Você está na página 1de 47

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 3

2 O PROGRESSO E O MEIO AMBIENTE..................................................... 4

3 GESTÃO AMBIENTAL ................................................................................ 7

4 SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL ....................................................... 8

5 ISO 14001 ................................................................................................. 10

6 POR QUE ADOTAR O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL? ................ 13

6.1 Como a ISO 14001 ajuda as empresas a gerenciar questões


ambientais?14

7 O QUE É UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL? ............................... 15

7.1 Gestão ambiental das empresas ........................................................ 17

8 EM QUE CONSISTE UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL .............. 18

9 AS CONDICIONANTES AMBIENTAIS E A IMPORTÂNCIA DA SUA


GESTÃO TEMPESTIVA E ADEQUADA PELOS EMPREENDIMENTOS ................. 20

9.1 Da responsabilidade ambiental pelo descumprimento das


condicionantes ....................................................................................................... 23

10 IMPACTO AMBIENTAL ......................................................................... 24

11 IMPACTOS AMBIENTAIS NO BRASIL ................................................. 28

11.1 A responsabilidade penal ambiental ............................................... 30

11.2 A responsabilidade civil ambiental .................................................. 30

11.3 Responsabilidade ambiental administrativa .................................... 31

12 POLUÍÇÃO HÍDRICA E QUESTÕES AMBIENTAIS DEVEM SER


DISCUTIDAS E ENFRENTADAS .............................................................................. 33

13 RESPONSABILIDADE POLÍTICA E ECONÔMICA ............................... 34

14 OS PROBLEMAS AMBIENTAIS GERADOS PELO CONSUMISMO .... 35

15 A IMPORTÂNCIA DO GESTOR AMBIENTAL NOS DIAS ATUAIS ....... 38

1
16 GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE ................................... 40

16.1 O sistema de gestão ambiental e a sustentabilidade ...................... 41

16.2 Ações ambientais do Sistema de Gestão ambiental ....................... 43

17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................... 45

18 BIBLIOGRAFIA ...................................................................................... 46

2
1 INTRODUÇÃO

Prezado aluno!
O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é
que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em
tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que
lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!

3
2 O PROGRESSO E O MEIO AMBIENTE

Fonte: alvarodias.com.br

A preservação do nosso planeta passa a ser considerada a única solução


para a salvação da nossa espécie. O respeito ao meio ambiente é um dever
de todos, cabendo aos governantes fiscalizar as indústrias poluidoras, reciclar
o lixo, impedindo que seja lançado na natureza, cuidar para que o esgoto não
fique a céu aberto ou indo parar em riachos e rios, comprometendo a saúde
dos homens e animais que consomem a água, cada vez mais poluída.
(CARVALHO, 2003)

Economias intensas significam mais “progresso”, empregos, melhores salários


e o conforto que o dinheiro pode comprar. Apesar de centenas de milhões de pessoas
serem consideradas economicamente abaixo da linha de pobreza, outras centenas de
milhões progrediram, nos últimos tempos.
Tal progresso tem um alto custo ambiental, pois à medida que o consumo
aumenta é preciso expandir a área dedicada à agricultura, construir novas indústrias,
estradas e outros meios de comunicação. É impossível ter isso tudo sem interferir no
meio ambiente em que vivemos.
Podemos citar como exemplo a construção de cidades, que caracteriza a
evolução da humanidade. O grande número de cidades não planejadas, acabam por
destruir toda a vegetação existente anteriormente, dando lugar a casas e ruas e
poluindo os cursos d’água, que são usados como esgoto.

4
Medidas corretivas podem diminuir estes problemas, mas é evidente que a
própria existência de grandes cidades tem um grande impacto ambiental, que às
vezes se agrava de tal forma que põe em risco a própria saúde e o conforto dos que
nelas vivem.
De modo geral, os problemas ecológicos são mais evidentes nas grandes
cidades, pois além da poluição atmosférica, as metrópoles apresentam outros graves
problemas, como por exemplo:
Acúmulo de lixo e de esgotos. Grande parte dos detritos pode ser recuperada
para a produção de gás (biogás) ou adubos, mas isso dificilmente acontece.
Normalmente, esgotos e resíduos de indústrias são despejados nos rios. Com
frequência esses rios “morrem” (isto é, ficam sem peixe) e tornam-se imundos. Em
algumas cidades, amontoa-se o lixo em terrenos baldios, o que provoca a
multiplicação de ratos e insetos.
Poluição sonora, provocada pelo excesso de barulho (dos veículos
automotivos, fábricas, obras nas ruas, grande movimento de pessoas e propaganda
comercial). Com o passar dos anos provoca neuroses na população, além de uma
progressiva diminuição da capacidade auditiva.
Poluição visual, ocasionada pelo grande número de cartazes publicitários,
pelos edifícios que escondem a paisagem natural, etc.
Carência de áreas verdes (parques, reservas florestais, áreas de lazer e
recreação, etc.). Em decorrência de falta de áreas verdes agrava-se a poluição
atmosférica, já que as plantas através da fotossíntese, contribuem para a renovação
do oxigênio no ar. Além disso tal carência limita as oportunidades de lazer da
população.
Na realidade, é nos grandes centros urbanos que o espaço construído pelo
homem, a segunda natureza, alcança seu grau máximo. Quase tudo é artificial; e,
quando é algo natural, sempre acaba apresentando variações, modificações
provocadas pela ação humana. Nas grandes aglomerações urbanas normalmente faz
mais calor e chove um pouco mais que nas áreas rurais vizinhas; além disso, nessas
áreas são também mais comuns as enchentes após algumas chuvas.
As elevações nos índices térmicos do ar podem ser justificadas pelo simples
fato do asfaltamento nas ruas e avenidas, as imensas massas de concreto, a carência
de áreas verdes, a presença de grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera
(que provoca o efeito estufa), o grande consumo de energia devido à queima de

5
gasolina, óleo diesel querosene, carvão, etc., nas fábricas, residências e veículos são
responsáveis pelo aumento de temperatura do ar. Já o aumento dos índices de
pluviosidade se deve principalmente à grande quantidade de micropartículas (poeira,
fuligem) no ar, que desempenham um papel de núcleos higroscópicos que facilitam a
condensação do vapor de água da atmosfera. E as enchentes decorrem da dificuldade
da água das chuvas de se infiltrar no subsolo, pois há muito asfalto e obras, o que
compacta o solo e aumenta sua impermeabilização.
Todos esses fatores que provocam um aumento das médias térmicas nas
metrópoles somados aos edifícios que barram ou dificultam a penetração dos ventos
e à canalização das águas, conduzem à formação de uma ilha de calor nos grandes
centros urbanos. De fato, uma grande cidade funciona quase como uma “ilha” térmica
em relação às suas vizinhanças, onde as temperaturas são normalmente menores.
Essa “ilha de calor” atinge o seu pico, o seu grau máximo, no centro da cidade.
A grande concentração de poluentes na atmosfera provoca também uma
diminuição da irradiação solar que chega até a superfície. Esse fato, juntamente com
a fraca intensidade dos ventos em certos períodos, dá origem às inversões térmicas.
O fenômeno da inversão térmica comum, por exemplo, em São Paulo,
sobretudo no inverno, consiste no seguinte: o ar situado próximo à superfície, que em
condições normais é mais quente que o ar situado bem acima da superfície, torna-se
mais frio que o das camadas atmosféricas elevadas. Como o ar frio é mais pesado
que o ar quente, ele impede que o ar quente, localizado acima dele, desça. Assim,
não se formam correntes de ar ascendentes na atmosfera. Os resíduos poluidores vão
então se concentrando próximo da superfície, agravando os efeitos da poluição, tal
como irritação nos olhos, nariz e garganta dos moradores desse local. As inversões
térmicas são também provocadas pela penetração de uma frente fria, que sempre
vem por baixo da frente quente. A frente pode ficar algum tempo estagnada no local,
num equilíbrio momentâneo que pode durar horas ou até dias.

6
3 GESTÃO AMBIENTAL

Fonte: eadlaureate.com.br
A Gestão Ambiental está diretamente relacionada à Responsabilidade Social,
não se pode implantar um Programa de Gestão Ambiental sem que este aborde as
questões sociais, a empresa deverá “olhar” o seu entorno, pois é responsável por
possíveis impactos a comunidade.
Pode-se em uma empresa ao implantar o Plano de Gestão contemplar ações
sociais, como por exemplo, a Educação Ambiental, por este instrumento espera-se
uma mudança de comportamento dos funcionários da empresa, da alta administração
e de pessoas que fazem parte da comunidade.
Quando a empresa oferece risco devido a suas atividades; junto ao Plano de
Gestão, faz-se também necessário um Plano de avaliação e ação de possíveis riscos.
Em um programa de Gestão Ambiental são considerados os processos de
Gerenciamento de Resíduos, Gerenciamento da água, da energia e a qualidade do ar
interna ao processo.
A responsabilidade da empresa vai além de suas fronteiras físicas pois deve
ser compartilhada com os fornecedores de matéria prima ou equipamentos, todas as
atividades devem ser realizadas com apoio de entidades públicas.

7
Para que a empresa consiga manter sua Política Ambiental se faz
necessário o conhecimento das leis, a legislação aplicada pelo
município, estado e federal; quando os produtos são importados o
conhecimento de leis internacionais também são necessários; para agir
de modo preventivo de modo a não ter gastos com a remediação de
risco a adoção de políticas mais restritivas é uma estratégia contudo a
Gestão Ambiental é de Responsabilidade Social, pois a proteção do
Meio Ambiente normalmente realizada com o intuito econômico é um
erro e deve-se buscar o benefício comum da preservação da VIDA em
seu sentido maior, a VIDA não só da fauna e flora, mas a Vida
HUMANA é necessária então uma Gestão Socioambiental. (Apud
MARTINS L. A. M. 2018).

4 SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL

Fonte: unichristus.edu.br

Um bom gerenciamento ambiental significa plena conformidade regulatória e


sistemas de gerenciamento ambiental continuamente aprimorados, que reflitam os
melhores padrões de desempenho do mercado.
A visão atual das organizações com relação ao meio ambiente insere-se no
processo de mudanças que vem ocorrendo na sociedade nas últimas décadas, que
faz a empresa ser vista como uma instituição sociopolítica com claras
responsabilidades sociais que excedem a produção de bens e serviços. Neste
contexto, a responsabilidade social implica em um sentido de obrigação para com a
sociedade de diversas formas, entre as quais, a proteção ambiental.

8
A preocupação da sociedade com a qualidade do ambiente e com a utilização
sustentável dos recursos naturais tem refletido na elaboração de leis ambientais cada
vez mais restritivas à emissão de poluentes, disposição de resíduos sólidos e líquidos,
emissão de ruídos e a exploração de recursos naturais. Além disso, a existência de
um mercado em crescente processo de conscientização ecológica, no qual
mecanismos como selos verdes e normas, como a série ISO 14000, passam a
constituir atributos desejáveis, tanto para a aceitação e compra de produtos e serviços,
quanto para a construção de uma imagem ambientalmente positiva junto à sociedade.
É neste cenário de mudanças que o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) vem
para indicar as ações corporativas em busca do equilíbrio do homem, da indústria e
do meio ambiente.
O SGA pode ser definido como um conjunto de procedimentos para gerir ou
administrar uma organização, de forma a obter o melhor relacionamento com o meio
ambiente.
Todas as oportunidades e melhorias nos processos do negócio também devem
ser buscadas pelo SGA, a fim de reduzir os impactos de suas atividades produtivas
no meio. A norma ISO 14001, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
é a responsável por regulamentar o sistema, estabelecendo os requisitos de
implementação e operação. Este modelo sustentável de gerenciamento está
fundamentado em cinco princípios, que devem ser obedecidos pelas empresas:
• Conhecer o que deve ser realizado, assegurando o comprometimento com o
SGA e definindo a política ambiental;
• Elaborar um plano de ação voltado ao atendimento dos requisitos da política
ambiental;
• Assegurar as condições para o cumprimento dos objetivos e metas ambientais
e implementar as ferramentas de sustentação necessárias;
• Realizar avaliações quali-quantitativas periódicas de conformidade ambiental
da empresa;
• Revisar e aperfeiçoar a política ambiental, os objetivos e metas e as ações
implementadas para assegurar a melhoria contínua do desempenho ambiental
da empresa.

9
5 ISO 14001

.
Fonte: consultoriaiso.org

É uma norma internacional que define sobre como colocar um sistema de


gestão ambiental eficaz em vigor. Ela é projetada para ajudar as empresas a adequar
responsabilidades ambientais aos seus processos internos. Ainda, torna possível
prover o crescimento da empresa, por meio da redução do impacto ambiental.
Esta norma é baseada no ciclo PDCA do inglês “plan-do-check-act” – planejar,
fazer, checar e agir, e utiliza terminologia e linguagem de gestão conhecida,
apresentando uma série de benefícios para a organização.
A Norma ISO 14001, especifica os requisitos de um Sistema de Gestão
Ambiental e permite a uma organização desenvolver uma estrutura para a proteção
do meio ambiente e rápida resposta às mudanças das condições ambientais. A norma
leva em conta aspectos ambientais influenciados pela organização e outros passíveis
de serem controlados por ela. A sua utilização é um meio de garantir às empresas
uma administração eficaz e eficiente dos assuntos ambientais.
A ISO 14001 se propõe fornecer, para organizações de todos os tipos e
tamanhos, elementos para um SGA efetivo, que podem ser integrados com outros
sistemas gerenciais para auxiliá-los a atingir objetivos ambientais e financeiros. Esta
norma é aplicável a qualquer organização que deseja:

10
• Implementar e manter um sistema de gestão ambiental;
• Assegurar-se da efetiva conformidade aos itens estabelecidos em sua política
ambiental;
• Demonstrar a terceiros tal conformidade;
• Buscar uma certificação de seu SGA por uma organização independente;
• Elaborar uma declaração pública de conformidade à Norma.
• Planejar: definição da política ambiental, impactos ambientais e metas
ambientais;
• Executar: implementação do SGA e documentação, treinamento;
• Verificar: auditorias ambientais e avaliação de desempenho ambiental e
• Agir: ações de melhoria contínua.

Os dados para a certificação ISO 14001 são obtidos em auditoria externa, mas
a norma pode ser utilizada para autoavaliação, para avaliação por clientes ou por
organizações externas, sem necessariamente certificar a empresa-alvo da avaliação.
Internamente, de acordo com a norma, a empresa deve realizar auditorias do SGA em
intervalos planejados, verificando se ele é mantido corretamente. Estas auditorias
devem ser sistemáticas e independentes.

Após toda a implementação, é executada uma auditoria externa por um


organismo certificador independente credenciado pela ISO, o qual atestará
que a empresa cumpre todos os requisitos determinados pela norma, então
a organização receberá o selo de certificação na ISO 14001. (Apud ARRUDA
L.G. 2018)

todas as normas ISO passam por revisões periódicas para incorporar


mudanças. Até os dias atuais, a norma ISO 14001 teve três versões publicadas,
sendo:
1996 - Primeira versão da norma, com o objetivo de definir critérios para
implantação do Sistema de Gestão Ambiental e gerenciamento dos impactos
ambientais das atividades das organizações;
2004 - Revisão e atualização de conceitos e definições. O grande destaque
dessa versão é o conceito de desempenho ambiental.
2015 - A nova versão da ISO 14001, publicada em setembro de 2015, tem como
destaques: o alinhamento da Gestão Ambiental à estratégia da empresa, a gestão de
riscos e a busca pela maior compatibilidade com as demais normas ISO.
Os prazos para migração são:
23 de setembro de 2018 para a ISO 9001:2008
15 de setembro de 2018 para a ISO 14001:2004.

11
Após a data que vigorará as novas versões, se a empresa não tiver atualizado,
o certificado original perderá a validade, deixando de ser uma empresa certificada.
A norma ISO 14001, devido a sua grande popularidade e aplicabilidade, foi
submetida a um processo detalhado de revisão e aprimoramento. Abaixo, serão
pontuadas as novidades da nova versão:
A norma foi adequada à nova padronização de normas de Sistema de Gestão,
facilitando sua análise e implantação. Sendo resultado da aplicação do “Anexo SL”,
que nada mais é que a estrutura das normas de gestão.
Então a estrutura ficou:
1) Escopo
2) Referências normativas
3) Termos e definições
4) Contexto da organização
5) Liderança
6) Planejamento
7) Suporte
8) Operação
9) Avaliação do Desempenho
10) Melhoria

• Partes interessadas: a própria organização deve determinar quem são as


partes interessada, podendo ser: clientes, comunidades, fornecedores, órgãos
reguladores, investidores, empregados.
• Riscos e oportunidades: a própria organização irá determinar seus aspectos
ambientais significativos e seus riscos e oportunidades.
• Ciclo de vida: a organização deverá identificar os aspectos e impactos
ambientais associados com a perspectiva do ciclo de vida. Este requisito torna
a avaliação dos aspectos e impactos mais abrangente que a atual e resultará
num sistema de gestão ambiental mais robusto.
• Controle da cadeia de valor: essa é mais uma atualização da norma que deixa
o Sistema de Gestão mais robusto. A própria organização deverá considerar
os processos da cadeia de valor relacionados aos aspectos ambientais
significativos e riscos e oportunidades organizacionais.

12
• Desenvolvimento sustentado: a organização deverá ter o compromisso com o
desenvolvimento sustentável.
• Indicadores: a organização deverá definir os indicadores ambientais para
avaliar e demonstrar o seu atendimento. E deverá monitorar o progresso em
relação aos aspectos ambientais da organização.
• Melhoria: esse termo foi substituído do termo melhoria contínua. O foco é na
melhoria do desempenho ambiental.
• Informação documentada: foi substituído dos termos “documento” e “registro”.
• Alta Direção: deverá ter um envolvimento maior, necessitando entender os
aspectos e impactos ambientais e os considerando na gestão da organização.

6 POR QUE ADOTAR O SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL?

A proposta do SGA, traz inúmeros benefícios, como a redução de riscos de


acidentes ecológicos e a melhoria significativa na administração dos recursos
energéticos, materiais e humanos, o que tem um impacto positivo direto nos gastos.
O fortalecimento da imagem da empresa junto à comunidade, assim como aos
fornecedores, stakeholders, clientes e autoridades também entra na lista das
vantagens de se seguir um modelo verde de gerenciamento.
Vale ressaltar que a tendência da procura por produtos e serviços oriundos de
empresas ecologicamente conscientes e socialmente responsáveis, que já é comum
na Europa, está se fortalecendo de forma impressionante no Brasil. Outro ponto
positivo é a possibilidade de conquistar financiamentos governamentais e bancários,
assim como programas de investimento, que aumenta consideravelmente com o bom
histórico ambiental das empresas.
Qualquer empresa pode implementar o SGA. Na etapa inicial do processo, é
feito um mapeamento de todas as atividades da empresa e suas necessidades. Logo
em seguida, a empresa interessada deve passar pelas seguintes etapas:
1- Definição e comunicação do projeto, bem como a geração de um documento
detalhando as bases;
2- Revisão ambiental inicial para planejamento do SGA;
3- Implementação;
4- Auditoria e certificação.

13
As empresas podem divulgar seus resultados em seus relatórios anuais
financeiros ou de sustentabilidade, bem como em seus endereços na Internet.
Também é possível consultar listas de empresas certificadas na página do INMETRO,
mas nem todas as empresas certificadas já constam desta base de dados. (Apud
CARVALHO F. 2018).

6.1 Como a ISO 14001 ajuda as empresas a gerenciar questões ambientais?

Cada vez mais, as organizações têm trabalhado para conseguir gerenciar as


questões ambientais de maneira mais efetiva, simples e barata, uma vez que toda
esta adaptação gera custos. Ano após ano, o mercado e os governos têm exercido
maior pressão sobre as empresas para que elas melhorem a sua relação com o meio
ambiente.
Algumas empresas desenvolveram metodologias próprias para gerenciar suas
questões ambientais, outras acabaram não dando muita importância ao tema, o que
não é recomendável, uma vez que este tipo de comportamento eleva o risco de
infrações e consequentes multas e outras sanções.
Mas de forma geral, empresas que começam a se preocupar com questões
ambientais buscam um profissional que possa orientá-las sobre qual caminho seguir.
É neste processo que será apresentado a ela o conceito de sistema de gestão
ambiental, suas normas, práticas e quais os resultados pretendidos pelo
gerenciamento sistemático da relação da empresa com o meio ambiente.
No princípio da era industrial, nos séculos XVIII e XIX, não havia muita
preocupação com o meio ambiente. Afinal, a sociedade acabara de conhecer a
produção em massa e não existia outro método disponível, a não ser a queima em
larga escala de combustíveis fósseis e o desmatamento de grandes áreas para manter
o ritmo das fábricas.
No século XX, percebeu-se que a natureza não tinha uma capacidade de
regeneração tão grande quanto a necessidade de extração de recursos. Iniciou-se
então um processo de “limpeza” das operações industriais, otimizando o consumo de
recursos naturais e já se pensando na ideia de recomposição e sustentabilidade.
Mas foi no fim do século XX, mais precisamente nos anos 80 e 90 que os níveis
de riqueza permitiram que exigências ambientais pudessem ser feitas e que surgisse

14
uma categoria de consumidores que se preocupasse com o meio ambiente na hora
de selecionar seus produtos.
Desde então, o nível de exigências, tanto dos consumidores, quanto dos
governos só tem crescido, de forma que o gerenciamento das questões ambientais é,
não só fundamental para o licenciamento da empresa, quanto também para seu
sucesso estratégico.
Praticar uma administração de recursos naturais neste nível, só é possível
através de um sistema de gestão ambiental.

7 O QUE É UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL?

Fonte: engrenarconsultoria.com.br

Um sistema de gestão ambiental é uma estrutura organizacional que permite à


empresa controlar e avaliar os impactos no ambiente de suas atividades, produtos e
serviços.
Com um SGA, o gerenciamento das questões ambientais é feito de forma
padronizada, utilizando indicadores, processos e monitoramento de resultados. Assim
como há processos para as áreas de produção, finanças, logística e etc., também há
para o gerenciamento ambiental.
O sistema de gestão ambiental serve às organizações de todos os tipos e
tamanhos. Ele é adaptável à cada contexto e natureza operacional. Ao invés de tratar

15
isoladamente itens como poluição do ar, uso racional da água, energia elétrica e etc.
o sistema permitirá que tudo seja gerenciado em conjunto, de maneira integrada e
documentada.
Além do mais, o SGA trará o ferramental necessário para que a empresa atue
preventivamente em relação à gestão de resíduos, contaminação do solo, adaptação
às mudanças climáticas e uso eficiente de recursos naturais.

Principais aspectos do sistema de gestão ambiental

O gerenciamento de questões ambientais através de um sistema é feito através


de alguns pontos principais sendo eles:

• Política ambiental: A forma como a empresa define estrategicamente as


questões ambientais em seu negócio. Da política ambiental serão derivadas as
ações práticas do SGA.
• Procedimentos ambientais: Dizem respeito à forma correta de se executar
processos, é como será, na prática, a relação da empresa com o meio
ambiente.
• Gestão de requisitos legais: Toda a legislação ambiental que se aplica à
empresa, seja ela municipal, estadual ou federal.
• Engajamento dos funcionários: Informação e conscientização de toda a equipe
sobre a forma como a empresa trata as questões ambientais e sobre o método
correto de se executar as operações.

Os benefícios de se ter um sistema de gestão ambiental

Uma vez que o SGA foi implementado, o gerenciamento das questões


ambientais na empresa será muito mais simples e automatizado, uma vez que os
processos foram desenhados para obedecer a um padrão.
A conformidade aos requisitos legais estará garantida, evitando que a empresa
sofra com sanções por descumprimento à legislação. Haverá também um incremento
na vantagem competitiva da empresa, por se tratar de uma companhia certificada e

16
exposta ao mercado como ambientalmente responsável, o que pode melhorar os
resultados financeiros.
Há que se destacar também a vantagem econômica de se gerenciar
corretamente as questões ambientais, pois o uso racional de recursos como água e
energia geram produzem resultados positivos no resultado da companhia.
Além do mais, o SGA auxiliará na melhoria do desempenho ambiental dos
fornecedores, ajudando a evitar responsabilização por ações de terceiros.
Nos últimos tempos houve um crescimento muito expressivo da preocupação
das empresas com as questões ambientais. As novas exigências dos consumidores
têm feito com que a gestão ambiental das empresas se desenvolva a ponto de
entregar processos mais limpos e sustentáveis.
Como o mundo mudou muito, cada vez mais a sociedade e o mercado têm
exigido das organizações uma postura ambientalmente correta. No artigo de hoje,
vamos tratar um pouco sobre a gestão ambiental das empresas, seus principais
aspectos e sua aplicabilidade para os pequenos e médios negócios.

7.1 Gestão ambiental das empresas

O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) nas empresas é um processo de


administração que tem destaque na sustentabilidade, ou seja, resolver as questões
de caráter ambiental ou prevenir possíveis consequências negativas aos processos
produtivos das empresas.
A gestão de um negócio qualquer é o conjunto de processos que fazem com
que a organização caminhe para o rumo pretendido por seus controladores, ou seja,
um conjunto de processos interligados que produzirão algum tipo de produto ou
serviço para um determinado público a um custo específico.
A gestão ambiental não é diferente, ela é parte da gestão geral do negócio,
porém se aplica na intermediação entre as atividades produtivas da empresa e seu
impacto ambiental.
A gestão ambiental procurará fazer com que os processos da organização
tenham o menor impacto negativo possível no meio ambiente. Ela atuará de forma
preventiva e corretiva para tornar o negócio sustentável do ponto de vista ambiental,
ou seja, que utiliza recursos da natureza que poderão ser repostos posteriormente.

17
Além das empresas obterem melhores oportunidades de negócios ao adotar
um SGA, outros benefícios podem ser destacados como:

• Melhoria na imagem da empresa;


• Redução de riscos e acidentes ambientais;
• Melhoria na administração de recursos energéticos e materiais;
• Redução de gastos desnecessários;
• Cumprimento da legislação ambiental;
• Competitividade internacional;
• Possibilidade de obter melhores financiamentos.

No Brasil, existem muitos órgãos de fiscalização ambiental e uma vasta


legislação, que inclusive classifica muitas ações negativas das empresas como crimes
ambientais. Contudo, não existe a obrigatoriedade de se manter um departamento
exclusivo para gestão ambiental, ou seja, a empresa pode praticar a gestão de
maneira direta ou indireta, a depender da decisão de sua diretoria.
Indiretamente, a gestão ambiental acaba sendo obrigatória, pois, mesmo que a
empresa não possua um departamento exclusivo para ela, sua prática acaba sendo
distribuída a outros setores, uma vez que a legislação precisa ser respeitada ao longo
do processo.

8 EM QUE CONSISTE UM SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL

Um sistema de gestão ambiental é um conjunto de diretrizes padronizadas que


serão implementadas e observadas em uma organização. Ele determina como deverá
ser realizada a gestão de meio ambiente, quais indicadores a empresa precisará
monitorar, a forma como cada processo afetará a natureza, dentre outras inúmeras
ações.
Sistemas de gestão são utilizados para padronizar um processo. Com o
sistema de gestão ambiental SGA, não é diferente. Ele gera padrões operacionais
para a organização. O SGA mais utilizado do mundo é o ISO 14001, que atualmente
está na versão 2015, sendo conhecido no Brasil como ABNT NBR ISO 14001:2015.

18
É uma norma publicada pela ISO internacional e editada no Brasil pela ABNT,
que garante a prática da gestão ambiental em alto nível, referenciada pelos mais
modernos padrões internacionais.
Muitas empresas exigem que seus fornecedores se certifiquem na ISO 14001,
porque precisam comprovar que todas as etapas de sua cadeia produtiva são
realizadas dentro de padrões ambientais reconhecidos e validados.

Fonte: revistaconstrua.com.br

Um sistema de gestão ambiental pode ser determinado pela própria


organização e implementado em seus processos através de validação contínua pelo
gestor. Contudo, o SGA baseado na ISO 14001:2015, em geral é aplicado com o
auxílio de uma consultoria.
A empresa de consultoria deverá fazer um diagnóstico do sistema da empresa
e comparar os resultados observados com aqueles exigidos pela norma. Os
resultados servirão para a elaboração de um plano de ação com as ações necessárias
à adequação da empresa ao modelo de operação exigido pelo sistema ISO 14001.
Após a execução de plano de ação, a empresa deverá ser auditada por um
organismo certificador independente reconhecido pela ISO. Se estiver tudo correto, o
certificado será emitido atestando que a empresa está em conformidade com o
sistema de gestão ambiental ISO 14001.

19
A empresa que optar pela implementação de um sistema de gestão ambiental
deverá ter dois custos básicos. Um se refere ao desembolso com consultoria para
adequar os processos da empresa às exigências da norma. E o outro desembolso
será relativo à auditoria externa realizada pelo organismo certificado contratado pela
empresa.
Os custos com consultoria dependem da complexidade dos processos da
empresa. Logo, uma organização que possua vários processos, com muitas
implicações, deverá consumir muito mais horas de consultoria que uma microempresa
com poucos colaboradores.
Muitas empresas utilizam o sistema de gestão ambiental como uma parte
auxiliar de sua operação, a fim de impedir que a empresa destrua o meio ambiente.
Algumas organizações estão fazendo da gestão ambiental a sua marca no mercado
e se apoiam nesse método para ganhar um número cada vez maior de consumidores.
Como exemplo, podemos citar a empresa Natura. Ela adotou como estratégia
de marketing a adoção de matérias primas extraídas de forma sustentável.
A falta de gestão ambiental pode ser muito perigosa para a empresa e para a
sociedade ao redor. Suas consequências podem ser desde multas e perda de
credibilidade junto à comunidade, até o sacrifício completo da operação da empresa.
Um exemplo disso é o caso da mineradora Samarco, que por não observar a
gestão ambiental e o risco ambiental na execução de suas obras, acabou provocando
o maior desastre ambiental da história do país, gerando bilhões de dólares em
prejuízos e fechando a operação da mineradora.
A gestão ambiental não é mais parte auxiliar dos processos das empresas, mas
está intimamente ligada à sua estratégia de gestão. (Apud ARRUDA G. L.).

9 AS CONDICIONANTES AMBIENTAIS E A IMPORTÂNCIA DA SUA GESTÃO


TEMPESTIVA E ADEQUADA PELOS EMPREENDIMENTOS

As condicionantes são cláusulas da licença ambiental pela qual o órgão


licenciador “estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que
deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, visando à
minimização ou até mesmo à compensação dos impactos ambientais causados pelos
empreendimento e/ou atividades.

20
Durante séculos a fio, a humanidade exerce uma influência incisiva nos meios
sustentadores da harmonia do planeta, caracterizando-se, com isso, como uma
sociedade de risco.
Nesse contexto, na tentativa de reverter o presente quadro de perigo e prevenir
danos futuros ao meio ambiente, encontram-se leis que tratam da matéria e que
estabelecem, dentre outros feitos, aspectos considerados de imperiosa observação
nas análises relacionadas à implantação e operação dos empreendimentos produtivos
Para controle, a Administração Pública possui mecanismos através dos quais
autoriza e controla os interesses do Estado. Dentre os atos administrativos,
destacamos a licença para o presente estudo.
A Licença Ambiental corresponde ao instrumento administrativo que tem por
objetivos técnicos a verificação da viabilidade de um empreendimento e o controle, a
prevenção, o monitoramento, a mitigação e a compensação dos impactos ambientais
ocasionados pela atividade efetiva ou potencialmente poluidora.
O conceito de licenciamento ambiental pode ser encontrada na Resolução
CONAMA 237/97 que trata do tema, como sendo o procedimento administrativo pelo
qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a
operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer
forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e
regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Verifica-se, assim, ser a licença ambiental uma forma de controle da atividade
econômica, tendo por finalidade primordial a proteção da qualidade ambiental,
procurando evitar, diminuir/mitigar, controlar e/ou compensar os impactos decorrentes
da implantação e operação do empreendimento.
Boa parte do papel de prevenção e mitigação de impactos se dá através das
condicionantes que, em suma, representam qualquer obrigação, medida, atividade ou
diretriz, exigível como pressuposto de validade de uma licença, objetivando
conformar, controlar e adequar um empreendimento aos desígnios legais de proteção,
conservação, melhoria e uso sustentável dos recursos naturais.
Diante à sua vinculação com a validade das licenças ambientais,
apresentaremos no presente artigo os principais impactos, assim considerados, para
a gestão ambiental das empresas.

21
Encontram-se regulamentadas no inciso II do art. 1º da resolução CONAMA
237/97 e devem guardar relação direta com os impactos ambientais da atividade ou
empreendimento identificados nos estudos requeridos no processo de licenciamento
ambiental, considerando os meios físico, biótico e socioeconômico, bem como ser
proporcionais à magnitude desses impactos.
As Condicionantes Ambientais consistem nos compromissos e garantias que o
empreendedor deve assumir com base em seu projeto e nos programas e medidas
mitigadoras previstos nos estudos ambientais; compromissos e garantias essas que,
necessariamente, tanto por força dos limites e padrões previstos em normas e leis,
quanto em função dos Objetivos e Metas que se busca para a mitigação dos impactos
ambientais prognosticados.
E continuam discorrendo que em função da especificidade das Condicionantes
estabelecidas, e dos interesses que as trouxe ao processo, observa-se que em muitos
casos estas Condicionantes passam a ser a principal base, e talvez a única, de
verificação de conformidade ambiental do empreendimento na fiscalização ou na
revisão das licenças ambientais, em detrimento da verificação do cumprimento dos
planos e programas propostos ou mesmo das diversas recomendações contidas nas
medidas mitigadoras propostas no estudo ambiental (EIA).
A Cartilha de Licenciamento Ambiental (BRASIL, 2007), elaborada pelo
Tribunal de Contas da União em conjunto com o IBAMA, ao discorrer sobre as
condicionantes presentes nas licenças ambientais, assevera que se obtempera que
as condicionantes são obrigações adicionais (e nem por isso menos importantes) e
não substituem os requisitos que devem ser observados previamente à concessão da
licença ambiental. Assim, não devem as condicionantes servir como procrastinadoras
de exigências elementares e basilares que devem ser avaliadas e cumpridas antes
mesmo da expedição da licença.
Percebe-se, assim, que a finalidade precípua das condicionantes é garantir a
adequada proteção ao meio ambiente em relação a uma atividade potencial ou
efetivamente degradadora (prevenção, mitigação, controle e/ou compensação dos
impactos), durante a instalação, operação e encerramento das atividades, nos prazos
fixados pelo órgão ambiental.
Além disso, as condicionantes devem ter nexo direto, imediato e proporcional
com os impactos ambientais do empreendimento ou atividades licenciadas, sendo
vedado seu uso para substituir políticas públicas, adotar critérios proibidos pelo direito

22
vigente ou internalizar questões que não dizem respeito aos impactos negativos
decorrentes do empreendimento/atividade sujeita ao licenciamento.
A portaria interministerial MMA/MJ/MINC/MS 60/15 preceitua, no art. 7º, § 12 e
art. 16, § 2º, que as condicionantes enviadas pelos intervenientes devem guardar
"relação direta com os impactos” adversos decorrentes da atividade ou do
empreendimento identificados nos estudos ambientais e deverão “ser acompanhadas
de justificativa técnica".
Ademais, as condicionantes devem ser proporcionais, fazendo com que a carga
que recaia sobre o proponente do projeto não seja descolada dos impactos adversos
causados pelo empreendimento ou atividade que se pretenda licenciar.
As condicionantes devem ser empregadas para gerenciar os impactos do
empreendimento, não se podendo utilizar o licenciamento ambiental como mero
balcão de troca, com compensações que não possuem relação de nexo e proporção
com o impacto causado pelo empreendimento que se está licenciando.
Assim sendo, constitui prerrogativa do órgão ambiental revê-las mediante
análise técnica e jurídica do caso concreto. Desse modo, demonstrada a necessidade
de revisão da obrigação para adequação, por perda de objeto ou um fato novo
(alteração das condições ou contexto fático, novas tecnologias/alternativas,
mudanças no projeto, alterações legislativas, etc), poderá o órgão ambiental de ofício
ou mediante requerimento da parte interessada, alterar o conteúdo das obrigações
(condicionantes) previstas no âmbito do licenciamento ambiental. De igual modo,
prorrogar o prazo para o adimplemento das obrigações quando pertinente.
É de suma importância a tratativa acima, pois o descumprimento das
condicionantes pode acarretar sanções diversas nas esferas administrativa, cível e
até mesmo criminal, além de impactar de forma negativa quando da renovação da
validade da licença em voga, conforme será tratado no próximo tópico.

9.1 Da responsabilidade ambiental pelo descumprimento das condicionantes

A Constituição Federal de 1988, no §3º do art. 225, determina que aqueles que
praticam atividades consideradas lesivas ao meio ambiente poderão sujeitar-se, de
forma cumulativa, às sanções nas esferas penal, civil e administrativa.
Assim sendo, passemos então a analisar a possibilidade de responsabilização
penal, civil e administrativa das empresas pelo descumprimento de condicionantes

23
presentes nas Licenças ambientais e pelos danos ambientais porventura ocasionados
pelo não atendimento dessas.

10 IMPACTO AMBIENTAL

O crescimento de cidades sem que haja planejamento urbano adequado pode


ser causador de vários impactos ambientais.
Um dos principais é a retirada de áreas verdes para a construção de prédios,
residências, fábricas e outros tipos de construção. Com pouca área verde, aumenta
muito a poluição atmosférica, além de ser um fator determinante no aumento de
enchentes e alagamentos em períodos de grande quantidade de chuvas.
Impactos ambientais são as consequências das atividades humanas na
natureza. A mineração e a agricultura, por exemplo, são atividades econômicas que
alteram o meio ambiente.
Os impactos ambientais afetam o planeta de várias formas e podem fazer
estragos irreparáveis. Esses impactos podem ser locais, como a poluição urbana do
ar e a poluição do ar em ambientes fechados.
Os impactos também podem ser regionais, como a chuva ácida. Já os impactos
globais são o efeito estufa, o desmatamento, a degradação costeira e marinha.

Exemplos de impactos ambientais

As principais atividades causadoras dos impactos ambientais no planeta são a


mineração, a agricultura, a exploração florestal, a produção de energia, os transportes,
as construções civis como estradas e cidades, além das indústrias básicas químicas
e metalúrgicas.
As agressões do ser humano ao meio ambiente ficaram mais intensas depois
da Revolução Industrial. Isso aconteceu particularmente no século XX, por causa do
grande aumento da população e do consumo nos países industrializados. Por isso, a
maior parte dos impactos ambientais são causados pelo homem direta ou
indiretamente.

24
Impactos ambientais causados pela mineração

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

A mineração é uma atividade de extração de minerais como o carvão, o petróleo


e o gás natural. Esses minerais são encontrados em forma natural sólida, líquida ou
gasosa.
Os minerais são recursos esgotáveis, ou seja, eles não se renovam
naturalmente e tendem a acabar quando há muita exploração.
Depois de extraídas, as substâncias minerais são processadas com
substâncias químicas, geralmente nocivas para a natureza. Isso é feito para que os
minerais sejam utilizados na indústria.
Parte dos minerais extraídos é estéril, não serve para a indústria. Então esse
material é depositado em áreas vizinhas à mina.
Assim, os principais impactos ambientais da mineração são a poluição da água,
a poluição do ar, a poluição sonora, a subsidência do terreno (afundamento gradativo
da superfície da terra), e rejeitos radioativos.
A poluição da água, por exemplo, acontece na exploração do carvão. A água
da chuva infiltra sobre os rejeitos da mineração e atinge os corpos hídricos superficiais
ou subterrâneos. Dessa forma, a água é contaminada com elementos tóxicos que a
tornam imprópria para qualquer uso, além de contaminar a fauna e a flora aquática.
O garimpo também provoca a contaminação dos recursos hídricos. Os
principais impactos ambientais desta atividade são: desmatamentos e queimadas,

25
alteração da qualidade e do curso de canais de água, erosão do solo, fuga de animais
silvestres, poluição química causada pelo mercúrio na biosfera e na atmosfera.
A mineração de bens da construção civil, como areia, argila e brita, é feita
próxima aos ambientes urbanos. Existe um alto índice de clandestinidade nessa
atividade. E os impactos ambientais são grandes e descontrolados: degradação de
ambientes de delicado equilíbrio ecológico (dunas e manguezais), alteração de canais
naturais de rios e dos aspectos paisagísticos.

Impactos ambientais causados pelas fontes de energia

Os impactos ambientais causados pela obtenção de energia são discutidos


mundialmente devido à gravidade da questão. Afinal, a maior parte do mundo é urbana
e necessita de energia para funcionar.
As termelétricas, por exemplo, produzem energia através da queima em
caldeira de carvão. Esse calor produzido aquece a água que circula numa rede de
tubos, criando vapor. É esse vapor que movimenta as pás das turbinas, ligadas a um
gerador, e assim a energia elétrica é produzida.
O vapor gerado é resfriado por um condensador e volta à rede de tubos,
reiniciando o ciclo. Por isso, as termelétricas geralmente são instaladas próximas de
leitos de rios ou mar, pois a água deles é utilizada para condensar o vapor.
Esse processo eleva a temperatura da água dos rios e mares onde as
termelétricas estão instaladas, pois a água utilizada é devolvida mais quente. Isso
compromete a fauna e a flora da região, além de aumentar a temperatura média local.
Além disso, as usinas termelétricas queimam combustíveis como o diesel e o
carvão. Essa queima é fonte de gás carbônico e óxidos de nitrogênio, que aumentam
o efeito estufa e geram chuvas ácidas.

Impactos ambientais causados pela agricultura

A agricultura é uma atividade indispensável para a existência e sobrevivência


das pessoas. Afinal é dela que vem todo o alimento consumido no mundo, e também
o alimento dos animais que são criados e abatidos para o consumo humano.
Mas essa também é uma atividade que causa impactos ambientais. Para fazer
uma plantação, é necessário ter um espaço de terra fértil. Então acontece a

26
substituição (desmatamento) de uma vegetação natural para o plantio de mudas
agrícolas.
Após essa substituição, ainda é preciso conter as plantas que naturalmente
cresciam ali. Esta ação destrói o capital genético do planeta e altera o equilíbrio dos
ecossistemas.
Além disso, a agricultura moderna é mecanizada. Ou seja, utiliza equipamentos
como tratores e outros maquinários agrícolas. E estas máquinas são movidas a
combustíveis fósseis que poluem o ar.
Outro problema é a utilização de insumos agrícolas. São os adubos químicos,
corretores do solo, agrotóxicos e demais produtos químicos utilizados na produção
em massa. A água das chuvas e da irrigação leva esses produtos para os rios,
causando a contaminação da água.

Impactos ambientais causados pelo consumo e a pela geração de lixo

Na sociedade atual, consumo está relacionado a poder. Ter é ser. As pessoas


compram coisas das quais não precisam, apenas por status ou pela influência de
propagandas.
O consumo exagerado de bens materiais é responsável por boa parte dos
impactos ambientais, como foi apresentado. Produtos industrializados são
consumidos diariamente.
Atualmente não dá para pensar em uma cidade sem pensar nos problemas
causados pela alta quantidade de lixo gerado. É evidente a poluição visual, mau cheiro
e contaminação do ambiente. Além disso, o lixo eletrônico gera a poluição do solo.
Mas os principais impactos ambientais do lixo são decorrentes do descarte
inadequado dos resíduos sólidos em fundos de vale, nas margens de rios e cursos de
água. Essa prática gera contaminação da água, assoreamento (acúmulo de
sedimentos na foz de um rio ou em um lago), enchentes e proliferação de animais
transmissores de doenças como ratos, baratas, moscas, entre outros.

27
11 IMPACTOS AMBIENTAIS NO BRASIL

No Brasil são realizadas diversas atividades causadoras de impactos


ambientais. Uma delas é a urbanização e industrialização sem planejamento.
A retirada de áreas verdes para abrir espaço para a construção de prédios,
casas, fábricas etc., causa o aumento da poluição atmosférica. Além disso, é um fator
determinante para a ocorrência de enchentes e alagamentos.
O crescimento rápido e desgovernado das cidades gera graves consequências
para os rios. Isso porque há uma grande quantidade de lixo e esgoto jogada nas águas
pluviais.

Cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, além da Região
Metropolitana de São Paulo são áreas que sofrem com estes problemas, bem
como outras grandes cidades brasileiras. (Apud BRITO R. 2018)

A mineração é outra atividade causadora de impactos ambientais no Brasil,


presente nos estados do Pará, Minas Gerais e Goiás. Além dos impactos como a
contaminação das águas no pequeno garimpo, as empresas mineradoras removem
áreas verdes, alterando a paisagem ambiental.
A agropecuária é uma atividade muito importante para o Brasil. O país é o maior
exportador de carne bovina do mundo.
Mas para alimentar tantas cabeças de gado, grandes áreas verdes são
desmatadas para o plantio de soja da ração dos bois, bem como para criar os animais.
Essas atividades acontecem principalmente no cerrado, no pantanal e na floresta
amazônica, prejudicando os ecossistemas dessas regiões.
Além disso, o Brasil também realiza a extração de petróleo no litoral sudeste
do país. O derramamento de petróleo provoca sérios danos ao meio ambiente, pois
mata peixes em grande quantidade, além de aves marinhas e outros animais
marinhos.

28
Fonte: vidaemebulicao.blogspot.com

As principais consequências dos impactos ambientais são:


• Alterações climáticas
• Extinção de espécies e habitats
• Aumento do nível do mar
• Desaparecimento de rios
• Poluição do ar
• Diminuição da qualidade de vida

Como minimizar e diminuir os impactos ambientais?


Os impactos ambientais podem ser diminuídos através de ações individuais e
coletivas, bem como por meio de leis e políticas ambientais. Algumas ações que
podem ser feitas são:
• Replantio de floresta em áreas desmatadas
• Separação, descarte adequado e reciclagem do lixo
• Economia de água
• Utilização de transportes coletivos
• Utilização de produtos biodegradáveis
• Redução do consumo

29
11.1 A responsabilidade penal ambiental

A lei federal 9.605/98 constituiu importante marco no regramento de proteção


do meio ambiente, ao estabelecer as diversas hipóteses de tipos penais para punição
das condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.
Consoante com o disposto no art. 2º da referida lei, responde por crime
ambiental quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos
incidindo nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade. E ainda deixa
claro que as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e
penalmente nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu
representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou
benefício da sua entidade sendo que a responsabilidade das pessoas jurídicas não
exclui a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato (art. 3º).
O ato de descumprir condicionantes impostas pelos órgãos ambientais a
depender do tipo de obrigação descumprida e seus efeitos para o meio ambiente
pode, eventualmente e a depender do caso concreto, ser tipificada no art. 54, 60 ou
no art. 68 da Lei de Crimes Ambientais.
Sem se pretender esgotar aqui as hipóteses e os possíveis enquadramentos
de eventuais práticas na lei de crimes ambientais, que dependerão de análise da
irregularidade cometida no caso concreto, apontamos os tipos mais comumente
relacionados ou decorrentes do descumprimento de condicionantes.

11.2 A responsabilidade civil ambiental

Para a responsabilização civil pelos fatos em tratativa, diante o disposto no §


1° do art. 14 da lei federal 6.938/81, deve-se verificar, primeiramente, a ocorrência
efetiva de danos ao meio ambiente ocasionados pelo descumprimento das
condicionantes e dos programas ambientais aprovados pelos órgãos ambientais.
O elemento subjetivo – dolo ou culpa, foi expressamente excluído,
estruturando-se, assim, a responsabilidade civil objetiva. Assim, aquele que exerce
uma atividade geradora de riscos ao meio ambiente deve recuperar/indenizar os
danos que dela originarem, independentemente de dolo ou culpa, haja vista o proveito
econômico obtido pelo agente da atividade produtiva em questão.

30
Ademais, os tribunais e parcela significativa da doutrina especializada –
especialmente o Superior Tribunal de Justiça ("STJ") - têm adotado o entendimento
da teoria do risco integral e a inversão do ônus da prova, bem como o dever de
reparação integral do dano, incluindo a reparação do ambiente cumulativamente com
as indenizações decorrentes dos danos interinos, danos ambientais irreversíveis ou
não reparados, danos morais coletivos, etc. E, ainda, a possibilidade de
desconsideração da personalidade jurídica no caso de insuficiência de patrimônio
para reparação do dano (art. 4º da lei federal 9.605/98).
Com isso, estabelecida a relação de causalidade entre um dano identificado e
a ação ou omissão de um agente, o infrator poderá ser responsabilizado na seara civil
e condenado a reparar e/ou indenizar o dano ambiental identificado.

11.3 Responsabilidade ambiental administrativa

A apuração da responsabilidade administrativa é atribuída aos órgãos públicos


competentes para a matéria de meio ambiente. As penalidades estão previstas, em
nível federal, na Lei de Crimes Ambientais a partir do art. 70 e no decreto 6.514/08.
As penalidades administrativas previstas na legislação são, em síntese: (I) a
advertência; (II) a multa e multa diária; (III) a não concessão, restrição ou suspensão
de incentivos fiscais e de outros benefícios concedidos pelo Estado ou por empresa
sob seu controle direto ou indireto, enquanto perdurar a infração, (IV) embargo de obra
ou suspensão das atividades, (V) apreensão, destruição e demolição e (vi)
revogação/cassação de licenças/autorizações.
Para a imposição das penalidades, é necessário identificar o infrator,
estabelecer o nexo de causalidade e verificar o dolo/culpa do infrator para a ocorrência
do fato (responsabilidade subjetiva).
No Estado de Minas Gerais, diferentemente dos demais estados federados,
além da multa simples pelo ato de descumprimento de condicionante acresce-se ao
valor da multa 30% a mais por condicionante descumprimento e 0,5% por relatório ou
atendimento considerado intempestivo.
Com isso, como exposto no item acima, recomenda-se, além da revisão do
mérito das condicionantes quando imprescindível à sua adequação, o atendimento
tempestivo ou a sua justificativa junto o órgão ambiental quanto ao não cumprimento
das condicionantes em tempo hábil.

31
Desde a década de 70, a legislação ambiental evolui aspirando à
compatibilização da proteção ao meio ambiente e do desenvolvimento dos
empreendimentos econômicos. A sociedade tem voltado os seus olhos para o setor
produtivo e cobrado deste uma postura ambientalmente coerente com as políticas
públicas e seus preceitos.
As condicionantes ambientais são obrigações que se encontram previstas nas
licenças e autorizações emitidas pelo poder público competente.
Elementos de interesse público, as condicionantes devem guardar relação
direta, imediata e proporcional com o impacto causado, não podendo substituir
políticas públicas imputadas a certos órgãos estatais, atentar contra o ordenamento
jurídico ou internalizar questões que não dizem respeito ao controle ambiental.

Relevante ressaltar, nesse contexto, a prorrogação do prazo ou revisão do


mérito das medidas, quando indispensável, haja vista ser o efetivo
cumprimento das condicionantes imperioso a confirmar a validade da licença
ambiental vinculada, a sua renovação e configura fator de potencial
responsabilização do empreendedor pela omissão. (Apud MIRANDA S.M.
2018)

Além disso, os empreendedores devem se atentar na elaboração dos estudos


ambientais preliminares, em especial para os dados vinculados às alternativas
locacionais do empreendimento, ao meio biótico, socioeconômico da comunidade
atingida, sítios e monumentos arqueológicos, históricos, naturais e culturais,
cavidades naturais, áreas remanescentes de quilombos, áreas indígenas e ruído. As
análises dos impactos permitirão, além da viabilização do projeto, a definição de
medidas mitigadoras e de compensação eficazes àqueles percebidos.
Somado aos benefícios acima apontados, podem ainda ser relacionadas (i) a
redução/eliminação de multas, passivos e acidentes; (II) melhoria da imagem da
empresa junto à comunidade; (III) conhecimento da legislação aplicável ao
empreendimento de modo sistematizado; (IV) determinação de uma diretriz única de
gestão organizacional e, por fim, (V) o aumento da competitividade no mercado.
Assim, resta claro que o gerenciamento dos aspectos e riscos ambientais
minuciosamente estudados e tratados dos projetos de infraestrutura em qualquer
realidade organizacional, não deve ser enxergado como algo periférico e sim, como
instrumento estratégico e hábil à uma diferenciação competitiva nos mercados, além
da redução de custos, meta tão almejada em momentos de instabilidade econômica.

32
12 POLUÍÇÃO HÍDRICA E QUESTÕES AMBIENTAIS DEVEM SER DISCUTIDAS
E ENFRENTADAS

Boa parte dos rios brasileiros está poluída, afetando peixes e outros animais e
prejudicando famílias ribeirinhas que dependem da pesca. A poluição hídrica também
favorece a transmissão de doenças, como a cólera, disenteria, verminoses e hepatites
A e B, e pode comprometer ainda o abastecimento de água nas grandes cidades. Em
geral, a poluição das águas está diretamente associada a outras questões ambientais,
como o desmatamento, o descarte inadequado do lixo e a emissão de gases poluentes
na atmosfera, que precisam ser discutidas e enfrentadas pelo poder público,
empresas e cidadãos.

“A água reflete as atividades humanas que são realizadas na bacia


hidrográfica. A agricultura, a indústria, a maneira de trabalhar o solo, os
hábitos da construção urbana, o destino do esgoto e do lixo, tudo isso se
manifesta na água. O espelho d’água mostra nossa cara”, afirma o médico,
ambientalista, idealizador do Projeto Manuelzão e professor aposentado da
Faculdade de Medicina da UFMG, Apolo Heringer. “A situação dos rios
brasileiros, tanto urbanos quanto no meio rural, a quantidade e as formas dos
corpos d’água, se estão bem tratados, se estão cobertos de asfalto. Tudo isso
indica a mentalidade humana na forma que o ser humano trata a natureza”.

Para Heringer, a poluição tira o prazer de uma pessoa contemplar um rio,


porque ninguém quer estar à beira de um rio poluído e malcheiroso. Essa poluição
traz impactos negativos na questão estética e na saúde humana, o que, segundo ele,
demonstra um nível de mentalidade incompatível com o que a natureza necessita. A
má qualidade da água impede que ela seja utilizada sem o devido tratamento.
No país, as fontes de água doce, em geral, recebem lixo sólido, agrotóxicos e
outros produtos químicos, além do esgoto de residências, hospitais e até resíduos
industriais.

“O tratamento do esgoto não está sendo bem feito no Brasil. Nos poucos
locais onde há tratamento, ele é insuficiente. Trata-se apenas uma parte e
não de forma completa. Estamos produzindo esgoto e lixo que caem na água,
tornando-a impossível de ser utilizada, tanto por seres humanos como pelas
plantas e demais animais. Então, o impacto sistêmico na natureza é muito
negativo, porque interfere na cadeia alimentar de todos os seres vivos”, alerta
Apolo Heringer. (Apud VALADARES Warlen, 2018).

A poluição dos rios e o desmatamento afetam, além da qualidade, a quantidade


da água doce disponível nas bacias hidrográficas. “Quando chove em uma região sem
vegetação, a água escorre com violência, produzindo erosão, assoreando os rios e

33
vai embora. A água não fica onde ela não tem como morar. A água mora nos
ecossistemas, que são o solo e as plantas. A vegetação apoia a chuva, a água infiltra
no solo fazendo as nascentes e rios terem água o ano inteiro”, explica o ambientalista.
Heringer acrescenta que as atividades humanas rompem a lógica do ciclo
hidrológico, o que abrange a chuva, solo, nascentes, rios, plantas e animais que
ajudam a espalhar a flora através das sementes que ingerem. O ser humano ataca a
base da vida na Terra ao interferir no ciclo de reprodução das plantas e animais,
atitude que o entrevistado considera completamente irracional.
De acordo com ele, essa relação problemática do homem com a água e o meio
ambiente precisa ser debatida. “Destruir a natureza, se você depende dela para
sobreviver, é uma atitude absolutamente inexplicável e negativa. O ser humano é
considerado um animal racional, com acesso ao conhecimento, à ciência, e é o que
mais prejudica a natureza. Os demais animais têm uma relação compatível com a
vida, sustentável com a natureza. É uma questão muito profunda para a gente fazer
uma reflexão”, pondera.

Fonte:pensamentoverde.com.br

13 RESPONSABILIDADE POLÍTICA E ECONÔMICA

Para preservar o meio ambiente e a vida no planeta, Apolo Heringer acredita


ser fundamental, e até urgente, mudar o modelo econômico atual de produção e

34
consumo, baseado na extração de recursos minerais e agricultura predatória.
“Precisamos também diminuir a pecuária, estimulando a mudança para uma dieta que
tende a ser mais vegetariana, porque o consumo de proteína animal aumenta o preço
dos alimentos, o desmatamento e traz consequências negativas à nossa saúde”,
defende. O ambientalista completa que os grandes produtores rurais e industriais
brasileiros não respeitam as leis vigentes no país, ao retirarem volumes importantes
de água subterrânea e fluvial sem a devida compensação pública.
Além disso, diversos projetos de lei em tramitação no Congresso flexibilizam a
legislação ambiental, como destaca a professora do Instituto de Ciências Biológicas
da UFMG, Maria Auxiliadora Drumond. Ela esclarece que essas novas leis, se
aprovadas, tornam o processo de licenciamento ambiental de grandes
empreendimentos menos rigoroso e favorece o uso de agrotóxicos nocivos ao meio
ambiente e à saúde humana, caso do Projeto de Lei 6.299/2002, conhecido
popularmente como “PL do Veneno”.
Maria Drumond considera que iniciativas que promovem o uso sustentável dos
recursos naturais disponíveis em biomas brasileiros e ações educativas de longo
prazo, direcionadas à população geral, indicam a melhor forma de administrar a
questão ambiental. “Essas ações não devem estar isoladas do contexto social. Eu
vejo a educação ambiental como a possibilidade de transformação da sociedade em
todos os níveis, atuando na causa do problema, não pontualmente. Por exemplo, fazer
brinquedo com garrafa pet pode ser educativo, mas será que temos que consumir pet
mesmo? Ou devemos atuar nas raízes do problema, trabalhando na postura política,
lidando com os interesses econômicos? Acho que esse processo educativo deve ser
sistêmico”, argumenta. (Apud VALADARES Warlen, 2018).

14 OS PROBLEMAS AMBIENTAIS GERADOS PELO CONSUMISMO

De um lado, estão as organizações com suas necessidades inadiáveis de maior


participação em fatias de mercado, melhoria de imagem institucional e busca pelo
lucro; do outro lado estão as pessoas que necessitam do trabalho fornecido pelas
empresas para garantir seus salários e, com isso, sua própria sobrevivência.

35
Um dos primeiros indícios do dilema entre produção de bens e proteção dos
recursos naturais surgiu no início da década de 1960, após a intensificação da
produção e consumo de produtos e serviços.
Em 1962 foi publicado o livro Silent Spring (Primavera Silenciosa) de Rachel
Carson e que expunha os riscos em relação ao DDT, um tipo de inseticida. O livro
teve grande repercussão na opinião pública e fez com que houvesse intensa inspeção
de terras, mares, rios e ares por parte de muitos países, gerando preocupação das
pessoas em relação aos danos causados ao meio ambiente e evidenciando a poluição
como um dos grandes problemas ambientais do planeta (DIAS, 2011). Em 1968 foi
criado o Clube de Roma com o objetivo de estudar o impacto global das interações
dinâmicas entre a produção industrial, a população, o dano no meio ambiente, o
consumo de alimentos e o uso de recursos naturais. Em 1972, ocorreu a Conferência
das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano em Estocolmo, Suécia, e que
contou com representantes de 113 países, 250 organizações não governamentais e
vários organismos da ONU (SEIFFERT, 2014, apud ALVES R. R. 2018).
Apesar disso, de acordo com Portillo (2010), é somente a partir da década de
1970 que se inicia a internalização das questões ambientais nas organizações,
motivado em muitos casos pela pressão de novas normas e exigências ambientais,
ou pela pressão de movimentos ambientalistas, que utilizavam denúncias,
manifestações e boicotes e, ainda, pelos próprios empresários que se mostravam
mais conscientes em termos de meio ambiente e adotavam iniciativas nessa área.
Em termos globais, a inserção definitiva das questões ambientais como
limitante ao desenvolvimento ocorreu com a divulgação do relatório “Nosso futuro
comum”, em 1987, pela Comissão Mundial de Meio Ambiente e também com a
realização da Conferência Mundial para o Desenvolvimento e o Meio Ambiente, em
1992, no Rio de Janeiro, na qual o conceito de desenvolvimento sustentável foi
apresentado como uma das saídas para o impasse decorrente da necessidade de
continuar o crescimento econômico e considerar a possibilidade de esgotamento dos
recursos naturais (DIAS, 2014, Apud ALVES R. R.,2018).
De um lado, estão as organizações com suas necessidades inadiáveis de
maior participação em fatias de mercado, melhoria de imagem institucional e busca
pelo lucro; do outro lado estão as pessoas que necessitam do trabalho fornecido pelas
empresas para garantir seus salários e, com isso, sua própria sobrevivência. Além
disso, as pessoas precisam atender às suas necessidades, comprando os produtos

36
fabricados pelas empresas e pagando os impostos e recebendo em troca a
infraestrutura e diversos serviços proporcionados pelos governos.
Entre os dois agentes (empresas e pessoas) está o meio ambiente, que possui
a função de proporcionar suporte à vida, fornecer matéria-prima para as empresas e
assimilar resíduos gerados pelos processos produtivos e pelos consumidores.
Algumas décadas atrás, obter matérias-primas do meio ambiente e utilizá-lo
como depositário de resíduos não era problema. Julgava-se que os recursos naturais
eram inesgotáveis. Hoje, verifica-se que as questões ambientais têm assumido papéis
importantes nunca antes alcançados na história da humanidade. A problemática
ambiental não se limita tão somente à falta de matérias-primas para as empresas ou
acúmulo de resíduos sólidos urbanos, mas também à geração de diversos outros
problemas. A alteração das condições naturais do planeta, graças às constantes
intervenções humanas, causou profundos desequilíbrios no clima, provocando
situações incomuns em diversas partes do globo terrestre.
A solução para a problemática ambiental passa pela responsabilidade das
empresas em buscar fontes de matérias-primas renováveis, fabricar produtos
utilizando energias limpas e cujos resíduos possam ser assimilados pelo meio
ambiente. Além disso, as empresas passam a agir com responsabilidade social e
ambiental, contribuindo para o progresso da sociedade e para a proteção do meio
ambiente. Torna-se competitivamente insustentável a existência de empresas que não
operem buscando esses tipos de responsabilidades.
A responsabilidade ambiental também passa pela educação e consciência das
pessoas. Se as empresas poluem o meio ambiente com seus produtos tão
necessários à vida moderna é porque existe o consumidor que os adquire. Exigir que
as empresas tenham uma maior responsabilidade social e ambiental também é função
dos consumidores, que, primeiramente, devem fazer a sua parte nesse processo.
Destaca-se que um mediador entre as empresas e as pessoas na questão do
consumo social e ambientalmente responsável é o governo. Por meio de leis e
regulamentações, o Estado é capaz de interferir a favor de produtos mais “amigáveis”
ao meio ambiente, que são conhecidos como produtos verdes. Contudo, esses
instrumentos legais nem sempre são eficientes, restando ao consumidor
desempenhar o seu papel, que é exigir o compromisso social e ambiental das
empresas e, se for necessário, exercer também pressão sobre seus governos.

37
15 A IMPORTÂNCIA DO GESTOR AMBIENTAL NOS DIAS ATUAIS

A preocupação com a questão ambiental vem se expandindo nas últimas


décadas. Diante da necessidade de o ser humano organizar as suas atividades
produtivas de forma a evitar ou minimizar os diversos impactos ambientais causados
no meio ambiente, a gestão ambiental é uma ferramenta importante de planejamento,
controle e gestão referente às questões ambientais e visa contribuir para o
desenvolvimento econômico, desde que seja de forma sustentável.
Neste contexto, a gestão ambiental tem ganhado destaque e uma dimensão
estratégia das empresas, como forma de planejar o desenvolvimento, a implantação
e manutenção de uma política ambiental para o desenvolvimento sustentável, se
caracterizam como “conjunto de princípios, estratégias e diretrizes de ações e
procedimentos para proteger a integridade dos meios físicos e bióticos, bem como dos
grupos sociais que deles dependem. Inclui também, o monitoramento e o controle de
elementos essenciais à qualidade de vida, em geral, e à salubridade humana, em
especial”.
Nesse sentido, o gestor ambiental é o profissional com formação
multidisciplinar e interdisciplinar, com uma visão holística que vai trabalhar
diretamente com a gestão ambiental, elaborando projetos com o objetivo de alcançar
resultados positivos em relação ao meio ambiente, bem como a redução dos impactos
ambientais provocados pelas ações do homem, melhorando a qualidade de vida, para
que todos se sintam bem em um ambiente menos poluído, além de garantir o uso mais
racional dos recursos naturais, preservando-os para as gerações vindouras e
contribuindo para a sustentabilidade econômica, social e ambiental.
A profissão de gestor ambiental é nova no mercado, mas é uma área que está
em expansão devido às exigências ambientais da atualidade, este profissional pode
atuar em empresas e instituições públicas que pretendem incorporar o conceito de
sustentabilidade. Diante do cenário vigente, da crescente globalização dos mercados,
a gestão ambiental é um fator estratégico de competitividade para as organizações
que pretendem se manter ativas, competitivas e com uma boa imagem. Sendo assim,
o gestor ambiental tem o papel de encontrar alternativas de projetos e técnicas para
a manutenção do equilíbrio ambiental, desta forma, é importante que este profissional
desenvolva suas atividades de forma integrada com as novas tecnologias e em
sintonia com seu conhecimento técnico o que resultará em uma gestão inovadora com

38
responsabilidade socioambiental, que leve em consideração a preservação ambiental
e melhoria da qualidade de vida.
O gestor ambiental é o responsável por organizar, dirigir e controlar atividades
relativas ao meio ambiente. Entre tais atividades, merecem destaque o planejamento,
o gerenciamento e a execução de tarefas voltadas para o diagnóstico socioambiental,
a avaliação de impactos, proposição de medidas mitigadoras (tanto preventivas como
corretivas), a recuperação de áreas degradadas e monitoramento da qualidade
ambiental visando à promoção do desenvolvimento sustentável, enfim, a adoção de
medidas voltadas para a obtenção de efeitos positivos sobre o meio ambiente, seja
reduzindo ou eliminando danos ou problemas de origem antrópica (atuação reativa),
seja evitando seu aparecimento (atuação preventiva).
O gestor ambiental tem grande responsabilidade e deve ser étnico para
administrar os recursos naturais e propor técnicas científicas para minimizar os
impactos ambientais provocados pelas ações humanas. Além de todas as
características citadas, cabe destacar que todo gestor ambiental é também um
educador ambiental, pois assume um papel importante para um novo modelo de
desenvolvimento, promover a gestão racional e equilibrada dos recursos naturais.
A atuação do gestor ambiental como educador ambiental é:

“Agente multiplicador executando programas de treinamento e


conscientização coletiva da importância da divulgação e adoção dos
princípios de sustentabilidade através de diferentes instrumentos”. (Apud
Pagés G. M. 2015).

A atuação como educador ambiental pressupõe um processo de formação e


informação, que requer a mudança de comportamentos, hábitos, de atitudes,
consciência crítica e propor novas práticas referentes às questões ambientais, que
levem as comunidades a buscarem formas de preservar o meio ambiente.
Afinal, é importante que o gestor ambiental busque sempre refletir sobre sua
própria prática de atuação, analisando se está surtindo efeitos na organização, na
sociedade e em relação às pessoas envolvidas, o trabalho de conscientização de
todos os envolvidos no processo é de suma importância para a obtenção de resultados
positivos, sejam econômicos, sociais e ambientais.

39
16 GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE

No último século o modo de produção no Brasil sofreu uma transição bastante


rápida. O país passou de um exportador de produtos predominantemente agrícolas, a
uma nação com um parque industrial muito forte.
Paralelamente surgiram os problemas ambientais, porém menos marcados, em
igual velocidade. Os diversos ramos industriais como petroquímicos, celulose,
químico, automobilístico e autopeças, sofrem inspeções de sua infraestrutura ou de
utilização do solo.

Fonte:
conexaoplaneta.com.br

As multinacionais que apresentam rigor ambiental nos processos produtivos


em seus países de origem, quando se instalam no Brasil estão buscando trazer
condutas ambientalmente corretas no que concerne a emissão de gases tóxicos,
resíduos líquidos ou sólidos, além do uso racional de recursos naturais.
Desta forma, procurando controlar os níveis de poluição emitidos, as empresas
passaram a adotar diversas medidas de tratamento de resíduos sólidos, líquidos e
gasosos gerados no processo de produção, sendo que estes eram os únicos
problemas ambientais que empresas consideravam ter, e a preservação do meio
ambiente era vista como custo adicional ao processo produtivo.

40
16.1 O sistema de gestão ambiental e a sustentabilidade

Não há mais como exportar poluição, via transferência de tecnologia poluidora,


ou via produtos ecologicamente agressivos. As novas tendências de consumo em
direção a produtos de menor impacto ambiental, embora ainda dirigida
mercadologicamente, deve se firmar nos padrões de qualidade na cesta do
consumidor.
Dessa forma, a finitude dos recursos naturais começa a ser mais percebida e
vigiada. É nesse sentido, e com tal percepção, que as empresas inauguram os anos
noventa e adentram o século dois mil, gerindo o meio ambiente.
O sistema de gestão ambiental é um instrumento com procedimentos
semelhantes a qualquer nível gerencial de uma empresa moderna, como por exemplo,
gestão financeira, ou de produção, marketing, ou recursos humanos. Sua
particularidade é a importância conferida às questões ambientais da empresa, daí a
denominação específica para a gestão que controla: uso racional de matérias-primas,
insumos, energia, água, ar e também se preocupa com processos produtivos que
cause menores danos à natureza, mediante a redução de sucatas, resíduos sólidos e
líquidos, lixo e degradação ambiental em geral.
Verificamos então, que o gerenciamento ambiental é uma das atividades mais
importantes relacionadas com qualquer operação industrial. De modo geral, o
gerenciamento ambiental está ligado aos sistemas organizacionais e programas que
visam a questão práticas tais como:
• Controlar e reduzir os impactos do meio ambiente,
• Cumprir as leis e normas ambientais,
• Desenvolver tecnologia apropriadas para eliminar resíduos ambientais,
• Eliminar ou reduzir os riscos ao meio ambiente e ao homem,
• Utilizar tecnologia limpa com objetivo de reduzir gastos de energia e materiais,
• Melhorar o relacionamento com a comunidade e com o Governo,
• Antecipar as questões ambientais que podem causar ao meio ambiente e/ou a
saúde humana.

O Sistema de Gestão Ambiental pode ser gerido pelos diversos


Departamentos de uma Empresa, na pessoa do seu Gerente,
constituído como Representante da Alta Administração para Assuntos
Ambientais, que tem responsabilidades e poderes definidos em uma
Matriz de Responsabilidades. (Apud FERREIRA E. G. 2017).

41
Aspectos e impactos ambientais significativos associados a produtos, serviços
e atividades, são definidos e constituem-se na base do Sistema de Gestão Ambiental.
Sobre estes estão estabelecidos, procedimentos documentados, e os controles
pertinentes.
Objetivos e metas ambientais são estabelecidos com base na significância dos
aspectos e impactos ambientais, na disponibilidade de recursos e no alinhamento com
a Política Ambiental da empresa e com os requisitos legais pertinentes.
Programas Ambientais são estabelecidos para que sejam atingidos os objetivos
e metas ambientais definidos e para cumprir integralmente a Política Ambiental.
Monitoramentos e inspeções de equipamentos e instalações são efetuados, de
acordo com procedimentos específicos, para permitir o controle e a avaliação contínua
destes, assegurando, assim, manutenção do padrão de desempenho ambiental.
Em intervalos de tempo, devidamente especificados, são realizadas Auditorias
do Sistema de Gestão Ambiental para avaliar o nível de conformidade das práticas
empregadas com os requisitos do Sistema de Gestão Ambiental e da Política
Ambiental.
Os riscos e perigos ambientais relacionados aos produtos, serviços e atividades
são estudados, conhecidos e registrados. Planos de Ação de Emergência são
estabelecidos para mitigar ou minimizar os impactos ambientais provocados por
eventuais acidentes.
Periodicamente a Alta Administração da Empresa deverá reunir-se e efetuar
Análise Crítica do Sistema de Gestão Ambiental, definindo, sempre que necessário,
ações apropriadas à melhoria do desempenho ambiental da Organização. "A
competitividade ambiental" implica certamente em modernização de todo o processo
produtivo, que vem ganhando, mundialmente, um novo alvo além da busca da
produtividade e da otimização dos custos. De certa forma, pode-se dizer que os
processos de modernização da produção incorporam, intimamente, os conceitos de
redução de impactos ambientais.
Com o estabelecimento de objetivos e metas de qualidade ambiental,
identificando e influenciando fornecedores com potencial poluidor, demonstrando aos
mesmos, oportunidades de melhorias as grandes Empresas atingem resultados
excelentes no seu sistema de gestão ambiental.
Com tudo isso, concluímos que o Sistema Gestão Ambiental faz parte de um
esforço integrado e contínuo de toda cadeia produtiva de uma empresa na busca da

42
excelência ambiental. A postura pragmática conduz a empresa a gerir seu sistema
ambiental através de desenvolvimento de tecnologias limpas, com atividades de
natureza estratégica, portanto, os investimentos e o comprometimento de todos os
colaboradores e da alta administração podem ser traduzidos em:
• A redução de custo por meio de reciclagem de subprodutos do processo
industrial.
• A redução no consumo de insumos.
• A melhoria da qualidade de vida no trabalho.
• Fortalecimento da imagem da empresa entre clientes e comunidade local.
• Melhoria na qualidade das relações com os órgãos governamentais.

Mesmo diante dos elevados custo de tratamento de efluentes e disposição


adequada dos resíduos, a viabilidade do Sistema de Gestão Ambiental, é claramente
verificada, nas empresas em que o mesmo é implementado.

16.2 Ações ambientais do Sistema de Gestão ambiental

A Gestão ambiental é um sistema de gestão empresarial que apresenta os


seguintes benefícios:

• Uso de recursos naturais de forma racional;


• Aplicação de métodos que visam a manutenção da biodiversidade;
• Adoção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos;
• Utilização sustentável de recursos naturais;
• Tratamento e reutilização da água e outros recursos naturais dentro do
processo produtivo.
• Criação de produtos que provocam o mínimo possível de impacto ambiental;
• Uso de sistemas que garantem a não poluição ambiental. Exemplo: sistema
carbono zero;
• Treinamento de funcionários para que conheçam o sistema de
sustentabilidade da empresa, sua importância e formas de colaboração;
• Criação de programas de pós-consumo para retirar do meio ambiente os
produtos, ou partes deles, que possam contaminar o solo, rios, etc.

43
Nos hospitais, as questões ambientais têm várias soluções sustentáveis como:
a coleta seletiva do lixo, economia dos insumos (água, energia elétrica e gás),
realização de campanhas e treinamentos para os funcionários do hospital.

44
17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTUNES, Paulo de Bessa. Direito ambiental. 11. ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2008.

CARVALHO, Vininha F. Meio Ambiente e Progresso, um desafio para a


sustentabilidade. Ecoviagem, [S. l.], 3 jun. 2003.

FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental. São Paulo: Editora
Saraiva, 2004. 5. ed.

KRULL, André. Proporcionalidade e condicionantes na licença ambiental. Revista


Jus Navigandi, Teresina, ano 17, no 3310, 24 jul. 2012. Disponível em:
https://jus.com.br. Acesso em 03/04/2019.

LIMA, Ana Marina Martins de. Definição de Gestão Ambiental. Ambientedomeio, [S.
l.]

45
18 BIBLIOGRAFIA

PHILIPPI Jr. Arlindo. Curso de Gestão Ambiental. 2ª Ed. 2013. ISBN


9788520433416.

PEARSON BRASIL. Gestão Ambiental.1ª Ed. 2010. Editora Pearson Brasil. ISBN:
8576056984.

BARBIERI, José Carlos. Gestão Ambiental Empresarial. 2ª Ed. Editora Saraiva.


2007. ISBN 978-85-02-06448-5

46

Você também pode gostar