Você está na página 1de 7

Ministério da Saúde

Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde


Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos
Coordenação-Geral de Assistência Farmacêutica e Medicamentos Estratégicos

NOTA TÉCNICA Nº 7/2020-CGAFME/DAF/SCTIE/MS

1. ASSUNTO
1.1. Disponibilização dos medicamentos para tratamento de
Toxoplasmose.
2. DA ANÁLISE
2.1. A Toxoplasmose é causada pelo parasito Toxoplasma gondii, sendo
uma infecção comum e de manifestação clínica rara (1, 2). As principais vias de
transmissão são: oral (água e alimento contaminados) e congênita (vertical) (1,
2, 3).

2.2. Mulheres grávidas imunocomprometidas e infectadas antes de sua


gravidez também podem desenvolver a fase aguda e transmitir o agente
etiológico ao feto (5). Embora se considere que a gestante suscetível (que não
teve contato com o agente etiológico) seja o principal foco das medidas
preventivas, todas as gestantes devem ser instruídas sobre os cuidados de
prevenção primária (6). Crianças infectadas durante a gestação são muitas
vezes assintomáticas no momento do nascimento (3). Após a infecção aguda, o
parasita persiste por toda a vida do hospedeiro sem apresentar repercussões
clínicas em pessoas imunocompetentes, podendo reativar se a pessoa tornar-se
imunossuprimida (1, 4, 5).
2.3. O dano ao feto é frequentemente mais grave quanto mais cedo
ocorrer a transmissão, podendo causar aborto espontâneo, óbito fetal,
microcefalia e outras sequelas no recém-nascido. Embora muitas crianças
infectadas durante a gestação não apresentem sinais e sintomas no momento
do nascimento (assintomáticas) (3), podem desenvolver sequelas tardias, como
perda da visão, deficiência mental, convulsões, etc. (5)
2.4. A toxoplasmose é a causa mais comum de lesões expansivas
cerebrais em Pessoas Vivendo com HIV. A neurotoxoplasmose (NTX) está entre
as infecções oportunistas definidoras de AIDS.
3. DA EPIDEMIOLOGIA
3.1. A toxoplasmose gestacional, toxoplasmose congênita e
toxoplasmose em PVHIV são de notificação compulsória conforme a Portaria de
Consolidação nº 4, de 28 de setembro de 2017, anexo 1 do anexo V. Destas
três formas, apenas HIV/AIDS possui ficha de notificação específica no Sinan.
As outras formas devem ser notificadas na ficha de notificação individual.
3.2. Todos os casos suspeitos de toxoplasmose gestacional, congênita e
em PVHIV devem ser notificados. Os serviços de saúde também devem estar
atentos às gestantes imunocomprometidas que apresentarem toxoplasmose
crônica.

Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 1


3.3. É importante respeitar as especificidades das notificações das
Pessoas vivendo com Vírus da Imunodeficiência Humana (PVHIV) para evitar
duplicidade ou subnotificação.
3.4. Atualmente, os dados relacionados às formas de toxoplasmose
estão desagregados em diversos sistema de informação, como Gerenciador de
Ambiente Laboratorial – GAL, Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos –
SINASC, Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM, SISPRENATAL, sendo o
sistema oficial para notificação de casos de doenças de notificação compulsória
o Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN.
3.5. A maioria dos dados sobre a prevalência de toxoplasmose no Brasil
ainda é obtido por trabalhos acadêmicos pontuais realizados em várias regiões
brasileiras. Isto reforça a necessidade de conhecer a magnitude da doença com
dados oficiais. As informações epidemiológicas provenientes da notificação
compulsória servem como base para estimar a carga da doença no país, o
estabelecimento de medidas de prevenção e controle, visando o aprimoramento
das ações de educação em saúde, avaliação da inserção de notificação
compulsória para outras formas da doença, planejamento da aquisição e
distribuição de medicamentos e insumos para diagnóstico.
3.6. O conhecimento da magnitude da doença, atualmente negligenciada,
a partir desses dados é um passo para que a toxoplasmose passe a ter
visibilidade necessária e, para proporcionar adequado planejamento das ações
de saúde, execução dos investimentos de recursos públicos para o tratamento,
prevenção, controle, reabilitação e prestação de contas aos órgãos de controle.
4. DO TRATAMENTO
4.1. O Ministério da Saúde (8) recomenda que as gestantes com infecção
aguda sejam tratadas com o esquema vigente, administrando Espiramicina,
Pirimetamina; Sulfadiazina e Ácido folínico – este medicamento é imprescindível
para a prevenção de aplasia medular causada pela Pirimetamina – de acordo
com a idade gestacional e exames.
4.2. A Sociedade Brasileira de Infectologia e protocolos nacionais e
internacionais informam que:

A necessidade e o tempo de tratamento serão determinados


pelas manifestações, locais de acometimento e principalmente
estado imunológico da pessoa que está doente.
Em relação aos imunocompetentes, esclarecem que, quando as
manifestações clínicas acontecem, geralmente são benignas
dispensando tratamento medicamentoso. Também não é
recomendado o tratamento profilático.
A toxoplasmose ocular (corioretinite) deve ser tratada.
Infecções em imunocomprometidos sempre devem ser tratadas.
Recomenda-se que todas as PVHIV que apresentem sinais
clínicos compatíveis e exame de imagem sugestivo de
neurotoxoplasmose (NTX) sejam tratadas para essa infecção.
Uma sorologia IgG anti-T. gondii não reagente torna o
diagnóstico menos provável, mas não o exclui, devendo ser
mantido o tratamento até definição diagnóstica (9).

5. DA DISPONIBILIZAÇÃO DO MEDICAMENTO
5.1. No dia 28 de abril de 2017 em deliberação na CIT - Comissão
Intergestores Tripartite, foi pactuado entre as três esferas de governo a
centralização da aquisição e financiamento dos medicamentos espiramicina,

Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 2


pirimetamina e sulfadiazina. A partir da publicação da Portaria n° 1.897, de 26
de julho de 2017, que estabelece a versão 2017 da RENAME, esses
medicamentos, com exceção do Ácido Folínico, passaram a compor a Relação
Nacional de Medicamentos do Componente Estratégico da Assistência
Farmacêutica, Anexo II da (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais)
RENAME 2017, sendo assim, a sua aquisição e financiamento passaram a ser de
responsabilidade do Ministério da Saúde, cabendo aos estados e Distrito
Federal, o recebimento, armazenamento e a distribuição desses medicamentos
aos municípios.
5.2. Em setembro de 2017 foi encaminhada para as Assistências
Farmacêuticas Estaduais a Nota Técnica nº 36-SEI/2017-CGAFME/DAF/SCTIE/MS,
com o objetivo de elucidar a centralização da aquisição dos medicamentos
Espiramicina, Pirimetamina e Sulfadiazina para tratamento de toxoplasmose
gestacional, bem como definir os prazos para início da distribuição pelo
Ministério da Saúde. Além disto, as Unidades Federadas também foram
informadas que a aquisição desses três medicamentos para tratamento de
toxoplasmose gestacional permaneceriam sob a responsabilidade dos estados,
Distrito Federal e municípios até a conclusão dos processos de aquisição pelo
Ministério da Saúde.
5.3. Assim, esses medicamentos, espiramicina 500 mg, comprimido;
pirimetamina 25 mg, comprimido; e sulfadiazina 500 mg, comprimido,
permanecem sendo fornecidos pelo Ministério da Saúde aos Estados e
Distrito Federal, em pautas trimestrais, obedecendo à programação anual
realizada entre as equipes nacionais e estaduais da Assistência Farmacêutica e
Vigilância Epidemiológica. Ademais, conforme pactuado na Oficina de
Programação, ocorrida em novembro de 2019, em Brasília, deverão ser
submetidas pelos Estados e Distrito Federal, trimestralmente, de acordo com
calendário previamente instituído, as prestações de contas, elucidada no Anexo
1.
5.4. O folinato de cálcio (ácido folínico), o qual compõe junto à
pirimetamina e sulfadiazina, o esquema tríplice, permanece alocado ao Anexo I
da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais, competindo ao ente municipal
a sua aquisição e fornecimento à população, ressalvadas as variações de
organização pactuadas por estados e regiões de saúde. Lembramos que não se
deve confundir ácido folínico com o ácido fólico, também disponibilizado na rede
pública, por meio do Componente Básico da Assistência Farmacêutica.
5.5. Esta Nota Informativa está de acordo com a Resolução nº 588, de 12
de julho de 2018, artigos 11 (XVI, XXI, XXII e XXIII), 12 (XXI e XXII) e 13
(XVIII e XIX) instituiu a Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS).
6. DA PROGRAMAÇÃO
6.1. Conforme acordado na I Oficina de Programação de
Medicamentos, realizada em novembro de 2019, as Secretarias Estaduais de
Saúde, por meio das Coordenações Estaduais envolvidas, deverão enviar ao
Ministério da Saúde, a prestação de contas, no formato do Anexo 1 a esta nota.
6.2. A prestação de contas destina-se ao monitoramento do uso dos
medicamentos distribuídos pelo Ministério da Saúde, bem como a avaliar a
execução da Programação Anual dos Medicamentos, de forma a subsidiar as
estratégias de acesso ao tratamento da toxoplasmose no país.
6.3. Os quantitativos programados na Programação Anual serão
destinados às Unidades Federadas compulsoriamente e obedecendo ao
calendário de distribuição pactuado (Item 6.8).
6.4. A qualquer tempo os estados e Distrito Federal poderão solicitar
pautas adicionais ou supressão total ou parcial dos quantitativos programados,
Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 3
desde que devidamente justificado.
6.5. Complementarmente, os medicamentos fornecidos pelo Ministério da
Saúde devem ser disponibilizados mediante os seguintes documentos:

Prescrição médica com assinatura, data e número do cadastro


profissional do prescritor legíveis;
Número da ficha de notificação individual do SINAN
devidamente preenchida e legível ou número da notificação, data
de nascimento, sexo, condição para tratamento (gestante com
infecção aguda; imunodeprimido com infecção aguda; outra, citar
qual), idade gestacional e a data da dispensação.
Obs. o número da notificação no relatório (Anexo 1) é
indispensável para as doenças de notificação compulsória.

6.6. Sugerimos que o planejamento da distribuição no âmbito estadual e


o relatório (Anexo 1) sejam realizados em conjunto entre a Assistência
Farmacêutica, a Coordenação de Saúde das Mulheres, a Vigilância
Epidemiológica, Prevenção e Controle das IST, HIV/AIDS e das Hepatites Virais,
e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).
6.7. Fluxo das distribuições dos medicamentos, do Ministério da Saúde
para os Estados e o DF:

6.8. Calendário de Distribuição:


Pauta de distribução Distribuição/ Fornecimento Período da Cobertura
1ª 2° quinzena de março 2° Trimestre
2ª 2° quinzena de junho 3° Trimestre
3ª 2° quinzena de setembro 4° Trimestre
4ª dezembro 1° Trimestre

6.9. Calendário de Prestação de Contas:

Prestação de Período da prestação de Prazo para prestação de


Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 4
contas contas contas
1ª dezembro a fevereiro Até 15 de março
2ª março a maio Até 15 de junho
3ª junho a agosto Até 15 de setembro
4ª setembro a novembro Até 15 de dezembro

7. CONCLUSÃO
7.1. Diante do exposto, o tratamento será disponibilizado mediante o
envio dos documentos e informações de que trata o item 6 da presente Nota
Informativa, devem ser remetidas ao Ministério da Saúde
(nucleoendemias@saude.gov.br e toxoplasmose@saude.gov.br), atendendo
ao calendário de distribuições exposto no item 6.9.
7.2. Frisamos que a não disponibilização das informações solicitadas no
prazo citado no item 6 prejudicará o planejamento das pautas de distribuição e
envio dos medicamentos nas quantidades ideais.
7.3. Para eventuais esclarecimentos, as mensagens deverão ser
enviadas para nucleoendemias@saude.gov.br e toxoplasmose@saude.gov.br.
8. REFERÊNCIAS UTILIZADAS

1. Organización Panamericana de la Salud. Zoonosis y enfermedades


transmisibles comunes al hombre y a los animales: parasitosis. Sección A:
protozoosis. 3.ª ed. Washington, D.C.: OPS, © 2003. 3 vol. — (Publicación
Científica y Técnica No. 580). ISBN 92 75 31991 X – Obra completa, 3
volúmenes. ISBN 92 75 31993 6 – Vol. 3
2. CDC, Centers for Disease Control and Prevention. CDC twenty four seven.
Saving Lives, Protecting People. Parasites - Toxoplasmosis (Toxoplasma
infection) http://www.cdc.gov/parasites/toxoplasmosis/epi.html, atualizado
em 26/03/2015, acessado em xx/07/2016 Steven M. Teutsch, 1979;
3. Steven M. Teutsch, M.D., M.P.H., Dennis D. Juranek, D.V.M., M.SC.,
Alexander Sulzer, Ph.D., J. P. Dubey, M.V.SC, Ph.D., and R. Keith Sikes,
D.V.M., M.P.H.Free Preview. Epidemic Toxoplasmosis Associated with
Infected Cats. N Engl J Med 1979; 300:695-699March 29, 1979DOI:
10.1056/NEJM197903293001302;
4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento
de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido :
guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de
Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 2.
ed. atual. – Brasília : Ministério da Saúde, 2014;
5. CDC, Centers for Disease Control and Prevention. CDC twenty four seven.
Saving Lives, Protecting People. Parasites - Toxoplasmosis (Toxoplasma
infection) http://www.cdc.gov/parasites/toxoplasmosis/disease.html,
atualizado em 10/07/2014, acessado em 15/03/2016;
6. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento
de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco [recurso eletrônico]
/ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Atenção Básica. – 1. ed. rev. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde,
2013. 318 p.: il. – (Cadernos de Atenção Básica, n° 32);
7. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento
de Ações Programáticas Estratégicas. Área Técnica de Saúde da Mulher.
Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual
técnico/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento
de Ações Programáticas Estratégicas – Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 5
163 p.;
8. Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das
Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-Libanês de Ensino e
Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il;
9. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.
Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções
Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Protocolo
Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em
Adultos – Brasília : Ministério da Saúde, 2018. 412 p.

ALVIMAR BOTEGA
Coordenador-Geral
CGAFME/DAF/SCTIE/MS

EVANDRO DE OLIVEIRA LUPATINI


Diretor-Substituto
DAF/SCTIE/MS

MARCELO YOSHITO WADA


Coordenador-Geral
CGZV/DEIDT/SVS/MS

JULIO HENRIQUE ROSA CRODA


Diretor
DEIDT/SVS/MS

Documento assinado eletronicamente por Alvimar Botega,


Coordenador(a)-Geral de Assistência Farmacêutica e Medicamentos
Estratégicos, em 17/01/2020, às 17:49, conforme horário oficial de Brasília,
com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de
2015; e art. 8º, da Portaria nº 900 de 31 de Março de 2017.
Documento assinado eletronicamente por Evandro de Oliveira Lupatini,
Diretor(a) do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos
Estratégicos, Substituto(a), em 17/01/2020, às 20:08, conforme horário
oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de
8 de outubro de 2015; e art. 8º, da Portaria nº 900 de 31 de Março de 2017.
Documento assinado eletronicamente por Julio Henrique Rosa Croda,
Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, em
20/01/2020, às 19:29, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento
no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015; e art. 8º, da
Portaria nº 900 de 31 de Março de 2017.

Documento assinado eletronicamente por Marcelo Yoshito Wada,


Coordenador(a)-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de
Transmissão Vetorial, em 21/01/2020, às 16:58, conforme horário oficial
de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de
outubro de 2015; e art. 8º, da Portaria nº 900 de 31 de Março de 2017.

A autenticidade deste documento pode ser conferida no site

Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 6


http://sei.saude.gov.br/sei/controlador_externo.php?
acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0, informando o
código verificador 0013012173 e o código CRC 77CBA9C5.

Referência: Processo nº 25000.002458/2020-86 SEI nº 0013012173

Coordenação-Geral de Assistência Farmacêutica e Medicamentos Estratégicos - CGAFME


Esplanada dos Ministérios, Bloco G - Bairro Zona Cívico-Administrativa, Brasília/DF, CEP 70058-900
Site - saude.gov.br

Nota Técnica 7 (0013012173) SEI 25000.002458/2020-86 / pg. 7