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TIMBER CALC

Ferramenta computacional automatizada para


a verificação de elementos estruturais de
madeira

Manual do usuário

Autores:

João Pedro Tumelero

Marinês Silvani Novello

PASSO FUNDO – RS

2018
APRESENTAÇÃO

A rotina para verificação de elementos de madeira foi concebida afim de


disponibilizar uma ferramenta automática ao meio acadêmico e profissionais da
área da engenharia estrutural, sem custos financeiros. Permite a verificação de
perfis que possuem seção transversal composta e capaz de fornecer ao usuário
a quantidade de madeira em metros lineares para a execução de um
determinado modelo estrutural para coberturas, o qual pode ser adotado pelo
usuário na parte inicial dos cálculos e verificações. Ressalta-se que a grande
maioria das funções desempenhadas pelo Timber Calc atualmente são
realizadas apenas por softwares cujas licenças de uso requerem investimentos
financeiros.

Todos os procedimentos de cálculo referentes ao dimensionamento de


estruturas de madeira atendem aos requisitos e recomendações da norma da
ABNT NBR 7190/2011 e foram desenvolvidos pelo aluno João Pedro Tumelero
com orientação constante da professora Me. Marinês Silvani Novello.
OBSERVAÇÕES

a) Quanto ao uso da rotina torna-se necessária por parte do usuário a utilização


das barras de rolagem horizontal e vertical para que nenhuma informação fique
submissa ou algum campo deixe de ser preenchido.

b) Os campos para inserção de dados estão preenchidos em amarelo.


ADVERTÊNCIA

Os autores do programa assim como a Faculdade Meridional, não


possuem responsabilidade alguma por danos causados pelo mau uso do
mesmo, ressaltando que o usuário é responsável pela interpretação e conclusão
a respeito dos resultados gerados pelo software. Além disso, não é fornecida
nenhuma garantia quanto ao funcionamento da ferramenta.
1 Tela inicial

Ao abrir o arquivo Excel para a execução dos cálculos, é apresentada ao


projetista uma página contendo informações gerais sobre o programa
desenvolvido (ver Figura 1) e no canto inferior direito da mesma encontra-se o
botão “Iniciar”, ao clicar neste botão o usuário define se a verificação estrutural
se dará sobre um elemento isolado (pilar, viga, etc.) ou se adotará uma das
tesouras disponíveis no software.

Para elemento isolado deve-se clicar no botão “Elemento isolado” ou


clicar em “Modelos” para a definição do modelo que contém os elementos as
serem dimensionados.

Figura 1 – Tela Inicial.

Fonte: Timber Calc (2018)

Quando o usuário opta pela verificação de elementos de uma tesoura, é


direcionado para a página que contém dez modelos treliçados, entre eles
existem tesouras triangulares, trapezoidais de uma e duas águas e traves
(treliças planas). Ao lado da imagem ilustrativa do modelo está o número
correspondente a mesma (ver Figura 2), para selecionar uma tesoura deve-se
clicar sobre este número.
Figura 2 – Modelos disponíveis.

Fonte: Timber Calc (2018)

Após escolher a tesoura o usuário informa ao software o vão a ser vencido


pela mesma, a altura e o número de montantes, demais informações como
inclinação, comprimento inclinado e número de diagonais são calculadas pelo
programa. Os valores devem ser inseridos nos campos em amarelo, como pode
ser visto na Figura 3.

Observação: Para tesouras triangulares e trapezoidais de duas águas e


traves, o número de montantes a ser inserido deve ser par e o pendural não deve
ser incluso na contagem.

Figura 3 – Dados do modelo treliçado.

Fonte: Timber Calc (2018)


Informados os valores acima comentados, a planilha retorna as
informações de todas as dimensões do modelo, quantitativo em metros lineares
de cada componente da tesoura e o comprimento de flambagem de cada
componente, que será utilizado na verificação estrutural.

2 Seção transversal

Para seguir com o dimensionamento, o usuário acessa a página de


escolha da seção transversal através do botão “Seção transversal”, caso tenha
optado para a verificação de um elemento isolado, o projetista é direcionado
diretamente para esta etapa. Nesta página exibida na Figura 4, basta clicar sobre
o número localizado ao lado da seção escolhida, com isso, acessa-se a página
da mesma.

Figura 4 – Seções transversais disponíveis.

Fonte: Timber Calc (2018)

Escolhida uma das quatro seções transversais disponíveis, são inseridas


por parte do usuário as dimensões da mesma, estando estas indicadas na
imagem ilustrativa da seção (ver Figura 5), além disso, na caixa de combinação
deve-se selecionar o elemento da tesoura em questão, com isso,
automaticamente é apresentado o comprimento do elemento. Caso esteja
verificando um elemento isolado, o usuário deve informar o comprimento da peça
no campo indicado.

Após receber os dados, o programa calcula e retorna os valores do


momento de inércia, módulo resistente da seção e esbeltez, em X e Y. Para
seguir o dimensionamento, deve-se clicar no botão “Classe de Resistência”.

É importante atentar-se para os avisos dados pelo software em situações


como não atendimento à área mínima da seção, dimensão mínima e esbeltez do
elemento superior ao limite estipulado pela norma ABNT NBR 7190 (2011).

Figura 5 – Dados da seção transversal.

Fonte: Timber Calc (2018)

3 Classe de Resistência

A classe de resistência varia conforme a espécie de madeira, mesmo


assim as espécies são divididas em dois grupos: coníferas e dicotiledôneas ou
folhosas. Com o intuito de auxiliar o usuário na escolha da classe à qual a
madeira que irá ser utilizada no projeto pertence, basta utilizar a barra de
rolagem vertical para que seja conhecida a classe das espécies comumente
aplicadas em estruturas.
Conhecida a classe de resistência, para selecioná-la basta clicar no botão
que contenha o nome da mesma. A página do programa onde estão as classes
de resistência é ilustrada através das Figuras 6 e 7.

Figura 6 – Classes de resistência.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 7 – Espécies de madeira.

Fonte: Timber Calc (2018)


4 Coeficientes de modificação

Na escolha dos coeficientes de modificação são levadas em conta a


classe de carregamento, classe de umidade e qualidade da madeira. Nesta
página são expostas as tabelas contidas na norma ABNT NBR 7190 (2011), para
a seleção do coeficiente devem ser utilizadas as caixas de combinação
localizadas logo abaixo de cada uma das tabelas. Os primeiros valores
escolhidos são os correspondentes ao Kmod 1 (Figura 8) e Kmod 2 (Figura 9),
relativos às classes de carregamento e umidade, respectivamente. Feito isso,
utiliza-se a barra de rolagem vertical para a definição do Kmod 3 (Figuras 10 e
11), relativo ao tipo de madeira.

Antes de proceder à página das tensões resistentes através do botão


“Compressão, tração e cisalhamento”, pode ser verificado o valor de Kmod que
será utilizado nos cálculos para verificação do perfil.

Figura 8 – Coeficiente de modificação 1.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 9 – Coeficiente de modificação 2.

Fonte: Timber Calc (2018)


Figura 10 – Coeficiente de modificação 3 para coníferas.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 11 – Coeficiente de modificação 3 para folhosas.

Fonte: Timber Calc (2018)


5 Compressão, tração e cisalhamento

Seguindo o dimensionamento, chega-se à etapa onde são conhecidas as


tensões resistentes de compressão, tração e cisalhamento, mostradas nas
Figuras 12 e 13. Calculadas automaticamente pelo software, estas devem ser
comparadas às tensões solicitantes de projeto, para a verificação por parte do
projetista se a peça suportará as cargas as quais está submetida.

Além dos valores dos esforços resistentes, o programa mostra os


coeficientes, área da seção transversal, valores característicos e de cálculo
utilizados nas fórmulas. Nos esforços de compressão e tensão paralelas às
fibras, a ABNT NBR 7190 (2011) recomenda que seja adotada a menor tensão
entre essas duas, a recomendação é válida também para a tensão resistente ao
cisalhamento, a definição do valor a ser adotado é calculada pelo programa e
exposta logo abaixo de cada item. A próxima etapa compreende as verificações
da flexocompressão e pode ser acessada através do botão de mesmo nome.

Figura 12 – Compressão e tração paralelas às fibras.

Fonte: Timber Calc (2018)


Figura 13 – Compressão e tração perpendiculares e cisalhamento.

Fonte: Timber Calc (2018)

6 Flexocompressão

O primeiro passo a ser cumprido na página da flexocompressão é inserir


uma carga normal solicitante de projeto (Figura 14), podendo esta ser paralela
às fibras ou perpendicular, a partir disso o software calcula a tensão devido à
força normal. Na sequência do cálculo é definida a excentricidade, nas situações
em que seja desconhecida a existência de excentricidade, é adotada a
excentricidade mínima de norma, caso contrário, o usuário insere o valor da
excentricidade no campo indicado. Com isso, são apresentados o momento
fletor e a tensão, ambos provenientes da excentricidade.

Para a determinação das esbeltezes relativas em X e Y que indicarão qual


será a verificação a ser considerada, deve-se fazer o uso das caixas de
combinação (ver Figura 15) para informar ao programa se a carga solicitante
inserida anteriormente é na direção paralela ou perpendicular às fibras da
madeira. De acordo com a direção da carga são selecionados a resistência
característica e o módulo de elasticidade do material, feito isso, são
apresentadas as mensagens indicando a verificação adotada para o caso.

Antes de consultar a verificação, utilizando as caixas de combinação o


usuário define o coeficiente kM em função do formato da seção transversal e
pode ainda conferir os valores dos coeficientes Kx, Ky, Kcx e Kcy. É de suma
importância estar atento ao uso da barra de rolagem vertical, para evitar a
submissão de dados considerados no processo. As etapas de definição do kM,
verificação à flexocompressão e verificação à estabilidade de peças
flexocomprimidas podem ser vistas nas Figuras 16 e 17, respectivamente.

Figura 14 – Flexocompressão.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 15 – Esbeltezes relativas.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 16 – Verificação à flexocompressão.

Fonte: Timber Calc (2018)


Figura 17 – Verificação à estabilidade de peças flexocomprimidas.

Fonte: Timber Calc (2018)

Caso a peça não atenda ao esforço de flexocompressão, deve-se


retroceder e alterar a classe de resistência ou as dimensões da seção
transversal.

7 Flexotração

A próxima etapa compreende as verificações do elemento quanto a


flexotração (Figuras 18, 19 e 20), basicamente repete-se o procedimento anterior
de inserção e seleção de dados através dos campos em amarelo e caixas de
combinação, respectivamente. A principal diferença em relação à
flexocompressão é a existência de apenas duas verificações, estas não sendo
atendidas procede-se com as mesmas ações comentadas acima, alterando
classe de resistência e/ou dados da seção transversal.

Figura 18 – Flexotração.

Fonte: Timber Calc (2018)


Figura 19 – Esbeltezes relativas.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 20 – Verificação 1 à flexotração.

Fonte: Timber Calc (2018)

8 Flexão

Passa-se então, às verificações relacionadas à flexão, inicialmente são


disponibilizados os valores aplicados nas fórmulas de verificação à flexão
simples reta (Figura 21). Cabe ao projetista informar os momentos máximos
obtidos nas combinações de ações, a partir destes são calculadas as tensões e
o software executa as verificações.
Figura 21 – Flexão simples reta.

Fonte: Timber Calc (2018)

Semelhante ao processo adotado na flexocompressão e flexotração,


observa-se na Figura 22 que deve ser selecionado o coeficiente kM para que,
automaticamente, o programa realize as verificações relativas à flexão oblíqua.

Figura 22 – Flexão simples oblíqua.

Fonte: Timber Calc (2018)


Utilizando a barra de rolagem vertical, chega-se à verificação das tensões
cisalhantes (Figura 23), onde o usuário insere os esforços cortantes máximos
advindos das combinações de ações, com isso é calculada a tensão cisalhante
e comparada com a resistência ao cisalhamento de cálculo, resultando na
verificação.

Figura 23 – Verificação às tensões cisalhantes.

Fonte: Timber Calc (2018)

Para fins de credibilidade desenvolveu-se no programa a possibilidade de


calcular a flecha de acordo com a norma ABNT NBR 7190 (2011) e, também,
segundo a versão antiga ABNT NBR 7190 (1997).

Na primeira verificação, apresentada na Figura 24, correspondente a


ABNT NBR 7190 (2011), são informadas ao software as cargas horizontais
permanente e acidental e verticais permanente e acidental, obtidas através da
decomposição das mesmas em relação à inclinação da cobertura. A partir disso,
são calculadas as deformações correspondentes a cada uma das cargas, estas
deformações serão aplicadas nas fórmulas que resultam nas flechas limite e
flecha devida à fluência. Para a determinação desta última, através da caixa de
combinação e em função das classes de carregamento e umidade, deve ser
adotado um coeficiente de fluência.

Com a soma das flechas limite e devida à fluência, tem-se a flecha efetiva,
a qual é comparada com a flecha máxima estipulada por norma e assim, é
realizada a verificação.
Figura 24 – Verificação à flecha de acordo com a NBR 7190 (2011).

Fonte: Timber Calc (2018)

Já na verificação descrita na versão antiga da norma (Figura 25), as


cargas utilizadas para a obtenção das deformações são as de maior valor obtidas
nas combinações de ações. Calculadas as deformações em X e Y, os valores
das mesmas são aplicados na fórmula e comparados com o valor da flecha
máxima.

Figura 25 – Verificação à flecha de acordo com a NBR 7190 (1997).

Fonte: Timber Calc (2018)


9 Estabilidade lateral

Ao final da página são encontrados os botões para a verificação da


estabilidade lateral da seção transversal, basta clicar sobre o botão com o nome
da seção em uso para que as verificações sejam realizadas. Nas Figuras 26, 27,
28 e 29 são mostradas as respectivas páginas de cada uma das quatro seções
disponíveis no software.

Executadas as verificações, cabe ao usuário gerar o relatório de cálculo


clicando no botão de mesmo nome, parte de um relatório pode ser visto na Figura
30.

Figura 26 – Estabilidade lateral de vigas de seção retangular.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 27 – Estabilidade lateral de seção composta por dois elementos.

Fonte: Timber Calc (2018)


Figura 28 – Estabilidade lateral de seção composta por três elementos.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 29 – Estabilidade lateral de seção composta em formato H.

Fonte: Timber Calc (2018)

Figura 30 – Parte inicial do relatório gerado pelo software.

Fonte: Timber Calc (2018)


10 Exemplo de aplicação utilizando o software Timber Calc

Pretende-se dimensionar um elemento solicitado à compressão


perpendicular às fibras.

Dados:

• Comprimento do elemento: 750 mm;


• Esforço solicitante de cálculo: 15000 N;
• Seção transversal composta por dois elementos de seção
retangular, com base igual a 45 mm, altura de 160 mm e
espaçamento entre os elementos de 25 mm;
• Madeira: serrada, conífera, classe C25, madeira de 2ª categoria,
classe de umidade 1, classificação visual densa S1-D;
• Umidade de equilíbrio da madeira: 12 %;
• Condição de projeto: estrutura prevista para carregamento normal.

1º Passo:

Figura 31
2º Passo:

Figura 32
3º Passo: inserir dados da seção e comprimento do elemento.

Figura 33
4º Passo:

Figura 34
5º Passo: selecionar a classe de resistência.

Figura 35

6º Passo: inserir os coeficientes de modificação.

Figura 36

Figura 37
Figura 38

Figura 39
7º Passo: verificar se a carga resistente tem maior valor que a carga solicitante.

Figura 40
A carga solicitante de cálculo é igual a 15000 N = 15 kN, portanto sendo
a carga resistente igual a 27 kN, o elemento atende.

8º Passo: Efetuar a verificação quanto à flexocompressão.

Figura 41

Figura 42

Figura 43
Figura 44

Verifica-se que o elemento atende também ao esforço combinado de


flexocompressão, feito isso, basta gerar o relatório de cálculo clicando no botão
localizado no canto inferior direito da tela como mostra a imagem a seguir.

Figura 45
A seguir pode-se conferir o relatório contendo todos os cálculos realizados
no exemplo.

TIMBER CALC

Relatório de cálculo

Madeira: Conífera - C25


fc0, k: 25 MPa
fv0, k: 5 MPa
Ec0, m: 8500 MPa
p aparente: 550 kg/m³
Propriedades geométricas:
Seção: Composta - dois elementos
Área= (b*h)*2 mm²
b= 45 mm
h= 160 mm
b'= 0 mm
h'= 0 mm
A1= 7200 mm²
A= 14400 mm²
L= 750,00 mm
d= 25 mm

Ix= ((b*h^3)/12)*2
Ix= {[45 * (160)^3] / 12} * 2
Ix= 30720000 mm4

Iy= ((b^3*h)/12)*2+(2)*(A1)*(d/2+b/2)^2
Iy= {[(45)^3 * 160] / 12} * 2 + 2 * {7200 * [(25 / 2) + (45 / 2)]^2}
Iy= 20070000 mm4

λx= L/(Ix/A)1/2
λx= 750 / (30720000 / 14400)^0,5
λx= 16,24
λy= L/(Iy/A)1/2
λy= 750 / (20070000 / 14400)^0,5
λy= 20,09

Wx= Ix/(h/2)
Wx= 30720000 / (160 / 2)
Wx= 384000 mm³
Wy= Iy/((2*b+d)/2)
Wy= 20070000 / [(2 * 45 + 25) / 2]
Wy= 349043,48 mm³

Coeficientes de moderação (Kmod): Item 4.4.4 NBR 7190/2011


Kmod= Kmod 1 * Kmod 2 * Kmod 3
Kmod 1= 0,70
Kmod 2= 1,00
Kmod 3= 0,60
Kmod= 0,7 * 1 * 0,6
Kmod= 0,42
Resistência à compressão paralela às fibras: Tabela 9 NBR 7190/2011
fc0, d= Kmod * (fc0, k/ɣwc)
fc0, k= 25 MPa
ɣwc= 1,4
fc0, d= 0,42 * (25 / 1,4)
fc0, d= 7,5 MPa
NRC, d= fc0, d * A
A= 14400 mm²
NRC, d= 7,5 * 14400
NRC, d= 108 kN

Resistência à tração paralela às fibras: Tabela 9 NBR 7190/2011


ft0, d= Kmod * (fc0, k/ɣwt)
fc0, k= 25 MPa
ɣwc= 1,8
ft0, d= 0,42 * (25 / 1,8)
ft0, d= 5,83 MPa
NRT, d= ft0, d * A
A= 14400 mm²
NRT, d= 5,83 * 14400
NRT, d= 83,95 kN

NR0, d= 83,95 kN

Resistência à compressão perpendicular às fibras: Tabela 9 NBR 7190/2011


fc90, d= 0,25 * fc0, d * αn
fc0, d= 7,5 MPa
αn= 1
fc90, d= 0,25 * 7,5 * 1
fc90, d= 1,88 MPa
NRC90, d= fc90, d * A
A= 14400 mm²
NRC90, d= 1,88 * 14400
NRC90, d= 27,07 kN

Resistência à tração perpendicular às fibras: Tabela 9 NBR 7190/2011


ft90, d= 0,06 * fc0, d
fc0, d= 7,5 MPa
ft90, d= 0,06 * 7,5
ft90, d= 0,45 MPa
NRT90, d= ft90, d * A
A= 14400 mm²
NRT90, d= 0,45 * 14400
NRT90, d= 6,48 kN

Resistência ao cisalhamento: Tabela 9 NBR 7190/2011


fv, d1= Kmod * (fv0, k/ɣwv)
Kmod= 0,42
fv0, k= 5 MPa
ɣwv= 1,8
fv, d1= 0,42 * (5 / 1,8)
fv, d1= 1,17 MPa
VR, d1= fv, d1 * A
A= 14400 mm²
VR, d1= 1,17 * 14400
VR, d1= 11,23 kN

fv, d2= 0,12 * fc0, d


fc0, d= 7,5 MPa
fv, d2= 0,12 * 7,5
fv, d2= 0,9 MPa
VR, d2= fv, d2 * A
A= 14400 mm²
VR, d2= 0,9 * 14400
VR, d2= 8,64 kN

VR, d= 8,64 kN

Flexocompressão
Nsc= 15000 N
Tensão devido à força solicitante:
σNcs, d= Nsc/A
A= 14400 mm²
σNc, d= 15000 / 14400
σNc, d= 1,04 MPa

Excentricidade:
e= L/300
L= 750,00 mm
e= 750 / 300
e= 2,5 mm

Momento devido à excentricidade:


Mxy, d= Nsc * e
Mxy, d= 15000 * 2,5
Mxy, d= 37500 N*mm

Tensão proveniente do momento excêntrico:


σMx, d= Mxy, d / Wx
Wx= 384000 mm³
σMx, d= 37500 / 384000
σMx, d= 0,1 N*mm
σMy, d= Mxy, d / Wy
Wy= 349043,48 mm³
σMy, d= 37500 / 349043,48
σMy, d= 0,11 N*mm

Esbeltez relativa em x: Item 5.5.3 NBR 7190/2011


λrel, x= (λx/π)*(fc, k / E)1/2
λx= 16,24
fc90, k= 6,25 MPa
(1/20)*Ec0,
Ec90, m=
m
Ec0, m= 8500 MPa
Ec90, m= 0,7 * 8500
Ec90, m= 425 MPa
λrel, x= (16,24 / 3,141592) * (6,25 / 425)^0,5
λrel, x= 0,63 ˃ 0,3 - Verificar a estabilidade de peças
flexocomprimidas
Esbeltez relativa em y: Item 5.5.3 NBR 7190/2011
λrel, y= (λy/π)*(fc, k / E)1/2
λy= 20,09
fc90, k= 6,25 MPa
(1/20)*Ec0,
Ec90, m= m
Ec0, m= 8500 MPa
Ec90, m= 0,7 * 8500
Ec90, m= 425 MPa
λrel, y= (20,09 / 3,141592) * (6,25 / 425)^0,5
λrel, y= 0,78 ˃ 0,3 - Verificar a estabilidade de peças
flexocomprimidas

Verificações:
1 - Flexocompressão: Item 5.3.6 NBR 7190/2011
σNc, d= 1,04 MPa
σMx, d= 0,1 MPa
σMy, d= 0,11 MPa
fc, d= 1,88 MPa
Seção não
kM= 1,0
retangular

(σNc, d / fc, d)^2 + (σMx, d / fc, d) + kM*(σMy, d / fc, d) ≤ 1


(1,04 / 1,88)^2 + (0,1 / 1,88) + 1 * (0,11 / 1,88 ≤ 1
0,42 ≤ 1 Ok, atende!

(σNc, d / fc, d)^2 + kM*(σMx, d / fc, d) + (σMy, d / fc, d) ≤ 1


(1,04 / 1,88)^2 + 1 * (0,1 / 1,88) + (0,11 / 1,88) ≤ 1
0,42 ≤ 1 Ok, atende!

2 - Estabilidade de peças flexocomprimidas: Item 5.5.4 NBR 7190/2011


σNc, d= 1,04 MPa
σMx, d= 0,1 MPa
σMy, d= 0,11 MPa
fc, d= 1,88 MPa
Seção não
kM= 1
retangular
Kcx= 1 / {Kx + [(Kx)^2 - (λrel, x)^2]1/2}
Kx= 0,5 * [1 + βc *(λrel, x - 0,3) + (λrel, x)2]
βc= 0,2 para peças serradas
Kx= 0,5 * [1 + 0,2 * (0,63 - 0,3) + (0,63)^2]
Kx= 0,73
Kcx= 1 / {0,73 + [(0,73)^2 - (0,63)^2]^0,5}
Kcx= 0,91

Kcy= 1 / {Ky + [(Ky)^2 - (λrel, y)^2]1/2}


Ky= 0,5 * [1 + βc *(λrel, y - 0,3) + (λrel, y)2]
βc= 0,2 para peças serradas
Ky= 0,5 * [1 + 0,2 * (0,78 - 0,3) + (0,78)^2]
Ky= 0,85
Kcy= 1 / {0,85 + [(0,85)^2 - (0,78)^2]^0,5
Kcy= 0,84

(σNc, d / Kcx*fc, d) + (σMx, d / fc, d) + kM*(σMy, d / fc, d) ≤ 1


[1,04 / (0,91 * 1,88)] + (0,1 / 1,88) + 1 * (0,11 / 1,88) ≤ 1
0,72 ≤ 1 Ok, atende!

(σNc, d / Kcy*fc, d) + kM*(σMx, d / fc, d) + (σMy, d / fc, d) ≤ 1


[1,04 / (0,84 * 1,88)] + 1 * (0,1 / 1,88) + (0,11 / 1,88) ≤ 1
0,77 ≤ 1 Ok, atende!

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