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CASOS PRÁTICOS

I
Álvaro acha-se especialista em pintura e, nessa convicção, apaixonou-se por um
quadro que viu numa galeria e que julgou ser da autoria de certo pintor
famoso.
Na conversa com o proprietário da galeria, este depressa percebeu que Álvaro
pouco sabia do tema, pelo que decidiu pedir pelo quadro um preço muito
elevado, que Álvaro aceitou sem hesitar.
Feliz com a compra, Álvaro deu um jantar em sua casa a vários conhecidos,
entre os quais um conhecedor de arte, para mostrar a preciosidade que
comprara. Aí ficou a saber que o quadro que atribuíra ao referido pintor não é
da sua autoria e que o seu valor é reduzido.
Que pode fazer Álvaro?

II
Convencida de que está condenada por doença incurável e em estado terminal,
Bárbara doa a Carlos um prédio cujo rendimento constituía a sua principal
fonte de proventos.
Descobre entretanto que a sua doença não tem a gravidade que imaginara e lhe
restam muitos anos de vida. Muito embora não esteja zangada com Carlos,
pretende reaver o prédio que lhe deu, pois o respectivo rendimento lhe é
indispensável para viver.
Quid juris?