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Instituto de Ensino superior do amapá - iesap

Curso de Pedagogia

CENÁRIOS DA PEDAGOGIA NO BRASIL

UNIDADE TEMÁTICA II

O CURSO DE PEDAGOGIA NO BRASIL:


CAMPO DO CONHECIMENTO X IDENTIDADE PROFISSIONAL

Profa. Lindisay Moreira


 Remonta a década de 30/século XX.

Decreto-Lei
FACULDADE NACIONAL DE FILOSOFIA 1.190/39: cria
os Cursos
SEÇÕES
Superiores de
Educação, da
FILOSOFIA CIÊNCIAS LETRAS PEDAGOGIA
Faculdade
Nacional de
DUPLA FORMAÇÃO
Filosofia, da
[esquema 3+1]
BACHARELADO LICENCIATURA
Universidade
3 anos 1 ano do Brasil.
O Curso nasce num contexto de indefinições.

Seu primeiro marco regulatório basicamente se refere ao

preparo de “trabalhadores intelectuais para o desempenho

de altas atividades, de ordem desinteressada e técnica,

[...] a serem exercidas dentro do Ministério da Educação”.


PROBLEMA CENTRAL

O Curso de Pedagogia teria um conteúdo próprio e


exclusivo que pudesse justificar sua existência?

PROBLEMAS DECORRENTES

Qual a função do Qual o destino de


Curso? seus egressos?
Anos 40 e 50

Não deram conta de reverter a indefinição do curso de Pedagogia.

Início dos anos 60

Controvérsia: manter ou extinguir o Curso?

1962

Conselheiro Valnir Chagas lança os primeiros elementos para a


identificação do trabalho do pedagogo (Par. 251/62).

PEDAGOGO:
profissional ajustável a todas as tarefas
NÃO-DOCENTES da atividade educacional.
 Parecer 251/62: pontos e contrapontos

• Ajudou a vislumbrar as possibilidades profissionais do

Bacharel em Pedagogia;

• Contudo, acentuou a dimensão técnica do trabalho


pedagógico em detrimento da docência;

• A docência funcionou como uma espécie de acessório à

formação do Pedagogo, quando deveria ser seu fundamento.


FOCO DE TENSÃO:

O modos
LICENCIATURA BACHARELADO operandi de
condução do
Curso deixou
profundas marcas
na formação do
Pedagogo, com
impactos na
expansão e
regulamentação
da profissão.
1969

Valnir Chagas, apoiado nos dispositivos da RU (Lei 5.540/68),


oferece novos rumos para a Pedagogia, com o Par. 252/69.

PEDAGOGIA

Professor do Ensino Normal

Orientador Administrador Supervisor Inspetor


Educacional Escolar Escolar Escolar
 Parecer 252/69: desdobramentos

• Possibilita a licença para o magistério nas SI do 1º grau;

• Permite 2 habilitações, de cada vez;

• Faculta reingresso para obtenção de novas habilitações;

• Franqueia aos licenciados em geral as habilitações técnicas;

• Exige comprovação de experiência de magistério para a

diplomação nas especialidades pedagógicas.


 Parecer 252/69: descompassos

• Sobrecarga na formação;

• Concepção unificada sobre as escolas (“as escolas são

iguais”);

• Incapacidade financeira dos mantenedores das Escolas

privadas para contratação de tantos Especialistas da


Educação”.
Tais descompassos atravessam os anos 70 e aqueceram o
embate político-pedagógico nos anos 80.
[agentes do Estado e agentes da Sociedade Civil organizada]

MOVIMENTOS
SOCIAIS DE
ESTADO EDUCADORES
[regulador] [fiscalizador]
MEC ANFOPE
Apesar dos aspectos controversos, o Par. 252/69 vai balizar a
formação do Pedagogo até o final da década de 90, ocasião em que

O CONTEXTO MACRO-EDUCACIONAL PASSOU A EXIGIR:

NOVOS PERFIS HABILIDADES COMPETÊNCIAS


PROFISSIONAIS COGNITIVAS SOCIAIS

NOVOS MODELOS PROFISSIONAL EXERCÍCIO DE ≠


DE FORMAÇÃO MULTICOMPETENTE PROFISSÕES

INSERÇÃO EM ≠
FLEXIBILIDADE POLIVALÊNCIA RAMOS DE
ATIVIDADES
Isso tudo implicou ...

• Reconfiguração do arcabouço jurídico-


1º normativo da educação brasileira.

• Repensar os programas de formação,


2º qualificação e requalificação profissional.

• Revisão dos perfis profissionais.



... E ASSIM FOI DEFLAGRADA A REFORMA NA FORMAÇÃO

DE PROFESSORES NO BRASIL, PARA A QUAL

NOVOS PARÂMETROS

TÉCNICO-NORMATIVOS E POLÍTICO-PEDAGÓGICOS

SE COLOCARAM COMO INDUTORES,

SENDO O CURRÍCULO UM DOS FOCOS CENTRAIS DA

REFORMA.
Nesse sentido, em 1995 ...

• Nasce a Lei 9.131/95 (extingue o CFE e cria o CNE)

Art. 9º, § 2º São atribuições da Câmara de Educação


Superior:
[...]
c) Deliberar sobre Diretrizes Curriculares propostas
pelo Ministério da Educação e do Desporto, para os
Cursos de Graduação;
[...]
Em 1996, confirmando essa tendência ...

• Nasce a Lei 9.394/96 (nova LBD)


[...]

Art. 53 No exercício de sua autonomia, são asseguradas às

Universidades [...] as seguintes atribuições:

I criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de

educação superior [...], obedecendo as normas gerais da União [...];

II fixar os currículos dos seus cursos e programas, observadas as

diretrizes gerais pertinentes;

[...]
Par. 776/97 Par. 583/01 Par. 67/03 Par. 210/04

O objetivo das DCN é servir de referência para as IES na


organização de seus programas de formação,
permitindo flexibilidade na construção dos currículos
plenos e privilegiando a indicação de áreas do
conhecimento a serem consideradas,
em vez de estabelecer disciplinas e CH definidas.
[CNE/CES - Par. 210/04]
... A partir de 2001, o CNE/CES passou a estabelecer as Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCN) para os Cursos de Graduação:

DCN PPC
Quanto ao Curso de Pedagogia, suas DCN nascem em
2006, e na arena de decisões as históricas
inquietações e controvérsias se reapresentam.

DCN PED

Par. CNE/CP Res. CNE/CP


5/2005 + 3/2006 1/2006

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