorrer
- Houve um grave acidente na avenida principal.
- Há pessoas que não valorizam a vida.
3- verbo fazer indicando tempo ou clima
- Faz meses que não a vejo.
- Faz sempre frio nessa região do estado.
Complementos: direto, indireto e oblíquo
Complemento direto:
a) é sempre selecionado pelo verbo;
b) pode ser identificado:
i) colocando a questão «o quê?» / «o que é que?» ao sujeito e à forma verbal:
‑ A Maria partiu um prato.
‑ P: A Maria partiu o quê?
‑ P: O que é que a Maria partiu?
‑ R: um prato (=CD);
ii) substituindo o grupo nominal com essa função sintática pelos pronomes
pessoais átonos «o», «a», «os», «as»:
‑ A Maria partiu um prato.
‑ A Maria partiu-o.

2) O complemento indireto:
a) é sempre selecionado pelo verbo;
b) pode ser identificado:
i) colocando a questão «a quem?» / «a quem é que?» ao sujeito e à forma
verbal:
‑ Ele telefonou à mãe.
‑ P: A quem é que ele telefonou?
‑ P: Ele telefonou a quem?
‑ R: À mãe (CI);
ii) substituindo o GN com essa função sintática pelos pronomes pessoais átonos
«lhe», «lhes»:
‑ Ele telefonou à mãe.
‑ Ele telefonou-lhe.

3) O complemento oblíquo:
a) é sempre selecionado pelo verbo;
b) não pode ser substituído por pronomes pessoais átonos;

Palavras Homófonas, Homógrafas, Homónimas e


Parónimas

Palavras Homófonas: Pronunciam-se de forma idêntica, mas escrevem-se de forma


diferente:
Ex: a) Ela está a coser roupa.
b) A sopa está a cozer.

Palavras Homógrafas: Escrevem-se do mesmo modo, mas pronunciam-se de forma


diferente:
Ex: a) Come uma colher de arroz.
b) Ele foi colher maçãs.

Palavras Homónimas: Escrevem-se e pronunciam-se do mesmo modo, mas tê


significados distintos:
Ex: a) Ouve o canto do pàssaro.
b) Vai para o canto da sala.

Palavras Parónimas: Escrevem-se e pronunciam-se de forma idêntica:


Ex: a) Traz açucar da despensa.
b) Ele não dispensa a fruta.

Sílabas/Palavras Agudas, Graves e Esdruxulas

As palavras podem ser classificadas de acordo com o número de sílabas


que possuem:
monossílabo - quando só têm 1 sílaba, como em "sol";"três"; "pai"; "com" .
dissílabo - quando têm 2 sílabas, como em "chuva"; "casa"; "noite" ;"sempre" .
polissílabo - quando têm 3 ou mais sílabas, como em "pequeninos";"direito";
"gramática"; "automóvel".

Em todas as palavras há uma sílaba que se pronuncia com mais força ou intensidade,
chama-se sílaba tónica. Ás sílabas que se pronunciam com menos força chamamos
sílabas atónas.
A sílaba tónica de uma palavra pode ser a última, a penúltima ou antepnúltima.

Conforme a posição da sílaba tónica, as palavras podem ser classificadas


em:
agudas - quando a sílaba tónica é a última, como em "carrossel"; "estudar"; "mãe",
"herói" ;"cor"; "boné".

graves - quando a sílaba tónica é a penúltima, como em "gato"; "escola"; "foca";


"olho"; "lua";

esdrúxulas - quanda a sílaba tónica é antepenúltima, como em "árvore";


"secretária".

Grau dos adjetivos


O grau de um adjetivo pode ser flexionado em três níveis: normal, comparativo e
superlativo.

Grau Normal: No grau normal, o adjetivo caracteriza um ou mais seres, sem indicar
intensidade.
Ex: a) Minha mãe é bonita.
b) O vestido é preto.
c) Eles são bagunceiros.

Grau comparativo: No grau comparativo é feita a comparação da mesma


característica em dois ou mais seres ou de duas ou mais características do mesmo ser.

Grau comparativo de inferioridade: menos (adjetivo) que/do que.


Ex: a) Alice é menos preguiçosa que João.
b) A revista é menos pesada do que o livro.

Grau comparativo de igualdade: tão (adjetivo) quanto/ como/ quão.


Ex: a) Cláudia é tão educada como Patrícia.
b) Matemática é tão importante quanto português.
c) Ele é tão decidido quão teimoso.

Grau comparativo de superioridade: mais (adjetivo) que/ do que


Ex: a) Igor é mais atento que Rodrigo.
b) O lápis é mais comprido do que a borracha.

GRAU COMPARATIVO DE SUPERIORIDADE IRREGULAR:


Alguns adjetivos formam o grau comparativo de superioridade de modo irregular, com
formas sintéticas.
Ex: a) (mais) bom = melhor
b) (mais) mau = pior
c) (mais) grande = maior
d) (mais ) pequeno = menor

Grau Superlativo
No grau superlativo é feita a caracterização de um ou mais seres, atribuindo
qualidades em grau muito elevado ou em maior ou menor grau que os demais seres.

Grau superlativo relativo: O grau superlativo relativo caracteriza um ou mais seres


em maior ou menor grau que os demais seres.

GRAU SUPERLATIVO RELATIVO DE INFERIORIDADE: o menos (adjetivo)


Ex: a) Pedro é o menos inteligente da turma.
b) Ana é a menos faladora das amigas.

Grau superlativo relativo de superioridade: o mais (adjetivo)


Ex: a) Ela é a pessoa mais educada deste mundo!
b) Meu irmão é o mais rápido dos corredores.

Grau superlativo absoluto:


O grau superlativo absoluto caracteriza um ou mais seres, atribuindo qualidades em
grau muito elevado.
GRAU SUPERLATIVO ABSOLUTO ANALÍTICO: palavra intensificadora (muito;
extremamente; excessivamente; imensamente) + adjetivo
Ex: a) A sobremesa é muito doce.
b) O teste foi extremamente fácil.
c) O professor é imensamente sábio.

GRAU SUPERLATIVO ABSOLUTO SINTÉTICO: adjetivo + sufixo (-íssimo; -imo; -


ílimo; -érrimo)
Ex: a) A sobremesa é dulcíssima.
b) O teste foi facílimo.
c) O professor é sapientíssimo.