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Tema: A Prática do Amor Cristão

Texto: Romanos 12. 9 – 21

INTRODUÇÃO

1) Paulo não era conhecido da maioria dos irmãos da igreja em


Roma.
2) Porém, havia ali muitos irmãos que eram conhecidos de Paulo,
conforme o que é mencionado no capítulo 16.
3) A igreja era formada de judeus e gentios, isso estabelecia um
conflito entre os irmãos, devido as suas práticas e costumes tão
diferentes.
4) Além disso, a igreja vivia sob a constante ameaça de
perseguição por parte das autoridades romanas, que os via com
desconfiança.
5) Paulo escreve está carta, também como uma carta pastoral,
para tratar desses dois assuntos:
a) O relacionamento que os cristãos deveriam ter entre si, e o
seu relacionamento para com Deus;
b) O relacionamento dos cristãos para com os que os
perseguiam.

I. A NECESSIDADE DE AMARMOS OS NOSSOS IRMÃOS E


A DEUS – v. 9 – 16
a) Esta relacionando com a tensão interna, que a igreja
estava passando.
b) A base para todo o ensino de Paulo é o que “o amor seja
sem hipocrisia”.
c) Hipocrisia – está atrás de alguma coisa, conforme a prática
do teatro antigo.

1) O amor deve ser genuíno – v. 9


“O amor seja sem hipocrisia.” Ou sem fingimento.

2) O amor não deve ser apenas uma emoção –


a) A lista de Paulo é composta de atitudes que expressão
esse amor
b) Amor é muito mais que uma sensação prazerosa por
alguém, mas uma atitude para ver o outro bem.

3) O amor sem hipocrisia em relação aos irmãos


a) O amor sem fingimento é fraternal e cordial – v. 10
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor
fraternal,
b) Quais são as atitudes de um amor fraternal e cordial
1) preferindo-vos em honra uns aos outros – v. 10
“Deseje que os outros sejam honrados ao invés de
você”.

2) O amor sem fingimento atende às necessidade


dos outros – v. 13
“...compartilhai as necessidades dos santos...”
Santos = irmãos
Separados para Deus, mas aqui no mundo eles
passam por necessidades.
- A igreja era na sua maioria composta por pessoas
pobres (viúvas, órfãos, soldados, diaristas, jornaleiros,
agricultores, pequenos comerciantes) gente que
passava por necessidades.
- O amor sem hipocrisia é descrito em 1João 3. 17
- Celso dizia: “que esses ateus galileus alimentam,
não somente os seus órfãos, mas também os
nossos.”
3) O amor não fingindo é hospitaleiro – v. 13b
“...praticai a hospitalidade”
a) Naquela época não havia redes de hospedagem
b) Dependiam das casas dos irmãos e amigos para se
hospedar.
a) O cristianismo cresceu muito por causa dessa
prática
b) 3 João foi escrita para incentivar a hospitalidade,
entre aqueles irmãos que iam levar a palavra de
Deus a locais distantes.
c) Em 3João ele defende, recomenda e apoio um
cristão de nome Gaio, que tinha o ministério de
hospedar e enviar missionários a campos distantes.
4) O amor sem fingimento se alegra com os que se
alegram – v. 15
“Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os
que choram.”
a) Isso nos guarda do sentimento de inveja.

5) O amor sem fingimento busca a harmonia – v. 16


“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros;”
a) Sejam unânimes entre você, vivam em harmonia e
tenham o mesmo modo de pensar.
b) Havia uma tensão entre judeus e gentios dentro da
igreja.
c) É preciso reconhecer que as questões que você
considera importantes, as vezes não são.
d) É preciso ceder, naquilo que não nos é importante
e viver em torno daquilo que nos é fundamental.

6) O amor sem fingimento é humilde – v. 16b


“em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o
que é humilde;”
a) Pode ter duas interpretações: tanto coisas humildes
como pessoas humildes.
b) Se tratando de coisas humildes, ele quer dizer: “em
vez de ser orgulhosos, aceitem coisas humilde”.
Por exemplo: Fazer tarefas humildes. Servir em
posições que não têm muito reconhecimento.
c) Em se tratando de pessoas: “em vez de serem
orgulhosos, se comuniquem e sejam solidários
com pessoas humildes.”

7) O amor não sem fingimento não reconhecimento -


“...não sejais sábios aos vossos próprios olhos.”
Col.

Depois de falar do amor entre os irmãos, Paulo agora fala do


nosso amor para com Deus.

Como o meu amor a Deus pode ser um amor não fingindo?

1) O nosso amor a Deus é amor não fingindo quando eu


aborreça as coisa que Deus aborrece – v. 9
“...detestai o mal, apegando-se ao bem.”
a) A cultura pagã era totalmente tolerante com o mal
b) O deuses pagãos eram desprovidos de moralidade e cheios
de imperfeições de caráter
c) Tais os deuses, tais os seus adoradores
d) Mal = tudo aquilo que é contrario a santidade de Deus.

2) O nosso amor a Deus é amor não fingindo quando eu me


apego as coisas que Deus gosta – v. 9
“detestai o mal, apegando-se ao bem”.
3) O nosso amor a Deus é amor não fingindo quando eu não
sou preguiçoso nas coisas de Deus – v. 11

“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito,


servindo ao Senhor...”

4) O nosso amor a Deus é amor não fingindo quando eu me


alegro nas promessas de Deus e que Ele é fiel para as
cumprir – v. 11

“...regozijai-vos na esperança, sede pacientes na


tribulação, na oração, perseverantes;

a) Esses irmãos estavam sofrendo perseguições.


b) Ser paciente nas tribulações significa não murmurar, não
reclamar de Deus

c) compartilhai as necessidades dos santos; praticai a


hospitalidade;
d) Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em
lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é
humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos.

II. O AMOR PARA COM AQUELES QUE NOS PERSEGUEM E


OS NOSSOS INIMIGOS – v. 10 – 21
Tem haver com as perseguições que eles estavam sofrendo
1) Quando vocês forem perseguido não peçam a Deus
que amaldiçoem os seus perseguidores – v. 14
“...abençoai os que vos perseguem, abençoai e não
amaldiçoeis.”
a) Abençoar os que nos perseguem nos faz agir à
semelhança de Cristo, na cruz, que perdoou os seus
acusadores.
b) Você pode dizer, mas isso foi Cristo, lembre-se de Estevão
sendo apedrejado e orando a favor dos seus
apedrejadores – Atos 7

2) Quando vocês forem perseguido não paguem o mal


com o mal – v. 17
“Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por
fazer o bem perante todos os homens”
a) Ou seja, não paguem na mesma moeda.

b) V. 18 - se possível, quanto depender de vós, tende paz


com todos os homens;
c) V. 19 - não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas
dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a
vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
Conforme Deut. 32. 35
“Eu sou o Deus que retribui, eu sou o Deus da
vingança.”
v. 20 - Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de
comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo
isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.
Conforme Prov. 25.21 – 22

Dois sentidos:
1) Juízo sobre de Deus sobre a cabeça dele
2) Fazendo a sua consciência pesada

v. 21 - Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com


o bem.
O bem é o instrumento mais poderoso que o cristão
tem.

CONCLUSÃO

1) O cristianismo tem implicações praticas;


2) A natureza do amor cristão – atitudes que buscam o bem do
próximo, o nosso serviço a Deus e as nossas atitudes diante
das tribulações da vida;
3) Embora nos seja, permitido por lei, nos defender e promover o
bem, nunca devemos nos vingar a nós mesmos.
4) Deus não fará justiça plena aqui neste mundo. O reino de Deus
não virá por meios humanos.

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