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Aug.´. Resp.´. e Exc.´. Loj.´. Simb.´.

Afonso Emilio Massot nº 293


M.´. L.´. A.´. A.´.

Roteiro de Iniciação
segundo os nossos usos e costumes

Guia Ritualístico para LLuz.´. e OOfic.´.

-1-
-2-
Ir.´. Arqu.´.: MATERIAL NECESSÁRIO

Recepção e Preparação:
- Vendas e Algodão;
- Sacola ou Envelope para guardar os metais;
- oito (08) lembretes com o nome do Candidato. Devem ser
distribuidos para o Ven.´., VVig.´., EExp.´., Cobr.´., Secr.´. e
Orad.´..

Câm.´. de Reflex.´.
- Caneta, Questionário e Testamento;

Nos Altares:
- Ven.´.: Taça especial, líquido doce, líquido amargo;
- Secr.´. : 2 folhas de Papel;
- 1º Vig.´. : avental e maço;
- 2º Vig.´. : dois pares de luvas, almofada para ajoelhar;
- Alt.´. dos JJur.´.: - compasso, almofada para ajoelhar;
- M.´. de Bronz.´.: jarra com água e toalha;
- Alt.´. dos PPerf.´.: material para as chamas;

Com os Oficiais:
- M.´. de CCer.´.: régua de metal para recepção do
candidato;
- Cobr.´.: Cadeira das Reflexões;
- Chanc.´.: algodão e álcool para marcação;
- 1º Exp.´.: faixa de pano úmido e adaga cega para prova
do sangue;

Nas CCol.´.:
- galhos e borifadores para a 1ª Viagem;
- espadas e metais para a 2ª Viagem;

No Átrio:
- material para caminhos escabrosos;
- capuzes e espadas para S. João;
- velas e ataúde para S. João;

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Preparação do Candidato
CENÁRIO: O profano deve ser conduzido à Loja pelos Irmãos
designados. Deve ser vendado antes de chegar ao Templo. Na
Sala dos Pass.´. PPerd.´. devem entregá-lo-á ao Ir.´. Exp.´. que,
batendo-lhe levemente no ombro, lhe dirá:

Exp.´. - “Eu serei o teu guia; tenha confiança em mim e não


tenha receio de nada. O tempo todo, estarás cercado de
amigos que cuidarão para que nada de mal te aconteça”.

CENÁRIO: O candidato deverá ser sempre conduzido com


seriedade e respeito, não se permitindo atitudes ou
brincadeiras que possam, além de molestar-lhe o físico, causar
efeito contrário ao desejado.
Exp.´.- Depois de fazê-lo dar algumas voltas pelo edifício, deve
conduzir o candidato até a Câm.´. de Refl.´.
- Estando fechada a porta, tira-lhe a venda e diz:

Exp.´. - “Senhor __(nome)__, eu vos deixo entregue as suas


reflexões; não estareis só, pois Deus, que tudo vê, será
testemunha da sinceridade que ides responder nossas
perguntas. De vossas respostas, dependerá vossa admissão
em seu seio””.

Exp.´. - Apresenta as folhas do questionário e testamento que


serão entregues ao Orad.´. posteriormente.
Ao entregar ao candidato a fórmula do Juramento e a folha do
questionário, deve advertir o candidato que, depois de dadas as
respostas ou se pretender retirar-se, deverá chamá-lo batendo
na porta da sala onde se encontra.

O CANDIDATO NUNCA DEVE FICAR ABSOLUTAMENTE SOZINHO

-4-
CENÁRIO: Devem ser retirados todos os metais do candidato.
Carteira, relógio, anéis (exceto aliança de casamento ou
compromisso). Tudo deve ser colocado em um envelope e
depositado na mesa do Tes.´..
Ir.´. Exp.´.- Antes de retirar os metais, deve fazer a seguinte
explanação para o candidato:
Exp.´. - “Senhor __(nome). Antes de prosseguirmos,
precisamos saber de tens uma opinião favorável a respeito
da nossa instituição e se estais aqui por vossa livre e
espontânea vontade.!”.

Exp.·. - Após resposta, se for positiva...


Exp.´. - ”Assim sendo, peço que confies em nós, entregando
vossa carteira, relógio, anéis e outros valores que estiveres
portando. O objetivo é que estejais despido de todas as
distinções ou equipamentos mundanos para que possais
assumir uma atitude humilde, reverente e inocente. Tudo o
que nos confiares será guardado em segurança e, pelos
quais, assumimos inteira responsabilidade. Tudo vos será
restituído no momento oportuno, de acordo com as
decisões que tomardes. A partir de agora, podereis ser
chamado de Profano, o que não significa ofensa ou algo
ruim. É apenas a forma como são chamados os candidatos
que ainda não concluíram a sua iniciação. Entendestes? ”

CENÁRIO: Para entrar no Templo, o cadidato deverá ter o


braço esquerdo, o lado esquerdo do peito e o joelho direito
nus, substituindo-se o sapato do pé esquerdo por uma
alpargata ou chinelo.
Exp.´. - Deve preparar o candidato durante a abertura da Loja,
devendo estar pronto até o início da Ordem do Dia.
Exp.´. - Só deve conduzir o candidato à Porta do Templo quando
autorizado pelo M.´. de CCer.´.

-5-
Ordem do Dia

Sessão Magna de Iniciação


Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) Ir.·. Exp.·., podeis informar-me se na
Câm.·. de RRefl.·. está algum profano que pretende ser
iniciado em nossos Augustos Mistérios?

Exp.·. - Sim, Ven.·. Mestr.·., está o profano __(nome)__ .

Ven.·. Mestr.·. - Meus IIr.·., tendo corrido regularmente o


processo preliminar para admissão do profano __(nome)__,
é chegado o momento de sua recepção.

Ven.·. Mestr.·. - Se algum dos IIr.´. tem alguma observação a


fazer contra esta admissão, deve declarar, neste momento, à
partir da Coluna do Sul.

2º Vig.·. - (!) A palavra está na Coluna do Sul.

2º Vig.·. - (!) Reina silêncio na Coluna do Sul, Ir.·. 1º Vig.·.

1º Vig.·. - (!) A palavra está na Coluna do Norte.

1º Vig.·. - (!) Reina silêncio em ambas as CCol.´. Ven.·.


Mestr.·.

Ven.·. Mestr.·. - (!) A palavra está no Oriente.

V.´.M.´. - não havendo objeções, prossegue a cerimônia

-6-
Ven.·. Mestr.·. - Os IIr.·. que aprovam que se proceda a
iniciação do profano __(nome)___, queiram se manifestar
pelo sinal de costume!

Mestr.·. de CCer.·. - Após a verificação e aprovação

Mestr.·. de CCer.·. - Ven.·. Mestr.·., a iniciação foi aprovada


por unanimidade (ou por maioria de votos).

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Exp.·., ide ao lugar onde está o


candidato e dizei-lhe que, sendo perigosas as provas por que
tem de passar, é conveniente que faça o seu testamento, e
que, ao mesmo tempo, responda as questões que
submetemos ao seu espírito, para bem conhecermos os seus
princípios e o mérito das suas virtudes.

Exp.·. - vai até a mesa do Secretário


Secr.´. - espeta na espada do Exp.´. os formulários.
Exp.·. - Sai do Templo e volta, rapidamente trazendo os
formulários na ponta da espada e se posta entre colunas.
Cobr.·. - A saída e entrada do Exp.´. é sem formalidades.

Exp.·. - Ven.·. Mestr.·., o profano cumpriu sua primeira


obrigação. Eis aqui o seu Testamento e as suas respostas.

Ven.·. Mestr.·. - Entregai-as ao Ir.·. Orad.·. para que as


decifre e após, ocupai o vosso lugar em Loja!

Exp.·. - vai até a mesa do Orador.


Orador.´. - Em pé, retira da espada os formulários e senta.
Após, procede a leitura dos mesmos.
Ven.·. Mestr.·. - após o Orador terminar a leitura.

-7-
Ven.·. Mestr.·. - Meus IIr.·., se estais satisfeitos com as
respostas do candidato, manifestai-vos pelo sinal de
costume?

Ven.·. Mestr.·. - Em caso afirmativo, todos fazem o sinal


de aprovação. Se houver alguma objeção, o V.´. M.´. deve
conduzir a discussão. A Loja decidirá por maioria de votos.
Tes.´. e Secr.·. - responder ao V.´. M.´. de P.´. e à Ord.´.

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Tes.·., estais satisfeito?

Tes.·. - Sim, Ven.·. Mestr.·.. (ou não, e explica as razões)

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Secr.·., o Ministério de Administração


publicou a liberação para Iniciação desse candidato?

Secr.·. - Sim, Ven.·. Mestr.·. (ou Não, conforme o caso).

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Orador.·., dai-me vossas conclusões.

Orad.·. - Ven.·. Mestr.·., se razões especiais não impuserem


o contrário à vossa sabedoria e prudência, eu, em nome
desta Loja e de acordo com as leis que regem nossa sublime
Instituição, respeitosamente, vos solicito que se proceda à
iniciação do profano __(nome)___.

Ven.·. Mestr.·. - (!) Ir.·. Exp.·., assim sendo, acercai-vos do


candidato, preparai-o segundo os nossos costumes e trazei-o
à porta do Templo.

Exp.·. - traz o candidato até a porta do Templo e bate


irregularmente na mesma.
Cobr.·. - Deve falar com prontidão e voz alta ao 1º Vig.´.

-8-
Cobr.·. - Ir.·. 1º Vig.·., profanamente batem a porta do
Templo!

1º VIg.·. (!) - Ven.·. Mestr.·., profanamente batem a porta


do Templo!

Ven.·. Mestr.·. - Ir.´. 1º Vig.´., Verificai quem é o temerário


que ousa interromper as nossas meditações.

1º VIg.·. - Ir.´. Cobr.´., Verificai quem é o temerário que ousa


interromper as nossas meditações.

Cobr.·. - entreabre a porta e diz em voz alta e áspera

Cobr.·. - Quem é o temerário que tem a audácia de querer


forçar a entrada deste Templo!

Exp.·. - Suspendei a vossa espada Ir.·. Cobr.·., pois ninguém


ousaria entrar nesse recinto sagrado sem a vossa permissão.
Desejoso de ver a Luz, o profano que me acompanha, vem
humildemente pedi-la.

Cobr.·. – Me admiro muito, meu Ir.·., que em vez de estar


aqui conosco, meditando sobre os Mistérios que
procuramos desvendar, daqui vos tenha ausentado. E pior
ainda, que tenhas conduzido a este Templo um curioso,
talvez um dissimulado.

Cobr.·. - voltando-se para o interior do Templo diz:

Cobr.·. - Ir.·. 1º Vig.·., é o nosso Ir.·. Exp.·. que conduz à porta


deste Templo um profano desejoso de ver a Luz.

-9-
1º VIg.·. - Ven.·. Mestr.·., é o nosso Ir.·. Exp.·. que conduz à
porta deste Templo um profano desejoso de ver a Luz.

Ven.·. Mestr.·. – Ir.·. Exp.·., por quê viestes interromper


nosso silêncio, conduzindo à nossa Loja um profano para
participar de nossos Mistérios? Como pôde ele conceber tal
esperança?

Exp.·. – Porque é livre e de bons costumes. E me foi bem


recomendado.

Ven.·. Mestr.·. – Não é o bastante, meu Ir.·.. Precisamos


verificar os seus merecimentos.

Ven.·. Mestr.·. – Conheceis este profano?

Exp.·. – Sim, Ven.·. Mestr.·..

Ven.·. Mestr.·. – Então nos diga o seu nome, onde nasceu,


sua idade, sua profissão e seu estado civil.

Exp.·. – Este profano chama-se _______;

- é natural de _____________

- tem _____ anos de idade;

- é _______ (estado civil)

- e sua profissão é _________ .

Ven.·. Mestr.·. – Tem alguma religião ou crença? Qual é a


sua fé?

- 10 -
Exp.·. – O profano é ________ (religião/crença), portanto,
crê em Deus. Em seu nome, peço a sua iniciação em nossos
Augustos Mistérios.

Ven.·. Mestr.·. – Este desejo já foi manifestado pelo profano,


por sua livre e espontânea vontade?

Exp.·. – Sim, Ven.·. Mestr.·..

Ven.·. Mestr.·. – Meus IIr.·., ouvistes o que declarou o Ir.·.


Exp.·.. Se concordais com os desejos do profano, se o julgais
digno de receber a revelação de nossos Mistérios,
manifestai-vos pelo sinal de costume.

Ven.·. Mestr.·. - Verifica se a manifestação é favorável.

Ven.·. Mestr.·. – (!) Ir.·. Cobr.·., fazei entrar o Candidato.

Exp.·. - leva o profano para Ent.´. CCol.´. e fica atrás dele.


Cobr.·. - fecha a porta do Templo
M.·. CCer.·. - encosta a ponta do ângulo da extremidade
de uma régua de metal no peito do candidato.

Ven.·. Mestr.·. – Vedes alguma coisa, senhor __(nome)___?

Profano - _____________________

Ven.·. Mestr.·. – - O estado de cegueira em que vos


encontrais, é o símbolo das trevas que cercam o mortal que
ainda não recebeu a Luz.

- 11 -
Ven.·. Mestr.·. – Sentís contra o vosso peito a ponta de um
metal ?

Profano - _____________________

M.·. CCer.·. - Senhor ___(nome)___. Fui orientado a vos


receber com a ponta de um instrumento agudo, quase
perfurando o vosso peito nu.

1º.·. Vig.·. - O objeto, cuja ponta sentis contra o coração,


simboliza o remorso vos perseguirá caso algum dia tentes
revelar, de modo ilícito, os segredos da Maçonaria.

2º Vig.·. - Serve também para advertir que os homens bons


devem se tornar acessíveis para as verdades que se sentem
e que não se exprimem.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Que quereis, senhor __(nome)__?

Profano – Ser recebido Maçom.

Ven.·. Mestr.·. – E esse desejo é filho do vosso coração?

Profano - ______________

Ven.·. Mestr.·. – É por vossa vontade, sem constrangimento


algum, que vindes pedir admissão entre nós?

Profano - ______________

Ven.·. Mestr.·. – Reflita bem sobre o que estais pedindo.

- 12 -
Ven.·. Mestr.·. – Ainda não conheceis os dogmas, as leis, os
princípios e os fins da nossa Sublime Ordem.

- A Maçonaria não é uma simples associação de auxílio


mútuo e de caridade. Ela tem responsabilidades e deveres
para com a Sociedade, a Pátria e a Humanidade.

1º Vig.·. - Preocupada com a evolução do ser humano e


submissa aos princípios de uma severa Moral, a Maçonaria
exige dos seus iniciados o cumprimento de sérios deveres,
além de enormes sacrifícios.

2º Vig.·. - Os homens sacrificam-se por idéias que, para os


sacrificados, quase sempre, são visões que antecipam todas
as certezas humanas.

1º Vig.·. - A história de Abraão, disposto a sacrificar o


próprio filho, representa uma grande lição de devotamento
e de obediência.

2º Vig.·. - Assim também, a sociedade e a Pátria podem levar


seus filhos ao altar dos sacrifícios, quando for necessário,
para o bem das gerações futuras.

1º Vig.·. - Nossa Ordem exigirá de vós um compromisso


solene e indiscutível, que já foi prestado por muitos
benfeitores da Humanidade.

2º Vig.·. - Pelas vidas e pelos feitos destes homens, podereis


conhecer o quanto a Maçonaria tem inspirado e estimulado
os seus iniciados.

- 13 -
1º Vig.·. - Ficai também sabendo que consideramos indigno
de pertencer à nossa Ordem, todo aquele que não cumprir
os deveres de Maçom, em qualquer circunstância.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Seguindo a tradição das antigas iniciações, a


maçonaria também submete seus candidatos às provas dos
quatro elementos: Terra, Ar, Água e Fogo.

1º Vig.·. - Já passaste pela primeira prova, a da Terra, pois é


isto o que representa o lugar em que estivestes encerrado e
onde fizestes vossas últimas disposições.

2º Vig.·. - Restam-vos, porém, outras provas para as quais é


necessária toda a vossa coragem.

Ven.·. Mestr.·. - - Consentis em submeter-vos a elas?

Profano - ______________________

Ven.·. Mestr.·. - Tendes a firmeza necessária para enfrentar


todos os perigos a que vai ser exposta a vossa coragem?

Profano - ____________________

Ven.·. Mestr.·. – Ainda uma vez, refleti senhor. Se vos tornar


Maçom, encontrareis nos nossos símbolos a terrível
realidade do dever.

1º Vig.·. – Não devereis somente combater vossas paixões e


trabalhar para o vosso aperfeiçoamento, mas tereis ainda de
combater outros inimigos da Humanidade.

- 14 -
2º Vig.·. – Os hipócritas que a enganam, os farsantes que a
defraudam, os ambiciosos que a usurpam, e os corruptos e
sem princípios que abusam da confiança dos povos.

Ven.·. Mestr.·. – (!) - A estes não se combate sem perigos.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. – Senhor __(nome)__, senti-vos com energia,


coragem e dedicação para combater o obscurantismo, a
falsidade e o erro?

Profano - _____________________

Ven.·. Mestr.·. - Pois se é esta vossa resolução, não


respondo pelo que vos possa acontecer.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. – (!) Ir.·. Terrível, levai este profano para


fora do Templo e conduzi-o por esses caminhos escabrosos,
por onde passam os temerários que aspiram conhecer
nossos mistérios.

Exp.·. - toma o candidato pelo braço esquerdo e leva-o


para fora do Templo. Depois de fazê-lo dar algumas
voltas, o conduz, novamente à porta do Templo.
CENÁRIO: pequeno plano inclinado ou degraus de 40 cm a 60
cm de altura, pelo qual o candidato subirá. Ao chegar na
extremidade, deve saltar ou dar um passo no ar.
M.´. de CCer.´.. deve ampará-lo, para que não se machuque.
Exp.·. - coloca o candidato entre CCol.´. e anuncia:

- 15 -
Exp.·. - Ven.·. Mestr.·., o profano deu provas de resignação e
coragem.

Ven.·. Mestr.·. - (!) - É somente através dos perigos e das


dificuldades que se pode alcançar a Iniciação.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. – Senhor __(nome)__. A Maçonaria é


religiosa mas não é uma religião. Defendemos a liberdade
absoluta de consciência mas temos uma crença, que é a
existência de um PRINCÍPIO CRIADOR, ao qual denominamos
GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO.

- Por isso, nenhum Maçom assume uma responsabilidade


importante, sem antes invocar a bênção do G.·. A.·. D.·. U.·..

Ven.·. Mestr.·. – Ir.·. Exp.·., conduza o profano para junto do


Ir.·. 2º Vig.·. e faça-o ajoelhar-se, na devida forma, para que
possa participar da oração que, em seu favor, vamos dirigir
ao Senhor do Mundos e Autor de todas as coisas.

Exp.·. - toma o candidato pelo braço esquerdo e leva-o


diretamente para frente do altar do 2º Vig.´..
Exp.·. - faz o candidato ajoelhar-se com o joelho esquerdo,
formando com o joelho direito uma esquadria. Coloca a
mão direita do candidato sobre o altar do 2º Vig.´..

Ven.·. Mestr.·. – ( ! ) De pé e a ordem, meus IIr.·..

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Oração:
- Humilhemo-nos, meus IIr.´., ante o Soberano Senhor dos
Mundos e reconheçamos o seu infinito poder e a nossa
infinita fraqueza.

- Contendo nossos corações nos limites da retidão, e


dirigindo nossos passos pela estrada da virtude, elevemos
nosso pensamento ao Grande Arquiteto do Universo.

- Ele é um só, e subsiste por si mesmo, e todos os seres lhe


devem a existência.

- Tudo faz e tudo domina.

- Invisível aos nossos olhos, vê e lê no fundo de nossa alma.

- A Ele invocamos e levantamos as nossas preces.

- Digna-te, ó Grande Arquiteto do Universo, proteger os


obreiros de paz aqui reunidos.

- Aníma o nosso zelo, fortifica a nossa alma na luta das


paixões, inflama o nosso coração no amor da virtude
e guia-nos, assim como a este candidato, que deseja
participar dos nossos augustos mistérios.

- Ampara-o, com o teu braço onipotente, em todas as


provas, perigos e dificuldades.

- Presta-lhe, agora e sempre, a Tua proteção.

- Que assim seja!

TODOS - Que assim seja!

- 17 -
Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)______, nos momentos
difíceis de vossa vida, em quem depositais a vossa
confiança?

Profano - Em Deus!

Ven.·. Mestr.·. - Se confiais em Deus, vossa fé está bem


fundamentada. Levantai-vos e segui com passo firme o
vosso guia e nada receeis.

Exp.·. - conduz o candidato para sentar-se entre CCol.·..

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) Sentemo-nos, meus Irmãos!

Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__, antes que esta


Assembléia consinta em vos admitir à outras provas, devo
sondar o vosso coração.

Ven.·. Mestr.·. - Esperamos nos responda com sinceridade e


franqueza. As respostas, quaisquer que sejam, não nos
ofenderão.

Ven.·. Mestr.·. - Que idéias, que pensamentos vos


ocorreram, durante o tempo em que estivestes nos lugar
sombrio de meditação, onde vos pediram que escrevesses a
vossa última vontade?

Profano - ______________________

Ven.·. Mestr.·. - Em parte já vos dissemos, a razão pela qual


sumetemos nossos candidatos à prova da Terra.

- 18 -
1º Vig.·. - A caverna, onde estivestes, é simbólica. Na
escuridão e no silêncio, eras um encarcerado numa
masmorra, cercado de emblemas da mortalidade. As frases
que estavam ali escritas eram, principalmente, para vos
sugerir uma solene reflexão.

2º Vig.·. - Naquela situação, esperávamos que vos


lembrásseis que as prisões sempre foram o principal
instumento da tirania.

1º Vig.·. - Lembrando-vos disso, esperamos que aumente a


vossa disposição em lutar contra todo o despotismo, quer
sobre o corpo, quer sobre a consciência, e que cultives, cada
vez mais, um fervoroso amor pelas instituições livres.

2º Vig.·. - Esperamos que reflitais, que o dever de uma


sociedade de homens inteligentes não pode ser somente
libertar prisioneiros das masmorras de ferro e pedra, mas
demolir as prisões mais fortes do que estes materiais, em
que a ignorância e o erro, as superstições e os vícios,
conservam encarcerados o espírito e a consciência de
grande parte da humanidade.

1º Vig.·. - Os emblemas da morte, ali expostos, deveriam ter


vos levado a refletir sobre a instabilidade e a brevidade da
vida humana. Uma lição trivial, sempre ensinada e sempre
desprezada.

2º Vig.·. - Se desejais tornar-vos um verdadeiro Maçom,


deveis primeiro dominar vossas paixões e extinguir os vícios,
rever os preconceitos vulgares que ainda possuis, para só
então passardes a viver com Virtude, Honra e Sabedoria.

- 19 -
Ven.·. Mestr.·. - Não somos inimigos dos governos nem das
autoridades constituidas, se são justos.

- Desaprovamos apenas o que julgamos desacertado.

1º Vig.·. - Mas infeliz do maçom que aceitar tornar-se um


instrumento da tirania,

- ou apoiar a usurpação,

- ou virar um apologista da injustiça,

- ou resolver desprezar as leis e constituições, que contêm as


eternas garantias de liberdade.

2º Vig.·. - PEQUENA PAUSA

2º Vig.·. - Também não nos opomos às crenças religiosas.

- Julgamos que não existam virtudes mais dignas de Deus do


que a Fé, o Amor e a Caridade.

- Por isso, admitimos na nossa Ordem, todos os homens que


possuam estes dons, não importando qual a sua crença,
seita ou religião.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__ acreditais em um Ente


Supremo, um Princípio Criador?

Profano - __________________

- 20 -
Ven.·. Mestr.·. - Essa crença que enobrece vosso coração
não é um sentimento exclusivo do filósofo. Desde que o
homem primitivo compreendeu que não poderia existir por
si mesmo, e que alguém deveria ter criado a majestosa
Natureza que o cercava, foi levado a admirar esse Criador
Incriado, a quem começou a render um tosco, mas sincero
culto, reconhecendo-o como um Ente Supremo e Invisível
Criador dos Mundos.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Que entendeis por Virtude?

Profano - _____________________

Ven.·. Mestre.·. - É uma disposição da alma que nos induz a


praticar o Bem.

- Que entendeis por Vício?

Profano - _____________________

Ven.·. Mestr.·. - É o oposto da virtude. É o hábito


desgraçado que nos arrasta para o mal.

Ven.·. Mestr.·. - É para impor um freio salutar a esta


impetuosa propensão que nos reunimos neste Templo.

1º Vig.·. - Aqui trabalhamos para acostumar o nosso espírito


a só conceber idéias sólidas de Virtude, regulando nossos
costumes pelos princípios da Moral, pois só assim
poderemos dar à nossa alma o equilíbrio de força e de
sensibilidade, que constitui a Ciência da Vida.

- 21 -
2º Vig.·. - Esse trabalho é penoso e, por isso, deveis refletir
bem, antes de vos fazerdes Maçom, pois, se fordes admitido
entre nós, a ele tereis de vos sujeitar com satisfação.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__ persistis em ser


recebido Maçom?

Profano - ____________________

Ven.·. Mestr.·. - Neste caso, prestai atenção. Toda a


associação tem leis particulares e todo associado tem
deveres a cumprir. Como não é justo vos sujeitar a
obrigações que não conheceis, vamos expor a natureza
desses compromissos.

- Ir.·. Orad.·., dizei ao profano quais os deveres que terá que


cumprir, caso persista em compartilhar dos bens da nossa
Ordem.

Orad.·. - O primeiro, é o mais absoluto silêncio acerca de


tudo o quanto ouvirdes e descobrirdes entre nós, bem como
de tudo quanto, para o futuro, chegardes a ouvir, ver e
saber.

- O segundo de vossos deveres, o que faz com que a


Maçonaria seja o mais puro dos ideais, além de ser a mais
nobre e respeitável das Instituições Humanas, é o de vencer
as paixões desprezíveis, que desonram o Homem e o tornam
desgraçado, cabendo-vos a prática constante das Virtudes,

- 22 -
- socorrer os Ir.·. em aflições e necessidades,

- encaminhá-los para a estrada da Virtude, desviá-los da


prática do mal e estimulá-los a fazer o bem, dando-lhes
exemplos de tolerância, justiça, respeito à liberdade, que são
exigências primordiais de nossa sublime instituição.

- O que, num homem profano, seria uma qualidade rara, não


passa, no Maçom, do cumprimento do dever.

- Toda ocasião que perder de ser útil, é uma infidelidade;


todo socorro que recusar, é um perjúrio e, se a terna e
consoladora amizade tem seu culto em nossos Templos, é
menos por ser um sentimento e mais por ser um dever, que
com o passar do tempo se transforma em virtude.

- O terceiro de vossos deveres, a cujo cumprimento só


ficareis obrigado depois de vossa iniciação, é o de vos
sujeitar, conscientemente, aos nossos costumes, tradições e
leis, das quais já tendes algum conhecimento: são os
Landmarks da Ordem, a Constituição de Anderson, os
Estatutos e Regimentos Internos do Grande Oriente do Rio
Grande do Sul e desta Resp.´. L.´. Afonso Emilio Massot.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Senhor, ainda exigimos dos candidatos, que


desejam ser iniciados em nossa Ordem, outros deveres,
também nobres, e que devem ser praticados por todos os
homens de bem. Peço que preste atenção:

- ao Ente Supremo deveis todo o Amor e o Respeito.

- 23 -
1º Vig.·. - Ao vosso próximo deveis toda a amizade e
dedicação, e nunca façais aquilo que não desejardes que vos
seja feito. Deveis beneficiá-lo, socorrê-lo em suas
necessidades e ajudá-lo nas emergências, de acordo com o
seu merecimento e no limite das vossas possibilidades.

2º Vig.·. - Para convosco, deveis evitar toda a irregularidade


e intemperança que possam fazer destruir ou menosprezar o
conceito que deve possuir todo o homem de bem.

Ven.·. Mestr.·. - Senhor. A nossa sublime instituição exige


também de vós um patriotismo puro, e que sejais cidadão
pacífico e leal, fiel ao vosso país, obediente às leis que vos
garantem proteção.

Ven.·. Mestr.·. - Agora que conheceis os principais deveres


de um Maçom, dizei-me se vos sentis com forças e se
persistis na resolução de vos sujeitardes à sua prática?

Profano - _____________________

Ven.·. Mestr.·. - Senhor, ainda exigimos de vós um


juramento de honra que deve ser prestado sobre a Taça
Sagrada.

Ven.·. Mestr.·. - Se sois sincero, bebei sem receio; mas, se no


fundo de vosso coração se esconde alguma falsidade, não
jureis! Afastai, antes, essa Taça e temei o pronto e terrível
efeito da bebida que ela contém.

Ven.·. Mestr.·. - Consentis no juramento?

Profano - ________________________

- 24 -
Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Terrível.·., conduzi o candidato ao Altar
dos Sacrifícios.

Exp.·. - aproxima o Candidato do Tr.´. do Ven.´. pelo lado


esquerdo.
CENÁRIO: Se for necessário, o Altar dos Juramentos deve
ser afastado do centro do Templo, deixando o caminho
livre.
Dois Ir.´. devem se preparar para tirar o candidato após a
ordem do V.´. M.´.
Cob: - prepara-se para abrir as portas rapidamente.

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Terrível, vós que sois sacrificador dos


perjuros, apresentai ao candidato a Taça Sagrada.

CENÁRIO: Uma taça especialmente preparada, onde será


colocado um gole de bebida doce e, num compartimento
interno, se colocará dois ou mais goles da bebida amarga.
Exp.·. - coloca a Taça na mão direita do candidato
orientando para que este cubra a taça com a mão
esquerda.

- 25 -
Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__. Repeti comigo o vosso
juramento:

V.´. M.´.: - deve ler pausadamente, para que o candidato


possa repetir cada frase, claramente.

- Juro guardar

- o mais absoluto silêncio

- sobre todas as provas

- a que for exposta a minha coragem.

- Se eu for perjuro

- e trair os meus deveres;

- se apenas a curiosidade

- aqui me conduz,

- consinto que a doçura desta bebida

- se converta em amargor

- e o seu efeito salutar

- seja para mim

- como um sutíl veneno.

Exp.·. faz o candidato beber todo o conteúdo da taça.


V.´.M.´. - assim que o candidato beber, diz com voz forte:

- 26 -
Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) - Que vejo, senhor!

- Altera-se vosso semblante?

- Vossa consciência desmente vossas palavras?

- A doçura da bebida se transformou em amargor?

- Retirai o profano!

CENÁRIO.·. - O candidato é retirado do Templo com as


cautelas necessárias.
Exp.´. - retorna com o candidato após alguns instantes e o
coloca entre colunas
Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__, não quero crer que
tenhais o intuito de enganar-nos. Contudo, ainda podeis vos
retirar, se assim o quiserdes.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA


Exp.´. - faz o candidato sentar-se

Ven.·. Mestr.·. - Bebestes da Taça Sagrada, da boa ou da má


sorte, que é a taça da vida humana.

Ven.·. Mestr.·. - A doçura e a amargura da bebida deve vos


lembrar que o homem sábio e justo deve gozar os prazeres
da vida com moderação, não fazendo ostentação dos bens e
benefícios que possui, em respeito aos desafortunados.

1º Vig.·. - PEQUENA PAUSA


1º Vig.·. - Previno-vos que tendes que passar por outras
provas, também simbólicas. Com elas queremos
experimentar a vossa firmeza e resolução.

- 27 -
2º Vig.·. - Elas vos lembrarão que vossa resolução deve ser
inabalável e que não deveis trocar a liberdade ou a vida pela
desonra, mesmo se, como os maçons nossos antepassados,
vos achardes algum dia envolvido nos laços cruéis e
implacáveis de uma inquisição política ou religiosa, que
encarcera e sacrifica aqueles que defendem a Liberdade.

1º Vig.·. - A tirania nunca encontrou um covarde ou um


delator entre os autênticos maçons. E a tirania apenas
dorme, podendo sempre, um dia, acordar.

2º Vig.·. - No pleno gozo dos vossos direitos, podereis


também ver, de um momento para outro, a Nação
escravizada e nesse caso, sereis levado a defender os
direitos do povo, se a majestade da lei for contra ele.

Ven.·. Mestr.·. - Peço mais uma vez que reflita bem, senhor.
Qualquer precipitação poderá ser prejudidicial. Porque se
avançardes mais um passo, será tarde demais para recuar.

Ven.·. Mestr.·. - Respondei senhor, persistis em entrar para


a Maçonaria?

Profano - ____________________

Ven.·. Mestr.·. - (!) Ir.·. Terrível, fazei o profano sentar-se na


cadeira das reflexões.

Exp.´. - faz o candidato sentar-se na cadeira das reflexões

Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__, nós vos entregamos à


vossa própria consciência.

- 28 -
Ven.·. Mestr.·. - Que a escuridão que envolve os vossos
olhos e o horror da solidão sejam os vossos únicos
companheiros.

Ven.·. Mestr.·. - GRANDE PAUSA.


CENÁRIO: Todos devem guardar profundo silêncio.

Ven.·. Mestr.·. - (!) Senhor --(nome)__, acreditamos que já


refletistes suficientemente nas conseqüências de vossa
pretensão.

Ven.·. Mestr.·. - Dizei-me, então, pela última vez: quereis


voltar para o mundo profano, ou persistis em conquistar um
lugar entre os Maçons?

Profano - ___________________

M.´. de CCer.´. - Montar o ambiente da 1ª viagem.


CENÁRIO: Os IIr.´. devem criar um caminho com
obstáculos. Galhos, borifos de água e uma falsa ponte.
Ven.·. Mestr.·. - concluída a tarefa do Ir.´. M.´. de CCer.´..

Ven.·. Mestr.·. - (!) - Ir.·. Terrível, apoderai-vos desse


profano e fazei-o praticar a sua primeira viagem. Empregai
todos os esforços para livrá-lo dos perigos. E vós, profano,
concentrai toda a vossa atenção nas provas a que ides vos
submeter.

1º Vig.·. - Procurai penetrar na sua significação oculta,


porque a venda material que cobre vossos olhos, não
prejudica a vossa visão intelectual.

- 29 -
2º Vig.·. - Na Maçonaria, nada se faz sem uma razão de ser.

Exp.·. - conduz o candidato pela mão esquerda pelo


caminho de obstáculos até o Altar do 2º Vig.·., onde o fará
bater três pancadas com a mão direita.
M.´. Harm.´. - sons imitando forte tempestade, com raios
e trovões que devem cessará, quando o candidato chegar
ao Altar do 2º Vig.·.
2º Vig.·. - Deve estar em pé e após as batidas sobre a
mesa, coloca o malhete no peito do candidato, dizendo
com voz forte:

2º Vig.·. - Quem vem lá?

Exp.·. - É um profano que deseja ser recebido Maçom.

2º Vig.·. - E como pôde ele conceber tal esperança?

Exp.·. - Porque é livre e de bons costumes.

2º Vig.·. - Pois, se assim é, que passe.

Exp.´. - conduz o candidato para entre CCol.·. e faz o


candidato sentar-se. Depois anuncia para o V.´.M.´.:

Exp.·. - Ven.·. Mestr.·., está feita a primeira viagem.

Ven.·. Mestr.·. - Essa primeira viagem, com seus ruídos e


obstáculos, representa o segundo elemento: O AR. Símbolo
da vida humana, com seus tumultos e paixões, suas
agitações e marasmos, o seu cansaço e as suas descargas
elétricas.

- 30 -
1º Vig.·. - Representa, também, o progresso dos povos, que
é o avançar coletivo da humanidade. Ele encontra atrasos e
obstáculos, mas sabe vencer a todos os tropeços e tem o seu
despertar.

2º Vig.·. - Vendado, representais os vários tipos de cegueira


da ignorância:
- A do homem adulto, que não consegue bem empregar seus
esforços sem um guia esclarecido.
- A da criança, que incapaz de ser independente, necessita
do amparo e da ajuda de seus pais;
- A da sociedade, onde a inteligência de um pequeno grupo
conduz as massas que não conseguem se governar
- e a da Humanidade, onde os povos mais inteligentes
conduzem, induzem e dominam os mais atrasados.

1º Vig.·. - As nações também são cegas e o destino que as


guia é simbolizado pelo vosso condutor, o Ir.´. Terrível.
Finalmente, assim como depois do temporal vem a calmaria,
também depois das revoluções do progresso vem a
estabilidade das instituições livres.

Ven.·. Mestr.·. - Conseguir este resultado e ajudar seu país a


progredir é o verdadeiro trabalho do maçom, e para isso ele
necessita, principalmente, de constância e de coragem.

- São estes, os sábios ensinamentos da prova do ar.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

- 31 -
Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__. Estais disposto a vos
expor aos riscos de uma segunda viagem?

Profano - _______________________

M.´. de CCer.´. - Montar o ambiente da 2ª viagem.


CENÁRIO: Os IIr.´. devem ter objetos para produzir ruídos
descompassados de tinir de metais ou espadas.
Ven.·. Mestr.·. - concluída a tarefa do Ir.´. M.´. de CCer.´..

Ven.·. Mestr.·. - (!) - Ir.·. Terrível, fazei o profano praticar a


sua segunda viagem, livrando-o dos abismos e enchendo-o
de coragem.

Exp.·. - conduz o candidato pela mão esquerda até o Altar


do 1º Vig.·., onde o fará bater três pancadas com a mão
direita.
M.´. Harm.´. - sons imitando a atmosfera de uma luta
feroz que devem cessar, quando o candidato chegar ao
Altar do 1º Vig.·.
1º Vig.·. - Deve estar em pé e após as batidas sobre a
mesa, coloca o malhete no peito do candidato, dizendo
com voz forte:

1º Vig.·. - Quem vem lá?

Exp.·. - É um profano que deseja ser recebido Maçom.

1º Vig.·. - E como pôde ele conceber tal esperança?

Exp.·. - Porque é livre e de bons costumes.

1º Vig.·. - Pois que assim é, que seja purificado pela água.

- 32 -
Exp.·. - conduz o candidato até o Mar de Bronze, atrás do
Altar do 1º Vig.·.
M.´. Harm.´. - sons imitando a atmosfera de uma luta
feroz que devem cessar, quando o candidato chegar ao
Altar do 1º Vig.·.
M.´. CCer.´. - derrama-se água sobre ambas as mãos do
candidato, enxugando-as, em seguida.
Exp.·. - conduz o candidato para entre CCol.·. e faz o
candidato sentar-se. Depois anuncia para o V.´.M.´.:

Exp.·. - Ven.·. Mestr.·., está feita a segunda viagem.

Ven.·. Mestr.·. - Passastes pela terceira prova: a da ÁGUA. A


água derramada sobre vossas mãos simbolizam a purificação
da alma, que nas iniciações antigas se fazia pelo batismo do
corpo, como parte indispensável do cerimonial.

1º Vig.·. - Para nós, representa o oceano - um símbolo do


povo - a cujo serviço dedicam-se os autênticos maçons.

2º Vig.·. - Inerte na calmaria, quase estagnado nos trópicos,


agita-se com o mínimo movimento que lhe dão os ventos.
Açoitado na tempestade, suas vastas ondas vem bater de
encontro às praias. A sua instabilidade e sua fúria
simbolizam bem o capricho e a vingança de um povo
exaltado.

1º Vig.·. - As suas grandes correntes são como a opinião


popular, onde as nações são as ondas e os homens são as
gotas, no vasto oceano da Humanidade.

- 33 -
2º Vig.·. - Assim como o marinheiro corre o risco de um
naufrágio e de ser tragado pelas ondas, assim também um
homem bom, corre o risco de se tornar odiado e ser
esmagado pela fúria cega, caso suas intenções sejam mal
interpretadas.

Ven.·. Mestr.·. - Apesar disso, ninguém deve deixar de servir


a humanidade quando ela precisar. Embora seja mais
perigoso e menos proveitoso, ser seu benfeitor é algo muito
nobre.

2º Vig.·. - Vossas mãos foram purificadas pela água,


conservai-as limpas, não deixando que jamais se tornem
instrumento de ações crimimosas e desonestas.

1º Vig.·. - Nesta viagem, ouvistes o ruído de armas brancas


em combate. Elas simbolizam o perigo que encontrareis para
sair vitorioso no combate contra as paixões e no
aperfeiçoamento de vossos costumes.

M.´. de CCer.´. - Montar o ambiente da 3ª viagem.


CENÁRIO: Um Ir.´. deve ter material necessário para atiçar
as chamas, pelas quais vai passar o candidato.
O caminho é sem circunvoluções e livre de obstáculos.
Ven.·. Mestr.·. - concluída a tarefa do Ir.´. M.´. de CCer.´..

Ven.·. Mestr.·. - (!) Ir.·. Terrível, fazei o profano praticar a


terceira viagem.

- 34 -
Exp.·. - conduz o candidato pela mão esquerda até o Altar
do V.´. M.´..·., onde o fará bater três pancadas com a mão
direita.
M.´. Harm.´. - música suave.
V.´. M.´. - Deve estar em pé e após as batidas sobre a
mesa, coloca o malhete no peito do candidato, dizendo
com voz forte:

Ven.·. Mestr.·. - Quem vem Lá?

Exp.·. - É um profano que deseja ser recebido Maçom.

Ven.·. Mestr.·. - E como pôde ele conceber tal esperança?

Exp.·. - Porque é livre e de bons costumes.

Ven.·. Mestr.·. - Pois que assim é, passe pelas chamas


purificadoras, para que desapareçam dele todos os vestígios
do mundo profano.

Exp.·. - conduz o candidato até os degraus do Oriente.


CENÁRIO - O Ir.´. escolhido deve atiçar as chamas por três
vezes, perto o suficiente para que o candidato sinta o
calor, mas com cuidado para não queimá-lo.
Exp.·. - conduz o candidato para entre CCol.·. e faz o
candidato sentar-se. Depois anuncia para o V.´.M.´.:

Exp.·. - Ven.·. Mestr.·., está feita a terceira viagem.

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) Senhor __(nome)__, nesta última


viagem, passastes pela prova do fogo, o último estágio da
purificação simbólica. Purificado pela água e pelo fogo,
estais simbolicamente limpo de qualquer mancha do vício.

- 35 -
1º Vig.·. - O fogo simboliza a aspiração, o fervor e o zelo.
Lembra que devemos buscar a excelência e a verdadeira
glória, trabalhando sem cessar pelas causas em que nos
empenhamos, principalmente se resultar na felicidade
humana.

2º Vig.·. - Resta-nos ainda uma outra prova. A Ordem


Maçônica e a Pátria podem ter a necessidade de que
derrameis o vosso sangue em sua defesa, e um verdadeiro
maçom não pode esquivar-se desse sacrifício

1º Vig.·. - Os principais mártires da Liberdade, em todas as


épocas, poderiam ter uma vida mais longa e perdido essa
glória moral se tivessem se prestado a lisonjear a tirania.

Ven.·. Mestr.·. - Se acreditais que tendes o valor necessário


para vos sacrificar, com risco da própria vida, à serviço da
Pátria, da Ordem, da Humanidade e dos nossos Irmãos,
deveis selar vossa profissão de fé com o vosso sangue.

Ven.·. Mestr.·. - Estais disposto a isto?

Profano - _______________________

CENÁRIO: uma faca cega, um pano ou gaze longa


umedecidos.
Exp.·. - coloca a faca cega na mão direita do Candidato e
o ajuda a “cortar” a palma da sua mão esquerda.
M.´. de CCer.´. - simulando colher o sangue num
recipiente, confirma que já tem o suficiente.
Exp.´. - Imediatamente enrola o pano ou gaze úmidos na
mão esquerda, simulando um curativo improvisado ao
suposto corte, encerrando a encenação.

- 36 -
Ven.·. Mestr.·. (!) - Senhor __(nome)_. O batismo de sangue
não é um símbolo de purificação. É o batismo do heroísmo e
da dedicação do soldado e do mártir. É o testemunho solene
de que jamais faltareis ao cumprimento de vossos deveres
por medo ou terror de um perseguidor ou tirano.

2º Vig.·. (!) - Este ato vos lembrará o sangue derramado pela


perseguição, em todas as épocas, e vos incitará a tolerar e a
defender os sagrados direitos da consciência.

1º Vig.·. - (!) Acalmai, porém, o vosso espírito, senhor.


Nenhuma gota do seu sangue foi derramada, pois a vossa
resignação nos basta.

Exp.·. - retira o tecido enrolado na mão do candidato.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Profano. Vosso valor e vossa dedicação já


vos dão direito de ser recebido entre nós. Antes, porém,
devo mandar imprimir em vosso peito, um sinal
inconfundível para que possais ser reconhecido por todos os
Maçons do Universo.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Ir.·. Chanc.·., cumpri o vosso dever.

M.´. de CCer.´. - Montar o ambiente.


CENÁRIO: O candidato deve ser colocado em pé e
segurado pelos EExp.´., com certo vigor, dando a
impressão de que vai acontecer algo terrível.
Chanc.´. - deve passar um pano com alcool no peito nu do
candidato, e dizer em voz baixa para os irmãos que
seguram o candidato. “Tudo pronto? Segurem que vou
queimar!”.

- 37 -
1º Vig.´. - assim que o Chanc.´. confirmar que vai queimar,
deve intervir com voz forte.

1º Vig.·. - ( ! ) Misericórdia, Ven.·. Mestr.·. Um sinal desta


natureza será inútil nos tempos de hoje.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Irmão Chanceler, suspendei vossa tarefa.


Vosso pedido está aceito, Ir.·. 1º Vig.·..

1º Vig.·. - Gratidão, Ven.·. Mestr.·., pois o profano já ostenta


este sinal no coração, onde a mão de Deus imprimiu o selo
da caridade.

Chanc.·. - retorna ao seu lugar


CENÁRIO - Os IIr.´. que seguravam o candidato devem
soltá-lo com suavidade.
Exp.´. - mantém o candidato em pé

Ven.·. Mestr.·. (!) - Profano. Para demonstrar, então, a vossa


caridade, é chegado o momento de cumprir um de vossos
deveres. Há Maçons necessitados, viúvas e órfãos a quem
devemos socorrer. Por isso, atendei ao apelo que o Ir.´.
Hosp.´. vai fazer à bondade do vosso coração.

Ven.·. Mestr.·. - Faça isto discretamente, sem que ninguém


veja o que vais depositar na bolsa que ele vos apresentará.
Lembrai-vos sempre que os atos de beneficência dos
Maçons não devem ser feitos com ostentação ou vaidade
pois aqueles que doam com orgulho, cobrem de vergonha a
quem recebe.

- 38 -
Hosp.·. - apresenta o Tronco de Solidariedade
Exp.´. - coloca a mão direita do candidato dentro da Bolsa

Ir.·. Hosp.·. - Senhor, peço-vos um pequeno auxílio para os


desgraçados que devemos socorrer. Colocai na bolsa que se
encontra à vossa frente a quantia com que desejais
colaborar.

Exp.´. - auxilia o candidato na resposta, caso ele nada


responda.

Profano - Nada tenho mas quando tiver, saberei cumprir


meu dever.

Hosp.´. - retira a bolsa e fala decepcionado para o V.´.M.´.

Ir.·. Hosp.·. - Ven.·. Mestr.·., o profano declara que não pode


contribuir com o Tronco de Solidariedade, faltando, assim,
aos princípios de Caridade da nossa instituição.

1º Vig e 2º Vig.·. - devem falar demonstrando decepção


1º Vig.·. - Perdão, Ven.·. Mestr.·.. Devo ter me equivocado.
O profano não doou nem mesmo uma moedinha para selar
um dos mais importantes acontecimentos da sua vida?

2º Vig.·. - O homem é digno de pena. Algum Irmão se


apresenta para tirá-lo desta dificuldade?

CENÁRIO.·. - os IIr.´. presentes devem se prontificar


dizendo “Eu, eu!” ou “Aqui, irmão Hospitaleiro!”
Hosp.´. - volta para o seu lugar

- 39 -
Ven.·. Mestr.·. - (!) Senhor __(nome)__ . Não foi nossa
intenção colocar-vos em situação embaraçosa e, muito
menos, humilhar-vos.

Ven.·. Mestr.·. - Quisemos, com o pedido que vos fez o


nosso Irmão Hospitaleiro, lembrar-vos de três coisas:

2º Vig.·. - Primeira: Estais despido de tudo o que representa


valor monetário, a que chamamos de “metais”. Desta forma,
estais também despido das vaidades e do luxo da sociedade
profana.

1º Vig.·. - Segunda: Experimentastes a angustia que deve


sentir o coração de um homem bom, quando se encontra na
impossibilidade de socorrer a miséria e as necessidades
suportadas pelos deserdados da fortuna.

2º Vig.·. - Terceira: Para que vos recordeis sempre que,


quando encontrardes um amigo, especialmente um Irmão
Maçom, em tal situação difícil, será vosso dever contribuir
para o seu alivio. Tão generosamente quanto a sua
necessidade exija e no limite que as vossas possibilidades o
permitirem.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

Ven.·. Mestr.·. - Estas interpretações simbólicas da privação


de metais servem, ainda, para demonstrar que damos mais
valor para as qualidades morais, e que a riqueza deve ser
usada, principalmente, para socorrer os nossos semelhantes.

Ven.·. Mestr.·. - PEQUENA PAUSA

- 40 -
Ven.·. Mestr.·. - Profano, como final de vossa iniciação,
deveis prestar um compromisso solene, que só deve ser
contraído livremente, o qual, posso garantir, não entra em
conflito com os vossos deveres para com Deus, vossa pátria,
vossa familia, vosso próximo ou a vós mesmo.

Ven.·. Mestr.·. - Concordais em prestar esse juramento?

Profano - ________________________

Ven.·. Mestr.·. - (!) Meus IIr.´., acredito já termos formado


nossas conclusões sobre o presente ato. Caso algum irmão
tenha algo a manifestar à respeito, solicito que se aproxime
do Trono do Oriente, sem formalidades.

Ven.·. Mestr.·. - SITUAÇÕES IMPORTANTES


1 - Não havendo manifestações, deve dar prosseguimento
à cerimônia.
2 - - Havendo algum Irmão que queira falar com o
Venerável, este deve fazê-lo discretamente.
3 - Caso haja solicitação de interrupção da cerimônia, o
Ven.´. deve orientar o Irmão Experto para que conduza o
profano até a Sala dos Passos Perdidos.
4 - Havendo discussão sobre a iniciação, esta deverá ser
decidida por maioria de votos.
5 - Finda a discussão e tendo se chegado à conclusão, é
solicitado ao irmão Experto que reconduza o profano ao
Templo e o coloque entre CCol.´..
6 - Se houver interrupção definitiva da cerimônia, não se deve
deixar o profano sem explicações convincentes a respeito do
ocorrido, bem como devem ser-lhe restituídos os metais.

- 41 -
Ven.·. Mestr.·. (!) - Alegrai-vos, senhor __(nome)__,
aproxima-se o momento de receber o prêmio de vossa
firmeza e constância.

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Exp.·. e Ir.´. Mestr.·. de CCer.·.


conduzam o profano ao Altar dos Juramentos e o façam
ajoelhar-se na devida forma.

M.´. de CCer.´. - o candidato deve ajolhar-se com o j.´.


esq.´., formando com o j.´. dir.´. uma esquadria.
- Colocar a mão direita sobre o L.·. da L.·. .
- Na mão esquerda, deve segurar um compasso, cujas
pontas encostarão sobre o peito, na altura do coração.
Ven.´.M.´. - desce do Oriente e vem para junto do Altar
dos JJur.´.

CENÁRIO - Os IIr.´. previamente instruídos, devem sair


para montar o cenário do martírio de S.´. J.´. no átrio, aos
nossos costumes.
Ven.·. Mestr.·. - Deve aguardar a saída dos IIr.´. e que haja
silêncio absoluto para prosseguir a cerimônia.

Ven.·. Mestr.·. - De pé e a ordem, meus IIr.·.! O profano vai


prestar seu solene juramento.

Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__ Por vossa livre e


espontânea vontade já consentistes em prestar o juramento.
- Vou lê-lo, e, a cada uma de minhas perguntas, devereis
responder: EU O JURO!

Ven.·. Mestr.·. - deve falar pausada e solenemente.

- 42 -
Ven.·. Mestr.·. - Senhor __(nome)__, jurais por
vossa honra e vossa fé, em presença do G.·. A.·. D.·.
U.·. e de todos os maçons espalhados pela
superfície da terra, nunca revelar os mistérios da
maçonaria, a não ser para um bom, regular e
legítimo Maçom?
Profano - Eu o juro!

Ven.·. Mestr.·. - Jurais nunca escrever, gravar,


traçar, imprimir, ou empregar qualquer outro meio,
pelos quais se possa descobrir o modo e a maneira
dos Maçons se reconhecerem?
Profano - Eu o juro!

Ven.·. Mestr.·. - Jurais defender e proteger vossos


IIr.·. espalhados pela superfície da Terra, em tudo
que puderdes e for justo e necessário?
Profano - Eu o juro!

Ven.·. Mestr.·. - Jurais, também, vos conservar


sempre um cidadão honesto e digno, submisso às
leis que forem justas, amigo de vossa família e
maçom sincero, nunca atentando contra a honra de
ninguém, principalmente de vossos irmãos e a de
suas famílias?
Profano - Eu o juro!

- 43 -
Ven.·. Mestr.·. - Jurais e prometeis reconhecer,
como autoridade maçônica legal e legítima, nesta
jurisdição, o Grande Oriente do Rio Grande do Sul,
ao qual prestareis sincera obediência, seguindo suas
leis e regulamentos, bem como todas as decisões
ou ordens legítimas dos vossos superiores
maçônicos?
Profano - Eu o juro!

Ven.·. Mestr.·. - Jurais e prometeis, estudar,


aumentar e aperfeiçoar os vossos conhecimentos
de acordo com os landmarks e os rituais,costumes e
tradições dos Maçons Livres e Aceitos?
Profano - Eu o juro!

Ven.·. Mestr.·. - Jurais e prometeis , procurar


sempre ser um elemento de paz, concórdia e
harmonia, no seio da maçonaria, repelindo toda
associação, seita ou partido que, por juramento ou
compromisso, prive o homem de seus direitos e
deveres de cidadão e da liberdade de consciência?
Profano - Eu o juro!

Ven.·. Mestr.·. - Agora, senhor, repeti as palavras


que vou ditar e que são o complemento de vosso
juramento.

- 44 -
Ven.·. Mestr.·. - Tudo isso eu prometo cumprir,

- sem sofismas, equivoco ou reserva mental.

- Se violar esta promessa

- Que faço sem a mínima coação,

- Seja-me arr.·. a l.·.,

- Meu pesc.·. cort.·.

- E meu corp.·. enterrado,

- Em lugar ignorado,

- Ou nas areias do mar,

- Onde o fluxo e refluxo

- Me mergulhem em perpétuo esquecimento,

- Sendo eu declarado

- Sacrílego para com Deus

- E desonrado para com os Homens.

- Assim Deus me ajude!

TODOS - Que assim seja!

Ven.·. Mestr.·. - Sentemo-nos, meus Irmãos.

- 45 -
Ven.·. Mestr.·. - volta para o Trono do Oriente
Exp.´. - levanta o candidato e o conduz para entre CCol.·.

Ven.·. Mestr.·. - Neófito, prestastes vosso juramento solene.


De hoje em diante, estais ligado, para sempre, à nossa
Fraternidade.

Ven.·. Mestr.·. - Agora, ireis ver o martírio e a perversidade


a que submeteram o nosso protetor, e com o qual
castigamos, simbolicamente , os perjuros.

Ven.·. Mestr.·. - Se permanecer entre nós, estarás exposto


aos ataques e armadilhas da ignorância e da perversidade.
Se vos tornar perjuro estarás exposto ao nosso mais terrível
desprezo.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Ir.´. Exp.·., conduzi o neófito ao átrio para


que veja o que poderá lhe suceder.

CENÁRIO - No Átrio, estará colocada uma figura


representando S.´.J.´.B.´.. Uma luz fraca de velas ou
tocheiros iluminará a cena. Todos estarão de pé, sem
insígnias, de máscara ou capuz, ocultando o rosto,
empunhando as espadas com a mão direita e as pontas
voltadas para o neófito.
Exp.´. - Deve posicionar-se atrás do neófito, de modo a
retirar e recolocar a venda sem dificuldades.
M.´. de CCer.´. - deve sinalizar para o V.´.M.´. quando a
todos estiverem prontos.
M.´. Harm.´. - música de suspense ou gravação da locução
referente à cena..
Ven.·. Mestr.·. - ao sinal do M´. de CCer.´., bate três
pancadas espaçadas de malhete.

- 46 -
Exp.´. - desata os nós da venda de forma que na terceira
batida de malhete o neófito já esteja sem a venda.
No templo, todos deverão se manter em profundo silêncio.

Ven.·. Mestr.·. - O corpo que ai vedes, representa o nosso


mestre e protetor São João batista, que foi friamente
assassinado para a satisfação dos caprichos de uma mulher
fácil e vingativa, depois de encarcerado em uma masmorra
por ter proclamado, publicamente, as faltas e os erros
cometidos pelos ricos e poderosos de então, pelos que
martirizavam o povo, pelos que usavam da violência e da
arbitrariedade, abusando do poder, e pelos que juravam
falso, para melhor exercer suas vinganças.

- Ele representa o verdadeiro Maçom, sacrificando-se pelos


supremos ideais, imolando-se às arbitrariedades dos
poderosos e dos tiranos.

- Esse clarão pálido e lúgubre da chama que vedes, é o


emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que
os perjuros e traidores preparam para seu próprio castigo.

- Essas espadas contra vós dirigidas, estão nas mãos de


inimigos implacáveis dos perjuros, prontos a embainhá-las
em vosso peito, se fordes tão infeliz que violeis o vosso
juramento.

- Em qualquer lugar do mundo em que procurardes refúgio,


somente encontrareis perseguição e castigo, e a toda a
parte, levareis a vergonha do vosso crime.

- 47 -
- O sinal da vossa reprovação vos precederá com a rapidez
do relâmpago e aí encontrareis Maçons inimigos do perjúrio
e a mais terríel punição.

Exp.´. - recoloca a venda no neófito e o conduz à Sala dos


Passos Perdidos para revestir-se rapidamente. Após, é
vendado novamente.
Se o neófito usar óculos, deve se ter o cuidado de colocar
a venda por sobre o óculos, para que ele possa enxergar,
quando for lhe dada a Luz.
Após vestido e vendado, deve ser levado novamente ao
Templo, onde fica entre Colunas.
M.´. de CCer.´. - deve providenciar para que os IIr.´. que
forem encarregados de portarem as espadas ou bastões
formem um semi-circulo no centro do Templo. Se forem
espadas, devem ser portadas pela mão esquerda e
voltadas para o alto, na direção ao Neófito.
- Deve sinalizar para o V.´.M.´. quando a todos estiverem
prontos.
Cob.´. - Deve reduzir as luzes do Templo
M.´. Harm.´. - música adequada para o momento.

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) De pé e à Ordem, meus IIr.´..

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) Ir.·. 1º Vig.·., sobre quem se apóia uma


das CCol.·. deste Templo, agora que a coragem e a
perseverança deste candidato, fizeram-no sair vitorioso do
intenso combate entre o Homem profano e o Homem
Maçom, dizei-me se o julgais digno de ser admitido entre
nós.

1º Vig.·. - Sim, Ven.·. Mestr.·..

- 48 -
Ven.·. Mestr.·. - O que pedis em seu favor?

1º Vig.·. - Luz, Ven.·. Mestr.·..

Ven.·. Mestr.·. - No princípio do mundo disse o


G.·.A.·.D.·.U.·.:

- FAÇA-SE A LUZ.

Ven.·. Mestr.·. - ( ! )

1º Vig.·. - ( ! )

2º Vig.·. - ( ! )

Ven.·. Mestr.·. - E A LUZ FOI FEITA.

Ven.·. Mestr.·. - ( ! )

1º Vig.·. - ( ! )

2º Vig.·. - ( ! )

Ven.·. Mestr.·. - A LUZ SEJA DADA AO NEÓFITO.

Ven.·. Mestr.·. - ( ! )

1º Vig.·. - ( ! )

2º Vig.·. - ( ! )

Mestr.·. de CCer.·. - Após o último golpe de malhete,


desvenda o neófito.
Cob.´. - acende as luzes do Templo
CENÁRIO: Pode ser providenciado um cartaz ou faixa com
os dizeres “sic transit gloria mundi”, e fixado junto ao
altar dos JJur.´., para que possa ser lido pelo neófito.

- 49 -
M.´. Harm.´. - deve baixar o volume da música ao sinal do
V.´.M.´.

Ven.·. Mestr.·. - “SIC TRANSIT, GLÓRIA MUNDI”


Ven.·. Mestr.·. - Não vos assustem estas espadas apontadas
para vós, elas significam que, entre os Maçons, encontrareis
amigos leais e dedicados, verdadeiros Irmãos, prontos a
auxiliar-vos nos momentos mais difíceis de vossa vida, se
respeitardes as verdadeiras leis que regem o
comportamento humano.

- Pela direção que tomam, são a irradiação intelectual que


cada Maçom projeta, de hoje em diante, sobre vós.

- Querem dizer, também, que, entre nós, encontrareis quem


zele pelas leis e pela pureza da nossa Ordem.

- Empunhadas com a mão esquerda, lado do coração,


indicam ainda as emanações de simpatia que se concentram
sobre vós, que agora sois recebido com grande alegria no
seio da Maçonaria.

Ven.·. Mestr.·. - Meus IIr.·., embainhai vossas espadas,


desfazei o sinal e ocupai vossos lugares.

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Mestr.·. de CCer.·., conduzi o neófito ao


Altar dos Juramentos e fazei-o ajoelhar-se na devida forma.

M.´. de CCer.´. - o candidato deve ajolhar-se com o j.´.


esq.´., formando com o j.´. dir.´. uma esquadria.
- Colocar a mão direita sobre o L.·. da L.·. .

- 50 -
Ven.´.M.´. - desce do Oriente e vem para junto do Altar
dos JJur.`.
P.´. Esp.´. - conduz a Espada sobre a almofada, se colocará do
lado direito do V.´.M.´.
M.´. de CCer.´. - deve auxiliar o V.´.M.´. segurando o livreto
para que o V.´. M.´. faça a leitura da sagração.

Ven.·. Mestr.·. - À ordem, meus Irmãos.

Ven.·. Mestr.·. - coloca a espada sobre a cabeça do neófito

Ven.·. Mestr.·. - A G.·. D.·. G.·. A.·. D.·. U.·.,

- em honra à São João, nosso padroeiro,

- sob os auspícios do soberano Grande Oriente do


Rio Grande do Sul,

- em nome da Maçonaria Universal

- e em virtude dos poderes de que me acho


investido,

- eu vos constituo Aprendiz dos Maçons Livres e


Aceitos

- e vos recebo como membro ativo do quadro

- da Aug.´. Respeit.´. e Excel.´. Loja Simb.´. Afonso


Emilio Massot nº 293.

- 51 -
Ven.·. Mestr.·. - dá, com o malhete, sobre a lamina da
espada, a bateria do grau.
Ven.·. Mestr.·. - levanta o Neófito pela mão direita e o
conduz para o lado Norte do Altar dos Juramentos.
O Ven.·. Mestr.·., o Mestr.·. de CCer.·. o Exp.´. e o neófito
devem permanecer no centro do Templo

Ven.·. Mestr.·. - Sentai-vos meus IIr.·.

Ven.·. Mestr.·. - Meu novo Ir.·.. Os Maçons, para se


reconhecerem em qualquer parte do mundo, apesar da
diferença de línguas, dispõe de sinais, toques e palavras.
Todos tem por base o número três.

- Para recebê-los ou transmití-los, deveis estar


perfeitamente ereto, formando com os pés, um esquadro.

M.·. de CCer.·. - explica e coloca o neófito na posição

Ven.·. Mestr.·. - O corpo nesta posição, representa a retidão


das ações.

- É nesta posição que os TRÊS segredos do Aprendiz são


comunicados.

- Estes segredos são:

- um S.´., um T.´., e uma P.´.

- O S.·. é este

V.´.Mestr.´. - demonstra
M.·. de CCer.·. - explica e faz o neófito executar

- 52 -
Ven.·. Mestr.·. - Ele se refere à penalidade incluída no vosso
juramento, de ter a garg.´. cortada a revelar os nossos
mistérios.

- É utilizado para saudações e isto vais aprender com o


tempo e a convivência entre nós.

- Eu vos apresento a minha mão direita em sinal de amizade


e Amor Fraternal.

V.´.Mestr.´. - dá o toque

Ven.·. Mestr.·.- O T.·. é este, ao qual deve se corresponder,


com um toque igual.

M.·. de CCer.·. - explica e faz o neófito executar

Ven.·. Mestr.·.- Este T.·. indica o pedido da P.·. S.·., que não
se escreve e nem pronuncia e que se dá letra por letra e,
depois, sílaba por sílaba.

- Vamos demonstrar com o auxílio do Ir.·. Mestr.·. de CCer.·.


e do Ir.·. Exp.·.. Prestai bem atenção.

CENÁRIO: Deve ser encenado de forma clara e sem


pressa, de forma que o Neófito acompanhe bem de perto
a instrução.
M.·. de CCer.·. e Exp.´. - devem ficar bem posicionados
para que o Neófito acompanhe o dialogo e as ações.
M.·. de CCer.·. e Exp.´. - fazem o sinal e depois dão-se as
mãos.

- 53 -
Exp.·. - Que toque é este?

Mestr.·. de CCer.·. - É o toque de Aprendiz!

Exp.·. - O que significa?

Mestr.·. de CCer.·. - Que se pede a Palavra Sagrada!

Exp.·. - Dai-me a Palavra Sagrada!

Mestr.·. de CCer.·. - Não foi assim que recebi e não será


assim que a comunicarei.

Exp.·. - Como podereis dá-la?

Mestr.·. de CCer.·. - Soletrando e silabando.

Exp.·. - Dai-me, então a Palavra Sagrada!

Mestr.·. de CCer.·. - Como Aprendiz,


não sei ler, nem escrever, somente soletrar.
P. I. N. V. P. D.; D. A. P. L. e V. D. A. S.
e assim sucessivamente!

M.·. de CCer.·. e Exp.´. - executam de modo que o neófito


consiga ouvir e entender

Ven.·. Mestr.·. - Esta palavra deriva da Col.·. do Norte do


pórtico do Templo de Salomão, em memória ao bisavô do
Rei Davi. Ela simboliza Força, Moral e Apoio.

M.·. de CCer.·. - mostra a Col.´. e chama a atenção para a


letra B.

- 54 -
Ven.·. Mestr.·. - A vossa idade como Apr.·. é Tr.´. anos.

- Avançai, agora, com o pé esquerdo, juntando em seguida ,


ao seu calcanhar, o calcanhar do pé direito.

- Este é o primeiro passo regular da Maçonaria.

- Dai mais dois passos iguais ao primeiro.

- Estes três passos são a Marcha do Aprendiz que, junto com


as saudações feitas pelo S.´., são a forma correta de entrar
como Aprendiz, numa Loja Aberta.

- Observe a demonstração que será feita pelo Ir.´. M.´. de


CCer.´..

M.·. de CCer.·. - demonstra a entrada ritualística

Ven.·. Mestr.·. - Meu Ir.·., a Maçonaria é composta de


milhares de Lojas, centenas de Obediências e Potências e
muitos ritos. Todos eles obedecem princípios gerais
desenvolvidos de forma diferente, mas que em nada alteram
a sua essência e que não impedem que os maçons a eles
filiados se reconheçam e se tratem como IIr.·..

- Na prática, ireis adquirir o conhecimento de todas as


diferenças. Agora, recebei o tríplice abraço da fraternidade!

V.·. M.·. - abraça na forma ritualística do Simbolismo

- 55 -
Ven.·. Mestr.·. - Ir.´.M.´. de CCer.´.. conduzi o Ir.´. Neófito ao
Ir.´. 1º Vig.´. para que o revista com a insígnia do trabalho e,
após, o ensine a desbastar a pedra bruta.

V.·. Mestr.·. - volta para o Oriente.


M.·. de CCer.·. - instrui o Neófito para que o siga e o
conduz ao Altar do 1º Vig, onde deve subir ao mesmo nível

1º Vig.·. - ( ! ) De pé e à ordem na Coluna do Norte.

1º Vig.·. - recebe o sinal e o toque do neófito e coloca-lhe o


avental com a ajuda do Ir.´. M.´. de CCer.´., após, diz:

1º Vig.·. - Meu novo Ir.·., este avental vos lembrará que o


homem é obrigado ao trabalho e que o maçom deve ter uma
vida digna, ativa e laboriosa. Deveis usá-lo e honrá-lo,
porque ele jamais vos desonrará.

- Sem ele, não podereis comparecer às nossas reuniões.

1º Vig.·. - desce do trono e ensina o neófito a trabalhar na


pedra bruta, segundo os nossos costumes. Após, saúda o
neófito apenas com o SINAL, fazendo-o repetir e volta para
o trono.
M.´. de CCer.´. - conduz o neófito para entre CCol.´.

1º Vig.·. - (!) - Ven.´. M.´., o neófito recebeu a sua primeira


lição e também o seu avental de trabalho.

1º Vig.·. - (!) - Sentemo-nos, meus Irmãos.

- 56 -
Ven.·. Mestr.·. (!) - Ir.´.M.´. de CCer.´.. conduzi o Ir.´. Neófito
ao Ir.´. 2º Vig.´. para que lhe dê as outras instruções.

M.·. de CCer.·. - instrui o Neófito para que o siga e o


conduz ao Altar do 2º Vig, onde deve subir ao mesmo nível

2º Vig.·. - ( ! ) De pé e à ordem na Coluna do Sul.

2º Vig.·. - recebe o sinal e o toque do neófito e entrega o


primeiro par de luvas. Após o Neófito calçar, depois diz:

2º Vig.·. - Estas luvas vos advertem que o maçom nunca


deve manchar as mãos na injustiça. A sua cor branca
simboliza a candura do coração e a pureza com que devem
praticar todas as ações.

2º Vig.·. - entrega o segundo par de luvas e diz:

2º Vig.·. - Embora existam ordens maçônicas femininas, a


tradição da Maçonaria masculina não admite mulheres em
seus quadros de obreiros. Porém, nós reconhecemos e
homenageamos as virtudes das mulheres, e delas nos
lembramos em nossos trabalhos. Por isso, este segundo par
de luvas vos são dadas pelos nossos Irmãos para que oferteis
à mulher que mais mereça a vossa estima e o vosso afeto.

2º Vig.·. - saúda o neófito apenas com o SINAL, fazendo-o


repetir.
M.´. de CCer.´. - conduz o neófito para entre CCol.´.

- 57 -
2º Vig.·. (!) - Ven.´.M.´., o Neófito recebeu as luvas
simbólicas.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Que a retidão seja o farol que guie


sempre os passos deste neófito.

2º Vig.·. (!) - Sentemo-nos, meus Irmãos.

Ven.·. Mestr.·. - (!) Ir.·. Mestr.·. de CCer.·. e IIr.´. EExp,´,,


conduzam o Ir.·. Neófito até a S.´. dos Pas.´. Perd.´., e
ensinai-o, novamente, a maneira regular de entrar num
Templo Maçônico. Depois, fazei-o bater à porta do nosso
Templo para que entre, pela primeira vez, segundo os
nossos costumes.

- Ir.´. Cobr.´., franqueai a saída dos IIr.´., sem formalidades.

M.·. de CCer.·. - conduz o Neófito sem formalidades.


EExp.´. - devem acompanhar o Neófito e auxiliar o M.´. CCer.´.
nas instruções.
- O foco deve ser exclusivamente a entrada ritualística.
- Estando preparado, o Neófito deve ser conduzido à porta do
Templo, onde baterá como Ap.´.

Cob.·. - Irmão 1º Vig.·., regular e maçônicamente batem à


porta do Templo.

1º Vig.·. (!) - Ven.·. Mestr.·., regular e maçônicamente batem


à porta do Templo.

Ven.·. Mestr.·.(!) - Ir.´. 1º Vig.·., verificai quem assim bate. Se


for Ir.´. do quad.´. ou o Ir.´. M.´. de CCer.´. com o nosso novo
Ir.´., franqueai-lhes o ingresso ritualisticamente.

- 58 -
1º Vig.·. - Ir.·. Cob.·., verificai quem assim bate. Se for ir.´. do
quad.´. ou o Ir.´. M.´. de CCer.´. com o nosso novo Ir.´.,
franqueai-lhes o ingresso ritualisticamente.

EExp.´. - retornam aos seus lugares sem formalidades.


M.·. de CCer.·. - Depois da entrada ritualística do Neófito,
coloca-se entre colunas, ao lado do mesmo, e anuncia:

Mestr.·. de CCer.·. - Ven.·. Mestr.·., como vêdes, o A.·.


promete ser perfeito na Arte Real.

M.·. de CCer.·. - afasta-se para trás, deixando o Neófito


novamente sozinho entre colunas. Orienta para que fique
à Ordem.

Ven.·. Mestr.·. - (!) Meu Ir.·. __(nome)__, este é um dia de


muita alegria e que jamais devereis esquecer. Permita que
vos felicitemos por terdes sido admitido em nossa Ordem.

- ( ! ) De pé e a ordem, meus IIr.·.!

- ( ! ) Proclamo, pela primeira vez, o Ir.·. __(nome)__,


Aprendiz Maçom e membro ativo desta Aug.·. Resp.·. e Exc.´.
Loj.·. Simb.·. Afonso Emilio Massot nº 293, sob os auspícios
do G.´. O.´. R.´. G.´. S.´.. Convido a todos os IIr.·. a
reconhecerem-no como tal e prestarem-lhe auxílio e socorro
em todas as ocasiões que ele necessitar.

- 59 -
1º Vig.·. - ( ! ) Proclamo, pela segunda vez, o Ir.·.
__(nome)__, Aprendiz Maçom e membro ativo desta Aug.·.
Resp.·. e Exc.´. Loj.·. Simb.·. Afonso Emilio Massot nº 293,
sob os auspícios do G.´. O.´. R.´. G.´. S.´.. Convido a todos os
IIr.·. a reconhecerem-no como tal e prestarem-lhe auxílio e
socorro em todas as ocasiões que ele necessitar.

2º Vig.·. - ( ! ) Proclamo, pela terceira vez, o Ir.·. __(nome)__,


Aprendiz Maçom e membro ativo desta Aug.·. Resp.·. e Exc.´.
Loj.·. Simb.·. Afonso Emilio Massot nº 293, sob os auspícios
do GG.´. O.´. R.´. G.´. S.´.. Convido a todos os IIr.·. a
reconhecerem-no como tal e prestarem-lhe auxílio e socorro
em todas as ocasiões que ele necessitar.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Felicitemo-nos, meus IIr.·., pela aquisição


de um novo Obreiro e amigo, que vem fortalecer as CCol.·.
desta Loja, auxiliando-nos nos trabalhos e cultivando
conosco Amor Fraternal, Alívio e Verdade.

- A mim meus IIr.·.,

- pelo S.·.,

- pela Bat.·.

- e pela Aclam.·.!

M.·. de CCer.·. - convida os EExp.´. a se colocarem junto


com ele ao lado do Neófito.
- Quendo estiverem todos posicionados, diz:

- 60 -
Mestr.·. de CCer.·. - Ven.·. Mestr.·. , permita que, com o
nosso novo Irmão, em seu nome e, juntamente com o(s)
Irmão(s) Exp(s).´., possamos agradecer os aplausos que lhe
foram dispensados por esta Oficina.

Ven.·. Mestr.·. - Podeis fazê-lo, meu Irmão.

M.·. de CCer.·. - orienta o neófito sobre o que fazer e


executa.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Cubramos os aplausos, meus irmãos.

- pelo S.·.,

- pela Bat.·.

- (!) Sentemo-nos, meus IIr.·.

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Mestr.·. de CCer.·., convidai o novo Ir.·. a


gravar seu nome na Tábua da Loja e, depois, fazei-o sentar
no topo da Col.·. do Norte.

M.·. de CCer.·. - conduz o Neófito ao Chanceler, onde


assina o Livro de Presenças e após, para a ultima cadeira
da Col.´. do Norte, ao lado da mesa do Tesoureiro, orienta
o Neófito a fazer a saudação e depois sentar-se.

Ven.·. Mestr.·. - Agora vos serão restituídos os metais de


que fostes despojado.

M.·. de CCer.·. - restitui os metais ao Neófito.

- 61 -
Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Orad.·., tendes a palavra.

Ven.·. Mestr.·. (!) - Atenção meus IIr.·..

Orad.·. - após as saudações de costume, deve dirigir-se


exclusivamente ao Neófito.

Orad.·. - Meu novo Irmão __(nome)___. Parabéns por


estares, finalmente, entre nós.

- Vossa iniciação é o resultado de um trabalho que começou


há muito tempo e teve a participação voluntária, de vários
irmãos.

- A partir de agora, da porta do Templo para dentro ou em


qualquer situação, evento ou reunião maçônica, quando for
dirigir-se para outro maçom, podeis e deveis chamá-lo
apenas de IRMÃO - porque os títulos, cargos ou deferências
que possuimos na nossa vida pessoal ou profissional - tem
valor - mas entre nós não são utilizados.

- Nós os chamamos de distinções do mundo profano, e


evitamos que interfiram no sentimento de igualdade que
deve prevalecer entre todos os maçons.

- Não abrimos mão, no entanto, da educação e civilidade


exigida à todos os homens esclarecidos. Como Maçons Livres
e Aceitos, captamos, na sociedade, HOMENS BONS, e
tentamos proporcionar um ambiente em que possam se
tornar HOMENS MELHORES, voluntariamente.

- O maior propósito da nosa Ordem é a elevação MORAL dos


indivíduos. Por isso, nos esforçamos para ser uma
fraternidade de homens livres e de bons costumes, sob a
paternidade de Deus - o Grande Arquiteto do Universo.

- 62 -
- Aqui cultivamos o Amor Fraternal, praticamos a
solidariedade - que representa o Alívio - e buscamos
incessantemente a Verdade.

- Como toda a organização, também temos uma hierarquia,


estabelecida pelas nossas tradições, e cujo reconhecimento é
simbolizado pelas nossas insígnias e aventais.

- Assim temos:

- Os dirigentes da Loja, que chamamos Luzes, que são - o


Ven.´. Mestr.´. - no Oriente - , o Ir.´. 2º Vig.´. - no Sul - e o Ir.´.
1º Vig.´. - no Ocidente - que é quem deverá aconselhar e
acompanhar o vosso progresso, durante o tempo em que
estiveres na coluna do Norte, onde é o lugar dos Aprendizes.

- os Oficiais que auxiliam as Luzes são: Secretário, Orador,


Chanceler, Hospitaleiro, Mestre de Cerimônias, Tesoureiro,
Mestre de Harmonia e o Guarda do Templo.

- Nas sessões especiais, que chamamos de MAGNAS, ainda


temos a ação dos Irmãos Expertos, do Porta-Espadas, do
Porta-Estandarte e do Porta-Bandeira.

- os Irmãos encarregados das comunicações entre as Luzes e


Oficiais , são o Ir.´. 1º Diác.´. e Ir.´. 2º Diác.´..

- Toda a Loja possui também um Deputado. E o


representante regional do Grão Mestre da Potência, é
reconhecido como o Irmão Delegado.

- O nome de cada cargo, sua função e o respectivo


tratamento, ireis adquirir com a convivência.

- 63 -
- Por isso é tão necessária a assiduidade aos nossos trabalhos
e, sempre que possível, a participação nas sessões do Grau
de Aprendiz.

- Como pudestes notar, durante o drama da vossa iniciação, a


experíência maçônica é cercada de símbolos. Assim, os três
primeiros Graus da nossa Ordem - Aprendiz, Companheiro e
Mestre - são reconhecidos como Graus Simbólicos, existindo,
ainda, graus complementares opcionais, aos quais podereis
também, ter acesso, quando chegar o devido tempo.

- Esta, é uma Loja Simbólica e o repertório de símbolos


milenares que nos cercam, é fascinante.

- Cada um foi cuidadosamente incluído nos nossos rituais e


tradições e pode ser interpretado individualmente ou
combinado. Todos, porém, tem o mesmo propósito:
provocar, nas mentes receptivas, uma profunda e sincera
reflexão.

- O resultado disso, são centenas de milhares de livros e


dissertações - às quais chamamos de peças de arquitetura -
onde os autores nos oferecem, além da interpretação
convencional e tradicional, uma variada possibilidade de
abordagens, visões, revelações e opiniões.

- Aprender a extrair dos símbolos, a mensagem máxima, que


nos fará homens melhores, é um esforço pessoal, particular
e inquestionável.

- Esta revelação, no entanto, jamais deve ser recebida ou


imposta como verdade única e absoluta, porque isto fere,
dolorosamente, os princípios básicos da Liberdade de
Pensamento e de Consciência.

- 64 -
- Tudo, no nosso simbolismo, está ligado à profissão de
pedreiro e construtor.

- Nossa origem, historicamente aceita, foram as Guildas de


Pedreiros Livres - operários da Idade Média - que inspiraram
e influenciaram os Pedreiros Aceitos - nobres e burgueses da
mesma época - , pois estes, encantados com simplicidade
das lições morais, encontradas na aplicação das ferramentas
utilizadas para construir, bem como na forma como eram
transmitidos os conhecimentos, passaram a chamá-la de
Arte Real e elaboraram os nossos primeiros rituais, leis e
constituições.

- E hoje, após centenas de anos de sobrevivência e evolução


desta Sublime Ordem, fostes recebido, vestido e investido
como Aprendiz dos Maçons Livres e Aceitos, da nossa época.

- Simbolicamente, ireis trabalhar com as três ferramentas do


Aprendiz, que são: a régua de 24 polegadas - com a qual
fostes recebido na porta do Templo - o maço - que utilizastes
para desferir os três primeiros golpes simbólicos sobre a
Pedra Bruta, e o Cinzel, que vos será apresentado em ocasião
oportuna.

- Estas três ferramentas, juntas ou individualmente, ocultam


segredos e verdades que devereis desvendar, com a ajuda
dos vossos novos Irmãos.

- Em síntese, elas simbolizam a disposição do maçom em


trabalhar para desbastar a própria pedra bruta, - a pedra-viva
que somos - para que o Grande Arquiteto do Universo, nos
julgue merecedores de fazer parte do edifício espiritual da
humanidade, o qual não pode ser construído apenas por
mãos humanas.

- 65 -
- Seja bem vindo, meu novo Irmão.
-Esperamos que tenhais o privilégio de encontrar entre os
Maçons Livres e Aceitos, a felicidade, a realização, o
companheirismo e o amor fraternal que todos nós, um dia,
já encontramos.

- Como orientações finais, devo lembrá-lo que deveis ser


discreto com a vossa nova condição de maçom e com tudo o
que aconteceu nesta noite.

- A descrição das nossas cerimônias, conceitos e tradições


podem ser facilmente encontrados fora dos nossos Templos,
mas nós recomendamos cautela, a fim de evitar situações
embaraçosas ou desconfortáveis.

- Nenhum maçom tem o direito de apontar outro maçom


publicamente. É através dos nossos SS.´. TT.´. e PPal.´. que
nos reconhecemos e nos protegemos das indiscrições
profanas.

- Porém, se fores abordado com esta pergunta:


- SOIS MAÇOM?

- Vossa resposta, também deve ser esta:


- MM.´. II.´. C.´. T.´. M.´. RR.´..

Orad.·. - Vossas ordens foram cumpridas, Ven.·. Mestr.·..

Ven.·. Mest.·. - se houver carta ou mensagem da esposa,


filhos ou pais do Neófito, ou outra homenagem a ele
dirigida, específica para a ocasião, este é o momento de
realizar a leitura ou entrega. - Após ou na ausência disto:
Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Neófito, se quiserdes usar a palavra,
podeis fazê-lo, sem formalidades.

- 66 -
TRONCO DE SOLIDARIEDADE

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) IIr.·. 1º e 2º VVig.·., anunciai em vossas


CCol.·., assim como faço no Or.·., que vai circular o Tronco de
Solidariedade.

1º Vig.·. - ( ! ) IIr.·. que fortaleceis a Col.·. do N.·., eu vos


anuncio da parte do Ven.·. Mestr.·. que vai circular o Tronco
de Solidariedade.

2º Vig.·. - ( ! ) IIr.·. que decorais a Col.·. do S.·., eu vos


anuncio da parte do Ven.·. Mestr.·. que vai circular o Tronco
de Solidariedade.

2º Vig.·. - (!) - Está anunciado na Col.·. do Sul Ir.·. 1º Vig.·. .

1º Vig.·. (!) - Ven.·. Mestr.·., está anunciado em ambas as


CCol.·..

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Hosp.·., cumpri com o vosso dever.

Ven.·. Mestr.·. - havendo número expresivo de presentes,


pode orientar para que o M.´. de CCer.´. auxilie o Hosp.´.
na coleta.
2º Vig.·. - (!) Ir.·. 1º Vig.·., o Ir.·. Hosp.·. com o Tr.´.de
Solidariedade terminou sua coleta e, entre Colunas aguarda
vossas ordens.

1º Vig.·. - Ven.·. Mestr.·., o Ir.·. Hosp.·. com o Tr.´.de


Solidariedade terminou sua coleta e, entre Colunas aguarda
vossas ordens.

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Hosp.·., levai o Tronco de Solidariedade


ao Ir.´. Tes.´. que o selará em homenagem ao iniciado.

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PALAVRA SOBRE O ATO

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) IIr.·. 1º e 2º VVig.·., anunciai em vossas


CCol.·., assim como anuncio no Or.·., que vai ser concedida a
palavra sobre o ato, a quem dela queira fazer uso.

1º Vig.·. - ( ! ) IIr.·. que fortaleceis a Col.·. do N.·., eu vos anuncio


da parte do Ven.·. Mestr.·. que ele concederá a Pal.·. sobre o ato,
a quem dela queira fazer uso.

2º Vig.·. - ( ! ) IIr.·. que decorais a Col.·. do S.·., eu vos anuncio da


parte do Ven.·. Mestr.·. que ele concederá a Pal.·. sobre o ato, a
quem dela queira fazer uso.

2º Vig.·. - (!) - Está anunciado na Col.·. do Sul Ir.·. 1º Vig.·.

1º Vig.·. - (!) Está anunciado em ambas as CCol.·., Ven.·. M.·..

Ven.·. Mestr.·. - ( ! ) IIr.·. 1º e 2º VVig.·., concedei diretamente a


palavra, à partir da Coluna do Sul

2º Vig.·. - ( ! ) - A palavra está na Col.·. do Sul. (até reinar silêncio)

2º Vig.·. - (!) Reina silêncio na Col.·. do Sul Ir.·. 1º Vig.·.

1º Vig.·. - ( ! ) - A palavra está na Col.·. do N.´.. (até reinar silêncio)

1º Vig.·. - (!) Ven.·. Mestr.·., reina silêncio em ambas as CCol.·..

Ven.·. Mestre.·. - A palavra está no Or.·..(até reinar silêncio)

Ven.·. Mestr.·. - Ir.·. Orad.·., tendes a palavra para vossas


conclusões finais.

O ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS SEGUIRÁ


O RITUAL DO GRAU DE APRENDIZ

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