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Análise de Investimentos

Unidade IV
Esta unidade vai se aprofundar nas técnicas de análise de investimento e serão feitas comparações
entre as técnicas para que o gestor financeiro consiga entender e tomar decisões de investimento
com maior segurança. Vamos abordar cada uma das técnicas como ferramentas de tomada de decisão,
olhando para os números de forma a traçar estratégias conforme os objetivos definidos.

7 APLICAÇÃO DO MÉTODO DO EVA – LUCRO ECONÔMICO COMPARADO AO


MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL)

Nesta aplicação, vamos utilizar os mesmos dados aplicados no método do Valor Presente Líquido.

• O capital desembolsado no início do período é de $360.000, sendo:

— $180.000 de terceiros a uma taxa de juros de 9% ao ano;

— $180.000 dos acionistas (próprios) e a taxa desejada de retorno de 16% ao ano.

• Os fluxos de caixa ou lucros que ocorrem do ano 1 ao ano 5 são:

— ano 1 = $51.000;

— ano 2 = $115.000;

— ano 3 = $264.000;

— ano 4 = $200.000;

— ano 5 = $250.000;

Organizando os dados:

Os investimentos podem ser organizados na estrutura do Balanço Patrimonial, como a seguir:

Tabela 13 – Investimento inicial

Ativo Reais Passivo Reais


Ativo circulante 180.000 Empréstimos 180.000
Ativo imobilizado 180.000 Capital próprio 180.000
Total (ou operacional) 360.000 Total 360.000

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Unidade IV

Após a organização no Balanço Patrimonial, demonstrando os valores aplicados e onde foram


aplicados, agora podemos apurar a demonstração de receitas e despesas ou lucros anuais. Isso é possível
confrontando receitas e despesas.

Tabela 14 – DRE

Itens Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Receitas 100.000 230.000 528.000 400.000 500.000
(-) Custos e despesas (49.000) (115.000) (264.000) (200.000) (250.000)
Fluxos de entradas conforme apontado acima 51.000 115.000 264.000 200.000 250.000
(essa etapa não faz parte do DRE, é somente
para confronto de valores)
(-) Depreciação (36.000) (36.000) (36.000) (36.000) (36.000)
Lucro antes das despesas financeiras 15.000 79.000 228.000 164.000 214.000
(-) Despesas financeiras (16.200) (16.200) (16.200) (16.200) (16.200)
Lucro líquido (1.200) (62.800) 211.800 147.800 197.800
(-) Custo capital próprio (28.800) (23.040) (17.280) (11.520) (5.760)
= EVA (30.000) 39.760 194.520 136.280 192.040

O custo do capital próprio foi assim calculado: aplicando‑se a taxa de 16% sobre o capital próprio
de $180.000.

Tabela 15

Itens Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Capital próprio investido 180.000 180.000 180.000 180.000 180.000 180.000
(-) Depreciação acumulada -36.000 -72.000 -108.000 -144.000 -180.000
Capital líquido investido 180.000 144.000 108.000 72.000 36.000 0
Taxa de 16% ao ano * 0 28.800 23.040 17.240 11.520 5.760

* Taxa de 16% aplicada sobre o capital líquido investido no início de cada ano.

Entendendo os cálculos

Depreciação – de 36.000 ao ano, é acumulável, então fomos somando 36.000 a cada ano, totalizando
os 180.000 no fim de 5 anos.

Capital líquido investido é o valor investido menos a depreciação, pois é o valor de desvalorização do
investimento. Então, a cada ano, pegou-se o valor aplicado e abateu-se a depreciação do referente ano.

Taxa de 16% ao ano é calculada como 16% sobre o valor líquido do ano anterior, por exemplo: no
ano 0, temos como capital líquido 180 mil, e essa será a base para calcular o ano 1, 180.000 x 0,16 =
28.800. No ano 1 temos como capital líquido 144.000, e essa será a base para calcular o ano 2, 144.000
x 0,16 = 23.040. O ano 2 serve de base para o ano 3, o 3 para o ano 4 e assim por diante.

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Cálculo do Valor Presente do EVA ou lucros econômicos:

No DRE acima, encontramos o EVA em cada ano, mas para tomada de decisão mais precisa, é
importante trazer os valores para os valores de hoje, ou seja, calcular o valor presente. Vejamos:

Tabela 16

Itens Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Total


Eva -30.000 39.760 194.520 136.280 192.040 532.600
Taxa de desconto 1,16 1,3456 1,5608 1,8108 2,1
EVA a valor a presente -25.862,07 29.548,16 124.628,40 75.259,55 91.447,62

A taxa de desconto foi encontrada por meio da fórmula (1+1)n.

Também deve ser utilizada a taxa de desconto ou de custo de capital próprio, definida em 16% ao ano.

7.1 Taxa de desconto

Essa taxa é um índice que servirá de base para trazer todos os valores (EVA) para valor presente, veja:

Ano 1
(1 + 0,16)1 = 1,16

Ano 2
(1 + 0,16)2 = 1,3456

Ano 3
(1 + 0,16)3 = 1,5608

Ano 4
(1 + 0,16)4 = 1,8108

Ano 5
(1 + 0,16)5 = 2,100

Com esses índices, basta dividir o valor do EVA e teremos os valores atualizados.

Exemplo:

Ano 1 – 30.000 / 1,16 = 25.862,07


Ano 2 – 39.760 / 1,3456 = 29.548,16
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Ano 3 – 194.520 / 1,5608 = 124.628,39


Ano 4 – 136.280/ 1,8108 = 75.259,55
Ano 5 – 192.040/2,1= 91.447,62

Existe outra maneira de se calcular o custo de capital próprio mais o de terceiros – por meio do custo
médio de capital ponderado:

CT CA
CMCP = CCT X + CCA X
CT + CA CT + CA
Onde:

CMCP = Custo Médio de Capital Ponderado.

CCT = Taxa de Custo do Capital de Terceiros.

CCA = Taxa de Custo do Capital Próprio.

CT = Valor do Capital de Terceiros.

CA = Valor do Capital Próprio.

7.2 Solução de investimento

Veja passo a passo como proceder para calcular o custo ponderado de custo de capital próprio mais
de terceiros.

Cálculo para o ano 1

Observe que estamos dando sequência em um mesmo modelo, já abordado acima. Lembre-se que o
investimento total era de 360.000, sendo 50% de terceiro e 50% próprio.

Passo 1: calcular o custo médio ponderado; o cálculo envolve as taxas de custo de capital de
terceiros de 9% e custo do capital próprio de 16%, ponderado pela participação de cada capital sobre o
total do capital à disposição da empresa:

CT CA
CMCP = CCT X + CCA X
CT + CA CT + CA

180.000 180.000
CMCP = 9% X + 16% X
180.000 + 180.000 180.000 + 180.000

180.000 180.000
CMCP = 9% X + 16% X
360.000 360.000

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CMCP = 9% X 0,5 + 16% X 0,5

CMCP = 0,045 + 0,08

CMCP = 0,125

Transformando em porcentagem: 12,5%.

Passo 2: obter a taxa de retorno sobre os ativos:

lucro antes das despesas financeiras


Taxa de retorno sobre ativos = X100
ativos totais

Veja a aplicação:

Lucro do ano 1 antes das despesas financeiras = $15.000.

Ativo operacional líquido = $360.000.

15.000
Taxa de retorno sobre ativos = X100 = 4,17%
360.000

Passo 3: cálculo do EVA.

EVA = AOL x (RSA – CMPC)

Onde:

• AOL = Ativo Operacional Líquido = 360.000;


• RSA = Taxa de Retorno sobre o Ativo Operacional = 4,17% (calculado acima, no passo dois).
• CMPC = Taxa de Média Ponderada de Capital = 12,50% (calculado no passo um).
• EVA ano 1 = 360.000 x (4,17% – 12,50%) = (30.000) (valor arredondado).

Obs.: não esqueça que para multiplicar por % deve‑se considerar o valor dividido por 100, exemplo:
0,0417 e 0,125.

Cálculo para o ano 2

Passo 1: calcular o custo médio ponderado; o cálculo envolve as taxas de custo de capital de
terceiros de 9% e custo do capital próprio de 16%, ponderado pela participação de cada capital sobre o
total do capital à disposição da empresa:
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CT CA
CMCP = CCT X + CCA X
CT + CA CT + CA

180.000 144.000
CMCP = 9% X + 16% X
180.000 + 144.000 180.000 + 144.000

A cada ano vamos considerar como CA o ano anterior; para o ano 2, considerar o investimento
líquido do ano 1, que é de 144.000. Os cálculos anteriores apontam isso.

180.000 144.000
CMCP = 9% X + 16% X
324.000 324.000

CMCP = 9% X 0,5555 + 16% X 0,4444

CMCP = 0,0499 + 0,0711 = 0,121

Multiplicando por 100:

CMPC = 12,1%.

Passo 2: obter a taxa de retorno sobre os ativos:

lucro antes das despesas financeiras


Taxa de retorno sobre ativos = X100
ativos totais

Veja a aplicação:

Lucro do ano 2 antes das despesas financeiras = $79.000.

Ativo operacional líquido = $360.000 (obs.: no ano 2 temos que ajustar os valores, ou seja abater a
depreciação).

79.000
Taxa de retorno sobre ativos = X100 = 24, 38%
324.000

Passo 3: cálculo do EVA.

EVA = AOL x (RSA – CMPC)

Onde:

• AOL = Ativo Operacional Líquido = 360.000 – 36.000.


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• RSA = Taxa de Retorno sobre o Ativo Operacional = 24,38%.

• CMPC = Taxa de Média Ponderada de Capital = 12,11%.

• EVA ano 2 = 324.000 x (0,2438 - 0,121) = 39.787,20

Observação

Pequenas diferenças podem ocorrer dependendo do número de casas


utilizadas depois da vírgula. Isso não torna o exercício errado, mas vamos
adotar como prática o uso de quatro casas depois da vírgula.

Cálculo para o ano 3

Passo 1: calcular o custo médio ponderado; o cálculo envolve as taxas de custo de capital de
terceiros de 9% e custo do capital próprio de 16%, ponderado pela participação de cada capital sobre o
total do capital à disposição da empresa:

CT CA
CMCP = CCT X + CCA X
CT + CA CT + CA

180.000 108.000
CMCP = 9% X + 16% X
180.000 + 108.000 180.000 + 108.000

180.000 108.000
CMCP = 9% X + 16% X
288.000 288.000

CMCP = 9% X 0,625 + 16% X 0,375

CMCP = 0,0563 + 0,06 = 0,1163

Que multiplicando por 100: 11,63%.

Passo 2: obter a taxa de retorno sobre os ativos:

lucro antes das despesas financeiras


Taxa de retorno sobre ativos = X100
ativos totais

Veja a aplicação:

Lucro do ano 3 antes das despesas financeiras = $228.000.


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Ativo operacional líquido = $288.000 (324.000 – 36.000)

228.000
Taxa de retorno sobre ativos = X100 = 79,17%
288.000

Taxa de Retorno sobre os ativos = lucro antes das despesas financeiras/ativo operacional ou ativo
total x 100.

Passo 3: cálculo do EVA.

EVA = AOL x (RSA – CMPC)

Onde:

• AOL = Ativo Operacional Líquido = 288.000.

• RSA = Taxa de Retorno sobre o Ativo Operacional = 79,17%.

• CMPC = Taxa de Média Ponderada de Capital = 11,63%.

• EVA ano 3 = 288.000 x (0,7917 % - 0,1163%) = 194.515,20

Cálculo para o ano 4

Passo 1: calcular o custo médio ponderado; o cálculo envolve as taxas de custo de capital de
terceiros de 9% e custo do capital próprio de 16%, ponderado pela participação de cada capital sobre o
total do capital à disposição da empresa:

180.000 72.000
CMCP = 9% X + 16% X
180.000 + 72.000 180.000 + 72.000

180.000 72.000
CMCP = 9% X + 16% X
252.000 252.000
CMCP = 9% X 0,7142 + 16% X 0,2857

CMCP = 0,0642 + 0,0457 = 0,1099

Que multiplicando por 100 = 10,99%

Passo 2: obter a taxa de retorno sobre os ativos:

lucro antes das despesas financeiras


Taxa de retorno sobre ativos = X100
ativos totais
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Veja a aplicação:

Lucro do ano 4 antes das despesas financeiras = $164.000.

Ativo operacional líquido = $252.000.

164.000
Taxa de retorno sobre ativos = X100 = 65, 08%
252.000

Passo 3: cálculo do EVA.

EVA = AOL x (RSA – CMPC)

Onde:
• AOL = Ativo Operacional Líquido = 252.000.
• RSA = Taxa de Retorno sobre o Ativo Operacional = 65,08%.
• CMPC = Taxa de Média Ponderada de Capital = 10.99%.
• EVA ano 4 = 252.000 x (65,08 % – 10,99%) = 136.306,80.

Cálculo para o ano 5

Passo 1: calcular o custo médio ponderado; o cálculo envolve as taxas de custo de capital de
terceiros de 9% e custo do capital próprio de 16%, ponderado pela participação de cada capital sobre o
total do capital à disposição da empresa:

CMPC = 9% x 180.000/(180.000.+36.000) + 16% x 36.000/(180.000+36.000)

CMPC = 9% x 180.000/216.000 + 16% x 36.000/216.000

CMPC = 10,17%.
180.000 36.000
CMCP = 9% X + 16% X
180.000 + 36.000 180.000 + 36.000

180.000 36.000
CMCP = 9% X + 16% X
216.000 216.000

CMCP = 9% X 0,8333 + 16% X 0,1666

CMCP = 0,0750 + 0,0266 = 0,1016

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Unidade IV

Que multiplicando por 100 = 10,16%.

Passo 2: obter a taxa de retorno sobre os ativos:

lucro antes das despesas financeiras


Taxa de retorno sobre ativos = X100
ativos totais

Veja a aplicação:

Lucro do ano 5 antes das despesas financeiras = $214.000.

Ativo operacional líquido = $216.000.

214.000
Taxa de retorno sobre ativos = X100 = 99, 07%
216.000

Passo 3: cálculo do EVA.

EVA = AOL x (RSA – CMPC)

Onde:

• AOL = Ativo Operacional Líquido = 216.000.

• RSA = Taxa de Retorno sobre o Ativo Operacional = 99,07%.

• CMPC = Taxa de Média Ponderada de Capital = 10,16%.

• EVA ano 5 = 216.000 x (99,07% – 10,16%) = 192.045,60.

Como pode‑se concluir, o cálculo do lucro econômico pode ser feito aplicando‑se a taxa do custo
de capital próprio de 16% ao ano sobre o capital próprio, ou por meio da utilização da fórmula do
Custo Médio de Capital Ponderado (CMCP), obtendo‑se uma taxa média ponderada de custo de capital,
deduzida da taxa de Retorno dos Ativos Operacionais (RSA) e aplicada sobre o Ativo Operacional Líquido,
ou, nesse exemplo, o Total do Ativo.

Observação

Ativo Operacional Líquido é um conceito que se refere à soma do ativo


total diminuído dos passivos operacionais (nesse exemplo dado, não temos
o passivo operacional, somente o passivo financeiro), do que se conclui que
o passivo ou capital de terceiros é composto por:
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Análise de Investimentos

• passivo operacional, ou seja, os passivos que se relacionam


diretamente com atividades operacionais, tais como fornecedores,
contas a pagar, salários a pagar etc.;
• passivo financeiro, ou também chamado passivo oneroso, que
se refere a capital de terceiros obtido na forma de empréstimos e
financiamentos de instituições financeiras e bancárias.

O custo de capital é importante para decisões nos orçamentos de capital, isto é, na aquisição de
investimentos em ativos imobilizados cuja finalidade principal é a produção dos bens e serviços que são
necessários para a geração das receitas de vendas, lucros ou fluxos de caixas, tão necessários ao capital
de giro das empresas.

Como capital de giro, podemos entender simplificadamente que corresponde ao investimento no


ativo circulante da empresa nas contas de duplicatas a receber que se originam das vendas a prazo e da
conta de estoques que são necessários à produção de novos produtos, quando se trata de uma indústria
ou de mercadorias para revenda, no caso das empresas comerciais.

O custo de capital também é muito importante na determinação do leverage financeiro ou da


alavancagem financeira, e como foi definido anteriormente, a alavancagem financeira refere‑se ao grau
de utilização do capital de terceiros que tem um custo explícito, representado pelas despesas financeiras,
já que essas se originam das taxas de juros contratadas nos empréstimos e financiamentos bancários.

Fica evidente que o capital de terceiros, ou, como também é chamado, passivo com juros, quando ingressa
na empresa, deve produzir um lucro maior ou pelo menos igual aos juros que serão pagos às instituições
financeiras. Sendo maior o lucro, o excesso é adicionado ao lucro líquido, que também é produzido pelo capital
próprio da empresa e, dessa forma, proporciona um maior ganho aos sócios ou acionistas da empresa.

Podemos utilizar os dados EVA calculados para os anos 1 a 5 para explicar como a empresa está ou
não se alavancando favoravelmente.

Para os anos 1 a 5, temos as seguintes informações:


Em nosso cálculo, usamos 4,17% arredondando, aqui usamos os números
como são para que bata com a tabela no início do enunciado.
Veja que foi
retirado da
Itens Ano 1 Lucro produzido tabela de DRE.
180.000 x Taxa de retorno dos
Capital de terceiros 7.500
ativos de 4,1667%
Despesas financeiras (16.200)
Observe que havia uma despesa de
Sobra ou falta (8.700) 16.200 e havia de capital próprio o
180.000 x Taxa de retorno dos valor de 7.200 reais. Assim há uma
Capital próprio 7.500 necessidade de mais capital, no caso
ativos de 4,1667%
de terceiros. Mas usamos somente
Prejuízo líquido (1.200) 7.500 de CT, que deixou a operação
no vermelho em 1.200 reais.

Figura 4 – EVA (ano 1)

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Unidade IV

Tabela 17 – EVA (ano 2)

Itens Ano 2 Lucro produzido


Capital de terceiros 180.000 x Taxa de retorno dos ativos de 24,383% 43.888,88
Despesas financeiras (16.200,00)
Sobra 27.688,88
Capital próprio 144.000 x Taxa de retorno dos ativos de 24,383% 35.111,12
Lucro líquido 62.800,00

Tabela 18 – EVA (ano 3)


Itens Ano 3 Lucro produzido
Capital de terceiros 180.000 x Taxa de retorno dos ativos de 79,17% 142.500,00

Despesas financeiras (16.200,00)


Sobra 126.300,00
Capital próprio 108.000 x Taxa de retorno dos ativos de 79,17% 85.500,00
Lucro líquido 211.800,00

Tabela 19 – EVA (ano 4)


Itens Ano 4 Lucro produzido
Capital de terceiros 180.000 x Taxa de retorno dos ativos de 65,08% 117.142,85
Despesas financeiras (16.200,00)
Sobra 100.942,85
Capital próprio 72.000 x Taxa de retorno dos ativos de 65,08% 46.857,15
Lucro líquido 147.800,00

Tabela 20 – EVA (ano 5)

Itens Ano 5 Lucro produzido


Capital de terceiros 180.000 x Taxa de retorno dos ativos de 99,07% 178.333,33
Despesas financeiras (16.200,00)
Sobra 162.133,33
Capital próprio 36.000 x Taxa de retorno dos ativos de 99,07% 35.666,67
Lucro líquido 197.800,00

Pela demonstração dos quadros dos anos 1 a 5, podemos verificar o quanto o capital de terceiros
contribuiu para a formação do lucro ano a ano, o quanto foi pago de juros anualmente, e as sobras ou
faltas que se agregaram ao lucro produzido pelo capital próprio.

No exemplo dado, não devemos esquecer que o capital inicial é de 360.000,00, sendo metade de
terceiros e metade próprio.

O capital próprio foi aplicado diretamente no ativo imobilizado, sendo depreciada durante os cinco
anos a razão de $36.000 anuais, o que significa que a empresa vinha recuperando o seu capital próprio
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Análise de Investimentos

ano após ano e trabalhando continuamente com o capital de terceiros. Os quadros dos anos 1 a 5
nada mais são do que uma demonstração ou simulação de quanto cada parcela de capital próprio e de
terceiros contribuiu para a formação do lucro.

Saiba mais

Leia:

CAVALCANTE, F. A “melhor apresentação” da ferramenta EVA. Up‑To‑Date,


n. 358. [s. d.]. Disponível em: <http://www.cavalcanteassociados.com.br/
utd/UpToDate358.pdf>. Acesso em: 5 set. 2013.

E conheça mais sobre o EVA.

Tabela 21 – Cálculo do Valor Presente Líquido (VPL)

Itens Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Receitas 100.000 230.000 528.000 400.000 500.000
(-) Custos e despesas (49.000) (115.000) (264.000) (200.000) (250.000)
(-) Depreciação (36.000) (36.000) (36.000) (36.000) (36.000)
Lucro antes das despesas financeiras 15.000 79.000 228.000 164.000 214.000
(-) Despesas financeiras (16.200) (16.200) (16.200) (16.200) (16.200)
Lucro líquido (1.200) 62.800 211.800 147.800 197.800

Observação

Veja que esses cálculos dessa planilha já foram calculados acima, essa é
a base dos valores a ser antecipado.

Para calcular o fluxo de caixa, é preciso devolver ao caixa as despesas consideradas não desembolsáveis,
como a depreciação. Veja abaixo:

Tabela 22 – Fluxo de caixa (entradas de caixa)

Itens Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5


Lucro líquido (1.200) 62.800 211.800 147.800 197.800
+ Depreciação 36.000 36.000 36.000 36.000 36.000
Entradas de caixa 34.800 98.800 247.800 183.800 233.800

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Unidade IV

No ano 1, o lucro líquido deu negativo (1.200), mas como a depreciação é de 36 mil, então: 36.000
– 1200 = 34.800 de entrada de caixa no período.

No ano 2, o lucro líquido foi de 62.800 mais a depreciação de 36.000; a entrada de caixa foi de
98.800.

O mesmo será feito em todos os anos, assim estaremos prontos para calcular o valor presente, como
veremos a seguir.

Tabela 23 – Fluxo de caixa a valor presente

Itens Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Total


Entradas de caixa 34.800 98.800 247.800 183.800 233.800 799.000,00
Taxa de desconto 1,16 1,3456 1,5608 1,8108 2,1
EVA a valor presente 30.000,00 73.424,49 158.764,74 101.502,10 111.333,33 475.024,66
Capital inicial investido -180.000,00
Valor presente líquido 295.024,66

* A taxa de desconto dever ser somente a taxa de custo de capital próprio, nesse caso definida em 16% ao ano.

Pode‑se observar que o Valor Presente Líquido calculado pelo método do EVA – lucro econômico
ou Valor Presente Líquido (VPL) – dá os mesmos resultados de $295.005,79, ou seja, a empresa investe
de capital próprio $180.000, e o Valor Presente Líquido do fluxo de caixa ou dos lucros futuros a valor
presente corresponde a um valor maior que o valor investido, então a decisão é investir.

Saiba mais

Prezado aluno, para conhecer mais sobre análise de investimento, leia:

SANTOS, I. M. A. Análise de investimentos. [s. d.]. Disponível em: <http://


vigo.ime.unicamp.br/Projeto/2009‑2/MS777/ms777_ieda.pdf>. Acesso em:
5 set. 2013.

8 Taxa Interna de Retorno (TIR)

É outra técnica de se trazer a valor presente as entradas futuras de caixa. A TIR é definida como a
taxa que iguala a zero as entradas futuras de caixa com as saídas de caixa na data do investimento ou
do desembolso de caixa (data zero).

Calculando‑se a TIR por meio de uma calculadora financeira, ou manualmente, por tentativa e
erro, temos que achar uma taxa de juros que, aplicada às cinco entradas nominais de caixa de $51.000,

70
Análise de Investimentos

$115.000, $264.000, $200.000 e $250.000, igualará as entradas e saídas a zero. Em outras palavras,
temos que fazer o seguinte raciocínio: qual é a taxa de juros que em cinco anos iguala a zero as cinco
entradas de caixa com a saída de caixa de $360.000 na data zero?

Para resolver esse problema da TIR, temos duas saídas:

Utilizando uma calculadora financeira:

Fazendo uma série de cálculos (manuais), utilizando diversas taxas de juros, até que encontremos
a taxa de juros desejada, ou seja, aquela que iguala ao valor atual líquido dos fluxos de caixa de um
projeto a zero. Em outras palavras, a taxa que faz com que o valor atual das entradas seja igual ao valor
atual das saídas.

O quadro a seguir pode auxiliar você a ter esse entendimento:

Aqui é preciso utilizar um índice que iguale os valores


de entradas com os valores investidos. Ou seja, iguale
os fluxos a zero. A maneira de encontrar esse valor
estará abaixo.

Valor atual do
Fluxo de caixa no Fator de valor atual
Ano fluxo de caixa a
período (nominal) a 30,55% ao ano 30,55% ao ano
0 (360.000,00) 1,0000 (360.000,00)
1 51.000,00 0,7660 39.066,00
2 115.000,00 0,5867 67.470,50
3 264.000,00 0,4494 118.641,60
4 200.000,00 0,3443 68.860,00
5 250.000,00 0,2637 65.925,00
520.000,00 359.963,10
Valor Atual Líquido ou Valor Presente Líquido igual a zero (aproximadamente).

Figura 5 – VPL (Valor Presente Líquido)

Veja que os valores de entrada atualizados se igualam, ou quase, ao valor do capital investido.

Os fluxos de caixas nominais trazidos a valor presente, descontados a uma taxa de 30,55% ao ano,
igualam a zero a saída e as entradas de caixa a valor presente.

71
Unidade IV

Para cálculo da TIR por meio da HP 12C, são necessárias as seguintes informações:

Quadro 1

Pressione Visor da máquina HP 12C


F CLEAR REG 0,00
360.000 CHS g CFo -360.000,00 (sinal negativo, pois é uma saída de caixa).
51.000 g cfj 51.000 1º fluxo de caixa.
115.000 g cfj 115.000 2º fluxo de caixa.
264.000 g cfj 264.000 3º fluxo de caixa.
200.000 g cfj 200.000 4º fluxo de caixa.
250.000 g cfj 250.000 5º fluxo de caixa.
RCL gNj Informa quantos fluxos foram introduzidos.
25 i Utilize uma taxa qualquer; por exemplo, a taxa de 25% utilizada para o VPL.
f NPV = Valor Presente Líquido = 53.408.

Para calcular finalmente a Taxa Interna de Retorno (IRR):

Pressione a função f IRR; a taxa interna encontrada será de 30,55%.

Sendo a TIR superior ao custo de capital desejado de 25%, então a decisão é investir, porque a TIR
é superior a 25%.

Concluindo, quando estamos fazendo uma análise de investimentos ou aquisição de ativos, os


métodos do VPL e a TIR podem ser usados com mais simplicidade se houver apenas o capital próprio
envolvido na aquisição do ativo; contudo, a taxa de custo de capital é geralmente a taxa de retorno
desejada pelos acionistas.

Cada ramo de atividade tem um padrão de retorno, então, para defini‑la, basta verificar qual é a taxa
para o ramo de negócio pretendido e, dessa forma, estimando‑se as possibilidades de vendas, custos e
despesas, determinando‑se o fluxo de caixa nominal e trazido a valor presente pela taxa de desconto
definida.

Basta verificar, no caso do modelo do VPL, se o fluxo descontado é igual ou maior que o valor inicial
investido. Se o modelo eleito para ajuda na tomada de decisão for a TIR, basta comparar a Taxa de
Retorno interna calculada a partir dos fluxos nominais de caixa. Sendo a taxa interna calculada igual ou
maior que a taxa desejada, então a decisão é investir.

Geralmente, a TIR apresenta‑se maior que a taxa de retorno desejada, porque há uma suposição de
que os fluxos gerados ano a ano são também reaplicados à Taxa de Retorno desejada.

Por essas razões é que o VPL apresenta um excedente em reais, enquanto a TIR, um indicador de
rentabilidade do projeto, deve ser comparada com a taxa mínima de atratividade do investidor.

72
Análise de Investimentos

Se a decisão for mais complexa e de que possa existir capitais de terceiros envolvidos com o capital
próprio, um dos caminhos é eleger uma taxa de Custo de Médio Ponderado de Capital (CMCP). O
CMCP proporciona verificar se a empresa está alavancando favoravelmente quando utiliza o capital
de terceiros ou empréstimos e financiamentos bancários, que também são chamados de passivos com
juros ou passivos financeiros, diferentemente dos passivos operacionais, como a conta de fornecedores,
que tem custos financeiros embutidos no seu preço e é de difícil determinação. E também os passivos
operacionais, como fornecedores, surgem naturalmente; a empresa, quando compra, necessariamente
não precisa implorar prazos de pagamentos e créditos. Com as instituições financeiras, é necessário
implorar por créditos e ficar sujeito a taxas de juros sobre as quais normalmente não se tem controle
algum, e, como sabemos, as taxas de juros em nosso país atingem patamares inimagináveis.

8.1 Outras técnicas de fluxos de caixa

Existem as técnicas de demonstração de fluxos de caixa de natureza contábil que a maioria das
sociedades tem por obrigação elaborar e publicar para os diversos usuários da informação contábil e
financeira; a Lei Societária faz essa exigência.
Observem que os legisladores e os usuários das informações contábeis e financeiras deram grande
importância à demonstração de fluxos de caixa, pois o seu objetivo principal é mostrar, entre um ano
anterior e um ano atual, como a empresa alterou (diminuiu ou aumentou) o seu saldo de caixa.

O Balanço Patrimonial que é publicado comparativamente em dois anos consecutivos mostra


somente o saldo das disponibilidades ou de caixa no final do ano anterior e no final do ano atual. Porém,
não mostra como as disponibilidades aumentaram ou diminuíram de um ano para o outro. O papel de
mostrar essas variações é da demonstração dos fluxos de caixa.

8.2 A estrutura da demonstração de fluxos de caixa

De maneira geral, a estrutura da demonstração de fluxos de caixa está dividida em:

A geração de caixa das atividades operacionais, que decorrem do lucro obtido em cada ano,
pode até se apresentar negativa, o que significa que a empresa não está conseguindo gerar uma das
principais fontes de recursos, que são os lucros que decorrem das atividades operacionais principais,
pelas quais a empresa se organizou e que são necessárias para a sua manutenção. O lucro das empresas
basicamente destina‑se a:

• pagar dividendos;

• pagar empréstimos bancários; e

• uma parcela ainda deve sobrar para o atendimento das necessidades de capital de giro. Uma
empresa necessita cada vez mais de capital de giro, ou seja, para financiar o ativo circulante, para
manter o nível atual de atividades, ou para aumentar o seu volume de atividade, participando
cada vez mais no mercado.

73
Unidade IV

Dessa forma, a empresa necessitará de quantias crescentes de capital de giro, principalmente para
financiar os seus estoques e os investimentos em contas a receber. Em outras palavras, como dissemos
anteriormente, necessita compatibilizar as vendas com o crescente aumento do ativo circulante, ou do
ativo total.

Geração de caixas não operacionais, que se referem às entradas e às saídas de dinheiro, que se
originaram de outras fontes não operacionais, tais como novos aumentos do capital próprio em dinheiro,
empréstimos e financiamentos bancários de curto e longo prazos, vendas de ativos imobilizados. As
saídas não operacionais são as relativas à aquisição de novos ativos de longa duração, tais como o
imobilizado, novas aquisições de ações de outras empresas, aplicações de recursos em projetos de
pesquisas e desenvolvimentos de novos produtos ou novos processos de fabricação, pagamento de
dividendos ou distribuição de lucros aos sócios ou acionistas etc.

Como podemos observar, a demonstração dos fluxos de caixa mostra como a empresa está obtendo
dinheiro e como está gastando ou aplicando os seus recursos de caixa. Importante observar que, às vezes,
uma empresa apresenta, de um ano para outro, uma variação positiva no saldo de caixa, ou um aumento.
O fluxo de caixa pode demonstrar que o aumento não decorreu das atividades operacionais ou do
lucro; pode ter decorrido de empréstimos bancários de curto ou longo prazo e, em momentos especiais,
essa situação pode ser até encarada como normal; porém, ao se analisar uma série maior de anos,
ainda que a tendência seja de um aumento constante do saldo de caixa, mas advindo de empréstimos
de instituições financeiras, poderá significar o seu crescente endividamento e a sua falência. Algumas
empresas comprometem a sua continuidade por não cuidar do seu fluxo de caixa.

Resumo

Essa unidade amplia e explora aplicação do método de avaliação de


investimento pelos métodos:

EVA

Comparado ao VPL, simulando situação de investimento em que haja


presença de capital próprio e de terceiros, há inserção de uma taxa de juros
anual e documentos contábeis para iniciar as análises.

O aluno deve ter percebido que, não importa o método utilizado, o


resultado é o mesmo, direcionando assim o gestor financeiro a tomar
decisão com precisão.

TIR

Taxa Interna de Retorno é outra técnica de se trazer a valor presente as


entradas futuras de caixa. A TIR é definida como a taxa que iguala a zero as
entradas futuras de caixa com as saídas de caixa na data do investimento
74
Análise de Investimentos

ou do desembolso de caixa (data zero). E vimos que é indicado o uso da


HP12C.

Vimos que existem as técnicas de demonstração de fluxos de caixa de


natureza contábil que a maioria das sociedades tem por obrigação elaborar
e publicar para os diversos usuários da informação contábil e financeira; a
Lei Societária faz essa exigência.

Para finalizar, o gestor financeiro precisa conhecer todas essas técnicas


aqui apresentadas para melhor trabalhar com o recurso “dinheiro” em
busca de melhores resultados.

Exercícios

Questão 1. Conforme José Carlos Marion, “a demonstração do resultado do exercício é um resumo


ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período, normalmente 12 meses”.
(MARION, J. C. Contabilidade básica. 10. Ed. São Paulo: Atlas, 2009, p. 98). Acerca da demonstração de
resultados, avalie as afirmativas e responda o solicitado.

I – A DRE, Demonstração dos Resultados do Exercício, é apresentada de forma dedutiva, ou seja,


vertical, iniciando-se pela demonstração das receitas para, depois, serem delas subtraídas as despesas.

II – A Receita Bruta (disponível na DRE) representa o total bruto vendido num determinado período,
inclusos aqueles impostos incidente sobre a venda que, via de regra, fazem parte do preço final de venda.

III – Todas as deduções que aparecem na DRE são consideradas como despesas, pois são abatidas da
Receita Bruta para que seja conhecida a Receita Líquida.

IV – As despesas com a administração da empresa são demonstradas na DRE como despesas


operacionais.

Estão corretas apenas as afirmativas:

A) I e II.
B) I, II e III.
C) II e IV.
D) I, II e IV.
E) II, III e IV.

Resposta correta: alternativa D.

75
Unidade IV

Análise das afirmativas

I – Afirmativa correta.

Justificativa: a proposição é verdadeira, pois a DRE é estruturada de forma vertical, iniciando-se pela
apresentação da Receita Bruta e procedendo a todas as deduções que são cabíveis.

II – Afirmativa correta.

Justificativa: a proposição é verdadeira, pois a Receita Bruta nada mais é do que a multiplicação do
preço das mercadorias vendidas por sua quantidade, (P x Q) e, no preço, estão alguns impostos sobre
vendas.

III – Afirmativa incorreta.

Justificativa: na DRE as deduções não são consideradas como despesas, mas sim como ajustes
realizados sobre a Receita Bruta, para que seja possível apurar a Receita Líquida.

IV – Afirmativa correta.

Justificativa: as despesas operacionais são todas as despesas que contribuem para a manutenção
da atividade operacional da empresa, a exemplo de despesas de vendas e de despesas administrativas,
dentre outras.

Questão 2. (CRC 2012, adaptada). Leia o texto a seguir:

Quais podem ser os reflexos da contabilização de juros sobre o capital próprio na riqueza do acionista?

A função fundamental do administrador financeiro de uma empresa é a maximização da riqueza do


acionista. Com a evolução da função financeira, desde a década de 1950, foram desenvolvidos vários
trabalhos e modelos, visando ao atendimento deste objetivo. No Brasil, a partir da aprovação da Lei nº
9.249/95, tornou-se possível a contabilização de Juros Sobre o Capital Próprio (JSCP) aos acionistas e
sua dedução como despesa financeira para fins fiscais. Como a forma de tributação incidente sobre esta
opção de remuneração difere de pessoas físicas para pessoas jurídicas, este trabalho tem por objetivo
identificar quais podem ser os reflexos da contabilização de JSCP na riqueza do acionista, demonstrando
como se pode utilizar o JSCP para aumento da riqueza dos acionistas. Para tanto, realizou-se um estudo
descritivo, analisando-se documentos indiretos da empresa selecionada. Tal empresa faz parte do
setor de Telecomunicações, setor que contabilizou o maior montante de JSCP no ano de 2006. Como
considerações finais têm-se que o JSCP pode ser utilizado para a maximização da riqueza do acionista
em virtude da economia de impostos. No entanto, com algumas particularidades, esta vantagem pode
deixar de existir em razão do tipo de acionista recebedor, se pessoa física ou jurídica.

Fonte: Rodrigo Fernandes Malaquias e outros, CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Revista Brasileira de Contabilidade, Brasília, n.
188, p. 59, mar.-abr. 2011. Disponível em: <http://cfc.org.br/uparq/resumo_188.pdf>. Acesso em: 29 nov. 2011. Adaptado.

76
Análise de Investimentos

De acordo com o texto, é correto afirmar que:

A) A contabilidade de Juros Sobre o Capital Próprio aos acionistas e a sua dedução como despesa
financeira têm fundamento legal datado de 1995.

B) A riqueza dos acionistas interfere na economia de impostos por parte da empresa.

C) A empresa em questão adotou contabilização de receitas com Juros Sobre o Capital Próprio.

D) O objetivo da pesquisa é correlacionar os efeitos da riqueza do acionista na contabilização de


Juros Sobre o Capital Próprio.

E) Independente do tipo de acionista recebedor dos Juros Sobre o Capital Próprio, se pessoa física ou
jurídica, sua contabilização produz vantagem econômica.

Resolução desta questão na plataforma.

77
REFERÊNCIAS

Textuais

ASSAF NETO, A. Finanças corporativas e valor: manual do mestre. São Paulo: Atlas, 2003.

ASSAF NETO, A.; LIMA, F. G. Curso de administração financeira. São Paulo: Atlas, 2009.

BM&fBOVESPA. Procedimentos operacionais da câmara de compensação, liquidação e gerenciamento


de riscos de operações no segmento Bovespa, e da central depositária de ativos (CBLC). São
Paulo, 2011. Disponível em: <http://www.bmfbovespa.com.br/pt‑br/regulacao/download/
MPO‑CBLC‑Completo‑110318‑Em‑vigor.pdf>. Acesso em: 5 set. 2013.

BRASIL. Receita Federal. Juros sobre o capital social (remuneração do capital próprio). [s. d.]. Disponível
em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/DIPJ/2005/PergResp2005/pr454a459.htm>.
Acesso em: 5 set. 2013.

CAVALCANTE, F. A “melhor apresentação” da ferramenta EVA. Up‑To‑Date, n. 358. [s. d.]. Disponível em:
<http://www.cavalcanteassociados.com.br/utd/UpToDate358.pdf>. Acesso em: 5 set. 2013.

FORTUNA, E. Mercado financeiro. 9. ed. São Paulo: Qualimark, 1996.

GITMAN, L. J. Princípios da administração financeira. 3. ed. Trad. Jacob Ancelevicz. São Paulo: Harbra,
1984.

HOJI, M. Administração financeira e orçamentária. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

LEMES JÚNIOR, A. B.; RIGO, C. M.; CHEROBIM, A. P. Administração financeira, princípios, fundamentos
e práticas brasileiras. 2. ed. São Paulo: Elsevier, 2005.

MATARAZZO, D. C. Análise financeira de balanços. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1994.

ROBERTS, R. Por dentro das finanças internacionais. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. p. 102.

SANTOS, I. M. A. Análise de investimentos. [s. d.]. Disponível em: <http://vigo.ime.unicamp.br/


Projeto/2009‑2/MS777/ms777_ieda.pdf>. Acesso em: 5 set. 2013.

SANVICENTE, A. Z. Administração financeira. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

Sites

<http://www.fipecafi.org/>

78
Exercícios

Unidade I – Questão 2: FUNDAÇÃO CESGRANRIO. BNDES 2009: Profissional Básico Ciências Contábeis.
Questão 49. Disponível em: <https://qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/prova/arquivo_
prova/899/cesgranrio-2009-bndes-profissional-basico-ciencias-contabeis-prova.pdf>. Acesso em: 7
jul. 2015.

Unidade II – Questão 2: INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO


TEIXEIRA (INEP). Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) 2009: Ciências Contábeis.
Questão 30. Disponível em: <http://public.inep.gov.br/enade2009/CIENCIAS_CONTABEIS.pdf>. Acesso
em: 7 jul. 2015.

Unidade III – Questão 1: DEPARTAMENTO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ARARAQUARA


(DAEE). 402 – Economia. Questão 41. Disponível em: <http://www.daaeararaquara.com.br/concurso/
Caderno%20de%20Prova%20-%20Cargo%20402%20-%20ECONOMISTA.pdf>. Acesso em: 7 jul. 2015.

Unidade III – Questão 2: FUNDAÇÃO CESGRANRIO. BNDES 2009: Profissional Básico Ciências
Contábeis. Questão 45. Disponível em: <http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/
bndes_pt/Galerias/Arquivos/empresa/concursos/2009_PROVA4_CIENCIASCONTABEIS.pdf>. Acesso em:
7 jul. 2015.

Unidade IV – Questão 2: CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). Exame de Suficiência 2012:


Bacharel em Ciências Contábeis. Questão 48. Disponível em: <http://portalcfc.org.br/wordpress/wp-
content/uploads/2012/12/PROVA-BACHAREL_2_2012.pdf>. Acesso em: 7 jul. 2015.

79
80
Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000

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