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DATA: 03.12.

2019
DISCIPLINA: Português
TURMA: TESTE DO MÓDULO MÓDULO: 1.1
Ano Letivo 2019/2020 AUTOR: Paula Marçal

ENUNCIADO
Textos Medievais

Grupo I
A
Lê o seguinte excerto do Capítulo 11 da Crónica de D. João I de Fernão Lopes e consulta as notas,
se necessário.

1 O Page do Meestre que estava aa porta, como 1 lhe disserom que fosse pela vila segundo já
era percebido2, começou d’ ir rijamente a galope em cima do cavalo em que estava, dizendo
altas vozes, braadando pela rua:
– Matom o Meestre! matom o Meestre nos Paaços da Rainha! Acorree ao Meestre que
5 matam!
E assi chegou a casa d’Alvoro Paaez3 que era dali grande espaço.
As gentes que esto ouviam, saiam aa rua veer que cousa era; e começando de falar uũs
com os outros, alvoraçavom-se nas voontades 4, e começavom de tomar armas cada uũ como
melhor e mais asinha5 podia. Alvoro Paaez que estava prestes e armado com ũa coifa 6 na
10 cabeça segundo usança daquel tempo, cavalgou logo a pressa em cima duũ cavalo que anos
havia que nom cavalgara; e todos seus aliados com ele, braadando a quaes quer que achava
dizendo:
– Acorramos ao Meestre, amigos, acorramos ao Meestre, ca 7 filho é del-Rei dom Pedro.
E assi braadavom el e o Page indo pela rua.
15 Soarom as vozes do arroido pela cidade ouvindo todos braadar que matavom o Meestre; e
assi como viuva que rei nom tiinha, e como se lhe este ficara em logo 8 de marido, se moverom
todos com mão armada, correndo a pressa pera u 9 deziam que se esto fazia, por lhe darem vida
e escusar morte. Alvoro Paaez nom quedava 10 d‘ ir pera alá11, braadando a todos:
– Acorramos ao Meestre, amigos, acorramos ao Meestre que matam sem por quê!
20 A gente começou de se juntar a ele, e era tanta que era estranha cousa de veer. Nom
cabiam pelas ruas principaes, e atrevessavom logares escusos 12, desejando cada uῦ de seer o
primeiro; e preguntando uῦs aos outros quem matava o Meestre, nom minguava 13 quem
responder que o matava o Conde Joam Fernandez, per mandado da Rainha.
E per voontade de Deos todos feitos duῦ coraçom com talente 14 de o vingar, como forom
25 aas portas do Paaço que eram já çarradas 15, ante que chegassem, com espantosas palavras
começarom de dizer:
– U matom o Meestre? que é do Meestre? Quem çarrou estas portas?
Ali eram ouvidos brados de desvairadas 16 maneiras. Taes i havia que certeficavom que o
Meestre era morto, pois as portas estavom çarradas, dizendo que as britassem 17 para entrar
dentro, e veeriam que era do Meestre, ou que cousa era aquela.
Fernão Lopes, in Teresa Amado (apresentação crítica), Crónica de D. João I de Fernão Lopes
(textos escolhidos), ed. revista, Lisboa, Editorial Comunicação, 1992.

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8
NOTAS em logo: em lugar de;
1 9
como: quando; u: onde;
2 10
segundo já era percebido: combinado; nom quedava: não parava;
3 11
Alvoro Paaez: burguês bastante rico, padrasto alá: lá;
de João das Regras, que fora chanceler-mor dos 12
escusos: escondidos, pouco frequentados;
reis D. Pedro e D. Fernando; tornou-se o chefe da
13
insurreição de 1383; minguava: faltava;
4 14
alvoraçavom-se nas voontades: revoltavam-se; talente: vontade;
5 15
asinha: depressa; çarradas: fechadas;
6 16
coifa: parte da armadura que defendia a cabeça; britassem: arrombassem.
7
ca: porque;

1. Demonstra que as ações do Pajem e de Álvaro Pais obedecem a um plano previamente


estabelecido, justificando com citações textuais pertinentes.

2. Transcreve uma expressão que demonstre o recurso às sensações visuais e comenta a sua
expressividade.

3. Explica de que forma a noção de identidade nacional está presente neste excerto,
justificando com citações textuais pertinentes.

4. Transcreve uma expressão que demonstre que o discurso de Fernão Lopes se pauta, entre
outras características, pelo coloquialismo que confere à ação.

5. Identifica o recurso expressivo presente na expressão: “por lhe darem vida e escusar
morte” (ll. 16 -17).

Lê a seguinte cantiga.

1 Senhor fremosa, tam gram coita hei


por vós que bom conselho nom me sei1, Notas
cuidand'em2 vós, mia senhor mui fremosa. 1
que bom conselho nom me sei
– que não conheço nenhum
Por vós, que vi melhor doutras falar
bom remédio para mim
5 e parecer, nom me sei conselhar,
2
cuidand'em vós, mia senhor mui fremosa. cuidand’em – pensando em
3
conselhar – encontrar solução
Nom mi queredes mia coita creer:
creer-mi-a-edes, pois4 que eu morrer 4 pois - depois
cuidand'em vós, mia senhor mui fremosa.

Bernal de Bonaval, B1068/V6549 Cantigas Medievais Galego Portuguesas, Lisboa, Instituto de Estudos
Medievais, FCSH/NOVA (consultado em novembro de 2019, disponível em: http://cantigas.fcsh.unl.pt).

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6. Identifica o género a que a cantiga pertence, indicando três características que o comprovem.

7. Indica dois traços caracterizadores da “senhor”, comprovando com expressões do texto.

8. Faz a análise formal da cantiga.

Nas respostas aos itens de escolha múltipla, seleciona a opção correta.


Escreve, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

9. Classifica cada uma das afirmações acerca da poesia trovadoresca como verdadeira (V) ou falsa
(F).

a) Nas cantigas de amor, o trovador apresenta-se a si próprio através da designação


“senhor”.
b) Nas cantigas de escárnio, o sujeito de enunciação é a donzela apaixonada.
c) É frequente a referência à Natureza, nas cantigas de amor.
d) Nas cantigas de amigo, o sujeito poético sofre sempre a coita de amor.
e) É frequente assistir, nas cantigas de amigo, à angústia da donzela, motivada pela ausência
do seu amado.
f) Um dos recursos expressivos mais frequentes nas cantigas de escárnio e maldizer é a
ironia.
g) O sentimento amoroso é o tema central das cantigas de amor e de amigo.
h) Nas cantigas de amigo, a donzela expressa, por vezes, a sua alegria e felicidade.
i) As cantigas de maldizer distinguem-se das de escárnio pelo facto de nas primeiras se fazer
referência direta ao alvo da crítica.
j) Nas cantigas de escárnio e maldizer são criticados, por vezes, os comportamentos dos
nobres.

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Grupo II
Nas respostas aos itens de escolha múltipla, seleciona a opção correta.
Escreve, na folha de respostas, o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.

25 de Abril de 1974
Na madrugada do dia 25 de abril de 1974 Lisboa assistiu a um movimento militar inusual.
Homens e veículos avançam, através da noite, pela capital do império e vão ocupando, sem
resistência visível, vários alvos estratégicos, com o objetivo de derrubar o regime vigente.
Os militares golpistas, autodenominados Movimento das Forças Armadas – MFA –, são
5 comandados, secretamente, a partir do Quartel da Pontinha, em Lisboa, por Otelo Saraiva de
Carvalho, um dos principais impulsionadores da ação.
A par das movimentações em Lisboa no 25 de abril de 1974, também no Porto os militares
tomam posições. São ocupados o Quartel-General da Região Militar do Porto, o Aeroporto de
Pedras Rubras e as instalações da RTP.
10 Aos homens da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, comandados por Salgueiro Maia,
coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço e dos ministérios ali
instalados.
Mais tarde, Salgueiro Maia desloca parte das suas tropas para o Quartel do Carmo onde
está o chefe do governo, Marcelo Caetano, que acaba por se render no final do dia com
15 apenas uma exigência: entregar as responsabilidades de governação ao General António
Spínola, oficial que não pertencia ao MFA, para que “o poder não caia nas ruas”. O Presidente
do Conselho, que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder, é transportado para a
Madeira e daí enviado para o exílio no Brasil.
Por detrás dos acontecimentos do dia 25 de abril de 1974 estão mais de 40 anos de um
20 regime autoritário, que governava em ditadura e fazia uso de todos os meios ao seu alcance
para reprimir as tentativas de transição para um estado de direito democrático.
A censura, a PIDE e a Legião e a Mocidade Portuguesas são alguns exemplos do que os
cidadãos tinham de enfrentar no seu dia a dia. Por outro lado, a pobreza, a fome e a falta de
oportunidades para um futuro melhor, frutos do isolamento a que o país estava votado há
25 décadas, provocaram um fluxo de emigração que agravava, cada vez mais, as fracas condições
da economia nacional.
Mas a gota de água que terá estado na origem da ação revolucionária dos militares que,
durante tantos anos tinham apoiado e ajudado a manter o regime, foi a Guerra Colonial em
África.
30 Internacionalmente o país era pressionado para acabar com a guerra e permitir a

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autodeterminação das populações das colónias. A falta de armas nas forças portuguesas era
proporcional ao aumento de meios dos movimentos independentistas. Os soldados
portugueses morriam às centenas a milhares de quilómetros de casa.
Todos estes fatores contribuíram para um descontentamento crescente entre as forças
35 armadas, sobretudo entre os oficiais de patentes inferiores, o que levou à organização e
concretização de um golpe militar contra o regime do Estado Novo. O 25 de Abril de 1974
ficará, assim, para sempre, na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros
passos em direção à democracia.
In http://www.historiadeportugal.info/25-de-abril-de-1974/ (com adaptações).

1. O 25 de Abril foi um movimento revolucionário


(A) de caráter excecional.
(B) ocorrido, em Portugal, no século XIX.
(C) que tinha como intuito derrubar o regime democrático português.
(D) maioritariamente de cariz civil.

2. Os protagonistas da revolução do 25 de Abril


(A) encontraram grande resistência face à sua ação.
(B) ocuparam espaços cirúrgicos das principais cidades portuguesas.
(C) foram apoiados pelo chefe de governo, Marcelo de Caetano.
(D) pretendiam eliminar a supremacia de Otelo Saraiva de Carvalho.

3. O regime ditatorial português


(A) foi a gota de água que impulsionou esta revolução.
(B) não teve qualquer significado para a ação dos revolucionários.
(C) abriu caminho à democracia portuguesa.
(D) caracterizava-se pela opressão e pela precaridade das populações.

4. Os processos fonológicos ocorridos na passagem de POTERE para “poder” (l. 15) são
(A) aférese e metátese.
(B) apócope e assimilação.
(C) apócope e sonorização.
(D) aférese e vocalização.

5. O termo PIDE, quanto à formação de palavras, classifica-se como


(A) truncação.
(B) acrónimo.
(C) extensão semântica.
(D) sigla.

6. O segmento “vários alvos estratégicos” (l. 3) desempenha a função sintática de


(A) complemento indireto.
(B) complemento oblíquo.
(C) predicativo do sujeito.
(D) complemento direto.

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7. A oração “que anos antes tinha sucedido a Salazar no poder” (ll. 15-16) classifica-se como
(A) subordinada substantiva relativa.
(B) subordinada substantiva completiva.
(C) subordinada adjetiva relativa explicativa.
(D) subordinada adjetiva relativa restritiva.

8. Classifica a oração sublinhada em “A sociedade considerava que o regime era injusto e opressor”.

9. Identifica a função sintática desempenhada pela expressão sublinhada em “O regime considerava


a guerra inevitável.”.

10. Identifica o processo de formação da palavra “RTP” (l. 9).

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Grupo III

Redige a síntese do texto do Grupo II, num texto de 120 a 180 palavras.

O teu texto deve:


 ser redigido na 3.ª pessoa, com referência ao autor do texto original, destacando as suas
intenções ou opiniões.
 eliminar as ideias secundárias, exemplos e falas.
 substituir partes mais longas por expressões mais económicas.
• apresentar seleção vocabular criteriosa, articulação coerente, correção linguística, sintática
e ortográfica.

Observações:
1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco,
mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.:/dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma
única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (ex.: /2015/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados há que atender ao seguinte:
− um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até 5 pontos) do texto
produzido;
− um texto com extensão inferior a cinquenta palavras é classificado com zero pontos.

FIM

COTAÇÕES
Item
Grupo
Cotação (em pontos)

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10.
I
16 8 16 4 4 8 16 8 10 20 110
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10.
II
5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 50

III Item único


40
TOTAL 200

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CRITÉRIOS DE CORREÇÃO

Textos Medievais

Grupo I .................................................................................. 110 pontos


A
1. .......................................................................................................................................................................... 16 pontos
Para demonstrar que as ações do Pajem e de Álvaro Pais obedecem a um plano previamente
estabelecido, devem ser abordados os tópicos seguintes, ou outros igualmente relevantes:

 O pajem saiu a galope, devido ao sinal que recebeu, como demonstra a expressão
“segundo já era percebido” (l. 2).
 Álvaro Pais já estava preparado – “Alvoro Paaez que estava prestes e armado com
ũa coifa na cabeça” (l. 9) – e pronto para cavalgar um cavalo “que anos havia que
nom cavalgara” (ll. 10-11).

 Aspetos de conteúdo (C) .............................................................................................................. 12 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

Demonstra, adequadamente, que as ações do Pajem e de Álvaro Pais


4 obedecem a um plano previamente estabelecido e fundamenta a 10
resposta com citações pertinentes.
Demonstra, numa resposta com pequenas imprecisões e/ou
omissões, que as ações do Pajem e de Álvaro Pais obedecem a um
3 8
plano previamente estabelecido e fundamenta a resposta com
citações pertinentes.
Demonstra que as ações de apenas uma das personagens obedece a
um plano previamente estabelecido e fundamenta a resposta com
citações pertinentes.
2 OU 5
Demonstra que as ações do Pajem e de Álvaro Pais obedecem a um
plano previamente estabelecido, sem fundamentar a resposta com
citações pertinentes.
Limita-se a transcrever expressões que se referem ao facto de haver
um plano previamente estabelecido.
OU
1 3
Demonstra que as ações de apenas uma das personagens obedece a
um plano previamente estabelecido sem fundamentar a resposta
com citações pertinentes.
• Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 6 pontos

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Estruturação do discurso (E) ....................................................................................................... 2 pontos
Correção linguística (CL)1............................................................................................................. 4 pontos

2. ............................................................................................................................................................................ 8 pontos
As sensações visuais estão presentes, por exemplo, em:

 “que estava aa porta” (l. 1);


 “saiam aa rua veer que cousa era” (l. 7).

Este recurso contribui para:

 dar mais realismo às ações descritas;


 transportar o leitor para o ambiente vivido.

• Aspetos de conteúdo (C) ............................................................................................................. 5 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

Transcreve uma expressão que demonstra o recurso às sensações


3 5
visuais e comenta corretamente a sua expressividade.
Transcreve uma expressão que demonstra o recurso às sensações
2 visuais e comenta com pequenas imprecisões ou omissões a sua 3
expressividade.
Limita-se a transcrever uma expressão que demonstre o recurso às
1 1
sensações visuais.

• Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 3 pontos

Estruturação do discurso (E) ....................................................................................................... 1 pontos


Correção linguística (CL)1............................................................................................................. 2 pontos

3. .......................................................................................................................................................................... 16 pontos
Para explicar de que forma a noção de identidade nacional está presente neste excerto, devem
ser abordados os tópicos seguintes, ou outros igualmente relevantes:

 O povo sai todo à rua, preocupado com o Mestre – “se moveram todos com mão
armada” (ll. 15-16);
 estavam todos unidos com o mesmo objetivo – “todos feitos duü coraçom com
talente de o vingar” (l. 23);
 o sentimento patriótico fá-los unirem-se e esforçarem-se por salvar aquele que
consideram o rei por direito.

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• Aspetos de conteúdo (C) ........................................................................................................... 10 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

Explica, de forma pertinente, de que forma a noção de identidade


4 nacional está presente neste excerto, abordando a questão da união 10
e do patriotismo.
Explica, com pequenas imprecisões ou omissões, de que forma a
3 noção de identidade nacional está presente neste excerto, abordando 8
a questão da união e do patriotismo.

Explica, com imprecisões e omissões, de que forma a noção de


2 5
identidade nacional está presente neste excerto.

Limita-se a transcrever expressões que se referem à noção de


1 3
identidade nacional, sem explicar corretamente.

• Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 6 pontos

Estruturação do discurso (E) ....................................................................................................... 2 pontos


Correção linguística (CL)1............................................................................................................. 4 pontos

4. ............................................................................................................................................................................ 4 pontos
 Transcreve, por exemplo:
o “Matom o Meestre” (l. 4);
o “Acorramos ao Meestre” (l. 12)

5. ............................................................................................................................................................................ 4 pontos
Antítese.

6. ............................................................................................................................................................................ 8 pontos
Indica que se trata de uma cantiga de amor, identificando três das seguintes características:

 o sujeito poético masculino;


 referência à amada como “senhor”;
 existência da “coita” de amor ou amor não correspondido;
 relação de vassalagem;

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 elogio cortês / hiperbolização dos atributos da amada;
 ...

• Aspetos de conteúdo (C) .......................................................................................... 8 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

Classifica a cantiga quanto ao género e indica corretamente três


4 8
características das cantigas de amor.

Classifica a cantiga quanto ao género e indica corretamente duas


características das cantigas de amor.
3 Ou 5
Não classifica a cantiga quanto ao género, mas indica corretamente
três das características das cantigas de amor.
Classifica a cantiga quanto ao género e indica corretamente uma das
características das cantigas de amor.
2 Ou 3
Não classifica a cantiga quanto ao género, mas indica corretamente
duas das características das cantigas de amor.
Não classifica a cantiga quanto ao género, mas indica corretamente
1 1
uma das características das cantigas de amor.

7. .......................................................................................................................................................................... 16 pontos
Para indicar dois traços caracterizadores da “senhor”, devem ser abordados os tópicos seguintes,
ou outros igualmente relevantes:

 Bonita - “Senhor fremosa” – v. 1;


 Distante / insensível– “Nom mi queredes mia coita crer” – v. 7;

• Aspetos de conteúdo (C) ........................................................................................................... 10 pontos

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

Indica dois traços caracterizadores da “senhor”, comprovando com


4 10
expressões textuais pertinentes.

Indica um dos traços caracterizadores da “senhor”, comprovando com


3 8
expressões textuais pertinentes.

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Indica dois traços caracterizadores, sem comprovar com expressões
2 5
textuais.

Limita-se a transcrever expressões que se referem dois traços


1 3
caracterizadores da “senhor”.

• Aspetos de estruturação do discurso e correção linguística (F) ...................................... 6 pontos

Estruturação do discurso (E) ....................................................................................................... 2 pontos


Correção linguística (CL)1............................................................................................................. 4 pontos

8. ............................................................................................................................................................................ 8 pontos
Esta cantiga caracteriza-se formalmente por:

 ser constituída por três coblas em dísticos, seguidas de um refrão monóstico;


 ter o seguinte esquema rimático: aaR/bbR/ccR;
 apresentar rima emparelhada.

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

Identifica corretamente quatro ou mais características formais da


4 8
cantiga.

3 Identifica corretamente três características formais da cantiga. 5

2 Identifica corretamente duas características formais da cantiga. 3

1 Identifica corretamente uma característica formal da cantiga. 1

9. ................................................................................................................................... 10 pontos

Questão Pontuação
a) F 1 ponto

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b) F 1 ponto

c) F 1 ponto
d) F 1 ponto

e) V 1 ponto
f) V 1 ponto

g) V 1 ponto
h) V 1 ponto

i) V 1 ponto
j) V 1 ponto

10. .................................................................................................................................. 20 pontos

Questões Pontuação

a) V 2 pontos
b) V 2 pontos

c) F 2 pontos
d) V 2 pontos

e) V 2 pontos
f) V 2 pontos

g) F 2 pontos
h) F 2 pontos

i) V 2 pontos
j) V 2 pontos

Grupo II ................................................................................... 50 pontos

Chave

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Item Versão A Pontuação

1. A 5

2. B 5

3. D 5

4. C 5

5. B 5

6. D 5

7. C 5

Oração subordinada
8. 5
substantiva completiva

Predicativo do
9. 5
complemento direto

10. Sigla 5

Nota 1 – A ocorrência de erros ortográficos não implica a desvalorização da resposta.

Grupo III .................................................................................. 40 pontos

• Estrutura temática e discursiva (ETD) ............................................................... 24 pontos


• Correção linguística (CL)1....................................................................................... 16 pontos

Parâmetro A: Género/Formato Textual

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação


5 – Reduz o texto-fonte ao essencial, selecionando criticamente as ideias- 8
chave, através da manutenção dos tópicos mais relevantes.
– Organiza a informação:
• num discurso globalmente coerente;

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• sem apresentar marcas de enunciação do sujeito produtor da síntese.

4 Nível intercalar 6

– Preserva o sentido global do texto fonte, dando conta de algumas ideias-


chave do texto-fonte, através da manutenção dos tópicos mais relevantes,
ainda que integrando informação acessória.
– Organiza a informação:
3 4
• num discurso globalmente coerente, apesar de algumas
ambiguidades;
• apresentando algumas marcas de enunciação do sujeito produtor da
síntese.

2 Nível intercalar 2

– Não preserva o sentido global do texto fonte.


– Organiza a informação:
1 • num discurso geralmente inconsistente e, por vezes, ininteligível; 1

• apresenta um texto em que traços do género solicitado se misturam,


sem critério, com os de outros géneros textuais.

Parâmetro B: Estrutura e Coesão

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

– Redige um texto bem estruturado, refletindo uma planificação adequada


e evidenciando um bom domínio dos mecanismos de coesão textual:
• utiliza construções que contribuem para concisão do discurso (opção por
construções mais económicas, supressão de expressões sintáticas ou
lexicais redundantes, uso de vocabulário genérico que substitua expressões
nominais mais específicas (ex.: hiperónimos e expressões englobantes com
5 valor anafórico), uso de frases complexas); 8

• marca corretamente os parágrafos;


• utiliza, adequadamente, mecanismos de coesão textual que evidenciem
nexos lógicos (ex.: conectores e outros marcadores discursivos);
• estabelece conexões adequadas entre coordenadas de enunciação
(pessoa, tempo, espaço) ao longo do texto.

4 Nível intercalar 6

3 – Redige um texto satisfatoriamente estruturado, refletindo uma 4


planificação com algumas insuficiências e evidenciando um domínio
suficiente dos mecanismos de coesão textual:

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• utiliza algumas construções que contribuem para concisão do discurso
(opção por construções mais económicas, supressão de expressões
sintáticas ou lexicais redundantes, uso de vocabulário genérico que
substitua expressões nominais mais específicas (ex.: hiperónimos e
expressões englobantes com valor anafórico), uso de frases complexas);
• marca parágrafos, mas com algumas falhas;
• utiliza apenas os conectores e/ou outros marcadores discursivos mais
comuns, embora sem incorreções graves;
• estabelece, com algumas descontinuidades, conexões entre as
coordenadas de enunciação (pessoa, tempo, espaço) ao longo do texto.

2 Nível intercalar 2

– Redige um texto com estruturação muito deficiente e com insuficientes


mecanismos de coesão textual:
• raramente utiliza construções que contribuam para a concisão do
discurso;
1 • raramente marca parágrafos de forma correta; 1
• raramente utiliza conectores e mecanismos de coesão textual ou
utiliza-os de forma inadequada;
• não mantém conexões entre as coordenadas de enunciação ao longo do
texto.

Parâmetro C: Léxico e Adequação do Discurso

Níveis Descritores do nível de desempenho Pontuação

– Mobiliza, com intencionalidade, recursos da língua adequados ao género


solicitado:
• mantém a rede semântica do tema;
• não utiliza procedimentos de modalização que atestem a adoção de
5 ponto de vista pessoal. 8

– Utiliza o registo de língua adequado ao texto, eventualmente com


esporádicos afastamentos, que se encontram, no entanto, justificados pela
intencionalidade do discurso e assinalados graficamente (com aspas ou
sublinhados).

4 Nível intercalar 6

3 – Mobiliza, com alguma intencionalidade, recursos da língua adequados ao 4


género solicitado:
• mantém parcialmente a rede semântica do tema.
• utiliza esporadicamente de procedimentos de modalização que atestam a
adoção de um ponto de vista.
– Utiliza, em geral, o registo de língua adequado ao texto, mas
apresentando alguns afastamentos que afetam pontualmente a adequação

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global.

2 Nível intercalar 2

– Não mobiliza de forma satisfatória recursos da língua adequados ao


género solicitado:
• não mantém parcialmente a rede semântica do tema.

1 • utiliza procedimentos de modalização que atestam a adoção de um ponto 1


de vista.
– Utiliza indiferenciadamente registos de língua, sem manifestar
consciência do registo adequado ao texto, ou recorre a um único registo
inadequado.

Teste | Português | módulo 1.1 – Textos Medievais Página 18 de 18

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