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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO


SUL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

EDERSON RAFAEL ROGOSKI

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS SISTEMAS CONSTRUTIVOS:


ALVENARIA ESTRUTURAL E PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS
AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO

Santa Rosa
2018

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
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EDERSON RAFAEL ROGOSKI

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS SISTEMAS CONSTRUTIVOS:


ALVENARIA ESTRUTURAL E PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS
AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO

Projeto de pesquisa apresentado como requisito


para aprovação na disciplina de Trabalho de
Conclusão de curso de Engenharia Civil da
Universidade Regional do Noroeste do Estado
do Rio Grande do Sul.

Orientador: Me. Eder Claro Pedrozo

Santa Rosa
2018

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
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EDERSON RAFAEL ROGOSKI

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS SISTEMAS CONSTRUTIVOS:


ALVENARIA ESTRUTURAL E PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS
AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título de

ENGENHEIRO CIVIL e aprovado em sua forma final pelo professor orientador e pelo membro

da banca examinadora.

Santa Rosa, 13 de Julho de 2018

Prof. Eder Claro Pedrozo

Mestre pela Universidade Federal de Santa Maria - Orientador

Prof. Diorges Carlos Lopes

Coordenador do Curso de Engenharia Civil/UNIJUÍ

BANCA EXAMINADORA

Prof. Gabriela Meller (UNIJUÍ)

Mestre pela Universidade Federal de Santa Maria

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Dedico inicialmente este trabalho, a Deus; em seguida, aos meus


familiares, a minha namorada e ao meu orientador Eder Claro Pedrozo.
Também dedico este trabalho aos meus colegas do grupo de pesquisa
NECS (Núcleo de Estudos e Construção de Sustentabilidade).

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
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AGRADECIMENTOS

A Deus, que nos criou e nos deu sabedoria, pois sem ele nada seria possível.
A minha mãe e a meu pai, pela compreensão em momentos difíceis, pela
paciência nos momentos de ausência, pela constante motivação para alcançar o
objetivo almejado.
Aos meus irmãos, que sempre ajudaram nos momentos de dificuldades; ao
caçula pela descontração e ao mais velho pelas orientações e ajudas nos problemas
com os computadores.
A minha namorada, pela compreensão nos momentos de minha ausência,
pelos incentivos e por toda a motivação.
Ao meu orientador Eder Claro Pedrozo, pelos ensinamentos, dedicação,
atenção e direcionamento na elaboração desta pesquisa.
À Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)
e a todos os professores do curso, que foram tão importantes na minha vida
acadêmica е no desenvolvimento deste trabalho de conclusão de curso.

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Não é a força mas a constância dos bons resultados que


conduz os homens à felicidade.
Friedrich Nietzsche

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
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RESUMO

ROGOSKI, E. R. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS SISTEMAS


CONSTRUTIVOS: ALVENARIA ESTRUTURAL E PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS
AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso.
Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do
Sul – UNIJUÍ, Santa Rosa, 2018.

Diante da necessidade de habitações de interesse social, o mercado da construção


civil vem buscando alternativas de sistemas construtivos que ofereçam menores
custos e maior velocidade de execução. Entre os sistemas construtivos que vêm
sendo largamente utilizados na construção de edificações de diferentes portes, estão
a alvenaria estrutural e os painéis pré-moldados autoportantes de concreto armado.
Ambos os sistemas apresentam vantagens, como racionalização, menores prazos e,
dependendo do caso, apresentam redução nos custos em relação às estruturas
construídas no sistema tradicional. Nesse trabalho, realizou-se uma comparação entre
o sistema tradicional de construção - a alvenaria estrutural - e os painéis pré-
moldados autoportantes de concreto armado. Tal comparação foi elaborada com base
no projeto arquitetônico do loteamento Auxiliadora II, localizado na cidade de Santa
Rosa, no Estado do Rio Grande do Sul. Como critérios de avaliação para a
comparação, foram apresentados orçamentos para cada sistema baseados nas
tabelas e composições do SINAPI. Além dos orçamentos, também analisou-se cada
sistema quanto ao desempenho térmico da parede e quanto às vantagens e
desvantagens encontradas no levantamento bibliográfico.

Palavras-chave: Habitação de Interesse Social. Sistemas Construtivos. Alvenaria


Estrutural. Painéis Pré-Moldados Autoportantes de Concreto Armado.

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ABSTRACT

ROGOSKI, E. R. ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS SISTEMAS


CONSTRUTIVOS: ALVENARIA ESTRUTURAL E PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS
AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO. 2018. Trabalho de Conclusão de Curso.
Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do
Sul – UNIJUÍ, Santa Rosa, 2018.

Given the need for housing of social interest, the construction market has been looking
for alternatives to construction systems that offer lower costs and higher execution
speed. Among the construction systems that have been widely used in the construction
of buildings of different sizes are the structural masonry and self-supporting precast
reinforced concrete panels. Both systems have advantages such as rationalization,
shorter deadlines and, depending on the case, present a reduction in costs in relation
to the structures built in the traditional system. In this work, a comparison was made
between the traditional building system - the structural masonry - and the self-
supporting precast reinforced concrete panels. This comparison was elaborated based
on the architectural design of the Auxiliadora II subdivision, located in the city of Santa
Rosa, in the State of Rio Grande do Sul. As evaluation criteria for the comparison,
budgets for each system were presented based on the SINAPI tables and
compositions. In addition to the budgets, each system was also analyzed regarding
the thermal performance of the wall and the advantages and disadvantages found in
the bibliographic survey.

Keywords: Housing of Social Interest. Constructive Systems. Structural masonry.


Reinforced Concrete Pre-Molded Panels.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Habitação em Encosta Íngreme ........................................................ 17


Figura 2: Vista Aérea de Conjunto Habitacional com Aquecedor Solar ........... 19
Figura 3: Habitações de interesse social construídas em Uganda ................... 19
Figura 4: Modelo de alicerce com um tijolo ...................................................... 23
Figura 5: Coluna de concreto ........................................................................... 24
Figura 6: Verga e contraverga .......................................................................... 24
Figura 7: Paginação de Parede ........................................................................ 28
Figura 8: Colocação de painéis pré-moldados ................................................. 31
Figura 9: Zoneamento Bioclimático Brasileiro .................................................. 39
Figura 10: Mapa Loteamento Auxiliadora II ...................................................... 42
Figura 11: Planta Baixa .................................................................................... 42
Figura 12: Corte AB .......................................................................................... 43
Figura 13: Corte CD ......................................................................................... 43
Figura 14:Fachada Principal............................................................................. 44
Figura 15: Edificação em Estudo...................................................................... 45
Figura 16: Projeto das Instalações Hidrossanitário .......................................... 45
Figura 17: Projeto das Instalações Elétricas .................................................... 46
Figura 18: Exemplo Tabela SINAPI ................................................................. 47
Figura 19: Comparação Entre Sistema Tradicional e Alvenaria Estrutural ....... 54
Figura 20: Comparação Entre Sistema Tradicional e Painéis Pré-Moldados
Autoportantes ................................................................................................... 56
Figura 21: Custo ao Longo da Obra para os Sistemas em Estudo .................. 57
Figura 22: Diferença em Porcentagem entre os Sistemas Construtivos .......... 58
Figura 23: Elemento Isolado Sistema Tradicional ............................................ 58
Figura 24: Elemento Isolado Alvenaria Estrutural ............................................ 59
Figura 25: Elemento Isolado Painéis Pré-Moldados Autoportantes de Concreto
Armado ............................................................................................................. 59

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LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Orçamento Sistema Tradicional ...................................................... 52
Quadro 2: Orçamento Parcial para o Sistema Alvenaria Estrutural .................. 53
Quadro 3: Orçamento Parcial Painéis Pré-Moldados Autoportantes de Concreto
Armado ............................................................................................................. 55
Quadro 4: Resultados da Análise de Desempenho Térmico ............................ 60
Quadro 5: Transmitância Térmica .................................................................... 60
Quadro 6: Capacidade Térmica das Paredes .................................................. 61

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LISTA DE SIGLAS

C Celsius

CEF Caixa Econômica Federal

CENPHA Centro Nacional de Pesquisas Habitacionais

CF Constituição Federal

fck Resistência Característica do Concreto a Compressão

Km Quilômetro

HIS Habitações de Interesse Social

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia Estatística

IDEG Instituto de Desenvolvimento Econômico e Gerencial

m Metro

m² Metro Quadrado

MPa Mega Pascal

RS Rio Grande do Sul

R$ Reais

SINAPI Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.........................................................................................13
1.1 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA.................................................................... 14
1.2 OBJETIVO ...............................................................................................14
2 REVISÃO DA LITERATURA....................................................................16
2.1 HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL .................................................. ....16
2.1.1 BENEFICIADOS .......................................................................................20
2.1.2 QUALIDADE DAS HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL....................20
2.2 INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL ......................................................... 21
2.3 SISTEMA CONSTRUTIVO TRADICIONAL................................................... 22
2.4 ALVENARIA ESTRUTURAL ....................................................................25
2.4.1 VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ALVENARIA ESTRUTURAL......26
2.4.2 ASPECTOS TÉCNICOS...........................................................................26
2.4.3 PROJETO.................................................................................................27
2.4.4 MATERIAIS CONSTITUINTES.................................................................28
2.5 PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO
............................................................................................................................30
2.5.1 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS
AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO....................................................32
2.5.2 ASPECTOS TÉCNICOS..........................................................................33
2.5.3 PROJETO................................................................................................33
2.5.4 MATERIAIS CONSTITUINTES.......................................................................34
2.6 ORÇAMENTO .........................................................................................36
2.6.1 SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA
CONSTRUÇÃO CIVIL – SINAPI................................................................................37
2.7 CONFORTO TÉRMICO..........................................................................38
2.7.1 APLICAÇÃO DA NBR 15220:2003 NA PESQUISA.....................................39
3 METODOLOGIA .....................................................................................41
3.1 PROJETO REFERENCIA .......................................................................41
3.2 ORÇAMENTOS .......................................................................................46
3.3 DESEMPENHO TÉRMICO......................................................................50
4 RESULTADOS .......................................................................................52
4.1 ORÇAMENTO .........................................................................................52
4.2 ANALISE DO DESEMPENHO TÉRMICO ..................................................... 58
5 CONCLUSÃO .........................................................................................62
5.1 CONCLUSÃO QUANTO AOS ORÇAMENTOS ........................................... 62
5.2 CONCLUSÃO QUANTO AO DESEMPENHO TÉRMICO........................... 62
5.3 CONCLUSÃO EM RELAÇÃO A VANTAGENS E LIMITAÇÕES ............... 63
REFERÊNCIAS .......................................................................................64
APÊNDICE.............................................................................................. 70
APÊNDICE A.............................................................................................70
APÊNDICE B.............................................................................................75
APÊNDICE C.............................................................................................82

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INTRODUÇÃO

As dificuldades em manter o controle de qualidade nos métodos construtivos


utilizados em empreendimentos habitacionais de interesse social estão relacionadas,
principalmente, a impedimentos organizacionais e tecnológicos, à gestão de canteiros
e ao nível de eficiência das fiscalizações (JESUS, 2004).
Com o passar dos anos, a indústria da construção civil vem melhorando seus
métodos construtivos – os racionalizados e os industrializados – em busca da
elevação da qualidade de seus produtos e serviços através de ações focadas na
redução de prazos e custos (BERR; FORMOSO, 2012).
Desta forma, através das vastas opções de sistemas construtivos, o sistema
racionalizado alvenaria estrutural tem tomado espaço no mercado da construção de
habitações populares no Brasil (SILVA, 2011). A alvenaria estrutural apresenta
vantagens como projeto executivo de fácil entendimento e apresenta também
inúmeras opções arquitetônicas. Além disso, há economia de aço, concreto e formas
– em comparação com edificações construídas através do sistema concreto armado
tradicional (ROMAN et al., 1999, p.21).
Segundo Silva (2011), outro sistema que vem obtendo espaço nas últimas
décadas no Brasil é o sistema industrializado formado por painéis pré-moldados
autoportantes, no qual a estrutura é constituída de painéis pré-moldados de concreto
armado com função estrutural e de vedação. De acordo com Campos (2009), mais
de dez mil unidades já foram construídas e entregues neste sistema no Brasil. Este
sistema oferece para as suas edificações inúmeras vantagens, tais como a eliminação
do tempo de fabricação de fôrmas, andaimes e escoramentos, sendo esses alguns
dos indicativos da redução do tempo total da obra. O sistema de painéis pré-moldados
autoportante traz um canteiro de obra mais limpo, proveniente da minimização de
resíduos - já que o desperdício de material é mínimo comparado ao sistema
tradicional.
O presente trabalho tem como tema o estudo de diferentes sistemas
construtivos que podem ser empregados para execução de habitações de interesse
social. Porém, embora haja diversos sistemas construtivos, o trabalho delimita-se em
fazer comparações entre um sistema tradicional racionalizado e um sistema

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construtivo industrializado. Assim, o estudo propõe-se a estudar o sistema alvenaria


estrutural e os painéis pré-moldados autoportantes de concreto armado.
Dessa forma, o propósito principal para a realização do presente trabalho é
avaliar a viabilidade de utilização desses sistemas em habitações de interesse social,
pois os mesmos apresentam grandes benefícios tanto para os usuários quanto para
o meio ambiente.
Em razão disso, o trabalho se faz relevante, tendo como foco o estudo
comparativo orçamentário entre os seguintes sistemas construtivos: sistema
racionalizado de alvenaria estrutural e sistema industrializado painéis pré-moldados
autoportante de concreto armado. Foram utilizadas, a fim de comparação, as
habitações de interesse social pertencentes a um loteamento denominado Auxiliadora
II, o qual se localiza no município de Santa Rosa/RS.
De forma geral, o presente trabalho está dividido em 4 capítulos mais a
conclusão. O Capítulo 1, denominado Introdução, tem o intuito de apresentar o
trabalho. Já o Capítulo 2 é composto pela revisão, apresentando conceitos sobre os
assuntos relevantes ao trabalho. O Capítulo 3, por sua vez, é denominado
Metodologia e explica as etapas necessárias para alcançar os resultados, que estão
descritos no Capitulo 4. A conclusão, por fim, busca responder à formulação do
problema e aos objetivos específicos do trabalho.

1.1 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Através da grande variedade de métodos construtivos disponíveis atualmente e


da necessidade de habitações de interesse social, este estudo propõe-se responder
– através da análise dos métodos construtivos tradicional, alvenaria estrutural e painel
pré-moldado autoportantes de concreto armado – qual o melhor método para as
habitações de interesse social constituintes do loteamento Auxiliadora II, localizado
no município de Santa Rosa, RS.

1.2 OBJETIVO

O objetivo geral deste trabalho é analisar comparativamente os sistemas


construtivos tradicional, alvenaria estrutural e painel pré-moldado autoportante de

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concreto armado. Essa comparação se dá quando esses sistemas são utilizados na


construção de habitações de interesse social, tendo como finalidade definir qual o
melhor sistema para a planta habitacional proposta.
Para garantir uma melhor avaliação, propõe-se os seguintes objetivos
específicos:
 Realizar uma avaliação de orçamentos para os três sistemas construtivos
em estudo;
 Efetuar uma análise dos requisitos de conforto térmico;
 Analisar as vantagens e as desvantagens de cada sistema construtivo
através de pesquisa bibliográfica.

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2 REVISÃO DA LITERATURA

Neste capítulo, os tópicos da pesquisa abordam, basicamente, os conceitos


de habitação de interesse social, evidenciando os benefícios desses
empreendimentos e a análise da qualidade da construção das unidades
habitacionais.
Também, neste capítulo, é feita uma contextualização do sistema construtivo
tradicional das habitações de interesse social, da indústria da construção civil do
sistema construtivo alvenaria estrutural com seus principais tópicos e dos painéis pré-
moldados autoportantes de concreto armado e seus principais fundamentos. Além
disso, é realizada uma explanação sobre orçamentos e sobre o conforto térmico em
habitações.

2.1 HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL

O surgimento de cidades no país ocorre de forma espontânea, sendo que, ao


longo de sua história – e especialmente a partir da revolução industrial –, traz consigo
diversos problemas urbanos (LIMA, 1998). O desenvolvimento decorrente no Brasil é
fruto de políticas de desenvolvimento a qualquer custo, cujo resultado é heterogêneo,
tendo desenvolvido espaços urbanos adequados, mas, também, caracterizando-se
pela pobreza urbana. Dessa forma, a desigualdade social e a desordem territorial têm
proporcionado a formação de anéis periféricos e a expansão territorial das cidades
(NETTO et al., 2009).
De acordo com Rodrigues (1991), o déficit de habitações pode ser explicado pela
desigual distribuição de renda e, também, pelas condições da comercialização e da
produção de moradias no Brasil, condições capitalistas que impõem um elevado preço
a essas habitações.
Segundo Moretti e Fernandes (2000), como consequência do crescimento
urbano desordenado, a população constrói assentamentos subnormais em locais
irregulares sem acesso à infraestrutura urbana, como em mananciais, várzeas,
encostas íngremes desmatadas ou até mesmo áreas de alagamentos, o que dá
origem a loteamentos clandestinos. A Figura 1 retrata uma habitação suspensa em
encosta íngreme.

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Figura 1: Habitação em Encosta Íngreme

Fonte: Portal G1.

Tais espaços deveriam ser reservados para garantir as condições básicas de


vida. Além de irregular, é um verdadeiro abuso ambiental que traz como
consequência problemas com enchentes (geradas pelo assoreamento), poluição da
água, dinâmica dos lagos e rios pela impermeabilização do solo e a perda de áreas
verdes pelo desmatamento. Brant (1989, Pg.74) , afirma que a questão ecológica:

[...] passa a revelar os limites da expansão desordenada da cidade. A


destruição dos elementos essenciais à vida humana, como o ar, água, a
vegetação, o solo, ameaça à própria sobrevivência de seus habitantes e aponta
para a contradição entre as intervenções de agentes individuais que seguem
sua própria lógica, e a necessidade de ordenação do espaço urbano em função
dos interesses coletivos.

Assim, fica explícita a desigualdade social através da segregação espacial.


Logo, pessoas sem acesso às áreas regulares para construir suas residências –
geralmente por questões econômicas – buscam, de qualquer forma, construir uma
proteção teoricamente segura nas áreas irregulares.
A principal função da habitação, segundo Abiko (1995), é refugiar seus
moradores. Essa forma de abrigo foi elaborada a partir do momento em que o homem
começou a desenvolver suas habilidades e utilizar os materiais que estavam
disponíveis ao seu redor, pois desde os primórdios o ser humano buscou meios de
proteção. Mesmo passados vários séculos desde o início das habitações e com a
evolução da tecnologia, a principal função da habitação continua sendo proteger o ser
humano.

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A crise da moradia no Brasil está vinculada ao modelo capitalista concentrador


excludente, ou seja, a falta de habitações populares decorre diretamente dos baixos
salários e do desemprego. Vale ressaltar que a habitação, mesmo constituindo uma
das necessidades humanas fundamentais, está sendo utilizada pelo capital e pelo
Estado como mercadoria de grande porte para controlar as classes subalternas
(PERUZZO, 1984).
Segundo a Emenda Constitucional 26/2000, a habitação é um direito de todo
cidadão, sendo que é incluído, no artigo 6º da Constituição Federal, o direito à
moradia: “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência
aos desamparados, na forma desta Constituição” (EC, 26/2000).
Como alternativa para a redução dos problemas habitacionais do Brasil, tem-se
as habitações de interesse social que são de grande importância para a população
que não possui acesso à moradia própria. Segundo Fittipaldi (2008), essas habitações
são diferenciadas de qualquer outra habitação, pois seus moradores, além de
apresentarem as mesmas necessidades básicas de qualquer outro morador, possuem
poucos recursos financeiros.
Os projetos das habitações de interesse social desenvolvidos buscam minimizar
custos, reduzindo as áreas dos cômodos e tornando o projeto o mais simples possível
(CECCHETTO et al., 2015). Ainda de acordo com Cecchetto et al. (2015), as
habitações populares que atualmente são construídas têm como função principal
readequar as famílias que estavam morando em áreas irregulares ou que estavam
passando por condições sub-humanas de moradia. Deste modo, cabe ao poder
público construir loteamentos e habitações que apresentem condições humanas a
essas famílias, garantindo conforto e, principalmente, segurança, de modo a melhorar
a qualidade de vida dos usuários.
Uma breve análise nos traz um contraste: ao mesmo tempo em que temos um
número enorme de propagandas e anúncios que alugam e vendem casas, terrenos e
apartamentos, também temos uma grande carência de moradias. De acordo com
Rodrigues (1991), somente os que desfrutam de determinada renda ou salário podem
morar em áreas bem servidas de equipamentos coletivos e em casas com certo grau
de conforto. Assim, os que não podem pagar por habitações em tais condições, vivem
em arremedos de cidades, nas periferias ou nas áreas ditas deterioradas.

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As habitações de interesse social estão diretamente interligadas com fatores


tanto econômicos e sociais quanto ambientais, sendo regidas pela constituição como
direito da população menos favorecida (ABREU, 2012). A Figura 2 e a Figura 3
apresentam modelos de habitações de interesse social.

Figura 2: Vista Aérea de Conjunto Habitacional com Aquecedor Solar

Fonte: Site Soletrol.

Figura 3: Habitações de interesse social construídas em Uganda

Fonte: Construction Review Online, Portal de Construção.

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2.1.1 Beneficiados

Segundo Cecchetto et al. (2015), os beneficiados são os conjuntos


populacionais de baixa renda, ou seja, aquelas pessoas que não possuem casa
própria ou que estão morando em condições precárias, tais como áreas verdes, áreas
de risco ou áreas invadidas.
Seguindo as colocações do mesmo autor, somente podem usufruir desse
benefício os usuários que não possuem condições de obter sua casa própria através
dos mecanismos normais do mercado imobiliário.
Os beneficiados, segundo Larcher (2005), também devem ter renda familiar
mensal de até 3 salários mínimos, comprovando a incapacidade de adquirir moradia
própria de outra forma.

2.1.2 Qualidade das habitações de interesse social

As construções das habitações de interesse social no Brasil ainda têm sido, em


grande parte, tratadas por aspectos numéricos de produção com o objetivo de diminuir
o déficit habitacional brasileiro. Assim, são remetidos ao segundo plano os fatores
voltados à qualidade no ambiente construído, salvo algumas exceções (MELLO,
2013).
Segundo Lima (2005), o déficit é o maior problema social de ênfase nacional.
Isso ocorre devido à alta demanda por habitações de famílias que não possuem casa
própria ou moram em áreas irregulares.
Fabricio (2010) entende que a qualidade é um conceito que agrega diversas
interpretações ao longo do ciclo de vida do produto. Esse conceito é construído
conforme expectativas e interesses dos diversos agentes envolvidos no processo de
projeto, produção e comercialização de um produto. Dessa forma, a qualidade varia
em torno da expectativa de cada realidade de vida.
É importante retomar que os aspectos referentes à qualidade na produção das
habitações de interesse social são superados, na prática, pelos aspectos quantitativos
em muitos governos brasileiros (MELLO, 2013).
Apesar de diminuírem o déficit habitacional no país, as habitações populares
geralmente não possuem condições mínimas de habitabilidade, seja por projetos de

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cômodos com pequenas áreas, seja pela ocorrência de muitas patologias na


edificação, gerando desconforto e insegurança aos usuários (TORALLES; SOUZA,
2015).
Esses problemas ocorrem porque o principal objetivo de construir habitações
populares é suprir a variável quantitativa tendo um menor custo possível. Segundo
Lima (2005), as consequências desses problemas são habitações de baixa qualidade
e com menor durabilidade. Dessa forma, cabe aos responsáveis pelas políticas
habitacionais abandonar a premissa de lutar para suprir à quantidade e, assim,
eliminar (ou pelo menos minimizar) os problemas relacionados à qualidade das
edificações (KOWALTOWSKI et al., 2004).
A ocorrência de patologias nas habitações de interesse social é constante,
surgindo em instalações hidrosanitárias, elétricas, revestimento de argamassa,
revestimento cerâmico, cobertura e pintura. Segundo Consoli (2006), entre as etapas
de construção citadas, a pintura é a mais afetada, pois as patologias podem ser
originadas por preparação inadequada da tinta, mão-de-obra desqualificada e também
porque todas as imperfeições das outras etapas construtivas se apresentam na
película de tinta da edificação.
Embora todas as imperfeições aflorem na pintura, o principal problema é o
aparecimento de manchas na superfície através da umidade absorvida por materiais
porosos, como o tijolo, o concreto ou até a argamassa. Isso ocorre porque a água que
é aprisionada nos poros desses substratos não escoa pela superfície, tendo
velocidade de evaporação lenta, além de causar manchas e prejudicar a qualidade
estética (CONTI, 2009).

2.2 INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

A indústria da construção civil é um dos mais importantes setores da economia


nacional. Além disto, desempenha papel social de amenizadora do déficit habitacional.
Com isso, a construção civil tem parte essencial nos índices de crescimento nacional,
pois, para que o Brasil cresça, obras são necessárias e, com elas, é desencadeada
toda uma cadeia produtiva, sem falar na intensa geração de empregos, tanto de
formas diretas quanto indiretas (MASCARÓ; MASCARÓ, 1981).

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Segundo Kato (2002), a indústria da construção civil brasileira apresenta um


atraso muito grande se comparada a outros setores da economia. Isso se dá,
principalmente, pelos processos e produtos tradicionais que incorporam em sua
essência métodos construtivos já ultrapassados em países desenvolvidos.
A partir da década de 70, consolidou-se, no país, a busca por melhorias dentro
das propostas presentes na formulação do setor da construção civil, sendo que a
principal delas é a racionalização da construção (FARAH, 1990). A construção
racionalizada é tida como conceito intermediário entre a maneira tradicional de se
construir e a construção industrializada. Segundo Farah (1990), procura-se, portanto,
reduzir a ocorrência de erros, minimizar perdas e diminuir tempos ociosos,
aumentando a produtividade. Tudo isso, através da antecipação das atividades nas
fases de projeto e planejamento.
Neste contexto de racionalização, a alvenaria estrutural encaixa-se
perfeitamente pela maior facilidade com que se aplicam medidas de racionalização
construtiva neste processo. Porém, para que estas medidas surtam efeito, devem ser
aplicadas a todas as etapas do empreendimento, iniciando na concepção (FRANCO;
AGOP YAN, 1994).
Caso a racionalização esteja em segundo plano em qualquer empreendimento,
perdas irão ocorrer, sejam elas de material ou de fluxo da mão-de-obra. Dessa forma,
toma-se importante o planejamento das obras, que tenta visualizar situações antes
que elas ocorram, reduzindo incertezas e tirando, assim, decisões das mãos de
pessoas que nem sempre estão aptas a tomá-las (KATO, 2002).
Seguindo o raciocínio de racionalização, o sistema construtivo em painéis pré-
moldados autoportante de concreto encaixa-se perfeitamente por ser um sistema
industrializado, de modo que ser racionalizado é consequência de todo sistema de
execução (SILVA, 2011).

2.3 SISTEMA CONSTRUTIVO TRADICIONAL

Para a construção de habitações de interesse social, o método construtivo


adotado é aquele que supre a necessidade de suporte para edificação, além de ser o
mais econômico possível. Segundo Borges (2009), essas habitações podem ser
construídas utilizando-se os seguintes elementos: alicerce (fundação), alvenaria de

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vedação, vergas e contravergas, cintas de amarração e laje ou somente tesouras


sobre a cinta de amarração. Geralmente, a cobertura adotada para essas habitações
não possui laje, somente tesouras com telhas cerâmicas ou de concreto.
O alicerce de alvenaria utilizado, segundo Borges (2009), é maciço de alvenaria
em nível inferior ao piso térreo. Para realizar a execução do alicerce de um tijolo com
cinta de amarração, inicialmente deve ser realizada a escavação da vala – que varia
de acordo com a obra. Borges (2009) relata que o tamanho mínimo da vala deve ser
de 30 cm de altura e 40 cm de largura. Posteriormente, deve-se compactar o fundo
da vala, onde são aplicados, em média, 10 cm de concreto magro (BORGES, 2009).
A Figura 4 apresenta um corte de um alicerce de tijolo inteiro.

Figura 4: Modelo de alicerce com um tijolo

Fonte: Borges (2009).

Analisando a Figura 4, é possível verificar a presença de impermeabilização


sobre o alicerce a fim de garantir um bom desempenho da edificação.
Para esse modelo construtivo apresentado, geralmente é utilizado o bloco
cerâmico de vedação. De acordo com Borges (2009), os pontos de encontro entre
paredes são compostos por colunas de concreto. A Figura 5 apresenta o encontro de
paredes com uso de coluna de concreto em obra de pequeno porte.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
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Figura 5: Coluna de concreto

Fonte: Construindo no Alto (2013)

Um dos elementos específicos que deve ser executado na obra é a verga e


contraverga. Segundo Thomaz et al. (2009), tanto a verga como a contraverga
funcionam como reforço para resistência à tração e ao cisalhamento, evitando trincas
nas portas e janelas. A Figura 6 apresenta a posição da verga e contraverga, com
detalhe da forma como as cargas se comportam sobre esses elementos.

Figura 6: Verga e contraverga

Fonte: Portal Habitíssimo – Reformas e Serviços Domésticos.

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Do término da execução da alvenaria até a altura desejada, é empregada uma


cinta de amarração sobre a mesma, com o intuito de distribuir as cargas geradas pela
cobertura até que esta seja descarregada na fundação. Segundo Thomaz et al.
(2009), a cinta de amarração aumenta o desempenho das paredes frente às tensões
sofridas.

2.4 ALVENARIA ESTRUTURAL

Alvenaria estrutural é o sistema construtivo em que paredes possuem função


de resistir às cargas, não sendo necessário o uso de pilares e vigas – como ocorre
em construções convencionais (ROMAN et al., 1999). Segundo os autores Roman et
al. (1999), uma das principais vantagens da alvenaria estrutural é a tendência de
apresentar custo menor do que em prédios em estrutural convencional. Isso ocorre
devido à execução da alvenaria apresentar tanto a função de vedação e a
compartimentação quanto a estrutura portante em uma etapa única, o que implica na
redução do uso de armadura, fôrmas e concreto. Segundo Coêlho (1998), este
sistema tem sido o mais utilizado na construção de edificações em todo mundo por
representar economia e maior velocidade à obra.
Até o século XX, as construções em alvenaria estrutural baseavam-se na
aplicação de métodos empíricos para o projeto e a construção, sendo recente o uso
de critérios científicos mais rígidos ao sistema construtivo (SILVA, 2011). Segundo
Ramalho e Corrêa (2003), no Brasil, o uso da alvenaria estrutural vem sendo utilizado
desde a chegada dos portugueses, no século XVI.
No Brasil, a técnica de cálculo e execução com alvenaria estrutural é
relativamente recente, tendo seu início nos anos 60 (ROMAN et al., 1999). Segundo
os mesmos autores, o surgimento de novas fábricas de materiais e a evolução das
pesquisas sobre o tema contribuíram para o uso do sistema pelos construtores.
Para Ramalho e Corrêa (2003), o início da aplicação de alvenaria estrutural se
deu no ano de 1966, em São Paulo, em edificação com quatro pavimentos. Já no ano
de 1972, também em São Paulo, foram construídos quatro blocos, com 12 pavimentos
cada e com alvenaria estrutural armada de bloco de concreto, dando início ao
desenvolvimento do sistema no Brasil. Esse desenvolvimento inicial foi lento, mas com

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de Concreto Armado
26

significativo avanço nos últimos anos, tornando-se alternativa econômica e


tecnicamente viável para edificações dos mais diversos portes.

2.4.1 Vantagens e desvantagens da alvenaria estrutural

A alvenaria estrutural tem algumas características que a tornam mais vantajosa


sob aspectos técnicos e econômicos. Em comparação com sistemas construtivos
convencionais, o sistema alvenaria estrutural apresenta significativa redução no uso
de fôrmas, que se limitam a lajes (quando estas são maciças e moldadas em obra).
Outra vantagem está relacionada aos revestimentos, sendo que o gesso pode ser
utilizado em forma de uma fina camada diretamente sobre os blocos (RAMALHO;
CORRÊA, 2003).
Como vantagem, o sistema também apresenta uma redução do desperdício de
materiais. Cabe ressaltar que, quanto maior o controle e a gestão de projetos –
minimizando ou até extinguindo imprevistos –, maior será a redução dos desperdícios
(COÊLHO, 1998). Pode-se citar, ainda, a redução do número de profissionais nas
áreas de montagem de armaduras e de carpintaria (RAMALHO; CORRÊA, 2003).
Apesar das importantes vantagens, o sistema apresenta algumas
desvantagens que devem ser consideradas. A principal delas é a impossibilidade de
remoção de paredes, dificultando o arranjo arquitetônico e futuras ampliações. Outro
aspecto que pode se tornar inconveniente é que a alvenaria estrutural, quando
comparada à alvenaria convencional, exige maior capacitação da mão-de-obra para
que a qualidade da execução e a segurança do sistema não sejam comprometidas.
Além disso, a alvenaria estrutural exige que não haja adaptações sem planejamento
prévio e sem a compatibilização de projetos elétricos e hidráulicos, pois furos e rasgos
podem comprometer a resistência da alvenaria estrutural (RAMALHO; CORRÊA,
2003).

2.4.2 Aspectos técnicos

A característica mais importante a ser ressaltada na alvenaria estrutural é a


capacidade de transformar a alvenaria, que antes era somente elemento de vedação,

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na própria estrutura da edificação. Segundo Silva (2011), para garantir a função de


estrutura, sua resistência deve ser perfeitamente controlada, garantindo, assim, a
segurança do sistema.
Segundo Ramalho e Corrêa (2003), por questões de viabilidade econômica, ao
projetar uma estrutura em alvenaria estrutural, deve-se evitar a existência de elevadas
tensões de tração. Dessa forma, os mesmos autores relatam que o principal conceito
ligado à utilização da alvenaria estrutural é a transição de ações através de tensões
de compressão.

2.4.3 Projeto

O desenvolvimento do projeto é uma etapa muito importante na alvenaria


estrutural, pois nessa etapa são definidos todos os detalhes do processo construtivo.
O projeto deve estar adequado de maneira que o posicionamento das paredes seja
mantido a cada pavimento para que as cargas sejam transmitidas da parede superior
para a inferior. Além disso, deve haver compatibilização entre os projetos
arquitetônico, elétrico, estrutural e hidrossanitário. Outro aspecto que necessita de
atenção diz respeito às medidas internas das peças, sendo que devem, sempre que
possível, ter a dimensão múltipla dos blocos para haver coordenação modular
(PRUDÊNCIO JR et al., 2003).

2.4.3.1 Modulação

Com o intuito de otimizar a utilização de produtos padronizados e reduzir os


custos, a modulação do projeto deve ser total (COÊLHO, 1998). Segundo Ramalho e
Corrêa (2003), a definição de modulação é:

[...] modular um arranjo arquitetônico, ou pelo menos modular as paredes


portastes deste arranjo, significa acertar suas dimensões em planta e também
o pé-direito da edificação, em função das dimensões das unidades, de modo a
não se necessitar, ou pelo menos se reduzir drasticamente, cortes ou ajustes
necessários à execução das paredes (RAMALHO; CORRÊA, 2003, p 13).

Conforme Roman et al. (1999), a coordenação modular pode trazer ganhos de


produtividade de cerca de 10%. A modulação deve ocorrer na horizontal e também na
vertical. Tais modulações são representadas através da paginação do projeto, ou

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de Concreto Armado
28

seja, do detalhamento de cada parede, de modo que são representados os vãos de


janelas e portas, juntamente com eletrodutos e caixas de passagem.
A Figura 7 representa a paginação de parede em alvenaria estrutural.

Figura 7: Paginação de Parede

Fonte: Portal Comunidade da Construção.

2.4.4 Materiais constituintes

É importante conhecer os materiais constituintes da alvenaria estrutural para


que a mesma seja um sistema econômico. Logo, conhecendo os materiais, eles serão
melhor aproveitados a ponto de tornarem o sistema racionalizado, fator indispensável
para ser um sistema construtivo econômico (COÊLHO, 1998). A seguir, serão
apresentados os materiais constituintes da alvenaria estrutural e suas características.

2.4.4.1 Blocos

De acordo com Roman et al. (1999), a resistência à compressão do bloco é o


fator de maior importância na resistência à compressão da alvenaria. Para os autores,
tal resistência à compressão se dá em função da forma, do tamanho, da matéria-prima

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e da forma de fabricação dos blocos. Embora o aumento da resistência do bloco


provoque um aumento de resistência da alvenaria, a resistência da parede é sempre
inferior à do bloco.
Entre os tipos de blocos mais utilizados na execução da alvenaria estrutural
estão: concreto, cerâmico e sílico-calcários. Os blocos cerâmicos e de concreto são
normatizados, respectivamente, NBR 15270-2 (ABNT, 2005) – Blocos Cerâmicos para
Alvenaria Estrutural – e NBR 6136 (ABNT, 2016) – Blocos Vazados de Concreto
Simples para Alvenaria Estrutural. Segundo Ramalho e Corrêa (2003), a qualidade
dos blocos vem aumentando, trazendo significativa economia em relação ao
revestimento das paredes, que passam a apresentar menores espessuras.

2.4.4.2 Argamassa

É o elemento responsável pela ligação entre os blocos da alvenaria, sendo,


normalmente, uma massa homogênea constituída de areia, cimento e cal. Deve ter
qualidade para transmitir as solicitações entre as unidades de alvenaria de modo
uniforme (ROMAN et al., 1999). Ramalho e Corrêa (2003) reforçam que a argamassa
de assentamento possui a função básica de transmitir e uniformizar as tensões entre
os blocos da alvenaria, absorvendo pequenas deformações e prevenindo a entrada
de água e de vento nas edificações.
O uso de argamassas industrializadas é recomendado por Recena (2008)
devido à homogeneidade apresentada pelas mesmas. É importante ressaltar que
tanto aquelas argamassas produzidas em obras quanto as argamassas
industrializadas devem ser submetidas a um controle de qualidade rigoroso, conforme
a NBR 13281 (ABNT, 2005). Nela estão os requisitos de argamassa de assentamento
e revestimento de paredes e tetos, garantindo, assim, as propriedades plásticas e a
resistência desejada.

2.4.4.3 Graute

Segundo Ramalho e Corrêa (2003, Pg 08), a definição de graute é:

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
30

[...] concreto com agregados de pequena dimensão e relativamente fluido,


eventualmente necessário para o preenchimento do vazio dos blocos. Sua
função é propiciar o aumento da área da secção transversal das unidades ou
promover a solidarização dos blocos com eventuais armaduras posicionadas
nos seus vazios.

Quanto à fluidez do graute, Roman et al (1999) complementa que o abatimento


recomendado é de 20 a 28 cm, com relação água/cimento entre 0,8 e 1,1. Dessa
forma, o graute apresenta boa trabalhabilidade e preenche completamente todos os
vazios.
Os materiais constituintes do graute são os mesmos do concreto, apenas com
a diferença de que os agregados apresentam granulometria inferior, não podendo
ultrapassar 1/3 da menor dimensão dos furos a preencher (ROMAN et al., 1999).

2.4.4.4 Armadura

Segundo Roman et al. (1999), os aços utilizados em alvenaria estrutural são os


mesmos utilizados em concreto armado, devendo-se seguir as recomendações do
projetista e da NBR 7480 (ABNT, 2007). As armaduras deverão ser envolvidas por
graute, assim garantindo o trabalho conjunto com o restante dos componentes da
alvenaria.

2.5 PAINÉIS PRÉ-MOLDADOS AUTOPORTANTES DE CONCRETO ARMADO

O sistema construtivo de painéis pré-moldados autoportantes de concreto vem


ganhando espaço no mercado brasileiro nos últimos anos. A Associação Brasileira de
Cimento Portland et al.(2008) relata a situação do mercado da construção civil do
século XXI, o qual exige obras duráveis, realizadas dentro dos padrões técnicos
reconhecidos, com segurança estrutural, velocidade de execução e bom gosto
estético. Assim, o sistema de painéis pré-moldados vem mostrando-se um sistema
construtivo vantajoso e competitivo, pois é capaz de suprir as necessidades atuais do
mercado.
Elemento pré-moldado é o elemento executado industrialmente, mesmo que em
instalações provisórias de canteiro de obra, sendo submetido a rigoroso controle de
qualidade, conforme descrito na NBR 9062 (ABNT, 2017).

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O aumento frequente da utilização de pré-moldados é uma tendência na


evolução da construção civil (SILVA, 2011). A evolução da construção civil é descrita
pela Associação Brasileira da Construção Industrializada (1986, p. 11) como:
A construção, em seus vários segmentos, está inserida na cultura geral dos
povos: na história, economia, arquitetura, política e sociologia. Ela estabelece
o nexo entre a criatividade do arquiteto e os modelos práticos em que o
pensamento adquire forma, consistência e espaço. Os avanços são lentos, as
vezes extemporâneos, mas invariavelmente obedecem ao fluxo dos grandes
movimentos econômicos e históricos, sejam coletivos, envolvendo
comunidades inteiras, sejam específicos, de menor abrangência social.

No Brasil, a primeira vez que se tem notícia da utilização de elementos pré-


moldados em uma obra foi a construção do Hipódromo da Gávea, no Rio de Janeiro,
em 1926. A construtora era dinamarquesa com sucursal no Brasil e utilizou diversas
aplicações para os elementos pré-moldados. Dentre elas, destacam-se estacas de até
24 metros usadas nas fundações e o muro de fechamento da área do hipódromo, com
seus 3,5 km de extensão por 2,5 metros de altura (VASCONCELOS, 2002).
Segundo Vasconcelos (2002), a construção de residências térreas
integralmente com pré-moldados iniciou em 1967, pela construtora Cinasa. Segundo
Campos (2009), estima-se que, no país, já foram construídas mais de 10 mil unidades
habitacionais criadas com painéis autoportantes.
A Figura 8 traz a imagem da montagem de um edifício residencial no sistema
de painéis pré-moldados autoportantes de concreto.
Figura 8: Colocação de painéis pré-moldados

Fonte: Revista Téchne.

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2.5.1 Vantagens e desvantagens dos painéis pré-moldados autoportantes de


concreto armado
Como principal vantagem dos painéis pré-moldados autoportantes de concreto
armado, tem-se, sem dúvidas, a velocidade de execução. Por se tratar de um sistema
racionalizado e industrializado, o uso de painéis pré-moldados permite um melhor e
mais completo planejamento da obra e, consequentemente, um ganho considerável
de velocidade em toda obra (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND
et al., 2008).
Segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland et al. (2008), além de
apresentar resistência e durabilidade, painéis construídos com diferentes tipos de
concreto foram ensaiados e aprovados em testes de desempenho realizados sobre
as recomendações da NBR 15575 (ABNT, 2013). Estes testes indicaram níveis
satisfatórios de desempenho térmico e acústico, além de resistência a impactos e
permeabilidade da superfície, entre outros.
Devido ao excelente concreto e ao alto padrão dos sistemas de fôrmas, as
paredes não necessitam de revestimento de argamassa, sendo possível aplicar
pintura ou textura diretamente sobre o concreto da placa acabada – desde que
seguidas as recomendações dos fabricantes e que a colocação dos revestimentos só
ocorra após a cura úmida total dos painéis (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
CIMENTO PORTLAND et al., 2008).
Em relação à sustentabilidade, o sistema de painéis pré-moldados elimina o
uso de fôrmas de madeira. Além disso, o sistema utiliza fôrmas que podem ser
reaproveitadas inúmeras vezes, minimiza os desperdícios de materiais e reduz a
geração de resíduos (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND et al.,
2008).
Apesar das excelentes vantagens apresentadas pelo sistema, deve ser
observada a padronização de edificações, o que impede a possibilidade de
adaptações arquitetônicas nas diferentes unidades de uma edificação ou de um
loteamento com habitações de interesse social (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
CIMENTO PORTLAND et al., 2008).

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2.5.2 Aspectos técnicos

Os painéis autoportantes caracterizam-se por serem um sistema construtivo


em que a vedação também é a estrutura, sendo ambas formadas por um único
elemento: a parede de concreto. Nessas paredes de concreto também podem ser
incorporadas, parcialmente, instalações e esquadrias (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE CIMENTO PORTLAND et al., 2008).
Os painéis pré-moldados são voltados à produção em larga escala, indicados
para empreendimentos nos quais existe alta repetitividade (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND et al., 2008). Segundo Franco (2007), o
sistema de painéis pré-moldados é indicado para utilização em edificações até 10
pavimentos pelas limitações para as tensões de tração.
A produção dos painéis pode ser realizada em mini usinas no próprio canteiro
da obra ou em usinas da construtora. É importante ressaltar que o investimento inicial
para a produção dos painéis é elevado, embora haja amortização no custo de fôrmas
ao longo da produção (FRANCO, 2007).

2.5.3 Projeto

Para a garantia de ser um sistema racionalizado, a construção com painéis pré-


moldados necessita de um maior planejamento desde o projeto, passando pela
sequência de fabricação dos painéis e envio para a obra, local de armazenamento
das peças e espaço para movimentar as cargas (OLIVEIRA, 2002). Segundo Franco
(2007), devido à necessidade de aproveitamento de fôrmas, o projeto em painéis pré-
moldados pode apresentar pouca flexibilidade.
Oliveira (2002) afirma que o projeto em painéis pré-moldados autoportantes de
concreto deve incorporar: requisitos dos proprietários, custos (incluindo os de
manutenção), tempo de execução, funcionalidade, requisitos de desempenho,
requisitos da construção e aspectos de segurança e confiabilidade.

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2.5.4 Materiais constituintes

A seguir são apresentados os materiais constituintes dos painéis pré-moldados


autoportantes de concreto, destacando-se as recomendações normativas e as
principais funções de cada material.

2.5.4.1 Concreto

Os painéis pré-moldados exigem que o concreto apresente boa


trabalhabilidade para que ocorra o preenchimento total das fôrmas, sem ocorrer
segregação. Para que seja alcançado um bom acabamento superficial, esta
trabalhabilidade varia de acordo com a espessura dos painéis e com a densidade de
armadura (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND et al., 2008).
Sobre o adensamento, a NBR 9062 (ABNT, 2017) indica, caso necessário, que ele
deve ser executado por vibração, centrifugação ou prensagem para, assim, evitar a
segregação dos materiais. Ainda segundo a NBR 9062 (ABNT, 2017), o recomendado
é que o concreto apresente resistência característica fck não inferior a 18 MPa.
A Associação Brasileira de Cimento Portland et al. (2008) recomenda o uso dos
seguintes tipos de concreto na execução de painéis pré-moldados: concreto celular
(com alto teor de ar incorporado e com agregados leves ou com baixa massa
específica); concreto auto adensável, e concreto convencional desde que apresente
boa trabalhabilidade. Pode-se afirmar que qualquer concreto pode, se necessário,
receber tratamentos adicionais com aditivos que aumentem a resistência e a
trabalhabilidade.
A NBR 9062 (ABNT, 2017, p. 28) indica:

“Podem ser adicionados ao concreto aditivos com objetivo de acelerar ou


retardar a pega e o desenvolvimento da resistência nas idades iniciais,
reduzindo o calor de hidratação, melhorar a trabalhabilidade, reduzir a relação
água/cimento, aumentar a compacidade e impermeabilidade ou incrementar a
resistência aos agentes agressivos e as variáveis climáticas, desde que
atendam as especificações de Normas Brasileira ou, na falta delas, se as
propriedades tiverem sido verificadas experimentalmente em laboratório
nacional especializado.”

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2.5.4.2 Insertos

São peças incorporadas à estrutura dos painéis na fase de produção com a


finalidade de ligação estrutural entre os painéis, permitindo a fixação ou até mesmo o
auxílio no transporte das peças, conforme a NBR 9062 (ABNT, 2017). A mesma norma
contém orientações que indicam a colocação de insertos, seja antes do lançamento
do concreto ou após seu endurecimento. Tais insertos devem ser posicionados de
modo a não prejudicar a armadura.

2.5.4.3 Armadura

A tela soldada é o tipo de armação com mais vantagens a ser utilizada na


produção dos painéis pré-moldados. Tudo isso graças a sua facilidade de manuseio
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND et al., 2008).
Segundo a NBR 9062 (ABNT, 2017), o transporte das armaduras pré-moldadas
deve ser de forma cuidadosa, evitando deformações, desalinhamentos e ruptura de
vínculos de posicionamento. No armazenamento, deve-se evitar o empilhamento das
armaduras a fim de garantir a forma do conjunto montado. Dessa maneira, a mesma
norma (2017) indica que a colocação das armaduras na forma deve ser feita de tal
modo que, durante o lançamento do concreto, as mesmas mantenham a posição e os
espaçamentos definidos em projeto.

2.5.4.4 Instalações

De acordo com Campos (2009), as instalações elétricas e hidráulicas podem


ser incorporadas aos painéis antes de sua concretagem – desde que previstas no
projeto, já as instalações de gás não devem ser instaladas dentro dos painéis antes
da concretagem. Para a introdução das tubulações verticais antes da concretagem, a
Associação Brasileira de Cimento Portland et al (2008, p. 54) recomenda que sejam
seguidas as seguintes condições:

a) quando a diferença de temperatura no contato entre a tubulação e o


concreto não ultrapassar 15ºC;
b) quando a pressão interna na tubulação for menor que 0,3 Mpa;

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c) quando o diâmetro máximo for de 50 mm;


d) quando o diâmetro da tubulação não ultrapassar 50% da largura da parede,
restando espaço suficiente para, no mínimo, o cobrimento adotado e a
armadura de reforço.

2.5.4.5 Fôrmas

As fôrmas têm o objetivo de moldar o concreto fresco. Para isto, é necessário


que as mesmas tenham capacidade de resistir, sem deformações, às tensões de
lançamento do concreto até que ele esteja em condições para desforma
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIMENTO PORTLAND et al., 2008).
Os tipos de fôrmas mais utilizados no sistema de painéis pré-moldados
autoportantes de concreto são: metálicas, madeira compensada plastificada e
plásticas. Uma boa escolha do tipo de fôrma garante o bom acabamento dos painéis
(OLIVEIRA, 2002).
A Associação Brasileira de Cimento Portland et al. (2008, p. 187) afirma sobre
a desforma:
A retirada das formas [...] só pode ser feita quando o concreto se achar
suficientemente endurecido para resistir às ações que atuarem sobre ele e
estas não conduzirem a deformações inaceitáveis, conforme o especificado
pelo projetista. Essa retirada também deve ser feita sem choques [...]. Após a
limpeza deve-se aplicar o agente desmoldante. Como o sistema [...] admite o
uso de fôrmas metálicas e plásticas, além das convencionais de madeira, uma
atenção especial deve ser dada ao desmoldante escolhido. O produto precisa
ser adequado a cada superfície, evitando-se que o concreto grude na fôrma e
não deixe resíduos na superfície das paredes, o que comprometeria a
aderência do revestimento final.

2.6 ORÇAMENTO
Segundo Limmer (1997) a determinação dos gastos necessários para a
execução de um projeto compõe um orçamento, para tal necessitasse de um plano
de execução previamente estipulado, tais gastos são traduzidos de forma quantitativa.
González (2008), defende a ideologia de que um orçamento é uma antecipação de
quanto irá custar um determinado empreendimento considerando os gastos
indispensáveis. Já o preço total do empreendimento é o custo total da obra mais à
margem de lucro esperada.
A distinção entre orçamento e orçamentação é de grande importância, onde
orçamento é o produto final do processo de orçamentação (MATTOS, 2006). Nesse
mesmo contesto Xavier (2008) defende que deve-se entender sobre o produto em

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orçamentação, de forma a quantifica-lo corretamente e de forma técnica sempre com


atenção. Quanto maior o grau de detalhamento proveniente do conhecimento melhor
será a execução, identificação de problemas, bem como controle dos custos.
O processo de orçamentação demanda grande habilidade técnica e muita
atenção, pois envolve muitas variáveis, cada variável deve ser descrita, identificada,
quantificada e analisada. Cada variável do orçamento deve ser estudada pra não
haver lacunas e em considerações impróprias (MATTOS, 2006).
Ainda segundo Mattos (2006) mesmo que um orçamento siga todos os conceitos
de orçamentação, sempre haverá um grau de incerteza no resultado final do
orçamento. Dessa forma todos os orçamentos são baseados em previsões, assim não
há a necessidade de serem exatos mas devem ser precisos.
Mattos (2006) também relata que quanto mais detalhado um orçamento for
mais benéfico ele será, pois o encarregado pelo empreendimento possui subsídios
para a execução, pois detém informações quanto ao tipo de serviço que será
implantado, a quantidade de cada atividade, promovendo desse forma um maior
controle dos custos do empreendimento.

2.6.1 Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil –


SINAPI
O SINAPI, descrito como Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
da Construção Civil, é um sistema que dispõe os preços e índices da construção civil
para o setor habitacional. Os resultados obtidos são fruto do levantamento dos custos
de materiais e salários pagos na construção civil (INSTITUTO BRASILEIRO DE
GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2015).
Os preços dos índices propostos pelo SINAPI são utilizados como limitadores
para serviços nos quais e tem-se o uso de recursos do Orçamento Geral da União,
conforme a Lei de Diretrizes Orçamentárias descrita anualmente desde 2003 (CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL, 2018).
O site da Caixa Econômica Federal (2018) também explica que a
responsabilidade pela gestão do SINAPI é dividida entre o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) e a Caixa Econômica Federal (CEF). Dessa forma, a
base técnica de engenharia que envolve as especificações dos insumos, a

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de Concreto Armado
38

composição de serviços e projetos referencias é de responsabilidade exclusiva da


CEF. Já o IBGE tem a responsabilidade de pesquisar mensalmente os preços e
formular as metodologias e concepção dos índices. Esta coleta de custo é realizada
em sindicatos da construção civil, indústrias e estabelecimento comerciais. O site da
CEF também salienta que o SINAPI tem constância mensal na publicação de índices
da construção civil e seus custos. A CEF informa, ainda, que a abrangência do SINAPI
se dá em todas as 26 unidades federativas do Brasil, inclusive o Distrito Federal.
O SINAPI teve seu início em 1969 através do extinto Banco Nacional de
Habitação (BNH), já em conjunto com o IBGE, para divulgar informações dos custos
e índices da construção civil habitacional (MANUAL DE METODOLOGIAS E
CONCEITOS, 2014). A criação do SINAPI visava preencher a falta de disponibilidade
de informações sobre índices e custos para a construção civil (INSTITUTO
BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2015).
Desde seu início, o SINAPI teve, ao decorrer dos anos, seu desenvolvimento
responsabilizado em algumas instituições. São elas: Centro Nacional de Pesquisas
Habitacionais (CENPHA), Instituto de Desenvolvimento Econômico e Gerencial
(IDEG) e o já citado Banco Nacional de Habitação (BNH) (INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2018).
No ano de 1986, o BNH foi extinto. Dessa forma, a CEF adotou o SINAPI,
tornando-se ainda mais um sistema referência em todo Brasil em índices e custos
para obras de habitações (MANUAL DE METODOLOGIAS E CONCEITOS, 2014).
Em 2009, a CEF iniciou a divulgação na internet dos serviços de custos do
Banco de Referência, o qual é base para composições geradas pela formação de
todos os bancos do SINAPI. Tornou-se, assim, o principal recurso de consulta da
população para custos da construção civil. Em 2013, teve início o ajuste das
composições do Banco de Referência do SINAPI. Tais ajustes têm o intuito de
melhorar o entendimento e a precisão nos conceitos e indicadores de cada serviço
(MANUAL DE METODOLOGIAS E CONCEITOS, 2014).

2.7 CONFORTO TÉRMICO


Até meados do século XX, ao se projetar edificações e seu envoltório, as
considerações com as condições climáticas do local eram praticamente obrigatórias,
sendo que os equipamentos que auxiliassem no condicionamento do ambiente eram
poucos. Dessa forma, usufruía-se dos recursos naturais, como ventos e irradiação

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DCEENG/UNIJUÍ, 2018
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solar. Com o aparecimento rápido da revolução tecnológica após a revolução


Industrial, surgiram equipamentos capazes de mudar as condições do ambiente de
maneira artificial utilizando alguma fonte de energia (LAMBERTS et al., 1997).
Segundo Lopes (2008), para suprir esta demanda de energia, necessita-se de
alto investimento financeiro. Assim, há a preocupação em reduzir o consumo de
energia e uma das principais formas é garantir a eficiência energética das edificações.
De acordo com Lamberts et al. (1997), uma edificação com eficiência energética
é capaz de apresentar condições agradáveis aos usuários com o menor consumo de
energia, sendo uma dessas condições de eficiência o conforto térmico.
Um ambiente, para ser termicamente confortável do ponto de vista físico, deve
apresentar condições que permitam a manutenção da temperatura interna a qualquer
organismo sem a necessidade de acionar os mecanismos termorreguladores (LOPES,
2008).
Segundo a NBR 15220 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS,
2003), o desempenho térmico de uma edificação já pode ser feito na fase de projeto
– a partir de cálculos que utilizem os índices de transmitância, capacidade de atraso
térmico, entre outros – para os materiais constituintes empregados nas paredes de
fechamento laterais e no sistema de cobertura.

2.7.1 Aplicação da NBR 15220:2003 na pesquisa

A NBR 15220 (ABNT..., 2003) traz, dentro de sua abrangência, o zoneamento


bioclimático brasileiro, o qual é composto por oito diferentes zonas, conforme indica a
Figura 9.
Figura 9: Zoneamento Bioclimático Brasileiro

Fonte: Adaptado de ABNT..., (2003).

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40

Conforme é mostrado na Figura 9, a cidade de Santa Rosa - RS encontra-se na


zona bioclimática 2. Conforme a NBR 15220 (ABNT..., 2003), recomenda-se que as
cidades que se encontram nesta zona bioclimática devam apresentar aberturas que
tenham dimensões médias, as quais promovam ventilação. Já durante o inverno,
deve-se garantir a incidência de raios solares nas aberturas de vedação externa.
Ainda nesta Norma, indica-se o método de cálculo para transmitância térmica,
capacidade térmica e atraso térmico. Estas propriedades estão relacionadas
diretamente com o desempenho térmico da edificação e podem ser definidas como:
 Transmitância térmica é o fluxo de calor que transpassa a parede ou
qualquer elemento da edificação. Sua medição é em W/(m².K);
 Capacidade térmica é a quantia de calor necessária para alterar em uma
unidade a temperatura de um ambiente. Sua unidade de medição é
kJ/(m².K);
 Atraso Térmico é o tempo necessário para a variação térmica de um
ambiente manifestar-se na superfície oposta de um elemento construtivo
sujeitado a um regime periódico de transmissão de calor. Tal característica
é medida em horas.

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3 METODOLOGIA

A pesquisa utilizada neste trabalho pode ser definida como bibliográfica,


qualitativa, estudo de caso e quantitativa, pois terá foco na objetividade, tendo como
base o projeto arquitetônico de habitações de interesse social, construídas no sistema
tradicional para outros dois sistemas: racionalizado e industrializado, que
correspondem, respectivamente, a alvenaria estrutural e a painéis pré-moldados
autoportantes de concreto. Posteriormente, foi verificada a viabilidade econômica de
implantação dos sistemas construtivos propostos, comparando orçamentos do
sistema construtivo tradicional com as novas propostas de sistemas construtivos.

3.1 PROJETO REFERÊNCIA

O estudo teve como escolhido um loteamento de interesse social constituído


de 140 casas, construídas em 2013/2014 através do Programa Minha Casa Minha
Vida na cidade de Santa Rosa – RS. O loteamento, denominado Auxiliadora II, está
localizado na saída da cidade de Santa Rosa em direção à cidade de Senador Salgado
Filho – RS.
Com base nos estudos bibliográficos dos sistemas, aliados a uma análise dos
projetos, foi elaborado orçamento para o sistema tradicional executado no local,
juntamente com orçamentos para os sistemas construtivos em estudo, que são
alvenaria estrutural e painéis pré-moldados autoportantes de concreto armado.
Em acréscimo, foi realizada uma análise bibliográfica dos pontos positivos e
negativos, bem como foram calculadas a resistência térmica total e a transmitância
térmica para as diferentes composições de paredes estudadas.
A Figura 10 apresenta o loteamento em análise e a Figura 11 apresenta a planta
baixa das edificações.

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Figura 10: Mapa Loteamento Auxiliadora II

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

Figura 11: Planta Baixa

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

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As habitações são construídas de forma germinada com área útil de 36,33m².


São constituídas de uma sala, uma cozinha, dois dormitórios, um banheiro e uma área
de serviço, a qual encontra-se na área externa da edificação com uma pequena
cobertura.
Observando a Figura 12, que apresenta o corte AB, é possível verificar que a
edificação possui pé direito de 2,6m e colocação de azulejo no banheiro e na cozinha,
com altura de 1,6m.

Figura 12: Corte AB

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

Já a Figura 13 apresenta o corte CD da edificação em estudo.

Figura 13: Corte CD

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

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No corte CD da habitação, está apresentada a altura do telhado, podendo-se


observar que a estrutura do telhado é composta por tesouras, ripas e telhas
cerâmicas, sendo que o forro é tipo PVC. Nota-se, também, a diferença proposta na
dimensão dos beirais, sendo que o beiral da fachada principal tem largura de 40 cm e
o dos fundos da edificação tem 1 m. Dessa forma, essa dimensão funciona como
proteção para a área de serviço. Na Figura 14 é demonstrada a fachada principal.

Figura 14: Fachada Principal

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

Conforme definido em projeto, as aberturas da edificação são todas de ferro


com vidro, porém a janela da sala deve ter grade. A Figura 15 apresenta uma foto das
edificações construídas no loteamento Auxiliadora II.

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Figura 15: Edificação em Estudo

Fonte: Autoria Própria

O projeto indica que as edificações foram construídas na divisa do terreno a fim


de aproveitar melhor os espaços do lote, que possui em média 200 m².
A Figura 16 traz o projeto hidrossanitário da edificação, com o qual é possível
identificar dimensões de tubos, pontos de água fria, sistema de esgoto com fossa
séptica e sumidouro.
Figura 16: Projeto das Instalações Hidrossanitário

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

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Para a proposta orçamental, faz-se necessário o conhecimento de todos os


projetos de execução da edificação em estudo. Dessa forma, a Figura 17 apresenta
o projeto das instalações elétricas desta mesma edificação.
Figura 17: Projeto das Instalações Elétricas

Fonte: Adaptado de Prefeitura Municipal de Santa Rosa/RS

3.2 ORÇAMENTOS

Os orçamentos foram realizados com base na tabela SINAPI/RS 01/2018, a


qual teve sua emissão no dia 19 de fevereiro de 2018 Esta tabela apresenta encargos
sociais para mão de obra de forma diferenciada para trabalhadores no sistema horista

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e trabalhadores no regime mensal. Tais encargos são, respectivamente, de 113,15%


e 70,84% (tratando-se dos encargos não desonerados). A Figura 18 apresenta um
exemplo da tabela SINAPI/RS01/2018 para insumos, no qual é possível visualizar tais
encargos.
Figura 18: Exemplo de Tabela SINAPI

Fonte: CAIXA (2018)

De modo geral, os orçamentos dividem-se em onze etapas. Tais etapas são


descritas da seguinte forma: serviços preliminares, movimentação de terra,
infraestrutura (fundações), pavimentação, parede, cobertura, forro, revestimento,
instalações elétricas, instalações hidrossanitárias e, por fim, uma etapa descrita como
aberturas. Assim, os três sistemas estudados contêm a mesma divisão de etapas,
mantendo diferença na composição das etapas parede e revestimento.
Na etapa de serviços preliminares, foram consideradas a capina e a limpeza
manual do terreno, as quais se fazem necessárias para garantir um bom andamento
de outros serviços que compõem esta etapa, como locação convencional da obra,
instalação de energia elétrica e instalação do cavalete de medição de água.
Como etapa subsequente, tem-se a movimentação de terra, composta por corte
e aterro compensado, a escavação manual de valas (45x50cm) e, após a conclusão
do alicerce, o reaterro manual das valas.
A terceira etapa dos orçamentos, descrita como infraestrutura (fundação), é
constituída por lastro com cama de brita, alvenaria de embasamento, cinta de
amarração e impermeabilização da estrutura enterrada.

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Na sequência, tem-se a etapa denominada pavimentação, que é composta de


três serviços: colocação de camada horizontal drenante com pedra brita 1 e 2, lastro
de concreto e, como acabamento, revestimento cerâmico para o piso.
A etapa do orçamento descrita como parede é, sem dúvidas, uma das mais
importantes dentro do estudo orçamentário, pois busca diferenciar os métodos
construtivos, propondo as composições para cada sistema construtivo de forma
independente.
Para o sistema construtivo tradicional, observou-se a forma de execução da
obra, sendo que foi constatada a seguinte composição:
 Alvenaria de vedação de blocos cerâmicos furados com espessura de 9cm;
 Vergas moldadas in loco;
 Contravergas moldadas in loco;
 Cinta de amarração de alvenaria moldada in loco.
Como uma das opções alternativas do sistema construtivo, tem-se a alvenaria
estrutural. Ela teve sua etapa de parede composta da seguinte forma:
 Alvenaria estrutural de blocos cerâmicos 14x19x39cm, com espessura de
14cm;
 Grauteamento de cinta intermediária ou de contraverga em alvenaria
estrutural;
 Armação de verga e contraverga;
 Grauteamento vertical em alvenaria estrutural;
 Armação vertical de alvenaria estrutural;
 Grauteamento de cinta superior ou de vergas em alvenaria estrutural;
 Armação de cinta de alvenaria estrutural.
Outra opção de sistema construtivo alternativo buscado para o estudo refere-
se aos painéis pré-moldados autoportantes de concreto armado. Apresentam a
composição da etapa parede do orçamento pelos itens a seguir:
 Formas manuseáveis para paredes de concreto moldadas in loco, de
edificações de pavimento único, em faces internas de parede;
 Formas manuseáveis para paredes de concreto moldadas in loco, de
edificações de pavimento único, em planos de fachada com vãos;

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 Formas manuseáveis para paredes de concreto moldadas in loco, de


edificações de pavimento único, em planos de fachada sem vãos;
 Armação do sistema de paredes de concreto moldadas in loco;
 Concretagem de paredes em edificações multifamiliares feitas com sistema
de formas manuseáveis com concreto usinado bombeável de FCK 20 MPa.
Dando sequência às etapas constituintes dos orçamentos, propõe-se a etapa
cobertura, a qual é composta pela fabricação e instalação de estrutura pontaletada de
madeira, telhamento com telha cerâmica de encaixe, cumeeira para telha cerâmica
emboçada com argamassa e, para o acabamento das abas, espelho de eucalipto.
O forro das habitações é o mesmo nos três sistemas construtivos,
apresentando a composição orçamentária descrita de seguinte maneira: forro em
régua de PVC, frisado, para ambientes residenciais, inclusive estrutura de fixação e
roda-forro de PVC.
Assim como a etapa parede, a etapa subsequente, descrita como revestimento,
também apresenta distinção entre os sistemas construtivos, sendo que o sistema
alvenaria estrutural e o tradicional apresentam a mesma composição, embora haja
distinção em relação ao sistema painéis pré-moldados autoportantes de concreto
armado. A etapa com a mesma composição descrita para o sistema tradicional e a
alvenaria estrutural descreve-se nos seguintes itens:
 Chapisco aplicado em alvenaria e estruturas de concreto;
 Emboço, para recebimento de cerâmica;
 Massa única, para recebimento de pintura, aplicada em faces internas
de paredes;
 Massa única, para recebimento de pintura, aplicada em planos de
fachadas;
 Revestimento cerâmico.
Dentro da etapa descrita como revestimento, o sistema construtivo painéis pré-
moldados autoportantes de concreto armado apresenta composição diferenciada
perante os outros sistemas estudados. A etapa para os painéis é apenas composta
por revestimento cerâmico, o qual pode ser instalado diretamente nos painéis.
Como sequência aos orçamentos, tem-se a etapa pintura, que é composta por
dois serviços: aplicação de fundo selador acrílico e aplicação manual de pintura.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
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50

A análise aprofundada dos projetos da edificação em estudo, proporciona a


facilidade maior de orçar de forma detalhado as etapas da obra, dessa forma a etapa
descrita como instalações elétricas, leva em consideração para orçamentos todos os
elementos sendo eles, eletrodutos, cabos, tomadas, interruptores e luminárias.
A instalação hidrossanitária da edificação em estudo compõe uma etapa dos
orçamentos na qual analisou-se todos os elementos que constituem o sistema, sendo
eles: tubos e conexões de variados diâmetros, caixas de inspeção, caixa de gordura,
fossa séptica e sumidouro.
Para fechar as etapas de formulação dos orçamentos, há a etapa aberturas.
Nesse caso, buscou-se as aberturas da tabela SINAPI que apresentam maior
semelhança com as descritas no projeto original das habitações em estudo.

3.3 DESEMPENHO TÉRMICO

Para uma melhor avaliação do desempenho térmico dos sistemas construtivos


propostos – que são alvenaria estrutural e painéis pré-moldados autoportantes de
concreto armado –, foram avaliados três requisitos propostos na NBR 15220 (ABNT...,
2003). São eles: transmitância térmica, capacidade térmica e atraso térmico.
Para uma melhor comparação entre os sistemas construtivos, buscou-se
também os três requisitos anteriormente descritos para o sistema construtivo
tradicional. Tal sistema, como já mencionado, foi o utilizado na construção das
habitações do loteamento em estudo, ou seja, o loteamento Auxiliadora II.
A composição utilizada nos cálculos de transmitância térmica, capacidade
térmica e atraso térmico do sistema tradicional é descrita da seguinte forma e
sequência: camada externa de reboco com espessura de projeto de 2,5 cm, seguida
pela estrutura principal da parede composta de tijolo cerâmico de 6 furos com medidas
externas de 10 cm de espessura, 15 cm altura e 20 cm de comprimento, sendo que
os furos são circulares, com diâmetro de 3 cm, e estão dispostos em duas colunas e
três linhas. Já com o reboco interno tem-se a mesma consideração de espessura que
a camada externa (2,5 cm), formando assim uma espessura total da parede de 15 cm,
conforme indicado no projeto das habitações.
Para os cálculos de transmitância térmica, capacidade térmica e atraso térmico,
na proposta de alvenaria estrutural como sistema construtivo, a composição da parede

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


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é assim descrita: a parede tem espessura total de 18 cm, onde externamente há


revestimento argamassado conhecido como reboco, o qual tem espessura de 2,5 cm;
a estrutura da parede é composta por bloco cerâmico e argamassa nas juntas de
assentamento, com espessura de 1 cm. Tal estrutura tem 14 cm (os mesmos 14 cm
da largura do bloco) e apresenta como comprimento 29,5 cm (no padrão escolhido) e
como altura 19 cm. Já o revestimento externo é argamassa com espessura de 2,5 cm.
É importante salientar que, nesta família de blocos, há mais medidas no
comprimento dos blocos. Porém, não há necessidade de calcular os três itens citados
anteriormente para cada um deles, pois a área do bloco calculado será transformada
em m², proporcionando a equivalência.
O sistema construtivo de painéis pré-moldados autoportantes de concreto
armado tem a parede composta apenas pela camada de concreto, não possuindo
revestimento. A espessura para a parede é de 10 cm.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
52

4 RESULTADOS

Nesse capítulo estão apresentados e descritos os resultados dos orçamentos


propostos, juntamente com os resultados da transmitância térmica, da capacidade
térmica e do atraso térmico dos sistemas construtivos propostos.

4.1 ORÇAMENTO

Os custos de insumos mostrados nos orçamentos são de abrangência dos


materiais e da mão de obra necessários para a execução do projeto habitacional
referência, apresentando suas variações de modo a atender cada sistema construtivo.
O orçamento apresentado no Quadro 1 trata-se de parte do orçamento proposto
ao sistema tradicional, sistema adotado na construção das habitações. O orçamento
completo para este sistema encontrasse no apêndice.

Quadro 1: Orçamento Parcial para o Sistema Tradicional


ITEM Codigo Descrição UND QTD UNT Total
5 Parede
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS
FURADOS NA VERTICAL DE 9X19X39CM (ESPESSURA
5.1 87490 9CM) DE PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA MAIOR OU IGUAL M²
A 6M² COM VÃOS E ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO
COM PREPARO MANUAL. AF_06/2014 107.90 36.94 3985.83
VERGA MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO PARA
5.3 93186 M
JANELAS COM ATÉ 1,5 M DE VÃO. AF_03/2016 15.165 40.07 607.66

5.4 93196 CONTRAVERGA MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO PARA M


VÃOS DE ATÉ 1,5 M DE COMPRIMENTO. AF_03/2016 8.165 39.04 318.76
5.5 93204 CINTA DE AMARRAÇÃO DE ALVENARIA MOLDADA IN LOCO EM M CONCRETO.
42.65 30.78
AF_03/2016 1312.77
Subtotal 6225.02

Fonte: Elaboração própria.

O Quadro 1 apresenta as descrições das etapas e suas composições,


juntamente com o valor unitário, a quantidade e o total das composições, incluindo
também o total para cada etapa. O valor total orçado para o sistema tradicional
descrito acima representa a soma de R$ 43.492,15.
Como primeira proposta de sistema construtivo alternativo, apresenta-se, no
Quadro 2, o orçamento parcial para o sistema construtivo alvenaria estrutural. O

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orçamento deste sistema teve apenas alteração na etapa de construção da parede.


Dessa forma, o Quadro 2 mostra os dados referentes apenas à etapa 5, ou seja, à
etapa parede.
Quadro 2: Orçamento parcial para o Sistema Alvenaria Estrutural

ITEM Codigo Descrição UND QTD UNT Total


5 Parede
ALVENARIA ESTRUTURAL DE BLOCOS CERÂMICOS
14X19X39, (ESPESSURA DE 14 CM), PARA PAREDES
5.1 89282 COM ÁREA LÍQUIDA MENOR QUE 6M², SEM VÃOS, M²
UTILIZANDO PALHETA E ARGAMASSA DE
ASSENTAMENTO COM PREPARO EM BETONEIRA. 107,90 46,36 5002,24
GRAUTEAMENTO DE CINTA INTERMEDIÁRIA OU DE
5.2 89994 CONTRAVERGA EM ALVENARIA ESTRUTURAL. M³
AF_01/2015 0,65 508,38 330,45
ARMAÇÃO DE VERGA E CONTRAVERGA DE
5.3 89999 ALVENARIA ESTRUTURAL; DIÂMETRO DE 8,0 MM. kg
AF_01/2015 12,36 9,06 111,98
GRAUTEAMENTO VERTICAL EM ALVENARIA
5.4 89993 M³
ESTRUTURAL. AF_01/2015 0,85 607,17 516,09
ARMAÇÃO VERTICAL DE ALVENARIA ESTRUTURAL;
5.5 Kg
89996 DIÂMETRO DE 10,0 MM. AF_01/2015 57,75 5,76 332,64
GRAUTEAMENTO DE CINTA SUPERIOR OU DE VERGA
5.6 M³
89995 EM ALVENARIA ESTRUTURAL. AF_01/2015 0,65 581,88 378,22
ARMAÇÃO DE CINTA DE ALVENARIA ESTRUTURAL;
5.7 kg
89998 DIÂMETRO DE 10,0 MM. AF_01/2015 105,26 5,37 565,25
Subtotal 7236,88
Fonte: Elaboração própria

Ao considerar-se todas as etapas envolvidas na orçamentação do sistema


construtivo alvenaria estrutural, obteve-se, como resultado final, a soma de R$
44.504,01. A Figura 19 representa a comparação gráfica entre os sistemas construtivo
tradicional e alvenaria estrutural, levando em consideração o custo para cada sistema
ao longo da obra. Em relação às etapas existentes nos dois sistemas, é possível
visualizar o aumento do custo na obra para alvenaria estrutural perante o sistema
tradicional apenas após a etapa parede. Tal diferença na soma total de cada sistema
equivale a R$ 1.011,86, sendo que o menor valor apresentado ficou com o sistema
tradicional de construção.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
54

Figura 19: Comparação entre Sistema Tradicional e Alvenaria Estrutural

50000.00
45000.00
40000.00
35000.00
Valor em R$:

30000.00
25000.00
20000.00
15000.00
10000.00
5000.00
0.00

Sistema Construtivo
EXECUTADO NO LOCAL ALVENARIA ESTRUTURAL

Fonte: Autoria Própria

Como segunda opção em sistema construtivo estudado, tem-se os painéis pré-


moldados autoportantes de concreto armado, os quais, dentro dos orçamentos
propostos, tiveram alterações consideradas apenas nas etapas de parede e
revestimento, descritas como itens 5 e 8 dentro do orçamento apresentado no Quadro
3.

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DCEENG/UNIJUÍ, 2018
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Quadro 3: Orçamento parcial Painéis Pré-Moldados Autoportantes de Concreto


Armado

ITEM Codigo Descrição UND QTD UNT Total


5 Parede

FORMAS MANUSEÁVEIS PARA PAREDES DE CONCRETO


5.1 91004 M²
MOLDADAS IN LOCO, DE EDIFICAÇÕES DE PAVIMENTO
ÚNICO, EM FACES INTERNAS DE PAREDES. AF_06/2015 153,62 11,84 1818,86
FORMAS MANUSEÁVEIS PARA PAREDES DE
CONCRETO MOLDADAS IN LOCO, DE EDIFICAÇÕES DE
5.2 91006 M²
PAVIMENTO ÚNICO, EM PLANOS DE FACHADA COM
VÃOS. AF_06/2015 49,1 10,91 535,68
FORMAS MANUSEÁVEIS PARA PAREDES DE
CONCRETO MOLDADAS IN LOCO, DE EDIFICAÇÕES DE
5.3 91007 M²
PAVIMENTO ÚNICO, EM PLANOS DE FACHADA SEM
VÃOS. AF_06/2015 31,46 9,75 306,74
ARMAÇÃO DO SISTEMA DE PAREDES DE CONCRETO,
5.4 91597 EXECUTADA COMO ARMADURA NEGATIVA DE LAJES, Kg
TELA T-196. AF_06/2015 364,1499 5,15 1875,37
CONCRETAGEM DE PAREDES EM EDIFICAÇÕES
MULTIFAMILIARES FEITAS COM SISTEMA DE FÔRMAS
MANUSEÁVEIS COM CONCRETO USINADO
5.5 90857 M³
BOMBEÁVEL, FCK 20 MPA, LANÇADO COM BOMBA
LANÇA - LANÇAMENTO, ADENSAMENTO E
ACABAMENTO. AF_06/2 11,709 378,65 4433,61
Subtotal 8970,26
8 Revestimento

REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES INTERNAS


8.5 87267 COM PLACAS TIPO ESMALTADA EXTRA DE DIMENSÕES M²
20X20 CM APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR
QUE 5 M² A MEIA ALTURA DAS PAREDES. AF_06/2014 30,89 50,07 1546,56
Subtotal 1546,56

Fonte: Elaboração própria

A orçamentação total do sistema de painéis pré-moldados de concreto


armado, considerando-se as etapas que apresentam mesmas composições que o
sistema tradicional de construção, apresenta valor total igual a R$ 40.180,21. Ao
comparar o custo etapa por etapa ao longo da obra, percebe-se a diferença dentro
das etapas parede, pois esta etapa tem maior custo e a etapa revestimento tem menor
custo – quando comparadas com as mesmas etapas do sistema tradicional de
construção. A Figura 20 apresenta tais diferenças graficamente.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
56

Figura 20: Comparação entre Sistema Tradicional e Painéis Pré-Moldados Autoportantes

50000.00
45000.00
40000.00
35000.00
Valor em R$:

30000.00
25000.00
20000.00
15000.00
10000.00
5000.00
0.00

Sistemas Construtivos

EXECUTADO NO LOCAL PAINEIS PRÉ-MOLDADOS

Fonte: Autoria Própria

Diferentemente da comparação anterior (Figura 19), nesta comparação é


possível visualizar que o sistema construtivo com menor custo final na orçamentação
ficou com o sistema construtivo composto de painéis pré-moldados autoportantes de
concreto armado, sendo que a diferença tem valor final igual a R$ 3.311,94. Esta
redução no valor final ocorre devido ao fato de a etapa de revestimento não ter a
necessidade de revestimento argamassado, empregando apenas revestimento
cerâmico.
Para analisar de forma conjunta os três orçamentos, a Figura 21 apresenta um
gráfico de comparação de custo ao longo da obra entre os três sistemas estudados.
Como é possível perceber, as mudanças nos valores ocorrem a partir da etapa
parede.

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
57

Figura 21: Custo ao Longo da Obra para os Sistemas em Estudo

50000.00
45000.00
40000.00
Valor em R$:

35000.00
30000.00
25000.00
20000.00
15000.00
10000.00
5000.00
0.00

Sistemas Construtivos

ALVENARIA ESTRUTURAL EXECUTADO NO LOCAL PAINEIS PRÉ-MOLDADOS

Fonte: Autoria Própria

O custo total da obra para os sistemas construtivos ao fim da última etapa


descrita nos orçamentos apresenta o menor valor para o sistema de painéis pré-
moldados, com valor final da obra orçado em R$ 40.180,21. Já o valor intermediário
ficou com o sistema tradicional, que apresentou o valor final de R$ 43.492,15, e, como
valor mais elevado, tem-se o orçamento do sistema construtivo alvenaria estrutural,
com custo de R$ 44.504,01.
Ao considerar-se o sistema tradicional como valor padrão para análise das
variações dos custos em percentual, é possível perceber a redução em percentual de
-7.62% para os painéis pré-moldados e o aumento de 2.33% para o sistema alvenaria
estrutural. Tais variações percentuais são possíveis de visualizar na Figura 22, a qual
apresenta os valores em forma de gráfico.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
58

Figura 22: Diferença em porcentagem entre os Sistemas Construtivos

2.33%
0

PAINEIS PRÉ-MOLDADOS SISTEMA TRADICIONAL ALVENARIA ESTRUTURAL


Percentual

-7.62%

Sistemas Costrutivos

Fonte: Autoria Própria

4.2 ANÁLISE DO DESEMPENHO TÉRMICO

Para análise da transmitância térmica, da capacidade térmica e do atraso


térmico, divide-se a parede em um elemento isolado capaz de representar a
composição total da parede. A Figura 23 representa o sistema construtivo tradicional,
no qual as cotas estão em centímetros.
Figura 23: Elemento Isolado Sistema Tradicional

Fonte: Autoria Própria

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


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59

Para demonstrar o elemento isolado para alvenaria estrutural, tem-se a Figura


24 a seguir. As cotas representadas estão em centímetros.

Figura 24: Elemento Isolado Alvenaria Estrutural

Fonte: Autoria Própria

A Figura 25 representa, de forma simples, o elemento isolado para os painéis


pré-moldados, nos quais não há medidas de área. Isso ocorre porque, como é um
elemento único e inteiro, é calculado para um metro quadrado, tendo como medida
apenas a espessura da parede, a qual está representada em centímetros.
Figura 25: Elemento isolado Painéis Pré-Moldados Autoportantes de Concreto Armado

Fonte: Autoria Própria

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
60

Como resultados para transmitância térmica, capacidade térmica e atraso


térmico, tem-se proposto o Quadro 4.

Quadro 4: Resultados da Análise de Desempenho Térmico

Requisitos de Avaliação Sistema Tradicional Alvenaria Estrutural Paineis Pré-MoldadosUnid.


Transmitância Térmica 2,28 2,45 4,40 W/(m²*K)
Capacidade Térmica da Parede 168 203 240 KJ/(m²*K)
Atraso Térmico 3,7 4,0 2,7 Horas

Fonte: ABNT, (2003).

Levando em consideração a zona bioclimática à qual o município de Santa


Rosa - RS pertence, ou seja, a zona bioclimática 2, apresenta-se, a seguir, a o Quadro
5, que mostra os requisitos mínimos para a transmitância térmica.
Quadro 5: Transmitância Térmica

Fonte: ABNT, NBR 15575 (ABNT, 2013)

Ao comparar os resultados para transmitância térmica identificados no Quadro


4 com o recomendado pela NBR 15575 (ABNT 2013), presente no Quadro 5, percebe-
se que apenas dois dos três sistemas construtivos apresentam valores em
conformidade com a norma, sendo eles o sistema tradicional, com U=2.38 W/(m².k),
e a alvenaria estrutural, com U= 2.45 W/(m².k) - os quais têm valores inferiores a
U=2.50 W/(m².k). Já os painéis pré-moldados autoportantes de concreto armado, com
o valor de U=4.40 W/(m².k), não atendem ao requisito proposto pela NBR 15575.
Para avaliação do requisito capacidade térmica da parede, é necessário
analisar os valores propostos também pela NBR 15575 (ABNT, 2013), os quais
seguem no Quadro 6.

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


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61

Quadro 6: Capacidade Térmica das Paredes

Fonte: ABNT, NBR 15575 (ABNT, 2013)

A NBR 15575, ABNT (2013) apresenta, como valor mínimo para a capacidade
térmica, o valor de CT = 130 KJ/(m².k) para a zona bioclimática 2 (conforme indicado
no Quadro 6). Já o Quadro 4 apresenta os resultados da capacidade térmica da
parede para os sistemas construtivos em estudo, sendo eles sistema construtivo
tradicional, alvenaria estrutural e painéis pré-moldados. Esses sistemas têm,
respectivamente, os valores iguais a CT=168 KJ/(m².k), CT=203 KJ/(m².k) e CT=240
KJ/(m².k). Dessa forma, os sistemas construtivos, por um todo, atendem a tal requisito
normativo.
O atraso térmico não tem valor mínimo indicado em norma, mas o mesmo tem a
finalidade de ampliar a capacidade de avaliação dos sistemas construtivos, pois,
quanto maior o atraso térmico em horas, mais demorará para haver alteração na
temperatura interna do ambiente, que é provocada pelo variação da temperatura
externa. Nesse requisito, o sistema construtivo de melhor avaliação foi a alvenaria
estrutural, com atraso de 4 horas, seguido pelo sistema tradicional, com atraso de 3,7
horas.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
62

5 CONCLUSÃO

Neste capítulo, expõem-se as principais considerações sobre os assuntos


abordados no trabalho. Para atender ao objetivo principal deste trabalho – que
compreende a comparação entre sistemas construtivos quando utilizados na
construção de habitações de interesse social –, foram definidos três objetivos
secundários, os quais avaliam comparativamente custos, desempenho térmico,
vantagens e limitações de cada sistema construtivo. Em razão disso, este capítulo foi
dividido de forma a poder destacar as variáveis de comparação.
É importante destacar que os resultados obtidos são representativos do projeto
estudado, não devendo ser generalizados a outras habitações construídas com os
sistemas construtivos destacados neste trabalho.

5.1 CONCLUSÃO QUANTO AOS ORÇAMENTOS


Os resultados referentes à comparação orçamentária apresentam uma redução
de custo significativa ao se considerar o sistema construtivo composto de painéis pré-
moldados autoportantes de concreto armado em relação ao sistema de construção
tradicional. Tal alteração diminuiria cerca de 7,62% do custo total da obra, o que
representa, em reais, uma redução de R$ 3.311,94.
Já o sistema construtivo alvenaria estrutural apresentou aumento no custo total
da obra em relação ao sistema tradicional. O aumento nos custos seria,
aproximadamente, de R$ 1.011,86, ou seja, cerca de 2,33%.
Dessa forma, o sistema painéis pré-moldados autoportantes de concreto
armado apresenta-se como o sistema mais vantajoso para as habitações de interesse
social em estudo (quando considerada apenas a análise dos custos).

5.2 CONCLUSÃO QUANTO AO DESEMPENHO TÉRMICO


A análise do desempenho térmico traz a conformidade ou não dos sistemas
construtivos com a NBR 15575, ABNT (2013). A partir dos requisitos propostos para
análise, o sistema de painéis pré-moldados teve reprovação do cálculo da
transmitância de calor, pois apresentou o valor de U=4,40 W/(m².k) quando, para a
zona bioclimática 2, tem-se U=2,50 W/(m².k) como valor máximo.

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63

Como sistemas aprovados pela avalição, tem-se o sistema tradicional e a


alvenaria estrutural, sendo que a análise do melhor entre eles deve ser feita levando-
se em consideração os três resultados obtidos para essa análise, que são atraso
térmico, capacidade térmica e transmitância térmica.
Com maior capacidade térmica e atraso térmico, o sistema alvenaria estrutural
se destaca no quesito de avaliação do desempenho térmico para o modelo de
habitações em estudo, tornando-se a melhor opção na análise térmica.

5.3 CONCLUSÃO EM RELAÇÃO ÀS VANTAGENS E LIMITAÇÕES

Ao analisar as vantagens bibliográficas dos sistemas construtivos estudados


como alternativas para a planta habitacional proposta no trabalho, percebe-se uma
maior proporção de vantagens para o sistema construtivo painéis pré-moldados
autoportantes de concreto. Como vantagem principal tem-se a velocidade de
execução. Outras vantagens importantes são: não necessidade de revestimento
argamassado e eliminação do uso de fôrmas de madeira. Como limitações para o
sistema construtivo com painéis pré-moldados, tem-se a necessidade de
padronização das obras – o que, nesse caso, não é de relativa importância, pois o
loteamento é composto de 140 habitações com a mesma planta arquitetônica.
Já em relação à alvenaria estrutural, as vantagens descritas não representaram
uma redução de custos nas habitações propostas. Tais vantagens são: redução de
desperdício de matérias, redução no número de profissionais de ferragens e
carpintarias. Dentro das limitações, há a exigência de profissionais de mão de obra
muito bem qualificados e não há a possibilidade de adaptações durante a execução,
ou seja, tudo deve ser pensado em projeto. Dessa forma, são mantidas a qualidade e
a segurança das edificações.
Diante de tudo isso, percebe-se maior vantagem em substituir o sistema
tradicional pelos painéis pré-moldados autoportantes, já que normalmente as pessoas
beneficiadas pelos empreendimentos de interesse social necessitam de segurança,
qualidade e, principalmente, velocidade para terem sua habitação, como é o caso da
planta em estudo.

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
64

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Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
70

APÊNDICE

APÊNDICE A – Orçamento Completo Sistema Construtivo Tradicional (CONTINUA)


ITEM Codigo Descrição UND QTD UNT Total
1 Serviços Preliminares
1.1 73859/002 CAPINA E LIMPEZA MANUAL DE TERRENO M² 200 1.22 244.00
ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA AÉREA
MONOFÁSICA 50A COM POSTE DE
1.2 9540 CONCRETO, INCLUSIVE CABEAMENTO, CAIXA UN
DE PRETEÇÃO PARA MEDIDOR E
ATERRAMENTO. 1 1004.49 1004.49
KIT CAVALETE PARA MEDIÇÃO DE ÁGUA -
ENTRADA PRINCIPAL, EM PVC SOLDÁVEL DN
1.3 95641 UN
25 (¾ ) FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO
(EXCLUSIVE HIDRÔMETRO). AF_11/2016 1 223.55 223.55
LOCACAO CONVENCIONAL DE OBRA,
ATRAVÉS DE GABARITO DE TABUAS
1.4 74077/002 M²
CORRIDAS PONTALETADAS, COM
REAPROVEITAMENTO DE 10 VEZES. 44.14 3.97 175.24
Subtotal 1647.28
2 Movimentação de Terra
2.1 79473 CORTE E ATERRO COMPENSADO. M³ 100 5.03 503.00
ESCAVAÇÃO MANUAL DE VALAS. AF_03/2016
2.2 93358 M³
(45cmx50cm) 9.4 60.4 567.76
REATERRO MANUAL APILOADO COM
2.3 M³
96995 SOQUETE. AF_10/2017 2.08 36.62 76.17
Subtotal 1146.93
3 Infraestrutura (Fundações)
LASTRO DE VALA COM PREPARO DE FUNDO,
LARGURA MENOR QUE 1,5 M, COM CAMA DA
3.1 94103 DE BRITA, LANÇAMENTO MANUAL, EM LOCAL M³
COM NÍVEL BAIXO DE INTERFERÊNCIA.
AF_06/2016 1.88 172.02 323.40
ALVENARIA DE EMBASAMENTO EM TIJOLOS
CERAMICOS MACICOS 5X10X20CM, ASSEN
3.2 95474 M³
TADO COM ARGAMASSA TRACO 1:2:8
(CIMENTO, CAL E AREIA )-(40cm) 3.41 578.52 1972.75
CINTA DE AMARRAÇÃO DE ALVENARIA
3.3 M
93204 MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO 42.65 30.78 1312.77
IMPERMEABILIZACAO DE ESTRUTURAS
3.4 ENTERRADAS, COM TINTA ASFALTICA, DUAS M²
74106/001 DEMAOS 34.12 8.77 299.23
Subtotal 3908.15
4 Pavimentação
CAMADA HORIZONTAL DRENANTE C/ PEDRA
4.1 M³
83683 BRITADA 1 E 2 1.90 97.11 184.51
LASTRO DE CONCRETO, PREPARO
MECÂNICO, INCLUSOS ADITIVO
4.2 M³
IMPERMEABILIZANTE, LANÇAMENTO E
83534 ADENSAMENTO 3.18 478.22 1520.74

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
71

APÊNDICE A – Orçamento Completo Sistema Construtivo Tradicional (CONTINUAÇÃO)


REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO COM
4.3 PLACAS TIPO ESMALTADA EXTRA DE M²
87248 DIMENSÕES 35X35 CM 41.69 26.84 1118.96
Subtotal 2824.21
5 Parede
ALVENARIA DE VEDAÇÃO DE BLOCOS
5.1 87490 CERÂMICOS FURADOS NA VERTICAL DE M²
9X19X39CM (ESPESSURA 9CM) DE PAREDES 107.90 36.94 3985.83
VERGA MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO
5.3 93186 PARA JANELAS COM ATÉ 1,5 M DE VÃO. M
AF_03/2016 15.17 40.07 607.66
CONTRAVERGA MOLDADA IN LOCO EM
5.4 93196 CONCRETO PARA VÃOS DE ATÉ 1,5 M DE M
COMPRIMENTO. AF_03/2016 8.165 39.04 318.76
CINTA DE AMARRAÇÃO DE ALVENARIA
5.5 MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO. M
93204 AF_03/2016 42.65 30.78 1312.77
Subtotal 6225.02
6 Cobertura
FABRICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE ESTRUTURA
6.1 PONTALETADA DE MADEIRA NÃO M²
92565 APARELHADA PARA TELHADOS COM ATÉ 2 60.00 20.35 1221.00
TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA DE
ENCAIXE, TIPO PORTUGUESA, COM ATÉ 2 Á
6.2 M²
GUAS, INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL.
94195 AF_06/2016 66.00 27.09 1787.94
CUMEEIRA PARA TELHA CERÂMICA
EMBOÇADA COM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:9
6.3 (CIMENTO, CAL E AREIA) PARA TELHADOS M
COM ATÉ 2 ÁGUAS, INCLUSO TRANSPORTE
94221 VERTICAL. AF_06/2016 9.00 19.09 171.81
ESPELHO EUCALIPTO-20CM, COM PINTURA
6.4 M
- SOBRE FUNDO ESPECIFICO 28.22 22.34 630.43
Subtotal 3811.18
7 Forro
FORRO EM RÉGUAS DE PVC, FRISADO, PARA
7.1 AMBIENTES RESIDENCIAIS, INCLUSIVE M²
96111 ESTRUTURA DE FIXAÇÃO. AF_05/2017_P 54.29 36.42 1977.06
7.2 - RODA-FORRO DE PVC M 52.90 6.61 349.67
Subtotal 2326.73
8 Revestimento
CHAPISCO APLICADO EM ALVENARIA (COM
PRESENÇA DE VÃOS) E ESTRUTURAS DE
8.1 87894 CONCRETO DE FACHADA, COM COLHER DE M²
PEDREIRO. ARGAMASSA TRAÇO 1:3 COM
PREPARO EM BETONEIRA 400L. AF_06/2014 215.57 4.5 970.07
EMBOÇO, PARA RECEBIMENTO DE
CERÂMICA, EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8,
PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA 400L,
APLICADO MANUALMENTE EM FACES
8.2 87527 M²
INTERNAS DE PAREDES, PARA AMBIENTE
COM ÁREA MENOR QUE 5M2, ESPESSURA DE
20MM, COM EXECUÇÃO DE TALISCAS.
AF_06/2014 28.08 27.73 778.66

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
72

APÊNDICE A – Orçamento Completo Sistema Construtivo Tradicional (CONTINUAÇÃO)


MASSA ÚNICA, PARA RECEBIMENTO DE
PINTURA, EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8,
PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA 400L,
8.3 87547 APLICADA MANUALMENTE EM FACES M²
INTERNAS DE PAREDES, ESPESSURA DE
10MM, COM EXECUÇÃO DE TALISCAS.
AF_06/2014
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM ARGAMASSA 112.11 16.22 1818.42
TRAÇO 1:2:8, PREPARO MANUAL, APLICADA
8.4 87777 MANUALMENTE EM PANOS DE FACHADA COM M²
PRESENÇA DE VÃOS, ESPESSURA DE25 MM. 59.23 42.04 2490.03
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES
INTERNAS COM PLACAS TIPO ESMALTADA
8.5 87267 EXTRA DE DIMENSÕES 20X20 CM APLICADAS M²
EM AMBIENTES DE ÁREA MAIOR QUE 5 M² A
MEIA ALTURA DAS PAREDES. AF_06/2014 30.89 50.07 1546.56
Subtotal 7603.74
9 Pintura
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM TINTA
9.1 LÁTEX ACRÍLICA EM PAREDES, DUAS
88489 DEMÃOS. AF_06/2014 M² 171.34 10.52 1802.50
APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR ACRÍLICO
9.2
88485 EM PAREDES, UMA DEMÃO. AF_06/2014 M² 171.34 1.72 294.70
Subtotal 2097.20
10 Instalações Elétricas
ELETRODUTO FLEXÍVEL CORRUGADO, PVC,
DN 20 MM (1/2"), PARA CIRCUITOS TERMINAIS,
10.1 91831 M
INSTALADO EM FORRO - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 38.1 5.08 193.55
ELETRODUTO FLEXÍVEL CORRUGADO, PVC,
DN 20 MM (1/2"), PARA CIRCUITOS TE
10.2 91852 M
RMINAIS, INSTALADO EM PAREDE -
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_12/2015 25.35 5.71 144.75
INTERRUPTOR SIMPLES (1 MÓDULO),
10.3 91953 UN
10A/250V, INCLUINDO SUPORTE E PLACA 3 18.99 56.97
INTERRUPTOR SIMPLES (2 MÓDULOS),
10.4 91958 10A/250V, SEM SUPORTE E SEM PLACA - UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_12/2015 2 24.24 48.48
TOMADA ALTA DE EMBUTIR (1 MÓDULO), 2P+T
10.5 91993 20 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA - UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_12/2015 1 30.71 30.71
TOMADA MÉDIA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
10.6 91996 2P+T 10 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA - UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_12/2015 8 22.57 180.56
TOMADA BAIXA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
10.7 92000 2P+T 10 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA - UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO. AF_12/2015 4 20.08 80.32
LUMINÁRIA TIPO PLAFON, DE SOBREPOR,
10.8 97592 COM 1 LÂMPADA LED - FORNECIMENTO E UN 7
INSTALAÇÃO. AF_11/2017 85.7 599.90
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 1,5 MM²,
ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA CIRCUITOS
10.9 91924 M
TERMINAIS - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 129.5 1.62 209.79

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
73

APÊNDICE A – Orçamento Completo Sistema Construtivo Tradicional (CONTINUAÇÃO)


CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 2,5
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA CIRCUITOS
10.10 91926 M
TERMINAIS - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 103.8 2.35 243.81
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 6 MM²,
ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA CIRCUITOS
10.11 91930 M
TERMINAIS - FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 50 5.1 255.00
Subtotal 2043.84
11 Instalações Hidrosanitarias
TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 100 MM, FORNECIDO E
11.1 89714 M
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 13.2 37.91 500.412
CURVA LONGA 90 GRAUS, PVC, SERIE
NORMAL, ESGOTO PREDIAL, DN 100 MM,
11.2 89750 JUNTA ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO UND
EM RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 1 43.64 43.64
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO PREDIAL,
DN 100 X 100 MM, JUNTA ELÁSTICA,
11.3 89833 FORNECIDO E INSTALADO EM PRUMADA DE UND
ESGOTO SANITÁRIO OU
VENTILAÇÃO.AF_12/2014 3 19.98 59.94
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 100 MM, JUNTA
11.4 89851 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
SUBCOLETOR AÉREO DE ESGOTO SANITÁRIO
. AF_12/2014 1 15.69 15.69
TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 50 MM, FORNECIDO E
11.5 89712 M
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 3.5 19.79 69.265
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 50 MM, JUNTA
11.6 89732 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTOSANITÁRIO. AF_12/2014 1 7.61 7.61
JOELHO 90 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 50 MM, JUNTA
11.7 89801 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
PRUMADA DE ESGOTO SANITÁRIO OU
VENTILAÇÃO. AF_12/2014 4 4.11 16.44

TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO PREDIAL,


11.8 89784 DN 50 X 50 MM, JUNTA ELÁSTICA, FORNECIDO UND
E INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 2 12.55 25.1
TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 40 MM, FORNECIDO E
11.9 89711 M
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 10.55 13.59 143.3745

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
74

APÊNDICE A – Orçamento Completo Sistema Construtivo Tradicional (CONTINUAÇÃO)


JOELHO 90 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 40 MM, JUNTA
11.10 89724 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE ESGOTO
SANITÁRIO. AF_12/2014 4 5.39 21.56
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 40 MM, JUNTA
11.11 89726 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE ESGOTO
SANITÁRIO. AF_12/2014 6 6.05 36.3
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO PREDIAL,
DN 40 X 40 MM, JUNTA SOLDÁVEL,
11.12 89782 FORNECIDO E INSTALADO EM RAMAL DE UND
DESCARGA OU RAMAL DE ESGOTO
SANITÁRIO. AF_12/2014 2 7.79 15.58
CAIXA DE INSPEÇÃO EM ALVENARIA DE
TIJOLO MACIÇO 60X60X60CM, REVESTIDA
INTERNAMENTO COM BARRA LISA (CIMENTO
11.13 74104/001 E AREIA, TRAÇO 1:4) E=2,0CM, COM TAMPA UND
PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO E FUNDO DE
CONCRETO 15MPA TIPO C - ESCAVAÇÃO E
CONFECÇÃO 3 135.23 405.69
CAIXA DE GORDURA SIMPLES EM CONCRETO
11.14 74051/002 PRE-MOLDADO DN 40MM COM TAMPA - UND
FORNECIMENTO E INSTALACAO 1 136.73 136.73
FOSSA SÉPTICA EM ALVENARIA DE TIJOLO
CERÂMICO MACIÇO, DIMENSÕES EXTERNAS
DE 1,90X1,10X1,40 M, VOLUME DE 1.500
11.15 95463 LITROS, REVESTIDO INTERNAMENTE COM UND
MASSA ÚNICA E IMPERMEABILIZANTE E COM
TAMPA DE CONCRETO ARMADO COM
ESPESSURA DE 8 CM 1 1319.1 1319.09
SUMIDOURO EM ALVENARIA DE TIJOLO
CERAMICO MACIÇO DIAMETRO 1,40M E
11.16 74198/002 ALTURA 5,00M, COM TAMPA EM CONCRETO UND
ARMADO DIAMETRO 1,60M E ESPESSURA
10CM 1 1502.3 1502.27
Subtotal 4318.6915
12 Aberturas
JANELA DE AÇO DE CORRER, 2 FOLHAS,
12.1 FIXAÇÃO COM ARGAMASSA, COM VIDROS, M²
94560 PADRONIZADA. AF_07/2016 6.14 401.51 2465.2714
ADUELA / MARCO / BATENTE PARA PORTA DE
80X210CM, FIXAÇÃO COM ARGAMASSA,
12.2 UND
PADRÃO MÉDIO - FORNECIMENTO E
90816 INSTALAÇÃO. AF_08/2015_P 3 273.19 819.57
PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-
12.3 90822 UND
OCA (LEVE OU MÉDIA), 80X210CM, 3 383.22 1149.66
PORTA EM AÇO DE ABRIR TIPO VENEZIANA
SEM GUARNIÇÃO, 87X210CM, FIXAÇÃO COM
12.4 94807 UND
PARAFUSOS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_08/2015 2 552.34 1104.68
Subtotal 5539.1814
Sistema Tradicional Total = 43492.15

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DCEENG/UNIJUÍ, 2018
75

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural (CONTINUA)


ITEM Codigo Descrição UND QTD UNT Total
1 Serviços Preliminares

1.1 73859/002 CAPINA E LIMPEZA MANUAL DE TERRENO M²

200 1.22 244.00


ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA AÉREA
MONOFÁSICA 50A COM POSTE DE
1.2 9540 CONCRETO, INCLUSIVE CABEAMENTO, UN
CAIXA DE PRETEÇÃO PARA MEDIDOR E
ATERRAMENTO. 1 1004.49 1004.49
KIT CAVALETE PARA MEDIÇÃO DE ÁGUA -
ENTRADA PRINCIPAL, EM PVC SOLDÁVEL
1.3 95641 DN 25 (¾ ) FORNECIMENTO E UN
INSTALAÇÃO (EXCLUSIVE HIDRÔMETRO).
AF_11/2016 1 223.55 223.55
LOCACAO CONVENCIONAL DE OBRA,
ATRAVÉS DE GABARITO DE TABUAS
1.4 74077/002 M²
CORRIDAS PONTALETADAS, COM
REAPROVEITAMENTO DE 10 VEZES. 44.14 3.97 175.24
Subtotal 1647.28
2 Movimentação de Terra
2.1 79473 CORTE E ATERRO COMPENSADO. M³ 100 5.03 503.00
ESCAVAÇÃO MANUAL DE VALAS.
2.2 93358 M³
AF_03/2016 (45cmx50cm) 9.4 60.4 567.76
REATERRO MANUAL APILOADO COM
2.3 M³
96995 SOQUETE. AF_10/2017 2.08 36.62 76.17
Subtotal 1146.93
3 Infraestrutura (Fundações)
LASTRO DE VALA COM PREPARO DE
FUNDO, LARGURA MENOR QUE 1,5 M, COM
3.1 94103 CAMA DA DE BRITA, LANÇAMENTO M³
MANUAL, EM LOCAL COM NÍVEL BAIXO DE
INTERFERÊNCIA. AF_06/2016 1.88 172.02 323.40
ALVENARIA DE EMBASAMENTO EM
TIJOLOS CERAMICOS MACICOS
3.2 95474 5X10X20CM, ASSEN TADO COM M³
ARGAMASSA TRACO 1:2:8 (CIMENTO, CAL
E AREIA )-(40cm) 3.41 578.52 1972.75
CINTA DE AMARRAÇÃO DE ALVENARIA
3.3 M
93204 MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO 42.65 30.78 1312.77
IMPERMEABILIZACAO DE ESTRUTURAS
3.4 ENTERRADAS, COM TINTA ASFALTICA, M²
74106/001 DUAS DEMAOS 34.12 8.77 299.23
Subtotal 3908.15
4 Pavimentação
CAMADA HORIZONTAL DRENANTE C/
4.1 M³
83683 PEDRA BRITADA 1 E 2 1.90 97.11 184.51
LASTRO DE CONCRETO, PREPARO
MECÂNICO, INCLUSOS ADITIVO
4.2 M³
IMPERMEABILIZANTE, LANÇAMENTO E
83534 ADENSAMENTO 3.18 478.22 1520.74

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
76

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural


(CONTINUAÇÃO)
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO
4.3 COM PLACAS TIPO ESMALTADA EXTRA DE M²
87248 DIMENSÕES 35X35 CM 41.69 26.84 1118.96
Subtotal 2824.21
5 Parede
ALVENARIA ESTRUTURAL DE BLOCOS
CERÂMICOS 14X19X39, (ESPESSURA DE 14
CM), PARA PAREDES COM ÁREA LÍQUIDA
5.1 89282 MENOR QUE 6M², SEM VÃOS, UTILIZANDO M²
PALHETA E ARGAMASSA DE
ASSENTAMENTO COM PREPARO EM
BETONEIRA. AF_12/202 107.90 46.36 5002.24
GRAUTEAMENTO DE CINTA INTERMEDIÁRIA
5.2 89994 OU DE CONTRAVERGA EM ALVENARIA M³
ESTRUTURAL. AF_01/2015 0.65 508.38 330.45
ARMAÇÃO DE VERGA E CONTRAVERGA DE
5.3 89999 ALVENARIA ESTRUTURAL; DIÂMETRO DE kg
8,0 MM. AF_01/2015 12.36 9.06 111.98
GRAUTEAMENTO VERTICAL EM ALVENARIA
5.4 89993 M³
ESTRUTURAL. AF_01/2015 0.85 607.17 516.09
ARMAÇÃO VERTICAL DE ALVENARIA
5.5 ESTRUTURAL; DIÂMETRO DE 10,0 MM. Kg
89996 AF_01/2015 57.75 5.76 332.64
GRAUTEAMENTO DE CINTA SUPERIOR OU
5.6 DE VERGA EM ALVENARIA ESTRUTURAL. M³
89995 AF_01/2015 0.65 581.88 378.22
ARMAÇÃO DE CINTA DE ALVENARIA
5.7 ESTRUTURAL; DIÂMETRO DE 10,0 MM. kg
89998 AF_01/2015 105.26 5.37 565.25
Subtotal 7236.88
6 Cobertura
FABRICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE
ESTRUTURA PONTALETADA DE MADEIRA
NÃO APARELHADA PARA TELHADOS COM
6.1 M²
ATÉ 2 ÁGUAS E PARA TELHA CERÂMICA OU
DE CONCRETO, INCLUSO TRANSPORTE
92565 VERTICAL. AF_12/2015 60.00 20.35 1221.00
TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA DE
ENCAIXE, TIPO PORTUGUESA, COM ATÉ 2
6.2 M²
Á GUAS, INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL.
94195 AF_06/2016 66.00 27.09 1787.94
CUMEEIRA PARA TELHA CERÂMICA
EMBOÇADA COM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:9
6.3 (CIMENTO, CAL E AREIA) PARA TELHADOS M
COM ATÉ 2 ÁGUAS, INCLUSO TRANSPORTE
94221 VERTICAL. AF_06/2016 9.00 19.09 171.81
ESPELHO EUCALIPTO-20CM, COM PINTURA
6.4 M
- SOBRE FUNDO ESPECIFICO 28.22 22.34 630.43
Subtotal 3811.18

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
77

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural


(CONTINUAÇÃO)
7 Forro
FORRO EM RÉGUAS DE PVC, FRISADO,
PARA AMBIENTES RESIDENCIAIS,
7.1 M²
INCLUSIVE ESTRUTURA DE FIXAÇÃO.
96111 AF_05/2017_P 54.29 36.42 1977.06
7.2 - RODA-FORRO DE PVC M 52.90 6.61 349.67
Subtotal 2326.73
8 Revestimento
CHAPISCO APLICADO EM ALVENARIA (COM
PRESENÇA DE VÃOS) E ESTRUTURAS DE
CONCRETO DE FACHADA, COM COLHER DE
8.1 87894 M²
PEDREIRO. ARGAMASSA TRAÇO 1:3 COM
PREPARO EM BETONEIRA 400L.
AF_06/2014 215.57 4.5 970.07
EMBOÇO, PARA RECEBIMENTO DE
CERÂMICA, EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8,
PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA
400L, APLICADO MANUALMENTE EM FACES
8.2 87527 M²
INTERNAS DE PAREDES, PARA AMBIENTE
COM ÁREA MENOR QUE 5M2, ESPESSURA
DE 20MM, COM EXECUÇÃO DE TALISCAS.
AF_06/2014 28.08 27.73 778.66
MASSA ÚNICA, PARA RECEBIMENTO DE
PINTURA, EM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8,
PREPARO MECÂNICO COM BETONEIRA
8.3 87547 400L, APLICADA MANUALMENTE EM FACES M²
INTERNAS DE PAREDES, ESPESSURA DE
10MM, COM EXECUÇÃO DE TALISCAS.
AF_06/2014 112.11 16.22 1818.42
EMBOÇO OU MASSA ÚNICA EM
ARGAMASSA TRAÇO 1:2:8, PREPARO
8.4 87777 MANUAL, APLICADA MANUALMENTE EM M²
PANOS DE FACHADA COM PRESENÇA DE
VÃOS, ESPESSURA DE25 MM. AF_06/2014 59.23 42.04 2490.03
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA
PAREDES INTERNAS COM PLACAS TIPO
ESMALTADA EXTRA DE DIMENSÕES 20X20
8.5 87267 M²
CM APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA
MAIOR QUE 5 M² A MEIA ALTURA DAS
PAREDES. AF_06/2014 30.89 50.07 1546.56
Subtotal 7603.74
9 Pintura
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM
9.1 TINTA LÁTEX ACRÍLICA EM PAREDES, DUAS
88489 DEMÃOS. AF_06/2014 M² 171.34 10.52 1802.50
APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR
9.2 ACRÍLICO EM PAREDES, UMA DEMÃO.
88485 AF_06/2014 M² 171.34 1.72 294.70
Subtotal 2097.20

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
78

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural


(CONTINUAÇÃO)
10 Instalações Elétricas
ELETRODUTO FLEXÍVEL CORRUGADO,
PVC, DN 20 MM (1/2"), PARA CIRCUITOS
10.1 91831 TERMINAIS, INSTALADO EM FORRO - M
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 38.1 5.08 193.55
ELETRODUTO FLEXÍVEL CORRUGADO,
PVC, DN 20 MM (1/2"), PARA CIRCUITOS TE
10.2 91852 RMINAIS, INSTALADO EM PAREDE - M
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 25.35 5.71 144.75
INTERRUPTOR SIMPLES (1 MÓDULO),
10A/250V, INCLUINDO SUPORTE E PLACA
10.3 91953 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 3 18.99 56.97
INTERRUPTOR SIMPLES (2 MÓDULOS),
10A/250V, SEM SUPORTE E SEM PLACA -
10.4 91958 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 2 24.24 48.48
TOMADA ALTA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
2P+T 20 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA -
10.5 91993 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 1 30.71 30.71
TOMADA MÉDIA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
2P+T 10 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA -
10.6 91996 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 8 22.57 180.56
TOMADA BAIXA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
2P+T 10 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA -
10.7 92000 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 4 20.08 80.32
LUMINÁRIA TIPO PLAFON, DE SOBREPOR,
10.8 97592 COM 1 LÂMPADA LED - FORNECIMENTO E UN 7
INSTALAÇÃO. AF_11/2017 85.7 599.90
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 1,5
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA
10.9 91924 M
CIRCUITOS TERMINAIS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 129.5 1.62 209.79
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 2,5
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA
10.10 91926 M
CIRCUITOS TERMINAIS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 103.75 2.35 243.81
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 6
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA
10.11 91930 M
CIRCUITOS TERMINAIS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 50 5.1 255.00
Subtotal 2043.84

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DCEENG/UNIJUÍ, 2018
79

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural (CONTINUAÇÃO)


11 Instalações Hidrosanitarias
TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 100 MM, FORNECIDO E
11.1 89714 INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU M
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO.
AF_12/2014 13.2 37.91 500.412
CURVA LONGA 90 GRAUS, PVC, SERIE
NORMAL, ESGOTO PREDIAL, DN 100 MM,
JUNTA ELÁSTICA, FORNECIDO E
11.2 89750 UND
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO.
AF_12/2014 1 43.64 43.64
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 100 X 100 MM, JUNTA
11.3 89833 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
PRUMADA DE ESGOTO SANITÁRIO OU
VENTILAÇÃO.AF_12/2014 3 19.98 59.94
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 100 MM, JUNTA
11.4 89851 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
SUBCOLETOR AÉREO DE ESGOTO
SANITÁRIO . AF_12/2014 1 15.69 15.69
TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 50 MM, FORNECIDO E
11.5 89712 INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU M
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO.
AF_12/2014 3.5 19.79 69.265
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 50 MM, JUNTA
11.6 89732 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTOSANITÁRIO. AF_12/2014 1 7.61 7.61
JOELHO 90 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 50 MM, JUNTA
11.7 89801 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
PRUMADA DE ESGOTO SANITÁRIO OU
VENTILAÇÃO. AF_12/2014 4 4.11 16.44
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 50 X 50 MM, JUNTA ELÁSTICA,
11.8 89784 FORNECIDO E INSTALADO EM RAMAL DE UND
DESCARGA OU RAMAL DE ESGOTO
SANITÁRIO. AF_12/2014 2 12.55 25.1
TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 40 MM, FORNECIDO E
11.9 89711 INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU M
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO.
AF_12/2014 10.55 13.59 143.3745
JOELHO 90 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 40 MM, JUNTA
11.10 89724 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 4 5.39 21.56

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
80

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural


(CONTINUAÇÃO)
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 40 MM, JUNTA
11.11 89726 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 6 6.05 36.3
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 40 X 40 MM, JUNTA
11.12 89782 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 2 7.79 15.58

CAIXA DE INSPEÇÃO EM ALVENARIA DE


TIJOLO MACIÇO 60X60X60CM, REVESTIDA
INTERNAMENTO COM BARRA LISA
11.13 74104/001 UND
(CIMENTO E AREIA, TRAÇO 1:4) E=2,0CM,
COM TAMPA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO
E FUNDO DE CONCRETO 15MPA TIPO C -
ESCAVAÇÃO E CONFECÇÃO 3 135.23 405.69

CAIXA DE GORDURA SIMPLES EM


11.14 74051/002 UND
CONCRETO PRE-MOLDADO DN 40MM COM
TAMPA - FORNECIMENTO E INSTALACAO 1 136.73 136.73
FOSSA SÉPTICA EM ALVENARIA DE TIJOLO
CERÂMICO MACIÇO, DIMENSÕES
EXTERNAS DE 1,90X1,10X1,40 M, VOLUME
DE 1.500 LITROS, REVESTIDO
11.15 95463 UND
INTERNAMENTE COM MASSA ÚNICA E
IMPERMEABILIZANTE E COM TAMPA DE
CONCRETO ARMADO COM ESPESSURA DE
8 CM 1 1319.09 1319.09
SUMIDOURO EM ALVENARIA DE TIJOLO
CERAMICO MACIÇO DIAMETRO 1,40M E
11.16 74198/002ALTURA 5,00M, COM TAMPA EM UND
CONCRETO ARMADO DIAMETRO 1,60M E
ESPESSURA 10CM 1 1502.27 1502.27
Subtotal 4318.6915
12 Aberturas
JANELA DE AÇO DE CORRER, 2 FOLHAS,
12.1 FIXAÇÃO COM ARGAMASSA, COM VIDROS, M²
94560 PADRONIZADA. AF_07/2016 6.14 401.51 2465.2714

ADUELA / MARCO / BATENTE PARA PORTA


12.2 DE 80X210CM, FIXAÇÃO COM ARGAMASSA, UND
PADRÃO MÉDIO - FORNECIMENTO E
90816 INSTALAÇÃO. AF_08/2015_P 3 273.19 819.57
PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-
OCA (LEVE OU MÉDIA), 80X210CM,
12.3 90822 ESPESSURA DE 3,5CM, INCLUSO UND
DOBRADIÇAS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_08 3 383.22 1149.66

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81

APÊNDICE B – Orçamento Completo Sistema Construtivo Alvenaria Estrutural


(CONTINUAÇÃO)

PORTA EM AÇO DE ABRIR TIPO VENEZIANA


12.4 94807 SEM GUARNIÇÃO, 87X210CM, FIXAÇÃO UND
COM PARAFUSOS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_08/2015 2 552.34 1104.68
Subtotal 5539.1814
Alvenaria Estrutural Total = 44504.01

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
82

APÊNDICE C – Orçamento Completo Sistema Construtivo Painéis Pré-Moldados (CONTINUA)


ITEM Codigo Descrição UND QTD UNT Total
1 Serviços Preliminares

1.1 73859/002 CAPINA E LIMPEZA MANUAL DE TERRENO M²

200 1.22 244.00


ENTRADA DE ENERGIA ELÉTRICA AÉREA
MONOFÁSICA 50A COM POSTE DE
1.2 9540 CONCRETO, INCLUSIVE CABEAMENTO, UN
CAIXA DE PRETEÇÃO PARA MEDIDOR E
ATERRAMENTO. 1 1004.49 1004.49
KIT CAVALETE PARA MEDIÇÃO DE ÁGUA -
ENTRADA PRINCIPAL, EM PVC SOLDÁVEL
1.3 95641 DN 25 (¾ ) FORNECIMENTO E UN
INSTALAÇÃO (EXCLUSIVE HIDRÔMETRO).
AF_11/2016 1 223.55 223.55
LOCACAO CONVENCIONAL DE OBRA,
ATRAVÉS DE GABARITO DE TABUAS
1.4 74077/002 M²
CORRIDAS PONTALETADAS, COM
REAPROVEITAMENTO DE 10 VEZES. 44.14 3.97 175.24
Subtotal 1647.28
2 Movimentação de Terra
2.1 79473 CORTE E ATERRO COMPENSADO. M³ 100 5.03 503.00
ESCAVAÇÃO MANUAL DE VALAS.
2.2 93358 M³
AF_03/2016 (45cmx50cm) 9.4 60.4 567.76
REATERRO MANUAL APILOADO COM
2.3 M³
96995 SOQUETE. AF_10/2017 2.08 36.62 76.17
Subtotal 1146.93
3 Infraestrutura (Fundações)
LASTRO DE VALA COM PREPARO DE
FUNDO, LARGURA MENOR QUE 1,5 M, COM
3.1 94103 CAMA DA DE BRITA, LANÇAMENTO M³
MANUAL, EM LOCAL COM NÍVEL BAIXO DE
INTERFERÊNCIA. AF_06/2016 1.88 172.02 323.40
ALVENARIA DE EMBASAMENTO EM
TIJOLOS CERAMICOS MACICOS
3.2 95474 5X10X20CM, ASSEN TADO COM M³
ARGAMASSA TRACO 1:2:8 (CIMENTO, CAL
E AREIA )-(40cm) 3.41 578.52 1972.75
CINTA DE AMARRAÇÃO DE ALVENARIA
3.3 M
93204 MOLDADA IN LOCO EM CONCRETO 42.65 30.78 1312.77
IMPERMEABILIZACAO DE ESTRUTURAS
3.4 ENTERRADAS, COM TINTA ASFALTICA, M²
74106/001 DUAS DEMAOS 34.12 8.77 299.23
Subtotal 3908.15
4 Pavimentação
CAMADA HORIZONTAL DRENANTE C/
4.1 M³
83683 PEDRA BRITADA 1 E 2 1.90 97.11 184.51
LASTRO DE CONCRETO, PREPARO
MECÂNICO, INCLUSOS ADITIVO
4.2 M³
IMPERMEABILIZANTE, LANÇAMENTO E
83534 ADENSAMENTO 3.18 478.22 1520.74

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DCEENG/UNIJUÍ, 2018
83

APÊNDICE C – Orçamento Completo Sistema Construtivo Painéis Pré-Moldados (CONTINUAÇÃO)


REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PISO
4.3 COM PLACAS TIPO ESMALTADA EXTRA DE M²
87248 DIMENSÕES 35X35 CM 41.69 26.84 1118.96
Subtotal 2824.21
5 Parede

FORMAS MANUSEÁVEIS PARA PAREDES DE


5.1 91004 CONCRETO MOLDADAS IN LOCO, DE M²
EDIFICAÇÕES DE PAVIMENTO ÚNICO, EM
FACES INTERNAS DE PAREDES. AF_06/2015 153.62 11.84 1818.86
FORMAS MANUSEÁVEIS PARA PAREDES
DE CONCRETO MOLDADAS IN LOCO, DE
5.2 91006 EDIFICAÇÕES DE PAVIMENTO ÚNICO, EM M²
PLANOS DE FACHADA COM VÃOS.
AF_06/2015 49.1 10.91 535.68
FORMAS MANUSEÁVEIS PARA PAREDES
DE CONCRETO MOLDADAS IN LOCO, DE
5.3 91007 EDIFICAÇÕES DE PAVIMENTO ÚNICO, EM M²
PLANOS DE FACHADA SEM VÃOS.
AF_06/2015 31.46 9.75 306.74
ARMAÇÃO DO SISTEMA DE PAREDES DE
CONCRETO, EXECUTADA COMO
5.4 91597 Kg
ARMADURA NEGATIVA DE LAJES, TELA T-
196. AF_06/2015 364.15 5.15 1875.37
CONCRETAGEM DE PAREDES EM
EDIFICAÇÕES MULTIFAMILIARES FEITAS
COM SISTEMA DE FÔRMAS MANUSEÁVEIS
5.5 90857 COM CONCRETO USINADO BOMBEÁVEL, M³
FCK 20 MPA, LANÇADO COM BOMBA LANÇA
- LANÇAMENTO, ADENSAMENTO E
ACABAMENTO. AF_06/2 11.709 378.65 4433.61
Subtotal 8970.26
6 Cobertura
FABRICAÇÃO E INSTALAÇÃO DE
ESTRUTURA PONTALETADA DE MADEIRA
NÃO APARELHADA PARA TELHADOS COM
6.1 M²
ATÉ 2 ÁGUAS E PARA TELHA CERÂMICA OU
DE CONCRETO, INCLUSO TRANSPORTE
92565 VERTICAL. AF_12/2015 60.00 20.35 1221.00
TELHAMENTO COM TELHA CERÂMICA DE
ENCAIXE, TIPO PORTUGUESA, COM ATÉ 2 Á
6.2 M²
GUAS, INCLUSO TRANSPORTE VERTICAL.
94195 AF_06/2016 66.00 27.09 1787.94
CUMEEIRA PARA TELHA CERÂMICA
EMBOÇADA COM ARGAMASSA TRAÇO 1:2:9
6.3 (CIMENTO, CAL E AREIA) PARA TELHADOS M
COM ATÉ 2 ÁGUAS, INCLUSO TRANSPORTE
94221 VERTICAL. AF_06/2016 9.00 19.09 171.81
ESPELHO EUCALIPTO-20CM, COM PINTURA
6.4 M
- SOBRE FUNDO ESPECIFICO 28.22 22.34 630.43
Subtotal 3811.18

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
84

APÊNDICE C – Orçamento Completo Sistema Construtivo Painéis Pré-Moldados (CONTINUAÇÃO)


7 Forro
FORRO EM RÉGUAS DE PVC, FRISADO,
PARA AMBIENTES RESIDENCIAIS,
7.1 M²
INCLUSIVE ESTRUTURA DE FIXAÇÃO.
96111 AF_05/2017_P 54.29 36.42 1977.06
7.2 - RODA-FORRO DE PVC M 52.90 6.61 349.67
Subtotal 2326.73
8 Revestimento
REVESTIMENTO CERÂMICO PARA PAREDES
INTERNAS COM PLACAS TIPO ESMALTADA
EXTRA DE DIMENSÕES 20X20 CM
8.5 87267 M²
APLICADAS EM AMBIENTES DE ÁREA
MAIOR QUE 5 M² A MEIA ALTURA DAS
PAREDES. AF_06/2014 30.89 50.07 1546.56
Subtotal 1546.56
9 Pintura
APLICAÇÃO MANUAL DE PINTURA COM
9.1 TINTA LÁTEX ACRÍLICA EM PAREDES, DUAS
88489 DEMÃOS. AF_06/2014 M² 171.34 10.52 1802.50

9.2 APLICAÇÃO DE FUNDO SELADOR ACRÍLICO


88485 EM PAREDES, UMA DEMÃO. AF_06/2014 M² 171.34 1.72 294.70
Subtotal 2097.20
10 Instalações Elétricas
ELETRODUTO FLEXÍVEL CORRUGADO, PVC,
DN 20 MM (1/2"), PARA CIRCUITOS
10.1 91831 TERMINAIS, INSTALADO EM FORRO - M
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 38.1 5.08 193.55
ELETRODUTO FLEXÍVEL CORRUGADO,
PVC, DN 20 MM (1/2"), PARA CIRCUITOS TE
10.2 91852 RMINAIS, INSTALADO EM PAREDE - M
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 25.35 5.71 144.75
INTERRUPTOR SIMPLES (1 MÓDULO),
10A/250V, INCLUINDO SUPORTE E PLACA
10.3 91953 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 3 18.99 56.97
INTERRUPTOR SIMPLES (2 MÓDULOS),
10A/250V, SEM SUPORTE E SEM PLACA -
10.4 91958 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 2 24.24 48.48
TOMADA ALTA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
2P+T 20 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA -
10.5 91993 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 1 30.71 30.71
TOMADA MÉDIA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
2P+T 10 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA -
10.6 91996 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 8 22.57 180.56

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
85

APÊNDICE C – Orçamento Completo Sistema Construtivo Painéis Pré-Moldados (CONTINUAÇÃO)


TOMADA BAIXA DE EMBUTIR (1 MÓDULO),
2P+T 10 A, INCLUINDO SUPORTE E PLACA -
10.7 92000 UN
FORNECIMENTO E INSTALAÇÃO.
AF_12/2015 4 20.08 80.32
LUMINÁRIA TIPO PLAFON, DE SOBREPOR,
10.8 97592 COM 1 LÂMPADA LED - FORNECIMENTO E UN 7
INSTALAÇÃO. AF_11/2017 85.7 599.90
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 1,5
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA
10.9 91924 M
CIRCUITOS TERMINAIS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 129.5 1.62 209.79
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 2,5
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA
10.10 91926 M
CIRCUITOS TERMINAIS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 103.75 2.35 243.81
CABO DE COBRE FLEXÍVEL ISOLADO, 6
MM², ANTI-CHAMA 450/750 V, PARA
10.11 91930 M
CIRCUITOS TERMINAIS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_12/2015 50 5.1 255.00
Subtotal 2043.84
11 Instalações Hidrosanitarias

TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO


11.1 89714 PREDIAL, DN 100 MM, FORNECIDO E M
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 13.2 37.91 500.412

CURVA LONGA 90 GRAUS, PVC, SERIE


NORMAL, ESGOTO PREDIAL, DN 100 MM,
11.2 89750 UND
JUNTA ELÁSTICA, FORNECIDO E
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 1 43.64 43.64
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 100 X 100 MM, JUNTA
11.3 89833 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
PRUMADA DE ESGOTO SANITÁRIO OU
VENTILAÇÃO.AF_12/2014 3 19.98 59.94
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 100 MM, JUNTA
11.4 89851 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
SUBCOLETOR AÉREO DE ESGOTO
SANITÁRIO . AF_12/2014 1 15.69 15.69

TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO


11.5 89712 PREDIAL, DN 50 MM, FORNECIDO E M
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 3.5 19.79 69.265
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 50 MM, JUNTA
11.6 89732 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTOSANITÁRIO. AF_12/2014 1 7.61 7.61

Estudo Comparativo Entre os Sistemas Construtivos: Alvenaria Estrutural e Painéis Pré-Moldados Autoportantes
de Concreto Armado
86

APÊNDICE C – Orçamento Completo Sistema Construtivo Painéis Pré-Moldados (CONTINUAÇÃO)


JOELHO 90 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 50 MM, JUNTA
11.7 89801 ELÁSTICA, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
PRUMADA DE ESGOTO SANITÁRIO OU
VENTILAÇÃO. AF_12/2014 4 4.11 16.44
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 50 X 50 MM, JUNTA ELÁSTICA,
11.8 89784 FORNECIDO E INSTALADO EM RAMAL DE UND
DESCARGA OU RAMAL DE ESGOTO
SANITÁRIO. AF_12/2014 2 12.55 25.1

TUBO PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO


11.9 89711 PREDIAL, DN 40 MM, FORNECIDO E M
INSTALADO EM RAMAL DE DESCARGA OU
RAMAL DE ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 10.55 13.59 143.3745
JOELHO 90 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 40 MM, JUNTA
11.10 89724 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 4 5.39 21.56
JOELHO 45 GRAUS, PVC, SERIE NORMAL,
ESGOTO PREDIAL, DN 40 MM, JUNTA
11.11 89726 SOLDÁVEL, FORNECIDO E INSTALADO EM UND
RAMAL DE DESCARGA OU RAMAL DE
ESGOTO SANITÁRIO. AF_12/2014 6 6.05 36.3
TE, PVC, SERIE NORMAL, ESGOTO
PREDIAL, DN 40 X 40 MM, JUNTA SOLDÁVEL,
11.12 89782 FORNECIDO E INSTALADO EM RAMAL DE UND
DESCARGA OU RAMAL DE ESGOTO
SANITÁRIO. AF_12/2014 2 7.79 15.58

CAIXA DE INSPEÇÃO EM ALVENARIA DE


TIJOLO MACIÇO 60X60X60CM, REVESTIDA
INTERNAMENTO COM BARRA LISA
11.1374104/001 UND
(CIMENTO E AREIA, TRAÇO 1:4) E=2,0CM,
COM TAMPA PRÉ-MOLDADA DE CONCRETO
E FUNDO DE CONCRETO 15MPA TIPO C -
ESCAVAÇÃO E CONFECÇÃO 3 135.23 405.69
CAIXA DE GORDURA SIMPLES EM
11.1474051/002CONCRETO PRE-MOLDADO DN 40MM COM UND
TAMPA - FORNECIMENTO E INSTALACAO 1 136.73 136.73
FOSSA SÉPTICA EM ALVENARIA DE TIJOLO
CERÂMICO MACIÇO, DIMENSÕES
EXTERNAS DE 1,90X1,10X1,40 M, VOLUME
DE 1.500 LITROS, REVESTIDO
11.15 95463 UND
INTERNAMENTE COM MASSA ÚNICA E
IMPERMEABILIZANTE E COM TAMPA DE
CONCRETO ARMADO COM ESPESSURA DE
8 CM 1 1319.09 1319.09

Ederson Rafael Rogoski (eder.rogoski95@hotmail.com). Trabalho de Conclusão de Curso. Santa Rosa


DCEENG/UNIJUÍ, 2018
87

APÊNDICE C – Orçamento Completo Sistema Construtivo Painéis Pré-Moldados (CONTINUAÇÃO)


SUMIDOURO EM ALVENARIA DE TIJOLO
CERAMICO MACIÇO DIAMETRO 1,40M E
11.16 74198/002 ALTURA 5,00M, COM TAMPA EM CONCRETO UND
ARMADO DIAMETRO 1,60M E ESPESSURA
10CM 1 1502.27 1502.27
Subtotal 4318.692
12 Aberturas
JANELA DE AÇO DE CORRER, 2 FOLHAS,
12.1 FIXAÇÃO COM ARGAMASSA, COM VIDROS, M²
94560 PADRONIZADA. AF_07/2016 6.14 401.51 2465.271

ADUELA / MARCO / BATENTE PARA PORTA


12.2 DE 80X210CM, FIXAÇÃO COM ARGAMASSA, UND
PADRÃO MÉDIO - FORNECIMENTO E
90816 INSTALAÇÃO. AF_08/2015_P 3 273.19 819.57
PORTA DE MADEIRA PARA PINTURA, SEMI-
OCA (LEVE OU MÉDIA), 80X210CM,
12.3 90822 ESPESSURA DE 3,5CM, INCLUSO UND
DOBRADIÇAS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_08 3 383.22 1149.66

PORTA EM AÇO DE ABRIR TIPO VENEZIANA


12.4 94807 SEM GUARNIÇÃO, 87X210CM, FIXAÇÃO UND
COM PARAFUSOS - FORNECIMENTO E
INSTALAÇÃO. AF_08/2015 2 552.34 1104.68
Subtotal 5539.181
Painéis Pré-Moldados Autoportantes Total = 40180.21

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de Concreto Armado

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