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Físico-Química II

Rodrigo Souza Banegas

Experimento 05
VELOCIDADE E MECANISMO DE REAÇÕES QUÍMICAS. ENERGIA DE ATIVAÇÃO.

Alunos: Carolina de Andrade, Edemilson de Modesti, Vinícius Schwamberger.


Data: 27/03/2012

Temperatura: 26°C
Pressão: 759 mmHg

OBJETIVOS

Observar o efeito da temperatura sobre a velocidade de reação e determinar a energia


de ativação (Ea) a partir da equação de Arrhenius.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nesta prática medimos a energia de ativação (Ea) para a reação abaixo descrita:

2 I- + H2O2 à I20 + 2OH-

A energia de ativação é calculada através da equação de Arrhenius:

− Ea
RT
K= A .e

R é a constante dos gases, A e Ea são duas constantes características da reação. Ea é a


chamada energia de ativação.

No experimento dissolveu-se em um balão volumétrico 2 g de KI em 500 mL de água,


em seguida juntou-se 20 mL de ácido sulfúrico 0,5 mol/L. Agitou-se bem mantendo-se
a temperatura ambiente. No mesmo banho termostático colocou-se um tubo de
ensaio contendo 10 mL de solução de amido e outro tubo com 10 mL de água
oxigenada até que os dois tubos e o balão alcançaram a temperatura de equilíbrio.
Acrescentou-se, por meio de uma bureta, 1 mL de solução de tiossulfato ao balão sob
agitação, em seguida o amido e, finalmente, água oxigenada, disparando o cronômetro
neste instante.

Quando apareceu a cor azul anotou-se o tempo sem parar o cronômetro e, adicionou-
se, imediatamente outro mL de tiossulfato com a bureta. Aguardou-se o aparecimento
da cor azul, anotou-se o tempo e juntou-se imediatamente outro mL de tiossulfato,
esperando novamente o aparecimento da cor azul, e assim sucessivamente até o total
de 10 mL adicionados. Repetiu-se a experiência anterior elevando-se a temperatura
em 10 °C manteve-se o sistema até atingir o equilíbrio (+/- 10 min). As temperaturas
foram tomadas no interior do balão antes do início da reação e depois de terminar a
experiência, anotaram-se ambas monitorando a temperatura durante todo o
experimento.

Os valores de tempos em temperatura ambiente e 10°C acima desta estão


apresentados na tabela abaixo:

Tabela 01 – Valores obtidos


T1 = 299,15 K T2 = 309,15 K
Leitura nº t’’÷t’
t’ (min) t’’ (min)
1 0,58 0,73 1,2586
2 1,67 1,35 0,8084
3 2,83 2,17 0,7668
4 3,90 2,93 0,7513
5 5,20 3,67 0,7058
6 6,30 4,38 0,6952
7 7,62 5,17 0,6785
8 8,93 6,00 0,6719
9 10,25 6,69 0,6527
10 11,83 7,45 0,6298

A partir destes valores, fazemos a média de t’’ ÷ t’:

⌈ ∑ ( t '' ÷ t ' ) ⌉ ÷ 10=¿ 0,7619


Sendo assim, podemos calcular a Energia de Ativação média (Ea) da reação utilizando a
seguinte equação de Arrenhius:

2,303. R . ( T 2−T 1 ) t''


Ea =
T 1−T 2 ( )
. log
t'

2,303 . 8,314 J /molK . ( 309,15 K −299,15 K )


Ea = . log ( 0,7619 )
299,15 K−309,15 K

191,4714
Ea = . (−0,1181 )
−10

Ea =2,2613J/molK

CONCLUSÃO

Concluímos que podemos calcular a energia de ativação de uma reação através da


equação de Arrhenius. Também podemos afirmar que o agregado de Na 2S2O3, quando
aparece a coloração do I2, assegura um excesso de tiossulfato, de maneira que, todo o
iodo formado em cada instante pela reação de oxidação do iodo é transformado
instantaneamente em I-, o qual sua concentração permanece constante pelo fato de
ser regenerado à medida que transcorre a reação.

FONTES DE ERRO

Podemos citar como fontes de erros nessa prática a concentração e o volume correto
dos reagentes, também o fato de não manter a temperatura constante, que influencia
na cinética da reação. Outro ponto é adicionar os reagentes no sistema antes deles
alcançarem a temperatura de equilíbrio, e por fim a interpretação e leitura do tempo
no momento exato que aparece a coloração azul, onde podem ocorrer diferenças de
alguns segundos, pois dependemos da interpretação do olho humano.

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