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TURBINA A GÁS

TURBINAS A GÁS

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TURBINA A GÁS

CAIXA REDUTORA

TURBINA A GÁS INDUSTRIAL

COMPONENTES
1) GERADOR DE GÁS
• COMPRESSOR DE AR
• CÂMARA DE COMBUSTÃO
• TURBINA DE ALTA PRESSÃO (HP)

2) TURBINA DE POTÊNCIA (LP ou PT)

2
TURBINA A GÁS

Composição de uma turbina a gás

TURBINA

É a parte onde os
gases quentes da
combustão fazem a
tranferência de
COMBUSTOR
energia para o eixo
É a parte onde o ar é
misturado com o
combustível e ocorre
COMPRESSOR a combustão

É a parte onde o ar é
comprimido

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PROPRIEDADES TERMODINÂMICAS DO AR

• TEMPERATURA
• PRESSÃO
• VOLUME

ESCOAMENTO

VV11 V2 V1 V2

Bocal Difusor

2 2
p1 V p V
+ + gz1 = 2 +
1
+ gz2 2
ρ 2 ρ 2
VE LO CIDAD E
AU ME NTA VE LO CIDA DE
DIMIN UI

PR ESSÃ O
PR ESSÃ O AU MEN TA
DIM IN UI

0 0

E FE ITO C ONV E R GE N TE DO B OC AL E FE ITO D IV ER GEN TE D O D IFUS OR

Velocidade
Pressão

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COMPRESSOR DE AR

TURBINA A GÁS

TIPOS DE COMPRESSORES DE AR
1) COMPRESSOR DE AR AXIAL
2) COMPRESSOR DE AR CENTRÍFUGO
3) COMPRESSOR DE AR MIXTO

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TURBINA A GÁS
COMPRESSOR DE AR AXIAL

COMPRESSOR DE AR AXIAL

ROTOR

ESTATOR
ESTÁGIO 1 ESTÁGIO 2

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COMPRESSOR DE AR AXIAL
DIAGRAMA DA COMPRESSÃO

COMPRESSOR DE AR AXIAL

DIAGRAMA DA COMPRESSÃO

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TRIÂNGULOS DE VELOCIDADE NA COMPRESSÃO
ESTATOR ROTOR ESTATOR

C velocidade absoluta
U velocidade do tip da palheta
W velocidade relativa
u W2 > W1 → C2 > C1
c1

w1 u
-u c2
w2

As palhetas do compressor fornecem energia para o ar . Esta energia aumenta a


velocidade do ar .Os bocais formados pelas palhetas estatoras tem um aumento de
área, aumentando desta forma, a pressão do fluxo de ar

COMPRESSOR DE AR AXIAL

CARTA DO COMPRESSOR

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TURBINA A GÁS
COMPRESSOR DE AR CENTRÍFUGO

COMPRESSOR DE AR CENTRÍFUGO

ESTÁGIO DE COMPRESSÃO
Impelidor

Difusor

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COMPRESSOR DE AR CENTRÍFUGO

ROTOR DO COMPRESSOR CENTRÍFUGO

COMPRESSOR DE AR CENTRÍFUGO
Triangulo de Velocidades no impelidor

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COMPRESSOR DE AR

SURGE

STALL NO COMPRESSOR AXIAL

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How an airplane wing develops lift

v1, p1

v2, p2
Bernoulli’s law
• pstatic + 1/2ρv2 + ρgH = Constant
• The term ρgH is negligible for the wing Lift
• Then: pstatic + 1/2ρv2 = Constant

• Due to the shape of the


wing: v2 < v1 thus p2 > p1
• As a result there is ∆p or
lift
• And the plane can
fly

How the
How the airplane
airplane develops
develops stall
stall

Lift
Lift
Lift
Lift
• As the wing tilts back the ∆v changes and thus the ∆p
• This leads to more lift
• When the wing is tilted too much the streaming profile
suddenly changes from laminar to turbulent
• The air no longer “sticks” to the wing and the lift is lost

• The plane starts to fall down

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COMPRESSOR DE AR

SURGE
SURGE É UMA CONDIÇÃO DE OPERAÇÃO INSTÁVEL
QUE RESULTA EM REVERSÃO DE FLUXO E
FLUTUAÇÕES DE PRESSÃO NO SISTEMA. ESTA
CONDIÇÃO OCORRE QUANDO HÁ SUFICIENTE
INSTABILIDADE AERODINÁMICA NO COMPRESSOR
QUE OCASIONA QUE O COMPRESSOR NÃO SEJA
CAPAZ DE PRODUZIR A PRESSÃO NECESSÁRIA PARA
PROPORCIONAR UMA VAZÃO CONTINUA ATRAVÉS
DO SISTEMA

COMPRESSOR DE AR

SURGE

Palhetas Guias
Variáveis (IGV)

stall

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COMPRESSOR DE AR

SURGE

Bleed Valve

COMPRESSOR DE AR
• O COMPRESSOR TEM A FINALIDADE DE AUMENTAR A
PRESSÃO E A DENSIDADE DO FLUXO DE AR.
• DURANTE A COMPRESSÃO DO AR , SUA PRESSÃO
AUMENTA, A TEMPERATURA AUMENTA E O VOLUME
DIMINUI.
• O AUMENTO DE PRESSÃO REQUER VÁRIOS ESTÁGIOS
DE COMPRESSÃO PARA SER REALIZADO DE FORMA
EFICIENTE.
• CADA ESTÁGIO DE COMPRESSÃO É COMPOSTO DE UM
RODA (ROTOR), QUE TRANSFERE ENERGIA PARA O AR,
BASICAMENTE, SOB FORMA DE VELOCIDADE, UMA
RODA FIXA NA CARCAÇA (ESTATOR), QUE TRANSFORMA
A ENERGIA EM FORMA DE VELOCIDADE PARA ENERGIA
EM FORMA DE PRESSÃO.

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CÂMARA DE COMBUSTÃO

CÂMARA DE COMBUSTÃO
COMBUSTÃO

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REAÇÃO DA COMBUSTÃO

Composição típica de um gás natural:

Metano (CH4): 87%


Etano (C2H6): 5%
Propano (C3H8): 7%
Nitrogênio (N2): 0,9%
Dioxido de carbono (CO2): 0.1%

A reação de combustão é exotérmica e, além de calor (Q), produz CO2, CO,


H20 e compostos nitrogenados .

CH4+ C2H6+ C3H8+ O2→CO+ CO2+ H2O+ Q


Heat Q supplied from the fuel depends of the type of fuel and heating value

CÂMARA DE COMBUSTÃO

TIPOS DE CÂMARA DE COMBUSTÃO


• ANULAR
• TUBO-ANULAR
• TUBULAR “EXTERNA”

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CÂMARA DE COMBUSTÃO
CÂMARA DE COMBUSTÃO ANULAR

CÂMARA DE COMBUSTÃO ANULAR

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CÂMARA DE COMBUSTÃO

CÂMARA DE COMBUSTÃO TUBO -


ANULAR

CÂMARA DE COMBUSTÃO

CÂMARA DE COMBUSTÃO “EXTERNA”

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CÂMARA DE COMBUSTÃO

CÂMARA DE COMBUSTÃO

• A FUNÇÃO DA CÂMARA DE COMBUSTÃO É ADICIONAR


ENERGIA SOB FORMA DE CALOR AO FLUXO DE AR
COMPRIMIDO.
• DURANTE A COMBUSTÃO A TEMPERATURA DO FLUXO DE
AR AUMENTA E SUA PRESSÃO PERMANECE PRATICAMENTE
CONSTANTE.
• O COMBUSTÍVEL- GÁS NATURAL OU ÓLEO DIÉSEL, É
INJETADO NA CÂMARA, NA ZONA PRIMÁRIA, E SUA
COMBUSTÃO (REAÇÃO QUÍMICA), CONSOME
APROXIMADAMENTE 25% A 30% DO FLUXO MÁSSICO DE AR.
• O RESTANTE DO FLUXO DE AR, É USADO PARA REFRIGERAR
OS GASES DE COMBUSTÃO, A UMA TEMPERATURA
PERMISSÍVEL DE TRABALHO AOS METAIS QUE CONSTITUEM
AS PARTES QUENTES DA TURBINA- CÂMARA DE COMBUSTÃO
E TURBINA HP

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TURBINA DE ALTA PRESSÃO (HP)

TURBINA DE ALTA PRESSÃO

TURBINA => EXPANSÃO

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TURBINA DE ALTA PRESSÃO

TURBINA DE ALTA PRESSÃO (HP)

• A TURBINA HP, TRANSFORMA A MAIOR PARCELA DA


ENERGIA DOS GASES, PROVENIENTE DE CÂMARA DE
COMBUSTÃO PARA O EIXO QUE ACIONA O COMPRESSOR
DE AR .
• NESTE PROCESSO, CHAMADO DE EXPANSÃO, A PRESSÃO
DO FLUXO DE GASES DIMINUI , A TEMPERATURA DIMINUI
E O VOLUME AUMENTA.
• NA TURBINA, A EXPANSÃO SE DÁ EM POUCOS ESTÁGIOS.
• CADA ESTÁGIO DA TURBINA É COMPOSTO DE UMA
RODA FIXA NA CARCAÇA (ESTATOR), QUE TRANSFORMA
A ENERGIA, EM FORMA DE PRESSÃO PARA ENERGIA EM
FORMA DE VELOCIDADE E ESTA ENERGIA É CEDIDA A
RODA (ROTOR) SOB FORMA DE REAÇÃO E IMPULSÃO.

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TURBINA DE POTÊNCIA (PT)

TURBINA DE POTÊNCIA OU ALTA PRESSÃO

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TURBINA DE POTÊNCIA OU ALTA PRESSÃO

TURBINA DE POTÊNCIA ( PT)

• A PT RECEBE A ENERGIA REMANESCENTE


DOS GASES PROVENIENTES DA TURBINA HP E,
EM CONTINUIDADE AO PROCESSO DE
EXPANSÃO, TRANSFERE ESTA ENERGIA PARA O
EIXO QUE ESTÁ ACIONANDO O EQUIPAMENTO
DESEJADO : GERADOR, COMPRESSOR, BOMBA,
ETC.
• O PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DA
TURBINA DE POTÊNCIA É SIMILAR AO DA
TURBINA HP.

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Como a turbina a gás funciona
• Aspira ar do ambiente circundante

• Comprime o mesmo para uma pressão


mais elevada;
• Aumenta o nível de energia de ar
comprimido pela adição de gás combustível
que é submetido à combustão em uma
câmara de combustão;

•. Direciona os gases a pressão e temperatura elevadas para uma seção de turbina, a qual converte
energia térmica em energia mecânica:
• faz o eixo girar fornecendo energia útil para a máquina acionada, acoplada à turbina por
intermédio de um acoplamento ;
• fornece energia necessária para compressão do ar, que ocorre em um compressor
conectado diretamente à própria seção de turbina;.

• Expele os gases em baixa pressão e “baixa” temperatura resultante do processo de conversão


acima mencionado, para a atmosfera.

TEMPERATURA E PRESSÃO NA TURBINA A GÁS

INLET
COMBUSTÃO TURBINAS HP E PT

EXAUSTÃO

COMPRESSÃO
TEMPERATURA

TEMPERATURA
PRESSÃO

PRESSÃO

ATMOSFERA

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CICLO BRAYTON - EFICIÊNCIA E POTÊNCIA

FUEL
COMBUSTION Wc = c p • (T2 − T1 )
EXHAUST
3

COMPRESSOR 4
Q 1 = c p • ( T3 − T 2 )
2
LOAD
Wt = c p • ( T3 − T 4 )

Q 2 = c p • ( T 4 − T1 )
1 TURBINA

AIR INLET

CICLO BRAYTON - EFICIÊNCIA E POTÊNCIA

Eficiência Máxima do Ciclo:

W util W t − W c c p • (T 3 − T 4 ) − c p • (T 2 − T 1) (T 4 − T 1 )
ηt = = = =1−
Q1 Q1 c p • (T 3 − T 2 ) (T 3 − T 2 )

Utilizando a relação:
P2
P1
= ( )( T2
T1
k
k −1
)

A eficiência máxima do ciclo será:

1 T1
ηt = 1− = 1−
( )( )
máx
k T2
P2 k −1
P1

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CICLO BRAYTON - EFICIÊNCIA E POTÊNCIA

Potência Útil fornecida:

P c
+Q − P HP
= P PT
1

Como a potência da turbina HP é usada para acionar o compressor de ar:

P c
= P HP

P PT
= Q 1

PPT = m g • c p • ( T3 − T2 )

CICLO BRAYTON - EFICIÊNCIA E POTÊNCIA

• A eficiência do ciclo de uma turbina a gás é fortemente


influenciada pela razão de compressão no compressor de ar ( )
P2
P1
. Desta forma, aumentando a relação de compressão o
rendimento global da turbina irá aumentar.

• A potência útil fornecida pela turbina é proporcional à


temperatura de saída da câmara de combustão (T3 ). Assim
aumentando esta temperatura a potência disponível irá
aumentar. Existem, porém, aspectos metalúrgicos dos
materiais das partes quentes da turbina que limitam a
temperatura de queima

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TURBINAS A GÁS
PRINCIPAIS COMPONENTES
LIQ
UID
FU
EL
GA
S FU
EL

PRINCIPAIS COMPONENTES
PALHETAS ESTATORAS DA TURBINA

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DIAGRAMA DE REFRIGERAÇÃO

PRINCIPAIS COMPONENTES

REFRIGERAÇÃO DAS PALHETAS

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PRINCIPAIS COMPONENTES

DESENVOLVIMENTO DE PALHETAS

1600 Turbine temperature capability


1550 Cooling improvements
Temperatura de Queima (oK)

1500 Coating Developments

Ttemperatura do Metal (oC)


1450
Firing
1400 temp 1100
1350
1050
1300
SC liga 1000
1250 fundida 950
DC liga
1200 Liga fundida fundida 900
1150 convencional
850
1100 Liga forjada
800

TURBINA A GÁS

PRINCIPAIS SUB-COMPONENTES
• MANCAIS
- RADIAIS
- AXIAIS
• SELOS
- SELAGEM DOS MANCAIS
- SELAGEM DAS PALHETAS ESTATÓRAS E
ROTORAS

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PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES

Mancal radial Mancal radial/ axial Mancal radial

Selagem palhetas

Selagem nozzles

Selagem Mancal Selagem Mancal


Selagem Mancal

SUPORTE DO MANCAL

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MANCAIS

• RADIAIS – Suportam os esforços radiais.


- Deslizamento (Hidrodinâmicos)
- Rolamento
• AXIAIS - Suportam os esforços axiais.
- Deslizamento (Hidrodinâmicos)
- Rolamento

MANCAIS

Os tipos de mancais radiais e axiais :


• Rolamento – roletes ou esferas -Existe
contato metálico entre a parte rotativa e
estática.
• Deslizamento (Hidrodinâmicos) – luvas ou
pastilhas - Não existe contato metálico entre a
parte rotativa e estática. A parte rotatíva fica
suspensa em um filme de óleo.

31
MANCAIS DE DESLIZAMENTO
EFEITO HIDRODINÂMICO

MANCAIS DE DESLIZAMENTO COM PASTILHAS

32
MANCAIS

MANCAL RADIAL DE PASTILHAS

MANCAL RADIAL

33
MANCAL DE ROLAMENTO - GG AERODERIVADO

MANCAL DE ROLAMENTO - GG AERODERIVADO

34
MANCAIS
MANCAL AXIAL DE DESLIZAMENTO

PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES


MANCAIS
MANCAL AXIAL

35
PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES
MANCAIS
MANCAL AXIAL

PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES


MANCAIS
MANCAL COMBINADO (AXIAL-RADIAL)

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PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES

MANCAL AXIAL E RADIAL

PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES


SELAGEM

37
PRINCIPAIS SUB- COMPONENTES

SELAGEM

SELAGEM

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SELAGEM – TIPS DAS PALHETAS

SELAGEM

39
EQUIPAMENTOS AUXILIARES

ACOPLAMENTO

EQUIPAMENTOS AUXILIARES

CAIXA REDUTORA

TURBINA >

GERADOR >

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CAIXA REDUTORA

TURBINA AERODERIVADA

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SUPORTE DA TURBINA DE POTÊNCIA (PT)

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CONTROLE E PROTEÇÃO

Controle / Supervisão/ Intertravamento:


T7

NGG T5 NPT

T1 PCD

VIBRAÇÃO

Vibração : Sensor de proximidade

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VIBRAÇÃO

Vibração : Sensor Sísmico de Velocidade

VIBRAÇÃO

Vibração : Sensor Sismico de Aceleração (Acelerômetro)

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SENSOR DE DESLOCAMENTO

Deslocamento Axial : Sensor de proximidade

VIBRAÇÃO

Vibração GG: Vibração PT:


Sensor Sísmico de Velocidade Sensor de proximidade
Sensor Sísmico de Aceleração

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DESLOCAMENTO

Deslocamento PT:
Sensor de proximidade

FATORES QUE INFLUENCIAM A PERFORMANCE DA TURBINA

FATORES EXTERNOS:
•Temperatura ambiente
•Pressão ambiente
•Umidade relativa

FATORES INTERNOS:
•Perdas de pressão na sucção e descarga
•Tipo de combustível
•“fouling” no compressor

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Condição Padrão - ISO

É usado como referência:


• Temperatura ambiente (ºC) 15
• Pressão ambiente (mbar) 1013
• Umidade relativa (%) 60
Sem perdas na sucção e descarga

EFEITOS DA TEMPERATURA AMBIENTE

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EFEITOS DA PRESSÃO AMBIENTE

EFEITOS DA UMIDADE RELATIVA

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PERDAS NA SUCÇÃO E DESCARGA

Cada 100 mm H20 na sucção: Cada 100 mm H2O na descarga:

1,42% perda de potência 0,42% perda de potência

0,45% aumento em Taxa de calor 0,42% aumento em Taxa de calor

1ºC aumento em temperatura de 1ºC aumento em temperatura de descarga


descarga

SISTEMA DE EXAUSTÃO

FIM

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