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ATIVIDADE AVALIATIVA A1

PRATICA
CONSTITUCIONAL

CASO INTERDISCIPLINAR: PRÁTICA CONSTITUCIONAL


CASO 01

Integrantes do Grupo:

GUILHERME AUGUSTO PIRES – RA: 819226699


JAQUELINE S. LÚCIO DOS SANTOS – RA: 819224514
ROBERTO CRISTIAN TAVARES – RA: 819227908
VIVYANNE G. SOUSA DA SILVA – RA: 816123559

SÃO PAULO/SP 2021


CASO 1

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO


ESTADO BETA

SINDICATO DOS SERVIDORES, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no


CNPJ sob o nº, com sede na Rua, n, Bairro, Cidade/UF, CEP, com endereço
eletrônico, representado neste ato por sua presidente AUXILIADORA,
brasileira, estado civil, servidora pública, inscrita no CPF sob o nº, residente e
domiciliada na Rua, número, Bairro, Cidade/UF, CEP, com endereço eletrônico,
vêm, através de seus advogados ao final assinados, conforme procuração em
anexo, com respeito e acatamento devidos à presença de Vossa Excelência,
impetrar o presente, MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO, contra omissão
do GOVERNO DO ESTADO BETA, com fundamentos no Art. 5ª, inciso LXXI
da CF/88 e Lei 13.300 de 2016, em razão de ausência do órgão do poder
legislativo em regulamentar o direito ao adicional noturno, pelos motivos a
seguir delineados:

1 - DOS FATOS

A impetrante foi criada em 1998, com a finalidade de representar a classe dos


servidores públicos do Estado Beta, garantido a esses trabalhadores os direitos
inerentes a profissão deles. Os servidores públicos do Estado Beta que
exercem atividades noturnas não recebem adicional noturno, pois não há
regulamentação legislativa, sendo este direito, inclusive, garantia
constitucional. No entanto, a casa legislativa do respectivo Estado, apesar de
todos os anos após a Constituição Federal de 1988, encontra-se em mora
legislativa, deixando os seus servidores públicos que laboram no período
noturno desamparados. Constata-se, por fim, o desrespeito a norma
constitucional por mora legislativa.

2 - DO DIREITO

2.1 – DO CABIMENTO E LEGITIMIDADE DO SINDICATO

O Cabimento do presente Mandado de Injunção visa à defesa dos interesses


dos filiados do impetrante na proteção do direito ao adicional noturno, em razão
de omissão legislativa, conforme o disposto no Art. 5º, inciso LXXI, da CRFB/88
e na Lei nº 13.300/16. Vale anotar que o Sindicato possui legitimidade ativa
para defender os interesses da categoria, dispensada autorização especial dos
filiados, na forma do Art. 12, inciso III, da Lei 13.300/16. Observe-se também a
legitimidade passiva do Sr. Governador do Estado na medida em que as regras
constitucionais estaduais de competência devem observar, por simetria, o que
determina o Art. 61, § 1º, II, alínea ´a´, da CRFB/88.

3) DA MORA LEGISLATIVA

O direito ao benefício de adicional noturno é concedido aos servidores públicos


que exercem atividade laboral noturna e é garantido em razão de previsão
constitucional contida no Art. 7º, inciso IX, e no Art. 39, § 3º, ambos da
CRFB/88, devendo cada ente federativo regulamentar o referido benefício por
meio de lei. Portanto, evidenciada a omissão legislativa há de ser concedida a
injunção para que o Governador promova a edição da norma regulamentadora,
garantindo-se a efetividade do direito à percepção do adicional noturno no
percentual de 20% em relação à hora normal de trabalho, conforme
disposições, aplicáveis por analogia, contidas no Art. 73 da Consolidação das
Leis do Trabalho, com eficácia para todos os servidores estaduais no exercício
de atividade laboral noturna, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo
determinado.

4 - DOS PEDIDOS

Ex positis, requer que Vossa Excelência receba a presente em todos os seus


termos, e determine:

a) Que o presente mandado de injunção seja recebido em todos os seus


termos, julgando totalmente procedente seus pedidos, para que a omissão não
persista, haja vista estar lesando direitos e garantias individuais, e, por
consequência, que seja aplicado analogicamente o direito ao adicional noturno
da iniciativa privada;

b) a notificação da autoridade coatora (Governador do Estado Beta), para que,


caso achar necessário, preste informações sobre a lide, conforme art. 5º da lei
13.300 de 2016;
c) a condenação do impetrado em custas processuais;

d) a intimação do Ministério Público, na pessoa do seu representante, para no


prazo de 10 dias emitir seu parecer, com fulcro no art. 7º da lei 13.300 de 2016;

e) A produção de todos os meios de prova admitidos em direito, conforme Art.


369 e seguintes do Código de Processo Civil de 2015;

Dá-se a causa o valor de R$ XXX.XXX.XX, para efeitos legais.

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

DATA...

Advogado...

OAB/XX...

CASO 2

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