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ESCOLA ALTERNATIVA “LAGO DOS CISNES”

VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM - 1º trimestre/2018


Nome: Turma: 9º ____
Disciplina: Língua Portuguesa Professor: Betina Baptista Data: /03/2018
Valor: 10,5 - Média: 7,35 Nota: PROVA I - 1ª bateria de provas
Conteúdo: Poesia lírica – as três dimensões do fazer poético Assinatura do responsável
(linguagem literátia\ não literária),Vocativo e Período simples.
ATENÇÃO:
 Desligue o celular e guarde-o dentro da mochila
 Leia atentamente as questões antes de respondê-las.
 Use caneta azul ou preta. Escreva de forma bem legível.
 Não rasure. Não use corretivo.
 Não é permitido o empréstimo de material.
 O uso de dicionários será permitido.
 Não é permitida a consulta ao livro didático
QUESTÃO 01(0,5)

Leia os textos abaixo para responder à questão:

(Texto 1)

 Descuidar do lixo é sujeira

Diariamente, duas horas antes da chegada do caminhão da prefeitura, a gerência de


uma das filiais do McDonald’s deposita na calçada dezenas de sacos plásticos
recheados de papelão, isopor, restos de sanduíches. Isso acaba propiciando um
lamentável banquete de mendigos. Dezenas deles vão ali revirar o material e acabam
deixando os restos espalhados pelo calçadão. (Veja São Paulo, 23-29/12/92)

(Texto 2) 

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos. 
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem. 

(Manuel Bandeira. Em Seleta em prosa e verso. Rio de Janeiro: J. Olympio/MEC, 1971, p.145)

I. No primeiro texto, publicado por uma revista, a linguagem predominante é a literária,
pois sua principal função é informar o leitor sobre os transtornos causados pelos
detritos.

II. No segundo texto, do escritor Manuel Bandeira, a linguagem não literária é


predominante, pois o poeta faz uso de uma linguagem objetiva para informar o leitor.

III. No texto “Descuidar do lixo é sujeira”, a intenção é informar sobre o lixo que
diariamente é depositado nas calçadas através de uma linguagem objetiva e concisa,
marca dos textos não literários.

IV. O texto “O bicho” é construído em versos e estrofes e apresenta uma linguagem


plurissignificativa, isto é, permeada por metáforas e simbologias, traços determinantes
da linguagem literária.

Estão corretas as proposições:

a) I, III e IV.
b) I e IV.

c) I, II, III e IV.

d) III e IV.

e) II, III e IV.

QUESTÃO 02 (0,5)

Guardar
Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
Do que um pássaro sem voos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guardá-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

MACHADO, G. In: MORICONI, I. (org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001

A memória é um importante recurso do patrimônio cultural de uma nação. Ela está presente
nas lembranças do passado e no acervo cultural de um povo. Ao tratar o fazer poético como
uma das maneiras de se guardar o que se quer, o texto
A) ressalta a importância dos estudos históricos para a construção da memória social de um
povo.

B)reforça a capacidade da literatura em promover a subjetividade e os valores humanos.

C) valoriza as lembranças individuais em detrimento das narrativas populares ou coletivas

D)destaca a importância de reservar o texto literário àqueles que possuem maior repertório
cultural.

E)revela a superioridade da escrita poética como forma ideal de preservação da memória


cultural.
QUESTÃO 03 (0,5)

Sobre o vocativo, é correto afirmar:

a) Termo utilizado para explicar, enumerar, resumir ou especificar outro termo, como um
substantivo, pronome, etc., ou outra oração, podendo aparecer antes ou depois do termo ao qual se
refere na frase.

b) Palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, etc., além de também
poder agir sobre o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento.

c) Termo que serve para chamar ou interpelar um interlocutor e não possui relação sintática com
outro termo da oração, sendo assim, não pertence nem ao sujeito nem ao predicado.

d) Palavra invariável que acompanha o nome, qualificando-o. Pode ser usada no lugar de um
nome ou referir-se a ele.

e)Palavra variável que exprime emoções e serve para explicar o termo.

QUESTÃO 04 (0,5)

Leia a tirinha abaixo:

Na tirinha de Chris Browne, o vocativo não está sintaticamente relacionado com outro termo da oração.

Qual é a função dos termos Hamlet e papai, respectivamente, no primeiro e no segundo


quadrinho?
a) Pronome

b) Interjeição

c) Aposto

d) Vocativo

e) Substantivo

QUESTÃO 05 (0,5)

SOBRE A ORIGEM DA POESIA

A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem.


Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual
a origem do discurso não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as
coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que
parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências,
discussões, discursos, ensaios ou telefonemas [...]

No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas,
impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo
a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o
mundo [...]

Já perdemos a inocência de uma linguagem plena assim. As palavras se desapegaram das


coisas, assim como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como a criação se dasapegou da
vida. Mas temos esses pequenos oásis – os poemas – contaminando o deserto de
referencialidade.

ARNALDO ANTUNES

A comparação entre a poesia e outros usos da linguagem põe em destaque a seguinte


característica do discurso poético:

a) afasta-se das praticidades cotidianas

b) manifesta-se na referência ao tempo

c) revela-se como expressão subjetiva

d) conjuga-se com necessidades concretas

e) utiliza- se da função referencial

QUESTÃO 06 (0,5)

Leia o poema abaixo:


Soneto de Contrição Berçando versos de saudade imensa.
Eu te amo, Maria, te amo tanto
Que o meu peito me dói como em doença Não é maior o coração que a alma
E quanto mais me seja a dor intensa Nem melhor a presença que a saudade
Mais cresce na minha alma teu encanto. Só te amar é divino, e sentir calma...

Como a criança que vagueia o canto E é uma calma tão feita de humildade
Ante o mistério da amplidão suspensa Que tão mais te soubesse pertencida
Meu coração é um vago de acalanto Menos seria eterno em tua vida.

Esse poema de Vinícius de Moraes situa a mulher num plano superior, e reserva ao
sujeito poético masculino um papel submisso. Exatamente assim, no contexto poético
medieval, surgia a mulher nas cantigas de:

a) escárnio.
b) maldizer.
c) amigo e amor.
d) amigo.
e) Amor.

QUESTÃO 07 (0,5)

Disponível em <http://zip.net/bhmL07> Acesso em 12 mar. 2017

O efeito de humor do cartum é conseguido com uma quebra de expectativa, porque o


aluno

A) atribui ao sujeito uma característica, em vez de responder corretamente à pergunta.


B) é o principal prejudicado com o descaso dos políticos com as escolas do país.
C) está ironizando a professora, tentando ganhar tempo para responder à questão.
D) ignora o estudo das funções sintáticas, por isso erra a resposta à professora.
E) responde à professora de maneira informal, inadequada à situação de interlocução.

Leia o trecho de um poema de Carlos Drummond de Andrade, célebre poeta


mineiro, para responder às questões 8, 9 e 10.
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave? [...]

Disponível em: <http//drummond.memoriaviva.com.br/alguma-poes>.


Acesso em: 12 abr 2017

QUESTÃO 08 (0,5)

No poema de Carlos Drummond de Andrade, o eu lírico propõe ao leitor que


encare o momento da criação poética com

a) atenção.

b) humor.

c) Indignação.

d) Paciência.

e) Impaciência

QUESTÃO 09 (0,5)

Não forces o poema a desprender-se do limbo.


Releia o verso a seguir.
Os termos grifados complementam os verbos existentes no período exercendo
respectivamente a função de

a)agente da passiva e objeto direto.

b)complemento nominal e objeto indireto.

c)objeto direto e objeto indireto.

d)objeto direto e complemento nominal


e) objeto direto e objeto direto preposicionado.

QUESTÃO 10 (0,5)

Releia o verso que encerra o poema.

Trouxeste a chave?

Nele, o poeta estabelece uma interlocução com o leitor. Considerando esta afirmação,
o sujeito deste período é classificado como

a)sujeito desinencial( oculto)

b)sujeito indeterminado.

c)sujeito simples.

d)oração sem sujeito.


e) sujeito determinado.

QUESTÕES DISCURSIVAS

QUESTÃO 01 (1,0)
Leia a música e responda as questões.

Atrás da Porta
Quando olhaste bem nos olhos meus

E o teu olhar era de adeus

Juro que não acreditei, eu te estranhei

Me debrucei sobre teu corpo e duvidei

E me arrastei e te arranhei

E me agarrei nos teus cabelos

Nos teu peito, teu pijama

Nos teus pés ao pé da cama

Sem carinho, sem coberta

No tapete atrás da porta

Reclamei baixinho

Dei pra maldizer o nosso lar

Pra sujar teu nome, te humilhar

E me vingar a qualquer preço

Te adorando pelo avesso

Pra mostrar que ainda sou tua

a) Quais os sentimentos que podemos ver nessa música?

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b) A pessoa, que “fala” na música, é um homem ou uma mulher? Justifique.

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QUESTÃO 02 (1,0)

Você já deve ter tido contato com muitos tipos de texto literário: poemas,
contos, romances, peças de teatro, novelas,crônicas, etc. E também com
textos não literários, como notícias, cartas comerciais, receitas culinárias,
manuais de instrução. Mas, afinal, o que é um texto literário? O que distingue
um texto literário de um texto não literário? Responda
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QUESTÃO 03 (0,5)

O Sol é uma esfera de gases em combustão. Em seu núcleo, a temperatura


chega a 15 milhões de graus, e na superfície atinge 6 mil graus. A superfície
do Sol lembra a casca de uma laranja. Ali aparecem grandes jatos de gás
incandescente. ( O Universo – Minha primeira enciclopédia Larouse.Ática: São
Paulo, 1997)

a. IDENTIFIQUE o sujeito da primeira oração do texto e CLASSIFIQUE o


predicado.

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QUESTÃO 04 (1,0)

LEIA o texto e responda:

O assalto

Assaltaram a padaria da esquina. Houve um grande tumulto. Antônio era


o gerente da padaria e estava muito nervoso. Eu, ingênuo, nunca tinha
considerado Antônio suspeito do furto. Mas, as investigações policiais logo
levariam a ele.

Antônio foi preso pela polícia. Na delegacia se declarou culpado.

a) TRANSCREVA do texto a frase com sujeito indeterminado.

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b) Em: “Houve um grande tumulto” temos que tipo de sujeito? EXPLIQUE.

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c) Na frase: “Eu, ingênuo, nunca tinha considerado Antônio suspeito do furto”,


IDENTIFIQUE o predicativo do sujeito e o predicativo do objeto.

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QUESTÃO 05 (1,0)

Leia o texto de Mário Quintana.


“O palavrão é a mais espontânea forma da poesia. Brota do fundo da alma e
maravilhosamente ritmada. Se isto indigna o leitor e ele solta sem querer um
daqueles, veja o belo verso que lhe saiu, com as características do próprio:
ritmo e emoção – sem o que, meu caro senhor, não há poesia.”

a) Encontre o vocativo e determine a quem o poeta se dirige.

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b) Modifique a frase a seguir, de modo que o autor se dirija diretamente ao


leitor.

“Se isto o indigna o leitor e ele solta sem querer um daqueles, veja o belo
verso que lhe saiu...”

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QUESTÃO 06 (1,0)

Leia o poema abaixo:

Amor total

Amo-te tanto, meu amor... não cante

O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade

Amo-te, enfim, com grande liberdade

Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente

De um amor sem mistério e sem virtude

Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde

É que um dia em teu corpo de repente

Hei de morrer de amar mais do que pude.


Podemos classificar o poema acima, quanto a sua formatação, um soneto? A partir do texto,
justifique sua resposta.

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